13/12/2008 - 09:15h ABC: empresários de ônibus querem tarifa a R$ 2,80 em abril

Leandro Amaral - Repórter Diário

Felipe Logli
A tarifa dos ônibus em cinco cidades passa a ser de R$ 2,50, mas empresários querem alterar para R$ 2,80

Antes mesmo de entrar em vigor neste domingo (14) o reajuste na tarifa de ônibus no ABC, o empresariado já sonha com mais um aumento em um curto espaço de tempo: R$ 2,80 em abril de 2009. “Queremos mais em abril”, sentencia o presidente do SETC/ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), Baltazar de Souza, durante entrevista ao Repórter Diário.

Segundo ele, as prefeituras não cumpriram o acordo de reajustar a tarifa anualmente. “Nós temos um compromisso de repassar a tarifa de ano em ano. Em abril deste ano venceu o prazo e nada. No ano passado foi só R$ 0,10 de reajuste que também não resolveu muito”, reclama o empresário justificando a própria reivindicação. “Nós tivemos aumento de salário, do óleo diesel e nós vamos ficando com defasagem”.

A idéia inicial era que os atuais prefeitos “cobrissem a defasagem” com o reajuste da passagem para R$ 2,80, porém o “presente de Natal” dos empresários do transporte não foi atendido. “Quando nós contávamos com R$ 2,80 eles deram R$ 2,50″, lamenta Baltazar.

A força dos empresários em relação à elevação da tarifa deu provas claras de quem “dirige o transporte” na região. Enquanto as prefeituras ainda se reviravam entre planilhas e cálculos, Baltazar já anunciava em alto e bom som, aos quatro ventos, a novidade ao bolso do usuário.

Somente no dia seguinte, as administrações municipais se pronunciaram. O Executivo andreense confirmou, por meio de nota, o que o empresário já havia antecipado. O único a falar publicamente sobre o assunto, também no dia seguinte, foi o prefeito de São Caetano. “Continuaremos com a menor tarifa do ABC”, cravou José Auricchio Júnior (PTB), referindo-se à cobrança atualde R$ 2 contra R$ 2,30 dos outros municípios.

A partir deste domingo (14), o valor da tarifa de ônibus passará de R$ 2,30 para R$ 2,50 nos municípios do ABC. O reajuste de 9%, resultará em um valor maior que o cobrado em São Paulo (R$ 2,30). As exceções ficam por conta de São Caetano e Rio Grande da Serra, onde a passagem será R$ 2,30. O último reajuste foi repassado aos usuários em abril de 2007, subindo de R$ 2,10 para R$ 2,30 - aumento de 9,25%. A variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) desde o último acréscimo até novembro deste ano foi de 17,12%. Em maio passado a AETC/ABC tentou negociar junto ao Consórcio reajuste mínimo de R$ 0,10, mas a proposta não foi aceita.

Critérios
Segundo o presidente da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos - Ailton Brasiliense, a elevação do preço da passagem deve seguir critérios, entre os quais o principal item é a contrapartida ao usuário. “Existe uma planilha criada há mais de 20 anos por um órgão já extinto, mas que ainda é muito utilizada. Nela constam os custos fixos e variáveis, tipo de frota, idade da frota, entre muitos outros itens. Depende, portanto, do que está sendo negociado entre o poder público e o grupo empresarial. Haverá renovação de frota? Racionalização da oferta? Ampliação da oferta? Como a gratuidade está considerada na formação da planilha? Enfim, a decisão final deve considerar um grande número de parâmetros, para definição da tarifa”, detalha o engenheiro.

O empresário Baltazar de Souza garante que as melhorias ocorrem. “As empresas renovam a frota, estão sempre comprando e se estruturando melhor. Santo André e Diadema já renovaram a frota e São Bernardo, até o fim do ano, receberá mais 20 coletivos”, cita, destacando também o investimento no capital humano. Segundo ele, um motorista de ônibus no ABC recebe hoje cerca de R$ 1,8 mil. Valor este, segundo Baltazar, maior que em outras localidades.

Porém, não é isso que dizem os usuários dos coletivos. A estudante Valdimaria Santos de Souza, 15 anos, usa o ônibus todo dia para ir à escola em Santo André. Segundo ela, entre ida e volta, gastará R$ 10 a mais por mês. “Isso não é legal. Eles aumentam, mas o transporte continua precário. Isso sem falar que somos tratados como cachorro”, diz. A dona de casa Claudete Câmara, 58, concorda. “Utilizo o ônibus todo dia. Esse aumento vai atrapalhar no orçamento doméstico. Pagar tudo isso para entrar em um ônibus lotado e sem qualidade não vale”, reclama.

“Eu avisei”, lembra Alvarez
O ex-vereador de Santo André, Ricardo Alavarez, que disputou a sucessão do Paço pelo PSol, durante a campanha eleitoral já havia sinalizado para a “dor no bolso sempre que termina uma eleição”. “Faz 20 anos que isso acontece: termina a eleição e logo em seguida vem o aumento. Não é bola de cristal e sim uma relação promíscua entre o transporte e a eleição”, critica. “Todo mundo sabe que tem relação e que não é mera coincidência”, observa Alvarez.

Aliás, esta não é a primeira vez que a relação transporte e eleição é citada no meio político. Nos últimos dias cogitou-se a possibilidade do aumento estar atrelado a acordos firmados entre empresários e políticos para o pagamento das dívidas de campanha. “Eu desafio os empresários abrirem as planilhas de contas”, cutuca. “Eu afirmo que os empresários da região retiram no mínimo R$ 2 milhões líquido todo mês”, dispara.

E, por falar em período eleitoral, quem não se lembra da promessa do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) que disputou o embate sucessório em São Bernardo contra Luiz Marinho. Dias antes da eleição, o tucano prometeu que a tarifa seria reduzida a R$ 2 na cidade, caso ele fosse o vitorioso nas urnas. Ele perdeu, e agora, o atual chefe do Executivo, William Dib (PSB) - seu principal apoiador - permitiu o reajuste.

19/10/2008 - 09:28h PT está na maioria das disputas do interior de SP

O Estado SP

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O PT está na disputa no maior número de cidades que terão segundo turno no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido tem candidatos em quatro importantes colégios eleitorais da Grande São Paulo, um tradicional reduto do partido.

Em Guarulhos, o petista Sebastião Almeida enfrenta Carlos Roberto de Campos, do PSDB. A Prefeitura de Mauá tem como concorrentes Oswaldo Dias, do PT, e Chiquinho do Zaira, do PSB. Outro petista, Vanderlei Siraque, disputa com Aidan Ravin, do PTB, em Santo André.

Em São Bernardo do Campo, enfrentam-se os candidatos Luiz Marinho, do PT, e Orlando Morando, do PSDB. As sondagens divulgadas pelas equipes de campanha indicam disputas acirradas.

A vitória no ABC é considerada estratégica para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou a trajetória política como sindicalista na região. Na campanha, ele gravou declarações de apoio e subiu no palanque dos petistas.

No interior, o PT está em vantagem na corrida pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O candidato do partido, João Paulo Rillo, aparece oito pontos na frente do concorrente do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, em pesquisa do Ibope. O presidente Lula gravou mensagens de apoio ao petista. O PSDB faz parte da coligação que apóia Valdomiro - tem o candidato a vice na chapa.

A direção estadual do partido negociou o apoio do atual prefeito da cidade, Edinho Araújo, do PPS, ao candidato do PSB. A declaração de apoio ainda não surtiu efeito. Valdomiro liderou a disputa no primeiro turno.

Em Bauru, o candidato do PMDB, Rodrigo Agostinho, também abriu oito pontos em relação ao concorrente, o tucano Caio Coube, de acordo com a última pesquisa. Coube havia chegado na frente no primeiro turno. O peemedebista tem como vice na chapa a vereadora Estela Almagro. Os dois candidatos receberam reforços de seus partidos esta semana.

O secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, esteve na cidade para anunciar investimentos do governo estadual. O presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho da Silva, participou da campanha ao lado do candidato aliado, do PMDB.

03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral - Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

Leia também:
- Marinho abre 10 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno
- Reali dispara com 46% dos votos e se distancia de José Augusto
- Siraque abre 31 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno

01/09/2008 - 15:00h Lula afirma que fará todo esforço para eleger Luiz Marinho

Osvaldo Ventura
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Ao lado de Marinho, Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib

Leandro Amaral - Repórter Diário

“É o começo da redenção em São Bernardo. Farei todo o esforço que puder para eleger o Marinho”. Foi com essa afirmação, durante o comício do prefeiturável em São Bernardo, neste sábado (30), que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva esquentou ainda mais a disputa sucessória.

Nem mesmo o frio e até a garoa que se fez presente em alguns momentos foram capazes de desanimar a militância – formada pela coligação de 11 partidos – que tomou conta da praça Giovanni Breda (Área Verde) no bairro Assunção e testemunhou o primeiro ato oficial do cabo eleitoral mais disputado atualmente: Lula. Segundo a organização do evento cerca de nove mil pessoas estiveram no local.

“Eu como presidente, agradeço a Deus pelo Marinho e o Frank Aguiar (vice de Marinho) serem candidatos”, diz. “Falo isso porque, em 2011, quando terminar meu mandato, vou morar em São Bernardo e quero um prefeito do bem, com dignidade. Esse homem é o Luiz Marinho”, discursou Lula em tom inflamado.

O presidente reafirmou durante toda sua oratória as virtudes do seu ex-ministro. E, por falar em ministério, Lula disse que não queria a saída de Marinho do comando da Previdência. “Ele fez um extraordinário trabalho”, disse. Mas, o desafio de administrar a maior cidade do ABC, berço do PT e do novo sindicalismo fez o ícone do Partido dos Trabalhadores mudar de idéia. “ Vários companheiros me disseram que era importante eu liberar o Marinho porque ele reunia todas as chances de ganhar a prefeitura”, ponderou Lula.

O chefe da nação, além de enaltecer o ex-integrante ministerial fez citações acaloradas ao ex-prefeito Maurício Soares (PT) - que foi eleito ao comando do Paço pela primeira vez quando era filiado ainda ao PT- que rompeu com o grupo governista para apoiar a candidatura de Marinho. “Estou feliz pelo fato do Maurício estar conosco. Não era para ele ter saído nunca. O retorno dele é uma extraordinária alegria”, vibrou.

Outro que também recebeu atenção especial de Lula foi o deputado federal Frank Aguiar, candidato à vice da chapa encabeçada por Luiz Marinho. “O Frank tinha tudo para não estar aqui, mas largou a vida de sucesso para se dedicar a São Bernardo. Esse homem não esqueceu a cidade que o acolheu”, ressaltou.

Marinho, que antes e depois de discursar foi homenageado com uma sonora queima de fogos, relembrou que não foi fácil tomar a decisão de deixar o Ministério da Previdência para concorrer ao Executivo bernardense. No entanto, o prefeiturável destacou que o abandono da atual administração foi o fator preponderante na escolha. “Aqui tem relação de autoritarismo. Os pequenos são massacrados. Nessa cidade está implantado o monopólio de prestação de serviços”, criticou.

Retomando a indignação contra a falta de políticas principalmente as áreas periféricas do município, o postulante rechaçou o “boicote” protagonizado pela gestão do prefeito William Dib (PSB). “Todo esforço do presidente Lula com os projetos sociais não atingem a meta em São Bernardo porque a administração não é séria e não aceita iniciativas federais como o programa Brasil Sorridente”, afirmou o petista.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), também participou do comício. O parlamentar disse que Marinho alcançará o seu objetivo da mesma forma que Lula . “É preciso lembrar que São Bernardo é o berço daquele que ficou conhecido como o novo sindicalismo. Foi desta luta que fizemos Maurício Soares prefeito e o Lula presidente. E agora nós faremos Marinho prefeito”, previu.

Além do presidente da Câmara Federal, também estiveram presente no ato político o senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Vicentinho.

Críticas aos adversários

Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib. Primeiro, o presidente, em forma de desabafo, disse que o chefe do Executivo de São Bernardo nunca procurou parceria com o governo federal em prol de programas para a cidade. “Eu desafio um prefeito deste Brasil dizer que eu o destratei. Mas, estranhamente, mesmo eu morando em São Bernardo, o prefeito daqui nunca me pediu uma audiência”, disse. “Quando eu tomei a iniciativa de dialogar com ele para buscar um terreno para a Universidade Federal ele queria me dar um lá na (Rodovia) Índio Tibiriçá. Mas eu disse que lá era perigoso para os jovens. Então ele disse que só poderia me vender e, por isso, nós compramos”, emendou Lula já anunciando que o campus em São Bernardo será inaugurado em outubro do ano que vem. “No dia 27 de outubro seria um bom dia, pois é a data do meu aniversário e eu quero ganhar como presente este equipamento para a população da cidade”, completou.

Entretanto, o momento mais inflamado do discurso, foi quando Lula, sem citar o nome, atacou o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), postulante ao paço que representa o grupo governista com o apoio do prefeito Dib. “Eu sei quantas vezes esse sujeitinho, adversário do Marinho, passou me xingando em 2005. Mas quando a gente chega à presidência da República, a gente não fica chutando aqueles que fazem o jogo rasteiro. Nestes, a gente dá uma lição de comportamento. Nunca vou citar o nome dele, o que vou fazer é derrotá-lo aqui e eleger o Marinho como prefeito de São Bernardo. Essa será a minha vingança”, exclamou Lula.

Maurício Soares

Outro que não poupou alfinetadas a atual adminsitração foi Maurício Soares (PT). Recebido de maneira acalorada pelas autoridades e pela militância, o ex-prefeito – usando uma boina por causa do frio – afirmou que alertou Dib sobre a periferia, mas não foi ouvido. “Eu insisti para ele mudar as políticas e olhar para a periferia”, lembrou. “Como não fui ouvido, estou fazendo política ao lado do Marinho para que a cidade mude. Essa mudança começa hoje com a resposta que o Dib e sua turma vão ter nas urnas. A tirania está com os dias contados”, discursou arrancando aplausos entusiasmados dos militantes.

Agenda no ABC

O presidente Lula ainda participou do comício do candidato a prefeito pelo PT em Diadema, Mário Reali. Neste domingo (31), Lula encerra o ciclo de apoio em Santo André. Ele fará campanha ao lado do petista Vanderlei Siraque. O evento será realizado na região da Vila Luzita, com expectativa de público de pelo menos 5 mil pessoas.

22/08/2008 - 13:42h Confira os resultados da pesquisa eleitoral para o ABC

Leandro Amaral - Repórter Diário

Com a divulgação nesta edição de mais três pesquisas eleitorais, encerra-se o primeiro ciclo dos quadros sucessórios na região. Com os sete levantamentos realizados, três cidades podem considerar-se já com o nome do novo prefeito, ou melhor, com reeleições definidas.

Em São Caetano, o atual chefe do Palácio da Cerâmica e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PTB) com 73% das intenções de voto; em Rio Grande da Serra, o postulante a reeleição Adler Kiko Teixeira (PSDB) com 64% e em Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), também pleiteante a mais quatro anos de mandato com 51%, lideram com folga as disputas. Já Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema apresentam um quadro ainda indefinido sobre o novo administrador municipal.

Santo André
O candidato governista que disputa à sucessão municipal de Santo André, o deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) lidera isolado com 31% das intenções de voto. A disputa, porém, está acirrada na busca pelo segundo lugar, pois três prefeituráveis aparecem tecnicamente empatados: Raimundo Salles (DEM) tem 11%, seguido por Newton Brandão (PSDB) 10% e Aidan Ravin (PTB) 9%. Já o candidato Ricardo Alvarez (PSol) registra 1%.

De acordo com a pesquisa, 25% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 14% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço. Na pesquisa espontânea - onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos - Vanderlei Siraque tem a preferência de 25% dos entrevistados, seguido por Raimundo Salles com 7% e, tecnicamente empatados, Newton Brandão e Aidan Ravin com 5%. Neste levantamento Ricardo Alvarez não atinge 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, Newton Brandão é o mais rejeitado com 43%. Na seqüência aparecem tecnicamente empatados: Vanderlei Siraque (28%), Ricardo Alvarez (25%), Raimundo Salles (23%) e Aidan Ravin (21%).

São Bernardo
O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito - 5 de outubro - a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.
De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

Na pesquisa espontânea, Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.

São Caetano

O atual prefeito e candidato à reeleição em São Caetano José Auricchio Júnior (PTB) deve manter o posto de chefe do Palácio da Cerâmica. Com 73% das intenções de voto dos eleitores o governista abriu 66 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o petista Jayme Tortorello, que aparece na preferência de 7% do eleitorado. O prefeiturável Horácio Neto (Psol) tem 4%. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 12% dos eleitores estão indecisos e 4% afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea as posições são não se alteram em relação ao levantamento estimulado. José Auricchio Júnior é lembrado por 64% dos entrevistados, seguido à distancia por Jayme Tortorello com 6% e Horácio Neto com 2%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, mesmo sendo o atual prefeito, José Auricchio Júnior é o candidato que registra menor índice: 8%. Já os dois postulantes oposicionistas aparecem tecnicamente empatados, isto é, estão com a mesma porcentagem se levada em consideração a margem de erro. Jayme Tortorello é rejeitado por 40% dos eleitores contra 38% de rejeição do prefeiturável Horácio Neto.

Diadema
O petista Mário Reali aparece na primeira colocação na pesquisa litoral estimulada. O candidato da situação registra 38% da preferência dos eleitores, seguido por José Augusto (PSDB), com 28%. Ricardo Yoshio (PMN) conta com 4% dos votos e Vladão (PCB) não registrou menos que 1%. Entre os entrevistados, 10% afirmaram que não votarão em nenhum dos pleiteantes à vaga do Executivo e 21% ainda estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, Mário Reali também aparece na frente, com 31% dos votos contra 22 de José Augusto. Ricardo Yoshio registra 2 pontos percentuais e Vladão não foi citado pelos entrevistados. O número de indecisos salta para 37%, enquanto 8% afirmam que irão anular o voto.
A disputa entre os candidatos com o maior índice de rejeição está entre José Augusto e Vladão. Enquanto o tucano aparece com 24% na pesquisa, o comunista vem logo em seguida com 21%. Mário Reali aparece na terceira colocação, com 18 pontos percentuais e Yoshio registra 17%. 47% dos entrevistados não rejeitam ou não sabem se rejeitam os candidatos que estão disputando as eleições municipais.

Mauá
O petista Oswaldo Dias, um dos candidatos à prefeitura de Mauá, aparece em primeiro lugar na pesquisa eleitoral estimulada, com 36% de intenção de votos. Atrás dele está Chiquinho do Zaíra (PSB), com 22%. Diniz Lopes (PSDB) e Mateus Prado (PSol) aparecem com 12% e 1%, respectivamente. Entre os eleitores, 23% ainda não decidiram em quem irão votar em outubro. 7% do total afirmou que não votarão em nenhum dos candidatos que estão disputando a vaga do Executivo.

Na pesquisa espontânea, Oswaldo Dias também aparece na frente, com 31% da intenção de votos. Assim como na estimulada, Chiquinho do Zaíra está em segundo lugar, com 19%, seguido por Diniz Lopes, com 10%, e Mateus Prado, com 1%. Sete por cento disseram de irão anular o voto e 33% ainda estão indecisos.

Ribeirão Pires

O atual prefeito e candidato à reeleição Clóvis Volpi (PV) lidera a disputa em Ribeirão Pires com 51% das intenções de voto, seguido à distância pelo ex-prefeito Valdírio Prisco (PSDB) com 15% e Mário Nunes (PT) com 6%. De acordo com o levantamento, os indecisos somam 17% e 11% dos eleitores afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea, Clóvis Volpi (PV) é citado por 35% dos entrevistados, seguido por Valdírio Prisco (PSDB) com 7% e Mário Nunes (PT) com 4%.

Rio Grande da Serra

O cenário político de Rio Grande da Serra é um dos mais definidos da região. Com 64% da intenção dos votos na pesquisa estimulada, Adler Kiko Teixeira (PSDB) está disparado na primeira colocação. Em segundo e terceiro lugares estão Carlos Augusto César, o Cafu (PT), com 8%, e Nilson Gonçalves, com 1%. Os que não souberam responder em quem irão votar somam 20% e os que afirmaram que não votarão em nenhum dos candidatos registra 7%.

A vantagem de Kiko na pesquisa espontânea também grande em relação ao segundo colocado. Ele aparece com 57% da intenção dos votos, enquanto Cafu registra 6% e Nilson Gonçalves 1%. O índice de indecisos é de 29% e os que não vão votar em nenhum dos candidatos atinge 7%.

15/08/2008 - 15:12h Depois de 12 anos, S.Bernardo revive disputa acirrada

Leandro Amaral - Repórter Diário

Natália Fernandjes
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O ex-prefeito de São Bernardo, Maurício Soares (esq) e o atual prefeito de São Bernardo, William Dib

 

 

Nos últimos dois pleitos (2000/2004), a corrida eleitoral em São Bernardo nem de longe chegou a despertar um clima de disputa. Nos dois casos, os candidatos governistas - Maurício Soares e William Dib - não deram a menor chance para a oposição representada pelo candidato petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho.

Porém, esse ano a empreitada rumo ao Paço será mais árdua. Três dos cinco prefeituráveis polarizam os holofotes do cenário eleitoral bernardense: o ex-ministro da Previdência e do Trabalho Luiz Marinho (PT) e os deputados estaduais Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS).

Para apimentar ainda mais o contexto, dois personagens renomados da política local travam uma verdadeira queda de braço, na qual duelam na busca de saber quem tem mais poder e status perante os munícipes. De um lado o atual prefeito William Dib e do outro o também um ex-prefeito Maurício Soares. Para se ter uma idéia de como a política é dinâmica, ninguém imaginava, em um passado recente, que os dois protagonizariam uma disputa paralela e em lados opostos.

A divergência começou em agosto do ano passado. Na ocasião, Dib indicou a pré-candidatura governista que disputaria a sua sucessão com Maurício Soares como prefeito e Orlando Morando vice. A dobrada escolhida pelo prefeito caiu como uma bomba entre os aliados. Prova disso, foi que mesmo anunciando aos quatro ventos que o grupo situacionista estava unido, Maurício e Orlando romperam a chapa em janeiro deste ano.

De lá pra cá o que se viu foi uma série de tentativas dos governistas de tentar maquiar a ruptura entre os aliados. Mas os planos de esconder a “sujeira debaixo do tapete” não durou muito e acabou com uma seqüência pública de troca de farpas entre os até então amigos inseparáveis Maurício Soares e William Dib.

No fim desta história aconteceu o que nem mesmo os mais utópicos imaginavam. Maurício voltou às origens e filiou-se novamente ao PT - sigla que o elegeu prefeito em São Bernardo pela primeira vez no fim da década de 80 - e trabalha como coordenador político e homem de confiança do prefeiturável Luiz Marinho.

Dib, por sua vez, concentra todos os esforços na candidatura de Orlando Morando com o objetivo de fazer o afilhado político seu sucessor e de quebra manter a dinastia governista que perdura 12 anos.

A resposta para quem é o maior cabo eleitoral entre os dois virá no dia 5 de outubro. Mas, se até lá os números da pesquisa realizada pelo Instituto Opinião (veja págs. 5, 6, e 7) - contratada pelo Repórter Diário em um pool com mais três jornais - forem mantidos, a reposta para os ex-aliados será adiada até o fim de outubro. Pois, ao que tudo indica, depois de 12 anos a cidade será, mais uma vez, protagonista de um segundo turno. E, segundo os especialistas no assunto, uma das disputas mais acirradas da história.

15/08/2008 - 15:03h São Bernardo: Morando (PSDB) lidera, mas disputa se acirra com Marinho (PT) e Manente (PPS)

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Leandro Amaral - Repórter Diário

O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (Psol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito - 5 de outubro - a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.

A pesquisa realizada pelo Instituto Opinião foi contratada por um pool de jornais (Repórter Diário, Folha de Ribeirão, ABCDMaior e Ponto Final) e ouviu 800 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3,4% para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na 174ª Zona Eleitoral sob o nº 006/2008.

Porém, o que mais chama atenção é o número de eleitores indecisos. De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

A pesquisa foi baseada em sete vertentes: sexo, idade, região, renda, escolaridade, religião e tempo de moradia. Em todas elas, o prefeiturável governista leva a melhor. Entretanto no quesito região, quando o local avaliado é a periferia, a diferença entre o tucano e o petista praticamente não existe. No Montanhão os candidatos somam, respectivamente, 23% e 20%. Já no Jardim das Orquídeas, Marinho chega a ultrapassar Orlando, 27% a 26%.

Já Alex Manente alcança a segunda colocação, no mesmo item, em três dos seis bairros pesquisados. Na Vila Vivaldi, Paulicéia e São Marcos o socialista polariza a disputa com o tucano.

Segundo dados do levantamento, 44% dos entrevistados afirmaram estar plenamente decididos quanto a escolha do candidato e 17% admitiram que podem mudar o voto até o dia da eleição.

Em relação ao conhecimento dos prefeituráveis, 58% dos eleitores sabem que Orlando Morando é candidato; 53% conhecem a candidatura de Manente; 49% sabem que Luiz Marinho é candidato; Evandro de Lima e Aldo Santos aparecem com 18% e 17% respectivamente.

Espontânea
Na pesquisa espontânea - onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos - Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%. Neste caso a porcentagem de indecisos atinge 52%. Já os eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos prefeituráveis somaram 8%.

Rejeição
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.

Leia a pesquisa completa aqui