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	<title>Blog do Favre &#187; mortes</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Meu próprio sentimento, na crônica de luto de Sandra Paulsen</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 13:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Enviado por Sandra Paulsen -Blog de Noblat
1.6.2009



Cartas de Estocolmo
Uma crônica de luto

Na semana passada, estive em Paris, a trabalho. Viajei com a Air France. Estava contente, porque, afinal, pegava um voo com direito a almoço decente a bordo.
É que, nas frequentes viagens a Paris, nos últimos dois anos, fiquei sem almoço. A classe econômica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="IdentificadorPost"> <strong>Enviado por Sandra Paulsen -Blog de Noblat</strong></p>
<h5 class="data">1.6.2009</h5>
<h5 class="hora"></h5>
</div>
<p><a rel="nofollow" name="191644"></a></p>
<h6>Cartas de Estocolmo</h6>
<h4 class="tituloPost"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/06/01/uma-cronica-de-luto-191644.asp">Uma crônica de luto</a></h4>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2009/05/129_292-sandra.jpg" align="left" /></p>
<p>Na semana passada, estive em Paris, a trabalho. Viajei com a Air France. Estava contente, porque, afinal, pegava um voo com direito a almoço decente a bordo.</p>
<p>É que, nas frequentes viagens a Paris, nos últimos dois anos, fiquei sem almoço. A classe econômica da SAS inaugurou, há algum tempo, um novo conceito de serviço, para as viagens de curta duração: quem quiser comer, tem de pagar. E o menu disponível é, na melhor das hipóteses, um sanduíche. No pior dos casos, os sanduíches acabam antes de a equipe de bordo chegar com o carrinho à sua poltrona.</p>
<p>Por que conto tudo isso?</p>
<p>Porque havia escrito uma crônica para hoje, falando sobre minha curta viagem a Paris e as fofoquinhas relacionadas ao cancelamento da visita, há muito agendada, de Sarkozy a Estocolmo. Aparentemente, de bronca pelas opiniões diferentes que os dois países sustentam a respeito da entrada da Turquia na União Europeia.</p>
<p>Também contava sobre o show do Quinteto Novo, na sede da embaixada brasileira. Matei a saudade da bossa nova e ainda tomei algumas caipirinhas, em excelente companhia.</p>
<p>Tudo isso foi pras cucuias, com a leitura das notícias de hoje&#8230;</p>
<p>Porque publicar um texto sobre “dar um pulinho a Paris”, diante da dor pelo sumiço de um avião inteiro, cheio de brasileiros e franceses, adultos e crianças, justamente a caminho de Paris&#8230; não dá, né?</p>
<p>Aqui, como aí, todos os jornais online só falam do avião acidentado. O Ministério das Relações Exteriores da Suécia teme que também havia suecos no avião, ainda que poucos, três ou quatro.</p>
<p>Só que, quando cai um avião, além das dores individuais e coletivas das famílias envolvidas ou diretamente afetadas pelo acidente, um monte de gente fica de luto. Pelas notícias daqui, havia 228 brasileiros, franceses, alemães, marroquinos, portugueses, noruegueses, dinamarqueses, entre outras nacionalidades, a bordo.</p>
<p>O desaparecimento de 228 seres humanos assim, sem mais nem menos, vítimas de um raio ou de uma turbulência forte, deixa a todo mundo triste e assustado.</p>
<p>De repente, a tragédia afeta mais de duas centenas de pessoas que estão bem de saúde, contentes por um há muito desejado passeio à Europa, a caminho de uma reunião de negócios que promete, ou de volta para casa, para os braços dos seres queridos&#8230;</p>
<p>A identificação é inevitável. A tragédia chegou muito perto. Só nos resta nos recolher à nossa insignificância, à nossa incapacidade de controlar nossas vidas, à imprevisibilidade que rege nosso caminho neste mundo. Ou, para aqueles que creem, rezar&#8230;</p>
<p><em>Leitora do blog de Noblat, <strong>Sandra Paulsen</strong>, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental. Escreve no Blog de Noblat sempre às segundas e sextas. </em></p>
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		<title>Entre capitais, SP lidera em mortes ligadas à poluição</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 13:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Fernanda Aranda &#8211; Jornal da Tarde
Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pela reportagem mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina &#8211; poluente da fumaça do óleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/18/18_MHG_sp_polu2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/18/18_MHG_sp_polu2.jpg" width="554" height="354" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">Fernanda Aranda &#8211; Jornal da Tarde</p>
<p>Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pela reportagem mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina &#8211; poluente da fumaça do óleo diesel . O valor é dispensado por unidades de saúde de saúde de 6 regiões metropolitanas do País.</p>
<p>A mesma pesquisa, produzida pelo Laboratório de Poluição da USP e seis universidades federais, mostra que além dos paulistas, também respiram ar reprovado pelos padrões seguros da Organização Mundial de Saúde (OMS), as regiões do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Mas é na capital paulista que se concentram as mortes relacionadas à poluição.</p>
<p>Segundo o estudo, a cidade com a maior frota de veículos do Brasil também tem liderança na categoria “prejuízos”. São Paulo concentra 61% das mortes ligadas à poluição, apesar de responder por 57% da quantidade de carros que existe nos locais estudados.</p>
<p>Estudos feitos em São Paulo já mostraram que a poluição está associada tanto a doenças respiratórias &#8211; com asma, bronquite e sinusite &#8211; quanto ao sistema cardiovascular, atingindo ainda as funções metabólicas (diabetes, pressão alta) e chegando até ao sistema reprodutivo,com associação à infertilidade. A reportagem teve acesso ao estudo na ação civil pública que o Ministério Público de SP move contra a Petrobrás e 13 montadoras de veículos pedindo indenização para vítimas da poluição. Segundo o promotor do Meio Ambiente do MP, José Isamel Lutti, o valor indenizatório terá “como parâmetro” esta pesquisa.</p>
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		<title>A máquina do ódio homofóbico não para de moer</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos os dias, mais de um homossexual masculino é assassinado no País. Travestis são maiores vítimas

&#160;
Vagner de Almeida* - O Estado de S.Paulo &#8211; Caderno Aliás
&#160;
Desde que iniciei o trabalho sobre violências estruturais, no início dos anos 80, com o surgimento da aids e o crescente número de vítimas do ódio homofóbico, assassinatos praticados com altíssimo grau [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><font size="4"><strong>Todos os dias, mais de um homossexual masculino é assassinado no País. Travestis são maiores vítimas</strong></font></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Vagner de Almeida* - O Estado de S.Paulo &#8211; Caderno Aliás</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>Desde que iniciei o trabalho sobre violências estruturais, no início dos anos 80, com o surgimento da aids e o crescente número de vítimas do ódio homofóbico, assassinatos praticados com altíssimo grau de violência contra homossexuais ainda crescem no Brasil. No Parque dos Paturis, em Carapicuíba (SP), um suposto serial killer matou, entre julho de 2007 e o último dia 15, nada menos do que 14 pessoas, a maioria homossexuais. Em 2009, também foram assassinados dois travestis de 20 anos no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. Em todo o País, de janeiro a junho de 2008 foram registrados mais de 50 homicídios contra essa comunidade, tendo o número duplicado até o início de dezembro. Esses dados referem-se apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia, nos laudos dos hospitais e por instituições como o Grupo Gay da Bahia, o qual, com tremenda dificuldade, consegue obter informações precárias. Estatísticas comprovam que, por dia, mais de um homossexual é morto em nosso território.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/paturis.jpg" width="554" height="369" /></div>
<p><em>Perdido na noite: Parque dos Paturis, em SP: mortes por atacado</em></p>
<p>Muitas das vítimas nem sequer chegam a ser reconhecidas após a morte, pois seus corpos são mutilados, queimados e esquartejados, por vezes retirados com pás pelos bombeiros. Outras entram em coma ou ficam com sequelas como paralisia facial, das pernas ou dos braços para o resto de suas vidas.</p>
<p>Os travestis são as maiores vítimas dessa violência urbana. Estão mais expostos do que qualquer outro homossexual. Quando se ouve um pai dizer ao filho adolescente, remetendo-se a um travesti, &#8220;nesse tipo de viado você pode dar porrada&#8221;, entende-se onde esse ódio contra a comunidade LGBT costuma ser gerado.</p>
<p>Ao trabalhar em uma das regiões mais violentas do Estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense, foi possível constatar o descaso das políticas públicas em se tratando de descobrir e averiguar crimes frequentes contra essa população. Num cinturão de miséria, ignorância e racismo, os travestis viram alvos fáceis. Raramente a mídia traz esses crimes hediondos em suas manchetes e, quando o faz, muitas vezes os trata de forma desrespeitosa, como nesta manchete do jornal <em>Hora H</em>, da Baixada Fluminense, de 18/10/2006: &#8220;Uma quase mulher executada na Dutra&#8221;. Ou então nesta, do mesmo jornal: &#8220;Trava apedrejada até a morte&#8221;.</p>
<p>Em março de 2005, quando 30 pessoas sucumbiram à chacina em Queimados e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, dois jovens travestis foram brutalmente assassinados nesse &#8220;pacote&#8221; e, ironicamente, tratados pela mídia de forma diferenciada. Escreveu-se: &#8220;L.H.S., 23 anos, seria travesti e ficava próximo ao Motel Las Vegas, enquanto A.M.V., 15 anos, também seria travesti&#8221;. Relatos posteriores contam como outros conseguiram sobreviver naquela noite escapando de balas, mas os jornais não se importaram com suas histórias de vida.</p>
<p>O crime ganhou destaque nos maiores veículos de comunicação do planeta, como o jornal <em>The New York Times</em> e a revista <em>The Economist.</em> O presidente Lula pediu apuração rápida do caso. No entanto, um dos travestis assassinados nem sequer passou pela autópsia, sendo enterrado com placas de sangue pelo corpo, o tronco retorcido e a face ainda suja de terra. O outro, apesar de autopsiado, só teve enterro menos indigno porque ativistas, pessoas simples da comunidade, conseguiram uma cova rasa em um cemitério de um bairro pobre da periferia da cidade do Rio de Janeiro. Tanto o poder público quanto os familiares não reconheceram o corpo do travesti como de um cidadão pleno. Mas ao menos os PMs envolvidos, homens que compõem o poder paralelo, não raro contratados para fazer &#8220;limpeza da área&#8221;, foram mais tarde presos e sentenciados a mais de 500 anos de prisão.</p>
<p>A questão é que, mesmo quando há crimes no atacado, como vem ocorrendo no Parque dos Paturis, a investigação, quando existe, é tardia. E os crimes no varejo, como se disse, passam despercebidos. Não existe apenas um único assassino matando pessoas da comunidade LGBT, mas um exército de intolerantes, que precisam ser punidos com leis severas. Projeto de lei da Câmara nº 122/2006, que criminaliza a homofobia e a iguala ao racismo, tramita pelo Congresso há dois anos. Está à espera de passar pelo corredor do conservadorismo, no qual a comunidade homossexual tem apenas obrigações e nenhum direito.</p>
<p>No filme <em>Borboletas da Vida</em>, concluído em 2004, procurei desvendar a realidade de jovens homossexuais que vivem na periferia tanto em capitais como São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador, Vitória, quanto em cidades menores. São meninos, transformistas, borboletas da vida brasileira que &#8220;carregam a mulher na bolsa&#8221;, expressão usada para poderem se transformar no gênero feminino longe de suas comunidades, pois lá seria impossível saírem na rua trajando roupas femininas. Testam as possibilidades da sexualidade, lutam pelo direito de serem diferentes e exigem, de diversas maneiras, que suas diferenças sejam respeitadas.</p>
<p>Já o documentário <em>Basta um Dia</em>, de 2006, aborda a vida de habitantes da Baixada Fluminense que enfrentam o preconceito, a agressão física e a morte social às margens da Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre as duas mais ricas metrópoles do País. O filme busca registrar o movimento entre a esperança e o desespero com os quais essas pessoas são obrigadas a organizar suas vidas individuais e coletivas. M., jovem travesti que levou um tiro nas costas após sair do carro de um cliente sem receber pagamento, conta ter passado cinco horas à beira da rodovia até alguém levá-lo para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.</p>
<p>Finalizando a trilogia, <em>Sexualidade e Crimes de Ódio</em>, de 2008, recém-lançado no Brasil, busca resgatar a história de amigos e conhecidos, vários deles participantes dos filmes anteriores, que foram assassinados em todo o Brasil nos últimos anos e meses, cujos algozes se encontram livres. É o memorial de um quadro social que silenciosamente extirpa milhares de vidas de homens e mulheres homossexuais.</p>
<p><em>*Dirigiu os filmes </em>Borboletas da Vida, Basta um Dia<em> e </em>Sexualidade e Crimes de Ódio<em>. É assessor de projetos na Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) e staff associate na Universidade Colúmbia, EUA</em></p>
<p><strong>DOMINGO, 15 DE MARÇO<br />
O morto número 14</strong></p>
<p>O homossexual Ivanildo Sales Neto é encontrado morto, com sinais de pauladas, no Parque dos Paturis, em Carapicuíba, São Paulo. Foi o 14º crime ocorrido no local desde 2007 em circunstâncias semelhantes. A polícia cogita tratar-se de um serial killer de gays.</p></div>
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		<title>de sonho, medo e felicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maioridade
Marisa Cauduro/Folha Imagem

O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina
O velho-novo
Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.
No Brasil do ínicio do século [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><font color="green">Maior</font>idade</strong></font></p>
<div align="center"><em><font size="1">Marisa Cauduro/Folha Imagem</font></em><br />
<em><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200901.jpg" border="0" /></em><br />
<em>O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina</em></div>
<p><font size="5"><strong>O velho-novo</strong></font></p>
<p>Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.<br />
No Brasil do ínicio do século passado, os tais velhos eram muito mais moços; a expectativa de vida ao nascer era de 34 anos. Em 2007, último dado disponível no IBGE, havia saltado para 72,6 anos. Longevidade, anticoncepcional, liberação sexual, divórcio e avanços da medicina tornaram obsoleto aquele velho precoce. Mudou tudo, inclusive os termos. Em vez do sexagenário aposentado (alguém recolhido a seu aposento), expressões mais fiéis, como terceira e quarta idades, que indicam uma sequência natural e mais vida pela frente.<br />
Há um velho-novo nas ruas, e a <strong>Folha</strong> foi a campo, em pesquisa nacional inédita, para responder quem ele é, como vive e o que pensa.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Sensibilidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font>  <strong>Saúde e casa própria são as aspirações mais citadas; violência é o grande medo; maioria se diz feliz, mas acha que os outros não são (nem os jovens)</strong></p>
<p align="center"><font size="1">Rafael Andrade/Folha Imagem</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200904.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em>Pescador desde 1955, Fernando Barros, o Maricá, completa 80 anos em abril, mas quer continuar pescando até os cem, &#8220;se Deus permitir&#8221;</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>MÁRIO MAGALHÃES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">EM SÃO PAULO E NO RIO</font></p>
<p>Até onde mergulha a memória de Fernando Barros, o mar já engolfou dois companheiros seus, da colônia de  pescadores do posto 6, no cantinho direito da praia de Copacabana.<br />
Por pouco ele não fez companhia a bagres e badejos embaixo d’água. &#8220;Durante um temporal, com muito vento, eu fui parar lá em Niterói&#8221;, recorda. &#8220;A canoa virou duas vezes, desvirou e veio embora.&#8221;<br />
De susto em susto, ele não se assusta mais. Nem no mar, nem na terra. &#8220;Não tenho medo de morrer, de ficar doente, de nada. Se ali é um perigo, eu digo: vou passar é ali.&#8221;<br />
Com uma dupla de colegas, ele embarca antes das 6h em uma canoa movida a motor e volta cinco horas depois. De domingo a domingo. Está nessa lida desde 1959. Sua função é puxar, no braço, as redes e linhas que outrora capturavam 150 kg, 200 kg de pescado e que hoje só emergem com pouco mais de uma dúzia de exemplares.<br />
Numa quinta-feira ensolarada de fevereiro, ele pescou a sorte grande: atracou na areia com seis peixes-enxada, seis tamboris, quatro linguados, três pargos brancos e uma arraia. No mês que vem, Barros, conhecido na praia como Maricá, completa 80 anos.<br />
De cada três brasileiros com 60 anos ou mais, dois (67%) se comportam como Maricá e dizem não temer a própria morte. Em contraste com os jovens, somente 11% identificam sua morte como o maior medo –são 23% entre os que têm de 16 a 25 anos, segundo outra pesquisa, entre jovens, realizada no ano passado.<br />
&#8220;Na hora em que a morte chega não há opção&#8221;, diz a dona-de-casa Maria Dulce dos Santos Silva, 62, moradora do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. &#8220;Da morte Eu tenho medo é da vida&#8221;, emenda o metalúrgico aposentado Paulo Pecoraro, 64, colega de Maria Dulce em aulas de violão oferecidas pelo governo do Estado.<br />
&#8220;Tenho medo de violência e de ficar doente, na dependência de outras pessoas, a coisa mais triste que existe&#8221;, conta Paulo. Temores associados à violência constituem o maior medo (25%) declarado pelos idosos do país. Seguem os medos com problemas de saúde (18%) e a morte -17%, incluindo a de parentes. Declaram não ter medo 22%.<br />
O comerciante aposentado Szaja Frank, 89, polonês radicado no Brasil desde 1948, foi vítima de assalto em sua loja poucos anos atrás. Seu medo maior &#8220;Ser assaltado.&#8221; Sua mulher, a dona-de-casa brasileira Brana Rubinsky Frank, 81, teme as enfermidades: &#8220;A gente vai dormir bem e tem medo de acordar com dor&#8221;.<br />
Em uma manifestação de longevidade do amor, são quase 60 anos de casamento, Brana passou a despertar de  madrugada para confirmar que o coração do marido batia -como pais costumam fazer com bebês. &#8220;Eu ficava  tocando nele para ver se ele se mexia.&#8221;<br />
Brana diz que a mania já passou, mas Frank revela que nem tanto. &#8220;Hoje eu fico deitado, e ela vem ver se eu estou dormindo.&#8221; Encontrando-os no passeio diário na praça Buenos Aires, em Higienópolis, reduto de classe média para cima, a preocupação soa exagerada. Soldado do exército soviético na guerra (1939-45), Frank ostenta boa forma.<br />
Em outra praça, a &#8220;do Forró&#8221;, no bairro proletário São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), o segurança aposentado João Raimundo da Silva, 69, constata: &#8220;Quando eu era jovem não tinha nada. Hoje também não tenho nada&#8221;.<br />
O tom de conformidade não lhe roubou os sonhos. Nenhum supera o de &#8220;ter uma casa&#8221;. Ele mora de favor com  uma família, ganha o mínimo, poupa R$ 200 por mês e ignora quanto custa uma casa.<br />
Sonhos associados à moradia são os principais dos brasileiros mais velhos (19%), ao lado de ter saúde ou recuperá-la (18%) e à frente dos anseios ligados à família (12%) -11% não cultivam sonhos. Conforme o Datafolha, a aspiração de possuir uma casa própria é a número um para 10% dos idosos e 10% dos jovens.<br />
Em outro banco da &#8220;praça do Forró&#8221;, o vaqueiro aposentado Jaime Benigno Ribeiro, 69, amaldiçoa o infarto que o apeou da vida mais saudável. Ainda assim, como 2% das pessoas da sua faixa etária, seu sonho supremo é arrumar trabalho. &#8220;O negócio era uma fazenda para eu tirar leite.&#8221;<br />
Sem saúde, com dinheiro escasso e viúvo duas vezes, Ribeiro desencantou-se: &#8220;Não tenho felicidade, não&#8221;. Ele forma a minoria: meros 2% dos velhos se dizem infelizes -20% afirmam-se mais ou menos felizes, e 78%, felizes.<br />
Indagados sobre a felicidade alheia, contudo, sustentam que apenas 32% dos idosos brasileiros são felizes. Isso é, infelizes são os outros.<br />
De volta da pescaria, Maricá relaciona sua felicidade à saúde. &#8220;Comigo é o contrário: se ficar parado uma semana, sinto o corpo todo dolorido.&#8221; Descarta pendurar os anzóis: &#8220;Se Deus permitir, sigo até os cem anos pescando. É tempo brabo, é temporal, é mar brabo, e a gente vai embora&#8221;.</p>
<p>o sonho da casa própria é bem maior entre elas <strong>12%</strong></p>
<p>entre os homens, não passa de <strong>7%</strong></p>
<p>quando a pergunta é sobre bens materiais, a situação se inverte: <strong>12%</strong> eles x <strong>5%</strong> elas</p>
<p><strong>28%</strong>  é o índice dos que sonham com saúde na faixa acima dos 75</p>
<p><strong>34%</strong> das mulheres têm medo da morte, contra <strong>30%</strong> dos homens</p>
<p><strong>67%</strong> dos separados se dizem felizes, abaixo da média geral, de <strong>78%</strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Intimidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>sexygenários</strong></font></p>
<p><strong>47% fazem sexo regularmente e, destes, 91% dizem nunca ter usado remédio para disfunção erétil</strong></p>
<p><strong>PAULO SAMPAIO</strong><br />
<font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>Do bolso do microempresário Nélson Oliveira, 66, não sai um tostão para comprar Viagra. E ele garante que, desde que se casou, há 48 anos, transa diariamente com a mulher. Ao lado, Néia, 65, só confirma. &#8220;É sim, é sim.&#8221;<br />
Quando o assunto é desempenho sexual, com frequência se apela a uma testemunha –ainda mais quando quem  fala é alguém do sexo masculino e de terceira idade.<br />
Feitas as contas, Oliveira teve com a mulher 17.540 relações nesses quase 50 anos, pontual como um relógio cuco e sem ajuda química.<br />
Esse índice de &#8220;abstenção zero&#8221; pode gerar polêmica, mas, a julgar pelo Datafolha, a vida sexual após os 60 é mais movimentada do que prega a maledicência popular, que costuma enxergar na terceira idade o fim do erotismo.<br />
Quase metade dos idosos ouvidos na pesquisa declara ter relações sexuais –um quarto deles, uma vez ou mais por semana. Mesmo na faixa dos maiores de 75, 24% se revelaram sexualmente ativos.<br />
Os mais afoitos podem dizer que, com o advento das drogas para disfunção erétil, agora é fácil. Só que 88% dos homens entrevistados dizem nunca ter usado remédio, embora até admitam alguma mudança no desempenho.<br />
Exemplo: o músico Jurandir Bueno, 62, retratado na capa deste caderno com a namorada, a bailarina Sônia Arakaki, 62, jura que nunca tomou nada e que vai transar até o fim da vida; confia no próprio corpo, diz. Só faz uma ressalva: &#8220;O processo é demorado&#8221;. &#8220;Gosto de conhecer bem a pessoa, preciso estar envolvido. Não sou uma máquina!&#8221;<br />
Jurandir &#8220;pesquisou&#8221; a bailarina durante quatro meses, até irem para a cama. &#8220;Eu também não estava com  pressa. Com a idade, as coisas ficam mais tranquilas&#8221;, conta Sônia, que foi casada durante 20 anos e tem três filhos.</p>
<p><strong>Reféns do machismo</strong><br />
Em qualquer faixa etária, é previsível uma dose de exagero ou, digamos, de inverdades sobre o desempenho  sexual, afirma o geriatra Wilson Jacob Filho, colunista da <strong>Folha</strong>. Ainda mais quando mexe com alguns tabus da masculinidade. &#8220;O que se espera deles é que se mantenham viris, e os que não são suficientemente esclarecidos associam a dificuldade sexual à incompetência, e não a doenças como diabetes, hipertensão, depressão ou problemas na próstata.&#8221;<br />
Jacob dá um exemplo de como a imagem é fundamental. &#8220;Quando o HC tinha o Laboratório da Impotência, atendia dez pessoas. Mudaram o nome para Laboratório da Disfunção Erétil, e o número de pacientes foi para uns 10 mil&#8221;, conta, rindo.<br />
Na pesquisa Datafolha, a diferença de visão do sexo entre homens e mulheres revela um dado paradoxal: 74% dos homens afirmam ter vida sexual ativa, enquanto 76% das mulheres dizem exatamente o contrário. Considerando que o índice de casados de terceira idade é 47%, com quem eles transam?<br />
Existem várias possibilidades, dizem os especialistas: sozinho (masturbação), com companhias eventuais ou usando outras formas de atingir o orgasmo, sem penetração peniana.<br />
E as esposas &#8220;Muitas mulheres consideram sua missão sexual cumprida depois da procriação e acabam  consentindo tacitamente que o marido se mantenha ativo&#8221;, diz Dorli Kamkhagi, da USP.<br />
Embora faça questão de sexo, a cabeleireira Sônia Maria Gonçalves, 63, casada três vezes, três filhos, conta que, com a menopausa, dispensou temporariamente os &#8220;serviços&#8221; do segundo marido.<br />
&#8220;Acabou a euforia. Ele foi o homem que mais me ensinou coisas, mas mesmo assim eu não queria saber de sexo. Até disse: ‘Pode procurar outra, que comigo não rola’.&#8221;<br />
Há seis meses, Sônia descobriu um câncer de mama e retirou o seio direito, mas diz que isso não atrapalhou em nada o relacionamento entre ela e o atual marido, que tem 54 anos. &#8220;No começo fiquei constrangida, mas ele disse que isso era bobagem e pediu para ver o curativo.&#8221;<br />
A palavra-chave é compreensão, define o empresário Wanderlei Marques, 62, casado há 32 anos. &#8220;Quando você é recém-casado, toda hora é hora. É aquela loucura. Mas, como a gente faz muitas vezes, a qualidade fica pra depois.&#8221;<br />
Ele conta que, em todos esses anos, o período sexual mais difícil foi quando nasceu o primeiro filho. &#8220;A mãe, ali, é só da criança. Se você estiver com vontade, vai continuar.&#8221;<br />
Wanderlei não se incomoda em dizer que usa remédio. &#8220;Não adianta dizer que a disposição sexual não cai com a idade. Por sorte, a medicina está a nosso favor.&#8221;<br />
E manda seu último recado: &#8220;Não existe Viagra pra mulher. Então, se você toma o comprimido, mas ela está fria, não adianta nada&#8221;.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200909.gif" /></div>
<p><strong>Leia a integra da pesquisa no caderno especial da Folha de São Paulo </strong></p>
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		<title>Violência contra mulher explode na classe média</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 16:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Só procurei o posto de saúde uma vez. Foi quando precisei tomar seis pontos na cabeça. O restante nunca contei para ninguém”

Clarice, 34 anos 
apanhou durante 13 anos calada

Levantamento feito pelo JT mostra que, na capital, os índices cresceram mais nos bairros de classe média, como Pinheiros, Vila Mariana, Lapa e Ipiranga

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			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="6" face="book antiqua,palatino">“Só procurei o posto de saúde uma vez. Foi quando precisei tomar seis pontos na cabeça. O restante nunca contei para ninguém”</font></p>
<p><font size="6"><br />
<font face="arial black,avant garde">Clarice, 34 anos </font></font></p>
<p><font size="6" face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif">apanhou durante 13 anos calada</font></p>
<div class="destaque_destque1"></div>
<p><strong><font><a href="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/08/ger-1.94.4.20090308.1.1.xml"><strong><font size="4">Levantamento feito pelo JT mostra que, na capital, os índices cresceram mais nos bairros de classe média, como Pinheiros, Vila Mariana, Lapa e Ipiranga</font></strong></a></font></strong></p>
<table width="380" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"><!-- ### inicio_texto --><br />
<style> .destaque_destaque1 {width:444px;} A {text-decoration:none;} .destaque_titulo1 {font:bold 32px Arial,Verdana,Helvetica; color:#000;} .destaque_titulo2 {font-size:30px; font-weight:bold; line-height:30px; color:#F00;}  .destaque_sinopse {font-size:14px; line-height:17px; margin:5px 0px; color:#000;} .destaque_legenda {font:bold 10px Arial,Verdana,Helvetica; line-height:11px; color:#000;} .destaque_credito {font:bold 10px Arial,Verdana,Helvetica; line-height:11px; color:#000; text-align:right;} .destaque_imagem {border:solid 1px #000;} .destaque_tabela {border-collapse:collapse; margin:0px;} .destaque_coluna0 {width:50%; padding:0px; vertical-align:top;} .destaque_coluna1 {padding:0px; vertical-align:top;} .destaque_coluna2 {padding:0px; vertical-align:top;} .destaque_espaco1 {margin:17px 0px 0px 0px;} </style>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/08/img/jt_grande.jpg" width="371" border="0" height="633" /></div>
<div class="destaque_sinopse"><a href="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/08/ger-1.94.4.20090308.1.1.xml"><strong><font size="4"><br />
</font></strong></a></div>
<p><font size="5"><strong>Mulheres que sofrem agressões na capital também moram em áreas nobres, 63% delas vítimas dos maridos</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernanda Aranda, JT</p>
<p>fernanda.aranda@grupoestado.com.br</p>
<p>A violência contra a mulher rompeu o muro de silêncio que cercava as casas de classe média e alta em São Paulo. Levantamento feito pelo Jornal da Tarde, com base nas estatísticas de pacientes do sexo feminino atendidos em unidades de saúde paulistanas e tabulados pelo movimento Nossa São Paulo, mostra que bairros como Pinheiros, Vila Mariana, Lapa e Ipiranga aparecem como locais onde os índices de agressão mais cresceram na capital paulista no ano passado.</p>
<p>Ferida que ainda não cicatrizou na luta das mulheres, a rotina de tapas, socos, chutes e xingamentos enfrentada por muitas em pleno século 21 ainda reforça que nem todas as diferenças entre os sexos foram equilibradas, apesar da invasão delas no mercado de trabalho, universidades e cargos de chefia. “O fundamento da violência é o exercício de poder. Ainda está enraizado na cultura, de qualquer classe social, que os homens são superiores. Uma das formas de exercer a superioridade é pela violência”, afirma Sônia Coelho, integrante da SempreViva Organização Feminista.</p>
<p>Além de estar mais visível nos números dos distritos de situação econômica favorecida, as mulheres que apanham também moram em regiões onde a pobreza e a vulnerabilidade social reinam. Das 31 subprefeituras que formam a cidade, em 25 delas a incidência de maus-tratos foi ampliada (veja abaixo). A agressão democrática deixa aos poucos de ser secreta, ganha ferramentas para chegar a público (como a Lei Maria da Penha) e por isso está espalhada por todos os cantos, define Katia Guimarães, diretora da subsecretaria de enfrentamento da violência do governo federal. No entanto, na classe média, lembra ela, o fenômeno era ainda mais velado e só agora começa a ultrapassar as barreiras.</p>
<p>Jefferson Drezet, médico do hospital da mulher Pérola Byington, costuma dizer que as paredes das mansões são bem mais espessas do que as dos barracos. É preciso um trator de denúncia para que o problema seja visto, já que dentro das residências é onde acontecem 90% dos casos.</p>
<p>Ainda que o inimigo seja íntimo, as denúncias têm aumentado. A Central de Atendimento à Mulher (número180, serviço 24h vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) registrou 269.977 atendimentos de janeiro a dezembro de 2008, um aumento de 32% em relação ao ano de 2007 (204.978).</p>
<p>Quem estuda a violência ou quem sofre a agressão não fala em crescimento da quantidade de violentadores e violentadas na classe média. A expressão “estava debaixo do tapete e agora aparece” é a mais emblemática para explicar a ascensão numérica. Orkut, televisão e sites passaram a ser ferramentas de ecoar o problema, o que também repercute no índice.</p>
<p><strong>Um câncer na alma<br />
</strong><br />
Para se ter uma ideia, por ano o câncer de mama tem incidência de 90 novos casos em cada 100 mil mulheres paulistanas, estimados pelo Inca. A violência, no mesmo universo de pessoas, faz 123 vítimas na capital. Os dados, ainda que pareçam elevados, podem estar subestimados. Nos números usados pela reportagem, apenas são computadas as mulheres que chegam ao hospital com sinais de agressão e admitem o espancamento aos funcionários de saúde.</p>
<p>Clarice, 34 anos, apanhou durante 13 anos calada. Se entrou na estatística, representou uma única agressão, apesar de ter perdido as contas dos hematomas e sangramentos que teve. “Só procurei o posto de saúde uma vez. Foi quando precisei tomar seis pontos na cabeça. O restante nunca contei para ninguém”, diz. Ela só rompeu o ciclo de violência quando o filho de apenas 4 anos aprendeu a falar grosso. Espectador da luta travada pelo pai, ele passou a mandar a mãe calar a boca igualzinho como o seu parâmetro de homem fazia. “Resolvi que era hora de colocar um breque.” Ela esconde a identidade por vergonha. Vergonha de ter se acostumado a apanhar desde que, quando ainda na fase do namoro, aceitava os puxões de cabelo que expressavam “só ciúme”.</p>
<p>Mandar o marido embora é expulsar o provedor da casa. Assim como para ela, a dependência financeira do agressor é comum para 47% das mulheres que sofrem violência, mostra pesquisa da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. E a autoria dos maus-tratos por parte dos companheiros é recorrente em 63,2% das notificações que acionaram o disque 180 em 2008. São Paulo foi o segundo Estado que mais acionou o serviço telefônico e para 37,1% das vítimas o maior risco de agressão era a ameaça de morte.</p>
<p><strong>Muitos rostos</strong></p>
<p>A violência contra a mulher pode ter muitas caras. Pode ser linda, loira, jovem, com diploma superior de enfermagem, português correto e roupas finas como Marina, 32 anos. Seu primeiro namorado, aos 12 anos, tornou-se o homem que acabou com seu rosto e seios de tanta pancada. Ou então, a violência pode ser representada pelas rugas, mãos calejadas de trabalhar na roça e cabelos grisalhos por causa dos 60 anos de Maria, que teve todas as unhas das mãos arrancadas por um canivete porque as coloriu de vermelho, o que não era permitido nas regras do pai do seu filho. Outra face do mesmo fenômeno pode ter madeixas tingidas de acaju, quatro filhos, ser coordenadora de um hospital, em plena forma para os 50 anos. Nair também é vítima. Do primeiro e do segundo marido, o que só aumenta a sua culpa por apanhar.</p>
<p>Ivone Dias, uma das assistentes do Núcleo de Defesa da Mulher Cidinha Kopcak, um dos mais importantes da capital, que é mantido em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), acredita que a violência ainda exista porque não faz muito tempo que deixou de ser olhada com naturalidade.</p>
<p>A própria Lei Maria da Penha foi criada só em 2006. “Alguns juízes e delegados de polícia são omissos e resistentes em aplicar a legislação. A violência vai continuar existindo enquanto a sensação de impunidade prevalecer.”</p>
<p><strong><br />
<font size="5">47%</font><font size="5"><br />
Das vítimas de agressão e maus-tratos são dependentes economicamente dos agressores, o que dificulta a denúncia. A estatística é do 180, serviço telefônico do governo federal que recebe queixas</font></strong></p>
<p><strong><em>Bairros de São Paulo onde a violência contra a mulher cresceu entre 2006 e 2007. Clique na imagem para ampliar o quadro publicado pelo JT </em></strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/violencia_mulheres_sp.jpg" title="violencia_mulheres_sp.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/violencia_mulheres_sp.jpg" title="violencia_mulheres_sp.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/violencia_mulheres_sp.jpg" alt="violencia_mulheres_sp.jpg" width="553" height="155" /></a></div>
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		<title>É justo questionar dogmas católicos</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 21:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p> A Igreja Católica é composta por homens e mulheres de carne e osso. Como toda instituição viva, seus dogmas merecem contestação de quem pertence aos seus quadros, de quem já pertenceu e de que não pertence. Os de fora têm o direito de opinar sobre as decisões de uma instituição poderosa e que influencia o debate público no mundo inteiro.</p>
<p>No Brasil, há separação entre Estado e igreja. Apesar disso, os religiosos se julgam no direito de criticar decisões legais, como o aborto de uma criança de 9 anos que foi estuprada. Ora, se podem meter o bedelho nas regras do Estado laico e democrático, podem também ouvir críticas a seus dogmas.</p>
<p>Nesse contexto, é absurda a excomunhão dos médicos e da mãe da menina estuprada pelo padrasto. Pior, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que aborto é pior do que estupro. Os idiotas da subjetividade vão dizer que é assunto da Igreja Católica e ponto final. No direito canônico, o aborto é mais grave que o estupro. Quem é católico que se acomode, e os incomodados que se retirem.</p>
<p>Esse discurso serve a um conservadorismo anacrônico que afasta cada vez mais a Igreja Católica do cotidiano de seus seguidores. É um erro considerar um meio católico ou um mau católico quem apoia a decisão de abortar na circunstâncias em que se encontrava a menina de 9 anos. Ela pesa 30 quilos. Sua gravidez poderia matá-la. A lei brasileira permite aborto em caso de estupro e quando se coloca em risco a vida da gestante.</p>
<p>Há outro agravante: a menina é de um região pobre do Nordeste, na qual o peso dos valores religiosos é maior do que em outras partes do Brasil. Uma condenação da Igreja Católica soa a uma espécie de sentença de morte religiosa.</p>
<p>É uma pena que a Igreja Católica tenha abandonado a opção preferencial pelos pobres. O homem que deu início à caminhada dessa instituição milenar teria reparos a fazer à turma de Bento 16.</p>
<p><strong> Mais debate</strong></p>
<p>A briga é meio perdida, mas é preciso discutir a ampliação do direito ao aborto num país em que isso é questão de saúde pública. A mulher deve ter o direito de decisão. Legalizar mais amplamente o aborto, com limite até determinado tempo de gestação, não vai obrigar ninguém a tirar filho da barriga.</p>
<p><strong>E-mail:</strong> <a href="mailto:kennedy.alencar@grupofolha.com.br">kennedy.alencar@grupofolha.com.br</a></p>
<p class="previousColumns"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/"><br />
</a></p>
<p><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0726966.jpg" width="50" align="left" height="50" /> <strong>Kennedy Alencar</strong>, 41, colunista da <strong>Folha Online</strong> e repórter especial da <strong>Folha</strong> em Brasília. Escreve para <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/">Pensata</a> às sextas e para a coluna <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/">Brasília Online</a>, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal &#8220;RedeTVNews&#8221;, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas &#8220;<a href="http://www.redetv.com.br/enoticia" target="_blank">É Notícia</a>&#8220;, aos domingos à meia-noite.</p>
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		<title>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas   Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor
Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas </strong></font>  <strong>Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor</p>
<p>Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das mortes por câncer</strong></p>
<p><img src="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" alt="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" align="left" /></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" alt="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" width="390" height="258" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CLÁUDIA COLLUCCI E </strong><strong>RACHEL BOTELHO &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>O consumo diário de duas ou mais doses de bebida alcoólica aumenta em 22% o risco de desenvolver câncer de pâncreas, revela uma revisão de 14 estudos científicos que envolveram 862.664 pessoas. Entre a mulheres, o risco cresce a partir de uma dose por dia.<br />
O trabalho, publicado ontem em jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, é o maior já feito mostrando a relação entre dieta e câncer pancreático. O tabagismo é outro importante fator de risco. Fumantes têm o triplo de chances de desenvolver o tumor.<br />
O câncer de pâncreas, um dos mais letais, é a quarta principal causa de morte por câncer no mundo. A sobrevida média, em cinco anos, é de apenas 5%. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de tumor, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer.<br />
Durante o estudo, os pesquisadores identificaram 2.187 pessoas que tiveram tumor no pâncreas. Elas foram comparadas com indivíduos que não bebiam. A conclusão foi que o risco de câncer aumenta a partir do consumo diário de 30 gramas ou mais de álcool (menos de duas latas de cerveja de 350 ml ou três taças de vinho). Não foi observada diferença quanto ao tipo de bebida consumida.<br />
Na avaliação do médico Felipe Coimbra, diretor do departamento de cirurgia abdominal do Hospital A.C. Camargo, o estudo é muito importante no sentido de reforçar o perigo do consumo crônico de álcool, que já estava relacionado a outros tumores, como o de esôfago.<br />
&#8220;Até então, não existia uma relação tão direta do consumo de álcool ao câncer de pâncreas. Assim como as pessoas devem evitar o fumo, diminuir o álcool pode ajudar na prevenção.&#8221;<br />
O cirurgião gastroenterologista Antonio Luiz Macedo, do hospital Albert Einstein, diz que é comum as pessoas exagerarem no consumo do álcool sob alegação de que a substância faz bem ao coração. &#8220;Muitas ultrapassam facilmente os 30 gramas diários.&#8221;<br />
O oncologista Antonio Carlos Buzaid, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que o estudo corrobora uma forte suspeita de que o álcool esteja associado ao aparecimento de câncer, mas ele avalia que o aumento do risco seja pequeno. &#8220;O risco de câncer de pâncreas é tão pequeno que, se eu aumentar em 22% uma coisa pequena, ela continua pequena.&#8221;<br />
O problema do câncer pancreático é que 90% dos pacientes descobrem a doença em estágio avançado. &#8220;É um órgão que está no retroperitônio, atrás do intestino e do estômago e que os exames habituais podem não visualizá-lo adequadamente&#8221;, afirma Coimbra.<br />
Outro fator limitante, diz Buzaid, é que o tumor não manifesta sintomas iniciais. &#8220;Quando dá [sinais], está avançado.&#8221;</p>
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		<title>Blog policial com críticas a José Serra é tirado do ar pela Justiça</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 15:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ MARINA LANG
colaboração para a Folha Online
A blogosfera policial, que vem aumentando sua popularidade com o surgimento de páginas como Segurança Pública, Cultcoolfreak e Diário de um PM, sofreu uma baixa. O flit-paralisante.blogspot.com saiu do ar.
O &#8220;Flit Paralisante&#8221; (referência a um antigo inseticida) ficou conhecido por abordar a rotina dos policiais civis no Estado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>MARINA LANG</strong><br />
colaboração para a <strong>Folha Online</strong></p>
<p>A blogosfera policial, que vem aumentando sua popularidade com o surgimento de páginas como <a href="http://segurancapublica.net/" target="_blank">Segurança Pública</a>, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/cultcoolfreak" target="_blank">Cultcoolfreak</a> e <a href="http://www.diariodeumpm.net/" target="_blank">Diário de um PM</a>, sofreu uma baixa. O flit-paralisante.blogspot.com saiu do ar.</p>
<p>O &#8220;Flit Paralisante&#8221; (referência a um antigo inseticida) ficou conhecido por abordar a rotina dos policiais civis no Estado de São Paulo. Em tom de denúncia, seus textos criticam as estruturas internas da corporação e o governador José Serra (PSDB).</p>
<p>&#8220;Não sei dizer por que, exatamente, o blog saiu do ar, mas foram em duas ocasiões: a primeira em 30 de outubro [de 2008] e essa de janeiro. A representação, da última vez, trouxe como vítimas o governador José Serra e outros&#8221;, diz o autor do blog, o delegado da Polícia Civil em São Vicente (65 km de São Paulo), Roberto Conde Guerra.</p>
<p>Com a derrubada do endereço eletrônico, ocorrida em janeiro, Guerra reativou seu espaço na rede pelo servidor Wordpress, no qual permanece em funcionamento (<a href="http://flitparalisante.wordpress.com/" target="_blank">flitparalisante.wordpress.com</a>).</p>
<p>&#8220;Quando apagaram o blog, deram a entender que eu era anônimo. Nunca escrevi escondendo minha identidade. Nada ali afeta a idoneidade do governador&#8221;, defende-se.</p>
<p>O blogueiro suspeita que a primeira retirada do ar (30 de outubro) tenha ocorrido pelos &#8220;desabafos&#8221; sobre o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u457107.shtml">confronto entre polícias</a> e a ação desastrada na morte de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/carcereprivadonoabc/">Eloá</a>.</p>
<p>Um ofício judicial, ao qual a <strong>Folha Online</strong> teve acesso, foi enviado à Guerra pelo próprio Google, detentor do domínio <a href="http://www.blogspot.com/" target="_blank">blogspot.com</a>. Entretanto, o documento não solicita a retirada do blog do ar &#8211;mas pede dados cadastrais do autor e endereços virtuais (IPs) utilizados por ele para a publicação.</p>
<p>O delegado José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes em Meios Eletrônicos, foi o responsável pelo inquérito contra o Flit Paralisante. Embora o nome do governador José Serra apareça no ofício judicial, Araújo Filho diz que o &#8220;governador de São Paulo não é parte&#8221;.</p>
<p>Procurado, o Palácio dos Bandeirantes não quis se pronunciar &#8211;tampouco o Google, que diz apenas cumprir um pedido da Justiça.</p>
<div align="center"> <font size="1"><em><br />
</em></font><img src="http://2.bp.blogspot.com/_eEOSD1Sb7cc/SQhxQrX95wI/AAAAAAAAKqM/VV_ZT5QwoG4/s400/greve+da+pol%C3%ADcia+civil+-+202C70BA27774B6C95813901B4C2D7CF.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_eEOSD1Sb7cc/SQhxQrX95wI/AAAAAAAAKqM/VV_ZT5QwoG4/s400/greve+da+pol%C3%ADcia+civil+-+202C70BA27774B6C95813901B4C2D7CF.jpg" /><br />
<font size="1"><em> Policiais militares em confronto com tropa civil, em outubro; críticas ao Executivo seriam motivo da retirada do blog</em></font></div>
<p><font size="5"><strong>Delegado X delegado</strong></font></p>
<p>&#8220;[A retirada do blog] foi uma medida cautelar, pois se trata de um funcionário público, e o site foi usado como veículo de difusão de calúnia, injúria e difamação&#8221;, alega Araújo Filho. A medida cautelar é um ato preventivo, que é deferida pelo juiz quando há a comprovação de lesão de qualquer natureza ou motivo justo. Ela pode ser autorizada pelo juiz sem que a outra parte tome conhecimento. Também é provisória, ou seja, há um prazo para que o autor mova a ação principal.</p>
<p align="center"><font size="1"><em><br />
</em></font><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/serratv292.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/serratv292.jpg" /><br />
<font size="1"><em> Governador José Serra é situado como uma das vítimas em inquérito policial que retirou endereço de blog &#8220;Flit Paralisante&#8221; do ar</em></font></p>
<p>O nome do governador está ali, segundo ele, para &#8220;justificar&#8221; a medida. &#8220;Caso ele se interesse, pode tomar parte na ação principal, pois ele é uma das partes&#8221;, diz.</p>
<p>O delegado confirma ainda que houve acusações de maneira genérica e dirigida a promotores e juízes. Serra foi chamado de &#8220;nazista&#8221;, de acordo com ele. &#8220;Não foi possível apagar apenas algumas das postagens porque o encadeamento dos posts e comentários era ofensivo. A internet maximiza isso&#8221;, observa Araújo Filho, afirmando que as supostas ofensas não partiram apenas do autor do blog, &#8220;mas também dos comentários nas postagens.&#8221;</p>
<p><strong>Cicarelli</strong></p>
<p>&#8220;Chega a ser amador e hilário. Com a censura, é claro que um blog se transfere para um servidor estrangeiro. De quebra, faz com que as pessoas se interessem mais ainda pelo assunto&#8221;, analisa o professor da Fundação Getúlio Vargas e advogado especialista em internet Marcel Leonardi.</p>
<p>Segundo ele, é possível que o governador José Serra saiba, informalmente, a respeito do inquérito. &#8220;Mas não dá para afirmar categoricamente que ele esteja envolvido&#8221;, afirma Leonardi. &#8220;Isso lembra até o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21380.shtml">caso</a> da [Daniela] Cicarelli [e do bloqueio do YouTube], em que ela afirmou que o namorado era o responsável pelo processo, não ela.&#8221;</p>
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		<title>Chuvas já mataram 23 pessoas em todo o Estado</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 18:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Marcela Fonseca, Renato Santiago do Agora e Agência Folha
Desde o início do ano, os temporais que acometem o Estado já causaram a morte direta ou indireta de 23 pessoas. Até agora, a capital é a região que mais registra mortes, seis ao todo. Segundo a Prefeitura de São Paulo, 591 famílias foram afetadas e são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/kassab_serra2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/kassab_serra2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Marcela Fonseca, Renato Santiago do Agora e Agência Folha</strong></p>
<p>Desde o início do ano, os temporais que acometem o Estado já causaram a morte direta ou indireta de 23 pessoas. Até agora, a capital é a região que mais registra mortes, seis ao todo. Segundo a Prefeitura de São Paulo, 591 famílias foram afetadas e são assistidas pela administração. A Secretaria Municipal de Saúde aponta 40 pessoas com leptospirose decorrente do contato com enchentes.</p>
<p>A região de Campinas é a segunda mais atingida. Segundo dados Defesa Civil, quatro pessoas morreram e quase 4.000 estão desalojadas. Cidades do ABC também sofrem com os estragos.</p>
<p>Em São Paulo, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) aponta a região do Butantã (zona oeste de SP) como a mais prejudicada. A segunda é São Mateus (zona leste de SP).</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo trabalha com um mapa de áreas de risco desatualizado. Um novo estudo será providenciado, mas só depois da temporada de chuvas. O Jardim Esperança (zona norte), onde morreram os primos Maxwel Oliveira, 17 anos, e Ednaldo de Lima, 26, na noite de anteontem, está na lista dos novos pontos de risco.</p>
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		<title>Sobre os prémios World Press Photo 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 22:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio People in the News
O crítico do Público Eduardo Cintra Torres é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.
Eis o texto que escreveu para o Arte Photographica sobre os prémios World Press Photo 2008 ontem divulgados:
“Não há luz ao fundo da porta do fundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/ect-sobre-os-premios-wpp08.html"><strong><br />
</strong></a></h3>
<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s1600-h/maosangue.jpg"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s400/maosangue.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302700599553398130" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 258px; text-align: center" border="0" /></a> <span style="font-size: 78%">Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio <em>People in the News</em></span></div>
<p>O crítico do <em>Público</em> <span style="color: #990000"><strong>Eduardo Cintra Torres</strong></span> é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.<br />
Eis o texto que escreveu para o <em>Arte Photographica</em> sobre os prémios <strong>World Press Photo 2008</strong> ontem divulgados<strong><span style="font-size: 130%; color: #cc0000">:</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 180%; color: #ff6600">“</span></strong><em><strong>Não há luz ao fundo da porta do fundo das nossas casas</strong><br />
</em><br />
O Iraque e o Afeganistão desapareceram dos prémios <strong>World Press Photo</strong> relativos a 2008. Não há entre as fotografias premiadas nada da guerra no Iraque <strong>(</strong>mas ainda há guerra no Iraque? Esta semana, em Badgad, o movimento do <em>anti-american radical cleric</em> Al-Sadr, como lhe chama a imprensa americana, patrocinou uma boa exposição de pintura contemporânea iraquiana<strong>)</strong>. Do Afeganistão, nada também. E do Médio Oriente, onde ocorreram duros combates entre Israel e o Hamas, chega apenas uma fotografia, anterior ao conflito. É uma imagem de perturbadora beleza: quatro manifestantes palestinos procuram abrigar-se debaixo de uma oliveira isolada enquanto pelo chão se espalha uma nuvem de gás lacrimogéneo; a mancha branca do gás é bela, igual aos farrapos de nuvens verdadeiras no céu azul com que parece misturar-se, o nevoeiro lacrimoéneo quer esconder o mal que alberga; e a oliveira, tão bonita, símbolo de paz, no meio da pequena clareira onde o gás ainda não chegou, parece o antídoto contra o gás venenoso, mas, na sua velhice, enrosca-se em si mesma, dando um movimento adicional à imagem que nos diz como a paz é torta e difícil naquele lugar. A fotografia não ganhou o primeiro prémio, nem as fotografias do conflito mais ilustrado deste ano, o da guerra na Geórgia, que aos tanques e militares preferiram gente que chora mortos: o fotojornalismo, como a pintura desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial, não quer saber de vitórias militares, apenas vê derrotas humanas.</p>
<p>É o caso das guerras tribais no Quénia, que motivaram imagens premiadas, fotografias extraordinárias que mostram que não há ali diferença entre vencidos e vencedores, os que matam e os que morrem são intermutáveis, é terrivelmente difícil sentir pena, apenas se sente horror pelo grau zero a que chega o valor da vida: aquela criança que à porta de casa agita as mãos quando chega o assassino de cacete na mão tem o horror da morte espelhado no gesto.</p>
<p>Há ainda outras guerras destacadas pelos prémios deste ano. São as guerras da natureza contra o homem, a que chamamos catástrofes naturais: um terramoto na China premiou um instantâneo com o primeiro lugar nessa categoria e originou um outro segundo prémio para uma fotografia que parece caótica por nos transmitir o caos da destruição em Beichuan; um ciclone em Myanmar arrancou o terceiro prémio de reportagem; um vulcão no Chile transmitiu toda a beleza da explosão ao primeiro prémio na categoria Natureza. Há também as guerras nas favelas, as guerras de gangues, o terrorismo em Bombaim. E sobra sangue: sangue no desporto <strong>(</strong>no judo, no boxe<strong>)</strong>, sangue nos chãos de zonas de conflito e sangue que escorre debaixo da manga dum manifestante em Atenas, numa fotografia de impressionante composição: em primeiro plano, à direita, a manga dum blaser, o sangue que escorre pela mão, a mão que segura um dossiê, mão de professor. À sua frente, os escudos da polícia de choque: o sangue é o índice da violência e da irredutibilidade das posições.</p>
<p>Todavia, dentre todas as imagens, o júri escolheu para fotografia do ano a imagem de um polícia dentro de uma casa desocupada. Ele está armado, aponta a arma para uma divisão da casa que não podemos ver. O chão da divisão em que nos encontramos com ele está caótico: caixotes espalhados, lixo, papéis, mobílias velhas. Na parede ao fundo, um aplique torto; na casa de banho pela porta aberta em frente, a mesma desarrumação. Só a legenda nos pode explicar esta imagem marcada por uma violência que já passou <strong>(</strong>a desarrumação<strong>)</strong> e por uma violência que poderá chegar <strong>(</strong>o polícia que se precavê de arma apontada<strong>)</strong>. Esta guerra é outra, diz a legenda: “Economia dos EUA em Crise: depois dum despejo, o detective Robert Kole tem de garantir que os moradores saíram da sua casa. Cleveland, Ohio, 26 de Março”.</p>
<p>Esta guerra chegou ao interior dos Estados Unidos. É mesmo uma guerra, vê-se os indícios dela. E é um drama, vê-se pela composição: a parede do fundo é como um pano de teatro paralelo aos espectadores <strong>(</strong>nós que vemos a fotografia<strong>)</strong>, há portas como no teatro, há um movimento subtil do polícia, como os dos actores no palco. Há suspense: que poderá acontecer na outra divisão da casa? Estará alguém lá? Imaginamos que a família saiu, de rastos pela miséria que sobre ela se abateu, e vingando-se, deixando o lixo para quem vier a seguir: mas será que a família desesperada se esconde ainda no quarto ao lado?</p>
<p>A composição como de um palco de teatro favorece a organização harmónica, fornecendo a compreensão estética que compensa o caos dos elementos soltos. E essa harmonia é reforçada por um elemento paradoxal: o polícia, que parece estar do lado direito da imagem, por já ter ultrapassado a porta do fundo, está afinal exactamente no centro geométrico da imagem: o <em>colt</em> que traz à cintura marca o ponto em que as diagonais se intersectam.</p>
<p>Lemos as imagens da esquerda para a direita, e aqui essa narrativa só nos promete incerteza e a hipótese de conflito e de medo. Como nos quadros, a luz vem da esquerda, do passado, dos tempos alegres em que a família viveu nesta casa; a escuridão está à frente do polícia e por isso à nossa frente, do lado direito, é o negro para lá da porta, o Adamastor da crise. É para lá que o polícia aponta a arma: para o futuro, para a crise, para uma guerra em potência dentro das nossas casas — aquele vazio negro é o túnel sem luz ao fundo que nos ameaça a todos. Esta fotografia é um ícone da crise que chegou, da crise que está, da guerra das famílias contra a crise, o Adamastor, o monstro negro. É o ícone do fim da era Bush e das suas guerras pelo mundo fora, é o ícone do início da era Obama, da guerra interior com que se vêem a braços milhares de milhões de famílias, empresas, polícias e policiados da América e de cada país do mundo. <strong><span style="font-size: 130%; color: #ff6600">”</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #990000">Eduardo Cintra Torres</span></strong></p>
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<p><span class="post-author vcard"> <strong>Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes</span></strong></span></p>
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