03/10/2008 - 23:11h Ibope: Coser (PT) mantém folga na liderança em Vitória

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O Globo

Atual prefeito de Vitória e candidato à reeleição, João Coser (PT) manteve larga vantagem nas intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pela TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Pelos novos números, o petista tem 71% da preferência do eleitorado, dois pontos percentuais a mais que no último levantamento. Luciano Rezende (PPS) manteve os 20% da pesquisa anterior.

Bernardo Teteco (PRTB), que tinha 2%, agora aparece com apenas 1%. Os candidatos Avelar (PCO) e Carlão (PSOL) tiveram menos de 1% das intenções. Os votos brancos ou nulos somam 2%, enquanto 6% não sabem ou não opinaram. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa simulação de segundo turno, Coser venceria Rezende por 73% contra 21%, segundo a pesquisa Ibope. Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, e o Ibope ouviu 504 eleitores em Vitória. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta, e está registrada sob o número 072/ 2008 na 1ª Zona Eleitoral da capital capixaba.

08/04/2008 - 20:27h Farinha do mesmo saco e cheia de caramujos

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Geraldo Alckmin diz que esta com pressa para definir a candidatura do PSDB a prefeitura de São Paulo. Gilberto Kassab responde que não tem pressa em definir a dele. “É mais importante que eu administre bem a cidade de São Paulo”, argumentou.

Aguardando que um domine sua ansiedade e o outro consiga administrar “bem”, fica uma interrogação: quais são as propostas que “com pressa” Alckmin quer transmitir ao povo de São Paulo e como elas poderiam servir para Kassab administrar “bem”?

Porque eles governam juntos, PSDB e DEM. Como governaram juntos Alckmin e Lembo, no governo estadual. Como juntos governaram o Brasil FHC, Marco Maciel e ACM. PSDB e Dem (ex-PFL) são os responsáveis governamentais de esses anos todos no Estado de São Paulo, e também da administração municipal, como foram durante os 8 anos de FHC.

Nem Kassab critícou a gestão de Alckmin no governo estadual, nem Alckmin questionou a participação dos tucanos na prefeitura de São Paulo.

A disputa entre eles é uma disputa de ambição, de espaço e de carreira política e não de divergências sobre os rumos ou a política a ser implementada.

Não sem razão, os partidários de Kassab, no PSDB e no DEM, consideram que a simples pretensão de Alckmin de ser candidato implica renegar a ação tucana no governo da cidade. Ainda mais que nenhuma idéia, crítica ou sugestão foi jamais formulada pelo Alckmin.

Mas com a mesma lógica pode se argüir que o candidato Alckmin deverá assumir como próprio os resultados da atual gestão municipal, sem poder defender, segundo os kassabistas, com o mesmo brio que os que nela passaram quatro anos governando.

Em todo caso a candidatura Alckmin e Kassab tem o mesmo programa e compartilham do mesmo balanço. São evidentemente farinha do mesmo saco.

Tanto é assim que juntos mostraram a mesma indiferença com os problemas do transporte público da cidade. Alckmin investindo pouco na expansão do metrô, e com as obras do Rodoanel a passos de tartaruga. O outro, Kassab, abandonando a construção de corredores, sucateando a CET e sem plano, a não ser a introdução do pedágio urbano, na calada da noite.

Esse balanço comum não se limita ao transporte público e abrange todos os demais setores, pois eles tem como denominador comum a identificação com os interesses dos setores mais ricos, com a redução do papel do Estado a sua mínima expressão e a preservação das minorias privilegiadas, em detrimento dos que mais precisam do papel redistributivo do poder estatal. Ou seja o saco de farinha esta cheio de caramujos. Impróprio para o consumo.

A crise atual, expressa em dois candidatos procurando fazer valer suas pretensões a margem de qualquer divergência, constitui uma manifestação “municipal” da própria impasse em que se encontram ambos partidos coligados no plano federal. Incapazes de formular qualquer alternativa programática ao governo Lula, eles também se dividem em ambições presidencialistas de caciques, com a mesma ausência de propostas para o Brasil.

No fundo, eles exigem um cheque em branco do eleitorado, ao qual pretendem fornecer um programa de circunstância, sem qualquer veleidade de compromisso com propostas debatidas abertamente.

Assim foi quando conquistaram a prefeitura de São Paulo em 2004, para depois mostrar que não tinham projeto, plano, planificação e nem propostas.

O resultado só não foi pior, porque foram obrigados a manter, mesmo que porcamente, os principais projetos da administração inovadora realizada por Marta Suplicy.

Aparentemente muitos paulistanos iludidos começaram a sacar o engôdo e a olhar com maior atenção a ambição desmedida e sem consistência dos pretendentes demo-tucanos.

O embate eleitoral permitirá que estas questões estejam no centro do interesse público.

É o que seguramente esperam os cidadãos de São Paulo.

Luis Favre

20/03/2008 - 23:23h Cria tucanos (ops) corvos e te arrancarão os olhos

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Alckministas atacam o Blog do serrista Reinaldo Azevedo na Veja. O escriba, raivoso, desfecha uma serie de “verdades” à cara dos coroinhas. Vale a pena ler para verificar como os problemas da cidade estão no centro das preocupações desta turma dos dois bandos. Grasnados a parte, o vácuo das idéias parece tão forte que ameaça sugar para dentro do buraco negro os diferentes tucanos depenados. Não deixará de ser uma contribuição ao projeto “cidade limpa”.

A seguir o Reinaldão se defende

caricatura_tucanos_arvore1.jpgBlog de Reinaldo Azevedo

Epa!
A exemplo do que aconteceu em 2006, os “alckmistas” resolveram atuar com a agressividade típica dos petralhas. Invadiram o blog como se fosse uma corrente. E, pasmem!, muitos deles questionam o meu “direito” de apontar contradições no discurso do seu candidato. Como é que é???

De novo, a mesma obstinação, a mesma fé cega, o mesmo discurso que só olha para o próprio umbigo. No auge da conversa mole, afirmam que foi Alckmin quem elegeu Serra governador. E, dizem, não fosse a genialidade estratégica do seu líder, o PT estaria no governo de São Paulo.

Olhem aqui: jamais questionei o direito de Alckmin pleitear a Prefeitura. Ele pode, a rigor, se candidatar até a papa. Possível é. Faço análise política, gostem ou não dela. E tenho horror à mentira.

- Em 2006, Serra tinha o dobro dos votos de Alckmin. O então governador dizia que era mero recall de campanhas passadas e que a disputa começaria com o horário eleitoral. Agora ele mudou? Os alckmistas poderiam até ter um bom argumento lógico, embora muito questionável, mas vá lá: “Pô, fizemos besteira em 2006 ao escolher como candidato quem tinha menos votos. Não podemos repeti-la agora”. Mas não. Eles acham que estava certos em 2006 e agora, embora abraçando teses contrárias. Não dá. Não sou militante. Não tenho compromisso com o hospício de idéias.

- Se dependesse de Alckmin e de seus porta-vozes, Serra teria ficado na Prefeitura de São Paulo. E, aí sim, os Bandeirantes estariam hoje com o PT. De novo, a memória de muita gente é curta. A minha é muito, mas muito boa. Sempre foi. Ainda sei de cor Navio Negreiro e todo o Canto I de Os Lusíadas, hehe. E os desafios lhe assanham a fome. A do Google é melhor ainda. Trecho de reportagem da Folha de S. Paulo de 13 de janeiro de 2006. Volto depois:

Por Catia Seabra
Aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, começaram ontem a explorar o “risco Kassab” como arma contra a candidatura do prefeito de São Paulo, José Serra, à Presidência da República pelo PSDB.
Dentro da estratégia de que a candidatura Alckmin é a “natural”, tucanos com trânsito no Palácio dos Bandeirantes já tornam pública sua objeção à possibilidade de passar o comando da prefeitura para o PFL a três anos do fim de mandato. Se Serra sair, assumirá o pefelista Gilberto Kassab.
Para o secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, “isso é um ponto a ser refletido”. “É a primeira vez na história que o PSDB assume a prefeitura. E, logo depois, abandona?”, perguntou Chalita, segundo o qual “isso não tira as qualidades do prefeito José Serra, ao contrário”, mas causa reação entre os militantes.
“Nunca vencemos. Na primeira vez em que o PSDB ganha, ele abre mão e entrega para outro prefeito? Isso pesa na discussão”, disse o secretário, ressalvando que o problema não é com o PFL.
Participante de uma solenidade ontem ao lado de Alckmin, o deputado estadual tucano Milton Flávio foi mais duro ao refutar a possibilidade de Alckmin e Serra se enfrentarem numa prévia.
Segundo ele, a convenção está descartada porque Alckmin se consolidará em semanas. E “não há justificativa para que o Serra abandone o mandato com três anos ainda a serem cumpridos”. “Respeito o Kassab, mas não vejo nele a mesma competência e experiência administrativa [de Serra], para não dizer o resto.”
Leia mais aqui

Voltei
É isso aí. Se o tal “risco Kassab” valia para impedir Serra de disputar a Presidência, valia também para impedi-lo de disputar o governo de São Paulo. As palavras têm sentido. Não me venham com embromação. Podem guardar as armas. Com respeito, os alckmistas debaterão tudo neste blog. Na base da brutalidade, mando-os para o ralo das esferas, junto com os petralhas. Aqui não passam. Sem contar que o “risco Kassab”, como se vê, era papo furado.

Querem discutir “candidaturas naturais”? Topo. É natural, dada a lei, o titular de um cargo executivo disputar a reeleição. Querem discutir “imbatibilidade” (se me permitem…) eleitoral? Topo também. Alckmin só ganhou uma disputa a cargo majoritário até hoje (exceção feita à Prefeitura de Pindamonhangaba). Já foi derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo e amargou uma derrota para a Presidência com menos votos no segundo turno do que no primeiro — feito, suponho, inédito ou quase.

À diferença do vereador Gilberto Natalini, líder do PSDB na Câmara, acho impossível haver um só candidato do DEM-PSDB a esta altura do campeonato. Esse papo já foi. Como se diz em Dois Córregos, essa conversa já deu flor. Se não quiserem entregar a eleição de bandeja a Marta Suplicy — E OS TUCANOS SÃO QUASE IMBATÍVEIS EM FAZER O JOGO DOS PETISTAS —, que todos tratem de arranjar uma forma de conviver pacificamente, havendo, na prática, dois candidatos do PSDB na disputa. Sim, a prefeitura do democrata Gilberto Kassab tem uma maioria de quadros tucanos.

É surrealista? É, sim. Mas é o que se tem.

Então, tigrada, devagar com o andor aí. Em 2006, Alckmin iniciou uma trajetória que parecia missionária, que encantou os analistas políticos com o que foi chamado o “lado pimentinha do Chuchu”, e terminou vestindo uma jaqueta e um boné cheio de logos de estatais.

É bom baixar o facho. Até porque, quando menos, é de se supor que, caso ele passe para o segundo turno, precisará dos votos de Gilberto Kassab. Como Kassab pode vir a precisar dos votos de Geraldo Alckmin.
Por Reinaldo Azevedo

20/03/2008 - 04:34h Indefinição pode deixar PSDB sem aliados

 PPS e PTB cogitam candidato próprio e petistas já assediam o PMDB

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Silvia Amorim - O Estado de São Paulo

A demora do PSDB em definir se terá candidato próprio ou apoiará o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pode deixar o partido sem aliados no primeiro turno da eleição à Prefeitura de São Paulo. O aviso parte de antigos parceiros dos tucanos - PPS e PTB - e do PMDB.

Todos estão de olho na vaga de vice em uma chapa tucana e já foram sondados pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que briga no PSDB para sair candidato. Mas as negociações seguem a passos lentos ante a ofensiva do PT, principal adversário na disputa.

Como reação à indefinição tucana, PPS e PTB ensaiam lançar candidatos próprios. Seria uma ‘proteção’ nessa briga, justifica um cacique do PPS, que tem cargos na prefeitura e no governo do Estado.

Ambos os partidos já têm nomes na manga - a vereadora Soninha (PPS) e o deputado estadual Campos Machado (PTB) - e dizem que não vão esperar até maio, prazo cogitado pelo tucanato para resolver a confusão interna. Os dois partidos não querem correr o risco de, nesse período, PSDB e DEM decidirem por uma aliança e deixarem as outras legendas na mão.

CONVERSAS

O PMDB caminha para outra direção. Na quarta-feira, o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), entusiasta da candidatura de Alckmin, encontrou-se com o líder máximo do PMDB em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia. Ouviu que as conversas com o PT - que ofereceu oficialmente a vice aos peemedebistas - estão mais adiantadas do que com os tucanos.

Os dois ficaram de marcar uma nova reunião. Quércia também aguarda um encontro oficial com a ministra do Turismo, Marta Suplicy, provável candidata do PT em São Paulo. Kassab já procurou o PMDB.

O risco de não ter aliados de peso no primeiro turno já preocupa os alckmistas. O que está em jogo é o tempo de TV na propaganda eleitoral. ‘É um desgaste que não está beneficiando nenhum de nós, mas só o nosso adversário’, disse o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP).