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	<title>Blog do Favre &#187; Municipais</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: Blog de Nassif apresenta dossié sobre aparelho médico encostado há 3 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 19:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Ver também aqui no blog “Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos
O caso Amplus e a terceirização da saúde
A Folha de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><cite class="date"></cite></p>
<h2><font size="4"> Ver também aqui no blog <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/gestao-kassab-aparelho-medico-esta-encostado-ha-3-anos/" title="“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos" rel="bookmark">“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</a></font></h2>
<p><font size="5"><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/" title="O caso Amplus e a terceirização da saúde" rel="bookmark">O caso Amplus e a terceirização da saúde</a></font></p>
<p>A <strong>Folha</strong> de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, nota informando que o Tribunal de Contas do Município julgou o contrato irregular em junho do ano passado.</p>
<p>É um bom tema para se analisar os limites da terceirização de serviços públicos – que, em princípio apoio, mas que dá margem a muita operação nebulosa.</p>
<p>Vamos a um histórico de documentos levantados na web e no Diário Oficial (<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRl1SgoQkbzGtvwj" target="_blank">clique aqui</a> para ir ao Google Notebooks conferir):</p>
<p><strong>Documento 1</strong> – a matéria da Folha sobre o aparelho médico que está encostado há três anos.</p>
<p><strong>Documento 2</strong> – Secretaria nega falta de assistência e culpa “ complexidade” por problema.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg"><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29145 alignleft" style="float: left" width="306" height="235" /></a></p>
<p>No Diário Oficial do Município, é possível juntar algumas informações sobre as causas desse problema: para abrigar um aparelho de R$ 10 milhões (há três anos parados) bastaria uma ampliação da sala que custaria R$ 180 mil.</p>
<p><strong>Documento 3</strong> – Matéria de 28 de maio de 2007 do Diário de São Paulo, informando que o problema era antigo. Segundo a matéria, havia uma fila de 3 mil pessoas aguardando a instalação do tal aparelho de ressonância magnética.</p>
<p>E surgem as primeiras informações sobre o valor do contrato:</p>
<p>“Os R$ 108 milhões do compromisso com a empresa seriam suficientes para bancar a implantação de mais de 200 unidades de Atendimento Médico Ambulatorial, as AMAs, uma das bandeiras da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM)”.</p>
<p>“Nas 80 páginas do documento da corregedoria, nomeada pela própria administração municipal, são relatadas irregularidades no compromisso para diagnóstico por imagem e no de exames laboratoriais. Há falhas na elaboração do modelo escolhido para a contratação e uma lista de obrigações não cumpridas”.</p>
<p><strong>Documento 4</strong> – matéria de O Globo, repercutindo o Diário de São Paulo, na qual a Secretaria da Saúde do município defende a Amplus.  Diz que falta apenas algumas obras no hospital. Pela matéria se fica sabendo que a empresa tinha sido fundada em 1999 (portanto, tinha apenas 6 anos de vida quando o contrato foi assinado) e sua experiência anterior, com prestação de serviços a municípios, se restringia aos municípios de Guarujá e São Vicente.</p>
<p><strong>Documento 5</strong> &#8211; volta-se a uma nota na edição de hoje da <strong>Folha</strong>, informando que, no ano passado, o contrato foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas de São Paulo. Apesar do valor considerável – R$ 108 milhões por três anos – não houve licitação. A assinatura se deu ainda na gestão José Serra na prefeitura.</p>
<p><strong>Documento 6</strong> – discussões na Câmara, publicadas pelo Diário Oficial, sobre uma proposta de CPI da Amplus.</p>
<p><strong>Documento 7</strong> – notícia de 12 de novembro de 2008, do jornal A Tribuna, de Guarujá, informando que a Associação Santamarense de Beneficência quer rescindir o contrato de terceirização da tomografia com a Amplus devido “às péssimas condições de serviço prestadas”.</p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus01082008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29146 alignleft" style="float: left" width="303" height="187" />Finalmente, aqui, nota no Diário Oficial de 11 de agosto de 2008 informando do cancelamento frequente de exames pela Amplus, por falta de médicos. <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/#more-29144" class="more-link">Leia mais »</a></p>
<p><cite><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/category/politicas-sociais/saude/" title="Ver todos os posts em Saúde" rel="category tag"><br />
</a></cite></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 12:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária
Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana


CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária</strong></p>
<p><strong>Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/rm.jpg" alt="rm.jpg" /></a></div>
<p>CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito da zona norte de São Paulo, um aparelho de ressonância magnética de 13 toneladas, com preço avaliado em US$ 130 mil, que poderia ser usado na rede municipal de saúde paulistana.</p>
<p>O equipamento foi comprado pela Amplus, empresa contratada pela prefeitura em 2006 para prestar serviços de diagnóstico por imagem, mas ainda não foi instalado porque a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não concluiu as obras necessárias para acomodá-lo no hospital do Campo Limpo, na zona sul da cidade.</p>
<p>O sistema municipal de saúde não conta com nenhum equipamento de ressonância magnética -eficaz no diagnóstico de doenças, principalmente do sistema nervoso.</p>
<p>Mensalmente, as cerca de 6.500 pessoas atendidas na rede paulistana que precisam do exame acabam encaminhadas a hospitais estaduais ou usam os laboratórios da Amplus.</p>
<p>Em junho do ano passado, a Folha revelou que as obras para abrigar o aparelho de ressonância magnética não tinham sequer começado. Na ocasião, a gestão Kassab prometeu concluí-las e colocar o equipamento em uso em 30 de setembro.</p>
<p>A prefeitura chegou a iniciar as obras, mas, a cinco dias do fim do prazo, recebeu um ofício de um técnico da Amplus que fez uma vistoria apontando problemas para sua instalação:<br />
1) A cobertura do local estava apoiada em vigas de ferro, o que contraria as normas de uso do equipamento, já que, quando ele é ligado, transforma-se numa espécie de imã;<br />
2) Não havia rampa para entrada de equipamentos na sala (o local fica num barranco);<br />
3) Tubos das instalações elétricas eram expostos;<br />
4) As portas eram estreitas (com 70 cm de largura), fora dos padrões para serviços de saúde (média de 90 cm);<br />
5) Próximo à porta, havia um cano de esgoto com vazamento.</p>
<p>Procurada pela Folha, a Secretaria Municipal da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8221;.</p>
<p>A pasta não se comprometeu com prazos para colocar o aparelho de ressonância (com preço próximo de R$ 310 mil) em funcionamento nem para concluir as obras. O custo da reforma seria de R$ 500 mil.</p>
<p>O contrato da prefeitura paulistana com a Amplus foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Município em junho do ano passado.</p>
<p>Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108 milhões por três anos. Eles defendem a concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.</p>
<p>O contrato acaba no próximo dia 16. A prefeitura pretende substituir os serviços da Amplus pelas Organizações Sociais, que administram AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) e hospitais públicos.</p>
<p><font size="5"><strong>Contrato foi considerado irregular </strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>O contrato da prefeitura  com a Amplus foi julgado  irregular pelo Tribunal de  Contas do Município em  junho do ano passado.<br />
Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os  conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108  milhões por três anos. A  assinatura foi feita ainda  na gestão do hoje governador José Serra (PSDB).<br />
Os conselheiros argumentaram à época que,  para contratos assim, seria  necessário uma concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.<br />
O Ministério Público do  Trabalho também investiga a Amplus. Auditoria viu  irregularidades na contratação de funcionários  -por meio de terceirizadas, sem registro. A empresa diz que cumpre seu  contrato e afirma estar em  dia com os tributos.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">outro lado</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Secretaria nega falta de assistência e culpa &#8220;complexidade&#8221; por atraso em obra</strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu o atraso  nas obras no hospital do Campo Limpo, na zona sul, que permitirão o funcionamento do  aparelho de ressonância magnética, à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos específicos&#8221;.<br />
&#8220;O aparelho foi adquirido e é  mantido pela empresa contratada. Entretanto, em nenhum  momento houve desassistência  à população ou custo adicional  para a realização de cada exame&#8221;, afirma a secretária.<br />
A gestão do prefeito Gilberto  Kassab (DEM) não se comprometeu com um novo prazo para  a entrega das obras no hospital.<br />
A Amplus, empresa contratada pelo município, afirma que o  equipamento está guardado de  forma adequada e que pode entrar em funcionamento assim  que a prefeitura der as condições necessárias para isso.<br />
Segundo a secretaria, a Amplus tem de fazer, em média,  600 exames de ressonância  magnética por mês. Tais exames são feitos em instalações  da própria empresa. O restante  das pessoas que procuram pelo  exame na rede municipal é encaminhado para hospitais geridos pelo Estado.Ver também sobre o mesmo assunto <strong><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora">Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora</a></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Kassab encerra 1º mandato com 56% de aprovação, segundo Datafolha</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 11:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Resultado é só 1 ponto percentual abaixo do de Maluf, o melhor já registrado por um prefeito ao deixar o governo, diz Datafolha
O prefeito com pior avaliação ao deixar administração foi, segundo o Datafolha, Celso Pitta, com 81% de reprovação  
 Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

O prefeito Gilberto Kassab posa para fotos no viaduto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"></font> <strong>Resultado é só 1 ponto percentual abaixo do de Maluf, o melhor já registrado por um prefeito ao deixar o governo, diz Datafolha</strong></p>
<p><strong>O prefeito com pior avaliação ao deixar administração foi, segundo o Datafolha, Celso Pitta, com 81% de reprovação  </strong></p>
<div align="center"> <font size="1"><em>Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c0612200801.jpg" border="0" /><br />
</em><em>O prefeito Gilberto Kassab posa para fotos no viaduto do Chá<br />
</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>EVANDRO SPINELLI &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1"> DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Um mês após a reeleição para  prefeito de São Paulo, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab  (DEM) atinge 56% na última  pesquisa Datafolha do ano.<br />
É um índice positivo, pois representa uma estabilidade em  relação ao que ele vinha apresentando na campanha eleitoral, mas fica um ponto percentual abaixo do melhor índice  registrado por um prefeito ao  deixar o governo: Paulo Maluf  (PP), em 1996.<br />
Para o Datafolha, a aprovação de ambos está em empate  técnico, mas Kassab tem maior  rejeição (17% contra 11% de  Maluf), o que desempata o jogo  em favor do ex-prefeito.<br />
Maluf disputou a prefeitura e foi o quarto colocado na eleição, com 6% dos votos. Já Kassab tornou-se o primeiro prefeito reeleito da história da cidade, com 34% no primeiro turno e 61% no segundo.<br />
O Datafolha completa 25  anos em 2008 e mede a avaliação dos governos municipais  desde a volta da eleição direta  para prefeito da capital, em  1985. O primeiro avaliado foi  Jânio Quadros, prefeito de  1986 a 1988, que deixou o governo com 30% de aprovação.<br />
O pior prefeito desse período, segundo o Datafolha, foi  Celso Pitta, que deixou o governo em 2000 com 81% de reprovação e aprovação de apenas  4% dos eleitores.</p>
<p><strong>Estabilidade</strong><br />
A avaliação da gestão Kassab  se estabilizou no mesmo patamar do segundo turno da campanha eleitoral. O prefeito fechou a eleição com 59% de  aprovação à sua gestão e 15% de  rejeição. Chegou agora a 56% e  17%, respectivamente.<br />
Nos dois casos, há uma variação dentro da margem de erro  de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O levantamento foi feito entre os dias  25 e 28 de novembro com 1.103  eleitores da capital.<br />
Kassab tinha 49% de aprovação na semana que antecedeu o  primeiro turno, no qual ele surpreendeu e apareceu na frente  da então favorita Marta Suplicy  (PT). Começou o segundo turno com 61% de ótimo ou bom, o  maior índice registrado em todo o seu governo, e registrou  59% nas duas outras pesquisas  anteriores à eleição.<br />
A nota média do governo  também apresenta estabilidade. Kassab tinha nota 6,6 logo  após o primeiro turno, manteve a nota na pesquisa seguinte e  fechou a campanha com 6,5.  Agora, chega a 6,4.<br />
Doze por cento dos entrevistados deram nota dez ao prefeito e 8% disseram que ele merece nota zero.<br />
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o resultado  é positivo para Kassab. Segundo ele, terminada a campanha  há uma tendência natural de  que o prefeito tenha queda em  sua avaliação devido ao fim da  exposição de mídia. Com Kassab não foi assim.<br />
&#8220;Kassab foi o grande personagem da eleição. Ele tinha o  maior tempo de TV e muita mídia. É comum a avaliação dos  prefeitos caírem depois da eleição, mas Kassab conseguiu  manter, o que é positivo para  ele&#8221;, afirmou Paulino.</p>
<p><strong>Mulheres</strong><br />
A estabilidade, no entanto,  não vale para todas as camadas  sociais. A reprovação do governo subiu seis pontos percentuais entre as mulheres (de 13%  para 19%) e dez pontos na faixa  etária de 35 a 44 anos (passou  de 14% para 24%), para citar  apenas dois exemplos.<br />
A aprovação também caiu em  algumas áreas, como entre os  eleitores de nível superior (cinco pontos percentuais, de 68%  para 63%) e aqueles com renda  de 5 a 10 salários mínimos (dez  pontos, de 65% para 55%).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Relembrar II</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/relembrar-ii/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 12:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[O Metrô e a cidade
TENDÊNCIAS/DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

 JORGE WILHEIM



 Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/o-metro-e-a-cidade/" title="O Metrô e a cidade" rel="bookmark">O Metrô e a cidade</a></big></h2>
<div class="entry"><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <strong><a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></strong></font></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/o-metro-e-a-cidade/8160/" rel="attachment wp-att-8160" title="jorge_wilheim.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/jorge_wilheim.jpg" alt="jorge_wilheim.jpg" width="539" height="380" /></a></div>
<p><strong> JORGE WILHEIM</strong></p>
<table width="464" height="128">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos quanto o metrô seja implantado sem diálogo  </em></strong></font></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>APÓS O período eleitoral, em que não houve espaço para esclarecimentos suficientes sobre propostas para a rede de metrô em São Paulo, volto ao tema, urgente diante do grau de congestionamento de tráfego que prejudica todos.<br />
Para a circulação de pessoas, há dois paradigmas a considerar: a) transporte é um sistema, do qual participam o pedestre, a bicicleta, o automóvel, o veículo coletivo, o trem -donde a importância de considerar em conjunto as vias por que cada um transita e os estacionamentos em estações e terminais; b) o desenho do transporte de massa deve constituir uma rede, uma malha em que se busca maximizar o número de nós, isto é, das estações de transbordo entre uma linha e outra, pois somente assim cada um escolherá seu itinerário e o total de usuários se distribuirá, diluindo a concentração por linha que ocorre quando a rede ainda não se encontra estabelecida.<br />
A rede de metrô, um verdadeiro reticulado, deveria cobrir toda a cidade e estender-se para municípios vizinhos: Guarulhos, São Bernardo, Taboão, Osasco. Esse desenho tem sido debatido pelos técnicos do Metrô, ocorrendo por vezes legítima divisão de opiniões.<br />
Assim é que, enquanto um grupo, que prevaleceu quando o engenheiro Claudio de Senna era secretário estadual de Transportes Metropolitanos, defendia uma rede aberta, como a acima descrita, denominada Pitu &#8211; 2020, outros técnicos, em data mais recente, defendem a implantação de uma rede mais concentrada, no centro expandido, não chegando a constituir claramente uma rede nem tendo um alcance metropolitano, à qual se deu o nome de rede essencial, parcialmente coincidente com um Pitu &#8211; 2025.<br />
Essa era, e é, a divergência entre as teses enunciadas durante a recente campanha eleitoral. Enquanto Marta Suplicy defendia a rede aberta, de caráter metropolitano, Kassab a acusava de ter “inventado” uma malha diferente da que se estava implantando, defendendo implicitamente outra tese, a da rede essencial.<br />
Há, contudo, algumas modificações em ambos os esquemas gerados pelos técnicos do Metrô. A candidata Marta propunha algumas extensões a fim de alcançar Freguesia do Ó, Cerro Corá, Taboão, Vila Maria e Sapopemba a partir de linhas existentes ou em construção. Enquanto à rede essencial o governo do Estado está acrescentando uma linha nova, ligando Freguesia do Ó à estação São Joaquim (da linha norte-sul), paralela e próxima a duas linhas existentes (a leste-oeste e a que passa pela av. Paulista).<br />
Uma divergência técnica seria normal, porém, conviria que o debate fosse ampliado, incluindo de algum modo a opinião dos usuários, além de ser imprescindível o diálogo entre a secretaria estadual e o Metrô com os responsáveis pela cidade de São Paulo e pelos municípios contíguos.<br />
Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos seja implantado sem diálogo com a prefeitura, sem contemplar o Plano Diretor, as operações urbanas, a política de uso do solo, o planejamento, as ações estratégicas previstas e sem debate público.<br />
Para definir o desenho final das linhas, além do conceito de rede, deve-se considerar tanto a população que demanda o transporte quanto a força de indução que o metrô acarreta, adensando e diversificando o uso do solo.<br />
Por isso, uma pesquisa de origem e destino, retratando as demandas atuais, não é suficiente para a determinação da malha. Essa pesquisa resulta numa redundância das tendências atuais, recaindo na articulação no centro e em sua rótula, e exclui a função indutora do metrô, bem conhecida e valorizada pelo setor imobiliário.<br />
Embora com décadas de atraso, é urgente definir o desenho final da rede de metrô. Essa definição terá que resultar de franco e transparente debate técnico entre especialistas do Metrô e urbanistas das prefeituras pertinentes e terá que ser convalidada por uma consulta aos usuários.<br />
Finalmente, em nível político-administrativo, o desenho da malha final e o resultante cronograma de elaboração de projetos, assim como de investimentos, deverão constituir a pauta de um acordo entre os três níveis de governo, cada um assumindo suas responsabilidades, à semelhança da divisão de encargos financeiros proposta pela então ministra do Turismo destinada a fazer face ao aumento de turistas durante o ano de 2014, ano da Copa.<br />
O metrô de São Paulo é tão vital para a cidade e para o país que nenhum governante se furtará de buscar tal acordo, ansiosamente aguardado pela população metropolitana.</p>
<p><font size="-1"><strong>JORGE , ,  ,</strong>, 80, é arquiteto e urbanista. Foi secretário de Planejamento Urbano do município de São Paulo  (gestão Marta Suplicy). </font></div>
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		<title>Relembrar I</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 12:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretário de Serra rechaça trajeto de Marta para metrô

Para titular dos Transportes Metropolitanos, proposta “é um risco no mapa, que não tem base em estudos”
Clarissa Oliveira e Silvia Amorim &#8211; O Estado de São Paulo
O governo estadual descartou ontem qualquer possibilidade de adotar o trajeto proposto por Marta Suplicy (PT) para expandir o metrô, apresentado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/secretario-de-serra-rechaca-trajeto-de-marta-para-metro/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Secretário de Serra rechaça trajeto de Marta para metrô">Secretário de Serra rechaça trajeto de Marta para metrô</a></h2>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/outubro2004/clipping30e311004/IMG/metrodsp31.jpg" alt="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/outubro2004/clipping30e311004/IMG/metrodsp31.jpg" /></div>
<p><strong>Para titular dos Transportes Metropolitanos, proposta “é um risco no mapa, que não tem base em estudos”</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Clarissa Oliveira e Silvia Amorim &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>O governo estadual descartou ontem qualquer possibilidade de adotar o trajeto proposto por Marta Suplicy (PT) para expandir o metrô, apresentado pela candidata à prefeitura junto com a promessa de investir na rede se eleita. O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, José Luiz Portella, classificou a idéia de Marta de “inadequada e insuficiente”.</p>
<p>“É um risco num mapa, que não leva em consideração nenhum tipo de estudo”, afirmou Portella. “Nós já temos nosso projeto, que considera uma série de estudos fundamentais, como os de desapropriação.”</p>
<p>O time de Marta começou a distribuir novos panfletos pela cidade, em que a petista reitera a promessa de aplicar R$ 490 milhões ao ano no metrô, por quatro anos. O material traz um mapa com proposta própria do trajeto a ser criado, que contraria o plano de expansão da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A principal diferença está na futura linha 6. O Metrô quer que ela vá da Freguesia do Ó à atual estação São Joaquim da linha 1. Marta propõe um percurso da Vila Nova Cachoeirinha à estação Conceição da linha 1.</p>
<p>Segundo Portella, a proposta de Marta &#8211; que considera ainda mais R$ 490 milhões ao ano do governo federal e outros R$ 980 milhões do Estado &#8211; é modesta diante das necessidades da rede. O Estado, segundo ele, planeja investimentos de R$ 19 bilhões em metrô e trem, para criar uma rede integrada com o mesmo padrão de qualidade. Somente no metrô, seriam mais de R$ 11 bilhões.</p>
<p>O plano de Marta também voltou a alimentar ontem a briga da petista com o rival Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano disse que proposta da adversária “não pára em pé”. “Esse projeto que é colocado na televisão não pára em pé, não tem o menor sentido”, reagiu. Marta respondeu com ironia. “É o dele que pára de pé?”</p>
<p>Ontem, a petista admitiu que quer rever o trajeto. Questionada se sua disposição de investir só será levada adiante se sua proposta for acatada, ela disse apenas que se comprometeu a aplicar o dinheiro e que vai discutir após a eleição.</p>
<p>Apesar das críticas, a proposta de Marta foi bem recebida entre especialistas. Para o engenheiro Luiz Célio Bottura e o consultor Horácio Figueira, o trajeto ajudaria a desafogar a linha 1, que hoje corta a cidade de norte a sul. “A linha norte-sul está prestes a implodir”, disse Figueira. Dizendo se tratar de uma análise técnica, Bottura destacou que a proposta de Marta dá uma distribuição melhor à rede. “Ela é muito mais adequada”, afirmou.</p>
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		<title>Esquerda: uma armação limitada</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 15:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Rosângela Bittar &#8211; VALOR
Numa rápida conversa, ontem, em seu gabinete, minutos antes de discursar em sessão solene de registro dos 100 anos da morte do escritor Machado de Assis, o que fez sem preparação prévia pois é assunto que conhece profundamente, o deputado Aldo Rebelo, um dos principais políticos do bloco de esquerda que integra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.vermelho.org.br/museu/principios/figu71/aldo2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.vermelho.org.br/museu/principios/figu71/aldo2.jpg" width="306" height="388" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Rosângela Bittar &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Numa rápida conversa, ontem, em seu gabinete, minutos antes de discursar em sessão solene de registro dos 100 anos da morte do escritor Machado de Assis, o que fez sem preparação prévia pois é assunto que conhece profundamente, o deputado Aldo Rebelo, um dos principais políticos do bloco de esquerda que integra a aliança do governo Lula, traçou o perfil da ação que deve orientar os passos do seu grupo a caminho da sucessão presidencial. Ou seja, como serão ensaiados os passos de um bom número de partidos que já vinham marcando seus sinais particulares, desde três anos atrás, tendo como último fato as eleições municipais de 2008.</p>
<p>Estas eleições não significaram, ao contrário de avaliações que podem ter se precipitado a partir da experiência em São Paulo, uma rasteira para o bloquinho, em geral, e para Aldo, em particular. Ele vinha construindo uma candidatura a prefeito da capital, a partir de uma concepção de fortalecimento político da esquerda e do bloco que reúne PCdoB, PSB, PDT e PRB. Teve que recuar, por instâncias do presidente Lula, para uma candidatura a vice-prefeito, na chapa derrotada de Marta Suplicy, numa campanha em que acabou aparecendo pouco e os partidos que o apoiaram menos ainda. Ele próprio não achava esta a melhor solução, mas as quatro legendas a que estava ligado, na pré-candidatura a prefeito, evoluíram para a composição com o PT, que acabara isolado depois de recusar estas históricas parcerias.</p>
<p>Fora São Paulo, e até mesmo neste caso específico, porque permaneceu unido e não se fragmentou como outros partidos, o bloquinho, segundo a análise de Aldo, saiu-se muito bem. As eleições municipais levaram estes partidos a serem o segundo grupo em número de vereadores, só perdendo para o PMDB, mesmo assim por pouco. O bloco conseguiu ainda cerca de 15 milhões de votos, mais de 700 prefeitos, e prestígio em regiões inteiras, como no Nordeste.</p>
<p>&#8220;A eleição para prefeito é necessariamente fragmentária, ela impõe um movimento de dispersão&#8221;, afirma Aldo. E foi, ao seu ver, o que aconteceu, com praticamente todos os partidos. O PMDB saiu forte da disputa, se for considerado isoladamente, mas viu naufragar, inclusive, a principal aposta política que fez pós- 2006, que foi a aliança de centro-esquerda com o PT, que resultou na eleição de um petista para a presidência da Câmara, em troca do revezamento com os pemedebistas, ano que vem. Esta aposta incluía a união interna do PMDB para ampliação dos seus espaços no governo Lula. Tudo combinado para dar frutos em 2008, mas o fracasso da empreitada foi total, em todo o Brasil, havendo uma ou outra exceção, muito sofrida, a confirmar a regra, como foi o caso da capital de Goiás, Goiânia, onde a aliança PT-PMDB subsistiu por apenas um voto.</p>
<p>O PSDB, na avaliação de Aldo, saiu das municipais com menos prefeitos do que entrou e, em São Paulo, ficou fora das mais importantes cidades. O DEM, praticamente desapareceu do país, opina. Assim, crê que o desempenho da esquerda nas eleições de 2008, na comparação, foi muito bom.</p>
<p>Agora cuidam os partidos do bloco de armar o futuro, porque até sob este ponto de vista as eleições municipais não foram pródigas para muitos. José Serra, governador de São Paulo, saiu delas como um candidato forte de partidos frágeis, no ponto de vista que Aldo, hoje, traduz. &#8220;É um candidato das forças de oposição à espera de um adversário&#8221;, resume. Aécio Neves, nesta análise, saiu enfraquecido, a não ser que vá para o PMDB, transferência que continua claramente nas suas cogitações. A ministra Dilma Rousseff, apontada como candidata do presidente Lula e do PT é, até o momento, &#8220;uma incógnita&#8221;.</p>
<p>Isto porque, na opinião do líder de esquerda, o candidato se revela a partir do momento que as pessoas o percebem como candidato, em que deixa notar os traços de sua personalidade, suas aptidões, que vão se revelar na campanha. &#8220;O que era o Obama? Foi a campanha que o revelou&#8221;, afirma, sobre o presidente eleito dos Estados Unidos.</p>
<p>O candidato a suceder Lula, nesta perspectiva da esquerda, pode, sim, ser do PT. Mas também pode não ser, pode ser do próprio bloquinho. Ciro Gomes, por exemplo, é um nome, que já demonstrou suas potencialidades e limites, está afastado da política no momento, levou uma refrega nas municipais, mas se tiver uma oportunidade, volta à cena. Outra hipótese para a esquerda é construir uma alternativa de unificação do PT e do bloco, &#8220;mas não podemos transformar isto em cláusula pétrea&#8221;, diz Aldo, provando que tudo está, de novo, em aberto.</p>
<p>O tempo certo de engajar-se nesta construção será determinado, na sua opinião, por dois fatos concretos. &#8220;A esquerda tem que se armar na apreciação da crise, e é o que está fazendo, em estudos e seminários internos. O bloco tem uma posição segundo a qual a crise não pode ser enfrentada com a redução de investimentos e desprezo pelo mercado interno&#8221;, assinala.</p>
<p>Para Aldo Rebelo, a crise é que vai definir o que será 2010 para Lula, para a base do governo, para os governadores dos partidos aliados. O segundo aspecto desta armação do futuro é a posição a ser adotada diante da eleição para a Mesa da Câmara. O bloco tem o compromisso de ter posição conjunta, mas também aqui não há cláusula pétrea nem sinal ainda de decisão, o que só deverá ocorrer em meados de janeiro.</p>
<p>Tanto pode a esquerda lançar candidatura própria &#8211; o nome do deputado Miro Teixeira, que se revela um especialista em legislação eleitoral e em Legislativo, entrou na roda &#8211; ou definir apoio a Ciro Nogueira, ou até ficar com orientação de Lula, embora, pessoalmente, ele vá apoiar Ciro Nogueira (PP), por quem foi apoiado quando disputou contra a aliança PT-PMDB.</p>
<p>A única real dificuldade que se coloca para a opção dos partidos, na avaliação de Aldo, será uma solução que entregue ao PMDB o comando das duas Casas, Câmara e Senado. &#8220;Fechar o círculo nas duas pontas, ficando tudo com o PMDB, das decisões sobre Medidas Provisórias, sobre crédito, às emendas à Constituição, ensejará uma insegurança muito forte entre os deputados e os partidos&#8221;.</p>
<p><strong>Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Estudo indica receita recorde nos municípios</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Em 2007, prefeituras tiveram para gastar R$ 30 bi a mais em relação ao ano anterior, mostra ONG

Wilson Tosta &#8211; O Estado SP
Dois estudos da organização não-governamental Transparência Municipal mostram que os municípios brasileiros viveram, em 2007, recordes de receitas, mas também de concentração de arrecadação na Região Sudeste e em duas cidades, São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Em 2007, prefeituras tiveram para gastar R$ 30 bi a mais em relação ao ano anterior, mostra ONG</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.serratalhada.pe.gov.br/sites/5600/5698/materia_marcha.jpg" alt="http://www.serratalhada.pe.gov.br/sites/5600/5698/materia_marcha.jpg" width="550" height="265" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Wilson Tosta &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Dois estudos da organização não-governamental Transparência Municipal mostram que os municípios brasileiros viveram, em 2007, recordes de receitas, mas também de concentração de arrecadação na Região Sudeste e em duas cidades, São Paulo e Rio de Janeiro. No ano de melhor desempenho econômico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anterior às eleições municipais de 2008, as prefeituras tiveram para gastar R$ 217 bilhões, R$ 30 bilhões a mais que em 2006 &#8211; supostamente, uma arma preciosa para os prefeitos candidatos à reeleição. A desigualdade ficou patente na divisão dos recursos per capita: cada R$ 1 de dinheiro público municipal captado pelos cofres públicos no Nordeste no ano passado correspondeu a R$ 1,47 no Sudeste.</p>
<p>&#8220;O problema é a pobreza, a má distribuição de renda&#8221;, diz o economista e geógrafo François Bremaeker, consultor da ONG, gestor do Observatório de Informações Municipais e autor das pesquisas. &#8220;A concentração é muito forte, principalmente em termos de Sudeste, de Estado de São Paulo e em São Paulo capital, que pega quase metade da receita tributária (própria) dos municípios paulistas.&#8221; A alta de recursos nas prefeituras no ano pré-eleitoral pode ajudar a explicar o alto índice de reeleição. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, de 3.357 prefeitos que tentaram um segundo mandato em 2008, 66,88% tiveram sucesso. Do total de eleitos, 40,36% já estavam no cargo este ano, ante 23,6% em 2004 e 37,1% em 2000.</p>
<p>Um dos trabalhos, As Finanças Municipais em 2007, afirma que as cidades brasileiras tiveram, no ano passado, receitas 16,19% maiores que em 2006. Foi um crescimento de 11,73% reais, considerando-se a inflação pelo IPCA, ou de 8,3%, se usada a correção do IGP-DI. Em 2006, os municípios receberam R$ 186,8 bilhões. A participação das prefeituras na arrecadação do setor público também atingiu seu pico no ano passado, quando as cidades chegaram a 17,06% de participação, contra 16,97% em 2006 e 16,38% em 2005. O estudo mostra que a receita orçamentária dos municípios, no ano passado, foi constituída por 67% de transferências, 17,1% de receitas tributárias e 15,9% de outras receitas.</p>
<p>O outro estudo, As Receitas Tributárias Municipais em 2007, dá exemplos da extrema concentração de receitas municipais. O Sudeste teve mais, R$ 110.161.460.773 &#8211; 50,75% da receita orçamentária de todos os municípios. Na outra ponta, o Centro-Oeste somou apenas R$ 13.033.062.038. Na distribuição per capita, segundo Bremaeker constatou no trabalho anterior, o Sudeste permaneceu na liderança com R$ 1.414,62 por habitante, mas a região com pior colocação foi o Nordeste, que, no geral, somara R$ 45.430.192.280, mas ficou com R$ 881,52 por pessoa. O Centro-Oeste, menos habitado, apresentou receitas maiores por pessoa, R$ 1.209.89, à frente de Norte e Nordeste.</p>
<p>Bremaeker, que fez a pesquisa com base em números da Secretaria do Tesouro Nacional, destaca a extrema dependência de verbas federais apresentada pela maioria dos 5.562 municípios pesquisados. &#8220;Em 81% das cidades, o Fundo de Participação dos Municípios é a principal fonte da arrecadação.&#8221; A maior participação no bolo das transferências está nos 994 municípios com entre 20 mil e 50 mil habitantes, que receberam 17,1% do total, seguidos pelas cidades entre 10 mil e 20 mil, com 12,8%. Na receita tributária municipal, São Paulo e Rio, somados, tiveram 32,3% de tudo em 2007.</p>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p>O cientista político Jairo Marconi Nicolau, do Iuperj, chama a atenção para a variação de apenas 10% na proporção de prefeitos reeleitos de 2004 para 2008 e relativiza o peso do uso da máquina, que, supostamente, seria mais forte em prefeituras com mais dinheiro em caixa, como em 2007. Ressalta, porém, o peso da avaliação do prefeito nas taxas de reeleição que, avalia, tem sido decisivo. &#8220;É claro que os prefeitos usam a máquina, mas quando o prefeito está em baixa, não tem jeito. O prefeito com boa aprovação faz um esforço para tornar a eleição plebiscitária. Se ele vai bem, por que vão querer mudar?&#8221;</p>
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		<title>Rio: Zona Sul, curral</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 20:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Gabeira votou na zona sul, onde obteve 70% dos votos


O que o Rio precisa é de um movimento a favor das idéias divergentes
OCTAVIO GUEDES &#8211; O GLOBO
A definição é clara: curral eleitoral era um lugar nas cidades onde se mantinham eleitores do campo incomunicáveis até a hora da votação. Dali, guiados pelo chefe político, eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://img.terra.com.br/i/2008/10/26/900632-7581-it2.jpg" alt="Fernando Gabeira (PV) votou na zona sul do Rio de Janeiro" /><font size="1"><em><br />
Gabeira votou na zona sul, onde obteve 70% dos votos</em></font></div>
<div align="center"></div>
<p><strong><br />
O que o Rio precisa é de um movimento a favor das idéias divergentes</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>OCTAVIO GUEDES &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>A definição é clara: curral eleitoral era um lugar nas cidades onde se mantinham eleitores do campo incomunicáveis até a hora da votação. Dali, guiados pelo chefe político, eles saíam levando a cédula já preenchida para depositar na urna. O resultado não trazia surpresa: o candidato abençoado recebia quase a unanimidade dos votos.</p>
<p>Se existe uma região na cidade do Rio que se aproxima desta descrição, ela se chama Zona Sul.</p>
<p>Quem afirma isso são os números objetivos dos mapas eleitorais. Foi ali que um dos candidatos a prefeito obteve 70% dos votos contra 30% do adversário.</p>
<p>Ou seja, de cada dez pessoas, sete seguiram a mesma orientação política. Em nenhuma outra parte da capital essa mesmice bovina ocorreu em tamanha proporção.</p>
<p>Nos currais, os eleitores tinham hospedagem, alimentação e recreação.</p>
<p>Uma agenda tão movimentada que não havia brecha para se discutir política. O objetivo era este mesmo: ficavam todos incomunicáveis.<br />
O que isso tem a ver com a Zona Sul? Tudo.</p>
<p>O eleitor incomunicável é aquele que se encerra em si mesmo, não é afável, nem sociável quando o assunto é escolha eleitoral. Ele não quer ouvir. Está sempre aberto ao monólogo. Ele vê a eleição como uma disputa entre o bem e o mal; as luzes e as trevas, o progresso e o atraso. Não tem meio-termo, nem argumentos. Está decidido e ponto.</p>
<p>Quem pensa o contrário está errado.</p>
<p>Surge, então, o discurso mais perverso: a batalha eleitoral deve ser travada em outras bandas, sempre acima da linha do equador: na Zona Oeste e no subúrbio. Como se fosse necessária uma cruzada para levar esclarecimento a eleitores que, por puro preconceito, são considerados mais suscetíveis ao abuso do poder econômico, à corrupção e ao jogo sujo da política. Gente com pouca capacidade de reflexão, capaz de se impressionar com panfletos apócrifos de apelo moralista.</p>
<p>Este artigo, acreditem, não é contra a Zona Sul.</p>
<p>Mas a favor da diversidade do pensamento político que, nas últimas eleições, se expressou, principalmente, nas urnas da Zona Oeste (onde um candidato teve 57% dos votos e o outro, 42%) e do subúrbio (onde a divisão do bolo eleitoral ficou em 54% contra 45%). Nessas regiões, o equilíbrio eleitoral, muito distante da diferença de 70% x 30% da Zona Sul, prova que ali houve o debate, o confronto de idéias, o contraditório. Pode-se até não gostar do resultado, mas não dá para negar que a democracia foi exercida em sua plenitude.</p>
<p>E quando isso ocorre, não existem eleitores melhores ou piores. Existem escolhas, que devem ser respeitadas. O sambista Mauro Diniz tem uma tese que ajuda muito a explicar o Brasil: “Crioulo com fome é um país em guerra.” E são justamente esses eleitores com fome de saúde, transporte e educação os que votam com mais consciência. Não porque são melhores, mas por instinto de sobrevivência. Para eles, uma promessa não cumprida significa um filho numa escola que não ensina, um posto de saúde fechado na hora em que mais se precisa ou um transporte que, de tanto atraso, ameaça seu emprego. Durante quatro anos ele vai testar no seu dia-a-dia todas as promessas que ouviu. Mas, curiosamente, no discurso das milícias ideológicas e das passeatas que hoje clamam por revisão do resultado eleitoral esses eleitores são justamente os acusados de se deixarem levar pelo lado negro da política.</p>
<p>E mais: até quando o cidadão escolhe um candidato que oferece serviços públicos em seu centro social, ele está fazendo política. Seu voto é um recado claro do eleitor ao Estado ausente.</p>
<p>Se olharmos pelas lentes de Robin Hood, podemos radicalizar: os centros socais dos ricos são a escola particular, o plano de saúde e seu carro.<br />
Afinal, somos todos crioulos com fome de bons serviços públicos. E cada um busca as alternativas a seu alcance para compensar o vazio do Estado. Se a saída pode ser o contracheque, por que não pode o voto? O que o Rio precisa é de um movimento a favor do respeito à idéia divergente. O resto é puro preconceito. Ou paixão política. Ou curral eleitoral mesmo!<br />
<strong><br />
OCTAVIO GUEDES é jornalista</strong></p>
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		<title>As preocupações do Estadão</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 16:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um artigo no jornal O Estado de São Paulo me incita a fazer um comentário.
Uma página com grandes mapas e um título destacado proclama:
&#8220;Recuo nas capitais preocupa petistas&#8221;
&#8220;Sigla teve 1 milhão a menos de votos este ano em relação a 2004&#8243;
Como teve um aumento no número de brasileiros aptos a votar, essa cifra é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um artigo no jornal <em>O Estado de São Paulo</em> me incita a fazer um comentário.</p>
<p>Uma página com grandes mapas e um título destacado proclama:</p>
<p><strong><font size="5">&#8220;Recuo nas capitais preocupa petistas&#8221;</font></strong></p>
<p><strong>&#8220;Sigla teve 1 milhão a menos de votos este ano em relação a 2004&#8243;</strong></p>
<p>Como teve um aumento no número de brasileiros aptos a votar, essa cifra é um pouco maior, disse o artigo, mostrando a preocupação dos petistas com o fenômeno.</p>
<p>Mas, quando se lê o artigo, percebe-se que em Belo Horizonte o PT não apresentou candidato em 2008, onde em 2004 tinha obtido quase 900 mil votos. O PT tampouco apresentou candidato desta vez em Aracaju, o que deve cobrir o suposto milhão perdido e que &#8220;preocupa&#8221; o Estadão.</p>
<p>Em verdade, o PT recuou nas votações de São Paulo e Porto Alegre, proporcionalmente bem mais nesta última (Marta teve no primeiro turno 120 mil votos a menos que em 2004 e o PT de Porto Alegre com Maria do Rosário 124 mil a menos).</p>
<p>Não deixa de ser preocupante, mas em ambos os casos a prefeitura já estava nas mãos dos que acabaram reeleitos, ou seja o PT não ganhou, mas não perdeu nenhuma dessas prefeituras.</p>
<p>A situação é preocupante para além das cifras e concerne os problemas políticos encontrados junto a setores do eleitorado no Sudeste.</p>
<p>Quem não parece manifestar preocupação, e o <em>Estadão</em> aparentemente não vê motivo para preocupação mesmo, são os demo-tucanos. Porém, poucos dias atrás o quadro a seguir publicado pelo próprio <em>Estadão</em> deveria motivar alguma reflexão.</p>
<p>Mas, ninguém pergunta nada para os que são tratados pela mídia unânime como os &#8220;vitoriosos&#8221; do pleito municipal. Veja se alguma preocupação se justifica:<br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/as-preocupacoes-do-estadao/8384/" rel="attachment wp-att-8384" title="municipais_oposicao.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/as-preocupacoes-do-estadao/8384/" rel="attachment wp-att-8384" title="municipais_oposicao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/municipais_oposicao.jpg" alt="municipais_oposicao.jpg" width="551" height="530" /></a></div>
<p>Este outro quadro é da <em>Folha </em>(clique na imagem para ampliar e ler)<em><br />
</em></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/municipais2008_brasil.jpg" title="municipais2008_brasil.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/municipais2008_brasil.jpg" title="municipais2008_brasil.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/municipais2008_brasil.jpg" alt="municipais2008_brasil.jpg" width="551" height="530" /></a></div>
<p>Evidentemente que o drama de uns, não implica a felicidade de outros. Cada um deverá aportar respostas aos problemas encontrados e nada seria pior para o PT que ignorar as dificuldades encontradas. Mas é conveniente fazer isto a partir da realidade e não da fantasia que a mídia procura vender: a vitória de José Serra e a derrota de Lula, como balanço das eleições municipais.</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Elementar, minha querida Carta Capital</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 14:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Carta Capital]]></category>
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		<description><![CDATA[Carta Capital é uma revista que faz um jornalismo sério e que por isso merece meu respeito e apoio.
Três semanas atrás um artigo sobre as eleições municipais afirmava, erradamente, que o comercial polêmico da campanha da Marta tinha contado com minha participação.
Enviei uma carta para indicar que a informação era inverídica (ver novamente minha carta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Carta Capital</strong></em> é uma revista que faz um jornalismo sério e que por isso merece meu respeito e apoio.</p>
<p>Três semanas atrás um artigo sobre as eleições municipais afirmava, erradamente, que o comercial polêmico da campanha da Marta tinha contado com minha participação.</p>
<p>Enviei uma carta para indicar que a informação era inverídica (ver novamente minha carta embaixo), ressaltando que o autor da matéria não tinha sequer me contatado para checar a informação. Minha carta recebeu como resposta a afirmação que o jornalista <em>&#8220;conversou com fontes que têm posição privilegiada na equipe de campanha da ex-prefeita&#8221;</em> que teriam informado o repórter sobre minha participação e responsabilidade. Curioso a revista não considerar que, mesmo contando com essas &#8220;fontes&#8221;, foi um erro não ter checado a &#8220;informação&#8221; comigo.</p>
<p>O dever da revista é tentar oferecer ao leitor veracidade. Amparado em &#8220;fonte anônima&#8221; e sem incluir minha própria versão, o jornalista se presta em verdade a ser manipulado por interesses que em princípio não o concernem. Ou sim?</p>
<p>Em todo caso, os membros da coordenação da campanha enviaram conjuntamente uma carta à revista e obtiveram como resposta uma grosseria (vejam aqui embaixo).</p>
<p>No fundo pouco importa se o jornalista inventou o fato a mim atribuído, ou se alguém da própria campanha mentiu para ele. O que sim importa é que a revista errou. Transmitiu uma falsa &#8220;informação&#8221; e persiste em querer se esconder perante as &#8220;fontes&#8221; para justificar ter publicado uma informação que não procede.</p>
<p>Fico perguntando para meus botões (não é só Mino que tem botões). Porque a revista não me procurou antes de publicar essa &#8220;informação&#8221;, para ouvir minha versão?</p>
<p>Evidentemente não estou nem aí sobre quem possa ter transmitido a mentira para o repórter de <em><strong>Carta Capital</strong></em>. A falta de coragem e de ética me parecem duas características muito presentes nos meios políticos e jornalísticos. Pensava que com <em><strong>Carta Capital</strong></em> era um pouco diferente.</p>
<p>A revista tem o direito evidente de preservar uma fonte mentirosa. O que ela não pode é publicar uma mentira e fazer de conta que a responsabilidade não é dela e sim da &#8220;fonte&#8221; anônima que a enganou. Não fui eu quem fui &#8220;traido&#8221;, foram a verdade dos fatos nas páginas de Carta Capital e a vítima foram seus leitores.</p>
<p>Luis Favre</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.cartacapital.com.br/uploads/destaques/1226066704934.jpg" alt="http://www.cartacapital.com.br/uploads/destaques/1226066704934.jpg" /></div>
<p><font size="4"><strong>Carta a <em>Carta Capital</em></strong><strong> publicada na edição de hoje da revista (edição 521 com data 12/11/2008)</strong></font></p>
<p><strong>Em sua edição de número 519, <em>Carta Capital</em> publicou correspondência  de Luis Favre, em que ele negava informação publicada pela revista de que teria sido um dos responsáveis por comercial da campanha de Marta Suplicy. Em nota de resposta, <em>Carta Capital</em> afirmou que &#8220;conversou com fontes que têm posição privilegiada na equipe de campanha da ex-prefeita&#8221;, que teriam fornecido a &#8220;informação&#8221;. Somos  coordenadores da campanha de Marta Suplicy, responsabilidade que exercemos publicamente e, em face da nota de <em>Carta Capital</em>,  escrevemos para afirmar que Luis Favre  não teve nenhuma participação na elaboração de programas e comerciais da campanha, tampouco opinou sobre eles. E o fazemos sem nos esconder sob o manto conveniente do anonimato, que encobre  propósitos e interesses.</strong></p>
<p><strong><strong>Carlos Zarattini<br />
Rui Falcão</strong><br />
<strong>Simão Pedro<br />
Valdemir Garreta<br />
Jilmar Tatto<br />
Antonio Carlos Gambarini<br />
Luciano Barbosa<br />
Tadeu Dias Paes<br />
Glauco Piai</strong></strong></p>
<p><strong><strong>Resposta da Redação</strong><br />
<em>Sugerimos ao Sr. Luis Favre que reúna os acima-assinados para uma partida do famoso Detetive. Talvez ele descubra quem são os &#8220;culpados&#8221; e se eles o apunhalaram na cozinha ou na sala de estar.</em></strong></p>
<p><font size="4"><strong><strong>Carta enviada sábado 18/10/2008 para o correio dos leitores da revista “Carta Capital”</strong></strong></font></p>
<p><strong>&#8220;O artigo “É pau, é pedra”, de Rodrigo Martins traz uma menção a minha pessoa, a partir de uma fonte anônima, como um dos responsável pelo comercial da campanha da Marta, objeto do artigo. O anonimato da fonte guarda estreita relação com o calíbre da mentira.</strong></p>
<p><strong>Não fui contatado pelo jornalista para checar a veracidade da suposta “informação”. Os que me conhecem sabem que, diferentemente de aqueles que se escondem no anonimato para apunhalar companheiros pelas costas, não sou dos que escondem suas responsabilidades no que fazem.</strong></p>
<p><strong>Não tenho participado desta campanha eleitoral, não dei nenhuma opinião sobre nenhum programa o comercial; programas e comerciais que vi, como o resto dos paulistanos, quando transmitidos na TV.</strong></p>
<p><strong>Tenho publicamente opinado sobre a campanha no meu blog, Leituras Favre, assim como sobre outros assuntos da política. Rejeito qualquer insinuação de homofobia ou preconceito dirigidos contra Marta e contra minha pessoa, pois sempre identificamos nossa luta com o combate a toda discriminação.</strong></p>
<p><strong>Gostaria de acrescentar que Marta Suplicy não é dos políticos que “transferem” para outros suas próprias responsabilidades. Talvez acostumados a políticos que praticam isto com desinvoltura, alguns se permitem duvidar da palavra dos que sempre agiram com autenticidade e transparência.&#8221; </strong></p>
<p><strong>Luis Favre<br />
18/10/2008</strong></p>
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