15/07/2010 - 16:01h Quadro de Portinari é roubado do Museu de Arte Contemporânea, em Olinda

portinari_enterro

pe360graus.com – O GLOBO

RECIFE – Um quadro do pintor Cândido Portinari chamado “Enterro”, que fazia parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), em Olinda, foi roubado. A equipe do museu deu pela falta da obra na última quarta-feira.

O quadro é de 1959 e faz parte da chamada Série Azul do artista. A peça mede 23 x 33 cm e foi pintada em óleo sobre madeira. “Enterro”, junto com os outro cinco Portinari que continuam no MAC-PE, fazia parte da coleção de Assis Chateaubriand que originou o museu, inaugurado em 1966.

De acordo com a diretora do MAC, Célia Labanca, o quadro tem valor estimado entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão.

Funcionários contaram que perceberam o crime na hora de fechar o museu, quando viram que uma moldura sem tela havia sido colocada atrás de uma janela. O museu não tem circuito interno de câmeras; somente dois vigilantes tomam conta do espaço quando está aberto. Na última quarta, 13 pessoas assinaram o livro de visitas do museu.

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos e do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) assumiram o caso, mas a Polícia Federal (PF) e a Polícia Internacional (Interpol) também foram avisadas. O museu está fechado para a realização da perícia.

A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsável pela administração do museu, informou que os delegados Felipe Regueira e Cláudia Freitas estão à frente do caso.

Ainda segundo a Fundarpe, no dia do episódio, peritos do Instituto Tavares Buril estiveram no local para coleta de materiais para análise. Nesta quinta, técnicos do Instituto de Criminalística também compareceram ao museu.

Dos quatro museus de Olinda – MAC, Museu do Mamulengo, Museu de Arte Sacra e Museu Regional de Olinda – o único que não é gerido pela Fundarpe é o do Mamulengo, de responsabilidade da Prefeitura da cidade.

Em 2007, um quadro de Portinari – “O Lavrador de Café” – também foi roubado por ladrões que invadiram o Museu de Arte de São Paulo. Os também levaram uma obra de Pablo Picasso – “O Retrato de Suzanne Bloch”. Os quadros foram recuperados e voltaram a ser expostos. Em 2008, outra obra de Picaso quatro gravuras de Picasso também foram roubadas por uma quadrilha da Pinacoteca de São Paulo.

20/05/2010 - 17:12h Crime cult: Telas de Picasso e Matisse são roubadas em Paris

AE-AP – Agência Estado

Um ladrão invadiu sozinho o Museu de Arte Moderna de Paris, na França, e roubou cinco pinturas na madrugada desta quinta-feira, segundo informações de policiais e promotores locais. O valor total das cinco peças é estimado em cerca de R$ 1,13 bilhão. Entre elas, estão trabalhos de Pablo Picasso e Henri Matisse.

O roubo das pinturas foi constatado no início do dia, no Museu de Arte Moderna, que fica perto do Rio Sena e da Torre Eiffel. Investigadores isolaram o museu, que fica em uma das áreas mais visitadas por turistas na capital francesa. A presença de um homem sozinho, com máscara, foi registrada pela câmera de segurança. Ele entrou no museu por uma janela e levou as cinco pinturas, segundo o escritório da promotoria de Paris.

As pinturas “Le pigeon aux petits-pois”, de Picasso, e “Pastoral”, de Matisse, estavam entre as obras roubadas. Foram levados ainda os quadros “Olive Tree near Estaque”, de Georges Braque, “Woman with a Fan”, de Amedeo Modigliani, e “Still Life with Chandeliers”, de Fernand Leger.


http://burusi.files.wordpress.com/2009/06/1912-le-pigeon-aux-petits-pois.jpg
Le pigeon aux petits-pois – Picasso

http://cv.uoc.edu/~04_999_01_u07/percepcions/matisse.jpg
Pastoral – Matisse

http://www.kilidavid.com/art/Artwork/Braque/DSC04400.jpg
Olive Tree near Estaque – Braque

http://lh3.ggpht.com/_SUBGzd1BG60/SXKSDA6s6pI/AAAAAAAB0nw/GI5CM4R6C2w/Modigliani,+Woman+%26+fan.jpg
Woman with a Fan – Modigliani

http://ssa.paris.online.fr/pages/images/162769.jpg
Still Life with Chandeliers – Leger

15/05/2010 - 22:00h Boa noite


Erik Satie, (1866 1925) – Gnossienne N° 6 – PANORAMA MUSEUM 2002 BELGICA

10/12/2009 - 18:51h Arte & sida

Civilización & Barbarie

En el corazón del Hospital Muñiz, en Buenos Aires, nació un museo: el Museo Muñiz.

fenochio5.jpg

De este modo se aprobó realizar cuatro exhibiciones por año, de tres meses de duración cada una, contando con una amplia lista de artistas de reconocida trayectoria dispuestos a participar del proyecto.

fenochio3.jpg

La inauguración del espacio, que coincidió con el Día Internacional del Sida el 1o de diciembre, contó con la participación de Alejandra Fenochio y su muestra “Todos hablan de mi jardín…”

Dentro de las funciones de este museo surge la intención de hacer accesible a los pacientes y al personal de salud, obras de arte que usualmente circulan por otros ámbitos tradicionales de difusión, como galerías y museos.

fenochio.jpg

En este sentido se estudió la idea de adecuar un espacio habitualmente utilizado como sala de espera para que al mismo tiempo funcione, conviva, como un lugar donde realizar exhibiciones de artes visuales tales como pintura, fotografía, grabado y otros soportes.

La sala de espera del anexo de farmacia, es exclusiva para la entrega de medicamentos antirretrovirales y sus características edilicias resultan favorables para la realización de exhibiciones. Además cuenta con seguridad privada.

Este espacio permanece abierto de lunes a viernes de 8 a 12 y de 1pm a 4pm.y los sábados de 8 a 12.

Se estima que dicho proyecto permite una atención más humanizada del paciente, abarcando otras necesidades más allá de las que la medicina aborda habitualmente. En este sentido la intención se centra en hacer del ámbito hospitalario un lugar más agradable que contribuya a una mayor adherencia al tratamiento acercando el arte a nuestros pacientes.

La Disposición Interna Nº 537 de octubre del 2008 fue la que permitió crear en el ámbito del Hospital de Infecciosas F. J. Muñiz un comité que implementa las tareas de proteger, preservar y promover el patrimonio arquitectónico e histórico-cultural tangible e intangible de esta Institución.

19/06/2009 - 20:31h Um museu para Magritte


20090528elpepucul_22.jpg

De no creer.

Magritte%20-%20El%20maestro%20de%20escuela.jpg

René Magritte el surrealista considerado como el pintor que mejor retrató el absurdo de lo cotidiano, uno de los más cotizados y respetados de su generación, no contaba con un museo que recogiese exclusivamente su obra.

20090528elpepucul_21.jpg

20090528elpepucul_23.jpg
magritte-vacaciones%20hegel.jpg

Desde el 2 de junio esa injusticia dejó de serlo. Así es, en la ciudad de Bruselas, donde vivió la mayor parte de su vida más de 200 obras entre las que se encuentran escritos, fotografías personales y afiches publicitarios de su autoría, saldan una deuda histórica con este genio de la pintura en lo que ahora se llama con sencillez y contundencia Museo Magritte.

20090528elpepucul_26.jpg

20090528elpepucul_27.jpg

Un artista que siempre rechazó “conocer las circunstancias que habían formado su personalidad y, mucho menos, su arte. No creía en el determinismo y despreció siempre a quienes persistían en interpretar su obra”.

Por eso, aquí sólo la contemplamos.

13/11/2008 - 15:54h 20 de novembro: Dia da Consciência Negra

http://www.executedtoday.com/images/Zumbi_dos_Palmares.jpg

Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra

No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações

O Estado SP

O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de expediente normal. Em Campinas, o feriado poderá ser prolongado porque o dia 21 é ponto facultativo. A mesma regra vale para Santo André e Mauá. No Estado, 90 cidades vão comemorar com um feriado o Dia da Consciência Negra. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 prefeituras, entre as 645, reconheciam a data.

A quinta Marcha da Consciência Negra, com o tema 120 Anos da Abolição Inacabada, será realizada na Avenida Paulista. Quatro trios elétricos percorrerão o trajeto pela Rua da Consolação até o Vale do Anhangabaú. A concentração será às 11 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a saída está prevista para as 12 horas.

“Zumbi é um herói construído nas ruas. Por isso, é importante fazer uma manifestação pública”, afirma Hédio Silva Júnior que, em 2005, foi o primeiro secretário de Justiça negro do Estado. Em um palco montado na Praça da Sé, ocorrerão apresentações de variados estilos de música negra, com a presença de Seu Jorge e Paula Lima, a partir das 20h30.

No interior paulista, 17 municípios também terão programações próprias em homenagem à data. Santos pela primeira vez terá feriado da Consciência Negra. Durante a próxima semana, diversos eventos homenageiam a comunidade, incluindo exposições e workshops. Haverá uma caminhada com saída da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 9 horas, e a apresentação da Escola de Samba X-9 Paulistana, na Praça Mauá, ao meio-dia, ambos no dia 19. No dia 20, o busto de Zumbi, na Praça Palmares, receberá flores às 11h30.

PELO PAÍS

No Brasil, saltou de 225 para 303 o número de municípios que oficializaram a morte de Zumbi dos Palmares como feriado. Das 27 capitais, apenas São Paulo, Rio, Manaus, Cuiabá e Maceió instituíram feriado. No Nordeste, onde a maioria da população é negra ou parda, seis cidades fazem recesso.

Embora a Bahia seja proporcionalmente o Estado com mais negros, há somente um município que reconhece o dia. Em Salvador, Zumbi é lembrado com programações especiais, mas os baianos trabalham. “Para que as cidades comemorem o dia, é necessário ter movimentos negros fortes”, afirma a vice-presidente da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (AfroBras), Ruth Lopes.

Uma das cidades pioneiras foi Itu que, em 1998, aprovou o Dia da Consciência Negra. Para Ruth, o feriado é uma conquista, apesar de não ser nacional. “O processo é lento, mas está caminhando.” Ela ainda alerta que as pessoas desconhecem quem foi o líder negro. Por isso, seriam necessários educação, informação e sensibilização da sociedade. Entretanto, com o ensino de cultura e história africanas, isso pode mudar.

03/10/2008 - 13:07h Dois modelos

 

mercado_municipal.jpg

Este artigo da Folha é uma jóia rara. Ele poderia ser considerado como o concentrado das questões que deveríam determinar o voto nestas eleições. Evidentemente que a Folha fez questão que este debate não aparecesse nas suas páginas e preferiu atribuir aos candidatos propostas semelhantes. Até o artigo que reproduzo aqui começa com esse lenga, lenga da Folha.

Mas, o fundo está inteiro aqui.

Primeiro, começando pelo fim do artigo que diz que a diferença de visão se reflete na questão da Biblioteca Mário de Andrade. Marta tinha um projeto para essa biblioteca, ele foi deixado de lado pela atual administração, e ao cabo de 4 anos nos promete que a reforma diferente será entregue em 2009.

Marta conseguiu do BID um emprestimo de $100 milhões de dólares para revitalizar o Centro de São Paulo, com esse dinheiro reformou o Mercado Municipal, a Praça da Sé, preparou a reforma do São Vito retirando os moradores, avançou na reforma do Parque Dom Pedro, criou o Parque do Gato no lugar da favela. O projeto contemplava ainda a construção de estacionamentos no Mercadão, o Museu da Cidade no Palácio das Industriais e a construção de uma passarela entre o Mercado e o Museu. A mesma coisa que com a Biblioteca Mário de Andrade. O projeto foi abandonado, o dinheiro do BID ficou guardado e inventaram a Nova luz, que ficou no nome da mesma cracôlandia de sempre.

Mas, onde o artigo expõe com maior clareza o abismo que separa a gestão da Marta dos demo-tucanos, é na questão do CEU.

Aparentemente nisto, todos defendem a mesma proposta. Marta fez 21 CEU’s, Kassab fez 13 mas promete 25. Todos são unânimes agora a favor desta bandeira plantada na cidade, contra a oposição dos que supostamente a fazem própria, hoje. Pois bem, que diz o secretário de Kassab sobre os CEU’s?

“O projeto dos CEUs não é um projeto da Secretaria da Cultura, é um projeto da ex-prefeita Marta que a pasta foi chamada a acompanhar.”

É assim mesmo, todo o que foi introduzido pela Marta como instrumento de combate a desigualdade social e a exclusão, ou foi abandonado, ou mantido porem desviado de seu objetivo, diminuído.

Foi assim com os CEU’s, com o Bilhete-Único, com o Renda Mínima, com a descentralização administrativa, com o Plano Diretor, com o Vai e Volta das crianças etc.

E o pior, Marta teve que criar tudo de nada e sem dinheiro. Kassab teve um orçamento 50% maior para esse pifio resultado. Leiam e reflitam. LF

Modelos de gestão contrapõem os candidatos na área da cultura

Marta une ações com educação, Kassab prioriza resgate do patrimônio e Alckmin, a terceirização

Ex-secretário petista fala em “emancipação social” com incentivo do Estado; atual titular prega “liberdade” em espaços culturais públicos

CONRADO CORSALETTE – Folha SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A semelhança de propostas dos candidatos com chances de chegar ao segundo turno da sucessão paulistana não se aplica à área da cultura. Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB) têm modelos de gestão até antagônicos, já comprovados por suas experiências no poder público.

Na prefeitura, Marta (2001-2004) descentralizou a gestão e uniu atividades culturais, educacionais e de inclusão social, elegendo os CEUs (Centros Educacionais Unificados) da periferia como equipamento principal, numa política que promete retomar caso se eleja.

Já Kassab priorizou espaços culturais separados do ambiente escolar -a Secretaria de Cultura não participa mais da gestão dos CEUs, por exemplo. Voltou a centralizar a administração, aumentou o orçamento da área e iniciou reformas de equipamentos já existentes, como teatros e bibliotecas. Num eventual segundo mandato, promete revitalizar o centro “por meio do vetor cultural”.

O modelo proposto por Alckmin é igual ao de quando era governador (2001-2006). Como ocorre na Pinacoteca do Estado, ele planeja passar a gestão de equipamentos como o Centro Cultural São Paulo e o Teatro Municipal para as mãos de organizações sociais. O tucano ainda cita a criação da “Broadway paulistana” no centro.

A contraposição de modelos dos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Marta e Kassab, fica clara quando titulares da pasta da Cultura de suas gestões são chamados a avaliar a área nos últimos anos.

“Participávamos da gestão intrínseca do projeto por entender a educação como fenômeno integral, em que a cultura faz parte do processo de conhecimento”, diz Celso Frateschi, ex-secretário de Marta que hoje preside a Funarte (Fundação Nacional de Artes). “Parece que agora a Cultura virou prestadora de serviços, não que isso seja bom ou ruim, mas são visões diferentes. Não há mais uma visão de emancipação social das pessoas por meio da cultura.”

Atual titular da pasta, Carlos Augusto Calil diz que “não existe opção ideológica”. “O que outras gestões faziam era valorizar menos os seus equipamentos”, afirma. “O projeto dos CEUs não é um projeto da Secretaria da Cultura, é um projeto da ex-prefeita Marta que a pasta foi chamada a acompanhar. Agora mudou um pouco: temos projeto, não somos mais periféricos”, diz Calil, citando o aumento do orçamento da pasta de R$ 124 milhões, em 2004, para os atuais R$ 354 milhões.

A separação física de espaços culturais e educacionais traz sentimento de “autodeterminação e liberdade” para os jovens, afirma o secretário, que entregou um centro cultural na periferia, na zona norte, e projeta construção de mais cinco.

“Sem instituição de ensino perto, os moleques se sentem livres, sem a famosa vigilância do pai ou do professor. Por que vamos criar centros culturais na periferia e não CEUs? Porque não é interessante fazer CEUs. Não sou contra, mas é outra coisa. Queremos que as pessoas tomem posse do equipamento sem precisar ir direto para a biblioteca ou para o teatro, sem que haja controle sobre o uso do espaço”, afirma.

As diferenças de visão se refletiram no destino da Biblioteca Mário de Andrade, no centro, que teve a reforma atrasada por dois anos porque Kassab mudou o projeto deixado por Marta. No plano da petista, o prédio ganharia três pisos no subsolo e um restaurante na cobertura, o que o prefeito do DEM considerou “equivocado”. Ele retomou a antiga idéia de ampliar a biblioteca com uma nova torre e desistiu do restaurante. A obra, de R$ 26 milhões, só acaba em 2009.

14/06/2008 - 13:42h Uma no cravo, a outra na ferradura

polegar_positivo21.jpgPela segunda semana consecutiva a Veja São Paulo mostrou, em entrevistas a Marta Suplicy e Gilberto Kassab, que pode fazer um excelente jornalismo. As entrevistas são interessantes, permitem ao entrevistado expor seu ponto de vista, são incisivas e criticas sem serem ideológicas. A combinação entre questões administrativas e elementos conflituosos, assim como entre vida pública e vida privada, guardam o respeito e a isenção que são a marca do bom jornalismo. A Veja São Paulo está de parabéns.

polegar_negativo.jpg

A Folha de São Paulo continua mostrando uma parcialidade que provoca apreensão sobre os rumos do jornal. Hoje, para tentar desviar o foco do governo estadual e de sua responsabilidade na ausência de segurança na Pinacoteca, onde valiosos quadros foram furtados, insinua que a falta de segurança guarda relação com um pedido de empréstimo ao BNDES. Se os editores do jornal tivessem levado em conta o verbo mordaz do José Simão na própria Folha, não teriam agido tão grosseiramente na defesa do governo Serra. “E a Pinacoteca devia mudar pra museu Tabajara! Não tem alarme, não tem detector de metal, não tem seguro e a segurança é a faxineira. E o secretário disse que é o museu mais seguro de todos. Tá certo, os ladrões agiram na maior segurança: pegaram o elevador, escolheram os quadros, enfiaram numa sacola e foram embora. Só esqueceram de passar no caixa. Rarará.” (do macaco Simão, na Folha ilustrada, de hoje). LF

macaconao.gif

10/06/2008 - 22:58h ‘A arte é uma inutilidade indispensável”

“Missão: como construir catedrais”, obra de Cildo Meireles
L'image “http://farm1.static.flickr.com/154/399226769_ad95b85b00.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.

Ganhador do Prêmio Velázquez, o brasileiro Cildo Meireles disse que a crise econômica logo vai atingir o mercado artístico

EFE – O Estado de São Paulo

A arte é sempre “uma espécie de inutilidade indispensável”, decorrente daqueles que estão próximos da loucura e que têm força e coragem para transformar seu entorno, afirmou o artista brasileiro Cildo Meireles que, em Madri, receberia ontem à noite o Prêmio Velázquez de artes plásticas.

Em entrevista coletiva, Meireles disse receber com “imensa honra” o prêmio que, também importante, se abre agora para outros países, em que não se fala espanhol.

Artista multidisciplinar, ele é considerado referência na arte conceitual e postula um compromisso político ao criticar a natureza européia da arte moderna ocidental, buscando dar-lhe uma nova identidade.

Meireles, que usa fotografia, instalação e pintura em seus trabalhos, admitiu que, embora considerado um artista conceitual, sua singularidade é sempre fronteiriça com o compromisso político, do qual não se pode fugir.

“Não se pode mais fazer planos. O maior deles é seguir vivo e trabalhando. É importante saber que não importa o que se está fazendo, pois, de alguma forma, já se está entrando na História”, declarou.

Seu parecer sobre a relação entre a crise econômica mundial e a arte é que, “se não se nota, logo acontecerá”. “A crise nos envolve, mas é secundária: há coisas mais importantes, como a própria sobrevivência do planeta.”

Sobre o Brasil, Meireles comentou que educação, saúde e salários são prioritários antes da arte que, em seu país, responde à máxima “Cada um por si e Deus contra todos”.

“A arte é a arma para combater o poder?”, perguntaram. “Não, isso é para trabalhos como o filme Encouraçado Potemkin. A forma de se opor ao poder seria algo muito mínimo, mas permanente. Não se pode ter a ilusão de uma revolução por meio da arte”, respondeu.

O prêmio, que pela última vez estará dotado em 90.450 (a partir do próximo ano, passará a 125 mil), inclui ainda a organização de uma exposição no museu Reina Sofía, que Meireles já negocia com seu diretor.

Ainda que não tenha um compromisso firmado com a instituição espanhola, como a mostra a ser exibida, a partir de outubro, na Tate Modern de Londres, Cildo Meireles espera que a exposição no Reina Sofía ocorra o mais cedo possível. Sobre o compromisso com a Tate, ele disse, como já ironizou um amigo, que “será uma a menos, não uma a mais”.

Sobre sua tentativa, há anos, de ser escritor, Meireles se desculpou por seu “deslize”. “Uma das razões que me levou às artes plásticas é poder me expressar por outro meio que não o da palavra”, afirmou. “As palavras são implacáveis.”

06/06/2008 - 18:12h A artista que amou demais

Com esculturas, documentos pessoais e desenhos, mostra no Museu Rodin tira Camille Claudel da sombra a que foi confinada por desafiar cânones de sua época

Luiz Carlos Merten – O Estado de São Paulo

Você, se assistiu ao filme de Bruno Nuytten Camille Claudel, de 1989, deve se lembrar da cena em que a enlouquecida Isabelle Adjani destrói as obras em seu ateliê. A cena, fortíssima, deve ter contribuído para a indicação que Isabelle recebeu para o Oscar, mas seria preciso esperar até Marion Cotillard, a Piaf, neste ano, para que uma atriz, representando em francês, bisasse o prêmio da Academia de Hollywood que Simone Signoret havia recebido, falando em inglês, por Almas em Leilão, em 1959. Foi grande a comoção quando Camille Claudel irrompeu nas telas. Críticos irados viram no filme uma mistificação romântica, protofeminista, destinada a confirmar a tese absurda de que a irmã do escritor Paul Claudel, como escultora, teria sido uma artista maior do que o próprio Auguste Rodin, de quem foi amante obsessiva (e, por isso, enlouqueceu de amor, ao ser rejeitada).

Nos anos 50, uma grande exposição havia resgatado Camille Claudel (1864-1943) das sombras a que fora relegada. Outra mostra, que se realiza agora no Museu Rodin, em Paris, e vai até 20 de julho, é a prova de que a tese de Nuytten, ex-fotógrafo (e marido de Isabelle), não era furada como parecia. Frio e chuva, inesperados no verão parisiense, não impediram que extensas filas se formassem em frente do Museu Rodin no começo da semana passada. Não apenas turistas, mas os próprios franceses estão correndo para prestigiar Camille Claudel – Une Femme, Une Artiste, a maior exposição já realizada sobre a escultora. O evento compara-se, pela magnitude, à grande exposição sobre Gustave Courbet que, no começo do ano, resgatou outra glória um tanto subestimada da arte francesa (e que agora corre mundo, provocando reações de entusiasmo em toda parte).Além de suas grandes obras – e dos numerosos estudos em mármore e bronze, a título de preparativos -, a mostra de Camille Claudel reúne documentos pessoais e desenhos que ela fez ao longo de sua tumultuada carreira. Camille foi, sim, maior do que Rodin, o que em absoluto não diminui o escultor de O Pensador, mas recupera o lugar do qual ela havia sido alijada por desafiar os cânones não apenas da Academia. Os da sociedade machista do fim dos anos 1800, também

Obra de Camille Claudel “La Valse”, coleção particular, de 1895

 

 

Camille Claudel (1864-1943), em foto de 1877.
Artista inspira a mostra “Une Femme, Une Artiste”, no Museu Rodin.
Era irmã do poeta Paul Claudel e amante de Auguste Rodin, autor de “O Pensador”.

“Vertumne el Pomone”, de Camille Claudel, mármore de 1905.

 

 

Bronze e pedra para captar a alma

A grande exposição de Camille Claudel em Paris reafirma a força e a técnica superior da artista que foi tratada como louca

Luiz Carlos Merten


Camille Claudel, a mulher, a artista. A mostra no Museu Rodin divide-se em partes – Retratos de Família, O Ateliê de Rodin, La Valse e Clotho, Sakantala, L”Âge Mûr (A Idade Madura) e As Pequenas Coisas Novas. Em cada uma delas, há pelo menos uma obra-prima, e não apenas A Onda, La Vague, peça de pequeno tamanho – ao contrário de outras – que exibe três banhistas, esculpidas em bronze, prestes a serem engolidas por uma onda gigantesca que a artista criou em mármore e a unidade da peça vem justamente da disposição das figuras femininas e do movimento da onda que, em diferentes suportes, expressam o embate do humano com as forças da natureza. A Onda é quase sempre considerada a obra-prima de Camille Claudel, mas você fica em dúvida, face à riqueza descortinada pela exposição. Ela viveu com intensidade. E foi, com certeza, uma artista adiante de sua época. Num momento em que, às mulheres, era vetado o ingresso na Academia de Belas Artes, Camille começou produzindo retratos de família, que desenhava e modelava sozinha, até entrar, como estudante, no ateliê de Auguste Rodin, que já era o maior escultor da França. Ele foi o modelo de diversos desenhos e esculturas de Camille. Foi seu amante. Ela se tornou cada vez mais possessiva. A atração fatal (o desejo incontido de Camille, a repulsa de Rodin, a fratura psicológica da mulher e seu internamento num instituto psiquiátrico pelo próprio irmão e pela mãe, cansados de seus escândalos) fornecem a trama do longa realizado por Bruno Nuytten, mas o tema do filme é a genialidade (incompreendida) da artista.

link Confira galeria de fotos da mostra mais imagens

As fotos que acompanham a exposição dão conta dessa trajetória singular. Vê-se a jovem Camilla, que antecipa um pouco Isabelle Adjani; a artista mergulhada no trabalho, em seu ateliê; e a velhinha que teve apenas uma amiga, devotada e fiel, para assisti-la no longo período em que esteve internada. Camille melhor do que ninguém, numa tradição que remonta a Miguel Ângelo – tão fascinado por seu Moisés que, diante da escultura pronta, teria nela batido com o cinzel, ordenando que sua criação falasse -, conseguiu o prodígio de petrificar aquilo que seus admiradores hoje proclamam como ”os movimentos da alma”. Uma de suas peças mais admiráveis é Sakuntala, a primeira realmente narrativa e simbólica, na qual ela encara (e resolve) os problemas da composição, indo buscar inspiração no mito indiano da mulher que se perde de seu príncipe e eles só se reencontram no Nirvana. Sakuntala virou mito greco-romano e, depois, tornou-se paradigma da noção psicológica do abandono, no sentido amoroso do termo. Camille fez diferentes versões do tema. O Salmo reutiliza o rosto de Sakuntala, Vertumne et Promone introduz pequenas variações no conjunto e O Abandono vira outra de suas obras maiores, cinzeladas em bronze ou em mármore.

Também existem diferentes versões de La Valse, cujo movimento oblíquo é representativo do tipo de composição que ela gostava de criar. A peça foi elaborada em 1890 e apresentada no Salão de 1893. As diferentes versões reafirmam uma tendência da escultora – embora as diferenças sejam mínimas, a mudança de material, ou a ênfase num movimento, modificam a percepção das obras pelo observador. À vertigem do movimento segue-se a representação da dor e da morte na Idade Madura, que atinge o patetismo e, em algumas peças, metaforiza a relação com Rodin, que vira, ele próprio, a morte a arrebatar a donzela. O sommet, o ápice da exibição, pega carona na expressão de Kierkegaard, que em sua correspondência fala das ”pequenas coisas insignificantes, acidentais” que dão sentido à vida. Numa carta ao irmão, Paul, Camille também anuncia que quer experimentar ”les petites choses nouvelles”, as pequenas coisas novas. É a fase de La Vague ou Les Bagnistes, e de Profonde Pensée ou Rêve au Coeur du Feu, que vão além da representação para expressar atitudes metafísicas diante da vida.

É interessante comparar La Profonde Pensée com o Pensador, de Rodin, presente na coleção permanente do mesmo museu. O homem que viaja interiormente, com a cabeça apoiada pela mão em sua perna, vira esta mulher de joelhos, com as mãos em adoração. É a própria Camille, com certeza, imersa em pensamentos profundos, na dor que a consumia. O catálogo da exposição sustenta a tese de que ela não pôde realizar monumentos públicos nem obter, antes de 1906, quando já era tarde demais, a encomenda de um mármore ou de um bronze que permitiria a sua entrada no círculo dos artistas reconhecidos. Mas Camille teve os seus mecenas – os Rothschild e a Condessa de Maigret, para quem ela executou a versão em mármore de Sakuntala. A derradeira obra-prima, Niobide Blessée, é mais uma variação da figura feminina de Sakuntala, que tanto obcecava a escultora. Uma das pérolas da exposição não é nenhuma escultura, mas uma folha escrita pela própria Camille, quando jovem, na qual ela revela suas aspirações e preferências. Qual é a maior virtude do homem? Aprender com a mulher. Qual é a maior virtude da mulher? Ensinar o homem. Personagem masculino preferido? Ricardo III. Personagem feminina? Lady Macbeth. Se não fosse você, o que gostaria de ser? Um cavalo de fiacre. A indomável Camille Claudel queria ser domesticada.

Tão grande personagem encontrou em Isabelle Adjani a intérprete definitiva no cinema. Lançada por François Truffaut na pele de outra heroína obsessiva – Adele H, a filha de Victor Hugo -, Isabelle rapidamente se converteu em mito. Em 1987, com a carreira no auge, ela revelou que se chamava Yasmine, era filha de pai argelino e mãe alemã. A combinação incômoda para a maioria silenciosa francesa desencadeou uma reação imediata. Surgiram rumores de que Isabelle estaria morrendo de aids. Ela precisou ir à TV para provar que não. Como redatora-chefe de uma edição especial de Figaro Magazine, Isabelle, em seguida, entrevistou o então presidente Jacques Chirac, o que a tornou non grata para a esquerda bem pensante da França. Além de aidética, seria ”chiraquista”. Odiada à esquerda e à direita, Isabelle ameaçava ir para o limbo. Salvou-a Camille Claudel. Há quase 20 anos, não foi só com a personagem histórica que a França se reconciliou, mas com uma de suas maiores atrizes.

14/05/2008 - 09:46h Morre um pioneiro da pop art

O artista norte-americano Robert Rauschenberg estava com 82 anos

http://www.sammlung.daimlerchrysler.com/sculpt/potsdamerplatz/potsd_rauschenberg200.jpg

NYT e ANSA – O Estado de São Paulo

O artista americano Robert Rauschenberg, que reformulou a arte americana no século 20 – principalmente, um dos precursores da pop art – e se tornou um dos mais importantes de seu país, morreu anteontem à noite, aos 82 anos, em sua casa na ilha de Captiva, na Flórida. Ele esteve internado por causa de bronquite, mas quis sair do hospital e em 2002 sofreu um acidente vascular cerebral que paralisou metade de seu corpo. Pintor, escultor, gravador, fotógrafo, coreógrafo e performer, o trabalho de Rauschenberg deu um novo significado à escultura, como define o crítico do The New York Times, Michael Kimmelman, citando as obras que se tornaram emblemáticas do modernismo pós-Guerra: Canyon – consistia em uma águia calva empalhada e unida a uma tela; Monogram – que tinha sobre um painel pintado um pneu; e Bed – o artista moldou na parede uma colcha e travesseiro encharcado com tinta, como se estivessem cheios de sangue. Trabalhando em muitas frentes durante sua vasta carreira – chegou até mesmo a ter experiência como compositor – Rauschenberg ‘desafiou a tradicional idéia de que um artista deve ficar ligado a apenas um meio ou estilo’.

Milton Ernest Rauschenberg nasceu em 22 de outubro de 1925 na pequena cidade de Port Arthur, no Texas, lugar onde ‘era muito fácil crescer sem nunca ver uma pintura’, como já disse o artista, que, mais tarde, adulto, resolveu tomar Robert como nome. Ele estudou farmácia na Universidade do Texas e só em San Diego, tempos mais tarde, quando trabalhava no Hospital da Marinha, pôde ver pela primeira vez uma pintura, em uma galeria da cidade. Depois, entrou para o Instituto de Arte da Cidade de Kansas e viajou a Paris, onde conheceu Susan Weil, uma jovem pintora de Nova York, que ia entrar para o Black Mountain College na Carolina do Norte. Admirador do artista Josef Albers, então chefe da área de belas artes da faculdade, Rauschenberg resolveu acompanhar Susan (sua esposa por pouco tempo). Foi o ponto inicial de sua trajetória.

Já nessa época, Rauschenberg tinha uma cabeça aberta para experimentar materiais e novos meios. Em 1950, deu início a uma série de impressões azuis para produzir os negativos de silhuetas, obras publicadas na revista Life em 1951 e que renderam sua primeira mostra individual, na influente Betty Parsons Gallery. ‘Todos estavam tentando desistir da estética européia’, afirmou Rauschenberg, referindo-se a Picasso, aos surrealistas e a Matisse. ‘John Cage dizia que o medo na vida é o medo da mudança’, ainda disse o artista – afinal, o compositor Cage comprou uma pintura de Rauschenberg na exposição na Betty Parsons. Com seu espírito inventivo, Rauschenberg se transformou, já na década de 1950, em um elo entre o expressionismo abstrato americano dos pintores Jackson Pollock e Willem de Kooning e os artistas que vieram depois, criadores identificados com o pop, a arte conceitual, os happenings e outros.

Poucos meses depois de mostrar as silhuetas azuis em Nova York, Rauschenberg, em viagem pela Europa e Norte da África com o artista Cy Twombly, entre 1952 e 1953, começou a coletar e fazer assemblages com objetos – pedaços de cordas, pedras, ossos. Um marchand de Roma resolveu mostrar essas obras, ‘as caixas contemplativas’, e elas foram também exibidas em Florença, onde um crítico sugeriu que o americano jogasse aqueles assemblages no Rio Arno – Rauschenberg achou uma boa idéia, se desfez de algumas caixas e guardou algumas para si. Foi uma passagem importante em sua trajetória, para depois realizar trabalhos importantes como os quadros-objetos intitulados monogramas, ainda nesta década. Também, de volta a Nova York, Rauschenberg exibiu série de pinturas todas brancas e todas pretas. Entre elas estavam telas com as quais De Kooning o presenteou para que fossem apagadas, o que foi o mote para que Rauschenberg ganhasse sua reputação de novo ‘enfant terrible’ do mundo da arte.

http://images.artnet.com/images_US/magazine/features/saltz/saltz1-11-7.jpg

A partir de então, o artista não parou: fez trabalhos em parceria com o coreógrafo Merce Cunningham entre meados dos anos 50 e na década de 1960, executando cenários e figurinos – e em 1963, por exemplo, ele mesmo coreografou e fez a performance da obra Pelican usando patins – além de trabalhos com Paul Taylor e Trisha Brown.

Suas Obras No Brasil

BIENAL DE SÃO PAULO: Robert Rauschenberg participou por quatro vezes, em diferentes períodos, da Bienal de São Paulo, mais importante mostra realizada no País: em 1959, na 5.ª edição da mostra, ainda abrigada no então espaço do Museu de Arte Moderna de São Paulo, ele apresentou três pinturas híbridas com colagem; na 9.ª, de 1967, estava entre os destaque da pop art americana; na 22.ª, de 1994, quando foi representado por um grande conjunto de peças, um total de 13 trabalhos ; e na 24.ª, de 1998, com curadoria-geral de Paulo Herkenhoff – nesta mostra ele exibiu uma de sua pinturas da série White Painting, de 1951.

EM MUSEU: No acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), há duas obras do americano. Os dois trabalhos, sem título e doados pelo artista, são criações de 1994. São obras da série em que Rauschenberg fez colagens a partir da união de duas diferentes imagens fotográficas.

07/05/2008 - 16:59h Superhéroes como cultura

El Met abrió una exposición que muestra la influencia de los personajes del cómic y el cine en la moda contemporánea y en la vida moderna

superherois1.JPG

adncultura*com

NUEVA YORK- La metamorfosis del cuerpo por la vestimenta es una ambición constante de los creadores y una exposición presenta a partir de este miércoles en el Museo Metropolitano de Nueva York la influencia de los superhéroes de las historietas y el cine sobre la moda contemporánea.

“Superhéroes: Moda y Fantasía” es el título de una muestra que estará abierta al público desde mañana hasta el primero de septiembre, y en la que se exponen 60 trajes procedentes de las grandes versiones cinematográficas realizadas por Hollywood sobre los grandes héroes del cómic, además de futuristas diseños de creadores como Armani, Thierry Mugler o Jean-Paul Gaultier.

El siglo XX ha visto emerger generaciones de diseñadores de moda inspirados de una u otra forma por Superman, Spider-Man o el Capitán América, esos justicieros con cuerpos perfectos y eterna juventud que logran hazañas no bien abandonan su identidad banal, visten sus trajes, vuelan y derrotan al enemigo.

superherois2.JPG

Desde el traje azul y rojo de “Superman”, el primer superhéroe, surgido en 1938 de la imaginación y la pluma de Jerry Spiegel y Joe Shuster, y la imagen en la que se han mirado todos los posteriores, hasta el metalizado traje que ha llevado Robert Downey Jr. en la supertaquillera “Iron Man”, la exposición se divide en varias partes que muestran todo ese mundo de moda y fantasía.

En la muestra, que empieza por Clark Kent y su transformación en Superman a través de un holograma, se puede ver el traje que llevó el actor Christopher Reeve en la primera película del héroe en 1978. El siguiente espacio es para Spiderman y en él se pueden ver las mallas que lució Tobey Maguire como hombre araña en la tercera entrega de la película, en 2007, así como algunos de los vestidos diseñados por Armani en los noventa, y otros de Gaultier, Muller y John Galliano.

superherois3.JPG

Giorgio Armani patrocina esta exposición programada hasta el 1º de setiembre. Famoso por sus trajes-pantalones para empresarias, sus formas fluidas beige o grises, el italiano expone sin embargo dos modelos en el “Met”. Armani en una rueda de prensa junto al director saliente del museo, Philippe de Montebello, rindió homenaje “a los dibujantes de historietas de los años 30 y 40″ que alimentaron la inspiración en la cultura de la moda.”Flash Gordon vivía en las mismas casas que ahora se construyen en Shanghai en el barrio Bund, los automóviles japoneses contemporáneos salieron de esas historietas”, constató.

La exposición fue organizada por Andrew Bolton, conservador del Instituto de la Vestimenta, que es un departamento especializado del mismo museo creado en 1946. “Esta exposición es un homenaje al triunfo de la fantasía sobre la realidad, a la transformación del cuerpo, a la dualidad”, explicó, “la imagen del superhéroe ha impregnado casi todos los aspectos de la cultura popular.”

Agencias EFE, AFP y DPA

06/05/2008 - 23:37h 3 gigantes sobre el cielo de New York

La semana pasada se inauguró en el Canton Roof del Met (Metropolitan Museum of Art) la muestra del cotizado artista pop, Jeff Koons.

Tres esculturas gigantes que reproducen a gran escala objetos siempre pequeños en nuestra vida cotidiana.

koons.4.expand.jpg

Y son estas: Balloon Dog (un perro de tres metros de alto como los que se hacen con globos de colores), Sacred Heart (un corazón rojo estilo San Valentín de tres metros) y Coloring Book (inspirado en el osito Winnie the Pooh, de cinco metros).

koons.2.190.jpg

Koons, un señor muy elegante que tiene en su historial haber sido marido de la Cicciolina, dice del arte: “”Para mí, el arte es el punto de conexión en el que se juntan todas las disciplinas: estética, teología, filosofía, sociología… un vehículo que nos ayuda a aceptarnos a nosotros mismos y a los demás. Abre posibilidades a la vida. No admite contracciones”.

koons.enlarge.jpg

Es interesante recordar que se hizo broker para financiar sus obras, que fue el primer artista que contrató un asesor de imagen y también el primero que pagaba publicidad para hacerse conocido.

Hoy, rankea entre los más cotizados del arte contemporáneo, presentó su muestra en el MET enfundado en un carísimo Gucci y a pesar de reconocerse hijo de Dali asegura que no es importante el dinero, afirma: “No creo que el arte esté relacionado con el dinero. Y no creo que el mercado del arte esté creando una nueva moneda, sino que le está dando a la gente una plataforma en la que apoyarse. Lo que tiene valor es ampliar horizontes y darse cuenta de lo importante de estar vivo y ser parte de la raza humana. Creo en la generosidad, no en el cinismo; cada gesto en la vida tiene que ser generoso”


05/05/2008 - 20:07h Ministério do Turismo investirá R$ 3,5 milhões no Museu Manabu Mabe

Marta Suplicy anunciou hoje em São Paulo, junto com o deputado federal Walter Ioshi (DEM),  contribuição do Ministério de Turismo para criar o Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. 

marta_museu_mabe.jpg

São Paulo (05/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou hoje (5), durante visita ao prédio do antigo Colégio Campos Salles, no bairro da Liberdade, em São Paulo, que o Ministério vai destinar R$ 3,5 milhões para as obras de reconversão do espaço em museu. Lá, será instalado o Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. O projeto está orçado, no total, em R$ 10 milhões e já conta com o patrocínio da Nossa Caixa, Standard Bank, Companhia Energética de São Paulo (CESP) e ABC Brasil (Arab Banking Corporation), por meio da lei Rouanet, de incentivo à cultura. O deputado federal Walter Ioshi assumiu o compromisso de complementar os recursos necessários ao projeto, apresentando emenda parlamentar para o exercício de 2009.

O projeto para criação do Museu congrega as culturas brasileira e japonesa, durante o ano de comemoração do Centenário do Intercâmbio Japão-Brasil. A restauração do Colégio Campos Salles teve início em 2006. A obra tem por objetivo devolver ao prédio as características do estilo eclético Liberty, que tinha quando foi construído, em 1911, pelo arquiteto italiano Giovanni Batista Bianchi.

A ministra assinalou a importância de investir em um projeto que fica para as demais gerações e destacou: “Manabu Mabe, se me permitem dizer, é um dos maiores pintores brasileiros”. Marta Suplicy explicou que o Ministério do Turismo, ao colaborar com a criação do museu que leva o nome do gênio nascido no Japão, soma mais uma ação do MTur ao leque de investimentos feitos por ocasião do Centenário do Intercâmbio Japão-Brasil e ainda ao trabalho para atrair mais turistas japoneses ao país. Ela acrescentou que vê no projeto do museu algo muito positivo e interessante ao agregar o conceito de “interatividade”. “É algo que nossa juventude conhece bem: interatividade”.

O fluxo de turistas japoneses ao Brasil aumentou 74% (entre 2000 e 2006). No ano passado, foram 74.638 visitantes. Já morando no país, há cerca de 1,5 milhão. Trata-se da maior colônia no mundo. Para estreitar ainda mais os laços de amizade e proximidade, o Ministério do Turismo tem feito, por exemplo, investimentos em infra-estrutura turística, como na construção do Parque Yumê, em Rolândia, Paraná, para onde estão destinados R$ 9,5 milhões.
O Ministério do Turismo tem atuado, também, em ações de promoção do Brasil no Japão por meio de um escritório em parceria com os países do Mercosul. “E ainda há iniciativas como a instituição da medalha do Mérito do Turismo do Centenário da Imigração Japonesa do Brasil a japoneses e descendentes”, recordou a ministra. Esta última é mais uma ação de parceria entre o Ministério do Turismo com a comunidade japonesa, dessa vez por meio do Instituto Rosa Okubo. A instituição da medalha foi firmada semana passada. Será concedida aos que se inscreverem por meio de monografia contando ações de pessoas que trabalharam e valorizaram a integração entre os dois países. Os trabalhos serão avaliados por historiadores e julgados por personalidades de notório saber.

Museu – Yugo Mabe, presidente do Instituto Manabu Mabe, e filho mais velho do artista plástico, disse que o museu consolida o sonha de seu pai: “Ele queria retribuir, de alguma maneira, ao governo e ao povo tudo que recebeu ao vir para o Brasil”. Yugo explicou que o pai, autodidata, teve oportunidade, por meio das artes plásticas, de conhecer personalidades públicas e ver seu trabalho reconhecido. Ao mesmo tempo, pôde colaborar para a projeção de artistas japoneses e descendentes. “Queremos neste espaço, que vai abrigar salas de exposições temporárias, pinturas, esculturas e mangás, apresentar ao público algo que não seja visto como um espaço de elite, mas, sim, aberto para que todos se sintam bem e que sirva para integrar as nossas culturas, que seja um roteiro turístico”, disse Yugo.

O deputado Walter Ioshi disse que era importante a presença da ministra no ex-Colégio Campos Salles – onde estudou -, e destacou o trabalho do Ministério do Turismo nas comemorações do Ano do Intercâmbio Japão-Brasil. “Este é um sonho iniciado por Manabu Mabe e um inestimável presente aos apreciadores da Arte Moderna”, disse referindo-se ao futuro museu.

Durante a visita da ministra ao ex-Colégio Campos Salles, em que estiveram presentes a família do artista Manabu Mabe – a mulher Yoshino e mais dois filhos além de Yugo, Joh e Ken –, os vereadores Jooji Hato, Ushitaro Kamia e Aurélio Nomura, também representantes da comunidade japonesa da Liberdade, o arquiteto Victor Hugo Mori, apresentou o projeto em plantas projetadas. Mori é profissional na área de recuperação de imóveis de interesse histórico e responsável pelo projeto de restauro e reconversão do prédio do ex-Colégio para que se transforme em museu.

Projeto - O arquiteto explicou que a primeira fase do projeto deverá ser entregue em 14 de junho, devolvendo ao prédio a sua cobertura, que foi destruída por incêndio ocorrido em 1992. Esta fase inclui o restauro e pintura da fachada em tom amarelo ocre, à cal, e da parte interna do prédio, com área de 1.500 m². O prédio terá vitrais tais quais os originais e conservará características como o piso em ladrilho hidráulico e as portas em madeira maciça. O porão do edifício será ampliado em cerca de um metro para se transformar em um subsolo que abrigará salas administrativas, um ateliê de restauro e reserva técnica. O pátio dará lugar a um prédio anexo, que será construído nos fundos do terreno, onde haverá um auditório multimídia com capacidade para cerca de 200 pessoas. O auditório poderá exibir peças de teatro, filmes, mas também ser um espaço para palestras e workshops. As doze salas de aula da escola, com um pé-direito de aproximadamente cinco metros, se transformarão em espaços de exibição de arte do acervo do próprio Instituto Manabu Mabe, e também abrigarão exposições de arte temporárias especiais.

A proposta de diálogo com os jovens já está presente durante as obras de recuperação do prédio. Em um dos tapumes, na entrada, há um trabalho de grafite feito por meninos do bairro do Glicério. Um outro, será deixado para os estudantes da faculdade de Belas Artes, com a proposta de abrir esse espaço para outros artistas a cada dois meses. Além disso, serão colocadas obras de arte em parte do tapume, sem o nome do artista, para provocar a curiosidade de quem passa pela localidade.

Manabu Mabe (1924-1997) foi um destacado artista plástico. Com 10 anos, imigrou com a família do Japão para o Brasil. Começou a pintar aos 18. E, aos 35 anos de idade, em 1959, recebeu, durante a V Bienal de São Paulo, o Prêmio de Melhor Pintor Nacional das mãos do Presidente Juscelino Kubitschek. A partir de então, Mabe foi muitas vezes homenageado, inclusive com o Prêmio Braun, na I Bienal de Jovens de Paris.

http://www.sp-arte.com/userfiles/21.jpg

Suas obras estão expostas em importantes espaços no Brasil e no exterior, como, por exemplo, no MASP, MAM-SP, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-RJ, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. E no The Museum of Contemporany Art, em Boston, e Walker Art Center, Minneapolis, nos Estados Unidos. No Japão, há obras expostas no The National Museun of Art, em Kioto, no The Kumamoto Museun of Art, em Kumamoto, e The National Museun of Art, em Osaka, entre outros.

Fonte MinTur

30/04/2008 - 18:25h Já a “maja” de Goya continua anônima

Ninguem sabe quem foi a modelo e nem porque Francisco Goya fez dois quadros, a maja vestida e a maja nua. A obra foi feita entre 1800 e 1803 e ambos quadros podem ser vistos no Museu do Prado, em Madri.

goya_maja_vestida.jpg

goya_maja_desnuda.jpg

30/04/2008 - 18:13h Os fuzilados de Goya saíram do anonimato

goya_2_maio.jpg

Los héroes de Goya, ya no son anónimos

En un clima festivo por el bicentenario del levantamiento del pueblo de Madrid , un historiador descubre los nombres de los fusilados que protagonizan el cuadro de Goya

MADRID, (EFE).- Doscientos años después, los españoles rememoran el levantamiento popular del pueblo de Madrid, el dos de mayo de 1808, contra las tropas invasoras francesas. Ahora, los protagonistas de esta sublevación que determinó el futuro de España como nación ya no son héroes anónimos. Según publicó el diario español “El mundo”, un historiador identificó, a partir del cuadro de Goya, “El 3 de mayo en Madrid: los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío”, a los 29 hombres que forman parte del lienzo por sus nombres.

Aquellos sucesos de enorme trascendencia fueron sin embargo protagonizados apenas por unos cientos de madrileños de las clases más humildes que se enfrentaron a los franceses armados con palos, navajas, hachas, tijeras y aperos de labranza. La revuelta se desencadenó tras trascender a las calles de Madrid que los franceses pretendían sacar de España a los últimos miembros de la familia real española.

Las bien armadas y numerosas tropas de Napoleón sofocaron la rebelión en apenas unas horas, pero en los enfrentamientos y en los fusilamientos posteriores murieron 410 madrileños, entre ellos medio centenar de mujeres y una docena de niños.

Entonces no había fotógrafos de guerra, pero los fusilamientos del 3 de mayo en Madrid quedaron inmortalizados en todo su horror por una mano maestra, la del pintor Francisco de Goya, y pueden verse en el Museo del Prado en la colección permanente y ahora como parte de la muestra temporal “Goya en tiempos de guerra”. El pintor muestra, con enorme dramatismo y tensión, el momento en el que un pelotón de soldados franceses, de espaldas, apunta a un grupo de madrileños que van a morir en represalia por su sublevación del día anterior.

Luis Miguel Aparisi, es el historiador que acaba de publicar un libro, -El cementerio de la Florida, editado por el Instituto de Estudios Madrileños-, donde se recoge por primera vez los perfiles de todos los masacrados. Durante seis meses, Aparisi, miembro de la Sociedad Filantrópica de Milicianos Nacionales Veteranos -encargada del camposanto donde están enterrados los fusilados-, revisó 8.000 folios del Archivo de la Villa hasta determinar las nuevas identificaciones.

Una de las siluetas del cuadro de Goya fue identificada por la tonsura de su cabeza y el hábito que indica su condición de sacerdote. Se trata de Francisco Gallego Dávila, presbítero y sacristán del Real Convento de la Encarnación de Madrid.

También ha identificado otros 28 insurgentes madrileños. Se trata de albañiles, comerciantes, empleados de Hacienda y del Palacio que fueron fusilados en la madrugada del tres de mayo de 1808 en la montaña madrileña del Príncipe Pío. Gracias a este trabajo, doscientos años después se conocen sus identidades.

Este descubrimiento se da en un contexto de festejos que se extienden por toda España. La exposición “Madrid, 2 de mayo 1808-2008. Un pueblo, una nación” hace una recreación histórica de lo sucedido aquel día por las calles de la capital, en un recorrido cronológico que puede verse en el centro Arte Canal hasta el 28 de septiembre.

Además de la importancia de esa guerra por la afirmación constitucional de la nación en las Cortes de Cádiz en 1812, que marca también el comienzo de un itinerario en la asunción de derechos y libertades individuales, están las “enormes consecuencias” que tuvo en Hispanoamérica. Hasta 1810 toda Hispanoamérica vibró con un sentido patriótico español de rechazo al invasor y que distintos territorios americanos enviaron dinero y productos para ayudar a la guerra, además de los patriotas americanos que se enrolaron para combatir en España.

14/04/2008 - 14:32h Louco por arte II

B.M.C é um maníaco da arte e no seu blog nos apresenta suas predileções, seus desafetos e suas descobertas. Tudo acompanhado com um texto claro, original e consistente. Nos já o acompanhamos na primeira visita ao museu Beaubourg em Paris. Aqui vai a segunda parte. Os textos estão em francês, não as pinturas. Desfrutem. LF

Pierre Klossowski
Paris, 1905 – Paris, 2001
Milady et d’Artagnan 1986
Crayons de couleur sur papier marouflé sur toile

(mais…)

09/04/2008 - 13:55h Louco por arte

B.M.C é um maníaco da arte e no seu blog nos apresenta suas predileções, seus desafetos e suas descobertas. Tudo acompanhado com um texto claro, original e consistente. Aqui ele faz uma visita ao museu Beaubourg em Paris. Em francês os textos, não as pinturas. Desfrutem. LF

Excellent peintre, excellente peinture, rien à dire de plus.

Art maniac, bmc, beaubourg, centre georges pompidou, balthus, klossowski, balthasar klossowski de rola, andré beaudin, ben, ben vautier, le magasin de ben, camille bryen, daniel buren, louis cane, capogrossi, jean-pierre capron, césar, césar baldaccini, daniel cordier, john chamberlain, chapoval, roger chastel, jean clerté, alfred courmes, léonardo crémonini, paul delvaux, otto dix, christian dotremont, jean dubuffet, visite à beaubourg,

Alfred Courmes – Bormes-les-Mimosas (Var), 1898 – Paris, 1993 Saint Sébastien -

Huile sur toile marouflée sur isorel – 1934 – 165 x 59 cm


En 1934, c’était gonflé un sujet pareil !

Je connais de lui un grand tableau rond représentant une boîte de camembert sur laquelle figure un homme nu. Dans le genre, c’est pas mal non plus.

b.m.c..png,b.m.c. ,bmc,bmc peinture,bmc peintures,bmc peintre,bmc artiste peintre, artiste peintre,galerie, galerie de peinture, galerie d'art,gallery, art,art moderne, art contemporain,les restes du monde,d'après manet,le déjeuner sur l'herbe, le déjeuner sous l'herbe,crucifiction, cruci-fiction, lesprisonniers,tauromachie,art et tauromachie,toro, corrida, torero,la guerre,les hommaginaires, imaginaires, art-maniac, art maniac,l'enfer du decor,mesnaissances, se souvenir de sa naissance,naissances,mort, mort bide, les touilleurs, vanités, vanités des vanités,algèrie, algérie galerie française,picasso bmc, artaud bmc, marthe robin,le blog de bmc,chat,alchimie,aloïse corbaz,magritte bmc,dessin,gouache, peinture acrylique, peinture à l'huile,bruguel, jerome bosch,vermeer, rembrandt, cobra, art naïf, art brut,nouvelle figuration, nouvelles peinture

(mais…)

28/03/2008 - 05:33h Museu de arte de Shanghai. Sem palavras

shanghai_museu5.jpg

shanghai_museu7.jpg

shanghai_museu6.jpg

shanghai_museu3.jpg

shanghai_museu4.jpg

shanghai_museu1.jpg

27/03/2008 - 07:37h Revitalização do Centro: incompetência demo-tucana joga fora dinheiro do BID

Prefeitura desiste de verba para derrubar Viaduto Diário Popular

Demolição do Edifício São Vito e obras no Parque D. Pedro II também estavam em projeto

Bruno Paes Manso – O Estado de São Paulo


Logo após assumir a Prefeitura, o hoje governador José Serra (PSDB) decidiu mudar o foco de investimentos programados pela gestão anterior para serem usados na região central. Foram idas e vindas, até que, em abril passado, a Prefeitura detalhou os principais projetos que deveriam receber recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A demolição do Edifício São Vito e do Viaduto Diário Popular, a urbanização do Parque D. Pedro II e a construção de um museu para crianças, no Palácio das Indústrias, antiga sede da Prefeitura, estavam entre as prioridades. O objetivo do pacote era revitalizar a região do Mercado Municipal.

Outro destino fundamental dos recursos era a revitalização da Nova Luz. A previsão era usar parte do dinheiro para um fundo de desapropriação dos imóveis no local e tornar a região um pólo gerador de desenvolvimento. Menos de um ano depois do anúncio, de acordo com o cronograma de investimentos definido pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), nenhuma dessas obras consideradas estruturais será feita com recursos do BID.

DESVALORIZAÇÃO

Segundo a Emurb, a desvalorização do dólar obrigou a Prefeitura a cortar uma série de obras previstas originalmente no projeto. Quando o contrato foi assinado, a cotação da moeda americana estava por volta de R$ 3,50. Atualmente, o valor é de R$ 1,70.

Presidente da Emurb na gestão anterior, a arquiteta Nádia Somekh afirma que a rapidez no uso do dinheiro era importante, para evitar que a Prefeitura perdesse uma boa oportunidade de investir no centro. “Além da questão do dólar, o uso rápido da verba permitiria aumentar as receitas captadas pelo Município”, diz.

Mesmo sem o dinheiro do BID, a Prefeitura não desistiu de fazer as obras. A atual gestão já anunciou que irá lançar em breve uma licitação para demolir os Edifícios São Vito e Mercúrio e o Viaduto Diário Popular, totalmente com recursos próprios.

A revitalização da Cracolândia – na região da Nova Luz – continua. Mas o Município desistiu de desapropriar os imóveis da área com dinheiro do BID e estuda uma maneira de resolver o imbróglio. Receberão dinheiro do banco apenas os projetos dos edifícios da Subprefeitura da Sé e da Prodam, além do plano das ruas comerciais.

A licitação para a construção de uma grande rotatória em torno do Parque D. Pedro II, a ser concluída com recursos do BID, está em análise pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Outro projeto ainda sem definição é o que prevê obras contra enchentes na região central.

25/03/2008 - 13:13h Buenos Aires acolhe exposição de Tarsila do Amaral

tarsila.jpg
Quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral; artista brasileira ganha mostra na Argentina

Efe, em Buenos Aires – Folha Online

O Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) iniciará sua temporada com uma mostra única sobre a artista brasileira Tarsila do Amaral, a exposição “Tarsila Viajante”.

A exposição, que começa no próximo sábado (29), inclui 80 pinturas, 60 desenhos e cadernos de viagem e reúne três obras mais emblemáticas: “Antropofagia”, “A Negra” e “Abaporu”, quadro o qual deu origem ao chamado movimento antropofágico. A mostra já foi exibida na Pinacoteca em São Paulo.

A pintora (1886-1973) manteve nos anos 1920 uma estreita relação com intelectuais argentinos como Jorge Luis Borges, e fora do Brasil sua obra só foi reconhecida em estreitos círculos culturais.

A mostra, que será inaugurada em Buenos Aires, vai ser “uma grande descoberta” para os argentinos, afirmou o curador-chefe do Malba, Marcelo Pacheco.

“Tarsila Viajante” recolhe obras que a artista produziu nos anos 1920 durante suas viagens por Europa, Brasil, a ex-União Soviética e o Oriente Médio.

Será a primeira vez que uma retrospectiva individual de toda a obra de Tarsila poderá ser vista na Argentina.

Pacheco disse que a exposição é uma oportunidade única para ver reunidas as obras fundamentais de Tarsila, uma das melhores artistas do século 20, e cuja particularidade é que a visão de suas obras permite entender o mundo contemporâneo.

“Tarsila tem a ver com a construção da cultura, da literatura, do cinema e da fotografia européia e latino-americana; do culto e do popular”, disse.

“Tarsila Viajante”, organizada pela curadora Regina Teixeira, ficará em exposição no Malba entre 29 de março e 2 de junho.

15/02/2008 - 09:18h Cai Guo-Qiang: Buddah, Mao e o terror

Civilización & Barbarie

2008_i_believe_01.jpg

Es el artista cuyas obras tocan el cielo.
Por su altura y por sus precios.Una obra de Cai Guo Qiang vendida por 5,8 millones de euros tiene el récord entre los artistas chinos.

Pertenecientes al colectivo de artistas chinos más prestigiosos, Cai (se dice Zai),efectivamente, es el más cotizado. Nació en Fujain en 1957 y actualmente reside ne New York.
Cai_Install_ph0035.jpg
Cai Guo-Qiang en plena faena en el museo

El próximo jueves 22 inaugura una retrospectiva de su obra en el Museo Guggenheim de New York: I want to believe (Quiero creer).

La exhibición acopia dibujos, videos, preparación de obras, instalaciones y tres de ellas son las estrellas de la muestra: Borrowing Your Enemy’s Arrows (1998), que consiste en un barco pesquero armado con 3mil flechas; Head on (2006), un conjunto de réplicas de lobos a punto de estrellarse contra una pared de vidrio; e Inopportune: Stage One (2004) , nueve coches suspendidos del techo del museo. Tres obras icónicas de quien ha mezclado sus tradiciones budistas con las cosmogonía taoísta y métodos de violencia terrorista.

(mais…)

10/10/2007 - 17:29h Matar al padre con arte

Una gran retrospectiva dedicada a la obra de Louise Bourgeois se inaugura hoy en Londres

PABLO GUIMÓN - Londres

Sucedió durante una agónica cena en la casa familiar de las afueras de París. El padre empezó con su habitual alarde de pedantería. Se mostró especialmente arrogante. La pequeña Louise cogió un pedazo de miga de pan y, ayudándose con saliva, moldeó la figura de su padre. A continuación, le amputó los miembros uno a uno con un cuchillo y se los comió. Para Louise Bourgeois, aquello fue su “primera solución escultórica”.

En esa mesa de comedor nació la vocación de una de las artistas vivas más importantes. Y aquella freudiana fantasía infantil de matar al padre resulta determinante para comprender su obra. “Mi trabajo es un exorcismo”, explica, a sus 95 años, por correo electrónico. “A través del arte, soy capaz de liberarme de la ansiedad que los recuerdos me producen”.

La artista volvería a aquella mesa de comedor, 50 años después, para realizar una de sus obras más emblemáticas, titulada La destrucción del padre (1974). Bourgeois vivía entonces en Nueva York. Compró en el mercado piernas de cordero y otros trozos de animales. Hizo réplicas de látex y las colocó sobre una mesa llena de bultos redondos y rosados. La mesa preside la claustrofóbica gruta que el espectador ve como un escenario de teatro. Ahí están, en la imaginación de la artista, ella misma, sus dos hermanos y su madre desmembrando y devorando a su padre.

La destrucción del padre ocupa el centro del recorrido por la obra de Bourgeois que propone la gran retrospectiva que se abre hoy en la Tate Modern de Londres. La muestra, coproducida con el Centro Pompidou, viajará después al museo parisiense y a Estados Unidos.

Ampliar

Spider- TATE MODERN

Louise Bourgeois

Ampliar

Louise Bourgeois- ROBERT MAPPLETHORPE FOUNDATION

Louise Bourgeois nació el día de Navidad de 1911 en París, y a los siete años se trasladó con su familia a una casa a las afueras de la capital, donde sus padres montaron un taller de restauración de tapices. Su trauma infantil entró por la puerta de casa en 1922. Se llamaba Sadie Gordon, una institutriz británica que el padre contrató para que enseñara inglés a los niños.

Al principio, Louise sentía un gran afecto por su institutriz. En 1923, cuando Sadie se había ido de viaje, Louise le escribió: “Mi querida Sadie: el otro día, cuando papá leía tu carta, dijo que siempre eras muy dulce. Y yo lo pienso también”. Hablaban de distintos tipos de dulzura: pronto Louise se dio cuenta de que Sadie era la amante de su padre, que vivía integrada en su familia y que dormía con él. Esa doble traición y su incomprensión hacia la actitud resignada de la madre marcaron a la artista.

La exposición muestra primero los cuadros que realizó al llegar a Nueva York, los llamados Femme-maison (mujer-casa). Figuras de mujer con la mitad inferior del cuerpo expuesto y la otra mitad atrapada en una casa. La casa como el lugar esencial de la mujer y, a la vez, su cárcel. Están las instalaciones que realizó a partir de 1980, las llamadas Cells, palabra que en inglés tiene el doble significado de célula y celda. El origen de la vida y su negación. Una de ellas muestra una reproducción en mármol de la casa familiar, encerrada en una enorme jaula metálica, con una amenazante guillotina encima. También están las arañas o mamás que realizó en los noventa. La araña-madre teje y repara, protege y da cobijo bajo sus patas. Pero, a la vez, su tamaño exagerado y su aspecto siniestro la convierten en una amenaza. Su poder simbólico crece si se recuerda la infancia de Bourgeois, con su madre tejiendo tapices en el taller familiar.

Inquietantes amebas amorfas, explícitos falos de mármol y de látex, figuras totémicas de madera. La exposición recorre, a través de más de 200 obras, los 70 años de producción de una artista inclasificable. Hoy, con 95 años, Bourgeois sigue creando, con ayuda de sus asistentes. “Siento que todavía tengo muchas cosas que decir, y sé que me queda mucho que aprender”, explica. “Trabajo cada día excepto los domingos, cuando recibo en casa a artistas para que muestren su trabajo”. Hacia el final de la exposición, en un cuadro realizado este mismo año y titulado De donde viene mi vocación, la artista reflexiona acerca de su fecundidad creadora. Sobre una cartulina, con letra de niña, escribe: “No es tanto de dónde viene mi vocación, sino más bien cómo se las arregla para sobrevivir”.

11/07/2007 - 13:43h La inspiración del ‘Guernica’

EVA LARRAURI - Bilbao - EL País

El Guernica no se presta. Su delicado estado de conservación, deteriorado por largos peregrinajes como símbolo del horror de la guerra y tratamientos de dudosa eficacia, ha sido la razón esgrimida desde que el cuadro de Picasso llegó a España, hace ya 26 años, para negar las sucesivas peticiones de exponer la obra de Picasso en el País Vasco. La contraoferta del Reina Sofía fue acceder a la solicitud del Ayuntamiento de Gernika (Vizcaya) para mostrar los bocetos del mural dentro de los actos la conmemoración del 70º aniversario del bombardeo que destruyó la villa en la Guerra Civil. El Museo de la Paz, en Gernika, inauguró ayer la exposición Picasso-Gernika. 70 aniversario, con 23 bocetos preparatorios del mural y la pintura Madre con niño muerto II (1937).

Boceto del mural de Picasso-Foto LUIS ALBERTO GARCÍA

Nunca antes el Reina Sofía ha prestado tantos bocetos del Guernica. A favor del préstamo ha jugado la perseverancia en la petición del cuadro desde el País Vasco y, sobre todo, la conmemoración del aniversario del bombardeo, aunque la exposición ha llegado con retraso al programa de actos que tuvo su punto álgido el pasado 26 de abril, la fecha del ataque de los aviones de la Legión Condor a Gernika.

En los bocetos se revela la gestación del mural, la forma en la que Picasso perfiló las figuras claves de la pintura, como el caballo, la cabeza de toro, y el rostro de la mujer, llorando presa del terror, y la composición de una de sus obras más importantes. “Los bocetos son la primera plasmación de la idea original”, dijo la directora del Reina Sofía, Ana Martínez de Aguilar. “Guardan la inspiración de Picasso y la esencia de la obra. En los bocetos se ve su metamorfosis”.

Impresionado por las noticias del bombardeo de Gernika, Picasso comenzó a trabajar en el mural que el Gobierno republicano le había encargado para el pabellón español de la Exposición Internacional de París el 1 de mayo de 1937. Cuando 10 días más tarde empezó a pintar sobre el lienzo había realizado una veintena de bocetos y estudios. Mientras realizaba el mural siguió experimentando. En la exposición se pueden ver los bosquejos sobre las manos del guerrero empuñando una espada realizados entonces y otras figuras que Picasso, finalmente, no utilizo en el Guernica. En 24 días Picasso tenía acabado el cuadro, un mural de casi ocho metros de largo por 3,5 de alto.

Guernica de Pablo Picasso (clique na tela para ampliar a imagem)

La exposición de los bocetos no acaba con la vieja reivindicación de exponer el Guernica en Gernika. El alcalde de la villa, José María Gorroño (EA), ha retomado la tarea de sus antecesores en el cargo. “Los bocetos son sólo un paso; el fin es ver el cuadro de Picasso en Gernika”, dijo. “No cejaremos en el empeño”.

El Museo Guggenheim Bilbao también sigue aspirando a exponer temporalmente el Guernica, a pesar de las sucesivas negativas que su pretensión ha cosechado. El Gobierno vasco lo pidió formalmente para la exposición inaugural del museo en 1997. La respuesta fue negativa pero avivó los deseos de contar con el mural en el País Vasco. Con el Guggenheim en marcha, las instituciones vascas contaban con el lugar ideal para mostrar el cuadro de Picasso inspirado por el bombardeo de Gernika y volvieron a pedirlo para celebrar el 70º aniversario de la obra. Otra negativa, pero no fue la última. El propuso en abril el estudio de nuevas soluciones técnicas al traslado. Y el Gobierno vasco anunció que insistirá “con motivo del 75º aniversario”.

19/06/2007 - 12:11h Dure réalité pour le Musée d’art naïf de Rio

Le Musée international d’art naïf de Rio de Janeiro, l’une des attractions culturelles de la ville, dans le quartier traditionnel de Cosme Velho, a lancé un SOS, après avoir fermé ses portes le 14 mars, faute de moyens.

“On ne pouvait plus continuer comme ça, à mendier de l’argent partout”, regrette le créateur de cette petite structure, Lucien Finkelstein, 75 ans, un Français habitant à Rio depuis 1948. Le musée a reçu douze mille visiteurs en 2006, pour moitié, des touristes étrangers. Sa collection, réputée, est souvent sollicitée à travers le monde. Pour continuer d’assurer son fonctionnement, il faudrait l’équivalent de 200 000 euros.

“Cette maison du XIXe siècle n’a jamais été adaptée, reconnaît la directrice et fille du fondateur, Jacqueline Finkelstein. La réserve n’est pas isolée, il y a des infiltrations, parfois des inondations, et les termites attaquent les tableaux.”

AVALANCHE DE COURRIELS

Le musée avait ouvert en 1995, dans la maison acquise par Lucien Finkelstein pour y présenter une petite partie de sa collection, six mille oeuvres glanées au hasard de ses voyages. “Le Brésil est devenu le centre de l’art naïf, car on y découvre encore de nouveaux peintres authentiques, de talent”, assure-t-il. Désireux de montrer au public ses peintures d’une centaine de pays, il en a fait don à sa fondation, installée dans le musée. La mairie de Rio s’était engagée à financer le projet par une subvention de 100 000 euros, irrégulièrement versée.

“La contrepartie exigée, la disponibilité pour les écoles publiques, coûte presque plus que la subvention”, assure Jacqueline Finkelstein, qui travaille bénévolement. Le musée avait publié plusieurs livres, mais il n’en a plus les moyens, pas plus que d’imprimer des brochures destinées aux touristes qui montent au Christ rédempteur depuis la gare voisine. Le SOS a provoqué une avalanche de courriels, des manifestations de solidarité et des propositions d’aide de deux entreprises, la compagnie pétrolière brésilienne Petrobras et la filiale locale de Michelin. “Un collaborateur du ministère de la culture est même venu de Brasilia. Mais en quatre ans, le ministre Gilberto Gil n’a jamais visité le musée et aucun représentant de la France ne s’est manifesté”, regrette Lucien Finkelstein.

Annie Gasnier pour Le Monde