04/11/2009 - 13:51h Sondagem da FGV mostra que o crescimento da produção no fim do ano será o maior dos últimos dez anos

Produção superaquecida para o Natal


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Márcia De Chiara – O Estado SP

A produção industrial prevista para o último trimestre deste ano está superaquecida, o que sinaliza um Natal forte e um início de 2010 acelerado nas fábricas. Metade das 1.065 empresas consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja crescimento da produção entre outubro e dezembro e apenas 4,3% delas programam redução. É o menor índice de indústrias que vão cortar a produção no último trimestre do ano desde 1980, o início da série.

Dos 14 gêneros industriais pesquisados pela sondagem em outubro, todos estavam com a produção prevista para o último trimestre do ano acima da média de dez anos para esse período, um resultado inédito. “A produção de outubro costuma ser menor que a de setembro”, observa o coordenador técnico da pesquisa, Jorge Ferreira Braga. Mas, neste ano, os resultados contrariaram a regra.

Segundo o economista, dois fatores explicam a mudança no padrão. O primeiro deles é atraso na produção da indústria, que primeiro tratou de se livrar dos estoques excessivos para depois acelerar a produção. O segundo fator é a própria sinalização de crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010, na casa de 5%, puxado pela demanda interna.

De setembro para outubro, o indicador de produção prevista para três meses, apurado pela FGV, descontadas as influências sazonais, cresceu 4,5%. O indicador leva em conta o saldo entre os porcentuais de empresas que apostam no aumento e na queda de produção.

Dos 14 gêneros pesquisados, 7 puxaram de forma acentuada o crescimento da produção prevista para o trimestre: minerais não metálicos, metalurgia, mecânica, material elétrico e de comunicações, material de transporte, têxtil e alimentos. Três desses gêneros atingiram o maior nível de produção prevista para três meses apurado pela FGV num mês de outubro.

Segundo a pesquisa, 57,4% das indústrias de minerais não metálicos, itens usados principalmente pela construção civil, acreditam que a demanda será maior até dezembro e só 3,2% delas, menor. A Eternit, por exemplo, fabricante de telhas e caixas d”água, trabalha com mais de 90% de uso da capacidade nas 5 fábricas. “Estamos praticamente sem estoques nas fábricas”, afirma o presidente da companhia, Elio A. Martins.

O empresário explica que o que o que está puxando atualmente a demanda por seus produtos é o consumo “formiga”. “É a autoconstrução, a reforma”, exemplifica. A população de baixa renda responde por 80% desse consumo. Segundo Martins, o quadro de abastecimento deve ficar mais apertado no ano que vem quando entrar em operação o programa habitacional do governo. Por isso, ele já estuda investimentos em aumento de produtividade.

A indústria mecânica, que inclui dos bens de capital que começam a reagir à linha branca (geladeiras e máquinas de lavar, por exemplo), é outro setor que está super otimista, com 58,1% das empresas planejando alta da produção no trimestre.

Beneficiadas pela prorrogação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos, os fabricantes da linha branca vão acelerar o ritmo das fábricas. A Mabe, dona das marcas GE e Dako, por exemplo, vai ampliar em 25% a produção no último trimestre deste ano em relação a 2008. “Com certeza, será o maior trimestre de vendas da companhia no Brasil”, afirma o presidente da companhia para o Mercosul, Patricio Mendizabal. Ele observa que “os estoques da empresa estão abaixo do adequado para encarar a temporada”.

Na concorrente Whirlpool, donas das marcas Brastemp e Consul, o otimismo se repete. O diretor de Relações Institucionais, Armando Ennes do Valle Júnior, diz que o crescimento da produção no último trimestre deste ano deve oscilar entre 13% 15% em relação a 2008, que foi uma base baixa por causa da crise. Na comparação com igual período de 2007, o acréscimo varia entre 8% e 9%. “Teremos um começo de ano aquecido”, prevê o executivo, lembrando a recuperação da renda, do emprego e da oferta de crédito.

Até o setor têxtil, tido como “patinho feio” da indústria por perder mercado para os importados, deu a volta por cima. A sondagem revela que 31,5% das empresas do setor planejam aumentar a produção no último trimestre deste ano. A Stenville Têxtil, por exemplo, trabalha hoje usando 100% da capacidade de produção da fábrica de Jundiaí (SP). “A reação da economia foi muito rápida”, afirma o sócio diretor, George Tomic. O motor da reação é a reposição de estoques no varejo e as boas perspectivas para 2010.

29/09/2009 - 11:05h Natal deve criar 130 mil vagas de temporários

Márcia De Chiara – O Estado SP

A contratação de trabalhadores temporários para as lojas de shopping centers neste Natal será recorde. O setor vai abrir 130 mil vagas neste ano, um número 30% maior em relação à mesma data de 2008, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).

O otimismo dos lojistas por causa das melhores condições de crédito e do aumento da renda no bolso do consumidor explica parcialmente o crescimento do número de contratações neste ano. Segundo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, houve um aumento significativo de lojas nos últimos 12 meses, o que ampliou a necessidade de trabalhadores temporários para o fim de ano.

De acordo com os números da entidade, 26 novos shoppings vão entrar em funcionamento até dezembro deste ano e pelo menos 29 passaram por reformas que expandiram a área de vendas e o número de lojas em 2009. Com isso, serão necessários não apenas funcionários para as lojas, mas também para o setor de limpeza e infraestrutura, observa Sahyoun, explicando que a projeção inclui esse tipo de trabalhador.

Ele conta que muitas empresas já iniciaram o processo de seleção este mês e o salário médio fixo de vendedor é de R$ 673 na cidade de São Paulo. “Com as comissões, é possível tirar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil”, diz o presidente da Alshop. No momento, ele não vê dificuldade para recrutar mão de obra. “Existe muita gente desempregada, a economia está crescendo, mas o mercado não está eufórico.”

27/12/2008 - 14:08h Temporada de Natal nos EUA termina no vermelho

Vendas caíram entre 5,5% e 8% em comparação a 2007, segundo dados preliminares

Exceção foi Amazon; o site de comércio eletrônico diz ter tido o melhor ano desde sua criação, ajudado pelo mau tempo no fim de ano

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SÉRGIO DÁVILA – FOLHA SP

DE WASHINGTON

A temperatura fez sua parte e proporcionou um Natal branco (de neve) em várias partes do país, mas os comerciantes americanos tiveram de se contentar com o balanço do feriado no vermelho: segundo dados preliminares, as vendas de Natal caíram entre 5,5% e 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Mesmo se excluídos gastos com combustíveis e automóveis, ambos em queda livre por conta da crise, ainda assim as vendas baixaram entre 2% e 4%. Os lojistas americanos consideram “Natal” o período de 1º de novembro a 24 de dezembro. Esses 54 dias respondem por entre 30% e 50% das vendas anuais, daí o estrago potencial da queda anunciada, ampliado pelo fato de o consumo girar 70% da economia americana, hoje em recessão.
Os dados divulgados ontem são da SpendingPulse, uma divisão da MasterCards Advisors, por sua vez subsidiária da operadora mundial de cartões de crédito. Segundo o levantamento, que compila vendas não só por cartão, mas também cheque e dinheiro, os itens eletrônicos puxaram a queda, com 27%, seguidos de roupas femininas, com 23%, masculinas (14%) e calçados (13,5%).
“Um ambiente econômico complicado combinado à meteorologia desfavorável na última semana fizeram do final de 2008 um dos piores períodos de compras em décadas”, disse Michael McNamara, vice-presidente de pesquisa e análise da SpendingPulse. Os dados oficiais do governo saem só em 9 de janeiro, mas o antecipado ontem preocupou o mercado.
Uma exceção foi a Amazon. O site de vendas online anunciou que este final de ano foi o melhor desde a criação da empresa por Jeff Bezos, em 1994. No melhor dia, 15 de dezembro, foram vendidos 6,3 milhões de itens, o que dá 73 vendas por segundo, e despachados 5,4 milhões de mercadorias, ou 62,5 entregas/segundo.
Entre os mais vendidos, estão o game Wii, da Nintendo, o laptop Aspire One, da Acer, a TV LCD de 52 polegadas da Samsung, o iPod touch de 8 giga, da Apple, o jogo Blokus e o óculos de visão noturna Eyeclops, na seção de brinquedos.
Com a notícia, as ações da Amazon tiveram alta de 5,8% pré-abertura do pregão da Bolsa. O tempo ruim ajudou o comércio eletrônico, disse McNamara, da SpendingPulse, ao forçar as pessoas a fazer suas compras em casa. O setor foi um dos que sofreram a menor queda em relação ao mesmo período de 2007, com baixa de 2,3%, segundo o levantamento.
Com o quadro pouco animador, algumas lojas planejavam cortes nos preços de itens populares neste fim de semana como maneira de atrair clientes para compras em gerais. É o caso da gigante Wal-Mart, que começa a vender amanhã em suas 2.500 lojas o cobiçado iPhone 3G de oito giga por US$ 197 (R$ 467) e o de 16, por US$ 297 (R$ 704). O tamanho do desconto? Dois dólares por item.
Em Washington, no cruzamento da avenida Wisconsin com a rua M, o coração comercial de Georgetown, o movimento era menor do que na chamada Sexta-Feira Negra, que é o dia após o feriado de Ação de Graças, que neste ano caiu em 27 de novembro, mas as lojas também não estavam às moscas. Ajudava o fato de a temperatura, que nos dias anteriores chegara aos nove graus negativos, ter ficado nos cinco positivos.

27/12/2008 - 12:45h Vendas de Natal têm crescimento moderado

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Sondagens preliminares apontam aumento real no faturamento de até 5%

Márcia De Chiara – O Estado SP

Às custas de muita promoção, o comércio conseguiu espantar o baixo-astral da crise e as vendas de Natal tiveram crescimento moderado. Duas sondagens sobre faturamento divulgadas ontem revelam alta de 3,5% e 5% na receita na comparação com o Natal de 2007, que foi o melhor da década.

O crescimento modesto nas vendas pode ser um bom presságio para indústria no primeiro trimestre de 2009, porque sinaliza uma reposição dos estoques ainda em meados de janeiro. A volta às compras de grandes redes varejistas logo no início do ano era algo impensável para vários industriais que cogitavam reduzir a produção no período. De toda forma, o desempenho positivo do Natal não deve interromper a forte onda de promoções que ocorre ininterruptamente desde novembro.Ontem, por exemplo, várias redes varejistas anunciavam descontos de até 70%.

“O varejo pode festejar os resultados em razão dos problemas que tivemos”, afirma o presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. Sondagem preliminar feita pela entidade indica crescimento real de 3,5% no faturamento do Natal deste ano em relação ao de 2007.

É bem verdade que os segmentos com maiores taxas de crescimento foram exatamente os de produtos de menor valor, como óculos e acessórios (14%) e perfumaria e cosméticos (9%), enquanto os bens duráveis, como eletrônicos, ampliaram em 4% o faturamento. Esse resultado é coerente com o valor médio da compra de Natal, que neste ano ficou 20% abaixo do registrado em 2007, observa Sahyoun. Com faturamento que deve atingir R$ 75,2 bilhões este ano, os 689 shoppings brasileiros respondem por 25% das vendas no varejo.

Outra sondagem feita com 90 lojistas pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) aponta crescimento de 5% no faturamento no Natal, superando em um ponto porcentual a sondagem prévia. O destaque foi para artigos de vestuário e calçados, que cresceram 6% na comparação anual, enquanto itens de maior valor, como eletroeletrônicos, tiveram acréscimo de 2% nas mesmas bases de comparação. Emprego e renda em alta garantiram esse resultado, segundo avaliação da entidade. Sem a crise financeira, haveria espaço para crescimento maior, diz o comunicado da Fecomércio.

“O desempenho do Natal foi razoável, considerando que a base de comparação é forte”, afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Segundo o Indicador Serasa de Nível de Atividade do Comércio, o volume de negócios entre os dias 18 e 24 de dezembro cresceu 2,8% em todo o País em relação ao mesmo período de 2007, quando o acréscimo havia sido de 5,3%. Na cidade de São Paulo, a alta foi de 1,1%.

Almeida destaca que o movimento de vendas nas cidades do interior do País superou o das capitais, cuja a população está mais atenta para as notícias sobre a crise financeira. Ele atribui o resultado positivo ao parcelamento oferecido pelas lojas.

“Ainda houve oferta de crédito neste Natal, mas com prazos reduzidos”, diz o economista. Com juros em alta e o risco crescente de desemprego, ele alerta que a inadimplência deverá aumentar no primeiro trimestre de 2009.

Os números da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram queda de 1,4% em dezembro no número de consultas para vendas a prazo em relação a igual período de 2007. Nos negócios com cheque à vista ou pré-datado, houve alta de 4,7% no número de consultas. Na média dos dois sistemas, o volume de consultas cresceu 1,65%, resultado tido como “razoável” pelo economista da ACSP, Emílio Alfieri.

Nos supermercados, as vendas de Natal também não decepcionaram. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) aponta crescimento de 4% real na receita de vendas deste Natal ante a mesma data de 2007. “Esse desempenho foi alcançado por conta de muita promoção e redução de preço”, ressalta o vice-presidente da entidade, Martinho Paiva Moreira.

26/12/2008 - 20:12h Vendas do varejo no Natal superam o recorde de 2007

As vendas do varejo no Natal de 2007 foram as melhores dos últimos dez anos. As de 2008 estão acima do ano precedente. Os dados são da Associação Comercial de São Paulo.

Comércio registra alta de 2,8% nas vendas no país, diz Serasa.

Nos shoppings, o avanço das vendas foi de 3,5%

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) divulgou os números das vendas nos shoppings no período do Natal, que mostraram um aumento real (já com o ajuste da inflação) de 3,5%.

Pois bem, a manchete no site da Globo é: “Vendas no Natal ficaram abaixo do previsto”. Na Folha Online é: “Vendas com carnê caem, mas cheque salva Natal”.

A Folha Online tem também outra informação:

“As vendas na temporada de compras de fim de ano nos EUA tiveram uma queda entre 5,5% e 8% em 2008, na comparação com 2007, segundo dados preliminares levantados pela SpendingPulse, divisão da MasterCard Advisors que compila dados de compras pagas com cartões de crédito e cheques.”

A população parece ter levado em conta a sugestão dada pelo presidente Lula no seu discurso de fim de ano:

“E você, meu amigo e minha amiga, não tenha medo de consumir com responsabilidade. Se você está com dívidas, procure antes equilibrar seu orçamento. Mas, se tem um dinheirinho no bolso ou recebeu o décimo terceiro, e está querendo comprar uma geladeira, um fogão ou trocar de carro, não frustre seu sonho, com medo do futuro.
Porque se você não comprar, o comércio não vende. E se a loja não vender, não fará novas encomendas à fábrica. E aí a fábrica produzirá menos e, a médio prazo, o seu emprego poderá estar em risco.
Assim, quando você e sua família compram um bem, não estão só realizando um sonho. Estão também contribuindo para manter a roda da economia girando. E isso é bom para todos.”

25/12/2008 - 12:00h Feliz Natal? Sim, Feliz Natal

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Alberto Tamer – O Estado SP

É Natal, é dia de paz, é dia para ser feliz. Nada de notícias desagradáveis que perturbem a nossa festa familiar. Nada dos números sombrios que povoam a coluna desde outubro.

Mas será mesmo possível ficar tranqüilo com a recessão que fustiga o mundo? Sim. É só olhar para o que ocorre lá fora e o que ocorre aqui, no Brasil.

Nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, na Rússia, na Finlândia, em todo o Leste Eurpeu, tudo vai mal. Economias entram em recessão, o comércio entre os países definha, o desemprego aumenta de forma assustadora. Ninguém confia em ninguém porque ninguém sabe o que vai acontecer num futuro que já está aí.

Aqui, sem dúvida alguma, o quadro é outro. E vejam bem que nem usei o advérbio “ainda”, que geralmente levanta restrições.

Sim, estamos indo até bem em meio à tempestade que pressagia furacões selvagens que arrasam as economias mais sólidas.

Quem afirma isso, agora, não é mais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sempre otimista, ou seus ministros, mas o Banco Central. Sim, o Banco Central realista que conseguiu manter-se isento na onda de afirmações e desmentidos sobre a invulnerabilidade da economia nacional. Ele foi sempre muito severo, sempre disse e agiu como tinha de agir, não mentiu nem uma vez.

Pelo contrário, desdisse a todos no governo que, com suas previsões ligeiras, incluindo as do Lula, classificavam como marola as ondas gigantescas que se formavam lá fora. E agora desdiz, mais uma vez, ao prever um crescimento menor do que o governo projeta para 2009.

Sempre pediu, pregou e agiu com realismo.

Pois é, o Banco Central que está dizendo agora que nossa economia será afetada, sim, vai crescer menos, mas está conseguindo reagir bem. Nós e a China. Ninguém mais.

Nós podemos crescer 2,3%, ao contrário do que afirma o governo, mas os outros beiram crescimento zero.

O relatório do último trimestre do Banco Central não chega a ser otimista, mas afasta qualquer pessimismo prematuro. Não foi um ano festivo, mas não foi também trágico. Tivemos três trimestres bons e estamos tendo um quarto apenas regular. É isso o que dizem os técnicos do Banco Central.

2,2 MILHÕES DE EMPREGOS

Afinal, foram criados no País, 2,2 milhões de empregos até novembro, enquanto nos Estados Unidos estão perdendo quase 2 milhões.

Aqui, foram fechadas 40 mil vagas em novembro. Nos Estados Unidos, foram 550 mil só em um mês.O mercado interno lá e na Europa recua há meses jogando a economia na recessão. Aqui, ainda está aquecido. Sei que comparações como essa não adiantam muito, mas revelam que temos, neste momento, uma economia mais resistente.

Tudo indica que vamos ser menos feridos pela crise que se alastra mundo afora, mas podemos evitar a recessão.

ESPÍRITO DE NATAL? NÃO

Talvez o leitor mais crítico possa achar que estou contaminado pelo espírito de Natal, que vejo tudo sob o olhar das estrelas que iluminam o presépio de Jesus. Sei que encontram, nas entrelinhas, algumas contradições com colunas anteriores, mas estou sendo sincero com vocês.

Nosso Natal será um Natal mais feliz se compararmos com outros que o mundo está vivendo, imerso no desemprego crescente, na recessão. Posso afirmar que está sendo um bom Natal. Há sombras que se aproximam, mas estamos preparados para que não escureçam tanto nosso futuro.

Pode parecer pouco, mas é muito.

FELIZ NATAL, LEITOR AMIGO!

Por isso, leitor, estou tranqüilo ao dizer que há riscos sim, mas estamos bem, muito mesmo se pensarmos como poderíamos estar, se nada tivesse sido feito.

Não vou dizer que estamos bem porque poderíamos estar pior. Não, não.

Estamos bem porque você, leitor, vem sustentando a demanda interna, e você, empresário, investe menos, mas não deixou de investir. Há cautela, sim, mas há confiança também em que, juntos, vamos superar o que pode vir. Confiança em que poderemos enfrentar esta crise e nos sairmos bem.

Por isso, leitor amigo e fiel, que tem me acompanhado nestes 15 anos de coluna pelos caminhos de Londres, Paris, Genebra, Bruxelas, estou tranqüilo ao desejar a você e à sua familia,muita paz e alegria neste Natal em que se renovam a fé e a esperança no nosso futuro, no futuro do Brasil.

Seja Feliz , meu amigo.

Muito feliz.

*E-mail: at@attglobal.net

24/12/2008 - 19:35h Feliz Natal

Os três tenores – Pavarotti Domingo Carreras – Silent Night

24/12/2008 - 17:41h Blue Christmas

Elvis Presley

24/12/2008 - 17:00h Bom Natal para todos

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22/12/2008 - 19:35h Mean Girls

Christmas Song & Dance

22/12/2008 - 19:09h Noël des enfants du Monde

21/12/2008 - 19:20h Happy Christmas (War Is Over)

John Lennon

21/12/2008 - 18:08h THE FIRST NOEL

KENNY ROGERS AND BOYZ II MEN