17/06/2008 - 19:54h Tucanos pró-Kassab racham partido em chapa contra Alckmin

Grupo do PSDB que apóia prefeito de SP registrou chapa nesta terça-feira no diretório municipal

jose-serra.jpgalckminkassab.JPG

Carmen Munari, da Reuters - Portal Estado.com.br

SÃO PAULO - Está formalizado o racha no PSDB de São Paulo. O grupo do partido que apóia a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição registrou chapa no diretório municipal nesta terça-feira, que vai disputar a indicação com o ex-governador Geraldo Alckmin. A proposta, assinada por 424 delegados do total de 1.344, é encabeçada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e pelo líder da bancada tucana na Câmara Municipal, Gilberto Natalini. Dos 12 vereadores do partido, apenas um apóia Alckmin.

O diretório municipal tem até 48 horas para enviar o registro da chapa à direção nacional do partido, em Brasília, que tem direito à última palavra.

“A prefeitura de São Paulo é um governo nosso, em aliança com o DEM. A bancada do PSDB é a favor da gestão Kassab”, disse Natalini, ao registrar a chapa, acompanhado de 10 vereadores.

O prazo para o registro terminava nesta terça-feira, cinco dias antes da convenção marcada para domingo, 22.

A disputa entre as duas correntes se estende há meses. Em maio, no entanto, Geraldo Alckmin conseguiu a indicação do partido em reunião marcada por fortes protestos dos kassabistas.

No sábado passado, a candidatura de Kassab foi formalizada em convenção do DEM, que contou com a presença dos políticos tucanos que o apóiam. O governador em exercício Alberto Goldman compareceu representando José Serra. Em viagem ao exterior desde o dia 11 de junho, Serra vem trabalhando nos bastidores pela candidatura Kassab.

PSDB e DEM elegeram Serra prefeito e Kassab como seu vice em 2004. Em 2006, Kassab assumiu a prefeitura quando Serra disputou e venceu a disputa pelo governo do Estado. Os tucanos mantiveram forte presença na máquina da prefeitura, em secretarias e demais órgãos.

Além do DEM, Kassab tem o apoio do PMDB, PR e PV. Enquanto a candidatura Alckmin fechou com o PTB, que ocupará a vice.

Na esperança de obter o apoio do PSDB, o vice na chapa de Kassab ficou em aberto até a convenção tucana. Se esta hipótese não se concretizar, o PMDB ocupará a vice.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, interferiu na disputa paulistana e chamou os dissidentes a Brasília na semana passada, sem sucesso.

O que está em jogo nesta disputa é o apoio do DEM à possível candidatura de Serra à Presidência da República em 2010. O tucano quer garantir a adesão do parceiro político e preferiria ver Alckmin como candidato ao governo do Estado. Para o DEM, a conquista da capital paulista daria um forte impulso ao partido, que tem apenas um governador (Distrito Federal) e perdeu participação parlamentar nas últimas eleições.

Pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo mostram Kassab em terceiro lugar na disputa. Marta Suplicy (PT) e Alckmin lideram em empate técnico.

17/06/2008 - 12:02h Silêncio nas fileiras, exige Lobo aos serristas, que se recusam a ser cordeiros

http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/42152000/jpg/_42152622_alckmin_ap416.jpg
Dificilmente voltaram a estar juntos no palanque

Silêncio nas fileiras. No ninho tucano está proibido piar contra o tucano mor.

A vida partidária no PSDB atingiu o patamar da impossibilidade da convivência. Numa decisão inusitada e profundamente antidemocrática a Executiva municipal do PSDB e seu presidente, José Henrique Reis Lobo, decidiu que para poder ser candidato a vereador pelo partido é necessário estar a favor da candidatura Alckmin. Quem discordar não poderá fazer parte da chapa tucana nas próximas eleições.

Imaginem se fosse no PT o que os jornais diriam!


Acontece que dez dos doze vereadores do PSDB não concordam em que Alckmin seja candidato. Ao mando de Serra e Goldman, governador e vice-governador tucano, os vereadores serristas defendem a candidatura do pefelista Kassab e querem debater e votar na convenção. Este direito deles é constrangido pela determinação draconiana da executiva. Eis a democracia tucana em ação!

Por sua vez Alckmin ameaçou deixar o PSDB caso os serristas continuassem apregoando o apoio a Kassab, alguns indicam que poderia migrar com seus apoiadores para o PSB após as eleições, mas isto é só um rumor. Em todo caso a conversa com Goldman deixou pairar a divisão do PSDB como ameaça alckminista.

O jogo de ambição pessoal, manobras e guerra suja esta permitindo que a verdadeira cara dos tucanos de São Paulo aflore a luz do dia. Intolerantes com as divergências, ausência de democracia partidária e ambição pelo poder são algumas das suas características. E a mídia não pode fazer nada para mascarar esta realidade. LF

A seguir o artigo da Folha

Bancada leva hoje chapa pró-Kassab a tucanos

Dez vereadores apresentam proposta contra a candidatura Geraldo Alckmin

Presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam a manutenção de aliança

CATIA SEABRA
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Sob forte pressão -que inclui a ameaça de perda da legenda-, 10 dos 12 vereadores do PSDB decidiram apresentar hoje chapa de oposição à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura. Ontem mesmo, a Executiva Municipal do partido fixou as regras para o caso de disputa na convenção de domingo, com dez fiscais e dois apuradores de cada lado.

Mas, ainda assim, o comando estadual do PSDB faz, na manhã de hoje, uma última tentativa para demovê-los da briga.

Pela estratégia, traçada pelos vereadores ontem num almoço, a bancada terá que protocolar lista com assinatura de 20% dos convencionais do partido.

Só assim poderão submeter seus nomes à convenção para as próximas eleições. É que, em mais um lance da disputa interna do PSDB, o presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Lobo condicionou a vaga dos vereadores ao apoio à candidatura Alckmin. Para autorizar a inscrição de seu nome na chapa do partido, os vereadores teriam de assinar documento de apoio a Alckmin.

“Essa é a chapa oficial da Executiva do PSDB, com Geraldo Alckmin e 82 candidatos a vereador. Se a bancada quer lançar outro candidato à prefeitura, vai ter que pagar o preço”, avisou Lobo. Até ontem, apenas dois vereadores tucanos tinham concordado: Tião Farias e Gilson Barreto. Os outros dez se recusaram a assinar.

Como hoje é o prazo final para apresentação de chapas para a convenção, os vereadores prometem apresentar duas listas. Uma -com 30% de assinatura dos convencionais do partido- proporia o apoio a Kassab. A outra -com 20%- garantiria espaço aos kassabistas na chapa para a Câmara.

Pelos cálculos dos vereadores, seriam necessários menos de 90 votos para a inscrição de seus nomes na chapa.

“Vamos bater chapa. O Lobo não pode usar desses expedientes capciosos. Isso é muito feio, é mal cheiroso”, atacou o líder do PSDB, Gilberto Natalini.

Hesitação

Segundo o vereador Juscelino Gadelha, “a tendência é ir até o fim”. Mas, preocupado com a pressão, o vereador José Rolim já demonstra hesitação: “Temos que ouvir os grandões”.
Hoje, os vereadores voltam a se reunir para discutir sua estratégia. Temendo prejuízos para o governador José Serra, o secretário municipal Andrea Matarazzo também vai procurar os vereadores. “Até 30 minutos antes, tudo é possível”, disse Adolfo Quintas.

Além da pressão da direção nacional, o presidente estadual do PSDB, o deputado federal Mendes Thame, voltou à carga contra os kassabistas. Numa reunião na tarde de ontem, Thame disse que será uma “hecatombe” o enfrentamento dos dois grupos na convenção.

Presente à reunião da Executiva estadual, o secretário Walter Feldman disse que a decisão da bancada “é irreversível”.

04/06/2008 - 09:31h O cala boca do Lobo aos tucanos serristas

ELEIÇÕES 2008 / SÃO PAULO

Presidente do PSDB-SP pede fim de disputa

Tucanos reúnem nomes em lista para levar proposta de aliança com Kassab à convenção; José Henrique Lobo ameaça deixar cargo

Lobo diz não querer presidir metade do partido; Alckmin esteve com pré-candidatos a vereador para discutir aliança tucana com o PTB

tucano_bicofechado.jpg

FERNANDO BARROS DE MELLO - FOLHA SP

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente do PSDB municipal, José Henrique Reis Lobo, enviou ontem um e-mail pedindo para que delegados do partido não assinem a proposta de manutenção da aliança com o DEM, tendo o prefeito Gilberto Kassab na cabeça de chapa e o PSDB na vaga de vice.
A Folha publicou no último domingo que kassabistas têm assinaturas suficientes de delegados votantes para levar a proposta da aliança à convenção do partido, no dia 22.
“O que eu quero é pedir-lhe para não assinar nenhuma lista de apoio a que se leve à convenção qualquer proposta que não seja a da candidatura de Geraldo Alckmin à prefeito”, escreveu Lobo ontem.
“Se, por qualquer razão, você já assinou, nada impede que reconsidere a sua decisão, simplesmente transmitindo isso a quem o procurou, ou, se isso lhe trouxer algum constrangimento, mandando à Executiva uma carta solicitando que ela, como instância adequada, retire o seu nome da lista de apoiadores da proposta.”
Segundo o presidente municipal, o “PSDB corre o risco de sair ferido mortalmente”. Lobo esteve na noite de anteontem com vereadores e admitiu até mesmo deixar a presidência.
“É uma hipótese, que acho que não vai ser preciso acontecer. Mas eu não gostaria de ser presidente de metade de um partido”, afirmou.
Classificando-se de um “homem de paz”, Lobo escreveu ser amigo daqueles que defendem a tese contrária.
Dos 12 vereadores tucanos, 11 defendem a manutenção da aliança com Kassab, preservando Alckmin para ser o candidato tucano ao governo do Estado, em 2010.
“Quem tem assinado pela tese da aliança está fazendo por livre vontade e por opção política”, disse Gilberto Natalini, líder da bancada.
“Não acredito que o apelo do presidente Lobo terá qualquer resultado sobre a consciência daqueles que assinaram. As circunstâncias marcham para uma disputa democrática na convenção”, completa.

Proporcionalidade
Ontem pela manhã, Alckmin se reuniu com aliados que são pré-candidatos a vereador. Eles discutiram as possíveis dificuldades de uma coligação proporcional com o PTB, que poderia retirar cadeiras do PSDB na Câmara. A Folha apurou que no encontro Alckmin alegou que a aliança pode ser boa para os tucanos e que o próprio PTB pode rever a idéia de coligação proporcional.
O vereador Farhat, líder do PTB, no entanto, rebateu: “Para nós, casamento tem que ser no civil e no religioso”.

28/05/2008 - 14:54h Tucano serrista: ameaça de tucano alckminista “é coisa de fascista”

L'image “http://blog.estadao.com.br/blog/media/blog.briga%20120_03.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.

Kassabistas rechaçam ameaça de punição

Apesar da advertência do Conselho de Ética do PSDB, vereadores tucanos vão a evento com Gilberto Kassab

CATIA SEABRA e JOSÉ ALBERTO BOMBIG - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Um dia depois de o presidente do Conselho de Ética do PSDB, Afonso Camargo (PR), advertir os kassabistas do partido, vereadores tucanos prestigiaram o palanque do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e reafirmaram apoio à aliança com os democratas. Pouco antes da solenidade de ontem - o 25º evento público oficial com a presença de Kassab e do governador José Serra - eles reagiram às ameaças de Camargo.

Chamando de absurda a ameaça de punição, o vereador Adolfo Quintas disse que defende o apoio a Kassab por causa de um acordo patrocinado pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). E ironizou: “Língua não tem osso. Cada um fala o que quer”.

“Ele que nos enquadre. Nós nos defendemos”, reagiu o vereador Ricardo Teixeira.

Na véspera, após reunião de deputados federais em defesa da candidatura Alckmin, Camargo disse que o apoio a Kassab “é um problema de disciplina”. Líder da bancada de vereadores, Gilberto Natalini, rebateu. “Ele está com a boca torta de saudades da ditadura, quando foi senador biônico. Um partido tem que ter fidelidade, e teremos após a convenção. Disciplina é coisa de fascista”.

Poupando Camargo, de quem é amigo, o secretário de Esportes, Walter Feldman, disse estranhar a presença de deputados de outros Estados para manifestar opinião contrária à dos vereadores. “O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), disse que não haveria nacionalização. Se não, teríamos que fazer um debate sobre Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia…”.

Já no palanque - durante cerimônia de transferência do Ceret (Centro Esportivo e Recreativo do Trabalhador do Estado) para a prefeitura - Feldman disse que tem orgulho de participar do governo Kassab.

Ao lado de Serra, Kassab disse que, daqui a um ano, de volta ao parque, terá condições de fazer novas transformações. Hoje, os dois estarão na 26ª cerimônia conjunta do ano.

Oito vereadores da região do Tatuapé, cinco deles tucanos, foram ao evento.

Mais tarde, ao anunciar aliança com o pequeno PSL, o que garantirá cerca de 30 na TV, Alckmin minimizou os problemas com a bancada.

21/05/2008 - 19:28h Guerra aberta no PSDB

alckmin_serra.jpg

Alckmistas preparam ato em favor de candidatura própria com presença de deputados federais

WANDERLEY PREITE SOBRINHO - colaboração para a Folha Online

O grupo de apoio ao pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, está preparando uma grande manifestação na capital paulista com a presença de deputados federais do partido que prometem defender candidatura própria do partido na cidade. A intenção dos partidários do ex-governador é mostrar que o PSDB é favorável a Alckmin, ao contrário do que defendem 11 dos 12 vereadores da sigla na Câmara Municipal, apoiadores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

A manifestação deve contar com a presença de 30 deputados federais de todo o Brasil, com as executivas estadual e municipal e com a militância favorável à candidatura própria. O encontro estava marcado para quinta-feira passada (15), mas foi adiado para o próximo dia 30.

Segundo o secretário dos Esportes de Kassab, Walter Feldman (PSDB), a iniciativa de Alckmin dividirá ainda mais o partido. “Não é correto levar para a esfera federal um debate municipal. A executiva nacional do partido já se posicionou contrária a esse tipo de interferência”, disse.

Vereadores

Enquanto o pré-candidato pede apoio da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados, na Câmara Municipal a oposição ao seu nome vem crescendo. Os vereadores e pré-candidatos estão preparando uma manifestação contrária à aliança proporcional do PSDB com o PTB.

“Estamos amadurecendo a idéia de nos manifestarmos de uma forma pública contra a coligação proporcional”, disse o vereador Gilberto Natalini (PSDB), líder da bancada. “Se a coligação for proporcional, nós teremos pelos menos seis vagas tomadas pelo PTB, enquanto os pré-candidatos perdem a chance de eleição.”

O tipo de coligação entre os partidos ainda está indefinido. O PTB não abre mão da proporcional, mas o PSDB ofereceu apenas a majoritária. “Por enquanto a coligação é majoritária, mas a proporcional ainda está em discussão”, afirmou o pré-candidato na segunda-feira passada depois do anúncio da aliança entre os partidos.

16/05/2008 - 15:35h O Transporte coletivo e o Sofrimento do Povo

“As questões maiores são a mobilidade, o sofrimento do povo com o transporte coletivo, com o trânsito, que piora gradativamente.”

http://img201.imageshack.us/img201/7415/050707002gj9.jpg

Ao contrário do que pode parecer não se tratam de palavras de algum político de oposição ao atual governo municipal (DEM-PSDB). É uma frase do ex-governador Alckmin em entrevista à Folha no dia 10/05/2008 que reconhece que é catastrófica a situação gerada pela falta de políticas de transporte da atual Prefeitura e dos 14 anos de Governo do Estado do seu PSDB.

Já o Vereador Natalini (em artigo publicado na Folha em 07/05/2008) apresenta a gestão de transporte como um sucesso, ainda que para isso tenha que apresentar como feitos, obras que ainda estão no papel: Expresso Tiradentes, Corredores Celso Garcia e Berrini, reforma de sete corredores, monitoramento dos ônibus, restrições de caminhões, linhas de metrô.

O Vereador tenta encobrir aquilo que o candidato do seu próprio Partido não nega, a situação é dramática e o povo sofre com a inércia das autoridades e a falta de planejamento.

Longe de nós querer dar lições aos tucanos. Mas a experiência e o bom senso indicam que em primeiro lugar deve estar uma opção política: priorizar ou não o transporte público em detrimento do transporte individual.

A nossa opção foi priorizar o transporte público por que consideramos que não há espaço físico para o crescimento do transporte individual e os recursos de infra-estrutura da Prefeitura devem ser direcionados para a implantação de um sistema de transporte rápido, confortável e barato. Um sistema para toda a população. Esse sistema deve ser baseado numa extensa rede metroviária que atinja a periferia da cidade. Deve ter como complemento, uma rede muito mais extensa de corredores de ônibus de grande capacidade. E por fim uma rede capilar de pequenos veículos que permitam o acesso rápido à rede de transporte.

O que une essas três partes é o Bilhete Único, que foi implantado pela gestão Marta Suplicy e que vem tendo sua utilização dificultada pela atual gestão: não pode mais ser recarregado nos ônibus e com a demora das viagens muitas vezes não permite sua utilização posterior. Por fim, a tarifa deve ser o mais barata possível – e o atual Governo já acertou sua elevação para R$ 2,50 após as eleições, é claro.

Mas o transporte é mais que isso. Temos que cuidar da CET que - apesar de nunca ter tido tantos recursos como neste Governo! – não tem rádio para seus agentes que se comunicam, muitas vezes, pelo telefone público, não tem guinchos para retirar carros quebrados da rua (no dia 9 de maio a cidade parou por conta de um caminhão quebrado), e também não tem agentes em número suficiente.

Temos que elaborar uma política de transporte de carga que diminua o conflito por espaço que ocorre nas principais avenidas entre os grandes caminhões, os automóveis e os ônibus. Essa política tem que ser construída com firmeza pela administração pública, mas também com o diálogo com os agentes econômicos.

Temos que tratar o transporte fretado (que pode ajudar muito no atendimento à classe média), de políticas de estacionamento que reduzam a utilização da via pública, de uma ordenação da atividade dos motociclistas que não seja encarecer seu trabalho, de uma ação no transporte escolar que reorganize o Vai e Volta, abandonado pela atual gestão.

Caro Vereador, o que fez a atual gestão? Qual o legado da sua administração? A Ponte Estaiada, concebida junto com a Operação Urbana Águas Espraiadas pela Prefeita Marta? O Fura-Fila, criação de Pitta que tivemos que readequar para se tornar viável? As extensões da Jacu-Pêssego, o prolongamento da Radial e o complexo Jurubatuba, todas iniciadas pelo governo passado?

O legado da atual gestão é a inércia de quem teve um recorde de arrecadação (o orçamento municipal aumentou de R$ 13 bilhões em 2004 para R$ 23 bilhões previstos em 2008), fruto do crescimento econômico e de diversas medidas como a redução dos beneficiados pela isenção no IPTU, e não se preocupou com uma questão fundamental na cidade: a circulação.

Com essa arrecadação, que o Governo Marta não dispunha, é possível investir no Metrô. Decisão que, aliás, ela já havia tomado com a destinação de recursos das Operações Urbanas Faria Lima e Vila Sônia. Temos também, que buscar recursos contínuos junto ao Governo Federal – que neste ano já destinou R$ 270 milhões para novas obras. Resta desvendar se os contratos tucanos com a Alstom para compra de novos trens não estão corrompidos.

Outros governos municipais, como os de Faria Lima e Maluf, se preocuparam com essa questão e buscaram resolvê-la com grandes obras viárias. Não foi a solução e não acompanhou o desenvolvimento da cidade. Serra e Kassab, nem isso fizeram.

Carlos Zarattini
Dep. Federal-PT e ex-secretario de Transportes da cidade de São Paulo

07/05/2008 - 22:46h Racha no PSDB de São Paulo vai parar na delegacia

WANDERLEY PREITE SOBRINHO - colaboração para Folha Online

A briga interna do PSDB de São Paulo em torno do candidato do partido para as eleições municipais de outubro foi parar na delegacia.

O vereador Gilberto Natalini, líder do partido na Câmara Municipal, foi até o 1º DP (Departamento de Polícia) da capital e protocolou um B.O (Boletim de Ocorrência) em nome do secretário de Esporte, Wagner Feldman (PSDB), e de 11 vereadores –todos contrários à candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)– pedindo que a polícia investigue o autor de um e-mail encaminhado na noite de ontem e assinado por um “tucano roxo” com insultos contra o secretário e os parlamentares.

O e-mail continha as fotos dos 11 vereadores pró-Kassab e de Feldman com um carimbo escrito “traidores” no centro da imagem. Em baixo, o texto dizia: “A militância do PSDB adverte: conviver com esses vereadores pode comprometer a sua integridade’.

Segundo Natalini, o pedido foi para que o delegado Jair Barbosa Ortiz investigue o autor da mensagem. Segundo o vereador, Ortiz se comprometeu a representar o provedor responsável pelo e-mail (tucanoroxo@gmail.com), que teria de revelar o verdadeiro nome do autor da mensagem. Se o provedor –que pertence ao Google– se negar, a representação será contra o provedor. O delegado não foi encontrado pela reportagem.

Estopim

Na segunda-feira passada, o presidente do Diretório Municipal do PSDB em São Paulo, José Henrique Reis Lobo, anunciou a pré-candidatura de Alckmin à Prefeitura de São Paulo. Logo após o anúncio, um militante tucano contrário à decisão tomou o microfone das mãos de Lobo: “essa é uma decisão autoritária”, disse.

Na ocasião, Natalini também criticou Lobo. Ele disse que esperava uma votação em que seria decidido se o partido anunciaria ou não a candidatura própria. “O presidente tomou uma deliberação pessoal e isso não é condizente com a democracia”, afirmou.

Feldman disse que não reconhecia aquela reunião para qualquer deliberação sobre a pré-candidatura Alckimin. “A reunião começa aqui e se desdobra até a convenção do partido”, disse.

07/05/2008 - 19:05h O demo-tucano Natalini fala muito, mas é péssimo administrador

congestionamento5.jpg

Antônio Donato*

donato.jpgPonta-de-lança de José Serra no bombardeio à pré-candidatura a prefeito de Geraldo Alckmin, o vereador tucano Gilberto Natalini resolveu atirar no PT para tentar limpar sua barra dentro do PSDB, onde já é chamado de traidor diante das brigas e confusões que provoca no partido, conforme registram os jornais.

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta quarta-feira (7), Natalini ataca o governo da ex-prefeita Marta Suplicy para defender a administração Serra/Kassab na gestão do trânsito e do transporte público, que tem merecido severas críticas da população e de especialistas do setor.

Ele pode achar que tucanos e democratas são ignorantes o suficiente para desconhecer as mazelas que o atual governo vem fazendo na condução destas áreas, mas o povo de São Paulo não é idiota, tem memória e, como usuário do transporte público, sabe quem fala a verdade.

Prova disso é que 76% dos paulistanos, segundo o Datafolha, reprovam o trânsito da cidade e 51% rejeitam o serviço de transporte público. Este último índice é pior do que a avaliação do sistema medida na gestão Celso Pitta, quando 44% dos paulistanos julgavam o transporte da capital ruim ou péssimo.

No governo Marta, graças às inúmeras intervenções feitas por ela no sistema viário de São Paulo, a percepção dos paulistanos era de melhora no transporte coletivo, tanto é que a taxa de aprovação do serviço superava a de reprovação ao final do mandato do PT. Com sua incompetência e ausência de projeto para dirigir a cidade, a administração demo-tucana conseguiu a proeza de piorar a avaliação do trânsito!

Em uma cidade que necessita de investimento maciço em transporte público, Serra e Kassab fizeram muito pouco. Enquanto Marta levantou 10 terminais de ônibus, construiu cinco novos corredores, com 75 quilômetros de extensão, e adotou outras medidas que mudaram positiva e profundamente o setor, como o Bilhete Único, a atual administração abandonou o projeto deixado na prefeitura e cruzou os braços. Construiu apenas um quilômetro novo de corredor, permitiu que a frota de coletivos circulasse sobrecarregada de passageiros e se mova lentamente, em razão do trânsito caótico e da falta de gestão e fiscalização do serviço.

Não foi à toa que em março um protesto de cerca de mil pessoas contra a lentidão do transporte coletivo fechou durante seis horas a ligação entre a estrada M’boi Mirim e a Avenida Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. A manifestação, espontânea, foi para chamar a atenção para os constantes engarrafamentos na via exclusiva.

O resultado da falta de investimento em transporte foi estampado pela própria Folha em matéria no dia 24 de março, auge da crise no trânsito e transporte da cidade. A velocidade média dos ônibus nos corredores caiu assustadoramente, prejudicando a viagem de dois milhões de passageiros. Segundo o jornal, um campeão da corrida de São Silvestre consegue ser mais rápido que os ônibus de qualquer corredor.

O vereador tucano escreveu que a prefeitura está licitando dois novos corredores (nas Zonas Leste e Sul). Fala de obras futuras como se estivessem em andamento, o que não é verdade, pois esses dois corredores não passam de projetos que ainda não saíram do papel. Ele ignora que os semáforos verdes, que ajudariam a melhorar a fluidez nas vidas da cidade, não funcionam e os fiscais da CET são obrigados a usar telefones públicos ou celulares pessoais para se comunicar, já que os palmtops adquiridos irregularmente na atual gestão estão quebrados.

Natalini alardeia em seu artigo que a Prefeitura de São Paulo transferiu R$ 275 milhões (de um total de R$ 1 bilhão previsto até o fim do ano) para o governo estadual investir na linha Santo Amaro-Chácara Klabin do Metrô e que o município vai ajudar no projeto da linha Freguesia do Ó-Mooca. A verdade, porém, é que até agora nenhum centavo desse dinheiro saiu do cofre da prefeitura para o metrô. Serra e Kassab fizeram um ato público (com nítido caráter eleitoral) para anunciar o investimento. Pura encenação, enganaram o povo. A linha Freguesia-Mooca nem sequer projeto executivo tem!

Não faltam exemplos da incapacidade administrativa deste governo, tanto em trânsito/transporte quanto em outras áreas. São Paulo está pagando a conta pela eleição de uma administração sem proposta para a cidade, incompetente e que só sabe atacar os adversários para encobrir seus erros e sua falta de planejamento no comando da prefeitura paulistana.

*Vereador do PT, ex-secretário de Subprefeituras na gestão Marta Suplicy e secretário de Comunicação do PT Estadual de São Paulo

05/05/2008 - 14:48h Líder do PSDB na Câmara Municipal diz que partido rachou

alckmin_serra_partido.jpg

Diretório se reúne para decidir se o ex-governador Geraldo Alckmin será o candidato do partido em 2008

Elizabeth Lopes, da Agencia Estado

SÃO PAULO - A disputa interna travada no PSDB paulista em torno da sucessão na prefeitura da Capital promete ficar ainda mais acirrada nesta segunda-feira, 5, quando o Diretório Municipal da legenda reúne-se, a partir das 19 horas, para decidir se o ex-governador Geraldo Alckmin será o candidato do partido nas eleições de outubro deste ano. “Queremos a manutenção da aliança com os Democratas, com a fórmula Kassab prefeito, Alckmin governador e José Serra presidente (nas eleições de 2010)”, reitera o líder da bancada tucana na Câmara Municipal, Gilberto Natalini.

Questionado sobre o risco de um racha no partido em São Paulo, já que o ex-governador Geraldo Alckmin e seus aliados afirmam que não abrem mão da candidatura própria nessas eleições municipais, o líder na Câmara Municipal frisou: “Já rachou, infelizmente.” Natalini alega que, por enquanto, o grupo que apóia a manutenção da aliança com os democratas vem atuando no campo político para demover Alckmin da idéia de ser candidato nessas eleições. Entretanto, ele informa que a questão poderá ser levada à convenção da legenda.

“Como é que um candidato a prefeito de um partido, em uma cidade, pode se impor como candidato se ele tem dos 12 vereadores (tucanos), 11 que acham que ele não deve ser candidato agora, mas sim em 2010? Além disso, já colhemos 500 assinaturas dos delegados da legenda, em apoio a essa nossa proposta,” argumenta o líder tucano. Com base nesses dados, ele não descarta que a decisão final sobre candidatura própria seja definida apenas em convenção, dizendo que “se Alckmin não quer abrir mão de sua candidatura nessas eleições, os vereadores e metade dos delegados (o total é 1.200) também não abrem mão da aliança com o DEM”.

Apesar da posição em favor da aliança, compartilhada por outros integrantes da legenda ligados ao governador José Serra, como o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, Natalini disse que a questão será fechada em reunião que será realizada, na tarde de hoje, pela bancada tucana na Câmara Municipal: “Precisamos ouvir toda a bancada, mas a tendência é que se não houver acordo (no sentido de Alckmin desistir da candidatura à Prefeitura para disputar o governo do Estado em 2010), a questão deverá ir mesmo para a convenção (que será realizada no mês que vem), até mesmo porque temos a maioria da bancada e metade dos delegados do nosso lado.”

05/05/2008 - 11:25h Dividido, PSDB lança Alckmin em São Paulo

http://tkfiles.storage.msn.com/x1pLNnrnUyScQDmJaRed-mFrDSz79Rj95H1TyKKDP0GfuKTWxRlq7N5kU7Um0yk30Xay2lAqCZHMfnJSPrDyruIINrLBS4KIgsAytTSYEzRVJT_THCBzsRQ-w

Cristiane Agostine - VALOR

O lançamento formal da candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo, marcado para hoje pela Executiva municipal do PSDB, será feito com o partido dividido e com forte movimento interno para derrubar o tucano na convenção. Dentro da legenda, os defensores da manutenção da aliança com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) reuniram assinaturas de cerca de um terço dos delegados que vão à convenção partidária para tentar anular a decisão do diretório municipal.

Em pouco mais de uma semana, a ala partidária mais ligada ao governador do Estado, José Serra, conseguiu quase 500 assinaturas dos cerca de 1,2 mil delegados que decidirão na convenção qual será a postura do partido na eleição municipal. A proposta assinada é que Kassab seja o candidato do PSDB. Alckmin teria o apoio do partido em 2010, para disputar o governo do Estado. Até junho, quando será realizada a convenção, os serristas tentarão convencer a maioria dos votantes a desistir da tese de candidatura própria.

Segundo o líder da bancada tucana dos vereadores na Câmara municipal, Gilberto Natalini, as assinaturas são uma resposta à insistência de Alckmin quanto à sua candidatura. “O diretório está dividido na metade e vamos levar à convenção dois cenários, para que os delegados decidam”, disse.

O abaixo-assinado reforça ainda mais as divergências internas do partido. Serrista, Natalini criticou a postura de Alckmin e comentou a falta de definição sobre o candidato está prejudicando o PSDB. “Estamos perdendo tempo em uma questão que já devia estar superada. Isso atrapalha, sim, nossa articulação com outros partidos para firmar alianças”, reclamou.

Defensor da candidatura Kassab, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, afirmou que contestará a reunião de hoje do diretório e entrará com uma representação junto ao PSDB. Para Feldman, só a convenção tem poder estatutário para decidir o candidato, não o diretório municipal.

Feldman questionou o cumprimento de uma promessa feita por Alckmin de que só seria candidato se tivesse apoio de todo o PSDB. “Não há nenhuma chance hoje de o partido sair unido com a candidatura do Geraldo. Metade do partido quer a aliança DEM-PSDB.”

Alckmin, no entanto, não pretende desistir. Na semana passada, lançou informalmente sua pré-candidatura em um evento com cerca de 200 militantes. O ex-governador paulista declarou no sábado que a Executiva do partido decidiu “por unanimidade” por sua candidatura, mesmo diante de contestações. Quando foi candidato à Presidência, em 2006, o PSDB também dividiu-se, e parte dos tucanos queria a candidatura Serra.

Na disputa municipal, Serra é um dos principais entraves a Alckmin, por articular a reeleição do prefeito. O governador atua nos bastidores e tem evitado comentar o conflito. Hoje, quando os tucanos estiverem discutindo a sucessão paulistana, Serra deverá estar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Piauí. A assessoria do governo paulista não confirmou, mas está prevista a participação de Serra na inauguração de um hospital em Teresina, governada pelo tucano Silvio Mendes. No palanque deverão estar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, cotada para rivalizar com Serra na sucessão presidencial, e o governador Wellington Dias (PT).

Com o imbróglio tucano, a candidatura do PT é a mais favorecida. O partido se reunirá hoje com o PR e discutirá se vai ceder a vice, conforme a exigência do possível aliado. Para cacifar-se junto os petistas, o PR tem conversado também com o DEM. No sábado estiveram com Kassab. “Mas nós podemos oferecer mais”, disse o presidente do diretório municipal do PT, vereador José Américo. “Nossa aliança proporcional é mais forte e isso é importante para eleger mais vereadores”, analisou. O PT aposta na aproximação com os partidos do bloco de esquerda - PSB, PDT e PCdoB - e fará uma reunião nesta semana, em Brasília, para tentar atrai-los para a composição. (Com agências noticiosas)

30/04/2008 - 08:49h Crise tucana: Kassabistas querem levar Alckmin a votação

Tucanos pró-prefeito cogitam submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com DEM

http://www.vermelho.org.br/admin/img_upload/0914charge1.jpg

CATIA SEABRA - FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

Vereadores do PSDB ameaçam abalar o lançamento da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à prefeitura na segunda que vem. Reunida ao longo de toda a tarde de ontem, a bancada do PSDB na Câmara Municipal discutiu a hipótese de submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com o DEM na cidade de São Paulo.

Endossada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a idéia é enfrentar, no voto, os defensores de candidatura própria à prefeitura. Não é só. O secretário municipal de Governo e ex-ministro Clóvis Carvalho questiona a versão de que a candidatura estará formalizada na segunda-feira. “Quem decide candidatura é a convenção”, alegou.

O diretório foi convocado para oficialização do nome de Alckmin. Mas, segundo o vereador Adolfo Quintas, participante da reunião, a maioria da bancada concorda com a estratégia de submeter a aliança com o DEM ao diretório. “Vamos defender a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo do Estado”, disse.

A proposta não conta com o apoio pelo menos do vereador Tião Farias. Ligado a Alckmin, não participou da reunião.

Até por isso, a decisão foi adiada para hoje. “Vamos continuar conversando e tomar uma posição. Mas uma coisa é certa: não movemos um milímetro da defesa da candidatura única”, disse o líder do PSDB, Gilberto Natalini.

Também em resposta à convocação do diretório, Feldman disse que encaminhará à Executiva do PSDB um ofício para que responda à consulta apresentada pelos vereadores. No documento, a bancada cobrava manifestação do partido sobre a aliança com o DEM.

Sem uma resposta, avisa, apresentará a proposta ao diretório. “Vamos para a convenção. Pela primeira vez, o PSDB vai ter que cumprir seu estatuto e submeter aos delegados uma decisão que não foi construída num consenso”, disse Feldman, que lidera coleta de assinaturas pela aliança.

Lágrimas

Enquanto os kassabistas protestam, o comando municipal do PSDB já anuncia a fixação de regras que impeçam declarações de voto em favor do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Oficializada a candidatura no diretório, os tucanos estariam proibidos de manifestações de apoio a Kassab. Os alckmistas também evitariam ataques ao governador de São Paulo, José Serra, a quem atribuem a costura do acordo DEM-PMDB.

O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, defendeu essa fórmula ontem num café da manhã com vereadores. No encontro, Lobo chorou ao descrever a pressão a que foi submetido para oficialização da candidatura. Ele já tinha chorado na véspera, durante reunião da Executiva Estadual. No encontro, os vereadores protestaram contra a decisão. “Estou trabalhando para evitar que se quebrem novos cristais e juntar os cacos dos que já se partiram”, disse Lobo, afirmando que a discussão sobre aliança “está superada”.

Em entrevista, Kassab disse que aposta na coligação. “Tenho certeza que vai prevalecer ainda o bom senso dos dirigentes do partido (PSDB).”

24/04/2008 - 10:36h Cresce pressão para que Alckmin desista da disputa

BLOG DE JOSIAS
Lula Marques/Folha
alckmintucanolmar.jpg

A perspectiva de fechamento de um acordo do DEM com o PMDB de Orestes Quércia tonificou o cerco a Geraldo Alckmin. A novidade reacendeu as articulações para tentar convencer o candidato tucano a retirar-se da disputa paulistana, declarando apoio à reeleição do prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab.

Nesta quinta-feira (24), de volta de uma viagem de dois dias a Curitiba (PR), Alckmin deve reunir-se com a bancada de vereadores do PSDB paulistano. São 12 os tucanos com assento na Câmara Municipal de São Paulo. Só um, Tião Faria, está do lado de Alckmin. Todos os demais defendem a manutenção da aliança tucano-democrata em torno de Kassab. A começar de Natalini, líder da bancada tucana.

A reunião com os vereadores foi marcada, desmarcada e remarcada. Partidários de Alckmin avaliam que ele não deveria receber os tucanos da Câmara Municipal, aliados de Kassab, no mesmo dia em que o prefeito deve posar para fotos ao lado de Quércia. Até as 21 h de ontem, porém, a reunião estava de pé.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também deseja reunir-se com Alckmin. Quer estimulá-lo a refletir mais sobre a nova conjuntura. Privadamente, diz que o melhor para Alckmin seria guardar-se para a disputa ao governo de São Paulo, em 2010.

Alckmin se finge de morto. Não emitiu, por ora, sinal de que pretenda desistir. Ao contrário. Deseja encerrar o lero-lero em torno de sua candidatura até a próxima semana. Antes, deve reunir-se com Kassab.

Em duas reuniões anteriores, Alckmin e Kassab combinaram que voltariam a conversar no final de abril. Consolidado o cenário de candidaturas apartadas, cada um cuidaria da própria vida, reencontrando-se apenas num eventual segundo turno.

Aferrada a esse calendário, a direção municipal do PSDB estima que o derradeiro encontro entre os dois candidatos vai ocorrer até quarta-feira (30) da semana que vem. Programa-se para os primeiros dias de maio a realização de uma reunião do diretório paulistano do partido, para referendar as pretensões de Alckmin.

Onze dos 12 vereadores tucanos acham, porém, que há uma decisão que precede o lançamento de candidaturas. “Nós pedimos, desde janeiro de 2008, que o partido decida, antes, se a aliança com o DEM será ou não mantida”, disse um dos vereadores ao blog, sob o compromisso do anonimato.

Ele comparou: “Funciona como um casamento. Quando alguém contrai núpcias, assume compromissos, põe uma aliança no dedo. Não pode simplesmente casar com outros ou decidir que vai viver sozinho sem antes descasar formalmente. O partido precisa definir, em alguma de suas instâncias, se a aliança será ou não rompida.”

Como se vê, agora mais do que nunca, o PSDB consolida-se como um agrupamento de amigos integralmente composto de inimigos.

Escrito por Josias de Souza

20/03/2008 - 23:23h Cria tucanos (ops) corvos e te arrancarão os olhos

enfadado-tucano.jpg

Alckministas atacam o Blog do serrista Reinaldo Azevedo na Veja. O escriba, raivoso, desfecha uma serie de “verdades” à cara dos coroinhas. Vale a pena ler para verificar como os problemas da cidade estão no centro das preocupações desta turma dos dois bandos. Grasnados a parte, o vácuo das idéias parece tão forte que ameaça sugar para dentro do buraco negro os diferentes tucanos depenados. Não deixará de ser uma contribuição ao projeto “cidade limpa”.

A seguir o Reinaldão se defende

caricatura_tucanos_arvore1.jpgBlog de Reinaldo Azevedo

Epa!
A exemplo do que aconteceu em 2006, os “alckmistas” resolveram atuar com a agressividade típica dos petralhas. Invadiram o blog como se fosse uma corrente. E, pasmem!, muitos deles questionam o meu “direito” de apontar contradições no discurso do seu candidato. Como é que é???

De novo, a mesma obstinação, a mesma fé cega, o mesmo discurso que só olha para o próprio umbigo. No auge da conversa mole, afirmam que foi Alckmin quem elegeu Serra governador. E, dizem, não fosse a genialidade estratégica do seu líder, o PT estaria no governo de São Paulo.

Olhem aqui: jamais questionei o direito de Alckmin pleitear a Prefeitura. Ele pode, a rigor, se candidatar até a papa. Possível é. Faço análise política, gostem ou não dela. E tenho horror à mentira.

- Em 2006, Serra tinha o dobro dos votos de Alckmin. O então governador dizia que era mero recall de campanhas passadas e que a disputa começaria com o horário eleitoral. Agora ele mudou? Os alckmistas poderiam até ter um bom argumento lógico, embora muito questionável, mas vá lá: “Pô, fizemos besteira em 2006 ao escolher como candidato quem tinha menos votos. Não podemos repeti-la agora”. Mas não. Eles acham que estava certos em 2006 e agora, embora abraçando teses contrárias. Não dá. Não sou militante. Não tenho compromisso com o hospício de idéias.

- Se dependesse de Alckmin e de seus porta-vozes, Serra teria ficado na Prefeitura de São Paulo. E, aí sim, os Bandeirantes estariam hoje com o PT. De novo, a memória de muita gente é curta. A minha é muito, mas muito boa. Sempre foi. Ainda sei de cor Navio Negreiro e todo o Canto I de Os Lusíadas, hehe. E os desafios lhe assanham a fome. A do Google é melhor ainda. Trecho de reportagem da Folha de S. Paulo de 13 de janeiro de 2006. Volto depois:

Por Catia Seabra
Aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, começaram ontem a explorar o “risco Kassab” como arma contra a candidatura do prefeito de São Paulo, José Serra, à Presidência da República pelo PSDB.
Dentro da estratégia de que a candidatura Alckmin é a “natural”, tucanos com trânsito no Palácio dos Bandeirantes já tornam pública sua objeção à possibilidade de passar o comando da prefeitura para o PFL a três anos do fim de mandato. Se Serra sair, assumirá o pefelista Gilberto Kassab.
Para o secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, “isso é um ponto a ser refletido”. “É a primeira vez na história que o PSDB assume a prefeitura. E, logo depois, abandona?”, perguntou Chalita, segundo o qual “isso não tira as qualidades do prefeito José Serra, ao contrário”, mas causa reação entre os militantes.
“Nunca vencemos. Na primeira vez em que o PSDB ganha, ele abre mão e entrega para outro prefeito? Isso pesa na discussão”, disse o secretário, ressalvando que o problema não é com o PFL.
Participante de uma solenidade ontem ao lado de Alckmin, o deputado estadual tucano Milton Flávio foi mais duro ao refutar a possibilidade de Alckmin e Serra se enfrentarem numa prévia.
Segundo ele, a convenção está descartada porque Alckmin se consolidará em semanas. E “não há justificativa para que o Serra abandone o mandato com três anos ainda a serem cumpridos”. “Respeito o Kassab, mas não vejo nele a mesma competência e experiência administrativa [de Serra], para não dizer o resto.”
Leia mais aqui

Voltei
É isso aí. Se o tal “risco Kassab” valia para impedir Serra de disputar a Presidência, valia também para impedi-lo de disputar o governo de São Paulo. As palavras têm sentido. Não me venham com embromação. Podem guardar as armas. Com respeito, os alckmistas debaterão tudo neste blog. Na base da brutalidade, mando-os para o ralo das esferas, junto com os petralhas. Aqui não passam. Sem contar que o “risco Kassab”, como se vê, era papo furado.

Querem discutir “candidaturas naturais”? Topo. É natural, dada a lei, o titular de um cargo executivo disputar a reeleição. Querem discutir “imbatibilidade” (se me permitem…) eleitoral? Topo também. Alckmin só ganhou uma disputa a cargo majoritário até hoje (exceção feita à Prefeitura de Pindamonhangaba). Já foi derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo e amargou uma derrota para a Presidência com menos votos no segundo turno do que no primeiro — feito, suponho, inédito ou quase.

À diferença do vereador Gilberto Natalini, líder do PSDB na Câmara, acho impossível haver um só candidato do DEM-PSDB a esta altura do campeonato. Esse papo já foi. Como se diz em Dois Córregos, essa conversa já deu flor. Se não quiserem entregar a eleição de bandeja a Marta Suplicy — E OS TUCANOS SÃO QUASE IMBATÍVEIS EM FAZER O JOGO DOS PETISTAS —, que todos tratem de arranjar uma forma de conviver pacificamente, havendo, na prática, dois candidatos do PSDB na disputa. Sim, a prefeitura do democrata Gilberto Kassab tem uma maioria de quadros tucanos.

É surrealista? É, sim. Mas é o que se tem.

Então, tigrada, devagar com o andor aí. Em 2006, Alckmin iniciou uma trajetória que parecia missionária, que encantou os analistas políticos com o que foi chamado o “lado pimentinha do Chuchu”, e terminou vestindo uma jaqueta e um boné cheio de logos de estatais.

É bom baixar o facho. Até porque, quando menos, é de se supor que, caso ele passe para o segundo turno, precisará dos votos de Gilberto Kassab. Como Kassab pode vir a precisar dos votos de Geraldo Alckmin.
Por Reinaldo Azevedo

20/03/2008 - 20:41h Se essa rua fosse minha… eu mandava os tucanos se informar

A notícia saiu há dois dias, mas não perdeu o sabor. Como vocês lembram, quando José Serra e Kassab chegaram a prefeitura nomearam como subprefeitos políticos dos seus partidos do interior do Estado, que tinham perdido as eleições nas suas cidades. Pois bem, talvez seja simplesmente demora em tomar conhecimento das ruas do bairro e não alguma dessas maracutaias em que alguns administradores públicos se envolvem.

Pode ser também a desorganização e incompetência dos demo-tucanos, que não planejam, nem monitoram e permanentemente improvisam. Mas a informação é significativa do desconhecimento que eles têm sobre a cidade que supostamente administram. Ou é uma contribuição ao documento de Gilberto Natalini contra Alckmin que ufanisticamente titularam “São Paulo Nossa cidade” e que agora poderá ter como subtítulo “uma cidade que todo tucano deveria conhecer, antes de ir embora.”

Prefeitura abre licitação para construir rua que já existe

Concorrências foram suspensas após secretário ser informado pelo ‘Estado’ sobre obra

Sérgio Duran - O Estado de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo suspendeu a licitação da construção de uma rua, ligando as Avenidas Auro Soares de Moura Andrade e Francisco Matarazzo, na zona oeste. Detalhe: a rua a ser feita já existe. A decisão foi tomada após a Prefeitura ser informada ontem do caso pelo Estado. Foi suspensa também a concorrência para outras duas obras - a reformulação das calçadas da Rua Tagipuru e a reconfiguração da confluência entre a Avenida Doutor Adolfo Pinto e as Ruas Fuad Naufel e Tagipuru - que deveriam ser feitas pela Universidade Nove de Julho (Uninove), como contrapartida ao impacto do câmpus Memorial no trânsito.

O secretário de Infra-Estrutura Urbana, Marcelo Branco, decidiu interromper as obras até que a situação seja esclarecida. “Elas constavam de um cronograma da Operação Urbana Água Branca, mas eu desconhecia a história”, admitiu. Nas operações urbanas, a Prefeitura aponta melhorias em determinadas regiões que devem ser executadas por construtoras que têm interesse em erguer empreendimentos com área superior à média da cidade.

As obras que tiveram a licitação suspensa estavam no pacote de 11 intervenções em ruas e travessas na região da Água Branca, orçado em R$ 30 milhões, anunciado há um mês pela Prefeitura. Representantes de moradores, no entanto, criticam por considerá-las supérfluas. “Quando chove, a água chega a um metro de altura na região do Palmeiras. Precisamos mexer na canalização do Córrego Água Preta. Precisamos da extensão da Auro Soares e de outras obras”, disse a advogada Maria Antonieta Lima e Silva, da Associação dos Moradores da Pompéia.

O secretário contestou as críticas e disse que a extensão da Auro Soares de Moura Andrade até a Lapa não foi concluída porque depende de acordo com a CPTM. “As linhas férreas fazem uma barriga no que resta do traçado, inviabilizando a abertura da avenida”, explicou. “São muitas obras. Enquanto não conseguimos fazer as maiores, por conta de complicações na desapropriação, vamos fazendo as menores. Não iremos deixar de aproveitar esse momento da operação urbana”, afirmou Branco.

O plano completo inclui quase 40 obras estruturais, aprovadas na Câmara em 1995. Passados 13 anos de marasmo de investimentos na região, hoje explodiu a procura por terrenos. Cinco empreendimentos foram lançados e mais 15 esperam por aprovação. Segundo a Emurb, há R$ 27,4 milhões em caixa. Somente o novo Shopping Bourbon, na Francisco Matarazzo, pagou R$ 9 milhões à Prefeitura como compensação.

Em 1998, surgiu o primeiro grande empreendimento na área, com 13 prédios comerciais. Para construir no terreno das antigas Indústrias Matarazzo, a Ricci Engenharia, como compensação, seria responsável pela construção da maior parte da avenida que seria estendida da Rua Mario de Andrade. Com a falência do empreendimento, a Ricci estendeu a avenida batizada de Auro Soares de Moura Andrade até a Casa das Caldeiras, deixando a comunidade à espera da avenida até a Lapa.

MAIS PROJETOS

Sábado, a Prefeitura publicou decreto com 15 áreas na região para a construção de ruas e quadras em grandes terrenos. Segundo o secretário, o principal dos projetos é o antigo terreno da Telefônica, de 250 mil metros quadrados, adquirido pela Tecnisa. A empresa planeja fazer 3 mil apartamentos, mas, em contrapartida, terá de construir um parque público no meio das quadras onde serão erguidos os condomínios. “Conseguimos negociar um projeto que foi melhor para a cidade do que ter as áreas verdes todas fechadas”, afirmou Branco.

18/03/2008 - 08:23h Tucanos em disputa: manifestações pro-Kassab são respondidas pelos alckministas com ameaças de expurgos

Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

“A cidade é nossa”

A bancada do PSDB na Câmara paulistana divulga hoje uma carta defendendo a aliança em torno da reeleição de Gilberto Kassab (DEM) e apontando os “êxitos” da parceria do prefeito com seu antecessor, o governador tucano José Serra. O título do manifesto dos vereadores é um balde de água fria lançado sobre a candidatura do correligionário Geraldo Alckmin: “A cidade é nossa, há 40 meses. Hoje, prefeitura e Estado dialogam e agem pelo bem da cidade”.
“Escrevi embalado pela solicitação da imensa maioria da bancada”, diz o líder, Gilberto Natalini. A reunião semanal dos vereadores, hoje, será realizada no diretório municipal do PSDB e deverá ter a presença do secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo.

Tô fora. Dos 12 vereadores do PSDB, 9 deram aval ao texto. Tião Farias, pró-Alckmin, tem evitado as reuniões da bancada sobre a eleição.

jose_serra_alckmin.jpg

PSDB ameaça punir tucanos “kassabistas”

Executiva Estadual do partido faz o alerta após secretários anunciarem apoio à reeleição de Gilberto Kassab, do DEM

Visivelmente irritado com correligionários, Alckmin diz que se partido decidir por candidatura em SP, “vai estar todo mundo junto”

CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO

A Executiva Estadual do PSDB decidiu ontem advertir os tucanos para o risco de punição daqueles que declararem apoio a candidatos de outros partidos. O PSDB enviará uma circular a todas as instâncias do partido alertando para o teor do artigo 15º de seu estatuto, segundo o qual manifestações de voto em outra legenda serão submetidas à Comissão de Ética do partido.
A decisão se dá depois de uma semana de declarações de tucanos em favor da candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. Hoje no primeiro escalão da prefeitura, Walter Feldman (Esportes), Alexandre Schneider (Educação) e Antônio Carlos Malufe (assessoria especial do prefeito) expuseram simpatia pela candidatura de Kassab. Em entrevista à Folha, Schneider chegou a declarar seu voto no prefeito.
Ontem, mesmo dia da publicação da entrevista, a Executiva Estadual decidiu informar o partido sobre a existência do artigo do estatuto, redigido em novembro do ano passado.
Segundo presentes à reunião de ontem, o caso de Schneider não foi formalmente discutido, mas objeto de conversas.
Um dos articuladores da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado Duarte Nogueira diz que o secretário não estaria hoje passível à sanção porque o partido ainda não formalizou decisão sobre a disputa pela prefeitura.
“Por enquanto, só está no campo ético”, disse Duarte, segundo quem a manifestação de Malufe, na semana passada, teria levado o tema à pauta da reunião.
No partido, as declarações de Schneider causaram desconforto. “Isso parece a guerra entre palestinos e judeus. Cada vez que os líderes se reúnem para tentar um acordo, alguém solta uma bomba para inviabilizar o entendimento”, reagiu o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lôbo.
Sempre contido, Alckmin deixou clara sua irritação. Após enfatizar que o partido é amplamente favorável à candidatura própria, disse que espera o respeito dos tucanos ao que chamou de “vontade partidária” e sentimento do partido.
“Sou um democrata. Acho que é bom que discuta, que haja posições que não são as mesmas. Agora, decidido, vai estar todo mundo junto”, afirmou ontem, após palestra na Faculdade de Direito Professor Damásio de Jesus, em São Paulo.
Alckmin disse não ter dúvida do apoio do partido a sua candidatura. “Da mesma forma que, se o partido decidir que o caminho é outro, eu vou ajudar. sou homem de partido. Se não, não precisa ter partido”.
Alckmin evocou a fidelidade partidária: “Conheço as pessoas que compõem o PSDB. São pessoas que têm fidelidade. Estarão juntas na decisão”.
Alckmin admitiu que elabora um programa de governo para a cidade. “Já estamos ajudando a construir um grande programa de governo, numa visão metropolitana”, disse Alckmin, antecipando que viajará para Colômbia no mês que vem atrás de “inspiração”.
Na semana que vem, seus apoiadores farão um manifesto de apoio à candidatura.
Sobre as manifestações de tucanos, afirmou: “As pessoas têm toda liberdade de expor sua opinião. Se a posição majoritária do partido for essa, nenhum problema. Mas entendo que a vontade do partido é pela candidatura própria”.
Na palestra, Alckmin afirmou que, com a fixação de um mínimo de oito deputados por Estado, o Senado “não teria muito benefício político”.
Mas citou Ulysses Guimarães para dimensionar as dificuldades de mudança na modelo de representatividade do Congresso. “Dr. Ulysses dizia, citando Goethe: mais difícil que matar o monstro é remover seus destroços”.

01/03/2008 - 11:15h Vereadores discutem saúde em São Paulo

A prefeitura de São Paulo deu prioridade aos gastos na área de publicidade em detrimento dos investimento na saúde, é o que disse o vereador Carlos Neder (PT-SP), em debate promovido pelo CBN São Paulo. O vereador Gilberto Natalini (PSDB-SP), por sua vez, lembrou o investimento nas AMAs, principal projeto do governo Kassab, e a ação das organizações sociais.Ouça o debate no site de Mílton Jung