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	<title>Blog do Favre &#187; negociações</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Acordos mantêm ganho real dos salários</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 13:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Porcentual cai, mas sindicatos têm conseguido negociar reajustes

Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP
Categorias profissionais com data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho no primeiro semestre têm conseguido negociar acordos que garantem reposição da inflação e aumento real de salário, apesar da crise. O que mudou foi o porcentual dos ganhos: em vez de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Porcentual cai, mas sindicatos têm conseguido negociar reajustes</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.cultura.gov.br/vidasparalelas/wp-content/uploads/2009/03/marcha_cut.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.cultura.gov.br/vidasparalelas/wp-content/uploads/2009/03/marcha_cut.jpg" width="512" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</p>
<p>Categorias profissionais com data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho no primeiro semestre têm conseguido negociar acordos que garantem reposição da inflação e aumento real de salário, apesar da crise. O que mudou foi o porcentual dos ganhos: em vez de se concentrarem na faixa entre 2% e 3% acima da inflação, têm ficado entre 0,5% e 1%.</p>
<p>Sob os efeitos da crise, as negociações ficaram mais difíceis. Muitas empresas começam a negociar oferecendo reajuste abaixo da inflação, enquanto sindicalistas reivindicam aumentos de dois dígitos. Um exemplo é o dos 25 mil sapateiros de Franca, no interior paulista, que pediam 16,75%.</p>
<p>Com data-base em 1º de fevereiro, os trabalhadores só fecharam acordo em 30 de abril. Eles aceitaram 7% (ganho real de 0,5%), a ser aplicado em duas etapas: 6,5% retroativos a fevereiro, e 0,5% a partir de julho. &#8220;Reivindicamos o que era necessário e fechamos o acordo com aquilo que foi possível&#8221;, diz Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato dos calçadistas.</p>
<p>Em setores menos afetados pela crise, as negociações têm favorecido ganhos salariais. Na indústria de alimentação do setor de doces e conservas, os salários foram corrigidos em 7,5% &#8211; aumento de 1,18% além da inflação acumulada desde o reajuste do ano passado. O acordo beneficiou 25 mil trabalhadores no Estado de São Paulo, com data-base em 1º de março.</p>
<p>&#8220;Esse resultado serve para nortear outras negociações salariais em outros segmentos que teremos este ano&#8221;, diz Neusa Barbosa, diretora da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Estado de São Paulo.</p>
<p>No segmento de bebidas, o aumento real foi de 0,7%, o que, somado à inflação de 6,2%, medida pela variação do INPC de 12 meses, corresponde a um reajuste de 7%. Também com data-base em 1º de março, a categoria reúne 12 mil trabalhadores no Estado.</p>
<p>&#8220;Os resultados das negociações estão muito parecidos com os do ano passado, quando quase 90% das categorias conseguiram reajustes iguais ou superiores à inflação&#8221;, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).</p>
<p>Ganz Lúcio avalia que isso se deve em grande medida à inflação em níveis considerados baixos para o padrão brasileiro. &#8220;Com inflação de 4,5% a 5% ao ano, dar mais 1% ou 2% nos salários não faz tanta diferença.&#8221; Além disso, segundo ele, a maioria das empresas fez o ajuste de custos por meio de demissões.</p>
<p>O professor de Relações do Trabalho e consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Pastore, vê nesses acordos mais um indicador de que a crise não é generalizada. Segundo ele, os resultados das negociações este ano serão diferenciados não apenas por setores, mas também pelas regiões. &#8220;A crise passou longe do Norte, Nordeste e Centro-Oeste&#8221;, diz Pastore. &#8220;São regiões preservadas, com um ou outro ponto de crise, onde as obras públicas têm papel importante.&#8221;</p>
<p>Na capital paulista, foi preciso uma greve de advertência de 24 horas para que as construtoras fizessem uma proposta que rompeu o impasse nas negociações. Os trabalhadores queriam 5,5% além da inflação, mas aceitaram 1,2% de aumento real para salários de até R$ 2,5 mil, o que beneficia 90% da categoria.</p>
<p>&#8220;As construtoras exploraram uma frase infeliz do presidente Lula, de que não era hora de pedir aumento, e sim de ajudar as empresas a manter o emprego&#8221;, diz Antonio Ramalho, presidente do sindicato, que representa 300 mil operários.</p>
<p>Os trabalhadores da indústria farmacêutica no Estado começaram pedindo 7% de aumento real. Fecharam acordo com 0,08%, mais abono de R$ 500, a ser pago em agosto.</p>
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		<title>EUA e Brasil em lua-de-mel, mas sem álcool</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor

clique na imagem para ampliar 

Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"></a></p>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/lula_seminario_wsjvalor.jpg" alt="lula_seminario_wsjvalor.jpg" /><font size="1"><em><br />
foto de capa do caderno especial do jornal Valor</em></font></a></div>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" title="brasil_usa.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" alt="brasil_usa.jpg" width="555" height="189" /></a></div>
<div align="center"><font size="1"><em>clique na imagem para ampliar </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar os laços com o Brasil, segundo registro de um jornal da época. Acompanhado dos diplomatas brasileiros Joaquim de Azambuja e Luis Fleury, que traziam uma elogiosa carta da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Fletcher, um entusiasmado brasilianista, celebrava o início da primeira rota direta de vapores entre as duas principais cidades das jovens nações, Rio de Janeiro e Nova York.</p>
<p>Da pequena frota de vapores subsidiados pelos governos dos dois países, as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos evoluíram desde então para uma balança comercial de pouco mais US$ 53 bilhões em 2008, com saldo positivo de US$ 1,8 bilhão para o Brasil. O diálogo transnacional também passou para esferas muito mais altas e hoje o Brasil é considerado pelos EUA como um importante parceiro no desenvolvimento de relações multilaterais, dizem especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apenas o terceiro chefe de Estado a ser recebido pelo presidente americano Barack Obama, e o primeiro da América Latina, em um encontro sábado na Casa Branca.</p>
<p>Não há nenhum Fletcher hoje pressionando o governo americano a melhorar o relacionamento com o Brasil, mas o momento atual é favorável, segundo vários especialistas. Embora ainda ocorram embates sobre questões comerciais, há boas perspectivas de cooperação em áreas como combate ao tráfico de drogas, mudanças climáticas e relações multilaterais. O governo Obama também tem sinalizado um posicionamento mais flexível em relação a Cuba, o que provavelmente agradaria o governo Lula. Além disso, o Brasil é visto como um país que desfruta de boas relações na América Latina de maneira geral, o que pode ajudá-lo a servir de ponte para um novo diálogo entre os EUA e a região, dizem os especialistas. Após uma reunião com Lula sábado, Obama disse que pretende usar o relacionamento com o Brasil para reforçar os laços com a América Latina.</p>
<p>É claro que a grandiosidade da crise econômica nos EUA e no mundo, e os conflitos no Iraque e no Afeganistão podem dificultar que o governo de Obama dê prioridade à América Latina em sua agenda internacional num futuro próximo, diz o cientista político Riordan Roett, da Universidade Johns Hopkins. &#8220;A atitude atual é benigna, mas a escalada da violência no México, fruto da guerra contra o narcotráfico, o policiamento da fronteira com esse país e os efeitos da queda nas remessas de imigrantes devem ganhar mais destaque na agenda do governo Obama&#8221; em se tratando de relações com a América Latina, diz Roett, que recebeu em 2000 a medalha da Ordem de Rio Branco das mãos de Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>O convite de Obama para Lula visitar Washington também é um bom sinal, diz Roett, para quem a cooperação entre os dois países no contexto atual é muito mais abrangente do que as questões bilaterais, especialmente com o papel preponderante do Brasil na construção de mecanismos multilaterais. &#8220;Se Obama quiser ativar a Rodada Doha, vai precisar do Brasil.&#8221; Brasil e EUA se reúnem novamente no início de abril, na conferência do G-20 em Londres, e em 17 de abril para a V Cúpula das Américas, em Port of Spain, Trinidad e Tobago.</p>
<p>Segundo Luiz Alberto Moniz Bandeira, professor aposentado de política exterior do Brasil da Universidade de Brasília, os dois países &#8220;não podem deixar de se considerar, (pois) são as duas maiores massas geográficas, demográficas e econômicas do continente&#8221;. Moniz aponta também a diminuição na importância dos EUA para as exportações brasileiras, que passaram a ser dominadas pela União Europeia e países emergentes. &#8220;O Brasil quer se aproximar dos EUA apenas na medida em que os EUA queiram se aproximar do Brasil&#8221;, diz Moniz.</p>
<p>Em entrevista coletiva em 25 de fevereiro, logo após se reunir em Washington com Hillary Clinton, o chanceler Celso Amorim disse que uma prioridade para reativar as negociações multilaterais para o comércio mundial é a confirmação pelo Congresso do indicado para o cargo de representante comercial dos EUA, Ron Kirk. A nomeação ainda está pendente, enquanto pesam sobre Kirk questões relativas a sua declaração de renda.</p>
<p>&#8220;O diálogo entre os dois governos realmente evoluiu nos últimos anos e acredito que o governo Obama continuará desenvolvendo isso&#8221;, diz Julia E. Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, um centro de pesquisas que tem sede em Nova York e se descreve como não-partidário e independente. A política comercial entre os dois países, contudo, ainda &#8220;não foi bem resolvida&#8221;. Embora haja muito interesse no Brasil, diz Sweig, especialmente em relação às recentes descobertas petrolíferas e à indústria do etanol, a falta de conhecimento aprofundado sobre o país pode ser um obstáculo para as relações entre os dois países. &#8220;O pessoal da política exterior (do governo Obama) está preocupado com México, Cuba e, em terceiro lugar, o Brasil. Mas ainda existe um grande déficit de conhecimento sobre o Brasil e como dialogar com o país em meio à classe política em Washington&#8221;, diz.</p>
<p>Questões comerciais também se interpõem entre os dois países. Um dos pontos de debate é a tarifa de US$ 0,14 por litro de álcool combustível importado do Brasil nos EUA. Ela foi mantida na legislação agrícola aprovada em 2008 e está em vigor até o fim de 2010. A demanda por álcool combustível nos EUA vem crescendo, mas o país tem sua própria produção, à base de milho, e os produtores locais têm bastante influência em Washington.</p>
<p>&#8220;Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável na América Latina de uma maneira que promova a auto-suficiência e crie mais mercados para fabricantes e produtores americanos de biocombustíveis&#8221;, diz o plano para a América Latina divulgado ano passado pelo então candidato. Obama reafirmou sua posição ao dizer após a reunião com Lula que o etanol é um &#8220;tema tenso&#8221; entre os dois países, que não vai mudar de um dia para o outro.</p>
<p>Joel Velasco, representante-chefe para a América do Norte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica), tem esperança de que políticos contrários à tarifação apresentem novas emendas que modifiquem a legislação agrícola. Velasco diz que os senadores e deputados das regiões costeiras tendem a apoiar a redução da tarifa, já que não produzem etanol e geralmente são obrigados a pagar mais caro pelo produto. Ele cita como favoráveis à redução da tarifa os senadores republicanos Richard Lugar e Judd Gregg.</p>
<p>Representantes dos senadores confirmaram que eles apoiam a redução da tarifa, mas disseram que no momento não há planos de introduzir nova legislação. Gregg chegou a apresentar em junho do ano passado um projeto de lei para reduzir a tarifa para US$ 0,12 por litro, sob o argumento de que a medida baixaria o preço da gasolina &#8211; na época o barril de petróleo estava acima de US$ 140, enquanto agora flutua na casa dos US$ 40. O projeto acabou morrendo no Congresso.</p>
<p>Gregg tinha sido indicado para ocupar a Secretaria de Comércio, um cargo que vem rendendo dor de cabeça a Obama, mas acabou desistindo sob a alegação de que havia &#8220;diferenças irresolúveis&#8221; com a política do novo presidente. O cargo em questão ainda está vago e Obama indicou recentemente o ex-governador do Estado de Washington Gary Locke, que aguarda confirmação.</p>
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		<title>Mudou o clima nas negociações do clima</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 16:13:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[do Blog de Miriam Leitão
Clima Bom
Os negociadores envolvidos na negociação de um acordo internacional do Clima vivem um momento de total mudança climática: o governo Barack Obama fez um giro de 180º na posição americana em relação ao assunto quando incluiu no orçamento até as receitas que virão de um futuro sistema de controle de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">do Blog de Miriam Leitão</p>
<p><strong>Clima Bom</strong></p>
<p>Os negociadores envolvidos na negociação de um acordo internacional do Clima vivem um momento de total mudança climática: o governo Barack Obama fez um giro de 180º na posição americana em relação ao assunto quando incluiu no orçamento até as receitas que virão de um futuro sistema de controle de emissão de carbono. Isso na prática significa que os Estados Unidos estão na direção do Protocolo de Kioto.</p>
<p>O protocolo que nunca virou realidade por não ter sido ratificado pelos Estados Unidos está para ser substituído por outro acordo que começa a ser costurado. Na reunião preparatória da China para a grande reunião do fim do ano em Copenhagem, a secretária de Estado Hillary Clinton estreiou a nova atitude cooperativa dos Estados Unidos.</p>
<p>Não ser este ano que se fechará o acordo pós-Kioto, mas a esperança aumenta entre os negociadores e ambientalistas. O New York Times trouxe matéria sobre essa mudança no clima da turma da mudança climática.</p>
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		<title>&#8220;Power broker&#8221;: dez anos depois, Brasil dá a volta por cima em Davos</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 17:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Amorim condena novas barreiras
Crise aumenta risco protecionista e torna urgente a conclusão de Doha
Rolf Kuntz &#8211; O Estado de São Paulo
O chanceler Celso Amorim qualificou como &#8220;mau sinal&#8221; a inclusão de uma emenda contra a importação de ferro e aço no pacote fiscal enviado ao Congresso pelo presidente Barack Obama. Pela cláusula, não terá acesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Amorim condena novas barreiras</strong></p>
<p><strong>Crise aumenta risco protecionista e torna urgente a conclusão de Doha</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Rolf Kuntz &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p>O chanceler Celso Amorim qualificou como &#8220;mau sinal&#8221; a inclusão de uma emenda contra a importação de ferro e aço no pacote fiscal enviado ao Congresso pelo presidente Barack Obama. Pela cláusula, não terá acesso aos benefícios fiscais anticrise quem realizar obras de infraestrutura com material importado. &#8220;Tudo isso é preocupante&#8221;, disse o ministro, &#8220;porque não há doença mais contagiosa que o protecionismo.&#8221;</p>
<p>Nenhum governo, argumentou Amorim, deve ter a ilusão de tomar uma medida protecionista sem provocar reações. Além disso, os países maiores devem ter liderança no combate às barreiras comerciais.</p>
<p>Ainda não se pode, no entanto, julgar a tendência da nova administração americana, ressalvou Amorim, porque a cláusula &#8220;buy American&#8221; (compre produtos americanos) foi introduzida por um parlamentar, na Câmara de Representantes. O projeto, com esse dispositivo, já foi aprovado na Câmara e ainda poderá ser revisto no Senado.</p>
<p>O presidente Barack Obama, lembrou Amorim, conversou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no começo da semana, e mencionou a necessidade de concluir a Rodada Doha de negociações comerciais. &#8220;Acho que foi sincero&#8221;, disse o chanceler.</p>
<p>Em 16 de março, o presidente Lula irá a Nova York para um evento sobre biocombustíveis, promovido pelo Wall Street Journal. Há possibilidade, segundo ele, de um primeiro contato com Obama na visita, mas isso dependerá de um acerto.</p>
<p>Os dois temas &#8211; como evitar maior protecionismo e como retomar a Rodada Doha &#8211; serão discutidos hoje por negociadores de vários países, num hotel de Davos, em encontro coordenado pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy. Trata-se de fato de um só assunto, porque, se as negociações não forem retomadas e concluídas, o risco de ações protecionistas será muito maior.</p>
<p>A União Europeia, observou Amorim, já anunciou a decisão de elevar a tarifa de importação de produtos lácteos. &#8220;É um péssimo sinal&#8221;, acrescentou. A crise internacional cria um ambiente propício ao fechamento das economias e à multiplicação de medidas prejudiciais ao comércio.</p>
<p>Esse risco torna mais urgente a reativação das negociações e o revigoramento dos compromissos contra o protecionismo. Não basta cuidar da superação da crise financeira, disse o ministro. Esse detalhe, segundo ele, não foi considerado na elaboração do programa do Fórum Mundial: muitas sessões foram dedicadas à crise das finanças e poucas ao comércio.</p>
<p>Se as negociações globais forem retomadas, acrescentou o ministro, o correto será partir dos pontos acordados até 2008 e consolidados no chamado pacote de julho. O valor desse pacote é muito grande, segundo Amorim. Não teria sentido, segundo ele, jogar fora todas essas conquistas e começar novamente do zero.<br />
<strong><br />
Dez anos depois, Brasil dá a volta por cima em Davos </strong></p>
<p><strong>Em 1999, o País enfrentava uma crise cambial e um novo surto de inflação</strong></p>
<p>Depois de dez anos, a volta por cima: o Brasil pôde apresentar-se ontem, num almoço paralelo à reunião do Fórum Econômico Mundial, como &#8220;parte da solução, e não do problema&#8221;. Essas palavras foram ditas pelo executivo-chefe do Banco Itaú para a América Latina, Ricardo Villela Marino.</p>
<p>Como num jantar há dez anos, o governo brasileiro foi representado pelo ministro de Relações Exteriores. Em janeiro de 1999, no lugar de Celso Amorim, o chanceler era Luiz Felipe Lampreia. O real estava desvalorizado, o País enfrentava uma crise cambial e um novo surto de inflação parecia ameaçar as conquistas do ajuste implantado em 1994. A moeda brasileira, havia dito na véspera o secretário adjunto do Tesouro americano, Lawrence Summers, deixara de ser real para tornar-se virtual: real.com. A piada fez sucesso em Davos.</p>
<p>Desta vez, a crise começou nos Estados Unidos e manifestou-se pouco depois na Europa, sem poupar nem sequer os maiores bancos suíços. No Brasil, disse Villela Marino, não houve subprime nem excesso de risco nos empréstimos. Os padrões de segurança dos bancos brasileiros &#8211; relação entre capital e aplicações &#8211; excedem os padrões de Basileia, fixados pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).</p>
<p>O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, participou do almoço. Também discursou, e começou comparando os fundamentos macroeconômicos do Brasil e dos Estados Unidos, para afirmar a maior solidez das condições brasileiras. Há dez anos, num jantar em ambiente de velório, um empresário brasileiro pediu ao então ministro da Economia da Argentina Domingo Cavallo a receita para salvar o Brasil.</p>
<p>Cavallo atendeu com visível prazer e dissertou longamente sobre como o governo argentino havia encontrado a receita do crescimento com estabilidade. Três anos depois, a paridade imaginária entre o peso e o dólar seria rompida, de forma desastrosa, e o Tesouro argentino daria um calote histórico.</p>
<p>Naquela noite, o desastre mais visível era o do Brasil, atingido pelas ondas de choque da crise russa. Lampreia aguentou os desatinos durante um bom tempo, mas acabou perdendo a paciência e, com a polidez possível, enquadrou Cavallo e os empresários brasileiros deslumbrados.</p>
<p>Ontem, o presidente da Petrobrás, além de comparar os fundamentos macroeconômicos de Brasil e Estados Unidos, ainda se permitiu comentar as prováveis dificuldades do presidente Barack Obama para atender às expectativas internacionais em relação às suas medidas. Depois, falou sobre os planos do Brasil no setor de energia e sobre a contribuição dos biocombustíveis para a preservação ambiental. O País, lembrou, deverá investir US$ 2,8 bilhões na produção de etanol e de biodiesel nos próximos cinco anos.</p>
<p>O chanceler Amorim começou comentando o título oficial do almoço, inscrito no programa do Fórum. Há 30 anos, disse o ministro, o título seria algo como &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;, ou &#8220;Brasil, gigante adormecido&#8221;. Mas o evento, desta vez, foi rotulado como &#8220;Brazil, power broker&#8221;. Não há tradução direta: &#8220;power broker&#8221; é alguém influente, levado em conta em decisões importantes, capaz de modificar relações de poder. Em resumo, um ator relevante.</p>
<p>O Brasil, disse Amorim, poderá ser menos afetado que outros países pela crise porque iniciou um programa de investimentos antes do agravamento da situação, uma espécie de política anticíclica antecipada. Mencionou também como uma das vantagens o poder de consumo resultante das políticas sociais. Externamente, o país se tornou menos vulnerável, de acordo com o ministro, porque diversificou seus parceiros comerciais e depende menos dos Estados Unidos (cerca de 14% das das exportações brasileiras).</p>
<p>Mas a posição de power broker, afirmou o ministro, depende em grande parte do trabalho de integração sul-americana e tem sido exercido, por exemplo, na mediação em casos de conflito na região. Sobre a ausência do presidente brasileiro, uma explicação de mercado: &#8220;Há mais demanda de Lula do que oferta de Lula&#8221;. O presidente, argumentou, já esteve três vezes em Davos e neste ano decidiu participar do Fórum Social em Belém.</p>
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		<title>Perspectiva de paz torna a guerra ainda mais desumana</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 16:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" alt="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP</p>
<p>O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde os inimigos se encontram.</p>
<p>Alguns objetam, porém, que é igualmente lógico que civis, nas circunstâncias com alguns combatentes entre eles, presos em sua cidade, e correndo como um bando de ratos perseguidos por um caçador, procuram escapar da morte forçando as portas dos lugares pretensamente protegidos pelo direito. O direito? Por duas vezes, nos últimos dias, verificou-se que é uma péssima ideia esconder-se em lugares neutros. É a melhor maneira de atrair o raio. Cerca de 40 mortos numa escola da ONU, na semana passada, deram prova disso.</p>
<p>Mas a verdadeira razão desse ato deve ser procurada em outro lugar. As negociações entre Israel e o Hamas, com intermediação do Egito, haviam progredido de tal forma que, na manhã de ontem, a expectativa era de que as armas parassem de troar em um ou dois dias. Foi, portanto, na véspera desse evento que Israel empreendeu ataques de uma violência sem precedente, incluindo a destruição no complexo da ONU de assistência a uma população que morre de fome quando escapa da morte que vem do céu .</p>
<p>A ideia aponta, portanto, para um quadro duplo. De um lado, a paz é vislumbrada. De outro, a guerra se torna mais desumana. Ora, essas duas faces, longe de se contradizerem, se completam. &#8220;No último minuto&#8221;, disse um diplomata da região, &#8220;tenta-se obter progressos no terreno antes de a paz se impor. É a estratégia clássica de Israel&#8221;. Será o caso admitir que se multiplique o número de mortos para aumentar a chance de viver? Estranha dialética! E se, em vez de preparar a paz, esses excessos dessem uma nova chance à guerra?</p>
<p>Não se trata de fazer um julgamento, favorável ou indignado, sobre a guerra lançada por Israel. As provocações do Hamas, seus bombardeios cínicos das cidades israelenses, eram ignóbeis. No entanto, são muitos os que se escandalizaram com a maneira como essa guerra foi conduzida. A Federação Internacional dos Direitos Humanos pediu ao Conselho de Segurança da ONU que investigue &#8220;crimes na Faixa de Gaza que devem ser qualificados como de guerra, se não forem crimes contra a humanidade&#8221;. As bombas de fósforo Dime (Dense Inert Metal Explosive) são aceitas pelo direito internacional, é verdade, mas são abjetas. A agência Associated Press cita testemunhas que viram os efeitos dessas bombas: &#8220;Viu-se a fumaça branca vinda do céu descolar a pele do rosto e dos membros.&#8221; Eis a questão: para restaurar a paz, seria realmente necessário primeiro bombardear as instalações da ONU, um hospital, e atingir civis com bombas capazes de descolar a pele dos rostos e dos membros?</p>
<p><strong><br />
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris </strong></p>
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		<title>Centrais sindicais ameaçam parar empresas que demitirem</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 12:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Decisão, anunciada ontem, contou com a Força Sindical, que se afastou das negociações com a Fiesp
Paula Pacheco &#8211; O Estado SP
As centrais sindicais definiram ontem que vão reagir às demissões com uma onda de paralisações nas empresas de todo o País. Participaram da reunião, organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Decisão, anunciada ontem, contou com a Força Sindical, que se afastou das negociações com a Fiesp</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Paula Pacheco &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>As centrais sindicais definiram ontem que vão reagir às demissões com uma onda de paralisações nas empresas de todo o País. Participaram da reunião, organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Faltou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ficou de fora da discussão porque terá na segunda-feira um encontro com todas as suas centrais estaduais e maiores sindicatos.</p>
<p>&#8220;Não podemos ficar assistindo às demissões. O próprio governo já percebeu que a marolinha vai ser uma onda grande de demissões. Será preciso uma injeção de dinheiro para evitar esses cortes&#8221;, avaliou Wagner Gomes, presidente da CTB. Uma das surpresas do encontro foi o anúncio do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, de que só voltará a negociar com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) daqui a 10 dias. Ele era voz isolada entre as centrais ao concordar com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre a redução de salários e da jornada de trabalho.</p>
<p>Ontem, Paulinho preferiu se unir às outras centrais, que assinaram uma proposta para começar uma negociação governamental nas esferas federal, estadual e municipal. Ontem mesmo já começaram as costuras para reuniões com os ministros Carlos Lupi, do Trabalho, Guido Mantega, da Fazenda, e com o presidente Lula.</p>
<p>Skaf, agora apoiado apenas por um grupo de grandes empresários e parte dos sindicatos patronais , disse não se sentir isolado com a decisão. &#8220;Achei ótima a ideia do Paulinho de adiar o encontro. Semana que vem será o momento de unirmos forças pela redução da Selic e do spread bancário.&#8221;</p>
<p>O presidente da CUT nacional, Artur Henrique, também é favorável às paralisações. &#8220;A orientação é para que sejam feitas paralisações e greves no caso de cortes. É a forma de resistirmos.&#8221; O líder sindical tenta uma aproximação com o governo para avaliar maneiras de manter os atuais níveis de emprego do País.</p>
<p>Antes da decisão das centrais, as paralisações já vinham ocorrendo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde a GM desligou 802 temporários, conseguiu parar a produção por dois dias, num total de quatro horas. Ontem participaram da manifestação cerca de 5 mil trabalhadores.</p>
<p>Os presidentes dos três sindicatos dos metalúrgicos do ABC, que representam aproximadamente 140 mil trabalhadores, defenderam ontem a união das bases, passando por cima das divergências entre CUT e Força Sindical, para enfrentar o processo de demissões já desencadeado nas indústrias e a proposta do empresariado de redução da jornada com corte de salários. Como primeira atividade conjunta, representantes de São Bernardo estarão hoje , às 13h30, em frente à Magneti Marelli Cofap, em ato promovido pelos metalúrgicos de Santo André contra a ameaça de demissão de 150 operários.</p>
<p>O grupo de sindicalistas do ABC defende estabilidade de emprego de seis meses, por decreto-lei, no caso de empresas que recebem ajuda financeira pública.As demissões no ABC desde outubro até o momento, segundo os presidentes dos sindicatos, atingiram cerca de 2,2 mil operários.</p>
<p>Ontem, representantes do Sindicato Metabase de Itabira (MG) reuniram-se com a rede CUT Vale, que representa os sindicatos ligados à Vale, para organizar um ato em frente à sede da empresa no Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro. A mobilização vai repudiar as demissões e as propostas de flexibilização de direitos trabalhistas. Mesmo os sindicatos que aceitaram acordos com a suspensão temporária do contrato de trabalho, como o Metabase de Corumbá (MS), apoiam a manifestação. &#8220;Negociamos suspensão por dois meses para 95 trabalhadores em troca da estabilidade, mas tivemos demissões&#8221;, disse o sindicalista Cassiano de Oliveira.</p>
<p>COLABORARAM PAULO JUSTUS e JOAQUIM ALESSI</p>
<p><strong><br />
Propostas para a crise</strong></p>
<p><strong>Fiesp:</strong></p>
<p><strong>- Redução da taxa básica de juros &#8211; Redução da jornada e do salário</strong></p>
<p><strong>- Desoneração da carga tributária CUT, CTB, CGTB, Nova Central e UGT:</strong></p>
<p><strong>- Empresas que receberem recurso público garantem os empregos</strong></p>
<p><strong>- Eliminação do banco de horas</strong></p>
<p><strong>- Aumento do seguro-desemprego</strong></p>
<p><strong>- Mais dinheiro do FAT para qualificação de mão de obra</strong></p>
<p><strong>- Queda da Selic e do spread bancário Força Sindical:</strong></p>
<p><strong>- Concorda com as propostas das outras centrais, mas aceita a redução dos salários</strong></p>
<p><strong>Ministério do Trabalho:</strong></p>
<p><strong>- Empréstimos com recursos do FGTS e Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) para a empresa que não demitir.</strong></p>
<p><strong>Ministério da Fazenda:</strong></p>
<p><strong>- É contra a garantia de emprego pela dificuldade de separar as demissões rotineiras da causadas pela crise </strong></p>
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		<title>Lula critica empresários que demitem</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 10:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para presidente, empresa deve usar lucros acumulados para manutenção de emprego em tempo de crise econômica
Petista afirma que governo não aceita flexibilizar leis trabalhistas, mas que pode facilitar entendimento entre empresa e empregado
SIMONE IGLESIAS E IURI DANTAS &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou ontem um recado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp19122008.jpg" alt="Capa Folha de S.Paulo - Edição São Paulo" usemap="#cp19122008" border="0" /></div>
<p><strong>Para presidente, empresa deve usar lucros acumulados para manutenção de emprego em tempo de crise econômica</strong></p>
<p><strong>Petista afirma que governo não aceita flexibilizar leis trabalhistas, mas que pode facilitar entendimento entre empresa e empregado</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">SIMONE IGLESIAS E IURI DANTAS &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou ontem um recado claro aos empresários: o governo não irá se engajar na flexibilização das relações de trabalho, não aceita pagar seguro-desemprego durante suspensão temporária de contrato de trabalho e não vê motivo para demissões neste momento.</p>
<p>Em reunião com Lula na semana passada, os presidentes da Vale, Roger Agnelli, e da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, defenderam mudanças na legislação para permitir a suspensão de salários por dez meses, período em que o empregado receberia só seguro-desemprego, pago pelo governo, e manteria o vínculo empregatício.</p>
<p>Grandes empresas como Vale e CSN já anunciaram demissões nas últimas semanas, com o agravamento da crise, e muitas outras deram férias coletivas.</p>
<p>&#8220;Eu acho que é muito engraçado. Os empresários poderiam pagar [os funcionários] com parte dos lucros que acumularam. O governo não vai deixar de assumir a responsabilidade de cuidar dos trabalhadores, mas nenhum empresário tem motivo para mandar trabalhador embora&#8221;, disse Lula.</p>
<p>E acrescentou: &#8220;É só analisar os números do comércio, é só ver como está o final de ano, o que aconteceu na feira do automóvel no fim de semana passado. O papel do empresário agora não é ficar encontrando um jeito de continuar mantendo o mesmo lucro, mas trabalhar de forma muito rápida junto com o governo para que a gente evite que a crise chegue a toda a sociedade&#8221;, afirmou.</p>
<p>Lula disse que está &#8220;pronto&#8221; para se envolver nas negociações, mas como forma de auxiliar o lado mais fraco: &#8220;Se em alguma situação os trabalhadores quiserem a participação ou a intermediação do governo, estaremos prontos&#8221;, afirmou, mas insistiu em dizer que o &#8220;problema&#8221; é de trabalhadores e empresários, não do governo.</p>
<p>&#8220;Eu não sei de onde saiu essa notícia [que o governo vai propor a flexibilização da legislação trabalhista]. De vez em quando alguém cria uma coisa e passa a ter o tom de verdade. Não fiquem esperando que o governo faça tudo. O governo vai fazer de tudo para evitar que a crise não atinja o mercado de trabalho. Agora, se por qualquer circunstância uma empresa tiver em crise, essa empresa e o sindicato se coloquem de acordo e, com muita maturidade, evitem que os trabalhadores sejam penalizados&#8221;, afirmou. (&#8230;)</p>
<p><strong>Leia mais na Folha SP</strong></p>
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		<title>BB se compromete a não fazer demissões</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 11:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Direção firma acordo com sindicalistas
BRASÍLIA e SÃO PAULO. A direção do Banco do Brasil (BB) firmou com sindicalistas um compromisso de que não haverá demissões em decorrência da compra do estatal paulista Nossa Caixa. A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, após [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Direção firma acordo com sindicalistas</strong></p>
<p>BRASÍLIA e SÃO PAULO. A direção do Banco do Brasil (BB) firmou com sindicalistas um compromisso de que não haverá demissões em decorrência da compra do estatal paulista Nossa Caixa. A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, após a reunião com os executivos do BB, que não quiseram se pronunciar.<br />
Luiz Marcolino disse que as conversas com o BB estão em curso desde que as negociações foram anunciadas.<br />
Segundo ele, o processo de realocação de pessoal da Nossa Caixa tem de acontecer, até para que não ocorram demissões. Mas deverá haver um programa interno de requalificação profissional. Ele disse ainda que está previsto um processo de transferência de pessoal onde houver duplicidade de mão-de-obra, mas tudo será negociado. A Nossa Caixa tem 14.300 servidores e 559 agências.<br />
O processo de incorporação da Nossa Caixa pelo BB deverá levar entre 12 e 18 meses. A preocupação do sindicato é que não se percam direitos como valerefeição, entre outros. Um benefício a ser ajustado é da assistência médica. Segundo Marcolino, embora a do BB seja melhor, o funcionário contribui com 4,5%, enquanto o da Nossa Caixa colabora com 3%.<br />
Embora sejam concursados, os funcionários da Nossa Caixa são contratados pelo regime da CLT e não têm estabilidade assegurada — situação semelhante à do BB. Portanto, se o BB quiser, pode demitir.<br />
A saída para uma redução de pessoal, acreditam os sindicalistas, está nas aposentadorias.<br />
Segundo Raquel Kaceunikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, entre este ano até 2010 mais de três mil empregados da Nossa Caixa devem atingir o tempo de serviço para se aposentar.<br />
Para o deputado estadual Davi Zaia (PPS), que também preside a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, os números de funcionários aptos a se aposentar traz certa tranqüilidade em relação às ameaças de demissão. Ele disse que os quadros da Nossa Caixa são muito enxutos. (Mônica Tavares, Ronaldo D’Ercole e Vinicius Segalla &#8211; O Globo)</p>
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		<title>Seqüência do Bretton Woods fracassará</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 12:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gideon Rachman &#8211; Financial Times &#8211; VALOR
Atribuo toda a culpa a Dean Acheson. O estadista americano, há muito falecido, foi uma grande figura na conferência original de Bretton Woods, em 1944, e posteriormente ajudou a inventar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.g20.org/G20/webapp/lib/img/logo_print.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.g20.org/G20/webapp/lib/img/logo_print.jpg" width="551" height="350" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gideon Rachman &#8211; Financial Times &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Atribuo toda a culpa a Dean Acheson. O estadista americano, há muito falecido, foi uma grande figura na conferência original de Bretton Woods, em 1944, e posteriormente ajudou a inventar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).</p>
<p>Acheson deu a suas memórias o modesto título de &#8220;Present at the Creation&#8221; (presente à criação, em inglês) e, ao fazê-lo, inadvertidamente alimentou as fantasias de grandiosidade dos líderes do grupo dos 20 (G-20) países com maior economia, que se reúnem em Washington no fim de semana. Por que eles não poderiam também chegar ao status de quase deuses, reordenando as instituições do mundo?</p>
<p>Alguns dos líderes que se dirigem a Washington são surpreendentemente francos sobre o prazer que estão tendo. Nicolas Sarkozy, o dinâmico presidente da França, congratulou-se por sua &#8220;sorte&#8221; em ter a chance de refazer o sistema financeiro mundial. Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, visivelmente deleita-se com a idéia de ser um líder intelectual mundial.</p>
<p>Como a maioria das seqüências, no entanto, o Bretton Woods II não chegará nem perto do original. A primeira conferência criou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Seu substituto será mais maçante e gerará menos conseqüências significativas.</p>
<p>O primeiro motivo é que a crise financeira mundial &#8211; mesmo tão grave como é &#8211; está longe de ser a Segunda Guerra Mundial. A guerra destruiu a ordem estabelecida e, portanto, os estadistas que desenharam as instituições do pós-guerra tinham um papel em branco para rabiscar.</p>
<p>O segundo é que não há tempo suficiente. A conferência original de Bretton Woods teve os benefícios de dois anos de preparação, não duas semanas.</p>
<p>O terceiro &#8211; especialmente importante &#8211; é que os países que se reunirão em Washington neste fim de semana divergem. Os europeus, que adoram todas as formas de governança internacional, pressionam por novos reguladores mundiais para o sistema de finanças internacionais. Os americanos e chineses &#8211; mais zelosos de sua soberania nacional &#8211; estão mais cautelosos.</p>
<p>Por fim, ao contrário do ocorrido no Bretton Woods original, os Estados Unidos não têm o poder nem a inclinação para impor um novo conjunto de planos para o resto do mundo.</p>
<p>Este último ponto é algo que os europeus, em particular, mostram dificuldade em compreender. Sua visão geral é a de que há duas formas opostas de arrumar o mundo. A primeira &#8211; associada com o temido presidente George W. Bush &#8211; era baseada no poder e &#8220;unilateralismo&#8221;. A segunda &#8211; que esperam ser adotada pelo santificado Barack Obama &#8211; é baseada em um EUA repreendido, que trabalha com os outros para construir uma nova ordem multilateral. Parte da excitação européia em relação ao Bretton Woods II é baseada na idéia de que a era da primazia dos EUA acabou &#8211; e que amanhece uma nova era multilateral.</p>
<p>Em 1944-45, entretanto, instituições multilaterais como o FMI, Banco Mundial e Organização das Nações Unidas (ONU) nasceram da força dos EUA e não de sua fraqueza. Um dos motivos para o Bretton Woods ter funcionado é que os EUA eram claramente o país mais poderoso na mesa de negociação e, portanto, no fim das contas tinha capacidade para impor sua vontade aos outros, incluindo uma Grã-Bretanha freqüentemente consternada. Na ocasião, uma alta autoridade do Banco da Inglaterra descreveu o acordo alcançado como &#8220;o maior golpe desferido contra a Grã-Bretanha depois da guerra&#8221;, em grande parte porque ressaltava a forma como o poder financeiro havia passado do Reino Unido para os EUA.</p>
<p>O encontro do próximo fim de semana também reconhece mudanças no poder global. Os entusiastas do G-20 gostam que o grupo não seja o cansado e velho G-8, que vêem como sendo composto principalmente de países europeus exauridos destinados a entrar no matadouro da história. O G-20 inclui novas potências emergentes, como China, Índia, Brasil e África do Sul.</p>
<p>Isso é importante. Um sistema internacional que não acomode a China, Índia e outros novos emergentes claramente não pode funcionar no longo prazo. Contudo, trazê-los ao sistema não é garantia de sucesso. Quanto mais vozes ao redor da mesa do Bretton Woods II &#8211; e mais igualdade houver entre eles -, mais difícil será chegar a um acordo.</p>
<p>De fato, o mundo emergente multilateral e multipolar &#8211; há muito defendido por aqueles desconfortáveis com o poder americano &#8211; mostra todos os sinais de ser altamente inepto.</p>
<p>A ONU está cada vez mais paralisada &#8211; assolada por uma liderança fraca e um conselho de segurança bloqueado. Nos últimos 12 meses, a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassou. E se as negociações da OMC não conseguiram produzir resultados, que chance haverá de sucesso em uma tarefa muito mais difícil, como a de negociar um acordo mundial de mudanças climáticas no próximo ano?</p>
<p>As rodadas comerciais anteriores foram concluídas com êxito, em parte, porque foram costuradas por Europa, América e Japão. Porém, na rodada mais recente, os países em desenvolvimento &#8211; em particular a Índia &#8211; ficaram poderosos demais para serem ignorados. Este é certamente um avanço para a justiça e equidade mundiais, mas torna muito mais difícil atingir um acordo. O mesmo problema provavelmente afligirá as negociações sobre mudanças climáticas no próximo ano, nas quais a China desempenhará papel central.</p>
<p>Ter montes de países na mesa de negociação não é por si só um fator destruidor de consensos. Havia 44 países no Bretton Woods original. Porém, o que se precisa é de liderança. Em 2008, como em 1944, o líder mais plausível é os EUA. Isso torna duplamente infeliz o fato de que o presidente americano anfitrião em Washington será Bush e não Obama.</p>
<p>Sob o comando do presidente Bush, os EUA descobriram que não podem liderar o mundo por meio do exercício da força bruta. A tarefa do presidente eleito Obama será ver se os EUA agora podem liderar por meio da persuasão. Infelizmente, ele não estará presente à recriação neste fim de semana.</p>
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		<title>&#8220;É dando que se recebe&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 16:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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A festa de Babette


&#160;
O loteamento na prefeitura de São Paulo avança a todo vapor.
Enquanto a Soninha brada por uma secretaria em retribuição aos serviços prestados, Orestes Quercia manifesta um interesse menor na máquina municipal e procura compromisso público de apoio a sua candidatura ao senado em 2010. Acontece que a equação no campo demo-tucano é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/omelhordobrasil/uploaded_images/babette-760285.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/omelhordobrasil/uploaded_images/babette-760285.jpg" width="498" height="388" /><em><font size="1"><br />
A festa de Babette</font></em></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center" align="left"></div>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">O loteamento na prefeitura de São Paulo avança a todo vapor.</p>
<p align="left">Enquanto a Soninha brada por uma secretaria em retribuição aos serviços prestados, Orestes Quercia manifesta um interesse menor na máquina municipal e procura compromisso público de apoio a sua candidatura ao senado em 2010. Acontece que a equação no campo demo-tucano é muito mais complexa, que no campo do PT. Tem Afif, tem Alckmin, tem Goldman, tem Kassab, tem Aluisio Nunes, tem&#8230;</p>
<p>No aguardo, Alda Marcoantonio não vê graça nenhuma na assistência social e almeja um cargo mais suculento.</p>
<p>Na Câmara o &#8220;centrão&#8221; aguarda, arma ao pé, as subprefeituras que serão atribuídas ao grupo enquanto prepara a eleição do presidente do legislativo.</p>
<p>A mídia acompanha as negociações políticas entre os partidos aliados, com objetividade. Aqui não tem interesses menores, boquinhas, cargos e loteamento.</p>
<p>Em paralelo, o governo estadual anuncia obras na marginal e ninguém pergunta se as pistas que serão reformadas e a nova pista prevista serão pedagiadas. Cada coisa em seu tempo e no seu devido lugar.</p>
<p>Quando o governador decidirá informar, a mídia transmitirá.</p>
<p>Luis Favre</p>
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