09/06/2008 - 08:47h Uma volta ao globo em oito notas

Toda Mídia

NELSON DE SÁ - nelsondesa@folhasp.com.br

Brics e a crise do Ocidente Jim O’Neill falou novamente. Dias atrás, à Folha, deu o Brasil como seu Bric favorito. Ontem, em fórum na Rússia, o criador do acrônimo declarou às agências que a crise financeira “definitivamente permite aos Brics se desenvolverem mais rápido“. Afinal, “esta é uma crise do Ocidente”, que ele entende apenas por EUA e Europa, “e a maior parte dos seis bilhões de pessoas do mundo não será afetada por ela”.
Sobre o clube Bric que Brasil, Rússia, Índia e China lançaram dias atrás, em encontro na mesma Rússia, opinou o economista do Goldman Sachs: “Espero que os líderes do Ocidente tenham prestado atenção àquele encontro e comecem a acelerar sua inclusão no G8 e no FMI… Penso que a falta de avanço do G8 e dos líderes ocidentais na mudança é realmente ruim e um dos maiores problemas no mundo, hoje”.

O FUNDO, AFINAL
O “Financial Times” publica hoje e já destacava ontem, no alto da home, entrevista em que Guido Mantega anuncia o fundo soberano do país, a ser enviado ao Congresso. Deve “começar pequeno”, mas crescer rapidamente para “US$ 200 bilhões ou US$ 300 bilhões em três a cinco anos” conforme “o petróleo começar a entrar”, referência a Tupi e os outros campos.
Sexta, no dia de recorde do petróleo, o Market Watch voltou a se aprofundar na “série de descobertas do Brasil”.

ADMIRADORES ETC.
De um lado, o “FT” adiantou ontem e publica hoje uma longa reportagem sobre como “o novo status do Brasil”, com o grau de investimento, “ganha admiradores”. Entrevista nos EUA uma série de fundos institucionais para retratar tais admiradores e as apostas de aplicação por aqui.
De outro, o site do mesmo “FT” posta nota de outro correspondente, dizendo que “um consultor de São Paulo” não identificado aposta que a valorização da moeda do país já teria atingido seu pico.

AGORA, A ESTRADA
Jornais britânicos ecoaram no fim de semana a multa que o Ibama aplicou em Johan Eliasch, o sueco “consultor de Gordon Brown” e dono de terras na Amazônia. Uma “fonte próxima” sem identificação disse à AFP que as provas do Ibama são “falsas, politicamente motivadas”.
Enquanto isso, um artigo ontem no “New York Times” abriu outra frente, apelando às fotos da tribo “isolada” do Acre para questionar “uma nova estrada” no Estado.

UM MÊS DEPOIS

jornalnacional.globo.com
 

William Bonner, ao noticiar o caso Alstom

Por qualquer razão, o “Jornal Nacional” deu o caso Alstom na sexta, exatamente um mês depois de sair em manchete no “Wall Street Journal”. Citou por fonte “a bancada do PT”. E nada de mencionar PSDB ou o governo paulista, só o Metrô, “sob suspeita” por um “contrato de 1994″. Não entrou na escalada de manchetes.
Sábado, mais Metrô. Fora da escalada e sem citar governo, o “JN” deu que o IPT culpa “sucessão de erros” pelas mortes na Linha Amarela.

“YEDA, DO PSDB”
Também o escândalo no Rio Grande do Sul chegou ao “JN”, enfim, no sábado. No caso, com escalada e menção a “Yeda, do PSDB” e seu vice “do Democratas”. Mas nada do PPS do chefe da Casa Civil, flagrado no áudio falando do financiamento de legendas via estatais gaúchas.

RS URGENTE
Nada, também, da oferta de “uma coisa concreta” ao vice, feita na mesma gravação. Para tanto, era preciso acompanhar o blog gaúcho RS Urgente, de Marco Aurélio Weissheimer, que dá o escândalo desde seus primeiros passos, ainda no ano passado. Está lá a oferta, em podcast.

APARÊNCIAS
O blog de José Dirceu, dado por todo lado como próximo das duas fontes das denúncias contra Dilma Rousseff, os petistas José Aparecido e Denise Abreu, citou pela primeira vez o caso Varig. Postou que “a Casa Civil” não perdoou a dívida da empresa, como noticiado, pois “não havia sucessão das dívidas”. Na aparência, defendeu Dilma.

17/04/2008 - 07:00h Brasil, uma potência global?

Toda Mídia

NELSON DE SÁ - nelsondesa@folhasp.com.br

Shutterstock/economist.com
 

Um oceano de petróleo? Enquanto Haroldo Lima se explica na manchete do site Vermelho, do PC do B, a “Economist”, a “Forbes”, a “BusinessWeek” tentam dar sentido à barafunda criada pelo diretor da Agência Nacional de Petróleo.
“Tem mesmo um oceano de petróleo no Brasil?”, pergunta-se a “Economist”, com a ilustração acima. As três revistas, em textos adiantados ontem nos sites, respondem em graus diferentes que tem, sim, muito petróleo. Mas deve demorar, é de difícil acesso. Não faltam referências ao país como uma “petropotência”.
E agências diversas, noticiando relatório do Credit Suisse, destacaram no fim do dia a avaliação de que o campo não é tão grande, mas “como parte de uma área maior ele pode, de fato, conter 33 bilhões de barris”.

UMA POTÊNCIA GLOBAL

guardian.co.uk
 

O britânico “Guardian” deu página para a “descoberta surpresa” que, destaca, “pode confundir os profetas do apocalipse do petróleo” -que vêem a produção em queda sem fim. E o espanhol “El País” deu em editorial que, se confirmado, o campo “fará do Brasil uma potência global”

31/01/2008 - 11:14h É novamente a economia, estúpido

UOL teve a boa iniciativa de traduzir o artigo que reproduzi do Financial Times neste blog na terça-feira, em inglês. Graças a coluna do sempre antenado Nelson de Sá, TODA MÍDIA, na Folha de hoje, fiquei sabendo da tradução e estou postando ela aqui. Para quem quiser a versão em inglês é só clicar no link embaixo. No TODA MÍDIA têm outros links para a campanha nos EUA.

Terca-feira, 29/01/2008 - 19:45

Back to ‘the economy, stupid’: How a slowdown will influence America’s presidential contest

barack-obama-hillary-clinton.jpg

Este artigo vale a pena, apesar de cumprido e só acessível a quem lê inglês. Ele permite acompanhar a evolução do processo eleitoral norte-americano e sua relação com o impacto da crise econômica na população do pais. Ele reforça minha convicção que um presidente democrata será eleito em novembro, mas muito dependerá da mensagem sobre a crise. Por enquanto, se como mostra o artigo, os candidatos Republicanos estão fora da realidade, os principais candidatos democratas permanecem com posições vagas. Os Estados-Unidos vão precisar muito mais que generalidades e os eleitores estarão muito sensíveis aos efeitos da crise. LF

By Edward Luce

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Nelson de Sá

É a economia, de novo

No capítulo de ontem, por TVs e sites americanos, europeus, brasileiros, saíram os quase figurantes John Edwards e Rudolph Giuliani, após nova derrota.
Ao fundo, como na análise “Retorna “é a economia, estúpido’”, do “Financial Times”, traduzida no UOL, vai se estabelecendo que a crise deve definir a eleição. O texto, ironizando o republicano John McCain por admitir que “economia não é algo que eu entenda tão bem quanto deveria”, arrisca que a desaceleração vai eleger um democrata. Outro texto, de um professor de Berkeley, diz que a classe média “não dá mais conta”, já exauriu os meios com que contornava os problemas econômicos no país, e olha “ansiosa” aos candidatos.

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