28/08/2008 - 09:48h No ninho de Kassab o leite cheira estranho

O leite de Kassab foi objeto de diversos posts neste blog. Primeiro ele tinha sumido e por meses a prefeitura não o distribuía , por conta de uma queda-de-braço com seus fornecedores. A administração pretendia que o preço era caro. Na negociação a proposta dos fornecedores foi rechaçada e sem licitação, a Nestle passou a fornecer o leite, a preço superior à proposta recusada pela prefeitura aos outros.(ver nos links embaixo).

Depois o leite não chegava, atrasava e provocava reclamações. Isto não é anormal no caso dos demo-tucanos, tudo atrasa. Os uniformes de inverno para as crianças, por exemplo, sempre atrasaram e são distribuídos no verão e os de verão no inverno; metrô para 2006 agora é em 2010, Rodoanel idem, e assim vai.

Semanas atrás Kassab enviou projeto anulando a distribuição de leite nas escolas e substituindo por um eventual cartão de distribuição, mas ao dia seguinte falaram que tinha sido um erro. Porém, depois decidiram deixar assim. Hoje anunciam que vão mandar pelo correio.

Porque mexer tanto numa questão que após ser introduzida por Maluf, melhorada e a preço mais em conta durante a gestão da Marta, tinha aprovação da população?

Porque os contratos sem licitação? Porque a publicidade da marca na TV? a de Nestle e a do Kassab, casadas? LF

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,14403079,00.jpg

Kassab é proibido de usar marca de leite na propaganda na TV

Justiça suspende imagem de lata; produto vem sendo comprado sem licitação

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA - JOSÉ ERNESTO CREDENDIO - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi proibido de explorar a marca do leite em pó Ninho no programa eleitoral gratuito. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) entendeu que a campanha de Kassab, que tenta a reeleição, violou o artigo 26 da resolução 22.718 do TSE, que proíbe a utilização comercial do horário político.

Nos primeiros dias da campanha na TV, o narrador destacava a retomada pela gestão do programa Leve Leite, que contempla cerca de 1,1 milhão de crianças por mês. Dizia: “O leite que a meninada leva para casa é leite de qualidade”, enquanto latas de Ninho eram exibidas perto de uma mulher.

Desde o início da semana, o tempo dedicado ao tema foi reduzido. A marca aparece borrada, mascarada por computação gráfica, mas é possível distinguir a cor amarela característica da embalagem. A representação contra Kassab foi apresentada ao Ministério Público pela petista Marta Suplicy.

“Nossa idéia não era fazer propaganda. Mas apresentar o produto que tem sido distribuído nas escolas. Ressaltar que se trata de leite de qualidade”, disse à Folha Carlos Magagnini, assessor de imprensa de Kassab. O juiz Claudio Luiz de Godoy concordou com a defesa. Apesar de ordenar a retirada da marca, não multou o prefeito.

O que Kassab não explica no programa é que o leite vem sendo comprado da Nestlé sem licitação pela prefeitura, desde julho de 2007. No último dia 15, o governo Kassab firmou novo contrato de R$ 56,2 milhões com a multinacional e vai continuar distribuindo o leite da marca por pelo menos mais 90 dias. São 6.600 toneladas.

No contrato de emergência, são 2.200 toneladas por mês durante 90 dias. Já o edital previa a compra mensal de 1.628 toneladas ao mês. A negociação emergencial foi decidida depois que o Tribunal de Contas do Município pediu a suspensão do processo licitatório por “impropriedades” que poderiam restringir a participação de concorrentes. Tanto a Secretaria de Gestão, responsável pela compra, como a coordenação da campanha de Kassab dizem que a licitação prossegue.

A Nestlé afirma que foi a única empresa a atender os requisitos exigidos pela prefeitura. O primeiro contrato sem licitação com a Nestlé foi firmado depois que as fornecedoras Itambé e Tangará suspenderam a entrega por três meses.

As empresas reivindicavam aumento de até 30% no preço, mas a prefeitura só aceitava 7%. Na queda-de-braço, prefeitura e Nestlé chegaram ao valor de R$ 8,53 por quilo, preço que foi mantido no novo contrato. O valor atual de mercado, diz a prefeitura, é de R$ 10,50.

Leia também aqui no blog

Tem coisa obscura no leite da prefeitura

Administração Kassab: Azedou o leite

Administração Kassab: Azedou o preço do leite (2)