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	<title>Blog do Favre &#187; Nossa Caixa</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Para Meirelles, banco privado seguirá estatal e cortará juros</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Presidente do BC não vê sinais de taxas &#8220;insustentáveis&#8221; nos bancos públicos
Dirigente do Banco Central prevê normalização do crédito no país, com o arrefecimento da crise e a estabilização da economia
TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que os bancos privados terão de seguir as instituições públicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2009/04/henrique-meirelles.jpg" alt="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2009/04/henrique-meirelles.jpg" /></div>
<p><strong>Presidente do BC não vê sinais de taxas &#8220;insustentáveis&#8221; nos bancos públicos</strong></p>
<p><strong>Dirigente do Banco Central prevê normalização do crédito no país, com o arrefecimento da crise e a estabilização da economia</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">TONI SCIARRETTA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que os bancos privados terão de seguir as instituições públicas e reduzir as taxas de juros cobradas dos consumidores, se quiserem recuperar mercado no crédito. Na véspera, o ministro Guido Mantega havia afirmado que os bancos privados iriam &#8220;comer poeira&#8221; se não fizerem isso.<br />
Para Meirelles, não há sinais de que as instituições públicas estejam trabalhando com taxas de juros &#8220;insustentáveis&#8221;, como afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. &#8220;Isso refletiria claramente nos resultados [financeiros]. Existem mecanismos prudenciais de ajuste através dos sistemas de alocação de capital pelo volume, risco de crédito e constituição de provisões. Não temos avaliação [de problemas]&#8220;.<br />
Meirelles afirmou que os bancos estatais tiveram um papel importante de estimular a economia, enquanto houve um movimento mundial de contração no crédito, aperto de liquidez e aumento de &#8220;spreads&#8221; (diferença entre o juro captado e o repassado ao consumidor).<br />
&#8220;Eles [bancos públicos] estavam sendo beneficiados por mais depósitos devido à busca por segurança. Então, puderam exercer um papel, com segurança, na expansão do crédito e na queda gradual dos &#8220;spreads&#8221;. Com isso, ganharam mercado. É natural agora que o setor privado procure recuperar isso, voltando a competir com taxas e também com &#8220;spreads&#8221;.&#8221;<br />
Segundo Meirelles, os bancos privados nunca tiveram dificuldade para competir com as instituições públicas no crédito no Brasil. &#8220;Isso aconteceu neste período. À medida que ocorra uma normalização, acredito que o setor privado deverá voltar não só a emprestar como captar, praticar custos competitivos e disputar fatias de mercado como sempre ocorreu nas últimas décadas&#8221;, disse.<br />
A carteira de crédito dos bancos públicos cresceu 10,9% de janeiro a junho, segundo o Banco Central. No período, os bancos privados tiveram expansão de apenas 1,4% e as instituições estrangeiras, queda de 1,9% no saldo de empréstimos.<br />
Para Meirelles, há sinais claros de recuperação no mercado de crédito, que ganha novo impulso por conta de um movimento conjuntural que vem com a saída da crise. O presidente do BC afirma que vê um segundo movimento, de caráter estrutural, que é consequência da estabilização da economia e que possibilitou ao país ter juros hoje de 8,75%.</p>
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		<title>Empréstimo em banco público cresce 29,7%</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 13:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo estudo do Inepad, crédito em banco privado cresceu apenas 7,51% de agosto de 2008 a junho de 2009
GUSTAVO PORTO &#8211; O Estado SP
O volume mensal de crédito concedido pelos bancos públicos cresceu 29,7% entre agosto de 2008 e junho de 2009 no País, variação porcentual quase quatro vezes superior ao aumento de 7,51% do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segundo estudo do Inepad, crédito em banco privado cresceu apenas 7,51% de agosto de 2008 a junho de 2009</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">GUSTAVO PORTO &#8211; O Estado SP</p>
<p>O volume mensal de crédito concedido pelos bancos públicos cresceu 29,7% entre agosto de 2008 e junho de 2009 no País, variação porcentual quase quatro vezes superior ao aumento de 7,51% do crédito liberado pelos bancos privados no período. Os dados constam no levantamento do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), feito a partir de dados do Banco Central (BC) e obtido pela Agência Estado.</p>
<p>Em agosto do ano passado, mês anterior ao agravamento da crise mundial, os bancos públicos liberaram R$ 380,32 milhões em crédito, volume que cresceu em todos os meses seguintes, até atingir R$ 493,42 milhões em junho deste ano. Já o crédito concedido pelos bancos privados passou de R$ 729,7 milhões para R$ 784,83 milhões ao mês no período.</p>
<p>Ao contrário dos bancos públicos, a oferta dos privados recuou por dois meses seguidos, entre dezembro do ano passado e fevereiro de 2009. Já o volume total de crédito saltou 15,13%, de R$ 1,11 bilhão durante agosto no ano passado, para R$ 1,278 bilhão em junho deste ano.</p>
<p>Segundo o professor titular da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e coordenador do Inepad, Alberto Borges Matias, as ações tomadas pelo governo após a crise foram refletidas no levantamento e, curiosamente, contrariaram o padrão do mercado de crédito no País. &#8220;As ações do governo na crise seguiram o ritmo verificado apenas anteriormente do mercado internacional, com taxas baixas de juros e volume alto de crédito&#8221;, disse Matias.</p>
<p><strong>INADIMPLÊNCIA</strong></p>
<p>Para o economista, os bancos privados não aumentaram o crédito no mesmo ritmo pelo temor de inadimplência e &#8220;por não terem o mesmo fator de empreendimento que o governo teve durante a crise&#8221;, disse. &#8220;Com isso, vão perder mercado&#8221;, completou. E os dados apurados junto ao BC ratificam que a participação dos bancos privados no total de crédito oferecido no País caiu de 65,75%, em agosto de 2008, para 61,4%, em junho deste no. Já a fatia dos bancos públicos cresceu de 34,25% para 38,6% no período.</p>
<p>Matias avalia ainda que o temor em relação a inadimplência não é justificativa para que os bancos privados restrinjam o crédito. O levantamento do Inepad aponta que o porcentual dos que não honraram compromissos acima de 90 dias saiu de 5,3% em agosto do ano passado para 6,7% em junho deste ano, que por sua vez mostra estabilidade em relação a maio. &#8220;Além de não explodir como o esperado e de crescer pouco durante a crise, a inadimplência deu sinais que pode ter parado de aumentar, com os números iguais de maio e junho&#8221;, avaliou.</p>
<p><strong>QUALIDADE</strong></p>
<p>O Inepad analisou ainda a qualidade da dívida medida pela classificação de risco (rating) do total das operações de crédito no Brasil no período e concluiu que houve praticamente uma estabilidade. Apesar de haver uma redução de 24,58% para 20,27% nas dívidas classificadas como &#8220;AA&#8221;, as dívidas de rating &#8220;A&#8221; cresceram de 40,21% para 43,04% do total. Essas dívidas são dos credores completamente adimplentes, ou seja, sem nenhum dia de atraso.</p>
<p>O instituto avalia ainda que, de maneira geral, o movimento aponta uma pequena queda na qualidade de dívidas de crédito no País. O estudo conclui que mesmo em meio à crise e à volatilidade dos mercados globais, o Brasil sustentou o crédito.</p>
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		<title>Bancos públicos retomam fatia na oferta de crédito</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 13:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
FABRICIO VIEIRA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Os bancos públicos têm ampliado sua participação no total do crédito oferecido no país, conquistando importante fatia que há pouco tempo estava nas mãos das instituições privadas.
A participação dos bancos públicos no bolo total do crédito ofertado subiu de 34,5% em junho de 2008 para 38,6% no mesmo mês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_0WVaXfEv8aw/Rnqa8kfiOOI/AAAAAAAAAQU/oMjdJKPuYZ8/s320/papelzinho.JPG" alt="http://1.bp.blogspot.com/_0WVaXfEv8aw/Rnqa8kfiOOI/AAAAAAAAAQU/oMjdJKPuYZ8/s320/papelzinho.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">FABRICIO VIEIRA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Os bancos públicos têm ampliado sua participação no total do crédito oferecido no país, conquistando importante fatia que há pouco tempo estava nas mãos das instituições privadas.<br />
A participação dos bancos públicos no bolo total do crédito ofertado subiu de 34,5% em junho de 2008 para 38,6% no mesmo mês deste ano.<br />
Enquanto a crise econômica levou os bancos privados a diminuir a oferta de crédito desde o último trimestre de 2008, os públicos, liderados pelo Banco do Brasil, ampliaram sua atuação no mercado.<br />
A carteira das instituições financeiras ligadas ao governo aumentou 33,8% em 12 meses. Já a carteira dos bancos privados registrou elevação de apenas 12,3% no mesmo período.<br />
Os dados foram levantados pelo Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração), a partir de números computados pelo Banco Central.<br />
&#8220;Diante do aperto feito pelos bancos privados na concessão de empréstimos após a crise, o governo empurrou o Banco do Brasil e a Caixa para fomentar o crédito. Quando há situações de risco e incertezas, como as vividas após setembro do ano passado, se o governo não operar, não há funcionamento adequado do sistema&#8221;, afirma Alberto Borges Matias, coordenador do Inepad.<br />
Até o primeiro semestre de 2000, o setor público respondia por mais de 50% do mercado de crédito do país. Mas as privatizações e a contínua expansão do setor privado levou a participação do segmento público no total oferecido a recuar para 34% do total no fim de 2007, ficando em um de seus mais baixos níveis históricos.<br />
&#8220;Os grandes bancos privados reclamaram e agora vão ter de correr atrás para recuperar espaço de novo&#8221;, afirmou Matias.</p>
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		<title>&#8220;Conservadorismo&#8221; afetou lucro do BB</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/conservadorismo-afetou-lucro-do-bb/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 13:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito


 Ruy Baron / Valor
 
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;

 Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito</strong></p>
<p><em><br />
</em></p>
<div align="center"><em> Ruy Baron / Valor</em><br />
<em> </em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/foto18fin-bdb-a12.jpg" border="0" /><br />
<em>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;</em></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"> Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a queda do lucro da instituição no primeiro trimestre é resultado de exagero na restrição de crédito e nas provisões para devedores duvidosos. &#8220;Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise&#8221;, afirma Bendine, em entrevista ao Valor. &#8220;Essa equação não ficou bem equilibrada.&#8221;</p>
<p>O lucro do BB no primeiro trimestre foi de R$ 1,655 bilhão, 12,9% menor que o mesmo período de 2008. Bendine pondera que essa cautela era natural, dado o ambiente de incerteza provocado pela crise financeira internacional. Mas diz que, a partir de maio, percebe-se a convergência da inadimplência a patamares mais próximo da normalidade, o que vai permitir que o banco amplie mais o crédito e recomponha a rentabilidade.</p>
<p>Bendine foi nomeado presidente do BB em abril porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava insatisfeito com a resistência do antigo titular do cargo, Antonio Francisco de Lima Neto, em reduzir spreads e ampliar o crédito em meio a um cenário econômico incerto.</p>
<p>A indicação de Bendine foi, no princípio, mal recebida pelo mercado financeiro, que receava ingerências políticas no BB. &#8220;Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária&#8221;, afirma Bendini, na entrevista. A seguir, os principais trechos.</p>
<p><strong>Valor: A sua nomeação para a presidência do BB foi mal recebida pelo mercado. As ações do banco chegaram a cair 11%, embora tenham se recuperado. A que o sr. atribui essa repercussão?</strong></p>
<p>Aldemir Bendine: Discordo que tenha sido mal recebida. Talvez tenha sido mal interpretada num primeiro momento. Nos dois primeiros dias, dada uma série de interpretações, que considero errôneas, houve queda nos preços das ações. A partir do terceiro dia, depois de eu ter feito uma conferência com os analistas de mercado, as ações têm se mantido em constante alta.</p>
<p><strong>Valor: O mercado se preocupava com uma eventual politização do BB. O sr. tem vinculação com o PT?</strong></p>
<p>Bendine: Nenhuma. Sou um funcionário com 30 anos de casa. Tenho uma carreira dentro do banco, com passagem nas mais importantes áreas. Subi os degraus naturalmente. Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária, nem agora nem ao longo de minha trajetória. É natural esse tipo de interpretação quando é feita a substituição no comando de uma empresa em que aproximadamente 70% do capital é do governo, em que o decreto de nomeação é do presidente da República. Mas não tenho vinculo partidário.</p>
<p><strong>Valor: Outra preocupação é se o sr. vai se vincular mais aos interesses do governo do que aos dos acionistas, que esperam resultados.</strong></p>
<p>Bendine: O que houve, na verdade, foi uma coincidência de visão e de postura. Sempre acreditei, ao longo de minha história no banco, que o principal componente do resultado é a intermediação financeira. O BB sempre foi um grande especialista em crédito. Para mim, a estratégia natural do banco é a alavancagem do crédito. Isso coincidiu com algumas interpretações (dentro do governo) de que o banco não vinha atuando de forma decisiva no crédito.</p>
<p><strong>Valor: Haverá um compromisso formal de gestão com o governo?</strong></p>
<p>Bendine: Não, não terá. De fato, assumi um compromisso com o ministro (da Fazenda, Guido Mantega), um compromisso moral de conduzir o banco para uma ação mais decisiva, mais pragmática.</p>
<p><strong>Valor: Seria para reduzir os juros e o spread dos empréstimos?</strong></p>
<p>Bendine: Não. Reduzir os juros e o spread é algo que já está dado, que faz parte de um processo econômico, das condições de mercado. Não é um processo exclusivo do BB e não se faz de forma artificial. Mas, ao aproveitar a nossa competitividade, que já existe, porque por tradição o BB pratica as menores taxas de juros do mercado, ao atuar de forma mais agressiva, vamos conquistar espaço, conquistar clientes. O movimento natural de defesa da concorrência é procurar se manter atrativo para manter os seus clientes. Então pode ser que, naturalmente, leve para uma redução do spread mais acelerada.<br />
<strong><br />
Valor: Ao mesmo tempo em que o sr. assumiu um compromisso com o governo de destravar o crédito, também assumiu com o acionista minoritário o compromisso de manter a rentabilidade. Como conciliar esses dois objetivos aparentemente conflitantes?</strong></p>
<p>Bendine: Não acho conflitantes, acho convergentes. Quando você tem uma condição de queda do spread dada ao longo do tempo, a única forma para compensar a sua rentabilidade na intermediação financeira é com o aumento do volume de negócios. Há ainda espaço para crescer em áreas onde o banco não tem um volume compatível com o seu tamanho. Temos áreas novas para explorar e trazer resultado, notadamente no financiamento de veículos, financiamento imobiliário, cartões de crédito e, principalmente, seguridade.</p>
<p><strong>Valor: Mas a redução da rentabilidade é um fato concreto. O resultado recorrente passou das casa dos 25% em 2008 para 19% em 2009, o que é o limite inferior da meta para o ano, definida entre 19% e 22%. Haveria espaço para continuar reduzindo o spread?</strong></p>
<p>Bendine: A redução do spread foi dada, aconteceu, mas numa velocidade e num volume superior ao crescimento da carteira de crédito. A carteira de crédito não cresceu na mesma proporção.</p>
<p><strong>Valor: Por quê?</strong></p>
<p>Bendine: Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise. Essa equação não ficou bem equilibrada. A queda de spread não foi proporcional ao crescimento de crédito.</p>
<p><strong>Valor: A restrição do crédito foi uma decisão gerencial equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Era uma tendência natural, dada a crise, quando você tinha um ambiente de incerteza. Considerando que temos para frente um cenário macroeconômico com clareza um pouco maior, em que a gente enxerga que o país não está em uma situação tão agravada como se imaginava no início da crise, a gente vê uma possibilidade de evolução do crédito em uma velocidade muito maior do que a do primeiro trimestre. Notadamente, a partir de maio.</p>
<p><strong>Valor: O resultado também foi afetado pelas provisões. O que houve?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez a gente não conseguiu, e isso vale para todo o mercado, e o BB especificamente, lidar com algumas questões que tiveram um impacto muito maior. Teve um leve descolamento da inadimplência, em função de um cenário de incerteza na economia, teve que trabalhar com um cenário de maior provisionamento.<br />
<strong><br />
Valor: Mas o que aconteceu com as provisões? A avaliação se mostrou equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Foi um pouco de insegurança do ponto de vista do consumidor, em relação cenário de manutenção de emprego e renda. Mas o BB tradicionalmente tem a menor taxa de inadimplência do mercado e isso foi mantido. Inclusive esse descolamento (alta da taxa de inadimplência) no BB foi menor do que no mercado. O que a gente percebe é que voltou a um patamar mais próximo de normalidade.<br />
<strong><br />
Valor: O nível de provisionamento se mostrou exagerado para o cenário que houve mais tarde?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez um pouco.<br />
<strong><br />
Valor: Isso também teria afetado o resultado?</strong></p>
<p>Bendine: Afetou, na medida em que você faz um provisionamento maior em relação a isso.</p>
<p><strong>Valor: Como avançar no crédito sem abrir mão da segurança na avaliação de risco?</strong></p>
<p>Bendine: Nossa técnica bancária e nossas regras na concessão de crédito estão mantidas e são rígidas. O que a gente vê como oportunidade não é alavancar crédito com empresas que já são tradicionalmente clientes. A gente vê espaço para buscar novos clientes que talvez não estejam tendo um atendimento que eles imaginam necessário para suas atividades.</p>
<p><strong>Valor: O BB entrou no programa do governo &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, que tem uma ênfase em baixa renda. Isso significa que o BB vai operar no segmento com menor margem sem ainda ter adquirido larga experiência no crédito imobiliário. Não seria uma estratégia perigosa?</strong></p>
<p>Bendine: A gente entrou no crédito imobiliário já no ano passado e vem buscando esse aprendizado. Ao aderir ao programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, não significa que estamos abrindo mão de atuar no segmento de maior renda. Essa política permanece. Naquela faixa de menor renda, não estamos entrando de forma decisiva porque essa é uma exclusividade da Caixa Econômica Federal. Estamos trabalhando no segmento acima de três salários mínimos. Nesse programa há uma oportunidade ímpar para financiar o produtor, a construção, o que é uma bela margem de negócio.<br />
<strong><br />
Valor: Outro programa de interesse do governo que o Banco do Brasil entrou é o financiamento de eletrodomésticos da linha branca. Mas é justamente esse segmento, nas estatísticas do Banco Central, que tem apresentado o maior aumento da inadimplência. Os riscos não seriam excessivos?</strong></p>
<p>Bendine: Os bancos atuam normalmente em duas arenas no financiamento direto ao consumidor. Uma é o crédito a clientes do próprio banco, que têm um histórico, um relacionamento anterior. O outro é o financiamento do cliente não correntista, através de uma parceria com uma rede varejista, por exemplo. O histórico, o conhecimento desse cliente, o relacionamento, é um pouco menor do que aquele que é um cliente tradicional seu. No caso específico desse programa no BB, a gente criou uma linha voltada para o nosso correntista. Por isso que nós tivemos condições de colocar uma taxa bastante agressiva, acreditando numa demanda maior que vai existir em função da recente decisão do governo de reduzir o IPI para a linha branca.</p>
<p><strong>Valor: No caso do cliente do BB, a inadimplência é menor?</strong></p>
<p>Bendine: No dados do BC você não consegue separar isso. É natural que a inadimplência entre os não correntistas seja maior do que entre os clientes em que há um relacionamento anterior.</p>
<p><strong>Valor: A compra de metade do Banco Votorantim devolveu a liderança do mercado ao BB, que foi perdida para o Itaú Unibanco?</strong></p>
<p>Bendine: Deve-se tomar cuidado com esse tipo de afirmação. O Votorantim ainda não foi incorporado nos nossos ativos, até porque depende da aprovação do BC. Nas incorporações de bancos, como as recentes operações envolvendo bancos privados, ocorre uma sinergia negativa de ativos. Há uma sinergia positiva nos resultados, tarifas, receitas de serviços, mas nos ativos a sinergia é negativa.</p>
<p><strong>Valor: Como assim?</strong></p>
<p>Bendine: Ela ocorre, por exemplo, na exposição de crédito que os dois bancos têm com uma mesma empresa. O banco A, que é o controlador, já tem esse nível de exposição com a empresa. E verifica-se que o banco B também tem sua própria exposição a essa empresa. Ao trazer essas duas exposições à analise de risco de uma única instituição, a tendência é diminuir o grau de exposição. Então você tem uma tendência de ter uma redução nos ativos.</p>
<p><strong>Valor: Há algum horizonte para o BB retomar a liderança?</strong></p>
<p>Bendine: São duas variáveis: o crescimento orgânico (ampliar as operações do próprio banco) e o inorgânico (fusões e aquisições). O concorrente pode, a qualquer tempo, adquirir uma empresa. Essa é uma variável não controlável. Considerando só o crescimento orgânico, até o próximo ano o BB retoma a liderança.<br />
<strong><br />
Valor: O sr. tem repetido que a área de seguridade pode contribuir mais para o resultado do banco. Esta definida a estratégia?</strong></p>
<p>Bendine: Por uma questão de acordo de confidencialidade assinado com parceiros ou interessados, não posso me alongar nessa questão. O que eu posso adiantar é que temos um modelo estabelecido no segmento de seguridade bastante diferente da concorrência, até por algumas características de um banco de sociedade de economia mista. O banco vinha com esse modelo há 15 anos e algumas alterações ocorreram nesse mercado. Por exemplo, a gente trabalha segmentado aqui no banco o ramo de vida do ramo de previdência, coisa que o mercado há muito tempo mostrou ser mais eficiente trabalhar isso no mesmo &#8220;business&#8221;. O banco tinha &#8220;n&#8221;, empresas que não estavam debaixo de uma &#8220;holding&#8221;. Então não havia ganhos de sinergia, havia &#8220;n&#8221; plataformas em cada uma das empresas.</p>
<p><strong>Valor: O BB vai seguir sozinho na seguridade ou vai continuar com parceiros privados?</strong></p>
<p>Bendine: Não posso falar. Tenho um acordo de confidencialidade e posso ferir compromissos com os meus parceiros se fizer comentários sobre isso.<br />
<strong><br />
Valor: As negociações para aquisição do BRB foram suspensas?</strong></p>
<p>Bendine: Não tenho nenhum comunicado formal do governo do Distrito Federal ou do próprio BRB de que as negociações foram interrompidas. Soube de algumas declarações (que indicam a desistência do negócio), mas não tive ainda a oportunidade de estar com o governador. A gente tem uma agenda próxima marcada. Dada a troca de comando no BB e outros fatores extraordinários, talvez tenha tido alguma interrupção no cronograma, mas eu estou confiante que o cronograma siga o ritmo normal.</p>
<p><strong>Valor: E no caso do Banestes?</strong></p>
<p>Bendine: Esta dentro do cronograma, na fase de avaliação pelos dois lados. Ainda não estão concluídas</p>
<p><strong>Valor: No fim do ano passado, o índice de Basiléia do BB caiu bastante, em virtude das aquisições. Esse pode ser um limite para ampliar o volume de crédito?</strong></p>
<p>Bendine: Claro que, dado essas aquisições recentes, que reduzem o índice de Basiléia, isso vem se apertando. Mas a gente tem ainda uma folga que nos permite uma grande alavancagem em 2009. Mas a gente vai ter sim a preocupação de começar uma discussão sobre o patrimônio, sobre a estrutura de capital do banco para que a gente não fique refém de uma impossibilidade de maior alavancagem no próximo ano.<br />
<strong><br />
Valor: Quais são as alternativas?</strong></p>
<p>Bendine: Pode ser aumento de capital, retenção de dividendos, divida subordinada e outros instrumentos. No devido momento, a gente vai conversar com o Tesouro Nacional e com a Fazenda para ver a melhor alternativa.<br />
<strong><br />
Valor: O BB tinha, antes da crise, um programa de internacionalização, que incluía atuar no varejo nos Estados Unidos. Esse projeto está mantido?</strong></p>
<p>Bendine: Não só está mantido, como estamos fazendo uma revisitação sobre novas oportunidades, dado esse cenário que a gente vivenciou a partir de setembro. Não nos esqueçamos que ele tem também um lado voltado para a presença do brasileiro lá fora. Ainda temos um número expressivo de brasileiros no mercado americano, por volta de 1,5 milhão de pessoas. Então alí tem um nicho importante de alavancagem de negócios.</p>
<p><strong>Valor: E a Visanet?</strong></p>
<p>Bendine: Fizemos um pedido de registro na CVM, e é o máximo que eu posso falar porque estamos em um processo de oferta.</p>
<p><strong>Valor: Vai ter alguma troca na presidência da Nossa Caixa?</strong></p>
<p>Bendine: Eu desconheço.</p>
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		<title>Petistas obstruem venda da Nossa Caixa</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 13:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[César Felício, de São Paulo &#8211; VALOR
A Assembléia Legislativa deverá votar hoje o projeto de lei que permite a absorção da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. A base de sustentação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi surpreendida pela disposição do PT de criar obstáculos para a aprovação da proposta, já que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">César Felício, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>A Assembléia Legislativa deverá votar hoje o projeto de lei que permite a absorção da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. A base de sustentação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi surpreendida pela disposição do PT de criar obstáculos para a aprovação da proposta, já que contava que o partido não iria se opor a um projeto do interesse de uma instituição financeira federal.</p>
<p>Coordenador da ação do partido contra o projeto, o deputado estadual Rui Falcão (PT) impediu a votação em plenário ainda ontem ao apresentar uma emenda convocando um referendo popular para tornar definitiva a incorporação do banco popular paulista. A votação foi transferida para hoje, já que o regimento interno obriga a publicação no Diário Oficial de todas as emendas.</p>
<p>Foi uma forma de ganhar tempo para que o Tribunal de Justiça examine um mandado de seguro com pedido liminar para que a tramitação do projeto seja interrompida. Ao impetrar o mandado ontem, Falcão alegou que a incorporação teria que ser feita por emenda constitucional, já que a Constituição do Estado cita nominalmente o banco como agente financeiro do tesouro estadual.</p>
<p>&#8220;O PT havia decidido não obstruir. Parece que mudou de idéia. Vou propor que as reuniões do colégio de líderes comecem a ser gravadas e registradas em atas&#8221;, ironizou o líder governista na Casa, deputado Barros Munhoz (PSDB). &#8220;Nunca existiu acordo&#8221;, rebateu Falcão.</p>
<p>O deputado petista levantou razões políticas para o partido se opor ao projeto. &#8220;O governador se desfaz do banco, engorda seu caixa de campanha e transfere todo o desgaste possível do fechamento de agências para o Banco do Brasil e para o governo federal. Meu dever é lutar até as últimas consequências para que este crime não se consuma&#8221;, afirmou, ao expor sua posição para deputados em reunião conjunta das comissões. Segundo Falcão, o Banco do Brasil não é um braço do governo federal, mas &#8220;uma sociedade anônima de direito privado&#8221;.</p>
<p>Apesar da resistência petista, somente a ação judicial poderá impedir a aprovação da proposta do governo Serra, que conta com o apoio de 71 dos 94 deputados estaduais. A aprovação na Assembléia Legislativa é o último passo legal para que o banco estadual seja absorvido pelo Banco do Brasil, em uma transação que proporcionará R$ 5,3 bilhões para que Serra possa tentar cumprir sua meta estadual de investimentos.</p>
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		<title>Debater é preciso</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 19:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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DE OLHO NOS DEPUTADOS
          estaduais de SP          OPINIÃO




 



         	








&#160;
Venda da Nossa Caixa: acordo que interessa a situação e a oposição



Imprensa, governo do Estado, governo federal, deputados estaduais da situação e da oposição de São Paulo parecem sofrer de uma amnésia. Isto porque desde que foi anunciada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"></div>
<p><span class="conteudostitulo"></span></p>
<div align="center"><span class="conteudostitulo"><img src="http://deolhonosdeputados.com/meusarquivos/eyes26.gif" align="left" /></span><font size="4" color="#000000" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><strong>DE OLHO NOS DEPUTADOS</strong></font><br />
<font size="4" color="#000000" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><strong>          estaduais de SP</strong></font><font size="4" color="#000000" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><strong><font size="5" color="#330066">          OPINIÃO</font></strong></font></div>
<p><span class="conteudostitulo"><font size="4" color="#000000" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><strong><br />
</strong></font></span></p>
<table class="conteudo" width="100%" border="0" cellpadding="5" cellspacing="0">
<tr>
<td class="conteudo"><span class="conteudotitulo"><span style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial"><span style="color: black"></span> </span></span><br />
<span class="conteudoconteudo"><font color="#330066"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><font size="2"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial"></span></font></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-indent: 45pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial"></span></p>
<p></span></p>
<div align="right"><a href="http:///" class="conteudolink">         	</a></div>
</td>
</tr>
</table>
<table class="conteudo" width="100%" border="0" cellpadding="5" cellspacing="0">
<tr>
<td class="conteudo">
<div align="left"><img src="http://deolhonosdeputados.com/meusarquivos/nossacaixa1.JPG" align="left" /></div>
<p><span class="conteudotitulo"><span style="font-size: 12pt"><span style="color: #330066; font-family: verdana,arial,helvetica,sans-serif"></span></span></span></p>
<p style="text-align: left">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><strong><span style="font-size: medium; color: #000000; font-family: verdana,geneva">Venda da Nossa Caixa: acordo que interessa a situação e a oposição</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</table>
<p>Imprensa, governo do Estado, governo federal, deputados estaduais da situação e da oposição de São Paulo parecem sofrer de uma amnésia. Isto porque desde que foi anunciada a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, no último dia 20 de novembro, as notícias e comentários da transação foram invertidos e passou a ser qualificada como a compra da instituição pelo Banco do Brasil, como se o governo do Estado nunca tivesse anteriormente colocado a sua intenção de liquidar este patrimônio público.</p>
<p>O discurso que parece interessar a todos é de que o Banco do Brasil, bastante preocupado com a perda da liderança no mercado financeiro nacional pela fusão do Itaú e Unibanco, com a compra volta figurar como a segunda maior instituição financeira do país. “Essa é uma compra que faz sentido dentro do contexto do BB e atende ao nosso objetivo de crescer em participação no Estado de São Paulo”, afirmou o presidente do BB, Lima Neto.</p>
<p>Este discurso atende muito bem a ambos os lados. Aos tucanos paulistas que tiram dos ombros o peso de ver o governador José Serra ser acusado de estar vendendo um patrimônio do governo do Estado e de ser privatista e a oposição que também não fica ameaçada de conviver com as críticas do presidente Lula estar “ajudando” Serra a fazer sua campanha à presidência para 2010 – com mais dinheiro em caixa, Serra pode fazer mais obras e, por consequência, ter mais o que mostrar como candidato.</p>
<p>O grande acordo também parece interessar aos funcionários da Nossa Caixa que acreditam que passarão a ter o “status” de funcionários do Banco do Brasil, inclusive com ganhos salariais. Só que já se ventila o fechamento de pelo menos 30 agências.</p>
<p>Para a efetividade da transação são necessárias, ainda, a liberação do Banco Central e a aprovação da Assembléia Legislativa de São Paulo, que pelo que foi exposto acima não deverá ser entrave para a negociação.</p>
<p>Um questionamento que fica é por que o governo estadual não fez um leilão, dando a oportunidade também a outros bancos de fazerem propostas?</p>
<p>É certo que, sem a Nossa Caixa, o governo paulista perderá importante braço financeiro para intervir no setor produtivo, especialmente em momentos de crise de crédito. Para financiar projetos de interesse do Estado, o governo paulista deverá contar com uma agência de fomento com capital autorizado de R$ 1 bilhão, que funcionará como uma espécie de BNDES paulista. A agência segue o modelo implementado em Minas Gerais e aguarda aprovação do Banco Central para sair do papel. Digamos que seu patrimônio não é tão grande assim para suas pretensões.</p>
<p>A Nossa Caixa foi vendida por R$ 5,3 bilhões e a nós, povo paulista, apenas  interessa o que será feito com esse dinheiro.</p>
<p>Em maio/2008, quando das primeiras notícias do interesse do governador Serra em vender a Nossa Caixa, o De olho nos Deputados já perguntava: o que será feito com o dinheiro da venda? Quem vai decidir em que será investido o dinheiro da venda? O Estado de São Paulo realmente precisa se desfazer deste patrimônio, por quê? É assim? O governador decide, a Assembléia aprova e o verdadeiro dono (o povo paulista) não é consultado? Será que alguém vai explicar por que é preciso vender a Nossa Caixa, o que farão com o dinheiro, o que Estado vai ganhar com tudo isso?</p>
<p>O governador José Serra diz que o dinheiro será investido em infra-estrutura e atendimento à área social. Segundo ele, a maior parcela dos recursos será usada para a ampliação do Metrô, modernização dos trens metropolitanos e para a renovação de estradas de acesso a municípios.</p>
<p>Como o dinheiro pertence aos 41 milhões de paulistas não seria interessante alguma forma de discussão com a população para definir onde serão gastos esses recursos e criar verdadeiros mecanismos de fiscalização de sua aplicação?</p>
<p><strong>A Redação do De olho nos deputados de São Paulo</strong></p>
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		<title>Transparência</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 14:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coluna do ombudsman da Folha hoje
&#8220;Nossa Caixa
Banco público é vendido sem leilão; Folha se exime de promover debate sobre o tema por seis meses&#8221;
Meu post de ontem 
&#8220;O que se questiona é a venda da Nossa Caixa, ou seja a decisão política do governador Serra de vender este patrimônio do Estado de São Paulo. Qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Coluna do ombudsman da Folha hoje</strong></font></p>
<p><strong>&#8220;Nossa Caixa</strong><br />
Banco público é vendido sem leilão; <strong>Folha</strong> se exime de promover debate sobre o tema por seis meses&#8221;</p>
<p><font size="4"><strong>Meu post de ontem </strong></font></p>
<p>&#8220;O que se questiona é a venda da <strong>Nossa Caixa</strong>, ou seja a decisão política do governador Serra de vender este patrimônio do Estado de São Paulo. Qual é a justificativa do governador? Porque está venda seria positiva para o Estado? Curiosamente ninguém na mídia exige explicações do governador. Mas é um dever de transparência informar a opinião pública sobre esta decisão e debater na Assembléia legislativa sobre suas motivações. LF <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/a-decisao-de-vender-nossa-caixa-deve-ser-discutida-com-transparencia/">A decisão de vender Nossa Caixa deve ser discutida com transparência</a></p>
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		<title>Negócio com a Nossa Caixa ficou caro, dizem analistas</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 13:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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A maioria esperava que o valor ficasse entre 1,8 e 2 vezes o patrimônio líquido, mas foi para 2,36 vezes
Renée Pereira &#8211; O Estado de São Paulo
O valor pago pelo Banco do Brasil pela aquisição da Nossa Caixa, de R$ 7,6 bilhões, ficou bem acima das projeções feitas pelo mercado financeiro antes do anúncio do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
A maioria esperava que o valor ficasse entre 1,8 e 2 vezes o patrimônio líquido, mas foi para 2,36 vezes</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Renée Pereira &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>O valor pago pelo Banco do Brasil pela aquisição da Nossa Caixa, de R$ 7,6 bilhões, ficou bem acima das projeções feitas pelo mercado financeiro antes do anúncio do negócio, na quinta-feira. Na avaliação dos analistas do setor bancário, o preço foi bastante salgado para um momento de extrema incerteza no cenário mundial, com o valor dos ativos em queda. A maioria esperava que o banco federal pagasse algo entre 1,8 a 2 vezes o valor do patrimônio líquido da Nossa Caixa, mas o valor fechado ficou em 2,36 vezes, R$ 70,63 por ação.</p>
<p>&#8220;Achei caro, eles pagaram um múltiplo (variação patrimonial) maior que o verificado na fusão entre Itaú-Unibanco, de 2,3 vezes, e com a qualidade dos ativos inferior&#8221;, afirmou o analista da Modal Asset, Eduardo Roche. Ele pondera que, apesar de cara, a aquisição trará benefícios para o BB, já que hoje a Nossa Caixa não tem uma gestão eficiente. Isso significa que há potencial de crescimento em vários setores no médio e longo prazos.</p>
<p>Outro ponto que pesou na análise dos especialistas foi o fato de o BB pagar a aquisição em dinheiro, apesar de ter sido parcelada em 18 meses. &#8220;Havia uma expectativa de que pudesse ser troca de ações&#8221;, destaca o analista da Planner Corretora, Ricardo Martins.</p>
<p>Na primeira projeção dele, a expectativa era de que o preço pela compra ficasse em R$ 55 por ação. Com a fusão entre Itaú e Unibanco, Martins refez a projeção para R$ 62, ainda abaixo do valor anunciado. &#8220;Refiz minha projeção com base na expectativa em torno da argumentação do governo estadual depois da fusão. Eles não venderiam pelo preço anterior. Por isso, saiu caro para o BB.&#8221;</p>
<p>O analista da Spinelli Corretora, Max Bueno, esperava que o preço ficasse em, no máximo, 2 vezes o patrimônio líquido da Nossa Caixa. Mas a necessidade do BB de retomar a liderança perdida para Itaú-Unibanco falou mais alto.</p>
<p>Ele destaca ainda que se o banco estadual fosse a leilão o preço seria bem menor por causa dos depósitos judiciais que obrigatoriamente têm de ser geridos por bancos oficiais. &#8220;As instituições privadas deduziriam o valor dos depósitos do preço. Isso significa que a Nossa Caixa seria mesmo mais atraente para o BB.&#8221;</p>
<p>Essa corrida em busca da liderança do setor bancário brasileiro deixou muitos analistas preocupados com as iniciativas futuras a ser tomadas pelo BB. &#8220;A compra da Nossa Caixa pode ser um exemplo do que a instituição federal fará daqui para a frente para retomar o posto de número 1. Há risco de partir para as compras sem olhar preço. Queremos saber quanto ele vai pagar por outras aquisições para se recuperar no ranking&#8221;, comenta Roche, da Modal.</p>
<p>No pregão de ontem, as ações da Nossa Caixa subiram 22,81%, para R$ 63, tentando se aproximar da oferta de R$ 70,63. Já as ações do BB recuaram 14,34%.</p>
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		<title>NEGÓCIO OPACO</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 12:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ OPINIÃO &#8211; O GLOBO
ACERTADA A compra da Nossa Caixa pelo BB, o governo federal deixa transparecer, de forma nítida, a preocupação em fazer o banco voltar à liderança do ranking do setor. A fusão Itaú-Unibanco é cada vez mais vista como uma afronta aos espíritos estatizantes oficiais.
É ATÉ possível que o BB, em 2009, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"> <strong>OPINIÃO &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p><strong>ACERTADA </strong>A compra da Nossa Caixa pelo BB, o governo federal deixa transparecer, de forma nítida, a preocupação em fazer o banco voltar à liderança do ranking do setor. A fusão Itaú-Unibanco é cada vez mais vista como uma afronta aos espíritos estatizantes oficiais.</p>
<p><strong>É ATÉ </strong>possível que o BB, em 2009, volte a ser o primeiro banco, mas continuará um paquiderme estatal, de lucratividade menor que as instituições privadas, um instrumento sempre a postos para satisfazer projetos de poderosos de ocasião, sejam ou não rentáveis.</p>
<p><strong>DESDE O </strong>Império, quando foi fundado, o banco quebrou algumas vezes, e o contribuinte terminou convocado para ressuscitá-lo. Infelizmente, nada indica que essa regra será um dia revogada.</p>
<p><strong>QUANTO AO</strong> governador José Serra, os paulistas aguardam dele uma explicação convincente para não ter vendido a Nossa Caixa em leilão, pelo qual poderia fazer um negócio melhor para o Tesouro paulista, e com total transparência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BB se compromete a não fazer demissões</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 11:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Direção firma acordo com sindicalistas
BRASÍLIA e SÃO PAULO. A direção do Banco do Brasil (BB) firmou com sindicalistas um compromisso de que não haverá demissões em decorrência da compra do estatal paulista Nossa Caixa. A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, após [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Direção firma acordo com sindicalistas</strong></p>
<p>BRASÍLIA e SÃO PAULO. A direção do Banco do Brasil (BB) firmou com sindicalistas um compromisso de que não haverá demissões em decorrência da compra do estatal paulista Nossa Caixa. A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, após a reunião com os executivos do BB, que não quiseram se pronunciar.<br />
Luiz Marcolino disse que as conversas com o BB estão em curso desde que as negociações foram anunciadas.<br />
Segundo ele, o processo de realocação de pessoal da Nossa Caixa tem de acontecer, até para que não ocorram demissões. Mas deverá haver um programa interno de requalificação profissional. Ele disse ainda que está previsto um processo de transferência de pessoal onde houver duplicidade de mão-de-obra, mas tudo será negociado. A Nossa Caixa tem 14.300 servidores e 559 agências.<br />
O processo de incorporação da Nossa Caixa pelo BB deverá levar entre 12 e 18 meses. A preocupação do sindicato é que não se percam direitos como valerefeição, entre outros. Um benefício a ser ajustado é da assistência médica. Segundo Marcolino, embora a do BB seja melhor, o funcionário contribui com 4,5%, enquanto o da Nossa Caixa colabora com 3%.<br />
Embora sejam concursados, os funcionários da Nossa Caixa são contratados pelo regime da CLT e não têm estabilidade assegurada — situação semelhante à do BB. Portanto, se o BB quiser, pode demitir.<br />
A saída para uma redução de pessoal, acreditam os sindicalistas, está nas aposentadorias.<br />
Segundo Raquel Kaceunikas, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, entre este ano até 2010 mais de três mil empregados da Nossa Caixa devem atingir o tempo de serviço para se aposentar.<br />
Para o deputado estadual Davi Zaia (PPS), que também preside a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, os números de funcionários aptos a se aposentar traz certa tranqüilidade em relação às ameaças de demissão. Ele disse que os quadros da Nossa Caixa são muito enxutos. (Mônica Tavares, Ronaldo D’Ercole e Vinicius Segalla &#8211; O Globo)</p>
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