12/03/2008 - 12:17h Só resta orar?

Um leilão de cenários assustadores

MARTIN WOLF DO “FINANCIAL TIMES”

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QUAL É o lance quanto aos prejuízos do setor financeiro com a crise do setor de crédito imobiliário de risco (”subprime”) dos EUA? Há lances para os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke, presidente do Fed (BC dos EUA), em julho? E que tal os US$ 500 bilhões do Goldman Sachs? Ah, temos um lance de entre US$ 1 trilhão e US$ 2 trilhões do economista Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York. Alguém mais?

É fácil ser cínico quanto ao leilão de prognósticos assustadores a que temos assistido. Mas não podemos ignorá-los.

Em minha coluna de 27 de fevereiro, analisei as implicações de um prejuízo agregado de US$ 1 trilhão no setor financeiro. O número acompanha as estimativas do professor Roubini e de George Magnus, do UBS. Concluí que até mesmo esse montante seria administrável, se bem que não de modo indolor, para uma economia tão grande e um governo com histórico de crédito tão positivo quanto o dos EUA. Roubini diz que descartei sem muito alarde a possibilidade de que os problemas tenham sido ainda piores. Agora, ele argumenta que os prejuízos financeiros podem ter atingido US$ 3 trilhões.

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02/08/2007 - 12:01h Pouso forçado?

O economista e ex-conselheiro do governo Bill Clinton, o hoje blogueiro Nouriel Roubini, acredita que a crise do setor imobiliário americano pode levar ao chamado “hard landing” [pouso forçado] da economia dos EUA. A análise de Roubini é o assunto de entrevista exclusiva publicada na edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo (material exclusivo para assinantes da Folha e do UOL).

Roubini foi um dos primeiros economistas a alertar para os problemas, e consequências, dos empréstimos imobiliários de alto risco (”subprime”). Ele também alertou para um possível aumento dos juros em todo mundo, o que já está ocorrendo nos retornos dos mercados de títulos e nas decisões de bancos centrais.

Hoje, o BCE (Banco Central Europeu) decidiu manter a taxa básica de juros para a zona do euro em 4%. Analistas, no entanto, esperam que a autoridade monetária eleve a taxa em setembro para fazer frente à alta do preço do petróleo e a outros riscos inflacionários observados na zona do euro.