16/09/2008 - 17:32h Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita

Internet  

Quem se deslocar à Avenida dos Aliados, Palácio de Cristal, Parque da Cidade e envolvente do Edifício Transparente já pode aceder gratuitamente à Internet sem fios a partir de um computador portátil, PDA ou outro equipamento portátil que suporte tecnologia wireless.

O serviço de Wi-Fi gratuito, um projecto desenvolvido pela Associação Porto Digital, será disponibilizado em breve nos Jardins de Serralves, Praça D. João I, Casa da Música e Rotunda da Boavista, pode ler-se no site oficial da CMP.

Está previsto um alargamento da cobertura do serviço no primeiro semestre de 2008, passando a ser abrangidas parte significativa do passeio marítimo e fluvial, Praça da Ribeira, envolventes às estações de S. Bento, Campanhã e Trindade, Rua de Santa Catarina, Batalha, praças dos Leões e de Carlos Alberto, Rua Miguel Bombarda, zonas envolventes aos estádios do Dragão e do Bessa, Praça Francisco Sá Carneiro e Monte Aventino.

O projecto, que prevê a instalação de 50 hotspots, foi concebido de forma a «dispor de capacidade para acomodar os utilizadores, disponibilizando o serviço numa parte significativa da cidade, numa lógica semelhante à da rede Multibanco, próxima e conveniente», afirma o vereador Vladimiro Feliz.

A rede de hotspots utiliza a mais recente tecnologia da Cisco e está estruturada segundo uma malha de canais rádio (mesh) a operar em banda não licenciada (na frequência de 5GHz), sendo disponibilizada uma largura de banda máxima partilhada de 54Mbps.

Quando o projecto foi totalmente implementado, a cidade do Porto poderá contar com a maior rede wireless mesh gratuita da Europa, segundo a CMP. (fonte Ciberia)

16/09/2008 - 15:08h Fiquem antenados, a Folha gera dúvidas

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A proposta de Marta de implantar banda larga sem fio, grátis, na cidade de São Paulo, deixou adversários apreensivos. Eles não tinham pensado e durante 4 anos governando a cidade, a questão não mereceu nenhuma atenção.

O fato não é surpreendente. Quando Marta propôs o CEU, com teatros e piscinas, aberto a comunidade, eles não tinham pensado e foram contra. Igualmente aconteceu com os telecentros, com os uniformes e o material escolar. Não vou evocar o Bilhete-Único, porque aí já é covardia, mas enfim, eles também não tinham pensado. E as policlínicas? Diziam que era maquete, agora dizem que são a favor e tem um até que inventou, no “país da fantasia”, que elas já existem.

Desculpem a digressão, voltemos ao fio. A proposta de Marta prevê iniciar a instalação das antenas pelos prédios municipais e progressivamente estender seu rádio para toda a cidade. Não existem empecilhos tecnológicos maiores e já existem experiências bem sucedidas, como é o caso de Paris, Porto e outras cidades.

A Folha de São Paulo dedicou amplo espaço a proposta sob a manchete: “Projeto de internet de Marta gera dúvida”, só que a única dúvida registrada pelo jornal é a do Alckmin.

Em relação as próprias do jornal, elas parecem se resumir ao ritmo de implantação do projeto “em toda a cidade”. Não seria em 4 anos, como diz Marta, mas em 8 pretende a Folha que diz ter ouvido “do comando da campanha”.

Sem dúvida os prédios da prefeitura estão por toda a cidade e a proposta começará equipando-os para permitir conexão gratuita em toda a cidade. Os terminais de ônibus, os postos de saúde, as escolas, as creches próprias e convêniadas, os telecentros, as repartições públicas, as suprefeituras, toda a cidade rapidamente estará coberta de acesso a internet. Parcerias com o setor privado poderão alavancar sua expansão bem além dos termos inicialmente previstos, para atacar de vez está questão crucial para o desenvolvimento de São Paulo e sua realidade de cidade de serviços.

A credibilidade de Marta e seu compromisso com a palavra empenhada aos olhos de uma grande parte da população está corroborada pela força das suas realizações. Ela explica sua liderança nas pesquisas.

Pôr essa credibilidade em dúvida é função da oposição a Marta.

O jornalismo têm o dever de questionar e até de desmontar o que não é verdadeiro. Pode e deve desconfiar de certezas, promessas e afirmações.

Mas sua função não é semear dúvidas e sim esclarecê-las.

No caso, a manchete da Folha procura, sem dúvida, lançar suspeitas sobre a proposta, sem fornecer qualquer dúvida pertinente aos seus leitores sobre a viabilidade das propostas de Marta.

Luis Favre

21/05/2008 - 16:10h Biblioteca de Paris desliga web sem fio após suspeita de “mal do Wi-Fi”

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da Ansa, em Paris

A biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, decidiu desativar de modo permanente o seu sistema de internet sem fio, após a denúncia de “violentos sintomas de mal-estar” por parte de um funcionário, atribuídos por ele à constante exposição aos campos magnéticos do local.

Esta é a quinta biblioteca francesa a desativar o sistema sem fio desde dezembro, quando o jornal “Le Monde” apontou o “mal do Wi-Fi”: vertigem, náusea, insônia, dor de cabeça e dores musculares, supostamente causadas por esse sistema comunicação.

Na biblioteca de Sainte-Geneviève, no bairro Place du Pantheon, a direção encerrou o sistema após uma petição dos funcionários e convocou “para o mais breve possível” um Comitê de Higiene e Segurança com a presença do Inspetor de Higiene e Segurança do Ministério da Educação Superior e da Pesquisa, uma vez que o local pertence à Universidade Paris 3.

Os delegados do sindicato de funcionários públicos (Supap), que solicitou o cancelamento do Wi-Fi nas bibliotecas parisienses há algumas semanas, se reunirão em breve com a assessora da prefeitura Maité Errecart para discutir a situação.

Diante da falta de dados científicos nessa área, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Francesa de Segurança Sanitária do Ambiente de Trabalho (Afsset) um relatório sobre os efeitos dos campos Wi-Fi sobre a saúde e do uso de telefones celulares por parte das crianças, que deverá ser entregue no final do ano;

Em dezembro, a denúncia do jornal “Le Monde” foi acompanhada por uma entrevista com pesquisador italiano Paolo Vecchia, do Departamento de Tecnologia e Saúde do Instituto Superior Sanitário, segundo o qual “pouco se sabe sobre as freqüências utilizadas no Wi-Fi”.

“A principal dificuldade é dada pela rápida evolução destas tecnologias, quase não existe tempo para aprofundá-las”, acrescentou o pesquisador.

19/05/2008 - 11:22h Internautas atenção, sua privacidade pode acabar

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Redes sociais ensaiam sair do ‘casulo’

Em meio a polêmicas e dúvidas, Google, MySpace e Facebook lançam ferramentas de interconexão com sites e blogs

Rodrigo Martins - O Estado de São Paulo

Você toparia que suas informações do MySpace, por exemplo, fossem parar em um site de leilões? Que os dados de seu perfil no Facebook, com suas preferências pessoais, fossem passados para uma loja virtual? E que o seu cadastro no Orkut lhe desse direito a participar de micro-redes sociais em blogs e sites, mas com a navegação monitorada pelo ‘Grande Irmão’ Google?

No início da semana passada, sob críticas, desconfiança e dúvidas, de uma tacada só, três gigantes dos sites de relacionamento fizeram barulho e causaram polêmica. Google, MySpace e Facebook anunciaram para ‘algumas semanas’ uma nova tendência: o seu login, cadastro e amigos da rede social não servirão mais só para acessar grupos de discussão e trocar scraps. Agora, você pode carregar tudo isso para outros serviços, como Twitter, eBay, blogs e até outras redes sociais.

Como? Tudo começou na quinta, dia 8. O MySpace chamou a mídia mundial para anunciar uma novidade que iria ‘tornar a experiência da web 2.0 mais fácil’, segundo um dos criadores do site, Chris DeWolfe. Na prática, a empresa anunciou o Data Availability, uma parceria com meia dúzia de sites, entre eles Twitter e eBay, e afirmou que em breve todos estarão interligados. Ou seja, todas as informações pessoais que você atualizar em seu MySpace, como nome e foto do perfil, também serão atualizadas automaticamente nos outros sites do consórcio.

No dia seguinte, na sexta, foi a vez do Facebook lançar uma ferramenta semelhante. Mas nada de pompa. Apenas um post no blog do site apresentava o Facebook Connect. ‘(O intuito é) conectar a identidade, amigos e privacidade do Facebook a qualquer site.’ E em quais sites vai funcionar? Nenhuma dica. ‘Não iremos adiantar nenhum detalhe’, contou o diretor de plataforma, Ben Ling, ao site CNET na data. ‘Teremos parceiros pequenos e grandes’, limitou-se a dizer.

E, enfim, na segunda o Google entrou na fila e fez o anúncio do Friend Connect (notou a semelhança?). Mas nesse caso a intenção não é parceria com grandes sites. A idéia é que pequenos blogs possam criar mini-redes sociais. ‘A web melhora à medida em que fica mais social’, repetiu o chavão atual do Google o diretor de engenharia da empresa, David Glazer, em coletiva nos EUA. O engraçado é que, além de cruzar informações de Orkut e Google Talk, a novidade coloca na roda dados de concorrentes como Facebook (?) e Yahoo!

Onde isso vai parar? Milhares de blogs e sites fizeram o questionamento. ‘A tendência que essas redes estão tentando passar é a de que os sites de relacionamento estão se interligando. Tanto entre si como com outros serviços para deixar a web mais social mesmo’, diz a pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas Raquel Recuero. ‘Não se sabe se a tecnologia irá permitir, mas, pelo que se delineia, seria possível no futuro, por exemplo, acessar o Orkut no MySpace ou os recados do Facebook em sites como o eBay.’

Parece que isso corre mesmo o risco de acontecer. No final do ano passado, sem muita publicidade, foi lançada nos EUA uma associação (clã?) de gigantes da internet, o Data Portability Project, liderado por Microsoft, Google, Facebook e MySpace. O intuito? ‘Desenvolvermos o compartilhamento de dados entre os sites. O usuário terá um login único. Quando atualizar um cadastro, a ação será replicada para todos os outros sites. Em quatro anos, esse conceito deve se disseminar’, disse ao Link o co-fundador do projeto, Chris Saad (veja entrevista na pág. 3).

Para o diretor geral do MySpace Brasil, Emerson Calegaretti, o futuro é a interconexão entre redes sociais, com a possibilidade de acessar mensagens e fotos em qualquer lugar da web. ‘Em seis meses já deve ser possível, por exemplo, acessar fotos e mensagens do MySpace no Twitter e vice-versa’, diz. ‘No futuro, tanto Google, Facebook como MySpace terão de definir um padrão comum para uma rede conversar com a outra. É inevitável.’

O analista de internet do Ibope/NetRatings, José Calazans, concorda. ‘Aos poucos, o e-mail e o messenger são substituídos pelas redes sociais. O problema é que não dá para enviar um recado do MySpace para o Orkut, por exemplo. Essa mudança seria muito importante.’

Para o estudante Alan Cerqueira, de 20 anos, seria uma mão na roda. Ele tem perfis no Orkut, MySpace e Facebook e gasta muito tempo para acessar os três sites. Ele até arranjou um quebra-galho. O Facebook tem hoje aplicativos que permitem estabelecer, de forma limitada, conexão com o MySpace e o Orkut. ‘Mas só dá para acessar mensagens, fotos e perfis. Se quiser ouvir música ou postar em comunidades, não dá. Essa integração seria ótima.’

Mas nem tudo são flores. MySpace e Facebook anunciaram na última semana ferramentas semelhantes. Ou seja, integração de dados pessoais e acesso de mensagens e fotos em sites parceiros. Já o Google não distribui informações para terceiros. ‘A idéia é que, em um blog, o usuário encontre os comentários e conteúdos postados por amigos’, diz o diretor de Comunicação do Google Brasil, Félix Ximenes.

De qualquer forma, todos trazem polêmicas com relação à privacidade. No MySpace, por exemplo, será possível escolher se o usuário quer compartilhar com outros sites seus dados cadastrais. ‘Não vejo com bons olhos essa tendência de as redes sociais - no caso MySpace e Facebook - lucrarem com a venda de dados dos usuários. Os internautas se afastam disso.’

Segundo ele, embora as redes digam que esse compartilhamento de dados é para ‘evitar que o usuário gaste tempo para preencher um formulário a cada site que se cadastra’, o intuito maior é mesmo o lucro. ‘A maioria das redes não consegue se manter com anúncios. E o cadastro dos usuários é muito valioso.’ Calegaretti, do MySpace Brasil, confirma que são feitas negociações econômicas para ceder os dados a cada parceiro. ‘Mas temos lucro com anúncios, sim.’

Já para o pesquisador Willian Reader, especialista em redes sociais da universidade britânica Sheffield Hallan, a questão mais sensível é que, cada vez mais, os usuários se sentirão vigiados. ‘No caso do Friend Connect, do Google, por exemplo, se a cada blog que entrar o internauta for identificado pelo login, isso causa desconforto. E o Google, que já tem os dados de busca, de e-mail, de documentos, etc., terá mais um rastro do usuário.’

Quanto ao Data Availability, do MySpace, e ao Facebook Connect, Reader é mais incisivo. ‘Quanto mais sites participarem, mais dados terão sobre você. Além de seus dados pessoais, poderão saber o que você comprou, o número de seu cartão de crédito… Isso é pior. Fica-se mais vulnerável. Como as informações estão centralizadas e presentes em todos os lugares, se antes alguém precisava correr a web para vasculhar sua vida, agora basta ir a um lugar só.’

E se daqui a quatro anos os gigantes da web estiverem todos interligados, com os dados centralizados? O pesquisador ri. ‘Aí é um Big Brother. Não vale pagar um preço tão alto para usar os serviços da internet.’

12/04/2008 - 19:19h Os limites do Wi-Fi

Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris. | Mairie de Paris
Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris

Le Monde

Le Wi-Fi est partout. Cette technologie permet de raccorder par les ondes ordinateurs, imprimantes, et presque tout autre appareil électronique. Si personne ne peut encore affirmer que les ondes émises par le Wi-Fi sont nocives pour la santé, une chose est certaine : c’est le Wi-Fi qui est aujourd’hui malade. “Il est victime de son succès”, résume Yves Nouailhetas, responsable en France de Devolo, une société qui développe et commercialise des solutions de transfert de

Actuellement, la plupart des appareils dotés d’une connexion Wi-Fi fonctionnent sur une douzaine de canaux. Or, “la bande de fréquence utilisée est hyper-saturée dans les grandes villes”, observe Laurent Masia, directeur marketing chez Netgear, fabricant d’équipements de réseau. “Au fur et à mesure que le nombre de canaux utilisés augmente, cela crée une sorte de bruit de plus en plus important, qui perturbe l’émission et la réception”, explique M. Nouailhetas. “Cette saturation nous conduit, parfois, à modifier le canal des bornes que nous avons installées pour maintenir la qualité du service”, constate Joe Brunoli, vice-président de free-hotspot.com, qui gère un des plus grands parcs d’accès Wi-Fi gratuits dans le monde. Les interférences sont d’autant plus importantes que les ondes Wi-Fi sont sensibles à l’environnement : un mur de béton armé, des téléphones sans fil…

Résultat, la vitesse de transmission des données entre deux appareils est susceptible d’être ralentie. Pis, des coupures de réseau peuvent se produire. Les conséquences ne sont pas trop perceptibles lorsque l’on surfe sur Internet mais elles sont plus gênantes quand on regarde une vidéo.

Chez la plupart des fournisseurs d’accès à Internet (FAI), les boîtiers de réception de la télévision par l’ADSL sont connectés par Wi-Fi à la box qui est, elle-même, branchée sur le réseau téléphonique. Quand cette liaison est perturbée, l’image se gèle, ce qui oblige souvent à débrancher le boîtier raccordé à la télévision, plutôt rageant lorsqu’on est pris dans l’action d’un film.

Pour minimiser ces perturbations, on peut tenter de placer en hauteur son émetteur Wi-Fi, d’éviter de le coller contre un mur ou encore de chercher un canal libre pour sa connexion. Mais cela ne suffit pas à résoudre tous les problèmes.

Les constructeurs de matériels électroniques sont conscients des difficultés croissantes du Wi-Fi. De plus en plus de produits intègrent la récente norme Wi-Fi baptisée “n”. Elle multiplie théoriquement par cinq la vitesse de transmission des données. Elle permet surtout d’accéder à une nouvelle bande de fréquence hertzienne qui dispose d’une quarantaine de canaux moins sujets aux interférences. Pour bénéficier de ces améliorations, il faut être équipé d’un matériel compatible avec la nouvelle norme, ce qui est souvent le cas pour les appareils (PC ou Mac) les plus récents. Les derniers produits d’Apple, comme l’ordinateur portable Mac Book Air, le disque dur Time Capsule ou la borne Wi-Fi AirPort utilisent tous cette dernière norme.

En attendant, la cause n’est pas totalement perdue pour ceux qui possèdent un matériel ancien. Une solution toute simple permet de connecter deux appareils sans fil : l’utilisation de son réseau électrique grâce au courant porteur en ligne (CPL).

La technique n’est pas récente. Elle est utilisée depuis les années 1950, notamment pour allumer l’éclairage public à distance. Pour relier ses appareils, il suffit de les connecter, via un câble Ethernet, à un boîtier qui se branche sur n’importe quelle prise de courant. Des kits sont disponibles à moins de 100 euros.

Même s’ils jurent que ce n’est pas en raison des problèmes rencontrés avec le Wi-Fi, les fournisseurs d’accès à Internet se mettent aussi au courant porteur en ligne. Depuis le 22 janvier, l’opérateur Free livre à ses nouveaux abonnés des boîtiers CPL pour relier sa box à son boîtier de télévision. Toutefois le CPL n’est pas non plus sans inconvénients. D’abord, il n’est pas toujours performant sur une vieille installation électrique. Ensuite, certains appareils électriques peuvent venir perturber la transmission du signal.

Joël Morio

20/01/2008 - 10:10h Museus e bibliotecas de Paris suspendem uso de Wi-Fi

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Biblioteca François Mitterrand em Paris

Determinação atende ao princípio de precaução; funcionários se queixam de risco à saúdeAndrei Netto, PARIS

O uso de hotspots de internet sem fio (Wi-Fi) em museus e bibliotecas da capital francesa está suspenso até o mês de fevereiro. A moratória decretada pelo Conselho de Paris visa a esclarecer a origem de distúrbios de saúde declarados por funcionários das instituições, supostamente vinculados às emissões de radiofreqüência das estações de base.

A decisão reabre a controvérsia em torno dos riscos - ainda não comprovados, nem descartados - à saúde gerados pela exposição excessiva às ondas de internet, telefonia celular e microondas, entre outras.

Desde junho, 60 bibliotecas e museus mantidos pela prefeitura vinham sendo equipados com estações de base, aparelhos que emitem as ondas captadas pelos microcomputadores. Com o passar dos meses, funcionários de quatro bibliotecas pediram a intervenção da Federação Sindical Unitária (FSU) junto à prefeitura.

(more…)

02/12/2007 - 06:53h TV digital, um espetáculo sem espectadores

Ethevaldo Siqueira
O Estado de São Paulo

A TV digital brasileira estréia hoje na Grande São Paulo. Para quase ninguém. Anunciada como a mais avançada do mundo, ela começa sem interatividade, sem o software operacional Ginga e sem mobilidade. Segundo as perspectivas mais otimistas, apenas 20 mil telespectadores - dos 20 milhões de habitantes da região metropolitana - verão as imagens do padrão nipo-brasileiro que o País inaugura hoje. Nas pesquisas de audiência, 20 mil pessoas são representadas por um traço. Quer dizer: Ibope zero.

Esses números não significam nenhum fiasco da TV digital como tecnologia. Mostram apenas que estamos diante de um projeto mal conduzido. Há 15 dias, os paulistanos ainda não tinham onde comprar sintonizadores digitais ou conversores (set-top boxes), nem televisores completos aptos a receber as imagens da nova TV. E, agora, quando os conversores chegam às lojas, seus preços, entre R$ 400 e R$ 1.500, assustam o consumidor de classe média e afugentam a grande maioria de baixa renda.

O QUE FALTOU

Em lugar de um projeto sério, capaz de superar todos os desafios, o governo criou expectativas irrealistas quanto à TV digital. Ainda em 2005, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, dizia que a Grande São Paulo poderia ver a Copa do Mundo de 2006 com imagens da TV digital. Depois, insistiu na possibilidade de set-top boxes a R$ 200 ou menos. Prometeu interatividade, mobilidade e multiprogramação, mesmo diante da opinião contrária de especialistas quanto ao prazo para a disponibilidade desses avanços.

Os escassos recursos destinados às pesquisas foram sempre pagos com atraso, impedindo, por exemplo, que o desenvolvimento do middleware Ginga fosse concluído em tempo para ser incorporado ao projeto.

Nenhuma estratégia industrial foi posta em prática para reduzir o preço final dos set-top boxes. Hélio Costa preferiu transformar a questão num grande bate-boca, em lugar de lutar pela isenção ou pela redução dos tributos que oneram a importação de componentes eletrônicos. Ou por financiamentos e incentivos que pudessem baixar o preço final dos sintonizadores - à semelhança do que tem sido feito com pleno êxito na área de computadores. Só agora é que o governo acena com a perspectiva de financiamento. Em resumo, do lado governamental sobrou discurso populista e faltou apoio concreto aos players envolvidos.

As emissoras de TV, muito mais pragmáticas, fizeram sua lição de casa e estão preparadas para a transmissão de programas, embora com pouco conteúdo de alta definição. E a boa notícia nesse segmento é a contribuição da indústria nacional, desenvolvendo e fabricando os primeiros transmissores para TV digital, com a participação direta de universidades e do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).

ATÉ 15 ANOS

Implantar a TV digital é um processo inexoravelmente longo, aqui como em todo o mundo. Mesmo sendo a TV aberta uma paixão nacional, com uma taxa de penetração de 93% dos domicílios, a implantação da nova geração digital na maioria dos lares do País deverá levar de 12 a 15 anos. É claro que podemos ter surpresas com a evolução tecnológica. Uma das alternativas tecnológicas mais promissoras à TV digital de hoje é a TV sobre protocolo da internet, ou IPTV, que pode oferecer opções mais baratas e qualidade comparável à alta definição de hoje.

O grande obstáculo à digitalização no Brasil é, sem dúvida, o baixo poder aquisitivo de sua população. Por isso, daqui a 5 anos, a TV digital no Brasil não deverá alcançar mais do que 15% das residências - estimam alguns especialistas. Nos Estados Unidos, depois de 9 anos da introdução da nova tecnologia, apenas 38% dos domicílios dispõem de TV digital. Na França, depois de 8 anos, esse percentual é ainda menor: 31%. No Japão, após 3 anos, são 15%.

Outro problema é a dificuldade do cidadão em entender exatamente quais são as vantagens da nova tecnologia, em especial se o consumidor já conta com imagem de boa qualidade, ou de definição padrão (chamada de standard definition).

POUCA ATRAÇÃO

Em 1972, o Brasil inaugurou sua TV em cores. Na época, passar do branco e preto para as cores tinha muito maior impacto do que tem hoje a simples recepção de um sinal digital em standard definition - que acabará sendo a única opção econômica da maioria dos consumidores.

Poucos parecem estar dispostos a investir R$ 400 ou 500 num set-top box para garantir simplesmente a recepção de sinais digitais, porque esse preço está fora do alcance de 70% da população.

Muito diferente é a situação dos consumidores de alto poder aquisitivo, acostumados ao home theater e ao visual dos monitores de 42 ou 50 polegadas, de plasma ou LCD, à espera do grande salto da alta definição na TV aberta, na TV a cabo, nos DVDs Blu-ray ou HD-DVD.

Finalmente, resta a opção polêmica já pensada pelo governo para antecipar a universalização da TV digital: distribuir milhões de set-top boxes para simples recepção, a preços simbólicos, altamente subsidiados, para a maioria dos domicílios pobres do País. Uma espécie de Bolsa TV.

01/12/2007 - 19:41h A Tv digital começa amanhã. Para poucos.

do Blog de Dirceu

Amanhã, às 20h30, começam as primeiras transmissões da TV digital brasileira, com a difusão em alta definição (High Definition) de um discurso do presidente Lula. O programa será gerado em cadeia, diretamente da Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes, por um pool de emissoras (Cultura, Band, Rede TV, Globo, Record e SBT). O presidente Lula estará presente ao evento, ao lado dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Casa Civil, Dilma Roussef. Inicialmente, a transmissão abrangerá apenas a Grande São Paulo, mas a previsão é de que, a partir do próximo semestre, a TV digital esteja disponível também no Rio de Janeiro, devendo atingir todo o país até 2013 e substituindo totalmente o padrão analógico até 2016.

Os poucos brasileiros que puderem ver as imagens digitais vão perceber que sua qualidade é muito superior. E serão poucos os brasileiros porque embora a TV continue a ser gratuita, só quem pode pagar por um televisor digital, da ordem de R$ 7 mil, ou por um conversor (a caixinha que vai acoplada ao televisor tradicional e tem a função de converter os sinais digitais recebidos em analógicos), cuja versão mais barata custa R$ 499. E o usuário precisa pagar isso apenas para melhorar a qualidade da recepção, já que as demais funções de interatividade prometidas ainda não estão disponíveis.

O fato de a TV digital estrear no país de forma elitista mostra que houve um desacerto na construção de sua política. O governo optou pelo padrão japonês que é mais evoluído tecnicamente, mas muito mais caro, pois sua base instalada basicamente se limita àquele país. Embora a falta de escala fosse uma das críticas mais consistentes à escolha do padrão japonês – o preferido dos radiodifusores, pois preserva o seu modelo de negócios e o seu controle sobre a verba publicitária da TV - , o governo brasileiro, por meio do ministro Hélio Costa, assegurou à população que o país teria conversor a menos de R$ 200 na estréia do sistema. O que não se confirmou. Tanto que o ministro passou a ameaçar os fabricantes com a isenção de tributos para os importados.

Mas esse, embora grave, não é o único problema. O governo justificou a escolha do padrão japonês pelo fato de ser o único a garantir a efetiva mobilidade e ter mais recursos de interatividade, o que permitiria seu uso para a inclusão digital. Na prática, os primeiros modelos de conversores saem sem nenhum recurso de interatividade, o que vai, no futuro, obrigar o usuário que investiu nessa caixinha a ter de trocá-la. Tanto que os órgãos de defesa do consumidor estão alertando a população para não comprar conversores agora.

Há outros equívocos na definição do modelo de televisão digital, como a multiprogramação, uma das grandes possibilidades trazidas pela tecnologia digital, não ter sido estimulada, o que levou a uma reprodução do status quo no novo modelo. Cada emissora comercial recebeu 6 MHz de espectro, sem pagar nada, e vai usá-lo todo para transmitir um só canal em alta definição, quando esse mesmo espectro poderia ser usado para transmitir até quatro canais em padrão standard.

Como o modelo já está definido, o que é preciso fazer daqui pra frente é corrigir o que é possível ser corrigido. Acelerar a incorporação do software Ginga, desenvolvido no país com recursos públicos, aos conversores, pois é ele que vai tornar disponíveis as funções de interatividade. Desenvolver aplicativos de governo eletrônico para a TV digital e criar um modelo racional de canal de retorno, através do qual o usuário vai interagir com o programa,.
Qualquer que seja ele. Também é preciso definir logo regras de política industrial, como a isenção de IPI e Cofins para a fabricação do conversor em todo o país e não só em Manaus (o que mantém os preços altos). E se abrir uma discussão pública sobre como será estimulada a migração da TV analógica para a digital e qual o destino que será dados aos canais analógicos em 2016, quando forem devolvidos à União pelos radiodifusores.

17/11/2007 - 08:46h Aux Etats-Unis, les "miracles" des armes de science-fiction

Déjà, cet été, DefenseTech nous racontait un drôle de truc, à propos d’un certain Active Denial System. Une sorte de “rayon de la mort”, mais qui ne tue pas.

L’engin vous envoie une bonne petite claque de micro-ondes, comme celles du four éponyme qui vous réchauffent un surgelé en moins de deux. Et la brûlure sur la peau est si violente que n’importe qui décampe. Formidable pour disperser une manif. Les vidéos valent le détour, comme celle-ci. , c’est un journaliste qui fait le cobaye.

Que nous apprenait donc DefenseTech, ce jour-là? Non, pas de problème, ce merveilleux matériel marche au poil, mais figurez vous que le Pentagone venait de décider que, non, vraiment, il n’allait pas envoyer cette petite merveille en Irak, où on est pourtant bien convaincu qu’elle ferait des miracles. Pourquoi? Un problème de “com”, semble-t-il. On a dû estimer que ce joujou ferait des ravages au 20 heures.

Aujourd’hui, l’excellente TechnologyReview nous parle d’un rayon magique qui arrête les voitures. Oui, comme dans les films de SciFi. Le HPEMS (High-Power ElectroMagnetic System) de Eureka Aerospace balance lui aussi son petit paquet d’ondes millimétriques. Bref, mais géant : deux gigawatts, pendant 50 nanosecondes. Aucun microprocesseur ne résiste à ce traitement. Comme les bagnoles actuelles en sont truffées, pour gérer l’injection, l’allumage et bien d’autres choses, elles baissent les bras.

La baseline de Eureka Aerospace, sise à Pasadena (Californie), est: “Imagination is as important as knowledge” (soit: “L’imagination est aussi importante que la connaissance”). Signé: Albert Einstein. Cela ne s’invente pas. Cette entreprise imaginative demande dix-huit mois pour proposer sa camelote à toutes les polices et armées du monde. Elle est pas belle, la vie?

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11/11/2007 - 07:48h Etanol: Brasil corre o risco de perder liderança

Estados Unidos avançam nas pesquisas científicas para produzir álcool a partir de diferentes tipos de resíduos

Liana Melo*
Enviada especial - O GLOBO
WASHINGTON e DENVER
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O Brasil virou um aliado fundamental no esforço concentrado dos Estados Unidos para reduzir sua dependência do petróleo.

Do alto de uma produção de 18 bilhões de litros de etanol, o Brasil está nadando de braçadas, já que é o único país onde a produção não depende de subsídios governamentais para sobreviver e mais, ser competitiva. Só que essa liderança mundial está correndo sérios riscos.

O país pode perder a corrida tecnológica caso não acelere imediatamente as pesquisas em etanol de celulose ou de segunda geração, que inclui diferentes tipos de biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, palha de milho, resíduos de madeira, trigo, capim, sorgo.

O protagonismo brasileiro no etanol está sendo ameaçado justamente por aquele que, hoje, depende do Brasil: os Estados Unidos.

EUA vão investir US$ 1,5 bi em pesquisa
Em 2008, o governo americano está planejando investir US$ 1,5 bilhão em pesquisas energéticas, e o etanol de celulose vai receber US$ 200 milhões.

A parceria governamental com o setor privado e a academia começou em 2006 e já está bastante azeitada. Já no Brasil, a corrida tecnológica está mais lenta e menos organizada.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ainda está concluindo o primeiro edital para induzir pesquisas com etanol de celulose. O orçamento é de R$ 22 milhões e a previsão é que os projetos sejam julgados e selecionados até o dia 14 de dezembro, segundo José Oswaldo Siqueira, diretor de Programas Temáticos e Setoriais do órgão.

Ainda que o Brasil tenha acumulado três décadas de experiência e conte com vantagens — a produtividade do etanol brasileiro (74 toneladas por hectare) é superior à média mundial (69 toneladas por hectare) —ganha a corrida do etanol de segunda geração quem primeiro descobrir descobrir a melhor rota tecnológica para transformar resíduo em álcool. Nem o BNDES anunciou ainda linhas de crédito para pesquisa e desenvolvimento na área.

— Se continuarmos de braços cruzados vamos perder a corrida tecnológica. Com ações isoladas e pouca massa crítica, não vamos chegar a lugar nenhum — pontua Luiz Augusto Cortez, vice-coordenador do Grupo Energia Projeto Etanol, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do qual fazem parte cerca de 20 instituições brasileiras.

Nos Estados Unidos, seis plantas-piloto já saíram do papel.

O orçamento é de US$ 385 milhões, e a previsão é produzir 863,7 milhões de litros de etanol de celulose. Os projetos estão espalhados pelos estados de Kansas, Flórida, Califórnia, Iowa, Idaho e Georgia.

No Brasil, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes) é o primeiro projeto oficial. A Petrobras investiu R$ 3 milhões para produzir 280 litros de etanol diários, feitos a partir de bagaço de cana. A produção industrial deve começar em 2010.

Os Estados Unidos já identificaram 1,17 bilhão de toneladas de biomassa para etanol de celulose. Até agora nenhum processo é economicamente competitivo. Todo esse esforço científico está sendo liderado pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, sigla em inglês), no Colorado.

— Temos metas arrojadas a cumprir, e o principal objetivo é reduzir o custo do etanol de milho, que hoje é de US$ 0,52 por litro para US$ 0,34 por litro até 2012 — disse Helena Chum, do NREL, vinculado ao Departamento de Energia dos EUA.

Nascida em São Paulo e morando nos Estados Unidos há 30 anos, Helena Chum foi peçachave nas articulações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, que culminaram com o acordo assinado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, no começo do ano.

O NREL vem desenvolvendo várias pesquisas aplicadas e a mais adiantada delas, por enquanto, é com a DuPont, que consumiu investimentos de US$ 38 milhões. Outra parceira vem sendo desenvolvida com a espanhola Abengoa, para usar microorganismos no processo de produção do etanol celulósico.

— As petroleiras não gostam muito de etanol, mas estão preocupadas em incorporar conhecimentos na área de biocombustível — admitiu Alan Weimer, que coordenada o Centro de Biorrefinaria e Biocombustíveis (C2B2), da Universidade do Colorado.

Grupo de empresas já tem 40 projetos em análise
Chevron, Dow Chemical, Shell, General Motors, ADM e Novozyme são algumas das 27 empresas que fazem parte do conselho diretor do C2B2, criado há 18 meses. Cada uma delas desembolsou US$ 300 mil anuais e aplicou 10% num fundo de pesquisa compartilhada, que dá direito a ficarem isentas de pagamento de r oyalties em caso de patente reconhecida.

Dos 65 projetos apresentados, 40 deles estão sendo analisados.

Mas não são apenas as grandes companhias que estão se associando às universidades americanas. Na Georgia, a Range Flues é um exemplo típico dessa parceria com empresas recém-criadas. Usando restos de madeira, ela tem a meta de produzir 76 milhões de litros de etanol. Seu dono é o conhecido investidor em fontes de energia renovável, Vinod Khosla, um dos fundadores da Sun Microsystems.

Outros centros de pesquisa dos Estados Unidos também estão se mobilizando, e a concorrência para saber quem vai chegar primeiro nessa corrida tecnológica está acirrada. Os principais adversários da Universidade do Colorado são as universidades de Berkeley, Iowa e Georgetown.

11/11/2007 - 05:17h Leitores dos blogs agem como torcida de futebol, diz especialista

Em setembro, 9,1 milhões de pessoas visitaram blogs

DO COORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS
DA REDAÇÃO - FOLHA DE SÃO PAULO

“Um componente de paixão faz parte da política. E na internet a gente vê isso com força. Parte dos leitores de blogs estão ali como se fossem torcida de futebol”, diz a cientista política Alessandra Aldé, professora da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e pesquisadora de blogs de política.
De acordo com ela, “os leitores contribuem para colocar o jornalista-blogueiro no papel de autoridade cognitiva, por dentro dos acontecimentos, capaz de desvendar o complexo e obscuro mundo da política”.
Segundo o site norte-americano Technorati, há mais de 111,6 milhões de blogs no mundo. Por dia, 175 mil novos blogs são criados. São feitas 18 atualizações por segundo.
Os blogs (abreviação de “web log”, diário virtual) surgiram no final da década de 90. No Brasil, não há um levantamento sobre o número dos que tratam de política. Em setembro, cerca de 9,1 milhões de pessoas (quase 45% do total de usuários da internet) navegaram em blogs, segundo o Ibope/NetRatings.
“Os blogs amadores têm audiência jovem porque são alcançados pelos buscadores, que são mais usados pelos jovens à procura do abundante conteúdo existente na rede”, diz José Calazans, analista do Ibope. Já os blogs de política são acessados por pessoas mais velhas.
O Ibope informa que mais de metade da audiência dos “blogs profissionais” é formada por pessoas de mais de 35 anos e mais de 20% de toda a audiência tem idade superior a 50 anos. “E mais de 70% da audiência dos blogs profissionais são transferidos das homepages de portais”, diz Calazans.
O acesso aos blogs de política varia mensalmente e tende a subir quando surgem escândalos. Mas, normalmente, a audiência dos maiores vai de 70 mil a 250 mil acessos únicos (que são feitos do mesmo IP, endereço que cada computador ou rede de computadores têm ao entrar na internet).
O Ibope diz que, por causa das variações mensais, não divulga dados comparativos entre os principais blogueiros de política. Em setembro, o blog brasileiro mais popular foi o humorístico “Kibe Loko”, com cerca de 320 mil acessos.
Para Rafael de Paula Aguiar Araujo, do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC-SP, o potencial dos blogs não é completamente explorado. “Muitos comentários mudam de assunto ou usam uma discussão como palanque de impressões pessoais.” Mesmo assim, ele considera que os blogueiros se tornaram “atores políticos importantes”.
Para o advogado Víctor Gabriel Rodríguez, autor do livro “Responsabilidade Penal na Lei de Imprensa”, os blogs não são “território livre”.
Embora afirme ser “difícil adaptar a Lei de Imprensa à realidade dos blogs”, ele diz que “as leis comuns podem dar conta da situação” na blogosfera. Enquanto não existir uma lei específica para a informação na internet, sugere a criação de “um órgão de auto-regulação”.

03/11/2007 - 18:32h IPTV: internet está mais perto da TV do futuro do que a TV digital, dizem especialistas

Divulgação / AppleTV, uma das caras que a televisão sobre internet (IPTV) ganha no mercado

Agnes Dantas, O Globo Online RIO - O cenário ideal para a televisão do futuro seria um telespectador livre para assistir a programação que quiser na hora em que decidir e em qualquer lugar - de preferência também no celular -, sem uma grade fixa a seguir e com direito a interagir com outros usuários que tenham gostos em comum. E mais: como acontece no YouTube, o telespectador também pode ser produtor de conteúdo audiovisual. ( Leia mais: sob influência da Web 2.0, TV do futuro deverá ter conteúdo definido pelo espectador )

Diante deste cenário, especialistas defendem: o Brasil está mais perto de alcançar este modelo de televisão do futuro pela chamada TV sobre internet - IPTV - e pelas ofertas de vídeos sob demanda (on demand) do que pela TV digital. ( Leia mais: dez questões mais comuns sobre TV digital ), já que o sinal de internet pode chegar na TV, no computador e até no celular.

- Os vídeos que o espectador encomenda hoje pelo pay-per-view da TV a cabo ou via satélite estão amarrados a uma grade fixa. Se você perder dez minutos, já era. E não dá para parar, nem voltar, nem retomar depois. Isso não é TV do futuro - afirmou Alan Sawyer, co-fundador da consultoria de tecnologias Two Solitudes, um dos especialistas que estiveram no congresso “TV 2.0″, em São Paulo.

Contam a favor da internet o aumento constante no volume de acessos em banda larga no Brasil - já passa dos seis milhões de usuários - e o fato de o país manter a liderança em tempo gasto por mês com a internet - à frente de nove países, entre eles Estados Unidos e Japão. Já a TV digital, argumentam especialistas, inicia as transmissões em dezembro apenas em São Paulo e somente para quem comprar novos televisores ou conversores de sinal - sem a garantia de sinal de TV digital em outros estados antes de meados de 2008. E mobilidade? Ainda são poucos e caros os protótipos de celulares capazes de captar sinais de TV digital.

 

Os vídeos que o espectador encomenda hoje pelo pay-per-view estão amarrados a uma grade fixa. Se perder dez minutos, já era. Isso não é TV do futuro (Alan Sawyer, da Two Solitudes)


- Quando a gente fala em televisão pela internet (IPTV), estamos falando em entregar conteúdo televisivo através da estrutura que já existe na casa das pessoas, que é a rede de banda larga instalada. Os operadores precisam melhorar a qualidade da banda existente, é verdade, mas já estamos na casa deste usuário. Não estamos reinventando a roda - destacou Carlos Watanabe, da Brasil Telecom, que há um ano começou os testes com o serviço de IPTV, “Videon” , que já vende na tela do televisor vídeos sob demanda em Brasília.

Em defesa da IPTV, Watanabe cita um exemplo: no estado do Paraná, uma das áreas cobertas pela operadora, as empresas de cabo e satélite cobrem pouco mais de 20 cidades. A rede de padrão de até 8Mbps de velocidade da BrT atinge pouco mais de 200 municípios.

Já a gigante Warner Bros repete no Brasil a mesma estratégia internacional: usa o computador como canal de distribuição de conteúdo em vídeo (home video). O país é o único da América Latina em que é possível encomendar mais de 50 títulos em vídeo, inclusive lançamentos, via download para o computador com pagamento em reais. Desde julho a marca tem parceria com o portal Eonde ( www.eonde.com.br), conta Carlos Canhestro, diretor de operações Home Video da Warner Bros Brasil. O executivo anuncia novos planos e diz que a chegada da TV digital está confundindo o telespectador.

- Ainda nos primeiros três meses de 2008 devem ser lançados outros dois ou três portais como este de download legal de vídeos no Brasil. É o que eu acredito. Já a chegada da TV digital e dos DVDs de alta definição (HD DVD e Blu-Ray) agora em dezembro vão deixar o usuário muito confuso. O consumidor nem sabe o que vai comprar. Não é o melhor momento para definir uma estratégia agora. Toda a tecnologia precisa de um tempo de maturação, não adianta nada esta ansiedade toda. Já em 2008 vai ser diferente - afirma, com ar de suspense.

O celular também se transforma em um canal viável para a televisão sobre internet. A Claro acumula há dois meses experiência no assunto com o VídeoMaker, que oferece para download vídeos produzidos por usuários - que são remunerados por isso -, e que já possui IPTV com vídeos em streaming de emissoras como CNN e de canais como o Cartoon.

Na opinião de Galileu Vieira, gerente de novas tecnologias da Microsoft, tanto o computador quanto os celulares e os serviços que levam conteúdos da internet para a televisão têm chances de servir de central de ofertas para conteúdos de mais qualidade e interativos. O executivo citou o Windows Media Center, plataforma que chegou ao Brasil com o Windows Vista, em janeiro deste ano, e que é capaz de transformar o computador em uma central de entretenimento que distribui conteúdo digital (vídeos, músicas, fotologs, textos etc) para todos os equipamentos eletrônicos de uma casa via rede IP. E citou o exemplo do console de videogames da Microsoft, Xbox 360, que nos Estados Unidos será o terminal oficial de IPTV da operadora AT&T, por ser capaz de acessar a internet em alta velocidade, de gravar conteúdos e de realizar chamadas de VoIP, como o Skype.

- Por exemplo, nos Estados Unidos os usuários do Xbox Live (serviço online) usam o console para acessar conteúdo de TV sob demanda, ao mesmo tempo em que conversam com os amigos via VoIP, integrado com o Messenger (bate-papo). Pela internet podem comprar episódios de minisséries, alugar filmes e baixar jogos ou conteúdo televisivo em alta definição para assistir na TV plugada ao Xbox. Isso é TV do futuro - descreveu o especialista.

Vieira não confirmou se a Microsoft tem planos de oferecer Xbox Live no Brasil, mas lembrou que, caso haja planos, “ainda estamos dentro do prazo porque, em geral, este anúncio acontece de 12 a 14 meses após o lançamento oficial do console em um país”: o Xbox 360 foi oficialmente lançado pela Microsoft em dezembro de 2006.

30/10/2007 - 18:38h Is This the End of News?

Even a guy burned by one failed Internet start-up can’t resist the idea that this latest technology—like Linotype, TV, and cable before it—could remake the news. So here goes Newser.com, the author’s attempt to rescue a common narrative of public life.

by Michael Wolff - Vanity Fair - October 2007

In every newsperson, not just Rupert Murdoch, there’s the dream of owning a newspaper—my paper. This retro dream is why, for the past six months, every Wednesday morning, I’ve been on a conference call about the subject of software design and digital engineering as it relates to the news. Although the discussion is specifically about how to make the news exciting (come on, guys, if it bleeds it ledes), it is often as tedious an hour as any I remember from high-school math. I’ve been able, however, using the mute button, to shower during these calls.

Illustration by Barry Blitt.

The call gathers its participants from Chicago, Boston, Silicon Valley, and New York. On the one side are the newspeople—including, along with me, former New York–magazine editor Caroline Miller, former managing editor of the St. Paul Pioneer Press Ken Doctor, and various writers and reporters I’ve dragooned—and on the other side, the software engineers and their marketing counterparts from a technology company called Highbeam Research, which owns one of the largest news databases in the world (50 million articles). Highbeam has kindly agreed to put up the seed money to let us start our news … what? Not paper, not show, not screen, not portal (nobody says that anymore)—a news something in digital form. More…

24/10/2007 - 13:08h Muda tudo nas teles

de Thomas Traumann


Assim como os cadernos de economia nacionais, o diário espanhol El País destaca a decisão da Anatel (a agência brasileira de telecomunicações) de aprovar, com restrições cosméticas, a compra da operadora TIM pela Telefônica. A espanhola Telefónica tem 50% de participação na Vivo. Juntas, Vivo e TIM têm 53% do mercado brasileiro de celulares.

Mas a decisão mais relevante da Anatel não foi a da TIM, mas a autorização para a compra da operadora de TV a cabo Way Brasil pela Oi (grupo Telemar). Negada outras duas vezes, essa decisão abre a porteira para convergência de serviços de telefonia fixa, móvel, TV por assinatura e banda larga, o chamado ‘quadruple play’. Também abre caminho para a aquisição da empresa de TV paga TVA pela Telefónica. O Estado informa que a Associação Brasileira de TV por Assinatura deve recorrer à Justiça contra a decisão para impedir a entrada das companhias telefônicas no mercado.

Leia a integra do O Filtro no portal da Época

Thomas Traumann O Filtro é um guia para você começar o dia bem informado. Colunista de política e chefe da sucursal da revista ÉPOCA no Rio de Janeiro, Thomas Traumann acorda cedo e lê os principais jornais do Brasil e do mundo. Depois, analisa e comenta as notícias mais relevantes do dia, poupando seu trabalho de se perder na avalanche de informações da internet.

22/10/2007 - 21:33h Danger du sans-fil: et le Wi-fi?

Par La rédaction du Post

Les dangers de la pollution électromagnétique seront discutés demain, ils concernent les téléphones mobiles mais pas seulement…

Le Wi-fi c’est quoi?

Ne pas poser son portable Wi-fi sur les genoux...|© Imagemore Co., Ltd./Corbis

Ne pas poser son portable Wi-fi sur les genoux…

© Imagemore Co., Ltd./Corbis

Wireless fidelity ou fidélité sans fil, le Wi-fi, permet de se connecter à Internet sans fil et à haut débit.

Mais ça marche comment?
Les appareils et antennes foctionnant en Wi-fi sont des émetteurs et/ou récepteurs d’ondes électromagnétiques vibrant à la même fréquence que celles des micro-ondes (2 400 MHZ), comme la dernière génération UMTS des mobiles, explique-t-on ce mois-ci dans le magazine Alternative Santé.

Pourquoi elles affectent les organismes vivants?
Elles agitent les molécules d’eau, provoquant l’échauffement de tous les matériaux qui en contiennent, comme les tissus riches en eau qui composent la peau ou le liquide céphalo-rachidien qui baigne le cerveau.
Pour les téléphones mobiles, les normes maximales d’émission sont définies et évitent de faire trop monter la température de la tête lorsqu’on téléphone trop longtemps.
“Mais pour le Wi-fi on met sur le marché des appareils sans aucune certicication ni normes. C’est un non-sens”, s’insurge le Criirem (Centre de recherche et d’information indépendantes sur les rayonnements électromagnétiques).

Combien de bornes en France?
31 000 ont été autorisées par l’autorité de régulation des communications électroniques et des postes (Arcep) au mois d’avril 2007. Car “la technologie est jugée mature”. Rien qu’à Paris, 400 bornes en accès libre ont été installées.

Les britanniques s’affolent
Une émission de la BBC alertant sur la puissance de radiation électromagnétique des ordinateurs portables fonctionnant en Wi-Fi (trois fois supérieure à celle d’ordinateurs connectés classiquement) a déclenché un début de panique. Les parents d’élèves et les syndicats ont demandé le retrait du Wi-fi dans les établissements scolaires au nom du principe de précaution.

Alarme de l’Europe
Le Professeur Jacqueline McGlade, la directrice administrative d’EEA (Agence environnementale européénne) : “La recherche récente sur les effets à long terme des rayonnements venant des télécommunications du mobile (l’étude du Bioinitiative Group) suggèrent qu’il serait prudent pour les autorités de la santé de recommander des actions pour réduire les expositions, spécialement envers les groupes vulnérables, tels que les enfants.” L’initiative d’EEA va augmenter la pression sur les gouvernements et les organismes de santé publique pour qu’ils prennent des mesures de précaution. Le gouvernement allemand est déjà en train de conseiller ses citoyens d’utiliser les connections Internet avec câble au lieu du Wifi et les lignes téléphoniques plutôt que les téléphones mobiles.

Et moi je dois faire quoi alors?
Quelques conseils…de précaution
-Je ne pose pas mon ordinateur portable Wi-Fi sur les genoux pour travailler (les ondes pénétrant sur plus de 2 cm sous la peau)
-Je ne m’approche pas trop près de l’écran (il contient souvent l’antenne Wi-fi)
-Je ne manipule pas trop longtemps une souris Bluetooth
-Jene touche pas les antennes des rouleurs ou des box
-Je dispose les émetteurs de Wi-fi en hauteur, au-dessus des têtes
-J’éteins le Wi-fi et les dispositifs sans fil la nuit