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	<title>Blog do Favre &#187; obesidade</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Cintura e risco cardíaco</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 18:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Um novo e abrangente estudo trouxe mais evidências que apontam que uma circunferência abdominal grande, mesmo em pessoas de peso normal, eleva de forma significativa o risco de doenças cardíacas.
Pesquisadores avaliaram 80.360 homens e mulheres suecos de 45 a 83 anos entre 1997 e 2004. Durante esse período, 1.100 dessas pessoas foram hospitalizadas ou morreram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/cintura-e-risco-cardiaco/11187/" rel="attachment wp-att-11187" title="newyorktimes_folha.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/newyorktimes_folha.gif" alt="newyorktimes_folha.gif" align="left" /></a></p>
<div style="text-align: center"></div>
<p>Um novo e abrangente estudo trouxe mais evidências que apontam que uma circunferência abdominal grande, mesmo em pessoas de peso normal, eleva de forma significativa o risco de doenças cardíacas.</p>
<p>Pesquisadores avaliaram 80.360 homens e mulheres suecos de 45 a 83 anos entre 1997 e 2004. Durante esse período, 1.100 dessas pessoas foram hospitalizadas ou morreram em decorrência de doenças cardíacas.</p>
<p>A pesquisa mediu a circunferência da cintura, a proporção entre cintura e quadris, cintura e altura e IMC (índice de massa corporal), a proporção entre peso e altura. Mas só a circunferência da cintura previu o risco de doenças cardíacas independentemente das outras medições. O IMC previu males cardíacos entre mulheres apenas quando estas tinham circunferência de cintura grande.</p>
<p>O estudo, publicado em abril no periódico &#8220;Circulation: Heart Failure&#8221;, constatou que um aumento de 10 cm na circunferência da cintura é associado a um aumento de 15% no risco de doenças cardíacas, tanto para pessoas de peso normal, com IMC de 25, quando para obesos, com IMC superior a 30.</p>
<p>NICHOLAS BAKALAR</p>
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		<title>O câncer da próstata num olhar médico</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso

MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP
O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><br />
O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" alt="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" /><img src="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" width="179" height="292" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP</p>
<p>O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem o privilégio da imortalidade, o mundo seria inundado por seres altamente imperfeitos. Talvez por isso, a pressão evolucionista ou Deus (na ordem ou exclusividade que você preferir) tenha criado um mecanismo impiedoso para conter os anseios de perenidade da mente humana: o câncer da próstata, que atinge cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegam aos cem anos.</p>
<p>Vivem atualmente no Brasil cerca de 12 milhões de homens com mais de 50 anos, e 2 milhões deles serão atingidos pelo câncer da próstata. Essa estatística alarmante contrapõe-se a outra mais alentadora. De cada 14 pacientes acometidos pelo mal, apenas 1 morrerá pela doença, o que produz uma conclusão óbvia. A maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores indolentes, que não progridem, muitos outros graças às ações médicas reparadoras.</p>
<p>Duas condições aumentam os riscos de contrair o câncer da próstata: a raça e a ocorrência de casos na família. A frequência desse tumor é 70% menor em homens orientais. Por outro lado, negros têm o dobro da incidência e neles o tumor costuma ceifar mais vidas. Estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society sugerem que esse comportamento está relacionado com certa tendência hereditária e com marginalização social e menor acesso aos tratamentos curativos, fenômeno perverso que, certamente, se repete numa sociedade tão injusta como a nossa.</p>
<p>Sabe-se, há muito, que a incidência do câncer da próstata aumenta entre duas e cinco vezes quando o pai ou o irmão são portadores do mal. Nos casos hereditários, o tumor manifesta-se em idades mais precoces. Por isso, homens com histórico familiar devem realizar exames preventivos da próstata a partir dos 40 anos, e não após os 45, como se recomenda hoje.</p>
<p>Obesidade, vasectomia e excesso de atividade sexual, lembrados como possíveis causadores do câncer da próstata, não parecem ter vínculo com a doença. Contudo o tumor em homens obesos costuma evoluir de forma mais desfavorável. Por outro lado, maior frequência de atividade sexual talvez até iniba o aparecimento do câncer da próstata. Uma pesquisa que foi patrocinada pelo National Institute of Health dos EUA e envolveu 29 mil homens revelou que a incidência desse câncer é 33% menor nos indivíduos que ejaculam mais do que cinco vezes por semana. Alegro-me em relatar esse estudo, enfim uma boa notícia no meio de linhas tão áridas, lembrando que, ao se exercitar bastante, o homem também evita a obesidade, atenuando a gravidade da doença se ela insistir em aparecer.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong><br />
Para explorar a presença de câncer da próstata, os especialistas recorrem ao exame de toque e às dosagens de PSA no sangue. Esses dois exames devem ser feitos conjuntamente, já que o toque e o PSA, isolados, falham, respectivamente, em 50% e 25% dos casos atingidos pela doença. Executando-se os dois testes, deixam de ser identificados apenas 7% ou 8% dos pacientes acometidos. A simplicidade dessas estatísticas poderia indicar que o diagnóstico do câncer da próstata é circundado por ideias consensuais. Infelizmente, isso está longe de ser real.</p>
<p>Em primeiro lugar, o toque da próstata gera assombros na mente masculina, sobre os quais têm sido dedicadas incontáveis linhas e intrincadas interpretações psicológicas. A verdade é que o toque costuma ser realizado em quatro ou cinco segundos, de forma indolor; para os mais recalcitrantes, gostaria de dizer que muito pior do que o desconforto psicológico de alguns segundos é o flagelo que perdura por anos quando um câncer é descoberto tardiamente. Em segundo lugar, o PSA, produzido exclusivamente pela próstata, encontra-se aumentado nos pacientes com câncer, mas também pode elevar-se em alguns casos de crescimento benigno, de infecção da glândula ou até em homens sem nenhuma doença local. Níveis alterados de PSA exigem avaliação médica, mas não indicam, necessariamente, a existência de câncer. Conhecendo-se as taxas de PSA no sangue e o resultado do toque, é possível calcular as chances de câncer da próstata.</p>
<p>Em terceiro lugar, novos exames para identificar a doença vêm sendo testados. Incluem-se aqui as proteínas PCA3, PGC e EPCA-2, que estão alteradas nos homens portadores da doença e que, talvez, sejam mais precisas do que o PSA. Confirmadas essas observações, estarão criados instrumentos adicionais para descortinar os novos casos de câncer da próstata. De forma auspiciosa para alguns, os urologistas talvez possam anunciar o fim do toque prostático. Finalmente, uma recomendação recente do Inca (Instituto Nacional de Câncer) desaconselhou os exames preventivos anuais da próstata. Segundo a nota, muitos casos de câncer da próstata são indolentes e, por isso, não progridem nem precisariam ser identificados.</p>
<p>Ações médicas contundentes nesses casos seriam desnecessárias e produziriam um sem-número de homens com a qualidade de vida comprometida pelas sequelas do tratamento.</p>
<p>Embora não tenha sido totalmente descabida, a recomendação do Inca, no mínimo, foi precipitada. Realmente, uma pesquisa publicada no ano passado pelo National Cancer Institute dos EUA concluiu que, entre os casos de câncer da próstata descobertos em exames preventivos, cerca de 15% são do tipo indolente, 25% já são avançados e incuráveis e 60% têm doença agressiva, mas curável se tratada a tempo. Fica claro que, sob o argumento de evitar tratamentos desnecessários em 15% dos pacientes, serão prejudicados 60% dos homens com tumores potencialmente curáveis e que deixarão de ser identificados no momento propício.</p>
<p>Com a esperança de reduzir a incidência do câncer da próstata, dieta e suplementos têm sido recomendados pelos especialistas. Infelizmente, dados emergentes indicam que os três agentes mais difundidos, o licopeno (encontrado no tomate), a vitamina E e o selênio, não têm a ação protetora que lhes foi atribuída e, pior, talvez sejam nocivos. Pesquisas das Universidades do Texas (EUA) e McMaster (Canadá) demonstraram um aumento nos riscos de complicações cardíacas e de diabetes nos indivíduos que já tinham propensão a esses problemas e que receberam vitamina E e selênio para prevenir o câncer da próstata.</p>
<p><strong>Tratamento</strong><br />
Os casos indolentes de câncer da próstata não precisam ser tratados. Por outro lado, quando se chega à conclusão de que a doença deve ser combatida, a terapêutica é selecionada em função da extensão do câncer. Os pacientes com doença restrita à próstata são tratados com cirurgia (prostatectomia radical) ou radioterapia. Já os tumores que se estendem para outros órgãos do corpo são controlados com medicações hormonais, orientação que também é usada nos casos mais simples, que não precisam de terapêutica radical.</p>
<p>Uma certa polêmica envolve o tratamento dos pacientes com câncer circunscrito à próstata, gerando aflição nos portadores da doença. Cirurgiões e radioterapeutas proclamam que a prostatectomia radical e a radioterapia representam, respectivamente, a melhor maneira para tratar tais casos. Na verdade, até o presente, não foram publicados estudos convincentes comparando diretamente esses dois métodos. Pesquisas antigas e indiretas sugerem que as chances de cura com a cirurgia radical são cerca de 10% a 15% maiores do que as obtidas com a radioterapia. Ademais, dados recentes demonstraram que, quando o tumor está totalmente contido na glândula, os riscos de o paciente morrer em decorrência da doença são, respectivamente, de 2% e de 5% após o emprego da cirurgia e da radioterapia.</p>
<p><strong>Novas técnicas</strong><br />
Outras angústias permeiam a mente dos homens atingidos pelo câncer da próstata. A prostatectomia radical é acompanhada de impotência sexual em 80% dos homens com 70 anos, em 50% dos indivíduos com 65 anos e em 15% dos pacientes com menos de 55 anos. Ademais, produz incontinência urinária em 3% a 35%, dependendo da experiência do cirurgião e da idade do paciente. A radioterapia associa-se a riscos um pouco inferiores de problemas sexuais, mas, em 10% a 15% dos casos, surgem complicações intestinais e urinárias que podem persistir por anos.</p>
<p>Conscientes desses problemas, os cirurgiões introduziram duas novas técnicas para executar a prostatectomia radical: o método laparoscópico e as intervenções auxiliadas por um robô, conhecido como &#8220;da Vinci&#8221;. Os dois métodos são executados através de pequenos orifícios, evitando as incisões maiores. A cirurgia assistida por robô permite, adicionalmente, uma visão tridimensional ampliada da próstata e adjacências, é facilitada pela existência de um terceiro braço manipulado pelo cirurgião e permite manobras mais precisas, já que a mão do robô realiza sete movimentos, e a mão humana, apenas quatro. Apesar do apelo que envolve o uso dessas técnicas, ditas minimamente invasivas, existem questões relacionadas que não foram ainda respondidas.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" alt="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" /></div>
<p>Complicações pós-operatórias mais graves têm sido observadas após a cirurgia laparoscópica, uma vez que o acesso mínimo nem sempre se traduz pela agressão mínima aos tecidos.</p>
<p>No caso da prostatectomia radical robótica, a principal limitação para a disseminação do seu uso é o elevado custo do equipamento. Seu valor atual, da ordem de US$ 2,5 milhões, torna-o inacessível à maioria dos centros brasileiros. Por isso, e enquanto não surgirem dados consistentes que demonstrem índices mais elevados de cura e de preservação da qualidade de vida dos pacientes tratados, deve continuar prevalecendo, em nosso meio, a indicação da cirurgia aberta. Por outro lado, é razoável que sejam instalados no país cinco ou dez centros dotados de robô, envolvendo cirurgiões experimentados, de modo que a técnica seja avaliada cientificamente. Comprovada sua superioridade, estaria justificada, dos pontos de vista médico e econômico, sua dispersão.</p>
<p>Como corolário, vale lembrar uma ideia consensual entre os especialistas: o sucesso na execução da prostatectomia radical está mais ligado à experiência do cirurgião e menos ao método cirúrgico utilizado. Lida de outra forma, mais importante do que a técnica escolhida é o técnico envolvido.</p>
<p>Os pacientes tratados com medicações hormonais podem deixar de reagir a esses tratamentos após alguns anos e, para eles, existe uma notícia auspiciosa. Uma nova droga, a abiraterona, foi recentemente testada na Inglaterra em pacientes com formas agressivas de câncer da próstata e mostrou intensa atividade antitumoral, inclusive nos casos resistentes aos tratamentos convencionais. Com baixa toxicidade, a droga fez a doença regredir em quase 70% dos pacientes, e muitos se mantinham bem quando o estudo foi publicado, em outubro último. Ainda indisponível, constitui uma esperança real na luta contra o mal.</p>
<p>Nestas linhas, fica claro que, ao dirigir um olhar para o câncer da próstata, vislumbram-se boas e más notícias, números decifráveis e estatísticas emblemáticas. Mais do que isso, percebe-se que, no entorno do câncer da próstata, existem seres humanos inseguros com o porvir, com aflições exacerbadas pelas divergências entre os especialistas e pelas incertezas dos tratamentos, que curam um grande número de pacientes, mas que podem comprometer a qualidade de vida desses indivíduos. Por esses motivos, um médico só exercerá com grandeza o seu papel de guardião do corpo e da alma se, tanto na saída como na chegada, levar em conta não apenas a doença mas também os sentimentos e os direitos de todos os seres de controlar seu próprio destino. Com isso, quero dizer que médicos e doentes, num certo conluio durante a travessia, devem optar pela terapêutica mais eficiente quando a sobrevida for a questão mais relevante e escolher o tratamento menos agressivo quando as complicações possíveis forem intoleráveis para esse paciente -realidade que Riobaldo, o jagunço filósofo de Guimarães Rosa, sabia muito bem como descortinar: &#8220;Digo, o real não está na saída ou na chegada, ele se dispõe para a gente no meio da travessia&#8221;.</p>
<p><strong>MIGUEL SROUGI , 62, é pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA) e professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo)</strong></p>
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		<title>População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:39:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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CAROLINA FARIAS da Folha Online
Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.unimedriosaudeesporteclube.com.br/images/dicas/conteudo/bem_estar/coracao_saudavel/coracao.jpg" alt="http://www.unimedriosaudeesporteclube.com.br/images/dicas/conteudo/bem_estar/coracao_saudavel/coracao.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CAROLINA FARIAS da Folha Online</strong></p>
<p>Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas &#8211;como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.</p>
<p>Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.</p>
<p>&#8220;Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece&#8221;, afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.</p>
<p>Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo &#8211;32%. &#8220;Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p>Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.</p>
<p>&#8220;O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado&#8221;, disse Avezum.</p>
<p>Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.</p>
<p>&#8220;Para mudar [de hábitos], a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p><strong>Mortes</strong></p>
<p>Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo.</p>
<p>A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. &#8220;Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas&#8221;, explica o médico.</p>
<p>De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos.</p>
<p>&#8220;Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal&#8221;, afirmou Avezum.</p>
<p>Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.</p>
<p>Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol &#8211;LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom&#8211;, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão.</p>
<p>Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.</p>
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		<title>Musculação fortalece o cérebro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios


Antônio Marinho &#8211; O Globo
Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong> Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/pilates_bola.jpg" alt="pilates_bola.jpg" width="550" height="353" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes que regulam o órgão. Os dados foram apresentados este fim de semana no III Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional e IV Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na sede da Fecomércio, em São Paulo. Especialistas discutiram ainda como usar os alimentos para prevenir e controlar desequilíbrios do organismo.</p>
<p>De acordo com estudos, a prática de exercícios aumenta a oxigenação no cérebro. Este é apenas um dos benefícios da malhação.</p>
<p>Segundo o pesquisador Michael Colgan, do American College of Sports Medicine e da British Society for Nutritional Medicine, o esforço produz novas mitocôndrias, organela responsável pela produção de energia.</p>
<p>Para fabricar mais mitocôndrias, o cérebro acaba estimulando a formação de neurônios, a neurogênese.</p>
<p>— Antes se dizia que isso era impossível, que as pessoas nasciam com certo número de neurônios e eles morreriam com os anos. Hoje sabemos que o cérebro cria novas células o tempo todo — diz Colgan, autor de livros sobre o tema, como “Save your brain” (Salve o seu cérebro), ainda não lançado no Brasil.</p>
<p>É por essa razão que o foco da pesquisa em atividade física tem sido quais genes ela regula e como eles afetam a expressão de DNA, a síntese de RNA, entre outras reações.</p>
<p>— Não se trata apenas de oxigenar o cérebro, mas como os exercícios afetam a base de nosso código genético e a sua expressão — afirma Colgan.</p>
<p>Malhação, portanto, é um dos melhores combustíveis para os neurônios. Se a pessoa tem pouca massa muscular tem dificuldade em oxidar as gorduras.</p>
<p>— Quando se perde músculos, há aumento de peso e maior risco de doenças, como diabetes, síndrome metabólica, problemas cardiovasculares, mal de Alzheimer e outros males crônicos. Os músculos são os principais órgãos capazes de oxidar a gordura.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7334/" rel="attachment wp-att-7334" title="cerebro.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/cerebro.jpg" alt="cerebro.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Má nutrição afeta a libido e causa impotência</strong></p>
<p>Colgan recomenda o equilíbrio nas séries para obter mais vantagens. Os músculos têm duas fibras básicas: a de contração rápida, que oxida carboidratos, e a lenta, que oxida gorduras. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, aumentam o número de fibras de contração lenta.</p>
<p>Já exercícios de força aumentam a massa muscular e o número de fibras de contração rápida, de explosão. Estas ajudam a queimar os açúcares (carboidratos). Se a pessoa pratica muito exercício de força, perde fibras lentas. Ao exagerar no treino aeróbico, perde massa muscular.</p>
<p>Outros estudos confirmam a teoria de que exercício físico é bom para o cérebro. Pesquisa realizada com 138 voluntários na Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicada no “Journal of the American Medical Association”, indicou que a atividade física melhora a função cognitiva de pessoas acima de 50 anos e com leve falha de memória.</p>
<p>Porém, só malhar é pouco. Colgan e especialistas reunidos no congresso recomendam a nutrição funcional, que visa a recuperar o equilíbrio bioquímico nas células. A partir de uma boa história clínica, de exames laboratoriais, mapeamento genético e polimorfismo enzimático — quando necessários — é possível traçar o perfil nutricional de cada um. Os exames são feitos no exterior, principalmente nos Estados Unidos, por meio de laboratórios conveniados no Brasil (cobram a partir de R$ 800). Há testes que avaliam a hipersensibilidade a nutrientes, numa lista de 94 a 270 alimentos.</p>
<p>Essa hipersensibilidade muitas vezes é responsável por doenças crônicas, alergias, fibromialgia, obesidade, hiperatividade e até depressão e demência. A idéia da nutrição funcional é regular os desequilíbrios orgânicos de acordo com a individualidade bioquímica e controlar o estresse oxidativo.</p>
<p>Nem sempre é necessário se submeter a exames caros para descobrir isso. O mineralograma, por exemplo, muito usado em medicina ortomolecular não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e só mostra a contaminação por metais tóxicos.</p>
<p>— Não há exame específico que aponte a necessidade exata de nutrientes em cada organismo.</p>
<p>O acompanhamento clínico permite observar a reação do organismo a determinados alimentos. Isto leva tempo e requer adesão do paciente. Até o aspecto das unhas revela deficiência ou excesso de nutrientes.</p>
<p>Há pessoas com testes laboratoriais normais que se sentem mal, o que pode ser causado por nutrição inadequada — diz Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional e organizadora do Congresso de Nutrição Clínica Funcional.</p>
<p>Má nutrição afeta até a vida sexual. Valéria explica que a disfunção erétil e a frigidez ou falta de desejo sexual podem piorar ou serem desencadeadas por falta de nutrientes que produzem óxido nítrico, como alimentos ricos em arginina (soja e oleaginosas, por exemplo) que melhoram o fluxo de sangue.</p>
<p>Fontes de resveratrol, como chocolate amargo, suco de uva e vinho (sem excessos) e magnésio, encontrado em vegetais de folhas escuras, frutos do mar e peixes, são outros bons alimentos para produzir o óxido nítrico.</p>
<p>A frigidez na mulher pode estar associada à deficiência de zinco, que atua em hormônios. Mas a nutricionista lembra que um alimento bom para uma pessoa, pode fazer mal a outra.</p>
<p>— As dietas que focam apenas na contagem de calorias e açúcares não fazem mais sentido. É preciso escolher os alimentos de acordo com as características individuais. Até as queixas menos graves, como cansaço e falta de ânimo, são resultado de um estresse oxidativo por do desequilíbrio nutricional — diz Valéria.</p>
<p><font size="4"><strong>Receitas para vida saudável</strong></font></p>
<p>Nos dois congressos de nutrição especialistas discutiram ainda o uso de nutrientes no controle do estresse, no bem-estar físico e mental, na prevenção do envelhecimento precoce e em tratamentos de beleza</p>
<p>CORPO EM FORMA: Para o organismo funcionar bem é preciso consumir 54 nutrientes variados todos os dias, e muita gente não segue esta recomendação, segundo o pesquisador Michael Colgan.</p>
<p>Uma parcela grande da população ingere pouca quantidade necessária de todas as vitaminas e minerais. Por isso, a Academia Nacional de Ciências dos EUA e o Instituto de Medicina recomendam que a maioria dos americanos tome suplementos vitamínicos diariamente. Esses suplementos também devem ser usados pelas crianças e por mulheres durante a gravidez.</p>
<p><img src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" alt="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" width="143" align="left" height="143" />MENOS ESTRESSE: O estresse físico e emocional causa desequilíbrio hormonal e gera um processo chamado fadiga adrenal, no qual as glândulas supra-renais funcionam mal. Hábitos alimentares e dieta inadequada pioram a situação, segundo a nutricionista Patrícia Davidson. Ela recomenda evitar produtos industrializados e com agrotóxicos, consumo exagerado de adoçantes (têm alta carga tóxica e não auxiliam a supra-renal a produzir hormônios), baixo consumo de alimentos ricos em vitamina C e de gorduras (deve-se evitar as saturadas) — os hormônios da suprarenal são obtidos a partir de colesterol —; pouco consumo de vitaminas do complexo B (principalmente B5 que ajuda na produção de hormônios e está presente em cereais integrais e leguminosas) e de alimentos ricos em magnésio (encontrado em maior quantidade em cereais integrais, leguminosas, folhas verdes escuras), importante para produzir os hormônios adrenais. Deve-se evitar abuso de carboidratos de alto índice glicêmico (pão francês, biscoito, massas, açúcar, arroz branco, batata, mel e doces) que elevam rapidamente a glicose e causam perda de energia. O álcool reduz a capacidade de o fígado lidar com as toxinas, fazendo com que elas permaneçam no sistema e levem ao acúmulo de gordura no coração e ao enfraquecimento do sistema imunológico. Para aliviar o estresse, Patrícia recomenda alimentos como aipo, gengibre e grãos integrais, que auxiliam na absorção de nutrientes, reduzem a liberação de hormônios estressantes e melhoram a concentração.</p>
<p><img src="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" alt="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" width="143" align="left" height="107" />PLANTAS ANTIOXIDANTES: Uma maneira de neutralizar o dano oxidativo é fazer dieta rica em fitoquímicos com propriedades antioxidantes, encontrados em vegetais. A nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf explica que o alho, por exemplo, previne o envelhecimento cerebral e a demência por ser rico em fitoquímicos antioxidantes. O chá verde tem potencial antiinflamatório e anticâncer graças ao componente EGCG. Ela destaca ainda a linhaça, que tem alto teor de lignanas que agem no equilíbrio dos receptores hormonais e diminuem a agregação de placas.</p>
<p>CÉREBRO SAUDÁVEL: O cientista Colgan diz que existem cerca de 20 nutrientes essenciais na prevenção do mal de Alzheimer. Os mais importantes são o ácido glicólico, o aminoácido L-carnitina, o ácido retinóico e a acetilcisteína. Deve-se consultar nutricionista ou médico para saber como consumir essas substâncias de forma saudável.</p>
<p><img src="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" alt="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" width="141" align="left" height="111" />REJUVENESCIMENTO: A nutrição influencia diretamente a saúde da pele, ao modular a síntese do colágeno e de hormônios. Segundo a nutricionista Eliane Tagliari, a recomendação diária deve ser de acordo com individualidade bioquímica de cada um, mas há nutrientes com um papel mais importante, como silício, selênio, coenzima Q10, ácido alfalipóico, quercetina, resveratrol, silimarina, magnésio, cálcio e complexo B. Mesmo os idosos podem se beneficiar, quando melhoram a absorção desses nutrientes através da recuperação da flora intestinal e da produção de enzimas digestivas.  Uma boa hidratação é fundamental.</p>
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		<title>Gordos famintos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 22:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ gordos hambrientos
                               Civilización &#38; Barbarie de Cristina Civale
Cuando investigaba uno de los capítulos de mi libro sobre el abuso infantil, me topé con una [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"> gordos hambrientos</font></p>
<div style="background-color: #ffff99" class="entry-body"><font size="4"><a href="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/2008/08/pensar_la_contemporaneidad_gordos_hambrientos.html#more"><strong>                               Civilización &amp; Barbarie de Cristina Civale</strong></a></font></div>
<p>Cuando investigaba uno de los capítulos de <a href="http://www.cristinacivale.net/obras11.shtml" target="_blank">mi libro sobre el abuso infantil</a>, me topé con una contradicción flagrante que sucedía en el East Harlem, en plena New York, el barrio habitado por latinos y negros.</p>
<p>Allí el 60 por ciento de la población infantil<a href="http://www.nyccah.org/media/harlem.pdf" target="_blank"> sufría de obesidad pero esa misma población también padecía hambre.</a> El mismo fenómeno se reproduce en otras megalópolis, desde San Pablo a Nápoles, desde Nueva Delhi a Tijuana. Las franjas más pobres de la población sólo pueden consumir, mayoritariamente, comida chatarra y aún así hasta cierto día del mes. Luego del 20, cuando se acaba el efectivo, empieza el hambre. Así se van formando las nuevas generaciones en el reparto de la comida: generaciones pobladas de gordos hambrientos.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/montage%20of%20covers_0-thumb.jpg" alt="montage%20of%20covers_0.jpg" height="286" width="400" /></div>
<p>Acaba de publicarse en España a través de <a href="http://www.loslibrosdellince.com/" target="_blank">Ediciones del Lince,</a> <em>Obesos y famélicos: El impacto de la globalización en el sistema alimentario mundial</em> (Stuffed and Starved: the Hidden Battle for the World Food System), una obra que ya araña los primeros puestos en el ranking del New York Times.</p>
<p>Su autor es el inglés <a href="http://www.rajpatel.org/" target="_blank">Raj Patel</a>, tiene 36 años y vive en San Francisco.</p>
<p>Con una pluma desaforada y una tenacidad de militante, este graduado en Matemáticas, Filosofía, Política y Economía por Oxford y doctor en Sociología del Desarrollo por la prestigiosa Universidad de Cornell, narra con ímpetu y datos bien concretos (más de 100 páginas están dedicadas a las fuentes en las que basa sus afirmaciones) por qué sucede esta aberración en nuestra aldea global. No se queda en la descripción del fenómeno, también aporta las soluciones para que la comida alcance para todos, la buena comida, la que evita tanto la obesidad como el hambre, muchas veces habitantes de un mismo cuerpo.</p>
<p>Aquí la introducción de <em>Stuffed and starved.</em></p>
<p><strong>Una contradicción muy gorda</strong></p>
<p>La humanidad produce actualmente más alimentos que en toda su historia, y sin embargo una cifra superior al diez por ciento de la población padece hambre. El hambre de esos 800 millones de personas ocurre al mismo tiempo que otro récord histórico: mil millones de seres humanos sufren hoy en día sobrepeso.</p>
<p>El hambre y el sobrepeso globales son síntomas de un mismo problema. Es más, el camino que podría conducirnos a erradicar el hambre del mundo serviría de paso para prevenir las epidemias globales de diabetes y afecciones cardíacas, y para hacer frente a un montón de males medioambientales y sociales. Los obesos y los famélicos están vinculados entre sí por las cadenas de producción que llevan los alimentos desde el campo hasta nuestra mesa. Guiadas por su obsesión por los beneficios, las grandes corporaciones que nos venden comida delimitan y constriñen nuestra forma de comer y nuestra manera de pensar sobre la comida. En los puntos de venta de la comida rápida es donde con mayor claridad se ven las actuales limitaciones, pues allí apenas podemos elegir entre el McNugget y el McMuffin. Pero aun cuando creemos encontrarnos lejos del ámbito de Ronald McDonald también hay limitaciones ocultas y sistémicas.</p>
<p>Incluso cuando queremos comprar algo sano, algo que nos mantenga alejados del médico, estamos atrapados por el propio sistema que ha creado las &#8220;Fast Food Nations&#8221; [Países de Comida Rápida, en alusión al libro homónimo de Eric Schlosser].</p>
<p>Intente, por ejemplo, comprar manzanas. En los supermercados de Norteamérica y de Europa, las elecciones están restringidas a media docena de variedades: Fuji, Braeburn, Granny Smith, Golden Delicious y quizá un par más. ¿Por qué éstas? Porque son atractivas: nos gusta su piel lustrada e inmaculada, y tienen un sabor que, para la mayoría del público, es inobjetable; pero también porque soportan ser transportadas a través de largas distancias y su piel no se daña si son sacudidas en el trayecto desde el huerto hasta la góndola; además, toleran las técnicas de lustrado y los compuestos que permiten el transporte y que las mantienen atractivas en los estantes, son fáciles de cosechar y responden bien a los pesticidas y a la producción industrial. Éstas son las razones por las cuales nunca encontraremos manzanas Calville Blanc, Black Oxford, Zabergau Reinette, Kandil Sinap o las antiguas y venerables Rambo en los estantes. No somos nosotros los que elegimos por nuestra cuenta porque, ni siquiera en el súper, no elaboramos nuestro menú a partir de lo que nosotros elegimos, o de la estación o el país en que nos encontramos, ni por la amplísima variedad de manzanas existente, ni por la amplísima gama de alimentos y sabores existentes, sino sometiéndonos al poder de las empresas de la alimentación.</p>
<p>Los intereses de las empresas que producen alimentos tienen ramificaciones que van mucho más allá de lo que nos ofrecen los estantes del súper. Son esos intereses lo que huele a podrido en el corazón mismo del sistema alimentario actual. Demostrar que la habilidad sistémica de unos pocos afecta a la salud de la mayoría requiere una investigación global que implica viajar desde los &#8220;desiertos verdes&#8221; de Brasil hasta la arquitectura de la ciudad contemporánea, y moverse a través de la historia desde la época de los primeros cultivos hasta la batalla de Seattle. Es una pesquisa que descubre las verdaderas causas de las hambrunas en Asia y en África, por qué hay una epidemia mundial de suicidios entre los agricultores, por qué ya no sabemos qué contiene nuestra comida, por qué en Estados Unidos los afroamericanos presentan mayor tendencia al sobrepeso que los norteamericanos blancos, por qué hay vaqueros en el sur de Los Ángeles y cómo el movimiento social más grande del mundo está descubriendo maneras, a mayor o menor escala, de que pensemos y vivamos de un modo distinto respecto a la comida.</p>
<p>La forma de comer alternativa a como lo hacemos actualmente promete solucionar el tema del hambre y las enfermedades relacionadas con la dieta mediante una manera de nutrirnos y de cultivar alimentos ecológicamente sostenible y socialmente justa.</p>
<p>Entender qué problemas plantea el modo en que se cultivan los alimentos y cómo se ingieren también ofrece la clave para una mayor libertad y un camino para recuperar el placer de comer. Tan urgente es la tarea como enorme el premio.</p>
<p>En todos los países, las contradicciones entre la obesidad, el hambre, la pobreza y la riqueza se están agudizando cada vez más. Por ejemplo, la India ha destruido millones de toneladas de cereales permitiendo que se pudran en silos mientras que la calidad de los alimentos que comen los indios pobres es la peor desde la independencia, en 1947. En el año 1992, en los mismos pueblos y aldeas donde la malnutrición había comenzado a atacar a las familias más pobres, el gobierno indio permitió que se colaran en su sistema económico, hasta entonces muy protegido, los fabricantes de refrescos extranjeros y multinacionales de la alimentación. En el plazo de una década, la India ha logrado la mayor concentración de diabéticos del mundo: personas -muy a menudo niños- cuyos cuerpos se han quebrado bajo el peso del consumo excesivo de alimentos inadecuados.</p>
<p>La India no es el único país que padece estos contrastes. Son globales, y están presentes incluso en el país más rico del mundo. En 2005, en Estados Unidos 35,1 millones de personas no sabían si iban a poder pagarse la siguiente comida. Y esto coincide con el momento en que hay en Estados Unidos más comida que nunca en su historia, y también mayor número de personas aquejadas por dolencias relacionadas con la alimentación.</p>
<p>Resulta fácil acostumbrarse a esta contradicción; su versión cotidiana sólo provoca una desazón pasajera cuando, de camino a los supermercados llenos de comida a reventar, nos cruzamos con carteles que nos hablan de gente &#8220;hambrienta&#8221; y &#8220;sin techo&#8221;. Hay excusas morales que sirven para calmar a una conciencia atormentada: los pobres tienen hambre porque son perezosos, o los ricos son gordos porque comen alimentos que engordan. Esta clase de sabiduría popular es muy antigua. De alguna forma, todas las culturas han comprendido que nuestros cuerpos son libros contables donde queda registrado el catálogo de nuestros vicios privados. Sin embargo, las frases inculpatorias no nos sirven para comprender las razones por las cuales hemos llegado a una situación inédita en la que hambre, abundancia y obesidad son más compatibles que en toda nuestra historia.</p>
<p>La condena moral sólo funcionaría si los afectados hubiesen podido hacer las cosas de forma diferente, si hubiesen tenido opciones. La prevalencia del hambre y de la obesidad afecta a la gente con demasiada regularidad y en demasiados lugares distintos como para que sean consecuencia de algún defecto personal. En parte, nuestro juicio yerra de forma tan notable debido a que todavía interpretamos los cuerpos a la manera antiintroducción gua, sin darnos cuenta de que los tiempos han cambiado. Aunque en algún momento fuese cierta, la suposición de que tener sobrepeso es ser rico ya no es válida: la obesidad no puede explicarse exclusivamente como la maldición de la opulencia individual. Hay rasgos sistémicos que marcan la diferencia. Por ejemplo en México, un país en desarrollo con unos ingresos medios de 6.000 dólares anuales, hay más adolescentes gordos que nunca, aunque el número de mexicanos pobres aumenta. La riqueza individual no explica por qué los hijos de algunas familias son más obesos que otros: el factor crucial no son los ingresos, sino la proximidad con la frontera de Estados Unidos. Cuanto más cerca viva una familia mexicana de sus vecinos del norte y de sus hábitos de comida procesada rica en grasas y en azúcar, más sobrepeso sufrirán los niños de esa familia. Que la geografía tenga tanta importancia desmiente la idea de que la elección personal es la clave para prevenir la obesidad o, del mismo modo, prevenir el hambre. Y sirve para retomar el lamento de Porfirio Díaz, el dictador de México a finales del siglo XIX: &#8220;¡Pobre México! Tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos&#8221;.</p>
<p>Uno de los efectos perversos del modo en que nos llega la comida a la mesa consiste en que ahora existe la posibilidad de que padezcan obesidad personas que carecen de los medios necesarios para comprarse alimentos. Los niños que se crían mal nutridos en las favelas de São Paulo, por ejemplo, sufren mayor riesgo de obesidad cuando llegan a adultos. Sus cuerpos, afectados por la pobreza de la niñez, metabolizan y almacenan mal los alimentos, por lo que presentan mayor riesgo de retener como grasa la comida de mala calidad a la que tienen acceso. A lo largo y ancho del planeta, los pobres no pueden permitirse comer bien, y esto es cierto incluso en el país más rico del mundo: en Estados Unidos son los niños quienes sufren las consecuencias. Un equipo de investigación indicó recientemente que, si persisten los actuales modelos de consumo, los niños norteamericanos de hoy vivirán cinco años menos, debido a las enfermedades relacionadas con la dieta a las que estarán expuestas en el transcurso de sus vidas.</p>
<p>En cuanto consumidores, se nos incita a pensar que un sistema económico basado en la elección individual nos salvará de los males comunes del hambre y la obesidad. Sin embargo, es precisamente la &#8220;libertad de elección&#8221; la que ha incubado estos males. Aquellos que pueden dirigirse al súper se quedan pasmados ante la posibilidad de escoger entre cincuenta marcas de cereales azucarados, media docena de tipos de leche que sabe a tiza, estantes de panes tan saturados de productos químicos que nunca se pudrirán y estantes repletos de productos cuyo ingrediente principal es el azúcar. Por ejemplo, los niños británicos tienen la posibilidad de escoger entre veintiocho marcas de cereales para el desayuno cuyo marketing está dirigido directamente a ellos. El contenido de azúcar de veintisiete de éstos excede las recomendaciones del gobierno. Nueve cereales para niños tienen un contenido de azúcar del 40 por ciento. Así pues, no es para nada sorprendente que en Reino Unido el 8,5 por ciento de los niños de seis años y más de uno de cada diez chicos de quince años sean obesos. Y los niveles están aumentando. El ejemplo de los cereales para el desayuno es un signo de un rasgo sistémico más amplio: las corporaciones que producen alimentos tienen todos los incentivos para vender comida sometida a un procesamiento que la hace más rentable, aunque menos nutritiva. Por cierto, esto también explica por qué hay a la venta muchas más variedades de cereales para el desayuno que de manzanas.</p>
<p>Nuestras opciones tienen límites naturales. Por ejemplo, la gente está dispuesta a comer un número limitado de frutas, hortalizas y animales disponibles en la naturaleza. Pero incluso en este caso, un poco de publicidad nos puede persuadir a expandir el alcance de nuestras opciones. Pensemos en el kiwi, que hace mucho era conocido como la grosella china: para adecuarse a los prejuicios de la guerra fría la empresa de Nueva Zelanda que lo lanzó al mercado a finales de los años cincuenta le cambió el nombre. Era un sabor con el que nadie se había criado, aunque ahora parece que siempre haya existido. Y mientras agregan lentamente nuevos alimentos naturales a nuestros menús, la industria alimentaria suma todos los años decenas de miles de nuevos productos a los expositores, algunos de los cuales se convierten en elementos indispensables hasta tal punto que, después de una generación, no se puede pensar en vivir sin ellos. Esto es un signo de cuán limitada puede ser nuestra imaginación gastronómica, y también de que no estamos totalmente seguros de cómo, de dónde o por qué ciertos alimentos llegan a nuestra mesa.</p>
<p><strong>©Raj Patel y Libros del Lince<br />
Publicado por Cristina Civale</strong></p>
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		<title>Leite: tomar ou não tomar, eis a questão&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 22:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dilema de mamífero

Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde
Antônio Marinho &#8211; O Globo
A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/leite.jpg" alt="leite.jpg" height="682" width="550" /></div>
<p><font size="4"><strong>Dilema de mamífero</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong><br />
Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos Estados Unidos, que condenam o alimento e o classificam como um veneno capaz de causar cânceres. Do outro, especialistas que afirmam que o leite é bom até para o coração por ser rico em cálcio, proteína e vitaminas.</p>
<p>O único consenso, pelo menos entre nutricionistas, é que ele faz bem quando usado de forma adequada.</p>
<p>Além de anti-hipertensivo, o leite teria efeito reidratante após exercícios, segundo a revista “British Journal of Nutrition”.</p>
<p>Outro estudo mostrou que ele proporciona maior crescimento muscular em comparação com uma bebida de proteína de soja.</p>
<p>— O cálcio ajuda a controlar a pressão. O efeito na massa muscular é associado à boa qualidade dos seus aminoácidos — diz Virgínia Nascimento, diretora da Clínica de Orientação Nutricional.</p>
<p>Mineral é essencial para a contração cardíaca Para Vilma Blondet, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF, não precisamos especificamente de leite, mas do cálcio. E ele pode ser obtido em iogurtes, queijos e outros laticínios. A recomendação para crianças de 1 ano a 3 anos é de 500mg / dia ; de 4 anos a 8 anos é de 800mg/dia; de 9 anos a 18 anos é de 1.300mg/dia.</p>
<p>— No adulto é de 1 mil mg/dia (quatro copos de leite).</p>
<p>Como qualquer nutriente, em excesso é prejudicial. O abuso de cálcio, por exemplo, pode formar cálculos renais — diz Vilma.</p>
<p>Com relação à ação anti-hipertensiva do cálcio, Vilma diz que há controvérsia e não se receita suplementação do mineral nesses casos: — Parece haver correlação entre hipertensão e dieta com menos de 600mg/dia de cálcio.</p>
<p><strong>Hipertensos devem fazer alimentação rica nesse mineral.</strong></p>
<p>A contração muscular, inclusive cardíaca, também precisa de cálcio, segundo Ana Beatriz Rique, co-autora de “Alimentação saudável, tabela de equivalências” (Tecmedd): — Um dos benefícios de consumir laticínios é que eles aumentam a saciedade por mais horas. E muitas pessoas intolerantes à lactose se dão bem com iogurte e queijos.</p>
<p>Mariana Schievano Danelon, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, lembra que o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Educação, recomenda o consumo diário de três porções de leite e derivados. São a melhor fonte de cálcio, mas outros alimentos têm esse mineral, como as verduras escuras, soja, amêndoas, sardinha e laranja.</p>
<p>E apesar de alguns pesquisadores dispensarem o leite em adultos, Mariana diz que ele é essencial para a massa óssea, tendo em vista que há perda de minerais pela urina: — Cerca de 99% do cálcio no nosso organismo está nos ossos e nos dentes. E 1% encontrase no plasma, exercendo funções como coagulação e contrações musculares. Quando os níveis de cálcio começam a baixar no sangue, ele é retirado dos ossos.</p>
<p>O alerta é importante. Um estudo de 1996 em cinco cidades brasileiras continua atual, segundo Mariana. Ele revelou que 48,9% dos homens e 61,3% das mulheres acima de 18 anos ingeriam pouco cálcio. E levantamento recente, de abrangência nacional, da Faculdade de Saúde Pública da USP, confirmou a reduzida ingestão do mineral no país: 700mg, quase metade das necessidades diárias.</p>
<p>Argumentos contra o leite são antigos. O humano adulto não foi programado para digerir este alimento. Isto só ocorreu com adaptações da espécie.</p>
<p>Um estudo britânico na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” comprovou que o homem neolítico tinha deficiência do gene da enzima da lactase. Ela quebra as moléculas de lactose (açúcar natural do leite) na digestão.<br />
<strong><br />
Sem o gene nossos ancestrais sofriam de intolerância.</strong></p>
<p>A pesquisa foi feita em esqueletos de adultos que viveram na Europa entre 5.480 a 5 mil a.C.</p>
<p>A Humanidade surgiu na África há 200 mil anos e ficou restrita a este continente por dois terços de sua história evolucionária, só tendo saído de lá há 60 mil anos, lembra o professor Sérgio Danilo Pena, da UFMG e do GENE — Núcleo de Genética Médica.</p>
<p>Durante esse período, os humanos eram intolerantes à lactose após o desmame.</p>
<p>Com a domesticação do gado na Europa nos últimos sete a dez mil anos, a capacidade de digerir lactose passou a ser significativa, seletiva, porque o leite era fonte de calorias, proteína e cálcio.</p>
<p>Hoje não temos mais limitações de aporte de calorias e proteínas, a não ser em populações carentes.</p>
<p>— Com abundância de outras fontes de nutrientes, o leite integral perde importância porque contém de 3% a 4% de gorduras animais que aumentam o colesterol. Por outro lado, o desnatado é boa fonte de cálcio para adultos — diz.</p>
<p>A evolução não acabou de vez com a intolerância ao leite, incômodo que afeta metade dos adultos. Hoje já existem até produtos sem lactose.</p>
<p>Outra queixa é a alergia causada pela principal proteína do leite (a caseína), mal que atinge até 5% das crianças. E não são os problemas mais graves.</p>
<p>Segundo o Comitê para Educação de Laticínios, o leite destrói células. Eles até criaram o site www.notmilk.com para alertar os consumidores.</p>
<p>Porém, estudos sobre malefícios do leite precisam de mais análises.</p>
<p>Assim como são inconclusivos dados sugerindo que o alimento reduz o risco de síndrome metabólica (diabetes, aumento de gorduras no sangue e hipertensão). A hipótese foi apontada em artigo na “Journal of Epidemiology and Community Health”. Médicos do Brigham and Women’s Hospital também defendem o leite, e afirmam que meio litro por dia reduz em 12% o risco de câncer de intestino, graças ao efeito protetor do cálcio.</p>
<p><strong><br />
Saiba mais sobre o alimento</strong></p>
<p><strong>NUTRIENTES:</strong> O leite é uma das melhores fontes de cálcio e energia, contém proteínas de alto valor biológico e vitaminas lipossolúveis como a D (essencial para a absorção do cálcio) e A (auxilia no crescimento e desenvolvimento ósseo, manutenção da visão normal e na imunidade), e hidrossolúveis, como a B1 e B2 (importantes para a integridade do sistema nervoso e uso de proteínas, gorduras e carboidratos). O leite integral contém 3,5g de gordura em 100ml; o semidesnatado contém até 2g de gordura e o desnatado até 0,5g. Adultos devem optar por desnatados. Para gestantes e crianças recomendase o leite integral, que possui maior quantidade de vitaminas A, D, E e K.<br />
<strong><br />
PROTEÇÃO CONTRA DOENÇAS:</strong> A professora Mariana Danelon diz que alguns estudos, na maioria epidemiológicos (avaliam a relação entre os hábitos alimentares e a incidência de doenças na população), associam o consumo de leite à redução de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, câncer no intestino e obesidade. Mas o mecanismo pelo qual o leite propiciaria esses benefícios ainda não está totalmente esclarecido.<br />
A seqüência de aminoácidos das proteínas do leite, a cadeia de ácidos graxos poliinsaturados (presentes no leite materno), as propriedades das proteínas do soro do leite e o cálcio teriam ação contra as doenças crônicas.</p>
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		<title>Fonte da juventude</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 19:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores
Reuters &#8211; Portal Globo
WASHINGTON &#8211; Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/fonte-da-juventude/6111/" rel="attachment wp-att-6111" title="vin.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/fonte-da-juventude/6111/" rel="attachment wp-att-6111" title="vin.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/vin.jpg" alt="vin.jpg" height="823" width="550" /></a></div>
<p><strong>Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Reuters &#8211; Portal Globo</strong></p>
<p>WASHINGTON &#8211; Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa é tanta que a indústria farmacêutica já investe no desenvolvimento de medicamentos à base de resveratrol. De acordo com a pesquisa, publicada na revista &#8220;Cell metabolism&#8221;, a substância evitaria uma série de problemas de saúde relacionados com o envelhecimento, ao beneficiar o coração e fortalecer os ossos, além de prevenir a catarata.</p>
<p>O estudo, realizado com ratos alimentados com uma dieta acrescida de resveratrol, é o primeiro a dar esperanças de que medicamentos com a substância possam melhorar a saúde das pessoas. A maioria dos roedores que receberam resveratrol não viveu muito mais do que os outros animais, no entanto, eram muito mais saudáveis.</p>
<p>- A boa notícia é que podemos melhorar a saúde. Creio que isso é mais importante do que estender a vida &#8211; diz David Sinclair, da Escola de Medicina de Harvard, que coordenou o estudo com Rafael de Cabo, do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, órgão do governo americano.</p>
<p>Os animais foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu uma dieta de baixa caloria. Os outros dois foram tratados com dieta altamente calórica, sendo que um deles recebeu suplementação de resveratrol. Este terceiro grupo sobreviveu ao que não recebeu o composto. A substância só foi ministrada quando os animais completaram um ano, o que equivale a 35 anos de uma pessoa.</p>
<p>- O resveratrol acabou com o efeito negativo das altas taxas de gordura &#8211; afirma De Cabo.</p>
<p>A substância, presente nas uvas e no vinho tinto, tem despertado o interesse da comunidade científica e da indústria farmacêutica. Este ano a GlaxoSmithKline pagou US$ 720 milhões pela Sirtris Pharmaceuticals Inc, uma empresa que desenvolve farmácos que imitam os efeitos do resveratrol. Especialistas da empresa participaram do estudo.</p>
<p><strong><br />
Benefícios concretos</strong></p>
<p>Os ratos tratados com resveratrol apresentaram menor deterioração cardiovascular, relacionada à obesidade ou à idade. Também houve redução no colesterol total e as artérias aortas estavam em melhores condições. A substância, acrescentam os autores, pareceu moderar as inflamações cardíacas. Os animais também tinham melhor saúde óssea e menor incidência de catarata nos olhos. Os cientistas observaram que os ratinhos também apresentavam melhor equilíbrio e coordenação motora.</p>
<p>Os genes dos ratos que tomaram resveratrol estavam ativos de modo similar aos que foram alimentados com dieta de baixa caloria. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a redução da ingesta calórica favorece a desaceleração do processo de envelhecimento e aumenta a expectativa de vida em alguns animais.</p>
<p>O estudo foi uma continuidade de uma outra pesquisa, publicada em 2006, que revelou que o resveratrol melhorava a saúde e a longevidade dos ratos com sobrepeso. Segundo De Cabo, apesar de os novos resultados serem alentadores, seria imprudente que as pessoas começassem a tomar suplementos de resveratrol para melhorar sua saúde, já que não se sabe ainda como este composto interage com outros medicamentos.</p>
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		<title>Dormir pouco afeta crescimento infantil</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[    Horas corretas de sono durante a noite são importantes para a criança porque afetam liberação do hormônio do crescimento
Especialistas dizem que crianças pequenas devem dormir entre as 19h30 e as 20h30; horas de sono variam conforme a idade 
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; Folha de São Paulo

Crianças que seguem os horários dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/dormir-pouco-afeta-crescimento-infantil/5647/" rel="attachment wp-att-5647" title="minnie_durmindo.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/minnie_durmindo.gif" alt="minnie_durmindo.gif" align="left" /></a>   <strong> Horas corretas de sono durante a noite são importantes para a criança porque afetam liberação do hormônio do crescimento</strong></p>
<p><strong>Especialistas dizem que crianças pequenas devem dormir entre as 19h30 e as 20h30; horas de sono variam conforme a idade </strong></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; Folha de São Paulo<br />
</font></p>
<p>Crianças que seguem os horários dos adultos e dormem pouco correm o risco de ter sérios problemas de desenvolvimento, dizem especialistas. Isso ocorre porque o hormônio do crescimento é liberado nas fases mais profundas do sono.<br />
&#8220;Quem tem sono ruim, na  quantidade ou na qualidade,  tende a ter déficit de crescimento&#8221;, diz o pneumologista  Maurício da Cunha Bagnato,  responsável pelo departamento de medicina do sono do hospital Sírio-Libanês. &#8220;Depois  que se opera uma criança que  dorme mal por causa das amígdalas, ela cresce muito rápido.  É impressionante.&#8221;<br />
As horas de sono necessárias  variam conforme a idade. Um  recém-nascido, que está com o  sistema nervoso em amadurecimento, precisa dormir até 20  horas diárias. Uma criança de  três anos deve dormir 10 ou 11  horas durante a noite e tirar  uma soneca no dia.<br />
E não basta dormir o número  de horas indicado. Também é  preciso ir para a cama na hora  certa. O ideal, segundo o neurologista Israel Roitman, do hospital Albert Einstein, é que as  crianças pequenas se deitem  entre as 19h30 e as 20h30.<br />
Roitman explica que certos  hormônios só são liberados  adequadamente no organismo  quando se está acordado durante o dia e se dorme durante a  noite. &#8220;Há crianças que ficam  acordadas até a meia-noite. Isso é um absurdo&#8221;, diz ele.<br />
Evidências científicas ligam  a falta de sono, ao menos em  adultos, a um maior risco de  obesidade, diabete, doenças  cardiovasculares e infecções.<br />
A maneira mais fácil de perceber se a criança está dormindo pouco é observar como ela  acorda. Cansada, ela reluta a  sair da cama. &#8220;Na primeira  oportunidade que tem, ela encosta e dorme. Isso ocorre muito no trajeto da casa à escola,  dentro do carro&#8221;, explica o médico Ricardo Halpern, da Sociedade Brasileira de Pediatria.<br />
Essas crianças podem ficar  hiperativas e ter dificuldade de  concentração. Também costumam ficar irritadiças e até  agressivas. E, ao contrário do  que ocorre com os adultos, tomar uma xícara de café não resolve o problema do sono.<br />
&#8220;Dormir tarde cria outro problema para os pais, o da indisciplina. As crianças não gostam  de dormir, porque é o fim da  brincadeira. À noite, o problema de indisciplina é maior&#8221;, diz  Paulo Afonso Ronca, doutor  em psicologia educacional.<br />
Além dos benefícios para a  saúde, colocar o filho para dormir sempre na mesma hora é  importante para o desenvolvimento psicológico da criança.<br />
&#8220;É importante que a criança saiba que num momento ela vai tomar banho, por exemplo, depois pôr o pijama, depois jantar, depois brincar, depois escovar os dentes e depois dormir. Quando sabe o que vai acontecer depois, ela ganha segurança&#8221;, explica a coordenadora pedagógica do colégio Santo Américo, Liamara Montagner. &#8220;É por isso que muitas crianças assistem ao mesmo desenho 20 vezes.&#8221;<br />
O desejo de ficar mais tempo com os filhos é legítimo e necessário. &#8220;A primeira relação das crianças é com os pais. É dessa relação que vêm as identificações, o carinho, os limites&#8221;, diz Júnia de Vilhena, psicanalista e professora da PUC-Rio. &#8220;Os pais já delegam demais [para babás, avós, professores], não podem delegar tudo.&#8221;</p>
<p><strong>No shopping</strong><br />
Na quinta passada, a <strong>Folha </strong> percorreu um shopping de São  Paulo entre as 21h e as 22h30.  As crianças menores de 10 anos  estavam por todos os lados.<br />
Na praça de alimentação, um  casal compra sorvete para o filho de sete anos e a filha de cinco. &#8220;Não faço questão que durmam cedo. É bom o contato  com eles&#8221;, diz a administradora  Flávia Marques, 37. &#8220;Eu, quando era criança, dormia às  20h30. Mas era no interior de  Minas, outra época&#8221;, diz o arquiteto Adriano Marques, 48.<br />
Ele diz que o toque de recolher da casa é às 23h. Atentos,  Rafael e Júlia corrigem em coro: &#8220;A gente dorme à meia-noite, pai!&#8221;. <font size="-1"><strong> (RICARDO WESTIN)<br />
</strong></font></p>
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		<title>Machismo faz mal a saúde&#8230; do homem</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/machismo-faz-mal-a-saude-do-homem/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 15:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SAÚDE
Contra o machismo

Governo federal prepara política específica para doenças masculinas. Especialistas apontam preconceito e falta de tempo como os principais fatores alegados para que os homens não adotem medidas de prevenção

Hércules Barros &#8211; Correio Braziliense
Os últimos meses não têm sido fáceis para o taxista Hélio da Silva Barbosa (na arte ao lado), 40 anos. Complicações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>SAÚDE<br />
Contra o machismo</strong></font><br />
<strong><br />
Governo federal prepara política específica para doenças masculinas. Especialistas apontam preconceito e falta de tempo como os principais fatores alegados para que os homens não adotem medidas de prevenção</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20080527/fotos/a12-1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20080527/fotos/a12-1.jpg" height="815" width="550" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Hércules Barros &#8211; Correio Braziliense</strong></p>
<p>Os últimos meses não têm sido fáceis para o taxista Hélio da Silva Barbosa (na arte ao lado), 40 anos. Complicações por conta de uma pedra na vesícula no final do ano obrigaram o morador da Estrutural a ir ao hospital com uma freqüência nunca praticada. A dolorosa experiência resultou em duas cirurgias, três meses de internação e uma lição: “Mais vale a pena perder um dia de serviço para cuidar da saúde do que deixar para procurar o médico só quando a situação piora”, avaliou Hélio.</p>
<p>Ao ser questionado sobre a última vez em que conferiu os níveis de colesterol e glicose, respondeu com naturalidade. “Não faz tanto tempo assim. Foi aos 21 anos, quando eu estava no Exército”, disse. O primeiro e último exame de toque de próstata foi há 17 anos e por acaso, quando procurou um urologista porque estava com hemorróidas. O histórico de falta de prevenção se repete com o irmão do taxista, Lélio Barbosa, 41 anos, e o pai, Luís Fernandes Barbosa, 68, que nunca consultaram um especialista.</p>
<p>No Brasil, 38 milhões de homens entre 25 e 59 anos são como os familiares de Hélio: deixam para procurar o médico somente quando já não agüentam mais. Essa população corresponde ao grosso da faixa etária produtiva do país e representa toda a população da Argentina. Para tentar reverter o quadro, o Ministério da Saúde ouve representantes das áreas de urologia, cardiologia, psiquiatria, gastrologia e pneumologia — especialidades que concentram 72% das doenças mais comuns na população masculina.</p>
<p>O ministério espera receber sugestões de quem está na ponta. “Eles é que vão dizer quais são as necessidades para que a gente possa fazer uma política nacional de atenção à saúde do homem”, ressalta o médico e antropólogo Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem. A medida está prevista para ser lançada em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se ele não tem tempo de ir ao médico, a gente tem que procurar agir por meio do serviço médico da empresa, nos sindicatos, nas Forças Armadas”, observa.</p>
<p><strong><br />
A distância do preconceito</strong></p>
<p>De acordo com Cavalcanti, falta de tempo e machismo são apontados pelos especialistas como os principais motivos que distanciam a população masculina dos médicos. “Se você disser que vai ser um centro de referência para a saúde do homem, nenhum deles vai. Mas se você fizer a mesma coisa chamando isso de centro para check-up, a palavra vai ter um efeito bem diferente”, ensina. Cavalcanti adiantou que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fez uma solicitação para montar o primeiro pólo de atendimento que sirva de modelo para o país. “Eles vão dar o cardiologista, urologista, eletrocardiograma e esteira”, adiantou.</p>
<p>Com a colaboração das universidades, o ministério acredita ser provável que instituições sindicais e até hospitais das Forças Armadas, que já têm atendimento nessas áreas, invistam na especialização. “Qual é o presidente de sindicato que não vai abraçar uma coisa dessas?”, diz.</p>
<p>O encontro com a área de gastroenterologia está marcado para os dias 30 e 31 (sexta-feira e sábado) e com a pneumologia no primeiro fim de semana de junho, mas algumas ações que devem fazer parte da nova política já estão definidas. Segundo Cavalcanti, investir em profissionais do sexo masculino no atendimento aos homens é uma delas. “Qual é o homem que quer deixar o médico fazer um exame de próstata na frente de uma atendente?”, exemplifica. Cavalcanti também adiantou que a pneumologia e a urologia já se prontificaram a dar cursos para os profissionais do Programa Saúde da Família.</p>
<p><strong>Sem recursos</strong></p>
<p>Representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) nas discussões, o médico Antônio Carlos de Oliveira acredita que, mesmo com o treinamento, vai demorar para as equipes da Saúde da Família colocarem em prática uma política de atenção à saúde do homem. “Envolve um montante de recursos que os municípios não dispõem”, observa Oliveira, ao lembrar que a Saúde não conta mais com os cerca de R$ 40 bilhões da CPMF. “Se nós otimizarmos as medidas preventivas, a gente diminui as internações e também os gastos gerados por um paciente internado”, rebate Cavalcanti.</p>
<p>No encontro com os cardiologistas, realizado na semana passada, os especialistas pontuaram a necessidade de investimentos em prevenção contra colesterol alto, obesidade e hipertensão. “AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio são as duas principais causas de mortes de homens nas cidades de médio porte. Tudo por conta de hipertensão não controlada”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Antônio Palandri Chagas.</p>
<p>Ele acredita que a troca de informações entre as áreas e o ministério vai ser fundamental para que a política de atenção ao homem supere a perda da CPMF. “Demora-se muito tempo para criar posicionamentos que influenciem a sociedade. Sem ações estruturadas nas causas das doenças, como tabagismo e alcoolismo, não atingiremos os objetivos da política da saúde do homem”, acrescenta.</p>
<hr size="2" width="551" /><strong><em><font size="4">&#8220;Se você disser que vai ser um centro de referência para a saúde do homem, nenhum deles vai. Mas se você fizer a mesma coisa chamando isso de centro para check-up, a palavra vai ter um efeito bem diferente&#8221;.</font> </em></strong><strong>Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem</strong></p>
<hr size="2" width="551" /><strong>Preocupações recorrentes</strong></p>
<p>Os dois primeiros encontros para discutir a saúde do homem foram realizados há duas semanas, tratando das áreas de urologia e de psiquiatria. As doenças mais freqüentes ligadas à psiquiatria estão relacionadas a causas externas — conseqüências de acidentes de trânsito e agressões decorrentes de violência, geralmente provocadas por alcoolismo e uso de drogas. “Aqui não há que se combater bactérias nem doença infecciosa. Isso é campo que exige interface com o Ministério da Justiça e o Detran (Departamento de Trânsito)”, afirmou Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde.</p>
<p>No caso da urologia, a preocupação maior é o câncer de próstata, mas os urologistas destacaram casos como o do Maranhão, onde é muito mais freqüente o câncer de pênis. “É quase uma média de 5 casos (de pênis) para 1 (de próstata)”, ressaltou Cavalcanti. Para o coordenador, a surpresa maior no encontro com os urologistas foi saber que um médico dá o diagnóstico de câncer de próstata e o paciente fica sem ser internado porque os hospitais fixam um teto de internação para as diferentes especialidades como forma de driblar a superlotação. “Isso é um absurdo. A gente não pode deixar uma pessoa com câncer de próstata esperando um ano. Câncer é emergência médica em qualquer parte do mundo”, esbravejou.</p>
<p>Cavalcanti afirmou que o Sistema Único de Saúde gasta, “desnecessariamente”, mais de R$ 5 milhões com vasectomias realizadas em regime hospitalar, pois na maioria dos casos a cirurgia demora 30 minutos e não exige internação. “Se fossem feitas como procedimentos ambulatoriais, a gente economizaria R$ 5 milhões para outras coisas. Em raros casos você pode precisar internar o paciente”, salientou.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aproveitou o encontro com o ministério para reclamar do sucateamento da Saúde no país. De acordo com o urologista Pedro Cortado, diretor da SBU, falta material de endoscopia e endourologia — equipamento que serve para a retirada de cálculo do ureter sem a necessidade de fazer cirurgia aberta. “Muitas vezes é preciso fazer uma cirurgia aberta pois não há material para o procedimento minimamente invasivo, o que permitiria a recuperação muito mais rápida do paciente”, esclareceu. Muitas vezes o tratamento urológico é feito pelo clínico-geral ou cirurgião-geral por falta de especialistas.(HB)</p>
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		<title>Perder peso por uma questão de sobrevivência</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
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		<description><![CDATA[Médicos e pacientes discutem os prós e contras do tratamento clínico e da cirurgia para curar obesidade grave



Antônio Marinho &#8211; O Globo


Aos 18 anos, Leila de Morais era magra. Dez anos depois, devido à compulsão alimentar, o seu peso havia triplicado, e ela chegou a 174kg. Hoje, aos 35 anos, e seis meses depois de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Médicos e pacientes discutem os prós e contras do tratamento clínico e da cirurgia para curar obesidade grave</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/perder-peso-por-uma-questao-de-sobrevivencia/4731/" rel="attachment wp-att-4731" title="botero7.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/botero7.jpg" alt="botero7.jpg" height="383" width="550" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Antônio Marinho &#8211; O Globo</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/perder-peso-por-uma-questao-de-sobrevivencia/4730/" rel="attachment wp-att-4730" title="botero6.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/botero6.jpg" alt="botero6.jpg" align="left" /></a></p>
<div align="left"></div>
<p>Aos 18 anos, Leila de Morais era magra. Dez anos depois, devido à compulsão alimentar, o seu peso havia triplicado, e ela chegou a 174kg. Hoje, aos 35 anos, e seis meses depois de se submeter a operação de redução de estômago, está com 120kg. Sua meta são 74kg. Sônia Fortunato Gonçalves também encarou o bisturi para não morrer.<br />
Há duas semanas, entrou num hospital com 167kg e começa a emagrecer. Elas sofrem de obesidade mórbida, quando o índice de massa corpórea (IMC) está acima de 40kg/metro quadrado e há doenças associadas.<br />
Leila e Sônia têm uma certeza: se antes de engordar tanto tivessem recebido atendimento multidisciplinar, com médico, nutricionista, psicólogo e profissional de educação física, não precisariam da operação.<br />
No caso delas, a operação, chamada bariátrica, foi a última saída. Recurso que os 40 mil obesos mórbidos do Rio estão longe de conseguir. A situação é mais grave porque em todo o estado apenas o Hospital de Ipanema (média de uma cirurgia por semana) e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (média de uma por mês), oferecem o procedimento na rede pública. A fila é de quatro mil pacientes em cada unidade.<br />
Tem gente que espera até seis anos pela chance, como Sônia.<br />
Faltam recursos humanos e financeiros, além de infra-estrutura, para atender o crescente número de casos de obesos mórbidos, e muitos morrem na fila.<br />
Na rede privada, só a cirurgia bariátrica custa de R$ 20 mil a R$ 30 mil, fora gastos com o pósoperatório, que requer visitas mensais a endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Dois anos depois da operação, mais gastos com cirurgias plásticas.</p>
<p>Pacientes operados recuperam parte do peso</p>
<p>Quem chega ao hospital do Fundão não encontra vaga. O serviço atende apenas 50 pessoas.<br />
Rosimeire Lima da Silva, diretora da ONG Grupo de Resgate à Auto-Estima e Cidadania do Obeso (Graco), encaminha pacientes ao HUCFF e recebe pelo menos 400 obesos por mês, na sede da Penha.</p>
<p>— No Fundão, eles fazem inscrição e aguardam, sofrendo com as doenças associadas à obesidade. Vivem na esperança de serem chamados. A previsão é de ser operado em quatro a cinco anos. E o HUCFF não opera ninguém acima de 160 quilos.<br />
No Graco temos indivíduos com mais de 200kg. — diz Rosimeire, operada em 2001.<br />
Ela, que tem 1,60m, chegou a pesar 145kg, reduziu para 65kg e agora pesa 74kg, afirma que o melhor é investir na prevenção da obesidade e tratar de forma eficaz as pessoas com IMC acima de 30 (doença moderada) para evitar que cheguem à morbidade.<br />
A cirurgia é de alto risco e o pós-operatório exige muito comprometimento do paciente.<br />
Existe muita desinformação a respeito da cirurgia bariátrica e de suas complicações. O obeso mórbido terá que se cuidar pelo resto da vida.</p>
<p>— Conheço pessoas que operam e acham que isso resolverá todos os seus problemas, e que elas não precisarão mais de dieta, médico e psicólogo. Resultado: engordam novamente. Já vi casos de pacientes que não tinham indicação para a cirurgia e que poderiam ter insistido em emagrecer apenas com o tratamento clínico, mas passaram a comer mais e abandonaram remédios só para preencher os critérios cirúrgicos — conta.</p>
<p>Tratamento multidisciplinar pode evitar o bisturi</p>
<p>Ela acredita que o bom tratamento clínico, com médicos, nutricionistas, psicólogos, professores de educação física e outros profissionais resolveria a maioria dos casos de obesidade, antes que a cirurgia seja inevitável.</p>
<p>Mas admite que isso é difícil porque a maioria dos gordinhos não recebe cuidado multidisciplinar.</p>
<p>Além disso, eles fazem dietas malucas, se entopem de fórmulas à base de anfetaminas e são sedentários. Sem falar nos casos de depressão e de compulsão alimentar.</p>
<p>Antônio Augusto Peixoto de Souza, coordenador do programa de cirurgia bariátrica (Prociba) do HUCFF, diz que a cirurgia deve indicada na falha do tratamento clínico.</p>
<p>— O tratamento é malfeito.</p>
<p>No Brasil, há abuso de anfetaminas.</p>
<p>Uma pessoa com IMC acima de 40 tem limitações para exercícios. Muitos obesos não conseguem fazer a própria higiene nem locomover-se. Entre os mais pobres, as dificuldades são maiores. A obesidade deve ser vista como problema de saúde pública — diz.</p>
<p>O cirurgião Marco Antônio Leite, coordenador do programa de cirurgia bariátrica do Hospital de Ipanema, concorda.</p>
<p>A taxa de obesidade mórbida chega a 5% no Rio. Enquanto o Rio tem dois centros capacitados, em São Paulo são 20. Ele acha que deveria haver maior atenção e investimentos dos governos federal, estadual e municipal na área: — Estudo na “The New England Journal of Medicine” com homens de 25 anos a 40 anos mostrou que os obesos mórbidos tinham 12 vezes mais chances de morrer do que indivíduos com peso normal. E a cirurgia elimina doenças associadas, como diabetes, hipertensão e apnéia do sono.</p>
<p>Para Márcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, antes de buscar a cirurgia é preciso fazer pelo menos um ano de acompanhamento clínico com consulta mensal a endocrinologista e nutricionista.</p>
<p>— Se não responde ao tratamento ou responde mas recupera peso e preenche os critérios para cirurgia, deve-se pensar na operação. Uma vez indicada, a triagem precisa ser rigorosa, inclusive com avaliação psicológica. A cirurgia é o último recurso e tem índice de mortalidade de 0,5% a 1%. A maioria recupera, a longo prazo, de 10% a 20% do peso perdido.</p>
<p>Só traz benefícios quando bem indicada e a pessoa segue à risca as recomendações no pós-operatório — diz.</p>
<p>Walmir Coutinho, professor do curso de pós-graduação em endocrinologia na PUC-Rio, diz que a cirurgia é um avanço.</p>
<p>O resultado ruim acontece em casos mal selecionados.</p>
<p>— Há pessoas que perdem bastante peso sem a operação.</p>
<p>Tive paciente que perdeu 20 quilos e atingiu, no seu caso, um resultado tão bom quanto o da cirurgia bariátrica.</p>
<p>Mas para a maioria dos obesos mórbidos isso é muito difícil — comenta.</p>
<p>A americana Carolyn Clancy, diretora da Agência de Saúde e Pesquisa de Qualidade dos EUA, afirma que 7% das pessoas que passaram pela cirurgia precisam ser internadas novamente por conta de complicações.</p>
<p>Quatro em cada dez pessoas podem ter problemas seis meses após a cirurgia.</p>
<p>Ilustração de Fernando Botero</p>
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