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	<title>Blog do Favre &#187; obras</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>O esvaziamento tecnológico do Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS]]></category>
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		<description><![CDATA[
TENDÊNCIAS/DEBATES


 ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS




Órgãos públicos que antes eram verdadeiras escolas de engenharia hoje são meras estruturas burocráticas sem consistência técnica




OS NOVOS e positivos patamares do crescimento nacional  encontram o poder público  planejador, contratante e fiscalizador  abalado por fenômenos estruturais  recentes que muito o fragilizaram  tecnológica e gerencialmente para  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/images/opiniao.gif" alt="" /></p>
<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;"><span style="font-size: xx-large;">TENDÊNCIAS/DEBATES</span><br />
</span></strong><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<h2><strong> <span style="background-color: #ffff99;">ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS</span></strong></h2>
<table style="height: 135px;" border="0" width="491">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><span style="font-size: x-large;"><em>Órgãos públicos que antes eram verdadeiras escolas de engenharia hoje são meras estruturas burocráticas sem consistência técnica</em></span></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>OS NOVOS e positivos patamares do crescimento nacional  encontram o poder público  planejador, contratante e fiscalizador  abalado por fenômenos estruturais  recentes que muito o fragilizaram  tecnológica e gerencialmente para  o cumprimento dessas essenciais  atribuições.<br />
O processo de privatização de empresas públicas nas áreas de energia,  telecomunicações, transporte e infraestrutura em geral, sobretudo nos  anos 1990, trouxe a dissolução de  equipes técnicas de altíssima capacitação e experiência constituídas nessas empresas ao longo de décadas.<br />
Esse processo levou também a uma  temerária fragilização tecnológica de  toda uma cadeia empresarial privada  mobilizada por contratação das estatais e implicada na produção de estudos e projetos, na implantação dos  empreendimentos e no fornecimento  de insumos gerais, equipamentos e  componentes.<br />
Não se está aqui colocando o processo de privatizações em questão,  mas focando uma decorrência que,  provavelmente, não foi devidamente  considerada.<br />
Essas equipes técnicas, formadas no âmbito da implantação de empreendimentos da mais alta complexidade tecnológica nas décadas de 1950, 1960 e 1970, contando com o entusiasmado e estratégico apoio de instituições públicas de pesquisa tecnológica do país, foram responsáveis pelo desenvolvimento de uma engenharia nacional aplicada às características econômicas, sociais e fisiográficas próprias de nosso país, guindando-a ao nível da melhor engenharia do Primeiro Mundo.<br />
De outra parte, as várias empresas  privadas brasileiras de consultoria,  projetos e serviços em engenharia  que se formaram a partir das demandas das empresas públicas constituíram suas próprias equipes técnicas,  respondendo induzidamente ao mesmo patamar de qualidade.<br />
Do ponto de vista da capacitação  tecnológica da administração pública  contratante, cumpre lembrar que,  nos órgãos da administração direta, o  processo de enfraquecimento tecnológico -no caso, dentro de uma outra,  mas também perversa lógica- começou ainda nos anos 1950.<br />
De sua decorrência, órgãos públicos que, no passado, constituíram-se  em verdadeiras escolas da engenharia  nacional, hoje não são mais que meras  estruturas burocráticas contratantes  sem nenhuma consistência técnica.<br />
Ao analisar o processo de esvaziamento tecnológico da administração pública direta e indireta, é fundamental considerar o especial e estratégico papel do poder público contratante e fiscalizador como indutor da qualidade das empresas contratadas e mobilizador da empresa nacional fornecedora de projetos, serviços e insumos.<br />
Sem a devida competência sequer para as indispensáveis interlocuções tecnológicas entre contratante e contratados e para a posterior fiscalização técnica dos serviços, a administração pública perde progressiva e rapidamente competência em planejar, priorizar e decidir sobre a implantação de empreendimentos e serviços públicos essenciais ao seu desenvolvimento técnico e econômico.<br />
Bom lembrar que cabe ao Estado  contratante a missão de fixar, já nos  termos licitatórios, as linhas e concepções tecnológicas básicas que  mais interessarão ao país no que se  refere ao aproveitamento máximo de  suas vantagens comparativas e de sua  estrutura empresarial.<br />
Perde-se a autonomia dessa decisão quando se perde a competência  técnica para defini-la.<br />
Essas responsabilidades estratégicas e próprias do Estado não são, como ingênua e irresponsavelmente podem pensar alguns, transferíveis para o setor privado contratado.<br />
A área privada é compreensivelmente administrada sob outra lógica,  em que soam estranhas as funções  públicas de verificação, exigência e  defesa permanente dos interesses  maiores da sociedade.<br />
As consequências negativas desse  fenômeno são graves e podem ser facilmente imaginadas nos âmbitos social e econômico -ou até no âmbito  estratégico da segurança nacional  (perda de &#8220;intelligentsia&#8221;).<br />
Que ao menos os recentes acidentes em obras de engenharia possam  servir para que governo e empresa,  assim como a engenharia nacional,  por meio de suas entidades, discutam  e reflitam sobre essas questões. Sem  partidarismos, com a disposição que a  defesa desse estratégico patrimônio  tecnológico tão nobremente construído exige.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> <strong>ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS</strong> , geólogo, é consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente. Foi diretor de Planejamento e Gestão do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e diretor da Divisão de Geologia. É autor, entre outras obras, de &#8220;Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática&#8221;.</span></p>
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		<item>
		<title>Rodoanel: Pressa e preço contribuiram para o acidente? Candidatura Serra determina ritmo das obras?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 10:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Rodoanel]]></category>

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		<description><![CDATA[Mudança de projeto diminui tempo de obra no Trecho Sul em 14 meses
Com alteração até do método construtivo, cronograma passa para 34 meses e bate com os prazos eleitorais
Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Eduardo Reina &#8211; O Estado SP
Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram ao governo de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Mudança de projeto diminui tempo de obra no Trecho Sul em 14 meses</strong></span></p>
<p><strong>Com alteração até do método construtivo, cronograma passa para 34 meses e bate com os prazos eleitorais</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Eduardo Reina &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091117/img/3.8.imagem_obras.jpg" alt="" />Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram ao governo de São Paulo abreviar em 14 meses a conclusão da obra de 61,4 quilômetros que ligará as Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco, Bandeirantes e Anhanguera ao Sistema Anchieta-Imigrantes. A construção teve início em 28 de maio de 2007 e, a partir dessa data, deveria ser entregue em 48 meses, conforme o cronograma previsto na assinatura dos contratos.</p>
<p>Entretanto, o prazo acabou encurtado para 34 meses &#8211; a nova meta é 27 de março de 2010, um mês antes do limite para candidatos às eleições se desincompatibilizarem de seus cargos públicos. O governador José Serra é o virtual candidato do PSDB à sucessão presidencial. A construção do Trecho Oeste, com praticamente a metade da extensão do Trecho Sul, demorou quatro anos.</p>
<p>Em setembro do ano passado, o governo cogitou a possibilidade de antecipar ainda mais a entrega do Trecho Sul, para novembro deste ano. Com a manchete &#8220;Rodoanel Sul acelerado&#8221;, a edição 4 do SP Notícias, informativo oficial sobre obras em andamento no Estado, trouxe reportagem de dez páginas mostrando que quase 50% das obras do Rodoanel estavam prontas. &#8220;Estamos num ritmo acelerado e vamos tentar terminar o trecho até novembro de 2009&#8243;, dizia o diretor de Engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Paulo Vieira de Souza.</p>
<p>Premiado com o título de Eminente Engenheiro do Ano em 2009 pelo Instituto de Engenharia, Souza teve destacada sua atuação para &#8220;antecipação de um ano da entrega do empreendimento (Trecho Sul do Rodoanel) e a redução de custos em relação ao contratado&#8221;.</p>
<p>A mudança no método construtivo é, segundo engenheiros, uma das estratégias adotadas por empreiteiras para baratear custos e reduzir cronogramas de obras. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado este ano mostrou que o consórcio responsável pelos trabalhos onde ocorreu o desabamento de três vigas na noite de sexta-feira substituiu estruturas de balanços sucessivos por vigas pré-moldadas. O relatório do TCU aponta ainda que, ao utilizar vigas pré-moldadas, as empreiteiras deixaram de fazer 10 mil m² de tabuleiros entre as estruturas das pontes. Os auditores concluíram que a mudança resultou em economia de R$ 20 milhões. Embora tenham preços distintos, os métodos são considerados seguros.</p>
<p>A Secretaria dos Transportes informou que a mudança do método construtivo foi baseada em critérios técnicos e negou que tenha havido mudança no cronograma original. &#8220;O contrato foi assinado em abril de 2006 e as obras começaram em maio de 2007&#8243;, argumenta a pasta, que divulgou, ainda em 2006, prazo de 48 meses para a conclusão do Trecho Sul, a partir do início dos trabalhos. Sobre o relatório do TCU, a secretaria alega que as formas de medição da obra e de pagamento dos serviços prestados pelas empreiteiras foram &#8220;totalmente&#8221; aprovadas pelos órgãos controladores, como os tribunais de contas da União e do Estado. O governo descarta atrasar a entrega da obra.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>79 erros graves no Rodoanel, segundo o TCU. Que medidas foram tomadas pelo governador Serra?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/79-erros-graves-no-rodoanel-segundo-o-tcu-que-medidas-foram-tomadas-pelo-governador-serra/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 08:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
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		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem formulei, aqui no blog, algumas perguntas que me pareciam básicas, sobre o acidente no Rodoanel. Hoje os jornais voltam a tratar do relatório do TCU e das irregularidades por ele destacadas. Volto a reproduzir minha nota e a seguir artigo do jornal O Estado SP sobre o mesmo assunto. Com a palavra o governador. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ontem formulei, aqui no blog, algumas perguntas que me pareciam básicas, sobre o acidente no Rodoanel. Hoje os jornais voltam a tratar do relatório do TCU e das irregularidades por ele destacadas. Volto a reproduzir minha nota e a seguir artigo do jornal O Estado SP sobre o mesmo assunto. Com a palavra o governador. LF</strong></p>
<h2><small>14/11/2009 &#8211; 11:05h</small></h2>
<p><big><a title="Serra cobra investigação sobre o Rodoanel" rel="bookmark" href="../2009/11/serra-cobra-investigacao-sobre-o-rodoanel/">Serra cobra investigação sobre o Rodoanel</a></big></p>
<p><em>Segundo a <strong>Folha Online</strong> o governador José Serra cobrou investigação sobre o Rodoanel. O jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong> reproduz relatório do TCU de maio de 2008, um ano e meio atrás, onde aponta irregularidade na construção precisamente das vigas. </em></p>
<p><em>A denuncia do TCU foi objeto de alguma investigação? Alguma sindicância foi realizada? </em></p>
<p><em>O jornal lembra que um acidente com características semelhantes já tinha se produzido no Fura-Fila, o que devia ter reforçado a fiscalização, ainda mais depois do alerta feito pelo TCU.</em></p>
<p><em>O TCU não paralisou a obra do Rodoanel, sobre a qual pesa segundo o próprio tribunal superfaturamento, além do problema apontado sobre as vigas. Mas o relatório merecia mesmo assim uma atitude de fiscalização redobrada. O governador diligenciou alguma medida após o relatório do TCU? </em></p>
<p><em>Eis algumas questões as quais o governador Serra responderá, para permitir que a investigação, por ele cobrada, avance rapidamente. LF</em></p>
<h1>Empreiteira do Rodoanel mudou vigas para reduzir custos</h1>
<p>Substituição foi apontada em relatório do TCU como um dos 79 erros graves do projeto</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><span style="color: #000000;">Bruno Tavares e Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo</span></span></h2>
<p>SÃO PAULO - Com o objetivo de baratear custos, o consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do Trecho Sul do Rodoanel. Pelo projeto básico, deveriam ser colocadas fundações de concreto conhecidas como tubulões, material mais caro que o usado hoje pelo consórcio na sustentação dos vãos livres. A troca foi uma das 79 irregularidades classificadas como &#8220;graves&#8221; em relatório emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em setembro. As auditorias foram realizadas em 2007 e 2008, nos cinco lotes da obra.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-foto.gif" border="0" alt="mais imagens" /> </strong><a href="javascript:window.open('http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2397','galeria','scrollbars=0,menu=0,tollbar=0,directories=0,resizable=0,width=740,height=690');void(O);"><strong>Galeria de fotos</strong></a></p>
<p><strong>Veja outros acidentes com obras públicas em São Paulo:</strong></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/especiais/a-maior-tragedia-do-metro,9535.htm"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-infografico.gif" border="0" alt="especial" />A maior tragédia do Metrô</strong></a><a href="http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid149040,0.htm"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" />Obra do Expresso Tiradentes cede e atinge viaduto em SP</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/rodoanel600.jpg" alt="" width="555" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Felipe Rau/AE &#8211; 14.11.2009</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Não se sabe se a troca do material tem relação direta com o desabamento de três vigas sobre a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) na noite de sexta-feira, que deixou três pessoas feridas. Ontem, o governo do Estado disse desconhecer as causas do acidente na maior obra viária em andamento no País. A investigação será feita por técnicos da Dersa, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e peritos do Instituto de Criminalística. Para o diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o problema ocorreu na execução do projeto. Uma das hipóteses citadas por ele foi a de falhas na fixação das vigas.</p>
<p>Em 29 de setembro, quase dois meses antes do acidente, o TCU relatou que o consórcio responsável pelo lote 5, onde houve o desabamento, fez alterações nos materiais e no projeto da obra, a fim de reduzir custos. O TCU apontou, por exemplo, o uso de estacas de tamanhos inferiores aos previstos no projeto básico. Também estava prevista a instalação de sete vigas de sustentação a cada vão livre formado pelos novos viadutos. Na execução, contudo, foram empregadas 5 ou 6 vigas a cada vão livre. O uso de um número menor de vigas também foi detectado no lote 4.</p>
<p>Como consequência dessas e de outras mudanças nos outros cinco lotes, o TCU apontou indícios de superfaturamento nas medições dos serviços das empreiteiras que totalizaram R$ 184 milhões. Para a Corte, foi reduzida a quantidade de material de construção usada na obra, mas os preços repassados ao Estado foram mantidos. No lote 1, o índice de sobrepreço foi de 105%; no 2, 111,5%; 29,4% no lote 3; 104,5% no lote 4; e 76,2% no lote 5. O TCU também afirma que as empreiteiras alteraram o método de medição das obras. O critério de medição passou a ser feito por meio dos avanços físicos da obra, substituindo o critério anterior, realizado com base nas quantidades unitárias, como metros e quilômetros. &#8220;Com a mudança, a medição quantitativa dos principais serviços prestados tornou-se inviável, impossibilitando calcular se os pagamentos efetuados refletem o que foi, efetivamente, projetado e executado&#8221;, adverte o relatório do TCU.</p>
<p>A destinação de verbas da Dersa para a escavação de rochas foi outro problema verificado pelos auditores do tribunal. Os cinco lotes recebiam o repasse para o serviço até julho deste ano. Apenas o lote 1 (Andrade Gutierrez/Galvão), porém, cujo trecho vai da Via Anchieta à Avenida Papa João XXIII, em Mauá, no ABC, realizava essas escavações.</p>
<p>As mudanças nas obras, segundo o TCU, resultaram numa &#8220;combinação altamente danosa às finanças&#8221; da União – a obra de R$ 3,6 bilhões é resultado de uma parceria entre os governos federal (R$ 1,2 bilhão) e estadual (R$ 2,4 bilhões).</p>
<p>Apesar das objeções feitas pelos auditores, o TCU não recomendou a paralisação da obra ou o bloqueio dos repasses federais. A decisão de prosseguir com os trabalhos foi tomada com base em despacho emitido pelo ministro João Augusto Nardes.</p>
<p>Em setembro, os envolvidos na obra do Trecho Sul do Rodoanel assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal em São Paulo no qual abriram mão de receber R$ 265 milhões em aditivos contratuais considerados ilegais pelo TCU. O pagamento de aditivos permitia aceleração das obras, uma vez que o dinheiro servia para embutir serviços não previstos inicialmente. O maior deles, de R$ 10,1 milhões, havia sido assinado com o consórcio responsável pelo lote 5. No TAC, as partes se comprometeram a não mais celebrar &#8220;quaisquer termos aditivos e modificativos&#8221;.</p>
<p>Procuradas ontem , as empreiteiras do lote 5 não se manifestaram até as 20 horas.</p>
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		<title>Obras fundamentais de Claude Lévi-Strauss</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 11:29:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Lévi-Strauss]]></category>
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		<category><![CDATA[in memoriam]]></category>
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		<description><![CDATA[
Tristes Trópicos &#8211; Clássico da
etnologia, reúne informações
recolhidas na viagem pelo Brasil (Companhia das Letras)
Antropologia Estrutural &#8211; De 1958, traz os elementos para a renovação do método antropológico
(Cosac Naify)
O Suplício do Papai Noel -
Discute o significado de festas de fim de ano e a comercialização
dessas datas (Cosac Naify)
Mitológicas &#8211; Série de quatro livros em que analisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://clec.uaicf.asso.fr/recherches_patrimoniales/images/Claude_Levi_Strauss.gif" alt="http://clec.uaicf.asso.fr/recherches_patrimoniales/images/Claude_Levi_Strauss.gif" /></p>
<p><strong>Tristes Trópicos</strong> &#8211; Clássico da<br />
etnologia, reúne informações<br />
recolhidas na viagem pelo Brasil (Companhia das Letras)</p>
<p><strong>Antropologia Estrutural</strong> &#8211; De 1958, traz os elementos para a renovação do método antropológico<br />
(Cosac Naify)</p>
<p><strong>O Suplício do Papai Noel</strong> -<br />
Discute o significado de festas de fim de ano e a comercialização<br />
dessas datas (Cosac Naify)</p>
<p><strong>Mitológicas</strong> &#8211; Série de quatro livros em que analisa mais de oitocentos mitos indígenas americanos<br />
(Cosac Naify)</p>
<p><strong>De Perto e de Longe </strong>- Longa<br />
entrevista concedida por<br />
Lévi-Strauss em 1988 ao filósofo Didier Eribon (Cosac Naify)</p>
<p><strong>História de Lince</strong> &#8211; Última<br />
incursão do antropólogo pela<br />
mitologia americana<br />
(Companhia das Letras, esgotado)</p>
<p><strong>Saudades do Brasil</strong> &#8211; Coletânea<br />
de fotos feitas por ele do País,<br />
seguida de Saudades de São<br />
Paulo (Companhia das Letras)</p>
<p><strong>Olhar, Escutar, Ler</strong> &#8211; Reunião de ensaios sobre arte, em tom de<br />
conversa com o autor<br />
(Companhia das Letras, esgotado)</p>
<p><strong>O Pensamento Selvagem</strong> &#8211; Análise do que Lévi-Strauss chama de<br />
&#8220;traço universal do espírito<br />
humano&#8221; (Editora Papirus)</p>
<p><strong>As Estruturas Elementares do<br />
Parentesco</strong> &#8211; O primeiro livro<br />
do autor, fruto de sua tese de<br />
mestrado (Editora Vozes)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serra-Kassab: Planejamento e &#8220;cuidar da gente&#8221; é isso! &#8220;só nos resta rezar&#8221;. Calendário eleitoral de Serra dita afobamento</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/serra-kassab-planejamento-e-cuidar-da-gente-e-isso-so-nos-resta-rezar-calendario-eleitoral-de-serra-dita-afobamento/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/serra-kassab-planejamento-e-cuidar-da-gente-e-isso-so-nos-resta-rezar-calendario-eleitoral-de-serra-dita-afobamento/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Ponte em obra é alternativa a ponte em obra 
Vias indicadas pela CET para quem precisa atravessar rio Tietê também sofrerão interdições em novembro; &#8220;só nos resta rezar&#8221;, diz técnico
Obras nas pontes da marginal devem durar até fevereiro; previsão é de aumento de 40% nos congestionamentos 
 



Apu Gomes/Folha Imagem





Escavadeiras trabalham na ponte da Vila [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>Ponte em obra é alternativa a ponte em obra</strong></span> <strong></strong></p>
<p><strong>Vias indicadas pela CET para quem precisa atravessar rio Tietê também sofrerão interdições em novembro; &#8220;só nos resta rezar&#8221;, diz técnico</p>
<p>Obras nas pontes da marginal devem durar até fevereiro; previsão é de aumento de 40% nos congestionamentos </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Apu Gomes/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c1910200902.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>Escavadeiras trabalham na ponte da Vila Maria, que será parcialmente interditada a partir de hoje</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>EVANDRO SPINELLI &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p><strong></strong><br />
<span> DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>As alternativas de tráfego  que a Prefeitura de São Paulo e  o governo do Estado apresentam para quem quiser fugir das  pontes da marginal Tietê que  entram em obras hoje valem  por apenas 19 dias.<br />
Isso porque essas vias alternativas também entrarão em  obras no mês que vem. A situação ficará, então, tão complicada que nem mesmo os órgãos  responsáveis pelo trânsito sabem informar qual será a melhor opção ao motorista.<br />
A marginal tem 22,7 quilômetros e 11 pontes. Às 23h de  hoje, três delas (Casa Verde,  Freguesia do Ó e Vila Maria) serão interditadas parcialmente.<br />
Outras duas (Limão e Bandeiras), indicadas hoje como  opções por Estado e município,  serão reformadas a partir de  novembro.<br />
Com isso, o motorista que  costuma cruzar o rio por uma  delas terá de seguir adiante por  até oito km a mais em vias (a  própria marginal ou ruas paralelas) que há muitos anos já são  congestionadas e que, de acordo com a própria previsão oficial, ficarão 40% mais lentas.<br />
A expectativa é que as obras  nas pontes durem até o início  de fevereiro. Elas estão sendo  reformadas para que as novas  faixas em construção na marginal tenham por onde passar.<br />
O custo total da reforma é de  R$ 1,3 bilhão, mesmo valor necessário para a construção de  6,5 quilômetros de metrô.</p>
<p><strong>Reza</strong><br />
Do lado oeste da cidade não  sofrerão interdições as pontes  do Piqueri, Júlio de Mesquita  Neto e Cruzeiro do Sul -as  duas últimas levam a vias locais  na zona norte, com menos capacidade de tráfego- e serão as  únicas saídas para quem quiser  fugir das interdições.<br />
Do lado leste, as pontes do  Tatuapé e da Vila Guilherme,  alternativas às obras na ponte  da Jânio Quadros (Vila Maria),  não terão obras.<br />
&#8220;A única coisa a fazer é rezar.  Não estou vendo que alternativa as pessoas vão ter&#8221;, disse  Luiz Célio Bottura, ex-presidente da Dersa e ex-conselheiro da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A Dersa é  a empresa estadual responsável pelas obras na marginal. A  CET, empresa municipal, cuida  da operação do trânsito.</p>
<p><strong>Caminho maior</strong><br />
A <strong>Folha</strong> simulou alguns trajetos entre a região central e a  zona norte e identificou que os  caminhos alternativos podem  ficar até 8 km mais longos, dependendo dos pontos de origem e destino.<br />
É o caso do trajeto que vai da  av. Rudge (centro) à Voluntários da Pátria (Santana, zona  norte). Entre o trajeto normal,  pela ponte da Casa Verde, e a  alternativa pela ponte Júlio de  Mesquita Neto, a diferença é de  8 km. Outra opção é a ponte  Cruzeiro do Sul, que aumenta o  trajeto cerca de 1 km.<br />
Essas simulações, no entanto, não levam em conta o trânsito que vai se formar nas áreas  alternativas. &#8220;Se todo mundo  chegar ao mesmo tempo nas  pontes indicadas, vai ficar um  caos fantástico&#8221;, disse Bottura.<br />
O ex-presidente da Dersa diz  que o maior problema da marginal Tietê não é a via em si,  mas justamente as transposições do rio. Isso porque, segundo ele, o número de faixas de  circulação nas pontes não é suficiente para o tráfego.<br />
Além disso, aponta o especialista, os acessos às pontes  não têm espaço suficiente para  a articulação dos carros. Essa,  diz Bottura, é a principal causa  dos congestionamentos na  marginal: o acúmulo de veículos nos acessos às pontes.</p>
<p><strong>Compreensão</strong><br />
O secretário municipal dos  Transportes, Alexandre de Moraes, defendeu as interdições  simultâneas. Segundo ele, se o  serviço não fosse realizado nas  pontes desde já, as chuvas de  fevereiro e março atrapalhariam ainda mais o paulistano.<br />
Em nota, a CET pediu compreensão aos paulistanos. &#8220;Os  transtornos serão temporários  e trarão grandes benefícios para a população.&#8221;<br />
A companhia ainda pede que  os motoristas evitem a marginal durante as obras.</p>
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		<title>Kassab é Serra</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 15:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante vários meses este blog, e os vereadores do PT, foram quase os únicos a mostrar que Kassab utilizava a &#8220;crise internacional&#8221; como pretexto para justificar sua grave incompetência. Uma &#8220;gestão&#8221; sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda.
Um orçamento fictício, para &#8220;vender&#8221; promessas eleitorais, e uma realidade de arrecadação abundante, -maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4">Durante vários meses este blog, e os vereadores do PT, foram quase os únicos a mostrar que Kassab utilizava a &#8220;crise internacional&#8221; como pretexto para justificar sua grave incompetência. Uma &#8220;gestão&#8221; sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda.</font></p>
<p><font size="4">Um orçamento fictício, para &#8220;vender&#8221; promessas eleitorais, e uma realidade de arrecadação abundante, -maior até que a de 2008- com mais de R$ 3 bilhões mantidos no banco (cada ano a mesma coisa, devem ter algum acerto aí).</font></p>
<p><font size="4">Durante vários meses os jornais ignoraram os repetidos alertas e desafios deste blog. Os dados aqui apresentados não ganharam qualquer destaque. </font></p>
<p><font size="4">Mas agora não dá mais. O descalabro está a vista de todos e ninguém pode continuar tapando o sol com a peneira.</font></p>
<p><font size="4">Os jornais bem que tentaram peneirar a verdade, por motivações políticas e eleitorais: Kassab é Serra e a situação de um pode afetar diretamente a situação do outro. </font></p>
<p><font size="4">Alguns vem na mudança de atitude da imprensa uma manifestação da vontade de impedir a candidatura Kassab em 2010, para privilegiar um candidato único demo-tucano, impondo a solução Alckmin (até para forçar Serra e impedir que Alckmin saia do PSDB como está fazendo Chalita).</font></p>
<p><font size="4">Não tenho elementos para julgar se isto é verdade, atribuindo aos jornais uma ação coordenada e partidária. </font></p>
<p><font size="4">Em todo caso a publicação das verdades do descalabro demo-tucano na principal cidade do país, reforça a credibilidade da imprensa e resultam em ganho indiscutível para os cidadãos poderem refletir sobre o poder municipal com isenção. LF  </font></p>
<p><strong><em>Alguns links do blog que mostram os repetidos alertas sobre estes assuntos você encontra clicando no tag Kassab, embaixo. </em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Que crise? prefeitura arrecada mais do que em 2008&#8243;. Capa do Jornal da Tarde. Os dados estão também no jornal O Estado SP</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 14:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Kassab congela R$ 4 bi de 20 secretarias
&#160;
&#160;
Na prática, gestão adia investimentos previstos em Plano de Metas 2012

Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%
Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP
Exatamente um ano após apresentar à Câmara Municipal um Orçamento superior a R$ 29 bilhões, com a promessa de investimentos recordes em obras e &#8220;no social&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="5">Kassab congela R$ 4 bi de 20 secretarias</font></strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="4"><strong>Na prática, gestão adia investimentos previstos em Plano de Metas 2012</strong><br />
<strong><br />
Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP</p>
<p>Exatamente um ano após apresentar à Câmara Municipal um Orçamento superior a R$ 29 bilhões, com a promessa de investimentos recordes em obras e &#8220;no social&#8221;, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) já reviu para baixo os gastos em 20 das 21 secretarias da Prefeitura de São Paulo com dotações previstas em 2008. Fora o alardeado corte na limpeza pública e os congelamentos de verbas na Saúde e na Educação, a revisão no planejamento do governo atingiu também a Guarda Civil Municipal, a reforma de bibliotecas e os projetos para aumentar a mobilidade dos deficientes. A publicidade, porém, único setor preservado, não só escapou como recebeu incremento de R$ 46 milhões.</p>
<p>Segundo o Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura, foram congelados até agora R$ 4,09 bilhões pelo governo municipal &#8211; isso foi feito tanto por meio de decretos e bloqueios no início do ano como por contingenciamentos nas secretarias, como mostra a arte embaixo. Outro reflexo da reorganização financeira é a redução do tempo que o prefeito terá para cumprir seu Plano de Metas, até 2012. Muitas promessas de campanha, que constam do plano, previsto em lei aprovada pelos vereadores, continuam no papel &#8211; após 9 dos 48 meses da gestão. Caso não cumpra as metas ao fim do governo, o prefeito poderá responder processo de improbidade administrativa.</p>
<p>Do R$ 1 bilhão que se prometeu investir no Metrô, em quatro anos, por exemplo, não foi liberado nada, assim como os R$ 30 milhões reservados para o início da construção do Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo da zona sul, e o corredor de ônibus da Avenida Celso Garcia, na zona leste &#8211; três das principais promessas da campanha à reeleição. O projeto de transformar ônibus em bibliotecas itinerantes, da Secretaria Municipal de Cultura, também não teve um centavo liberado dos R$ 974,6 mil previstos.</p>
<p>O congelamento já afeta até as Secretarias de Segurança e da Assistência Social. De um total de R$ 20 milhões para a modernização das ações de segurança preventiva e comunitária, R$ 9 milhões foram congelados. A verba destinada à construção e à reforma de prédios e imóveis da GCM também teve retenção de R$ 1,1 milhão, de um total de R$ 1,2 milhão. Para a construção de albergues, congelou-se R$ 1,3 milhão de um total de R$ 1,8 milhão.</p>
<p>A pasta campeã de congelamento é a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Ao todo, 77% da verba de R$ 15 milhões da pasta foi retida. Só para as obras de melhoria da acessibilidade &#8211; como as reformas de calçadas sem guias rebaixadas &#8211; estão represados R$ 4,1 milhões. Na Cultura, a reforma e ampliação de bibliotecas e de centros culturais teve R$ 9,2 milhões congelados.</p>
<p>Kassab vem afirmando que até dezembro vai suplementar a verba da limpeza urbana em mais R$ 132 milhões, chegando a R$ 903 milhões. Segundo o governo, os repasses para empresas de varrição e coleta de lixo entre janeiro e agosto totalizaram R$ 500 milhões, o mesmo valor de 2008.</p>
<p>A administração diz que os congelamentos não afetam os serviços essenciais em saúde, educação e transporte, que o contingenciamento é momentâneo e os R$ 4 bilhões serão liberados até dezembro.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><strong><em><font size="2">Clique no quadro para ampliar </font></em></strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" title="kassab_orcamento_congelamento.gif"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" title="kassab_orcamento_congelamento.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" alt="kassab_orcamento_congelamento.gif" height="865" width="555" /></a></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><font size="5"><strong>Contingenciamento ocorreu após eleições</strong></font></p>
<p>Em dezembro, corte foi de R$ 2 bi; em fevereiro, R$ 5 bi</p>
<p>O contingenciamento de verbas em São Paulo ocorreu ainda no Legislativo, em dezembro, um mês após as eleições. Com a crise financeira mundial, o governo, junto com o aliado Milton Leite (DEM), relator do Orçamento, definiu que a estimativa inicial deveria ser reduzida em R$ 2 bilhões. Em fevereiro, o Executivo fez um corte ainda maior, que ultrapassava R$ 5 bilhões.</p>
<p>&#8220;A referência para o Orçamento de R$ 29 bilhões eram os indicadores de arrecadação do segundo trimestre de 2008, quando o País estava crescendo. Em dezembro, quando já era nítida a queda nas receitas, tivemos de rever (o Orçamento)&#8221;, argumenta o vereador, que na quinta-feira deve receber o Orçamento para 2010. &#8220;Estimo que a peça que vou receber não poderá ultrapassar R$ 25,7 bilhões. Tivemos um índice não muito bom de arrecadação no segundo trimestre, e é isso que será referência. Ainda temos reflexos da crise.&#8221;</p>
<p>A arrecadação municipal neste ano aumentou 5% &#8211; a expectativa, em setembro de 2008, era de 15%. Essa estimativa frustrada causou o corte, por exemplo, de R$ 54 milhões nos serviços de varrição, e um congelamento na Saúde que já beira R$ 1 bilhão. &#8220;Foi feito um Orçamento ficcional para a eleição. Para poder embutir todas as promessas de campanha, chegou-se a um número irreal de R$ 29 bilhões&#8221;, critica o vereador Antonio Donato (PT).</p>
<p><strong>DESGASTE</strong></p>
<p>Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), já teria sido possível prever um Orçamento menor em setembro. &#8220;O prefeito foi pouco realista e, somando-se a isso, tivemos uma queda da receita, mas o governo acabou fazendo congelamentos em áreas erradas, que geram muito desgaste político, como a limpeza.&#8221;</p>
<p>O líder do governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), tem rebatido as críticas no plenário. &#8220;Não existe corte na limpeza. A mesma verba liberada no ano passado, de R$ 903 milhões, será liberada neste ano para o setor&#8221;, disse. Para a oposição, Kassab faz congelamento para poder repassar os R$ 600 milhões de subsídios previstos às viações e cumprir a promessa de manter a passagem a R$ 2,30 até janeiro.</p>
<p>&#8220;Falta um controle maior da Prefeitura sobre as empresas de ônibus&#8221;, diz o ex-secretário municipal de Finanças Amir Khair. Em janeiro, a tarifa do transporte público deve subir para R$ 2,70.</p>
<p>O governo nega e defende os gastos com a chamada &#8220;tarifa social&#8221;. Kassab tem defendido os gastos com publicidade como &#8220;prestação de serviços&#8221; em campanhas de prevenção à gripe suína e de combate às enchentes.</p>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/que-crise-prefeitura-arrecada-mais-do-que-em-2008-capa-do-jornal-da-tarde-e-todos-os-dadosno-jornal-o-estado-sp/13468/" rel="attachment wp-att-13468" title="kassab_estadao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_estadao.jpg" alt="kassab_estadao.jpg" align="left" /></a><font size="5"><strong>Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniel Gonzales &#8211; O Estado SP</p>
<p>A receita obtida pela Prefeitura com impostos, de janeiro a agosto deste ano, teve aumento de 3,19% em relação ao mesmo período de 2008.</p>
<p>São recursos do ISS (Imposto sobre Serviços), IPTU (Predial e Territorial Urbano) e repasses estaduais, como a cota-parte do IPVA (sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e federais, entre outras fontes.</p>
<p>Apesar disso, a capital vem tendo vários congelamentos de verbas em serviços essenciais, como coleta e varrição de lixo, saúde e outras áreas.</p>
<p>Segundo planilhas do sistema eletrônico do Orçamento Municipal (NovoSeo), entraram nos cofres da capital neste ano, até agosto, R$ 15,17 bilhões. O total arrecadado no mesmo período de 2008 foi de R$ 14,70 bilhões.</p>
<p>Para executar os cortes, iniciados a partir do primeiro semestre, a Prefeitura tem usado como argumento a crise financeira internacional. Segundo suas previsões, o desaquecimento da economia iria reduzir o Orçamento atual, dos R$ 27,5 bilhões previstos, para cerca de R$ 24bi a R$ 25 bi até dezembro.</p>
<p>No entanto, esse Orçamento, no qual se baseiam os congelamentos, é &#8220;virtual&#8221;. É uma previsão de receita a ser arrecadada até o final do ano.</p>
<p>Para a Prefeitura, ele foi superestimado em 2008, antes da crise internacional (que estourou em setembro) e não poderá ser cumprido.</p>
<p>Conforme o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vem afirmando desde maio, isso ocorrerá por causa de uma &#8220;queda na arrecadação dos impostos&#8221;.</p>
<p>Mas a economia mundial apresenta sinais de reaquecimento e o fenômeno também já tem reflexos na contabilidade da Prefeitura de São Paulo.</p>
<p>De acordo com levantamento feito no NovoSeo por integrantes da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, quando se consideram as maiores fontes de renda da cidade, nota-se que o ISS, imposto diretamente ligado à atividade econômica, teve um aumento de 7% na sua arrecadação em julho deste ano em relação a junho.</p>
<p>Também houve aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho, foram arrecadados R$ 498,5 milhões em ISS, ante R$ 466,5 milhões arrecadados no mesmo mês de 2008.</p>
<p>Com o ligeiro aumento das receitas, Kassab garantiu que em 2010 não haverá cortes na limpeza pública.</p>
<p>O IPTU, até agora, teve aumento de 5,4% na arrecadação, fechando julho com um total de R$ 2,25 bilhões &#8211; de janeiro a julho do ano passado, o montante arrecadado somava R$ 2,1 bilhões.</p>
<p><strong>QUEDA</strong></p>
<p>Mas os repasses que a administração municipal recebe referentes ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), -2%, e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), -19%, apresentaram queda.</p>
<p>A arrecadação com o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também caiu em julho, para R$ 357 milhões &#8211; em 2008 foram R$ 419,3 milhões no mesmo mês.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Apagão tucano: Obras da Nova Marginal derrubam postes e deixam pistas às escuras</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/apagao-tucano-obras-da-nova-marginal-derrubam-postes-e-deixam-pistas-as-escuras/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 15:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[marginais]]></category>
		<category><![CDATA[marginal tietê]]></category>
		<category><![CDATA[Nova marginal]]></category>
		<category><![CDATA[obras]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[


Há pelo menos 229 pontos apagados na via e trechos de até 2 km sem luz; Dersa diz que transtorno estava previsto

&#160;

Luísa Alcalde, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


A ampliação da Marginal do Tietê deixou a via no escuro. À medida que as escavações avançam no canteiro central, os postes de iluminação vão sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3><strong><br />
</strong></h3>
<p><strong>Há pelo menos 229 pontos apagados na via e trechos de até 2 km sem luz; Dersa diz que transtorno estava previsto</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/chuva_tiete_ae_p.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/chuva_tiete_ae_p.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Luísa Alcalde, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
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<p>A ampliação da Marginal do Tietê deixou a via no escuro. À medida que as escavações avançam no canteiro central, os postes de iluminação vão sendo retirados. A operação afetou a rede que alimentava a energia dos dois lados da Marginal, desligando também os postes instalados ao longo das laterais da pista local, segundo o Departamento de Iluminação Pública (Ilume), da Secretaria Municipal de Serviços.</p>
<p>A falta de luz agrava ainda mais outro problema: os desvios e bloqueios feitos no trânsito, por causa da movimentação de caminhões nos canteiros da obra. O motorista obrigado a parar ou a reduzir a velocidade da viagem na Marginal entre as 23 e as 4 horas se sente ainda mais inseguro em meio à escuridão.</p>
<p>Quando o governo do Estado anunciou o início das obras, em junho, o secretário de Transportes Metropolitanos, Mauro Arce, garantiu que ela não iria afetar a rotina dos paulistanos. A empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelas intervenções, diz que o desligamento já estava previsto no projeto inicial e a iluminação será refeita quando a obra estiver concluída. A Dersa destaca que todos os problemas de iluminação deverão estar sanados em março.</p>
<p>Desde o início de julho, as pistas expressa e local passaram, gradualmente, a ficar sem luz em vários trechos. Nesta semana, a reportagem percorreu toda a extensão da Marginal do Tietê, após as 22 horas, nos dois sentidos (Ayrton Senna e Castelo Branco) e contou 229 postes apagados. Em alguns trechos, a iluminação é alternada com postes apagados e acesos.</p>
<p>Para quem chega à capital pela Rodovia Ayrton Senna, a escuridão começa no km 23, início da Marginal, próximo do Viaduto Migrante Nordestino, passando pelo General Milton Tavares e Ponte Aricanduva, até atingir a Ponte do Tatuapé, na zona leste. A luz só é restabelecida alternadamente, com luminárias acesas e apagadas, depois que o motorista passa pela Ponte da Vila Maria.</p>
<p>Em muitos trechos, como o que fica entre as Pontes Julio de Mesquita Neto e do Limão, no sentido Ayrton Senna, os postes do canteiro central já foram todos removidos. O trecho mais longo de escuridão vai da Ponte Aricanduva até a Ponte do Tatuapé, no sentido Castelo Branco. O mais iluminado fica entre as Pontes das Bandeiras e a da Casa Verde, no mesmo sentido.</p>
<p>Na zona norte, os postes estão apagados entre as Pontes do Limão e da Casa Verde, sentido Ayrton Senna, bem na frente do Playcenter, e do lado oposto, sentido Castelo Branco, no km 9.</p>
<p>No sentido Ayrton Senna, outro ponto crítico fica entre as Pontes do Piqueri e Freguesia do Ó, com 16 luminárias apagadas. Passando esse trecho, o motorista encontra cerca de 100 metros iluminados e cai na escuridão novamente nas duas pistas. O caminho segue dessa forma até a Ponte Julio de Mesquita Neto. Grande parte do trecho só recebe iluminação de empresas instaladas na lateral da via. No mesmo sentido, da Ponte da Casa Verde até a Cruzeiro do Sul, a falta de luz é novamente sentida em um longo trecho, bem ao lado da antiga Favela do Gato, onde há 15 postes apagados.</p>
<p>No caminho inverso, para quem quer atingir a Castelo Branco, o motorista precisa ficar atento, caso fique preso em algum congestionamento noturno ou tenha de diminuir a velocidade, por causa de bloqueios ou estreitamento na pista.</p>
<p>As obras afetam principalmente a região no entorno da Ponte da Casa Verde. São aproximadamente dois quilômetros dirigindo no escuro até a Ponte do Limão &#8211; e isso nas duas pistas da Marginal.</p></div>
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		<title>Estadão foi ver onde está o dinheiro que Kassab diz que está faltando e vejam só:</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 10:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Prefeitura corta gasto com R$ 3 bi no banco

Recurso acumulado é para ser usado em situação emergencial
Daniel Gonzales, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado de São Paulo
Ao mesmo tempo em que a cidade vem sofrendo cortes orçamentários em serviços essenciais, a Prefeitura de São Paulo tem mais de R$ 3 bilhões no banco. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="6">Prefeitura corta gasto com R$ 3 bi no banco</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://psolpinheiros.files.wordpress.com/2009/04/kassab.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://psolpinheiros.files.wordpress.com/2009/04/kassab.jpg" height="385" width="465" /></div>
<p>Recurso acumulado é para ser usado em situação emergencial</p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniel Gonzales, JORNAL DA TARDE &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p>Ao mesmo tempo em que a cidade vem sofrendo cortes orçamentários em serviços essenciais, a Prefeitura de São Paulo tem mais de R$ 3 bilhões no banco. Em julho, esse era o valor depositado em contas bancárias e investido em aplicações como CDBs e cadernetas de poupança. Desde o mês passado, foram cortados 20% da verba da varrição de ruas, 10% na coleta do lixo e 12% na saúde, além de congelamentos em várias secretarias, anunciados por causa da crise financeira.</p>
<p>Apesar dos cortes, o governo municipal aumentou em R$ 2,5 milhões, neste mês, a verba para publicidade (com intenção de gastar R$ 80 milhões até o fim do ano) e, em maio, já havia elevado de R$ 524 milhões para R$ 600 milhões os recursos reservados a subsídios para viações de ônibus que operam na capital, de modo a cumprir a promessa eleitoral de manter a tarifa em R$ 2,30 até dezembro. Para essa última operação, inclusive, foram usados recursos retirados das aplicações.</p>
<p>Apesar dos cortes, desde dezembro de 2008, último ano da gestão Serra/Kassab, a julho deste ano, sétimo mês do atual governo Kassab, o volume de dinheiro depositado em bancos aumentou mais de R$ 400 milhões &#8211; de R$ 2,6 bilhões para os atuais R$ 3 bilhões -, principalmente por causa da renda com juros das aplicações.</p>
<p>Esse dinheiro corresponde ao superávit (sobras) de orçamento. Foi acumulado pela Prefeitura desde o fim da gestão Marta Suplicy (PT), em 2004, e é aplicado no mercado financeiro para reforçar o cofre municipal. No início do ano passado, o volume superou R$ 5 bilhões, mas foi reduzido à metade no fim de 2008, ano eleitoral.</p>
<p>Os recursos acumulados servem como reserva para uso em situações emergenciais, de acordo com explicações dadas pelo secretário municipal de Planejamento, Manuelito Magalhães Jr., no fim do ano passado. Parte, segundo ele explicou à época, fica vinculada a &#8220;restos a pagar&#8221; de gestões passadas. Porém, sempre há pelo menos R$ 1 bilhão livre do total que existe nos cofres.</p>
<p>Ontem, a reportagem solicitou à Secretaria de Planejamento uma explicação sobre o porquê de o dinheiro não ser usado para cobrir as despesas que tiveram de ser cortadas. Porém, a secretaria limitou-se a informar que o secretário não daria explicações.</p>
<p>O vereador Antonio Donato, do PT, cujo gabinete levantou os dados no sistema eletrônico de Orçamento Municipal (NovoSeo), informou que já fez vários questionamentos à administração municipal sobre os recursos, mas que sempre obtém uma resposta genérica de que a gestão guarda o dinheiro por &#8220;responsabilidade fiscal&#8221;. Porém, especialistas dizem que o capital de giro suficiente para o funcionamento de todos os setores do governo municipal seria de R$ 2 bilhões, o equivalente a um mês de arrecadação da cidade com impostos e taxas. &#8220;Não dá para entender o porquê de, nesta crise, o caixa ficar tão alto assim&#8221;, avalia o vereador.</p>
<p><strong>SECRETARIAS</strong></p>
<p>Sete secretarias paulistanas &#8211; Educação, Saúde, Transportes, Habitação, Subprefeituras, Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) e Serviços &#8211; também estão, desde o início do ano, com parte do orçamento contingenciado (congelado), também sob a justificativa da crise mundial. Em alguns casos, como o da Siurb, os cortes atingiam, até ontem, mais da metade (52%) do orçamento do ano, prejudicando a capacidade de investimento.</p>
<p>O volume de verbas congeladas dessas sete secretarias atinge mais de R$ 2,5 bilhões.</p>
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		<title>Sob temporais, falhas de estrutura e de emergência ameaçam São Paulo</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 13:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[



Capital não tem nem 1 agente da Defesa Civil para cada área de risco; Prefeitura teve de admitir dificuldades

&#160;
Renato Machado e Vitor Hugo Brandalise &#8211; O Estado SP
&#160;


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 O temporal de terça-feira pegou de surpresa meteorologistas, o poder público e a população, causando caos e morte em São Paulo. Por outro lado, as chuvas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://farm1.static.flickr.com/61/197935252_5d55966440.jpg" alt="http://farm1.static.flickr.com/61/197935252_5d55966440.jpg" /></div>
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<p><strong>Capital não tem nem 1 agente da Defesa Civil para cada área de risco; Prefeitura teve de admitir dificuldades</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Renato Machado e Vitor Hugo Brandalise &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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<div id="corpoNoticia">
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<div id="corpoNoticia"> O temporal de terça-feira pegou de surpresa meteorologistas, o poder público e a população, causando caos e morte em São Paulo. Por outro lado, as chuvas de dezembro, janeiro e fevereiro são bem conhecidas e viraram sinônimo de enchente. E algumas cenas devem se repetir. Se a Prefeitura diz ter intensificado serviços e concluído obras importantes, investimentos em algumas áreas foram reduzidos e a população cresce em locais sem estrutura.</p>
<p>A morte de duas crianças após um deslizamento de terra na Favela Araucária, na zona leste, é o exemplo mais recente de um dos principais dramas das chuvas. A cidade tem 477 áreas de risco à beira de morros e encostas, onde vivem 57,5 mil pessoas. &#8220;A retirada dessas famílias não é a solução, pois elas ou outras retornam. Por isso a Prefeitura prefere eliminar os riscos nesses locais&#8221;, diz o assessor técnico da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, Marcel Costa Sanches.</p>
<p>O monitoramento das áreas para detectar tragédias é feito pela Defesa Civil, mas seu efetivo é inferior ao número de locais de risco. São 300 agentes divididos pelas 31 subprefeituras. O órgão tem apenas 45 viaturas, 11 delas no comando central. Portanto, nem todas as unidades das subprefeituras têm veículos.</p>
<p>&#8220;Não deixamos de realizar as atividades, pois possuímos um programa em que as viaturas são deslocadas para determinados locais de acordo com a necessidade. A Subprefeitura da Sé, por exemplo, não tem viatura porque privilegiamos áreas com risco&#8221;, diz o coordenador da Defesa Civil, coronel Orlando Camargo Filho. Após o caos recente, o prefeito Gilberto Kassab entregou três unidades inteligentes para o órgão, com computadores e equipamentos de resgate. Até o fim de outubro, outros 20 veículos serão repassados pela Guarda Civil Metropolitana, que receberá novas unidades.</p>
<p>Para compensar o efetivo menor, foram criados os Núcleos de Defesa Civil (Nudecs). Moradores de diversas comunidades são treinados para identificar riscos e alertar o órgão e os bombeiros. A cidade tem cerca de cem Nudecs.</p>
<p>A própria administração admite as dificuldades. Anteontem, Kassab disse que há falhas no sistema de emergência, &#8220;pego de surpresa&#8221; pelo temporal. Por isso, segundo o prefeito, não houve alerta à população para que tomasse &#8220;certos cuidados&#8221;, como evitar deixar lixo na rua.</p>
<p>O outro problema de difícil solução é o trânsito nos dias de chuvas fortes. Assim que a situação passa de estado de observação para atenção, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) põe em prática o Plano Emergencial. Primeiro, os agentes são destinados para 61 pontos onde tradicionalmente há alagamentos. Vias são bloqueadas. A prioridade é a segurança dos motoristas e por isso o fluxo muitas vezes fica comprometido. Além disso, a CET ainda não tem como informar os motoristas sobre rotas alternativas.</p>
<p>As chuvas também causam panes nos semáforos. A maior parte é do tipo eletromecânico, mais antigo e não integrado à central da CET. É preciso que um agente veja ou um motorista informe o problema.</p>
<p>Uma das causas apontadas para o alagamento foi o excesso de lixo nas ruas, intensificado pelo corte de 20% na verba de varrição. Em casos de enchente no Rio Pinheiros, por exemplo, há dificuldade em bombear água para a Represa Billings, por entupimento provocado por lixo. &#8220;A impermeabilização do solo, que toma 80% da capital, também é causa direta de tudo o que vimos&#8221;, diz o professor José Rodolfo Martins, especialista em drenagem urbana do Laboratório de Hidráulica da Poli-USP.</p>
<p>A construção de piscinões, com prioridade para o sistema do Alto Tietê, também está defasada, principalmente na região do ABC, no entorno dos Rios Tamanduateí, Pirajuçara e Aricanduva &#8211; dos 61 piscinões projetados para esses três pontos desde 1994, apenas 25 foram finalizados.</p></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia">
<div id="c">
<h3>Em xeque, o excesso de lixo e o corte de garis</h3>
<p>Em volume oposto, eles estão por aí</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Mesmo com o uniforme laranja ou amarelo, com o carrinho e o boné no mesmo tom, eles já foram tachados de invisíveis. Fazem, esgueirando-se pelo meio-fio e entre carros e barracas, o trabalho que é sujo, mas que alguém tem de fazer. E só se tornam protagonistas assim: quando São Paulo fica debaixo d&#8221;água e cogita-se que um dos motivos seja que o lixo da cidade não esteja sendo varrido e recolhido na mesma velocidade com que é produzido.</p>
<p>De fato, os garis não estão dando conta. Especialmente depois da demissão de mais de 2 mil varredores por conta dos cortes orçamentários da Prefeitura &#8211; que agora serão revistos pelo prefeito Gilberto Kassab. Hoje, a proporção é de um varredor para 1.743 habitantes e os trabalhadores do setor ameaçam com greve. A limpeza da região central, que era realizada por 1.600 garis, conta agora com 1.272. Do Mosteiro de São Bento ao Parque D. Pedro II, a reportagem circulou por mais de uma hora na sexta-feira e, além de não encontrar um varredor sequer, detectou pouquíssimos cestos de lixo. Fácil de encontrar foram bueiros tapados por copos, cascas de fruta e muitas, mas muitas bitucas de cigarro.</p>
<p>A Rua 25 de Março é um ponto histórico de acúmulo de lixo e um convite a alagamentos. Não foi diferente na terça-feira. &#8220;Ficamos até o joelho de água. E claro que o lixo é culpado. Faz duas semanas que não vejo gari por aqui&#8221;, exagera Valmira Furlan, dona de uma banca de jornais. O vendedor de quentinhas duas esquinas adiante reforça a reclamação. &#8220;Antigamente, passava um de duas em duas horas. Agora, não vem ninguém.&#8221; A Prefeitura rebate, dizendo que &#8220;os locais com maior circulação de pessoas são, naturalmente, mais propensos a ter maior produção de lixo. Na 25 de Março, há três turnos de varredores, 24 horas por dia&#8221;.</p>
<p>Os garis preferem não se identificar. Mas consentem quando questionados sobre o trabalho ampliado. &#8220;Faz um mês que o setor que eu cuido dobrou. Foi de 5 para 10 quarteirões&#8221;, conta uma varredora. Ela faz quatro varrições em seu turno, das 6h às 14h20. Orgulhosa, completa que nunca levou bronca. &#8220;Deixo aquele Mercadão um brinco.&#8221; &#8220;E as pessoas tratam a gente muito mal. O pior é quando passam pela gente e tampam o nariz, pra mostrar que a gente fede&#8221;, diz outra varredora.</p>
<p>Vários colegas delas já foram para a rua &#8211; e não para varrer. Josué recebeu aviso prévio na segunda-feira. &#8220;Tenho dois filhos pequenos&#8221;, conta, apressado, ainda de uniforme, rumo à escola do mais velho. &#8220;Já estou na luta para arrumar outro trabalho.&#8221;</p></div>
</div>
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