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	<title>Blog do Favre &#187; ombudsman</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;La commedia no è finita&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 12:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;, escreve na Folha Janio de Freitas (&#8220;Um país divertido&#8221;). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela Folha contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;</strong>, escreve na Folha Janio de Freitas (<em>&#8220;Um país divertido&#8221;</em>). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela <strong>Folha </strong>contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É que Janio de Freitas não trata do papel da imprensa nessa &#8220;comédia&#8221; e Carlos Eduardo Lins da Silva, o ombudsman, sim. LF</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="image" title="Cartaz de um espe(c)táculo de vaudeville (1899)."></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg/250px-OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="thumbimage" width="250" height="349" /></div>
<p></a></p>
<div align="center"><em>* Baudeville é uma forma do teatro originado na França, a partir de parodias ou temas leves tratados geralmente como comedia e divertimento.</em></div>
<div align="center"></div>
<p>CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA<br />
ombudsman@uol.com.br</p>
<p>Como diminuir a lixação</p>
<p>O Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, as duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem</p>
<p>NA QUINTA-FEIRA , o jornal noticiou que o Senado havia aprovado em última instância projeto de lei que altera regras para a adoção de crianças. A mais recente menção da Folha ao assunto havia ocorrido em 21 de agosto de 2008. É como se dez meses atrás tivesse anunciado que Roberto Carlos faria um show no Maracanã e só voltasse ao tema na segunda para descrever o espetáculo.<br />
Ou tivesse dito na quinta que o Cruzeiro perdera a final da Libertadores sem ter tratado do campeonato nos 300 dias anteriores.<br />
Poucos discordarão de que a Lei Nacional de Adoção é um assunto relevante. Como a lei da gorjeta, a reforma eleitoral, a regulamentação dos mototáxis, as mudanças no processo de divórcio, só para citar algumas leis a respeito das quais o Congresso tomou decisões vitais recentemente e que foram apresentadas ao leitor como fatos consumados.<br />
As atividades de trabalho do Legislativo (nos seus três níveis) são cobertas pobremente pela Folha. E não é por falta de gente nem de papel. Boa quantidade de árvores caiu para produzir a montanha de páginas usadas para os mil e um escândalos da Câmara e do Senado só neste ano.<br />
É claro que denunciar malfeitorias com dinheiro público é uma das principais funções do jornalismo.<br />
Mas o Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, suas duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem deste jornal.<br />
Mesmo nessas áreas, seu desempenho é fraco. As malversações em geral só aparecem quando algum político interessado em prejudicar adversários as joga no colo de um repórter. Durante anos o Senado teve mais de uma centena de diretores, cujos nomes e funções constavam de catálogos públicos. Mas só agora se tratou deles, por exemplo.<br />
E a cobertura insiste em focar pessoas, não instituições. É mais fácil responsabilizar indivíduos do que explicar processos. Mas tal simplificação é perniciosa para a cidadania e para a sociedade.<br />
O jornal precisa produzir e editar mais material do tipo que gerou o livro recomendado ao final desta coluna e menos do que tem sido o padrão do seu jornalismo político: textos previsíveis, redundantes, cifrados, superficiais, aborrecidos, moralistas e frequentemente a serviço conscientemente ou não de políticos ou individualmente ou em grupos.<br />
Em entrevista que vai ao ar amanhã e está indicada abaixo, o jornalista Gay Talese diz que uma providência imediata para melhorar a qualidade do seu jornal, o &#8220;New York Times&#8221;, seria tirar de Washington a maioria dos jornalistas que compõem a sucursal na capital do país.<br />
Talvez nem seja preciso tanto aqui.<br />
Se os que estão em Brasília se dedicarem a informar o leitor sobre a tramitação de projetos de lei de importância, ajudando-o a engajar-se no debate público, o jornal será mais efetivo. Talvez então congressistas suspeitos deixem de se lixar para ele.</p>
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		<title>Luz para todos, incluso para o jornal VALOR</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 15:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O programa Luz para todos continua a ser objeto de apresentação distorcida em alguns jornais. Já falei disto em Luz para todos, incluso para a Folha; ontem o ombudsman da Folha escreveu sobre o assunto:
&#8220;Na segunda, uma chamada da capa do jornal foi sobre o programa Luz para Todos, do governo federal, que visa dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_IK6RCryEdYY/SZ8ZIjj0SLI/AAAAAAAAE2c/RFLF8D3U-2Y/s400/homem_lampada_portugal_porreiro.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://4.bp.blogspot.com/_IK6RCryEdYY/SZ8ZIjj0SLI/AAAAAAAAE2c/RFLF8D3U-2Y/s400/homem_lampada_portugal_porreiro.jpg" width="298" height="385" /></div>
<p>O programa Luz para todos continua a ser objeto de apresentação distorcida em alguns jornais. Já falei disto em <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/luz-para-todos-incluso-para-a-folha/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Luz para todos, incluso para a Folha">Luz para todos, incluso para a Folha</a>; ontem o ombudsman da Folha escreveu sobre o assunto:</p>
<p><strong>&#8220;Na segunda, uma chamada da capa do jornal foi sobre o programa Luz para Todos, do governo federal, que visa dar acesso à luz elétrica a 3 milhões de domicílios até o final de 2010.<br />
Segundo a reportagem, foi contemplado 1,8 milhão de famílias até 2008 e será atendido mais 1,1 milhão neste ano e no ano que vem. Restarão 168 mil casas, pouco mais de 5% do total.<br />
O título da chamada e a manchete da página A4 destacaram o descumprimento da meta, mas não que ele representa porcentagem relativamente pequena dela.<br />
Sem contar que as coisas podem mudar até 2010 e as 168 mil famílias podem ser incluídas, o destaque para o não cumprimento integral do projeto induz à conclusão de que se tentou ser crítico demais por motivo de menos. (&#8230;)&#8221;</strong></p>
<p>Hoje, a carta de Furnas volta ao assunto no jornal VALOR</p>
<p><strong>Carta publicada hoje pelo jornal VALOR</strong></p>
<p class="noticias_relacionadas" align="justify"><strong>Furnas</strong></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify">&#8220;Em relação à matéria publicada na edição de 19/06 do Valor (&#8217;Luz para Todos deixará 168 mil sem energia&#8217;), Furnas esclarece que: 1) A execução do programa Luz para Todos encontra-se rigorosamente dentro da normalidade diante das metas estabelecidas por resolução Normativa da Aneel para o período 2009/2010. Na região sob coordenação de Furnas (região Sudeste e estado de Goiás), as metas foram ultrapassadas em 123%; 2) A declaração do diretor-presidente Carlos Nadalutti Filho ilustra a natureza dessas ligações adicionais: são pontos não mapeados nos levantamentos anteriores feitos para o programa Luz para Todos e que surgem com o passar do tempo. Por essa razão, tais pontos evidentemente não faziam parte do planejamento das obras do programa, e por isso serão objeto de atendimento posterior; 3) Lamentamos a preferência por dar-se destaque a um resíduo que equivale a pouco mais de 1% do total de pessoas já atendidas pelo Luz para Todos, ao invés de divulgar-se a verdadeira revolução proporcionada pelo programa na vida dos dez milhões de brasileiros já beneficiados.&#8221;</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><em>Carlos Nadalutti Filho &#8211; Diretor-Presidente de Furnas Centrais Elétricas</em></p>
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		<title>Mas, porque a Folha Online derrapou? A pressa em colocar no ar informações inexistentes?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mas-porque-a-folha-online-derrapou-a-pressa-em-colocar-no-ar-informacoes-inexistentes/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de Areia, a versão on-line da Folha deu uma derrapada feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar no ar informações e a frouxidão dos controles.
Das 8h41 às 10h30 de quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da Folha Online tinha um título errado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><em>&#8220;Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de Areia, a versão on-line da Folha deu uma derrapada feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar no ar informações e a frouxidão dos controles.<br />
Das 8h41 às 10h30 de quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da Folha Online tinha um título errado (&#8221;PT pode ser investigado por doações da Camargo&#8221;), sem nenhuma base nas informações disponíveis. O erro, que não apareceu no jornal impresso, foi corrigido e o título mudado.<br />
O rigor e o cuidado imprescindíveis no jornal impresso devem ser obrigatórios no eletrônico. As sociedades democráticas podem até sobreviver sem jornalismo de papel, mas sem jornalismo independente serão castelos de areia.&#8221;</em></font></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/images/ombudsma.gif" hspace="10" /></p>
<p><font size="5"><strong>Castelos de papel, tela e areia </strong></font></p>
<table width="417" height="111">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <strong><em><font size="4">Mais do que nunca, é preciso cuidar para que  a qualidade sempre exigida no jornalismo impresso se mantenha no jornalismo eletrônico </font> </em></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>OS TEMPOS são terríveis para os jornais  impressos nos EUA e  na Europa. A crise econômica acelerou o desgaste do  modelo econômico dessa indústria nos países centrais  do capitalismo e os efeitos  são visíveis.<br />
Na sexta-feira, circulou a  última edição em papel do  centenário e excelente  &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. Na quinta, o &#8220;New York  Times&#8221; anunciou corte de  5% por nove meses no salário de quase todo o seu pessoal, mais um gesto extremo  para tentar melhorar suas  contas, e o &#8220;Washington  Post&#8221; deu partida a processo  de demissões voluntárias.<br />
Na terça, quatro cidades  do Estado de Michigan, inclusive Ann Arbor, sede da  Universidade de Michigan,  souberam que este ano ficarão sem nenhum jornal impresso porque o único em  cada uma delas (todos pertencentes a uma rede) vai  deixar de circular.<br />
Semanas atrás, dois tradicionais títulos, o &#8220;Rocky  Mountain News&#8221; e o &#8220;Seattle Post Intelligencer&#8221; haviam deixado de rodar e passado a operar só na internet.<br />
A Federação Europeia de Jornalistas, em atitude clara de desespero, pediu aos líderes dos partidos no Parlamento Europeu que os governos salvem os jornais impressos, &#8220;pedra angular da democracia europeia&#8221;, segundo dizem no documento.<br />
A administração Sarkozy,  na França, já seguiu nessa  direção com um pacote de  600 milhões de euros de socorro aos diários. Nos EUA,  o senador Benjamin Cardin,  democrata do Maryland, argumenta com seus pares que  os jornais merecem tanto  auxílio quanto os bancos.<br />
Esse apelo ao Estado é um  atentado contra o princípio  essencial da independência,  condição indispensável para  o exercício do bom jornalismo. A sobreviver como  apêndice de governos, é melhor perecer.<br />
Apesar de todos esses indícios, e dos prenúncios  sombrios para os jornais no  mais recente relatório do  &#8220;State of the News Media&#8221;  (<strong><a href="http://www.stateofthenewsmedia.org/2009/index.htm">http://www.stateofthenewsmedia.org/2009/index.htm</a></strong>), o jogo ainda  não está jogado nem lá nem  muito menos aqui no Brasil.<br />
Mas a tendência da migração do jornalismo do papel  para a tela é irredutível,  mesmo que as versões impressas se mantenham. Por  isso, mais do que nunca, é  preciso cuidar para que a  qualidade sempre exigida no  produto impresso se mantenha no eletrônico.<br />
Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de  Areia, a versão on-line da  Folha deu uma derrapada  feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar  no ar informações e a frouxidão dos controles.<br />
Das 8h41 às 10h30 de  quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da  Folha Online tinha um título errado (&#8221;PT pode ser investigado por doações da  Camargo&#8221;), sem nenhuma  base nas informações disponíveis. O erro, que não apareceu no jornal impresso, foi  corrigido e o título mudado.<br />
O rigor e o cuidado imprescindíveis no jornal impresso devem ser obrigatórios no eletrônico. As sociedades democráticas podem  até sobreviver sem jornalismo de papel, mas sem jornalismo independente serão  castelos de areia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os problemas da Folha</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/os-problemas-da-folha/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 15:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
ombudsman@uol.com.br
A Folha e os problemas de São Paulo 



 O jornal deixa muito a desejar em relação ao que se espera do maior diário paulista na cobertura de temas como exame de professores e merenda 



A CIDADE e o Estado de  São Paulo, onde este  jornal tem a maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/images/ombudsma.gif" hspace="10" /></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA</font></strong><br />
<strong><a href="mailto:ombudsman@uol.com.br">ombudsman@uol.com.br</a></strong></p>
<p><font size="5"><strong>A Folha e os problemas de São Paulo </strong></font></p>
<table width="403" height="79">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>O jornal deixa muito a desejar em relação ao que se espera do maior diário paulista na cobertura de temas como exame de professores e merenda </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>A CIDADE e o Estado de  São Paulo, onde este  jornal tem a maioria  absoluta de seus assinantes e  leitores, começam 2009 com  problemas sérios.<br />
A maneira com que a <strong>Folha</strong> os vem tratando deixa  muito a desejar em relação  ao que se pode esperar do  maior diário paulista.<br />
Um deles é o exame a que  foram submetidos professores temporários da rede estadual de ensino público, no  qual número expressivo tirou nota zero e metade não  chegou a cinco.<br />
Como na greve da categoria em 2008, o jornal trata do  caso superficialmente. Reproduz declarações das autoridades e, em contraponto,  ouve mecanicamente o sindicato dos trabalhadores.<br />
O &#8220;outro lado&#8221; não é o sindicato, mas os professores,  cujas histórias não chegam  ao público. O jornal não vai  fundo nem nas causas de haver tantos professores provisórios no sistema nem nas  razões por que muitos se deram mal na prova.<br />
As condições em que o teste foi concebido, formulado e  aplicado (há indícios de que  estiveram longe do ideal)  não foram detalhadas.<br />
O noticiário e opiniões do  jornal acabaram passando a  ideia de que a &#8220;culpa&#8221; do  mau desempenho é apenas  dos professores, mostrados  como em geral despreparados. É claro que a explicação  é muito mais complexa.<br />
Outra situação é a da merenda escolar no município  de São Paulo. Embora em  2007 a <strong>Folha</strong> tenha levantado o tema que agora está  sendo retomado pelo Ministério Público, seu acompanhamento neste ano tem sido pouco arrojado.<br />
O jornal precisa ser mais ativo. Em vez de quase se limitar ao pingue-pongue entre prefeitura e seus acusadores deve tomar a iniciativa de, por exemplo, verificar autonomamente a qualidade da merenda, pesquisar se pais, professores e alunos estão satisfeitos com ela em comparação com a que tinham antes.<br />
O tema merece mais espaço, destaque e investimento  do que tem recebido. Houve  dia em que o noticiário sobre  ele teve o mesmo tamanho de  uma foto que mostrava as calças de um calouro estragadas  em trote universitário.<br />
Os paulistas, principalmente os paulistanos, estão sofrendo bastante com enchentes. Mas o jornal tem cuidado  delas de forma acanhada. Relata os alagamentos que ocorrem, publica fotos de carros  boiando nas ruas, conta os  quilômetros de congestionamento. É muito pouco<br />
No dia 10, por exemplo, reportagem registrou que a prefeitura &#8220;espera o pior fevereiro desde 2004&#8243; e fará novo estudo de riscos só depois do período de chuvas.<br />
A placidez com que acata  tal declaração só se compara  com a aceitação passiva do argumento de que a prefeitura  tapa os buracos &#8220;sempre que  é informada&#8221;. Ambas são  constrangedoras.<br />
Nada de jornalismo preventivo. Nada de acompanhamento sistemático das providências que as autoridades dizem tomar.<br />
Finalmente, a erupção de  violência na favela de Paraisópolis, cujo acompanhamento  anódino por este jornal já comentei, não o motiva a se  aprofundar no exame desta e  de outras comunidades em  que a expressão &#8220;barril de pólvora&#8221; se aplica bem, apesar do  lugar-comum. Até acontecer  a próxima explosão.</p>
<p><!--/NOTICIA--></p>
<hr size="1" noshade="noshade" />  <font size="2"><strong>Carlos Eduardo Lins da Silva</strong> é o ombudsman da <strong>Folha</strong> desde 24 de abril de 2008. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.</font></p>
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		<title>Transparência</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 14:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coluna do ombudsman da Folha hoje
&#8220;Nossa Caixa
Banco público é vendido sem leilão; Folha se exime de promover debate sobre o tema por seis meses&#8221;
Meu post de ontem 
&#8220;O que se questiona é a venda da Nossa Caixa, ou seja a decisão política do governador Serra de vender este patrimônio do Estado de São Paulo. Qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Coluna do ombudsman da Folha hoje</strong></font></p>
<p><strong>&#8220;Nossa Caixa</strong><br />
Banco público é vendido sem leilão; <strong>Folha</strong> se exime de promover debate sobre o tema por seis meses&#8221;</p>
<p><font size="4"><strong>Meu post de ontem </strong></font></p>
<p>&#8220;O que se questiona é a venda da <strong>Nossa Caixa</strong>, ou seja a decisão política do governador Serra de vender este patrimônio do Estado de São Paulo. Qual é a justificativa do governador? Porque está venda seria positiva para o Estado? Curiosamente ninguém na mídia exige explicações do governador. Mas é um dever de transparência informar a opinião pública sobre esta decisão e debater na Assembléia legislativa sobre suas motivações. LF <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/a-decisao-de-vender-nossa-caixa-deve-ser-discutida-com-transparencia/">A decisão de vender Nossa Caixa deve ser discutida com transparência</a></p>
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		<title>A ética ao gosto do cliente</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 16:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;quando decidiu explorar a vida privada do adversário na TV -acreditando que pudesse despertar o preconceito de parcela da sociedade a partir de uma insinuação velada, mas óbvia, de homossexualismo-, Marta rompeu uma barreira e fez uma aposta de risco -ou baixa, a depender do ângulo.&#8221;
É assim que escreve Fernando de Barros, editor da Folha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;quando decidiu explorar a vida privada do adversário na TV -acreditando que pudesse despertar o preconceito de parcela da sociedade a partir de uma insinuação velada, mas óbvia, de homossexualismo-, Marta rompeu uma barreira e fez uma aposta de risco -ou baixa, a depender do ângulo.&#8221;</strong></p>
<p>É assim que escreve Fernando de Barros, editor da <strong>Folha</strong>. Atribuindo a Marta não só a responsabilidade genérica pelo comercial da campanha eleitoral, mas a intencionalidade própria para &#8220;despertar o preconceito&#8221;. O &#8220;jornalista&#8221; precisa atribuir a Marta a responsabilidade, não em geral, mas especifica e individual para poder atingi-la politicamente. Por isso o &#8220;jornalista&#8221; ignora as explicações dadas no próprio jornal pelo marqueteiro Joào Santana e ignora também as declarações de Marta sobre o fato que só viu o dito comercial depois que a polêmica fora lançada.</p>
<p>A manipulação do &#8220;jornalista&#8221; visa a atingir a figura da Marta, pouco importa os fatos. Por isso ele não escreve sobre a &#8220;intenção&#8221; do marqueteiro, ou dos petistas, ou da campanha e sim de Marta Suplicy.</p>
<p>A falta de escrúpulos do &#8220;jornalista&#8221; mal esconde seu objetivo. Faz anos que ele senta em cima dos &#8220;métodos válidos e os limites éticos de uma campanha eleitoral&#8221;, como prova o fato que nada diz, nem seu jornal, sobre os ataques à vida privada de Marta nas eleições de 2004, por exemplo.</p>
<p>Vale lembrar que foi a Folha SP a que em 2001 publicou o ataque mais vil e violento contra Marta e minha pessoa, lançando assim a campanha de ataques pessoais sobre a vida afetiva da Marta. Como eu tenho vergonha na cara, jamais me permitiria escrever que quando &#8220;Fernando de Barros decidiu explorar a vida privada da Marta no seu jornal, o fez para levantar o preconceito contra ela&#8221;. Mesmo que Fernando de Barros esteja longe de desempenhar um papel marginal na repetição destes ataques (ele é o autor recente de uma crônica falando a vontade do meu casamento, por exemplo), seria injusto atribuir a ele o que foi uma decisão do próprio jornal. A verdade exige respeito.</p>
<p>O objetivo de seu artigo hoje é evitar que os petistas possam utilizar os argumentos do ombudsman da Folha condenando a parcialidade do jornal. O argumento já tinha sido invocado quando o predecessor do atual ombudsman se demitiu, pois os donos do jornal não queriam que sua crônica diária na internet pudesse ser utilizada por membros do governo federal para criticar a Folha.</p>
<p>Fernando de Barros considera a opinião do ombudsman respeitável, já a dos petistas não. Mesmo quando a dos petistas coincide com a emitida pelo próprio ombudsman, ou seja que a Folha favoreceu Kassab contra Marta não permitindo nenhum equilibro no segundo turno no tratamento dispensado a cada candidato.</p>
<p>Vindo de petistas ou do ombudsman da Folha, os fatos são os mesmos: a Folha pegou gancho no comercial, atribuiu a ele um conteúdo homofóbico, depois fez uma campanha em defesa de Kassab e contra o preconceito da Marta e completou sua campanha publicando na capa declarações de Kassab sobre assédio das mulheres e negando homossexualidade. Não respeitou qualquer equilibro no tratamento e as explicações de Marta ou do seu marqueteiro cumpriram só o papel de registro. Foram publicadas para justificar um suposto equilibro que o ombudsman mostrou inexistente.</p>
<p>Luis Favre</p>
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		<title>A Folha e a nossa vida privada</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 21:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em abril de 2001, a Folha de São Paulo, onde pontificam Clovis Rossi e Jânio de Freitas, foi responsável por publicar uma peça publicitária de autoria do Sr. Claudio Humberto que reproduzo a seguir. O autor da publicidade pagou para a Folha espaço nobre de 1/4 de página e depois dos editores do jornal tomaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril de 2001, a <strong>Folha de São Paulo</strong>, onde pontificam Clovis Rossi e Jânio de Freitas, foi responsável por publicar uma peça publicitária de autoria do Sr. Claudio Humberto que reproduzo a seguir. O autor da publicidade pagou para a <strong>Folha</strong> espaço nobre de 1/4 de página e depois dos editores do jornal tomaram conhecimento do conteúdo da publicidade, autorizaram sua publicação.</p>
<p>Nem Clovis Rossi, nem Jânio de Freitas, nem nenhum dos editorialistas do jornal fizeram nenhum comentário, após a publicidade ter sido publicada na <strong>Folha</strong>, em página nobre. Só o ombudsman, na época, considerou que a <strong>Folha</strong> &#8220;errou&#8221;.</p>
<p>A peça abjeta não insinuava nada, não induzia nada, proclamava uma violenta ofensa a honra, a privacidade e com terrível dano moral.</p>
<p>Eu afirmo: a <strong>Folha</strong> foi a primeira responsável  para a campanha que durante os 7 anos seguintes foram feitos contra Marta e contra mim.</p>
<p>Idelber Avelar, no artigo que reproduzi aqui ontem, ficou tão chocado, que se recusou a linkar o conteúdo. Eu o reproduzo para vocês saberem com quem estamos lidando em matéria de ética.</p>
<p>O juiz que condenou a <strong>Folha</strong> em primeira instância (o processo continua porque a <strong>Folha</strong> não aceitou a sentença e recorreu), diz na sua sentença contra a <strong>Folha</strong>:</p>
<p><strong>&#8220;Vale lembrar que a ré (Folha) publica o jornal de maior circulação do país e é lamentável que se preste a vender o espaço no jornal para publicação de matéria puramente ofensiva a honra alheia e sem qualquer interesse público.</strong></p>
<p><strong>Por ter publicado o &#8220;informe publicitário&#8221;, mediante remuneração, sabendo do seu conteúdo vastamente contaminado por grosserias e ataques à honra do autor, inevitavél a condenação da ré (Folha) a indenizar o autor pelo dano moral suportado.&#8221;</strong></p>
<p>O juiz acrescenta, justificando o valor da indenização que isso <strong>&#8220;desetimula a ré (Folha) de prosseguir na publicação de &#8220;informes publicitários&#8221; ofensivos a honra alheia.&#8221;</strong></p>
<p>Reitero, nenhum dos hipócritas defensores da &#8220;vida pessoal&#8221; hoje, escreveu nunca uma mísera linha contra a <strong>Folha</strong> e em nossa defesa.</p>
<p>A <strong>Folha</strong> foi a responsável, reproduzindo na suas páginas o repugnante texto contra Marta, na época a Prefeita de São Paulo, e contra mim, cheio de mentiras e ofensas, por uma boa parte da famosa &#8220;rejeição&#8221; que ajudou a propagar nas suas páginas.</p>
<p>Até hoje ela não se desculpou, nem reconheceu sua responsabilidade e ainda está recorrendo da sentença.</p>
<p>Clovis Rossi não sentiu asco. E o gigantesco movimento em defesa do respeito a vida privada de Kassab, ficou calado perante a ignomínia.</p>
<p>Onde estavam os indignados de hoje.</p>
<p>Luis Favre</p>
<p>PS &#8211; Porque a <strong>Folha</strong> não reproduz este meu texto e o conteúdo do &#8220;informe publicitário&#8221; e volta a falar de respeito a vida pessoal?</p>
<p align="center">A seguir o texto publicado como &#8220;Informe Publicitário&#8221; na <strong>Folha de São Paulo</strong> em 21 de abril de 2001. Clique na imagem para ampliar e ler.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/a-folha-e-a-nossa-vida-privada/7981/" rel="attachment wp-att-7981" title="claudio_humberto.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/claudio_humberto.jpg" title="claudio_humberto.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/claudio_humberto.jpg" alt="claudio_humberto.jpg" width="552" height="724" /></a></div>
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		<title>Ombudsman da Folha se esforça, se esforça&#8230;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/ombudsman-da-folha-se-esforca-se-esforca/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 15:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do trololó&#8230; 
Em 12 de agosto, a Folha publicou no alto da página B6 que o governador José Serra afirmara que os dados do governo federal sobre investimentos do PAC no Estado de São Paulo eram &#8220;trololó&#8221;.
Em minha crítica à Redação, escrevi: &#8220;O jornal tem a obrigação de tentar apurar de maneira independente e avalizada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/images/ombudsman22102000.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/images/ombudsman22102000.jpg" width="189" align="left" height="385" /><font size="4"><strong>Do trololó&#8230; </strong></font></p>
<p>Em 12 de agosto, a Folha publicou no alto da página B6 que o governador José Serra afirmara que os dados do governo federal sobre investimentos do PAC no Estado de São Paulo eram &#8220;trololó&#8221;.</p>
<p>Em minha crítica à Redação, escrevi: &#8220;O jornal tem a obrigação de tentar apurar de maneira independente e avalizada se o governador está certo em sua denúncia e publicar com destaque o resultado da apuração que fizer&#8221;.</p>
<p>Nem isso foi feito nem os dados e informações que o governo federal passou ao jornal sobre o assunto foram publicados. O jornal errou. O leitor foi informado só da acusação do governador; não teve acesso à defesa do governo federal. (Folha SP &#8211; coluna do Ombudsman)</p>
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		<title>Ouviu falar do biscoito fino e a massa?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Biscoito Fino e a Massa entra em ferias. Ficamos chateados pela interrupção e aguardando a chegada do Biscoito ao seu destino, para acompanhar novamente os pratos saborosos do autor, seja no futebol como na política, na literatura ou na música. As massas ficamos no aguardo. Aqui vai seu último post, antes de decolar. LF

Pausa
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.idelberavelar.com/">O Biscoito Fino e a Massa</a> entra em ferias. Ficamos chateados pela interrupção e aguardando a chegada do Biscoito ao seu destino, para acompanhar novamente os pratos saborosos do autor, seja no futebol como na política, na literatura ou na música. As massas ficamos no aguardo. Aqui vai seu último post, antes de decolar. LF<br />
</em><br />
<strong><span id="titpost">Pausa</span></strong><br />
O Biscoito Fino e a Massa faz uma pequena pausa, enquanto o titular do blog pega um avião de Belo Horizonte de volta a New Orleans, para reassumir o batente do ano letivo. Foi bom demais estar em Terra Brasilis. Obrigado, Belzonte; obrigado, Rio, Sampa, Três Corações.</p>
<p>A partir de agora o blog deve se concentrar nas eleições americanas, mas sempre com um olho em Pindorama.</p>
<p>**************</p>
<p>Mandaram avisar que lá no Facebook está rolando uma <a href="http://apps.facebook.com/blognetworks/blogpage.php?blogid=16156">comunidade </a>do Biscoito.</p>
<p>**************</p>
<p>Em breve, o blog <s>declarará seu</s> <strong>justificará com mais detalhes</strong> o meu voto nas eleições para prefeito de Belo Horizonte, que é de Jô Moraes (PC do B). Como sabem os leitores do blog, <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/04/ah_esses_mineiros.php">não fui reácio</a> ao acordo Pimentel-Aécio em Minas Gerais. Mas pesquisando um pouco mais sobre quem é Márcio Lacerda, conversando um pouco mais com amigos de BH, investigando um pouco mais sobre como foi feito o acordo, acabei seguindo boa parte da base das últimas (muito bem-sucedidas) prefeituras de BH no apoio a Jô Moraes, que é, como sabem os memoriados leitores deste blog, a <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2006/10/a_angustia_do_batedor_na_hora_do_penalti.php">minha deputada federal</a>.</p>
<p>************</p>
<p>Na sua coluna na Folha desta terça-feira, Eliane Castanhêde declara nunca ter ouvido falar de Jô Moraes. Meu Deus, eu teria vergonha de escrever uma coluna sobre literatura no maior jornal brasileiro e declarar não saber quem é Antonio Candido.</p>
<p>*************</p>
<p>Por falar nisso, Mestre Candido fez 90 anos e o Biscoito ainda não prestou sua homenagem. <em>Shame, shame</em>.</p>
<p>*************</p>
<p>Em seu último post, o Paraíba tece <a href="http://www.rafael.galvao.org/2008/07/o-bom-o-mau-e-o-feio/">hiperbólicos elogios</a>. Mas ainda não aprendeu a história do futebol brasileiro: o fato básico de que em 1981 o time chapa-branca enfrentou o Galo três vezes e não ganhou nenhuma.</p>
<p>**************</p>
<p>Se você está na Zona Leste de Belo Horizonte e quer comer um espetinho de animal morto, o ponto é o Manoel do Espeto, ali perto da Feira dos Produtores. Mas, se for lá, avise ao cabra: é um crime colocar, num bar lindo &#8212; com bela varanda, cerveja gelada, espeto de primeira &#8211;, um par de cantores breganejos com aparelhagem de karaokê num laptop. É inaceitável. Bebi 5 quando poderia ter bebido 15 Bohemias. Não há nada mais irritante para alguém que gosta de música que ouvir um bate-estacas de péssima qualidade. É melhor ouvir o silêncio. O próximo que passar por lá, avise.</p>
<p>*************</p>
<p>Um leitor deste blog escreveu um dos melhores romances argentinos &#8212; ou seja, um dos melhores romances do mundo &#8212; dos últimos anos: Mariano Siskind escreveu o extraordinário <em>Historia del Abasto</em>, que devorei, faminto, entre São Paulo e Belo Horizonte. Alô, editoras brasileiras, atenção.</p>
<p>***************</p>
<p>Na quinta-feira à tarde, aterrizo no caldeirão de New Orleans. Tomem conta da bodega.</p>
<p><strong>Atualização</strong>: Veja o <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/07/pausa.php#c32930">belo email</a> que o leitor Tiago Mesquita escreveu ao Ombudsman da Folha acerca da insultante coluna de Eliane Castanhêde. Envie um você também :-)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Folha desinforma</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 10:22:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Com médias revisadas, São Paulo fica apenas em 1.903° em ranking&#8221; Esta é a manchete do jornal O Globo que trata dos resultados do IDEB (Índice de desenvolvimento da Educação Básica). A revisão em questão concerne a correção de dados errados FORNECIDOS PELA PREFEITURA ao MEC. Mesmo corrigidos segundo calculo da própria prefeitura, o resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Com médias revisadas, São Paulo fica apenas em 1.903° em ranking&#8221;</strong> Esta é a manchete do jornal <em><strong>O Globo</strong> </em>que trata dos resultados do <strong>IDEB</strong> (Índice de desenvolvimento da Educação Básica). A revisão em questão concerne a correção de dados errados FORNECIDOS PELA PREFEITURA ao MEC. Mesmo corrigidos segundo calculo da própria prefeitura, o resultado é o da manchete do jornal<em> <strong>O Globo</strong></em>: 1.903° dentre 5 mil municípios de todo o Brasil. Tentem achar essa informação na <em><strong>Folha</strong></em>.</p>
<p>Segundo o jornal <em><strong>O Estado de São Paulo</strong></em> <strong>&#8220;São Paulo fica no fim da lista de um total de 645 município paulistas&#8221;</strong>, tentem achar esse dado na <em><strong>Folha de São Paulo</strong></em>.</p>
<p>Os artigos aqui citados serão reproduzidos no blog para você julgar.</p>
<p>O jornal<em><strong> O Globo</strong></em> também abordou a polêmica lançada pela <em><strong>Folha</strong></em> sobre os erros contidos nos dados de São Paulo publicados pelo MEC. A <em><strong>Folha</strong></em> insinua que esses erros guardam relação com a campanha eleitoral municipal. Segundo declaração do Ministro da Educação, Fernando Haddad, citado pelo <em><strong>Globo</strong></em>, <em><strong>O Estado</strong></em> <em><strong>de São Paulo</strong></em> e o <em><strong>Diário de São Paulo</strong></em> <strong>&#8220;Quando o censo escolar é preeenchido corretamente, não há nenhuma dificuldade. Os dados trabalhados pelo Inep são transmitidos pelos gestores locais. Eles (gestores) podem cometer equívoco? É evidente que sim. Cometeram no passado, podem cometer e cometerão no futuro.<br />
O papel do Inep é divulgar os dados como foram transmitidos e, em caso de dúvida, o município pode retransmitir o dado correto. O papel do Inep, neste caso específico, se detectado o erro da primeira transmissão, é divulgar o novo dado.</strong><br />
Segundo ele, a correção pode ser feita antes mesmo do uso eleitoral dos dados: <strong>— Podemos corrigir num prazo de 30 dias. Depende da agilidade do gestor local.&#8221;</strong></p>
<p>Tentem encontrar isto claramente explicado na <em><strong>Folha de São Paulo</strong></em>. Ou a <em><strong>Folha</strong></em> prova que os dados fornecidos pela prefeitura de São Paulo e pelos gestores locais no Estado de São Paulo estavam corretos e foram incluídos erradamente pelo Inep, responsável pelos resultados anunciados e neste caso o ministro Haddad está errado, ou os dados fornecidos estavam errados é a responsabilidade incumbe a própria prefeitura e Estado de São Paulo.</p>
<p>Neste caso a <em><strong>Folha</strong></em> poderá investigar se esses dados foram fornecidos errados propositalmente ou por engano. Poderá também questionar porque os representantes da prefeitura e do governo estadual só descobriram os erros dois dias antes dos resultados serem publicados. Talvez a <em><strong>Folha</strong></em> chegue a conclusão que foi usada ou conivente com uma operação política visando a ocultar os resultados pifios da educação em São Paulo.</p>
<p>Os artigos aqui citados serão reproduzidos no blog para os leitores julgarem. O ombudsman não terá talvez tempo de tratar o tema na Folha de amanhã, mas é um caso de distorção explicita do que realmente interessa: avaliar a educação no pais, no Estado e na cidade de São Paulo.</p>
<p>Luis Favre</p>
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