22/11/2009 - 19:33h Don Giovanni! a cenar teco m’invitasti”


Samuel Ramey e Kurt Moll; Ferruccio Furlanetto como Leoporello – Don Giovanni de Mozart, cena final

21/11/2009 - 19:28h Don Giovanni! a cenar teco m’invitasti


“Don Giovanni! a cenar teco m’invitasti”, da ópera Don Giovanni de Mozart. Filme dirigido por Joseph Losey. Ruggero Raimondi (Don Giovanni), John Macurdy (Il Commendatore), Jose van Dam (Leporello).

20/11/2009 - 18:48h Ah! chi mi dice mai


“Ah! chi mi dice mai”, da ópera Don Giovanni, de Mozart, no filme de Losey – Kiri te Kanawa no papel de Dona Elvira

19/11/2009 - 19:51h Questo e dunque


Juan Diego Florez “Questo e dunque” de Nina

13/11/2009 - 15:13h Ópera ganha cia. nacional e itinerante

Anúncio foi feito pelo ministro Juca Ferreira com o maestro John Neschling

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João Luiz Sampaio – O Estado SP

O ministro da Cultura Juca Ferreira e o maestro John Neschling anunciaram na manhã de ontem a criação da Companhia Brasileira de Ópera que, a partir de abril do ano que vem, pretende realizar mais de cem apresentações de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, em cerca de 20 cidades do País. Orçado em R$ 14 milhões, o projeto, segundo o maestro, está na sua “etapa 1″ – foi aprovado para captar por meio da Lei Rouanet e agora parte em busca de patrocínio. “Estou me lembrando da primeira coletiva que dei, 12 anos atrás, falando dos planos de refazer a Osesp”, disse o maestro.

Não se trata de uma companhia estatal – e, nesse sentido, estranhou-se a presença oficial do ministro da Cultura na coletiva de anúncio do projeto. “De fato, essa é uma iniciativa privada, mas o Ministério entende que, por sua importância, deve apoiá-la. E ele se encaixa na maneira como entendemos o papel do Ministério”, disse Juca Ferreira. “Nosso foco é a democratização da Cultura, por um lado dando acesso ao público e, por outro, permitindo que todas as áreas tenham acesso à captação de verbas.” Sobre a participação no projeto, Ferreira disse ainda que o Ministério o apoia, num primeiro momento, apenas institucionalmente, o que imagina deve facilitar o processo de obtenção de verbas, inclusive por meio de empresas estatais.

“A ideia surgiu a partir da dificuldade de se fazer ópera no Brasil hoje”, explicou Neschling. “Há uma enorme tradição brasileira no gênero, mas ela foi se desfazendo, com poucas oportunidades para o público e para os profissionais. Daí o formato de uma companhia fixa, em que técnicos, cenógrafos, cantores, orquestra, maquiadores, iluminadores, enfim, todos sejam contratados e tenham tranquilidade para desenvolver seus trabalhos. E, claro, a ideia é que eles, nas cidades em que visitarmos, possam oferecer oficinas, aulas, seminários, visando a formação de novos profissionais. A proposta não se resume à exibição de uma ópera, queremos criar uma nova dinâmica de produção operística no País”.

Não há ainda uma sede para a companhia – e ministro e maestro falam que já começam a estudar sua criação. “O ideal é ter um espaço onde as montagens possam estrear antes de viajar pelo restante do Brasil. No ano que vem, teremos o Barbeiro mas, para o outro ano, podemos oferecer um novo título, a ser apresentado ao mesmo tempo que o Barbeiro, que iria a cidades ainda não visitadas. Com o tempo, por que não pensar em cinco, seis, sete produções viajando ao mesmo tempo pelo País?”, disse Neschling.

O título escolhido foi O Barbeiro de Sevilha, segundo Neschling, por ser uma ópera de câmara, fácil de viajar. Será criada uma orquestra – a ser comandada por Neschling e maestros convidados como Abel Rocha, Vitor Hugo Toro e Ira Levin – e três elencos serão formados. “Esses artistas vão se dividindo ao longo da temporada. E é importante dizer que não hierarquiza o elenco, o barítono que num dia faz o Figaro no dia seguinte canta Fiorello e por aí vai.” A concepção cênica da ópera, assinada pelo diretor italiano Pier Francesco Maestrini, faz uso de um desenho animado de duas horas e meia em que é narrada a história da ópera. “Os cantores vão interagir com o desenho animado, que será exibido em uma tela especial que permita esse diálogo. O Barbeiro é uma ópera difícil de interpretar, mas fácil de viajar. E essa linguagem de cinema pode ajudar a atrair o público que nunca teve contato com este tipo de espetáculo”, afirmou Neschling.

“O que nos parece particularmente interessante nesse projeto é a constituição de um novo território. Quando se pensa na vida cultural do País, apenas cerca de 20% da população tem acesso a grandes espetáculos. No caso da ópera, a porcentagem é, estou certo, ainda menor. Um projeto como esse, que viaje por todo o País, pode ajudar a criar um território novo para o gênero e, esperamos, dar maior ressonância para ele”.

“ESTAMOS DEVENDO UMA POLÍTICA PÚBLICA PARA O SETOR”, DIZ MINISTRO

MEA CULPA: Entidade privada, a Companhia Brasileira de Ópera recebeu a chancela de apoio do Ministério da Cultura que, segundo o ministro Juca Ferreira, pode eventualmente ajudar o projeto financeiramente. No entanto, perguntado pelo Estado sobre políticas mais amplas que não contemplem apenas um projeto mas o setor de maneira mais completa, o ministro reconheceu a falta de uma política cultural específica para o setor. “Eu posso dizer que ajudamos, por meio da Lei Rouanet, teatros e orquestras de todo o País, além de projetos como de resgate de partituras. Mas temos uma política? Não, estamos devendo. Acredito que é necessário sair de uma visão atomizada, de investimento em determinadas iniciativas, e partir para uma política mais ampla, que tenha como objetivo o estímulo da produção sinfônica e operística em todo o território nacional. É minha percepção, por exemplo, que foi insuficiente a homenagem a Villa-Lobos no aniversário de 50 anos de sua morte. Estamos sim devendo uma política sistemática para o setor.” Em resposta, o maestro John Neschling questionou um papel mais presente do Estado. “Somos nós da sociedade civil e não o ministério que devemos nos organizar e sugerir projetos”, disse. O ministro, no entanto, insistiu em sua argumentação. “O Estado tem sim que criar políticas, tem que pensar em formação de plateias, em possibilidades de estudo para os músicos, em revisão de partituras e assim por diante. Não se trata de ser paternalista, mas também não podemos abrir mão do papel fundamental do Estado.”

11/11/2009 - 21:57h Amor, ódio e traição em I Pagliacci


Obra de Leoncavallo ganha montagem com elenco jovem no Teatro São Pedro

João Luiz Sampaio – O Estado SP


O teatro dentro do teatro. E dentro do teatro. É assim que a diretor Lívia Sabag montou sua versão para I Pagliacci, de Leoncavallo, que estreia hoje no Teatro São Pedro. Uma das mais adoradas óperas do repertório, ela conta a história de uma trupe de palhaços que se apresenta em uma pequena cidade italiana, ao mesmo tempo em que precisa lidar com seus próprios enredos de amor, ciúme e traição. “O ponto central para mim no Pagliacci é a metalinguagem, esse diálogo entre realidade e ficção. O segundo ato é bem interessante, com a trupe se apresentando e a história de traição de Arlequim e Colombina se misturando à traição de Nedda e Silvio. O que fiz foi acrescentar a esse contexto mais um dado de metalinguagem, apresentando a companhia que está interpretando a ópera”, diz Livia.

Por conta dessa proposta, o espetáculo começa com todo o elenco no palco, se preparando para interpretar a ópera. Em seguida, o prólogo, em que um dos palhaços apresenta a trama ao público e lança as bases da mistura de realidade e ficção que marca todo o libreto, assinado pelo próprio Leoncavallo. E, enfim, o início do primeiro ato, quando a trupe chega à cidade e descobrimos que a jovem Nedda, mulher do palhaço Canio, está envolvida com outro homem, Silvio. Resolve fugir com ele, mas seus planos se frustram por conta do ciúme de Tonio que, rejeitado por ela, revela a Canio sua traição. É drama na veia, do começo ao fim, o que se chamou, na história da ópera, de verismo, ou seja, levar ao palco a vida como ela é, ou algo muito parecido com isso.

O espetáculo é construído em cima de detalhes, no cuidado da direção de atores, em especial na cena do espetáculo da trupe, muito bem coreografada – e o excesso de coreografias não seria, talvez, um lembrete a mais para o público de que estamos diante da história de uma trupe que interpreta outra trupe que, por sua vez, encena outro espetáculo? É possível. E funciona. Livia Sabag, no entanto, nome jovem que tem despontado como diretora na cena operística brasileira, ressalta que não quis “empetecar” o espetáculo. “Não procurei nenhum elemento, nenhum preconceito a priori para atrair o público”, diz. “A minha concepção surge da análise cuidadosa da obra, da minha compreensão do sentido da peça – e daí vem a preocupação com a metalinguagem.”

O acompanhamento musical não será feito por uma orquestra. No primeiro ato, um piano; no segundo, o piano mais um pequeno conjunto de câmara, em arranjo da partitura feito pelo compositor Mauricio De Bonis. Da falta de verbas à busca por uma solução inventiva. “Pensamos na música também neste contexto da metalinguagem”, explica o diretor musical Otávio Simões, que rege o espetáculo. “Daí o acompanhamento do conjunto de instrumentistas apenas no segundo ato, quando a trupe, no palco, interpreta a cena da commedia dell”arte.” Ele acredita que a carga emocional do espetáculo se mantém, apesar da falta da orquestra. “É preciso, claro, abrir mão da lembrança daquela orquestra de 70 músicos e ouvir a música de outra perspectiva. Mas a força da ópera se mantém justamente na articulação do texto e da música de Leoncavallo, tão entrelaçados que formam uma coisa só.”

Nesse contexto, claro, sobra para os cantores – são eles, e suas vozes, que precisam dar conta de toda a força da partitura. No ensaio geral, na noite de segunda, o desempenho foi muito bom, não apenas de um veterano, como Sebastião Teixeira, cujo Tonio é o que se espera de um intérprete experimentado vocal e cenicamente. O restante do elenco, composto de novos talentos do canto lírico brasileiro, com destaque para o Canio de Martin Mühle e a Nedda de Manuela Freua, complementa o espetáculo.

Serviço
I Pagliacci. Teatro São Pedro (636 lug.). R. Barra Funda, 171, 3667-0499. Hoje e 6.ª, 20h30; dom., 17 h. R$ 20

11/11/2009 - 19:31h “Mal reggendo…”


Fiorenza Cossotto e Plácido Domingo no dueto do segundo ato da ópera Il Trovatore, de Verdi

10/11/2009 - 19:59h Ah! sì, ben mio, coll’essere

“Ah! sì, ben mio, coll’essere”, ária da ópera il trovatore, de Verdi – Placido Domingo sob regencia de Karajan

09/11/2009 - 19:27h Ore dolci e divine


La Rondine, de Puccini. “Ore dolci e divine” na voz de Angela Gheorghiu

08/11/2009 - 19:49h Bevo al tuo fresco sorriso


Quarteto na ópera La Rondine, de Puccini – Bevo al tuo fresco sorriso – Angela Gheoghiu, Lisette Oropesa, Marius Brenciu e Roberto Alagna

06/11/2009 - 19:38h Depuis le jour


Angela Gheorghiu na ária “Depuis le jour”, da ópera Louise de Charpentier

01/11/2009 - 19:20h Fidelio


Abscheulicher…Komm Hoffnung, de Fidelio, de Beethoven – Christa Ludwig

31/10/2009 - 19:36h Fidelio


Ben Heppner, Karita Mattila, Rene Pape e James Morris – Fidelio, de Beethoven (final do ato II)

28/10/2009 - 19:23h Soave sia il vento


Susan Chilcott (Fiordiligi) e Susan Graham (Dorabella) na ária Soave sia il vento, da ópera Cosi fan tutte, de Mozart


“Soave sia il vento”

Ana Maria Martinez (Fiordiligi)
Sophie Koch (Dorabella)
Sir Thomas Allen (Don Alfonso)

27/10/2009 - 19:34h Cosi Fan tutte


sexteto da ópera Cosi Fan tutte, de Mozart. Susan Chilcott (Fiordiligi) Susan Graham (Dorabella) Simon Keenlyside (Guglielmo) Rainer trost (Ferrando) Erian Jaes (Despina)

25/10/2009 - 19:45h Don Giovanni


Bryn Terfel – Don Giovanni – Madamina, il catalogo e’ questo

19/10/2009 - 19:31h In fernem Land

Lohengrin de Richard Wagner. Tenor Peter Hofmann. Coro e Orquestra de Bayreuth, Woldemar Nelsson.

König Heinrich: Siegfried Vogel
Lohengrin: Peter Hofmann
Elsa: Karan Armstrong
Telramund: Leif Roar
Ortrud: Elizabeth Connel
Heerrufer: Bernd Weikl

18/10/2009 - 22:00h Boa noite

Final da ópera Tannhaüser, de Richard Wagner. Regente: Giuseppe Sinopoli

18/10/2009 - 19:37h Vênus

Gwyneth Jones, Vênus, e Spass Wenkoff – Tannhaüser, de Richard Wagner – Regente: Colin Davis – Bayreuth 1978

17/10/2009 - 22:00h Boa noite

Abertura de Tannhäuser, de Richard Wagner – Regente: Karajan

17/10/2009 - 18:53h A chegada dos convidados à Wartburg

A chegada dos convidados à Wartburg, coro da ópera Tannhaüser de Richard Wagner. Regente: James Levine

16/10/2009 - 18:51h Coro dos peregrinos

Richard Wagner – Coro dos peregrinos da ópera Tannhäuser – Godfrey Reggio, Naqoyqatsi

13/10/2009 - 19:29h Os contos de Hoffmann

Sexteto de vozes do final do segundo ato dos Contos de Hoffman. As principais vozes são Agnes Baltsa, como Giulietta e Placido Domingo, no papel de Hoffmann. Les contes d’Hoffmann é uma ópera de Jacques Offenbach

12/10/2009 - 19:26h Sull’aria


Kiri Te Kanawa e Ileana Cotrubas – “Sull’aria”, do Casamento de Fígaro de Mozart

11/10/2009 - 18:43h Je veux vivre

Diana Damrau canta je veux vivre, ária da ópera Romeu e Julieta, de Gounod