01/05/2008 - 12:28h Balanço de abril

blog_banheiro.jpg

No mês de abril o blog teve uma freqüência média de 1.300 internautas por dia, um pico de 1.786 no dia 8 do mês e 825 em 20 de abril. Em relação ao mês anterior, registrou-se um ligeiro aumento dos leitores do blog.

Acessaram o blog em abril pessoas de 99 países diferentes (menos países que no mês de março), a maioria do Brasil, seguidos de Portugal, Estados-Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Argentina, Itália e Suíça.

No Brasil os leitores do blog estão em 198 cidades (um pequeno aumento em relação a março). os mais numerosos são de São Paulo, seguidos de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Osasco (SP), Curitiba, Porto Alegre, São Caetano (SP) e Campinas. Os menos numerosos são de Itapetininga, São João de Boa Vista, Floriano e Corumbá.

Os comentários têm aumentado muito. Muitos leitores comentam artigos publicados no blog muito tempo atrás. Provavelmente chegam ao blog diretamente na procura de um tema especifico e depois de pesquisar na internet sobre essa temática encontraram este blog.

Um dos artigos com mais comentários reproduzia informações sobre empréstimos para casa própria da Caixa Econômica Federal. Os pedidos de informação especifica, evocados por muitos leitores, não podem encontrar resposta aqui, devem ser feitos diretamente aos organismos responsáveis. Diferentemente de muitos blogs de jornalistas nos grandes portais, eu faço este blog sozinho, sem qualquer ajuda, salvo a colaboração espontânea de alguns leitores que me indicam tal ou qual matéria. Não estou em condição de fazer mais, posso tentar fazer melhor e para isso convido vocês a me transmitir dicas, críticas e conselhos.

Reitero que este blog tem moderador e que não são aceitos comentários injuriosos, caluniadores, homofobicos, antisemitas, xenófobos e racistas. Tenho retirado alguns epítetos de alguns comentários, ou suprimido os que não se enquadram nos critérios do blog.

Para aqueles que gostam acumular adjetivos e agressões, no lugar de idéias, aconselho mudar de endereço para outros horizontes na blogosfera, alguns blogs são abertos a inépcia e a burrice. De vez em quando deixo passar alguns comentários aqui no blog, para mostrar o grau de indigência dos seus autores. Mais os leitores dispostos a debater e se informar não precisam responder aos que só procuram amolar. Ignorar os provocadores e os ignaros é fazer prova de sabedoria. Mas o julgamento é de cada leitor.

Este espaço foi criado para compartilhar leituras e discutir opiniões. Do intercâmbio, da diversidade e da informação, é forjada, penso eu, a opinião de todos nós. Espero que este blog contribua para isso.

LF

11/04/2008 - 03:56h Diadema, 25 anos

Quateirão da saúde em Diadema

JOSÉ DE FILIPPI JÚNIOR e MÁRIO REALI

Nesses 25 anos após a primeira posse do PT, o município passou por uma intensa transformação econômica e social

NÃO É exagero afirmar que, no início da década de 1980, Diadema era sinônimo de exclusão social. A infra-estrutura urbana era praticamente inexistente. Havia um grande problema habitacional e fundiário, resultante do abandono pelo poder público das áreas periféricas que, na época, já abrigavam boa parte da população.
A cidade era o retrato de um modelo econômico imposto pelo regime militar, em que os resultados do “milagre econômico” foram para uma ínfima parcela da sociedade e a perspectiva de trabalho concentrou-se nos grandes centros urbanos, que se expandiram desordenadamente.
Os trabalhadores e suas famílias, além de sofrer a exploração econômica, não tinham acesso a serviços públicos, como saúde, educação, habitação, transporte, segurança.
Porém, no interior dessa sociedade, foi gestada uma reação combinada entre a luta no chão da fábrica e as reivindicações dos movimentos sociais que estavam se organizando nos locais de moradia. Grosso modo, é dessa junção que nasce o Partido dos Trabalhadores (1980), que, em 1982, conquista suas duas primeiras prefeituras: Santa Quitéria, no Maranhão, cujo prefeito saiu da legenda antes do primeiro ano do mandato, e Diadema, onde o PT, de seis eleições disputadas, saiu vitorioso em cinco.
Nesses 25 anos após a primeira posse, o município passou por uma intensa transformação econômica e social. Foi um laboratório de experiências administrativas que definiu o modo petista de governar.
O enfrentamento dos problemas sociais foi e continua sendo por meio da parceria entre o poder público e a população. A participação popular é, sem dúvida, a espinha dorsal das sucessivas administrações petistas.
Na habitação, o município inovou na implementação da infra-estrutura, permitindo que as pessoas permanecessem em seus locais de moradia; e na legislação fundiária, com a criação do instrumento de concessão de direito real de uso e, posteriormente, com as áreas de interesse social para a população de baixa renda.
Dos 207 núcleos (favelas) até então existentes, 161 estão urbanizados, 32 estão recebendo melhorias e 14 estão em processo de urbanização. E, atualmente, 99% das vias do município estão pavimentadas
Os índices de mortalidade infantil caíram de 82,93 por mil nascidos para 12,3 por mil em 2007. A rede de saúde pública foi a que mais recebeu investimentos nesses 25 anos: em 1983, as despesas eram da ordem de R$ 8,2 milhões (atualizados); em 2007, subiram para R$ 160 milhões.
A marca mais recente da administração petista é a sua atuação no combate à violência urbana. No final da década de 1990, a cidade era considerada a mais violenta do Brasil. O quadro, além de afugentar novos investimentos econômicos, representava o caminho da completa desestruturação do tecido social urbano.
A reação começou no início de 2001, com uma série de iniciativas que envolveram a participação direta da sociedade na elaboração dos planos municipais de segurança pública, nas ações integradas das políticas públicas e nas operações conjuntas entre a guarda municipal e as polícias civil e militar. Disso resultaram programas de grande impacto, como o fechamento de bares às 23h e o projeto Adolescente Aprendiz, que busca a inserção social dos jovens na sua comunidade e no mercado de trabalho.
O combate à violência demonstrou para todos a necessidade de valorizar o trabalho a longo prazo, com planejamento e inteligência operacional.
Além de persistência e vontade coletiva para mudar determinada realidade. Sem esses fatores não seria possível alcançar os números atuais. A queda de homicídios em números absolutos foi de 374 (1999) para 80 (2007), uma redução de 78%.
As transformações urbanas e sociais do município, aliadas ao bom momento da economia no país, estão atraindo mais investimentos. Segundo dados de 2007 do Ministério do Trabalho, no saldo de geração de empregos, Diadema ficou em terceiro lugar no grande ABCD e em 16º entre os municípios do Estado de São Paulo.
Em todo esse processo, ocorreu o amadurecimento político dos militantes partidários e da própria população em geral.
De um lado, houve a compreensão de que não se governa para si, muito menos para poucos; de outro, a necessidade de participar para definir os rumos da cidade e, em último caso, da melhoria da vida de cada um.


JOSÉ DE FILIPPI JÚNIOR, 50, engenheiro civil, é prefeito de Diadema (PT) e morador da cidade.
MÁRIO REALI, 50, arquiteto e urbanista, mestre pela USP, é deputado estadual (PT-SP) e morador de Diadema.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

01/04/2008 - 18:56h Balanço

No mês de março o blog teve uma freqüência média de 1.200 internautas por dia, um pico de 2.499 no 14 do mês e 531 no 1 de março. É o primeiro mês completo no IG o que permite fazer uma primeira avaliação. Acessaram o blog em março pessoas de 103 países diferentes, a maioria do Brasil, seguidos de Portugal, Estados-Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Argentina, Itália e Suíça. Tem também da Nigéria, da Serbia, da República Dominicana e do Malí.

No Brasil os leitores do blog estão em 189 cidades. os mais numerosos são de São Paulo, seguidos de Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Osasco (SP), São Caetano (SP), Porto Alegre, Curitiba e Campinas. Os menos numerosos são de Santana de Libramento, Teofilo Otoni, Caninde e Carajas. A todos meu agradecimento e minhas desculpas pelos erros de português, ou por não ter eventualmente correspondido as expectativas.

Um leitor comentou que considerava que eu não era isento, nem imparcial e efetivamente não sou. Procuro ser objetivo, mas não pretendo ser imparcial, na medida em que formulo opiniões a partir de meu ponto de vista político. Procuro, isso sim, o maior apego a verdade, mas ela é subjetiva e por isso mesmo sujeita ao prisma deformador de cada individuo.

Reitero que este blog tem moderador e que não são aceitos comentários injuriosos, caluniadores, homofobicos, antisemitas, xenófobos e racistas. Tenho retirado alguns epítetos de alguns comentários, ou suprimido os que no se enquadram nos critérios do blog.

Para aqueles que gostam acumular adjetivos e agressões, no lugar de idéias, aconselho mudar de endereço para outros horizontes na blogosfera, alguns blogs são abertos a inépcia e a burrice. De vez em quando deixo passar alguns comentários aqui no blog, para mostrar o grau de indigência dos seus autores.

Este espaço foi criado para compartilhar leituras e discutir opiniões. Do intercâmbio, da diversidade e da informação é forjada, penso eu, a opinião das pessoas. Espero que este blog contribua para isso. LF

09/12/2007 - 10:34h Copa 2014: A oportunidade é nossa!



MARTA SUPLICY


Essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização desse evento


FORAM INÚMERAS as manifestações de alegria em todo o país para saudar o fato de que a Copa 2014 é nossa. Certamente há muito que comemorar com a escolha do Brasil, mas temos que ter claro que ganhamos o direito de organizá-la e, portanto, devemos arregaçar as mangas e planejar como o país pode se beneficiar com a janela de oportunidades que se abriu para nós.
Trata-se de um dos maiores eventos esportivos mundiais, que reúne bilhões de espectadores em torno das TVs. Assim, o Brasil poderá povoar as telas e as mentes dos mais diferentes povos em todo o mundo. Teremos, portanto, acesso a algo que hoje nos falta: exposição midiática. Não só os brasileiros vão se ver na TV, mas países que pouco nos conhecem apreciarão nossas paisagens e nossa cultura.
Muitos países tiveram essa oportunidade, principalmente após a década de 70, quando as transmissões televisivas se difundiram. Porém, nenhum deles tem tamanha identificação com o futebol como o Brasil. Nos 57 anos que separam o anúncio da Fifa de 1950, quando sediamos a Copa pela primeira vez, nos tornamos o principal exportador de talentos e o país cuja seleção conquistou mais títulos em Copas do Mundo. Isso nos distingue e faz do fato de estarmos à frente da organização do evento um forte atrativo para a indústria esportiva.
Mas não é só isso. As grandes competições do calendário mundial -entre elas, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos- carregam a capacidade de reestruturar a paisagem urbana dos países-sede. Podemos, com isso, projetar nossos sonhos de cidade e torná-los concretos.
Para receber as Olimpíadas, a China está investindo US$ 34 bilhões em infra-estrutura, além de construir 37 novas arenas esportivas e um plano de promoção da imagem do país. Pequim, a cidade-sede dos Jogos Olímpicos, terá mais seis linhas de metrô e a reformulação de seus principais aeroportos. Portanto, esse tipo de evento concentra, em curto espaço de tempo, enorme quantidade de investimentos públicos e privados que, caso atendam um plano bem delineado, deixarão um legado para a qualidade de vida de todos os brasileiros.
O Ministério do Turismo já começou seu planejamento. Havíamos encomendado à FGV (Fundação Getúlio Vargas) um estudo sobre a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento turístico do país, com o objetivo de alcançar um nível internacional em 65 destinos prioritários até 2010. Dentre esses destinos, estão incluídas as 18 cidades que pleiteiam ser sede da Copa. Esse estudo detalhado avaliará a estrutura urbana, a rede hoteleira disponível, a necessidade de qualificação dos futuros trabalhadores e, principalmente, a sustentabilidade ambiental e social desse projeto.
De posse dos resultados, reformularemos o Plano Nacional do Turismo de forma a concentrar nossas ações e investimentos para que, no período 2008-2014, todas as lacunas identificadas sejam preenchidas. O objetivo desses passos que estamos planejando é o de transformar o turismo em um dos maiores setores empregadores e geradores de renda, tornando-o compatível com as potencialidades que o país apresenta.
Hoje, o turismo possui uma participação no PIB brasileiro de 2,6%. Apesar dos avanços alcançados pelo setor no governo Lula, ainda existe um vasto espaço a ser ocupado e, sobretudo, temos a nossa disposição a oportunidade de darmos um salto gigantesco.
Os benefícios econômicos de abrigar grandes eventos como a Copa são inegáveis. Para ter uma idéia, basta lembrar da explosão de desenvolvimento vivenciada pela Espanha após sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, em Barcelona.
Portanto, mesmo com boa parte da infra-estrutura urbana necessária para a Copa já estar prevista no PAC, devemos nos debruçar sobre o planejamento e produzir um cronograma meticuloso, que envolva o esforço de vários ministérios e seja transparente para que a imprensa e a população possam acompanhar cada passo da execução sem sobressaltos.
Devemos ter claro que demonstrar nossa competência nos colocará em boa situação para disputar e oxalá realizar as Olimpíadas de 2016, cuja sede será escolhida em 2009.
Enfim, essa é a estratégia que estamos seguindo para uma Copa vitoriosa, ao menos para quem deve cuidar da organização e do legado desse evento para o país, porque, no futebol, vencer será uma missão para os técnicos e os jogadores que devem suar a camisa. De resto, mãos à obra!


MARTA SUPLICY, 62, é ministra do Turismo. Foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004).