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	<title>Blog do Favre &#187; oposição</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Ardua tarefa</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.
O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.
Enquanto a política do governo federal mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.</p>
<p>O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.</p>
<p>Enquanto a política do governo federal mostra resultados extremadamente positivos em matéria de enfrentamento a crise, preservação do emprego e do crescimento das empresas; resultados reforçados pelo impacto dos programas sociais e do reconhecimento das organizações e da mídia mundial; a oposição mostra uma ausência total de programa, de propostas e  uma divisão interna, agravada pelos resultados medíocres das suas duas principais administrações, estadual e municipal de São Paulo.</p>
<p>Após um ano de paralisia no plano municipal, marcado pelo crescimento da sujeira, irregularidades em diversas licitações, aumento dos seus próprios salários e da carga tributária da cidade, trânsito caótico e transporte público sem investimento, a administração demo-tucana sob a batuta de Kassab enfrenta um descontentamento crescente de sua própria base eleitoral na classe média. O quanto este desgaste influencia as intenções de voto em seu padrinho e mentor, José Serra, não está claro ainda.</p>
<p>Como não está claro o efeito nas pesquisas das obras eleitoreiras apresadas de Serra, que atrapalham a vida dos eleitores, dos pedágios multiplicados e aumentados e do desabamento recente no Rodoanel.</p>
<p>Os intensos investimentos em publicidade e propaganda tanto de Serra, como de Kassab, não parecem surtir o efeito desejado, mesmo quando as empresas estaduais fazem propaganda em outros Estados para tentar alavancar a candidatura do governador paulista.</p>
<p>Acontece que nesta fase da disputa política os efeitos do marketing pesam bem menos que em período eleitoral, prevalecendo, na minha opinião, a apreciação geral que a população faz de sua própria situação e de suas perspectivas imediatas. Isto favorece sem dúvida o campo do governo Lula e é nitidamente desfavoravel a oposição demo-tucana.</p>
<p>Como todos os indicadores anunciam um 2010 bem melhor em matéria de emprego, renda e a economia em geral, a oposição dificilmente encontrará um terreno mais propício para se apresentar como alternativa a candidatura governamental.</p>
<p>Por isso ela aposta cada vez mais na idéia do que poderíamos definir como &#8220;estelionato eleitoral&#8221;. Utilizar a notoriedade de seu candidato para apresentá-lo como continuador da política de Lula, ocultando sua oposição aos programas sociais do governo, a sua política econômica, a sua defesa do Estado. Ou seja, tentar apresentar Serra como &#8220;garante&#8221; do Bolsa-família (já não mais bolsa-esmola); defensor do Estado no pré-sal e adversário de privatizações em geral (já não mais venda da Cesp e nem uma palavra sobre a Petrosal).</p>
<p>Um setor da mídia, FHC e uma parte dos eleitores demo-tucanos consideram errada essa estratégia. Isto ficou claro na intervenção pública de FHC sobre o &#8220;autoritarismo populista&#8221;, na posição assumida por Merval Pereira da Globo ou nos editoriais do Estadão. Eles defendem um posicionamento oposicionista claro, identificado com o programa neoliberal próprio dos tucanos, o que hoje implica ir contra a corrente da maioria do eleitorado.</p>
<p>Aécio Neves rejeita abertamente essa postura o que deixou pouco espaço para José Serra utilizar seu trololó de suposto candidato de esquerda. Ou seja ficou mudo.</p>
<p>Cada vez mais sua candidatura depende de combinar o &#8220;estelionato eleitoral&#8221;, com um apóio aberto e direto de Aécio aceitando ser vice na chapa de Serra. Poderiam assim combinar uma campanha misturando o &#8220;posLula&#8221; de Aécio, com um &#8220;posFHC&#8221; do próprio Serra. Esperando que o povo engula um candidato de direita embrulhado de progressista. Descontando o apóio da mídia para construir a biografia de um e desconstruir a de Dilma, a candidata de Lula.</p>
<p>Árdua tarefa tem Serra pela frente.</p>
<p>LF</p>
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		<title>A cara, do Cara</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dilma, a cara do Lula

A oposição não tem proposta, não tem programa e está sem rumo. Setores da mídia estão apavorados por não encontrar na oposição defensores aguerridos de combate ao governo Lula. 
O melhor resumo do desamparo que expressa, entre outros, a coluna de Celso Ming no Estadão de hoje (ver a seguir) foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/03/25/25_MHG_Lula_Dilma.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/03/25/25_MHG_Lula_Dilma.jpg" width="521" height="333" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Dilma, a cara do Lula</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p><em>A oposição não tem proposta, não tem programa e está sem rumo. Setores da mídia estão apavorados por não encontrar na oposição defensores aguerridos de combate ao governo Lula. </em></p>
<p><em>O melhor resumo do desamparo que expressa, entre outros, a coluna de Celso Ming no <strong>Estadão</strong> de hoje (ver a seguir) foi dado ontem, na entrevista do marketeiro tucano Gonzáles. Respondendo a pergunta do <strong>VALOR</strong>: &#8220;O senhor aposta numa campanha pela biografia, mas não acha que o governo vai se pautar por temas como Bolsa Família, crédito popular, valorização do salário mínimo?&#8221; A resposta do publicitário tucano foi &#8220;Mas para cuidar disso aí você prefere esse cara aqui ou essa mulher [Dilma] que ninguém conhece?&#8221;. Ou seja, Serra seria o igual do Lula.</em></p>
<p><em>Acontece que o estelionato eleitoral consistente em pretender ser uma coisa durante a campanha eleitoral e depois executar outra, a exemplo do realizado na Prefeitura de São Paulo pela dupla Serra-Kassab, encontra cada vez mais dificuldades. Uma delas é que emperra a implementação plena da política conservadora e privatizante defendida por setores importantes da mídia e do empresariado, porque o &#8220;estelionatário&#8221; tem que manobrar para apagar as promessas eleitorais e dar livre curso ao seu &#8220;programa&#8221;, para não chocar violentamente os eleitores.</em></p>
<p><em>No fundo, o que certos jornais reclamam é que não exista uma força assumidamente de direita, o que se compreende pois nem José Serra, nem os demo-tucanos, têm vocação para o ostracismo. </em></p>
<p><em>Em um certo sentido a grande vitória de Lula é essa: para se eleger, a oposição tem que pretender que sua cara é a do &#8220;sapo barbudo&#8221;. </em></p>
<p><em>Caberá aos partidos da base do governo mostrar a cara do conquistado pelo povo nos 8 anos extraordinários que o Brasil vive, ou seja a cara, do cara, para tirar a mascara do travestimento demo-tucano e mostrar o verdadeiro rosto do conservadorismo reacionário. LF</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14699 aligncenter" title="Lula_boneco_tucano" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lula_boneco_tucano.jpg" alt="Lula_boneco_tucano" width="555" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Procura-se a oposição</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">CELSO MING &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Está difícil de encontrar a oposição no Brasil.</p>
<p>Isso não acontece apenas porque a política econômica colocada em prática pelo governo Lula pouco mudou em relação à do governo anterior. A oposição está sumida porque não consegue ter alguma opinião consistente sobre o que é realmente relevante na economia e também na política.</p>
<p>Tome-se um dos temas mais importantes para o futuro do País, que é o marco regulatório do pré-sal. O governo levou mais de um ano para definir um modelo e encaminhou ao Congresso alguns projetos de lei que, para o bem e para o mal, mudam muita coisa.</p>
<p>Durante esse meio tempo, a oposição não se preparou, não discutiu, não formou opinião. E agora se comporta passivamente diante das propostas. Não foi até aqui capaz de propor nada de substancialmente novo e parece conformada com o sistema de partilha, com a criação de uma nova estatal para administrar a renda proveniente do pré-sal e com o papel que será confiado à Petrobrás no desenvolvimento e na exploração dos novos campos.</p>
<p>Entre as 258 emendas aos projetos do governo encaminhadas pelos parlamentares, nenhuma questiona de maneira relevante nem melhora efetivamente o que está proposto. As poucas críticas que pipocaram na imprensa pareceram irrelevantes e vêm sendo facilmente rebatidas pela Petrobrás ou pelas autoridades da área no governo.</p>
<p>Em outra matéria importante, a da reforma política, a oposição vinha balbuciando propostas a respeito da adoção do sistema de financiamento público de campanha, do voto distrital e do novo tratamento a ser dado à questão da fidelidade partidária. Mas discussões sobre o tema morrem nas vacilações e na pouca convicção de que é preciso mudar o sistema em vigor.</p>
<p>Outro assunto de grande relevância é a questão ambiental, que será objeto da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15), a ser realizada dentro de dois meses em Copenhague, na Dinamarca.</p>
<p>Embora também vacile nesses temas e pouco tenha a propor, o governo até que vem buscando algumas posições a serem defendidas na Conferência. Mas a oposição está completamente parada; parece incapaz de sugerir e incapaz de confrontar eventuais fragilidades da posição do governo.</p>
<p>Lá de vez em quando alguém do PSDB ou do DEM faz um pronunciamento contra o processo de aparelhamento do Estado pelo PT e por outros partidos da base do governo. Mas não se vê nenhum plano de ação, nenhuma consistência de proposta para acabar com a apropriação do patrimônio público.</p>
<p>E não é coisa diferente disso que se pode dizer a respeito dos demais projetos de reforma: Reforma da Previdência, Reforma Tributária, Reforma Trabalhista. Todas essas iniciativas de outrora dormem em alguma gaveta de Brasília.</p>
<p>Paradoxalmente, a oposição parece hoje em melhores condições de eleger o futuro Presidente da República. No entanto, não se tem a menor ideia das bandeiras que submeterá ao crivo do eleitor. Isso acontece provavelmente porque ela não tem bandeiras diferentes das de tudo o que está aí. E não as tem não porque elas não existam, mas porque seus líderes não pensaram, não discutiram, não formaram posição sobre nada de importante.</p>
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		<title>A oposição não deseja que os cidadãos saibam o que ela propõe para o pré-sal</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 21:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A campanha de alguns setores da mídia e da oposição, contra os projetos para o pré-sal, ganham corpo. Eliane Cantanhêde, por exemplo, disse que &#8220;o pré-sal é um projeto para muito longo prazo. Lá para 2020 é que ele vai começar a produzir efeitos práticos. Até lá, é discurso.&#8221;
Na mesma direção vão os parlamentares demo-tucanos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A campanha de alguns setores da mídia e da oposição, contra os projetos para o pré-sal, ganham corpo. Eliane Cantanhêde, por exemplo, disse que &#8220;o pré-sal é um projeto para muito longo prazo. Lá para 2020 é que ele vai começar a produzir efeitos práticos. Até lá, é discurso.&#8221;</p>
<p>Na mesma direção vão os parlamentares demo-tucanos que desejam que a decisão fique para 2011.</p>
<p>É bom lembrar que desde a descoberta do pré-sal ficaram suspensos os leilões e concessões para a exploração dessas descobertas e sem o novo marco regulatorio a exploração dos poços ficará aguardando uma definição. Ou seja, contrariamente a afirmação opositora, adiar as votações até 2011 e adiar a produção do petróleo por tempo equivalente.</p>
<p>Os investimentos previos a exploração do pré-sal seriam também adiados, tudo ficaria parado durante dois anos.</p>
<p>Por qual motivo?</p>
<p>Evidente, para sonegar ao país uma discusão e uma decisão sobre este assunto crucial, com o intuíto de deixar as mãos livres ao próximo governo, esperando que ele corresponda ao desejo dos mesmos que falam em adiar as coisas, ou seja um governo da oposição.</p>
<p>Acontece que o presidente Lula foi eleito para governar até 31 de dezembro de 2010, assim como os atuais deputados e senadores.</p>
<p>Pretende-se que os eleitos abandonem suas responsabilidades sobre este assunto durante um ano e méio?</p>
<p>Pior, aparentemente a oposição não quer assumir uma posição que possa ser cobrada eleitoralmente em 2010. Qual seria essa posição? Porque o país deveria ir às urnas sem nenhum esclarecimento sobre o que será feito com o pré-sal? Os demo-tucanos querem um cheque em branco para poder livrar-se de um compromisso público sobre o assunto?</p>
<p>A verdade, que alguns jornalistas e a oposição desejam ocultar, é cristalina. Até o final do primeiro semestre de 2010 terão que votar e os eleitores ficarão sabendo como são defendidos os interesses do Brasil neste debate crucial.</p>
<p>Até o momento de votar &#8220;é discurso&#8221;, depois é lei. Qual será o discurso demo-tucano para votar contra? Qual será a proposta?</p>
<p>Eles querem &#8220;tempo&#8221; para não ter que dizer o que eles querem e possam ser cobrados por isso?</p>
<p>Onde fica o debate democratico se fôr sonegada a discusão desta questão central? LF</p>
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		<title>Mantega diz que oposição foi irresponsável ao falar em bloqueio da poupança</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 12:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que parte da oposição foi irresponsável ao espalhar boatos sobre um possível bloqueio na caderneta de poupança como parte das alterações previstas para essa aplicação e para os fundos de investimento, anunciadas pelo governo federal na semana passada.
Mantega falou sobre o assunto durante a gravação [...]]]></description>
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<p><!--TEXTO--></p>
<div id="articleBy"></div>
<div style="background-color: #ffff99" id="articleBy">da <strong>Folha Online</strong></div>
<div id="articleBy"></div>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que parte da oposição foi irresponsável ao espalhar boatos sobre um possível bloqueio na caderneta de poupança como parte das alterações previstas para essa aplicação e para os fundos de investimento, anunciadas pelo governo federal na semana passada.</p>
<p>Mantega falou sobre o assunto durante a gravação do programa &#8220;É Notícia&#8221; deste domingo (17), exibido pela RedeTV! e apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da <strong>Folha</strong> e colunista da <strong>Folha Online</strong>. Veja o trecho abaixo.</p>
<p class="uolVideoPlayer">&nbsp;</p>
<div class="player">
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="player" width="457" height="368" align="middle"><param name="id" value="player" /><param name="width" value="457" /><param name="height" value="368" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223971&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="player" width="457" height="368" align="middle" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223971&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false"></embed></object></div>
</div>
<p>Já no segundo bloco, o ministro fala sobre a mudança contábil recente da Petrobrás, que gerou uma economia de cerca de R$ 1,5 bilhão. Mantega diz que a medida foi &#8220;puramente administrativa&#8221; e que a Receita Federal não censurou de forma alguma a decisão da estatal.</p>
<p class="uolVideoPlayer">&nbsp;</p>
<div class="player">
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="player" width="457" height="368" align="middle"><param name="id" value="player" /><param name="width" value="457" /><param name="height" value="368" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223952&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="player" width="457" height="368" align="middle" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223952&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false"></embed></object></div>
</div>
<p>Em dos momentos mais descontraídos da entrevista, Mantega falou sobre o artigo que escreveu no livro &#8220;Sexo e Poder&#8221;, lançado nos anos 70 em plena ditadura militar.</p>
<p class="uolVideoPlayer">&nbsp;</p>
<div class="player">
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="player" width="457" height="368" align="middle"><param name="id" value="player" /><param name="width" value="457" /><param name="height" value="368" /><param name="align" value="middle" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223966&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="player" width="457" height="368" align="middle" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=223966&amp;start_loading=false&amp;start_paused=true&amp;embed=false"></embed></object></div>
</div>
<p>O programa &#8220;É Notícia&#8221; vai ar aos domingos, à meia-noite. Veja a íntegra da entrevista no <a href="http://www.redetv.com.br/enoticia/" target="_blank">site da RedeTV!</a>.</p>
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		<item>
		<title>Para Lula, oposição mente ao comparar mudança na poupança com confisco</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/para-lula-oposicao-mente-ao-comparar-mudanca-na-poupanca-com-confisco/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 12:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[World Travel and Turism Council]]></category>
		<category><![CDATA[WTTC]]></category>

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		<description><![CDATA[ Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis &#8211; VALOR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem, após participar da cerimônia de abertura do World Travel and Turism Council (WTTC), em Florianópolis, que a oposição mentiu quando comparou a alteração na poupança com o confisco feito pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo.
&#8220;No fundo, no fundo, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_tUkHHCyk8_k/RvP9ZWAFfZI/AAAAAAAABTg/SgvXU6Nk95w/s400/arvore+de+dinheiro.gif" alt="http://4.bp.blogspot.com/_tUkHHCyk8_k/RvP9ZWAFfZI/AAAAAAAABTg/SgvXU6Nk95w/s400/arvore+de+dinheiro.gif" align="left" />O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem, após participar da cerimônia de abertura do World Travel and Turism Council (WTTC), em Florianópolis, que a oposição mentiu quando comparou a alteração na poupança com o confisco feito pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo.</p>
<p>&#8220;No fundo, no fundo, o que eles queriam que era nós fizéssemos o que foi feito no passado. Como garantimos os poupadores brasileiros, eu acho que eles não sabem o que fazer. Tenho pena de um país que tem uma oposição que perdeu o discurso e começa a falar em coisas que nem eles acreditam.&#8221;</p>
<p>O presidente também destacou que &#8220;essa parte da oposição que critica estava com o Collor em 89. &#8220;Não podemos permitir que ela (a poupança) vire um fundo de investimento. Até outro dia todo mundo estava reivindicando que era preciso reduzir a Selic. Na medida em que a Selic cai, não podemos permitir que pessoas que tenham R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões fiquem colocando na poupança. Queremos que invistam em setor produtivo, porque queremos desenvolver a economia&#8221;, disse Lula.</p>
<p>Em discurso para os participantes do evento, na grande maioria investidores do setor hoteleiro e aéreo, Lula tratou do turismo e questionou o que o país poderia oferecer para atrair investimentos. E ele mesmo respondeu que não se trata de oferecer facilidades. &#8220;Não é não cobrar tributo ou dar terreno de graça. Temos que dar certeza de serviço de qualidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Possivelmente tenhamos o maior potencial que um país no mundo tem&#8221;, citando que há poder aquisitivo &#8220;razoável, não depende de ninguém para que se transforme em uma grande nação, há novos investimentos em infraestrutura e belezas naturais. &#8220;Brasil não é o melhor país do mundo, mas também não é o pior&#8221;, afirmou o presidente..</p>
<p>O presidente disse que trabalha em um projeto com os governadores para desenvolver uma aviação regional, porque há poucos voos fora de capitais e também na América do Sul. &#8220;A nossa aviação regional já foi infinitamente melhor do que é hoje.&#8221;. Segundo o presidente, é preciso que os presidentes dos países da América do Sul criem condições e até &#8220;subsidiem&#8221; a criação de linhas aéreas, que no início, podem até ser deficitárias.</p>
<p>Para o presidente, &#8220;o Brasil não trata mais o turismo como discurso de campanha eleitoral ou porque é bonito falar de turismo. Entendemos que o turismo é uma indústria extraordinária para desenvolvimento econômico, cultural e para distribuição de renda e geração de emprego&#8221;. Criticou seus antecessores, ao dizer que criou uma pasta específica para a área e lembrou que nos anos 40 o turismo estava no Ministério da Agricultura, depois foi para a Indústria e Comércio e depois para o Ministério do Esporte. &#8220;O turismo brasileiro nunca tinha sido tratado a sério&#8221;.</p>
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		<title>A política e o Banco do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 12:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Celso Ming, O Estado SP
celso.ming@grupoestado.com.br
A demissão do presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, apenas por ele não ter cumprido a contento a determinação do acionista majoritário (o Tesouro Nacional) de derrubar os juros e o spread, encerra um punhado de equívocos. (Spread é a diferença entre o que o banco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.arenabiz.com.br/images/celso_ming/main.jpg" alt="http://www.arenabiz.com.br/images/celso_ming/main.jpg" align="left" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Celso Ming, O Estado SP</p>
<p>celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p>A demissão do presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, apenas por ele não ter cumprido a contento a determinação do acionista majoritário (o Tesouro Nacional) de derrubar os juros e o spread, encerra um punhado de equívocos. (Spread é a diferença entre o que o banco paga e o que cobra pelos recursos com que trabalha.)</p>
<p>O primeiro desses equívocos está em imaginar que, se o Banco do Brasil passar a praticar juros e spread substancialmente mais baixos, levará o mercado automaticamente a operar também a juros e spreads mais baixos. O Banco do Brasil não tem toda essa força. É, de fato, um bancão com boa densidade financeira, mas não detém mais do que 17,1% do mercado interno de crédito.</p>
<p>O segundo equívoco é o de imaginar que basta querer para poder. Juros e spreads altos são velhos de guerra no Brasil. Estão lá em cima por muitas razões bem conhecidas e outras menos conhecidas. Não vai ser apenas um ato de vontade política que será capaz de endireitar um pepino torto de nascença.</p>
<p>A derrubada do spread implica outras providências: queda do empréstimo compulsório a que estão submetidos os bancos, redução de impostos e taxas, compressão dos custos operacionais das instituições financeiras e baixa da inadimplência. (Veja no gráfico a composição do spread.) Ainda que a nova direção determine uma redução artificial dos juros e do spread, dia virá em que o Banco do Brasil não conseguirá mais enfrentar a parada sozinho.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/a-politica-e-o-banco-do-brasil/10633/" rel="attachment wp-att-10633" title="spread.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/spread.jpg" alt="spread.jpg" /></a></p>
<p>Um grande número de observadores argumentou que, por ser sociedade de economia mista, o Banco do Brasil teria de se ater ferreamente a uma administração técnica e que seus critérios de governança não poderiam estar submetidos a uma política de governo.</p>
<p>Mas um banco oficial tem, sim, certas funções políticas. Uma delas é mesmo a de ajudar o governo na quebra do oligopólio bancário existente no Brasil. É mais ou menos a função de uma empresa estatal de transporte público (caso da antiga CMTC em São Paulo), que tem por obrigação atuar de forma a facilitar o bom funcionamento das concessionárias privadas.</p>
<p>O erro aí não está em impedir que um banco público tenha uma governança racional. Está em deixar que seus resultados e seu balanço patrimonial se deteriorem por estar executando uma política que, em princípio, provoca prejuízos à instituição. As autoridades podem entender que o Banco do Brasil deva distribuir créditos subsidiados ou a juros favorecidos porque essa prática pode ser essencial para o cumprimento de determinado objetivo de governo. Mas, nesse caso, não podem deixar que a hemorragia leve o banco ao colapso; têm de prover a instituição com os recursos públicos previstos em orçamento em volume tal que &#8220;indenizem&#8221; o banco pelos custos ou pela perda de rentabilidade que decorram dessa política.</p>
<p>Falta examinar a reação da oposição à determinação do governo de substituir o presidente do Banco do Brasil. Foi um vexame atroz. Tão logo se espalhou a informação, saiu a atacar o governo por indícios de corrupção e desvios de recursos sem que, em nenhum momento, isso tenha sido a razão principal, ou mesmo algo significativo no episódio. Enfim, essa é a qualidade da oposição que temos por aqui.</p>
<p><em>Leia a integra da coluna de Celso Ming no jornal O Estado SP</em></p>
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		<title>Datafolha: uma marolinha na abrumadora aprovação ao governo Lula</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 12:43:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Em relação a este último ponto, intenção de voto, fico com a opinião do Diretor do Datafolha: &#8220;Dilma é a única que sobe. O crescimento dela é contínuo desde março de 2008. A medida que vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Folha</strong> publica hoje uma nova pesquisa <strong>Datafolha</strong> de avaliação do governo Lula e de intenção de votos para 2010.</p>
<p>Em relação a este último ponto, intenção de voto, fico com a opinião do Diretor do <strong>Datafolha</strong>: <em>&#8220;Dilma é a única que sobe. O crescimento dela é contínuo desde março de 2008. A medida que vai se tornando mais conhecida e associada como candidata do presidente a tendência é que cresça.&#8221;</em> (citado pela<strong> Folha</strong>, pag. A7).</p>
<p>A pesquisa mostra que Lula é aprovado pela maioria absoluta da população em todos os segmentos. Permanece inalterado o percentual dos que consideram seu governo ruim ou pessimo (são 8%). Já os que consideram o governo Lula ótimo e bom são 65%, tendo diminuído em relação a pesquisa anterior em 5 pontos, os quais aumentaram a faixa dos que avaliam o governo como regular (a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para + ou -).</p>
<p>Normal que isto aconteça em momentos em que o Brasil passa por um aperto gerado pela crise internacional, com impacto no emprego e na situação da indústria, particularmente o setor exportador.</p>
<p>Como curiosidade da pesquisa, a concordança da metade dos brasileiros (quase a mesma taxa que na pesquisa anterior) com a frase do presidente Lula <em>&#8220;o Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno&#8221;</em>. Ou seja continua a percepção que a crise econômica mundial, que tal um tsunami arrasou com as principais economias do mundo, no Brasil comparativamente sera uma marolinha, exigindo talvez um aperto <em>&#8220;muito pequeno&#8221;</em> (entende-se comparativamente).</p>
<p>A curiosidade é que a força da propaganda contra outra frase de Lula -a da marolhinha- e que substancialmente disse o mesmo que a anterior, viu despencar a porcentagem dos que com ela concordam e aumentar de 11 pontos os que dela discordam. Curioso mas não surpreendente, pois a frase sobre a marolinha pronunciada quando a crise estava ainda cincunscrita aos países ricos, foi objeto de críticas, sarcasmo e campanhas televisivas negativas, já a outra frase não.</p>
<p>A verdadeira questão, em relação as eleições de 2010, não é se a crise acabará provocando um<em> &#8220;aperto pequeno ou grande&#8221;</em>. A questão é qual será a percepção da população sobre a ação do governo para enfrentar as consequências da crise. Evidentemente qualquer &#8220;aperto&#8221;, com impacto no emprego e renda, desgasta o governante. Isto é válido para Lula, mas também para José Serra ou Kassab. O que a população julgará, pois ela sabe que a crise não é resultado da situação da economia brasileira como era na época de FHC; é como e em defesa de quais interesses os governantes procederão ao &#8220;aperto&#8221;.</p>
<p>Neste quesito, por enquanto, o governo Lula tem mostrado que age com acerto para preservar os interesses da nação como um todo, incluindo empresários e trabalhadores, na procura de limitar o impacto da crise. Mesmo assim, tem diminuído à aprovação a atuação do governo no combate aos efeitos da crise (passou de 49% a 43%).</p>
<p>Por parte da oposição, mesmo com a benevolência de grande parte da mídia, não se percebe nenhuma ideia (nem para enfrentar tsunami ou marolinha). O encefalograma dos demo-tucanos não registra qualquer sinal vital, e suas principais vitrines -o Estado de São Paulo e sua capital- não parecem exemplos à favorecer seus titulares, Serra e Kassab. Seguramente o <strong>Datafolha</strong> avaliará proximamente a situação destas vitrines.</p>
<p>Não deixa de ser um extraordinário reconhecimento para o presidente Lula o infográfico da <strong>Folha</strong> comparando seus resultados na pesquisa, após 7 anos de governo, com os do Barack Obama, recem eleito: o mesmo percentual de ótimo e bom para ambos.</p>
<p>Luis Favre</p>
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		<title>Teste de QI e a rasteira no eleitor</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 14:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Ficar conhecido como alguém que combate o fisiologismo é uma coisa boa. Você ganha o direito de cuidar dos seus próprios interesses fisiológicos sem ser incomodado
Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense
alonfeuerwerker.df@diariosassociados.com.br
A brigalhada pelo comando dos fundos de pensão faz lembrar uma história que conheço há mais de 30 anos. Uma piada de centro acadêmico. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="4">Ficar conhecido como alguém que combate o fisiologismo é uma coisa boa. Você ganha o direito de cuidar dos seus próprios interesses fisiológicos sem ser incomodado</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense</p>
<p>alonfeuerwerker.df@diariosassociados.com.br</p>
<p>A brigalhada pelo comando dos fundos de pensão faz lembrar uma história que conheço há mais de 30 anos. Uma piada de centro acadêmico. E nem é tão piada assim. Dois líderes de facções adversárias conversam para tentar montar uma chapa de consenso na entidade. Estão num impasse. Quem terá a maioria? Um dos chefes políticos traz a ideia. “40% para vocês, 40% para nós e o resto para os independentes.” O outro sorri. “Ótimo. A gente interrompe a conversa agora e voltamos a falar amanhã de manhã. Eu trago a lista dos meus independentes e você traz a dos seus.”</p>
<p>Minhas homenagens ao eterno Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, escola insubstituível de política e jornalismo. Toda vez que leio em algum lugar sobre a necessidade de “não ceder às pressões dos partidos” e de “preencher com técnicos” as vagas que dependem de indicação arbitrária do poder eu me recordo da historinha e ajusto o ceticismo um grau acima. Para o meu juízo de observador (crítico?) dos fatos, sempre que alguém comparece à imprensa argumentando que determinada posição estatal deve estar blindada contra indicações políticas eu desconfio de que o sujeito deseja mesmo é defender as suas próprias indicações políticas — e naturalmente resistir à ocupação de espaços pelos adversários. Modéstia à parte, a taxa de acerto nessas análises tem ficado perto dos 100%. Não por eu ser particularmente esperto. Talvez por ter tido a oportunidade de um dia montar uma chapa de centro acadêmico.</p>
<p>Uma arte na luta política é apresentar objetivos partidários (de uma parte) como a expressão do interesse geral. Daí que os meus apaniguados sejam sempre “técnicos” e “competentes”. Já os seus, se você estiver na rinha comigo, são necessariamente “políticos” e comprometidos com o “fisiologismo”. Entre nós brasileiros, aliás, ficar conhecido como alguém que combate o fisiologismo é uma coisa muito boa. Você ganha o direito de cuidar dos seus próprios interesses fisiológicos sem ser incomodado.</p>
<p>Viu gente brigando por causa de um cargo qualquer no governo? Faça o teste de “QI” (quem indica). Com essa medida simples, você evita cair em conversas que só enganam os ingênuos.</p>
<p>Eles de novo<br />
Por falar em explorar a ingenuidade alheia, o governo planeja relançar o debate sobre a reforma política. A probabilidade de ela avançar não é grande, mas convém estar alerta. Como aprendi com o meu bom amigo Fernando Rodrigues, toda vez que a turma se move para mudar o sistema político há uma chance enorme de a mudança ser para pior.</p>
<p>Agora não é diferente. A proposta do governo para a reforma é uma estrovenga com a finalidade de limitar ainda mais o poder e o controle do eleitor sobre os políticos. Se ela passar tal como foi articulada no Palácio do Planalto, as cúpulas partidárias é que vão definir quem será eleito para o Legislativo (federal, estadual ou municipal) e o partido do governo terá sempre mais dinheiro do que a oposição para fazer campanha eleitoral. E se o detentor de mandato não estiver de acordo que o seu voto seja negociado com o Executivo pelos caciques partidários pode perder a legenda na eleição seguinte.</p>
<p>Sobre a reforma política, uma curiosidade. O sistema defendido pelo PT, de lista fechada (com financiamento exclusivamente público) e cláusula de barreira, é vendido no mercado das ideias como a solução contra a dispersão partidária. Pois em Israel o voto é em lista fechada nacional e existe uma cláusula de barreira. O eleitor vota no partido e a legenda que não obtém um mínimo de votos fica fora do Knesset (Parlamento). E o principal problema do sistema israelense é justamente a dispersão partidária.</p>
<p>Por uma razão simples. Lá, como aqui, o eleitor tem preferido espalhar o voto por um número maior de legendas do que seria do agrado dos candidatos a monopolizar a política. Dos bem-pensantes. E ali, do mesmo jeito que aqui, ainda não encontraram um modo de obrigar o eleitor a votar de uma maneira mais conveniente aos bem relacionados. Por isso persiste, e se agrava, a dispersão. O que impõe complicadas negociações para formar um governo, dado que o sistema é parlamentarista. Pelo menos isso, o parlamentarismo, parece que desta vez aqui não vão querer propor. Parece.</p>
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		<title>O Jarbas hoje é mais PSDB que PMDB, diz Sarney</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ruy Baron/Valor

Pela primeira vez, Sarney responde às críticas feitas por Jarbas Vasconcelos: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;

PT e PSDB disputam apoio do PMDB, mas querem o partido fraco, diz Sarney
Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma que a pecha de corrupto colada ao seu partido resulta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font size="2"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_credito"><font size="1">Ruy Baron/Valor</font></div>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002207/imagens/foto02pol-sdarney-a16.jpg" /></p>
<div class="descricao_foto_legenda">Pela primeira vez, Sarney responde às críticas feitas por Jarbas Vasconcelos: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;</div>
<p></span></em></font></div>
<p><font size="5">PT e PSDB disputam apoio do PMDB, mas querem o partido fraco, diz Sarney</font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma que a pecha de corrupto colada ao seu partido resulta de uma &#8220;campanha organizada&#8221; que teria como principais interessados o PT e o PSDB &#8211; que buscam o apoio da maior legenda do país para seus projetos presidenciais de 2010. O ex-presidente da República que, como presidente do Senado, tem a função de comandar as sessões do Congresso Nacional, sintetiza o que considera ser o objetivo do PT e PSDB: &#8220;Querem o PMDB fraco&#8221;.</p>
<p>O ataque mais duro ao PMDB, de prática de corrupção e fisiologismo, partiu de um histórico filiado da sigla, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). A avaliação partidária feita por ele pode se resumir ao fato de ser esta uma legenda essencialmente corrupta, em atos e atitudes, segundo Jarbas.</p>
<p>Jarbas explicou para quê, segundo seu entendimento, o PMDB quer cargos no governo: &#8220;Para fazer negócios e ganhar comissões&#8221;. A maioria do partido, avaliou, &#8220;se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas&#8221;. Citou nominalmente, nesta análise, apenas o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente da Casa, José Sarney (AP). Sobre Sarney, disse que sua eleição &#8220;foi um processo tortuoso e constrangedor, um completo retrocesso&#8221;. De acordo com a crítica do senador pernambucano, Sarney apareceu como candidato, &#8220;sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador Sarney&#8221;.</p>
<p>Em entrevista ao Valor, concedida na manhã de sexta-feira, em Brasília, o senador José Sarney respondeu, pela primeira vez objetivamente desde que eclodiu a crise, aos comentários de Jarbas Vasconcelos. O revide de Sarney definiu, em uma só frase, sua opção para 2010 e a opinião que dará ao ser consultado sobre que rumo deve tomar o PMDB na sucessão presidencial: &#8220;Jarbas é mais PSDB do que PMDB&#8221;.</p>
<p>O presidente do Senado, no entanto, não nega esses maus hábitos políticos do seu partido, mas &#8211; assim como fez o senador Pedro Simon (PMDB-RS) da tribuna &#8211; estende o comportamento à vida política em geral. &#8220;O homem não nasceu anjo&#8221;, justifica.</p>
<p>Eleito há um mês para seu terceiro mandato como presidente do Senado, Sarney teve, até agora, pouco a comemorar. Nenhuma das 11 comissões técnicas foi instalada, por causa da disputa entre partidos, nada foi votado em plenário e a adesão da Venezuela ao Mercosul &#8211; processo ao qual é totalmente contrário &#8211; foi aprovada pela comissão de parlamentares que representam o Brasil no bloco.</p>
<p>A partir desta semana, o presidente do Senado espera livrar-se dessa agenda negativa que só lhe tem causado dissabores. Pretende criar, junto com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), uma comissão mista para analisar todas as propostas de reforma política que tramitam no Congresso e, no fim, elaborar um substitutivo que, acredita-se, teria tramitação mais fácil.</p>
<p>O senador também quer instalar a comissão de senadores que vai monitorar a crise econômica. Crise que, na sua opinião, influenciará a posição do seu partido na sucessão presidencial de 2010. Sarney defende a manutenção da aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultando no apoio dos pemedebistas à candidatura governista. Mas ele diz que é cedo para o partido tomar a decisão. &#8220;Isso vai depender da crise econômica&#8221;, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Valor:</p>
<p><strong>Valor:   A pecha de corrupto que seu partido tem não incomoda?</strong></p>
<p>José Sarney: Essa é uma campanha organizada, estruturada, que realmente não tem profundidade. Acho que o partido está pagando por ter ganho as eleições e ser o partido mais forte. Ele está debaixo de um fogo cruzado de todos os outros partidos, inclusive os dois grandes, PT e PSDB, que querem o apoio do PMDB, mas querem, ao mesmo tempo, o PMDB fraco.<br />
<strong><br />
Valor: O senhor concorda com Pedro Simon, quando ele diz que o PMDB não é mais corrupto que o PT ou o PSDB? São todos iguais?</strong></p>
<p>Sarney: O Simon está falando o que é a realidade. A sociedade é o que é. Tem gente boa, tem gente má em todos os lugares. O primeiro documento que existe sobre política, democracia no mundo é o discurso de Péricles aos mortos na guerra do Peloponeso, no qual ele já acusa o adversário de ter roubado o ouro da estátua de Fídias. Então, essa é uma maneira de desqualificar o adversário. Em todo lugar, em toda a campanha, a todo momento, esse é um tema que não falha, porque faz parte de uma das ideias fundamentais políticas do mundo ocidental.</p>
<p><strong>Valor: É arma de campanha porque existe&#8230;</strong></p>
<p>Sarney: Claro que existe. Corrupção existe em todos os setores, em todo lugar do mundo. O homem não nasceu anjo. Mas o Brasil avançou demais no combate à corrupção, com os controles de Tribunais de Contas, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, por meio do qual é possível acompanhar os gastos públicos), a transparência legislativa, o controle geral de verbas, os controles internos, enfim, tudo isso existe e funciona.<br />
<strong><br />
Valor: Uma das acusações feitas por Jarbas é que &#8220;o comportamento do governo Lula contribui para a banalização&#8221; da corrupção. Até que ponto o relacionamento do Executivo com o Legislativo estimula essas práticas?</strong></p>
<p>Sarney: São acusações que foram feitas ao Fernando Henrique Cardoso, estão sendo feitas ao Lula, foram feitas ao Juscelino Kubitschek e são feitas a todos os presidentes. É o jogo político. É uma arma de jogo político.<br />
<strong><br />
Valor: Além das críticas ao PMDB, o senador Jarbas Vasconcelos afirmou que sua eleição foi um &#8220;retrocesso&#8221; e que o senhor não fará as mudanças políticas necessárias na Casa. Como a convivência será possível?</strong></p>
<p>Sarney: O Jarbas hoje é mais PSDB que PMDB. Hoje, Jarbas tomou uma posição que o aproxima mais do PSDB do que do PMDB.<br />
<strong><br />
Valor: Mas isso não impede que ele continue no partido.</strong></p>
<p>Sarney: Hoje tem a cláusula da fidelidade partidária, que tornou muito difícil a saída do partido.<br />
<strong><br />
Valor: E o senhor acha que é possível alterar essa regra dentro da reforma política que se pretende?</strong></p>
<p>Sarney: Eu e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vamos criar uma comissão para consolidar todas as propostas de reforma política que existem dentro do Congresso e fazer um substitutivo, com vários projetos que serão submetidos às duas Casas. Até o fim do ano temos que dar uma solução a isso.</p>
<p><strong>Valor: Mas essa reforma nunca avança. O que pode ser mudado de fato? A tal &#8220;janela&#8221; para que um político mude de partido sem perder o mandato? Pode ser o fim da reeleição?</strong></p>
<p>Sarney: Não quero discutir os casos em si, porque não quero provocar discussões que possam interromper, prejudicar a comissão que estamos criando agora. Vamos fazer tudo para votar neste ano. Um ponto que considero fundamental é acabar com o voto proporcional. Sem mexer nisso não há reforma política. Só existe no Brasil. Não existe em lugar nenhum no mundo. É uma reminiscência do século 19. O mundo mudou e nós ficamos no século 19.<br />
<strong><br />
Valor: E quanto à reeleição?</strong></p>
<p>Sarney: Sempre fui contrário. Acho que deve ter um mandato mais longo, de cinco ou até seis anos. Quatro anos é um prazo muito curto para realizar. Mas não quero entrar no mérito do que pode ou não ser votado.<br />
<strong><br />
Valor: A paralisia do Senado está sendo criticada. Como o senhor responde a isso?</strong></p>
<p>Sarney: Quero dizer que as últimas reformas de profundidade no país foram aprovadas na última vez em que fui presidente do Senado: as reformas do Judiciário e da Previdência Social. Deu muito certo a do Judiciário, os efeitos estão sendo colhidos pelo povo brasileiro. E vou me dedicar a justamente votar a reforma política, a reforma tributária e a mudança nas regras das medidas provisórias.</p>
<p><strong>Valor: Há dias o senhor chegou a defender o fim da verba indenizatória (R$ 15 mil mensais que os parlamentares podem gastar com despesas relacionadas à atividade legislativa), que a Mesa Diretora da Câmara decidiu divulgar na internet. É possível extingui-la?</strong></p>
<p>Sarney: Vou fazer a mesma coisa que a Câmara fez. Vou propor à Mesa do Senado a publicação de tudo, com a maior transparência com relação à verba indenizatória. De minha parte, acho que essa não foi uma solução das mais felizes encontradas pelo Congresso.</p>
<p><strong>Valor: O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) tem uma proposta que acaba com a verba indenizatória, mas aumenta o salário do parlamentar. É uma solução?</strong></p>
<p>Sarney: É uma das propostas, mas tem que ser decidida pelo Congresso. Não é matéria a ser decidida pela Mesa Diretora. É um caso delicado, porque todos os deputados e senadores têm que apoiar e votar.</p>
<p><strong>Valor: Uma questão que deve ser decidida na sua gestão é o pedido de adesão da Venezuela ao Mercosul, que o senhor sempre foi publicamente contra. O senhor acha que o Senado pode barrar?</strong></p>
<p>Sarney: Não vou colocar minha posição pessoal para bloquear uma proposta pelo Senado. Não vou fazer com essa nem com nenhuma. Sou presidente da Casa, senão perco a autoridade. Mas minha posição continua a mesma. Não entendi até agora o que é &#8220;democracia bolivariana&#8221;. E tem a cláusula do Mercosul, que estabelece a plena vigência das instituições democráticas como condição essencial para a adesão de um país. E toda democracia adjetivada para mim passa a ficar sob contestação. Era o que acontecia com as democracias populares. Acho que a entrada da Venezuela, neste momento, vai ser um elemento perturbador no Mercosul, que hoje atravessa uma fase muito difícil. Não podemos transformar o Mercosul num fórum político.<br />
<strong><br />
Valor: E com Hugo Chávez (presidente da Venezuela) isso seria inevitável?</strong></p>
<p>Sarney: Tenho a impressão que, se Chávez ingressar, vai querer transformá-lo num fórum político. É do temperamento político.</p>
<p><strong>Valor: O PSDB também é contra. Como a oposição é forte no Senado, há chance de rejeição?</strong></p>
<p>Sarney: Pelo que sinto, pelo movimento dentro da Casa, tenho a impressão de que terminam aprovando. Pode encontrar resistência, mas a minha impressão é que vai passar.<br />
<strong><br />
Valor: Voltando ao PMDB, o senador Simon afirmou que em 2010 o partido estará com quem pagar mais. Lula poderá contar com o partido na chapa de seu candidato, seja ou não a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)?</strong></p>
<p>Sarney: Eu, pelo menos, defendo a posição de que o PMDB deve manter a aliança que tem com o PT, porque as afinidade que o partido tem com o PT são maiores do que as que tem com outros partidos. Mas é cedo para falar nisso.</p>
<p><strong>Valor: Qual é o momento da decisão?</strong></p>
<p>Sarney: Vai depender da crise econômica, de como ela vai surgir e de que modo ela vai influenciar a campanha no Brasil. O lado econômico vai ter reflexo na área política.</p>
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		<title>Crise da economia e agenda da sucessão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 12:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Rosângela Bittar &#8211; VALOR
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<p style="background-color: #ffff99">Rosângela Bittar &#8211; VALOR</p>
<p>A partir de agora e, com epicentro em junho e julho, registra-se no calendário político a pré-campanha para escolha do sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que se vislumbra, numa antecipação de cenário, é que a eleição de 2010 não será um passeio para ninguém. Será uma eleição disputada e a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está muito forte.</p>
<p>Nem tanto pelo percentual de intenção de voto que angariou. Embora este seja crescente, mais importante é o índice de mais de 20% de votos para o presidente Lula na declaração espontânea. Desprezando a polêmica sobre se há ou não transferência de voto, a declaração espontânea de voto em Lula evidencia como o seu apoio será importante para a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata. Não é o suficiente para declará-la previamente eleita, mas para aumentar, sem contestações, o peso da candidatura.</p>
<p>Voltam-se os especialistas em campanha, então, para aquilo que pode afetar, numa simplificação, a enorme adesão ao presidente, a sua popularidade. E a vigilância atenta ao que já foi identificado como único fator que pode modificar este quadro de vantagens: a crise econômica internacional e seu reflexo no Brasil.</p>
<p>Os especialistas em marqueting que trabalham para o Palácio do Planalto sabem que se a crise se prolonga até a eleição, o voto estará condicionado ao nome que melhor pode administrá-la. Nada impede que este nome seja o de Dilma. Porém, de como o governo administra a crise, hoje, e dos resultados que venha a obter, depende a candidatura, que pode ser contaminada por uma avaliação negativa da gestão.</p>
<p>Esta avaliação, hoje, é ótima. A estratégia de propagar o otimismo, desenvolvida pelo presidente Lula, deu certo. Administrando a crise com o discurso do otimismo, do estímulo ao consumo, da disponibilização de dinheiro para crédito, mesmo sem conseguir contornar problemas provocados por instituições sob seu controle direto, Lula fez a população acreditar na sua escolha de soluções e consolidou níveis altíssimos de popularidade e confiança.</p>
<p>Esta popularidade atravessou de 2008 para 2009, inabalável, mesmo quando, em dezembro, surgiram com força os primeiros obstáculos reais, com capacidade para afetar o cenário: as demissões. Registre-se que começou também aí uma maior tensão do governo com os efeitos da crise, evidenciando quanto enraizada está a ideia de que ela é determinante para o sucesso da candidatura Dilma.</p>
<p>O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou, no último mês do ano passado, a redução de 654 mil postos de trabalho. Em janeiro deste ano houve melhora com relação a dezembro, mas piorou o quadro na comparação com os meses de janeiro de outros anos, quando há sempre recuperação de perdas e saldo positivo. Desta vez, houve perda de 101 mil empregos.</p>
<p>As assessorias políticas, no governo, passaram a olhar a crise pelo fantasma do desemprego, a reunir-se com empresários, fazer apelos, receber sindicalistas e até a considerar suas propostas, entre elas as de tirar o crédito com recursos públicos às empresas que demitirem. O governo está ganhando tempo para ver se esta onda passa porque, a rigor, sabe que não pode pressionar como querem as centrais sindicais, sob pena de dar o passo fatal para sufocar as empregadoras.</p>
<p>Caracterizam-se como tentativa de vencer o tempo as explicações de que o presidente Lula foi surpreendido pelas 4 mil demissões na Embraer, há uma semana. Como é inacreditável que esteja tão mal informado sobre assunto tão crucial ao seu governo e ao desempenho de sua candidata à sucessão, está claro que o presidente se comporta como quem espera a onda passar para avaliar o estrago provocado.</p>
<p>Até agora, não se registram abalos na popularidade, nem problemas para a candidatura a presidente de Dilma Rousseff. Só isto, porém, não tranquiliza o staff presidencial. Pemanece o temor da imprevisibilidade da crise e da forma como, a cada momento, ela poderá causar impacto no Brasil.</p>
<p>Para esta onda de demissões, constatou o governo que não adianta muito a estratégia inicial do otimismo, ou a de responsabilizar, como adotou antes, inclusive chamando-os jocosamente às falas, o ex e o atual presidentes dos Estados Unidos.</p>
<p>O otimismo deu combustível, fôlego ao presidente para enfrentar, ainda em alta, as primeiras levas de demissões. Os especialistas não arriscam prever, porém, o que acontecerá agora, quando os fundamentos ainda suportam o tranco mas não se sabe se o eleitorado vai continuar acompanhando o raciocínio otimista.</p>
<p>A crise é a questão preponderante, talvez a única, capaz de influir e modificar a agenda da sucessão. A popularidade de Lula repercute na candidatura Dilma, e a crise repercute na popularidade. Foi redobrada a atenção aos desdobramentos da crise economica.</p>
<p>Ilusionismo</p>
<p>Não é real o desdém com que o governo reagiu às ações impetradas pela oposição junto à Justiça Eleitoral contra a intensificação da campanha da candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, a Presidente a República. Diferentes representantes do governo têm repetido um termo recorrente na luta política que se pratica hoje, no Brasil, o de acusar o acusador sem contestar o conteúdo da denúncia. Dizem que a oposição deu &#8220;um tiro no pé&#8221; e só forneceu mais palanque e visibilidade à candidata Dilma. Na verdade, o maketing político do Palácio do Planalto preocupa-se e teme o rigor da Justiça Eleitoral, que vem se mostrando destemida no julgamento de campanhas antecipadas e uso da máquina pública. Duas transgressões fundamentais para tornar a candidata mais conhecida e associada ao presidente Lula.<br />
<strong><br />
Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</strong></p>
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