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	<title>Blog do Favre &#187; Ossos</title>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Leite: tomar ou não tomar, eis a questão&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 22:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dilema de mamífero

Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde
Antônio Marinho &#8211; O Globo
A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/leite.jpg" alt="leite.jpg" height="682" width="550" /></div>
<p><font size="4"><strong>Dilema de mamífero</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong><br />
Especialistas se dividem sobre tomar leite na idade adulta: para uns, é fundamental; para outros, prejudicial à saúde</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>A polêmica em relação aos benefícios do leite para a saúde de adultos parece não ter fim. De um lado estão os mais radicais, como o Comitê para Educação de Laticínios nos Estados Unidos, que condenam o alimento e o classificam como um veneno capaz de causar cânceres. Do outro, especialistas que afirmam que o leite é bom até para o coração por ser rico em cálcio, proteína e vitaminas.</p>
<p>O único consenso, pelo menos entre nutricionistas, é que ele faz bem quando usado de forma adequada.</p>
<p>Além de anti-hipertensivo, o leite teria efeito reidratante após exercícios, segundo a revista “British Journal of Nutrition”.</p>
<p>Outro estudo mostrou que ele proporciona maior crescimento muscular em comparação com uma bebida de proteína de soja.</p>
<p>— O cálcio ajuda a controlar a pressão. O efeito na massa muscular é associado à boa qualidade dos seus aminoácidos — diz Virgínia Nascimento, diretora da Clínica de Orientação Nutricional.</p>
<p>Mineral é essencial para a contração cardíaca Para Vilma Blondet, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF, não precisamos especificamente de leite, mas do cálcio. E ele pode ser obtido em iogurtes, queijos e outros laticínios. A recomendação para crianças de 1 ano a 3 anos é de 500mg / dia ; de 4 anos a 8 anos é de 800mg/dia; de 9 anos a 18 anos é de 1.300mg/dia.</p>
<p>— No adulto é de 1 mil mg/dia (quatro copos de leite).</p>
<p>Como qualquer nutriente, em excesso é prejudicial. O abuso de cálcio, por exemplo, pode formar cálculos renais — diz Vilma.</p>
<p>Com relação à ação anti-hipertensiva do cálcio, Vilma diz que há controvérsia e não se receita suplementação do mineral nesses casos: — Parece haver correlação entre hipertensão e dieta com menos de 600mg/dia de cálcio.</p>
<p><strong>Hipertensos devem fazer alimentação rica nesse mineral.</strong></p>
<p>A contração muscular, inclusive cardíaca, também precisa de cálcio, segundo Ana Beatriz Rique, co-autora de “Alimentação saudável, tabela de equivalências” (Tecmedd): — Um dos benefícios de consumir laticínios é que eles aumentam a saciedade por mais horas. E muitas pessoas intolerantes à lactose se dão bem com iogurte e queijos.</p>
<p>Mariana Schievano Danelon, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, lembra que o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Educação, recomenda o consumo diário de três porções de leite e derivados. São a melhor fonte de cálcio, mas outros alimentos têm esse mineral, como as verduras escuras, soja, amêndoas, sardinha e laranja.</p>
<p>E apesar de alguns pesquisadores dispensarem o leite em adultos, Mariana diz que ele é essencial para a massa óssea, tendo em vista que há perda de minerais pela urina: — Cerca de 99% do cálcio no nosso organismo está nos ossos e nos dentes. E 1% encontrase no plasma, exercendo funções como coagulação e contrações musculares. Quando os níveis de cálcio começam a baixar no sangue, ele é retirado dos ossos.</p>
<p>O alerta é importante. Um estudo de 1996 em cinco cidades brasileiras continua atual, segundo Mariana. Ele revelou que 48,9% dos homens e 61,3% das mulheres acima de 18 anos ingeriam pouco cálcio. E levantamento recente, de abrangência nacional, da Faculdade de Saúde Pública da USP, confirmou a reduzida ingestão do mineral no país: 700mg, quase metade das necessidades diárias.</p>
<p>Argumentos contra o leite são antigos. O humano adulto não foi programado para digerir este alimento. Isto só ocorreu com adaptações da espécie.</p>
<p>Um estudo britânico na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” comprovou que o homem neolítico tinha deficiência do gene da enzima da lactase. Ela quebra as moléculas de lactose (açúcar natural do leite) na digestão.<br />
<strong><br />
Sem o gene nossos ancestrais sofriam de intolerância.</strong></p>
<p>A pesquisa foi feita em esqueletos de adultos que viveram na Europa entre 5.480 a 5 mil a.C.</p>
<p>A Humanidade surgiu na África há 200 mil anos e ficou restrita a este continente por dois terços de sua história evolucionária, só tendo saído de lá há 60 mil anos, lembra o professor Sérgio Danilo Pena, da UFMG e do GENE — Núcleo de Genética Médica.</p>
<p>Durante esse período, os humanos eram intolerantes à lactose após o desmame.</p>
<p>Com a domesticação do gado na Europa nos últimos sete a dez mil anos, a capacidade de digerir lactose passou a ser significativa, seletiva, porque o leite era fonte de calorias, proteína e cálcio.</p>
<p>Hoje não temos mais limitações de aporte de calorias e proteínas, a não ser em populações carentes.</p>
<p>— Com abundância de outras fontes de nutrientes, o leite integral perde importância porque contém de 3% a 4% de gorduras animais que aumentam o colesterol. Por outro lado, o desnatado é boa fonte de cálcio para adultos — diz.</p>
<p>A evolução não acabou de vez com a intolerância ao leite, incômodo que afeta metade dos adultos. Hoje já existem até produtos sem lactose.</p>
<p>Outra queixa é a alergia causada pela principal proteína do leite (a caseína), mal que atinge até 5% das crianças. E não são os problemas mais graves.</p>
<p>Segundo o Comitê para Educação de Laticínios, o leite destrói células. Eles até criaram o site www.notmilk.com para alertar os consumidores.</p>
<p>Porém, estudos sobre malefícios do leite precisam de mais análises.</p>
<p>Assim como são inconclusivos dados sugerindo que o alimento reduz o risco de síndrome metabólica (diabetes, aumento de gorduras no sangue e hipertensão). A hipótese foi apontada em artigo na “Journal of Epidemiology and Community Health”. Médicos do Brigham and Women’s Hospital também defendem o leite, e afirmam que meio litro por dia reduz em 12% o risco de câncer de intestino, graças ao efeito protetor do cálcio.</p>
<p><strong><br />
Saiba mais sobre o alimento</strong></p>
<p><strong>NUTRIENTES:</strong> O leite é uma das melhores fontes de cálcio e energia, contém proteínas de alto valor biológico e vitaminas lipossolúveis como a D (essencial para a absorção do cálcio) e A (auxilia no crescimento e desenvolvimento ósseo, manutenção da visão normal e na imunidade), e hidrossolúveis, como a B1 e B2 (importantes para a integridade do sistema nervoso e uso de proteínas, gorduras e carboidratos). O leite integral contém 3,5g de gordura em 100ml; o semidesnatado contém até 2g de gordura e o desnatado até 0,5g. Adultos devem optar por desnatados. Para gestantes e crianças recomendase o leite integral, que possui maior quantidade de vitaminas A, D, E e K.<br />
<strong><br />
PROTEÇÃO CONTRA DOENÇAS:</strong> A professora Mariana Danelon diz que alguns estudos, na maioria epidemiológicos (avaliam a relação entre os hábitos alimentares e a incidência de doenças na população), associam o consumo de leite à redução de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, câncer no intestino e obesidade. Mas o mecanismo pelo qual o leite propiciaria esses benefícios ainda não está totalmente esclarecido.<br />
A seqüência de aminoácidos das proteínas do leite, a cadeia de ácidos graxos poliinsaturados (presentes no leite materno), as propriedades das proteínas do soro do leite e o cálcio teriam ação contra as doenças crônicas.</p>
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		<title>Fonte da juventude</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 19:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores
Reuters &#8211; Portal Globo
WASHINGTON &#8211; Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/fonte-da-juventude/6111/" rel="attachment wp-att-6111" title="vin.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/fonte-da-juventude/6111/" rel="attachment wp-att-6111" title="vin.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/vin.jpg" alt="vin.jpg" height="823" width="550" /></a></div>
<p><strong>Cientistas de Harvard isolam substância do vinho e rejuvenescem coração de roedores</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Reuters &#8211; Portal Globo</strong></p>
<p>WASHINGTON &#8211; Um novo estudo da Universidade de Harvard comprova os benefícios do resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, e levanta a hipótese de que a suplementação desta substância isolada melhoraria consideravelmente a saúde dos seres humanos. A expectativa é tanta que a indústria farmacêutica já investe no desenvolvimento de medicamentos à base de resveratrol. De acordo com a pesquisa, publicada na revista &#8220;Cell metabolism&#8221;, a substância evitaria uma série de problemas de saúde relacionados com o envelhecimento, ao beneficiar o coração e fortalecer os ossos, além de prevenir a catarata.</p>
<p>O estudo, realizado com ratos alimentados com uma dieta acrescida de resveratrol, é o primeiro a dar esperanças de que medicamentos com a substância possam melhorar a saúde das pessoas. A maioria dos roedores que receberam resveratrol não viveu muito mais do que os outros animais, no entanto, eram muito mais saudáveis.</p>
<p>- A boa notícia é que podemos melhorar a saúde. Creio que isso é mais importante do que estender a vida &#8211; diz David Sinclair, da Escola de Medicina de Harvard, que coordenou o estudo com Rafael de Cabo, do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, órgão do governo americano.</p>
<p>Os animais foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu uma dieta de baixa caloria. Os outros dois foram tratados com dieta altamente calórica, sendo que um deles recebeu suplementação de resveratrol. Este terceiro grupo sobreviveu ao que não recebeu o composto. A substância só foi ministrada quando os animais completaram um ano, o que equivale a 35 anos de uma pessoa.</p>
<p>- O resveratrol acabou com o efeito negativo das altas taxas de gordura &#8211; afirma De Cabo.</p>
<p>A substância, presente nas uvas e no vinho tinto, tem despertado o interesse da comunidade científica e da indústria farmacêutica. Este ano a GlaxoSmithKline pagou US$ 720 milhões pela Sirtris Pharmaceuticals Inc, uma empresa que desenvolve farmácos que imitam os efeitos do resveratrol. Especialistas da empresa participaram do estudo.</p>
<p><strong><br />
Benefícios concretos</strong></p>
<p>Os ratos tratados com resveratrol apresentaram menor deterioração cardiovascular, relacionada à obesidade ou à idade. Também houve redução no colesterol total e as artérias aortas estavam em melhores condições. A substância, acrescentam os autores, pareceu moderar as inflamações cardíacas. Os animais também tinham melhor saúde óssea e menor incidência de catarata nos olhos. Os cientistas observaram que os ratinhos também apresentavam melhor equilíbrio e coordenação motora.</p>
<p>Os genes dos ratos que tomaram resveratrol estavam ativos de modo similar aos que foram alimentados com dieta de baixa caloria. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a redução da ingesta calórica favorece a desaceleração do processo de envelhecimento e aumenta a expectativa de vida em alguns animais.</p>
<p>O estudo foi uma continuidade de uma outra pesquisa, publicada em 2006, que revelou que o resveratrol melhorava a saúde e a longevidade dos ratos com sobrepeso. Segundo De Cabo, apesar de os novos resultados serem alentadores, seria imprudente que as pessoas começassem a tomar suplementos de resveratrol para melhorar sua saúde, já que não se sabe ainda como este composto interage com outros medicamentos.</p>
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		<title>Doença que não dá IBOPE faz vítimas, mas fica fora do radar da mídia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 13:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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AGNER, A MÃE NILCÉA E A IRMÃ LILIAN
por Conceição Lemes &#8211; Blog de Azenha
Há décadas 8 de maio é o Dia Mundial da Talassemia. A proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que este 8 de maio, quinta-feira, seja o Dia Mundial das Hemoglobinopatias, englobando a anemia falciforme.  São doenças decorrentes de alterações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.viomundo.com.br/img/anemia2.jpg" alt="anemia2.jpg" height="300" width="400" /><font size="1"><br />
AGNER, A MÃE NILCÉA E A IRMÃ LILIAN</font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>por Conceição Lemes &#8211; Blog de Azenha</strong></p>
<p>Há décadas 8 de maio é o Dia Mundial da Talassemia. A proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que este 8 de maio, quinta-feira, seja o Dia Mundial das Hemoglobinopatias, englobando a anemia falciforme.  São doenças decorrentes de alterações genéticas da hemoglobina, a proteína que, dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, “carrega” o oxigênio para todo o organismo. Definitivamente, a OMS incluiu a anemia falciforme em suas prioridades.</p>
<p>Nos dias 9 e 10, o diretor do Programa de Genética Humana da OMS, Victor Bulygin, se reunirá, em Campinas, interior de São Paulo, com organizações governamentais e não-governamentais para discutir uma proposta de diretrizes para os próximos cinco anos. A grande preocupação é o acesso dos portadores de hemoglobinopatias à medicina de qualidade, para prevenir as complicações e o melhor controle dos distúrbios. A anemia falciforme é a doença hereditária mais prevalente no mundo, inclusive no Brasil. É um problema de saúde pública, ainda não tem cura e pode afetar quase todos os órgãos. Atinge principalmente afro-descendentes.</p>
<p>É o caso de Agner Eduardo Gomes da Silva. “Aos 2 anos de idade, percebi que não acompanhava a irmã nas brincadeiras. Vivia cansado, febril e olhos lacrimejantes. Certa vez, a mãozinha inchou. O médico achou que um bicho havia mordido e engessou o bracinho dele”, relembra a mãe Nilcéa Gomes da Silva, 54. “Na segunda vez, prescreveu pomada e antitérmico. Acabei indo num médico particular, que suspeitou de anemia falciforme. O teste confirmou.”</p>
<p>Até os 18 anos, Agner foi tratado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. De lá para cá, no Ambulatório de Hemoglobinopatias do Serviço da Hematologia e Hemoterapia da mesma instituição. “Nas aulas de educação física, sempre joguei bola menos tempo do que meus colegas. Aos 11, fiz cirurgia para retirar cálculo renal”, recorda-se. “Aos 18, comecei a ter crises de priapismo [ereção prolongada, dolorosa], que, agora, com medicação, cessaram. De vez em quando, sinto bastante cansaço, dores fortes de cabeça e nas costas.”</p>
<p>Agner tem 29 anos, cursa o último ano da faculdade de Direito e estagia em uma operadora de planos de saúde. Cristelene, sua noiva, já fez avaliação genética. O exame deu negativo. A realidade brasileira, porém, é outra.</p>
<p><span id="more-5011"></span></p>
<p><strong>DIAGNÓSTICO TARDIO, TRATAMENTO PRECÁRIO</strong></p>
<p>“Apesar dos avanços nos últimos anos, o diagnóstico é muitas vezes tardio no Brasil”, afirma a médica Sílvia Brandalise, responsável pelo Serviço de Hematologia e Oncologia Pediátrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Grupo de Trabalho de Políticas de Atenção e Controle das Hemoglobinopatias da OMS. A detecção deve ser logo ao nascimento, por meio do teste do “pezinho”. Porém, é comum acontecer aos 5, 6 anos, quando a doença está avançada. A criança sente dores fortes por todo o corpo, pode ter uma infecção atrás da outra, às vezes o baço já não funciona mais, entre outras complicações.</p>
<p>“O diagnóstico tardio impede o uso de penicilina profilática e de vacinas específicas, que reduzem – e muito! &#8212; a mortalidade nos primeiros cinco anos de vida”, alerta a médica Sandra Gualandro, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do ambulatório de Hemoglobinopatias do Hospital das Clínicas. “Faz também com que às vezes, na mesma família, existam três, quatro filhos, com a doença, por falta de aconselhamento genético.”</p>
<p>Em geral, o tratamento adequado também é precário, embora existam vários centros de excelência no país. “Isso contribui para as complicações e o agravamento de várias condições”, lamenta Sandra.</p>
<p>Ainda prevalece a postura “bandaid”. Quando a criança tem osteomielite, por exemplo, trata-se essa doença infecciosa grave que atinge geralmente os ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero.  Na hora em que outro problema aparece, coloca-se outro “esparadrapo”. E assim vai. “É uma visão inadequada”, observa Sílvia. Na raiz, o próprio ensino da doença nas escolas médicas. Ainda é como 20 ou 30 anos atrás.</p>
<p>“Os alunos saem treinados para lidar com as crises, ou seja, com as situações de emergência da anemia falciforme. Porém, sem preparo para prevenir as suas complicações”, confirma a médica Maria do Patrocínio Tenório Nunes. “Nesse sentido, não estamos formando bons médicos. Afinal, a medicina atual visa a prevenção e a promoção de saúde.”</p>
<p>Maria do Patrocínio fala como professora da Faculdade de Medicina da USP, coordenadora do núcleo de Residência Médica da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Sem rodeios, ela vai fundo: “Será que se tivéssemos nas faculdades de Medicina uma quantidade razoável de professores e alunos negros e portadores da anemia falciforme isso não seria diferente?”</p>
<p>Sílvia põe o dedo na ferida: “Se fosse uma doença de brancos, a mobilização social pela assistência de melhor qualidade seria mais forte; como atinge mais negros e pobres, é relegada ao segundo plano”.</p>
<p>“Nem o movimento negro se preocupa muito com a questão”, diz Nilcéa, mãe do Agner e presidente da Associação Pró-Falcêmicos (Aprofe). “A mídia também não liga; o assunto não dá ibope.”</p>
<p>Resultado desse desinteresse quase geral: os portadores brasileiros de anemia falciforme vivem, em média, bem menos que os franceses e os ingleses. Segundo dados de um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, de 1979 a 1995, 25% morrem até os 5 anos de idade; cerca de 70% até os 29 anos. É o único disponível no país. Números atuais não estão publicados.</p>
<p>“As mães são outras vítimas”, denuncia Nilcéa. “A maioria é abandonada pelo companheiro, que, equivocadamente, acha que o ‘problema’ não é da parte dele. Sobra então tudo para a mulher. Além de maltratada pelo filho que a culpa pela doença, às vezes perde o emprego para cuidar dele. Uma covardia.”</p>
<p><strong>PAI E MÃE PRECISAM TER A ALTERAÇÃO GENÉTICA</strong></p>
<p>A anemia falciforme, como já dissemos, é um defeito genético da hemoglobina. Trata-se de uma proteína, que, por sua vez, é composta por aminoácidos. São como “tijolinhos” de uma casa. Têm que ser assentados numa ordem correta. Quando isso não acontece, a pessoa nasce com alteração genética. No caso da anemia falciforme, a troca de posição de um dos “tijolinhos” faz com que a pessoa não produza a hemoglobina A, que é a normal. Em vez disso, fabrica uma hemoglobina chamada S.</p>
<p>“Para uma pessoa ter anemia falciforme, é preciso herdar o gene da hemoglobina S do pai e da mãe”, ensina a doutora Sandra. “É o chamado SS.”</p>
<p>Quando herda apenas um gene alterado – do pai ou da mãe – a pessoa é AS. Ela tem, o que os médicos denominam, traço da doença, mas não a desenvolve. Porém, se tiver filho com um portador do traço da anemia falciforme (AS), o casal tem 25% de probabilidade de gerar um bebê SS; 50%, de ele ser AS; e 25%, de ser normal (AA).</p>
<p>É exatamente o que aconteceu com Nilcea e o ex-marido. Ambos são AS.  Agner nasceu SS. A irmã Lilian é AA, normal, assim como a noiva. Logo, os futuros filhos de Agner e Cristelene serão AS (traço-falciforme), mas não terão a doença. No país, segundo estimativas do Ministério da Saúde, existem 30 mil portadores de anemia falciforme e 7 milhões de traço-falciforme.</p>
<p>“Aqui, devido à grande miscigenação, não dá para dizer que o indivíduo tem ou não anemia falciforme pela cor da pele”, adverte a doutora Sandra. É só ficar uma tarde no seu ambulatório no Hospital das Clínicas para ter certeza: há brancos, amarelos, pardos, ou mulatos, e negros. “No fundo do baú, quase todo brasileiro tem um pouco de sangue negro”, brinca Nilcéa. “É como dizia Darcy Ribeiro [antropólogo e educador, 1922-1997]. No nosso genoma, metade é índia, metade é negra”, concorda a doutora Sílvia Brandalise.</p>
<p><strong>DOENTE PARA A VIDA TODA COMO O DIABÉTICO</strong></p>
<p>O fato é que a anemia falciforme é uma doença que provoca deficiência progressiva de todo o corpo humano. Faz com que em condições adversas, como baixas ou altas temperaturas, atividade física exagerada, grandes altitudes, dificuldades emocionais, o portador tenha crise. O glóbulo vermelho, em vez do formato de disco, assume o de uma foice ou de uma meia-lua. Perde também a maleabilidade, tornando-se mais rígido.</p>
<p>Conseqüentemente, o glóbulo vermelho passa com mais dificuldade pelos vasos sangüíneos, inflamando a parede interna deles, que, aos poucos, aumenta de espessura. É como se um cano de água fosse ficando enferrujado por dentro. O interior dos vasos sangüíneos vai diminuindo. Com o tempo, devido a essas obstruções, a passagem do sangue é diminuída ou interrompida. São as isquemias, que podem ocorrer em todo o organismo.</p>
<p>“Por isso, aos 7, 8, 9 anos, as crianças com anemia falciforme podem ter acidente vascular cerebral”, expõe Sílvia. É o AVC, mais conhecido como derrame cerebral. Entre 10 e 15 anos, ocorre atrofia do baço, podendo ocorrer áreas de infarto no coração e nos rins. A isquemia que acomete os ossos causa muitas dores, principalmente nas costas, nas pernas e nos quadris. Com o avançar dos anos, os problemas tendem a se agravar e a se acumular.</p>
<p>“O grau de gravidade varia de caso para caso”, explica Sandra. “Alguns falcêmicos têm poucas complicações, como o Agner; outros vivem internados.” Uma coisa, porém, é comum a todos: a anemia falciforme é doença para a vida toda, como o diabetes. Aliás, o grande desafio é tratar a anemia falciforme como já se faz com o diabetes, prevenindo as complicações.</p>
<p>“É óbvio que os afro-descendentes estão conquistando seus direitos no Brasil. Mas, como médica, não dá para aguardar que a transformação social ocorra e a anemia falciforme receba a atenção devida”, argumenta a médica Maria do Patrocínio.  “Temos que começar – já! &#8212; a modificar a assistência ao falcêmico, a partir da melhor formação dos profissionais de saúde e da orientação adequada aos familiares de portadores.”</p>
<p><strong>TESTE DO “PEZINHO”, VACINAS E  ACONSELHAMENTO</strong></p>
<p>O ponto de partida é o diagnóstico neonatal. É o teste do “pezinho”, feito no recém-nascido na maternidade. Ele é obrigatório em todo o país para fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito (podem causar déficit mental), mas não para anemia falciforme, que é muito mais freqüente. É lei apenas em todo o estado de Minas Gerais e em algumas capitais.</p>
<p>“É impossível olhar um recém-nascido e saber se ele é falcêmico ou não; até o quarto ou sexto mês, não tem sintoma algum”, justifica Sílvia. “Logo, tem que se garantir por lei federal a inclusão da anemia falciforme no teste do “pezinho” para todos os bebês, uma vez que há afro-descendentes no país inteiro.”</p>
<p>Dando positivo, automaticamente, submete-se a criança a novo teste, mesmo que seja traço-falciforme (AS). Confirmado, é indispensável o estudo genético do pai e da mãe, para verificar se o casal tem risco ou não de ter um filho SS, portanto com anemia falciforme mesmo. “Neste momento, é fundamental o aconselhamento genético”, frisa a doutora Sílvia. “É lógico que a decisão de ter ou não um filho é do casal, mas ele tem que estar devidamente informado do risco que corre.”</p>
<p>Nos casos em que o recém-nascido é SS, é preciso começar, imediatamente, a orientar a mãe sobre vários cuidados especiais, entre os quais:</p>
<p>* Ao notar que a criança está febril, buscar rapidamente o serviço de saúde.</p>
<p>* Vacinar o bebê contra as bactérias pneumococo e haemophilus, além das vacinas convencionais.</p>
<p>* Iniciar, aos dois meses, a penicilina profilática. Pode ser por injeção (semanal) ou via oral (diária). Ela reduz drasticamente as infecções por pneumococo e meningococo, bactérias que causam meningites, amidalites, otites.</p>
<p>“Como o baço da criança falcêmica não funciona direito, ela tem 300 vezes mais risco de infecções por pneumococo e meningococo do que a população em geral”, adverte a doutora Sílvia. “Essas bactérias são os grandes exterminadores das crianças que não fazem a penicilina profilática.”</p>
<p>Ou seja, não basta fazer o diagnóstico. O acompanhamento clínico e o tratamento têm que estar acoplados aos centros de diagnóstico. No Brasil, se prioriza  os hemocentros como local de atendimento.</p>
<p>Sílvia Brandalise discorda: “Banco de sangue e pronto-socorro não são lugares para se tratar de portadores de anemia falciforme. A criança e o adolescente têm que se tratados em serviços de pediatria que funcionam 24 horas e equipe multiprofissional: pediatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta. Assim como o adulto deve ser acompanhado por serviço clínico, não necessariamente hematologista. O desejável é que o diagnóstico neonatal seja amarrado no serviço público ou filantrópico, para atender todos esses doentes. É o único jeito de garantir a continuidade do tratamento e o seu sucesso. Problema de saúde pública se resolve com parceiros públicos”.</p>
<p><strong>CAMPINAS REDUZIU A MORTALIDADE PARA 1,8%</strong></p>
<p>Em Campinas, isso é realidade. Em 1992, uma lei municipal garantiu o acesso ao diagnóstico neonatal de anemia falciforme para todos os recém-nascidos da cidade. É um exemplo para todo o Brasil.</p>
<p>Atualmente, o diagnóstico neonatal e o aconselhamento genético são feitos no Centro Abrangente de Atenção Integrada ao Doente Falcêmico, criado na Unicamp, em 1988, pela própria Sílvia. Dando positivo, o bebê passa a ser atendido imediatamente no Centro Boldrini, um hospital filantrópico conveniado com a Unicamp. Além dos problemas típicos da infância, cuida de todos os decorrentes da anemia falciforme. Mais tarde, se encarrega de fazer a transição da adolescência para a idade adulta. A entrega é da mão do pediatra para a do clínico geral. Afinal, o doente não pode se perder nesse percurso, como habitualmente acontece.</p>
<p>“Em Campinas, a mortalidade que era de 25% até os cinco anos, como no restante do Brasil, caiu para 1,8% nos últimos 15 anos”, revela a professora Sílvia. “Se terá impacto na vida adulta deles, não sabemos. A esperança é que contribua para aumentar expectativa de vida a níveis semelhantes aos da França e Inglaterra ou mesmo dos Estados Unidos.”</p>
<p>Será esse o caminho? Terceirizar o teste do recém-nascido para Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais é o mais indicado, considerando que o foco da Apae são a deficiências mentais e não a anemia falciforme? Como assegurar o acesso universal à medicina de qualidade, à reabilitação e a inserção social desses pacientes? Como educá-los bem como os familiares sobre a doença? Como capacitar e treinar os médicos dos postos de saúde e do Programa Saúde da Família para atendê-los?</p>
<p>Tudo isso será discutido nos dias 9 e 10, em Campinas. “Temos que redirecionar as conquistas já alcançadas”, afirma Sílvia Brandalise. “No Brasil, o SUS [Sistema Único de Saúde] tem tudo para dar certo na assistência ao portador de anemia falciforme, desde que se redefinam os níveis de competência e responsabilidade dos prestadores dos serviços de saúde e dos gestores através do monitoramento dos indicadores de qualidade da saúde.”</p>
<p><strong>AOS MÉDICOS, PACIENTES, FAMILIARES E ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS</strong></p>
<p>Independentemente dos resultados da reunião em Campinas, as doutoras Maria do Patrocínio e Sandra Gualandro mandam vários recados.</p>
<p>Os de Maria do Patrocínio são para os colegas. Temos que:</p>
<p>1º) parar de olhar para anemia falciforme como uma doença exótica, folclórica, e tratar os portadores como pessoas. Se olharmos eles como pessoas, muita coisa já muda;</p>
<p>2º) nos apropriar do saber sobre a anemia falciforme, para formar equipes multidisciplinares, capacitadas a informar as pessoas, sejam elas portadoras ou não da doença. Quando os pacientes detêm o conhecimento, eles transformam a ação dos profissionais de saúde que encontram.  Isso já acontece na asma e no diabetes;</p>
<p>3º) ser mais propositivos em relação a essa questão e levá-la a debate nas instituições de ensino, nas entidades médicas, nas escolas e outros conselhos de profissionais de saúde;</p>
<p>4º) nos informar mais sobre a dor que acomete o falcêmico. Nas emergências, muitas vezes rejeitamos, por preconceito, a prescrição da morfina. Achamos que essas pessoas querem-na, porque já se “viciaram”. Acontece que se nós não as tratarmos corretamente, elas vão ter mais crises, vão precisar de mais morfina, e aí, sim, podem se tornar dependentes. Julgar a intensidade da dor de um doente não é direito do profissional de saúde. A dor é do outro, e ela tem que ser tratada adequadamente. É nosso dever.</p>
<p>“De fato, o principal motivo para a busca das emergências são as crises de dor – é lancinante”, alerta a doutora Sandra. “Como são recorrentes, muitas vezes os falcêmicos até pedem a medicação específica. Colegas, acreditem neles! Encarem essa dor como se fosse a de um paciente terminal ou de um politraumatizado. A morfina é o medicamento mais seguro para tratar a crise dolorosa intensa. Nessa hora, se eles se sentirem apoiados,  não vão exagerar na dor para conseguir o medicamento.”</p>
<p>Sandra tem outros dois recados:</p>
<p>1º) Para as instituições governamentais. É preciso disponibilizar urgentemente o Doppler transcraniano para todas as crianças com anemia falciforme. Esse exame, um tipo de ultra-som, detecta o aumento de fluxo de sangue na artéria cerebral, podendo prevenir o AVC.</p>
<p>2º) Para os portadores de anemia falciforme e familiares.  É importante que se organizem, como os pacientes com talassemias (doença genética que afeta os povos mediterrâneos, principalmente italianos), HIV/aids e diabetes, e partam para ações positivas. Por exemplo, pedir às câmaras municipais que incluam a anemia falciforme na categoria de transporte gratuito. As idas freqüentes ao hospital pesam muito no orçamento já reduzido por causa da doença. Acreditem: ninguém tem mais poder de pressão que vocês!</p>
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		<title>FDA debate testes de terapias com células embrionárias</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 18:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Em azul, camada de células de retina ecuperadas com células-tronco embrionárias
(Foto: Reprodução/ACT)
Se você acha que os EUA estão atrasados na pesquisa de células-tronco embrionárias humanas (CTEHs) porque George Bush proibiu pesquisas com embriões, pode tirar o cavalo da chuva. Bush só proibiu o uso de verbas federais para esse tipo de pesquisa. Atrasado, literalmente, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/fda-debate-testes-de-terapias-com-celulas-embrionarias/4678/" rel="attachment wp-att-4678" title="logo_ciencia_leite.gif"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/logo_ciencia_leite.gif" alt="logo_ciencia_leite.gif" height="75" width="551" /></div>
<p></a></p>
<div class="outerPostCPrs outerPostC26">
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<div class="postContent">
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/fda-debate-testes-de-terapias-com-celulas-embrionarias/4677/" rel="attachment wp-att-4677" title="actretina.JPG"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/actretina.JPG" alt="actretina.JPG" /></a><br />
<font size="1">Em azul, camada de células de retina ecuperadas com células-tronco embrionárias</font><br />
<font size="1"><strong><em>(Foto: </em></strong><a href="http://www.advancedcell.com/file_download/271" target="_blank"><strong><em>Reprodução/ACT</em></strong></a></font><font size="1"><strong><em>)</em></strong></font></div>
<p>Se você acha que os EUA estão atrasados na pesquisa de células-tronco embrionárias humanas (CTEHs) porque George Bush proibiu pesquisas com embriões, pode tirar o cavalo da chuva. Bush só proibiu o uso de verbas federais para esse tipo de pesquisa. Atrasado, literalmente, está o Brasil, que permitiu os estudos, em 2005, mas a rigor não permitiu, porque uma ação direta de insconstitucionalidade se arrasta desde então, sem decisão à vista do Supremo Tribunal Federal (como registrei <a href="http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2008-04-13_2008-04-19.html#2008_04-13_13_27_07-129493890-25" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Leio agora na agência <a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601103&amp;sid=ack_39N6i50U&amp;refer=us" target="_blank">Bloomberg</a> que três empresas americanas já se preparam para fazer, talvez ainda em 2008, testes pré-clínicos (fase 1) de tratamentos com CTEHs transformadas (diferenciadas) em células de reposição de tecidos lesados. São elas:</p>
<p><strong>Geron Corp.,</strong> de Menlo Park, Califórnia &#8211; Em meados do segundo semestre poderá iniciar testes preliminares com células nervosas derivadas CTEHs (oligodendrócitos e neurônios dopaminérgicos) no tratamento de <a href="http://www.geron.com/showpage.asp?code=prodstsp" target="_blank">traumas de medula espinhal</a>, que confinam tantas pessoas a cadeiras de rodas. Até o momento a empresa só obteve a chamada prova de princípio de que essa terapia celular poderia funcionar, ao restaurar a função de nervos seccionados de ratos com a ajuda de células humanas. Falta provar que é seguro (esta é a função do teste de fase 1) e que funcionaria também em gente (fase 2).</p>
<p><strong>Advanced Cell Technology</strong>, de Alameda, Califórnia &#8211; A empresa já obteve das CTEHs células pigmentares da retina que pretende testar no tratamento da degeneração macular, moléstia que pode provocar perda progressiva da visão e afeta de 15% a 25% das pessoas com mais de 75 anos (estimam-se 60 mil novos casos por ano no Brasil). A ACT prevê um mercado de US$ 28 bilhões para o tratamento, se der certo. Veja uma apresentação da empresa sobre a pesquisa, em inglês, <a href="http://www.advancedcell.com/file_download/271" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>Novocell, Inc.</strong>, de San Diego, Califórnia &#8211; Em fevereiro, a companhia <a href="http://www.novocell.com/news/press/2008-20-20.html" target="_blank">anunciou</a> ter obtido de CTEHs células pancreáticas capazes de produzir insulina em camundongos. Outra prova de princípio, neste caso de que a terapia com células embrionárias poderia tratar pacientes de diabetes tipo 1, que hoje dependem da injeção constante de insulina.</p>
<p>Não por acaso as três empresas se encontram na Califórnia. O Estado do Oeste dos EUA há muito se voltou para a alta tecnologia e embarcou cedo no trem das células-tronco. Em 2004, por meio da Proposição 71, o governo estadual consultou a população sobre a criação de um Instituto de Medicina Regenerativa (<a href="http://www.cirm.ca.gov/" target="_blank">CIRM</a>), e obteve autorização para investir US$ 3 bilhões na iniciativa. Enquanto isso, no Brasil, discutia-se se era o caso de permitir a pesquisa com embriões (e ainda discutimos).</p>
<p>Hoje em dia, nos EUA, o debate já é outro: como testar a segurança das CTEHs, ou melhor, das células terapêuticas delas derivadas. CTEHs são células polivalentes (&#8221;pluripotentes&#8221;, no jargão biomédico), capazes de assumir a identidade de células da maioria das centenas de tecidos que compõem o corpo humano: sangue, dente, cérebro, músculo, osso etc. É preciso ter certeza de que as CTEHs usadas no tratamento vão se transformar só nas células do tecido que se quer regenerar, e em nada mais.</p>
<p>&#8220;Você não vai querer um dente crescendo em seu olho, portanto precisamos saber com absoluta certeza o que vai acontecer&#8221;, disse à Bloomberg Robert Lanza, diretor da ACT. &#8220;Não é do interesse de ninguém correr riscos de qualquer tipo.&#8221;</p>
<p>O problema é que ninguém sabe que tipo de testes é preciso fazer, porque se trata de uma terapia nunca antes experimentada. Nem se existiria uma maneira de padronizar esses testes, como em geral se faz com novos medicamentos, ou se será necessário desenvolver um padrão para cada tipo de células e terapia desenvolvida a partir das CTEHs.</p>
<p>Foi com esse objetivo que a agência de alimentos e fármacos dos EUA, a FDA, realizou cinco dias atrás uma reunião exploratória, como noticiou a revista <em><a href="http://www.the-scientist.com/blog/display/54544/" target="_blank">The Scientist</a></em>. Não se alcançou definição alguma &#8211; a não ser sobre a necessidade de criar um ensaio-modelo para testar a capacidade de cada tipo de célula derivada de CTEHs para induzir tumores (não adianta nada resolver tetraplegia, cegueira ou diabetes e ao mesmo tempo arranjar um câncer para o paciente). Mas pelo menos estão discutindo.</p>
<p>E aqui, na Terra dos Papagaios, não conseguimos nem saber se e quando o STF dará uma decisão final sobre pesquisas com embriões. Quem é que se atrasou?</p></div>
</div>
</div>
<p><strong>Escrito por Marcelo Leite</strong></p>
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		<title>Pilates e prevenção para atletas e idosos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 19:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[acidentes]]></category>
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		<category><![CDATA[prevenção]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

Como Prevenir lesões?
Uma das maiores causas de ocorrência das lesões é a falta de equilíbrio e a execução motora incorreta de movimentos associada a fadiga muscular que diminuem o controle e os reflexos. Isso nos deixa mais vulneráveis em terrenos instáveis e propensos a quedas e contusões. Quando chegamos na 3a Idade temos novos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/pilates-e-prevencao-para-atletas-e-idosos/4646/" rel="attachment wp-att-4646" title="pilates_novo.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/pilates-e-prevencao-para-atletas-e-idosos/4646/" rel="attachment wp-att-4646" title="pilates_novo.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/pilates_novo.jpg" alt="pilates_novo.jpg" /></a></div>
<p>Como Prevenir lesões?</p>
<p>Uma das maiores causas de ocorrência das lesões é a falta de equilíbrio e a execução motora incorreta de movimentos associada a fadiga muscular que diminuem o controle e os reflexos. Isso nos deixa mais vulneráveis em terrenos instáveis e propensos a quedas e contusões. Quando chegamos na 3a Idade temos novos agravantes: problemas na visão, enfraquecimento dos membros inferiores, medicamentos psicoativos, doenças neurológicas, etc.</p>
<p>As lesões podem ser das mais simples como um Entorse ou uma Contusão, ou podem ser mais sérias e dolorosas como uma Luxação, Lesão Ligamentar, Lesão Tendinosa, Tendinites e Bursites, Distensão Muscular, Lesão Meniscal, Condromalácia, Fratura, Periostite, Espondilolistese, Cotovelo do Tenista e outros.</p>
<p>Melhor do que se recuperar de uma lesão de forma rápida e eficiente é poder evitá-la. Hoje com o avanço da medicina, a maioria das pessoas conseguem se recuperar com um mínimo de seqüelas, já os atletas sofrem por nunca terem tempo suficiente para se recuperarem completamente e acabam reincidindo as mesmas lesões sem falar nos idosos que ao sofrerem uma queda, devido aos ossos mais fracos é muito comum ocorrer uma fratura fazendo com que eles fiquem internados muito tempo para a sua recuperação. Esse período é crítico, pois muitos acabam pegando infecções hospitalares, enfraquecendo tanto que nunca mais voltam a andar ou acabam morrendo depressivos por terem se tornado dependentes da ajuda dos familiares.</p>
<p>Segundo pesquisas 60% das pessoas caem em casa (tapetes, degraus muito baixos ou muito altos, piso desnivelado, brinquedos ou pequenos objetos caídos no chão, fraca luminosidade, móveis instáveis, etc), 30% em locais Públicos e 10% nos Hospitais.</p>
<p>Como evitar acidentes no lar?</p>
<p>*<br />
Praticar uma atividade física visando a melhora do equilíbrio, propriocepção, força e flexibilidade. Assim como fazer a correção do Padrão Motor e a correção Postural.<br />
*<br />
Tornar a área de vivência mais segura (eliminando pequenos obstáculos causadores de tropeços, utilizando pisos anti-derrapantes, etc.)<br />
*<br />
Fazer anualmente exames de visão.<br />
*<br />
Divulgar essa informação para que as quedas sejam evitadas ou minimizadas.</p>
<p>O PILATES é uma forma muito eficiente de prevenção de lesões, assim como tem provado ser excelente na Pós-Reabilitação e recuperação das mesmas por desenvolver a força de forma gradual e balanceada, trabalhando a estabilização da coluna, desafiando o equilibrio e melhorando os reflexos.  Tem como objetivo tornar o movimento mais eficiente e econômico, melhorar a Postura e o alinhamento das extremidades, corrigindo os movimentos errôneos de forma natural, onde os novos padrões são facilmente transferidos ao dia-a-dia.</p>
<p>Vale a pena conferir!!!</p>
<p><strong>Tatiana Matsuo</strong></p>
<p>fonte: Curso sobre Lesões para Atletas e Idosos &#8211; Dr. Eduardo Ayub Lopes</p>
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		<title>Ossos flexíveis</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 22:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ossos]]></category>
		<category><![CDATA[osteologia]]></category>

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		<description><![CDATA[ Imagens &#8211; Björn Johansson

Eu que pensava que fontes osteológicas existiam apenas nos museus ou nas minhas costas doloridas.
Afinal também existem outras fontes osteológicas…
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="1"> Imagens &#8211; Björn Johansson</font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/ossos-flexiveis/3749/" rel="attachment wp-att-3749" title="ro.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/03/ro.jpg" alt="ro.jpg" height="342" width="250" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/ossos-flexiveis/3750/" rel="attachment wp-att-3750" title="ro2.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/03/ro2.jpg" alt="ro2.jpg" height="342" width="250" /></a></p>
<p><strong>Eu que pensava que fontes osteológicas existiam apenas nos museus ou nas minhas costas doloridas.<br />
Afinal também existem outras fontes osteológicas…</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Low Buzz May Give Mice Better Bones and Less Fat</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 20:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Artrites]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Ossos]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[By GINA KOLATA
The New York Times
               
Clinton T. Rubin knows full well that his recent results are surprising — that no one has been more taken aback than he. And he cautions that it is far too soon to leap to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="byline">By <a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/people/k/gina_kolata/index.html?inline=nyt-per" title="More Articles by Gina Kolata">GINA KOLATA</a></p>
<p class="timestamp">The New York Times</p>
<p>     <!--NYT_INLINE_IMAGE_POSITION1 -->     <nyt_text>     </nyt_text></p>
<p>Clinton T. Rubin knows full well that his recent results are surprising — that no one has been more taken aback than he. And he cautions that it is far too soon to leap to conclusions about humans. But still, he says, what if &#8230; ?</p>
<p id="articleInline">
<p id="inlineBox"><a href="http://www.nytimes.com/2007/10/30/health/research/30bone.html?_r=1&amp;th&amp;emc=th&amp;oref=slogin#secondParagraph" class="jumpLink"><br />
</a></p>
<p class="image"> <img src="http://graphics8.nytimes.com/images/2007/10/30/science/30bone.jpg" border="0" height="371" width="190" /></p>
<p class="caption"> <strong>FAT</strong> Abdominal scans of two mice show subcutaneous fat (gray) and visceral fat (red). The vibrated mouse, right, has less of both.</p>
<p id="inlineMultimedia">
<h4>Multimedia</h4>
<p class="story first">        <a href="javascript:pop_me_up2('http://www.nytimes.com/imagepages/2007/10/29/science/20071030_BONE_GRAPHIC.html', '870_706', 'width=870,height=706,location=no,scrollbars=yes,toolbars=no,resizable=yes')"> <img src="http://graphics8.nytimes.com/images/2007/10/29/science/1030-sci-BONE_190.126.jpg" alt="Less Fat in Vibrated Mice" border="0" height="126" width="190" /> </a></p>
<h2>  <a href="javascript:pop_me_up2('http://www.nytimes.com/imagepages/2007/10/29/science/20071030_BONE_GRAPHIC.html', '870_706', 'width=870,height=706,location=no,scrollbars=yes,toolbars=no,resizable=yes')">Less Fat in Vibrated Mice</a></h2>
<p><a title="secondParagraph" name="secondParagraph"></a></p>
<p>And no wonder, other scientists say. Dr. Rubin, director of the Center for Biotechnology at the <a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/organizations/s/state_university_of_new_york_at_stony_brook/index.html?inline=nyt-org" title="More articles about State University of New York at Stony Brook">State University of New York at Stony Brook</a>, is reporting that in mice, a simple treatment that does not involve drugs appears to be directing cells to turn into bone instead of <a href="http://health.nytimes.com/health/guides/nutrition/fat/overview.html?inline=nyt-classifier" title="In-depth reference and news articles about Fat.">fat</a>.</p>
<p>All he does is put mice on a platform that buzzes at such a low frequency that some people cannot even feel it. The mice stand there for 15 minutes a day, five days a week. Afterward, they have 27 percent less fat than mice that did not stand on the platform — and correspondingly more bone.</p>
<p>“I was the biggest skeptic in the world,” Dr. Rubin said. “And I sit here and say, ‘This can’t possibly be happening.’ I feel like the credibility of my scientific career is sitting on a razor’s edge between ‘Wow, this is really cool,’ and ‘These people are nuts.’”</p>
<p>The responses to his work bear out that feeling. While some scientists are enthusiastic, others are skeptical.</p>
<p>The mice may be less fat after standing on the platform, these researchers say, but they are not convinced of the explanation — that fat precursor cells are turning into bone.</p>
<p>Even so, the <a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/organizations/n/national_institutes_of_health/index.html?inline=nyt-org" title="More articles about National Institutes of Health, U.S.">National Institutes of Health</a> is sufficiently intrigued to investigate the effect in a large clinical trial in elderly people, said Joan A. McGowan, a division director at the National Institute of <a href="http://health.nytimes.com/health/guides/disease/arthritis/overview.html?inline=nyt-classifier" title="In-depth reference and news articles about Arthritis and Rheumatism.">Arthritis</a> and Musculoskeletal and Skin Diseases.</p>
<p>Dr. McGowan notes that Dr. Rubin is a respected scientist and that her institute has helped pay for his research for the past 20 years, but she does caution against jumping to conclusions.</p>
<p><a href="http://www.nytimes.com/2007/10/30/health/research/30bone.html?_r=1&amp;th&amp;emc=th&amp;oref=slogin">More&#8230;</a></p>
]]></content:encoded>
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