23/07/2008 - 09:08h Informação ou manipulação do eleitor?

A publicação pela AMB de lista de candidatos com processos provocou diversas reações reproduzidas na mídia hoje.
Na sua coluna na Folha de São Paulo, Nelson de Sá informa:

“MAGISTRADOS 1
As Globos lideraram a campanha por uma lista de políticos com suposta “ficha suja” e, com a divulgação dos “dados rigorosamente checados” pelo site de uma Associação de Magistrados, o “JN” trombeteou o “Alerta ao eleitor”. A ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, não Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin.” (TODA MÍDIA)

E o Painel da mesma Folha de São Paulo registra:
“E ele?

Diante da inclusão de Marta Suplicy entre os candidatos com “ficha suja”, apesar da ausência de condenações à ex-prefeita, petistas perguntam por que a Associação dos Magistrados Brasileiros omitiu Gilberto Kassab (DEM) da lista. Ele é co-réu em processo no qual se acusa Celso Pitta de ter feito propaganda pessoal com dinheiro público.”

Nenhum jornal informou que o processo invocado para justificar a inclusão do nome de Marta Suplicy na lista é o mesmo processo existente contra José Serra, por conta dos contratos de ambos para o serviço 156 da prefeitura.

Alguns defensores da publicação da lista procuram separar a estrita função de informação contida no documento da utilização de termos como “lista suja” ou de desqualificação de adversários, que seria obra exclusiva da mídia e de políticos aproveitadores.

No Jornal da Tarde uma contribuição ao debate expõe com clareza o fundo da dicussão (clique na imagem para ampliar e ler)

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03/07/2008 - 10:58h Presidente do PT-SP contesta reportagem da Folha

Carta publicada hoje no painel do leitor da Folha de São Paulo. Como o jornal não contestou a teor da carta de José Américo, deve ter concordado com ela.

Marta
“Em relação à reportagem “Marta erra dados e usa verba de Lula para obras do metrô” (Brasil, 1/7), Marta Suplicy não cometeu nenhum erro na apresentação de qualquer dado.
O leitor só percebe isso a partir da linha fina do texto, que também tem problemas: o assunto é tratado como sendo o programa de governo do PT. Ledo engano. A reportagem teve acesso ao anteprojeto para discussão na convenção municipal do PT do programa de governo. Não é o programa do PT, ainda. Em seu exercício editorial, a Folha imprimiu à ação do PT, de modo injustificável, o caráter de “má-fé”.
Empregou os verbos “subtrair”, ao se referir a citações de casos de dengue, ou “omitir”, à questão de reajustes de ônibus -algo injustificável porque a reportagem informa que houve erro na redação do documento sobre os casos de dengue, algo muito diferente da intenção de subtrair dados, e não houve omissão quanto a reajustes tarifários do transporte coletivo na gestão Marta.”
JOSÉ AMÉRICO DIAS , presidente do PT municipal (São Paulo, SP)

VER TAMBÉM Contrabando

29/04/2008 - 15:39h De serristas para alckministas: Lembranças

PAINEL - FOLHA DE SÃO PAULO

Arquivo.

Para ativar a memória dos covistas indignados diante do aliança Kassab-Quércia: em 1994, quando teve de encarar um segundo turno contra Francisco Rossi, o então candidato a governador Mário Covas pediu e obteve o apoio de Paulo Maluf.

18/03/2008 - 08:23h Tucanos em disputa: manifestações pro-Kassab são respondidas pelos alckministas com ameaças de expurgos

Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

“A cidade é nossa”

A bancada do PSDB na Câmara paulistana divulga hoje uma carta defendendo a aliança em torno da reeleição de Gilberto Kassab (DEM) e apontando os “êxitos” da parceria do prefeito com seu antecessor, o governador tucano José Serra. O título do manifesto dos vereadores é um balde de água fria lançado sobre a candidatura do correligionário Geraldo Alckmin: “A cidade é nossa, há 40 meses. Hoje, prefeitura e Estado dialogam e agem pelo bem da cidade”.
“Escrevi embalado pela solicitação da imensa maioria da bancada”, diz o líder, Gilberto Natalini. A reunião semanal dos vereadores, hoje, será realizada no diretório municipal do PSDB e deverá ter a presença do secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo.

Tô fora. Dos 12 vereadores do PSDB, 9 deram aval ao texto. Tião Farias, pró-Alckmin, tem evitado as reuniões da bancada sobre a eleição.

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PSDB ameaça punir tucanos “kassabistas”

Executiva Estadual do partido faz o alerta após secretários anunciarem apoio à reeleição de Gilberto Kassab, do DEM

Visivelmente irritado com correligionários, Alckmin diz que se partido decidir por candidatura em SP, “vai estar todo mundo junto”

CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO

A Executiva Estadual do PSDB decidiu ontem advertir os tucanos para o risco de punição daqueles que declararem apoio a candidatos de outros partidos. O PSDB enviará uma circular a todas as instâncias do partido alertando para o teor do artigo 15º de seu estatuto, segundo o qual manifestações de voto em outra legenda serão submetidas à Comissão de Ética do partido.
A decisão se dá depois de uma semana de declarações de tucanos em favor da candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. Hoje no primeiro escalão da prefeitura, Walter Feldman (Esportes), Alexandre Schneider (Educação) e Antônio Carlos Malufe (assessoria especial do prefeito) expuseram simpatia pela candidatura de Kassab. Em entrevista à Folha, Schneider chegou a declarar seu voto no prefeito.
Ontem, mesmo dia da publicação da entrevista, a Executiva Estadual decidiu informar o partido sobre a existência do artigo do estatuto, redigido em novembro do ano passado.
Segundo presentes à reunião de ontem, o caso de Schneider não foi formalmente discutido, mas objeto de conversas.
Um dos articuladores da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado Duarte Nogueira diz que o secretário não estaria hoje passível à sanção porque o partido ainda não formalizou decisão sobre a disputa pela prefeitura.
“Por enquanto, só está no campo ético”, disse Duarte, segundo quem a manifestação de Malufe, na semana passada, teria levado o tema à pauta da reunião.
No partido, as declarações de Schneider causaram desconforto. “Isso parece a guerra entre palestinos e judeus. Cada vez que os líderes se reúnem para tentar um acordo, alguém solta uma bomba para inviabilizar o entendimento”, reagiu o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lôbo.
Sempre contido, Alckmin deixou clara sua irritação. Após enfatizar que o partido é amplamente favorável à candidatura própria, disse que espera o respeito dos tucanos ao que chamou de “vontade partidária” e sentimento do partido.
“Sou um democrata. Acho que é bom que discuta, que haja posições que não são as mesmas. Agora, decidido, vai estar todo mundo junto”, afirmou ontem, após palestra na Faculdade de Direito Professor Damásio de Jesus, em São Paulo.
Alckmin disse não ter dúvida do apoio do partido a sua candidatura. “Da mesma forma que, se o partido decidir que o caminho é outro, eu vou ajudar. sou homem de partido. Se não, não precisa ter partido”.
Alckmin evocou a fidelidade partidária: “Conheço as pessoas que compõem o PSDB. São pessoas que têm fidelidade. Estarão juntas na decisão”.
Alckmin admitiu que elabora um programa de governo para a cidade. “Já estamos ajudando a construir um grande programa de governo, numa visão metropolitana”, disse Alckmin, antecipando que viajará para Colômbia no mês que vem atrás de “inspiração”.
Na semana que vem, seus apoiadores farão um manifesto de apoio à candidatura.
Sobre as manifestações de tucanos, afirmou: “As pessoas têm toda liberdade de expor sua opinião. Se a posição majoritária do partido for essa, nenhum problema. Mas entendo que a vontade do partido é pela candidatura própria”.
Na palestra, Alckmin afirmou que, com a fixação de um mínimo de oito deputados por Estado, o Senado “não teria muito benefício político”.
Mas citou Ulysses Guimarães para dimensionar as dificuldades de mudança na modelo de representatividade do Congresso. “Dr. Ulysses dizia, citando Goethe: mais difícil que matar o monstro é remover seus destroços”.

10/12/2007 - 10:30h Painel de informações e recados

Painel da Folha de São Paulo

RENATA LO PRETE painel@uol.com.br

Trabalho de base

O empate técnico com Geraldo Alckmin caiu bem, assim como a constatação, contrária ao que havia afirmado Ibope recente, de que Marta Suplicy, hoje, bateria Gilberto Kassab num eventual segundo turno. Porém, o dado do Datafolha que mais animou os defensores da candidatura da ex-prefeita em 2008 foi a queda de sete pontos em sua taxa de rejeição -29% contra 36% em agosto, quando a crise aérea e o “relaxa e goza” ocupavam o centro do noticiário.
Eles alegam que, quando ainda nem se sabe quem estará na cédula, a posição no páreo importa menos do que a melhora na aceitação de Marta. “Não sabemos se ela topará nem temos ilusão de que será uma eleição fácil”, diz um petista. “Mas quem tentar derrotá-la com base em campanha negativa vai se dar mal”.

Vida real 1. Alguns dos petistas mais bem colocados no Datafolha sobre a sucessão de 2008 devem ficar fora da disputa. É o caso de Patrus Ananias, que empata tecnicamente com nomes tucanos na liderança em Belo Horizonte. Menos pressionado do que Marta em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento Social tende a esperar o trem de 2010 -seja para o Planalto, seja para o governo de Minas.

Vida real 2. Outro petista que pontuou bem, mas não deve constar da cédula, é o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, terceiro colocado em Recife (14%). Neste caso, porque a decisão sobre o candidato do partido caberá ao atual prefeito, João Paulo. Que já se definiu pelo secretário João da Costa (8%).