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	<title>Blog do Favre &#187; palestinos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>É hora de romper o círculo vicioso</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 

Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP
Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.
Essa desproporcionalidade fortaleceria os candidatos extremistas nas eleições israelenses e atenderia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/israel_palestina.jpg" alt="israel_palestina.jpg" width="552" height="369" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong>Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP</strong></font></p>
<p>Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.</p>
<p>Essa desproporcionalidade fortaleceria os candidatos extremistas nas eleições israelenses e atenderia aos objetivos dos fanáticos na Faixa de Gaza e no mundo árabe.</p>
<p>Operações militares desproporcionais nada mais são do que vingança. E vingança nada mais é do que a satisfação de instintos primitivos básicos.</p>
<p>Vejo o Hamas como um bando de criminosos que, há muito tempo, direciona sua ação contra civis israelenses. Nos últimos anos, nada menos do que 10.000 foguetes foram lançados pelo grupo contra cidades e povoados dentro de Israel.</p>
<p>O Hamas também é um bando de criminosos porque usa civis palestinos como escudos humanos e porque, cinicamente, esconde-se atrás de mulheres e crianças.</p>
<p>Mas matar mais civis palestinos não vai levar a nada, já que os radicais islâmicos não se importam absolutamente com essas mortes.</p>
<p>Como o líder do grupo na Síria, Khaled Meshal, disse recentemente, &#8220;a atual geração de palestinos pode ser sacrificada&#8221;.</p>
<p>A única resposta eficaz é um ataque bem calculado, proporcional, contra os criminosos do Hamas, que tente ao máximo poupar a vida de palestinos inocentes. O Egito está intermediando um cessar-fogo e Israel tem de dar uma chance a essa mediação.</p>
<p>Não devemos nos esquecer que o maior revés para o Hamas seria um eventual acordo de paz entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas. Um acerto desse tipo entre palestinos e israelenses é possível &#8211; e talvez até mesmo iminente.</p>
<p><strong>* Amos Oz é escritor israelense</strong></p>
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		<title>Israel: eleição é o epílogo da guerra em Gaza</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 11:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP
Na terça-feira teremos eleições em Israel. Será o epílogo da guerra contra Gaza e o Hamas, que matou um grande número de civis palestinos. Não devemos esquecer que o conflito foi arquitetado pelos trabalhistas (Ehud Barak é ministro da Defesa) e pelo Kadima (Tzipi Livni é chanceler) para tentar derrotar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://warisboring.com/wp-content/uploads/2008/03/gaza.jpg" alt="http://warisboring.com/wp-content/uploads/2008/03/gaza.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP</p>
<p>Na terça-feira teremos eleições em Israel. Será o epílogo da guerra contra Gaza e o Hamas, que matou um grande número de civis palestinos. Não devemos esquecer que o conflito foi arquitetado pelos trabalhistas (Ehud Barak é ministro da Defesa) e pelo Kadima (Tzipi Livni é chanceler) para tentar derrotar o Likud de Benjamin Netanyahu e seus aliados da direita religiosa e secular.</p>
<p>A operação contra Gaza alcançou o objetivo? Os trabalhistas e centristas conseguirão derrotar Netanyahu? No início, acreditou-se que sim, pois a operação foi um sucesso. Agora, porém, os israelenses se perguntam se o triunfo militar não foi um fracasso político.</p>
<p>O Hamas continua de pé. Os túneis por onde recebiam foguetes e armas foram destruídos, mas já estão sendo reconstruídos. No plano internacional, a violência foi desaprovada. Até Yagil Levy, um israelense especialista militar, se disse chocado com o número de palestinos mortos.</p>
<p>A proporção, que durante a Intifada foi de seis palestinos para cada israelense, desta vez foi de 60 para um. Levy acredita que alguns militares do alto escalão devem ser levados a tribunais internacionais. Aqueles que lançaram o bombardeio (trabalhistas e Kadima) não melhoraram sua posição. Netanyahu está tão certo da vitória que, no início, nem se preocupou em fazer campanha. Há alguns dias, contudo, resolveu sair de sua &#8220;torre de marfim&#8221; e participou do debate eleitoral.</p>
<p>Por que? Porque sua liderança diminuiu, mas apenas ligeiramente. O Kadima, partido fundado por Ariel Sharon, uma figura carismática, cresceu. Além disso, surgiu em cena um personagem inesperado: Avigdor Lieberman. De origem russa, ele lidera o partido ultranacionalista Israel Beiteinu.</p>
<p>Orador eloquente, ele aproveitou-se do mal-estar em Israel para ampliar seu eleitorado. Segundo pesquisas, seu partido está na frente dos trabalhistas. Portanto, ele será fundamental na formação do próximo governo. Likud e Kadima estão de olho nele. Netanyahu já lhe prometeu um cargo importante. Além disso, temendo ver mais um a sua direita, endureceu seu discurso e afirmou que o Likud manterá Jerusalém unida sob a soberania de Israel.</p>
<p>Livni não ficou para trás. Sabe que há uma rivalidade entre os dois líderes da direita &#8211; Netanyahu e Lieberman &#8211; e tenta atrair o Israel Beiteinu. Ela não está desesperada para chegar lá, mas alguns observadores acham que ela está se iludindo.</p>
<p><strong>*Gilles Lapouge é correspondente em Paris </strong></p>
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		<title>&#8221;Solução de dois Estados só depende de Israel&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 14:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[



Jimmy Carter: ex-presidente americano; segundo Carter, medida não foi adotada até agora porque israelenses rejeitam se retirar da Cisjordânia

&#160;
Reza Aslan, Global Viewpoint &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter debate as perspectivas para uma solução de dois Estados para a crise palestino-israelense, bem como a política externa americana diante do Irã.
Segundo os argumentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.chinadaily.com.cn/world/2007-05/21/xin_18050421084960260554.jpg" alt="http://www.chinadaily.com.cn/world/2007-05/21/xin_18050421084960260554.jpg" width="200" height="226" /><img src="http://arrastao.org/ficheiros/800px-israel_and_palestine_peace.png" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://arrastao.org/ficheiros/800px-israel_and_palestine_peace.png" width="313" height="181" /></div>
</h3>
<p><strong>Jimmy Carter: ex-presidente americano; segundo Carter, medida não foi adotada até agora porque israelenses rejeitam se retirar da Cisjordânia</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Reza Aslan, Global Viewpoint &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter debate as perspectivas para uma solução de dois Estados para a crise palestino-israelense, bem como a política externa americana diante do Irã.</p>
<p>Segundo os argumentos do seu novo livro, &#8220;Podemos chegar à paz na Terra Santa: Um plano que vai funcionar&#8221;, a imensa maioria dos israelenses e palestinos já aceita os parâmetros de uma solução de dois Estados. Então por que a solução de dois Estados ainda parece tão longe de se tornar realidade?</p>
<p>Até o momento isso se deveu ao fato de os israelenses não estarem dispostos a dar um passo fundamental, que é a retirada da Cisjordânia. Isso é central para a solução do conflito, e Israel não apenas continuou a aumentar o número de assentamentos no território como também construiu uma muralha na área palestina da Cisjordânia. Se os israelenses aceitarem a solução, terão de se retirar da Cisjordânia e eles ainda não demonstraram disposição em fazê-lo.</p>
<p><strong>Parece que durante cerca de 40 anos o status quo beneficiou Israel. Mas agora parece que ocorreu uma virada, em termos demográficos. Não falta muito tempo para que haja mais árabes do que judeus entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão. Esta não é a verdadeira ameaça à existência de Israel? </strong></p>
<p>Exato. Logo haverá uma maioria árabe naquele território de um único Estado, o que significa que Israel terá apenas três opções completamente inaceitáveis. Uma delas é o que se pode chamar de limpeza étnica, coisa que ninguém deseja, e isto significa obrigar os palestinos a deixar o território. A segunda opção seria ter um país dentro do qual houvesse duas classes de cidadãos: uma delas seria composta pelos judeus, que teriam direito ao voto; a outra seria formada pelos árabes sem direito ao voto. E isso seria equivalente ao apartheid sul-africano.</p>
<p>A terceira e última opção é deixar que os árabes detenham a maioria dos votos, e com alguma divisão entre os judeus, e os árabes votando em bloco, eles controlariam todo o governo e não haveria mais um Estado judaico. Estas são as opções, excluída a solução de dois Estados.</p>
<p><strong>Parece que a opinião pública e a mídia americanas estão mais dispostas a criticar Israel após a guerra em Gaza.</strong></p>
<p>As pesquisas mostram que isso é verdade. Acho que veremos grandes mudanças, e a demonstração mais concreta é a eleição de Barack Obama. Desde sua primeira semana na presidência, ficou claro que a paz no Oriente Médio será uma de suas prioridades. E o enviado especial escolhido por ele, George Mitchell, é muito mais qualificado do que muitos de seus predecessores.</p>
<p>A maioria dos israelenses está disposta a abrir mão da Cisjordânia em troca da paz, e os palestinos desejam a mesma coisa. A poderosa voz do presidente dos EUA terá um imenso impacto sobre a opinião pública, não somente no seu país, mas também nos territórios palestinos e em Israel.</p>
<p><strong>Qual seria a principal lição que o presidente deveria aprender a partir da sua experiência nas tentativas de encerrar o conflito no Oriente Médio? </strong></p>
<p>Os EUA precisam desempenhar um papel forte desde os primeiros momentos de seu governo, sendo enfáticos nos esforços para conduzir as negociações até a sua conclusão. É necessário agir logo, demonstrar comprometimento profundo e ser persistente.</p>
<p><strong>Este processo começa com o reconhecimento do papel desempenhado pelo Hamas nas negociações?</strong></p>
<p>Ainda é cedo para isto. O Hamas se comprometeu a aceitar qualquer acordo negociado com Israel, desde que seja submetido ao povo palestino em um plebiscito, ou se for eleito um governo de unidade e os representantes do governo aprovarem o acordo. Este é um importante passo a ser dado quando chegar o momento nas negociações com o Hamas.</p>
<p><strong>Talvez agora tenhamos a oportunidade de reconsiderar os últimos 30 anos de política externa americana em relação ao Irã. Que conselho daria a Obama a respeito do melhor modo de tentar uma aproximação com o Irã?</strong></p>
<p>Ele já prometeu, antes e depois de ser eleito presidente, que abrirá todas as formas de comunicação com o Irã. Se você descartar o presidente Mahmud Ahmadinejad e se aproximar de membros mais responsáveis do governo do Irã, penso que, quando Obama enviar alguém para explorar as possibilidades de negociação, acho que essa pessoa será bem recebida. Meu conselho para Obama é simplesmente fazer o que prometeu que faria: abrir um canal de comunicações com o Irã.</p>
<p><strong>O senhor é otimista com relação à situação no Irã e no Oriente Médio daqui a oito anos?</strong></p>
<p>Sim, comparando com as circunstâncias atuais, de onde partimos. O melhor meio de restringir os movimentos potenciais do Irã para aumentar sua capacidade nuclear é conseguir a paz entre israelenses e palestinos, acabar com a guerra oficial entre Israel e Síria, Israel e Líbano. Acho que isso eliminaria, e muito, a ameaça da qual os iranianos sentem que precisam se defender. E de uma maneira mais geral, debilitaria a influência de Teerã e seu prestígio, que cresceu por causa da guerra do Iraque. Assim, o fim da guerra no Iraque e a paz no Oriente Médio seriam duas coisas que colocariam o Irã de volta a uma posição em que sua influência negativa em prol do terrorismo diminuiria, e o país sentiria menos necessidade de ter armas nucleares para se defender.</p></div>
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		<title>Dia Internacional em memória das vitimas do Holocausto</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 14:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
São Paulo-SP, 27 de janeiro de 2009
 Foto Ricardo Stuckert / PR


Meus amigos e minhas amigas,
Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto<br />
São Paulo-SP, 27 de janeiro de 2009</strong></p>
<div align="center"> <font size="1"><em>Foto Ricardo Stuckert / PR</em><br />
</font></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.info.planalto.gov.br/imagens/Fotografia_imagens/foto_grande/27012009G00007.JPG" alt="Presidente Lula participa de cerimônia do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto _(São Paulo, SP, 27/01/2009) _Foto: Ricardo Stuckert/PR" width="553" height="357" /></div>
<p>Meus amigos e minhas amigas,</p>
<p>Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer que me sinto pessoalmente envolvido com a instituição desta data. Em agosto de 2004, recebi de uma comitiva do Congresso Judaico Mundial e de líderes comunitários brasileiros – certamente alguns deles estão aqui presentes – uma petição à ONU solicitando medidas mais concretas na luta contra o anti-semitismo. Assinei de imediato o documento, afinal, o Estado brasileiro foi co-patrocinador de diversas resoluções da ONU afirmando a importância de rememorar aquela tragédia. Mais tarde, eu soube que o Brasil foi o primeiro país a subscrever aquela petição. Soube também que ela serviu de base para consagrar 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.<br />
Hoje, como em todos os dias, devemos nos empenhar na luta da memória contra o esquecimento. É preciso manter viva a lembrança, para que nunca mais se repita o assassinato em massa, o genocídio como ideologia e a limpeza étnica como razão de Estado.<br />
O regime nazista promoveu a mutilação espiritual, a humilhação moral, a ruína material e a eliminação física de milhões de homens, mulheres e crianças. Vitimou judeus, comunistas, homossexuais, negros, ciganos, testemunhas de Jeová e todos que considerou inferiores na raça, no credo e na cor. O holocausto marcou o auge da crueldade humana e configurou o maior episódio de violência e covardia de nossa história, um episódio que não deveria ter ocorrido e que não pode nunca mais voltar a ocorrer.<br />
É certo que a intolerância e a xenofobia ainda não foram totalmente extintas. No entanto, em todo o mundo a sociedade vem dando importantes passos na superação dos preconceitos. Um grande exemplo acaba de se concretizar nos Estados Unidos. Lá, há poucas décadas, negros e brancos não tinham os mesmos direitos. E hoje, pela primeira vez, um negro é presidente dos Estados Unidos. O combate ao ódio e à discriminação já não é um grito isolado, mas integra o ideário das sociedades dos mais diferentes países.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
Ao participar deste evento, ano após ano, busco demonstrar o profundo respeito que eu e todo o governo nutrimos pelas comunidades que compõem a grande nação brasileira. Eu me orgulho de ser presidente de um país marcado pela diversidade, onde a tolerância garante o respeito mútuo a todos. Temos uma legislação clara e rigorosa no que se refere a todas as formas de intolerância. Somos uma das poucas democracias do mundo, talvez a única, em que a Constituição garante que para crime de racismo não deve existir nem fiança, nem prescrição.<br />
O Brasil não aceita discriminação. Judeus e árabes, sejam religiosos ou não, convivem pacífica e harmoniosamente em nossas cidades, dividem espaços e compartilham a construção e o desenvolvimento do Brasil. Por isso, o conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio, atinge os corações e as mentes de todos, e nos obriga a evitar que o ódio contamine o nosso país. Mais do que tudo, o Brasil pode se valer dessa convivência pacífica para colaborar para a construção da paz.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
A diplomacia brasileira tem uma larga tradição de atuar de forma conciliatória na solução de conflitos, e no que se refere aos povos israelense e palestino, nosso Estado vem ao longo de seis décadas ratificando as resoluções internacionais que têm por objetivo garantir a coexistência pacífica e segura de dois Estados soberanos. Esse tem sido o sentido de todas as nossas manifestações, pois só assim alcançaremos a paz naquela região. Eu tenho me esforçado pessoalmente para impedir que o ódio mútuo, acumulado ao longo de décadas, acabe sufocando ainda mais as alternativas de paz.<br />
Como vocês sabem, recentemente determinei ao chanceler Celso Amorim que viajasse à região com o objetivo de apoiar os esforços para o cessar-fogo, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz reguladora. Na ocasião, a diplomacia brasileira reiterou às autoridades sírias, israelenses, palestinas, jordanianas e egípcias, a necessidade de se evitar mais mortes e sofrimento na população civil de ambos os lados.<br />
Lembramos às partes envolvidas que há outros atores interessados em agir a favor de um entendimento, e a paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil. Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos dividendos econômicos que podem ser obtidos na região. Nosso interesse exclusivo é o de contribuir para a paz duradoura e definitiva na região.<br />
O Brasil tem condições e credenciais para participar, junto com outros países, de iniciativas que conduzam a um consenso para superar a violência e a irracionalidade. Por isso mesmo, apoiamos a realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, ocorrida em novembro de 2007, como um passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino viável, e da existência de Israel em condições de segurança e de soberania. O Brasil não aceita a escalada da violência como solução para os conflitos.<br />
Lamentamos profundamente a morte de civis, mulheres e crianças. Conclamamos o pronto estabelecimento das condições que permitam a plena retomada da assistência humanitária à população de Gaza e a tranquilidade para a população de Israel. Guardo uma profunda esperança na construção do diálogo e continuarei empenhado para que, o mais rápido possível, aquela região viva uma trégua consistente que seja prenúncio de uma paz duradoura.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
Que este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ajude a todos os homens e mulheres a se recordarem das iniquidades que tanto macularam a trajetória da Humanidade. Que ele fale à consciência coletiva sobre a necessidade de se reparar os danos sofridos no passado, de se interromper as injustiças do presente e de se evitar tragédias no futuro.<br />
Espero, sobretudo, que este dia nos convide a olhar para as novas gerações, que não podem ser hostilizadas pelos erros cometidos por seus antepassados. Devemos garantir que as crianças e jovens se desenvolvam em um ambiente onde a desconfiança mútua seja substituída pelo preceito bíblico, quando diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.<br />
Shalom. Muito obrigado.</p>
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		<title>Os dois povos devem viver juntos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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     Muamar Kadafi*, The New York Times &#8211; O Estado de São Paulo




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A chocante intensidade da última onda de violência entre israelenses e palestinos nos impele a considerar a extrema urgência de uma solução final para a crise do Oriente Médio. É vital não apenas romper este ciclo de destruição e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://jlhuss.blog.lemonde.fr/files/2008/05/kadafi1.1211574634.jpg" alt="http://jlhuss.blog.lemonde.fr/files/2008/05/kadafi1.1211574634.jpg" width="426" height="319" /></div>
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<h3 style="background-color: #ffff99">     <strong>Muamar Kadafi*, The New York Times &#8211; O Estado de São Paulo</strong></h3>
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</span></p>
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<p>A chocante intensidade da última onda de violência entre israelenses e palestinos nos impele a considerar a extrema urgência de uma solução final para a crise do Oriente Médio. É vital não apenas romper este ciclo de destruição e injustiça, mas também negar aos radicais religiosos que se alimentam do conflito uma desculpa para promover suas próprias causas.</p>
<p>Mas para onde quer que olhemos, entre os discursos e as iniciativas da diplomacia, não há um caminho concreto para um avanço. Uma paz justa e duradoura entre Israel e palestinos é possível, mas deve ser procurada na história do povo dessa terra em constante conflito, e não na desgastada retórica das soluções que apontam para a criação de dois Estados.</p>
<p>Embora seja difícil de perceber, depois dos horrores que acabamos de testemunhar, entre judeus e palestinos nem sempre existiu um estado de guerra. Na realidade, muitas das rupturas ocorridas entre os dois povos são recentes. O próprio nome &#8220;Palestina&#8221; era usado comumente para definir toda a região, até mesmo pelos judeus que viviam ali, até 1948, quando começou a ser usado o nome &#8220;Israel&#8221;.</p>
<p>Judeus e muçulmanos são primos e descendem de Abraão. Ao longo dos séculos, ambos sofreram cruéis perseguições e, muitas vezes, se ajudaram mutuamente. Os árabes ofereceram guarida aos judeus e os protegeram quando estes sofriam sob o governo de Roma e quando foram expulsos da Espanha, na Idade Média.</p>
<p>A história da região é marcada por governos transmitidos entre tribos, nações e grupos étnicos, que resistiram a muitas guerras e a ondas migratórias de povos vindos de todas as direções. É por isso que a questão se torna tão complicada quando uma das partes reivindica o direito de ser dona dessa terra.</p>
<p>O cerne do moderno Estado de Israel é a inegável perseguição ao povo judeu, que foi escravizado, massacrado, perseguido por egípcios, romanos, ingleses, babilônios, cananeus e, mais recentemente, pelos nazistas. O povo judeu merece uma pátria, mas os palestinos também têm uma história de perseguições e consideram as cidades de Haifa, Acra, Jafa como a terra de seus ancestrais, transmitida de geração em geração, até pouco tempo atrás.</p>
<p>Portanto, os palestinos acreditam que o que agora se chama Israel é parte de sua nação, mesmo que fiquem com Cisjordânia e Gaza. E os judeus acreditam que a Cisjordânia é a Samaria e a Judeia, parte da sua pátria, mesmo que ali venha a estabelecer-se um Estado palestino.</p>
<p>Com o cessar-fogo em Gaza ressurgiram os apelos para uma solução de dois Estados, que nunca funcionará. Essa solução criará uma ameaça para a segurança de Israel. Um Estado árabe armado na Cisjordânia daria a Israel menos de 16 quilômetros de profundidade estratégica em seu ponto mais estreito. Além disso, um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza não solucionaria o problema dos refugiados. Qualquer situação que mantenha a maioria dos palestinos em campos de refugiados e não ofereça uma solução dentro de suas fronteiras históricas não é uma solução.</p>
<p>Pelas mesmas razões, a divisão da Cisjordânia em áreas judaicas e árabes, com zonas-tampão entre elas, não funcionará. As áreas palestinas não teriam condições de abrigar todos os refugiados e as zonas-tampão simbolizariam a exclusão e alimentariam tensões.</p>
<p>Em termos absolutos, os dois movimentos terão de permanecer em um perpétuo conflito ou chegar a um compromisso: o da criação de um Estado único para todos, uma &#8220;Isratina&#8221;, que permita que as pessoas de cada lado sintam que podem viver em toda a região.</p>
<p>Um requisito fundamental da paz é o direito dos palestinos refugiados de regressarem para as casas que suas famílias deixaram, em 1948. É uma injustiça que os judeus que não viviam originalmente na Palestina, nem seus antepassados, venham do exterior para se estabelecer ali, enquanto essa permissão é negada aos palestinos que foram obrigados a fugir dali há relativamente pouco tempo.</p>
<p>É um fato incontestável que, até recentemente, os palestinos viviam nessa terra, eram donos de fazendas e casas, mas tiveram de sair com medo da violência dos judeus após 1948. Por isso, somente o território total da Isratina poderá abrigar todos os refugiados e favorecer a justiça, que é o elemento fundamental da paz.</p>
<p>A assimilação é um fato concreto da vida em Israel. Mais de 1 milhão de árabes muçulmanos vivem no país. Eles têm nacionalidade israelense, participam da vida política e constituem partidos. Por outro lado, há assentamentos israelenses na Cisjordânia. As fábricas israelenses dependem da mão-de-obra palestina e há intercâmbio de produtos e serviços. Essa assimilação, por seu sucesso, pode ser um modelo para Isratina.</p>
<p>Se a atual interdependência e o fato histórico da coexistência de judeus e palestinos servirem de orientação a seus líderes, e se, na busca de uma solução de longo prazo, eles olharem além da violência recente e da sede de vingança, perceberão que a coexistência debaixo de um único teto é a única opção para uma paz duradoura.</p>
<p><strong>*Muamar Kadafi é presidente da Líbia </strong></p>
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		<title>Obama e o PT</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 13:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O título acima é do artigo de Fernando Rodrigues na Folha de hoje. No artigo o jornalista crítica um excesso de otimismo por parte do PT em relação a Obama.
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<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/obama-e-o-pt/9325/" rel="attachment wp-att-9325" title="obama_bandeira.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/obama_bandeira.jpg" alt="obama_bandeira.jpg" width="377" height="285" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/obama-e-o-pt/9326/" rel="attachment wp-att-9326" title="estrelita.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/estrelita.gif" alt="estrelita.gif" /></a></div>
<div align="center"></div>
<p>O título acima é do artigo de Fernando Rodrigues na <strong>Folha</strong> de hoje. No artigo o jornalista crítica um excesso de otimismo por parte do PT em relação a Obama.</p>
<p>Acusado de não enxergar a realidade e de compartilhar com os demais políticos brasileiros uma visão atávica, maniqueísta, dos cenários externos; o jornalista considera que o PT reduz as questões à dicotomia do bem contra o mal. O partido prefere o autoengano e &#8220;beira o delírio&#8221; por escrever que <strong>&#8220;(Obama) &#8220;indicou claramente a necessidade de iniciar um novo ciclo histórico e sepultar uma era de fundamentalismo neoliberal&#8221;</strong>. Este é o conteúdo do razoamento exposto por Fernando Rodrigues.</p>
<p>Talvez o jornalista esteja certo sobre o grau de esperança, ou ilusão para alguns, que o PT compartilha com a maioria esmagadora dos norte-americanos. Mas o PT não diz, como pretende Fernando Rodrigues, que Obama &#8220;romperá com os cânones do livre mercado&#8221;.</p>
<p>O que os petistas consideram, assim como 99% dos jornalistas e artigos escritos na imprensa brasileira e mundial, é que Obama (e a crise) vão fechar uma era iniciada com Reagan e aprofundada por Bush, onde o fundamentalismo neoliberal fez da desregulação o credo central da política econômica nos Estados-Unidos e no mundo.</p>
<p>Dito com as palavras de Paul Krugman: <strong>&#8220;O fracasso da política monetária na crise atual mostra que Keynes estava certo. E o pensamento keynesiano está por trás do programa de Obama para a economia.&#8221;</strong> (caderno <strong>The New York Times</strong> da <strong>Folha SP</strong> de hoje).</p>
<p>O Prêmio Nobel de economia não pensa que Obama romperá com o livre mercado, mas sim com a ideia que o mercado resolverá -se liberado das interferências do Estado- as &#8220;negatividades&#8221; do capitalismo. Para Krugman, a era Obama coincide com um retorno da ação reguladora e intervencionista do Estado, condição <em>sine qua non</em> para a reconstrução da economia americana e mundial.</p>
<p>Ilusão?</p>
<p>A revista <strong>BussinesWeek</strong>, em artigo de John Carey e Theo Francis (ver aqui <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/setor-empresarial-americano-espera-uma-nova-era-de-regulamentacao/" title="Setor empresarial americano espera uma nova era de regulamentação" rel="bookmark">Setor empresarial americano espera uma nova era de regulamentação</a>), disse com relação a Obama e seu governo:<br />
<strong>&#8220;O fato de o governo democrata que assume amanhã o poder estar defendendo controles mais rigorosos sobre o setor privado não surpreende. Mas, desta vez, o retorno do pêndulo não é puramente ideológico. Só em 2008 houve o derretimento financeiro, brinquedos contaminados com chumbo, aeronaves com registros de inspeção duvidosos e vegetais contaminados com salmonela, entre outros casos que afetaram empresas tanto grandes como pequenas. &#8220;Há evidente percepção no país de que a era de desregulamentação prejudicou os EUA&#8221;, diz David Michaels, diretor de saúde ambiental na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade George Washington.</strong></p>
<p><strong>Agora que os ventos da política sugerem mudanças inevitáveis, muitas empresas declaram apoiar maior rigor na regulamentação. A nova mentalidade em Washington, diz William Morin, diretor de assuntos governamentais na Applied Materials, fabricante de semicondutores em Santa Clara, Califórnia, &#8216;é a diferença entre as pessoas que querem fazer o governo funcionar e um pessoal que via o governo como sendo o problema&#8217;.&#8221;</strong></p>
<p>Delírio?</p>
<p>Penso que não. Uma visão apenas lúcida sobre o significado político da vitória de Obama e sua relação com a profundidade da crise econômica.</p>
<p>Obama estará plenamente à altura do desafio? Poderá agir apesar da oposição Republicana no congresso? fará concessões? recuará em algumas questões? Tudo isto dependerá das relações de força políticas, sociais e das pressões de <em>lobbys</em> poderosos.</p>
<p>A resposta a estas e a outras questões relacionadas ao curso inevitavelmente sinuoso que assumirá a política de Obama, não está escrita nas estrelas, mesmo as vermelhas.</p>
<p>A simpatia do PT por Obama faz parte de uma identificação do partido com às posições favoráveis à regulamentação e ao carácter redistributivo que deve assumir o Estado e contrárias as pregações neoliberais, assumidas pelo programa de Obama. Isto não significa, evidentemente, endossar toda sua política, seja interna ou externa, diplomática ou comercial.</p>
<p><strong>Palestinos e PT</strong></p>
<p>Pulando de Obama para o Oriente Médio, Fernando Rodrigues considera que a visão &#8220;atávica&#8221; opera não só fazendo de Obama a incarnação do bem, mas também é extensiva à simpatia do PT pelos palestinos. Novamente, vale a pena ser precisos.</p>
<p>Tenho uma enorme simpatia pelos palestinos e não penso estar renegando minha condição de judeu fazendo esta afirmação. Os judeus vitimas de persecução e do antissemitismo só podem ter simpatia pelo direito dos palestinos a existir como nação livre e independente. O que os petistas defenderam sempre (e não deveria ser esquecido pelos petistas) é que este direito não pode implicar, nem visar, a destruição do Estado de Israel e do direito dos israelenses a viverem em paz. Por isso o PT nunca transferiu suas simpatias pelos palestinos, para os integristas do Hamas, nem para os atentados suicidas visando civis. Condenar o Hamas, seu integrismo apoiado no fanatismo religioso, não é para o PT renegar suas simpatias pelo sofrimento e pela luta do povo palestino.</p>
<p>Mas essa simpatia pelo justo direito dos palestinos a um Estado exige, sim, condenar sem meias palavras a política de força militar, de bombardeio de populações indefesas, de muros vergonhosos, de asfixia desumana, como a que o governo de Israel pratica depois que abandonou o processo iniciado com os acordos de Oslo. Criticando assim, o PT estará manifestando não só sua simpatia pelo povo palestino, mas uma verdadeira empatia com o povo de Israel que vê a paz almejada, cada vez mais distante, pois a política belicista de seu governo alimenta o fanatismo reacionário do Hamas.</p>
<p><strong>Luis Favre</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_wu_EEgl9xSA/SLhIwEiZHJI/AAAAAAAADtc/OoPcZ7ZBQKM/s400/Obama+inspira.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_wu_EEgl9xSA/SLhIwEiZHJI/AAAAAAAADtc/OoPcZ7ZBQKM/s400/Obama+inspira.jpg" width="269" height="192" /></div>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">FERNANDO RODRIGUES</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Obama e o PT </strong></font></p>
<p><strong>BRASÍLIA -</strong> Barack Obama toma  posse amanhã e a onda obamista  parece ter contaminado os petistas.  Logo depois da vitória do democrata na eleição presidencial dos EUA,  o PT ofereceu uma análise no boletim distribuído pela sigla na Câmara dos Deputados.<br />
Foi um relato do deputado petista Nilson Mourão, do Acre, enviado  aos EUA para assistir ao processo  eleitoral. O acreano não é propriamente uma estrela do establishment do PT, mas sua avaliação é um  denominador comum na legenda.<br />
Em texto benevolente com o norte-americano, Mourão pontifica: &#8220;Barack Obama tem luz própria, carisma, simpatia, competência, liderança, qualidades que se manifestam em 16 meses de campanha. Ele não é um &#8220;produto bem vendido&#8221; nem uma &#8220;criatura&#8221; da mídia&#8221;.<br />
O relato do petista acreano aproxima-se do delírio ao afirmar que Obama &#8220;indicou claramente a necessidade de iniciar um novo ciclo histórico e sepultar uma era de fundamentalismo neoliberal&#8221;. Não há a evidência de que o norte-americano romperá com os cânones do livre mercado. Como escreveu o festejado comentarista da CNN Fareed Zakaria, &#8220;o novo presidente dos EUA será julgado pela habilidade de salvar o capitalismo&#8221;.<br />
Mas a análise produzida por Nilson Mourão não é inútil. Expõe  uma dificuldade atávica dos políticos brasileiros -não só os do PT-  para entender com alguma sofisticação o cenário externo. Comportam-se como se tudo fosse um jogo  do bem contra o mal. No caso da faixa de Gaza, é nítida a simpatia dos  petistas pelos palestinos -como  Lula torcia para os guerrilheiros  vietcongues no início dos anos 70.<br />
Daqui a alguns meses, petistas em peso constatarão a sobrevivência do capitalismo. O PT então poderá ficar indignado com o companheiro Obama. Faz parte. Mas só não enxerga hoje a realidade quem prefere se entregar ao autoengano.</p>
<p><strong><a href="mailto:frodriguesbsb@uol.com.br">frodriguesbsb@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Nova voz em torno de Gaza</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 11:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fábio Wanderley Reis &#8211; VALOR
Menos mal que, no quadro de extrema feiúra do conflito armado entre Israel e Hamas, tenhamos também ações como a do grupo &#8220;Other Voice&#8221;, em que cidadãos sem conexões político-partidárias de Sderot e outras comunidades israelenses em torno de Gaza, justamente o alvo mais freqüente dos foguetes, se articulam com palestinos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ccun.org/images/2008/March/gaza%20holocaust%20Feb-March%202008/2129%20martyrs%20in%20gaza%20holocaust.jpg" alt="http://www.ccun.org/images/2008/March/gaza%20holocaust%20Feb-March%202008/2129%20martyrs%20in%20gaza%20holocaust.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Fábio Wanderley Reis &#8211; VALOR</p>
<p>Menos mal que, no quadro de extrema feiúra do conflito armado entre Israel e Hamas, tenhamos também ações como a do grupo &#8220;Other Voice&#8221;, em que cidadãos sem conexões político-partidárias de Sderot e outras comunidades israelenses em torno de Gaza, justamente o alvo mais freqüente dos foguetes, se articulam com palestinos de Gaza para clamar pelo fim da violência que atinge a todos e por soluções criativas nesse sentido por parte das lideranças regionais e mundiais. É evidente o caráter extraordinário de iniciativas como essa, que têm de vencer as disposições etnocêntricas &#8220;naturais&#8221; que o longuíssimo conflito no Oriente Médio agudiza de forma singular. Todos vemos o apego rígido a posições simpáticas ou hostis à ação de Israel nas colunas da imprensa e nos blogs da internet, embora tenhamos também esforços louváveis de avaliação isenta. De todo modo, mesmo no plano modesto de minhas relações pessoais, confesso-me surpreendido pela naturalidade com que as afinidades e simpatias de amigos intelectualmente sofisticados (e distantes, por exemplo, de reles confusões como a que torna o radicalismo islâmico merecedor do apoio de gente &#8220;de esquerda&#8221;) levam à prevalência da identificação pronta com um dos lados e dificultam a sensibilidade às eventuais razões do outro lado.</p>
<p>Mencionei, na semana passada, o infantilismo moral que tende a caracterizar as relações entre grupos étnicos e nacionais distintos. É conhecido o trabalho de Jean Piaget sobre temas correlatos, em que desenvolvimento intelectual e desenvolvimento moral não são senão duas faces da mesma moeda. Pois o desenvolvimento intelectual se caracteriza pela crescente capacidade de superar o egocentrismo próprio da infância e das fases iniciais do processo, de &#8220;descentrar-se&#8221; e adotar o ponto de vista dos outros &#8211; o que é condição para que se viabilizem as &#8220;operações&#8221; da razão sobre um objeto passível de ser manipulado, num mundo que deixa de ser a mera extensão ilusória do eu infantil justamente pelo reconhecimento da &#8220;objetividade&#8221; trazida pelos múltiplos pontos de vista.</p>
<p>Naturalmente, podemos ter &#8220;egocentrismo&#8221; em escalas mais amplas: o etnocentrismo, na designação genérica usual, ou o &#8220;sociocentrismo&#8221;, na linguagem do próprio Piaget. Como lembrei aqui há tempos, citando Pizzorno e Leopardi, o egoísmo, ou o &#8220;amor próprio&#8221;, pode dilatar grandemente o seu objeto, vindo a referir-se a &#8220;minha&#8221; família, &#8220;minha&#8221; tribo, &#8220;minha&#8221; cidade, &#8220;meu&#8221; país &#8211; e o esforço intelectual de reflexão &#8220;descentrada&#8221; exige a difícil transposição dessas diversas barreiras de identificação sociocêntrica que tendem a apresentar-se como pontos de referência, para o indivíduo, do comportamento virtuoso, patriótico e altruísta.</p>
<p>Do ponto de vista político, a grande dificuldade é que, se o ideal democrático remete, em última análise, à autonomia e à capacidade de descentração do cidadão em relação à coletividade, a organização coletiva não pode abrir mão de conter ou limitar a autonomia individual, ou o simples egoísmo da afirmação exacerbada da autonomia, e de cobrar identificação e lealdade. No nível dos estados nacionais, foi possível expandir os vínculos primordiais de vizinhança (eventualmente parentesco) rumo a um sentimento mais abrangente de comunidade que serve de base ao sentimento pessoal de identidade e promove o patriotismo. Mesmo nesse nível, porém, o problema, na perspectiva da democracia, é que a promoção dessas disposições propícias tende a valer-se justamente da contraposição a outras coletividades do mesmo tipo e periga resultar na pressão indevida ao conformismo e na demanda de lealdade que toma a forma incondicional e quem sabe autoritária. E o desafio é o de equilibrar o componente generoso das virtudes patrióticas com a virtude cívica por excelência da tolerância pluralista.</p>
<p>Mas no plano internacional a tarefa é muito mais difícil. Pois ela envolve construir pluralismo e tolerância justamente nesse contexto não só carente, por definição, de um substrato comunitário, mas constituído por comunidades diversas que com freqüência ao menos em parte se definem pela hostilidade recíproca e em que o sentido da identidade pessoal, para muita gente, tende a nutrir-se dessa hostilidade.</p>
<p>Na história recente, contudo, dispomos pelo menos do grande exemplo positivo da União Européia, erguida penosamente, mas com êxito inegável, sobre a herança de conflitos que se repetiram por longo tempo e em que se construíam e reforçavam identidades antagônicas. Depois, não obstante o que possa parecer respaldar a idéia de um &#8220;choque de civilizações&#8221; à maneira de Huntington, temos também um mundo que se torna gradualmente multipolar e talvez venha a abrir espaço para influências que ajudem a encaminhar as coisas no rumo de algum tipo de federalismo de grande alcance, em que as tradicionais identidades étnico-nacionais deixem de estar tão pesadamente em jogo. Sem falar, especificamente quanto ao Oriente Médio, do que apontava há alguns dias Barry Rubin aqui mesmo no Valor (&#8221;Os Verdadeiros Inimigos do Hamas&#8221;): a coexistência problemática do etnocentrismo radical islâmico com variados nacionalismos árabes.</p>
<p><strong>Fábio Wanderley Reis é cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: fabiowr@uai.com.br</strong></p>
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		<title>Chega de horror. Cessar-fogo já!</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 15:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma TV israelense transmitiu ao vivo o desespero de um médico palestino, Dr. Abu El-Aish, pacifista que trabalhou em Israel e acabara de ter sua casa bombardeada. Era comum sua participação pelo telefone contando a situação em Gaza. Suas três filhas morreram e outras duas foram feridas. O vídeo é do Youtube e está legendado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma TV israelense transmitiu ao vivo o desespero de um médico palestino, Dr. Abu El-Aish, pacifista que trabalhou em Israel e acabara de ter sua casa bombardeada. Era comum sua participação pelo telefone contando a situação em Gaza. Suas três filhas morreram e outras duas foram feridas. O vídeo é do Youtube e está legendado em espanhol. Tem uma versão legendada em ingles.</strong></p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="480" height="385"><param name="height" value="385" /><param name="width" value="480" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hnaXLsQnERo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><embed type="application/x-shockwave-flash" height="385" width="480" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/hnaXLsQnERo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"></embed></object></div>
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		<title>Petistas divulgam carta sobre nota do partido em relação ao Oriente Médio</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 01:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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16 de janeiro de 2009
Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,
Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/9296/" rel="attachment wp-att-9296" title="estrela_pt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/estrela_pt.jpg" alt="estrela_pt.jpg" width="160" height="160" /></a><img src="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" alt="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" width="296" height="158" /></p>
<p>16 de janeiro de 2009</p>
<p>Ao companheiro Ricardo Berzoini,<br />
Presidente Nacional do PT,</p>
<p>Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.</p>
<p>Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:<br />
i.	ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;<br />
ii.	banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;<br />
iii.	não registra a necessária condenação ao terrorismo;<br />
iv.	não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;<br />
v.	não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e<br />
vi.	queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.</p>
<p>Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.</p>
<p>Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.</p>
<p>Assinam*:</p>
<p>Alberto Kleiman<br />
Alexandre Padilha<br />
Alfredo Schechtman<br />
Aloizio Mercadante<br />
Ana Copat Mindrisz<br />
Carlos Minc Baumfeld<br />
Clara Ant<br />
Denise Rosa Lobato<br />
Diogo de Sant’Ana<br />
Edna Cassimiro<br />
Esther Bemerguy de Albuquerque<br />
Fernando Haddad<br />
Fernando Kleiman<br />
Itajaí Oliveira de Albuquerque<br />
Ivo Bucaresky<br />
Ivone de Santana<br />
Jaques Wagner<br />
José Genoino<br />
Luciano Pereira da Silva<br />
Marcelo Behar<br />
Marcelo Zero<br />
Marcos Damasceno<br />
Maria Luíza Falcão<br />
Marta Suplicy<br />
Mauricio Mindrisz<br />
Nadia Somekh<br />
Paul Israel Singer<br />
Paulo Moura<br />
Paulo Vannuchi<br />
Pedro Vieira Abramovay<br />
Rômulo Paes de Sousa<br />
Sergio Gusmão Suchodolski<br />
Suzanne Serruya<br />
Tarso Genro<br />
Thiago Melamed de Menezes<br />
Vitor Sarno<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
<strong><br />
*até o momento</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perspectiva de paz torna a guerra ainda mais desumana</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 16:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
		<category><![CDATA[bomba]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
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Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" alt="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP</p>
<p>O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde os inimigos se encontram.</p>
<p>Alguns objetam, porém, que é igualmente lógico que civis, nas circunstâncias com alguns combatentes entre eles, presos em sua cidade, e correndo como um bando de ratos perseguidos por um caçador, procuram escapar da morte forçando as portas dos lugares pretensamente protegidos pelo direito. O direito? Por duas vezes, nos últimos dias, verificou-se que é uma péssima ideia esconder-se em lugares neutros. É a melhor maneira de atrair o raio. Cerca de 40 mortos numa escola da ONU, na semana passada, deram prova disso.</p>
<p>Mas a verdadeira razão desse ato deve ser procurada em outro lugar. As negociações entre Israel e o Hamas, com intermediação do Egito, haviam progredido de tal forma que, na manhã de ontem, a expectativa era de que as armas parassem de troar em um ou dois dias. Foi, portanto, na véspera desse evento que Israel empreendeu ataques de uma violência sem precedente, incluindo a destruição no complexo da ONU de assistência a uma população que morre de fome quando escapa da morte que vem do céu .</p>
<p>A ideia aponta, portanto, para um quadro duplo. De um lado, a paz é vislumbrada. De outro, a guerra se torna mais desumana. Ora, essas duas faces, longe de se contradizerem, se completam. &#8220;No último minuto&#8221;, disse um diplomata da região, &#8220;tenta-se obter progressos no terreno antes de a paz se impor. É a estratégia clássica de Israel&#8221;. Será o caso admitir que se multiplique o número de mortos para aumentar a chance de viver? Estranha dialética! E se, em vez de preparar a paz, esses excessos dessem uma nova chance à guerra?</p>
<p>Não se trata de fazer um julgamento, favorável ou indignado, sobre a guerra lançada por Israel. As provocações do Hamas, seus bombardeios cínicos das cidades israelenses, eram ignóbeis. No entanto, são muitos os que se escandalizaram com a maneira como essa guerra foi conduzida. A Federação Internacional dos Direitos Humanos pediu ao Conselho de Segurança da ONU que investigue &#8220;crimes na Faixa de Gaza que devem ser qualificados como de guerra, se não forem crimes contra a humanidade&#8221;. As bombas de fósforo Dime (Dense Inert Metal Explosive) são aceitas pelo direito internacional, é verdade, mas são abjetas. A agência Associated Press cita testemunhas que viram os efeitos dessas bombas: &#8220;Viu-se a fumaça branca vinda do céu descolar a pele do rosto e dos membros.&#8221; Eis a questão: para restaurar a paz, seria realmente necessário primeiro bombardear as instalações da ONU, um hospital, e atingir civis com bombas capazes de descolar a pele dos rostos e dos membros?</p>
<p><strong><br />
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris </strong></p>
]]></content:encoded>
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