26/04/2008 - 17:07h Brazil keen to boost air and rail transportation for hosting 2014 World Cup

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RIO DE JANEIRO, Brazil: Brazil plans to expand air traffic and build a bullet train between its two biggest cities in preparation for the 2014 World Cup.

Tourism Minister Marta Suplicy said on Friday the ministry had already begun planning for the Cup, the second to be held in Brazil. The country has won a record five World Cups but hosted just one, in 1950.

“The order for us in tourism is just one: Plan,” she said at a news conference. “The 2014 World Cup is a great opportunity for the country to raise its visibility before the world.”

Efficient preparation also could boost Brazil’s status as a world-class sports venue, she said. Rio de Janeiro successfully staged the Pan American Games last year and aspires to host the 2016 Olympic Games.

A plan for expanding regional air traffic will be submitted to the Defense Ministry, Suplicy said. And the chief of staff of President Luiz Inacio Lula da Silva is working on plans to build a bullet train between Rio de Janeiro and Sao Paulo.

In 2006, 26 billion people in 240 countries watched the World Cup in Germany, Suplicy said, citing figures from FIFA, soccer’s governing body. The numbers are expected to grow for the 2010 Cup in South Africa.

To prepare for the Cup, Germany invested 10 billion euros (US$15.8 billion) and created 40,000 permanent jobs and drew 24.5 million visitors from 2003 to 2006, she said.

“We’re here to listen to the experiences of specialists, learn how each country prepared, what worked (and) what could have been better,” Suplicy said.

Ricardo Teixeira, president of the Brazilian Soccer Confederation, said Brazil was way ahead of other nations that hosted the World Cup.

“We’re already planning for seven years a lot that wasn’t planned in other countries at this time,” he said. “This is the right way.”

06/11/2007 - 08:20h A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?

Jeanine Pires *

O Estado de São Paulo

As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.

Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões - números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.

A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos - que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.

O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.

O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.

Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.

A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.

Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão - na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.

* Jeanine Pires, presidente da Embratur

23/08/2007 - 11:43h Newton dorme

ALOIZIO MERCADANTE

Jornalistas e políticos não têm o rigor científico de Newton. Mas todos têm de ter um compromisso mínimo com os fatos

“Hypothesis non fingo” (Isaac Newton)

ISAAC NEWTON era um cientista tão genial quanto rigoroso. Formulou as teorias que, pela primeira vez, explicaram o mundo do ponto de vista lógico-matemático. Contudo, não conseguiu explicar como a gravidade funciona, como um corpo atua sobre outro à distância.
Indagado exaustivamente sobre o assunto, escreveu, no “Scholium Generale”, que não conseguia deduzir a natureza da gravidade a partir dos fenômenos que observava e que não teceria hipóteses. Na sua privacidade, Newton especulou muito sobre o tema e chegou até a criar o conceito do éter espacial para tentar explicar a ação à distância. Porém, fiel ao seu rigor científico, nunca publicou uma página sobre suas especulações.
Jornalistas e políticos não têm, entretanto, o rigor científico newtoniano. É natural, são ofícios diferentes, que não requerem o uso de métodos científicos. Mas, independentemente do ofício, todos têm de ter um compromisso mínimo com os fatos.
Em primeiro lugar, é questão de bom senso: o desapego aos fatos conduz necessariamente ao erro. Em segundo, é uma questão de espírito público: falta de objetividade e de imparcialidade nos ofícios que formam a opinião pública faz mal à democracia.
Apesar disso, parte da mídia e classe política oposicionistas vem sendo assolada por um febril “modus speculandi” que faria corar a pitonisa de Delfos e o barão de Munchausen. Tornou-se moda testar hipóteses.
Ante qualquer acontecimento, tece-se, de imediato, uma hipótese para explicá-lo. Tudo bem, é normal que se tente explicar os acontecimentos, mesmo quando não se sabe nada sobre eles. Mas não é normal nem desejável que se tente explicar algo sem sequer fazer uma investigação minimamente rigorosa sobre o assunto.
Também não é normal nem desejável que, ante as múltiplas hipóteses que podem explicar um fenômeno, se escolha só a que serve ao interesse próprio. E absolutamente não é normal nem salutar para a democracia que a hipótese arbitrariamente escolhida seja apresentada como fato. Por último, é no mínimo curioso que as hipóteses escolhidas sejam todas contrárias ao governo federal.
Há fatos inquietantes. O incêndio ainda consumia o avião da TAM quando os jornais televisivos afirmaram, em uníssono, que a aeronave havia “derrapado” na pista escorregadia. Assim, foi testada a hipótese de que o acidente fora provocado pela falta de ranhuras em Congonhas.
Os mais exaltados chegaram a testar a hipótese de que o governo Lula tinha assassinado 199 pessoas. Uma conhecida agência entrevistou um “consultor de aviação” que acusou peremptoriamente a Infraero de “assassinato coletivo”. Perdeu-se toda a cautela e a compostura, e surgiram as manchetes falando da “tragédia anunciada”. Na onda de histeria especulativa, até mesmo psicoanalistas, aparentemente com grandes conhecimentos técnicos sobre aeronáutica, se permitiram aderir à hipótese do assassinato coletivo.
Porém, com a revelação de que o avião operava sem um dos reversos e que os manetes não estavam na posição correta no momento do pouso, tal como acontecera em dois outros bem conhecidos acidentes com o mesmo tipo de aeronave, subitamente minguaram as especulações e se passou a exigir, tardiamente e com o grande estrago já feito, o aguardo dos resultados do inquérito e a proibição dos julgamentos precipitados.
Talvez frustrado pelo malogro, esse jornalismo isento voltou à ira imparcial para o teste de outras hipóteses.
Quando dois pugilistas cubanos que haviam fugido de sua delegação procuraram a polícia e pediram para voltar ao seu país, testou-se, de imediato, a hipótese de que o governo Lula, “amigo do governo Fidel Castro”, negou-lhes insensivelmente o refúgio de que precisavam. No Senado, chegou-se mesmo a testar a hipótese de que o episódio dos pugilistas era igual ao de Olga Benário, entregue por Getúlio aos seus carrascos nazistas.
Ante a revelação de que eles recusaram as reiteradas ofertas de asilo, fato testemunhado pela OAB-RJ, e que outros dois atletas cubanos que pediram refúgio foram acolhidos pelas autoridades brasileiras, testa-se, agora, a hipótese de que os pugilistas foram “ameaçados por Havana” e que o governo brasileiro deveria ter feito alguma coisa. Sabe-se lá o quê.
Exemplos como esses se avolumam na história recente do Brasil. São tantos que já dá até para aventar uma hipótese: parte da mídia oposicionista não se preocupa muito com a investigação isenta dos fatos e atua de forma parcial e tendenciosa, maculando a enorme contribuição que a imprensa livre deu à consolidação da nossa democracia.
Tudo bem, não se exaltem, estamos apenas exercendo o péssimo costume de testar hipóteses no campo da política e do jornalismo. Newton dorme.


ALOIZIO MERCADANTE, 53, economista e professor licenciado da PUC-SP e da Unicamp, é senador da República pelo PT-SP.

06/08/2007 - 14:48h Fidel, o Itamaraty e os boxeadores cubanos

Seqüencias Parisienses

Blog de Luiz Felipe de Alencastro

Guillermo Rigondeaux, arquivo Folha de São Paulo

O Itamaraty e o governo brasileiro decidiram deportar os dois boxeadores cubanos que se encontram no Brasil. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desertaram do Pan no Rio. Segundo um delegado da PF, eles agora querem voltar para casa e recusam o estatuto de refugiados políticos. Numa texto publicado hoje, Fidel anunciou que não punirá Rigondeaux e Lara.
Nos países democráticos há um princípio jurídico básico na matéria. Nenhum suspeito, e nem mesmo um criminoso julgado à revelia no seu país de origem, pode ser deportado ou extraditado para este país, se a pena ali aplicada for maior que a pena prevista no país ao qual foi solicitada a extradição. Na União Européia, onde não há pena de morte, o problema já ocorreu várias vezes com estados dos EUA que admitem a pena capital. No caso, a UE só admite a extradição de foragidos dos EUA quando os promotores americanos comprometem-se a não requerer a pena máxima.
Nos aeroportos de nosso país, desembarcam regularmente brasileiros deportados dos EUA e da UE por delito de ausência de visto ou de passaporte. Aqui chegados, eles pegam a mala e vão para casa: nenhuma lei brasileira pune a emigração ilegal se não houver falsificação de documentos.
Aplicado rigorosamente, este princípio isentaria Rigondeaux e Lara de deportação. De fato, é sabido que o regime cubano, malgrado as promessas de Fidel, cai de pau nos que tentam emigrar ilegalmente e nas suas famílias.
O Ministério Público Federal pediu a abertura de inquérito e quer ouvir os dois atletas antes de autorizar a deportação. Deveria pedir também o engajamento formal das autoridades judiciárias cubanas de que não haverá perseguição aos atletas e à suas famílias. É o mínimo que se espera.

31/07/2007 - 15:40h A genialidade de César Maia. Crime ou Castigo?

Encerramento do Pan

Rádio de Moreno

Esse gênio do Pan chamado César Maia, o Maestro, o Paganini das vaias, o cérebro político perfeito, fez o Maracanã inteiro vaiá-lo no encerramento para dispistar as vaias que orquestrou contra Lula na abertura dos jogos.

Merece a medalha de ouro.

Pelo disfarce.

As vaias contra si, César ensaiou na véspera. Convidou o seu desafeto-amigo Eduardo Paes, secretário de Esportes do Rio, para tornar as vaias em algo mais real.

Claro, pelo raciocíonio simplista do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e de muitos petistas, as vaias ao Lula foram obras do César.

Nada mais natural, também, que César tentasse neste domingo mostrar o contrário.

Sim, porque a população do Rio adora o prefeito e não o vaiaria no Maracanã.

O povo carioca deve estar contente com a administração virtual do prefeito-blogueiro.

E, se o vaiou agora, é porque o obedece piamente.

Esse é o blefe da temporada.

Jorge Bastos Moreno

29/07/2007 - 15:02h "Pesquisa não revela ameaça à popularidade de Lula"

Rosa Costa, BRASÍLIA

 

O Estado de São Paulo

 

O desgaste do governo federal com o apagão aéreo será tanto maior quanto mais tempo o setor ficar sem soluções concretas e a crise permanecer nas manchetes dos jornais. Mas a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do tipo de público que usa transporte aéreo, tende a ser protegida.

As avaliações são do diretor do Instituto Vox Populi João Francisco Meira, que, em entrevista ao Estado, revela que foi feita pesquisa em São Paulo, três dias após o acidente com o avião da TAM, no cenário da tragédia. “Os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital. Houve uma queda, mas não muito grande”, afirma, sem dar mais detalhes.

Meira não vê relação entre as vaias ao presidente e o apagão aéreo, apesar de assessores petistas terem entendido a reação como uma resposta ao caos nos aeroportos. Avalia que o colapso na aviação repercute menos contra Lula do que o quase apagão elétrico no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que atingiu toda a população. “Embora seja um meio de transporte usado pelas classes A,B e C, a aviação está longe de ser um transporte de massa.”

O senhor vê relação entre as vaias ao presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos e no Nordeste e a crise do apagão aéreo?

Aplaudir ou vaiar é do jogo. Vaia no Rio tem um sentido cultural, não tinha ainda nenhuma implicação maior. E nos Estados é um gesto de funcionários públicos em greve e de estudantes fazendo manifestações.

Essas vaias vão ter reflexo na próxima avaliação da popularidade do presidente?

Já ouvi vaias ao Juscelino, ao Jânio, ao Jango, já ouvi vaias para todos os presidentes. Só não tomou vaia quem nunca se expôs ao público, como os dirigentes da ditadura militar. Alguns foram até aplaudidos. Vaiar ou aplaudir é do jogo da política. O que não quer dizer que os níveis de popularidade do presidente são imóveis. Há amplos setores da opinião pública que, hoje, não estão contentes nem com o presidente nem com o governo.

A que o senhor se refere quando fala em amplos setores?

Além de relevantes estatisticamente, são pessoas que têm capacidade de expressar esse descontentamento, têm acesso aos meios de comunicação e, portanto, são capazes de sinalizar esse descontentamento de uma forma mais expressiva. Isso pode, com o tempo, se disseminar. Mas isso tudo é relativo porque também o governante e o governo reagem a isso tomando medidas aqui e ali em função dessas coisas. Há uma dinâmica aí que nem sempre é muito previsível. Não quero dizer que vai ficar assim, o que eu quero dizer é que vai demorar a mudar e não será por esses indicadores que hoje estão aí, que são insuficientes.

O acidente com o Airbus da TAM, que expôs ainda mais a crise aérea, afetará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Essa hipótese não está provada nem negada. Não existem ainda dados consistentes a respeito disso. A única evidência foi uma pesquisa feita na cidade de São Paulo três dias após o acidente, no cenário do acidente, com a população extremamente impactada com isso. Mesmo assim, os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital; houve uma queda, mas não muito grande. A questão do acidente em si provoca comoção, emoções, sentimentos fortes, mas não necessária e diretamente contra o governo.

Se a crise continuar, com os aeroportos superlotados, a classe média sem condições de planejar viagens, isso pode reduzir a popularidade do presidente?

Acho que a popularidade pessoal do presidente está ligada à capacidade percebida de resolução de problemas que começam com as desigualdades sociais, que passam pela questão da estabilidade econômica, do desenvolvimento e questões específicas como criminalidade, saúde, habitação, questões de infra-estrutura, inclusive a crise aérea. A avaliação que o eleitor faz é ampla e leva muitas coisas em consideração. Evidentemente que, se esses problemas da infra-estrutura e do sistema aéreo continuarem nas manchetes como algo que incomoda e sem solução à vista, isso cria o desgaste, não a ponto de desestabilizar o governo, mas é claro que cria o desgaste.

O senhor nota alguma relação entre o apagão aéreo e a crise no sistema elétrico que abalou a popularidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

São coisas muito diferentes, os públicos atingidos são completamente diferentes e os efeitos são muito diferentes também. Eu acho que nós temos aí duas questões: primeiro, não temos, ainda, dados suficientes para medir direito os efeitos da crise aérea. Nessas circunstâncias, sob forte comoção, não é recomendável você fazer pesquisas e tirar conclusões que possam ser duradouras. A crise do setor elétrico atingiu todos, praticamente 100% da população. Já no transporte aéreo, embora seja hoje um meio de transporte amplamente utilizado pelas classes A, B e C, está longe de ser um transporte de massa que atinja a população do País como um todo, inclusive do ponto de vista da dispersão. Está muito concentrado em um certo número de cidades. Então, atinge de forma direta uma parte muito menor da população.

Há no País outro governante que tenha conseguido manter esse distanciamento entre a sua figura e o governo, em questão de avaliação pública?

Do ponto de vista de pesquisa de opinião pública, dificilmente, porque nós não temos uma trajetória assim tão longa. Nos presidentes pós-democratização certamente as relações entre presidente e governo ficavam muito evidentes. Eu vejo uma diferença em relação ao presidente Fernando Henrique, que era uma coisa meio contrária, as pessoas não gostavam muito dele, mas gostavam do governo. Acabou acontecendo o inverso. A popularidade dele era menor do que o governo. Esse descolamento - um presidente bem e um governo mal - não me recordo em termos de pesquisas de alguma coisa parecida.

Há com quem se comparar em outros países?

Há um caso, talvez, parecido. Acho que o presidente Lula lembra um pouco a figura de Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul). Ele teve seus problemas, um governo complicado, e no entanto ele se manteve. Uma coisa interessante é que, tendo chance de disputar a reeleição, preferiu não fazê-lo. Então tem hoje uma autoridade moral e política na África que ultrapassa os limites de seu país.

O senhor acredita que seria diferente se ele tivesse mais um governo?

O fato de ele não ter disputado a reeleição foi uma questão política interna. Ele tinha controle e ascendência sobre seu partido, mas preferiu agir assim. Eu não diria que Lula errou ao se candidatar à reeleição, mas os problemas que isso gera são de quem está há muito tempo no poder.

27/07/2007 - 00:16h As mulheres do Brasil

Blog de Alon

Não incomoda que o nível técnico das competições dos Jogos Pan-Americanos esteja abaixo do desejável. Se os Estados Unidos, por exemplo, não mandaram os seus melhores atletas, problema deles. Não dá para você ficar na festa se lamentando por quem não veio. O Pan não tem sido um evento para a quebra de recordes mundiais. É um evento para o congraçamento esportivo das Américas. Nesse aspecto o Pan é um sucesso. E o Brasil mostra que pode sediar qualquer competição internacional. Um problema grave são as vaias. Vaiar atletas porque são estrangeiros é demonstração de boçalidade e subdesenvolvimento. Outro problema são os estádios meio vazios. Mas os últimos anos têm mostrado que o brasileiro e a brasileira passaram a praticar todo tipo de esporte. Assim, o surgimento de atletas de ponta e portanto de ídolos é uma questão de tempo. Mais ídolos e mais dinheiro no bolso dos torcedores significarão estádios e ginásios mais cheios. Hoje, por exemplo, o futebol feminino encheu o Maracanã para ganhar a medalha de ouro. O adversário foi o time sub-20 dos Estados Unidos? E daí? Nas estatísticas, ficará que as mulheres do Brasil ganharam a medalha de ouro no Pan de 2007 no Rio de Janeiro. Aliás, eu tenho um pedido aos colegas do jornalismo esportivo. Vamos parar de chamar as mulheres esportistas do Brasil de “meninas do Brasil”. Quando a seleção brasileira de futebol masculino entra em campo ninguém usa a expressão “meninos do Brasil”. Quando a supercoroada seleção de vôlei do técnico Bernardinho está em quadra ninguém se refere aos jogadores como “os meninos”. Então por que será que as mulheres do Brasil são chamadas de “meninas”? De duas uma: ou os homens que representam o Brasil nos eventos esportivos começam a ser chamados de meninos, ou que se passe a chamar as mulheres de mulheres. É razoável. Eu penso que o suposto carinho embutido na expressão “meninas” expressa machismo e sentimento de superioridade. Vamos acabar com essa bobagem. Vamos chamar as mulheres de mulheres. Vamos torcer por elas como torcemos para os homens. E vamos cobrar delas os resultados e a performance que cobramos dos homens.

26/07/2007 - 20:36h Marta chora com ouro e pede estrutura e fim do preconceito no futebol feminino


CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A meia-atacante Marta, principal destaque da seleção brasileira feminina de futebol, que nesta quinta-feira conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos com uma goleada por 5 a 0 sobre o time sub-20 dos EUA, se emocionou ao falar da vitória.

Chorando, ela se lembrou das dificuldades pelas quais o esporte passa no Brasil, como a falta de estrutura e o preconceito.

“Hoje foi um dia muito especial, um dia em que o futebol feminino mostrou para o país que a gente tem condições de estar no pódio, no lugar mais alto”, afirmou.

Marta, que joga no Umea, da Suécia, e foi eleita em 2006 a melhor jogadora do mundo pela Fifa, pediu apoio para disseminar o esporte nas categorias juvenis.

“A nossa esperança é que isso não pare por aí. Tem muita menina querendo jogar, muitas Martas, Formigas, Danielas. E a gente está aí junto na luta para que isso possa acontecer.”

Ela reconheceu que o esporte ainda sofre muito com o preconceito. “É uma das coisas que atrapalham o desenvolvimento da gente aqui no Brasil, não só no futebol feminino, mas em todos os esportes. Mas nós mulheres estamos procurando o nosso espaço, mostrando o nosso potencial e, aos poucos, só temos a crescer.”

A jogadora foi homenageada como a primeira mulher a deixar as marcas dos pés na Calçada da Fama, no Maracanã. Marta vai ter como “vizinhos” Zinho e Júnior, e seus pés ficarão próximos dos de Zico.

O técnico Jorge Barcellos, após o jogo, também se queixou do preconceito que o futebol feminino enfrenta no país. “Tivemos um Mundial no ano passado e só passava na TV fechada. Sabemos a realidade do povo brasileiro, nem todos têm condições de uma TV fechada”, disse para depois acrescentar: “Como [ o futebol feminino] não é uma coisa lucrativa e o estádio hoje estava lotado?”

Campanha perfeita

A time brasileiro conquistou a medalha de ouro de forma invicta e sem sofrer gols. Foram 33 gols marcados e nenhum sofrido.

Os gols desta quinta foram marcados por Marta (em dois pênaltis), Cristiane (2) e Daniela Alves. A vitória serviu como espécie de revanche da derrota brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Atenas.

20/07/2007 - 19:29h Diego Hipólyto pede a presença de Lula no encerramento do Pan


Por Luciano Borges
Terra Magazine

O ginasta Diego Hipólyto, ganhador de 3 medalhas nos jogos Pan-Americanos do Rio, foi o primeiro atleta de ponta do Brasil a pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte ao Rio de Janeiro para o último dia do evento ou, pelo menos, para a cerimônia de encerramento

“Quero convidar o Lula para vir pra cá porque ele, junto com o prefeito César Maia, são os grandes responsáveis pela realização dos jogos. O Pan tem nível olímpico, não mostrou uma falha sequer e pode nos ajudar a sediar uma olimpíada”, disse o atleta depois de assistir ao primeiro tempo da partida de handebol masculino entre Brasil e Uruguai.

Diego deu uma entrevista usando uma malha do patrocinador particular dele, uma empresa de assistência médica, e também com o escudo do Flamengo. Portanto, não falou em nome do Comitê Olímpico Brasileiro. E garantiu que não foi estimulado por ninguém do COB a fazer esse pedido: “Ninguém falou comigo. Faço este convite de maneira pessoal”.

O ginasta, que virou a grande estrela do Pan até aqui e foi parado centenas de vezes para fazer fotos e dar autógrafos, não só convidou o presidente como ainda pediu para os cariocas se comportarem: “É errado vaiar quem foi um dos responsáveis por este evento maravilhoso e por esta festa que está dando certo”.

17/07/2007 - 18:53h Governador da Paraíba do PSDB diz que vaias a Lula foram claque de prefeito do Rio

CÍNTIA ACAYABA
Agência Folha

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disse hoje que as vaias dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos, na sexta-feira, partiram de uma “claque do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia [DEM]”.

Cunha Lima manifestou inconformismo com relação ao episódio durante o programa semanal “Boa Tarde Paraíba”, transmitido por uma rede de emissoras de rádio do Estado.

“A vaia, além de ser injusta, já que o presidente apoiou fortemente a realização do Pan-Americano, traz uma dúvida. Ao mesmo tempo que o presidente foi vaiado, o prefeito do Rio de Janeiro foi aplaudido efusivamente. Aí o gato deixou o rabo de fora”, disse Cunha Lima à Folha.

“Eu digo isso muito à vontade, porque sou de um partido de oposição”, completou o tucano. Para ele, se a manifestação tivesse sido contrária ao atual momento político brasileiro, “todos teriam sido vaiados”.

“Nas arquibancadas do meu lado esquerdo dava para ver um grupo de animadores, vestidos com o uniforme do Pan, estimulando esse tipo de procedimento [vaias]. Não foi um ato espontâneo de rejeição”, afirmou.

O governador assistiu à cerimônia inicial em uma das tribunas de honra do Maracanã.

No programa de rádio, Cunha Lima disse que a Prefeitura do Rio recebeu 20 mil ingressos dos organizadores dos jogos e que César Maia “deve ter entregue a simpatizantes”.

Até as 19h de hoje, o prefeito do Rio não havia respondido às questões enviadas pela Folha sobre o caso.

Leia mais na Folha online

17/07/2007 - 14:20h Reflexões pessoais sobre vaias e aplausos

E la nave va…

Na noite de sexta para sábado a Agencia Estado descreveu assim os acontecimentos no Maracanã:

“As vaias ao presidente foram dadas todas as vezes que seu nome foi citado no microfone do Maracanã, ou sua imagem mostrada no telão, durante a abertura dos XV Jogos Pan-Americanos. A partir da quarta vaia, no entanto, os convidados que lotavam a tribuna de honra do estádio resolveram reagir e puxaram uma salva de palmas para o presidente, que foi seguida por muitos, dividindo, o Maracanã, então, entre vaias e aplausos.”

Depois e durante dias a fio inúmeras explicações foram lançadas sobre os motivos das vaias, a sua origem, o caráter político delas, sua base social e assim pela frente. Ninguém porem se debruçou sobre os aplausos, que segundo a isenta notícia aqui mencionada, dividiu o Maracanã.

Desejando reparar esta injustiça e com o devido respeito e reconhecimento aos que vaiaram, decidi escrever sobre os motivos e o que está por trás desses aplausos.

Parodiando os sociólogos que analisando o preço dos ingressos para a abertura do PAN, concluíram constatando que o estádio estava lotado pela classe media carioca, cheguei a conclusão que existem motivos, além do Bolsa-familia, para justificar estes aplausos vindos de uma galera que não é beneficiaria dos programas sociais do governo.

Se excluímos os que da tribuna de honra constituíram a “claque” que resolveu reagir com aplausos (entre os quais eu me incluo com orgulho), fica a necessidade de explicar como conseguiram levar 40 a 50 mil pessoas a aplaudirem o presidente Lula (partindo do principio que o Maracanã tivesse se dividido por igual, o que não é verdade pois segundo César Maia, que sabe do que fala, 30% dos presentes vaiou o presidente). Como pode se ver, nem a existência de partidários do Lula na assistência, nem o fato do governo federal ter distribuído ingressos (como fizeram também o governo estadual e a prefeitura) permite encontrar uma explicação a estes aplausos.

Penso que uma parte dos que assim se manifestaram, sem concordar necessariamente com Lula e seu partido, quiseram externar o fato de o Presidente estar ali como representante da nação e aplaudi-lo configura o respeito naturalmente devido ao Brasil, sede do Pan-Americano.

Para outros, sem duvida, era uma manifestação de reconhecimento ao trabalho de recuperação da auto-estima do Rio de Janeiro, expressa não só nos investimentos para o PAN, na vitória do Cristo, mas também em investimentos em segurança, na luta contra a pobreza, no crescimento do emprego e da renda, no ingresso de divisas para o Rio graças ao turismo do PAN(segundo o prefeito César Maia o aumento do turismo já quase pagou o que a prefeitura investiu no PAN). Reconhecimento dos que sabem que o país esta melhor que antes.

Outros, estes sim, esmagadoramente favoráveis ao Lula, são os que nele votaram duas vezes e que são majoritários no só no Estado de Rio de Janeiro, mas no Brasil. Com certeza uma parte deles estava no Maracanã, apesar do preço dos ingressos, e aproveitou para aplaudir Lula.

Ou tal vez seja, como disse Eliane Catanhede na Folha de São Paulo, uma “mostra que o Rio de Janeiro continua lindo, irreverente e implacável.” (ah, que indisfarçavel prazer que essas vaias proporcionam!)

Implacável é a persistência do apoio ao Lula e a determinação em rejeitar a campanha de desrespeito, de deslegitimação e de destruição do governo Lula, promovida por boa parte dos colunistas e da mídia mancomunados com as forças da oposição.

Um tempo atrás eles pretendiam o impedimento de Lula ou sua derrota eleitoral, hoje eles aparentemente se contentam com algumas vaias. Ganha a democracia, da qual as vaias e os aplausos, é bom lembrar, fazem parte. Pois toda unanimidade é burra ou perigosa.

A Globo disse que democraticamente, em reconhecimento das vaias, Lula desistiu de falar na abertura. Minha opinião é que ele devia ter falado, em respeito aos aplausos, que podem ter soado baixo no Maracanã, porém são estrondosos nas urnas do Brasil.

Parodiando Dom Quixote, falando ao seu companheiro Sancho, as vaias devem ser sinal que cavalgamos…

Luis Favre

17/07/2007 - 10:59h Rio maravilha

BENJAMIN STEINBRUCH

Folha de São Paulo (para assinantes)


O Rio está mais bonito do que nunca e preparado para ser de novo capital brasileira, agora dos esportes


NAS ÚLTIMAS décadas, desde que a capital federal mudou-se para Brasília, virou moda falar mal do Rio. Pelo esvaziamento econômico da cidade e do Estado, pela transferência de parte do sistema financeiro para São Paulo, pela crise da indústria naval, pela leniência do carioca, pela violência urbana, pela perda de turistas e até pelo futebol deficitário.
É certo que a perda da condição de capital, em 1960, impôs prejuízos ao Rio. Caíram as receitas federais e houve um efetivo esvaziamento de alguns setores e estagnação econômica. Mas sempre achei essas avaliações exageradas por vieses regionalistas e por boa dose do que chamamos de dor-de-cotovelo.

Seja como for, brasileiros em geral precisam admitir que esse Estado, a despeito dos enormes desafios que enfrenta, principalmente no combate à criminalidade, começa a retomar sua condição de “Rio maravilha”.

A escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo moderno, com 100 milhões de votos, é apenas um símbolo dessa retomada. O verdadeiro ressurgimento do Rio se dá na economia. Li na semana passada uma revista publicada pelo “Valor” sobre os avanços da economia fluminense. Os números impressionam. De 1999 a 2005, o PIB industrial do Rio cresceu a uma média anual de 12,4%. A economia fluminense, com um PIB estimado em R$ 140 bilhões, equivale hoje à de países como Chile, Colômbia ou Venezuela.

O Rio começou a sair da estagnação com os pesados investimentos da indústria do petróleo para explorar as reservas no litoral fluminense. Mas, pouco a pouco, o impulso do petróleo irradiou para vários setores, como construção naval e de plataformas, petroquímico, siderúrgico e até indústria automobilística. O Rio ainda é bastante dependente dos recursos da indústria do petróleo, mas essa dependência se reduziu muito nos últimos anos. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, as intenções de investimentos no Estado, excluído o setor de petróleo, somam R$ 51 bilhões entre 2007 a 2012, com a criação 48 mil novos empregos diretos. Incluído o petróleo, o cálculo salta para R$ 110 bilhões.

E há ainda o turismo. A despeito dos problemas de segurança, o Rio continua sendo a principal porta de entrada de turistas no país. Os Jogos Pan-Americanos, abertos na sexta-feira, estimularam investimentos na rede hoteleira. Cerca de 3.000 novos quartos foram construídos, com sensível melhoria na infra-estrutura setorial.

No início dos anos 1990, quando o Rio de Janeiro foi escolhido para ser a sede do mais importante evento global sobre ambiente, previa-se um fiasco brasileiro aos olhos do mundo. Mas a Rio-92 foi um sucesso, a ponto de se cogitar atualmente a segunda edição, também no Rio, desse encontro de cúpula mundial.

Seis meses atrás, cansamos de ver reportagens sobre o “inevitável” fracasso do Pan, porque as obras não estariam concluídas a tempo e porque seria impossível garantir a segurança dos visitantes. Previsões erradas até agora. Cruzemos os dedos para que o sucesso dos primeiros dias dos Jogos se confirme.

Com as obras do Pan-Americano, o Rio de Janeiro, tantas vezes tido como esvaziado e decadente, está mais bonito do que nunca e preparado para ser de novo capital brasileira, agora dos esportes. E tem tudo para ser o carro-chefe na disputa brasileira por dois grandes eventos de repercussão mundial: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.


BENJAMIN STEINBRUCH, 54, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). bvictoria@psi.com.br

16/07/2007 - 19:07h Curioso, não? Diretor da festa deu palpite e acertou na mosca?

A Folha avisou

Atenta, a Folha bem que avisou na sexta-feira (pág. D2): “[…] Luiz Inácio Lula da Silva assistirá à cerimônia. Se o público que for ao Maracanã repetir a ação da torcida presente no ensaio, ele pode ouvir vaias da arquibancada. ‘Isso não atrapalhará a festa. Sempre é difícil um político ser aplaudido no Maracanã. Há uma desconfiança justa da população. No momento, qualquer político brasileiro merece ser vaiado’, declara Stein” [Luiz, diretor da festa].

Se a Abin ao menos lê jornal, Lula tinha idéia do que o esperava.

Do Ombudsman da Folha de São Paulo

14/07/2007 - 22:26h Um equívoco lamentável e um sincero pedido de desculpas

por Jorge Bastos Moreno

Rádio do Moreno

A Rádio do Moreno, como a Jaqueline do vôlei, foi desclassificada logo na solenidade de abertura do Pan e no antidoping visual: confundiu, no telão do Macaracanã -e não foi só ela-, a dona Marisa Letícia com Marta Suplicy e, com isso, atribuiu à ministra do Turismo uma vaia que não foi para ela.

Mesmo cometendo esse equívoco lamentável, os ouvintes-leitores e a própria ministra, caso tenham me dado a honra da audiência, puderam constatar que, no post “Festival de letrinhas”, eu registrei o suposto fato com muita estranheza. Ou seja, eu próprio estava duvidando do que vira.

E a dúvida foi por um motivo simples: a ministra Marta Suplicy circulara tranquilamente pelas dependências do estádio sem sequer ter ouvido uma única palavra de desagrado ou manifestação de constrangimento. Muito pelo contrário, ao posar para a Rádio do Moreno com a neta e a nora, Marta Suplicy recebeu foi muitos cumprimentos por ser uma bela avó e sogra de duas meninas tão lindas.

A Rádio do Moreno lamenta profundamente o episódio e pede desculpas à ministra Marta Suplicy por eventuais danos que essa informação errada tenha causado à sua imagem.

E lamenta mais por ser esse o segundo episódio em que o repórter envolve, neste último caso involuntariamente, a ministra. Mas registra sua certeza de que a ministra Marta Suplicy saberá entender este episódio nos limites dos fatos aqui relatados.

Para a infelicidade da Rádio do Moreno esse episódio aconteceu justamente com uma das autoridades do governo que mais tem sido gentil com a nossa reportagem. Mesmo que não recebesse esse tratamento diferenciado, a Rádio do Moreno, em nome do bom jornalismo, teria, por dever de ofício, de fazer esta retratação pública.

14/07/2007 - 10:44h "No Maracanã vaia-se até minuto de silêncio" Nelson Rodrigues

A frase do dia, acompanhada pela notícia do O Dia

A torcida pelo social

Integrantes de programas da prefeitura já recebem entradas

Daniela Dariano

Rio - A Prefeitura do Rio começou a distribuir 100 mil ingressos sociais dos Jogos Pan-Americanos, como a coluna ‘Informe do Dia’ noticiou ontem. Foram entregues cerca de 4 mil bilhetes de competições marcadas para hoje, amanhã e segunda-feira.