26/04/2008 - 17:07h Brazil keen to boost air and rail transportation for hosting 2014 World Cup

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RIO DE JANEIRO, Brazil: Brazil plans to expand air traffic and build a bullet train between its two biggest cities in preparation for the 2014 World Cup.

Tourism Minister Marta Suplicy said on Friday the ministry had already begun planning for the Cup, the second to be held in Brazil. The country has won a record five World Cups but hosted just one, in 1950.

“The order for us in tourism is just one: Plan,” she said at a news conference. “The 2014 World Cup is a great opportunity for the country to raise its visibility before the world.”

Efficient preparation also could boost Brazil’s status as a world-class sports venue, she said. Rio de Janeiro successfully staged the Pan American Games last year and aspires to host the 2016 Olympic Games.

A plan for expanding regional air traffic will be submitted to the Defense Ministry, Suplicy said. And the chief of staff of President Luiz Inacio Lula da Silva is working on plans to build a bullet train between Rio de Janeiro and Sao Paulo.

In 2006, 26 billion people in 240 countries watched the World Cup in Germany, Suplicy said, citing figures from FIFA, soccer’s governing body. The numbers are expected to grow for the 2010 Cup in South Africa.

To prepare for the Cup, Germany invested 10 billion euros (US$15.8 billion) and created 40,000 permanent jobs and drew 24.5 million visitors from 2003 to 2006, she said.

“We’re here to listen to the experiences of specialists, learn how each country prepared, what worked (and) what could have been better,” Suplicy said.

Ricardo Teixeira, president of the Brazilian Soccer Confederation, said Brazil was way ahead of other nations that hosted the World Cup.

“We’re already planning for seven years a lot that wasn’t planned in other countries at this time,” he said. “This is the right way.”

06/11/2007 - 08:20h A Copa do Mundo é nossa. Isso é bom para o turismo?

Jeanine Pires *

O Estado de São Paulo

As alegrias e recompensas com a Copa de 2014 devem ir muito além dos gramados. Um dos setores que mais tem a ganhar é o turismo. No histórico das últimas Copas, os países que foram sede do evento se beneficiaram de um aumento significativo no número de turistas e na entrada de divisas. Mais do que os números, a exposição constante e positiva de imagem durante anos trouxe impactos para além do evento. Depois de 2014, o Brasil ocupará um novo lugar no mercado turístico mundial.

Na estimativa inicial do Ministério do Turismo, o Brasil deve receber 500 mil turistas estrangeiros a mais em 2014, que devem deixar aqui, diretamente, cerca de US$ 750 milhões – números que podem e devem crescer. De agora em diante, a Copa será um dos cartões-postais para reforçar o trabalho de promoção da imagem do Brasil feito pela Embratur no exterior. Nosso objetivo não é só receber mais turistas durante a Copa, mas aumentar o fluxo após o evento, como ocorreu na Alemanha, depois de 2006.

A Copa nos credencia, definitivamente, como País capaz de ser sede de grandes eventos. O Brasil já vem de um sucesso na realização dos Jogos Pan-Americanos – que ocorreram de forma impecável desde as instalações esportivas até a segurança de turistas e atletas. Ser um destino de eventos e negócios no mundo nos interessa muito.

O turista que vem ao País com esse objetivo tem gasto médio bem maior do que aquele que vem a lazer. Nossas pesquisas indicam que 97,9% desses visitantes têm intenção de voltar ao Brasil para conhecer outros lugares. Esse será nosso foco na promoção internacional: convencer o turista que virá à Copa a voltar.

O Brasil já evoluiu muito nessa área, graças à atenção que vem sendo dada pela Embratur na captação de eventos internacionais. Em 2002, ocupávamos o 22º lugar no mundo em eventos internacionais realizados. Hoje, já estamos na sétima posição. E, além de São Paulo e Rio, outras cidades brasileiras, como Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Recife, Goiânia, Brasília e Manaus vêm criando condições para a realização de grandes eventos, com infra-estrutura, serviços de qualidade e profissionais capacitados.

Temos muito trabalho pela frente. Mas estou certa de que a organização da Copa será impecável. O planejamento público e privado garantirá que cada etapa das obras de infra-estrutura seja cumprida. E nossa cadeia turística fará os investimentos necessários para garantir serviços, entretenimento e todas as condições para que equipes, turistas, jornalistas e torcedores desfrutem do melhor que o Brasil pode oferecer.

A promoção do Brasil como país-sede da Copa do Mundo 2014 começa já. De 12 a 15 de novembro, em Londres, durante o World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras internacionais de turismo do mundo, o futebol já será a estrela da participação brasileira. Operadores e agentes de viagens ingleses serão recebidos em nosso estande com sugestões de roteiros.

Será o início de um trabalho que poderá fazer do turismo também um campeão – na criação de emprego e renda, na entrada de divisas para o País e na recepção de um número cada vez maior de estrangeiros, encantados com nosso futebol e, também, com nossa natureza, nossa cultura, nossa alegria e nossa diversidade.

* Jeanine Pires, presidente da Embratur

23/08/2007 - 11:43h Newton dorme

ALOIZIO MERCADANTE

Jornalistas e políticos não têm o rigor científico de Newton. Mas todos têm de ter um compromisso mínimo com os fatos

“Hypothesis non fingo” (Isaac Newton)

ISAAC NEWTON era um cientista tão genial quanto rigoroso. Formulou as teorias que, pela primeira vez, explicaram o mundo do ponto de vista lógico-matemático. Contudo, não conseguiu explicar como a gravidade funciona, como um corpo atua sobre outro à distância.
Indagado exaustivamente sobre o assunto, escreveu, no “Scholium Generale”, que não conseguia deduzir a natureza da gravidade a partir dos fenômenos que observava e que não teceria hipóteses. Na sua privacidade, Newton especulou muito sobre o tema e chegou até a criar o conceito do éter espacial para tentar explicar a ação à distância. Porém, fiel ao seu rigor científico, nunca publicou uma página sobre suas especulações.
Jornalistas e políticos não têm, entretanto, o rigor científico newtoniano. É natural, são ofícios diferentes, que não requerem o uso de métodos científicos. Mas, independentemente do ofício, todos têm de ter um compromisso mínimo com os fatos.
Em primeiro lugar, é questão de bom senso: o desapego aos fatos conduz necessariamente ao erro. Em segundo, é uma questão de espírito público: falta de objetividade e de imparcialidade nos ofícios que formam a opinião pública faz mal à democracia.
Apesar disso, parte da mídia e classe política oposicionistas vem sendo assolada por um febril “modus speculandi” que faria corar a pitonisa de Delfos e o barão de Munchausen. Tornou-se moda testar hipóteses.
Ante qualquer acontecimento, tece-se, de imediato, uma hipótese para explicá-lo. Tudo bem, é normal que se tente explicar os acontecimentos, mesmo quando não se sabe nada sobre eles. Mas não é normal nem desejável que se tente explicar algo sem sequer fazer uma investigação minimamente rigorosa sobre o assunto.
Também não é normal nem desejável que, ante as múltiplas hipóteses que podem explicar um fenômeno, se escolha só a que serve ao interesse próprio. E absolutamente não é normal nem salutar para a democracia que a hipótese arbitrariamente escolhida seja apresentada como fato. Por último, é no mínimo curioso que as hipóteses escolhidas sejam todas contrárias ao governo federal.
Há fatos inquietantes. O incêndio ainda consumia o avião da TAM quando os jornais televisivos afirmaram, em uníssono, que a aeronave havia “derrapado” na pista escorregadia. Assim, foi testada a hipótese de que o acidente fora provocado pela falta de ranhuras em Congonhas.
Os mais exaltados chegaram a testar a hipótese de que o governo Lula tinha assassinado 199 pessoas. Uma conhecida agência entrevistou um “consultor de aviação” que acusou peremptoriamente a Infraero de “assassinato coletivo”. Perdeu-se toda a cautela e a compostura, e surgiram as manchetes falando da “tragédia anunciada”. Na onda de histeria especulativa, até mesmo psicoanalistas, aparentemente com grandes conhecimentos técnicos sobre aeronáutica, se permitiram aderir à hipótese do assassinato coletivo.
Porém, com a revelação de que o avião operava sem um dos reversos e que os manetes não estavam na posição correta no momento do pouso, tal como acontecera em dois outros bem conhecidos acidentes com o mesmo tipo de aeronave, subitamente minguaram as especulações e se passou a exigir, tardiamente e com o grande estrago já feito, o aguardo dos resultados do inquérito e a proibição dos julgamentos precipitados.
Talvez frustrado pelo malogro, esse jornalismo isento voltou à ira imparcial para o teste de outras hipóteses.
Quando dois pugilistas cubanos que haviam fugido de sua delegação procuraram a polícia e pediram para voltar ao seu país, testou-se, de imediato, a hipótese de que o governo Lula, “amigo do governo Fidel Castro”, negou-lhes insensivelmente o refúgio de que precisavam. No Senado, chegou-se mesmo a testar a hipótese de que o episódio dos pugilistas era igual ao de Olga Benário, entregue por Getúlio aos seus carrascos nazistas.
Ante a revelação de que eles recusaram as reiteradas ofertas de asilo, fato testemunhado pela OAB-RJ, e que outros dois atletas cubanos que pediram refúgio foram acolhidos pelas autoridades brasileiras, testa-se, agora, a hipótese de que os pugilistas foram “ameaçados por Havana” e que o governo brasileiro deveria ter feito alguma coisa. Sabe-se lá o quê.
Exemplos como esses se avolumam na história recente do Brasil. São tantos que já dá até para aventar uma hipótese: parte da mídia oposicionista não se preocupa muito com a investigação isenta dos fatos e atua de forma parcial e tendenciosa, maculando a enorme contribuição que a imprensa livre deu à consolidação da nossa democracia.
Tudo bem, não se exaltem, estamos apenas exercendo o péssimo costume de testar hipóteses no campo da política e do jornalismo. Newton dorme.


ALOIZIO MERCADANTE, 53, economista e professor licenciado da PUC-SP e da Unicamp, é senador da República pelo PT-SP.

06/08/2007 - 14:48h Fidel, o Itamaraty e os boxeadores cubanos

Seqüencias Parisienses

Blog de Luiz Felipe de Alencastro

Guillermo Rigondeaux, arquivo Folha de São Paulo

O Itamaraty e o governo brasileiro decidiram deportar os dois boxeadores cubanos que se encontram no Brasil. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desertaram do Pan no Rio. Segundo um delegado da PF, eles agora querem voltar para casa e recusam o estatuto de refugiados políticos. Numa texto publicado hoje, Fidel anunciou que não punirá Rigondeaux e Lara.
Nos países democráticos há um princípio jurídico básico na matéria. Nenhum suspeito, e nem mesmo um criminoso julgado à revelia no seu país de origem, pode ser deportado ou extraditado para este país, se a pena ali aplicada for maior que a pena prevista no país ao qual foi solicitada a extradição. Na União Européia, onde não há pena de morte, o problema já ocorreu várias vezes com estados dos EUA que admitem a pena capital. No caso, a UE só admite a extradição de foragidos dos EUA quando os promotores americanos comprometem-se a não requerer a pena máxima.
Nos aeroportos de nosso país, desembarcam regularmente brasileiros deportados dos EUA e da UE por delito de ausência de visto ou de passaporte. Aqui chegados, eles pegam a mala e vão para casa: nenhuma lei brasileira pune a emigração ilegal se não houver falsificação de documentos.
Aplicado rigorosamente, este princípio isentaria Rigondeaux e Lara de deportação. De fato, é sabido que o regime cubano, malgrado as promessas de Fidel, cai de pau nos que tentam emigrar ilegalmente e nas suas famílias.
O Ministério Público Federal pediu a abertura de inquérito e quer ouvir os dois atletas antes de autorizar a deportação. Deveria pedir também o engajamento formal das autoridades judiciárias cubanas de que não haverá perseguição aos atletas e à suas famílias. É o mínimo que se espera.

31/07/2007 - 15:40h A genialidade de César Maia. Crime ou Castigo?

Encerramento do Pan

Rádio de Moreno

Esse gênio do Pan chamado César Maia, o Maestro, o Paganini das vaias, o cérebro político perfeito, fez o Maracanã inteiro vaiá-lo no encerramento para dispistar as vaias que orquestrou contra Lula na abertura dos jogos.

Merece a medalha de ouro.

Pelo disfarce.

As vaias contra si, César ensaiou na véspera. Convidou o seu desafeto-amigo Eduardo Paes, secretário de Esportes do Rio, para tornar as vaias em algo mais real.

Claro, pelo raciocíonio simplista do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e de muitos petistas, as vaias ao Lula foram obras do César.

Nada mais natural, também, que César tentasse neste domingo mostrar o contrário.

Sim, porque a população do Rio adora o prefeito e não o vaiaria no Maracanã.

O povo carioca deve estar contente com a administração virtual do prefeito-blogueiro.

E, se o vaiou agora, é porque o obedece piamente.

Esse é o blefe da temporada.

Jorge Bastos Moreno

29/07/2007 - 15:02h "Pesquisa não revela ameaça à popularidade de Lula"

Rosa Costa, BRASÍLIA

 

O Estado de São Paulo

 

O desgaste do governo federal com o apagão aéreo será tanto maior quanto mais tempo o setor ficar sem soluções concretas e a crise permanecer nas manchetes dos jornais. Mas a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do tipo de público que usa transporte aéreo, tende a ser protegida.

As avaliações são do diretor do Instituto Vox Populi João Francisco Meira, que, em entrevista ao Estado, revela que foi feita pesquisa em São Paulo, três dias após o acidente com o avião da TAM, no cenário da tragédia. “Os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital. Houve uma queda, mas não muito grande”, afirma, sem dar mais detalhes.

Meira não vê relação entre as vaias ao presidente e o apagão aéreo, apesar de assessores petistas terem entendido a reação como uma resposta ao caos nos aeroportos. Avalia que o colapso na aviação repercute menos contra Lula do que o quase apagão elétrico no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que atingiu toda a população. “Embora seja um meio de transporte usado pelas classes A,B e C, a aviação está longe de ser um transporte de massa.”

O senhor vê relação entre as vaias ao presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos e no Nordeste e a crise do apagão aéreo?

Aplaudir ou vaiar é do jogo. Vaia no Rio tem um sentido cultural, não tinha ainda nenhuma implicação maior. E nos Estados é um gesto de funcionários públicos em greve e de estudantes fazendo manifestações.

Essas vaias vão ter reflexo na próxima avaliação da popularidade do presidente?

Já ouvi vaias ao Juscelino, ao Jânio, ao Jango, já ouvi vaias para todos os presidentes. Só não tomou vaia quem nunca se expôs ao público, como os dirigentes da ditadura militar. Alguns foram até aplaudidos. Vaiar ou aplaudir é do jogo da política. O que não quer dizer que os níveis de popularidade do presidente são imóveis. Há amplos setores da opinião pública que, hoje, não estão contentes nem com o presidente nem com o governo.

A que o senhor se refere quando fala em amplos setores?

Além de relevantes estatisticamente, são pessoas que têm capacidade de expressar esse descontentamento, têm acesso aos meios de comunicação e, portanto, são capazes de sinalizar esse descontentamento de uma forma mais expressiva. Isso pode, com o tempo, se disseminar. Mas isso tudo é relativo porque também o governante e o governo reagem a isso tomando medidas aqui e ali em função dessas coisas. Há uma dinâmica aí que nem sempre é muito previsível. Não quero dizer que vai ficar assim, o que eu quero dizer é que vai demorar a mudar e não será por esses indicadores que hoje estão aí, que são insuficientes.

O acidente com o Airbus da TAM, que expôs ainda mais a crise aérea, afetará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Essa hipótese não está provada nem negada. Não existem ainda dados consistentes a respeito disso. A única evidência foi uma pesquisa feita na cidade de São Paulo três dias após o acidente, no cenário do acidente, com a população extremamente impactada com isso. Mesmo assim, os resultados não ameaçaram a popularidade do presidente na capital; houve uma queda, mas não muito grande. A questão do acidente em si provoca comoção, emoções, sentimentos fortes, mas não necessária e diretamente contra o governo.

Se a crise continuar, com os aeroportos superlotados, a classe média sem condições de planejar viagens, isso pode reduzir a popularidade do presidente?

Acho que a popularidade pessoal do presidente está ligada à capacidade percebida de resolução de problemas que começam com as desigualdades sociais, que passam pela questão da estabilidade econômica, do desenvolvimento e questões específicas como criminalidade, saúde, habitação, questões de infra-estrutura, inclusive a crise aérea. A avaliação que o eleitor faz é ampla e leva muitas coisas em consideração. Evidentemente que, se esses problemas da infra-estrutura e do sistema aéreo continuarem nas manchetes como algo que incomoda e sem solução à vista, isso cria o desgaste, não a ponto de desestabilizar o governo, mas é claro que cria o desgaste.

O senhor nota alguma relação entre o apagão aéreo e a crise no sistema elétrico que abalou a popularidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

São coisas muito diferentes, os públicos atingidos são completamente diferentes e os efeitos são muito diferentes também. Eu acho que nós temos aí duas questões: primeiro, não temos, ainda, dados suficientes para medir direito os efeitos da crise aérea. Nessas circunstâncias, sob forte comoção, não é recomendável você fazer pesquisas e tirar conclusões que possam ser duradouras. A crise do setor elétrico atingiu todos, praticamente 100% da população. Já no transporte aéreo, embora seja hoje um meio de transporte amplamente utilizado pelas classes A, B e C, está longe de ser um transporte de massa que atinja a população do País como um todo, inclusive do ponto de vista da dispersão. Está muito concentrado em um certo número de cidades. Então, atinge de forma direta uma parte muito menor da população.

Há no País outro governante que tenha conseguido manter esse distanciamento entre a sua figura e o governo, em questão de avaliação pública?

Do ponto de vista de pesquisa de opinião pública, dificilmente, porque nós não temos uma trajetória assim tão longa. Nos presidentes pós-democratização certamente as relações entre presidente e governo ficavam muito evidentes. Eu vejo uma diferença em relação ao presidente Fernando Henrique, que era uma coisa meio contrária, as pessoas não gostavam muito dele, mas gostavam do governo. Acabou acontecendo o inverso. A popularidade dele era menor do que o governo. Esse descolamento – um presidente bem e um governo mal – não me recordo em termos de pesquisas de alguma coisa parecida.

Há com quem se comparar em outros países?

Há um caso, talvez, parecido. Acho que o presidente Lula lembra um pouco a figura de Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul). Ele teve seus problemas, um governo complicado, e no entanto ele se manteve. Uma coisa interessante é que, tendo chance de disputar a reeleição, preferiu não fazê-lo. Então tem hoje uma autoridade moral e política na África que ultrapassa os limites de seu país.

O senhor acredita que seria diferente se ele tivesse mais um governo?

O fato de ele não ter disputado a reeleição foi uma questão política interna. Ele tinha controle e ascendência sobre seu partido, mas preferiu agir assim. Eu não diria que Lula errou ao se candidatar à reeleição, mas os problemas que isso gera são de quem está há muito tempo no poder.

27/07/2007 - 00:16h As mulheres do Brasil

Blog de Alon

Não incomoda que o nível técnico das competições dos Jogos Pan-Americanos esteja abaixo do desejável. Se os Estados Unidos, por exemplo, não mandaram os seus melhores atletas, problema deles. Não dá para você ficar na festa se lamentando por quem não veio. O Pan não tem sido um evento para a quebra de recordes mundiais. É um evento para o congraçamento esportivo das Américas. Nesse aspecto o Pan é um sucesso. E o Brasil mostra que pode sediar qualquer competição internacional. Um problema grave são as vaias. Vaiar atletas porque são estrangeiros é demonstração de boçalidade e subdesenvolvimento. Outro problema são os estádios meio vazios. Mas os últimos anos têm mostrado que o brasileiro e a brasileira passaram a praticar todo tipo de esporte. Assim, o surgimento de atletas de ponta e portanto de ídolos é uma questão de tempo. Mais ídolos e mais dinheiro no bolso dos torcedores significarão estádios e ginásios mais cheios. Hoje, por exemplo, o futebol feminino encheu o Maracanã para ganhar a medalha de ouro. O adversário foi o time sub-20 dos Estados Unidos? E daí? Nas estatísticas, ficará que as mulheres do Brasil ganharam a medalha de ouro no Pan de 2007 no Rio de Janeiro. Aliás, eu tenho um pedido aos colegas do jornalismo esportivo. Vamos parar de chamar as mulheres esportistas do Brasil de “meninas do Brasil”. Quando a seleção brasileira de futebol masculino entra em campo ninguém usa a expressão “meninos do Brasil”. Quando a supercoroada seleção de vôlei do técnico Bernardinho está em quadra ninguém se refere aos jogadores como “os meninos”. Então por que será que as mulheres do Brasil são chamadas de “meninas”? De duas uma: ou os homens que representam o Brasil nos eventos esportivos começam a ser chamados de meninos, ou que se passe a chamar as mulheres de mulheres. É razoável. Eu penso que o suposto carinho embutido na expressão “meninas” expressa machismo e sentimento de superioridade. Vamos acabar com essa bobagem. Vamos chamar as mulheres de mulheres. Vamos torcer por elas como torcemos para os homens. E vamos cobrar delas os resultados e a performance que cobramos dos homens.

26/07/2007 - 20:36h Marta chora com ouro e pede estrutura e fim do preconceito no futebol feminino


CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

A meia-atacante Marta, principal destaque da seleção brasileira feminina de futebol, que nesta quinta-feira conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos com uma goleada por 5 a 0 sobre o time sub-20 dos EUA, se emocionou ao falar da vitória.

Chorando, ela se lembrou das dificuldades pelas quais o esporte passa no Brasil, como a falta de estrutura e o preconceito.

“Hoje foi um dia muito especial, um dia em que o futebol feminino mostrou para o país que a gente tem condições de estar no pódio, no lugar mais alto”, afirmou.

Marta, que joga no Umea, da Suécia, e foi eleita em 2006 a melhor jogadora do mundo pela Fifa, pediu apoio para disseminar o esporte nas categorias juvenis.

“A nossa esperança é que isso não pare por aí. Tem muita menina querendo jogar, muitas Martas, Formigas, Danielas. E a gente está aí junto na luta para que isso possa acontecer.”

Ela reconheceu que o esporte ainda sofre muito com o preconceito. “É uma das coisas que atrapalham o desenvolvimento da gente aqui no Brasil, não só no futebol feminino, mas em todos os esportes. Mas nós mulheres estamos procurando o nosso espaço, mostrando o nosso potencial e, aos poucos, só temos a crescer.”

A jogadora foi homenageada como a primeira mulher a deixar as marcas dos pés na Calçada da Fama, no Maracanã. Marta vai ter como “vizinhos” Zinho e Júnior, e seus pés ficarão próximos dos de Zico.

O técnico Jorge Barcellos, após o jogo, também se queixou do preconceito que o futebol feminino enfrenta no país. “Tivemos um Mundial no ano passado e só passava na TV fechada. Sabemos a realidade do povo brasileiro, nem todos têm condições de uma TV fechada”, disse para depois acrescentar: “Como [ o futebol feminino] não é uma coisa lucrativa e o estádio hoje estava lotado?”

Campanha perfeita

A time brasileiro conquistou a medalha de ouro de forma invicta e sem sofrer gols. Foram 33 gols marcados e nenhum sofrido.

Os gols desta quinta foram marcados por Marta (em dois pênaltis), Cristiane (2) e Daniela Alves. A vitória serviu como espécie de revanche da derrota brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Atenas.

20/07/2007 - 19:29h Diego Hipólyto pede a presença de Lula no encerramento do Pan


Por Luciano Borges
Terra Magazine

O ginasta Diego Hipólyto, ganhador de 3 medalhas nos jogos Pan-Americanos do Rio, foi o primeiro atleta de ponta do Brasil a pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte ao Rio de Janeiro para o último dia do evento ou, pelo menos, para a cerimônia de encerramento

“Quero convidar o Lula para vir pra cá porque ele, junto com o prefeito César Maia, são os grandes responsáveis pela realização dos jogos. O Pan tem nível olímpico, não mostrou uma falha sequer e pode nos ajudar a sediar uma olimpíada”, disse o atleta depois de assistir ao primeiro tempo da partida de handebol masculino entre Brasil e Uruguai.

Diego deu uma entrevista usando uma malha do patrocinador particular dele, uma empresa de assistência médica, e também com o escudo do Flamengo. Portanto, não falou em nome do Comitê Olímpico Brasileiro. E garantiu que não foi estimulado por ninguém do COB a fazer esse pedido: “Ninguém falou comigo. Faço este convite de maneira pessoal”.

O ginasta, que virou a grande estrela do Pan até aqui e foi parado centenas de vezes para fazer fotos e dar autógrafos, não só convidou o presidente como ainda pediu para os cariocas se comportarem: “É errado vaiar quem foi um dos responsáveis por este evento maravilhoso e por esta festa que está dando certo”.

17/07/2007 - 18:53h Governador da Paraíba do PSDB diz que vaias a Lula foram claque de prefeito do Rio

CÍNTIA ACAYABA
Agência Folha

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disse hoje que as vaias dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos, na sexta-feira, partiram de uma “claque do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia [DEM]“.

Cunha Lima manifestou inconformismo com relação ao episódio durante o programa semanal “Boa Tarde Paraíba”, transmitido por uma rede de emissoras de rádio do Estado.

“A vaia, além de ser injusta, já que o presidente apoiou fortemente a realização do Pan-Americano, traz uma dúvida. Ao mesmo tempo que o presidente foi vaiado, o prefeito do Rio de Janeiro foi aplaudido efusivamente. Aí o gato deixou o rabo de fora”, disse Cunha Lima à Folha.

“Eu digo isso muito à vontade, porque sou de um partido de oposição”, completou o tucano. Para ele, se a manifestação tivesse sido contrária ao atual momento político brasileiro, “todos teriam sido vaiados”.

“Nas arquibancadas do meu lado esquerdo dava para ver um grupo de animadores, vestidos com o uniforme do Pan, estimulando esse tipo de procedimento [vaias]. Não foi um ato espontâneo de rejeição”, afirmou.

O governador assistiu à cerimônia inicial em uma das tribunas de honra do Maracanã.

No programa de rádio, Cunha Lima disse que a Prefeitura do Rio recebeu 20 mil ingressos dos organizadores dos jogos e que César Maia “deve ter entregue a simpatizantes”.

Até as 19h de hoje, o prefeito do Rio não havia respondido às questões enviadas pela Folha sobre o caso.

Leia mais na Folha online

17/07/2007 - 14:20h Reflexões pessoais sobre vaias e aplausos

E la nave va…

Na noite de sexta para sábado a Agencia Estado descreveu assim os acontecimentos no Maracanã:

“As vaias ao presidente foram dadas todas as vezes que seu nome foi citado no microfone do Maracanã, ou sua imagem mostrada no telão, durante a abertura dos XV Jogos Pan-Americanos. A partir da quarta vaia, no entanto, os convidados que lotavam a tribuna de honra do estádio resolveram reagir e puxaram uma salva de palmas para o presidente, que foi seguida por muitos, dividindo, o Maracanã, então, entre vaias e aplausos.”

Depois e durante dias a fio inúmeras explicações foram lançadas sobre os motivos das vaias, a sua origem, o caráter político delas, sua base social e assim pela frente. Ninguém porem se debruçou sobre os aplausos, que segundo a isenta notícia aqui mencionada, dividiu o Maracanã.

Desejando reparar esta injustiça e com o devido respeito e reconhecimento aos que vaiaram, decidi escrever sobre os motivos e o que está por trás desses aplausos.

Parodiando os sociólogos que analisando o preço dos ingressos para a abertura do PAN, concluíram constatando que o estádio estava lotado pela classe media carioca, cheguei a conclusão que existem motivos, além do Bolsa-familia, para justificar estes aplausos vindos de uma galera que não é beneficiaria dos programas sociais do governo.

Se excluímos os que da tribuna de honra constituíram a “claque” que resolveu reagir com aplausos (entre os quais eu me incluo com orgulho), fica a necessidade de explicar como conseguiram levar 40 a 50 mil pessoas a aplaudirem o presidente Lula (partindo do principio que o Maracanã tivesse se dividido por igual, o que não é verdade pois segundo César Maia, que sabe do que fala, 30% dos presentes vaiou o presidente). Como pode se ver, nem a existência de partidários do Lula na assistência, nem o fato do governo federal ter distribuído ingressos (como fizeram também o governo estadual e a prefeitura) permite encontrar uma explicação a estes aplausos.

Penso que uma parte dos que assim se manifestaram, sem concordar necessariamente com Lula e seu partido, quiseram externar o fato de o Presidente estar ali como representante da nação e aplaudi-lo configura o respeito naturalmente devido ao Brasil, sede do Pan-Americano.

Para outros, sem duvida, era uma manifestação de reconhecimento ao trabalho de recuperação da auto-estima do Rio de Janeiro, expressa não só nos investimentos para o PAN, na vitória do Cristo, mas também em investimentos em segurança, na luta contra a pobreza, no crescimento do emprego e da renda, no ingresso de divisas para o Rio graças ao turismo do PAN(segundo o prefeito César Maia o aumento do turismo já quase pagou o que a prefeitura investiu no PAN). Reconhecimento dos que sabem que o país esta melhor que antes.

Outros, estes sim, esmagadoramente favoráveis ao Lula, são os que nele votaram duas vezes e que são majoritários no só no Estado de Rio de Janeiro, mas no Brasil. Com certeza uma parte deles estava no Maracanã, apesar do preço dos ingressos, e aproveitou para aplaudir Lula.

Ou tal vez seja, como disse Eliane Catanhede na Folha de São Paulo, uma “mostra que o Rio de Janeiro continua lindo, irreverente e implacável.” (ah, que indisfarçavel prazer que essas vaias proporcionam!)

Implacável é a persistência do apoio ao Lula e a determinação em rejeitar a campanha de desrespeito, de deslegitimação e de destruição do governo Lula, promovida por boa parte dos colunistas e da mídia mancomunados com as forças da oposição.

Um tempo atrás eles pretendiam o impedimento de Lula ou sua derrota eleitoral, hoje eles aparentemente se contentam com algumas vaias. Ganha a democracia, da qual as vaias e os aplausos, é bom lembrar, fazem parte. Pois toda unanimidade é burra ou perigosa.

A Globo disse que democraticamente, em reconhecimento das vaias, Lula desistiu de falar na abertura. Minha opinião é que ele devia ter falado, em respeito aos aplausos, que podem ter soado baixo no Maracanã, porém são estrondosos nas urnas do Brasil.

Parodiando Dom Quixote, falando ao seu companheiro Sancho, as vaias devem ser sinal que cavalgamos…

Luis Favre

17/07/2007 - 10:59h Rio maravilha

BENJAMIN STEINBRUCH

Folha de São Paulo (para assinantes)


O Rio está mais bonito do que nunca e preparado para ser de novo capital brasileira, agora dos esportes


NAS ÚLTIMAS décadas, desde que a capital federal mudou-se para Brasília, virou moda falar mal do Rio. Pelo esvaziamento econômico da cidade e do Estado, pela transferência de parte do sistema financeiro para São Paulo, pela crise da indústria naval, pela leniência do carioca, pela violência urbana, pela perda de turistas e até pelo futebol deficitário.
É certo que a perda da condição de capital, em 1960, impôs prejuízos ao Rio. Caíram as receitas federais e houve um efetivo esvaziamento de alguns setores e estagnação econômica. Mas sempre achei essas avaliações exageradas por vieses regionalistas e por boa dose do que chamamos de dor-de-cotovelo.

Seja como for, brasileiros em geral precisam admitir que esse Estado, a despeito dos enormes desafios que enfrenta, principalmente no combate à criminalidade, começa a retomar sua condição de “Rio maravilha”.

A escolha do Cristo Redentor como uma das sete maravilhas do mundo moderno, com 100 milhões de votos, é apenas um símbolo dessa retomada. O verdadeiro ressurgimento do Rio se dá na economia. Li na semana passada uma revista publicada pelo “Valor” sobre os avanços da economia fluminense. Os números impressionam. De 1999 a 2005, o PIB industrial do Rio cresceu a uma média anual de 12,4%. A economia fluminense, com um PIB estimado em R$ 140 bilhões, equivale hoje à de países como Chile, Colômbia ou Venezuela.

O Rio começou a sair da estagnação com os pesados investimentos da indústria do petróleo para explorar as reservas no litoral fluminense. Mas, pouco a pouco, o impulso do petróleo irradiou para vários setores, como construção naval e de plataformas, petroquímico, siderúrgico e até indústria automobilística. O Rio ainda é bastante dependente dos recursos da indústria do petróleo, mas essa dependência se reduziu muito nos últimos anos. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, as intenções de investimentos no Estado, excluído o setor de petróleo, somam R$ 51 bilhões entre 2007 a 2012, com a criação 48 mil novos empregos diretos. Incluído o petróleo, o cálculo salta para R$ 110 bilhões.

E há ainda o turismo. A despeito dos problemas de segurança, o Rio continua sendo a principal porta de entrada de turistas no país. Os Jogos Pan-Americanos, abertos na sexta-feira, estimularam investimentos na rede hoteleira. Cerca de 3.000 novos quartos foram construídos, com sensível melhoria na infra-estrutura setorial.

No início dos anos 1990, quando o Rio de Janeiro foi escolhido para ser a sede do mais importante evento global sobre ambiente, previa-se um fiasco brasileiro aos olhos do mundo. Mas a Rio-92 foi um sucesso, a ponto de se cogitar atualmente a segunda edição, também no Rio, desse encontro de cúpula mundial.

Seis meses atrás, cansamos de ver reportagens sobre o “inevitável” fracasso do Pan, porque as obras não estariam concluídas a tempo e porque seria impossível garantir a segurança dos visitantes. Previsões erradas até agora. Cruzemos os dedos para que o sucesso dos primeiros dias dos Jogos se confirme.

Com as obras do Pan-Americano, o Rio de Janeiro, tantas vezes tido como esvaziado e decadente, está mais bonito do que nunca e preparado para ser de novo capital brasileira, agora dos esportes. E tem tudo para ser o carro-chefe na disputa brasileira por dois grandes eventos de repercussão mundial: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.


BENJAMIN STEINBRUCH, 54, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). bvictoria@psi.com.br

16/07/2007 - 19:07h Curioso, não? Diretor da festa deu palpite e acertou na mosca?

A Folha avisou

Atenta, a Folha bem que avisou na sexta-feira (pág. D2): “[...] Luiz Inácio Lula da Silva assistirá à cerimônia. Se o público que for ao Maracanã repetir a ação da torcida presente no ensaio, ele pode ouvir vaias da arquibancada. ‘Isso não atrapalhará a festa. Sempre é difícil um político ser aplaudido no Maracanã. Há uma desconfiança justa da população. No momento, qualquer político brasileiro merece ser vaiado’, declara Stein” [Luiz, diretor da festa].

Se a Abin ao menos lê jornal, Lula tinha idéia do que o esperava.

Do Ombudsman da Folha de São Paulo

14/07/2007 - 22:26h Um equívoco lamentável e um sincero pedido de desculpas

por Jorge Bastos Moreno

Rádio do Moreno

A Rádio do Moreno, como a Jaqueline do vôlei, foi desclassificada logo na solenidade de abertura do Pan e no antidoping visual: confundiu, no telão do Macaracanã -e não foi só ela-, a dona Marisa Letícia com Marta Suplicy e, com isso, atribuiu à ministra do Turismo uma vaia que não foi para ela.

Mesmo cometendo esse equívoco lamentável, os ouvintes-leitores e a própria ministra, caso tenham me dado a honra da audiência, puderam constatar que, no post “Festival de letrinhas”, eu registrei o suposto fato com muita estranheza. Ou seja, eu próprio estava duvidando do que vira.

E a dúvida foi por um motivo simples: a ministra Marta Suplicy circulara tranquilamente pelas dependências do estádio sem sequer ter ouvido uma única palavra de desagrado ou manifestação de constrangimento. Muito pelo contrário, ao posar para a Rádio do Moreno com a neta e a nora, Marta Suplicy recebeu foi muitos cumprimentos por ser uma bela avó e sogra de duas meninas tão lindas.

A Rádio do Moreno lamenta profundamente o episódio e pede desculpas à ministra Marta Suplicy por eventuais danos que essa informação errada tenha causado à sua imagem.

E lamenta mais por ser esse o segundo episódio em que o repórter envolve, neste último caso involuntariamente, a ministra. Mas registra sua certeza de que a ministra Marta Suplicy saberá entender este episódio nos limites dos fatos aqui relatados.

Para a infelicidade da Rádio do Moreno esse episódio aconteceu justamente com uma das autoridades do governo que mais tem sido gentil com a nossa reportagem. Mesmo que não recebesse esse tratamento diferenciado, a Rádio do Moreno, em nome do bom jornalismo, teria, por dever de ofício, de fazer esta retratação pública.

14/07/2007 - 10:44h "No Maracanã vaia-se até minuto de silêncio" Nelson Rodrigues

A frase do dia, acompanhada pela notícia do O Dia

A torcida pelo social

Integrantes de programas da prefeitura já recebem entradas

Daniela Dariano

Rio – A Prefeitura do Rio começou a distribuir 100 mil ingressos sociais dos Jogos Pan-Americanos, como a coluna ‘Informe do Dia’ noticiou ontem. Foram entregues cerca de 4 mil bilhetes de competições marcadas para hoje, amanhã e segunda-feira.

14/07/2007 - 01:30h Governo dá explicação para gafe na abertura do Pan


Agencia Estado

RIO – “Houve um desencontro de informações entre os cerimoniais”. Esta é a justificativa do Planalto para a desistência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que titubeou e viu o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, anunciar de forma oficial a abertura dos XV Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, anúncio que, desde a primeira edição dos Jogos, em 1951, era feito pelos presidentes dos países anfitriões.

Incomodado com as vaias, Lula passou a cerimônia com a fisionomia fechada. O constrangimento foi tanto que o presidente se recusou, num primeiro momento, a fazer a declaração de abertura oficial dos jogos. Convencido por assessores a abrir o evento, Lula pediu, então, o microfone, mas foi atropelado pela declaração feita por Nuzman, que não fora avisado que o presidente, depois de recusar, mudara de idéia.

“Foi uma precipitação da assessoria do presidente, que avisou que ele não faria a declaração”, afirmou o prefeito do Rio, César Maia (DEM). “Uma confusão que criou um constrangimento muito grande”, completou Maia. Lula chegou a levantar e ficar de frente para o microfone, com um papel que lhe foi entregue por sua assessoria, mas, ao ser surpreendido pela declaração de abertura do Pan pelo presidente do COB, abriu os braços fazendo um gesto que não entendia o que estava acontecendo e foi se sentar.

As vaias ao presidente foram dadas todas as vezes que seu nome foi citado no microfone do Maracanã, ou sua imagem mostrada no telão, durante a abertura dos XV Jogos Pan-Americanos. A partir da quarta vaia, no entanto, os convidados que lotavam a tribuna de honra do estádio resolveram reagir e puxaram uma salva de palmas para o presidente, que foi seguida por muitos, dividindo, o Maracanã, então, entre vaias e aplausos.

“Para mim me pareceu coisa orquestrada. Era só observar de onde vinha e dava para perceber que era uma coisa organizada”, declarou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, sem explicar quem teria organizado as vaias a Lula. O governo federal bancou R$ 1,8 bilhão dos custos dos jogos, orçado em R$ 3,7 bilhões. Lula em momento nenhum quis falar com a imprensa e se recusou a responder se estava chateado com os protestos, quando deixava o Maracanã.

Na quarta-feira, durante o ensaio geral da abertura dos jogos, o mesmo fato já havia ocorrido. Todas as vezes que o nome do presidente era citado, vaias ocorriam. Pela manhã, no entanto, um contraste. Ao ser recebido, na Vila Pan-Americana, por 100 voluntários convidados, o clima era muito diferente. O presidente Lula foi recebido com gritos de “olê olê olá Lula Lula”, jingle que marcou suas campanhas eleitorais. De traje esportivo, vestindo o agasalho oficial do Pan, o presidente Lula e D. Marisa visitaram as instalações da Vila Pan-Americana. Ao conhecer a sala de ginástica, o presidente brincou com os atletas, mostrando sua forma física, ao ensaiar exercícios em uma esteira e em outro aparelho. Lula tirou fotos, deu autógrafos, conversou com os esportistas, mas não quis falar com a imprensa.

Muito assediado, o presidente acabou desistindo de almoçar no refeitório com os atletas, preferindo ir para o Hotel Sofitel, em Copacabana, frustrando os planos dos ginastas Daniele e Diego Hypólito, e Daiane dos Santos que, ao saber que Lula não participaria mais do almoço, foi até a entrada do restaurante para cumprimentá-lo e tirar fotos.

À tarde, de terno e gravata, Lula assistiu da tribuna de honra a toda a cerimônia de abertura oficial dos Jogos, aplaudindo cada uma das delegações. O presidente se esmerou, inclusive, ao aplaudir e tentar se contrapor às estrondosas vaias que o público deu à delegação dos Estados Unidos, quando foi anunciado que ela iniciava seu desfile.

Na solenidade de abertura dos jogos, Lula estava acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, que vestia um tailler verde e amarelo e usava uma bolsa com a bandeira do Brasil desenhada. Também estavam presentes o vice-presidente, José Alencar, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, Tarso Genro, da Justiça, Orlando Silva, dos Esportes, e Samuel Pinheiro Guimarães, interino das Relações Exteriores. Mas a cerimônia foi pouco prestigiada pelas autoridades estrangeiras. Apenas três chefes de Estado e três chefes de governo compareceram: do Panamá, Honduras, do Canadá, de Antigüa e Barbuda, das Antilhas Holandesas e de Aruba. Nem mesmo o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que estava sendo esperado, não compareceu.

14/07/2007 - 01:28h Vaias para Lula: direita comemora

Entrelinhas

Blogs de direita e sites da mídia conservadora estão em polvorosa com as vaias recebidas pelo presidente Lula. De fato, foi negativo para a imagem do presidente. Mas nada que vá abalar o prestígio de alguém com mais de 60% de aprovação. O que vale, como se sabe, é o aplauso ou vaia das urnas…

Por Luiz Antonio Magalhães

13/07/2007 - 13:39h Lula é recebido com festa na Vila Pan-Americana

 

Agencia Estado

 

Presidente visita as dependências do local e almoçará com os atletas da delegação brasileira no Pan do Rio

Michel Castellar, do estadao.com.br

 

 

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã desta sexta-feira à Vila Pan-Americana, onde vai visitar as dependências do local e almoçar com os atletas da delegação brasileira. Lula foi recebido com festa pelos voluntários do Pan do Rio, que gritaram seu nome e tiraram fotos ao lado do presidente.

À espera de Lula, que chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa, estavam o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, o governador, Sérgio Cabral e os ministro dos Esportes, Orlando Silva, e da Justiça, Tarso Genro, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy. Além deles, também compareceram os presidentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Mário Vázquez Raña.

13/07/2007 - 13:00h O Filtro de Thomas Traumann

Excelente apanhado da imprensa sobre o PAN feita pela newsletter O Filtro da revista Época


O Pan de cada um

O Pan começa oficialmente hoje e já dá para ver como será a cobertura dos jornais. Os destaques:

Los Angeles Times, dos EUA: “O teste verdadeiro para o Rio será o de tornar a cidade segura”.

La Nacion, da Argentina: “Se o Brasil cumprir essa prova com êxito, terá avançado no objetivo de organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016″

East Day, da China: “O Comitê Olímpico Internacional admitiu a possibilidade do rio ser candidata à sede das Olimpíadas de 2016″.

Wall Street Journal, dos EUA: “Para derrotar a cidade americana de San Antonio, o prefeito do Rio, Cesar Maia, argumentou que a criminalidade carioca seria menos perigosa que a possibilidade de um atentado terrorista nos EUA”.

Agência Bolivariana de Notícias, a estatal da Venezuela: “Nunca nenhum governo apoiou tanto o esporte venezuelano quanto Chávez”.

O Globo, do Rio: os principais títulos são “Estréia folgada em dia de apertos”, “trânsito é o que aflige Cesar Maia” e “Depois do Cristo, o alto astral do Pan”.

Extra, do Rio: “Na Vila,o assunto é um só: assédio sexual”.

O Dia, do Rio: “Prefeitura dá 100 mil ingressos para o Pan”.

Folha, de São Paulo: os principais títulos são “Abertura é comparada à Titanic”, “paixão nacional, futebol encalha ingressos na estréia”, “cerimônias custam 72% dos recursos da Lei Piva” e “caos no trânsito é o primeiro teste para a organização”.

O Estado, de São Paulo: os principais títulos são “Pan 2007, um começo com estádio vazio”, “Palco está pronto. Graças à polícia” e “Com problemas, Rio briga pela Olimpíada”

13/07/2007 - 09:46h O lucro do Pan

Como a Folha e O Estado esculhambam o PAN (Leiam hoje, por exemplo, os artigos de Barbara Gancia e Jánio de Freitas, na Folha) aqui vai o editorial de hoje do jornal O Globo

O lucro do Pan De 1998, quando o Rio lançou a candidatura aos Jogos Pan-Americanos de 2007, a hoje, dia da festa de inauguração da competição, passaram-se nove anos de trabalho, desencontros, sonhos que não se realizaram, mas, acima de tudo, foi um período em que a cidade viu nascer um projeto do qual pode se beneficiar, e muito. Não só a cidade, mas o estado e o país.

Foi a vitória na disputa com a rival americana San Antonio, no Texas, comemorada na Cidade do México em agosto de 2002, que, para o carioca, ligou o relógio da contagem de tempo do Pan. Nas pranchetas, o projeto era amplo e acenava para a cidade com um legado de obras importantes de infra-estrutura de transporte de massa.

O paralelo inevitável era a experiência de cidades no mundo que se tornaram palco de Olimpíadas e com isso rejuvenesceram urbanisticamente.

Seria, então, debelada uma grave deficiência do Rio.

Ficou aqui, no entanto, a grande frustração do Pan, com a impossibilidade de ser executada a ligação, por metrô, do Jardim Oceânico, na Barra, com a Gávea (Praça Santos Dumont), e construído o corredor exclusivo para ônibus entre Barra, Jacarepaguá, Madureira, Irajá e Penha.

Numa primeira fase, as desavenças político-eleitorais entre o casal Garotinho, no poder no Palácio Guanabara, o prefeito Cesar Maia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a ameaçar o projeto. Confirmava-se a trágica maldição que persegue o Rio, a de que seu administrador, o inquilino do Palácio Guanabara e o presidente dificilmente se entendem, por terem projetos políticos e pessoais que se chocam.

Tendem a ser mais adversários do que parceiros.

Havia outros problemas.

Demandas judiciais, como as envolvendo o Autódromo e a Marina da Glória, somadas à proverbial lentidão da burocracia pública, também justificavam previsões pessimistas.

Entidades representativas de pilotos queriam preservar o Autódromo a qualquer custo, enquanto o Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, embargava a obra da garagem de barcos de competição prevista pelo projeto para a Marina da Glória. No Autódromo, a Justiça desimpediu o caminho; na Marina, a saída foi fazer instalações provisórias.

Aos poucos os cronogramas avançaram, e soluções alternativas aos impasses que pareciam incontornáveis foram dadas. Até que a mudança do cenário político no Rio de Janeiro, com a vitória de Sérgio Cabral nas eleições de 2006, serviu para firmar a aliança entre prefeito, governador e presidente que viabilizaria de vez o Pan.

Pode-se discutir inúmeros aspectos dos Jogos. Investimento é um deles. Foram feitas várias projeções orçamentárias, mas este é um tema que só poderá ser debatido com objetividade quando for feito um balanço final de todo o empreendimento.

O último número oficial é de R$ 3,5 bilhões, divididos entre governo federal, estado e município. Mas mesmo esta cifra é polêmica, por incluir a construção do novo terminal do Santos Dumont, obra que teria de ser executada de qualquer forma, e o empréstimo para a edificação da Vila Pan-Americana, a ser pago pelos compradores dos imóveis.

Ou seja, não se trata de investimento público, portanto não pode ser contabilizado como despesa no orçamento do Pan.

O prefeito Cesar Maia aposta que tudo o que foi investido pelo Estado retornará de alguma forma.

Não se deve esquecer, também, que o conjunto esportivo do Pan serve como uma espécie de caução para a cidade e o país entrarem na disputa para sediar as Olimpíadas com mais chances de vitória.

Se o Rio não teve as obras viárias, passou a contar com uma estrutura esportiva de Primeiro Mundo, capaz de sediar grandes competições internacionais, em várias modalidades, e abrigar outros eventos, como shows de todo tipo. Herdará, ainda, equipamentos de última geração para a segurança pública e inteligência policial, cujo retorno é intangível, mas, por definição, valioso.

Tudo vai depender da capacidade de os governos administrarem de maneira competente todo o acervo.

No caso do complexo esportivo, sempre com a iniciativa privada.

Sem ela, a chance de êxito será nula. Impossível admitir que a estrutura do Pan tenha o destino do Maracanã, um histórico cabide de empregos a serviço do clientelismo. Pelo menos até agora, existem boas perspectivas nesse campo. O Fluminense e o Botafogo inauguraram o Engenhão e se dispõem, em parceria com capitais privados, a explorar o estádio. A arena multiuso, por suas características, também é adequada a concessões, e assim por diante. Outro grande desafio para as autoridades começará, portanto, depois dos Jogos.

12/07/2007 - 10:14h Ministério do Turismo investe nos Jogos Pan-Americanos

Em Questão

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Os investimentos do Ministério do Turismo nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 deixam um importante legado para a cidade. De acordo com a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o compromisso dentro do Plano Nacional de Turismo, que se aplica ao Rio de Janeiro, é o de avançar na atividade dentro das perspectivas de geração de mais empregos e renda. “Estamos, de um lado, fortalecendo o investimento em pessoal mais capacitado; e de outro criando mais oportunidades para os brasileiros viajarem. A idéia é ganhar musculatura no turismo doméstico, fortalecendo um círculo virtuoso de nossa economia. O Rio é um dos carros-chefes dessa estratégia”, explica a ministra Marta Suplicy.

O Ministério do Turismo está aplicando R$ 107 milhões na reforma, ampliação e em melhorias no aeroporto Santos Dumont (RJ). A obra projetará a capacidade do aeroporto de 117 mil passageiros/dia para 700 mil/dia. Outros R$ 10 milhões estão sendo investidos em projetos com diversos parceiros, como prefeitura do Rio de Janeiro, Cufa (Central Única de Favelas), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Amebras (Associação das Mulheres Empresárias do Brasil),IH (Instituto de Hospitalidade), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Tudo o que está sendo feito para o Pan terá um impacto permanente em áreas como infra-estrutura, inclusão social e qualificação profissional”, afirma Paula Sanches, coordenadora-geral do Ministério do Turismo no Pan.

São recursos em projetos de promoção na imagem do Brasil e que qualificam ainda mais a cidade do Rio de Janeiro para sediar eventos internacionais. Vale destacar projetos de capacitação, de produção associada e inclusão social sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo.

Estão em execução os seguintes projetos:

Trilha Jovem: 360 jovens de 16 a 24 anos, de várias comunidades carentes do Rio, beneficiados com educação profissional;

Armazém do Samba: instalação de infra-estrutura (equipamentos e móveis para a loja, ponto de informações turísticas, espaço multimídia, oficinas, salas de aula, espaço para estoque e sinalização turística), equipamentos (máquinas de costura, mesas para cortes e modelagens), oficina de moda e de turismo. Ponto de comercialização permanente da Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras) na Cidade do Samba, que deverá beneficiar 600 mulheres;

Programa de Alimento Seguro no Turismo: qualificação de 231 ambulantes das praias de Copacabana, Leme e Flamengo em boas práticas em manipulação e produção dos alimentos;

Programa de Requalificação do Destino Rio de Janeiro: qualificação de sete mil profissionais empregados em atividades turísticas para oferecer maior qualidade nos serviços, ampliação da oferta de hospedagem para os turistas;

Sistema de comunicação: central de atendimento bilíngüe (espanhol e inglês) com a participação de 124 taxistas e posições de recepção das quatro operadoras que prestam serviço de telefonia móvel no RJ;

Formação Profissional de Jovens para Inserção Sócio-Econômica na Cadeia Produtiva do Turismo: formação profissional de 1.200 jovens, de 16 a 19 anos, das comunidades de Acari, Complexo do Alemão, Madureira e Cidade de Deus;

Programa de Qualificação e Alimentação dos Voluntários que atuaram nos Jogos: 8.600 voluntários e 120 instrutores;

Exposição de Fotografias: duas exposições voltadas para o público dos Jogos Pan-Americanos. Participam 17 jovens fotógrafos residentes em áreas de baixa renda do Rio de Janeiro. A primeira exposição terá como tema modalidades esportivas praticadas nas favelas cariocas, com fotografias de diferentes regiões da cidade. Ela traça um panorama da prática esportiva individual e de como o esporte se introduz e influencia o dia a dia das comunidades retratadas. A segunda exposição será de fotografias do Parapan, produzida pelos mesmos jovens do trabalho anterior. Realizada a partir de documentação fotográfica, feita no período de 12 a 19 de agosto, será complementada com o registro de trabalhos com portadores de necessidades especiais;

Praça das Medalhas: espaço montado na Praia de Copacabana, e que funcionará durante o mês de julho para promover o turismo das 26 Unidades da Federação e do Distrito Federal, além da diversidade cultural brasileira. Serão montadas três tendas cenográficas que possibilitarão aos turistas e à população do Rio de Janeiro conhecer “de perto” as diversas regiões do País. Será um local de entretenimento, exibição das competições oficiais e solenidades da programação oficial do Pan, vídeos de destinos turísticos do país e shows culturais, retratando os diversos aspectos regionais do Brasil. O público contará, também, com uma “mega-store” dos Jogos Pan-americanos.

Estande na Vila do Pan: destinado à promoção do Brasil dentro da área internacional da Vila do Pan, principal local de lazer e convivência das delegações esportivas hospedadas na Vila. O foco da divulgação será em torno dos segmentos do esporte, cultura, ecoturismo, sol e praia.

Campanha do TS&I: difusão do programa de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. No Brasil, divulgar o TS&I (Turismo Sustentável e Infância) é preservar nossa maior e promissora riqueza: nossas crianças e adolescentes. Combater a exploração sexual é conscientizar a população da importância de uma postura ativa contra esse crime.

  • Criar um canal exclusivo para denúncias;
  • Explorar e explicitar as diversas formas de turismo sustentável que as localidades oferecem;
  • Mobiliários urbanos, exibição do filme do TS&I (campanha unificada) na Vila do Pan (cinema e estande do Brasil) e Praça das Medalhas.

Uma Viagem pelo Brasil - Seus encantos e sabores: ambientar restaurantes da Vila do Pan e do MPC (Riocentro) para promover os destinos turísticos com destaque nos seus produtos associados, como gastronomia regional, festas populares, mercados municipais, artesanato e outros aspectos nos restaurantes da Vila do Pan e do Riocentro (restaurantes jornalistas), sob o título de “Uma viagem pelo Brasil – Seus encantos e sabores”.

Acesse as edições anteriores em:
www.brasil.gov.br/emquestao

11/07/2007 - 20:13h Ministério do Turismo qualifica voluntários para trabalhar no Pan


O Ministério do Turismo preparou 8.600 voluntários para recepcionar de maneira especial os brasileiros e estrangeiros que estarão no Rio de Janeiro durante os XV Jogos Pan-americanos, que serão abertos no próximo dia 13. O grupo vai estar em contato direto com atletas e espectadores das provas e a intenção é que essas pessoas estimulem os turistas a conhecer o jeito característico de bem receber do brasileiro, visitar os mais belos pontos turísticos da cidade e deixar a capital carioca com vontade de retornar, trazendo familiares e amigos.

O grupo foi capacitado pelo Instituto de Hospitalidade (IH), parceiro do MTur no Programa de Qualificação de Voluntários, que tem apoio do Sebrae/RJ e do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos (CO-Rio). O trabalho desenvolvido foi apresentado nesta terça-feira (dia 10) à imprensa, em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro. Leia mais aqui

04/07/2007 - 15:30h Correio Braziliense fala de turismo

Brasil no circuito

Os grandes eventos esportivos como o Pan-Americano e a possibilidade de sediar competições mundiais, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, impulsionam a cadeia produtiva do turismo no Brasil. De acordo com o ranking da ICCA (International Congress e Convention Association), a mais importante entidade internacional do segmento de eventos, o país saltou da 19ª posição (2003) para a 7ª posição (2006) entre os destinos que mais recebem eventos no mundo, mantendo — se líder na América Latina e segundo lugar nas Américas. A Infra-estrutura moderna, aumento da oferta hoteleira, diversidade gastronômica, múltiplas opções de entretenimento e compras são alguns dos fatores que fazem com que o Brasil ganhe papel de destaque como destino de eventos. De acordo com a Federação Brasileira de Convention e Visitor Bureaux, 1.514 eventos foram realizados no país em 2006.

A terra do Bumba-meu-boi entra na luta contra exploração sexual de crianças e adolescentes. Mais de 100 mil pessoas no festival folclórico de Parintins (AM) presenciaram o lançamento da campanha Turismo Sustentável e Infância (TSI), do Ministério do Turismo. A cidade receberá milhares de cartazes, adesivos, camisetas da campanha e palestras de conscientização. Durante as festividades da tradicional festa folclórica da cidade amazonense, houve também o lançamento do primeiro guia turístico de Parintins.

13/06/2007 - 10:21h Táxis com tradução simultânea

Serviço, que será prestado por estudantes de letras e já começou a ser testado, estará disponível em 124 veículos


Fernanda Pontes

A falta de domínio em inglês e espanhol não será mais um obstáculo para 124 taxistas que vão transportar turistas durante o Pan. O serviço “O táxi que fala sua língua” vai oferecer uma espécie de tradução simultânea aos estrangeiros. Pelo programa, que já começou a funcionar em caráter experimental, o taxista, assim que um passageiro estrangeiro entrar em seu carro, liga para uma central de tradução formada por 64 alunos do curso de letras da Uerj. O estudante que atender traduz para o idioma desejado através do sistema viva voz. Orçado em R$ 600 mil, o projeto é uma iniciativa do Ministério do Turismo.

A ministra Marta Suplicy veio ao Rio para lançar o programa. Para ela, o taxista é o cartão de visitas do turista. Se o programa der certo, a experiência será repetida em outras cidades ou durante outro grande evento na cidade. Os taxistas cadastrados vão ter adesivos, em inglês e espanhol, colados no veículo. O contato com a central é feito por celular, em sistema viva voz. O turista informa o local que gostaria de ir e o taxista recebe a tradução pelo viva voz. O atendimento é 24 horas e só pode ser feito por celulares cadastrados. Leia mais no jornal O Globo (para assinantes)

11/06/2007 - 19:33h Presidente Lula recebe a Tocha do PAN

BRASÍLIA – Brasília é a 11ª cidade a receber a Tocha dos Jogos Pan-Americanos. A chama do Pan chegou à capital federal nesta segunda-feira, vinda de Sergipe, trazida pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzmann. No aeroporto, foi entregue ao vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio e levada para solenidade no Palácio do Planalto, onde foi recepcionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado do nadador Gustavo Borges e da jogadora de vôlei Sandra Pires, Lula acendeu a pira e a Tocha Pan-Americana ( Veja mais fotos ).

Em seu discurso, o presidente cobrou do ministro do Esporte, Orlando Silva, e do governador do Rio, Sergio Cabral, a conclusão das obras para os Jogos, e lembrou que o esquema de segurança do evento ficará como legado para a cidade e poderá ser utilizado em outras partes do Brasil:

- No Brasil tem violência como no restante do mundo. Implantamos o mais moderno e perfeito sistema de segurança que o país já teve. Se todo o esquema der certo, Paulo Bernardo, Ministro do Planejamento, vai ter muito trabalho para colocar todo o sistema a disposição em outros estados do Brasil – completou o presidente.

Segundo Lula, a população carioca só tem a se beneficiar com o Pan:

- Quando o Pan acabar, vão ficar dois legados: um, em equipamentos, o outro é imaterial (sic). São perspectivas que se abrem para os guias cívicos e para a população que mora no entorno das instalações – lembrou o presidente.

A tocha foi acesa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pira instalada no alto da rampa do Palácio, dando início ao revezamento da tocha na capital federal.
Após a cerimônia, a Ministra do Turismo, Marta Suplicy,destacou a participação do Ministério do Turismo, que está investindo R$ 117 milhões no evento, que começa no próximo dia 13 de julho, no Rio de Janeiro. Marta Suplicy ressaltou o lançamento nesta terça-feira (dia 12), no Rio de Janeiro, do projeto da central bilíngüe para taxistas, que facilitará a comunicação com os turistas estrangeiros. “Vai facilitar muito a vida do turista que não fala português”, observou a ministra.

Além desse programa, a ministra citou o projeto Praça das Medalhas, que vai funcionar nas areias da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, durante o mês de julho, destinado a promover o turismo dos diversos estados do País durante o Pan. Será um espaço gratuito, de entretenimento, para exibição, em telões, de competições e solenidades da programação oficial do Pan e de apresentações de manifestações culturais das diversas regiões brasileiras.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, destacou a importância do esporte para os brasileiros.

- O esporte é o maior e melhor elemento de união de povos. Esse Jogos marcarão uma nova era do esporte brasileiro.

A chama percorrerá as 27 capitais brasileiras até chegar ao Rio de Janeiro no dia 13 de julho, quando será aberta a 15ª edição dos Jogos Pan-Americanos. No último dia quatro, a tocha foi acesa nas pirâmides de Teotihuacán, no México, e seguiu para o Brasil, onde chegou no dia seguinte em Porto Seguro (Bahia).

De lá, foi escoltada até Santa Cruz Cabrália, para ser acesa no local da realização da primeira missa no país, em 1500.

Leia mais: Em Sergipe, a tocha foi conduzida por bisneta de Lampião e Maria Bonita .

Fontes Portal O Globo e Portal do Ministerio de Turismo