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	<title>Blog do Favre &#187; pâncreas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas   Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor
Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Beber todos os dias aumenta risco de câncer de pâncreas </strong></font>  <strong>Estudo com mais de 860 mil pessoas, o maior já realizado, mostra relação entre o consumo diário de álcool e o tumor</p>
<p>Um dos mais letais, o câncer pancreático representa 2% de todos os tipos de tumor no Brasil e responde por 4% das mortes por câncer</strong></p>
<p><img src="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" alt="http://www.antidrogas.com.br/img_artigos/alcoolcancer.jpg" align="left" /></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" alt="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/cancer-de-pancreas/images/cance-de-pancreas.jpg" width="390" height="258" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CLÁUDIA COLLUCCI E </strong><strong>RACHEL BOTELHO &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>O consumo diário de duas ou mais doses de bebida alcoólica aumenta em 22% o risco de desenvolver câncer de pâncreas, revela uma revisão de 14 estudos científicos que envolveram 862.664 pessoas. Entre a mulheres, o risco cresce a partir de uma dose por dia.<br />
O trabalho, publicado ontem em jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, é o maior já feito mostrando a relação entre dieta e câncer pancreático. O tabagismo é outro importante fator de risco. Fumantes têm o triplo de chances de desenvolver o tumor.<br />
O câncer de pâncreas, um dos mais letais, é a quarta principal causa de morte por câncer no mundo. A sobrevida média, em cinco anos, é de apenas 5%. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de tumor, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer.<br />
Durante o estudo, os pesquisadores identificaram 2.187 pessoas que tiveram tumor no pâncreas. Elas foram comparadas com indivíduos que não bebiam. A conclusão foi que o risco de câncer aumenta a partir do consumo diário de 30 gramas ou mais de álcool (menos de duas latas de cerveja de 350 ml ou três taças de vinho). Não foi observada diferença quanto ao tipo de bebida consumida.<br />
Na avaliação do médico Felipe Coimbra, diretor do departamento de cirurgia abdominal do Hospital A.C. Camargo, o estudo é muito importante no sentido de reforçar o perigo do consumo crônico de álcool, que já estava relacionado a outros tumores, como o de esôfago.<br />
&#8220;Até então, não existia uma relação tão direta do consumo de álcool ao câncer de pâncreas. Assim como as pessoas devem evitar o fumo, diminuir o álcool pode ajudar na prevenção.&#8221;<br />
O cirurgião gastroenterologista Antonio Luiz Macedo, do hospital Albert Einstein, diz que é comum as pessoas exagerarem no consumo do álcool sob alegação de que a substância faz bem ao coração. &#8220;Muitas ultrapassam facilmente os 30 gramas diários.&#8221;<br />
O oncologista Antonio Carlos Buzaid, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que o estudo corrobora uma forte suspeita de que o álcool esteja associado ao aparecimento de câncer, mas ele avalia que o aumento do risco seja pequeno. &#8220;O risco de câncer de pâncreas é tão pequeno que, se eu aumentar em 22% uma coisa pequena, ela continua pequena.&#8221;<br />
O problema do câncer pancreático é que 90% dos pacientes descobrem a doença em estágio avançado. &#8220;É um órgão que está no retroperitônio, atrás do intestino e do estômago e que os exames habituais podem não visualizá-lo adequadamente&#8221;, afirma Coimbra.<br />
Outro fator limitante, diz Buzaid, é que o tumor não manifesta sintomas iniciais. &#8220;Quando dá [sinais], está avançado.&#8221;</p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Tumores usam rede de genes para matar</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 18:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma representação de molécula de DNA

Mapa detalhado de tumor de cérebro mostra 60 mutações ativas na doença, o que afasta ainda mais esperança de cura
Estudo internacional com participação da USP sugere, no entanto, que ataque ao mal pode ser feito mirando grupos de reações celulares
EDUARDO GERAQUE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Todos os caminhos levam ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1">Uma representação de molécula de DNA<br />
</font><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/tumores-usam-rede-de-genes-para-matar/7148/" rel="attachment wp-att-7148" title="genoma_cancer.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/genoma_cancer.jpg" alt="genoma_cancer.jpg" /></a></p>
<p><strong>Mapa detalhado de tumor de cérebro mostra 60 mutações ativas na doença, o que afasta ainda mais esperança de cura</strong></p>
<p><strong>Estudo internacional com participação da USP sugere, no entanto, que ataque ao mal pode ser feito mirando grupos de reações celulares</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>EDUARDO GERAQUE &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Todos os caminhos levam ao câncer. O mais detalhado mapa genético do glioblastoma (tumor agressivo que ataca o cérebro), publicado hoje, revela que a doença pode brotar de pelo menos 60 mutações genéticas -o que torna, em princípio, muito mais árdua a tarefa de derrotar o problema.</p>
<p>Para dar uma idéia do desafio, a principal droga existente hoje contra esse tipo de tumor, que é incurável e mata em poucos meses, atua em uma única mutação. É o Glivec, que já foi chamado de &#8220;revolução&#8221; no tratamento da doença.</p>
<p>Toda essa complexidade do câncer também apareceu no mapa dos tumores de pâncreas, onde pelo menos 63 alterações de genes disparam a proliferação de células malignas.</p>
<p>Os dois estudos, que investigaram 20.661 genes de 46 pacientes, estão publicados no periódico científico &#8220;Science&#8221;. A Faculdade de Medicina da USP participou do trabalho sobre o câncer de cérebro.</p>
<p>&#8220;Agora, muito por causa do avanço tecnológico, eles conseguiram olhar para a genética dos tumores em uma escala muito mais detalhada&#8221;, disse Sandro de Souza, pesquisador do Instituto Ludwig de São Paulo, que não participou das pesquisas. Os dois grupos principais que assinam os trabalhos são do Centro de Câncer Johns Hopkins Kimmel (EUA).</p>
<p>De acordo com Bert Vogelstein, co-autor dos trabalhos, os mapas genéticos devem mudar a visão que se tem do câncer.</p>
<p>&#8220;Os dados sugerem que talvez não devamos mais olhar os genes individuais, mas sim focar a maneira como esses genes operam&#8221;, disse o cientista.</p>
<p><strong>Nova abordagem</strong></p>
<p>A boa notícia do estudo pode estar exatamente nos caminhos genéticos usados para deflagrar o tumor. Se no caso do câncer de pâncreas ocorrem mutações em 63 genes, o número de vias usadas por essas alterações -ou seja, as cascatas bioquímicas por meio das quais cada gene defeituoso adoece a célula- está ao redor de 12.</p>
<p>Algumas dessas vias são comuns, como a regulação da apoptose, o &#8220;suicídio&#8221; cometido por células anormais.</p>
<p>Isso tem implicações importantes no desenho de novos tratamentos contra o câncer, concorda Souza, que também trabalha em seu laboratório garimpado alterações genéticas relacionadas com vários tipos de tumores humanos.</p>
<p>Os mapas também revelaram que alguns genes individuais ainda podem ajudar os cientistas. É o caso do IDH1, presente no glioblastoma- tumor que ataca as células glias, responsáveis, entre outras coisas, pela sustentação dos neurônios.</p>
<p>A pesquisa mostrou que os portadores de mutação no IDH1 que desenvolveram a doença tiveram uma sobrevida maior sobre os que não tinham a mutação. E essa alteração genética também aparece com mais freqüência em indivíduos jovens, ao redor dos 33 anos.</p>
<p>Todos esses mapas genéticos tumorais &#8211; os mesmos grupos apresentaram no ano passado o detalhamento genético do câncer de cólon e de mama- serão cada vez mais freqüentes daqui para frente, afirma Souza.</p>
<p>&#8220;As máquinas de seqüenciamento genético utilizadas agora são bastante potentes.&#8221;</p>
<p>Segundo Souza, um desses supercomputadores pode seqüenciar todo o genoma humano em apenas um ou dois dias.</p>
<p>&#8220;Todo o seqüenciamento do Projeto Genoma do Câncer [do Brasil] demorou ao redor de dois anos. Com uma dessas máquinas usadas agora seria possível gerar os mesmos resultados em menos de dez dias.&#8221;</p>
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		<title>Transformação total</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 12:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Técnica altera células para tratar diabetes, derrame e infarto
Rob Stein Do Washington Post &#8211; O Globo
Cientistas transformaram um tipo de célula adulta diretamente em outro dentro de um animal vivo, num avanço que pode levar à cura de numerosas doenças. Por meio de uma complexa série de experiências em camundongos, pesquisadores da Universidade de Harvard [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/080310/ydownload_agestado/i/ca-72b9ee2e16c9469e53f900e9e58f92a1.jpeg" alt="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/080310/ydownload_agestado/i/ca-72b9ee2e16c9469e53f900e9e58f92a1.jpeg" /></div>
<p><font size="4"><strong>Técnica altera células para tratar diabetes, derrame e infarto</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Rob Stein Do Washington Post &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Cientistas transformaram um tipo de célula adulta diretamente em outro dentro de um animal vivo, num avanço que pode levar à cura de numerosas doenças. Por meio de uma complexa série de experiências em camundongos, pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram etapas fundamentais que, quando combinadas, transformam células comuns do pâncreas nas muito mais importantes células produtoras de insulina, necessárias para tratar o diabetes.</p>
<p>O estudo, publicado na edição online da revista “Nature”, levanta a possibilidade de que não só diabéticos, mas também pacientes que sofreram derrames, ataques cardíacos ou outras complicações tenham suas próprias células reprogramadas e sejam curados, sem necessidade de remédios, transplantes ou outras terapias.</p>
<p>— É um tipo de plástica extrema nas células. A meta é criar células para substituir aquelas que são defeituosas ou inexistentes nos pacientes — disse Douglas A. Melton, co-diretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard e líder do grupo de pesquisa.</p>
<p>O estudo impressionou os especialistas na chamada engenharia de tecidos, área que envolve o estudo de células-tronco.</p>
<p>— Estou impressionado. Essa pesquisa apresenta um novo paradigma para tratar doenças — disse Robert Lanza, diretor científico da empresa de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT), pioneira na pesquisa de células-tronco.</p>
<p>Opinião parecida tem George Q. Daley, do Hospital Infantil de Boston: — Os resultados preliminares são realmente espetaculares.</p>
<p>Melton e seus colegas, porém, advertiram que serão necessários anos de pesquisa até que sua técnica possa ser usada em seres humanos.</p>
<p>A equipe já começou a fazer experiências com células humanas e espera começar os primeiros estudos com pacientes diabéticos dentro de um ano.</p>
<p>— Em cinco anos podemos estar prontos para iniciar testes em escala maior — afirmou Melton</p>
<p>Vírus para alterar o destino das células</p>
<p>Outros grupos de estudo começaram a usar a mesma tecnologia para alterar tipos diferentes de células.</p>
<p>Um dos alvos é tratar lesões na medula óssea que causam paralisia.</p>
<p>Também há pesquisas com doenças neurodegenerativas, como o mal de Lou Gehrig.</p>
<p>— A idéia de transformar um tipo de neurônio em outro e com isso consertar o sistema nervoso é muito empolgante — salientou Paola Arlotta, do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Geral de Massachusetts.</p>
<p>A pesquisa é o desenvolvimento mais recente do promissor campo da chamada medicina regenerativa, iniciado com o estudo das células-tronco.</p>
<p>No entanto, a pesquisa de células-tronco tem sido atrasada por debates políticos e éticos.</p>
<p>O novo estudo é um desdobramento da tecnologia para produzir “células pluripotentes induzidas” ou IPS (na sigla em inglês), baseada na manipulação genética das células adultas, que são induzidas a se comportar como células embrionárias.</p>
<p>As células IPS podem ser cultivadas e estimuladas a originar certos tipos de tecido do corpo.</p>
<p>O grupo de Harvard conseguiu pular uma etapa, a das IPS, e transformar diretamente uma célula em outra. Para isso, os pesquisadores usaram vírus para levar genes de uma célula a outra. Ao ligar e desligar os genes corretos na hora certa, os cientistas conseguiram fazer com que uma célula assumisse totalmente a função de outra.</p>
<p>Melton frisou, todavia, que as pesquisas com células-tronco embrionárias continuam a ser essenciais.</p>
<p>— As células-tronco embrionárias oferecem uma janela única para compreender doenças humanas — declarou Melton.</p>
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