18/03/2008 - 13:31h Marta diz que apoio de Lula a sua candidatura em São Paulo vai pesar na decisão final

Marta diz que apoio de Lula pode pesar na decisão final sobre disputar a prefeitura - Roberto Stuckert Filho/O Globo
Roberto Stuckert Filho/O Globo

O Globo Online - Reuters

marta_pequeno.jpgSÃO PAULO - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou que o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a promessa de um “apoio de 100%” a sua candidatura estão pesando favoravelmente para que ela opte por concorrer à prefeitura de São Paulo em outubro.

- Não há porque fazer especulação. Eu disse que estou dividida, eu amo São Paulo, eu sei que posso contribuir muito na minha cidade, mas eu também estou fazendo muita coisa interessante - reiterou a ministra a jornalistas sobre a dificuldade de se decidir que ela já havia revelado na segunda-feira .

- Tenho que agradecer ao presidente Lula, que me deu a possibilidade de me posicionar até dia 5 de junho e falou que, se eu me resolver por São Paulo, ele dá um apoio de 100%. Isso foi muito importante e está pesando na decisão - completou a ministra que participa em São Paulo do 6º Fórum Panrotas, um dos principais eventos de turismo do país.

Marta e o presidente Lula tiveram um encontro na quinta-feira passada quando acertaram a candidatura na capital paulista. Ela vem sendo muito pressionada pelo PT a aceitar a disputa. Em declarações públicas dá indicações de que vai disputar, mas como um sacrifício em relação a suas aspirações pessoais. Prefeita de São Paulo de 2000 a 2004, ela assumiu o ministério no ano passado.

- É um ministério que produz muito e dá para investir muito então é uma decisão difícil. É um problema que o coração bate de um lado, bate de outro - disse.

Por estratégia política, a ordem é adiar ao máximo o anúncio da candidatura. O plano de adiar até a data limite a saída do ministério - 5 de junho - tem dois motivos: evitar o desgaste natural da disputa e, principalmente, deixar que o foco continue na briga interna do PSDB em torno dos nomes de Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). A expectativa no PT é que o atrito entre os dois favoreça Marta.

Na semana passada, o presidente Lula disse que Marta é uma boa candidata para a prefeitura de São Paulo:

- Não sei o que vai acontecer em São Paulo, mas todos sabem que a Marta é uma boa candidata. Eu só tenho o poder de convocar ou tirar alguém do ministério, mas se algum ministro deseja deixar o governo esse é um desejo unilateral - afirmou Lula.

18/03/2008 - 12:48h Turismo do Brasil: “a vitória é certa”

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Integração é o próximo desafio

O Estado de São Paulo - José Guillermo Alcorta*

O amadurecimento do turismo brasileiro nos últimos anos é visível nas três esferas que compõem a base desta indústria: o empresariado, mais profissional e unido, o Executivo, mais técnico e com planejamento a longo prazo, e, chegando em boa hora, o Legislativo, já ciente de que o turismo é propulsor de desenvolvimento, empregos e renda.

É até lógico que os empresários tenham sido os primeiros a acreditar no turismo, já que era o seu negócio que estava em jogo. Venceram adversidades em uma época em que o turismo não era essa indústria tão evidente.

Hoje, décadas depois, o pioneirismo de nomes como Stella Barros, Aldo Leone, Modesto Mastrorosa, Mário de Mello Faro, Mayer Ambar e tantos outros criou um ambiente profissional maduro, propício para grandes negócios e investimentos, como comprovam empresários do porte de Guilherme Paulus, da CVC, Elói D’Ávila de Oliveira, da Flytour, Goiaci Alves Guimarães, da Rextur, Alceu Vezzozo Filho, da rede Bourbon, e Álvaro Bezerra de Mello, da rede Othon.

Demonstra esse grau de maturidade e integração o fato de que a grande maioria está agrupada em conventions e visitors bureaux estruturados, com verba e planos definidos: captar negócios para suas cidades, Estados e para o Brasil. Mesmo objetivo de entidades como Resorts Brasil, FOHB e Favecc.

O Executivo, representado pelo Ministério do Turismo, criado há apenas cinco anos, e pelas Secretarias de Turismo, antes agrupadas a outras pastas, também evoluiu. Os Estados mostram força ao se fazer representar no Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo e em entidades como a Fundação CTI-Nordeste, ao partirem para ações ousadas de promoção e ao desenvolverem seus pólos turísticos visando os mercados interno e externo. O MTur tem um mecanismo oficial de aproximação com o trade, o Conselho Nacional de Turismo, criou regras claras para a distribuição de verbas oficiais, tem um plano para a promoção do Brasil no Exterior e novos produtos e facilidades para o brasileiro conhecer seu País.

No Legislativo, a relevância do turismo comprova-se pela existência de duas comissões, na Câmara e no Senado, e da Frente Parlamentar de Turismo, além de emendas individuais que garantem acréscimo importante ao orçamento do Ministério do Turismo.

Com esses três pilares funcionando de forma mais consistente, planejada e efetiva, feito em que ajudou a persistência da Abav, estamos prontos para o próximo e fundamental salto: a integração.

Antes, cada um fazia a sua parte. Agora, porém, às vésperas de abrigar uma Copa do Mundo, oportunidade única para uma nova fase do turismo brasileiro, a integração das três áreas significa potencializar a força de cada uma deles e multiplicar os resultados e as chances de acertar. Se chegarmos a 2014 juntos, integrados, falando a mesma língua, o golaço será do turismo.

O Fórum Panrotas - Tendências do Turismo 2008, que ocorre em São Paulo, entre 18 e 19, terá líderes do Executivo como a ministra Marta Suplicy, empresários, entidades de classe e, pela primeira vez, uma quantidade expressiva de deputados e senadores. Todos participando de debates, assistindo a palestras de especialistas e trocando idéias e experiências, com um objetivo único: trabalhar para o desenvolvimento de nossa indústria e de nosso País.

Essa Copa, para nós, já começou. Temos os craques, os campos e os estádios. Falta apenas montarmos, juntos, as tabelas dos jogos. Os jogos pelo turismo brasileiro. A vitória é certa.

* José Guillermo Alcorta, presidente do Grupo Panrotas