25/05/2008 - 16:48h Brasil precisa ficar conhecido como país de ‘homofobia zero’, diz ministra

Marta Suplicy disse que Parada Gay de SP é um dos eventos mais importantes do país.
Ministra do Turismo participa do evento desde a primeira edição, há 12 anos.

Portal G1 - Globo 

A ministra do turismo, Marta Suplicy, estava, por volta das 13h10, em cima do segundo trio da Parada Gay que desfila neste domingo (25) pela Avenida Paulista, em São Paulo. Ela disse que o turista gay é “peculiar” porque ele exige “qualidade de serviço e segurança”. “Um turista homossexual compra e consome, o que é muito bom para a cidade.”

Marta participou de todas as edições da Parada Gay, que está em seu 12º ano. “Eu estive desde a primeira, quando éramos 2.000 pessoas. A Parada Gay hoje é uma manifestação sem violência”, disse.

Questionada se pretende acompanhar a Parada de 2009 como prefeita de São Paulo, ela se esquivou da resposta. “Eu espero estar na Parada.”

Marta também salientou que o tema da Parada de 2008 é muito importante. O tema é “Homofobia mata. Por um estado laico de fato”. “Homofobia vai além de ser um preconceito, ela mata”, afirmou Marta. Para a ministra, o Brasil tem que ficar conhecido como um país “com homofobia zero e sem pessoas com medo de ser homossexual”.

Ela disse ainda que a Parada Gay de São Paulo já é um dos eventos turísticos mais importantes do calendário

25/05/2008 - 11:23h Confira a ordem dos trios elétricos da Parada Gay de SP

da Folha Online

Neste domingo (25), a partir das 12h, 22 trios elétricos devem participar da 12ª Parada Gay de São Paulo, na av. Paulista.

Confira a ordem dos trios.

1- Apoglbt - trio oficial da abertura

2- Ministério do Turismo

3- Cads/Sepp (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo)

4- Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas)

5- Saúde e Cidadania (Programa Estadual DST/Aids)

6- Mais Diferenças - Educação e Inclusão Social

7- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing)

8- Rede Um Outro Olhar

9- Apoglbt - trio da militância

10- Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)

11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)

12- Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo)

13- Apolglbt (trio da visibilidade lésbica)

14- Bar Odara (largo do Arouche)

15- Banda do Fuxico (largo do Arouche)

16- ABCDS - Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual

17- Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro

18- TrocaTroca.Com

19- Disponivel.Com

20- Salete Campari

21- Man Hunt

22- Apoglbt (prevenção a DST/Aids)

24/05/2008 - 12:47h Gay Day e Caminhada Lésbica fazem aquecimento para Parada Gay

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Eventos agitam Centro e Zona Oeste de São Paulo neste sábado.

Caminhada sai 14h30 da Pça. Oswaldo Cruz; Gay Day vai das 11h às 21h, no Playcenter.

G1 - Portal da Globo

O público homossexual começa neste sábado (24) uma espécie de aquecimento da Parada Gay de domingo (25) em São Paulo. Uma caminhada pela Avenida Paulista e uma festa que deve durar dez horas na Zona Oeste abrem caminho para o maior evento turístico da capital.

A VI Caminhada Lésbica sairá às 14h30 da Praça Oswaldo Cruz, em frente ao Shopping Paulista. Organizada pela Liga Brasileira de Lésbicas, ela tem esse ano o tema: “Ser lésbica é um direito. Nem igreja, nem mercado. Nosso corpo nos pertence. Por um estado laico de fato”. No ano passado, duas mil pessoas participaram.

O Gay Day terá apresentação de DJs e shows ao vivo. A festa começa às 11h e só termina às 21h, no Playcenter, no bairro da Barra Funda, Zona Oeste. A entrada é pela Rua José Gomes Falcão, 20. Os ingressos antecipados saem por R$ 27,90. Na hora, R$ 32.

24/05/2008 - 12:34h Denúncias de homofobia crescem 166% no País

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De janeiro a abril, foram detectadas 931 páginas contra homossexuais

Felipe Grandin e Fernanda Aranda - O Estado de São Paulo

O número de denúncias de sites com mensagens de ódio, aversão ou discriminação contra homossexuais mais que dobrou nos últimos dois anos no Brasil. Segundo levantamento da ONG Safernet, conveniada ao Ministério Público Federal, houve crescimento de 166% na quantidade de endereços eletrônicos que pregam a homofobia entre 2006 e 2008. De janeiro a abril deste ano, foram detectadas 931 páginas virtuais contra homossexuais, ante 350 no mesmo período de 2006. Se forem consideradas apenas as do site Orkut, o crescimento é maior, de 200%. Passaram de 294 para 880.

Apesar da mobilização dos grupos de defesa dos homossexuais para combatê-la, a homofobia - que não é tipificada como crime no Código Penal - continua ganhando terreno, principalmente na internet, por conta do anonimato e da baixa possibilidade de punição. Não por acaso, a homofobia foi escolhida como tema da Parada Gay que acontece amanhã.

“Vivemos um momento perigoso, a era do preconceito disfarçado. Como o movimento dos homossexuais conquistou espaço, tornou-se politicamente incorreto agredir os gays em público”, afirma a drag queen Léo Áquila, que todos os dias deleta da sua caixa de e-mail mensagens anônimas com ameaças e xingamentos. “Na internet, ninguém tem identidade. Nesse cenário velado, o crime virtual ganha força. Pode não ser violência física, mas a tortura psicológica também machuca.”

COMUNIDADES HOMOFÓBICAS

“Morte aos gays” e “Eu odeio boiolas” são só duas das comunidades do Orkut que reúnem exemplos de intolerância. “Há uma linha tênue entre liberdade de expressão e ofensa. É preciso ter um controle judicial desse conteúdo na internet”, afirma Sérgio Suiana, procurador da República, que atua na prevenção de crimes na web.

O Google (responsável pelo Orkut) diz que tem uma equipe responsável por rastrear, diariamente, o conteúdo das comunidades. A empresa também tem acordo de cooperação com o Ministério Público, polícia e Justiça. Além disso, os usuários também denunciam as páginas impróprias.

O alcance da criminalidade na internet, atrelado às ações contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT), já fez a capital ganhar duas delegacias especializadas: a Divisão de Cibercrimes e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Segundo o delegado titular da Cibercrimes, Ubiracyr da Silva, não é difícil as investigações das duas entidades se cruzarem. “Quando a violência contra os gays é expressada pela internet, a Decradi nos procura”, afirma Silva, ao ressaltar que, dos 1.300 inquéritos em andamento, 60% referem-se aos insultos, humilhações, difamações e injúrias divulgados em sites. “Mas para dar subsídios à polícia é preciso romper o muro de silêncio. Sem denúncia, é difícil criminalizar o preconceito”, reforça Margarette Barreto, delegada titular da Decradi.

Marco Antônio Zito, presidente da Comissão do Negro e de Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB-SP, orienta as vítimas a procurar a Justiça ou a polícia, sempre que sofrerem discriminação. “Eles devem fazer valer seus direitos. Não se pode mais fechar os olhos ao cidadão, independentemente de cor, raça ou sexo.”

PROPOSTA

Na semana que vem, a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura vai enviar documento ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) propondo a criação de um plano municipal de combate à homofobia. “A boa experiência que tivemos no âmbito nacional, no Programa Brasil Sem Homofobia, acabou se espalhando. Nas conferências locais deste ano, todos os Estados demonstraram interesse em seguir o exemplo”, disse o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano.

“Com o plano municipal, poderemos criar normas para questões polêmicas locais”, defendeu o coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura, Cássio Rodrigo. “Além disso, poderemos ampliar o trabalho nos centros de referência (centros de apoio aos homossexuais, gerenciados pelo Programa Brasil Sem Homofobia), levando mais ações para a periferia.”

COLABOROU VITOR HUGO BRANDALISE

23/05/2008 - 20:40h Antes e depois da parada gay

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Casas noturnas e restaurantes que vão ‘bombar’

Portal O Globo

A Parada do Orgulho GLBT não é a única atração da cidade nestes dias. Por conta do movimento, as festas das principais casas noturnas da capital estarão superconcorridas. O mesmo deve ocorrer com bares e restaurantes. Confira a seguir onde o agito é garantido (e saiba também como não perder a elegância):

Tunnel: é uma das boates gays mais antigas da cidade, com duas pistas bombadíssimas - uma com música eletrônica e a outra com flash back e trash. Na quarta, na sexta e no sábado que antecedem a Parada, haverá shows das drags Silvetty Montilla, Nany People, Dillah Dilluz.

Rua dos Ingleses, 355 - Bela Vista. Tel.: (11) 3285 0246

The Week: deve ter as baladas mais concorridas da capital nos dias que antecedem a Parada, atraindo não apenas o público GLS, mas também os modernos. Todos vão atrás da música eletrônica de qualidade do local, que tem vários ambientes e decoração sofisticada. No dia 21, estarão nas pick-ups os DJs Renato Cecin, Paulo Pacheco, João Neto, Morais, Vlad, além do top mexicano Isaac Escalante. Na quinta-feira, quem toca é o americano Chris Cox. No sábado, haverá Babylon Especial com o israelense Offer Nissim e o americano Peter Rauhofer.

Rua Guaicurus, 324. Tel.: (11) 3872 9966

Cantho: na quarta-feira, dia 21, o tema da festa é “Studio 54″, a lendária discoteca de Nova York. Os barmen e os gogo boys estarão a caráter, no melhor estilo disco. As pick-ups ficarão por conta dos DJs Akeen e Junior Britto. Na quinta-feira, o tema é “Private”, com muita música eletrônica. A sexta-feira e o sábado serão dias de flash back e flash house. Para encerrar a Parada, no domingo, o tema será “Special Private”, com os DJs Rodolfo Bravat, Paulo Ciotti, Robson Mouse, Grá Ferreira e Junior Britto, além de pocket shows com Silvety Montilla e suas convidadas.

Largo do Arouche, 32 - Centro. Tel.: (11) 3723 6624

Flex: uma das casas mais novas do circuito, que tem atraído um público bem grande. Na quarta-feira, a pista promete ferver com o super DJ Hector Fonseca, que reside o clube gay Work @ Stereo, de Nova York. Na sexta-feira, o ponto alto da noite deve ser quando o DJ Charles Medeiros assumir as pick-ups. Na sábado e no domingo, uma seleção rigorosa de DJs nacionais se apresenta na casa.

Av. Marques de São Vicente, 1767 - Barra Funda. Tel.: (11) 3612 4402

Vegas Club: o rock e a música eletrônica predominam nas pistas, atraindo modernos e descolados em geral. A decoração é kitsch, com referências a cassinos e, por isso, com muito neon e cortinas de veludo. Na pista superior, há um palco para apresentações ao vivo.

Rua Augusta, 765 - Centro. Tel.: (11) 3231 3705

SoGo: conta com 3 bares, 2 pistas de danças e camarotes VIPs. Na pista, a música eletrônica predomina. A casa costuma ficar lotada, especialmente o terceiro andar, onde os casais ficam bem à vontade.

Fica na Al. Franca, 1368 - Jardins. Tel.: (11) 3061 1759

UltraDiesel: a casa promete inovar com a distribuição de óculos 3D, já que projeções vão fazer parte da festa na madrugada de sábado, que será animada por música eletrônica. As pick-ups ficam por conta dos DJs e produtores Moshe Fain e Amir Marcus.

Rua Marquês de Itu, 284 - Centro. Tel.: (11) 3328 2493

A Lôca: essa é uma referência da cena underground da cidade. Inaugurada em 1995, tem uma programação bem eclética, que vai do pop ao tecno. Há sempre shows e performances. Nos dias que antecedem a Parada, haverá programação especial. Na quinta, a festa começa às 23h

Rua Frei Caneca, 916 - Centro. Tel.: (11) 3159 8889

Blue Space: O house domina as pistas da casa, quase sempre sob o comando dos DJs Robson Mouse e André Ribeiro. Outra tradição local são os go-go boys os shows de drags famosas, como Silvetty Montilla e Thalia Bombinha.

Rua Brigadeiro Galvão, 723 - Barra Funda. Tel.: (11) 3666 1616

Bares, cafés e restaurantes

Skye: o jantar no topo do Hotel Unique é uma experiência imperdível para quem está em São Paulo. Com janelões que dão vista para o Parque do Ibirapuera, o restaurante oferece uma vista única da capital. A cozinha, comandada pelo chef Emmanuel Bassoleil, é um show à parte. No terraço, os clientes desfrutam a vista embalados por boa música.

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700 - Jardim Paulista. Tel.: (11) 3055 4702

Ritz: “gay friendly” assumido, o restaurante já é mundialmente conhecido. O clima é descontraído e a cozinha, primorosa. Hambúrgueres, lanches e saladas são boas opções, mas o penne com aspargo e presunto cru também é famoso. Não deixe de experimentar.

Alameda Franca, 1088 - Jardins. Tel.: (11) 3062 5830

Cristallo: a doceria da Rua Oscar Freire é um dos pontos mais disputados do Jardins, onde os clientes fazem um pit spot entre uma compra e outra. Os docinhos são o grande atrativo da casa, como o vol-au-vents de massa folhada com creme de baunilha; e as bombas recheadas com creme de chocolate, avelã, baunilha, zabaione, entre outros. Mas os salgados e os sanduíches também são caprichados.

Rua Oscar Freire, 914 - Jardins. Tel.: (11) 3082 1783

Spot: esse é o restaurante ideal para quem busca badalação. Encravado entre vários prédios comerciais da Avenida Paulista, ele atrai executivos na hora do almoço e os modernos à noite. Facilmente se vê alguém famoso por lá. Para manter a clientela, a cozinha não deixa a desejar. Entre as sobremesas, não deixe de provar o short cake chocolat.

Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72 - Consolação. Tel.: (11) 3284 6131

Bar da Fran - esse é o principal reduto das meninas de São Paulo. Na semana da Parada, há programação especial, com música ao vivo a partir das 21h. As mesas costumam ser bastante disputadas.

Rua dos Pinheiros, 735 - Pinheiros. Tel.: (11) 3081 1643

20/05/2008 - 07:36h Parada gay faz bem para São Paulo

 

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São Paulo, a capital da diversidade

Orlando de Souza* - O Estado de São Paulo

Está chegando a hora. Faltam poucos dias para um dos principais cartões-postais da cidade, a Avenida Paulista, virar palco para a celebração da diversidade, com a realização da 12ª Parada do Orgulho Gay, no domingo.

Em 2007, o evento contou com 3,5 milhões de participantes - número que deve ser superado agora - e entrou para o Guinness. A programação deste ano inclui uma grande variedade de atrações, com shows, apresentações e discursos.

Essa festa hoje grandiosa começou timidamente, em 1997, com a participação de apenas 2 mil pessoas, e foi crescendo a cada ano. Em 2004, na oitava edição, a Parada paulistana se tornou o maior encontro homossexual do mundo, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Deixou para trás, por exemplo, o evento de São Francisco, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Parada é o segundo evento que mais traz recursos para a cidade. Movimenta R$ 120 milhões, só perdendo para os R$ 200 milhões do Grande Prêmio do Brasil de F-1, que será realizado em novembro.

São Paulo não respeita a diversidade apenas nos dias que antecedem à Parada. Na cidade vivem mais de 1 milhão de gays e lésbicas, conforme dados da Abrat-GLS, e as opções de lazer e entretenimento para esse público não param de crescer. A cena noturna da capital é a mais agitada do País, com mais de 80 espaços, entre boates, restaurantes, bares, saunas e cafés.

Em parceria com a Abrat-GLS, o SPCVB, no programa Bem Receber, organizou treinamentos para qualificar o atendimento ao público GLS nos hotéis. No programa são abordados temas como o perfil do consumidor, suas exigências e como tratar sem preconceito todas as minorias.

Ao final, os profissionais recebem o Guia da Diversidade, que apresenta as credenciais de São Paulo para atrair esse segmento. A publicação inclui dicas culturais, de compras, lazer e gastronomia, com endereços e mapas. Mais de 300 profissionais já participaram desse treinamento e, certamente, com a continuidade desse programa, o público GLS será bem recebido em nossa cidade.

Eventos da magnitude da Parada do Orgulho Gay ajudam a manter o status de São Paulo como a capital de negócios no Brasil. A cidade, que recebe mais de 90 mil eventos por ano, cada vez mais consegue reconhecimento internacional.

Em uma recente edição da revista América Economia Intelligence, São Paulo aparece no topo do ranking das melhores cidades para realizar negócios da América Latina. A metrópole deixou para trás Miami, Santiago, Cidade do México e Buenos Aires.

O estudo, realizado pelo oitavo ano consecutivo, avaliou 42 cidades e reuniu as impressões de 1.200 executivos da região. A análise obedece a 50 variáveis socioeconômicas, entre as quais custo de vida, facilidades logísticas, eficiência urbana, utilização de internet, PIB per capita e produtividade acadêmica e científica.

Entre as boas credenciais paulistanas apontadas pela pesquisa estão os US$ 528 bilhões movimentados em ações na Bovespa no ano passado, além da expansão de 9% na atividade econômica.

São Paulo também foi classificada como a melhor das Américas no quesito eventos e encontros internacionais realizados em 2007. Os dados estão no novo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) - a maior organização mundial da indústria de eventos. A capital paulista conseguiu a 23ª colocação, ficando à frente de destinos tradicionais como Montreal, Buenos Aires e Nova York, entre outros.

São Paulo realizou 61 eventos internacionais em 2007, uma ampliação de 13% em relação a 2006, quando ocorreram 54. Essa classificação consolida a cidade como grande referência na realização de encontros desse gênero - a capital paulista concentra 30,6% dos eventos internacionais que ocorrem no Brasil. Esses números mostram a diversidade de São Paulo para realizar eventos para todos os bolsos, gostos e orientações.

* Orlando de Souza Presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB)

18/05/2008 - 20:59h Governo federal vai incentivar combate à homofobia

Ministério da Cultura abre concursos para fomento da cultura gay

EFE e Agência Brasil - portal O Globo

http://www.lacomuna12.com.ar/imagenes/homofobiaRIO e BRASÍLIA - O Ministério da Cultura lançou uma ofensiva para incentivar manifestações contra a homofobia e em favor da valorização a identidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Dois concursos vão premiar iniciativas deste tipo. O primeiro é o Concurso de Apoio às Paradas de Orgulho GLBT. A iniciativa é voltada para cidades em que o movimento ainda não existe e deve contemplar um projeto de financiamento em cada estado e no Distrito Federal.

O outro é o Prêmio Cultural GLBT 2008, que vai financiar, com verba de até R$ 9 mil, 104 iniciativas valorização da cultura gay. O projeto é da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultura do ministério e parte do Programa Brasil sem Homofobia, da Secretatia Nacional de Direitos Humanos. Serão premiadas “iniciativas exemplares de natureza cultura de afirmação da orientação sexual, da identidade de gênero e da cultura da paz”, diz o ministério. As inscrições serão abertas nesta segunda-feira.

Em ambos os casos, só podem concorrer entidades jurídicas, sem fins lucrativos, e que tenham, no mínimo, seis meses de atuação nas comunidades GLBT.

Tanto o Prêmio Cultural quanto o Concurso de Apoio às Paradas GLBT serão financiados com recursos do Fundo Nacional de Cultura, na Ação Fomento de Projetos de Combate à Homofobia.

16/05/2008 - 14:02h Parada Gay de SP recebe mais recursos públicos

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Ministério do Turismo e Prefeitura incrementam verbas para garantir evento; associação lamenta resistência das empresas privadas

William Glauber - O Estado de São Paulo

Mais uma vez a Parada Gay de São Paulo, a ser realizada no dia 25, conta com patrocínios majoritariamente dos cofres públicos. Apesar de negociações com uma fabricante de refrigerante, uma empresa de crédito e uma companhia aérea, o reforço financeiro vem do incremento em 20% da cota do Ministério do Turismo e em 30% do investimento em infra-estrutura de responsabilidade da Prefeitura. Neste ano, o governo federal reserva R$ 300 mil, ante R$ 250 mil de 2007, e a Prefeitura desembolsa R$ 450 mil, ante R$ 350 mil da edição passada.

O evento vai ter orçamento em torno de R$ 1,070 milhão, já acrescentados os investimentos da Caixa Econômica Federal (R$ 120 mil) e Petrobrás (R$ 200 mil). As empresas públicas reservam os mesmos valores dos recursos destinados à Parada de 2007, quando juntas às esferas de poder municipal e federal aplicaram R$ 920 mil. Por meio da captação da Fun Prime - empresa de organização de eventos -, a Parada recebe também apoio de um fabricante de calçados, uma empresa de cruzeiros e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

O diretor da Fun Prime, André Guimarães, argumenta que a captação tardia de recursos impossibilitou o fechamento de contratos com grandes empresas privadas. “Infelizmente, o trabalho começou depois do carnaval e deveria ter ocorrido logo após a Parada”, explica. Ele diz que parcerias deixaram de ser firmadas porque as empresas já estão com verbas comprometidas. Segundo Guimarães, estão confirmadas presenças de executivos de multinacionais para observar a Parada e estreitar relacionamentos.

Apesar do atraso na captação, o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis), Murilo Sarno, diz que há resistência de “algumas empresas” em associar marcas ao segmento. “Essa é uma mentalidade brasileira, que vai mudar gradativamente. Na Europa, várias companhias privadas entendem como positivo o trabalho com o público gay.”

Atenta ao mercado, a Caixa participa da Parada pela segunda vez. “A Caixa vai ter estandes para vender produtos e vai apresentar a marca nos trios”, explica o coordenador de Marketing, Augusto Ermétio Dias Júnior. E são os negócios também que justificam os recursos federais. “A Parada é um evento que gera alta taxa de ocupação hoteleira e tem visibilidade internacional. É um investimento grande e importante”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira.

Para os visitantes voltarem, o chefe da Coordenadoria dos Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), Cássio Rodrigo, diz que a Prefeitura vai garantir toda a infra-estrutura: três hospitais de campanha, bolsões de segurança, telecentro para registro de BOs, gradeamento. “Queremos que o público se sinta seguro e volte, para, assim, consolidarmos a Parada como a maior manifestação GLBT do mundo.”

11/06/2007 - 13:47h Parada Gay

por John Kennedy Ferreira “in memória do companheiro Beto, militante socialista e do CGLTB de São Paulo”

Em 1996, o coletivo de Gays do PT convidou Lincoln Secco e eu para discutirmos socialismo e conjuntura. Estávamos no início da campanha eleitoral e o coletivo havia lançado um candidato a vereador, o bate papo foi muito bom especialmente pelas intervenções de Secco que fez uma profunda reconstrução histórica do debate entre o homossexualismo e o socialismo partindo da contribuição de Oscar Wilde até chegar aos nossos dias, sem escamotear a repressão desumana e doentia que se processou (e se processa) em vários países ditos socialistas e sem deixar silenciar, a fragilidade da contribuição marxista e de outras correntes de pensamento socialista, comunista, anarquista sobre o tema.A conjuntura era muito ruim e o discurso homofóbico ganhava as ruas, reforçada pelo preconceito contra a Aids e também pelas falas de inúmeros políticos e setores conservadores e reacionários da sociedade brasileira e paulista.

Naquele ano, vários gays tinham sidos mortos e espancados em saídas de boates e bares gays em São Paulo e a comunidade estava assustada.

Como uma das sugestões feitas de encaminhamento, apareceu a idéia de realizar em São Paulo uma manifestação aos moldes das organizadas em São Francisco, contra homofobia e o preconceito em relação a AIDS (muito bem narrada no filme-documentário “E a Vida Continua”), assim nasceu alguns meses depois a primeira parada GAY.

 

 


O primeiro evento contou com menos de 100 pessoas e só mereceu uma pequena nota nos jornais pela novidade do protesto e da presença de algumas personalidades como a deputada Marta Suplicy e seu marido na época, o Senador Eduardo Suplicy. Leia mais aqui Lista Eskuerra

10/06/2007 - 18:31h Parada Gay: Um rotundo não ao preconceito

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Um público numeroso, alegre e colorido lotou a Avenida Paulista no dia da Parada Gay. Festa do arco íris e da diversidade ela é um ato em defesa dos direitos das minorias, do respeito e da convivência democrática. Este ano pela primeira vez o Ministério de Turismo participou da Parada contribuindo financeiramente e com um trio elétrico. Igualmente o Ministério dos Esportes, a Prefeitura de São Paulo, a Caixa Econômica Federal, Petrobrás e Banco do Brasil aportaram seus patrocínios. Entre os políticos presentes vale destacar o Prefeito Kassab e a Ministra Marta Suplicy, acompanhada pelo Presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues, assim como Orlando Silva, Ministro de Esportes.

08/06/2007 - 21:05h Jerusalém faz campanha para turismo gay

Ministério do Turismo usou fotos com homossexuais para atrair esse público.
Judeus religiosos protestam contra esse tipo de turismo na cidade sagrada.

O Ministério do Turismo Internacional de Israel começou uma campanha para atrair o público gay para visitar mais o país.

A campanha foi produzida pela Associação dos Direitos Civis de Israel e pela Organização de Homossexuais e Lésbicas, em conjunto com o ministério. No material, há duas fotos de homens se abraçando e que podem ser vistas nesta página.

As fotos foram tiradas em Jerusalém, cidade sagrada para judeus, árabes, critãos e armênios, e em outras regiões do país, como o Mar Morto.

“Escolhi pontos que representam o país”, afirmou o fotógrafo Eitan Tal, contratado para a campanha do governo. “Estou feliz por ter feito algo que pode ajudar a economia do país”, completou ele, em entrevista ao jornal israelense “Yediot Ahronot”.

A medida do ministério, porém, provocou revolta principalmente entre os judeus religiosos de Jerusalém. Através de deputados, já começaram uma campanha para evitar que o material ganhe força. Fonte G1 portal da Globo

08/06/2007 - 19:51h Turismo apóia 11ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

A ministra Marta Suplicy participa, neste domingo (10.06), da 11ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo. Com o tema “Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia”, a Parada deverá reunir mais de três milhões de pessoas e já é considerado o maior evento do gênero no mundo. Pela primeira vez, o Ministério do Turismo decidiu apoiar o evento, com o repasse de R$ 250 mil, que ajudarão na confecção do carro “Brasil acolhe a diversidade”, que será o segundo a desfilar e contará com a presença da ministra Marta Suplicy, entre outras ações. Por meio da Embratur, foram realizadas ações de divulgação, via Internet, voltadas para trade especializado, público final, associações, entidades de classe, imprensa especializada e conventions bureaux internacionais, além da criação do hotsite www.theloveland.net.“A Parada do Orgulho Gay, ao longo dos anos, foi se transformando não só numa bandeira de cidadania dos homossexuais do Brasil, mas também num dos maiores eventos de mobilização turística do país e do mundo. Neste dia, há uma intensa movimentação em segmentos turísticos da cidade de São Paulo, como hotéis e restaurantes”, afirma a ministra.

A realização da Parada é o ponto culminante do 11º Mês do Orgulho GLBT de São Paulo, que contará com uma feira, shows, festas, entrega de prêmios, duas mostras de filmes, debates, oficinas, uma corrida pela diversidade, seminários e o já tradicional Gay Day, no parque de diversões Hopi Hari. Durante a Parada, 23 trios elétricos percorrerão os 3,3 quilômetros da Avenida Paulista que unem as ruas Joaquim Eugênio de Lima e Augusta, entre as 13h e as 22h. Fonte Ministerio de Turismo