21/06/2009 - 15:32h NY, 1969 – SP 2009: aos 40 anos do movimento gay, repressão persiste

Antonio Quinet – O Globo

Aos 40 anos do movimento gay, repressão resiste e homoterrorismo avança. Por que e até quando?

Respostas nos textos de Antonio Quinet, João Ximenes Braga e Gilberto Scofield

http://www.tvcanal13.com.br/fotos/FOT20080204124740.jpg

 

Lições de Stonewall a São Paulo

Por Antonio Quinet*

1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas policiais com humilhação e
prisão no Bar Stonewall, reduto gay do Greenwich Village em NY, os homossexuais reagiram e se rebelaram contra a polícia; a rebelião ganhou o apoio dos passantes e os policiais recuaram.

É o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia. No ano seguinte, deu-se a primeira Parada Gay. Em São Paulo, além da bomba atirada numa sacola do alto de um prédio, outras agressões deixaram rapazes feridos. Um deles morreu.

Aos 40 anos de Stonewall, ataques como o de São Paulo estão além da homofobia. São atos de homoterrorismo. Apesar das transformações nos costumes e leis e da maior liberdade de expressão da opção sexual, prevalece, mundo afora, a repressão através de atos de guerra. No Brasil, o número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquisa anual sobre crimes com motivação homofóbica, do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Como se explica o homoterrorismo? Como a homofobia, termo que designa medo, se transforma em ódio? Por um lado, podemos pensar a partir da lógica da exclusão do diferente e situar o homossexual ao lado do negro e do judeu, vítimas de discriminação e intolerância (o triângulo gay era cor-de-rosa nos campos de concentração) e também, como se tem visto, aqueles que frequentam religiões “fora da norma”, como a Umbanda, alvos de agressões em seus templos. As mulheres, acrescentese, continuam a ser discriminadas. Essa norma mítica, que se confunde com o “normal”, é a do “branco, masculino, jovem, heterossexual, cristão, financeiramente seguro e magro” (cf. Dollimore). O homossexual provoca o imaginário de um gozo outro, tão diferente, e ao mesmo tempo tão semelhante. Para a consciência da norma, é melhor qualificá-lo de pervertido, não-confiável, pois um gozo periférico, daí ser perigoso. Como disse Arnaldo Jabor, os gays “ (…) sempre foram uma fonte de angústia, pois atrapalham nosso sossego, nossa identidade ‘clara’. O gay é duplo, é dois, o viado tem algo de centauro, de ameaçador para a unicidade do desejo… o gay sério inquieta… o gay de terno, o gay forte, o gay caubói são muito próximos de nós (…).”

Ao responder a uma mãe extremamente preocupada com a homossexualidade de seu filho, Sigmund Freud (que assinara uma petição pela descriminalização da homossexualidade) aponta, em 1935, que não é nenhuma desvantagem, nem vantagem, “não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença”. Apesar disso, só em 1973 a American Psychiatric Association (APA) deixou de classificar a homossexualidade como doença. E depois que ativistas gays, por duas vezes (1970 e 1971), invadiram seu encontro anual.

A psicanálise, na mesma direção, se opõe à pedagogia do desejo, pois esta é uma falácia. Não se pode educar a pulsão sexual, desviá-la para acomodá-la aos ideais da sociedade. A pulsão segue os caminhos traçados pelo inconsciente, individual e singular. A pulsão não é louca: obedece à lógica de uma lei simbólica a que todos estamos submetidos.

Para a psicanálise, o interesse exclusivo de um homem por uma mulher também merece esclarecimento. A investigação psicanalítica, diz Freud em seu texto premiado sobre Leonardo da Vinci, opõe-se à tentativa de separar os homossexuais dos outros seres como um “grupo de índole singular”, pois “todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente”. Ou seja, a bissexualidade é constitutiva de todos, seja a escolha homossexual praticada ou não.

O complexo de Édipo, que cai no esquecimento, comporta também a ligação libidinal do filho para com o pai e da menina para com a mãe, além das ligações do filho com a mãe e da filha com o pai. Assim, o número de homossexuais que se proclamam como tais, diz Freud, “não é nadaem comparação com os homossexuais latentes”.

Há uma diversidade enorme na homossexualidade tanto na praticada quanto na latente e sublimada. Devemos falar, portanto, de homossexualidades”. As sexualidades são tantas quanto existem os sujeitos, determinadas pelas fantasias de cada um. A questão que se coloca nesse episódio de terror é como cada um lida com sua homossexualidade (patente ou latente) que se materializa nas amizades, nas relações entre parentes do mesmo sexo e em todo ajuntamento social.

Segundo Freud, a libido homossexual é o cimento dos grupos e da massa, assim como a raiz dos ideais subjetivos de cada um se encontra em seu narcisismo (do amor por si mesmo e até a auto-estima). O “amar aos outros como a si mesmo” tem claramente fundamento homo (igual) erótico. A aceitação da homossexualidade do outro se encontra na dependência de como o sujeito lida com a sua própria. Quanto mais ele a rejeita em si mesmo, menos saberá lidar com ela, podendo fazer desse outro um objeto de ódio, de agressões e até de assassinato.

Dentro de uma cultura machista e falocêntrica (existe no ocidente alguma que não o seja?) parece mais fácil para a mulher lidar com sua homossexualidade do que o homem. Não é à toa que o lipstick lesbian virou moda entre as meninas. O que está longe de ser o caso para os meninos que cedo, muitas vezes na escola, aprendem a prática do homoterrorismo. A aceitação do outro como sexuado, diferente e independente, podendo fazer suas próprias escolhas de gozo sem ter que se desculpar, é um índice de civilização. O contrário é a barbárie.

ANTONIO QUINET é psicanalista e doutor em filosofia.

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/07/203_1522-gaycouple.jpg

 

A revolta dos perdigotos

Por João Ximenes Braga

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral.

Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau. É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.

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Bambi na selva

Por Gilberto Scofield (de WASHINGTON)

Os EUA podem ser um intensivão da realidade e da cultura gays. Estão aqui as bases do que se conhece como ativismo GLBT, bem como os maiores exemplos de como a homofobia beira a patologia. No aniversário de 40 anos do movimento gay, as grandes cidades americanas fervem: boates, saunas, bares, indústria pornô, lojas, literatura,arte e cinema que dão o tom e o formato de tudo oque se vê de gay e lésbicoao redor do planeta, incluindo no Brasil.
A indústria cultural gay flerta com Hollywood, Broadway, Off-Broadway, Metropolitan, Lincoln, You Tube, Twitter. Define mitos, delineia divas, lança DJs, danças, dramas, drogas, roupas, tudo que é mainstream ou alternativo.

E está aqui a mais raivosa e verbal sociedade conservadora do planeta, com seus cartazes de “casamento = homem + mulher” ou “Deus odeia viados”. Aqui,um gay já foi espancado e deixado semimorto numa cerca no meio do nada para servir de aviso. Um entre muitos. Os maiores índices de crescimento da HIV/Aids entre gays depois da África estão aqui.
No Brasil, tendo a achar que o lado negro da força impede o avanço das conquistas gays. O que será do projeto de união civil há anos engavetado no Congresso por pressão de religiosos e coronéis (alguém aí falou em Irã?)?
A vitória da união civil é surrada, à mercê da mente mais ventilada deste ou daquele juiz, apesar dos impostos pagos pelos gays serem os mesmos. O ativismo gay mudou de foco. As velhas reivindicações ficaram mais discretas. A maioria quer ser…. como a maioria! Normais, virtuosos, viciosos, como todos.
Estamos a quilômetros disso. Pesquisa nacional mostra que a maioria dos brasileiros maiores de 16 possuem algum tipo de preconceito contra homossexuais, dos quais 16% consideram-nos como “doentes”, “safados” ou“sem-vergonha”.
Não se pode parar aos 40, gritam os ativistas. Mas estou exausto. E só vejo aconchego na minha ridícula rotina jornalística. Ou no meu companheiro ofere cendo seu abraço cúmplice depois de um dia de 50 horas. Eu não comemoro nem os meus 40 anos. Amadurecer tem um preço alto para quem aprende com a vida. Uma clareza antecipada, preguiça do manjado, do cinismo, cabelos brancos. Quarenta anos de movimento gay e, sinceramente, apesar dos avanços nos costumes, me sinto tão facilmente aniquilável quanto um Bambi numa floresta.

14/06/2009 - 19:02h Marta Suplicy diz que direitos dos gays emperram em conservadorismo do Congresso. Mais cedo, o governador do Estado José Serra (PSDB) afirmou ser a favor da união entre pessoa do mesmo sexo

Caio Guatelli/Folha Imagem
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Multidão toma a avenida Paulista durante o desfile da 13ª Para Gay da cidade de São Paulo, neste domingo

 

FELIPE MAIA da Folha Online

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) afirmou na tarde deste domingo, durante a Parada Gay de São Paulo, que o conservadorismo da atual formação do Congresso emperra a evolução dos direitos dos homossexuais.

Marta falou a jornalistas no trio elétrico de abertura do evento, que começou por volta das 12h20 com a previsão de reunir cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo.

A ex-prefeita afirmou que o crescimento do evento não foi acompanhado pela evolução dos direitos dos homossexuais. “O evento cresceu de maneira extraordinária. A concessão de direito não caminhou como deveria”, afirmou.

Mais cedo, o governador do Estado José Serra (PSDB) afirmou ser a favor da união entre pessoa do mesmo sexo.

Dirigentes de movimentos gays criticaram a demora por parte do Senado em aprovar um projeto de lei que criminaliza a homofobia. O texto já foi aprovado pelos deputados federais e depende agora de análise do Senado, onde encontra resistência.

Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.

Marta afirmou que ajustes desse tipo são dificultados pelo conservadorismo predominante no Congresso Nacional.

Segundo disse, decisões isoladas de juízes e desembargadores é que têm garantido os direitos dos homossexuais.

Folha on line

14/06/2009 - 18:15h Arte gay?

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14/06/2009 - 16:46h Literatura gay?

Anteontem, como referido aqui, o Ípsilon publicou um extenso dossier de Isabel Coutinho sobre ficção portuguesa gay. Esse trabalho mereceu um comentário do Henrique Raposo, com quem gostaria de pensar em voz alta. O conceito de literatura gay é recente: tem 38 anos. Em consequência dos motins de Stonewall, que durante três dias consecutivos (entre 27 e 29 de Junho de 1969, tendo como ponto de partida o funeral de Judy Garland) fizeram de Christopher Street um campo de batalha entre a polícia de Nova Iorque e activistas gays de ambos os sexos, surgiram movimentos organizados, na área da cidadania e dos direitos humanos, como o Gay Liberation Front, muito radical, ou a Gay Activists Alliance, mais moderada. Nessa altura, face ao que estava em jogo, os escritores americanos homossexuais não ficaram de braços cruzados. Alguns começaram então a reflectir sobre o seu dever de intervenção. Sirva de paradigma o Violet Quill Club, fundado por Edmund White, Andrew Holleran, Felice Picano, Michael Grumley, Robert Ferro, Christopher Cox e George Whitmore: «What, then, was the Violet Quill? It was a group of gay writers joined by friendship, ambition, and concern for their art, who got together [...] to read to one another from their works in progress. Not much to mythologize. Except that several of these writers became the most important gay authors of the decade, setting a standard for gay fiction against which the present boom in gay writing is always compared. When we consider the first generation of gay writers to emerge after Stonewall… [...] Collectively they produced a vision of a gay life that haunts us still — a vision of beauty, privilege, friendship, sexuality, loss, and lyricism.» Não faltou quem visse o grupo como uma máfia literária, não faltaram autores que reagiram mal à ideia (os nomes mais sonantes que me ocorrem são os de Gore Vidal e James Merrill, ambos com mais de 40 anos em 1969), e também não faltaram equívocos, sobretudo na Europa (continental) e na América Latina. Por exemplo, os cubanos José Lezama Lima (1910-1976), Reinaldo Arenas (1943-1990) e Senel Paz (n. 1950), o argentino Manuel Puig (1932-1990), os brasileiros Silviano Santiago (n. 1936) e Caio Fernando Abreu (1948-1996), o catalão Terenci Moix (1942-2003) e os franceses Renaud Camus (n. 1946) e Hervé Guibert (1955-1991), para citar os melhores fora do mundo de língua inglesa, fizeram saber que não se reviam na classificação, a despeito da explicitação temática da respectiva obra. Idiossincrasia anglo-americana? O tempo dirá. Dispenso-me de dar exemplos de autores canónicos, americanos e ingleses, assumidos como autores gay, por serem conhecidos. Diria, respondendo ao Henrique Raposo, que falar de “literatura gay” é uma forma de sinalizar, tal como falamos de romance histórico, fantástico, policial, de espionagem ou de ficção-científica. Não é por serem epítomes desses géneros, que Alexandre Dumas (pai), Edgar Allan Poe, P. D. James, John le Carré ou Ray Bradbury, deixam de ser os grandes autores que são. O adjectivo acrescenta, não subtrai.

William Naphy, Born to be Gay. História da Homossexualidade, 2004. Tradução portuguesa (2006) de Jaime Araújo. Edições 70. O trecho transcrito foi extraído do capítulo As Civilizações Clássicas e o Advento do Cristianismo, um dos seis capítulos da obra (303 pp). Edit meu.

«[...] Durante toda a sua história pré-cristã, o amor homossexual masculino constituiu um elemento manifesto e público da civilização grega. Por exemplo, é interessante observar que registos antigos contam que peças de Ésquilo, Sófocles e Eurípides tratavam do amor entre homens, ainda que este não apareça nas peças que sobreviveram (interrogamo-nos até que ponto os cristãos não teriam tido uma mão nesse estranho esquema de sobrevivência). Assim, Ésquilo, na sua peça Mirmidões, falava do amor de Aquiles por Pátroclo, e terminava com a morte do segundo e o lamento de Aquiles acerca dos seus “muitos beijos” e da “união sagrada das suas coxas”.

No entanto, antes de deixarmos as práticas gregas, é importante avaliar a sua influência sobre Roma.

[...] Uma das melhores maneiras de avaliar não só a polissexualidade do comportamento romano mas também as posições da cultura romana sobre o sexo é olhar para as vidas dos governantes e imperadores do fim da República e do início do Império. A fonte mais conhecida, mas não única, é a obra de Suetónio, As Vidas dos Doze Césares, escrita durante o reinado de Adriano

[...] Júlio César aparece em primeiro lugar e Suetónio estabelece uma distinção clara entre o comportamento de César como penetrado [...] e como penetrador [...] O autor inclui mesmo uma diatribe contra César, e que na altura teve muito êxito, do discurso de um senador que disse que César era “o marido de todas as mulheres e esposa de todos os homens” [...] Suetónio regista então uma grande mudança com a chegada de Nero [o qual] casou com dois homens (um a seguir ao outro) em cerimónias idênticas às praticadas nos casamentos entre homens e mulheres. Um dos homens recebeu honras de imperatriz. Empregando a terminologia actual [...] Galba era essencialmente gay, interessado quase exclusivamente em ter relações sexuais com outros homens (e não com adolescentes). Nero era simplesmente depravado, praticando sexo com qualquer pessoa [...] e sujeitando o corpo à [...] penetração por outros homens — mesmo por homens socialmente inferiores. [...]»

Epistemology of the Closet
Eve Kosofsky Sedgwick
University of California Press, 1990
Tradução portuguesa de Ana R. Luís e Fernando Matos Oliveira: Epistemologia do Armário / Angelus Novus, 2003The Lesbian and Gay Studies Reader
Henry Abelove, Michèle Aina Barale e David Halperin (eds.)
VV.AA / Mais de 50 ensaios de 43 autores, incluindo os três organizadores, e ainda Judith Butler, Phillip Brian Harper, Audre Lorde, Adrienne Rich, Eve Kosofsky Sedgwick e outros.
Routledge, 1993

Indispensável.The Violet Quill Reader
David Bergman (ed.)
VV.AA / Edmund White, Andrew Holleran, Felice Picano, Michael Grumley e outros
St Martin’s Press, 1994
O Violet Quill Club, de Nova Iorque, foi o ponto de partida (em 1969) da afirmação pública da literatura gay.Virtually Normal. An Argument About Homosexuality
Andrew Sullivan
Picador, 1995
Considerado a bíblia do tema. Ver blogue do autor.

Cassell’s Queer Companion
William Stewart
Cassell, 1995
Como o nome indica, um dicionário de cultura e terminologia gay.

The Gay and Lesbian Literary Heritage
Claude J. Summers (ed.)
VV.AA / Enciclopédia com 787 páginas, sobre autores, grupos, movimentos, correntes, etc., dentro e fora do mundo de língua inglesa. As entradas não são meros verbetes, são verdadeiros ensaios. Indispensável.
Henry Holt Reference Book, 1995

A History of Gay Literature. The Male Tradition
Gregory Woods
Yale University Press, 1998
Começa na Grécia e em Roma, vindo até aos anos 1990.

La longue marche des gays
Frédéric Martel
Gallimard, 2002
Profusamente ilustrado, formato de bolso. Espécie de curso intensivo.

Dictionnaire des cultures Gays et Lesbiennes
Didier Eribon (ed.)
Larousse, 2003
VV.AA / Com ilustrações.

Born to be Gay. A History of Homosexuality
William Naphy
NPI Media Group, 2004
Tradução portuguesa de Jaime Araújo: Born to be Gay. História da Homossexualidade / Edições 70, 2006
Fiz a recensão deste livro no Mil Folhas de 22-4-2006

Fonte Eduardo Pitta Blog da literatura

14/06/2009 - 14:02h Não a homofobia

Valéria Gonçalvez/AE – Parada do Orgulho GLBT na Avenida Paulista

 


Foto: Daigo Oliva/G1

Festa começa na Avenida Paulista e termina no Centro da capital (Foto: Daigo Oliva/G1 )

 

14/06/2009 - 13:29h Parada Gay na Paulista


13/06/2009 - 14:39h Parada Gay em SP deve ter público de 3,5 milhões; veja a ordem dos trios elétricos

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Colaboração para a Folha Online

A 13º Parada Gay da cidade de São Paulo será realizada neste domingo (14), com a expectativa de reunir 3,5 milhões de pessoas.

Assim como em outros anos, o evento começa na avenida Paulista, em frente ao Masp, e seguir até a praça Roosevelt. A parada está marcada para começar as 12h e vai contar com 20 trios elétricos.

Confira a ordem dos trios

1- Não homofobia

2- Apoglbt – trio oficial da abertura

3- Ministério do Turismo

4- Disponível.com

5- 155 Hotel

6- Parceria Civil JÁ!

7- UGT (União Geral dos Trabalhadores)

8- Cads/Sepp (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo)

9- Prefeitura São Paulo

10- CRP (Conselho Regional de Psicologia)

11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)

12- Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo)

13- Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)

14- ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual

15- Agência Top

16- Banda Fuxico

17- Salete Campari

18- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing)

19- São Paulo de Bolso

20- Apoglbt (homenagem)

10/06/2009 - 16:16h China tem primeiro festival do orgulho gay

http://3.bp.blogspot.com/_68EAEGLzs4M/SJ23AnoBr0I/AAAAAAAAAfk/usfsVts_QME/s320/ChineseGays.jpghttp://file.asianlife.com/magazinearticle/old/1849133cc6e7db98.51220446.jpg

BBC – Portal O Globo

A comunidade homossexual de Xangai comemora nesta semana o primeiro festival do orgulho gay já realizado na China.

A iniciativa foi organizada por um grupo de jovens homossexuais estrangeiros que moram na metrópole chinesa.

Os organizadores do festival, no entanto, decidiram não fazer um desfile pelas ruas da cidade para não desagradar o partido comunista.

Paradas coloridas ao ar livre fazem parte dos eventos de orgulho gay celebrados em outras partes do mundo, como em Berlim, San Francisco e São Paulo.

O governo, porém, demonstrou simpatia com a iniciativa publicando uma matéria de capa e um editorial no jornal estatal China Daily.

A atitude das autoridades é um raro sinal de reconhecimento da comunidade gay.

Até 2001, o homossexualismo era considerado “doença mental” pelo governo e a prática de relações com alguém do mesmo sexo era um ato criminoso até 1997. Ainda hoje o tema é tabu na sociedade, principalmente nas áreas rurais.

Por causa da forte pressão sobre filhos homens decorrente da política de controle de natalidade – segundo a qual as famílias só podemter apenas um descendente – muitos chineses homossexuais acabam optando por manter um casamento heterossexual de fachada.

Festival

O festival pioneiro, batizado de Shanghai Pride (Orgulho de Xangai em tradução livre), teve inicio no último domingo 7 e vai até o próximo fim-de-semana, encerrando no dia 14.

As comemorações com temática gay incluem a exibição de filmes, peças de teatro, exposições de arte e painéis de debate.

A principal atração é uma festa que durará o dia todo no sábado e deverá atrair mais de duas mil pessoas, segundo estimativas dos organizadores.

A americana Tiffany Lemay, que participou da montagem do evento, disse ao jornal China Daily que a ideia de realizar uma parada ao ar livre foi descartada depois que os organizadores buscaram aconselhamento legal.

“Esperamos chamar atenção para questões pertinentes à homossexualidade, aumentar a visibilidade da comunidade gay ajudar as pessoas a sair do armário e aumentar o contato entre os heterossexuais e homossexuais”, explicou Lemay.

O jornal estatal afirmou no editorial que o festival é de “profunda significância” e “exibe o progresso social do país”.

Segundo estimativas oficiais, há entre 5 e 10 milhões de homossexuais vivendo na China.

No entanto, a população homossexual seria maior de acordo com Zhang Beichuan, acadêmico especializado no assunto ouvido pelo jornal.

Zhang afirmou que atualmente existem 30 milhões de homossexuais na China – 20 milhões de homens e 10 milhões de lésbicas.

10/06/2009 - 15:49h Igualdade todo dia

http://3.bp.blogspot.com/_x4T1wuIMR88/SN5XJNdKpXI/AAAAAAAAAi4/h0j784o-bCY/s400/0117+freira.JPGhttp://2.bp.blogspot.com/_jUfPQZsEkfI/SHBkc_co9TI/AAAAAAAAAro/AyshpniXys0/s400/gay.jpg

Orgulho
Parada Gay de SP lança a campanha ‘Igualdade todo dia’

O Globo

SÃO PAULO – A Parada Gay de São Paulo, marcada para o próximo domingo, homenageia os 30 anos do movimento GLBT no Brasil reunindo fotos de 45 personalidades históricas que deram algum tipo de contribuição à causa, nas arte, na ciência, na sexologia ou em outras áreas. São retratos 3X4, em preto e branco, impressos nos cartazes do 13º Mês do Orgulho GLBT na Avenida Paulista, de pessoas como os intelectuais franceses Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre, o dramaturgo britânico Oscar Wilde, a militante travesti brasileira, Brenda Lee (uma das primeiras a acolher pacientes com HIV no país) e Maria Quitéria que, no início do século XIX, travestiu-se de homem para integrar o exército brasileiro, tornando-se a primeira mulher militar sobre a qual se teve notícia.

O cartaz, que deve estar no metrô, em universidades e no trajeto da passeata – que inclui a Rua da Consolação – lança ainda a campanha “Igualdade todo dia”.

No ano passado, mais de 3 milhões participaram e a cidade espera 400 mil turistas por conta do evento.

Nesta quarta, o movimento ocupa o Salão Nobre da Câmara Municipal para discutir “Os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e os três poderes”, já que a Constituição brasileira proíbe qualquer forma de discriminação, mas muitos direitos ainda são negados. A ex-ministra Marta Suplicy e Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da OAB do Rio Grande do Sul estão entre os debatedores.

Na quinta, feriado de Corpus Chirsti, será realizada a 9ª Feira Cultural GLBT no Vale do Anhangabaú, com a participação de 40 entidades sociais.

25/05/2008 - 16:48h Brasil precisa ficar conhecido como país de ‘homofobia zero’, diz ministra

Marta Suplicy disse que Parada Gay de SP é um dos eventos mais importantes do país.
Ministra do Turismo participa do evento desde a primeira edição, há 12 anos.

Portal G1 – Globo 

A ministra do turismo, Marta Suplicy, estava, por volta das 13h10, em cima do segundo trio da Parada Gay que desfila neste domingo (25) pela Avenida Paulista, em São Paulo. Ela disse que o turista gay é “peculiar” porque ele exige “qualidade de serviço e segurança”. “Um turista homossexual compra e consome, o que é muito bom para a cidade.”

Marta participou de todas as edições da Parada Gay, que está em seu 12º ano. “Eu estive desde a primeira, quando éramos 2.000 pessoas. A Parada Gay hoje é uma manifestação sem violência”, disse.

Questionada se pretende acompanhar a Parada de 2009 como prefeita de São Paulo, ela se esquivou da resposta. “Eu espero estar na Parada.”

Marta também salientou que o tema da Parada de 2008 é muito importante. O tema é “Homofobia mata. Por um estado laico de fato”. “Homofobia vai além de ser um preconceito, ela mata”, afirmou Marta. Para a ministra, o Brasil tem que ficar conhecido como um país “com homofobia zero e sem pessoas com medo de ser homossexual”.

Ela disse ainda que a Parada Gay de São Paulo já é um dos eventos turísticos mais importantes do calendário

25/05/2008 - 11:23h Confira a ordem dos trios elétricos da Parada Gay de SP

da Folha Online

Neste domingo (25), a partir das 12h, 22 trios elétricos devem participar da 12ª Parada Gay de São Paulo, na av. Paulista.

Confira a ordem dos trios.

1- Apoglbt – trio oficial da abertura

2- Ministério do Turismo

3- Cads/Sepp (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo)

4- Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas)

5- Saúde e Cidadania (Programa Estadual DST/Aids)

6- Mais Diferenças – Educação e Inclusão Social

7- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing)

8- Rede Um Outro Olhar

9- Apoglbt – trio da militância

10- Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)

11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)

12- Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo)

13- Apolglbt (trio da visibilidade lésbica)

14- Bar Odara (largo do Arouche)

15- Banda do Fuxico (largo do Arouche)

16- ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual

17- Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro

18- TrocaTroca.Com

19- Disponivel.Com

20- Salete Campari

21- Man Hunt

22- Apoglbt (prevenção a DST/Aids)

24/05/2008 - 12:47h Gay Day e Caminhada Lésbica fazem aquecimento para Parada Gay

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Eventos agitam Centro e Zona Oeste de São Paulo neste sábado.

Caminhada sai 14h30 da Pça. Oswaldo Cruz; Gay Day vai das 11h às 21h, no Playcenter.

G1 – Portal da Globo

O público homossexual começa neste sábado (24) uma espécie de aquecimento da Parada Gay de domingo (25) em São Paulo. Uma caminhada pela Avenida Paulista e uma festa que deve durar dez horas na Zona Oeste abrem caminho para o maior evento turístico da capital.

A VI Caminhada Lésbica sairá às 14h30 da Praça Oswaldo Cruz, em frente ao Shopping Paulista. Organizada pela Liga Brasileira de Lésbicas, ela tem esse ano o tema: “Ser lésbica é um direito. Nem igreja, nem mercado. Nosso corpo nos pertence. Por um estado laico de fato”. No ano passado, duas mil pessoas participaram.

O Gay Day terá apresentação de DJs e shows ao vivo. A festa começa às 11h e só termina às 21h, no Playcenter, no bairro da Barra Funda, Zona Oeste. A entrada é pela Rua José Gomes Falcão, 20. Os ingressos antecipados saem por R$ 27,90. Na hora, R$ 32.

24/05/2008 - 12:34h Denúncias de homofobia crescem 166% no País

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De janeiro a abril, foram detectadas 931 páginas contra homossexuais

Felipe Grandin e Fernanda Aranda – O Estado de São Paulo

O número de denúncias de sites com mensagens de ódio, aversão ou discriminação contra homossexuais mais que dobrou nos últimos dois anos no Brasil. Segundo levantamento da ONG Safernet, conveniada ao Ministério Público Federal, houve crescimento de 166% na quantidade de endereços eletrônicos que pregam a homofobia entre 2006 e 2008. De janeiro a abril deste ano, foram detectadas 931 páginas virtuais contra homossexuais, ante 350 no mesmo período de 2006. Se forem consideradas apenas as do site Orkut, o crescimento é maior, de 200%. Passaram de 294 para 880.

Apesar da mobilização dos grupos de defesa dos homossexuais para combatê-la, a homofobia – que não é tipificada como crime no Código Penal – continua ganhando terreno, principalmente na internet, por conta do anonimato e da baixa possibilidade de punição. Não por acaso, a homofobia foi escolhida como tema da Parada Gay que acontece amanhã.

“Vivemos um momento perigoso, a era do preconceito disfarçado. Como o movimento dos homossexuais conquistou espaço, tornou-se politicamente incorreto agredir os gays em público”, afirma a drag queen Léo Áquila, que todos os dias deleta da sua caixa de e-mail mensagens anônimas com ameaças e xingamentos. “Na internet, ninguém tem identidade. Nesse cenário velado, o crime virtual ganha força. Pode não ser violência física, mas a tortura psicológica também machuca.”

COMUNIDADES HOMOFÓBICAS

“Morte aos gays” e “Eu odeio boiolas” são só duas das comunidades do Orkut que reúnem exemplos de intolerância. “Há uma linha tênue entre liberdade de expressão e ofensa. É preciso ter um controle judicial desse conteúdo na internet”, afirma Sérgio Suiana, procurador da República, que atua na prevenção de crimes na web.

O Google (responsável pelo Orkut) diz que tem uma equipe responsável por rastrear, diariamente, o conteúdo das comunidades. A empresa também tem acordo de cooperação com o Ministério Público, polícia e Justiça. Além disso, os usuários também denunciam as páginas impróprias.

O alcance da criminalidade na internet, atrelado às ações contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT), já fez a capital ganhar duas delegacias especializadas: a Divisão de Cibercrimes e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Segundo o delegado titular da Cibercrimes, Ubiracyr da Silva, não é difícil as investigações das duas entidades se cruzarem. “Quando a violência contra os gays é expressada pela internet, a Decradi nos procura”, afirma Silva, ao ressaltar que, dos 1.300 inquéritos em andamento, 60% referem-se aos insultos, humilhações, difamações e injúrias divulgados em sites. “Mas para dar subsídios à polícia é preciso romper o muro de silêncio. Sem denúncia, é difícil criminalizar o preconceito”, reforça Margarette Barreto, delegada titular da Decradi.

Marco Antônio Zito, presidente da Comissão do Negro e de Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB-SP, orienta as vítimas a procurar a Justiça ou a polícia, sempre que sofrerem discriminação. “Eles devem fazer valer seus direitos. Não se pode mais fechar os olhos ao cidadão, independentemente de cor, raça ou sexo.”

PROPOSTA

Na semana que vem, a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura vai enviar documento ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) propondo a criação de um plano municipal de combate à homofobia. “A boa experiência que tivemos no âmbito nacional, no Programa Brasil Sem Homofobia, acabou se espalhando. Nas conferências locais deste ano, todos os Estados demonstraram interesse em seguir o exemplo”, disse o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano.

“Com o plano municipal, poderemos criar normas para questões polêmicas locais”, defendeu o coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura, Cássio Rodrigo. “Além disso, poderemos ampliar o trabalho nos centros de referência (centros de apoio aos homossexuais, gerenciados pelo Programa Brasil Sem Homofobia), levando mais ações para a periferia.”

COLABOROU VITOR HUGO BRANDALISE

23/05/2008 - 20:40h Antes e depois da parada gay

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Casas noturnas e restaurantes que vão ‘bombar’

Portal O Globo

A Parada do Orgulho GLBT não é a única atração da cidade nestes dias. Por conta do movimento, as festas das principais casas noturnas da capital estarão superconcorridas. O mesmo deve ocorrer com bares e restaurantes. Confira a seguir onde o agito é garantido (e saiba também como não perder a elegância):

Tunnel: é uma das boates gays mais antigas da cidade, com duas pistas bombadíssimas – uma com música eletrônica e a outra com flash back e trash. Na quarta, na sexta e no sábado que antecedem a Parada, haverá shows das drags Silvetty Montilla, Nany People, Dillah Dilluz.

Rua dos Ingleses, 355 – Bela Vista. Tel.: (11) 3285 0246

The Week: deve ter as baladas mais concorridas da capital nos dias que antecedem a Parada, atraindo não apenas o público GLS, mas também os modernos. Todos vão atrás da música eletrônica de qualidade do local, que tem vários ambientes e decoração sofisticada. No dia 21, estarão nas pick-ups os DJs Renato Cecin, Paulo Pacheco, João Neto, Morais, Vlad, além do top mexicano Isaac Escalante. Na quinta-feira, quem toca é o americano Chris Cox. No sábado, haverá Babylon Especial com o israelense Offer Nissim e o americano Peter Rauhofer.

Rua Guaicurus, 324. Tel.: (11) 3872 9966

Cantho: na quarta-feira, dia 21, o tema da festa é “Studio 54″, a lendária discoteca de Nova York. Os barmen e os gogo boys estarão a caráter, no melhor estilo disco. As pick-ups ficarão por conta dos DJs Akeen e Junior Britto. Na quinta-feira, o tema é “Private”, com muita música eletrônica. A sexta-feira e o sábado serão dias de flash back e flash house. Para encerrar a Parada, no domingo, o tema será “Special Private”, com os DJs Rodolfo Bravat, Paulo Ciotti, Robson Mouse, Grá Ferreira e Junior Britto, além de pocket shows com Silvety Montilla e suas convidadas.

Largo do Arouche, 32 – Centro. Tel.: (11) 3723 6624

Flex: uma das casas mais novas do circuito, que tem atraído um público bem grande. Na quarta-feira, a pista promete ferver com o super DJ Hector Fonseca, que reside o clube gay Work @ Stereo, de Nova York. Na sexta-feira, o ponto alto da noite deve ser quando o DJ Charles Medeiros assumir as pick-ups. Na sábado e no domingo, uma seleção rigorosa de DJs nacionais se apresenta na casa.

Av. Marques de São Vicente, 1767 – Barra Funda. Tel.: (11) 3612 4402

Vegas Club: o rock e a música eletrônica predominam nas pistas, atraindo modernos e descolados em geral. A decoração é kitsch, com referências a cassinos e, por isso, com muito neon e cortinas de veludo. Na pista superior, há um palco para apresentações ao vivo.

Rua Augusta, 765 – Centro. Tel.: (11) 3231 3705

SoGo: conta com 3 bares, 2 pistas de danças e camarotes VIPs. Na pista, a música eletrônica predomina. A casa costuma ficar lotada, especialmente o terceiro andar, onde os casais ficam bem à vontade.

Fica na Al. Franca, 1368 – Jardins. Tel.: (11) 3061 1759

UltraDiesel: a casa promete inovar com a distribuição de óculos 3D, já que projeções vão fazer parte da festa na madrugada de sábado, que será animada por música eletrônica. As pick-ups ficam por conta dos DJs e produtores Moshe Fain e Amir Marcus.

Rua Marquês de Itu, 284 – Centro. Tel.: (11) 3328 2493

A Lôca: essa é uma referência da cena underground da cidade. Inaugurada em 1995, tem uma programação bem eclética, que vai do pop ao tecno. Há sempre shows e performances. Nos dias que antecedem a Parada, haverá programação especial. Na quinta, a festa começa às 23h

Rua Frei Caneca, 916 – Centro. Tel.: (11) 3159 8889

Blue Space: O house domina as pistas da casa, quase sempre sob o comando dos DJs Robson Mouse e André Ribeiro. Outra tradição local são os go-go boys os shows de drags famosas, como Silvetty Montilla e Thalia Bombinha.

Rua Brigadeiro Galvão, 723 – Barra Funda. Tel.: (11) 3666 1616

Bares, cafés e restaurantes

Skye: o jantar no topo do Hotel Unique é uma experiência imperdível para quem está em São Paulo. Com janelões que dão vista para o Parque do Ibirapuera, o restaurante oferece uma vista única da capital. A cozinha, comandada pelo chef Emmanuel Bassoleil, é um show à parte. No terraço, os clientes desfrutam a vista embalados por boa música.

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700 – Jardim Paulista. Tel.: (11) 3055 4702

Ritz: “gay friendly” assumido, o restaurante já é mundialmente conhecido. O clima é descontraído e a cozinha, primorosa. Hambúrgueres, lanches e saladas são boas opções, mas o penne com aspargo e presunto cru também é famoso. Não deixe de experimentar.

Alameda Franca, 1088 – Jardins. Tel.: (11) 3062 5830

Cristallo: a doceria da Rua Oscar Freire é um dos pontos mais disputados do Jardins, onde os clientes fazem um pit spot entre uma compra e outra. Os docinhos são o grande atrativo da casa, como o vol-au-vents de massa folhada com creme de baunilha; e as bombas recheadas com creme de chocolate, avelã, baunilha, zabaione, entre outros. Mas os salgados e os sanduíches também são caprichados.

Rua Oscar Freire, 914 – Jardins. Tel.: (11) 3082 1783

Spot: esse é o restaurante ideal para quem busca badalação. Encravado entre vários prédios comerciais da Avenida Paulista, ele atrai executivos na hora do almoço e os modernos à noite. Facilmente se vê alguém famoso por lá. Para manter a clientela, a cozinha não deixa a desejar. Entre as sobremesas, não deixe de provar o short cake chocolat.

Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72 – Consolação. Tel.: (11) 3284 6131

Bar da Fran - esse é o principal reduto das meninas de São Paulo. Na semana da Parada, há programação especial, com música ao vivo a partir das 21h. As mesas costumam ser bastante disputadas.

Rua dos Pinheiros, 735 – Pinheiros. Tel.: (11) 3081 1643

20/05/2008 - 07:36h Parada gay faz bem para São Paulo

 

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São Paulo, a capital da diversidade

Orlando de Souza* – O Estado de São Paulo

Está chegando a hora. Faltam poucos dias para um dos principais cartões-postais da cidade, a Avenida Paulista, virar palco para a celebração da diversidade, com a realização da 12ª Parada do Orgulho Gay, no domingo.

Em 2007, o evento contou com 3,5 milhões de participantes – número que deve ser superado agora – e entrou para o Guinness. A programação deste ano inclui uma grande variedade de atrações, com shows, apresentações e discursos.

Essa festa hoje grandiosa começou timidamente, em 1997, com a participação de apenas 2 mil pessoas, e foi crescendo a cada ano. Em 2004, na oitava edição, a Parada paulistana se tornou o maior encontro homossexual do mundo, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Deixou para trás, por exemplo, o evento de São Francisco, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Parada é o segundo evento que mais traz recursos para a cidade. Movimenta R$ 120 milhões, só perdendo para os R$ 200 milhões do Grande Prêmio do Brasil de F-1, que será realizado em novembro.

São Paulo não respeita a diversidade apenas nos dias que antecedem à Parada. Na cidade vivem mais de 1 milhão de gays e lésbicas, conforme dados da Abrat-GLS, e as opções de lazer e entretenimento para esse público não param de crescer. A cena noturna da capital é a mais agitada do País, com mais de 80 espaços, entre boates, restaurantes, bares, saunas e cafés.

Em parceria com a Abrat-GLS, o SPCVB, no programa Bem Receber, organizou treinamentos para qualificar o atendimento ao público GLS nos hotéis. No programa são abordados temas como o perfil do consumidor, suas exigências e como tratar sem preconceito todas as minorias.

Ao final, os profissionais recebem o Guia da Diversidade, que apresenta as credenciais de São Paulo para atrair esse segmento. A publicação inclui dicas culturais, de compras, lazer e gastronomia, com endereços e mapas. Mais de 300 profissionais já participaram desse treinamento e, certamente, com a continuidade desse programa, o público GLS será bem recebido em nossa cidade.

Eventos da magnitude da Parada do Orgulho Gay ajudam a manter o status de São Paulo como a capital de negócios no Brasil. A cidade, que recebe mais de 90 mil eventos por ano, cada vez mais consegue reconhecimento internacional.

Em uma recente edição da revista América Economia Intelligence, São Paulo aparece no topo do ranking das melhores cidades para realizar negócios da América Latina. A metrópole deixou para trás Miami, Santiago, Cidade do México e Buenos Aires.

O estudo, realizado pelo oitavo ano consecutivo, avaliou 42 cidades e reuniu as impressões de 1.200 executivos da região. A análise obedece a 50 variáveis socioeconômicas, entre as quais custo de vida, facilidades logísticas, eficiência urbana, utilização de internet, PIB per capita e produtividade acadêmica e científica.

Entre as boas credenciais paulistanas apontadas pela pesquisa estão os US$ 528 bilhões movimentados em ações na Bovespa no ano passado, além da expansão de 9% na atividade econômica.

São Paulo também foi classificada como a melhor das Américas no quesito eventos e encontros internacionais realizados em 2007. Os dados estão no novo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) – a maior organização mundial da indústria de eventos. A capital paulista conseguiu a 23ª colocação, ficando à frente de destinos tradicionais como Montreal, Buenos Aires e Nova York, entre outros.

São Paulo realizou 61 eventos internacionais em 2007, uma ampliação de 13% em relação a 2006, quando ocorreram 54. Essa classificação consolida a cidade como grande referência na realização de encontros desse gênero – a capital paulista concentra 30,6% dos eventos internacionais que ocorrem no Brasil. Esses números mostram a diversidade de São Paulo para realizar eventos para todos os bolsos, gostos e orientações.

* Orlando de Souza Presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB)

18/05/2008 - 20:59h Governo federal vai incentivar combate à homofobia

Ministério da Cultura abre concursos para fomento da cultura gay

EFE e Agência Brasil – portal O Globo

http://www.lacomuna12.com.ar/imagenes/homofobiaRIO e BRASÍLIA – O Ministério da Cultura lançou uma ofensiva para incentivar manifestações contra a homofobia e em favor da valorização a identidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Dois concursos vão premiar iniciativas deste tipo. O primeiro é o Concurso de Apoio às Paradas de Orgulho GLBT. A iniciativa é voltada para cidades em que o movimento ainda não existe e deve contemplar um projeto de financiamento em cada estado e no Distrito Federal.

O outro é o Prêmio Cultural GLBT 2008, que vai financiar, com verba de até R$ 9 mil, 104 iniciativas valorização da cultura gay. O projeto é da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultura do ministério e parte do Programa Brasil sem Homofobia, da Secretatia Nacional de Direitos Humanos. Serão premiadas “iniciativas exemplares de natureza cultura de afirmação da orientação sexual, da identidade de gênero e da cultura da paz”, diz o ministério. As inscrições serão abertas nesta segunda-feira.

Em ambos os casos, só podem concorrer entidades jurídicas, sem fins lucrativos, e que tenham, no mínimo, seis meses de atuação nas comunidades GLBT.

Tanto o Prêmio Cultural quanto o Concurso de Apoio às Paradas GLBT serão financiados com recursos do Fundo Nacional de Cultura, na Ação Fomento de Projetos de Combate à Homofobia.

16/05/2008 - 14:02h Parada Gay de SP recebe mais recursos públicos

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Ministério do Turismo e Prefeitura incrementam verbas para garantir evento; associação lamenta resistência das empresas privadas

William Glauber – O Estado de São Paulo

Mais uma vez a Parada Gay de São Paulo, a ser realizada no dia 25, conta com patrocínios majoritariamente dos cofres públicos. Apesar de negociações com uma fabricante de refrigerante, uma empresa de crédito e uma companhia aérea, o reforço financeiro vem do incremento em 20% da cota do Ministério do Turismo e em 30% do investimento em infra-estrutura de responsabilidade da Prefeitura. Neste ano, o governo federal reserva R$ 300 mil, ante R$ 250 mil de 2007, e a Prefeitura desembolsa R$ 450 mil, ante R$ 350 mil da edição passada.

O evento vai ter orçamento em torno de R$ 1,070 milhão, já acrescentados os investimentos da Caixa Econômica Federal (R$ 120 mil) e Petrobrás (R$ 200 mil). As empresas públicas reservam os mesmos valores dos recursos destinados à Parada de 2007, quando juntas às esferas de poder municipal e federal aplicaram R$ 920 mil. Por meio da captação da Fun Prime – empresa de organização de eventos -, a Parada recebe também apoio de um fabricante de calçados, uma empresa de cruzeiros e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

O diretor da Fun Prime, André Guimarães, argumenta que a captação tardia de recursos impossibilitou o fechamento de contratos com grandes empresas privadas. “Infelizmente, o trabalho começou depois do carnaval e deveria ter ocorrido logo após a Parada”, explica. Ele diz que parcerias deixaram de ser firmadas porque as empresas já estão com verbas comprometidas. Segundo Guimarães, estão confirmadas presenças de executivos de multinacionais para observar a Parada e estreitar relacionamentos.

Apesar do atraso na captação, o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis), Murilo Sarno, diz que há resistência de “algumas empresas” em associar marcas ao segmento. “Essa é uma mentalidade brasileira, que vai mudar gradativamente. Na Europa, várias companhias privadas entendem como positivo o trabalho com o público gay.”

Atenta ao mercado, a Caixa participa da Parada pela segunda vez. “A Caixa vai ter estandes para vender produtos e vai apresentar a marca nos trios”, explica o coordenador de Marketing, Augusto Ermétio Dias Júnior. E são os negócios também que justificam os recursos federais. “A Parada é um evento que gera alta taxa de ocupação hoteleira e tem visibilidade internacional. É um investimento grande e importante”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira.

Para os visitantes voltarem, o chefe da Coordenadoria dos Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), Cássio Rodrigo, diz que a Prefeitura vai garantir toda a infra-estrutura: três hospitais de campanha, bolsões de segurança, telecentro para registro de BOs, gradeamento. “Queremos que o público se sinta seguro e volte, para, assim, consolidarmos a Parada como a maior manifestação GLBT do mundo.”

11/06/2007 - 13:47h Parada Gay

por John Kennedy Ferreira “in memória do companheiro Beto, militante socialista e do CGLTB de São Paulo”

Em 1996, o coletivo de Gays do PT convidou Lincoln Secco e eu para discutirmos socialismo e conjuntura. Estávamos no início da campanha eleitoral e o coletivo havia lançado um candidato a vereador, o bate papo foi muito bom especialmente pelas intervenções de Secco que fez uma profunda reconstrução histórica do debate entre o homossexualismo e o socialismo partindo da contribuição de Oscar Wilde até chegar aos nossos dias, sem escamotear a repressão desumana e doentia que se processou (e se processa) em vários países ditos socialistas e sem deixar silenciar, a fragilidade da contribuição marxista e de outras correntes de pensamento socialista, comunista, anarquista sobre o tema.A conjuntura era muito ruim e o discurso homofóbico ganhava as ruas, reforçada pelo preconceito contra a Aids e também pelas falas de inúmeros políticos e setores conservadores e reacionários da sociedade brasileira e paulista.

Naquele ano, vários gays tinham sidos mortos e espancados em saídas de boates e bares gays em São Paulo e a comunidade estava assustada.

Como uma das sugestões feitas de encaminhamento, apareceu a idéia de realizar em São Paulo uma manifestação aos moldes das organizadas em São Francisco, contra homofobia e o preconceito em relação a AIDS (muito bem narrada no filme-documentário “E a Vida Continua”), assim nasceu alguns meses depois a primeira parada GAY.

 

 


O primeiro evento contou com menos de 100 pessoas e só mereceu uma pequena nota nos jornais pela novidade do protesto e da presença de algumas personalidades como a deputada Marta Suplicy e seu marido na época, o Senador Eduardo Suplicy. Leia mais aqui Lista Eskuerra

10/06/2007 - 18:31h Parada Gay: Um rotundo não ao preconceito

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Um público numeroso, alegre e colorido lotou a Avenida Paulista no dia da Parada Gay. Festa do arco íris e da diversidade ela é um ato em defesa dos direitos das minorias, do respeito e da convivência democrática. Este ano pela primeira vez o Ministério de Turismo participou da Parada contribuindo financeiramente e com um trio elétrico. Igualmente o Ministério dos Esportes, a Prefeitura de São Paulo, a Caixa Econômica Federal, Petrobrás e Banco do Brasil aportaram seus patrocínios. Entre os políticos presentes vale destacar o Prefeito Kassab e a Ministra Marta Suplicy, acompanhada pelo Presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues, assim como Orlando Silva, Ministro de Esportes.

08/06/2007 - 21:05h Jerusalém faz campanha para turismo gay

Ministério do Turismo usou fotos com homossexuais para atrair esse público.
Judeus religiosos protestam contra esse tipo de turismo na cidade sagrada.

O Ministério do Turismo Internacional de Israel começou uma campanha para atrair o público gay para visitar mais o país.

A campanha foi produzida pela Associação dos Direitos Civis de Israel e pela Organização de Homossexuais e Lésbicas, em conjunto com o ministério. No material, há duas fotos de homens se abraçando e que podem ser vistas nesta página.

As fotos foram tiradas em Jerusalém, cidade sagrada para judeus, árabes, critãos e armênios, e em outras regiões do país, como o Mar Morto.

“Escolhi pontos que representam o país”, afirmou o fotógrafo Eitan Tal, contratado para a campanha do governo. “Estou feliz por ter feito algo que pode ajudar a economia do país”, completou ele, em entrevista ao jornal israelense “Yediot Ahronot”.

A medida do ministério, porém, provocou revolta principalmente entre os judeus religiosos de Jerusalém. Através de deputados, já começaram uma campanha para evitar que o material ganhe força. Fonte G1 portal da Globo

08/06/2007 - 19:51h Turismo apóia 11ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

A ministra Marta Suplicy participa, neste domingo (10.06), da 11ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo. Com o tema “Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia”, a Parada deverá reunir mais de três milhões de pessoas e já é considerado o maior evento do gênero no mundo. Pela primeira vez, o Ministério do Turismo decidiu apoiar o evento, com o repasse de R$ 250 mil, que ajudarão na confecção do carro “Brasil acolhe a diversidade”, que será o segundo a desfilar e contará com a presença da ministra Marta Suplicy, entre outras ações. Por meio da Embratur, foram realizadas ações de divulgação, via Internet, voltadas para trade especializado, público final, associações, entidades de classe, imprensa especializada e conventions bureaux internacionais, além da criação do hotsite www.theloveland.net.“A Parada do Orgulho Gay, ao longo dos anos, foi se transformando não só numa bandeira de cidadania dos homossexuais do Brasil, mas também num dos maiores eventos de mobilização turística do país e do mundo. Neste dia, há uma intensa movimentação em segmentos turísticos da cidade de São Paulo, como hotéis e restaurantes”, afirma a ministra.

A realização da Parada é o ponto culminante do 11º Mês do Orgulho GLBT de São Paulo, que contará com uma feira, shows, festas, entrega de prêmios, duas mostras de filmes, debates, oficinas, uma corrida pela diversidade, seminários e o já tradicional Gay Day, no parque de diversões Hopi Hari. Durante a Parada, 23 trios elétricos percorrerão os 3,3 quilômetros da Avenida Paulista que unem as ruas Joaquim Eugênio de Lima e Augusta, entre as 13h e as 22h. Fonte Ministerio de Turismo