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	<title>Blog do Favre &#187; Paris</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Bicicletas são alvo de vândalos em Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Por STEVEN ERLANGER e MAÏA DE LA BAUME 

PARIS &#8211; Assim como, anos atrás, as torres cruciformes brancas criadas por Le Corbusier instigaram visões de uma Paris da era industrial do futuro, o sistema de aluguel de bicicletas parisiense, conhecido como Vélib&#8217;, inspirou um novo etos urbano para a era das mudanças climáticas.
Os moradores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-15848" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por STEVEN ERLANGER e MAÏA DE LA BAUME </span></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://monepinay.files.wordpress.com/2008/11/velib1.jpg" alt="http://monepinay.files.wordpress.com/2008/11/velib1.jpg" width="494" height="371" /></p>
<p>PARIS &#8211; Assim como, anos atrás, as torres cruciformes brancas criadas por Le Corbusier instigaram visões de uma Paris da era industrial do futuro, o sistema de aluguel de bicicletas parisiense, conhecido como Vélib&#8217;, inspirou um novo etos urbano para a era das mudanças climáticas.<br />
Os moradores de Paris podem alugar uma bicicleta em centenas de postos públicos. É uma alternativa barata, saudável e de baixa emissão de carbono aos carros e ônibus. Mas essa utopia francesa mais recente se choca com uma realidade prosaica: muitas das bicicletas, especialmente desenhadas para o projeto por US$ 1.050 cada, andam aparecendo nos mercados negros do Leste Europeu e norte da África. Outras são levadas para passeios urbanos não pagos e então largadas nas ruas, com suas rodas torcidas e sem seus pneus, que são roubados.<br />
Cerca de 80% das 20, 6 mil bicicletas iniciais do projeto foram roubadas ou danificadas, obrigando os organizadores do programa a contratar centenas de pessoas para consertá-las. Além do prejuízo para o orçamento do projeto, subsidiado pela prefeitura, é a psique parisiense que sofreu um golpe.<br />
&#8220;O símbolo de uma cidade ecológica e bem resolvida virou nova fonte de criminalidade&#8221;, lamentou o &#8220;Le Monde&#8221; em editorial. &#8220;O Vélib&#8217; visava civilizar os transportes urbanos. Mas acabou provocando um aumento da incivilidade.&#8221;<br />
As bicicletas pesadas do Vélib&#8217;, com sua cor bronze arenosa, são vistas como acessório típico dos &#8220;bobos&#8221;, ou &#8220;burgueses boêmios&#8221; -a classe média descolada-, e suscitam ressentimentos e cobiça.<br />
O sociólogo Bruno Marzloff, especializado em transportes, disse que &#8220;é preciso relacionar isso a outras incivilidades, especialmente a queima de carros&#8221; &#8211; referência às gangues de jovens imigrantes que atearam fogo a veículos durante tumultos em 2005.<br />
&#8220;Há um elemento de negligência&#8221;, disse Marzloff, &#8220;que significa &#8216;não temos o direito à mobilidade como outras pessoas. Chegar até Paris é uma dificuldade, não temos carros e, quando temos, é longe demais e custa muito caro&#8217;&#8221;.<br />
Algumas bicicletas do programa Vélib&#8217; já foram encontradas com os pneus furados, jogadas no rio Sena, sendo usadas nas ruas de Bucareste ou dentro de contêineres de navios, a caminho do norte da África. Outras são simplesmente roubadas e repintadas.<br />
Usado principalmente para deslocamentos no centro urbano de Paris, o programa Vélib&#8217; é um sucesso segundo muitos parâmetros. Mas a construção sólida das bicicletas, fabricadas na Hungria, e seus pontos de estacionamento eletrônicos significam que elas são caras, e nem todo o mundo compartilha o espírito de respeito pela propriedade pública comum promovido pelo prefeito socialista de Paris, Bertrand Delanoë.<br />
&#8220;Erramos em nossas estimativas de danos e roubos&#8221;, disse Albert Asséraf, diretor de marketing da JCDecaux, principal organizadora e financiadora do projeto. &#8220;Mas não temos referências em nenhum outro lugar do mundo de iniciativas desse tipo.&#8221;<br />
&#8220;Fizemos a bicicleta mais forte, lançamos campanhas publicitárias contra o vandalismo e tentamos informar as pessoas na internet&#8221;, disse. &#8220;Mas a verdadeira solução está no respeito individual.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://montrealavelo.files.wordpress.com/2009/02/velib_casse.jpg" alt="http://montrealavelo.files.wordpress.com/2009/02/velib_casse.jpg" /></p>
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		<title>Brazuca em Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 17:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Severino Francisco &#8211; Correio Braziliense
Severinofrancisco.df@diariosassociados.com.br   
“Vou voltar, vamos comigo?”, perguntou a namorada francesa, de passagem pelo Brasil. E, sem pensar muito, meio na louca, o brasiliense Daniel Carrielo se mandou para Paris com Charlote, a namorada francesa. Certo dia, encontrou numa banca uma revista sobre cultura brasileira, intitulada Brazuca. Na edição seguinte, ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.brazucaonline.org/images/magimg/brazuca.jpg" alt="http://www.brazucaonline.org/images/magimg/brazuca.jpg" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" class="assinatura">Severino Francisco</font> &#8211; Correio Braziliense</p>
<p><font class="complassinatura"><a href="mailto:Severinofrancisco.df@diariosassociados.com.br">Severinofrancisco.df@diariosassociados.com.br</a></font>   <!--  --></p>
<p><font class="texto">“Vou voltar, vamos comigo?”, perguntou a namorada francesa, de passagem pelo Brasil. E, sem pensar muito, meio na louca, o brasiliense Daniel Carrielo se mandou para Paris com Charlote, a namorada francesa. Certo dia, encontrou numa banca uma revista sobre cultura brasileira, intitulada Brazuca. Na edição seguinte, ele já era o cronista de Brazuca. E, três meses depois, tornou-se o editor. Sem desmerecer o Itamaraty, a revista faz um pouco o papel de embaixadora do Brasil na França.</font></p>
<p><font class="texto">Brazuca tem uma tiragem de 20 mil exemplares e é feita, principalmente, para belgas e franceses apaixonados pela cultura brasileira. Não é uma revista de comunidade, dirigida apenas aos brasileiros. O que a revista pretende passar é uma visão diferente do Brasil, longe dos estereótipos. Por isso, ela entrevistou o compositor Tom Zé, o jogador Nilton Santos, a atriz Brigitte Bardot e o diretor de cinema Fernando Meirelles. No ano passado, logo após um show do Gilberto Gil na França, Daniel levou a revista para que ele a conhecesse: “Ah, é a Brazuca? Já conheço, gosto dela”, comentou Gil.</font></p>
<p><font class="texto">No ano passado, Brazuca foi além do papel e lançou virtualmente duas coletâneas de música brasileira. A primeira foi do rock independente, em parceria com o site Senhor F. E a segunda foi com a produtora, selo e festa Criolina, com as novidades do groove brasileiro. Ambas tiveram um alto índice de downloads.</font></p>
<p><font class="texto">O Nélson Rodrigues escreveu uma crônica hilária sobre a passagem do filósofo francês Jean-Paul Sartre pelo Brasil. Segundo a ótica delirante do Nelson, Sartre olhava para todos os brasileiros com um franco desprezo, como se dissesse: “Vocês são todos uns cretinos”. Aí alguém trouxe um balde de jaboticabas e o Sartre passou a mirar as frutas com o mesmo asco: “Vocês também são umas cretinas”.</font></p>
<p><font class="texto">Embora achando graça na história, Daniel discorda inteiramente do Nelson, pois os franceses são fascinados pelo Brasil e pela cultura brasileira. O brasileiro tem uma ginga que o francês não tem, argumenta Daniel. Essa ginga pode ser representada por manifestações culturais como o samba, a capoeira, o funk. Pelo drible no futebol. Ou pela capacidade que o brasileiro tem de se adaptar rapidamente às situações imprevistas, o famoso jogo de cintura. Os franceses gostam de samba, de Cartola, de Beth Carvalho, de Bossa nova, de Cinema Novo, de Glauber Rocha. Mas, atualmente, o brasileiro que reina na França é o pernambucano Lenine.</font></p>
<p><font class="texto">Morar na França fez com que Daniel olhasse Brasília com novos olhos. No mês passado, ele estava dirigindo e, de repente, deu de cara com a Catedral. Foi um choque estético, pois precisou estar longe do Brasil para perceber o quanto a Catedral é bonita. Mas, por outro lado, ele também se deu conta do enorme equívoco de se conceder tanto espaço para os carros em Brasília. Em Paris, o transporte público é excelente, com 14 linhas de metrô e 20 mil bicicletas públicas. Alargar avenidas não resolve o problema. A solução é investir no transporte público como uma prioridade, sentencia o brazuca e brasiliense desgarrado em Paris.</font></p>
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		<title>França enfrenta greve geral hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR
AP

Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: 
trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo
Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.lemonde.fr/societe/actu-minute/2009/03/19/la-journee-de-mobilisation-du-19-mars_1169837_3224.html" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/03/19/h_14_ill_1170035_9517_000_par2465516.jpg" alt="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars." title="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars. | AFP/JACQUES DEMARTHON" border="0" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR</p>
<p><em>AP<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002220/imagens/foto19int-subdgreve1-a22.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p><em>Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: </em></p>
<p><em>trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo</em></p>
<p>Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando sorrateiramente por uma entrada lateral cujo acesso se dá por barco.</p>
<p>&#8220;As pessoas estão perturbadas&#8221;, afirma Christian Lahargue, um funcionário da Continental que corre o risco de ser demitido. &#8220;Vamos fazer de tudo para manter esta fábrica aberta.&#8221;</p>
<p>Este impasse agressivo no norte da França às vésperas de uma greve nacional sugere que a tensão social está aumentando e contribuindo para a impressão de que o outrora confiante Nicolas Sarkozy, o presidente da França, está perdendo o passo.</p>
<p>A segunda maior economia da zona do Euro deverá enfrentar distúrbios hoje, por causa de uma greve nacional convocada por sindicatos, que deverá contar com centenas de manifestações em protesto contra a política econômica e o programa de reformas de Sarkozy.</p>
<p>Sindicalistas prometeram superar a última greve, feita em janeiro, quando entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas foram às ruas.</p>
<p>A escala dos protestos de sete semanas atrás pegou o governo de surpresa, forçando-o a oferecer ? 2,6 bilhões (US$ 3,38 bilhões) em pagamentos extras de auxílio-desemprego e corte de impostos para famílias de baixa renda. Mas as concessões não satisfizeram os sindicatos, nem impressionaram a população.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de opinião feita pelo instituto Ifop para a revista &#8220;Paris Match&#8221; , 78% dos franceses consideram a greve de hoje justificada. Os franceses &#8220;deram autorização ao movimento sindical para articular sua oposição a Nicolas Sarkozy&#8221;, afirma Stéphane Rozès, presidente-executiva do instituto de pesquisas CSA.</p>
<p>De acordo com outra pesquisa, os franceses acreditam que Olivier Besancenot, o líder trotskista da extrema esquerda, tem tanta &#8220;credibilidade&#8221; quanto o presidente.</p>
<p>Sarkozy está na defensiva desde o começo do ano, com o agravamento da situação da economia. O governo foi lento em reagir a uma greve geral de seis semanas e a tumultos em Guadalupe, um território francês no Caribe.</p>
<p>O presidente vem encontrando oposição dentro de seu partido de centro-direita em uma série de questões, do retorno da França ao comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à redução da carga tributária para os ricos.</p>
<p>Sarkozy foi forçado a recuar na reforma universitária, uma de suas principais medidas de modernização, em meio a temores de que um movimento de protesto estudantil liderado pela extrema esquerda pudesse se tornar violento. A concessão preocupou alguns empresários. &#8220;Os mais radicais estão conseguindo resultados&#8221;, diz Maurice Lévy, presidente-executivo do grupo de propaganda Publicis.</p>
<p>Sarkozy tem motivo para se sentir ressentido. A economia francesa deverá se sair bem melhor que as de seus vizinhos depois que Sarkozy implementou rapidamente um plano de socorro bancário, garantias de empréstimos para pequenas empresas, seguro de crédito comercial bancado pelo governo e outra medidas para manter o crédito fluindo para a economia.</p>
<p>Ele mobilizou o outrora intervencionista e desdenhoso Estado francês e entendeu a mensagem que estava sendo passada pela população com sua crítica ao capitalismo financeiro.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo em que celebra o retorno do Estado, Sarkozy está se agarrando às suas metas de cortar os impostos, diminuir a burocracia do governo e conter os gastos.</p>
<p>É por isso que os franceses acreditam que as políticas de Sarkozy &#8220;não são coerentes, eficientes ou justas&#8221;, diz Rozès. Os franceses sentem que os bancos estão sendo ajudados com poucos limites, enquanto o governo vem dando pouca ajuda às famílias comuns.</p>
<p>A oposição a Sarkozy deverá se concentrar na redução dos impostos para os ricos, o chamado escudo que limita o imposto de renda devido de um indivíduo a 50% da renda. Sindicatos e alguns membros do partido do presidente não querem isso. Sarkozy reage, reforçando sua imagem de amigo dos ricos.</p>
<p>Não está nem um pouco claro se a tensão social vai acabar resultando em um movimento político coerente capaz de paralisar o governo Sarkozy. &#8220;Ele não está numa espiral de queda&#8221;, afirma Zaki Laidi, da Sciences Po, que aponta para a confusão entre os socialistas da oposição e diz que as críticas da população e dos sindicatos ao presidente são bastante difusas. &#8220;Não estamos na iminência de uma greve geral.&#8221;</p>
<p>Mas outros observadores temem a possibilidade de tumultos. &#8220;O verdadeiro problema para qualquer um é saber como a opinião pública vai evoluir&#8221;, diz Lévy. &#8220;Será que as pessoas vão acreditar que com a economia mundial em tamanha dificuldade elas precisam ficar calmas e razoáveis, além de trabalhar juntas para superar tudo isso? Ou será que vai levar as pessoas a atos desesperados? Minha sensação é de que não chegamos lá ainda, mas poderemos nos encontrar em uma situação com as sementes de um descontentamento muito profundo e uma espiral negativa que poderão levar a repetidas greves. Isso iria forçar o governo a desistir.&#8221;</p>
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		<title>Kassab no Líbano e Paris 1 semana com comitiva: discrição na mídia</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 14:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A coluna Você precisa saber, do Jornal da Tarde, publica pequena nota. Os outros nada dizem. Qual é o objetivo da viagem? porque 10 pessoas? quais benefícios para a cidade? Quais convênios serão estabelecidos? quais acordos? Não interessa saber?
Clique na imagem para ampliar e ler 


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A coluna <strong>Você precisa saber</strong>, do <strong>Jornal da Tarde</strong>, publica pequena nota. Os outros nada dizem. Qual é o objetivo da viagem? porque 10 pessoas? quais benefícios para a cidade? Quais convênios serão estabelecidos? quais acordos? Não interessa saber?</p>
<p align="center"><strong><em>Clique na imagem para ampliar e ler </em></strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_libano_paris.jpg" title="kassab_libano_paris.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_libano_paris.jpg" title="kassab_libano_paris.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_libano_paris.jpg" alt="kassab_libano_paris.jpg" width="552" height="391" /></a></div>
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		<title>Os bistrôs parisienses através dos tempos</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 20:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Blog Images &#38; Visions
 © Foto de Fernando Rabelo. Marais, Paris, 2006


 © Foto de Henri Cartier-Bresson, Paris, 1969

© Foto de Michel Maiofiss, La Joconde, Paris, 1977© Foto de Louis Stettner, Soir de Noel, ile Saint Louis, Paris 1951

© Foto de Edouard Boubat, Saint-Germain-de-Pres, Paris 1953
© Foto de Dennis Stock, Cafe de Flore, Paris [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/02/os-bistros-de-paris-atraves-da.html">Blog Images &amp; Visions</a></h3>
<div align="center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sal8wqWWWeI/AAAAAAAAF_s/U6h9s_rk11g/s320/Bistrot+no+Marais.JPG" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307910811276433890" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 212px; text-align: center" border="0" /> <span style="font-size: 78%">© Foto de Fernando Rabelo. Marais, Paris, 2006</span></p>
<div align="center">
<div align="center"><span style="font-size: 78%"></span></div>
<div align="center"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sal2EToUi4I/AAAAAAAAF_U/-EyESKdD9Ok/s1600-h/Henri+Cartier-Bresson,+Paris,+1969.jpg"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sal2EToUi4I/AAAAAAAAF_U/-EyESKdD9Ok/s320/Henri+Cartier-Bresson,+Paris,+1969.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307903452193786754" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 210px; height: 320px; text-align: center" border="0" /></a> <span style="font-size: 78%">© Foto de Henri Cartier-Bresson, Paris, 1969<br />
</span></p>
<div align="center"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalzOSrs3LI/AAAAAAAAF_E/p5PdkF-DpVw/s1600-h/Michel+Maiofiss,+La+Joconde,+1977.jpg"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalzOSrs3LI/AAAAAAAAF_E/p5PdkF-DpVw/s320/Michel+Maiofiss,+La+Joconde,+1977.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307900325203336370" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 211px; text-align: center" border="0" /></a><span style="font-size: 78%">© Foto de Michel Maiofiss, La Joconde, Paris, 1977</span><a href="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalzODZxyfI/AAAAAAAAF-8/rKqyyCx0Jy8/s1600-h/Louis+Stettner,+Soir+de+Noel,+ile+Saint+Louis,+1951.jpg"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalzODZxyfI/AAAAAAAAF-8/rKqyyCx0Jy8/s320/Louis+Stettner,+Soir+de+Noel,+ile+Saint+Louis,+1951.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307900321101629938" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 217px; text-align: center" border="0" /></a><span style="font-size: 78%">© Foto de Louis Stettner, Soir de Noel, ile Saint Louis, Paris 1951<br />
</span><br />
<a href="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Salyqcens6I/AAAAAAAAF-0/gvRvSrjxq7w/s1600-h/Edouard+Boubat,+Saint-Germain-de-Pres,+1953.jpg"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Salyqcens6I/AAAAAAAAF-0/gvRvSrjxq7w/s320/Edouard+Boubat,+Saint-Germain-de-Pres,+1953.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307899709357536162" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 235px; text-align: center" border="0" /></a><span style="font-size: 78%">© Foto de Edouard Boubat, Saint-Germain-de-Pres, Paris 1953</span></p>
<div align="center"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalypmFJA2I/AAAAAAAAF-k/0Fej2bA4HTg/s1600-h/Dennis+Stock,+Cafe+de+Flore,+1958.jpg"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalypmFJA2I/AAAAAAAAF-k/0Fej2bA4HTg/s320/Dennis+Stock,+Cafe+de+Flore,+1958.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307899694755152738" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 230px; text-align: center" border="0" /></a><span style="font-size: 78%">© Foto de Dennis Stock, Cafe de Flore, Paris 1958</span><a href="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalypL0i1bI/AAAAAAAAF-U/YppKR6DNJSY/s1600-h/Robert+Doisneau,+1966.jpg"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SalypL0i1bI/AAAAAAAAF-U/YppKR6DNJSY/s320/Robert+Doisneau,+1966.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307899687706219954" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 218px; text-align: center" border="0" /></a><span style="font-size: 78%">© Foto de Robert Doisneau, Paris 1966</span></div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Todos os talentos de Jacques Prévert</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 18:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A exposição Paris la Belle, na França, e o lançamento em DVD, no Brasil, de Trágico Amanhecer resgatam um artista de gênio

Luiz Carlos Merten &#8211; O Estado SP
Cidade-luz, Paris é a Meca e a Medina dos cinéfilos, que nela encontram, permanentemente, ciclos de filmes e autores que não podem ser rastreados com tanta facilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A exposição Paris la Belle, na França, e o lançamento em DVD, no Brasil, de Trágico Amanhecer resgatam um artista de gênio</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://ariffart.club.fr/oupropo/images/prevert.jpg" alt="http://ariffart.club.fr/oupropo/images/prevert.jpg" width="290" height="299" /><img src="http://djamilaz.unblog.fr/files/2007/02/prevert2.gif" alt="http://djamilaz.unblog.fr/files/2007/02/prevert2.gif" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Luiz Carlos Merten &#8211; O Estado SP</p>
<p>Cidade-luz, Paris é a Meca e a Medina dos cinéfilos, que nela encontram, permanentemente, ciclos de filmes e autores que não podem ser rastreados com tanta facilidade em nenhum outro lugar do mundo. Mas Paris não é só uma festa de cinema. Se você quer saber o que ocorre no mundo do design e das artes visuais deve seguir de olho na capital francesa. O Centro Charles Pompidou, o Beaubourg, dedica uma grande mostra &#8211; até março &#8211; ao arquiteto e designer Ron Arad. Só para ver os móveis que ele cria &#8211; verdadeiras obras de arte, mas fica a dúvida se são também confortáveis &#8211; já valeria a pena ir à França, mas Paris, encerrada a grande retrospectiva Picasso et les Maitres, no Grand Palais, agora sedia, até dia 28, no Hôtel de Ville, a mais completa exposição sobre Jacques Prévert feita na França.</p>
<p>Paris la Belle. O título vem de um curta que Jacques realizou em parceria com o irmão Pierrre, em 1928, Paris Express, e que foi rebatizado como Paris la Belle, ao ser resgatado, em 1960. Houve outras grandes exposições sobre o artista, antes, mas elas privilegiavam partes de sua obra &#8211; as colagens, as fotografias. N.T. Binh, crítico e historiador &#8211; autor de uma acurada análise da obra de Joseph L. Mankiewicz na coleção Cahiers du Cinéma &#8211; e Eugénie Bachelot-Prévert, neta de Jacques, coassinam a curadoria do evento que revela a multiplicidade dos talentos do grande artista. Se há um artista multimídia, é ele. Homem de teatro, cinema, poeta, autor infantil, pintor, compositor, deixou uma notável contribuição em cada uma dessas mídias. Eugénie sonhava com essa exposição há dois anos, quando se completaram 30 anos da morte de seu avô, em 1977. A falta de patrocínio, na época, inviabilizou o projeto, mas ela teve a sorte de encontrar N.T. Binh, que organizara em 2006, no Hôtel de Ville &#8211; a Prefeitura de Paris -, o evento Paris no Cinema e tinha cacife para propor outra grande mostra. Binh propôs Prévert. Por quê? No catálogo da exposição, ele explica singelamente &#8211; &#8220;Porque Prévert foi sempre um artista identificado com os parisienses&#8230;&#8221;</p>
<p>O próprio prefeito de Paris, Betrand Deanoë, escreve, na abertura do catálogo, que, durante toda a sua vida, Jacques Prévert estabeleceu (e manteve&#8230;) uma excepcional cumplicidade com a capital francesa. Conhecedor das passagens mais secretas dos Grands Boulevards, amigo dos operários, dos pintores de Montmartre e dos escritores de Saint-Germain-des-Près, Prévert cravou a essência de sua poesia no coração de Paris e de seus habitantes. A questão é que não existe um Prévert, mas vários, compondo o itinerário de um artista que foi engajado &#8211; e libertário &#8211; como poucos. N. T. Binh sustenta que, durante toda a sua vida, Prévert não fez outra coisa senão tentar reencontrar a Paris de sua infância. A exposição estabelece etapas do percurso &#8211; a infância, próxima dos Jardins de Luxemburgo; a juventude, quando ele se liga aos surrealistas, integrando a república &#8216;boullionnante&#8217; da Rua Chateu (Castelo).</p>
<p>Após o rompimento com os surrealistas, Prévert produz para o teatro, escrevendo textos engajados para o grupo Outubro. Os anos 30 foram de muita agitação social na França. Prévert, que visitou a Rússia em 1933, voltou militante de causas radicais. Os operários da Citröen preparavam uma greve para hoje à tarde e lhe pediam um texto &#8211; ele o produzia num piscar de olhos. O Prévert dramaturgo vira roteirista de cinema, associando-se a Marcel Carné numa memorável série de filmes que instala a tendência do chamado &#8216;realismo poético&#8217;. O maior desses filmes, O Boulevard do Crime (Les Enfants du Paradis, de 1945) foi considerado numa pesquisa, há cerca de dez anos, como a obra-prima de toda a história do cinema francês, mas a parceria Carné-Prévert inclui outros filmes, como Trágico Amanhecer (Le Jour Se Lève, de 1939), com a dupla clássica Jean Gabin/Arlétty, que acaba de sair em DVD.</p>
<p>Como as coisas ocorrem por ciclos na obra de Prévert, em 1946, ele começa a se afastar do cinema, orientando-se para a poesia (com Paroles) e a canção. É muito interessante assistir aos trechos de filmes e aos clipes que mapeiam o Prévert roteirista e letrista. Ele produziu letras para Edith Piaf, Yves Montand, Juliette Gréco e Nat King Cole. Os três últimos apresentam suas diferentes versões de Feuilles Mortes. Para o espectador brasileiro, é um choque ver a musa do existencialismo cantar Folhas Mortas. Juliette Gréco foi o modelo de Maysa. Existem ainda o Prévert autor infantil, o pintor das colagens e o retratista. Amigo de Juan Miró, Pablo Picasso e Alexander Calder, Jacques brincava com Picasso e dizia que ele era um grande cineasta, embora não soubesse filmar. Picasso retrucava que ele era um grande pintor, mesmo sem saber pintar (nem desenhar). Suas colagens são de uma riqueza &#8211; e uma criatividade e um humor &#8211; extraordinários. O legado da exposição é que Prévert não se fixou em rótulos nem dogmas. Foi libertário de si mesmo. Criou-se, por isso, um verbo. O diretor Jean-Pierre Jeunet conta que, enquanto escrevia O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, ao dar-se conta de que algumas coisas simplesmente não iriam funcionar, ele pedia à sua roteirista, Guillaume Laurant &#8211; &#8220;Aqui, nós precisamos prévertizar.&#8221;</p>
<p align="center"><strong>Juliette Greco</strong></p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="height" value="405" /><param name="width" value="500" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/n9Sfx3c7fR0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" height="405" width="500" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/n9Sfx3c7fR0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
<p align="center"><strong>Yves Montand &#8211; Les feuilles mortes</strong></p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="height" value="405" /><param name="width" value="500" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cOsVVeojMZs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" height="405" width="500" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/cOsVVeojMZs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
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		<title>Cartier-Bresson: o olhar do século 20</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 20:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ O jornalista Pierre Assouline escreveu a biografia, agora lançada no Brasil pela editora L&#38;PM, sobre o fotógrafo francês



 
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Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado SP
Você com certeza já deve ter visto algumas dessas imagens: Sartre na Pont des Arts, Gandhi, um casal se beijando em Paris, um garoto sorridente carregando duas garrafas de vinho na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>O jornalista Pierre Assouline escreveu a biografia, agora lançada no Brasil pela editora L&amp;PM, sobre o fotógrafo francês</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://coeurdejade.canalblog.com/albums/cartier_bresson/m-vin.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://coeurdejade.canalblog.com/albums/cartier_bresson/m-vin.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p align="center"> <img src="http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/wp-content/uploads/2008/12/henri-cartier-bresson131.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/wp-content/uploads/2008/12/henri-cartier-bresson131.jpg" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="center"> <img src="http://iamiam.ca/musing/wp-content/uploads/cartier-bresson-henri-jean-paul-sartre-and-jean-pouillon.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://iamiam.ca/musing/wp-content/uploads/cartier-bresson-henri-jean-paul-sartre-and-jean-pouillon.jpg" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado SP</p>
<p>Você com certeza já deve ter visto algumas dessas imagens: Sartre na Pont des Arts, Gandhi, um casal se beijando em Paris, um garoto sorridente carregando duas garrafas de vinho na Rue Mouffetard, o rosto trágico de Edith Piaf. São de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), sinônimo de fotografia no século 20. Contra sua vontade, ele fundou uma escola e um estilo. A teoria do &#8220;instante decisivo&#8221;, a opção pelo preto-e-branco, a Leica, a recusa ao uso do flash &#8211; tudo isso constituiu uma mitologia em torno do homem que elevou a fotografia à condição de arte (teve exposições em Nova York e no Louvre num tempo em que a fotografia era considerada apenas registro técnico). Ao mesmo tempo, com Robert Capa, fundou o fotojornalismo. Virou ícone e mito mas fez questão de manter sua vida pessoal numa zona de sombra. Seu biógrafo Pierre Assouline tenta levantar o véu de mistério que cerca esse personagem em Cartier-Bresson &#8211; O Olhar do Século, que sai agora pela L&amp;PM (tradução de Julia da Rosa Simões, 352 págs., R$ 56).</p>
<p>Assouline não se contenta em fazer uma biografia convencional. Além de reconstruir a vida de Cartier-Bresson (designado, na França, pela sigla HCB), procura compreender seu processo de trabalho, entender o que faz de uma foto dele algo único, singular, inimitável. Assouline tem prática na coisa. Entre outros, já biografou personalidades como Georges Simenon, Gaston Gallimard e Hergé, o criador de Tintin. É jornalista cultural do Le Monde e mantém no ar o blog literário de maior sucesso em seu país (http://passouline.blog.lemonde.fr/), com milhares de acessos e centenas de comentários por dia. Certo, é na França, mas mesmo assim, invejável.</p>
<p>Compreensão implica entendimento do contexto. HCB vem de família rica. Essa contingência, independente da vontade do sujeito pois ninguém escolhe o berço em que nasce, pode conduzir à soberba, à indiferença ou a nada disso. Já a riqueza do jovem Henri fazia-o sentir culpa em relação às classes desfavorecidas. Menino, recortou do jornal L?Echo de Paris o artigo intitulado De Onde Vem o Dinheiro? e o pregou em cima do espelho, para vê-lo todas as manhãs. A culpa é elemento importante na motivação, ensinou Freud (&#8221;Não é a fé, é a culpa que remove montanhas&#8221;, dizia).</p>
<p>Isso pode em parte explicar a escolha de temas, mas de onde vem a &#8220;estética&#8221; das fotos de HCB, sua incomparável noção de volume, os retratos famosos, instantâneos que parecem resumir toda uma vida dos fotografados? Nesse caso é preciso lembrar que a primeira vocação de Cartier-Bresson foi a pintura &#8211; ele ama Cézanne, em particular. Mas também a literatura, tendo Proust como guia de toda a vida. &#8220;São suas verdadeiras referências culturais&#8221;, escreve Assouline. &#8220;São seus ?fotógrafos? de cabeceira.&#8221; O jovem Henri cuida também da parte &#8220;técnica&#8221; e se matricula na escola de André Lothe, onde trabalha a pintura e, em especial, o desenho. Vai com regularidade ao Louvre e copia obras dos mestres. De Lothe apanha o &#8220;vírus&#8221; da geometria. Adota como seu o lema da Academia de Platão: &#8220;Quem não for geômetra, não entre.&#8221;</p>
<p>O curioso é que, na composição da personalidade de HCB, o espírito de geometria tenha de se afinar com o que parece ser seu oposto &#8211; a convivência com Breton e Aragon, e portanto com o surrealismo, seu flerte com o inconsciente, o acaso e o desejo. Dessas exigências contrárias ele tira a síntese que seria a grande lição de Lothe: não existe liberdade sem disciplina. Na verdade, o que acontece nesses anos de formação é menos a aquisição de uma técnica ou o aprendizado de um ofício do que a formação de um olhar. Olhar que, por sua vez, encontra na flexibilidade de um aparelho fotográfico alemão o seu veículo perfeito. Esse é um dos casamentos do século: HCB e a sua Leica.</p>
<p>União que poderia ser menos fértil caso HCB fosse um artista de gabinete. Pelo contrário, ele se mostrou viajante incansável, tendo morado em vários países. Além disso, buscou sempre fazer-se presente onde as coisas aconteciam, ou poderiam acontecer. Esteve na guerra civil na Espanha, foi feito prisioneiro durante a 2ª Guerra Mundial, escapou e assistiu à Liberação de Paris. Registrou, com terror, a caça aos colaboracionistas. Estava na Índia quando Gandhi foi assassinado e foi dos últimos a vê-lo com vida. Em contato com o inesperado da experiência, era insuperável na escolha daquele momento único no qual o obturador deve ser disparado para captar uma imensidão de vida em uma fração dela. Toda a arte da fotografia está na escolha desse momento, que HCB definiu como o &#8220;instante decisivo&#8221;. Por isso, um dos seus personagens, Sartre, pôde defini-lo como &#8220;o homem que fotografou a eternidade&#8221;.</p>
<p>Em tempo: o próprio Henri Cartier-Bresson odiava ser fotografado. Só deixou sua imagem ser captada em raras e especiais ocasiões.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_mmP80g0QO-U/SK8RCH6u2VI/AAAAAAAADYU/rJ09fCN-gKY/s400/HenriCartierBresson.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_mmP80g0QO-U/SK8RCH6u2VI/AAAAAAAADYU/rJ09fCN-gKY/s400/HenriCartierBresson.jpg" /></div>
<div id="c">
<h3>&#8221;Tive toda a liberdade, esse era nosso pacto&#8221;</h3>
<p>Assouline fala sobre seu biografado, de quem foi amigo</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Luiz Zanin Oricchio</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p><strong>Você é biógrafo e era amigo de Cartier-Bresson. Essas duas condições não se contradizem? </strong></p>
<p>Não há contradição, mas complementariedade. Eu tinha toda a liberdade e jamais refreei meu espírito crítico. Caso contrário eu não poderia escrever e teria renunciado ao projeto. Era nosso pacto.</p>
<p><strong>No fim do volume você escreve que o livro é produto de cinco anos de conversas, correspondência, pesquisas, etc. Como organizou o material?</strong></p>
<p>Exatamente da mesma maneira que as outras nove biografias que escrevi. Recolhi material durante alguns anos e, em seguida, coloquei tudo no chão, olhei as peças do quebra-cabeça, ajeitei-as e escrevi.</p>
<p><strong>Duas reaparições constantes na vida de HCB, que fazem pensar no &#8220;rosebud&#8221;, de Welles: a frase &#8220;de onde vem o dinheiro&#8221; e sua faca de estimação Opinel.</strong></p>
<p>A frase é seu rosebud escrito, Opinel, seu rosebud objeto. Isso guiou sua vida. A frase o influenciou porque ele era complexado pelo fato de ser filho de família rica.</p>
<p><strong>A trajetória de HCB parece surpreendente &#8211; da pintura à foto e da foto de volta à pintura. Como compreendê-la ?</strong></p>
<p>Nem tão surpreendente assim, porque se trata menos da pintura do que do desenho. Ele formou seu olhar de fotógrafo no Louvre e na Academia Lothe. O importante não é nem o material e nem a técnica. É o olhar.</p>
<p><strong>Em todo caso, essa formação parece bastante paradoxal: da pintura (da educação com Lothe, vem o senso de geometria e a admiração por Piero della Francesca); da convivência com os surrealistas, o trabalho com o inconsciente, o amor pelo acaso, etc. Como conciliar tudo isso?</strong></p>
<p>O surrealismo é a sua juventude. A geometria é seu ser profundo. É o ying e o yang, o surrealismo e a geometria. Ele é produto dos dois. Da loucura na razão, a emoção que corrige a regra, é isso a irrupção permanente do surrealismo em seu espírito de geometria. Pode-se mesmo dizer, em alusão a Pascal, que HCB é o encontro entre o espírito de fineza e o espírito de geometria.</p>
<p><strong>HCB era um viajante, cobriu guerras, esteve em vários países em momentos importantes como o assassinato de Gandhi, por exemplo. Você o imagina fora do contexto de um século tão violento e cheio de contradições como o século 20?</strong></p>
<p>Não imagino. Eu o tomo como ele é e no tempo em que ele viveu. Imaginar um outro HCB seria da ordem da ficção científica.</p>
<p><strong>Alguns aspectos técnicos são interessantes em sua carreira. Por que o preto-e-branco e não as cores? Por que a Leica e não outra câmera?</strong></p>
<p>Abaixo a técnica! O preto-e-branco correspondia à sua sensibilidade. Quanto à Leica, era o aparelho que melhor correspondia, por sua leveza, sua manejabilidade, sua discrição, ao seu desejo de ser repórter.</p>
<p><strong>A teoria do instante decisivo, o preto-e-branco, etc. &#8211; para HCB tudo isso diz respeito a uma estética ou a uma ética da imagem.</strong></p>
<p>Uma somada à outra.</p>
<p><strong>Entre as viagens de HCB notei a ausência de América Latina, com exceção de Cuba. Por quê?</strong></p>
<p>Uma vida não é suficiente para esgotar o mundo. Ele era europeu antes da guerra. Com uma longa permanência no México. Em seguida, voltou-se para a Ásia.</p>
<p><strong>As relações de HCB com o cinema são muito interessantes, em especial sua colaboração com Jean Renoir. Por que ele não seguiu esse caminho?</strong></p>
<p>Porque ele compreendeu que seria melhor fotógrafo que cineasta. A foto é o individualismo, a solidão, a liberdade. O cinema é o coletivo, o grupo, o peso.</p>
<p><strong>Muitas vezes os biógrafos tentam esgotar o assunto. Notei que você preserva um lado &#8220;misterioso&#8221; de HCB&#8230;</strong></p>
<p>Concordo plenamente. Guardemo-nos da tentação de tudo explicar.</p>
<p><strong>Por que as biografias e como explica o sucesso de seu blog sobre literatura?</strong></p>
<p>Em relação ao blog é a fidelidade dos leitores a um blog que, por sua vez, lhes é fiel porque temos um encontro marcado em torno de um novo artigo a cada dia. E depois há a questão da credibilidade. Quanto ao porquê da biografia, eu precisaria escrever um tratado para lhe responder. Tenho uma nova biografia em preparação, sobre um personagem em relação ao qual ninguém pensa e com uma forma que pretende revolucionar o gênero&#8230;</p></div>
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		<title>Os anos 70 na fotografia norte-americana</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 19:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<title>Uma idéia estranha em Paris</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 16:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP
Comerciantes franceses esperavam o Natal com angústia. Temiam um naufrágio. Após seis meses de crise, donos de mercearias, butiques de luxo ou hipermercados estavam com a pulga atrás da orelha. Mas foi o contrário. Os franceses gastaram muito. Eles se entregaram às compras &#8220;descontroladas&#8221;, segundo observadores especializados. No total, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://paris.metblogs.com/archives/images/2006/11/5C220074-paris-galeries-lafayette.jpg" alt="http://paris.metblogs.com/archives/images/2006/11/5C220074-paris-galeries-lafayette.jpg" /></div>
<p>Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP</p>
<p>Comerciantes franceses esperavam o Natal com angústia. Temiam um naufrágio. Após seis meses de crise, donos de mercearias, butiques de luxo ou hipermercados estavam com a pulga atrás da orelha. Mas foi o contrário. Os franceses gastaram muito. Eles se entregaram às compras &#8220;descontroladas&#8221;, segundo observadores especializados. No total, os gastos na festas de 2008 deverão ser iguais ou um pouco superiores aos de 2007.</p>
<p>Não demorou para aparecer o tradicional exército de sociólogos, psicanalistas, filósofos para explicar o paradoxo. Eles foram rapidamente convocados às estações de rádio e televisão para despejar os habituais oceanos de banalidades. Dois pontos de vista se destacam. Para uns, a França tem uma poupança enorme. Sendo assim, as famílias esbanjaram as reservas por estar convencidas de que a crise não será longa.</p>
<p>Para outros, é o contrário. Os franceses esperam um ano de 2009 execrável: falências, desemprego, suicídios. E resolveram gozar uma última vez antes do desastre, escolheram &#8220;morrer sorrindo&#8221;. É a síndrome do Titanic.</p>
<p>Uma idéia estranha circula por Paris: a presente crise não existe. Os políticos a inventaram, por razões obscuras, e os meios de comunicação, encantados, seguiram atrás. Tudo isso é uma mentira, um embotamento dos espíritos. A verdade é que tudo vai muito bem. Uma sondagem de opinião espantosa foi publicada: 50% dos franceses acham que &#8220;tudo vai muito bem&#8221;.</p>
<p>Nada parecido com isso na Inglaterra. Lá, as pessoas estão apertando o cinto. As grandes lojas, atoladas em encalhes, lançam liquidações com oito dias de antecedência, na célebre Knighstbridge, na Harvey Nichols, na Selfridges.</p>
<p>Woolworths, MFI e Zavvi (ex-Virgin Megastores) estão sob administração judicial. Espera-se a bancarrota de dez cadeias comerciais em janeiro.</p>
<p>Para o Natal, as lojas baixaram seus preços de 20% a 50%, mas os porta-moedas ficaram hermeticamente fechados.</p>
<p>A explicação seria a seguinte: a economia inglesa está sendo puxada cada vez mais pelos serviços e, sobretudo, os serviços financeiros. O parque produtivo inglês é reduzido e de baixa qualidade.</p>
<p>Assim, a crise, que é financeira, atingiu com toda força a Inglaterra, mais que qualquer outro país, e, singularmente, as altas finanças da City, o distrito financeiro de Londres.</p>
<p>Há semanas se recolhem os operadores arruinados com pás nas calçadas da City, como se fossem as folhas mortas de outono. Ora, esses traders, jovens luxuosos, esnobes, dândis, aristocráticos e vulgares tinham o hábito de esbanjar as enormes gratificações, suas gratificações imorais, no Natal.</p>
<p>Nada de gratificações neste ano. Em lugar das gratificações, chutes no traseiro! Nessas condições, com o traseiro dolorido e os bolsos vazios, quem iria despejar fortunas na Harrods, na Woolworths ou na Knightsbridge?</p>
<p>É essa a desgraça da Inglaterra. Já se explicou amiúde aos países subdesenvolvidos que é perigoso basear toda uma economia numa &#8220;monocultura&#8221;, de trigo, milho, cacau ou canela. Isso também vale para os países superdesenvolvidos, como a Inglaterra, que se entregou cegamente a uma &#8220;monocultura&#8221;, a monocultura do dinheiro.<br />
<strong><br />
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris </strong></p>
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		<title>Inverno no museu</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 21:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[cartas de paris


Não por acaso é no inverno que os museus de Paris desabrocham. Com a abstinência de parques e jardins que o frio impõe, eles são o programa inescapável da estação. Resultado: filas gigantescas e público recorde em várias exposições temporárias organizadas nos quatro cantos da cidade. Difícil é decidir onde ir primeiro.
A maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6 style="background-color: #ffff99"><font size="4">cartas de paris</font></h6>
<h4 class="tituloPost"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=inverno-no-museu&amp;cod_Post=148004&amp;a=111"><br />
</a></h4>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/12/129_114-carol%202.jpg" align="left" />Não por acaso é no inverno que os museus de Paris desabrocham. Com a abstinência de parques e jardins que o frio impõe, eles são o programa inescapável da estação. Resultado: filas gigantescas e público recorde em várias exposições temporárias organizadas nos quatro cantos da cidade. Difícil é decidir onde ir primeiro.</p>
<p>A maior atração da atual temporada é a exposição Picasso e os mestres, que fica até 2 de fevereiro no Grand Palais. Parisienses e turistas se apertam em filas rocambolescas e se sujeitam a listas de espera para fazer parte das 6,5 mil pessoas que diariamente visitam o evento. A proposta é estabelecer um diálogo entre a obra do pintor espanhol e os principais artistas que o influenciaram. Assim, As Meninas, de Vélazquez (emprestado do Museu do Prado, em Madri) está ao lado da tela homônima em que Picasso fez a releitura cubista da obra. Além destas, outras duas centenas de obras demonstram a grandiosidade do trabalho do pintor cubista, reunindo num mesmo espaço diversas referências da história da arte. Em uma palavra: imperdível.</p>
<p>Eu não me canso de ver Monet e por isso mesmo sou assídua frequentadora do pouco conhecido museu criado pelo espólio da família dele, chamado Marmottan. Até o dia 15 de fevereiro acontece por lá uma exposição chamada O olho impressionista, que relaciona a evolução da obra do artista à doença visual de que ele sofria, uma catarata que na época era irreversível. Como o trabalho dele sempre se baseou na releitura das mesmas paisagens (uma ponte, as flores aquáticas), fica bem perceptível a perda da definição e a confusão de cores ao se comparar peças produzidas depois de uma certa idade com aquelas feitas ainda com a visão perfeita. Junto das obras, as cartas do artista relatando sua frustração são de uma sinceridade emocionante.</p>
<p>Aos amantes da arte moderna também não faltam opções. No palácio de Versailles, a vinte minutos de Paris, acontece até 4 de janeiro a primeira retrospectiva da obra do nova-iorquino Jeff Koons, um dos mais famosos artistas plásticos contemporâneos. A idéia de colocar uma lagosta inflável gigante no meio de um dos aposentos do rei Luís XIV ou um coelho prateado de um metro de altura no chamado salão da Abundância chocou a sociedade parisiense – muitos foram os que escreveram artigos raivosos na imprensa chamando a exposição de desrespeito. O artista, claro, adorou a polêmica, e nem que seja só por curiosidade, a visita vale a pena.</p>
<p>A lista de grandes exposições não acaba aí. Uma retrospectiva histórica da ocupação de Napoleão no Egito organizada pelo Instituto do Mundo Árabe, fotos de Henri-Cartier Bresson e da francesa Sabine Weiss, uma homenagem ao artista plástico Jacques Villeglé, que utilizou cartazes publicitários de uma Paris convulsionada pelas manifestações de 1968 como matéria-prima de colagens cheias de conteúdo político – tem para todo gosto. Quem está de viagem marcada para Paris e gosta de arte nem vai sentir tanto o inverno gelado que se anuncia.</p>
<p><em><strong>Carolina Nogueira</strong> é jornalista e mora há dois anos em Paris, de onde mantém o blog Le Croissant (www.le-croissant.blogspot.com). Em Brasília, trabalhou no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil e hoje é repórter licenciada da TV Câmara. Mãe dos gêmeos João e Pedro, ela faz um mestrado em literatura lusófona na Sorbonne e escreve no <strong>Blog de Noblat</strong> sempre às quintas-feiras.</em></p>
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