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	<title>Blog do Favre &#187; parto</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Um arcebispo mais ou menos</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 19:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONTARDO  CALLIGARIS 
FOLHA SP





  Lula se expressou numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico



NA SEMANA passada, no Recife,  descobriu-se que uma menina de nove anos estava grávida de gêmeos. A mãe imaginava que  a barriga crescente fosse o efeito de  um parasito. Mas não era um parasito; era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">CONTARDO  CALLIGARIS</font></strong><strong><font size="+1" color="#000080"> </font></strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="447" height="102">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <strong><em> <font size="4">Lula se expressou numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico</font></em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>NA SEMANA passada, no Recife,  descobriu-se que uma menina de nove anos estava grávida de gêmeos. A mãe imaginava que  a barriga crescente fosse o efeito de  um parasito. Mas não era um parasito; era o padrasto, que abusava regularmente a menina e a irmã (de 14  anos, portadora de uma deficiência  mental). O abuso começou quando  as crianças tinham, respectivamente, seis e 11 anos.<br />
O padrasto foi preso, e uma equipe  médica, autorizada pela mãe, interrompeu a gravidez da menina, seguindo a lei brasileira, que permite a  interrupção de gravidez em caso de  risco de vida para a mãe e também  em caso de estupro.  Quem conhece alguma menina de  nove anos pode facilmente imaginar  o que significaria submeter aquele  corpo a uma gravidez completa e a  um parto duplo.<br />
Além disso, qualquer um pode intuir que carregar na barriga, parir e  &#8220;maternar&#8221; o fruto de um estupro é  devastador para a mãe assim como  para os eventuais rebentos dessa catástrofe.  Alguém dirá: &#8220;Mas a mulher acabará esquecendo o estuprador (que  foi gentil, nem a matou, não é?), e o  sentimento materno prevalecerá&#8221;.  Esse conto de fada (machista) não se  aplica no caso da menina de Recife.<br />
Pede-se o quê? Que ela esqueça que,  durante três anos, quem devia ser  para ela o equivalente a um pai se  serviu de seu corpo de uma maneira  que ela não tinha condição de entender e num quadro em que ela não tinha a quem recorrer, é isso?  No meio da semana, o arcebispo  de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, declarou que os que estivessem envolvidos na interrupção  da gravidez da menina (a mãe, os  médicos, os enfermeiros) fossem excomungados. Agora, o padrasto não;  pois o crime dele seria mais leve. Isso, segundo o bispo, é a &#8220;lei de Deus&#8221;.  O bispo se confundiu: essa não é a  lei de Deus, é a lei da Igreja Católica.<br />
E faz alguns séculos que essa igreja  não tem mais (se é que um dia teve)  a autoridade moral para ela mesma  acreditar que seus decretos sejam  expressão da vontade divina. Portanto, sua persistência em tentar  convencer os fiéis de que a voz da  igreja coincide com a voz de Deus se  parece estranhamente com a conduta do padrasto da história (e de  qualquer pedófilo): trata-se, em ambos os casos, de tirar proveito da  &#8220;simplicidade&#8221; de crianças e ingênuos.  Mas voltemos aos fatos. O presidente Lula, &#8220;como cristão e como  católico&#8221;, achou lamentável a declaração do arcebispo. Dom José não  gostou e afirmou que o presidente  Lula é &#8220;um católico mais ou menos&#8221;.<br />
O presidente Lula se expressou  numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico. Ou  seja, se a igreja diz algo que contraria  seu entendimento da mensagem de  Cristo, tanto pior para ela.  A mensagem cristã da qual se trata  não tem a ver com a interrupção de  gravidez. Ela é mais fundamental:  trata-se da liberdade do indivíduo e  da consciência em sua relação com  Deus. Explico.<br />
É trivial constatar que, na modernidade, a decisão moral é um questionamento constante e, às vezes,  atormentado: cada um, levando em  conta as ideias de seu grupo, seus valores mais singulares, seus sentimentos, sua fé (se ele tem uma) e os  fatos (caso a caso), chega a uma decisão ou a uma opinião que acredita  justa.  Um pouco menos trivial é lembrar  que esse aspecto da modernidade é o  melhor fruto da tradição judaico-cristã e, mais especificamente, da  novidade cristã, pela qual Deus pode  ser o mesmo para todos porque ele  não se relaciona com grupos ou pelo  intermédio de grupos, mas com cada indivíduo, um a um.<br />
Ser moderno não significa topar  qualquer parada e perder-se no relativismo. Ao contrário, ser moderno  (e ser cristão) significa tomar a responsabilidade de decidir no nosso  foro íntimo o que nos parece certo  ou errado. Claro, é mais difícil do  que procurar respostas feitas e abstratas no direito canônico. Mas, contrariamente ao que deve achar dom  José, ninguém nunca disse que ser  cristão (e moderno) seja fácil.<br />
Felicito o presidente Lula, que falou como cristão, ao risco de parecer &#8220;católico mais ou menos&#8221;. Quanto a dom José, ele falou como católico e se revelou como um &#8220;cristão mais ou menos&#8221;. O dia em que ele quiser ser cristão, ele nos dirá, com suas palavras, por que e como, em seu foro íntimo, acha o gesto de quem interrompeu a dupla gravidez de uma criança de 30 quilos muito mais grave do que a abjeção de um padrasto que, por três anos, estuprou suas enteadas.</p>
<p><strong><a href="mailto:ccalligari@uol.com.br">ccalligari@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Comportamento de alto risco</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 20:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis


Evandro Éboli &#8211; O Globo
Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/comportamento-de-alto-risco/7400/" rel="attachment wp-att-7400" title="dst-conhecerparaseproteger.gif"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/comportamento-de-alto-risco/7400/" rel="attachment wp-att-7400" title="dst-conhecerparaseproteger.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/dst-conhecerparaseproteger.gif" alt="dst-conhecerparaseproteger.gif" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Evandro Éboli &#8211; O Globo</p>
<p>Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi a que teve maior registro. Segundo o Ministério da Saúde, esta doença não causa riscos para o bebê se a mulher não apresentar verrugas e lesão. Mas, do total de grávidas examinadas, 13,5% adquiriram doenças mais graves como gonorréia, clamídia e sífilis, que podem provocar morte do feto, má-formação óssea, cegueira e levar ao parto prematuro. Esses dados são os que mais preocupam autoridades do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do governo.</p>
<p>— São dados que chamam a atenção porque são doenças que causam mais danos ao binômio mãe-bebê. São problemas que têm diagnóstico, tratamento e cura, mesmo adquiridos na gravidez — disse o coordenador da unidade de DST do Programa DST-Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto.<br />
Segundo o coordenador, são doenças cujo tratamento está disponível na rede pública de saúde e os medicamentos usados são de custo muito baixo, com preços que variam de R$ 0,39 a R$ 5.<br />
Pinto destaca ainda que quase metade das grávidas pesquisadas (49,2%) nunca usa preservativo com parceiro fixo. Para o coordenador, a camisinha deve ser usada sempre, independentemente de se ter parceiro fixo ou eventual.</p>
<p>— Não se pode garantir que o parceiro fixo não transmite doença. É um tema delicado para ser abordado, mas o governo não pode impor. Os homens e mulheres é que devem decidir se vão adotar métodos seguros. É o livre-arbítrio.<br />
A pesquisa também ouviu 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias, grupo que apresentou o menor índice de ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis: apenas 5,2%. Quase a totalidade desses entrevistados (95,5%) respondeu que faz sexo apenas com mulheres. Apenas 1,5% afirmou ter relações homossexuais.</p>
<p><strong>Mulheres se protegem mais que os homens</strong></p>
<p>O terceiro grupo abordado na pesquisa foi o de homens e mulheres atendidos em serviços de saúde especializados em DSTs. Dos 3.210 pesquisados, 51% apresentaram algum tipo de infecção. A mais comum foi o HPV, doença diagnosticada em 32,6%. O HPV é uma lesão conhecida como crista de galo e aparece em forma de uma verruga no colo do útero, e também no pênis e no ânus. A sua transmissão pode ocorrer também por sexo oral ou por contaminação por meio de toalha, roupa íntima, vaso sanitário ou banheira, por exemplo.<br />
Em relação ao comportamento sexual dos brasileiros, as mulheres aparecem como mais cuidadosas: 47,3% delas responderam usar sempre camisinha com parceiros eventuais; 35% dos homens afirmaram usar preservativo.<br />
Esse estudo é considerado o de maior porte realizado pelo governo federal nessa área da saúde. A pesquisa conclui ainda que a chance de desenvolver as doenças sexuais é maior em pessoas com menos de 20 anos.<br />
Os jovens e adolescentes formam o grupo que menos se relaciona com parceiros fixos, uma das razões de estarem vulneráveis às DSTs. Outros fatores que contribuem para o aumento do risco são o não uso do preservativo, coito anal e as drogas injetáveis.<br />
A pesquisa foi realizada em Manaus, Fortaleza, Goiânia, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Valdir afirmou que as regiões escolhidas apresentam características socioeconômicas e demográficas diferentes.</p>
<p>— Mas os resultados demonstraram que não há diferença de percentuais das doenças.<br />
O índice de grávidas infectadas por essa doença sexual em regiões como Norte e Nordeste é igual ao do Sudeste — disse o coordenador do programa.</p>
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