<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Paz</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/paz/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 18:23:16 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>É hora de romper o círculo vicioso</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Abba]]></category>
		<category><![CDATA[árabes]]></category>
		<category><![CDATA[egito]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Faixa de Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[israelenses]]></category>
		<category><![CDATA[militares]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/</guid>
		<description><![CDATA[ 

Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP
Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.
Essa desproporcionalidade fortaleceria os candidatos extremistas nas eleições israelenses e atenderia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/israel_palestina.jpg" alt="israel_palestina.jpg" width="552" height="369" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong>Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP</strong></font></p>
<p>Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.</p>
<p>Essa desproporcionalidade fortaleceria os candidatos extremistas nas eleições israelenses e atenderia aos objetivos dos fanáticos na Faixa de Gaza e no mundo árabe.</p>
<p>Operações militares desproporcionais nada mais são do que vingança. E vingança nada mais é do que a satisfação de instintos primitivos básicos.</p>
<p>Vejo o Hamas como um bando de criminosos que, há muito tempo, direciona sua ação contra civis israelenses. Nos últimos anos, nada menos do que 10.000 foguetes foram lançados pelo grupo contra cidades e povoados dentro de Israel.</p>
<p>O Hamas também é um bando de criminosos porque usa civis palestinos como escudos humanos e porque, cinicamente, esconde-se atrás de mulheres e crianças.</p>
<p>Mas matar mais civis palestinos não vai levar a nada, já que os radicais islâmicos não se importam absolutamente com essas mortes.</p>
<p>Como o líder do grupo na Síria, Khaled Meshal, disse recentemente, &#8220;a atual geração de palestinos pode ser sacrificada&#8221;.</p>
<p>A única resposta eficaz é um ataque bem calculado, proporcional, contra os criminosos do Hamas, que tente ao máximo poupar a vida de palestinos inocentes. O Egito está intermediando um cessar-fogo e Israel tem de dar uma chance a essa mediação.</p>
<p>Não devemos nos esquecer que o maior revés para o Hamas seria um eventual acordo de paz entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas. Um acerto desse tipo entre palestinos e israelenses é possível &#8211; e talvez até mesmo iminente.</p>
<p><strong>* Amos Oz é escritor israelense</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8221;Solução de dois Estados só depende de Israel&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/solucao-de-dois-estados-so-depende-de-israel/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/solucao-de-dois-estados-so-depende-de-israel/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 14:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[árabes]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[israelenses]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente-médio]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/solucao-de-dois-estados-so-depende-de-israel/</guid>
		<description><![CDATA[



Jimmy Carter: ex-presidente americano; segundo Carter, medida não foi adotada até agora porque israelenses rejeitam se retirar da Cisjordânia

&#160;
Reza Aslan, Global Viewpoint &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter debate as perspectivas para uma solução de dois Estados para a crise palestino-israelense, bem como a política externa americana diante do Irã.
Segundo os argumentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.chinadaily.com.cn/world/2007-05/21/xin_18050421084960260554.jpg" alt="http://www.chinadaily.com.cn/world/2007-05/21/xin_18050421084960260554.jpg" width="200" height="226" /><img src="http://arrastao.org/ficheiros/800px-israel_and_palestine_peace.png" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://arrastao.org/ficheiros/800px-israel_and_palestine_peace.png" width="313" height="181" /></div>
</h3>
<p><strong>Jimmy Carter: ex-presidente americano; segundo Carter, medida não foi adotada até agora porque israelenses rejeitam se retirar da Cisjordânia</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Reza Aslan, Global Viewpoint &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter debate as perspectivas para uma solução de dois Estados para a crise palestino-israelense, bem como a política externa americana diante do Irã.</p>
<p>Segundo os argumentos do seu novo livro, &#8220;Podemos chegar à paz na Terra Santa: Um plano que vai funcionar&#8221;, a imensa maioria dos israelenses e palestinos já aceita os parâmetros de uma solução de dois Estados. Então por que a solução de dois Estados ainda parece tão longe de se tornar realidade?</p>
<p>Até o momento isso se deveu ao fato de os israelenses não estarem dispostos a dar um passo fundamental, que é a retirada da Cisjordânia. Isso é central para a solução do conflito, e Israel não apenas continuou a aumentar o número de assentamentos no território como também construiu uma muralha na área palestina da Cisjordânia. Se os israelenses aceitarem a solução, terão de se retirar da Cisjordânia e eles ainda não demonstraram disposição em fazê-lo.</p>
<p><strong>Parece que durante cerca de 40 anos o status quo beneficiou Israel. Mas agora parece que ocorreu uma virada, em termos demográficos. Não falta muito tempo para que haja mais árabes do que judeus entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão. Esta não é a verdadeira ameaça à existência de Israel? </strong></p>
<p>Exato. Logo haverá uma maioria árabe naquele território de um único Estado, o que significa que Israel terá apenas três opções completamente inaceitáveis. Uma delas é o que se pode chamar de limpeza étnica, coisa que ninguém deseja, e isto significa obrigar os palestinos a deixar o território. A segunda opção seria ter um país dentro do qual houvesse duas classes de cidadãos: uma delas seria composta pelos judeus, que teriam direito ao voto; a outra seria formada pelos árabes sem direito ao voto. E isso seria equivalente ao apartheid sul-africano.</p>
<p>A terceira e última opção é deixar que os árabes detenham a maioria dos votos, e com alguma divisão entre os judeus, e os árabes votando em bloco, eles controlariam todo o governo e não haveria mais um Estado judaico. Estas são as opções, excluída a solução de dois Estados.</p>
<p><strong>Parece que a opinião pública e a mídia americanas estão mais dispostas a criticar Israel após a guerra em Gaza.</strong></p>
<p>As pesquisas mostram que isso é verdade. Acho que veremos grandes mudanças, e a demonstração mais concreta é a eleição de Barack Obama. Desde sua primeira semana na presidência, ficou claro que a paz no Oriente Médio será uma de suas prioridades. E o enviado especial escolhido por ele, George Mitchell, é muito mais qualificado do que muitos de seus predecessores.</p>
<p>A maioria dos israelenses está disposta a abrir mão da Cisjordânia em troca da paz, e os palestinos desejam a mesma coisa. A poderosa voz do presidente dos EUA terá um imenso impacto sobre a opinião pública, não somente no seu país, mas também nos territórios palestinos e em Israel.</p>
<p><strong>Qual seria a principal lição que o presidente deveria aprender a partir da sua experiência nas tentativas de encerrar o conflito no Oriente Médio? </strong></p>
<p>Os EUA precisam desempenhar um papel forte desde os primeiros momentos de seu governo, sendo enfáticos nos esforços para conduzir as negociações até a sua conclusão. É necessário agir logo, demonstrar comprometimento profundo e ser persistente.</p>
<p><strong>Este processo começa com o reconhecimento do papel desempenhado pelo Hamas nas negociações?</strong></p>
<p>Ainda é cedo para isto. O Hamas se comprometeu a aceitar qualquer acordo negociado com Israel, desde que seja submetido ao povo palestino em um plebiscito, ou se for eleito um governo de unidade e os representantes do governo aprovarem o acordo. Este é um importante passo a ser dado quando chegar o momento nas negociações com o Hamas.</p>
<p><strong>Talvez agora tenhamos a oportunidade de reconsiderar os últimos 30 anos de política externa americana em relação ao Irã. Que conselho daria a Obama a respeito do melhor modo de tentar uma aproximação com o Irã?</strong></p>
<p>Ele já prometeu, antes e depois de ser eleito presidente, que abrirá todas as formas de comunicação com o Irã. Se você descartar o presidente Mahmud Ahmadinejad e se aproximar de membros mais responsáveis do governo do Irã, penso que, quando Obama enviar alguém para explorar as possibilidades de negociação, acho que essa pessoa será bem recebida. Meu conselho para Obama é simplesmente fazer o que prometeu que faria: abrir um canal de comunicações com o Irã.</p>
<p><strong>O senhor é otimista com relação à situação no Irã e no Oriente Médio daqui a oito anos?</strong></p>
<p>Sim, comparando com as circunstâncias atuais, de onde partimos. O melhor meio de restringir os movimentos potenciais do Irã para aumentar sua capacidade nuclear é conseguir a paz entre israelenses e palestinos, acabar com a guerra oficial entre Israel e Síria, Israel e Líbano. Acho que isso eliminaria, e muito, a ameaça da qual os iranianos sentem que precisam se defender. E de uma maneira mais geral, debilitaria a influência de Teerã e seu prestígio, que cresceu por causa da guerra do Iraque. Assim, o fim da guerra no Iraque e a paz no Oriente Médio seriam duas coisas que colocariam o Irã de volta a uma posição em que sua influência negativa em prol do terrorismo diminuiria, e o país sentiria menos necessidade de ter armas nucleares para se defender.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/solucao-de-dois-estados-so-depende-de-israel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional em memória das vitimas do Holocausto</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 14:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[árabes]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[holocausto]]></category>
		<category><![CDATA[homossexuais]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[nazistas]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Shoa]]></category>
		<category><![CDATA[tolerância]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[xenofobia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto/</guid>
		<description><![CDATA[Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
São Paulo-SP, 27 de janeiro de 2009
 Foto Ricardo Stuckert / PR


Meus amigos e minhas amigas,
Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto<br />
São Paulo-SP, 27 de janeiro de 2009</strong></p>
<div align="center"> <font size="1"><em>Foto Ricardo Stuckert / PR</em><br />
</font></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.info.planalto.gov.br/imagens/Fotografia_imagens/foto_grande/27012009G00007.JPG" alt="Presidente Lula participa de cerimônia do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto _(São Paulo, SP, 27/01/2009) _Foto: Ricardo Stuckert/PR" width="553" height="357" /></div>
<p>Meus amigos e minhas amigas,</p>
<p>Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer que me sinto pessoalmente envolvido com a instituição desta data. Em agosto de 2004, recebi de uma comitiva do Congresso Judaico Mundial e de líderes comunitários brasileiros – certamente alguns deles estão aqui presentes – uma petição à ONU solicitando medidas mais concretas na luta contra o anti-semitismo. Assinei de imediato o documento, afinal, o Estado brasileiro foi co-patrocinador de diversas resoluções da ONU afirmando a importância de rememorar aquela tragédia. Mais tarde, eu soube que o Brasil foi o primeiro país a subscrever aquela petição. Soube também que ela serviu de base para consagrar 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.<br />
Hoje, como em todos os dias, devemos nos empenhar na luta da memória contra o esquecimento. É preciso manter viva a lembrança, para que nunca mais se repita o assassinato em massa, o genocídio como ideologia e a limpeza étnica como razão de Estado.<br />
O regime nazista promoveu a mutilação espiritual, a humilhação moral, a ruína material e a eliminação física de milhões de homens, mulheres e crianças. Vitimou judeus, comunistas, homossexuais, negros, ciganos, testemunhas de Jeová e todos que considerou inferiores na raça, no credo e na cor. O holocausto marcou o auge da crueldade humana e configurou o maior episódio de violência e covardia de nossa história, um episódio que não deveria ter ocorrido e que não pode nunca mais voltar a ocorrer.<br />
É certo que a intolerância e a xenofobia ainda não foram totalmente extintas. No entanto, em todo o mundo a sociedade vem dando importantes passos na superação dos preconceitos. Um grande exemplo acaba de se concretizar nos Estados Unidos. Lá, há poucas décadas, negros e brancos não tinham os mesmos direitos. E hoje, pela primeira vez, um negro é presidente dos Estados Unidos. O combate ao ódio e à discriminação já não é um grito isolado, mas integra o ideário das sociedades dos mais diferentes países.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
Ao participar deste evento, ano após ano, busco demonstrar o profundo respeito que eu e todo o governo nutrimos pelas comunidades que compõem a grande nação brasileira. Eu me orgulho de ser presidente de um país marcado pela diversidade, onde a tolerância garante o respeito mútuo a todos. Temos uma legislação clara e rigorosa no que se refere a todas as formas de intolerância. Somos uma das poucas democracias do mundo, talvez a única, em que a Constituição garante que para crime de racismo não deve existir nem fiança, nem prescrição.<br />
O Brasil não aceita discriminação. Judeus e árabes, sejam religiosos ou não, convivem pacífica e harmoniosamente em nossas cidades, dividem espaços e compartilham a construção e o desenvolvimento do Brasil. Por isso, o conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio, atinge os corações e as mentes de todos, e nos obriga a evitar que o ódio contamine o nosso país. Mais do que tudo, o Brasil pode se valer dessa convivência pacífica para colaborar para a construção da paz.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
A diplomacia brasileira tem uma larga tradição de atuar de forma conciliatória na solução de conflitos, e no que se refere aos povos israelense e palestino, nosso Estado vem ao longo de seis décadas ratificando as resoluções internacionais que têm por objetivo garantir a coexistência pacífica e segura de dois Estados soberanos. Esse tem sido o sentido de todas as nossas manifestações, pois só assim alcançaremos a paz naquela região. Eu tenho me esforçado pessoalmente para impedir que o ódio mútuo, acumulado ao longo de décadas, acabe sufocando ainda mais as alternativas de paz.<br />
Como vocês sabem, recentemente determinei ao chanceler Celso Amorim que viajasse à região com o objetivo de apoiar os esforços para o cessar-fogo, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz reguladora. Na ocasião, a diplomacia brasileira reiterou às autoridades sírias, israelenses, palestinas, jordanianas e egípcias, a necessidade de se evitar mais mortes e sofrimento na população civil de ambos os lados.<br />
Lembramos às partes envolvidas que há outros atores interessados em agir a favor de um entendimento, e a paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil. Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos dividendos econômicos que podem ser obtidos na região. Nosso interesse exclusivo é o de contribuir para a paz duradoura e definitiva na região.<br />
O Brasil tem condições e credenciais para participar, junto com outros países, de iniciativas que conduzam a um consenso para superar a violência e a irracionalidade. Por isso mesmo, apoiamos a realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, ocorrida em novembro de 2007, como um passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino viável, e da existência de Israel em condições de segurança e de soberania. O Brasil não aceita a escalada da violência como solução para os conflitos.<br />
Lamentamos profundamente a morte de civis, mulheres e crianças. Conclamamos o pronto estabelecimento das condições que permitam a plena retomada da assistência humanitária à população de Gaza e a tranquilidade para a população de Israel. Guardo uma profunda esperança na construção do diálogo e continuarei empenhado para que, o mais rápido possível, aquela região viva uma trégua consistente que seja prenúncio de uma paz duradoura.<br />
Minhas amigas e meus amigos,<br />
Que este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ajude a todos os homens e mulheres a se recordarem das iniquidades que tanto macularam a trajetória da Humanidade. Que ele fale à consciência coletiva sobre a necessidade de se reparar os danos sofridos no passado, de se interromper as injustiças do presente e de se evitar tragédias no futuro.<br />
Espero, sobretudo, que este dia nos convide a olhar para as novas gerações, que não podem ser hostilizadas pelos erros cometidos por seus antepassados. Devemos garantir que as crianças e jovens se desenvolvam em um ambiente onde a desconfiança mútua seja substituída pelo preceito bíblico, quando diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.<br />
Shalom. Muito obrigado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os dois povos devem viver juntos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/os-dois-povos-devem-viver-juntos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/os-dois-povos-devem-viver-juntos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[árabes]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[israelenses]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Kadafi]]></category>
		<category><![CDATA[muçulmanos]]></category>
		<category><![CDATA[nação]]></category>
		<category><![CDATA[nazistas]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/os-dois-povos-devem-viver-juntos/</guid>
		<description><![CDATA[

     Muamar Kadafi*, The New York Times &#8211; O Estado de São Paulo




Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")

A chocante intensidade da última onda de violência entre israelenses e palestinos nos impele a considerar a extrema urgência de uma solução final para a crise do Oriente Médio. É vital não apenas romper este ciclo de destruição e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://jlhuss.blog.lemonde.fr/files/2008/05/kadafi1.1211574634.jpg" alt="http://jlhuss.blog.lemonde.fr/files/2008/05/kadafi1.1211574634.jpg" width="426" height="319" /></div>
<div id="c">
<h3 style="background-color: #ffff99">     <strong>Muamar Kadafi*, The New York Times &#8211; O Estado de São Paulo</strong></h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A chocante intensidade da última onda de violência entre israelenses e palestinos nos impele a considerar a extrema urgência de uma solução final para a crise do Oriente Médio. É vital não apenas romper este ciclo de destruição e injustiça, mas também negar aos radicais religiosos que se alimentam do conflito uma desculpa para promover suas próprias causas.</p>
<p>Mas para onde quer que olhemos, entre os discursos e as iniciativas da diplomacia, não há um caminho concreto para um avanço. Uma paz justa e duradoura entre Israel e palestinos é possível, mas deve ser procurada na história do povo dessa terra em constante conflito, e não na desgastada retórica das soluções que apontam para a criação de dois Estados.</p>
<p>Embora seja difícil de perceber, depois dos horrores que acabamos de testemunhar, entre judeus e palestinos nem sempre existiu um estado de guerra. Na realidade, muitas das rupturas ocorridas entre os dois povos são recentes. O próprio nome &#8220;Palestina&#8221; era usado comumente para definir toda a região, até mesmo pelos judeus que viviam ali, até 1948, quando começou a ser usado o nome &#8220;Israel&#8221;.</p>
<p>Judeus e muçulmanos são primos e descendem de Abraão. Ao longo dos séculos, ambos sofreram cruéis perseguições e, muitas vezes, se ajudaram mutuamente. Os árabes ofereceram guarida aos judeus e os protegeram quando estes sofriam sob o governo de Roma e quando foram expulsos da Espanha, na Idade Média.</p>
<p>A história da região é marcada por governos transmitidos entre tribos, nações e grupos étnicos, que resistiram a muitas guerras e a ondas migratórias de povos vindos de todas as direções. É por isso que a questão se torna tão complicada quando uma das partes reivindica o direito de ser dona dessa terra.</p>
<p>O cerne do moderno Estado de Israel é a inegável perseguição ao povo judeu, que foi escravizado, massacrado, perseguido por egípcios, romanos, ingleses, babilônios, cananeus e, mais recentemente, pelos nazistas. O povo judeu merece uma pátria, mas os palestinos também têm uma história de perseguições e consideram as cidades de Haifa, Acra, Jafa como a terra de seus ancestrais, transmitida de geração em geração, até pouco tempo atrás.</p>
<p>Portanto, os palestinos acreditam que o que agora se chama Israel é parte de sua nação, mesmo que fiquem com Cisjordânia e Gaza. E os judeus acreditam que a Cisjordânia é a Samaria e a Judeia, parte da sua pátria, mesmo que ali venha a estabelecer-se um Estado palestino.</p>
<p>Com o cessar-fogo em Gaza ressurgiram os apelos para uma solução de dois Estados, que nunca funcionará. Essa solução criará uma ameaça para a segurança de Israel. Um Estado árabe armado na Cisjordânia daria a Israel menos de 16 quilômetros de profundidade estratégica em seu ponto mais estreito. Além disso, um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza não solucionaria o problema dos refugiados. Qualquer situação que mantenha a maioria dos palestinos em campos de refugiados e não ofereça uma solução dentro de suas fronteiras históricas não é uma solução.</p>
<p>Pelas mesmas razões, a divisão da Cisjordânia em áreas judaicas e árabes, com zonas-tampão entre elas, não funcionará. As áreas palestinas não teriam condições de abrigar todos os refugiados e as zonas-tampão simbolizariam a exclusão e alimentariam tensões.</p>
<p>Em termos absolutos, os dois movimentos terão de permanecer em um perpétuo conflito ou chegar a um compromisso: o da criação de um Estado único para todos, uma &#8220;Isratina&#8221;, que permita que as pessoas de cada lado sintam que podem viver em toda a região.</p>
<p>Um requisito fundamental da paz é o direito dos palestinos refugiados de regressarem para as casas que suas famílias deixaram, em 1948. É uma injustiça que os judeus que não viviam originalmente na Palestina, nem seus antepassados, venham do exterior para se estabelecer ali, enquanto essa permissão é negada aos palestinos que foram obrigados a fugir dali há relativamente pouco tempo.</p>
<p>É um fato incontestável que, até recentemente, os palestinos viviam nessa terra, eram donos de fazendas e casas, mas tiveram de sair com medo da violência dos judeus após 1948. Por isso, somente o território total da Isratina poderá abrigar todos os refugiados e favorecer a justiça, que é o elemento fundamental da paz.</p>
<p>A assimilação é um fato concreto da vida em Israel. Mais de 1 milhão de árabes muçulmanos vivem no país. Eles têm nacionalidade israelense, participam da vida política e constituem partidos. Por outro lado, há assentamentos israelenses na Cisjordânia. As fábricas israelenses dependem da mão-de-obra palestina e há intercâmbio de produtos e serviços. Essa assimilação, por seu sucesso, pode ser um modelo para Isratina.</p>
<p>Se a atual interdependência e o fato histórico da coexistência de judeus e palestinos servirem de orientação a seus líderes, e se, na busca de uma solução de longo prazo, eles olharem além da violência recente e da sede de vingança, perceberão que a coexistência debaixo de um único teto é a única opção para uma paz duradoura.</p>
<p><strong>*Muamar Kadafi é presidente da Líbia </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/os-dois-povos-devem-viver-juntos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Insanidade&#8221; pede reforma na ONU, diz Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/insanidade-pede-reforma-na-onu-diz-lula/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/insanidade-pede-reforma-na-onu-diz-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 12:19:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[árabes]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/insanidade-pede-reforma-na-onu-diz-lula/</guid>
		<description><![CDATA[
FABIANO MAISONNAVE &#8211; FOLHA SP
ENVIADO ESPECIAL A EL DILÚVIO (VENEZUELA)
Em visita à Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o conflito israelo-palestino de &#8220;insanidade&#8221; e defendeu a reforma da ONU como um dos passos para resolver a violência na região.
&#8220;O Brasil é um exemplo de convivência pacífica entre árabes e judeus. Nós temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,16666373-FMM,00.jpg" alt="Foto: AFP" width="553" height="394" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">FABIANO MAISONNAVE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>ENVIADO ESPECIAL A EL DILÚVIO (VENEZUELA)</p>
<p>Em visita à Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o conflito israelo-palestino de &#8220;insanidade&#8221; e defendeu a reforma da ONU como um dos passos para resolver a violência na região.<br />
&#8220;O Brasil é um exemplo de convivência pacífica entre árabes e judeus. Nós temos aproximadamente 10 milhões de árabes no Brasil e temos algumas centenas de milhares de judeus, que não têm nenhuma culpa da insanidade daqueles que tomam decisões de atirar em gente inocente&#8221;, disse, durante discurso ao lado do presidente Hugo Chávez.<br />
Ao defender a reforma do Conselho de Segurança -o Brasil postula um assento permanente-, Lula disse que a ONU está &#8220;enfraquecida e debilitada&#8221; por não ter tido força para impedir a Guerra do Iraque nem a ofensiva em Gaza.<br />
Lula mencionou a recente visita do chanceler Celso Amorim ao Oriente Médio e disse ser necessário &#8220;mudar os interlocutores&#8221;. &#8220;Não pode ser apenas os EUA ou um outro país. E a primeira coisa que temos que fazer é que sejam resolvidos os conflitos internos. A Autoridade Nacional Palestina não pode negociar a paz se o Hamas não concorda com a paz.&#8221;<br />
Depois que Chávez se queixou de que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, repete a retórica de George W. Bush ao vinculá-lo às Farc colombianas, Lula disse esperar que ocorra logo um encontro entre o venezuelano e Obama. &#8220;Espero que Obama não veja aqui a região dos anos 60, mas uma região que aprendeu a viver em democracia&#8221;, disse.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/insanidade-pede-reforma-na-onu-diz-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Petistas divulgam carta sobre nota do partido em relação ao Oriente Médio</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 01:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Berzoini]]></category>
		<category><![CDATA[cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente-médio]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[petistas]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/</guid>
		<description><![CDATA[ 
16 de janeiro de 2009
Ao companheiro Ricardo Berzoini,
Presidente Nacional do PT,
Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/9296/" rel="attachment wp-att-9296" title="estrela_pt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/estrela_pt.jpg" alt="estrela_pt.jpg" width="160" height="160" /></a><img src="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" alt="http://www1.whdh.com/images/news_articles/389x205/061014_israel_palestine.jpg" width="296" height="158" /></p>
<p>16 de janeiro de 2009</p>
<p>Ao companheiro Ricardo Berzoini,<br />
Presidente Nacional do PT,</p>
<p>Nós aqui subscritos, na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito, divulgada a 4 de janeiro corrente.</p>
<p>Em nossa visão, a nota posiciona equivocadamente o PT em relação a um conflito de notável complexidade, devido, em síntese, aos seguintes pontos:<br />
i.	ignora a posição histórica do Partido, que sempre se pautou pela defesa da coexistência pacífica dos povos;<br />
ii.	banaliza e distorce o fenômeno histórico do nazismo;<br />
iii.	não registra a necessária condenação ao terrorismo;<br />
iv.	não afirma o reconhecimento do direito de existência de Israel negado pelo Hamas;<br />
v.	não se coaduna com a posição equilibrada assumida pelo governo brasileiro sobre a questão; e<br />
vi.	queima, ao invés de construir, pontes para o entendimento.</p>
<p>Estamos convictos de que o Brasil, conforme propõe o Governo Lula e com base na convivência exemplar das duas comunidades em sua sociedade, pode contribuir para o engajamento das partes na busca de uma paz duradoura, baseada na coexistência pacífica de um Estado Palestino viável e próspero e de um Estado de Israel definitivamente seguro.</p>
<p>Nosso partido pode desempenhar um papel importante no aprofundamento do debate e na defesa, junto às partes e à sociedade brasileira, do caminho do cessar-fogo imediato e do desbloqueio da entrada de ajuda humanitária.</p>
<p>Assinam*:</p>
<p>Alberto Kleiman<br />
Alexandre Padilha<br />
Alfredo Schechtman<br />
Aloizio Mercadante<br />
Ana Copat Mindrisz<br />
Carlos Minc Baumfeld<br />
Clara Ant<br />
Denise Rosa Lobato<br />
Diogo de Sant’Ana<br />
Edna Cassimiro<br />
Esther Bemerguy de Albuquerque<br />
Fernando Haddad<br />
Fernando Kleiman<br />
Itajaí Oliveira de Albuquerque<br />
Ivo Bucaresky<br />
Ivone de Santana<br />
Jaques Wagner<br />
José Genoino<br />
Luciano Pereira da Silva<br />
Marcelo Behar<br />
Marcelo Zero<br />
Marcos Damasceno<br />
Maria Luíza Falcão<br />
Marta Suplicy<br />
Mauricio Mindrisz<br />
Nadia Somekh<br />
Paul Israel Singer<br />
Paulo Moura<br />
Paulo Vannuchi<br />
Pedro Vieira Abramovay<br />
Rômulo Paes de Sousa<br />
Sergio Gusmão Suchodolski<br />
Suzanne Serruya<br />
Tarso Genro<br />
Thiago Melamed de Menezes<br />
Vitor Sarno<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
<strong><br />
*até o momento</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/petistas-divulgam-carta-sobre-nota-do-partido-em-relacao-ao-oriente-medio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Perspectiva de paz torna a guerra ainda mais desumana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/perspectiva-de-paz-torna-a-guerra-ainda-mais-desumana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/perspectiva-de-paz-torna-a-guerra-ainda-mais-desumana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 16:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
		<category><![CDATA[bomba]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[egito]]></category>
		<category><![CDATA[enses]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lapouge]]></category>
		<category><![CDATA[negociações]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente-médio]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[palestinos]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/perspectiva-de-paz-torna-a-guerra-ainda-mais-desumana/</guid>
		<description><![CDATA[
Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" alt="http://www.jornalmudardevida.net/wp-content/uploads/2008/02/gaza2_72dpi.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP</p>
<p>O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu: aviões israelenses bombardearam o complexo da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) em Gaza. O Hospital Al-Quds também foi atingido. Qual a razão desses ataques? Respostai: havia 700 palestinos refugiados no complexo. Era preciso atingi-los. É a lógica. Ataca-se onde os inimigos se encontram.</p>
<p>Alguns objetam, porém, que é igualmente lógico que civis, nas circunstâncias com alguns combatentes entre eles, presos em sua cidade, e correndo como um bando de ratos perseguidos por um caçador, procuram escapar da morte forçando as portas dos lugares pretensamente protegidos pelo direito. O direito? Por duas vezes, nos últimos dias, verificou-se que é uma péssima ideia esconder-se em lugares neutros. É a melhor maneira de atrair o raio. Cerca de 40 mortos numa escola da ONU, na semana passada, deram prova disso.</p>
<p>Mas a verdadeira razão desse ato deve ser procurada em outro lugar. As negociações entre Israel e o Hamas, com intermediação do Egito, haviam progredido de tal forma que, na manhã de ontem, a expectativa era de que as armas parassem de troar em um ou dois dias. Foi, portanto, na véspera desse evento que Israel empreendeu ataques de uma violência sem precedente, incluindo a destruição no complexo da ONU de assistência a uma população que morre de fome quando escapa da morte que vem do céu .</p>
<p>A ideia aponta, portanto, para um quadro duplo. De um lado, a paz é vislumbrada. De outro, a guerra se torna mais desumana. Ora, essas duas faces, longe de se contradizerem, se completam. &#8220;No último minuto&#8221;, disse um diplomata da região, &#8220;tenta-se obter progressos no terreno antes de a paz se impor. É a estratégia clássica de Israel&#8221;. Será o caso admitir que se multiplique o número de mortos para aumentar a chance de viver? Estranha dialética! E se, em vez de preparar a paz, esses excessos dessem uma nova chance à guerra?</p>
<p>Não se trata de fazer um julgamento, favorável ou indignado, sobre a guerra lançada por Israel. As provocações do Hamas, seus bombardeios cínicos das cidades israelenses, eram ignóbeis. No entanto, são muitos os que se escandalizaram com a maneira como essa guerra foi conduzida. A Federação Internacional dos Direitos Humanos pediu ao Conselho de Segurança da ONU que investigue &#8220;crimes na Faixa de Gaza que devem ser qualificados como de guerra, se não forem crimes contra a humanidade&#8221;. As bombas de fósforo Dime (Dense Inert Metal Explosive) são aceitas pelo direito internacional, é verdade, mas são abjetas. A agência Associated Press cita testemunhas que viram os efeitos dessas bombas: &#8220;Viu-se a fumaça branca vinda do céu descolar a pele do rosto e dos membros.&#8221; Eis a questão: para restaurar a paz, seria realmente necessário primeiro bombardear as instalações da ONU, um hospital, e atingir civis com bombas capazes de descolar a pele dos rostos e dos membros?</p>
<p><strong><br />
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/perspectiva-de-paz-torna-a-guerra-ainda-mais-desumana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Atos antissemitas aumentam na França</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/atos-antissemitas-aumentam-na-franca/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/atos-antissemitas-aumentam-na-franca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[antissemitismo]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[manifestações]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[sinagogas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/atos-antissemitas-aumentam-na-franca/</guid>
		<description><![CDATA[
CÍNTIA CARDOSO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS
A tensão do conflito entre Israel e o Hamas em Gaza parece ter sido exportada para a França. Em uma semana, vários atos antissemitas foram registrados no país, e, por precaução, sinagogas e outros centros judaicos tiveram a segurança reforçada.
Domingo, dois coquetéis molotov foram lançados contra a sinagoga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jafi.org.il/agenda/3-22e.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.jafi.org.il/agenda/3-22e.jpg" width="287" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">CÍNTIA CARDOSO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS</p>
<p>A tensão do conflito entre Israel e o Hamas em Gaza parece ter sido exportada para a França. Em uma semana, vários atos antissemitas foram registrados no país, e, por precaução, sinagogas e outros centros judaicos tiveram a segurança reforçada.<br />
Domingo, dois coquetéis molotov foram lançados contra a sinagoga Ohr Menahem, em Saint-Denis, periferia de Paris. Os explosivos provocaram um pequeno incêndio na lanchonete vizinha.<br />
O presidente Nicolas Sarkozy disse ontem que esse tipo de violência é &#8220;inaceitável&#8221; e expressou &#8220;solidariedade às vitimas diretas e indiretas desses comportamentos indignos do nosso país e do século 21&#8243;.<br />
Ontem, dezenas de pichações antissemitas apareceram no muro de um centro social perto de uma mesquita. As inscrições traziam palavras como: &#8220;É preciso matar os judeus&#8221; e frases de apoio à causa palestina. Na madrugada de ontem, em Schiltigheim, na Alsácia, coquetéis Molotov foram lançados contra um templo judaico. Na semana passada, uma sinagoga em Toulouse, sul do país, fora atacada e quatro jovens foram detidos por agressão a uma adolescente judia.<br />
Apesar da escalada, o sociólogo Michel Wieviorka contemporiza os conflitos entre as comunidades judaica e muçulmana na França. Em primeiro lugar, avalia Wieviorka, um movimento antissemita é difuso. Há quem se identifique com o problema dos palestinos, quem se diga defensor do islã e ainda grupos vagamente antissionistas -conjunto heterogêneo com pouca chance de se unir e radicalizar as manifestações.<br />
No campo judeu, destaca o sociólogo, alguns se sentem constrangidos em relação à proporção dos ataques. Mesmo entre aqueles que sustentam que Israel tem direito de se defender, não há consenso em relação à ofensiva de Israel.<br />
De acordo com sondagem publicada ontem pelo jornal &#8220;Le Parisien&#8221;, para 18%, o governo israelense é o principal responsável pelo conflito, para 23% é o Hamas e, para 28%, os dois lados são culpados.</p>
<p>Apelos a paz<br />
Em comunicado, Dalil Boubakeur, do Instituto Árabe da Grande Mesquita de Paris, pede que a &#8220;comunidade muçulmana mantenha a calma diante da grande comoção gerada pela situação em Gaza&#8221; e evite &#8220;todos os tipos de provocação&#8221;. Ele condenou &#8220;o ato de violência cometido contra a sinagoga da cidade de Saint-Denis&#8221;.<br />
O prefeito de Saint-Denis, Didier Paillard, organizou um ato pacifista diante da sinagoga atacada. Na quinta, Paillard havia coordenado uma manifestação a favor dos palestinos. Algumas associações judaicas o acusaram de ter inflamado os ânimos da cidade, onde parte da população é de origem muçulmana e magrebina.<br />
Em Israel, a chanceler Tzipi Livni afirmou que seu governo tem pedido aos líderes mundiais que condenem qualquer forma de violência contra judeus. &#8220;Recebemos com grande preocupação relatos de agressões física, moral, verbal e outras manifestações de antissemitismo pelo mundo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/atos-antissemitas-aumentam-na-franca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O fim moral da política israelense</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-fim-moral-da-politica-israelense/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-fim-moral-da-politica-israelense/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 16:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Abba]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Gueto]]></category>
		<category><![CDATA[Hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[invasão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[militares]]></category>
		<category><![CDATA[nazistas]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente-médio]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vargas Llosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-fim-moral-da-politica-israelense/</guid>
		<description><![CDATA[Mario Vargas Llosa &#8211; O Estado de São Paulo
Haverá alguma possibilidade de a invasão militar de Israel na Faixa de Gaza &#8220;destroçar a infraestrutura terrorista&#8221; do Hamas &#8211; objetivo oficial da operação &#8211; e pôr fim ao disparo de foguetes artesanais dos integristas palestinos de Gaza contra as cidades israelenses da fronteira? Acho que nenhuma. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Mario Vargas Llosa &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p><img src="http://img.terra.com.br/i/2007/05/09/507439-3634-cp.jpg" alt="http://img.terra.com.br/i/2007/05/09/507439-3634-cp.jpg" width="139" align="left" height="156" />Haverá alguma possibilidade de a invasão militar de Israel na Faixa de Gaza &#8220;destroçar a infraestrutura terrorista&#8221; do Hamas &#8211; objetivo oficial da operação &#8211; e pôr fim ao disparo de foguetes artesanais dos integristas palestinos de Gaza contra as cidades israelenses da fronteira? Acho que nenhuma. Ao contrário, essa operação militar, que até este exato momento deixou milhares de feridos e já matou quase 900 palestinos, entre eles um grande número de crianças e de civis, terá o efeito de um massacre de parte da comunidade palestina, da qual o Hamas sairá fortalecido, e o setor moderado, ou seja, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmud Abbas, será diminuída.</p>
<p>Para que o argumento usado por Ehud Olmert e seus ministros como justificativa do ataque tivesse uma aparência de realidade, Israel deveria voltar a ocupar Gaza com uma enorme força militar permanente ou perpetrar um genocídio que nem mesmo os mais fanáticos de seus falcões se atreveriam a assumir, e nem, esperamos, o resto do mundo toleraria, embora a opinião pública internacional tenha demonstrado &#8211; mais uma vez &#8211; uma total indiferença pelo destino dos palestinos.</p>
<p>A verdade dos fatos é que, por mais feroz que tenha sido o castigo infligido pelo Exército de Israel a Gaza, e precisamente em razão do sentimento de impotência e ódio pelo ocorrido com o 1,5 milhão de palestinos que vivem esfomeados e quase asfixiados nessa ratoeira, é provável que, uma vez que o Exército se retire da Faixa e a &#8220;paz&#8221; seja restabelecida, as ações terroristas se renovem com mais brio e um desejo de vingança alimentado pelos sofrimentos destes dias.</p>
<p>Os defensores dos bombardeios e da invasão respondem a seus críticos com a pergunta: &#8220;Até quando um país pode suportar que suas cidades sejam vítimas de foguetes terroristas disparados em suas fronteiras, durante dias, meses, por uma organização como o Hamas, que não reconhece a existência de Israel nem esconde seu propósito de acabar com o país?&#8221;A pergunta é muito pertinente e ninguém que não seja fanático ou terrorista pode justificar o assédio criminoso constante do Hamas contra as populações civis de Israel.</p>
<p>Ora, ao se procurar as causas do conflito, na minha opinião é desonesto ficar somente nos foguetes artesanais do Hamas, e não retroceder um pouco mais no tempo para entender (o que não significa justificar, evidentemente) o que acontece nesse explosivo pedaço do mundo.</p>
<p>A vitória eleitoral que levou o Hamas ao poder na Faixa de Gaza não foi um ato de adesão maciça dos palestinos ao fanatismo integrista nem aos atos terroristas. Foi o repúdio perfeitamente legítimo dos cidadãos da ineficiência e, principalmente, da descarada corrupção dos dirigentes da ANP. E, ainda, um típico ato de autodestruição ao qual os seres humanos, indivíduos ou coletividades estão propensos quando chegam a situações-limite, na impossibilidade de se defender e no desespero total.</p>
<p>Desde cedo, a retirada de Israel de Gaza e o abandono dos 21 assentamentos de colonos que havia na região, no verão de 2005, despertou grandes esperanças. O gesto impulsionaria o processo de paz, conduzindo à criação de um Estado Palestino que coexistiria com Israel e garantiria sua segurança no futuro.</p>
<p>Não só isso deixou de acontecer, como o Hamas se fortaleceu com o poder. Suas disputas com o Fatah, com tiroteios e assassinatos, e a política de Israel de impedir a comunicação a Gaza e de mantê-la em uma espécie de quarentena implacável &#8211; proibindo que exportasse e importasse, fechando-lhe o uso do ar e do mar, permitindo que seus habitantes só saíssem desse gueto de maneira muito limitada e depois de trâmites opressivos e humilhantes &#8211; contribuíram para o &#8220;grande fracasso econômico&#8221; que hoje em dia os falcões de Israel exibem como prova da incompetência dos palestinos para governar a si mesmos.</p>
<p>Eu me pergunto se algum país do mundo poderia progredir e modernizar-se nas condições atrozes de existência do povo de Gaza.</p>
<p>Ninguém me contou isso, não sou vítima de nenhum preconceito contra Israel, um país que sempre defendi, principalmente quando era alvo de uma campanha internacional orquestrada por Moscou, que apoiava toda a esquerda latino-americana. Eu vi com meus próprios olhos. E senti asco e revolta pela miséria atroz, indescritível, na qual estão morrendo aos poucos, sem trabalho, sem futuro, sem espaço para viver, nas covas estreitas e imundas dos campos de refugiados ou nessas cidades densamente povoadas e cobertas de lixo, por onde passeiam ratazanas diante dos olhos e a paciência dos transeuntes, essas famílias palestinas condenadas simplesmente a vegetar, a esperar que a morte venha pôr fim a existência sem esperança, de absoluta desumanidade, que é a sua.</p>
<p>São esses pobres infelizes, crianças, velhos e jovens, privados de tudo o que torna a vida humana, condenados a uma agonia tão injusta e tão larval quanto a dos judeus nos guetos da Europa nazista, que agora estão sendo massacrados pelos caças e tanques de Israel, sem que isso sirva para aproximar-se um milímetro da paz tão ansiada. Ao contrário, os cadáveres e os rios de sangue dos últimos dias só servirão para afastá-la e levantar novos obstáculos e semear mais ressentimentos e raiva no caminho da negociação.</p>
<p>Tudo isso é sabido, e muito melhor do que eu ou qualquer observador possa saber, pelos dirigentes de Israel, que podem ter perdido os sentimentos e a moral, mas não a inteligência. A classe dirigente israelense tem um nível muito elevado, é bem mais culta e preparada que a média do Ocidente.</p>
<p>Sendo assim, para que lançar uma operação militar que não acabará com o terrorismo dos fanáticos do Hamas e, em vez disso, servirá para desprestigiar um Estado, que com ações punitivas como essa perdeu a superioridade moral que tinha sobre seus inimigos no passado, por exemplo quando Yitzhak Rabin firmou os Acordos de Oslo de 1993?</p>
<p>Acredito que a resposta é a seguinte: desde o fracasso das negociações de Camp David e de Taba de 2000-2001, nas quais o governo israelense liderado por Ehud Barak esteve disposto a fazer importantes concessões que Arafat cometeu a insensatez de recusar, a sociedade israelense, profundamente decepcionada, viveu um processo de &#8220;direitização&#8221; radical e, em sua grande maioria, chegou à conclusão de que não há acordo razoável possível com os palestinos.</p>
<p>Portanto, somente uma política de força, de repressão e castigo sistemáticos os submeterá, fazendo-os aceitar, no fim, uma paz imposta segundo as condições de Israel.</p>
<p>Isso explica a popularidade que teve Ariel Sharon e o aumento do apoio ao movimento dos colonos, que continuam implantando assentamentos onde bem lhes agrada na Cisjordânia, e à construção do Muro que isola, divide e encolhe a Cisjordânia palestina.</p>
<p>E explica também que, desde o início das chuvas de bombas sobre Gaza, tenha disparado a popularidade dos trabalhistas de Ehud Barak, o atual ministro da Defesa, e da líder do Kadima, a chanceler Tzipi Livni, os quais, graças à operação militar contra Gaza, reduziram a vantagem de que desfrutava, às vésperas das próximas eleições, o conservador Benjamin Netanyahu. Não devemos esquecer que, segundo as pesquisas, mais de dois terços dos israelenses aprovam a ação militar contra Gaza.</p>
<p>&#8220;Nossos corações endureceram e nossos olhos se turvaram&#8221;, afirma o jornalista israelense Gideon Levy, em um artigo publicado no jornal Haaretz, na edição do dia 4, comentando a incursão do Exército de seu país contra o Hamas em Gaza. Como tudo que ele escreve, seu texto transpira decência, lucidez e coragem.</p>
<p>É um lamento por esse progressivo desaparecimento da moral da vida política de seu país, fenômeno que, segundo Albert Camus, antecede sempre os cataclismos históricos, e uma crítica a intelectuais progressistas como Amos Oz e David Grossman, que antes costumavam protestar energicamente contra acontecimentos como os bombardeios de Gaza e agora, timidamente, refletindo a involução generalizada da vida política israelense, só se animam a reclamar a paz.</p>
<p>Obrigado por demonstrar-nos que ainda existem homens justos em Israel, amigo Gideon Levy.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-fim-moral-da-politica-israelense/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É hora de reconhecer os emergentes</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/e-hora-de-reconhecer-os-emergentes/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/e-hora-de-reconhecer-os-emergentes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 12:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[globalização]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[potências]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/e-hora-de-reconhecer-os-emergentes/</guid>
		<description><![CDATA[
Obama deve olhar além da guerra na Faixa de Gaza para reformar o sistema multilateral global
James Traub* &#8211; O Estado SP
Antes mesmo de Israel lançar os ataques a Gaza há duas semanas, a equipe de segurança nacional de Barack Obama compreendeu que as crises poderiam facilmente eclipsar a agenda de transformação que o presidente eleito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/afp/j/080217/isgekoa21170208230826photo00.jpg" alt="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/afp/j/080217/isgekoa21170208230826photo00.jpg" /></div>
<p><strong>Obama deve olhar além da guerra na Faixa de Gaza para reformar o sistema multilateral global</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">James Traub* &#8211; O Estado SP</p>
<p>Antes mesmo de Israel lançar os ataques a Gaza há duas semanas, a equipe de segurança nacional de Barack Obama compreendeu que as crises poderiam facilmente eclipsar a agenda de transformação que o presidente eleito adiantou durante a campanha.</p>
<p>Guerras no Iraque e no Afeganistão, instabilidade no Paquistão e ameaça de proliferação nuclear no Irã seriam mais do que suficientes para desalojar qualquer ideia de planejamento de longo prazo. Agora, o Oriente Médio está em chamas de novo. No entanto, um amplo leque de especialistas em política externa insiste para o futuro presidente olhar além da fumaça e do derramamento de sangue para reformar as estruturas governantes mundiais.</p>
<p>Essas estruturas &#8211; como a ONU &#8211; datam do fim da 2ª Guerra, quando os vitoriosos tinham o monopólio do poder econômico e político, e o sistema de Estados parecia sólido. Não vivemos mais nesse mundo. Uma prova disso veio em novembro, quando George W. Bush reuniu o G-20 para tratar da crise financeira.</p>
<p>Até então, a diretoria executiva do planeta era conhecida desde que se reuniu pela primeira vez, em 1975, como G-7 (ou G-8 quando a Rússia participava). Robert Hormats, ex-funcionário do Departamento de Estado, presente naquela primeira reunião, observa que, por muito tempo, as potências ocidentais &#8220;podiam gerir a economia global sozinhas&#8221;. Agora, diz ele, &#8220;isso é inconcebível&#8221;.</p>
<p>A reforma está no ar. Em janeiro de 2008, o premiê britânico, Gordon Brown, fez um pronunciamento em Nova Délhi no qual observou que a globalização havia trazido novas potências para o primeiro plano. Ele pediu um novo momento de &#8220;criação&#8221; que incluiria mudanças na composição das instruções do pós-guerra e novos mecanismos para lidar com mudança do clima, pobreza, energia e não-proliferação nuclear.</p>
<p>Bem mais provocativo para o mundo em desenvolvimento é a composição do Conselho de Segurança da ONU, cujo rol de membros permanentes com direito de veto não mudou desde a sua criação. Obama, diferentemente de seu antecessor, vê a ONU como um instrumento fundamental para a política externa americana, mas poderá ter algumas iniciativas bloqueadas pela antipatia do Terceiro Mundo à influência desproporcional do Ocidente. Especialistas dizem que ele angariaria uma enorme boa vontade se apoiasse abertamente assentos no conselho para os atuais aspirantes: Índia, Brasil, Alemanha, Japão e África do Sul.</p>
<p>Será que um Conselho de Segurança ampliado ajudaria Obama a cortar o nó górdio no Oriente Médio? Infelizmente, não. A ONU desempenha hoje um papel apenas secundário de mediação entre Israel e palestinos, para os quais a Casa Branca e potências selecionadas do Oriente Médio continuarão sendo os interlocutores preferidos. Um novo Conselho de Segurança não poderia resolver tampouco as tensões criadas por um de seus membros permanentes, como uma Rússia, cada vez mais impaciente e belicosa.</p>
<p>No entanto, da última vez que a ONU fez uma iniciativa séria para ampliar o conselho, em 2005, cada candidato tinha seu próprio inimigo jurado &#8211; geralmente, um vizinho. Alguns defensores sugeriram que Washington se concentrasse primeiro na limitação do uso do veto e, só depois, no acesso de novos membros.</p>
<p>EFICIÊNCIA</p>
<p>Ademais, tornar uma organização mais representativa não a torna necessariamente mais eficaz. A crise financeira demonstrou a necessidade de novos mecanismos regulatórios globais. Esses serão agora reunidos segundo instruções de ministros da economia do mundo em desenvolvimento e do Ocidente.</p>
<p>Isso as tornará mais sólidas? Considerando a resistência de muitos membros do G-20 a padrões mais rígidos de contabilidade, a resposta é: &#8220;Não necessariamente.&#8221; Então, qual será a alternativa? O Ocidente quer que China, Rússia e as economias emergentes se vejam como atores globais responsáveis. Isso significa dar-lhes participação no sistema e esperar que essa participação os torne partes interessadas melhores.</p>
<p>Os defensores da reinvenção parecem ter os méritos do seu lado. Qual a importância de criar e reformar essas novas estruturas em comparação com a administração da crise? Essas perguntas foram feitas a elementos da equipe de transição de Obama, que não quiseram comentar.</p>
<p>É evidente que a ONU pode esperar, ao passo que a paz no Oriente Médio, não. Mas existe outra maneira de olhar para a questão: um governo que queira trabalhar via instituições, e não por meio de coalizões, terá de escolher entre reformar essas instituições ou vê-las cair na irrelevância.</p>
<p>Em outras palavras, a mudança virá, de um jeito ou de outro. Segundo David Rothkopf, especialista em segurança nacional, a questão é: &#8220;Permitiremos que ela avance no seu próprio ritmo, descoordenada, aos poucos, ou veremos isso como uma oportunidade e produziremos uma nova visão de um sistema que promova interesses americanos assim como a visão do pós-guerra fez por 60 anos?&#8221;</p>
<p><strong>*James Traub é direto de políticas para o Global Center for the Responsibility to Protect</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/e-hora-de-reconhecer-os-emergentes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
