17/10/2009 - 10:40h PT e PSDB buscam aliados para fortalecer candidatura presidencial

Senado vira moeda de troca em alianças

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Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB

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Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT

Clarissa Oliveira – O Estado SP

Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no maior colégio eleitoral do País. Para assegurar um palanque forte na corrida presidencial de 2010, os partidos que tendem a polarizar a eleição decidiram empurrar seus integrantes para o sacrifício e apoiar potenciais aliados para uma das vagas que serão abertas na Casa no ano que vem.

Em 2010, entram em jogo duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado. A renovação ocorrerá pouco mais de um ano após o Estado revelar o escândalo dos atos secretos, que colocou na mira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em São Paulo, serão disputadas as posições de Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Candidato à reeleição, Mercadante é tido como presença certa na disputa. Mas o PT já definiu que a segunda vaga servirá apenas para atrair apoiadores para a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) estava de olho na vaga, mas isso não impediu o PT de apresentar ao vereador Gabriel Chalita, ex-tucano recém-filiado ao PSB, uma proposta de composição. O PT vê a oportunidade de ganhar um puxador de votos tradicionalmente dirigidos ao PSDB. Também quer fortalecer o palanque religioso de Dilma, graças à relação de Chalita com a Renovação Carismática Católica.

Evitando bater de frente com o PSB, Mercadante vem defendendo internamente que o PT dê atenção ao PC do B, que ventila os nomes do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e do vereador Netinho de Paula (PC do B-SP). Ele investe ainda na tese de que o melhor é apostar em quadros experientes. “Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa”, diz.

O PDT também cobra apoio para o Senado, numa manobra para aumentar seu passe. “Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados”, diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, avisando que é candidato.

ANTECIPAÇÃO

Entre os tucanos, a decisão de abrir mão de uma das vagas foi tomada ainda em 2008. Com a chancela do governador José Serra, potencial candidato tucano à Presidência, o bloco PSDB-DEM prometeu apoio ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), numa manobra para trazer o PMDB paulista para a aliança que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pavimentar um acordo para 2010.

Quércia ficou com a cadeira que caberia ao DEM na aliança. Mas a sigla já tinha ao menos um interessado na vaga, o secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM). Em 2006, Afif perdeu para Eduardo Suplicy (PT) por apenas 770 mil votos. O acerto com Quércia deixou livre a segunda vaga da aliança PSDB-DEM-PMDB, que, até segunda ordem, ficará com o tucanato. Na lista dos cotados, estão os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Mendes Thame (PSDB), além do secretário da Educação de Serra, Paulo Renato de Souza (PSDB).

Na prática, a vaga pode acabar com o ex-governador e secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, caso ele não consiga se viabilizar para o Palácio dos Bandeirantes. Dizendo ter “muito interesse” em concorrer, Aníbal admite que a negociação será decidida para facilitar a composição federal. “Não é sacrificar o partido, mas temos consciência de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial.”

O tucanato ligado a Alckmin provavelmente ouvirá cobranças do PTB. A sigla, que apoiou o ex-governador em 2008, diz querer ajuda para reeleger Romeu Tuma (PTB). “É no mínimo justo, considerando a relação de lealdade que temos há anos com o PSDB”, diz o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado (PTB). Já o PV da senadora Marina Silva (AC) ainda não definiu quem vai lançar. Mas, reservadamente, dirigentes dizem já ter decidido o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) como alvo das investidas.


FRASES

Aloizio Mercadante
Senador (PT)

“Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa”

Paulinho Pereira da Silva
Deputado (PDT)

“Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados”

José Aníbal
Deputado (PSDB)

“Não é sacrificar o partido, mas temos consciência
de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial”

24/07/2008 - 22:45h Em Belo Horizonte, Jô lidera a disputa; três candidatos estão empatados em 2º lugar

da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada pela TV Globo hoje mostra Jô Moraes (PC do B) liderando a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte (MG), com 20% das intenções de votos. A pesquisa completa será publicada na edição de amanhã da Folha.

Três candidatos estão tecnicamente empatados no segundo lugar: Leonardo Quintão (PMDB) com 9%, Vanessa Portugal (PSTU) e Márcio Lacerda (PSB), com 6% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Os candidatos Sérgio Miranda (PDT) e Gustavo Valadares (DEM) aparecem com 5% e 4% das intenções de voto, respectivamente. Jorge Periquito (PRTB) e André (PT do B) têm 1% cada. A taxa de Pepê (PCO) não atingiu 1%.

A pesquisa ouviu 829 eleitores ontem e hoje. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 472652008.

19/06/2008 - 21:47h A direita está brava (p. da vida)

Nota de Noblat

Por que Aldo virou vice de Marta

Mais uma vez o PT bateu o pé, esticou a corda e ganhou a parada na hora de se compor com seus aliados mais próximos para disputar eleições.

O chamado bloquinho de partidos de esquerda (PC do B, PSB, PDT e, vá lá, PRB) estava unido em torno da candidatura do deputado Aldo Rebelo (PC do B) a prefeito de São Paulo.

Para que Aldo virasse candidato a vice de Marta Suplicy, como queria o PT, o bloquinho pedia:

a) a desistência de Alessandro Molon, candidato do PT a prefeito do Rio;

b) o apoio do PT carioca à candidatura a prefeita de Jandira Feghalli (PC do B);

c) a revogação do veto da direção nacional do PT a uma aliança formal entre o PT mineiro e o PSDB do governador Aécio Neves para eleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte;

d) a desistência da candidata do PT a prefeita de Manaus e o apoio do partido à reeleição do prefeito Serafim Fernandes (PSB).

O PT não atendeu a nenhum dos pedidos – apesar do aparente empenho de Lula para que pelo menos atendesse alguns.

Aldo aceitou ser vice de Marta porque o PSB cedeu ao apelo de Lula, interessado em ajudar sua ex-ministra. Se Aldo se recusasse a ser vice, o PSB indicaria para a vaga a ex-prefeita Luiza Erundina.

E o que o PSB ganhou em troca?

A promessa de Lula de que dará uma força para que Serafim se reeleja em Manaus. E para que Lacerda se eleja em Belo Horizonte.

Lula ficou grato a Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB.

O PT não se sente grato a ninguém.

Ricardo Noblat