06/09/2008 - 17:25h Datafolha: Paes assume a liderança na disputa no Rio

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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A disputa municipal no Rio parece se encaminhar para o duelo Paes Vs. Crivella. Eduardo Paes, que quase não tinha força eleitoral quando era secretário geral do PSDB, consegue após romper com os tucanos e entrar na base de apoio de Lula e do governador Sergio Cabral, despontar como favorito. A evolução de Eduardo Paes é bem-vinda e seu favoritismo hoje traduz a dupla avaliação positiva de Lula e Cabral na cidade de Rio de Janeiro e a pessima avaliação da gestão Cesar Maia (DEM). Interessante também é de constatar que o candidato Gabeira, apoiado por José Serra, Aécio e o PSDB amarga um quarto lugar, junto com a candidata demo e o candidato do PSOL, todos de oposição ao governo federal. A insistência do PT em apresentar um candidato pouco conhecido não teve eco no eleitorado. Jandira, do PCdoB, em terceiro lugar parece ter perdido força e não parece ser alternativa aos dois lideres da disputa. LF

RJ-TV; O Globo Online

RIO - O candidato Eduardo Paes (PMDB) assumiu a liderança da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Datafolha, Paes cresceu oito pontos percentuais e agora aparece com 25% das intenções de voto. Marcelo Crivella (PRB), que liderava a disputa até a pesquisa de agosto, subiu um ponto percentual e agora tem 21% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Jandira Feghali (PCdoB), caiu três pontos percentuais e aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Em seguida aparecem Fernando Gabeira (PV), com 8%, Solange Amaral (DEM), com 7%, Chico Alencar (PSOL), com 4%, e Alessandro Molon (PT), com 3%.

Paulo Ramos (PDT) e Filipe Pereira (PSC) tiveram 1% das intenções de voto, cada um. Vinicius Cordeiro (PTdoB), Eduardo Serra (PCB) e Antônio Carlos (PCO) não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 12%. Não sabem ou não opinaram, 6%.

Paes e Jandira venceriam Crivella no segundo turno

O Datafolha também fez duas simulações de segundo turno. Em ambas, Crivella seria derrotado. Num possível confronto com Paes, ele teria 35% contra 50% do peemedebista. Contra Jandira, Crivella teria 37% contra 48% das intenções de voto da candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 944 eleitores entre quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número 27/2008.

24/08/2008 - 08:54h Candidato de Aécio e do PT já é líder em BH

Marcio Lacerda cresce 15 pontos em um mês e chega a 21%, empatando com Jô Moraes, que oscilou de 20% para 17%

O programa de Lacerda na televisão tem 11 minutos e 47 segundos, enquanto o da deputada Jô Moraes dura só um minuto e 46 segundos

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Aécio Neves, Fernando Pimentel (atual prefeito), Marcio Lacerda e Ciro Gomes em campanha no Mercado Central de Belo Horizonte

PAULO PEIXOTO - FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

Pesquisa Datafolha realizada após o início da propaganda eleitoral na TV e rádio mostra que Marcio Lacerda (PSB), o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, equilibrou a disputa e está na frente, empatado tecnicamente com Jô Moraes (PC do B).
Um mês após a primeira pesquisa, Lacerda cresceu 15 pontos percentuais -de 6% para 21% das intenções de voto, quatro pontos à frente da deputada federal Jô Moraes, que oscilou negativamente de 20% para 17%. O deputado Leonardo Quintão (PMDB) subiu quatro pontos (de 9% para 13%).
A pesquisa, encomendada em parceria pela Folha e TV Globo, ouviu 829 eleitores nos dias 21 e 22. A margem de erro é de três pontos percentuais. No levantamento espontâneo, Lacerda tem 11% (eram 2%), contra 5% de Jô Moraes (igual ao anterior) e 3% de Quintão.
O crescimento de Lacerda nesse período tem um peso muito importante do horário eleitoral, segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. O programa de Lacerda tem 11 minutos e 47 segundos, e o de Jô, apenas 1 minuto e 46 segundos. O segundo melhor tempo é o de Quintão: 5 minutos e 23 segundos. O candidato da aliança Aécio-Pimentel terá ao longo da campanha 1.062 inserções (média de 23 por dia), contra 159 para Jô (3,6 por dia).
“A pesquisa mede o período de um mês. Não tem como afirmar que foi na última semana [todo o crescimento], mas há um impacto muito forte com o tempo de TV que Lacerda tem. No período de um mês ele virou o jogo, saiu das últimas colocações e -apesar de estar na margem de erro, mas considerando essa evolução- assumiu a dianteira”, disse Paulino.
Apesar de 67% dos entrevistados terem dito que não assistiram ao horário eleitoral, Paulino disse que há um “efeito multiplicador” nessa fase da campanha, com as pessoas comentando. Muitos podem ter assistido às inserções sem considerá-las horário eleitoral.
O apoio de 14 partidos e as presenças constantes de Aécio e Pimentel na propaganda eleitoral, tidos pelo diretor do Datafolha como cabos eleitorais muito importantes por serem bem avaliados, ajudaram no crescimento de Lacerda -segundo o Datafolha, a gestão do prefeito petista é aprovada por 76% do eleitorado. E Lacerda tem a menor rejeição: 7%.
As posições dos demais candidatos não mudaram muito. Vanessa Portugal (PSTU) oscilou dois pontos para baixo e está com 4%, mesmo percentual de Sérgio Miranda (PDT), que antes tinha 5%. Gustavo Valadares (DEM) oscilou de 4% para 2%. André (PT do B), Jorge Periquito (PRTB) e Pepê (PCO) não atingiram 1%. Num eventual segundo turno entre Jô e Lacerda, haveria empate: 34% contra 33%, respectivamente. A pesquisa foi registrada sob o número 56616/ 2008.

21/08/2008 - 10:20h Governo de São Paulo loteia diretorias de ensino

Pelo menos 40 dos 91 cargos foram nomeados após indicação feita por políticos

Governo Serra afirma que aceita indicações de políticos, mas só nomeia o dirigente depois de rigorosa análise técnica

 

Marlene Bergamo - 04.ago.08/Folha Imagem
Serra inaugura escola; ao fundo, Celso Nicoleti, diretor de ensino

 

 

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E JULIANA COISSI - FOLHA SP

O governo de São Paulo loteou entre os políticos da base aliada as diretorias regionais de ensino -órgãos de natureza técnica, responsáveis pela implementação dos programas educacionais em todos os municípios do Estado.
Nas últimas quatro semanas, a Folha identificou o padrinho político de 40 delas, das 91 existentes. São deputados, prefeitos e dirigentes partidários, isso quando o dirigente não é, ele próprio, militante político.
O esquema de loteamento político para o cargo é antigo, mas havia cessado no governo Mario Covas (1995-2001), quando foi implementado um sistema de provas e entrevistas para a escolha dos nomes.
O sistema de indicações, porém, voltou a funcionar na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), foi mantido por Cláudio Lembo (DEM) e continua a vigorar com José Serra (PSDB).
A função de dirigente de ensino é estratégica para a Secretaria da Educação, uma das áreas mais criticadas em razão das baixas notas obtidas pelos estudantes paulistas nas avaliações pedagógicas periódicas.
Além de implementar as políticas oficiais, as diretorias de ensino (ex-delegacias de ensino) são responsáveis por encaminhar as demandas das escolas de sua região, como compra de material, contratação de docentes, reformas e vagas.
Por sua vez, muitos dos políticos que apadrinham um dirigente buscam exposição pública e facilidades para sua base política, como vaga nas melhores escolas para filhos de eleitores. O governo nega tal poder -diz que as decisões respeitam critérios técnicos.

“Paus-mandados”

Rose Neubauer, secretária da Educação na gestão Covas, critica as indicações políticas para o cargo. “O delegado não tem compromisso com o projeto do governador. Tem apenas com o político que o indicou”, diz. “Para aplicar as mudanças necessárias, você não pode ter dirigentes vistos apenas como “paus-mandados” de políticos.”

Rose diz que Covas acabou com esse sistema, apesar das pressões. “É preciso ter coragem. Você se indispõe com sua base política, mas mostra que prioriza critérios técnicos.”

A diretoria de Catanduva é um exemplo da interferência na rede de ensino. Uma dirigente regional criticada pelo deputado estadual Geraldo Vinholi (PDT) perdeu o cargo.

O pedetista, hoje candidato a prefeito, queria ter acesso a escolas, falar com a “comunidade escolar”, como ele conta, mas a diretora impedia. “Ela era de difícil relacionamento”, diz. Para evitar novas reclamações do deputado, o governo resolveu consultá-lo antes de nomear a sucessora. “Mas o cargo não é meu”, afirma Vinholi.

Para ocupar o posto de dirigente, é necessário lecionar há dez anos na rede ou estar há oito anos no sistema, sendo dois anos em cargos de chefia.

O salário-base de um dirigente, incluindo gratificações, é de R$ 4.440 (diretor de escola recebe no mínimo R$ 2.320). Ele pode nomear cargos para sua equipe -mas as escolhas são submetidas à secretaria.
“O problema é que nem sempre a pessoa indicada está apta para exercer a função”, diz o vice-presidente da Apase (sindicato dos supervisores de ensino), Severiano Garcia Neto.

Escolha técnica

Por meio de sua assessoria, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, responsável pela coordenação política de Serra, diz que encaminha para a pasta da Educação os currículos enviados por políticos. Afirma, porém, que o dirigente de ensino só é escolhido após rigorosa análise técnica.

Por meio de nota, a titular da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, diz também que a troca de dirigentes ocorre após avaliação técnica e nega sofrer pressões para as nomeações dos postos.
O governo Serra anunciou que vai aplicar provas de proficiência aos atuais dirigentes de ensino. Quem for reprovado terá de freqüentar cursos de aperfeiçoamento e, caso não passe em nova avaliação, perderá o cargo. Ainda não há data anunciada para os exames.

“Uma medida como essa é revolucionária. Vai acabar com o troca-troca de nomeações políticas que conspiram contra a eficiência da administração pública”, disse Serra ao lançar o programa, em julho.

Indicado só tem compromisso com o político, diz ex-secretária

DA REPORTAGEM LOCAL

Secretária da Educação no governo Mario Covas (PSDB), Rose Neubauer diz ser contrária a qualquer indicação política para escolha dos dirigentes.

“Se você quer a máquina pública moderna e transparente, não pode escolher ninguém pela sua filiação partidária.” Rose critica o modelo anunciado pela gestão Serra (de aplicar prova aos dirigentes que já foram escolhidos por meio de indicações). Leia abaixo.


FOLHA - Qual é o principal problema da indicação política?

ROSE NEUBAUER - O delegado não tem compromisso com o projeto do governador, mas apenas com o político que o indicou.

Quando assumimos, as mudanças eram grandes, íamos mudar alunos de escola. Isso poderia desagradar aos eleitores do deputado e, se esse pressionasse o delegado, o compromisso com o projeto seria menor.FOLHA - Por que é tão importante para o político indicar o dirigente?

ROSE - Porque o político mostra que tem prestígio no Executivo. É a questão de a comunidade da região perceber que o político tem influência.

FOLHA - Como é feita a pressão?

ROSE - É aberta, o deputado ou o prefeito vai até o gabinete do secretário e faz a indicação. Um problema adicional é que, quando muda a gestão em um município, o prefeito é pressionado para que mude o delegado. Contando que há eleição a cada dois anos [municipal e estadual, alternadamente], se a gestão não tem um critério técnico, ele muda os delegados a cada dois anos. O projeto não tem continuidade.

FOLHA - O que a sra. acha do modelo anunciado pelo governo Serra?

ROSE - Aplica a prova e faz o quê? Aí o governo descobre que os que estão lá não são bons.

Vai colocar quais outros? Precisa melhorar já na seleção. É um cargo importante, é como um subprefeito, é o indivíduo que deve acompanhar todas as escolas, ouvir a comunidade.
O governador [Serra] fez uma série de mudanças, de uma grande coragem, de diminuir as faltas [dos professores].

Todo mundo sabe que falta de professor atinge diretamente os alunos. Mas você precisa ter um bom delegado para explicar lá na ponta quais são essas mudanças. Precisa explicar e aplicar as mudanças.

19/08/2008 - 09:30h Carta publicada no jornal O Estado de São Paulo sobre as Fármacias Populares

farmacia_popular.gifA carta do Ministério da Saúde indica que em 2008 os repasses para criar novas unidades das Farmácias Populares foram para 38 prefeitura, já para manutenção das Farmácias existente foram bem mais. Por exemplo este blog está em condições de afirmar que a prefeitura de São Paulo, a maior e mais importante prefeitura demo-tucana, não solicitou nenhum aporte novo para construir mais farmácias, mas recebeu sim o dinheiro federal para manutenção das 16 farmácias populares existentes no município. LF

Forum dos leitores- O Estado de São Paulo

FARMÁCIA POPULAR

cartas-mail2.jpgO Ministério da Saúde esclarece que a reportagem Prefeitos aliados têm mais verbas do Farmácia Popular no ano eleitoral (18/8, A4) contém dados equivocados, que distorcem a realidade e levam a uma interpretação que não condiz com a verdade, pondo em xeque a idoneidade de um dos principais programas da pasta. O Farmácia Popular do Brasil atende 2 milhões de pessoas por mês com a oferta de 107 itens de medicamentos a baixo custo. Ao contrário do que sustenta a reportagem, neste ano foram 33, e não 351, os municípios habilitados a receber recursos federais para instalar unidades do Programa Farmácia Popular. Os números verdadeiros mostram que os critérios adotados pelo Ministério são estritamente técnicos, desprovidos de favorecimento político-partidário: das 33 prefeituras que receberam verbas para instalação do Farmácia Popular neste ano, sete são do PSDB, cinco do DEM, três do PPS, três do PTB, três do PP, duas do PMDB, duas do PSB, duas do PT, duas do PDT, duas do PL, uma do PMN e uma do PSC. O Ministério reitera que todos os municípios com mais de 70 mil habitantes estão aptos a receber o Farmácia Popular. Para aderir ao programa basta que a prefeitura preencha e encaminhe ao Ministério da Saúde proposta de adesão e termo de compromisso, ambos com formulários disponíveis na internet.

Priscila Lambert jorge.vasconcelos@saude.gov.br

assessora de imprensa do Ministério da Saúde

Brasília

N. da R. - Em 2008, o Ministério da Saúde liberou R$ 26 milhões para a implementação e manutenção do Programa Farmácia Popular em 351 cidades. Em 73% dos casos, as cidades pertencem à base aliada.

Ver também aqui no blog

São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco

SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”

17/08/2008 - 11:49h Troca de acusações no PSDB esquenta eleição em Vitória

Vice-governador tucano passa a apoiar petista e irrita partido

Thiago Guimarães / Secom e Apoena

Ricardo Ferraço, Vice-governador de Espírito Santo (esqu.) apoia a reeleição de João Coser (PT) à Prefeitura de Vitória

Maria Lima - O Globo

BRASÍLIA. A eleição deste ano prometia ser das mais tranqüilas em Vitória, no Espírito Santo, onde o prefeito petista João Coser lidera a corrida com folga numa coligação de 19 partidos, que vai do PMDB do governador Paulo Hartung ao PSB do senador Renato Casagrande e mais uma penca de nanicos.
Mas um caso de traição esquentou a campanha na capital capixaba na última semana. O vice-governador, o tucano Ricardo Ferraço, ateou fogo à disputa ao resolver enfrentar a cúpula do PSDB, que apóia Luciano Rezende (PPS), e se unir ao grupo de Coser. Com as cenas explícitas de traição e a crise no ninho tucano, a campanha ganha repercussão nacional.

Crise abala planos do PSDB para eleições

O racha compromete o projeto do PSDB de disputar o governo estadual em 2010 e construir um palanque forte no estado para o candidato a presidente do partido. Numa crise que envolve troca de acusações pesadas, o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) acusa Ferraço de traição e diz que ele será expulso do PSDB.

— A candidatura do Ferraço (ao governo em 2010) começou a ser construída no PSDB, em 2006, quando o colocamos na chapa do Hartung. Só que agora ele está expulsando o PSDB desse projeto e quer ser o candidato do PMDB e do PT. Tirou nosso palanque e nosso projeto.
Mas vamos ter um candidato, seja ele ou outro. Ele traiu o PSDB e vai sair do partido, expulso ou pelas próprias pernas — diz Vellozo Lucas. — O pior é que essa traição se deu na varanda da minha casa, porque o Ferraço é meu concunhado. Saí de férias e, três dias depois, ele estava na rua apoiando a campanha do Coser, contra a orientação da executiva do PSDB.

Vice diz que foi ignorado na costura de alianças

O vice-governador rebate, dizendo que o deputado é “mimado, preguiçoso, narcisista”, não tem votos para se eleger sem Paulo Hartung e está obcecado pela disputa de 2010: — Traição nada! O deputado se comporta como representante das velhas oligarquias, que de quando em quando precisam gerar uma crise para ter luz. Ele conduz o partido como propriedade particular.
Fui provocado, insultado e ignorado quando costurou as coligações.
Aceitei tudo calado.
Agora fiz um desabafo.
Cansei de ser ignorado.
Por que esse ódio e rigor em relação a mim e ele não olha o que acontece em São Paulo e Belo Horizonte? O vice-governador já está com um pé no PMDB. Na troca de farpas, Hartung acabou se sentindo atingido pelo antigo aliado e ficou ao lado do vice.
Com a desincompatibilização de Hartung para disputar o Senado, Ferraço deve assumir o cargo por 10 meses e concorrer à eleição como governador. A jogada é considerada arriscada por seus adversários, até porque o senador Casagrande, outro grande aliado de Hartung, é candidatíssimo a governador.
O comando do PSDB não esconde a preocupação com a crise capixaba. A avaliação reservada é que Ferraço está criando uma situação para ser expulso do partido e, com isso, manter o mandato de vice-governador. Isso porque, se trocar de legenda, corre o risco de perder o mandato.
O tema será debatido pela executiva do PSDB nas próximas semanas, segundo o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE).
Na luta contra o grupo de Hartung, o tucano Vellozo Lucas diz que em Serra, segunda maior cidade do estado, a coligação do ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT), apoiada pelo PMDB de Hartung, lançou um laranja, o vereador Tio João (PRTB), só para que seu candidato não disputasse sozinho.
Nos bastidores a avaliação é que, além de perder a legitimidade por ganhar de W.O. (sem adversário), Vidigal correria o risco de não alcançar os 50% dos votos válidos. Ele foi prefeito por oito anos.

— Lá em Serra, o Vidigal corre sozinho. O Tio João é um laranja. Tudo foi costurado para não atrapalhar os planos dele — diz Vellozo Lucas.
Em entrevista à Rádio CBN, o candidato do PRTB negou que sua candidatura seja de fachada e disse que está na disputa para valer.

COLABOROU Gerson Camarotti

22/07/2008 - 18:41h NOTA DE REPÚDIO

Os partidos da coligação “Uma Nova Atitude para São Paulo” (PT-PCdoB-PDT-PSB-PRB-PTN) vêm a público manifestar seu mais profundo repúdio à decisão arbitrária, tendenciosa e leviana da Associação dos Magistrados Brasileiros de divulgar uma lista de candidatos que “respondem a ações penais de improbidade administrativa e eleitoral”, e que atinge, de forma injusta, a imagem de nossa candidata Marta Suplicy.

A lista, que transgride os preceitos mínimos da ética e do direito, faz referência a uma ação movida por oposicionistas contra a então prefeita, ainda sem julgamento em qualquer instância, e na qual Marta Suplicy já obteve uma liminar favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Uma das regras sagradas do Direito é a de que ninguém pode ser considerado culpado antes de julgamento definitivo e de dispor de amplo direito de defesa. Surpreende que uma associação, cujos integrantes têm a responsabilidade de administrar a justiça, cometa um gesto que caracteriza pré-julgamento ou rito simbólico de execução sumária.

Vale ressaltar que a candidatura de Marta Suplicy teve seu registro aprovado pela Justiça Eleitoral, sem sofrer pedido de impugnação do Ministério Público ou dos seus adversários, o que demonstra que a candidata não tem nenhum tipo de problema com a Justiça.

Não por acaso, minutos após a sua divulgação, a tal lista já recebia a contundente reprovação de um grande número de juristas e de membros da Justiça, entre eles o presidente do Supremo Tribunal Federal.

A Coligação Uma Nova Atitude por São Paulo estuda as medidas judiciais que tomará contra os responsáveis pelos danos causados à imagem pública de nossa candidata e pede uma reflexão à sociedade sobre as motivações políticas deste gesto da AMB.

19/07/2008 - 19:16h Segundo Ibope, Jô Moraes lidera Belo Horizonte. Márcio Lacerda é 3º

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Aécio, Pimentel e Lacerda, mesmo com dois padrinhos de peso 3° no IBOPE. Na liderança Jô Moraes do PCdoB

GlobonewsTV

RIO - O Ibope divulgou neste sábado pesquisa sobre intenções de votos em Belo Horizonte. A candidata do PCdoB, Jô Moraes, lidera a disputa à prefeitura, com 17%. Em segundo lugar está Leonardo Quintão, do PMDB, com 14%. Márcio Lacerda, do PSB, que conta com o apoio do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel, tem 8%. Vanessa Portugal, do PSTU, tem 4%. Sérgio Miranda, do PDT, 3%; Gustavo Valadares, do DEM, 2%; e André Alves, do PTdoB, 1%. Brancos e nulos somaram 19% e 30% não opinaram.

Segundo o Ibope, em eventual segundo turno Jô Moraes venceria quintão por 26% a 21%, e Lacerda por 27% a 16%.

09/07/2008 - 11:02h Erundina anuncia apoio a Marta

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Cristiane Agostine - VALOR

Ex-prefeita e uma das fundadoras do PT, a deputada federal Luiza Erundina (PSB) declarou ontem apoio à candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e defendeu a extensão da aliança entre o PT e os partidos do bloco de esquerda para 2010. “Marta, conte comigo”, discursou a ex-petista, que se desligou da sigla em 1997.

Depois de receber homenagens de petistas em um seminário sobre habitação organizado pelo partido, Erundina demonstrou que estava satisfeita com o apoio do PSB, juntamente com o PDT e PCdoB à Marta. “A composição das forças democráticas e populares em torno da tua candidatura (de Marta Suplicy), de um projeto para São Paulo, sem dúvida nenhuma tem uma dimensão política, tem um componente político que vai para além de 2008. Transborda para 2010 e politicamente marca o processo político nacional”, disse.

“Eu discutia, eu defendia que aqueles partidos que compõe o chamado bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) estivessem em uma aliança com o PT, com Marta, para que se pudesse configurar um outro campo político ideológico”, discursou a deputada. Na eleição passada, Erundina não apoiou Marta no primeiro turno e saiu candidata.

Ontem, Erundina foi muito aplaudida por uma platéia de cerca de 400 pessoas, composta por militantes petistas, lideranças de movimentos sociais, políticos e estudantes. Marta Suplicy elogiou as ações da hoje socialista e lembrou das dificuldades enfrentadas quando Erundina foi prefeita. “Quero lembrar que há 20 anos São Paulo elegeu uma mulher nordestina e do PT”, comentou Marta.

A deputada, visivelmente emocionada, começou seu discurso falando as negociações de seu partido com o PT e depois disse que não “precisava ser vice-prefeita”. “Mas eu queria um governo de esquerda”, explicou. Ela foi convidada para compor a chapa de Marta, mas seu partido não aceitou o cargo de vice. “Estou absolutamente tranqüila e feliz de a decisão ter sido não aquela que eu defendia, mas a mais correta e justa para São Paulo”, ponderou. O vice de Marta é o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB.

Ontem, Marta teve outra boa notícia: por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) acolheu recurso e revogou a decisão de primeiro grau que a multou e à empresa Folha da Manhã, por entender que houve propaganda antecipada em uma entrevista concedida pela petista à “Folha de S.Paulo”. O TRE também cancelou por unanimidade multa contra a Editora Abril, por entrevista à revista “Veja São Paulo”.

Segundo o relator do recurso movido pela “Folha”, desembargador Walter de Almeida Guilherme, as questões citadas na sentença de primeiro grau ficaram “prejudicadas” depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar uma nova resolução, modificando a disposição sobre propaganda eleitoral que deu margem para as ações contra veículos de comunicação.

Os ministros do TSE revogaram o artigo 24, que proibia os pré-candidatos de “expor propostas de campanha” antes do início da campanha, e criaram um novo artigo que diz: “Os pré-candidatos e candidatos poderão participar de entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho de 2008″.

Depois do voto do relator, o juiz Paulo Octávio Baptista Pereira fez questão de dizer que também votaria pela retirada da multa mesmo sem a nova resolução do TSE. A entrevista de Marta à “Folha” foi publicada no dia 4 de junho e à “Veja São Paulo” ? , na edição de 4 a 11 de junho. (Com agências noticiosas)

05/07/2008 - 20:34h Datafolha: Marta tem 38% das intenções de voto; Alckmin, 31%

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Kassab obteve 13% da preferência, seguido de Maluf, com 8%.


Pesquisa foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores.

Do G1, em São Paulo

Pesquisa Datafolha publicada no jornal “Folha de S.Paulo” revela que a ex-ministra Marta Suplicy (PT) está com 38% das intenções de voto em São Paulo, seguida pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 31%.


Leia também: Datafolha aponta Crivella com 26% e Jandira, com 17%

Em terceiro lugar vem o prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 13% da preferência. O quarto lugar é ocupado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que obteve 8% das intenções de voto.

Soninha (PPS) obteve 1% das intenções de voto; Levy Fidelix (PRTB), Ciro Moura (PTC), Renato Reichman (PMN) e Ivan Valente, 0%. Votos em branco, nulos e nenhum tiveram índice de 5%; não sabe, 3%.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa, a primeira realizada após a oficialização das candidaturas, foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores de São Paulo. O número de registro no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é 01000108-SPPE.

Com a costura da aliança do bloco PC do B, PSB e PDT com o PT não é possível comparar a pesquisa atual com as anteriores, pois os três partidos apresentavam candidaturas na época.

No dia 15 de maio, pesquisa Datafolha registrava um empate técnico entre Marta e Alckmin. A petista tinha 32% e o tucano, 28%.


Renda e região

Marta apresenta seu melhor desempenho (44%) entre os que têm renda mensal de até dois salários mínimos. No mesmo segmento, Alckmin e Kassab têm, respectivamente, 27% e 11%.

O tucano tem melhor desempenho (34%) entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos. Já entre os que ganham mais de dez salários mínimos, o índice é de 33%. Já Kassab e Marta têm, respectivamente, 24% e 23%.

Marta tem o melhor desempenho na Zona Sul de São Paulo (44%) e o pior no Centro (23%). Alckmin se destaca no Centro e Zona Norte (42%) e é mais fraco na Zona Sul (27%). Já Kassab se destaca nas Zonas Leste e Oeste (15%) e tem pior desempenho na Zona Norte (10%).


Segundo turno

Marta e Alckmin estariam tecnicamente empatados num eventual segundo turno. Segundo a pesquisa, caiu de dez para cinco pontos a vantagem de Alckmin sobre Marta em relação ao levantamento anterior.

Alckmin obteria 50%, contra 45% de Marta. Na pesquisa anterior, o tucano tinha 52% contra 42% da petista. Segundo o Datafolha, o ex-governador herdaria 78% dos eleitores de Kassab e Marta, 19%. Alckmin contaria com 60% dos eleitores de Maluf e Marta, 30%.

Em uma eventual disputa com Kassab, Alckmin venceria com 34 pontos de vantagem: 59% a 25%.

Se Marta disputasse o segundo com a Kassab, ela derrotaria o prefeito por 55% a 36%.

Em comparação com a pesquisa anterior, a vantagem da ex-ministra subiu de dez para 19 pontos. No cenário, Kassab herdaria 56% dos eleitores de Alckmin e Marta, 33%.

Rejeição

Marta tem 30% de rejeição – maior parcela entre quem tem nível de escolaridade superior e renda familiar superior a dez salários mínimos. Kassab tem 30%, Alckmin, 18%, e Maluf, 55%.

28/06/2008 - 20:01h Esquentando os motores: união, força e juventude

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28/06/2008 - 10:44h Jornalismo: Marta consolida apoio eleitoral

Cesar Ogata
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Paulo Liebert/AE
Marta com Aldo: “De um lado, as forças de esquerda, com projeto de inclusão. De outro, demos e tucanos, com o projeto da enrolação”

Durante lançamento da coligação do bloco de “esquerda” em São Paulo, petista cita empenho de Lula na formação da aliança e critica PSDB e DEM. Paulinho da Força diz que sindicatos irão trabalhar na campanha

Alessandra Pereira - Correio Braziliense

São Paulo — Afinados no discurso de que a chapa representa a união das forças de esquerda em torno da retomada da principal capital do país, a pré-candidata do PT à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, e seu candidato a vice, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), apresentaram ontem a coligação batizada de Uma Nova Atitude por São Paulo. Na prática, Marta consolidou o apoio dos maiores partidos do bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) aos petistas, depois de uma longa negociação que precisou de intervenções diretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar a bom termo.

Em ato de lançamento com as presenças do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, foi esse o enfoque de consenso. A de que a formação da chapa une as “forças populares” em uma campanha que, na avaliação de Marta Suplicy, será, mais uma vez, polarizada entre dois grupos políticos e projetos distintos.

“São Paulo vai ser palco de uma disputa entre dois projetos. De um lado, as forças de esquerda, com um projeto de inclusão social. De outro, demos e tucanos, com o projeto da enrolação social”, disse a ex-prefeita e ex-ministra do Turismo, em referência às candidaturas do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição. Com a coligação, a chapa terá cerca de 7,5 minutos de tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

Marta se disse alegre em poder ter como vice alguém “do porte de Aldo Rebelo”. “Sinto que temos uma dupla afinada, com uma competência bastante complementar”, disse. Questionada sobre a participação de Lula nas negociações, a ex-prefeita, que governou São Paulo entre 2001 e 2004 e perdeu a reeleição para o atual governador do estado, José Serra (PSDB), comentou: “O presidente fazia muito gosto no apoio das esquerdas aqui em São Paulo para o seu partido (PT). Isso eu sei porque foi comentado a mim. O Aldo pode dizer qual foi o peso desse pleito presidencial”.

Segundo o deputado, “houve um empenho grande do presidente Lula” e das lideranças de todos os partidos para que o bloco se unisse ao PT na formação de uma grande chapa de esquerda em São Paulo. Tanto Marta quanto Rebelo foram reticentes quanto à possibilidade de a aliança paulistana se prolongar até as eleições de 2010. “Há expectativa de que seja estratégica”, afirmou o deputado, lembrando que PT e PCdoB estão juntos desde 1988.

Esquema
Marta Suplicy e Aldo Rebelo também negaram constrangimento em relação à presença no ato e ao apoio de Paulo Pereira da Silva, acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Paulinho abdicou de seus sigilos telefônico, bancário e fiscal e está sendo investigado pelo Conselho de Ética da Câmara e pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, defendeu Rebelo. Marta afirmou não ver problema algum: “Ninguém pode ser julgado antes da hora”.

No ato de ontem, Paulinho foi cumprimentado com abraços por Marta e Rebelo. O deputado, que deixou a presidência do PDT em razão das acusações, mas ainda comanda a Força Sindical, disse que os 52 sindicatos ligados à central irão trabalhar firme por Marta. “Os trabalhadores vão buscar voto por voto nas ruas”, disse.

Segundo Marta, é a primeira vez, em muitos anos, que as centrais
sindicais estão juntas em uma candidatura para a prefeitura de São Paulo. “Isso é motivo de entusiasmo, porque temos todos os sindicatos, temos uma militância com garra, querendo ir para as ruas, temos uma coligação forte e o apoio do presidente Lula”, computou. Lula já confirmou que irá prestigiar a campanha de Marta sempre que possível.

Mais do que a da cúpula do PSB, representado pelo presidente do diretório municipal, o vereador paulistano, Eliseu Gabriel, a maior ausência sentida foi a da deputada federal Luiza Erundina, que chegou a ser cogitada para a vaga de vice de Marta. Representantes dos partidos do bloquinho acreditam que a candidatura teria ainda mais força com Erundina como vice, porque ela já foi prefeita e aparecia com 8% das intenções de voto para prefeita, contra apenas 1% de Rebelo.

Segundo representantes do PSB, Erundina terá participação ativa na campanha e é nome importante também para ocupar posição de destaque em um eventual novo governo de Marta Suplicy na capital paulista. Hoje e amanhã, os partidos do bloquinho e o PT fazem as convenções partidárias para homologar as candidaturas.


Alckmin nas ruas

No mesmo dia em que os adversários desfilaram a tiracolo com cabos eleitorais de peso, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin, enfrentou, solitário, o eleitorado. Desacompanhado até de fiéis deputados tucanos, Alckmin fez uma visita breve a uma feira de lojistas de shoppings na Zona Norte da cidade.

O tucano minimizou a maratona de inaugurações às vésperas do início da eleição — promovida pelo prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) — e seu impacto nas urnas dizendo que ela não é uma ameaça. “Para mim, está bastante claro que a disputa mais difícil é com o PT”, afirmou.

Mas, mesmo em relação à adversária petista, a ex-ministra Marta Suplicy, o ex-governador adotou um discurso otimista. “Está bom. Estamos num empate técnico com a candidata do PT e, na simulação de segundo turno, temos 9, 10 pontos, uma boa margem de frente”, disse ao citar pesquisas recentes.

Alckmin, rodeado por assessores tucanos e organizadores da feira, percorreu por cerca de uma hora estandes de expositores, distribuiu beijos e apertos de mão e tirou fotos. Já Kassab, pela segunda vez nesta semana, esteve ao lado do governador José Serra (PSDB). Ambos entregaram um viaduto na Zona Leste da cidade. “É natural que todos os candidatos procurem se expor, buscar votos. Isso faz parte do processo democrático”, disse Alckmin.

20/06/2008 - 09:24h PDT, PCdoB e PSB apoiam Marta e sugerem Aldo Rebelo como vice

Aldo Rebelo recua e aceita ser vice de Marta Suplicy

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Valor Econômico

aldo.jpgBRASÍLIA - O PT contrariou o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu manter o veto à coligação formal do partido com o PSDB na eleição para prefeito de Belo Horizonte. Antes da reunião Comissão Executiva Nacional (CEN) petista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que recebera o mesmo apelo de Lula, autorizou os partidos que integram o chamado ” bloquinho ” a apresentar seu nome para compor a chapa da candidatura de Marta Suplicy a prefeita de São Paulo, na condição de vice.

Segundo Aldo, sua decisão deveria ser entendida como um ” gesto de boa vontade ” em relação ao entendimento da esquerda, conforme pedira Lula numa reunião, na véspera, com os presidentes do PT, PSB, PCdoB e PDT. Aldo então contava, embora sem muito otimismo, que seu gesto provocasse alguma ” reciprocidade ” do PT. Referia-se à retirada do veto à aliança entre PSB, PT e PSDB em Belo Horizonte. O PCdoB já dera por perdida a possibilidade de obter o apoio do PT no Rio de Janeiro.

À noite, Aldo preferiu não comentar a decisão. O deputado, que é ex-ministro de Lula e ex-presidente da Câmara, quer antes conversar com os partidos que integram o ” bloquinho ” , que defendem sua indicação para a chapa de Marta a prefeito. Aldo defendeu o lançamento de candidaturas próprias do bloco nos grandes colégios eleitorais, mas os partidos que integram o bloco, em São Paulo, pensavam de maneira diferente e a divisão entre eles era dada como certa. O PDT, por exemplo, iria com Marta de qualquer maneira.

Ainda assim, Aldo comemorou o fato de os três partidos tomarem a decisão de apresentá-lo como vice. ” O símbolo de São Paulo pesa muito ” , disse. Além da suposta unidade do bloco em São Paulo, Aldo disse que a decisão foi tomada sob condições, como a discussão de uma plataforma de governo com a candidata Marta Suplicy. A decisão do ” bloquinho ” foi aplaudida ao ser anunciada na reunião da executiva petista.

Hoje, as siglas do bloco se reúnem com a direção municipal do PT para debater os pontos que foram apresentados aos petistas como condição de apoio a Marta. São eles: a indicação de Aldo na vice; a formação de um conselho político de campanha constituído por lideranças de todos os partidos e que tenha poder para definir tanto rumos da campanha eleitoral quanto aspectos do programa de governo; e a participação no governo, em caso de vitória na eleição. Ao PCdoB interessa, por exemplo, a área de esportes, assim como ao PDT a área trabalhista.

A coligação na chapa para vereadores ainda não é consenso. O PDT já firmou posicionamento de que não tem interesse em que a aliança seja ampliada também para a chapa de vereadores. Já o PRB tem esse interesse. Os outros dois partidos ainda não firmaram entendimento sobre o assunto. A avaliação é de que a ausência de uma candidatura a prefeito faz com que diminuam os votos de legenda, que costumam ajudar a eleger bancada para a Câmara Municipal. Além disso, uma chapa própria garante a linha de sucessão, na eventualidade de algum vereador desejar se candidatar em 2010 para a Assembléia Legislativa ou a Câmara dos Deputados.

Em reunião anteontem, o PT demonstrou abertura para discutir os pontos. A expectativa é de que já no início da próxima semana seja oficializada a chapa e as questões que demandem mais tempo, como a formação do conselho político, sejam negociadas após a formalização da candidatura. Há também um limite temporal para que isso ocorra: as chapas devem estar constituídas até o fim do mês, uma vez que a campanha se inicia no dia 6 de julho. As convenções desses partidos estão marcadas para o próximo fim de semana.

Fora de São Paulo, o maior problema para a direção do PT continua sendo Minas, pois Lula fizera um apelo ao partido para que não fossem criados problemas para a aliança com o PSDB. Dois recursos à CEN ajudaram a cúpula petista a resolver o problema rapidamente. Um pedia a intervenção prévia no diretório municipal de Belo Horizonte; outro, que o veto à aliança com os tucanos fosse reconsiderado. Por 13 votos, a Executiva decidiu rejeitar os dois recursos. Houve um voto pela intervenção e outro pela reconsideração.

A decisão já era esperada pelos petistas ligados ao prefeito Fernando Pimentel, de Belo Horizonte, que a classificam de ” bolchevismo tardio ” e não têm a menor intenção de cumprir a determinação. A convenção para referendar a aliança com o candidato Márcio Lacerda (PSB) está confirmada para o próximo dia 21. Falta acertar como se dará a participação do PSDB do governador Aécio Neves. Para contar com o tempo de TV dos tucanos, PSB e PT precisam se coligar formalmente com o PSDB.

Para os aliados de Pimentel a decisão do PT tem contornos de ” revanchismo ” , algo pessoal contra o prefeito de Belo Horizonte, que defendia a ” despaulistização ” do PT. Avaliam que dá para fazer a campanha e ganhar a eleição sem o aval da cúpula ” bolchevique ” e que, em dezembro, o que importará é que no final do ano Fernando Pimentel e Aécio Neves terão eleito o prefeito da capital de Minas Gerais e que nada restará ao PT fazer.

A decisão da cúpula petista serve para agastar ainda mais a relação do PT com seus aliados à esquerda, mas demonstra que nenhum deles ainda conseguiu reunir força suficiente para avançar sobre uma porção significativa do espaço petista. Os partidos registraram também que, a exemplo do que ocorreu em outras ocasiões, como a eleição para a presidência da Câmara vencida pelo deputado Arlindo Chinaglia, o PT fez o que quis apesar das manifestações em contrário do presidente Lula.

(Raymundo Costa e Caio Junqueira | Valor Econômico)

19/06/2008 - 21:47h A direita está brava (p. da vida)

Nota de Noblat

Por que Aldo virou vice de Marta

Mais uma vez o PT bateu o pé, esticou a corda e ganhou a parada na hora de se compor com seus aliados mais próximos para disputar eleições.

O chamado bloquinho de partidos de esquerda (PC do B, PSB, PDT e, vá lá, PRB) estava unido em torno da candidatura do deputado Aldo Rebelo (PC do B) a prefeito de São Paulo.

Para que Aldo virasse candidato a vice de Marta Suplicy, como queria o PT, o bloquinho pedia:

a) a desistência de Alessandro Molon, candidato do PT a prefeito do Rio;

b) o apoio do PT carioca à candidatura a prefeita de Jandira Feghalli (PC do B);

c) a revogação do veto da direção nacional do PT a uma aliança formal entre o PT mineiro e o PSDB do governador Aécio Neves para eleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte;

d) a desistência da candidata do PT a prefeita de Manaus e o apoio do partido à reeleição do prefeito Serafim Fernandes (PSB).

O PT não atendeu a nenhum dos pedidos - apesar do aparente empenho de Lula para que pelo menos atendesse alguns.

Aldo aceitou ser vice de Marta porque o PSB cedeu ao apelo de Lula, interessado em ajudar sua ex-ministra. Se Aldo se recusasse a ser vice, o PSB indicaria para a vaga a ex-prefeita Luiza Erundina.

E o que o PSB ganhou em troca?

A promessa de Lula de que dará uma força para que Serafim se reeleja em Manaus. E para que Lacerda se eleja em Belo Horizonte.

Lula ficou grato a Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB.

O PT não se sente grato a ninguém.

Ricardo Noblat

18/06/2008 - 12:13h Descaso de Kassab com a educação: São Paulo corre atrás do prejuízo

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Ver também, Educação municipal: Prefeitura de SP “escondeu” déficit de vagas recorde

SP pedirá R$ 60 mi à União para construir escolas

Meta é construir 30 Emeis, o que não cobre déficit de 53.358 vagas

 

Maria Rehder - O Estado de São Paulo

 

A Prefeitura de São Paulo em dez dias vai pedir R$ 60 milhões ao Ministério da Educação (MEC) para a construção de 30 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis). Atualmente, 53.358 crianças estão na fila de espera por vaga na pré-escola da rede municipal de ensino. O déficit de vagas em creche é ainda maior: 93.476.(grifo meu LF)

A partir de 2009, os municípios brasileiros serão obrigados a garantir vagas para crianças de 4 e 5 anos nas escolas públicas mais próximas de suas casas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na sexta-feira a Lei 11.700 que garante esse direito aos cidadãos que queiram matricular seus filhos na pré-escola. De acordo com o relatório de demanda por vagas publicado no site da Secretaria Municipal de Educação, 53.358 mil crianças estão na fila de espera por uma vaga nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emei) de São Paulo.

O problema é ainda maior na faixa etária de até 3 anos. A fila de espera por creche na capital conta com 93.476 crianças. O senador Cristovam Buarque (PDT), autor do projeto de lei sancionado por Lula, explica que os municípios que não garantirem esse direito aos pais que queiram ter seus filhos matriculados na pré-escola poderão ser acionados pelo Ministério Público. “É preciso esclarecer que as cidades não terão de construir escolas próximas às casas das crianças, mas garantir que elas estudem nas escolas (que já existem) mais próximas as suas casas.”

Para a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, a lei vai reforçar a necessidade de os municípios se articularem para dar mais foco à ampliação da educação infantil. “A Lei de Diretrizes e Bases já dizia que a educação infantil é uma obrigação do Estado.”

Questionada sobre os casos de cidades que têm elevado déficit de vagas na pré-escola, como a capital paulista, Pilar explicou que o MEC investiu entre 2007 e 2008 R$ 1 bilhão na construção e montagem de novas escolas de educação infantil, por meio do Programa Pró-Infância. “Pretendemos fazer mil creches na primeira fase do programa. No Sul e Sudeste, a distribuição será maior.”

Apesar do alto déficit de vagas nesta etapa de ensino, a cidade São Paulo não aderiu ao programa (grifo meu LF). “O MEC repassa a verba (cerca de R$ 1 milhão por escola) para os municípios, que entram com o terreno no tamanho que a legislação exige. Se a cidade comprovar a necessidade da construção de mais de uma escola e tiver baixo orçamento, claro que vamos financiar sem nenhum problema.”

As escolas de educação infantil construídas pelo MEC seguem um padrão. Pilar afirma que a previsão é de que se invista mais R$1 bilhão na segunda fase do projeto, em 2009. Araraquara, Campinas, Bauru e Bebedouro são alguns dos 914 municípios brasileiros que aderiram ao programa.

O vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão consultivo do MEC, Mozart Ramos, ressalta que garantir a inclusão das crianças brasileiras na pré-escola é fundamental para melhor escolarização. Ela cita um estudo recente que mostra que a criança que faz a pré-escola tem 38% mais chance de concluir o ensino médio.

06/06/2008 - 00:08h Marta anuncia estudos para melhorar o transporte em São Paulo e diminuir impostos

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A ex-ministra Marta Suplicy concedeu ontem (5), em São Paulo, sua primeira entrevista coletiva como pré-candidata a prefeita. Ela anunciou a realização de um seminário para estudar saídas para a crise vivida no transporte público e no trânsito na capital paulista. A ex-prefeita revelou ainda que encomendou um estudo sobre a possibilidade de redução da carga de tributos que a população paga à prefeitura.

“O município arrecada hoje duas vezes mais do que no meu tempo (2001-2004). Graças ao presidente Lula, que arrumou a economia do Brasil”, afirmou. Leia abaixo os principais pontos da coletiva.

Negociação com outros partidos e a vaga de vice
“Quem está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto não se sente isolada, sozinha. Até as convenções partidárias, nenhum martelo está batido. Continuamos conversando com o PSB, PDT e PC do B. Se não der certo, iremos para outra etapa, mas esse momento não chegou”.

Críticas do prefeito e avaliação dos adversários
“O debate é bom quando é feito com bom nível e ética. Acho que conseguiremos isso discutindo propostas. Vamos fazer um seminário sobre a questão do transporte. É assim que São Paulo tem que ser discutida e que vamos resolver seus problemas. Não com bate-boca, mas com propostas concretas. Do Kassab ainda não ouvi nenhuma proposta e também não vi do (Geraldo) Alckmin. Ele ainda briga dentro do seu próprio partido. Eu tenho proposta. São Paulo é nervosa e precisa de gente com propostas ousadas”.

Lula e a candidatura a prefeita
“O presidente foi muito gentil. Ele virá a São Paulo quantas vezes forem necessárias, pois sabe a importância da cidade para o PT. O presidente tem uma sensibilidade muito grande para questões sociais. O Bolsa-Família (programa do governo federal) começou em São Paulo, quando implantamos o Renda Mínima no meu governo”.

Classe média e a eleição de 2004
“Nós fizemos muito, com muito pouco. Eles (José Serra e Gilberto Kassab) fazem muito pouco, com muito. A prefeitura tem mais dinheiro graças ao presidente Lula, que arrumou a economia do Brasil e o país está crescendo”.
“Tive muito voto junto à classe média, mas uma faixa dessa população ficou desgostosa com algumas das nossas ações. Por isto, pedi um estudo sobre o orçamento da cidade para avaliar a possibilidade de propor uma diminuição da carga de tributos. A prefeitura arrecada duas vezes mais atualmente do que na minha época”.
“Hoje, a preocupação da população é com o transporte. No meu tempo a situação era difícil, mas demos um salto enorme com pouquíssimos recursos disponíveis. Agora, temos todas as condições de dar um incremento no setor. A primeira coisa a fazer é retomar a capacidade de gestão da CET, que está sem funcionários e com poucos recursos técnicos e de equipamentos”.
“O mais complicado será recuperar o atraso existente na malha do Metrô. São Paulo começou a construir o Metrô junto com a Cidade do México. Lá eles têm mais de 200 quilômetros de linhas e aqui apenas 60 kms. Apresentei um projeto ao presidente Lula, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, de fazer em parceria mais 65 kms de Metrô e 279 kms de corredores exclusivos”.

Fonte Bancada de vereadores do PT