23/12/2008 - 09:14h A menor taxa de desemprego desde 1998

Quadro do jornal O Globo

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Nas seis regiões metropolitanas do País pesquisadas, o desemprego ficou em 13% em novembro, o menor desde janeiro de 1998.

E desemprego cai em SP

Com 12,3%, taxa Seade/Dieese é a menor desde fevereiro de 1995, mas coordenador já vê ’sinais leves’ da crise

Carolina Ruhman - O Estado SP

Com critérios diferentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos (Dieese) apontou queda do desemprego na região metropolitana de São Paulo para 12,3% em novembro. O resultado é o menor para um mês de novembro desde 1992, quando o desemprego estava em 14,6%. E também é o menor da série desde fevereiro de 1995, quando foi de 12,9%.

A diferença entre os índices ocorre porque, enquanto a pesquisa Seade/Dieese mede todos os tipos de trabalho (em apenas seis regiões metropolitanas), o Caged computa dados de todas as regiões do País, mas apenas nos casos de trabalho com carteira assinada.

Na comparação com outubro, o desemprego na região metropolitana de São Paulo recuou 0,2 ponto porcentual. O contingente de desempregados foi estimado em 1,297 milhão de pessoas, 20 mil a menos do que em outubro.

Em relação ao rendimento médio real, a pesquisa Seade/Dieese apontou aumento de 0,5% em outubro ante setembro. Porém, na comparação com outubro de 2007, houve recuo de 0,9%, passando a R$ 1.216. A massa de rendimentos dos ocupados - índice que combina ocupação e rendimento - cresceu 1,5%. Em relação a outubro de 2007, houve alta de 3,6%.

Nas seis regiões metropolitanas do País pesquisadas, o desemprego ficou em 13% em novembro, o menor desde janeiro de 1998. Em outubro, era de 13,4% e em novembro de 2007, de 14,6%. O levantamento foi feito em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O número de desempregados foi estimado em 2,627 milhões, 71 mil a menos do que em outubro.

O rendimento médio real dos ocupados subiu 0,6% em outubro ante setembro. Em relação a outubro de 2007, cresceu 3,1%, passando a R$ 1.178. A massa de rendimentos dos ocupados subiu 1,5%. Em relação a outubro de 2007, cresceu 8,3%.

Na avaliação dos coordenadores da pesquisa, o mercado de trabalho já começou a sentir os primeiros sinais de que a crise internacional está afetando as contratações. “São sinais leves”, ressaltou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ao comparar com países desenvolvidos, mais afetados pela crise, que experimentam altas expressivas no desemprego.

O coordenador chamou a atenção para a queda do desemprego na região metropolitana de São Paulo em novembro. Mas o recuo foi explicado mais pela estabilidade da População Economicamente Ativa (PEA) do que por um aumento nas contratações. Na região, a PEA totalizou 10,546 milhões de pessoas em novembro, apenas 0,1% mais que no mês anterior.

De acordo com a pesquisa Seade/Dieese, a criação de 33 mil vagas em novembro foi compensada com a entrada de 13 mil pessoas no mercado, o que reduziu em 20 mil pessoas o número de desempregados, estimado em 1,297 milhão no período. “A taxa caiu porque menos pessoas se apresentaram ao mercado de trabalho”, disse o coordenador da Fundação Seade, Alexandre Loloian.

Os coordenadores da pesquisa Seade/Dieese também evitaram fazer previsões para dezembro e para o início do ano que vem, destacando a incerteza do cenário econômico.

09/05/2008 - 16:30h Fazendo justiça social

Proteção social ao trabalhador deve recuperar nível de 30 anos atrás

Quando o presidente Lula deixar o governo, 50% dos ocupados deverão ter alguma proteção social, percentual parecido com o de 1980, segundo o Ipea

Sao Bernardno do Campo
Operarios das fábricas Volkswagen e Ford em comício do PT em 2002. Valeu!

FÁTIMA FERNANDES e CLAUDIA ROLLI - FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

Quando o presidente Lula deixar o governo em 2010, a proporção de trabalhadores com alguma proteção social deverá ser parecida com a que existia quando ele ainda era sindicalista, no fim dos anos 70.

Em 2006, 48,8% das pessoas ocupadas tinham alguma proteção social mínima, como acesso à Previdência Social, considerando dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

Se a economia brasileira mantiver crescimento até 2010 parecido com o do ano passado, de 5,4%, e o mercado de trabalho criar por ano 2,5 milhões de vagas, essa proporção pode subir para algo próximo a 50%, percentual parecido com o de 1980, de 50,3%. O que significa que há 30 anos a proporção de trabalhadores com proteção social não se alterou no país.

Os cálculos e as projeções foram feitas por Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Para ele, trabalhador com proteção social é aquele que tem ao menos acesso à Previdência Social, como o assalariado, o autônomo, o trabalhador por conta própria e também o funcionário público.

“De 1976 até 1980 houve aumento da proteção social. Com a crise da dívida externa brasileira, em 1980, a proporção de trabalhadores protegidos voltou a cair [para 47,4,%, em 1984]. Depois houve nova recuperação, mas, com a abertura do mercado brasileiro, voltou a cair [para 43%, em 1994]. A partir da década de 90 ganhou dimensão a geração de postos de trabalho precários, sem proteção social e trabalhista”, diz.

A partir de 2000, segundo Pochmann, com a mudança no regime cambial, a criação de ocupações com proteção social passou a ocorrer num ritmo maior do que a de postos de trabalho sem proteção.
“Essa tendência de recuperação ainda levará de dois a três anos para voltarmos ao percentual próximo de 50%. Nos últimos 30 anos o mercado de trabalho não foi favorável ao brasileiro”, diz Pochmann.

Se a economia continuar crescendo no ritmo de 2007, na avaliação Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese, a tendência é de criação de empregos com proteção social ser maior do que a criação de empregos sem proteção.

Nos últimos 12 meses terminados em março deste ano, os postos de trabalho com carteira assinada cresceram 9,2% e as ocupações sem carteira, 5,7%, segundo a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), do Dieese, realizada em seis regiões metropolitanas do país.

Nas regiões metropolitanas a proteção social do trabalhador é maior, segundo Ganz Lucio. “Cerca de 60% dos trabalhadores têm proteção. No final dos anos 90 esse percentual era da ordem de 50%. E está melhorando cada vez mais. Em algumas regiões do país esse percentual chega a 65%”, afirma.

O grande desafio do país hoje, na opinião do diretor técnico do Dieese, é a busca por mecanismos de proteção social para os trabalhadores que não são assalariados, como o trabalhador autônomo da construção civil e o trabalhador rural com várias ocupações no mês.

“Se um autônomo sofre um acidente e não é contribuinte da Previdência Social, fica sem renda. A idéia é fazer com que a proteção se estenda para mais trabalhadores”, diz Ganz Lúcio.


Rendimento

O estudo feito pelo presidente do Ipea sobre a situação do mercado de trabalho nos últimos 30 anos no país mostra também que o rendimento do trabalhador cresceu menos que o PIB (Produto Interno Bruto).
Enquanto o PIB cresceu em média 2,8% ao ano entre 1976 e 2006, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados aumentou 1,1%, em média.

“Tivemos um período de regressão do ponto de vista da remuneração, em um cenário de elevado desemprego e precarização do trabalho”, afirma o presidente do Ipea.

Em 1979, o número de desempregados era de 1,2 milhão de pessoas, o que correspondia a 2,7% da população ocupada no Brasil, segundo dados da Pnad. Em 2006, esse número chegou a 8 milhões, o que equivalia a 8,7% dos ocupados.

O estudo também mostra que, em 1980, 50% da renda nacional era formada pelo rendimento do trabalho. Em 2005, esse percentual foi de 39,1%.

“Apesar de o rendimento médio real ter iniciado um movimento de recuperação nos últimos cinco anos, a trajetória para recuperar o poder de compra dos salários é longa”, diz.

27/12/2007 - 20:55h Lula: ” O Brasil não aceita mais ser um país de poucos. Está se tornando um país de muitos. E não descansará enquanto não for de todos.”

da Folha Online

Pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 27 de dezembro de 2007:

“Minhas amigas e meus amigos,

Nesta noite, quero fazer com vocês um balanço de 2007. Deste excelente momento do brasil. Quero começar agradecendo a todos que, com seu trabalho, esforço e determinação, tornaram esse momento possível.

Quero agradecer ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário.

Quero agradecer tanto aos que apoiaram como aos que criticaram o governo ao longo desses anos. Sem a participação de todos seria impossível unir o país e encontrar os melhores caminhos para o futuro.

A todos vocês, meu muito obrigado.

Já podemos dizer com certeza que nossa economia cresceu mais de 5% em 2007. E 2008 será também muito bom, pois estamos iniciando o ano com um ritmo bem vigoroso.

O desemprego está em queda. De janeiro a novembro, criamos 1,936 milhão empregos com carteira assinada, um recorde histórico. Segundo o IBGE, o índice de desemprego no mês passado foi de 8,2%. O mais baixo de toda história desta pesquisa.

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18/12/2007 - 08:46h Reeleito, Berzoini diz que PT terá candidato próprio em 2010

Paulo de Tarso Lyra

Valor

Ricardo Marques/Folha Imagem


Berzoini: “Seria absolutamente incongruente
que um partido com o nosso histórico de disputas
e a experiência de governar o país
não apresentasse candidato

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18/12/2007 - 08:39h Reeleito, Berzoini diz que PT terá candidato próprio em 2010

Paulo de Tarso LyraValor

Ricardo Marques/Folha Imagem


Berzoini: “Seria absolutamente incongruente
que um partido com o nosso histórico de disputas
e a experiência de governar o país
não apresentasse candidato

Pouco mais de um ano depois do escândalo dos aloprados - que o afastou temporariamente da presidência do partido - o deputado Ricardo Berzoini foi reeleito para presidir o PT no biênio 2008/2009. Com mais de 75% das urnas apuradas, Berzoini liderava com folga a disputa, com 62,03% dos votos válidos, contra 37,97% do também deputado Jilmar Tatto (SP). O novo presidente do PT, que foi convencido pelo Palácio do Planalto a disputar a reeleição após o veto do campo majoritário a Marco Aurélio Garcia, teve sua candidatura fortalecida com o apoio explícito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E terá como principal missão preparar o partido para a primeira eleição presidencial sem Lula candidato. “A política é feita de liderança pessoal, mas também de coletivo, é feita de programas”, afirmou.

Apesar do desejo expresso de Lula de não antecipar o debate sucessório e da torcida para um consenso entre os aliados em 2010, Berzoini deixou claro, ontem, que não faz sentido o PT abrir mão da candidatura própria. “Um partido do nosso tamanho, com o perfil ideológico do PT, o histórico de disputas presidenciais que tivemos nos últimos cinco embates - o que significa todas as eleições após a redemocratização -, aliado à experiência de governar o país com o presidente Lula durante 8 anos, seria absolutamente incongruente não apresentar candidato em 2010″. Até ser eleito presidente do PT Berzoini vinha defendendo que o PT apresentasse um nome aos aliados, para disputar a indicação com os candidatos dos outros partidos da base de Lula.

Berzoini não quer, contudo, adiantar os nomes que poderão disputar a sucessão presidencial pelo PT. Para ele, o momento é de fortalecimento partidário e elaboração de um programa político para o partido. “Não podemos ficar presos apenas aos nomes, mas trabalhar um programa político que seja capaz, por exemplo, de dar consistência para um arco de alianças políticas”.

Essa escolha de qual será o candidato do PT em 2010 - pesquisas recentes reforçaram que o partido não tem um nome forte para suceder Lula - caberá, segundo Berzoini, à direção partidária que assumir a legenda daqui a dois anos. “A direção do PT que for eleita em 2009 terá que receber o trabalho feito. A preparação dos nomes e a administração de um programa político. Ela vai fazer as conversas com todos os partidos para as composições”.

O petista nega que a legenda esteja com uma postura arrogante, apesar de integrar uma coalizão governamental com outros 10 partidos. “O PT terá candidato em 2010 porque construiu uma história para isso. Outros partidos poderão ter também e nós, partidos da coalizão, podemos não estar todos unidos. É desejável que estejamos? É desejável. Mas sabemos que essa não é tarefa e caminho fácil”, disse.

Ele lembra que nas eleições de 2006, com Lula candidato, alguns partidos optaram por projetos políticos próprios e, temendo os efeitos da verticalização, não compor oficialmente a chapa presidencial. Uma dessas legendas é o PSB. “A complexidade do sistema partidário brasileiro se torna um obstáculo alto para composição. O PSB, que tinha ministros importantes como Ciro Gomes, Sérgio Rezende, que teve o governador Eduardo Campos como ministro, não compôs aliança formal”.

Mas se as alianças acontecerem, o presidente reeleito do PT afirmou que a tendência é de que elas privilegiem as legendas com as quais o PT tem maior afinidade: justamente o PSB, PC do B e PDT. Essas três romperam com o PT - não com o governo - após o acordo firmado entre os petistas e o PMDB na eleição de Arlindo Chinaglia (SP) para a presidência da Câmara, em fevereiro de 2007 e formaram o chamado “bloquinho de esquerda”.

Berzoini reconhece que um empecilho para a aproximação é o projeto político eleitoral desses partidos, sobretudo um dos fiéis mais históricos, o PCdoB. “O PC do B preparou nomes para lançar em várias capitais. Em alguns locais, eles estão tendo sucesso em reproduzir o bloco de esquerda e em outros, estão com dificuldades. Em algumas capitais têm aproximação mais histórica conosco. Já fiz contatos antes das eleições para buscar ampliar esse diálogo”, declarou ele.

Para 2008, o PT deve mesclar o lançamento de candidatos próprios com as alianças envolvendo os demais partidos da coalizão. “A decisão vai depender de cada município. O PT tem tido a tradição de lançar candidatos nas grandes capitais. E isso tem dado um resultado positivo”. Berzoini acredita que, após administrar capitais importantes, como Belo Horizonte, Recife, Vitória, Fortaleza, Palmas, Rio Branco e Porto Velho, o PT conseguiu amadurecer sua atuação como gestor municipal. “O fundamental é, onde tivermos chance de lançar um candidato ou chances de fazer o PT crescer, lançar e disputar, porque candidato próprio sempre enseja a apresentação do programa do partido”.

Ontem, enquanto o ex-presidente do partido, José Genoino (SP) e o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (SP) faziam depoimento à Justiça Federal acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão, Berzoini confirmava a criação do código de ética do partido. Disse que as punições permanecerão as mesmas e que o objetivo é fazer com que episódios como a crise de 2005 não se transformem meramente em “disputa política interna”. Sobre o fato de sua vitória representar ou não a superação da montagem de falsos dossiês contra adversários eleitorais do PT, que agiam na campanha de 2006 sob sua coordenação, Berzoini disse que, como em todo veículo, “temos de ter um retrovisor para olhar bem o passado, mas também olhar bem para a frente, senão desgovernamos o carro”.

Para Tatto, centro petista sai fortalecido

Caio Junqueira - Valor

Embora as urnas não o tenham feito presidente do PT, o deputado federal Jilmar Tatto (SP) apontou ontem o que considera duas vitórias políticas do seu grupo no processo eleitoral interno da legenda: o fortalecimento do centro do partido e o afastamento da hipótese do apoio do partido a uma não-candidatura petista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Uma das marcas da nossa campanha foi a candidatura própria para 2010. Demos ênfase muito grande a essa questão e é evidente que, nesse particular, o debate político nós ganhamos. Todos os candidatos acabaram defendendo isso”, afirmou.

Tatto rechaçou a possibilidade de que o vencedor da disputa, o também deputado federal Ricardo Berzoini (SP), abra mão da candidatura petista em prol de um nome da base governista, como o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE). “Ele defendeu no processo eleitoral que o PT tem que ter candidatura própria. A militância ficará vigilante em relação a isso para que não aconteça uma negociação por cima onde o PT ficaria vendido. Mas a dinâmica que imprimimos no debate interno leva para uma candidatura própria. Isso é muito bom, tem um ganho político muito forte.”

O petista é um crítico do comportamento dos aliados, em especial na derrota da votação da CPMF. “Se não for para votar com o governo nas matérias que tem dificuldade não tem sentido estar na base e ter espaço no governo. Deveria dar o exemplo e demitir três ou quatro desses para aprenderem. O PT deveria ter um papel mais estratégico nesse processo. É um partido solidário, dá exemplo de unidade e de compromisso com o governo e muitas vezes não temos isso em relação aos outros partidos.”

Ontem pela manhã o partido confirmou a vitória de Berzoini, mesmo sem a totalidade dos votos apurados. Na terceira parcial divulgada, ele alcançou 62,2 % dos votos (69.869), contra 37,7 % (42.292) de Tatto. Foram apurados 118.499 votos (65% do total estimado de petistas que votaram). De acordo com a Secretaria Nacional de Organização da sigla, com essa projeção não haveria mais a possibilidade de reversão do resultado. Das 81 cadeiras do diretório nacional, 34 foram ocupadas pelo grupo de Berzoini, o antigo Campo Majoritário, 16 vão para a tendência de Tatto e duas outras para os que o apoiaram. Outras 14 cadeiras foram para o grupo Mensagem ao Partido, cujo candidato a presidente era o deputado José Eduardo Cardozo (SP).

Com essa configuração, Tatto disse que se consolidou no partido um grupo de centro, capitaneado por três forças políticas: o seu, PT de Lutas e de Massas, que tem como principal figura a ministra do Turismo, Marta Suplicy; o dos deputados federais paulistas Cândido Vaccarezza, Carlos Zarattini, Devanir Ribeiro e José Mentor e estadual Rui Falcão, intitulado Novos Rumos; e o Movimento PT, encabeçado em São Paulo pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

“O centro do partido sai fortalecido nesse processo eleitoral. Houve um deslocamento de forças que se agrupou na minha candidatura, mas que na verdade sao três forças política que estão construindo um centro político no PT muito importante e que consegue dialogar com as outras correntes”, afirmou.

17/12/2007 - 13:43h Ricardo Berzoini é reeleito presidente nacional do PT para o biênio 2008/2009



Com 62% dos votos ( o resultado é aproximado) Ricardo Berzoini foi eleito presidente nacional do PT. Jilmar Tatto obteve 38% e já cumprimentou o novo presidente, reconhecendo assim os resultados.

Ricardo Berzoini teve o apoio nas urnas do grupo de Tarso Genro (no primeiro turno Berzoini obteve 43% e o grupo de Tarso e Cardoso 19%). Jilmar Tatto obteve o apoio da corrente de Valter Pomar (no primeiro turno Tatto teve 20% e o grupo de Pomar 12%)
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17/12/2007 - 13:00h Ricardo Berzoini é reeleito presidente nacional do PT para o biênio 2008/2009


Com 62% dos votos ( o resultado é aproximado) Ricardo Berzoini foi eleito presidente nacional do PT. Jilmar Tatto obteve 38% e já cumprimentou o novo presidente, reconhecendo assim os resultados.

Ricardo Berzoini teve o apoio nas urnas do grupo de Tarso Genro (no primeiro turno Berzoini obteve 43% e o grupo de Tarso e Cardoso 19%). Jilmar Tatto obteve o apoio da corrente de Valter Pomar (no primeiro turno Tatto teve 20% e o grupo de Pomar 12%)

Mesmo com menor participação no segundo turno em relação ao primeiro, a realização do PED, nome da escolha pelos filiados das suas direções, foi um triunfo para o PT pois a participação no processo mostrou uma vitalidade muito acima do que a mídia esperava, tendo participado mais filiados que na eleição anterior em 2006.

O debate interno, por sua vez, mostrou que longe do “internismo” ou da guerra intestina, o PT soube levar a discussão, mesmo com insuficiências, para o terreno das relações governo-partido, 2008 e 2010, política de alianças e programa.

Isto foi facilitado pelo processo de convergência manifestado pelas diferentes correntes internas, com destaque para a postura do grupo de Tarso Genro que mostrou sua capacidade para se unir ao antigo campo majoritário, do qual em aparência era seu crítico feroz.

Mas, fundamentalmente, porque os dois candidatos do segundo turno representam correntes majoritariamente identificadas com a política implementada pelo governo federal, não só no que concerne seus projetos sociais, mas essencialmente com a política econômica implementada desde 2003, as alianças decorrentes da governabilidade e uma maior combatividade em relação aos adversários da oposição.

A eleição do presidente após o segundo turno, ao mesmo tempo que assegura uma representatividade ao eleito, pois permite um voto majoritário, confirmou um reequilíbrio de forças e mudanças nas composições partidárias. Isto pode permitir a construção de novos consensos majoritários no PT dando maior peso ao partido em seu conjunto, tanto em relação ao governo, como em relação aos seus aliados.

O presidente Lula, Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, saem deste processo fortalecidos e o PT em melhores condições de unidade para enfrentar as eleições municipais de 2008.

Luis Favre

16/12/2007 - 10:20h Berzoini e Tatto disputam segundo turno para presidência do PT neste domingo

O Globo Online Os deputados Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que disputam a presidência nacional do PT em segundo turno, durante debate organizado pelo partido - Givaldo Barbosa/ O Globo

RIO - Os deputados federais por São Paulo Ricardo Berzoini (Construindo um Novo Brasil) e Jilmar Tatto (Partido é pra Lutar) disputam neste domingo o segundo turno da eleição que vai escolher o presidente do PT para os próximos dois anos. No primeiro turno, votaram 326.147 militantes, e Berzoini teve 131.699 votos, contra 61.440 de Tatto. A expectativa é de que o número de eleitores seja até 50% menor. O resultado deve sair até quarta-feira. A votação começou às 9h (horário de Brasília) e vai até as 17h.

Os candidatos das tendências esquerdistas devem apoiar Tatto, porém, a corrente Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça, Tarso Genro, e de José Eduardo Cardozo, terceiro colocado no turno inicial com 57.964 votos, liberou o voto dos militantes. A expectativa é que a maioria vote em Berzoini, atual presidente e favorito no pleito deste domingo.

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16/12/2007 - 10:20h Berzoini e Tatto disputam segundo turno para presidência do PT neste domingo

O Globo Online

Os deputados Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que disputam a presidência nacional do PT em segundo turno, durante debate organizado pelo partido - Givaldo Barbosa/ O Globo

RIO - Os deputados federais por São Paulo Ricardo Berzoini (Construindo um Novo Brasil) e Jilmar Tatto (Partido é pra Lutar) disputam neste domingo o segundo turno da eleição que vai escolher o presidente do PT para os próximos dois anos. No primeiro turno, votaram 326.147 militantes, e Berzoini teve 131.699 votos, contra 61.440 de Tatto. A expectativa é de que o número de eleitores seja até 50% menor. O resultado deve sair até quarta-feira. A votação começou às 9h (horário de Brasília) e vai até as 17h.

Os candidatos das tendências esquerdistas devem apoiar Tatto, porém, a corrente Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça, Tarso Genro, e de José Eduardo Cardozo, terceiro colocado no turno inicial com 57.964 votos, liberou o voto dos militantes. A expectativa é que a maioria vote em Berzoini, atual presidente e favorito no pleito deste domingo.

A sede nacional do PT, em Brasília, promoveu debate entre os dois candidatos nesta reta final de campanha. Durante mais de uma hora, eles apresentaram suas propostas e posicionamentos políticos com relação à condução do PT nos próximos dois anos.

Berzoini e Tatto destacaram o acúmulo político conquistado pelo PT, principalmente nas eleições de 2006, com a reeleição de Lula à presidência da República, a maior votação para deputados federais entre todas as legendas e a conquista de cinco governos estaduais.

Tanto Berzoini como Tatto consideram a preparação do PT para a disputa das eleições presidenciais em 2010 um dos grandes desafios para o partido.

Para Tatto, o PT deve trabalhar para consolidar uma candidatura própria em 2010, com a apresentação de um programa que defenda o governo Lula e da negociação de uma aliança com os partidos de centro-esquerda que já fazem parte da coalizão atual.

Berzoini afirmou que não existem argumentos contra uma candidatura própria do partido para a sucessão de Lula, mas adiantou que para isso é necessária a construção de um cenário político favorável, com a elaboração de um programa que não tenha apenas o apoio dos partidos aliados, mas do conjunto da sociedade brasileira.

Candidatos debateram muito a relação do PT com os movimentos sociais

A relação do PT com os movimentos sociais do país foi bastante debatida pelos dois candidatos. Tatto acredita que o partido precisa mudar a sua agenda política para resgatar o diálogo com os movimentos popular e sindical, para atuar na defesa de questões como a implantação das 40 horas semanais e o debate em torno de uma educação pública de qualidade. Ele defende uma relação mais direta entre o governo Lula e os movimentos.

Para Berzoini, o partido não se afastou dos movimentos sociais porque existem diversos petistas atuando na organização da sociedade civil e em diversas frentes de luta. Ele afirmou que o petista que atua no movimento está investido de poder para reivindicar melhorias, enquanto que os que estão no governo federal estão investidos da condição de realizar políticas de Estado. Na sua opinião, as contradições resultantes deste processo são naturais, principalmente para um partido que tem projeto de poder como o PT.

16/12/2007 - 09:44h Berzoini e Tatto fazem hoje embate do 2º turno

de esq. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini

Disputa define novo comando do PT e dá largada para eleições de 2008

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Filiados do PT em todo o País retornam hoje às urnas para escolher um novo presidente nacional da legenda. Depois do primeiro turno, que atraiu mais de 326 mil petistas no último dia 2, a disputa agora será travada entre o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o deputado Jilmar Tatto (SP).

Mais do que definir quem estará no topo da burocracia partidária, a escolha da nova direção petista dá a largada para a corrida municipal de 2008. Encerrada a apuração, o novo presidente do PT terá de conduzir as prévias para a escolha de candidatos, liderar o debate sobre a política de alianças e coordenar o relacionamento com partidos da base. Para completar, atuará como uma espécie de embaixador das lideranças municipais junto ao governo, protagonizando o leva-e-traz de cobranças de investimentos e pedidos de declarações de apoio.

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16/12/2007 - 09:38h Berzoini e Tatto fazem hoje embate do 2º turno

de esq. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini

Disputa define novo comando do PT e dá largada para eleições de 2008

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Filiados do PT em todo o País retornam hoje às urnas para escolher um novo presidente nacional da legenda. Depois do primeiro turno, que atraiu mais de 326 mil petistas no último dia 2, a disputa agora será travada entre o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o deputado Jilmar Tatto (SP).

Mais do que definir quem estará no topo da burocracia partidária, a escolha da nova direção petista dá a largada para a corrida municipal de 2008. Encerrada a apuração, o novo presidente do PT terá de conduzir as prévias para a escolha de candidatos, liderar o debate sobre a política de alianças e coordenar o relacionamento com partidos da base. Para completar, atuará como uma espécie de embaixador das lideranças municipais junto ao governo, protagonizando o leva-e-traz de cobranças de investimentos e pedidos de declarações de apoio.

“ O PT é um partido trabalhoso”, diz Berzoini, que no primeiro turno ficou com os votos de 43,4% dos militantes. Tatto, que obteve 20,2%, reconhece que a tarefa exigirá união interna e cuidado na avaliação da realidade partidária em cada região.

Antes de encerrada, a eleição do PT já está cercada de pretendentes para a disputa do ano que vem. Derrotado no primeiro turno, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) oficializou nos últimos dias seu desejo de concorrer à Prefeitura de São Paulo. “Em princípio, meu nome está colocado.”

Tatto aparece também entre os cotados para a corrida municipal. A tendência, entretanto, é de que fique fora do páreo, mesmo se for derrotado por Berzoini na eleição de hoje. Dentro do partido, espera-se que ele retribua o apoio que recebeu na eleição interna de outro interessado na prefeitura: o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

Os três têm outro ponto em comum além do interesse em comandar a capital paulista - qualquer pretensão só será levada adiante se a ex-prefeita e atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, não entrar na briga. “Tenho dito que o melhor nome para a Prefeitura de São Paulo é Marta Suplicy”, afirma Tatto. “Se ela optar pela candidatura, acho difícil outro nome atrair tanto apoio”, completa Martins Cardozo. Chinaglia diz partilhar da opinião e acrescenta: “Quanto mais tempo demorar, mais ela é candidata. Não se constrói um nome alternativo de uma hora para a outra.”

Sem Marta, Chinaglia admite encarar a disputa. “Temos de trabalhar por um nome que aglutine. Se meu nome tiver essa capacidade, claro que eu disputaria”, afirma. Marta é também o nome favorito de Berzoini. Nesse caso, a desistência da ex-prefeita tende a conduzir os votos do deputado e seu grupo para Martins Cardozo.

Apesar de preferida, Marta manifestou a aliados nos últimos dias que, em tese, prefere não concorrer. Apesar disso, não descartou a possibilidade. Se depender da avaliação dos colegas, ela só disputará o cargo se for a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

16/12/2007 - 09:37h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”
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16/12/2007 - 09:34h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”

CANDIDATURA PRÓPRIA

“Eu acredito que será uma traição ao povo brasileiro e à militância do PT se a nossa direção não reivindicar e colocar como questão de princípio uma candidatura do PT para disputar 2010. A razão principal é que mudança, no Brasil, é com o PT. Foram 27 anos que nos transformaram no principal partido do País. Temos que exercer essa autoridade sobre nossos aliados. Isso se faz com diálogo, mas o tamanho faz diferença na política.”

ELEIÇÕES 2008

“A estratégia tem que ser a do fortalecimento do PT, lançando candidaturas próprias onde for possível e, onde não for, ter uma influência no programa. Segundo, temos que discutir um programa para a disputa municipal que inclua a defesa do governo Lula, o fortalecimento do movimento social, a democratização do Estado, com orçamento participativo.”

POLÍTICA DE ALIANÇAS

“Acho que a base das coligações em 2008 deve seguir o que acontece no governo federal. Mas você tem alguns municípios onde isso é impossível, tem que discutir caso a caso. Em São Paulo, por exemplo, eu sou contra discutir uma aliança com o Maluf. E o PP está na base do governo. Em tese, acho que as alianças têm que ocorrer preferencialmente dentro da base. Mas acho que devemos tirar, por exemplo, uma decisão política de não fazer alianças com PSDB e PFL (atual DEM).”

PRÉVIAS

“Nós temos um histórico no partido de democracia de prévias que já é muito tranqüilo. Na medida do possível, tem de haver diálogo, fazer pesquisas, verificar qual o melhor nome. Não havendo consenso, realizam-se as prévias. A militância decide quem é o candidato do PT.”

RELAÇÃO DO PT COM GOVERNO

“Precisa aperfeiçoar essa relação. Eu considero que o PT não está sendo tratado com carinho em relação ao governo federal. O PT é a bucha de canhão. Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo. Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou. O PT tem perdido espaço, do ponto de vista político. A próxima direção tem que ter uma relação institucional com o governo, não de pessoas, de correntes.”

NOVO DIRETÓRIO DO PT

“Acredito que esta seja uma direção mais de centro. Acho que é possível, desde que a gente consiga montar uma Executiva consensual, sem conflitos - por isso eu defendo que o secretário-geral e o tesoureiro não sejam da mesma chapa do presidente -, podemos retirar tensões da direção do PT. Acho que temos que criar mecanismos internos para que a direção aprimore a forma de conduzir a política do PT e, ao mesmo tempo, sinalize para a sociedade, para a militância, para o movimento social, que o PT está mudando.”

DISPUTA INTERNA

“Precisamos de uma direção mais democrática e o presidente é fundamental nesse processo. Acho que tenho mais condições de fazer esse trabalho que o Ricardo Berzoini. Primeiro, ele já está naturalmente desgastado, por já estar no comando do partido. E as forças políticas que me apóiam, evidentemente, me ajudam a ter condições, internamente, de unificar o PT. Em função desse esgotamento que vemos na chapa Construindo um Novo Brasil.”

DEBATE ÉTICO

“Neste primeiro turno, tivemos 53% dos filiados do PT que votaram pela mudança, que votaram por alguma forma de renovação. E dentro dessa renovação, obviamente, está a questão dos métodos, da forma de dirigir o PT, da criação de um código de ética que seja uma construção coletiva, para evitar inclusive erros cometidos no passado, cometidos por integrantes do antigo Campo Majoritário. Essa questão está colocada e temos que tratar como prioridade a questão do comportamento ético dos dirigentes, deputados e filiados. Está na ordem do dia e compete à nova direção fazer essa discussão.”

APOIOS

“Acho que os apoios (de lideranças da Mensagem ao Partido a Berzoini) são legítimos, eu respeito. Aqueles que defendem Berzoini são os que defendem a continuidade. Acham que as coisas têm que ficar como estão. Mas quem acha que tem que ter renovação, vai votar em mim. Agora, a característica que vemos é muito chapa branca. Muito ministro apóia o Berzoini. Os grupos que me apóiam são militantes, de base.” C.O.

16/12/2007 - 09:33h ‘Nosso centro será eleição de 2008′


Candidato a mais um mandato de presidente do PT, Ricardo Berzoini diz que disputa ajudará a unificar a sigla

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Atual presidente do PT e candidato à reeleição, o deputado Ricardo Berzoini (SP) acredita que a eleição municipal do ano que vem entrará na pauta do partido assim que a nova direção for escolhida. Para ele, esse quadro contribuirá para unificar as tendências da legenda e amenizar o clima de disputa que se formou nos últimos meses. “Passada a eleição interna, nosso centro vai ser a eleição municipal de 2008. Com isso, a tendência de unidade interna e de soma de esforços é muito grande”, afirma o parlamentar.
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16/12/2007 - 09:28h ‘Nosso centro será eleição de 2008′


Candidato a mais um mandato de presidente do PT, Ricardo Berzoini diz que disputa ajudará a unificar a sigla

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Atual presidente do PT e candidato à reeleição, o deputado Ricardo Berzoini (SP) acredita que a eleição municipal do ano que vem entrará na pauta do partido assim que a nova direção for escolhida. Para ele, esse quadro contribuirá para unificar as tendências da legenda e amenizar o clima de disputa que se formou nos últimos meses. “Passada a eleição interna, nosso centro vai ser a eleição municipal de 2008. Com isso, a tendência de unidade interna e de soma de esforços é muito grande”, afirma o parlamentar.

CANDIDATURA PRÓPRIA

“O PT não tem a obrigação política de fazer isso, mas tem todas as condições. E, na minha opinião, terá candidato próprio em 2010. O PT tem razões suficientes para se preparar para isso e construir essa candidatura. Não há nenhum motivo para o PT supor que possa abrir mão de um direito que é de todos os partidos e que muito menos um partido do porte do PT pode abrir mão.”

ELEIÇÕES 2008

“Defendo que o PT, nacionalmente, oriente uma política de alianças, mas que olhe com muito cuidado o debate de cada Diretório Estadual, de cada Diretório Municipal. O Brasil não é homogêneo. Nem na economia, nem na área social, nem na política. Portanto, tendo uma linha geral como orientação, é obrigação nossa interagir com diretórios regionais para avaliar eventuais exceções.”

ALIANÇAS

“Claro que nossa prioridade de alianças é com partidos de esquerda, além de todos os partidos da base do governo Lula. Mas isso não exclui, por exemplo, em cidades onde tenhamos situações políticas específicas que levem a frentes mais amplas, o PT se recusar a participar, quando tiver evidentemente razão para isso.”

PRÉVIAS

“O PT tem uma regra estatutária, que é: onde não tem acordo, tem prévia. Vamos, na primeira reunião do ano, fazer a orientação de prazos para prévias. Mas vamos evitá-las onde for possível, pois são sempre um elemento de tensão e desgaste. Vamos trabalhar para entrar em acordo na imensa maioria das cidades, com destaque, evidentemente, para cidades que têm maior influência nacional.”

RELAÇÃO DO PT COM GOVERNO

“O PT, normalmente, é criticado, seja por estar excessivamente ligado ao governo, ou por apresentar propostas diferentes das do governo. A crítica vem dos dois lados. O que temos que fazer - e não é decisão do presidente do PT, é decisão da Direção Executiva - é combinar a solidariedade com um governo que é nosso, que nós avaliamos que tem um papel importante para o Brasil, com a crítica necessária e inteligente. Ou seja, não fazer críticas a esmo ou, antes de fazê-las publicamente, fazê-las reservadamente ao governo. E de outro lado discutir as linhas políticas partidárias que não precisam de nenhum tipo de aval do governo.”

NOVO DIRETÓRIO DO PT

“O PT sempre vai ser um partido complexo para dirigir. O que temos hoje que me anima muito, a despeito das críticas públicas na campanha, é um ambiente de cooperação muito grande na Executiva. Fico muito feliz com as últimas reuniões da comissão que, mesmo durante uma eleição, foram todas tratadas com muita responsabilidade por todos os dirigentes, sem exceção. Não houve tentativa de transferir a disputa eleitoral para dentro da Executiva, para dentro do Diretório.”

DISPUTA INTERNA

“Passada a eleição interna, nosso centro vai ser a eleição municipal de 2008. Com isso, a tendência de unidade interna e de soma de esforços é muito grande. Vi isso na campanha do Lula. Mesmo nas campanhas estaduais, as pessoas deixam um pouco de lado as disputas de regiões e Estados para pensar em fazer o PT crescer. E, de certa forma, conquistamos esse ambiente. O fato de hoje não termos maioria é um fator de estabilidade no partido. Propicia a idéia de que ninguém tem um rolo compressor pronto para ser exercido. Tudo tem que ser discutido e conquistado no debate. É bom para o partido, não é ruim.”

DEBATE ÉTICO

“O debate da crise está, digamos, parcialmente superado, mas não totalmente superado. Precisamos ter muita atenção com os ensinamentos que a crise nos trouxe. Acho que precisamos ter a sensibilidade de ver que esse Processo de Eleições Diretas do PT é complexo mesmo, é difícil.”

APOIOS

“No primeiro turno, eles (a Mensagem ao Partido) apresentaram uma candidatura com o objetivo de atingir uma determinada meta. Mas, ao mesmo tempo, sempre teve um reconhecimento do trabalho que a gente fez. Fico feliz porque, num ambiente eleitoral, a existência desse reconhecimento mostra, primeiro, a grandeza dos adversários. E mostra também que no PT não vale tudo em uma eleição. Pode-se também reconhecer os méritos.”