29/04/2008 - 00:56h Hillary aparece com mais chances de vencer McCain que Obama

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da Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton aparece com 9% a mais de intenções de voto que o provável candidato republicano John McCain, em pesquisa da Associated Press-Ipsos, dando força ao seu argumento de que ela tem mais chances de ser eleita que seu rival, Barack Obama. Em um cenário entre Obama e McCain, os dois estão tecnicamente empatados, segundo a pesquisa.

A sondagem divulgada nesta segunda-feira dá à senadora por Nova York um novo impulso em seus esforços por arrecadação de verbas e para persuadir superdelegados indecisos a ficarem ao seu lado, na convenção nacional da legenda, que decidirá o candidato do partido.

Ajudada por independentes, jovens e eleitores mais velhos, Hillary ganhou terreno neste mês em uma disputa hipotética com o senador pelo Arizona, que já alcançou o número necessário de delegados para se tornar o candidato republicano e aguarda a nomeação oficial. A ex-primeira-dama aparece liderando com 50% das intenções de voto contra 41%, enquanto Obama aparece tecnicamente empatado com McCain, com 46% contra 44%.

Os dois democratas apareciam praticamente empatados com McCain na pesquisa anterior, há cerca de três semanas.

Desde então, Hillary venceu a primária democrata na Pensilvânia, levantando dúvidas se Obama pode atrair eleitores de perfis diversos necessários para vencer em grandes Estados em novembro, quando o candidato democrata enfrentará McCain. Hillary venceu as primárias de praticamente todos os grandes Estados dos EUA, como Califórnia, Ohio e Texas.

Ao mesmo tempo, Obama foi colocado na defensiva após afirmar que os residentes de pequenas cidades dos EUA, amargurados, estavam recorrendo a armas e à religião, tendo sido deixados para trás no processo político. O senador pelo Illinois também teve que continuar a lidar com as controversas declarações de seu ex-pastor Jeremiah Wright.

Disputa democrata

“Não acho que exista nenhuma questão nas últimas três semanas que tenha melhorado sua situação (de Hillary)”, disse Harrison Hickman, pesquisador democrata que não apoiou nenhum dos pré-candidatos. Ele atribuiu os resultados de Hillary à mudança da população de um “estado de admiração”, no qual escolhiam o candidato que mais gostavam, para um “estado de tomada de decisão”, onde determinam quem deve ser o melhor presidente.

A pesquisa Associated Press-Ipsos mostra Hillary e Obama praticamente empatados na disputa pela nomeação democrata. Destacando as profundas divisões dentro do Partido Democrata –e um possível impacto negativo a longo prazo–, 30% dos eleitores de Hillary e 21% dos que apóiam Obama afirmaram que votarão em McCain em novembro se o seu candidato não vencer a nomeação.

Obama conseguiu mais delegados que Hillary nas primárias, mas ela têm vantagem sobre os superdelegados, sendo que cerca de um terço dos 800 pesos pesados do partido que participam da decisão do nomeado ainda não declararam quem apóiam.

Howard Dean, líder do Partido Democrata, disse nesta segunda que um dos dois saberá que é hora de desistir quando a temporada de primárias terminar, em junho, em tempo de os democratas se unirem antes da convenção em agosto e da campanha até novembro.

Dean também pediu aos superdelegados indecisos –membros do Comitê Nacional Democrata, assim como governadores e legisladores democratas– a se alinharem com um dos pré-candidatos antes da convenção, para que o partido se una contra McCain.

Cerca de metade dos entrevistados na sondagem disse que a longa disputa democrata irá prejudicar as chances do partido em novembro. Mais simpatizantes de Obama que de Hillary manifestaram essa impressão.

Com Associated Press

22/04/2008 - 23:03h Hillary vence em Pensilvânia e o suspense continua…

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L'image “http://graphics8.nytimes.com/images/2008/04/22/us/politics/22liveblog1.fs.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.Os resultados obtidos por Hillary Clinton na Pensilvânia foram uma vitória clara da senadora (55% para ela, contra 45% para Obama) e porém, será provavelmente insuficiente para reverter o favoritismo de Barack Obama e obter a investidura do partido Democrata. Agora provavelmente ela não desistirá e muito dependerá do voto nos Estados de Indiana e Carolina do Norte em 6 de maio, onde estarão em jogo 218 delegados e posteriormente na disposição dos super-delegados durante a própria convenção.

Por enquanto, e sem contar os delegados eleitos esta noite em Pensilvânia, segundo calculo do jornal The New York Times, Obama já obteve no país 1,418 delegados enquanto 1,250 foram para Hillary Clinton (em votos de eleitores, Obama abriu uma diferença de 700 mil votos sobre Hillary. Um pouco menos, 600 mil, com os resultados de hoje). O candidato vencedor será quem obtiver 2,024 delegados no final das primárias do Partido Democrata.

Com os resultados de hoje e se obtiver uma vitória esmagadora nos Estados restantes, Hillary Clinton poderá tentar levar uma maioria dos super-delegados a preferirem seu nome. Como se vê muitos se no percurso da senadora.

Ao que tudo indica e salvo reviravolta provocada por algum acontecimento inesperado e de muito peso, Barack Obama acabará ungido candidato para enfrentar o Republicano McCain.

As longas primárias Democratas terão sido desgastantes para seu candidato ou ao contrário facilitado a mobilização dos seus partidários?

Hillary Clinton desistirá antes da convenção ou persistira em sua cruzada? Os resultados de Pensilvânia a incitam a continuar a briga até a convenção.

Um será o vice do outro? Poderia ser uma solução para tentar recolar os cacos na divisão partidária.

Os resultados de hoje fizeram crescer as incertezas e adiaram as definições, mas a aspiração a mudança encarnada pelo senador negro já fez dele um vitorioso entre os Democratas e o vento da derrota sopra para o lado de Hillary Clinton, apesar da nítida vitória de hoje.

Talvez este desfecho acabe permitindo aos Republicanos conservar o poder. Nesse caso a “primavera” de Obama terá vivido o tempo de uma primária e acabará com a queda das folhas outonais. LF

21/03/2008 - 02:06h Hillary ultrapassa Obama em pesquisa Gallup

Reuters O Globo Online

hillary_quebra_nozes.jpgWASHINGTON - A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton assumiu pela primeira vez em várias semanas uma vantagem significativa sobre Barack Obama na disputa pela indicação partidária, segundo uma nova pesquisa Gallup. No entanto, o levantamento, que ouviu 1.209 pessoas entre os dias 14 e 18 de março em todo o país, foi realizado antes do discurso histórico sobre a questão racial nos EUA proferido pelo senador de Illinois na terça-feira. A pesquisa, que tem margem de erro de três pontos percentuais, indicou que Hillary lidera com uma vantagem de 49% a 42%. Uma outra pesquisa, sobre as primárias na Pensilvânia, no dia 22 de abril, revelou uma vantagem de 51% a 35% de Hillary.

Segundo o Gallup, é a primeira vez que a ex-primeira-dama assume uma liderança estatisticamente significativa desde a pesquisa feita entre 7 e 9 de fevereiro, logo depois da chamada “Superterça”, quando mais de 20 Estados realizaram prévias partidárias. Desde então, os dois candidatos apareciam consistentemente em empate técnico, mas no levantamento de 11 a 13 de março Obama liderava.

Na simulação para a eleição geral de novembro, o republicano John McCain aparece à frente de Obama com 47% a 43% no levantamento junto a 4.367 eleitores registrados. A margem de erro para o levantamento sobre a eleição geral é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Com relação a Hillary, a situação é de empate técnico -48% a 45% em favor do republicano.

A pesquisa do Gallup, segundo analistas, já indicaria os estragos que a posição radical e irascível do pastor Jeremiah Wright teria provocando na campanha de Obama, mas não captou a reação do senador, num discurso considerado paradigmático por analistas políticos.

” Quando a Guarda Nacional está no Iraque e não pode ajudar as vítimas do furacão em Louisiana ou das enchentes aqui na Virgínia Ocidental, nossas comunidades estão pagando um preço por essa guerra “

Na quinta-feira, dois dias após o discurso na Filadélfia, o senador mudou o foco da questão racial para economia e guerra no Iraque.

- Quando você está pagando mais de US$ 50 para encher o tanque de seu carro, você está pagando o preço dessa guerra - disse Obama em Charleston, na Virgínia Ocidental. - Quando a Guarda Nacional está no Iraque e não pode ajudar as vítimas do furacão em Louisiana ou das enchentes aqui na Virgínia Ocidental, nossas comunidades estão pagando um preço por essa guerra.

Já a campanha do republicano John McCain afastou o funcionário Soren Dayton, depois que se descobriu que foi ele quem distribuiu um vídeo do pastor Jeremiah Wright, ligado a Obama, com opiniões polêmicas sobre racismo no país, na tentativa de provar que o senador democrata não é patriota.