23/07/2008 - 18:06h Anomalias e FLAP em São Paulo

Anomalías y FLAP 2.0 08 por Alan Mills (blog Revolver)

{n} Siempre me he considerado un ser anómalo. Lo dije recién, en Guatemala, durante un conversatorio sobre la exposición Mundo Capitol y me quedé helado al ver a varias personas asintiendo desde el público. Ay. A veces esperas que te digan “no Alancito, usted es bien normal, mijito”. Pero no existe entidad más sincera que un público concentrado en lo que les estás hablando. Se los digo.

{ñ} Entonces, el ser anómalo debe hablar de su anomalía, integrarla a su universo, a la comunidad. Así se va entendiendo, haciendo entender. Pienso.

{o} Y tiene que conversar sobre otras anomalías, sus parientes, seres análogos, sus estímulos. Así se comunica. Intuyo.

{p} Este sábado 26 de 10:00 a 17:00 horas, en el espacio B_arco de arte contemporáneo en Sâo Paulo (rua dr. virgílio de carvalho pinto, 426), Ana Rüsche y yo impartiremos el taller ANOMALIAS: la enfermedad na tradiçâo. Conversaremos sobre diversos exponentes de las artes plásticas y la literatura contemporánea latinoamericana (de la década del 60 hasta hoy), obras que experimentan con elementos anómalos, híbridos, disonantes, cuyo impacto corroe las estructuras más previsibles, instalando un arte capaz de modificar su entorno.

{q} Serán comentados: El poeta Roberto Piva (Brasil), voz de la locura y los inadaptados, un blasfemo contra la ciudad hipócrita y decadente, a la que le confiere polaridades celestiales e infernales; la producción de los años 70 y 80 del artista plástico Cildo Meireles (Brasil), con la que ataca al régimen totalitario, construyendo obras en soportes “circulables”, como papel moneda, botellas retornables de Coca Cola, cuestionando también la distribución del arte a la población; el proyecto estético del CADA (Colectivo de Acciones de Arte), formado por Diamela Eltit, Raúl Zurita, Lotty Rosenfeld e Fernando Balcells, los cuales, entre 1978 e 1981, elaboraron propuestas artísticas interdisciplinarias desafiando la dictadura de Augusto Pinochet y ampliando de manera radical los limites de las artes; El tiempo principia en Xibalbá, novela de Luis de Lión (Guatemala). Se trata de la novela de una persona de origen maya, donde se desarrolla una visión extrema de la vida en una sociedad fragmentada y violenta, donde la sexualidad manifiesta toda su carga de poder y dominación; las crónicas de Pedro Lemebel (Chile), registro fiel de su posición como artista queer, irónicas y feroces piezas que desmantelan la moral burguesa chilena. Fundador del colectivo Las yeguas del Apocalipsis, Lemebel realizó diversas intervenciones urbanas; Los cuentos de Marcelino Freire (Brasil), escritor que desde los años 90 trabaja la oralidad de los que no tienen voz y de lo políticamente incorrecto, trazando en sus textos un lenguaje directo, que prescinde de ornamentos, discursos contradictorios, donde habla lo que no quiere ser escuchado; sobre los años 2000, serán presentados los trabajos de las artistas Alessandra Cestac (Brasil) y Regina Galindo (Guatemala), que exploran el propio cuerpo como material poético, exponiendo sus distorsiones, dolores y la usurpación de lo femenino, la usurpación de lo humano.

{r} Están todos invitados, incluso los que se sienten así más normalitos, pa’ que nos entiendan.

{s} Dentro de poco se dejará sentir una avalancha de sujetos poéticos (anómalos muchos de ellos) pelas ruas de Sâo Paulo. O festival latinoamericano de poesia, FLAP (1 al 8 de agosto), traerá a muchos amigos de América Latina para hacer lecturas y debatir sobre a poesia y los nuevos medios, cómo se transforma el habla poética en los nuevos soportes virtuales, el mundo de la web 2.0 y las relaciones entre poesía e mercado editorial, marketing y publicidad. A lingua oficial será o portuñol, el cual ya manejo a la perfección. Según la nota de Elisa Andrade Buzzo “a programação inclui debates sobre música (”Zona Franca v: o rap atura a literatura (e vice-versa)”, se destaca a presença em massa de latinos, com mais de vinte escritores (Alan Mills, da Guatemala; Héctor Hernández Montecinos, do Chile; Virginia Fuente, da Argentina; Ernesto Carrión, do Equador; Rodrigo Flores, do México, dentre outros), além dos convidados brasileiros, alguns deles já presentes em outros anos”. Por ahí andaremos, entonces, celebrando la palabra, again.

{t} Viva la conexión! Até mais, caras.

Imágenes: Alessandra Cestac, Cildo Meireles, ww.literaturaguatemalteca.org, fragmento de Purgatorio y afiche de la FLAP por Jozz.

15/06/2008 - 12:06h Publicidade do Intermezzo

No L'image “http://images.ig.com.br/blig/blogdofavre/images/bg_intermezzo.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. (na parte superior da barra lateral vermelha, a direita) durante toda a semana o vídeo dos começos da carreira da soprano Natalie Dessay, na Ópera de Viena em 1993. A performance mostra um registro vocal remarcavel. Frühlingsstimmenwaltzeré o nome impronunciavel da valsa de Johann Strauss II escrita em 1882.

Mesmo que estejamos no inverno, é a voz da primavera.

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Simon Fowler 2005

A música e a voz valem o desvio.

Basta você dar um clique no

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e curtir

14/05/2008 - 18:27h As combinações do pop art

Les Combines de Robert Rauschenberg

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Rauschenberg “Charlene” 1954

“Je désire intégrer à ma toile n’importe quel objet de la vie” Robert Rauschenberg

Après avoir étudié l’art aux Etats-Unis et à Paris, Robert Rauschenberg (né en 1925) expose pour la première fois ses tableaux en 1951. Il s’agit alors de monochromes, les White Paintings. En 1952 il entreprend d’effacer à la gomme un dessin de Willem de Kooning (c’est le scandaleux Erased De Kooning drawing), figure emblématique de l’expressionnisme abstrait qui dominait l’art américain de cette époque. Il rencontre John Cage et Merce Cunningham au mythique Black Mountain College en Caroline du Nord, et fait la connaissance de Jasper Johns à New York. Il se lie d’amitié avec le peintre Cy Twombly avec qui il voyagera en Europe et en ‘Afrique du Nord et avec qui il exposera en 1953 à New York, à son retour aux États-Unis.

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14/05/2008 - 09:46h Morre um pioneiro da pop art

O artista norte-americano Robert Rauschenberg estava com 82 anos

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NYT e ANSA - O Estado de São Paulo

O artista americano Robert Rauschenberg, que reformulou a arte americana no século 20 - principalmente, um dos precursores da pop art - e se tornou um dos mais importantes de seu país, morreu anteontem à noite, aos 82 anos, em sua casa na ilha de Captiva, na Flórida. Ele esteve internado por causa de bronquite, mas quis sair do hospital e em 2002 sofreu um acidente vascular cerebral que paralisou metade de seu corpo. Pintor, escultor, gravador, fotógrafo, coreógrafo e performer, o trabalho de Rauschenberg deu um novo significado à escultura, como define o crítico do The New York Times, Michael Kimmelman, citando as obras que se tornaram emblemáticas do modernismo pós-Guerra: Canyon - consistia em uma águia calva empalhada e unida a uma tela; Monogram - que tinha sobre um painel pintado um pneu; e Bed - o artista moldou na parede uma colcha e travesseiro encharcado com tinta, como se estivessem cheios de sangue. Trabalhando em muitas frentes durante sua vasta carreira - chegou até mesmo a ter experiência como compositor - Rauschenberg ‘desafiou a tradicional idéia de que um artista deve ficar ligado a apenas um meio ou estilo’.

Milton Ernest Rauschenberg nasceu em 22 de outubro de 1925 na pequena cidade de Port Arthur, no Texas, lugar onde ‘era muito fácil crescer sem nunca ver uma pintura’, como já disse o artista, que, mais tarde, adulto, resolveu tomar Robert como nome. Ele estudou farmácia na Universidade do Texas e só em San Diego, tempos mais tarde, quando trabalhava no Hospital da Marinha, pôde ver pela primeira vez uma pintura, em uma galeria da cidade. Depois, entrou para o Instituto de Arte da Cidade de Kansas e viajou a Paris, onde conheceu Susan Weil, uma jovem pintora de Nova York, que ia entrar para o Black Mountain College na Carolina do Norte. Admirador do artista Josef Albers, então chefe da área de belas artes da faculdade, Rauschenberg resolveu acompanhar Susan (sua esposa por pouco tempo). Foi o ponto inicial de sua trajetória.

Já nessa época, Rauschenberg tinha uma cabeça aberta para experimentar materiais e novos meios. Em 1950, deu início a uma série de impressões azuis para produzir os negativos de silhuetas, obras publicadas na revista Life em 1951 e que renderam sua primeira mostra individual, na influente Betty Parsons Gallery. ‘Todos estavam tentando desistir da estética européia’, afirmou Rauschenberg, referindo-se a Picasso, aos surrealistas e a Matisse. ‘John Cage dizia que o medo na vida é o medo da mudança’, ainda disse o artista - afinal, o compositor Cage comprou uma pintura de Rauschenberg na exposição na Betty Parsons. Com seu espírito inventivo, Rauschenberg se transformou, já na década de 1950, em um elo entre o expressionismo abstrato americano dos pintores Jackson Pollock e Willem de Kooning e os artistas que vieram depois, criadores identificados com o pop, a arte conceitual, os happenings e outros.

Poucos meses depois de mostrar as silhuetas azuis em Nova York, Rauschenberg, em viagem pela Europa e Norte da África com o artista Cy Twombly, entre 1952 e 1953, começou a coletar e fazer assemblages com objetos - pedaços de cordas, pedras, ossos. Um marchand de Roma resolveu mostrar essas obras, ‘as caixas contemplativas’, e elas foram também exibidas em Florença, onde um crítico sugeriu que o americano jogasse aqueles assemblages no Rio Arno - Rauschenberg achou uma boa idéia, se desfez de algumas caixas e guardou algumas para si. Foi uma passagem importante em sua trajetória, para depois realizar trabalhos importantes como os quadros-objetos intitulados monogramas, ainda nesta década. Também, de volta a Nova York, Rauschenberg exibiu série de pinturas todas brancas e todas pretas. Entre elas estavam telas com as quais De Kooning o presenteou para que fossem apagadas, o que foi o mote para que Rauschenberg ganhasse sua reputação de novo ‘enfant terrible’ do mundo da arte.

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A partir de então, o artista não parou: fez trabalhos em parceria com o coreógrafo Merce Cunningham entre meados dos anos 50 e na década de 1960, executando cenários e figurinos - e em 1963, por exemplo, ele mesmo coreografou e fez a performance da obra Pelican usando patins - além de trabalhos com Paul Taylor e Trisha Brown.

Suas Obras No Brasil

BIENAL DE SÃO PAULO: Robert Rauschenberg participou por quatro vezes, em diferentes períodos, da Bienal de São Paulo, mais importante mostra realizada no País: em 1959, na 5.ª edição da mostra, ainda abrigada no então espaço do Museu de Arte Moderna de São Paulo, ele apresentou três pinturas híbridas com colagem; na 9.ª, de 1967, estava entre os destaque da pop art americana; na 22.ª, de 1994, quando foi representado por um grande conjunto de peças, um total de 13 trabalhos ; e na 24.ª, de 1998, com curadoria-geral de Paulo Herkenhoff - nesta mostra ele exibiu uma de sua pinturas da série White Painting, de 1951.

EM MUSEU: No acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), há duas obras do americano. Os dois trabalhos, sem título e doados pelo artista, são criações de 1994. São obras da série em que Rauschenberg fez colagens a partir da união de duas diferentes imagens fotográficas.

26/04/2008 - 16:53h A pesar de tudo, a Bienal de São Paulo vai…

“Bienal do Vazio” terá até 40 artistas

http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/wp-content/bienal-sao-paulo-fashion-week.jpg

Mostra organizada por Ivo Mesquita já confirmou 29 nomes, entre eles a francesa Sophie Calle e a sérvia Marina Abramovic

Mesmo deixando vago um andar inteiro do pavilhão, próxima Bienal vai reunir 13 artistas brasileiros, quase metade da lista anunciada

FABIO CYPRIANO - FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

“Oi, Ivo, como anda o vazio?”, diz um colecionador ao curador da 28ª Bienal de São Paulo, Ivo Mesquita, durante a abertura da feira SP Arte, no parque Ibirapuera, anteontem. “Estou tratando de preenchê-lo”, retruca. Apesar do título “Em Vivo Contato”, dificilmente a próxima edição da Bienal, programada para ser inaugurada em 26 de outubro, irá escapar do apelido de “Bienal do Vazio”. Afinal, 12 mil m2, o segundo andar inteiro do pavilhão da Bienal, estarão desocupados, em razão da crise pela qual a instituição passa.
Já o plano de ocupação, ao qual se referia o curador na resposta ao colecionador, envolve, até o momento, 29 artistas (veja lista completa ao lado), sendo que o total deve chegar a 40. O primeiro destaque é o grande número de artistas brasileiros, 13, quase metade dos anunciados. “Ainda estamos acertando a participação de mais três ou quatro”, diz o curador.
Outro destaque é a presença de artistas como a francesa Sophie Calle e a sérvia Marina Abramovic, que realizam trabalhos com questões relacionadas a corpo e identidade. As duas estarão entre os artistas que irão ocupar a praça, no térreo, dedicada a ações transitórias como performances, e a área com um videolounge, no primeiro andar. Abramovic irá realizar uma palestra, dentro de ciclo de conferência, e apresentar a videoinstalação “The Artist Must Be Beautiful” (a artista deve ser bela).
O térreo é visto pelo curador como o local onde os debates acerca da instituição, que podem interessar apenas a especialistas, alcancem também um público maior: “A idéia da praça é justamente a de abrir um espaço de encontro das diversidades existentes na malha urbana, a partir de projetos específicos de artistas que ativarão o espaço do pavilhão durante os 42 dias da mostra.”
No terceiro andar, estarão artistas que irão trabalhar com os arquivos da Fundação Bienal de São Paulo, caso de Carla Zaccagnini e Nicolás Robio, argentinos radicados no Brasil, ou Mabe Bethônico, que já fizera isso na última Bienal.

Conferências
Mesquita também já definiu os temas do ciclo de conferências. Ele será composto por quatro plataformas: o meio artístico brasileiro e as Bienais de São Paulo; a economia das Bienais; como trabalhar com arquivos; tipologia das Bienais. Na primeira plataforma, por exemplo, foram definidas algumas edições das Bienais para serem examinadas a fundo: as de 1967 e 1969, quando houve um boicote à mostra; as de 1981 e 1983, organizadas por Walter Zanini; a de 1985, conhecida como a “Bienal da Grande Tela”, de Sheila Leirner; a da antropofagia, em 1998, com curadoria de Paulo Herkenhoff; e “Como Viver Junto”, de 2006, de Lisette Lagnado.
Passaram a fazer da equipe de Mesquita o jornalista Marcelo Rezende, que cuidará de um jornal semanal e o site; a crítica e curadora Luisa Duarte, que organizará as conferências; e os arquitetos Felipe Crescenti e Pedro Mendes da Rocha, que assinarão a montagem. Já o sul-africano Thomas Mulcaire deixou de fazer parte da curadoria.

“Crise ética”
Em texto recente publicado na revista trópico (www.uol. com.br/ tropico), o curador Paulo Herkenhoff afirma que a Bienal vive uma “crise ética” em relação a seus conselheiros. Mesquita diz que pretende abordar essa questão durante os seminários e que “espera fornecer à instituição um conjunto de recomendações para uma organização cultural mais ativa e permanente na vida cultural da cidade, oferecendo outros serviços para além da realização da Bienal de São Paulo”.

03/04/2008 - 14:02h El soul se toma revancha

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Cada una con su estilo, Alicia Keys, Amy Winehouse y Beyoncé revitalizan el género de origen negro y, junto con Joss Stone, proyectan el legado de figuras como Tina Turner y Aretha Franklin. De cómo el alma volvió al cuerpo y está entre nosotros

Por Sergio Marchi - Para LA NACION - BUENOS AIRES, 2008

Amy Winehouse

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Hay pocas cosas tan inmortales como el alma, que nunca envejece y siempre está allí, en el reino de lo intangible pero de ánimo presente. Alma, en inglés, se dice soul , y es apropiado que haya un estilo de música con ese nombre, atemporal, conectado con el espíritu y a menudo invisible (¿o debería escribir “inaudible”?). Hacía tiempo que nadie hablaba de la música soul , un género que parecía destinado al anaquel de las reliquias del siglo XX. Hasta la última entrega de los premios Grammy.

Allí se produjo una sorprendente resurrección. Bastó que dos reinas en el exilio abandonaran su ostracismo y se aparecieran en cuerpo y alma durante la ceremonia celebrada en Los Ángeles en febrero pasado: Tina Turner y Aretha Franklin, de 68 y 65 años respectivamente, probaron que la magia del soul sigue viva en ellas. Tras su retiro de casi ocho años, Tina se mostró en espléndida forma y hasta soportó con elegancia un pisotón de la princesa Beyoncé (se puede ver en YouTube). Aretha Franklin, directamente, convirtió el Staples Center de California en una iglesia.

Aquella noche de los Grammy hubo una gran ganadora: Amy Winehouse, la atribulada cantante británica que encarna la versión actual de la diva soul . Su álbum Back to Black fue alabado en todo el mundo y se ha convertido en un éxito arrollador, incluso en la Argentina. Lo suyo tuvo un grado inusual de dramatismo: participó de la ceremonia vía satélite, tras abandonar la clínica donde se recuperaba del abuso de drogas y alcohol. Un condimento especial para su triunfo.

Sin embargo, la ganadora moral de esa noche parece haber sido Alicia Keys, otra nueva exponente de la canción negra que fue presentada por un prócer del soul , Stevie Wonder. A ese padrinazgo se le suma el hecho de que Bob Dylan la mencionó en una de sus letras recientes. Keys apabulló al público y lo puso de pie con una tremenda performance de “No One”, uno de los éxitos de su reciente álbum As I Am .

El mensaje fue claro y contundente: las divas soul recuperaban la escena. Pero ¿dónde habían estado todo este tiempo?

Del campo a la ciudad

El origen de toda la historia está en los años 40, cuando una gran parte de la población negra de los estados sureños de Estados Unidos abandonó las zonas rurales y se dirigió a los centros urbanos del Norte, preferentemente hacia Chicago, en búsqueda de una vida mejor. Así, el blues dejó de ser rural para convertirse en música urbana. En el camino, surgieron variantes que desafiaron la ortodoxia de los doce compases del blues , y a esa mutación se la llamó rhythm & blues : canciones con raíz de blues que no eran, técnicamente hablando, blues genuinos.

Los amantes del góspel, la música religiosa, siempre vieron con malos ojos a estos estilos, a los que consideraban alejados de Dios y muy cercanos a las peores costumbres de los hombres: el sexo, la bebida, la violencia. Ambos mundos parecían escindidos, pero algunas cosas los reunirían. En primer lugar, el rhythm & blues comenzó a entreverarse con la música country y, a mediados de los años 50, nació el rock and roll . Así, los chicos blancos dieron rienda suelta a su amor por la música negra, cambiando para siempre el panorama cultural de los tiempos por venir.

Al mismo tiempo, Ray Charles consiguió imprimirle a su sanguíneo rhythm & blues un fervor casi religioso. Con temas como “I ve got a Woman”, “Hallelujah, I Love Her So” y, sobre todo, “What I d Say”, conseguiría la piedra filosofal del soul . ¿Cómo? Mediante la unión de lo profano con lo espiritual: combinando el rhythm & blues con algunos elementos del góspel. Si se reemplaza el objeto del deseo (una mujer) por Jesús, la canción pierde todo su peso ofensivo y se transforma en un himno góspel. “What I d Say” es el primer tema que incluye el recurso conocido como llamada y respuesta, tan característico en las iglesias negras.

Ray Charles inspiró a otros grandes cantantes como Jackie Wilson, James Brown y Sam Cooke, que afianzarían el estilo y probarían sus variantes personales. Con la creación del sello Motown, Berry Gordy Jr. le dio al soul un caracter juvenil y orientado al público blanco. Pocos años después, The Beatles, inspirados por sus canciones, conquistarían el mundo con sus “yeah, yeah, yeah”. Martha & The Vandellas, The Temptations y The Supremes serían las estrellas de Motown de la década del 60, y serían relevadas por Marvin Gaye y Stevie Wonder en la del 70.

Motown se caracterizó por su pertenencia geográfica, la ciudad de Detroit, al norte de Estados Unidos. En el extremo sur sería la ciudad de Memphis el faro que alumbraría el nacimiento de Stax Records, que produjo grandes individualidades: Aretha Franklin, Otis Redding y Wilson Pickett, entre otros.

Pero en los 70, el género comenzó a cambiar: James Brown le puso funk a su estilo, aparecieron grandes orquestadores como Isaac Hayes y Barry White, y finalmente arribó la música disco. Su éxito descomunal, entre 1975 y 1979, arrastró la música soul tras sus pasos y la obligó a orientarse hacia las pistas de baile con un ritmo monótono, que le hizo perder gran parte de su riqueza. En 1980, la disco era historia y el soul estaba perdido. La irrupción de Michael Jackson, que creó un sonido propio, no alcanzó para revitalizar el género.

El entorno no ayudó mucho a que el soul sobreviviese, ya que en los 80 toda la música se volvió hacia el mercado; solo había lugar para superestrellas como Jackson, Prince y Lionel Richie. Otro factor que contribuyó a eclipsar el soul fue el surgimiento del rap, género en que predomina la palabra hablada y las baterías electrónicas, que oscurecen lo que en el soul era esencial: la expresión humana. De manera que el soul fue archivado y destinado a enriquecer el repertorio de las radios de oldies … hasta hoy.

El frente de las nuevas divas soul se conformó a instancias de la industria, que sabe que una cantante femenina con personalidad siempre es buen negocio. Probablemente sea Beyoncé Knowles la favorita de las discográficas; un nombre ya probado como solista y como figura destacada de Destiny s Child, un trío de R&B (así, solo con las iniciales) que alborotó el gallinero a comienzos de esta década. Beyoncé, además de dar prueba de fe ante la reina Tina Turner, protagonizó Dreamgirls , una película basada en la carrera de Diana Ross &The Supremes. Pero hay que decir que es la más anclada en la fórmula R&B , un aggiornamento inofensivo del soul : un león con las garras cortadas.

Joss Stone, una inglesa rubia como el trigo y de voz negra como el ébano, es toda una veterana con tres álbumes, pese a ser la más joven del lote: está a punto de cumplir 21 años. Cuando lanzó su primer álbum tenía apenas 16, pero sus pasos fueron guiados por la pionera del rhythm &blues , Betty Wright, que la rodeó de leyendas del soul de Miami. No estuvo presente en la última entrega de los Grammy, pero ya cantó con los Rolling Stones y una larga lista de luminarias deslumbradas por un registro que desafía su edad y su color.

Diamantes

Alicia Keys atravesó airosa ese terreno de la precocidad; ya a los cuatro años sorprendió a sus maestras de jardín con su voz. Vecina de Harlem, hija de padre negro y madre blanca, estudió desde muy temprano piano clásico y eso fructificó en una compositora por la cual se libró una guerra ganada por el veterano Clive Davis, dueño de J Records y considerado uno de los cazatalentos más fabulosos de la historia (entre otros “descubrimientos” puede contar a Janis Joplin y Carlos Santana). El hombre la tuvo dos años haciendo banco, hasta que editó Songs in A Minor en 2001 y la niña Keys se convirtió en la artista más excitante del nuevo milenio, con ventas arrolladoras. The Diary of Alicia Keys y el flamante As I Am terminaron por dar forma al consenso unánime que existe sobre Alicia: es una artista destinada a permanecer.

Amy Winehouse es la que parece tener la magia y la cuota de tragedia al mejor estilo Billie Holiday. En 2003, llamó la atención con su disco Frank , pero fue Back to Black , producido por Mark Ronson, el que la convirtió en estrella. Su talento como cantante revela una fortaleza que no se corresponde con la fragilidad de su imagen. Su aparición eclipsó la sorpresa causada por Joss Stone en su momento y marcó otra cosa: su soul no busca recrear las viejas formas sino hacerlas evolucionar. La gran duda es si Amy podrá sobreponerse a sus adicciones o si reincidirá en ellas hasta cansar al público que hoy devora sus sórdidas historias en los tabloides británicos.

No es casual que el renacimiento del soul se esté produciendo tras un largo reinado del marketing en la industria discográfica. Después de tantas creaciones diseñadas a medida, hacía falta una buena cuota de talento natural. Y el soul se ha especializado siempre en pulir diamantes en bruto y no en crear joyas de un canto rodado. A lo mejor, todo se resume en que el soul (alma) es inmortal y este es solo un nuevo capítulo de su historia. ¡Aleluya!

20/02/2008 - 00:23h ARCO premia artista brasileiro Matheus Rocha Pitta

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“Kissing policemen”, de los rusos Blue Noses, fue vendida en 16 mil euros Foto: EFE

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La Feria Internacional de Arte Contemporáneo de Madrid, cerró sus puertas con un balance muy satisfactorio de ventas, con resultados muy buenos para las galerías de Brasil y con el anuncio de que en 2009 el país invitado será la India

MADRID, (EFE).- Los responsables de ARCO ofrecieron una rueda de prensa en la que expresaron su satisfacción por los 200.000 visitantes que han recibido las 295 galerías participantes en el certamen y por el hecho de que las cifras de ventas hayan mantenido el nivel alcanzado el año pasado, en que se experimentó un aumento del 15 por ciento.

Aunque estos resultados se obtengan por encuestas a los galeristas, a los que no se pide un relación exacta de ventas, los organizadores consideran que ha sido un buen balance, sobre todo por el temor que existía respecto a que la crisis económica afectara las ventas en esta edición. En cuanto a los visitantes, con los que está previsto que acudan hoy a la última jornada de la feria, se alcanzará la cifra de 200.000, superando los 198.000 de 2007.

Los resultados han disipado la incertidumbre generada por la crisis, según la directora de ARCO, Lourdes Fernández, quien aseguró que la calidad de las obras y el esfuerzo hecho por las galerías en su presentación han sido claves para que el balance sea positivo. Fernández agradeció a todos los museos, coleccionistas o instituciones que han adquirido obras en ARCO.

Los comisarios del programa de Brasil como país invitado, Moacir dos Anjos y Paulo Brum, se congratularon por la “magnífica” edición de ARCO. “Las innovaciones han sido muy positivas -dijeron- y los resultados finales de las galerías brasileñas muy buenos”. Dos Anjos señaló que aunque no tienen cifras concretas, “por las conversaciones con los galeristas, no sólo han vendido bien sino que lo han hecho a importantes instituciones mundiales, como el Museo de Arte Moderno (MoMA), de Nueva York. Además, ARCO ha permitido que varios galeristas de Brasil hicieran sus primeros contactos en Madrid y llegaran a acuerdos para futuras ferias.

En la 27 edición de la Feria, la Asociación Española de Críticos de Arte (AECA) concedió el ´Premio ARCO a la mejor obra o conjunto presentado por un artista vivo´ al escultor británico Anthony Caro. Otro de los galardones de ARCO fue el Illy Sustain Art, entregado al artista brasileño Matheus Rocha Pitta, como reconocimiento a uno de sus trabajos, que retrata el problema de la inmigración entre México y Estados Unidos.

En la cita madrileña coincidieron obras de artistas brasileños de proyección internacional, como Miguel Rio Branco, Mario Cravo Neto, Cildo Meireles, Abraham Palatinik, Laura Vinci, Marta Neves, Felipe Barbosa, Vania Mignone, Mauro Restiffe, Albano Afonso, Sandra Cinto, Cildo Meireles, Caetano de Almeida, Laura Lima o Marcus Galan.

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