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	<title>Blog do Favre &#187; pesquisa científica</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Pesquisadores americanos desenvolvem camisinha feminina em gel</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 23:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[BBC &#8211; Agencia Estado
Primeira versão do produto, finalizada em 2006, enfrentou problemas em testes na África.
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma &#8220;camisinha molecular&#8221; para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.
Segundo os cientistas que participam do projeto, a camisinha em gel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">BBC &#8211; Agencia Estado</p>
<p>Primeira versão do produto, finalizada em 2006, enfrentou problemas em testes na África.</p>
<p>Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma &#8220;camisinha molecular&#8221; para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.</p>
<p>Segundo os cientistas que participam do projeto, a camisinha em gel seria aplicada na vagina antes da relação sexual.</p>
<p>Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância anti-viral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.</p>
<p>Em um estudo publicado na revista científica Advanced Functional Materials, os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.</p>
<p>A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.</p>
<p>Segundo Patrick Kiser, que coordena a pesquisa, o gel seria particularmente útil para os países africanos, onde o uso de preservativos tradicionais é relativamente baixo.<br />
<strong><br />
Primeira versão</strong></p>
<p>A equipe de pesquisadores havia desenvolvido em 2006 uma primeira versão do gel, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen.</p>
<p>Porém o maior problema que encontraram para essa primeira versão era que na África, continente onde estão os países com os maiores índices de contaminação pelo HIV, as altas temperaturas impediam que o gel voltasse ao estado líquido.</p>
<p>Para corrigir isso, o que eles fizeram foi gerar um processo exatamente oposto: por meio de mudanças na composição química relacionadas ao PH (o índice de acidez ou alcalinidade) do esperma, o novo gel fica mais sólido em vez de mais líquido.</p>
<p>&#8220;Nossa pesquisa não põe ênfase no remédio, mas sim no veículo usado para transportá-lo&#8221;, afirma Kiser.</p>
<p>A equipe de cientistas estima que ainda serão necessários vários anos de testes para que o produto possa estar disponível para uso generalizado.</p>
<p><strong>Tendência</strong></p>
<p>O projeto da Universidade de Utah faz parte de uma tendência internacional de investigar e desenvolver sistemas de liberação de substâncias microbicidas como géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.</p>
<p>Esses sistemas são vistos como uma forma de que as mulheres tenham um maior poder de se proteger a si mesmas do HIV, particularmente em regiões onde o índice de contaminação seja alto, onde haja um grande número de estupros, onde os preservativos tradicionais sejam um tabu ou não estejam disponíveis ou onde os homens sejam reticentes a usá-los.</p>
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		<title>Estímulo elétrico cura mal de Parkinson em roedores</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 19:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
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		<category><![CDATA[Parkinson]]></category>
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		<description><![CDATA[ Técnica criada por cientista brasileiro pode ser testada em humanos já em 2010
Método, que consiste em implantar um eletrodo na medula espinhal, será antes aplicado em macacos num experimento em Natal (RN)  
RAFAEL GARCIA &#8211; FOLHA SP
  DA REPORTAGEM LOCAL 
Uma técnica para tratar os  sintomas do mal de Parkinson  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Técnica criada por cientista brasileiro pode ser testada em humanos já em 2010</strong></p>
<p><strong>Método, que consiste em implantar um eletrodo na medula espinhal, será antes aplicado em macacos num experimento em Natal (RN)  </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>RAFAEL GARCIA &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">  DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Uma técnica para tratar os  sintomas do mal de Parkinson  com suaves impulsos elétricos  na medula espinhal teve sucesso num experimento com camundongos e poderá ser testada em humanos já em 2010. O  método, descrito hoje em estudo no periódico &#8220;Science&#8221;, foi  ideia do neurocientista paulista  Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, da Carolina do Norte (EUA). É a segunda vez na  história que o trabalho de um  brasileiro é destaque de capa da  publicação centenária.<br />
A técnica, idealizada por Nicolelis e desenvolvida pelo chileno Romulo Fuentes, consiste em conectar um pequeno eletrodo -uma lâmina de metal- na coluna dos animais e ligá-lo a uma bateria que dispara impulsos elétricos com uma frequência controlada. Nos roedores, a estratégia conseguiu reverter os sintomas de Parkinson, doença degenerativa que afeta a habilidade motora das pessoas e causa tremores.<br />
Como a aplicação de eletrodos na medula já se provou segura para tratamento de dor  crônica em humanos, o uso da  técnica contra Parkinson pode  sair da fase experimental para a  clínica mais rápido. E, a partir  de agora, as pesquisas provavelmente serão feitas no Brasil.<br />
A primeira instituição a dar  continuidade à técnica será o  Instituto Internacional de  Neurociências de Natal, que  Nicolelis ajudou a fundar e acaba de contratar Fuentes.<br />
&#8220;Nossa perspectiva é fazer o  teste em quatro a seis macacos  neste ano e, se os resultados forem iguais aos de camundongos, já partir para os primeiros  estudos clínicos [em humanos]&#8220;, disse Nicolelis à Folha.  &#8220;O equipamento que será usado futuramente é totalmente  implantável. Esses estimuladores têm sido usados há anos na  tentativa de tratar dores crônicas, e a tecnologia já está desenvolvida. É só questão de  usar a frequência correta, a  corrente correta e o padrão de  estimulação para Parkinson.&#8221;<br />
A nova técnica tem o potencial de substituir a chamada estimulação cerebral profunda,  procedimento que hoje costuma ser o último recurso para  pacientes em estágio avançado  da doença. A técnica é um procedimento muito invasivo.<br />
&#8220;Você tem de entrar dez centímetros no cérebro e existe 5%  de risco de sangramento que  pode ser fatal&#8221;, explica Nicolelis. &#8220;Além disso, só 25% a 30%  dos pacientes que estão em estado avançado conseguem suportar essa cirurgia&#8221;. O novo  mecanismo é de aplicação mais  simples do que um marca-passo cardíaco, diz o cientista.</p>
<p><strong>Conexão epilepsia</strong><br />
Segundo o cientista brasileiro, a ideia de usar essa técnica  veio de estudos que ele mesmo  realizara sobre epilepsia.<br />
&#8220;Há dois anos, nós começamos a registrar a atividade do  cérebro de animais parkinsonianos, e eu percebi que ela era  virtualmente idêntica a das crises epilépticas que nós tínhamos estudado dez anos atrás&#8221;,  conta. Encontrando um ponto  correto para aplicar os impulsos elétricos na coluna dos animais, o grupo de pesquisadores  conseguiu amenizar os sintomas da doença, assim como havia feito com a epilepsia.<br />
Os pesquisadores explicam  que, apesar de as duas doenças  não terem uma origem comum,  parte dos circuitos nervosos  que elas afetam é o mesmo, por  isso há uma afinidade entre os  mecanismos delas. Nicolelis  explica que por trás do mal de  Parkinson há um fenômeno em  que os neurônios do sistema  motor entram todos em sincronia, disparando ao mesmo tempo. &#8220;Todos os músculos tentam  se contrair ao mesmo tempo, e  o resultado final disso é que você não consegue fazer nada.&#8221;</p>
<p><strong>Dose reduzida</strong><br />
Outra vantagem do novo tratamento, diz Nicolelis, é que ele  permite prolongar a eficácia da  L-dopa, a droga usada para barrar os sintomas da doença nos  estágios iniciais. O grande problema da L-dopa é que ela perde a eficácia à medida que o paciente a ingere. Mas, quando foi  usada em conjunto com a estimulação elétrica da medula,  melhorou ainda mais o estado  dos roedores, mesmo com a dose da droga reduzida em 80%.<br />
O que a L-dopa faz é recuperar o nível cerebral de dopamina, molécula transmissora de  impulsos nervosos que nos parkinsonianos é escassa, diz Nicolelis, entusiasmado com a  aceitação da pesquisa. &#8220;A capa  da &#8220;Science&#8221; é o pináculo de  qualquer publicação que um  cientista pode ter.&#8221;</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">NA &#8220;SCIENCE&#8221;:</font></strong><strong> BRASILEIRO É SEGUNDO A IR PARA A CAPA DA REVISTA </strong></p>
<p>O estudo de Miguel Nicolelis é o segundo liderado  por um brasileiro a ganhar a  capa da prestigiada revista  &#8220;Science&#8221;, da AAAS (Associação Americana para o  Avanço da Ciência). O primeiro a chegar lá foi o paleontólogo Alexander Kellner, em julho de 2002, com  trabalho sobre um pterossauro gigante achado no  Ceará. Brasileiros, dentro de  uma cooperação internacional, assinaram um estudo  sobre raios cósmicos que foi  capa do periódico em 2007.</p>
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		<title>Vitaminas podem encurtar a vida</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 19:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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NYT &#8211; O Estado de São Paulo
Um estudo americano apontou que o uso de suplementos antioxidantes não retardam o envelhecimento. Além de não surtirem efeito sobre a taxa de mortalidade de um grupo de estudo com cerca de 250 mil participantes, foi descoberto que o uso indiscriminado de altas doses de vitamina A aumenta em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/vitaminas-podem-encurtar-a-vida/5326/" rel="attachment wp-att-5326" title="vitaminas.GIF"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/vitaminas-podem-encurtar-a-vida/5326/" rel="attachment wp-att-5326" title="vitaminas.GIF"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/vitaminas.GIF" alt="vitaminas.GIF" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>NYT &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>Um estudo americano apontou que o uso de suplementos antioxidantes não retardam o envelhecimento. Além de não surtirem efeito sobre a taxa de mortalidade de um grupo de estudo com cerca de 250 mil participantes, foi descoberto que o uso indiscriminado de altas doses de vitamina A aumenta em 16% o risco de morte. O trabalho, publicado na Cochrane Library, também sugere a realização de mais pesquisas sobre a vitamina C sob a direção de comitês de segurança.</p>
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		<title>A pesquisa em células-tronco</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:29:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Alegar que certos avanços eliminam a necessidade de estudos com células-tronco embrionárias contraria o bom senso científico



TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO
ÁLVARO MONTEIRO e MARCELO O. DANTAS
CÉLULAS-TRONCO são células não especializadas com a capacidade de se renovarem, mediante a divisão celular, e de se tornarem, sob certas condições fisiológicas ou experimentais, células com funções especiais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Alegar que certos avanços eliminam a necessidade de estudos com células-tronco embrionárias contraria o bom senso científico<br />
</strong><br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/a-pesquisa-em-celulas-tronco/5166/" rel="attachment wp-att-5166" title="celulas_tronco.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/a-pesquisa-em-celulas-tronco/5166/" rel="attachment wp-att-5166" title="celulas_tronco.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/celulas_tronco.jpg" alt="celulas_tronco.jpg" /></a></div>
<p><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>ÁLVARO MONTEIRO e MARCELO O. DANTAS</strong></p>
<p>CÉLULAS-TRONCO são células não especializadas com a capacidade de se renovarem, mediante a divisão celular, e de se tornarem, sob certas condições fisiológicas ou experimentais, células com funções especiais, tais como as células do músculo cardíaco ou do sistema nervoso. Entre as células-tronco, três grupos se distinguem: as células-tronco germinativas, que dão origem aos óvulos e espermatozóides; as células-tronco embrionárias (CTEs); e as células-tronco adultas (CTAs). A principal diferença entres esses grupos é a capacidade de diferenciação em células especializadas.</p>
<p>As células-tronco germinativas podem formar um organismo inteiro. Porém, à medida que o organismo se desenvolve, o leque de possibilidades de diferenciação se reduz.</p>
<p>As CTEs, objeto da controvérsia no STF, têm potencial ilimitado de proliferação e alta capacidade de diferenciação. Para chegar às CTEs, é preciso extraí-las do embrião em estágio inicial, que ainda não passa de um conjunto microscópico de células.</p>
<p>Já as CTAs são células não diferenciadas, que se encontram em pequenas quantidades em certos tecidos do corpo e são capazes de se diferenciar em células especializadas. O leque de possibilidades de diferenciação delas é extremamente reduzido, limitando-se em geral à manutenção e ao reparo dos tecidos em que são encontradas.</p>
<p>A pesquisa com células-tronco tem longa história, mas ganhou impulso a partir da década de 1980. Trata-se de esforço internacional, que tem por objetivo central esclarecer os processos normais da célula e entender seus estados patológicos. Há também interesses terapêuticos com implicações econômicas e de saúde pública.</p>
<p>Lesões da coluna vertebral, mal de Parkinson e doenças crônicas do coração são problemas que poderão, no futuro, ser tratados com ferramentas desenvolvidas a partir das investigações com células-tronco. Não se trata de uma panacéia. Mas é sem dúvida um capítulo importante da pesquisa biomédica.</p>
<p>Os estudos até aqui realizados utilizam tanto CTEs quanto CTAs. Dada a capacidade limitada das CTAs, vários grupos concentraram esforços na chamada &#8220;reprogramação&#8221; de células especializadas (derivadas de diferentes tecidos adultos) em células pluripotentes, similares às CTEs.</p>
<p>Em 2007, esses esforços culminaram na identificação de combinações de genes que, ao serem transferidos para as células e ativados, são capazes de transformar células de pele em células pluripotentes. A essa técnica chama-se pluripotência induzida.</p>
<p>A alegação de que os avanços nessa área eliminam a necessidade de estudos com CTEs contraria o bom senso científico. A natureza das células obtidas por pluripotência induzida é pouco conhecida e precisaremos de vários anos para chegar ao nível de conhecimento hoje existente sobre as CTEs. Além disso, diversos obstáculos terão de ser superados. Por exemplo, a ativação de um dos genes usados na indução está freqüentemente associada ao câncer em humanos e em modelos experimentais. Os vetores virais usados para a inserção desses genes nas células a serem reprogramadas também apresentam potencial tumorigênico.</p>
<p>Em contraste, a pesquisa com CTEs poderá chegar muito mais rapidamente às aplicações terapêuticas ou mesmo concluir que essas aplicações não serão possíveis.</p>
<p>O conhecimento científico caminha por múltiplas vertentes, que se relacionam e se complementam. Não pode haver avanço seguro na área da pluripotência induzida sem a comparação com as CTEs, células livres de modificações genéticas. De fato, as CTEs constituem o &#8220;padrão-ouro&#8221; com respeito ao qual todos os resultados são comparados. É também notório que os trabalhos em pluripotência induzida surgiram a partir da observação de que a fusão de CTEs com células de tecidos adultos levava à reprogramação. Possivelmente, sem a pesquisa em CTEs, a pluripotência induzida não teria sido descoberta.</p>
<p>A disciplina da bioética, que lida com os critérios da boa pesquisa, informou o legislador na elaboração da Lei de Biossegurança. Segundo esse texto legal, os embriões a serem utilizados na pesquisa científica devem ser inviáveis ou estar congelados por ao menos três anos, fazendo-se necessário o consentimento expresso dos genitores. São eles que decidem, em última instância, se desejam manter o embrião congelado, implantá-lo, descartá-lo ou doá-lo à ciência. A fertilização &#8220;in vitro&#8221; gera embriões excedentes. Quem doa um deles à ciência age no mesmo espírito humanitário que norteia a doação de órgãos.</p>
<p><strong><br />
ÁLVARO MONTEIRO , 43, biólogo molecular, pós-doutorado pela Rockfeller University (EUA), é chefe do laboratório de genética de câncer do Moffitt Cancer Center (Tampa, Flórida). MARCELO O. DANTAS , 44, é escritor, economista e diplomata. Responsável pelos temas de Unesco no Ministério das Relações Exteriores, acompanhou a negociação da Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos.</strong></p>
<p><strong><br />
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br</strong></p>
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		<title>Popeye tinha razão</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 13:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Espinafre é bom para aumentar os músculos, diz estudo
Esteróides encontrados nas folhas da verdura aumentam a velocidade do crescimento dos tecidos em até 20%
BBC Brasil
SÃO PAULO &#8211; Um estudo americano diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos. A tese, defendida nos desenhos animados do marinheiro Popeye, foi testada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://xtrvaluedvds.com/popeye-dvd3.jpg" alt="http://xtrvaluedvds.com/popeye-dvd3.jpg" /></div>
<p><strong> Espinafre é bom para aumentar os músculos, diz estudo</strong></p>
<p><strong>Esteróides encontrados nas folhas da verdura aumentam a velocidade do crescimento dos tecidos em até 20%</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>BBC Brasil</strong></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Um estudo americano diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos. A tese, defendida nos desenhos animados do marinheiro Popeye, foi testada em laboratórios por especialistas da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey.</p>
<p>Os cientistas extraíram esteróides encontrados nas folhas da verdura e avaliaram sua ação quando em contato com amostras de tecido muscular humano. Eles perceberam que os esteróides aumentaram a velocidade do crescimento dos músculos em até 20%. Os especialistas acreditam que o esteróide age diretamente sobre proteínas, transformando-as em massa muscular.</p>
<p>O estudo, publicado pela New Scientist, repetiu os testes com ratos e observou que o efeito foi o mesmo. Os pesquisadores afirmaram, no entanto, que quem deseja contar com a ajuda do espinafre para ficar mais forte deve comer pelo menos 1 quilo da verdura diariamente.</p>
<p>Estudos anteriores sugerem que o espinafre pode ajudar pessoas com excesso de peso a emagrecer, ao diminuir a velocidade da digestão de gordura e prolongar a sensação de saciedade.</p>
<p>Outras pesquisas também já mostraram que a verdura pode aumentar a capacidade cerebral ao manter a mente aberta.</p>
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		<title>Corantes sob suspeita</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 13:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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perigo=corantes

Autoridades européias querem banir aditivos que causariam hiperatividade em criança
O GLOBO
Autoridades de saúde européias recomendaram a proibição de seis corantes artificiais até 2009. Eles são suspeitos de causar hiperatividade e outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis. Os aditivos são empregados em doces, bolos e refrigerantes e estão em uso no Brasil. A Agência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/corantes-sob-suspeita/4531/" rel="attachment wp-att-4531" title="criancas_merenda.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/corantes-sob-suspeita/4531/" rel="attachment wp-att-4531" title="criancas_merenda.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/criancas_merenda.jpg" alt="criancas_merenda.jpg" /><br />
</a>perigo=corantes</div>
<p><strong><br />
Autoridades européias querem banir aditivos que causariam hiperatividade em criança</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>O GLOBO</strong></p>
<p>Autoridades de saúde européias recomendaram a proibição de seis corantes artificiais até 2009. Eles são suspeitos de causar hiperatividade e outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis. Os aditivos são empregados em doces, bolos e refrigerantes e estão em uso no Brasil. A Agência de Alimentos do Reino Unido (FSA, na sigla em inglês) recomendou aos governos de países da União Européia que peçam as indústrias para banir os seis corantes até o fim de 2009. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quando há uma decisão internacional como esta, ela costuma levar a medida em consideração para ver se é o caso de adotá-la no Brasil.</p>
<p>A FSA também vai aconselhar e reforçar o alerta aos pais a respeito dos perigos das substâncias tartrazina (E102), amarelo quinolina (E104), amarelo pôr-do-sol (E110) carmoisina (E122), Ponceau 4R (E124) e vermelho allura AC (E129). Estes corantes e o preservativo benzoato de sódio (E211) foram associados à hiperatividade em estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido. As crianças tornaram-se distraídas e falharam em testes de atenção.</p>
<p>No momento, não há qualquer estudo na Anvisa para mudar o uso de corantes em alimentos.</p>
<p>Há apenas uma pesquisa em andamento na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, sobre os efeitos da tartrazina no organismo humano. A suspeita é que a substância pode provocar reações alérgicas.</p>
<p>A relação dessas substâncias é encontrada nos rótulos e os consumidores brasileiros podem conferir se eles estão na lista dos corantes que a FSA considera suspeitos de provocar distúrbios em crianças.</p>
<p>Os autores da pesquisa britânica estimam que 30% dos casos de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) seriam evitados se a indústria retirasse os corantes dos alimentos. Com essa decisão, grandes fabricantes e distribuidores teriam de reformular centenas de produtos, incluindo sorvetes, doces, shakes e refrigerantes.</p>
<p>Alguns produtos para os quais ainda não foram encontrados substitutos, como bolos, podem ser retirados temporariamente ou de forma definitiva. Os autores do estudo, publicado na revista científica “The Lancet” em setembro, disseram que os aditivos foram tão nocivos quanto o chumbo na gasolina, o qual foi banido depois de baixar em cinco pontos testes de QI em crianças. De acordo com pesquisadores, há evidências de que os aditivos pioram o comportamento de crianças normais e com TDAH.</p>
<p>— É dever da FSA colocar os consumidores em primeiro lugar. Esses aditivos dão cor aos alimentos, mas não apenas isso. Então seria razoável, à luz do estudo, removêlos — disse Deirdre Hutton, diretora da agência.</p>
<p>Substâncias deixam crianças distraídas</p>
<p> A direção da FSA não tomou qualquer medida contra o benzoato de sódio porque ele é um preservativo, não um corante. O E211, que também está associado a problemas de saúde, é encontrado em refrigerantes e sua retirada iria exigir grandes investimentos e desafios tecnológicos por parte das indústrias.</p>
<p>A agência diz que a decisão não “significa a retirada imediata das substâncias”. Desde a década de 70, o consumo dos chamados aditivos “E” está relacionado com problemas de comportamento, mas esse debate se intensificou com o estudo da Universidade de Southampton.</p>
<p>— Esta decisão é uma notícia importante para as crianças e seus pais. Há muitos anos sabemos que os aditivos alteram o comportamento das crianças — disse Richard Watts, do Children’s Food Campaign.</p>
<p>Já a Federação de Bebidas e Alimentos classificou a decisão do FSA como “bizarra”, e disse que “a maioria dos produtos não contém estes corantes.” Órgãos ligados à saúde criticaram o fato de FSA recomendar o cumprimento voluntário da decisão, em vez de proibir diretamente os compostos</p>
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		<title>Conflito sexual explica menopausa</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 08:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[   Para britânicos, interrupção da fertilidade evoluiu em humanos para reduzir competição entre fêmeas 
Dupla de biólogos agora vai  usar dados de estudo para  pesquisar genes ligados  à menopausa precoce e  outras falhas de fertilidade 
 


Reuters &#8211; 7.out.2005

&#160;


Shirley MacLaine (dir.), que interpreta a avó de Cameron Diaz (esq.) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>   <strong>Para britânicos, interrupção da fertilidade evoluiu em humanos para reduzir competição entre fêmeas </strong></p>
<p><strong>Dupla de biólogos agora vai  usar dados de estudo para  pesquisar genes ligados  à menopausa precoce e  outras falhas de fertilidade </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="390">
<tr>
<td><font size="-2">Reuters &#8211; 7.out.2005</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d0204200801.jpg" border="0" /></td>
<td valign="bottom">&nbsp;</td>
</tr>
</table>
<p><font size="-1"><em>Shirley MacLaine (dir.), que interpreta a avó de Cameron Diaz (esq.) no filme &#8220;Em Seu Lugar&#8217;</em></font></p>
<p><!--/FOTO--><!--Fotografia/Auto/Final-->   <strong>  RICARDO BONALUME NETO</strong><br />
<font size="-1">  DA REPORTAGEM LOCAL  &#8211; Folha de São Paulo</font></p>
<p>Dois pesquisadores no Reino  Unido propuseram uma nova  hipótese para explicar um dos  maiores mistérios da vida sexual do ser humano: por que as  mulheres entram em menopausa e perdem sua capacidade  reprodutiva? A resposta estaria  no &#8220;conflito reprodutivo&#8221; entre  fêmeas de idades diferentes.<br />
Faz meio século que o biólogo George C. Williams propôs a  &#8220;hipótese da avó&#8221; para explicar  a sobrevivência das mulheres  além da sua idade reprodutiva  -algo que não acontece entre  outros animais vertebrados de  vida longa (há baleias que continuam férteis aos 90 anos).<br />
Apesar de não terem mais filhos, as avós ajudariam suas filhas a sobreviver e a se reproduzir, melhorando assim a sua  própria aptidão em deixar descendentes -pré-requisito da  evolução darwinista.<br />
&#8220;Mas, se as hipóteses atuais podem explicar a sobrevivência continuada de fêmeas pós-reprodutivas, elas têm dificuldade em explicar porque elas pararam de se reproduzir em primeiro lugar&#8221;, escreveram os biólogos Michael Cant, da Universidade de Exeter, e Rufus Johnstone, da Universidade de Cambridge, na revista científica &#8220;PNAS&#8221;, publicada pela Academia de Ciências dos EUA.<br />
Os dados disponíveis mostram que a vantagem para as  avós nem é tão grande assim,  comparada com a possibilidade  de continuar tendo filhos.<br />
Os dois pesquisadores foram  então analisar se haveria potenciais custos sociais em caso  da reprodução continuada.<br />
&#8220;Nós colocamos o foco no  conflito entre fêmeas porque  ele é onipresente em outros  vertebrados que cooperam na  reprodução, mas tem sido ignorado na teoria da evolução da  história da vida humana até  agora&#8221;, disse Cant à <strong>Folha</strong>.<br />
Para Cant e seu colega, a menopausa é uma adaptação que  minimiza a competição reprodutiva entre as gerações de fêmeas de uma mesma família.<br />
Mesmo em tribos de caçadores-coletores sem acesso à moderna medicina, as mulheres  param de se reproduzir em torno da meia idade -apesar de  poderem viver além dos 60  anos. Em média, nessas sociedades, o primeiro filho vem aos  19 anos de idade e o último aos  38 -ou seja, a avó pára de se reproduzir na época em que sua  filha lhe dá o primeiro neto.<br />
Segundo os pesquisadores, o  ser humano mostra um índice  &#8220;extraordinariamente baixo&#8221;  de coincidência entre as fases  reprodutivas das gerações, ao  contrário do que acontece com  os primatas próximos, como  chimpanzés e orangotangos.<br />
Cant e Johnstone ressaltam  que a hipótese do &#8220;conflito reprodutivo&#8221; não veio substituir,  mas sim complementar, a &#8220;hipótese da avó&#8221;.<br />
A &#8220;competição reprodutiva&#8221; em outras espécies favorece as fêmeas mais velhas, dominantes, que retêm status reprodutivo e procuram suprimir a reprodução das mais novas. No homem o padrão foi revertido.</p>
<p><strong>Genes da fertilidade</strong><br />
Isso também ajuda a explicar porque na escolha do parceiro é comum ver homens mais velhos com mulheres mais novas. &#8220;Eu acho que é mais fácil entender a preferência dos machos por fêmeas mais novas como uma conseqüência da menopausa, em vez de ser a sua causa&#8221;, declara Cant.<br />
Como os machos permanecem férteis após 50 anos mas as  fêmeas não, &#8220;isso leva a uma intensa competição pelas fêmeas,  e nessa competição o sucesso  do macho é muitas vezes dependente de recursos -isto é,  riqueza-, que geralmente é  acumulada por machos mais  velhos&#8221;, diz o pesquisador.<br />
Agora, a dupla começa a usar  seu modelo para pesquisar  quais genes afetariam o precoce término da fertilidade e por  isso tenderiam a se acumular  no genoma. &#8220;Isso poderá no futuro ajudar a dar pista sobre as  bases genéticas da falha prematura ovariana e outras doenças  da baixa fertilidade&#8221;, diz Cant.</p>
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		<title>Clones contra Parkinson</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 07:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cientistas usam células-embrionárias para tratar o mal com êxito
Steve Connor Do Independent* &#8211; O Globo
Cientistas deram um passo importante para alcançar a cura do mal de Parkinson. Estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que é possível tratar esta doença degenerativa do cérebro com células obtidas de embriões clonados.
Os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Center, em Nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Cientistas usam células-embrionárias para tratar o mal com êxito</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Steve Connor Do Independent* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Cientistas deram um passo importante para alcançar a cura do mal de Parkinson. Estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que é possível tratar esta doença degenerativa do cérebro com células obtidas de embriões clonados.<br />
Os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Center, em Nova York, fizeram a experiência com camundongos e acreditam que a descoberta é uma evidência significativa de que a técnica será útil em seres humanos que sofrem não apenas de Parkinson, mas de uma série de outras doenças incuráveis.<br />
Eles comprovaram que o transplante de neurônios obtidos de embriões clonados, a partir de células retiradas da pele da própria cobaia, é eficaz contra o mal de Parkinson. O processo é conhecido como clonagem terapêutica.<br />
— É algo excitante. Pela primeira vez, foram criadas a partir do próprio indivíduo células-tronco embrionárias com potencial de tratamento para doença de Parkinson — disse Kieran Breen, diretor de pesquisa da Sociedade de Doentes de Parkinson, organização que representa 120 mil pacientes no Reino Unido.</p>
<p>Estratégia para evitar problema de rejeição</p>
<p> Para Breen, a terapia com célulastronco embrionárias é uma grande esperança para regeneração do cérebro.<br />
E há chance de cura, permitindo que as pessoas recuperem sua autonomia ao se verem livres dos sintomas da doença. Cientistas britânicos planejam ampliar a pesquisa de clonagem terapêutica realizada nos EUA, incluindo o uso de embriões humanos híbridos (o óvulo é de animal) em procedimentos.<br />
O trabalho foi publicado na revista científica “Nature Medicine”. A clonagem terapêutica também é conhecida como transferência nuclear. O DNA de uma célula de um doador é inserido num óvulo do qual foi extraído o núcleo. A célula é estimulada a se transformar num embrião. Este se desenvolve até o estágio de blastocisto, quando as células-tronco embrionárias (que originam todos os órgãos) podem ser extraídas. As células-tronco embrionárias são estimuladas a se diferenciar em laboratório. No caso, os pesquisadores conseguiram obter células do cérebro.<br />
Como a informação genética das células obtidas são do próprio doador, não há rejeição, ou seja, elas não são atacadas pelo sistema imunológico depois de um transplante. No laboratório, americanos e japoneses liderados por Lorenz Studer, estudaram camundongos que sofriam de mal de Parkinson, que se caracteriza pela morte de certos neurônios que fabricam o neurotransmissor dopamina.<br />
Células da pele da cauda desses animais foram raspadas e clonadas usando óvulos de camundongos que tiveram o núcleo removido.</p>
<p><strong>Tratamento levou ao fim dos sintomas</strong></p>
<p> As células-tronco obtidas dos embriões clonados foram retiradas e cultivadas em laboratório para formar neurônios produtores de dopamina.<br />
Depois elas foram transplantadas de volta ao cérebro dos camundongos doentes, e eles apresentaram melhora significativa numa série de experimentos.<br />
Studer produziu 187 diferentes linhagens de células-tronco embrionárias a partir de 24 camundongos com Parkinson. A principal conclusão foi de que não houve sinais de rejeição, porque o tecido transplantado com células cerebrais foi da mesma cobaia que forneceu a célula de pele para gerar o embrião clonado.<br />
Para Robin Lovell-Badge, do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, o estudo de Studer forneceu mais evidências de que a clonagem terapêutica tem potencial tratamento de graves doenças do cérebro.<br />
— Os autores foram capazes também de testar várias linhas de célulasembrionárias correspondentes a cada um dos camundongos. A maioria parecia funcionar bem. Isto é muito animador, uma vez que indica que a técnica de clonagem é um método suficientemente sólido para reprogramar células de volta a um estado embrionário precoce — disse.<br />
Um dos próximos passos será repetir a experiência com macacos. Isto permitirá melhores testes de segurança e de recuperação de funções.<br />
Alguns cientistas tentam a cura do Parkinson com células cerebrais de cadáveres e fetos abortados. Mas pesquisadores argumentam que a clonagem seria mais eficaz.<br />
— Nosso estudo mostrou que o tecido geneticamente coincidente funciona melhor — disse Viviane Tabar, do Sloan-Kettering. </p>
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		<title>Nobel defende pesquisas com células-tronco embrionárias</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 11:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Alexandre Gonçalves &#8211; O Estado de São Paulo
  O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, Oliver Smithies, afirmou ontem em São Paulo que “um país que não tomar parte (nas pesquisas com células-tronco embrionárias) perderá a oportunidade de oferecer sua contribuição à humanidade”. O comentário foi feito no Parque do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font class="tit"><!-- ### fim_titulo --></font><font class="sinopse"><!-- ### inicio_olho --><!-- ### fim_olho --></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong><font class="credito"><em><!-- ### inicio_assinatura -->Alexandre Gonçalves &#8211; O Estado de São Paulo<!-- ### fim_assinatura --></em></font></strong></font></p>
<p><font class="not"> <!-- ### inicio_texto --> O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, Oliver Smithies, afirmou ontem em São Paulo que “um país que não tomar parte (nas pesquisas com células-tronco embrionárias) perderá a oportunidade de oferecer sua contribuição à humanidade”. O comentário foi feito no Parque do Ibirapuera, antes de uma palestra sobre sua experiência de 60 anos como biólogo molecular.</p>
<p>Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento sobre a constitucionalidade da utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas por causa do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito. O assunto só voltará para a fila de matérias a serem apreciadas em até 30 dias.Para o ministro Marco Aurélio Mello, um dos 11 membros do STF, a diferença dos votos contra ou a favor das pesquisas deverá ser muito pequena &#8211; “de um ou dois”.</p>
<p>Smithies espera que o STF adote uma nova perspectiva diante do problema ético suscitado pelas pesquisas. “Existe muita discussão sobre matar embriões. Mas, na verdade, trata-se de preservar a vida do embrião.” E esclarece seu ponto de vista com um exemplo. “Se eu morresse em um acidente de carro, algumas partes do meu corpo poderiam ser transplantadas. Desta forma, parte de mim continuaria vivendo em outras pessoas.”</p>
<p>O cientista acredita que os primórdios de qualquer campo de pesquisa costumam ser controversos, mas, com o tempo, as restrições, inclusive religiosas, tendem a diminuir e desaparecer. Em contraposição, o papa Bento XVI reafirmou ontem, em uma homilia para 200 jovens na igreja romana de São Lourenço, o valor incondicional da vida humana. “O homem é sempre homem com toda a sua dignidade, mesmo se estiver em estado de coma, mesmo se for um embrião”, disse.</p>
<p>Segundo Bento XVI, a ciência e, de um modo particular a medicina, representa uma grande luta pela vida, mas, mesmo se descobrissem a “pílula da imortalidade”, seriam incapazes de satisfazer a sede de eternidade latente no homem. “Imaginemos o que aconteceria com uma vida biológica imortal. Surgiria um mundo envelhecido, um mundo sem espaço para a juventude, para o novo. Esta não pode ser a imortalidade que desejamos”, afirmou.</p>
<p><strong>ANIMAIS</strong></p>
<p>Smithies também é favorável à utilização de cobaias nas pesquisas científicas, desde que fique comprovada a relevância dos estudos para o conhecimento científico. Hoje, o pesquisador participará da abertura do 1.º Simpósio Brasileiro de Tecnologia Transgênica, organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p><strong>COLABOROU JOÃO NAVES</strong></font></p>
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		<title>Galileu motiva nova briga com a Igreja</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cientistas foram impedidos de coletar DNA
Mais de 360 anos depois de sua morte, o físico e astrônomo Galileu Galilei volta a ser motivo de polêmica entre a Igreja Católica e a ciência. O cientista que desafiou a teoria vigente de que a Terra era o centro do Universo e foi obrigado a renegar suas próprias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Cientistas foram impedidos de coletar DNA</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/galileu-motiva-nova-briga-com-a-igreja/3765/" rel="attachment wp-att-3765" title="galileo.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/03/galileo.jpg" alt="galileo.jpg" align="right" height="322" width="241" /></a>Mais de 360 anos depois de sua morte, o físico e astrônomo Galileu Galilei volta a ser motivo de polêmica entre a Igreja Católica e a ciência. O cientista que desafiou a teoria vigente de que a Terra era o centro do Universo e foi obrigado a renegar suas próprias idéias para não ser condenado à morte pela Inquisição é novamente pivô de uma briga que envolve religião e pesquisas científicas.</p>
<p>Pesquisadores italianos, liderados pelo professor Paulo Galluzzi, diretor do Instituto e Museu de História e Ciência, em Florença, querem exumar o seu corpo. Mas a Igreja é contra o projeto, e alega desrespeito.<br />
Um dos objetivos da exumação é fazer exames de DNA para descobrir a causa da cegueira que acometia o cientista.</p>
<p>Pesquisadores querem também confirmar se o corpo com o qual Galileu divide seu túmulo é o da filha, a freira Maria Celeste.</p>
<p>Ele viveu de 1564 a 1642, e entrou em choque com autoridades da Igreja Católica ao afirmar que a Terra girava em torno do Sol (a teoria heliocêntrica, que contrariava o geocentrismo).</p>
<p>Por causa de suas afirmações e publicações, ele foi acusado de heresia e condenado a renunciar publicamente às suas idéias e à prisão por tempo indeterminado. A pena foi substituída por confinamento em casa, onde ele morreu. Os corpos estão enterrados na Basílica da Santa Cruz, em Florença.</p>
<p><strong>Fonte O Globo </strong></p>
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