25/09/2012 - 18:27h Brasil atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história

A Década Inclusiva (2001-2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda

IPEA

Desigualdade – De acordo com a PNAD, a desigualdade de renda no Brasil vem caindo continuamente desde 2001. Entre 2001 e 2011, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 16,6% em termos acumulados, enquanto a renda dos mais pobres cresceu notáveis 91,2% no período. Ou seja, a do décimo mais pobre cresceu 550% mais rápido que a dos 10% mais ricos. Os ganhos de renda obtidos aumentam paulatinamente, na medida em que caminhamos do topo para a base da distribuição de renda.

Segundo a Unesco, dois terços dos países do mundo vivenciaram aumento de desigualdade no período recente. A exceção são os países da América Latina, o continente com maior desigualdade, onde a mesma apresenta tendência de queda generalizada no período. Nos demais BRICS, a desigualdade, embora mais baixa, subiu entre 2000 e 2007. O crescimento da renda dos 20% mais ricos no Brasil foi inferior ao de todos os BRICS, enquanto o crescimento de renda dos 20% mais pobres supera o de todos os demais, com exceção da China.

Desigualdade Horizontal – A mediana de renda no Brasil cresceu 63,61%, quase duas vezes mais rápido que os 32,2% da média de renda na década passada, o que é uma medida da magnitude da redução de desigualdade observada.

Se a média esconde tanto quanto revela, a desigualdade de renda pessoal mensurada pelas medidas tradicionais acaba fornecendo uma visão impessoal, se abstraindo da face humana que é possível de ser enxergada pelas pesquisas domiciliares. Mais diretamente, como foi o crescimento da renda per capita mediana entre pessoas de diferentes segmentos da sociedade brasileira como grupos de educação, idade, raça, região, etc?

No caso das pessoas que vivem em famílias chefiadas por analfabetos, a renda sobe 88,6%, vis-à-vis um decréscimo de 11,1% daquelas cujas pessoas de referência possuem 12 ou mais anos de estudo completos.

A renda do Nordeste sobe 72,8%, contra 45,8% do Sudeste. Similarmente, a renda cresceu mais nas áreas rurais pobres, 85,5%, contra 40,5% nas metrópoles e 57,5% nas demais cidades.

O conceito de renda domiciliar per capita elimina, por construção, toda a desigualdade existente entre diferentes membros de uma mesma família. Apesar deste efeito suavizador por características individuais, no âmbito domiciliar per capita algumas delas apresentam mudanças significativas. Senão, vejamos.

A renda daqueles que se identificam como pretos e pardos sobe 66,3% e 85,5%, respectivamente, contra 47,6% dos brancos. A renda das crianças de 0 a 4 anos sobe 61%, contra 47,6% daqueles de 55 a 59 anos.

Incidentalmente, estes eram no começo da década passada os extremos da renda por faixa etária. Ações como o Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria ajudam a entender este resultado.
Os setores de atividade mais dinâmicos ainda em termos de renda mediana per capita de todas as fontes acima da média incluem aqueles que abrigam a parcela mais pobre do país, como o de empregados agrícolas, de serviços domésticos e não remunerados, cujas rendas sobem na década, 86%, 62,4% e 60,3%, respectivamente.

De maneira geral, a renda de grupos tradicionalmente excluídos que tinham ficado para trás foi a que mais prosperou no período. Em particular, negros, analfabetos, crianças, nordestinos, moradores do campo – foi onde a renda cresceu mais no século XXI.

Gini – A fim de melhor sintetizar o conjunto das mudanças distributivas observadas, focamos inicialmente a análise do índice de Gini, que é uma medida menos intuitiva, porém mais abrangente da evolução da desigualdade.

O Brasil atingiu em 2011, pela PNAD, seu menor nível de desigualdade de renda desde os registros nacionais iniciados em 1960. Na verdade, a desigualdade no Brasil permanece entre as 15 maiores do mundo, e levaria pelo menos 20 anos no atual ritmo de crescimento para atingir níveis dos Estados Unidos, que não são uma sociedade igualitária. Porém, isso significa que existem consideráveis reservas de crescimento pró-pobre, que só começaram a ser exploradas na década passada.

Causas da Equidade – A inédita redução da desigualdade observada na década passada pode ser decomposta pelas diversas fontes de renda captadas pela PNAD e retrabalhadas da seguinte forma: Trabalho (58%), Previdência (19%), Bolsa Família (13%), Benefício de Prestação Continuada (BPC1 4%) e Outras

Rendas (6%) como aluguéis e juros. Ou seja, a maior parte da queda da desigualdade se deveu ao efeito da expansão trabalhista observada, o que confere sustentabilidade ao processo redistributivo assumido. Sem as políticas redistributivas patrocinadas pelo Estado brasileiro, a desigualdade teria caído 36% menos na década.

As fontes de renda especificadas acima, conforme seu papel relativo na redução da desigualdade observado, na década, podem ser avaliadas também pelo seu impacto na renda média, para que tenhamos condições de avaliar o montante de recursos envolvidos em cada uma delas: Trabalho (76%), Previdência (21%), Bolsa Família (2%), Benefício de Prestação Continuada (BPC 2%) e Outras Rendas (-3%).
Notem que uma vez que as transferências públicas, como BPC, Bolsa Família e Previdência correspondem a recursos saídos dos cofres federais, pode-se avaliar a efetividade relativa em termos do impacto de cada real aplicado na queda de desigualdade obtida, ou alternativamente o seu inverso. Numa ótica de políticas públicas, a combinação das duas óticas supracitadas, quais sejam a importância relativa de cada fonte de renda na renda e na desigualdade, nos possibilita gerar uma medida útil para análise da relação custo fiscal/benefício social medido em termos de ganhos de equidade observados. Estas razões assumem diferentes valores para diferentes fontes de renda, como Previdência (1,15), Benefício de Prestação Continuada (0,504) e Bolsa Família (0,25). Ou seja, cada ponto percentual de redução de desigualdade na década custou 129,4% mais pelas vias dos aumentos da previdência social do que do BPC. Se todos os recursos adicionais pudessem ser canalizados para o BPC, ao invés de previdência, sob o mesmo impacto distributivo, a desigualdade teria caído 129% mais do que pela alocação escolhida.

Similarmente, a relação custo fiscal/benefício distributivo do Bolsa Família, que é pouco menos da metade da observada no BPC no período 2001 a 2010, implicaria efeitos dobrados se fosse o canal utilizado e a performance relativa mantida. Ou seja, por transitividade os impactos do Bolsa Família produziriam impactos 362,7% maiores que no caso da previdência social se a mesma relação técnica ao longo da década pudesse ser mantida.

Mais interessante ainda é comparar os resultados para as rendas com e sem as transferências do PBF de medidas com diferentes sensibilidades à , como aquela proposta por Atkinson (1970). Quanto maior o grau de aversão à desigualdade, maior o impacto do PBF. Se a aversão for baixa, os resultados são quase idênticos com e sem o PBF: no período 2001-2011 a presença do PBF só diminui a perda de bemestar em mais 0,2 ponto percentual. Se a aversão for média, a diferença já é expressiva: o PBF causa uma melhora adicional de 1,3 ponto percentual. Se a aversão for alta, então quase toda a diminuição da perda pode ser atribuída ao PBF: a melhora de 9,4 p.p. cairia para apenas 1,9 p.p. se o PBF não existisse.

Pobreza – Como consequência da manutenção do crescimento com redução da desigualdade, a pobreza mantém um contínua trajetória decrescente, que vem desde o fim da recessão de 2003 independentemente da linha de pobreza e da medida usada. Olhando para a década como um todo, se usarmos a medida utilizada no programa Bolsa Família mantida em termos reais ou as linhas internacionais de pobreza e de extrema pobreza das metas do milênio da ONU, todas caíram mais de 55% entre 2001 e 2011. Desta forma, o Brasil cumpriu o compromisso de um quarto de século em um decênio. Ou seja, se fez mais que o previsto para 25 anos em menos de 10 anos.

Causas Imediatas da Redução da Pobreza – A redução de pobreza experimentada de 57,5% na década permitiu ao Brasil fazer mais do que a queda à metade pactuada com as metas do milênio da ONU, e em menos tempo. Esta queda de pouco mais de metade, cerca de 52%, foi provocada por mudanças na desigualdade de renda, sendo o restante explicado pelo efeito crescimento puro. Sem essa redução da desigualdade, a renda média precisaria ter aumentado quase 89%, em vez dos 32% observados entre 2001 e 2011, para que a pobreza tivesse a mesma queda.

Elegibilidade ao PBF – Os números relativos confirmam que a progressiva expansão do PBF e o próprio crescimento econômico foram capazes de reduzir substancialmente os erros de exclusão. Enquanto o percentual de famílias beneficiárias subiu de 12% para 18% das famílias brasileiras, o de famílias elegíveis não beneficiárias caiu de 7% para 3%. Já as famílias não elegíveis têm oscilado em torno de 80% do total. De qualquer modo, diminuir ainda mais esses erros de exclusão parece ser fundamental para o sucesso no combate à pobreza e à desigualdade.
Década de 2010 – Completamos a evolução das séries até agosto de 2012 por meio da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/).

Média de Renda – Entre maio de 2002, próximo ao início das novas séries da PME, até maio de 2008, antes da crise , a renda per capita real PME cresceu 2,7% ao ano. Daí, até maio de 2009 avança 0,5% no ano (função da crise internacional de 2008). De maio de 2009 em diante, o crescimento da renda média acelera e depois desacelera. Quando consideramos os 12 meses compreendidos entre maio de 2011 e maio de 2012, o crescimento é de 6,5%. Por fim, os resultados que já estão disponíveis até agosto deste ano, mostram crescimento de 4,6% em oito meses, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Desigualdade – As quedas da desigualdade medidas pelo índice de Gini seguem em linhas gerais os movimentos da renda média, caindo à taxa de 1,5% ao ano de maio de 2002 a maio de 2008, pré-crise,
3 Se usarmos linhas mais baixas e medidas de pobreza mais sensíveis aos mais pobres, o papel da desigualdade no período seria ainda maior.

A totalidade do documento você encontra aqui

1 O programa BPC volta-se para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência, ambos de baixa renda, em que o critério é de renda familiar per capita inferior a ¼ de salário mínimo. O valor transferido corresponde a um salário mínimo que pode ser acumulado entre beneficiários de uma mesma família, ao contrário do Bolsa Família. Desta forma, o BPC é outro canal de impacto da política de reajuste do salário mínimo.

17/08/2012 - 09:42h Russomano venceria Serra no segundo turno. O tucano tem a rejeição mais alta entre os candidatos a prefeito: 37%.

Por Raphael Di Cunto, Murillo Camarotto, Paola de Moura e Marcos de Moura e Souza | VALOR

De São Paulo, Recife, Rio e Belo Horizonte

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, empatou na pesquisa de intenção de voto com José Serra (PSDB) no primeiro turno, com 26%, e venceria no tucano no segundo turno por 42% a 35%, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem pelo jornal “SPTV”, da TV Globo. Fernando Haddad (PT) está em terceiro, com 9%.

Em quarto lugar há empate entre três candidatos: Gabriel Chalita (PMDB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha (PPS), todos com 5%. Dos entrevistados, 12% afirmaram que votarão em branco ou nulo e 10% disseram não saber. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em relação à pesquisa anterior, de 3 de agosto, Russomano subiu de 25% para 26% e Serra ficou estagnado. Haddad cresceu dentro da margem de erro, de 6% para 9%. Soninha oscilou de 7% para 5%. Não houve alteração dos outros candidatos.

Foi feita também, pela primeira vez, sondagem de segundo turno, quando Russomanno venceria Serra por 42% a 35%. Os votos em branco e nulo somaram 16% e 8% dos entrevistados afirmaram não saber.

Líder nas pesquisas, Serra é o candidato com maior rejeição: 37% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. O índice do tucano subiu em relação à pesquisa anterior, quando era de 34%. Em seguida aparecem Haddad, Paulinho da Força e Soninha Francine, com 14%, e Chalita, com 9%. Russomano está com rejeição de 11%.

O Ibope divulgou pesquisas em outras cinco capitais: Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Campo Grande e Manaus. A principal mudança ocorreu na capital pernambucana. Embora o candidato do PT, Humberto Costa, continue na liderança, com 32% das intenções de voto, vem perdendo fôlego. Em julho, o petista tinha 40%. Em ascensão, Geraldo Julio (PSB) saiu de 5% e chegou a 16%, mesmo índice de Mendonça Filho (DEM), que antes tinha 20%.

Em BH, a vantagem do prefeito Marcio Lacerda (PSB) sobre o candidato do PT, Patrus Ananias, ficou estável – 46% a 23%. Na sondagem anterior, o prefeito tinha 43% contra 21% do petista. Lacerda também venceria um eventual segundo turno. O prefeito venceria com 48% dos votos, frente a 28% de Ananias.

No Rio, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) oscilou dois pontos para baixo, mas lidera com 47% das intenções de voto. Já Marcelo Freixo (PSOL) subiu quatro pontos percentuais e está com 12%. Rodrigo Maia (DEM) segue em terceiro, com 5%.

Em Campo Grande, Edson Giroto (PMDB) lidera, com 37%, seguido por Alcides Bernal (PP), que tem 30%, Vander Loubet (PT), com 7%, e Reinaldo Azambuja (PSDB), com 5%. Em Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB) está na frente, com 29%, seguido de Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 19%. Sabino Castelo Branco (PTB) e Serafim Correa (PSB) estão empatados, com 11%.

Todas as pesquisas foram contratadas pela Rede Globo e jornal “O Estado de S. Paulo” e feitas entre os dias 13 e 15 de agosto. Em Recife, BH, Rio e São Paulo foram ouvidas 805 pessoas em cada cidade e registradas nos respectivos tribunais regionais eleitorais sob os números SP-311/2012, PE-68/2012, MG-235/2012 e RJ-43/2012. Em Manaus e Campo Grande foram ouvidas 602 pessoas, com margem de erro de quatro pontos, e registradas sob o número MS-80/2012 e AM-13/2012.

17/08/2012 - 09:37h Ibope SP: Gestão Kassab é ruim ou péssima para 43% dos moradores da cidade


Presidente Dilma Rousseff e governador Geraldo Alckmin têm avaliação positiva de 55% e 41%, respectivamente, segundo pesquisa Ibope

17 de agosto de 2012

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo

O Ibope também perguntou aos entrevistados como avaliam as administrações do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). A gestão de Kassab é considerada boa ou ótima por 18% e ruim ou péssima por 43%. Em relação à pesquisa anterior, feita há duas semanas, o saldo negativo passou de 22 para 25 pontos porcentuais.

O governador Alckmin é aprovado por 41% dos paulistanos, enquanto apenas 16% veem sua administração como ruim ou péssima – o saldo positivo é de 25 pontos, o mesmo resultado obtido no início deste mês.

Já Dilma tem 55% de ótimo e bom e 11% de ruim e péssimo. Seu saldo positivo é de 44 pontos porcentuais, e também não variou desde a última pesquisa.

Entre os que aprovam a administração de Kassab, Serra – candidato apoiado pelo prefeito – tem 42% das intenções de voto. Esse índice cai para 15% entre os que consideram a gestão ruim ou péssima.

Entre os que consideram a administração Dilma boa ou ótima, é Celso Russomanno (PRB) quem lidera, com 31%. Serra vem a seguir, com 26%, o dobro do índice obtido pelo petista Fernando Haddad, correligionário da presidente.

Dilma tem afirmado que vai se manter distante da campanha em São Paulo, ao menos no segundo turno, já que entre os concorrentes há outros candidatos de partidos de sua base.

27/07/2012 - 10:01h Ataques de tubarão e ibope presidencial

Por Marcus André Melo – VALOR

De olho nas eleições presidenciais em 2014, muitos analistas têm discutido o impacto atual e futuro do desempenho da economia sobre a avaliação do Executivo. Não é novidade nenhuma que os problemas recentes enfrentados nesta área – baixo crescimento, capacidade ociosa da indústria, etc – têm tido repercussões sobre a popularidade do governo. Na raiz da questão está a impossibilidade (real ou imaginária, pouco importa) de se atender às mais variadas demandas apresentadas por diversos setores, o que se manifesta, por exemplo, na irrupção de greve em inúmeras categorias do setor público, ou em insatisfação empresarial. Um cenário de malaise econômica não está descartado. Pelo contrário, parece paulatinamente ainda mais plausível. Que impactos poderão ter?

Uma das poucas leis de ferro da ciência política é que os eleitores votam de olho no bolso – ou na carteira, o chamado pocketbook vote. E após quatro décadas de pesquisa, acumularam-se evidências que só fazem confirmar a tese. O resultado das eleições europeias recentes comprovou o que também se esperava: os governos dos países atingidos pelas crises tiveram sua sorte selada pela crise. E isto independente de ideologia, partido ou quaisquer outros fatores. Não é preciso ir longe, no Brasil os resultados das cinco últimas eleições presidenciais foram marcadas pelo desempenho da economia: pelo sucesso na estabilização (1994 e 1998) ou expansão econômica (2006, 2010). Isso também vale para regimes autoritários, o que acontecerá quando a China ou Singapura deixarem de crescer, como seus eleitores reagirão?

Mas porque os eleitores premiam governos pelo bom desempenho econômico? A ideia de que o fazem porque premiam a escolha de boas políticas já foi abandonada pelos cientistas políticos há muito tempo. Ela pressupõe que os eleitores detenham capacidades cognitivas excepcionais – saibam distinguir a boa da má política – e que tenham muita informação sobre questões da agenda pública. Na realidade, o eleitor médio tem baixíssima informação e capacidade cognitiva: ele tem escasso conhecimento sobre a agenda ou ações do governo – e menos ainda sobre suas repercussões – mas têm informação de primeira mão sobre os efeitos das políticas. Isto lhes permite tomar decisões eficientes sobre os representantes mesmo em um quadro de relativa desinformação. Esta conclusão é atraente normativamente: se isto é assim, para se elegerem os políticos empenham-se em produzir os resultados que os eleitores esperam e o ciclo da accountability democrática se completa.

Quais os impactos políticos da crise econômica?

O problema é que a assimetria de informação abre a possibilidade do comportamento oportunista do governo, tema clássico da ciência política. Expansão monetária em ano eleitoral – cujo custo vem na forma de inflação e baixo crescimento no futuro é exemplo marcante disso. Isto põe em cheque a racionalidade da accountability democrática. Mas há outros complicadores.

A forma como os cidadãos reagem aos efeitos sobre seu bem estar – positivos ou negativos – está longe de ser racional e obedecer a um cálculo de custo benefício subjetivo. Para provar isto, Larry Bartels e Christopher Achen, da Princeton University, em pesquisa revolucionária, investigaram se fenômenos aleatórios (”exógenos”) afetam a racionalidade da punição aos políticos. Isto não aconteceria se os eleitores fossem racionais nas suas decisões. Eles estudaram os efeitos de ataques de tubarão, epidemias (gripe espanhola, dentre elas), e cataclismas climáticos sobre a sobrevivência eleitoral de políticos. No caso dos ataques de tubarão em Nova Jersey, em 1916, a análise focalizou a reeleição do presidente Woodrow Wilson.

A análise é impressionante: os autores utilizam técnicas sofisticadas de econometria espacial além de mobilizar muita informação histórica. E demonstram que nos distritos eleitorais não afetados pelos ataques o voto em Wilson não diferiu do predito pelo modelo econométrico mas nos afetados o efeito foi claro: uma redução de 8% na votação. Os eleitores não responsabilizaram Wilson pelos ataques, mas descontaram nele sua frustração!

A conclusão que os autores extraem destes estudos é que os eleitores responsabilizam os políticos quando as coisas não dão certo. O contrário também tende a acontecer: mesmo quando algo inteiramente fortuito afeta positivamente o bem estar dos eleitores, eles premiam os políticos com a reeleição. É o que chamam de “retrospecção cega”. Ou seja, eles avaliam se sua situação melhorou ou piorou e então reagem – punindo ou premiando representantes, governos – independente destes últimos terem contribuído para aquele resultado. A implicação mais ampla deste achado é que as eleições e a democracia perdem sua macro racionalidade.

Em relação ao que nos interessa mais de perto aqui, no quadro brasileiro atual, a implicação principal seria que caso ocorra uma deterioração da situação econômica, o eleitor reagiria punindo o governo. Explicações sobre o caráter sistêmico da crise – a recessão na Europa e EUA ou a marcha lenta da locomotiva chinesa pouco importariam. Como não importaram, nas eleições presidenciais em 1998, as explicações sobre crise asiática e o débâcle da Coreia, nem sobre a moratória da Rússia, ocorridas nos meses anteriores às eleições. A memória do ganhos do Real ainda estava viva mesmo quando ele estava dando com os burros n’água. Em 2002, de nada valeu o falatório sobre as dificuldades no setor externo. A eleição do Lula representou, entre outras coisas, uma reação à crise.

Sim, é verdade: “It’s the economy, stupid”!. Mas a economia tal como os eleitores a percebem.

Marcus André Melo é professor da UFPE e Fellow da John Simon Guggenheim Foundation. Foi professor visitante da Yale University e é colunista convidado do “Valor”. Maria Cristina Fernandes volta a escrever em agosto

E-mail: marcus.melo@uol.com.br

24/07/2012 - 09:42h Rejeição a Serra dá força a Russomanno, avalia cientista político

Para Humberto Dantas, desempenho atual do candidato do PRB pode estar associado a alto índice de rejeição do tucano
24 de julho de 2012

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo

Para o cientista político Humberto Dantas, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Insper, o desempenho de Celso Russomanno (PRB) nas pesquisas pode estar associado ao alto índice de rejeição do candidato do PSDB, José Serra.

Como é conhecido por 94% dos eleitores, Russomanno acaba citado pelos que não querem votar em Serra, mas que ignoram quais são os demais candidatos, segundo o professor.

Russomanno é o único candidato com índice de intenção de voto maior do que a taxa de rejeição, diz a pesquisa Datafolha. Como o senhor analisa esse quadro?
O grande valor da última pesquisa é ser a primeira sobre um quadro consolidado de candidatos. Ela mostra um eleitorado ainda muito pouco informado. Talvez o aspecto mais relevante seja o fato de mais de 60% dos entrevistados não saberem dizer, espontaneamente, em quem votarão. Russomanno pode representar uma tábua de salvação para o eleitor no que diz respeito à avaliação de nomes que já conhece. Ele indica aquele em quem eventualmente poderia votar, mas esse poder votar, neste instante, ainda é muito frágil. Talvez a performance de Russomanno esteja relacionada à alta rejeição de José Serra, que é a maior entre todos os candidatos. Também pode ser a falta de capacidade do entrevistado de associar o nome Fernando Haddad ao PT. Existe até certa dificuldade do eleitor mais simples de ler o sobrenome Haddad, que é incomum.

Russomanno é visto como o anti-Serra neste momento?
Existe uma superexposição do Russomanno em uma emissora importante de televisão, a segunda mais assistida. Ele é o “não Serra” mais conhecido. Dada a alta rejeição do candidato do PSDB, Russomanno surge como alternativa, alguém que oferece credibilidade. Temos que considerar que Serra é conhecido por 99% dos entrevistados, e que 37% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

Esse cenário tende a mudar?
Tudo indica que, a partir de meados de agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito, teremos um reposicionamento dessas candidaturas. É bom lembrar do que aconteceu em 2008. Às vésperas do início do horário eleitoral gratuito, o prefeito Gilberto Kassab tinha 8% das intenções de voto, ocupava a quarta colocação na disputa, atrás até de Paulo Maluf. Após uma campanha tecnicamente quase perfeita, ele terminou o primeiro turno em primeiro, à frente de Marta Suplicy, que era a favorita. E desbancou Geraldo Alckmin, do PSDB, que chegou a ter mais de 30% das intenções de voto.

Com pouco tempo de TV, há candidatos viáveis?
É uma eleição que depende muito do horário eleitoral. Chegar aos 8 milhões de eleitores de São Paulo não é uma tarefa simples. Nada impede que o Russomanno ganhe a eleição, mas isso é muito difícil. O mais provável é que ele não chegue ao segundo turno.

15/07/2012 - 16:13h Popularidade de presidente peruano cai por conflitos sociais

15 de julho de 2012

Reuters – Agência Estado

A aprovação dos peruanos ao presidente Ollanta Humala caiu em julho para o menor nível já registrado, ao completar um ano de governo, punido pela percepção dos cidadãos de que há uma falta de liderança para enfrentar os crescentes conflitos sociais que já causaram 15 mortes por enfrentamentos com a polícia.

A popularidade de Humala voltou a cair 5 pontos percentuais pelo segundo mês consecutivo para ficar, em julho, em 40 por cento, segundo pesquisa da empresa Ipsos Apoyo publicada neste domingo pelo jornal El Comercio.

Com essa queda livre, o nível de desaprovação da gestão de Humala, um militar aposentado, ficou em 51 por cento, acrescentou.

O Peru, importante produtor mundial de metais, tem quase 250 conflitos sociais, muitos deles ligados à extração de riquezas naturais em meio a temores e exigências de maiores benefícios ambientais de um terço dos peruanos, que se sentem negligenciados em meio ao boom econômico.

Atualmente, o maior símbolo do conflito é o que afeta o projeto de ouro e cobre Minas Conga, na região norte do país, onde a empresa norte-americana Newmont planeja investir pelo menos 5 bilhões de dólares. O projeto foi temporariamente suspenso devido aos massivos protestos contra a mineradora.

Para enfrentar as manifestações, Humala declarou estado de emergência na zona de conflito, o que autoriza militares a cooperar com a polícia para restaurar a lei e a ordem pública, restringindo algumas liberdades dos cidadãos.

Segundo a pesquisa da Ipsos Apoyo, a maioria dos peruanos, cerca de 62 por cento, considera válida a medida de emergência para lidar com os protestos, e mais de 70 por cento concordam com o uso da força policial quando há bloqueio de vias ou quando se atenta contra a propriedade pública ou privada.

A pesquisa da Ipsos Apoyo Opinión y Mercado foi realizada com 1.210 pessoas entre 11 e 13 de julho. A margem de erro do estudo é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, e tem um nível de confiança de 95 por cento.

(Reportagem de Marco Aquino)

15/07/2012 - 12:57h El 60% cree que el proyecto Conga se concretará pese a protestas antimineras

El 43% opina que el principal instigador de los hechos de violencia en Cajamarca es el presidente regional Gregorio Santos

domingo 15 de julio del 2012 – El Comercio

Conflictos sociales, Cajamarca, Encuesta Ipsos Apoyo, Estado de emergencia en Cajamarca


El 35% pide que el Gobierno cancelar el contrato y pagar una indemnización a la empresa minera. (Foto: Archivo El Comercio)


Desde diciembre, cuando se rompió el diálogo entre el Ejecutivo y las autoridades y dirigentes antimineros de Cajamarca, las protestas en contra de Conga han ido en aumento y este mes se han visto marcadas por cinco muertes. Pese a este panorama, el 60% piensa que el proyecto minero, de la empresa Yanacocha, “va a seguir adelante”.

Según una encuesta nacional de Ipsos Apoyo elaborada para El Comercio, el 28% opina que la ejecución de Minas Conga debe ser cancelada y el 12% no precisa su punto de vista.

Además, el 56% indica que el proyecto debe seguir adelante siempre que se cumplan las recomendaciones planteadas en el peritaje al Estudio de Impacto Ambiental (EIA), mientras que el 35% pide que el Gobierno cancelar el contrato y pagar una indemnización a la empresa minera.

Los encuestados, detalló el sondeo, considera como los principales instigadores de los hechos de violencia en las protestas antimineras al presidente regional de Cajamarca, Gregorio Santos (43%), otros dirigentes antimineros (35%), Marco Arana (30%), el presidente Ollanta Humala (26%), la empresa responsable de Conga (19%) y al primer ministros, Óscar Valdés Dancuart (14%).

ESTADO DE EMERGENCIA
En relación al estado de emergencia decretado por el Ejecutivo sobre tres provincias de Cajamarca el 62% piensa que “es una medida válida para preservar la paz cuando se producen hechos de violencia”.

El 33% indica que es una decisión exagerada que solo genera abusos y mayor violencia, mientras que el 5% no precisa su postura.

En relación al proyecto de ley aprobado en la Comisión de Descentralización del Congreso, en el que instaura como motivo de vacancia a los presidentes regionales que participen en paralización que bloqueen vías, el 53% se muestra de acuerdo con la iniciativa en contra parte de un 35%, que está en desacuerdo.

Ollanta Humala sigue bajando en su popularidad: su aprobación cayó 5 puntos

Según la última encuesta de Ipsos Apoyo, el 71% desaprueba el desempeño del presidente ante las protestas contra el proyecto Conga en Cajamarca, que dejaron cinco muertos

Conflictos sociales, Cajamarca, Aprobación presidencial, Proyecto Conga,  Encuestas de Ipsos Apoyo
El estudio de opinión, realizado a nivel nacional, también indica que el 51% desaprueba su desempeño al frente del Ejecutivo y solamente, el 9% no precisa su postura. (Infografía: El Comercio)

A dos semanas de que cumpla un año en Palacio de Gobierno, la popularidad del presidente Ollanta Humala continúa en descenso y la población le critica su falta de acción ante los conflictos sociales, entre ellos el de Cajamarca. Según la última encuesta de Ipsos Apoyo, el nacionalista pasó de 45% de respaldo, en junio, a 40% en julio.

El estudio de opinión, realizado a nivel nacional, también indica que el 51% desaprueba su desempeño al frente del Ejecutivo y solamente, el 9% no precisa su postura.

En relación al desempeño de Humala Tasso de cara a las protestas contra el proyecto minero Conga, el 71% considera que no lo ha hecho bien y el 23% piensa que ha tenido un buen papel en el manejo del conflicto, que ha dejado hasta el momento cinco personas muertas.

Además, el 56% opina que el presidente del Consejo de Ministros, Óscar Valdés Dancuart, debe ser reemplazado y el 23% que debe continuar al frente del Gabinete. Se vocea que el jefe de Estado realizaría algunos ajustes en el Ejecutivo durante las Fiestas Patrias.

La esposa de Humala Tasso Nadine Heredia cuenta con una aprobación de 55% y el 35% no la respalda.

APOYAN A GARCÍA BELAUNDE
De otro lado, el 57% desaprueba la gestión del legislador nacionalista Daniel Abugattás al frente de la presidencia del Congreso de la República.

Consultados sobre quién debería ser el próximo presidente del Parlamento, el 37% de los encuestado indica que debería ser Víctor Andrés García Belaunde (Alianza Parlamentaria), el 15% que Abugattás podría continuar y solamente el 6% dijo que Víctor Isla, la carta de Gana Perú para mantener la Mesa Directiva.

El 18% piensa que otro congresista debería suceder a Abugattás y el 24% no precisa.

FICHA TÉCNICA
Encuesta Nacional Urbana realizada por Ipsos Apoyo Opinión y Mercado S.A. por encargo de El Comercio. Número de registro: 0001-REE/JNE. Sistema de muestreo: Probabilístico polietápico. Muestra: 1.210 personas entrevistadas. Nivel de representatividad: 75,2% de la población urbana electoral del Perú.

Procedimiento de selección de los encuestados: muestreo aleatorio estratificado y sistemático con inicio aleatorio de manzana, probabilidad de selección proporcional al tamaño de las viviendas. Fechas de aplicación: del 11 al 13 de julio del 2012. Margen de error: ±2,8%. Nivel de confianza: 95%. Universo: Población urbana del país, hombres y mujeres de 18 años a más.

10/05/2012 - 08:57h Veja os principais números da pesquisa Ibope em SP

10.maio.2012 03:32:12

Eleição paulistana: 10 candidatos e só 2,5 candidaturas

José Roberto de Toledo – O Estado SP

A eleição paulistana tem dez candidatos, mas só duas candidaturas e meia. Com 31% no Ibope, José Serra (PSDB) catalisa, por ora, o eleitorado anti-petista. A outra candidatura é a do PT, mesmo que só 3% do eleitorado declare voto em Fernando Haddad por enquanto. O PT tem a simpatia de 31% do eleitorado paulistano e nunca ficou fora de um segundo turno na cidade. A terceira candidatura está em fase de projeto: há espaço, mas falta um nome. Oito candidatos tentam ser o tertius, a alternativa à bipolarização tucano-petista. Juntos, os oito têm 44% de intenção de voto estimulada.

A pesquisa Ibope dá pistas de quem tem mais chances de ser a terceira via da eleição paulistana. Mais importante do que a intenção de voto nesta fase fria da campanha, é o potencial de crescimento. E isso depende de uma baixa rejeição dos eleitores e de mais oportunidade de exposição quando a campanha chegar à TV.

À esta altura, quando 4 em cada 5 eleitores não têm o nome de nenhum dos candidatos na ponta da língua, as intenções de voto são mais um exercício de memória do que a decisão definitiva do eleitor. Hoje, a pesquisa espelha o grau de conhecimento do eleitorado sobre os candidatos. É algo que tende a mudar muito à medida que a propaganda se intensificar e a eleição se tornar uma preocupação real para os eleitores.

Entre os candidatos a tertius, Celso Russomanno (PRB) é o mais conhecido. Tem 16% no Ibope, mas bateu no teto e lhe falta tempo de propaganda eleitoral. Ele é alavancado pela exposição constante na TV, especialmente na Record, onde trabalha. Mas a partir de 10 de junho -manda a lei- Russomanno não poderá mais apresentar seu quadro de defesa do consumidor. Para ele se manter com chances, precisaria se aliar a partidos que têm muitas inserções na TV. Está difícil.

Netinho de Paula (PC do B) também deve seus 8% no Ibope à TV. Na eleição para senador, ele largou bem, mas perdeu terreno à medida que a rejeição a seu nome aumentava. Desta vez, será obrigado a se afastar dos programas televisivos sem a contrapartida da propaganda eleitoral que a aliança com o PT lhe garantiu dois anos atrás. É um caso semelhante ao de Russomanno, agravado por uma rejeição três vezes maior: 38%, contra 13% do rival.

Por sua origem petista, Soninha (PPS) teria chances de se viabilizar como terceira via pela esquerda. Mas a aliança do PPS com o PSDB em São Paulo, além de sua participação pessoal no mal-avaliado governo do prefeito Gilberto Kassab (58% desaprovam), fragilizam o discurso oposicionista. Soninha tende a ficar espremida pela candidatura de Serra. Também lhe falta tempo de propaganda. A seu favor, é a única mulher na disputa.

Na terceira via, Gabriel Chalita (PMDB) tem o maior potencial. Sua rejeição (11%) é a mais baixa. Ele patina em 6% de intenção de voto desde janeiro, mas tem algo que nenhum outro candidato a tertius tem: tempo de TV. Como Haddad, o peemdebista dependerá de um bom desempenho na TV. Sua missão é duplamente difícil: em 45 dias de horário eleitoral, precisará se firmar como terceira via e suplantar uma das candidaturas supostamente favoritas.

Se chegar ao segundo turno, Chalita tem potencial para roubar votos de Serra ou de Haddad. Pode posar de aliado tanto de Dilma Rousseff (PT) quanto de Geraldo Alckmin (PSDB). O difícil é chegar lá.

Em SP, Dilma tem a aprovação de 65%

10 de maio de 2012

DANIEL BRAMATTI – Agência Estado

Poucos dias após atacar os bancos em rede nacional de rádio e televisão e em meio a uma campanha para reduzir os juros cobrados dos consumidores e tomadores de empréstimos, a presidente Dilma Rousseff obteve índice de 65% de aprovação a seu governo na cidade de São Paulo.

Segundo a pesquisa Ibope, as taxas de “ótimo” e “bom” obtidas por Dilma entre os paulistanos superam as do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e as do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Apenas 8% dos eleitores da cidade apontaram a gestão de Dilma como ruim ou péssima, e 25% a consideraram regular.

Entre os moradores mais pobres – com renda de até um salário mínimo – e com escolaridade mais baixa – até quatro anos de estudo -, a aprovação a Dilma é ainda maior (73% e 71%), respectivamente.

No caso de Alckmin, 42% consideram a administração do governador tucano ótima ou boa. Para 38%, a gestão é regular, e ruim e péssima na avaliação de outros 18%.

Dilma e Alckmin, que têm se mostrado próximos em termos administrativos, estarão em campos opostos na eleição paulistana, onde Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) ocupam posição de destaque.

Fator eleitoral

Os altos índices de aprovação à presidente a credenciam como cabo eleitoral na cidade, em um momento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta dificuldades para entrar na campanha de Haddad.

Recém-saído de um tratamento contra o câncer na laringe, Lula ainda se recupera dos efeitos da quimioterapia e da radioterapia. Fernando Haddad, que nunca disputou eleições, contava com a colaboração ativa do ex-presidente para conquistar o eleitorado paulistano.

Gestão Kassab é mal avaliada por paulistanos

10 de maio de 2012

O Estado de S.Paulo

Principal aliado de José Serra na corrida eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) tem sua gestão considerada ruim ou péssima por 39% dos paulistanos, segundo a pesquisa Ibope feita nos primeiros dias de maio.

Outros 38% consideram a administração regular, e apenas 22% a apontam como ótima ou boa. A maior taxa de reprovação (49%) é verificada entre os moradores da região norte da cidade.

Os entrevistados pelo Ibope também foram convidados a apontar o que consideram os três principais problemas da cidade. A área da saúde ficou em primeiro lugar, com 64%, seguida por educação (46%), segurança pública e transporte coletivo. Os índices representam a soma das três áreas que o entrevistado poderia mencionar.

10/04/2012 - 10:52h Baromètre Ipsos : François Hollande l’emporterait toujours largement face à Nicolas Sarkozy

10 avril 2012

LE MONDE

L’horloge tourne, mais l’aiguille du baromètre reste fixe : à maintenant moins d’un mois du second tour de l’élection présidentielle, François Hollande continue d’être donné vainqueur haut la main – à 55 % – face à Nicolas Sarkozy, quand bien même celui-ci arriverait en tête au soir du premier tour. Tel est le principal enseignement du dernier sondage Ipsos-Logica Business Consulting pour Le Monde, Radio France et France Télévisions.

Cette enquête a été réalisée par téléphone vendredi 6 et samedi 7 avril, au terme d’une semaine marquée par deux interventions fortes : le meeting de François Hollande à Rennes, le 4 avril, lors duquel le candidat socialiste a détaillé le calendrier des réformes envisagées pour la première année de son quinquennat ; et la conférence de presse de Nicolas Sarkozy à Paris, le 5 avril, pendant laquelle le président sortant a présenté son projet.

A croire notre sondage, le premier a davantage profité de cette séquence que le second : par rapport à la semaine précédente, M. Hollande a gagné 1 point alors que M. Sarkozy en a perdu 0,5. Si le premier tour avait lieu aujourd’hui, le candidat socialiste obtiendrait 28,5 % des voix, celui de l’UMP, 29 %. En 2007, Ségolène Royal avait obtenu 25,8 % des voix au premier tour, Nicolas Sarkozy, 31, 2 %.

L’un des buts poursuivis par M. Hollande à Rennes, où il a insisté sur les retombées concrètes de son élection sur la vie quotidienne des Français, était d’enrayer la poussée de Jean-Luc Mélenchon dans les sondages. Il est encore trop tôt pour dire s’il a réussi, mais le fait est que, pour la première fois depuis fin février, le candidat du Front de gauche est resté stable d’une semaine sur l’autre. Il est aujourd’hui crédité de 14,5 % des voix au premier tour. Le poids du reste de la gauche est très faible : 1,5 % pour Eva Joly (-0,5 point), 0,5 % pour Nathalie Arthaud (-0,5), 0,5 % également pour Philippe Poutou (=).

De son côté, Nicolas Sarkozy, à travers la présentation de son projet, espérait séduire à la fois l’électorat traditionnel de la droite et les catégories populaires tentées par le Front national. Son premier objectif semble à peu près rempli : 82 % des électeurs ayant voté pour lui au premier tour en 2007 se déclarent prêts à le faire à nouveau, alors que François Hollande ne convainc que 68 % de ceux qui ont alors voté pour Ségolène Royal.

Son second objectif, en revanche, ne l’est pas : Marine Le Pen, qui avait perdu 1,5 point dans la dernière semaine de mars, en a cette fois regagné 1 : elle est désormais créditée de 15 % des voix. L’écart se creuse entre elle et François Bayrou dont le déclin, amorcé mi-mars, se poursuit : avec 9,5 % des voix, le président du MoDem passe, pour la première fois depuis décembre 2011, sous la barre symbolique des 10 %.

Pour comprendre les logiques de reports de voix au second tour, Ipsos a posé des questions sur les projets des candidats. Dans l’ensemble de l’électorat, celui de Nicolas Sarkozy suscite plus de rejet que celui de François Hollande : 43 % des Français estiment que le projet du président sortant n’est pas souhaitable. Ils ne sont que 26 % à penser la même chose du projet du candidat socialiste.

Auprès des deux électorats sur lesquels ils comptent prioritairement en vue du second tour, celui de Jean-Luc Mélenchon d’un côté, celui de Marine Le Pen de l’autre, François Hollande et Nicolas Sarkozy ne jouissent pas du même crédit. 83 % des électeurs de M. Mélenchon jugent “souhaitable” le projet de M. Hollande. En revanche, seuls 56 % des électeurs de Mme Le Pen ont la même opinion du projet de M. Sarkozy. Ces chiffres expliquent en partie les reports du second tour : 85 % des électeurs de M. Mélenchon se disent prêts à voter pour M. Hollande le 6 mai, alors que 53 % des électeurs de Mme Le Pen répondent qu’ils voteront pour M. Sarkozy ce jour-là.

Quant à l’électorat centriste, lui non plus ne se situe pas à équidistance des deux finalistes les plus probables. Parmi les électeurs de M. Bayrou, 41 % considèrent que le projet de M. Sarkozy n’est “pas souhaitable”, alors qu’ils ne sont que 16 % à porter un tel jugement sur celui de M. Hollande.

Plus acceptable que le président sortant auprès de l’électorat centriste, le candidat socialiste est pourtant loin d’y avoir gagné la bataille de la crédibilité : parmi les 81 % d’électeurs de François Bayrou pour qui le projet de M. Hollande est “souhaitable”, 55 % considèrent qu’il n’est “pas réaliste”. La conquête de cet électorat, qui pour l’heure se reporte à peu près à parts égales sur François Hollande et Nicolas Sarkozy, sera comme à chaque fois l’un des enjeux majeurs de la bataille de l’entre-deux-tours.

T. W.

09/04/2012 - 17:19h Ibope mostra Manuela D’Ávila à frente na disputa por Porto Alegre

Por Sérgio Bueno | Valor

PORTO ALEGRE – Uma pesquisa de intenção de voto realizada pelo Ibope e publicada no domingo pelo jornal “Zero Hora” mostrou crescimento da pré-candidata do PCdoB à Prefeitura de Porto Alegre, a deputada federal Manuela D’Ávila. O atual prefeito, José Fortunati (PDT), que vai concorrer à reeleição, aparece em segundo lugar, enquanto o pré-candidato do PT, o deputado estadual Adão Villaverde, oscila entre a quarta e a quinta posição, conforme o cenário, com apenas 2% a 3% da preferência do eleitorado.

Conforme o levantamento, Manuela chega a 37% em dois dos quatro cenários apresentados, nos quais Fortunati aparece com 28% e 29%, apesar da aprovação de 72% dos entrevistados em relação ao modo como ele está governando a cidade. Nos outros dois, a deputada do PCdoB tem 36% e o prefeito também soma 28% e 29%. Nas quatro possibilidades, o deputado estadual de DEM, Paulo Borges, fica em terceiro lugar com 6% e 7%.

Num eventual segundo turno, Manuela chegaria a 43%, contra 38% de Fortunati, 14% de votos brancos e nulos e 5% de indecisos. A pesquisa foi realizada de 29 de março a primeiro de abril com 602 pessoas, admite margem de erro de quatro pontos para mais ou para menos e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número RS-00006-2012.

Em setembro do ano passado, o Ibope fez uma pesquisa com sete cenários e em cinco deles Manuela e Fortunati se enfrentavam, com vantagem mais apertada para a deputada, que somou de 27% a 35% e tinha uma dianteira de dois a seis pontos. Agora a margem aumentou para sete a nove pontos.

Em setembro, o prefeito somente liderava, com 32%, quando o adversário mais direto era o deputado estadual Raul Pont (PT), que somava 13%. Ele empatava em 28% a 28% quando a adversária mais próxima era a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, também do PT. Manuela não era citada nesses dois cenários.

Na pesquisa deste fim de semana, o ex-deputado federal Ibsen Pinheiro é mencionado como candidato pelo PMDB em dois cenários, nos quais fica em quarto lugar, com 4% e 5%. Se ele é substituído pelo vereador Sebastião Melo, o partido sequer pontua. Já o deputado federal Nelson Marchezan Júnior aparece na quarta e na sexta posição, com 4% e 2%, respectivamente. O contingente de votos brancos e nulos varia de 11% a 12%, enquanto os indecisos somam de 7% a 9%. (Sérgio Ruck Bueno/Valor)

05/04/2012 - 08:45h Dilma atinge 77% de aprovação

Por Raquel Ulhôa | VALOR

De Brasília

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff aumentou cinco pontos percentuais desde dezembro de 2011 e alcançou recorde (77%), segundo pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no mês de março. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva tinham, nessa fase dos seus primeiros mandatos, 60% e 54%, respectivamente.

O percentual de entrevistados que consideram o governo Dilma “ótimo” e “bom” (56%) manteve-se no mesmo nível de dezembro, mas o percentual é bem maior que o dos antecessores FHC (41%) e Lula (34%), no mesmo período.

Na avaliação da atuação do governo, a política de juros é a mais mal avaliada, mantendo-se praticamente no mesmo índice de desaprovação de dezembro (de 66% para 65%, portanto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos). Também são mal avaliadas as áreas da saúde (63% de desaprovação) e segurança pública (61%). O maior crescimento no percentual de aprovação foi registrado para as ações relativas ao meio ambiente. Também são bem avaliadas as áreas de combate à fome e à pobreza e ao desemprego. São sinais de alerta os índices de que 50% desconfiam da maneira como a presidente combate a inflação e a forte rejeição da população ao aumento de impostos.

O fato de a popularidade de Dilma ter crescido mais do que a aprovação do governo pode ser explicado, segundo o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco, à “postura firme” com que a presidente agiu em relação à sua base aliada no Congresso e às denúncias de irregularidades do seu governo, trocando ministros envolvidos. “Isso mostra, talvez, uma separação da percepção da população em relação a essas características pessoais, vistas como positivas.”

Um dado favorável a Dilma é o crescimento das notícias positivas relacionadas ao governo que foram citadas espontaneamente pelo entrevistados. Houve redução expressiva na lembrança de notícias sobre corrupção: foram lembrados por 28% em dezembro e agora, por 5%.

As notícias mais lembradas referem-se a programas sociais e ações voltadas para as mulheres e as viagens internacionais da presidente – principalmente Cuba e Alemanha. O período de entrevistas coincidiu com as comemorações do Dia da Mulher e com viagens presidenciais.

A pesquisa mostra haver aumentado também a confiança da população na presidente Dilma, de 68% em dezembro para 72%. A aprovação de sua maneira de governar é maior no Nordeste (82%), mas houve crescimento também na região Sudeste (69% para 75%). A aprovação do estilo Dilma de governar diminui entre os entrevistados com maior grau de instrução.

Para Castelo Branco, a popularidade recorde da presidente Dilma Rousseff dá a ela “capital político com densidade para enfrentar questões legislativas de natureza complexas”, que exigem grande apoio parlamentar, como reformas no sistema tributário.

Ele cita o exemplo do projeto de resolução do Senado número 72, que reduz e uniformiza as alíquotas do ICMS em operações interestaduais sobre importação – uma reivindicação do setor produtivo. “O projeto pode ser um exemplo. Apenas de fortes resistências de caráter federativo, o Executivo está sendo bastante enfático na defesa da proposta”, diz ele.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada de 16 a 19 de março de 2012, com 2.002 pessoas sendo entrevistadas, em 142 municípios de todo o país. Para Castelo Branco, as variáveis econômicas são as mais levadas em conta pela população, na avaliação do governo. Ele lembra que, apesar de alguns problemas recentes nessa área, houve, por outro lado, no período entrevistado, aumento do salário mínimo e o desemprego baixo.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), atribuiu o resultado a “sobras de momentos anteriores onde a economia andou bem e onde o emprego existiu”. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a pesquisa reflete “um dado de momento” e que, posteriormente, a população cobrará resultados “concretos” em áreas sensíveis, como saúde, infraestrutura e segurança pública. Já o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse que “há muita generosidade” por parte da população em relação ao primeiro ano de mandato. Para ele, foi dado “um voto de confiança” à presidente, mas, a partir do segundo ano, “virá uma avaliação de maior profundidade”. (Colaboraram Raymundo Costa e Bruno Peres)

Corrupção perde força entre os temas mais lembrados

Por Cristiane Agostine | VALOR

De São Paulo

Os programas sociais e as ações do governo voltados para as mulheres foram os assuntos mais lembrados pela população sobre o governo Dilma Rousseff, segundo pesquisa realizada pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada ontem. Em dezembro de 2011, a corrupção era o assunto mais citado pelos entrevistados sobre a gestão Dilma.

Naquela rodada da pesquisa, em dezembro, 28% citaram alguma notícia sobre corrupção no governo federal. Em 2011, primeiro ano do mandato de Dilma, sete ministros deixaram o governo, seis sob suspeita de irregularidades. Neste levantamento, o percentual de entrevistados que citaram o problema caiu a 5%, mesmo com a queda de Mário Negromonte (PP) do Ministério das Cidades, em fevereiro, sob suspeita de favorecimento político.

A pesquisa CNI/ Ibope traz dois temas positivos como os mais lembrados pela população sobre a gestão da presidente. Os programas sociais para as mulheres foram citados por 9% dos entrevistados e as viagens de Dilma, por 7%.

Segundo análise feita pela CNI, houve o “crescimento das notícias positivas” sobre o governo federal, fato que ajuda a “justificar o crescimento da popularidade da presidente”.

Ao comentar o assunto mais lembrado pelos entrevistados – as ações sociais voltadas para as mulheres -, o gerente-executivo de Políticas Econômicas da CNI, Flávio Castelo Branco, citou ações da presidente em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em 08 de março. A pesquisa Ibope foi realizada na semana posterior, entre os dias 16 e 19.

Por ocasião do dia das mulheres, Dilma fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, no qual destacou “a importância da mulher nos programas sociais”. A presidente destacou que 93% dos cartões do Bolsa Família estão em nome de mulheres – mais de 19 milhões de mulheres – e 47% dos contratos da primeira etapa do Minha Casa, Minha Vida foram assinados por mulheres. Dilma falou de um programa do governo federal voltado para a formação profissional e tecnológica para a inserção de mulheres no mercado de trabalho; do Rede Cegonha, que já atendeu 930 mil gestantes e reforçou a promessa de construir seis mil novas creches e pré-escolas até 2014.

Apesar da mudança da percepção dos entrevistados sobre a corrupção no governo federal, a pesquisa mostra que a substituição de ministros está entre os assuntos mais lembrados. Dos ouvidos pelo Ibope, 4% lembraram da substituição no Ministro da Pesca e outros 4% da troca no comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário. As mudanças nas duas Pastas, no entanto, não estão vinculadas diretamente a denúncias de corrupção.

04/04/2012 - 13:01h Firmeza e estilo explicam aprovação de Dilma, avalia CNI

04 de abril de 2012

RICARDO BRITO E ANDREA JUBÉ VIANNA – Agência Estado

O gerente de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, atribuiu à “firmeza” na condução de conflitos com ministros e a base aliada e a um “estilo próprio de governar” o crescimento na aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff. A pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje mostrou que a aprovação pessoal de Dilma cresceu de 72% para 77%.

Castelo Branco avalia que o “estilo Dilma de governar” descola-se do próprio governo, cuja avaliação manteve-se estável, com 56% de conceitos “ótimo” e “bom”, enquanto sua avaliação pessoal cresceu. “A leitura é que ela transmite para a população uma personalidade própria, com característica diferente em relação ao seu antecessor”.

Para o analista da CNI, o resultado da pesquisa reflete a “faxina” comandada pela presidente, na substituição de ministros que estavam em pastas alvos de denúncias da imprensa. Segundo ele, a “firmeza” demonstrada por Dilma na substituição de ministros passou aos entrevistados “maior controle sobre os problemas das pastas” e “mais presença na administração”.

A pesquisa mostrou que o índice de aprovação pessoal da presidente subiu de 72% para 77% em relação a dezembro. A aprovação pessoal dela atingiu 82% na Região Nordeste. Também subiu na Região Sudeste, de 69% para 75%.

04/04/2012 - 12:51h Governo Dilma atinge 77% de aprovação

Andre Dusek/AE

Governo Dilma é considerado 'ótimo' ou 'bom' por 56% dos brasileiros - Andre Dusek/AE

Governo Dilma agrada 77% dos brasileiros, aponta CNI/Ibope
Estatística alcançada pela presidente subiu 5 pontos percentuais em relação ao último levantamento
04 de abril de 2012

estadão.com.br

SÃO PAULO – A popularidade da presidente Dilma Rousseff bateu os 77%, segundo apontou a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 4. O levantamento mostrou que o índice de satisfação com o governo subiu 5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, que mediu 72% de aprovação. A avaliação foi classificada como “ótima” ou “boa” por 56% dos brasileiros, mesmo resultado obtido na pesquisa anterior, em que Dilma bateu o recorde histórico da pesquisa CNI/Ibope para o primeiro ano de mandato.

A confiança dos brasileiros na presidente também oscilou: saltou de 68% para 72%, conforme apontou a pesquisa CNI/Ibope.

A pesquisa revelou também que mais da metade da população – 60% – considera que o governo Dilma está sendo igual ao do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

As notícias mais lembradas pelos pesquisados sobre o governo foram sobre políticas para as mulheres e viagens da presidente. Dos outros temas pesquisados pela CNI Ibope, o combate à fome, meio ambiente e combate ao desemprego apresentaram maiores percentuais de aprovação. As contrapartidas ocorreram nas áreas de impostos (com 65% de reprovação), saúde (com 63%) e a segurança pública (com 61%), pontos com as piores avaliações, segundo apontou o levantamento.

Comparativamente, a pesquisa constatou também que o governo de Dilma tem popularidade maior que a dos seus antecessores Lula e Fernando Henrique Cardoso no primeiro ano de mandato.

A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 de março, com 2.002 pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais e para menos.

03/04/2012 - 08:31h Planalto aposta em avaliação ascendente

Por Cristiano Romero | VALOR

De São Paulo

Há pouco mais de dez dias, o tema dominante em Brasília era o de que a presidente Dilma Rousseff sofria um cerco de sua própria base aliada no Congresso. Alguns, como o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), chegaram a falar em crise institucional. Bem ao seu estilo e sempre se apoiando no tema predileto – a economia -, a presidente reagiu recorrendo ao que assessores chamam de “Brasil real”.

O clima político azedou quando o Senado rejeitou a indicação de Bernardo Figueiredo, uma escolha da presidente, para mais um mandato à frente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Piorou um pouco mais quando, convencida de que seus líderes no Congresso não estavam mais dando conta do recado, Dilma os substituiu sem consultar os aliados.

A reação da presidente, na avaliação de assessores, foi fulminante. No dia 19 de março, reuniu-se com 30 dos maiores empresários do país. Já planejava fazer isso desde o início do ano, preocupada que está com os fracos investimentos das empresas. Convidou pesos pesados, escolhidos a dedo e de forma a representar os vários segmentos da economia – do setor produtivo, como Jorge Gerdau (grupo Gerdau), Marcelo Odebrecht (grupo Odebrecht) e Octávio Azevedo (Andrade Gutierrez), ao financeiro, como Roberto Setúbal (Banco Itaú) e André Esteves (BTG Pactual), passando pelo capital de risco, caso de Eike Batista.

Na reunião, ouviu mais do que falou, e era essa a ideia. Dilma queria saber dos empresários por que eles não estão investindo, já que a demanda continua aquecida. A presidente saiu do encontro falando de crescimento econômico, redução de impostos e melhoria do ambiente de negócios no país. “Uma agenda do Brasil real”, sintetizou um interlocutor. Nesta terça-feira, ela dá sequência à iniciativa ao anunciar um pacote de medidas de estímulo à indústria a uma plateia esperada, em Brasília, de 400 pessoas.

No mesmo dia do encontro com os empresários, Dilma concedeu longa entrevista à revista “Veja”. Relatou sua experiência na arena internacional por meio de contatos com líderes como Ângela Merkel, chanceler da Alemanha; ressaltou os esforços do governo para diminuir os efeitos no Brasil da crise econômica internacional; defendeu novamente a redução de impostos. Mais uma vez, falou sobre o “Brasil real” e, pela primeira vez, abordou, embora de relance, a crise com o Congresso. “Não há crise nenhuma”, declarou Dilma.

O objetivo da presidente, sustenta um assessor, não foi caçoar dos próprios aliados ou da imprensa. Ela apenas quis dar o que considera a verdadeira dimensão do problema. Atribuiu a reação ruim de aliados à troca dos líderes ao momento “tenso, natural em ano de eleições municipais”, vivido pelos parlamentares.

A um assessor, Dilma admitiu, com calma desconcertante, o desconforto da relação com a base aliada, mas, numa referência às derrotas sofridas pelo governo no parlamento, fez o seguinte diagnóstico: “Não há nada que o Congresso tenha decidido que não seja reversível”.

Na semana seguinte à do convescote com os empresários, a presidente fez dois movimentos simultâneos. Para o público, mostrou-se na Índia entre os líderes das potências emergentes reunidos no âmbito dos Brics. No encontro, foi a única dos cinco presidentes a falar sobre os efeitos da crise econômica nos salários dos trabalhadores e nos investimentos das empresas.

Ao falar do Irã, não repetiu o discurso marcadamente ideológico dos colegas, mas ressaltou como o ambiente político em torno daquele país está afetando artificialmente os preços do petróleo no mercado internacional. Uma ameaça à recuperação das economias, principalmente, do mundo desenvolvido. Novamente, Dilma optou, segundo um colaborador, por falar de coisas “tangíveis”.

O segundo movimento, discreto e pragmático, foi a autorização para que a ministra responsável pela articulação política, Ideli Salvatti, se comprometa com a liberação dos recursos referentes às emendas feitas por parlamentares ao Orçamento de 2012. A ideia é liberar de R$ 2,5 a R$ 3 milhões por parlamentar até junho, quando legalmente se encerra o prazo para o fechamento de convênios com os municípios. Uma conta que pode chegar, no limite, a R$ 1,8 bilhão.

Foi esse compromisso que fez com que a Câmara dos Deputados votasse a Lei Geral da Copa e o Senado aprovasse o Funpresp (o fundo de pensão dos funcionalismo público federal), dois temas que afetam, observa um assessor, o “Brasil real”. Bem-sucedidas, as votações ocorreram na ausência da presidente do país, uma situação de aparente risco.

Combinadas, essas ações viraram o jogo da crise. O tom da insatisfação da base aliada com o governo diminuiu. Mais do que isso, as iniciativas tiveram o objetivo de mostrar uma Dilma dedicada a questões que dizem respeito diretamente à vida da população. Ela não está revolucionando a forma de se relacionar com o Congresso, mas, do alto de sua popularidade, impõe distância ao rame-rame do jogo parlamentar.

A elevada popularidade explica bastante a postura e a força de Dilma. Ainda esta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgará a pesquisa Ibope com a avaliação da presidente e do governo. A pesquisa está pronta desde a semana passada, mas a CNI preferiu esperar o retorno de Dilma do exterior antes de divulgá-la. Os números mostram que a popularidade da presidente, que na pesquisa anterior, de dezembro, estava em 72%, aumentou.

22/03/2012 - 08:13h Pesquisas indicam que popularidade de Dilma aumentou

 Presidenta Dilma Rousseff visita as obras da Transcarioca, no Rio de Janeiro Foto: O Globo / Carlos Magno
Presidenta Dilma Rousseff visita as obras da Transcarioca, no Rio de Janeiro O Globo / Carlos Magno

Lula já deu sinais de concordância com a nova linha adotada pela presidente

Gerson Camarotti – O GLOBO

BRASÍLIA – Dados de recentes pesquisas de opinião que chegaram ao Palácio do Planalto indicam que a presidente Dilma Rousseff não só tem conseguido manter sua popularidade, como teria aumentado a aprovação popular. Analistas do governo veem esse resultado como aprovação ao enfrentamento que Dilma vem travando com aliados contra o chamado toma lá dá cá.

Em dezembro, a avaliação do governo Dilma de 56% de ótimo/bom já era recorde na série histórica da pesquisa do Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria para o primeiro ano de mandato presidencial. A próxima pesquisa da entidade será divulgada em abril. Outras pesquisas regionais encomendadas por partidos reforçam a percepção de que Dilma tem conseguido mais apoio da opinião pública.

Esse crescimento teria ocorrido entre eleitores da classe média. Os dados reservados reforçam a decisão de não aceitar pressão da base governista, mas não significa que ela romperá com tradicionais aliados. Por enquanto, a estratégia é só mudar a relação com o Congresso.

O ex-presidente Lula, embora tenha manifestado preocupação com o enfrentamento, estaria, na avaliação do Planalto, emitindo sinais de concordância com a nova linha adotada por Dilma.

Esse interlocutor de Dilma revelou que Lula cancelou um encontro com o ex-presidente Fernando Collor, um dia após o senador alagoano ter feito um discurso em que advertiu Dilma sobre o risco de governabilidade, citando seu impeachment. Lula quis não emitir sinais duplos. Também não tirou fotos ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), mas o fez ao lado do novo líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), escolhido por Dilma, e até ex-senadora Marina Silva (ex-PT-AC).

31/01/2012 - 10:00h Planeta pré-sal


Petrobrás financia pesquisas em cinco universidades para reduzir a margem de erro na exploração de petróleo na costa brasileira

31 de janeiro de 2012

Leonardo Soares/AE

Os alunos da Poli Guilherme e Ana no TPN, laboratório financiado pela Galileu - Leonardo Soares/AE

Os alunos da Poli Guilherme e Ana no TPN, laboratório financiado pela Galileu


Carlos Lordelo, do Estadão.edu

Qual a melhor maneira de transportar o gás natural produzido nos campos do pré-sal para o continente? Como perfurar um poço de petróleo a sete quilômetros de profundidade sem que as brocas sejam danificadas? É possível garantir a estabilidade de tubulações em condições extremas de pressão?

Não se trata de questões de vestibular ou de provas de Engenharia. É que, antes de se lançar ao mar na atividade de exploração de petróleo e gás, a Petrobrás realiza milhares de simulações computacionais para responder a perguntas como essas. A avaliação de diferentes cenários permite à estatal reduzir a possibilidade de erros numa operação em que qualquer falha pode significar desastres ambientais e até mortes.

Nessa tentativa de planejar o futuro, a empresa conta com uma infraestrutura própria de pesquisas e também financia laboratórios de escolas de Engenharia do País. A iniciativa ganhou reforço em 2006 com a criação da Rede Galileu, um consórcio de faculdades conectado por um parque de computadores capaz de fazer 140 trilhões de operações por segundo (teraflops).

Só para fazer uma comparação, enquanto um cluster de 20 teraflops roda 30 mil simulações em três meses, um PC comum levaria pelo menos 15 anos.

Integram a rede USP, ITA, PUC-Rio e as Federais de Alagoas e do Rio de Janeiro. Ao todo, a Petrobrás repassou R$ 32 milhões para essas universidades construírem novas sedes para os laboratórios – até o momento, só ficaram prontas as da USP e da Ufal. A estatal investiu outros R$ 20 milhões na compra dos clusters e todos, exceto o do ITA, já estão em funcionamento.

Mais oito instituições completam o projeto como satélites e receberam R$ 21 milhões para efetuar melhorias na estrutura física.

Os dados que chegam aos laboratórios são coletados pelos funcionários de campo da Petrobrás. As simulações mais sofisticadas rodam nos clusters, enquanto os pesquisadores se reúnem em salas de visualização para checar a representação precisa dos diferentes cenários em programas de realidade virtual.

Estão à frente do projeto alunos da graduação ao pós-doutorado, sob a supervisão de professores. A remuneração desse pessoal varia: há desde bolsistas das próprias universidades até pesquisadores contratados pela estatal que recebem por meio de fundações de apoio. Sem contar o ITA, cujos laboratório e cluster ainda não foram entregues, a Petrobrás já destinou R$ 40 milhões para custear as pesquisas. Novos contratos devem ser assinados neste ano.

“A rede permite que se mobilize toda a capacidade da engenharia nacional com rapidez”, afirma Luiz Augusto Levy, gerente de Métodos Científicos do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobrás. Segundo ele, em termos de simulação computacional, o País está pronto para encarar os desafios da exploração do pré-sal.

O Cenpes é vizinho do principal nó da Galileu, o Instituto de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, na Ilha do Fundão. Tradicional parceiro da Petrobrás, o Coppe opera o maior cluster do projeto, de 80 teraflops – os outros três aglomerados de computadores têm 20 teraflops cada. Até o fim do ano, os dois laboratórios do instituto financiados pela estatal deverão ser entregues.

Na PUC-Rio, onde há 50 anos foi instalado o primeiro supercomputador do Brasil, os benefícios de integrar a rede vão além das melhorias na infraestrutura. Segundo o professor Marcelo Gattass, responsável pelo cluster da universidade, desvelou-se um novo rumo para as pesquisas desenvolvidas na pós-graduação. “Os alunos passaram a ter uma formação mais próxima do que é usado na prática.”

Se no Rio o ponto forte das universidades é a simulação computacional, a USP se destaca na rede pelos trabalhos em Engenharia Oceânica. “A intenção da Petrobrás é que exista transferência de tecnologia entre os participantes da Galileu”, diz o professor da Poli Kazuo Nishimoto, coordenador do Tanque de Provas Numérico (TPN). O laboratório nasceu em 2002 com 100 metros quadrados e hoje, no novo prédio, ocupa um espaço 17 vezes maior.

A moderna sala de visualização do TPN chamou a atenção da aluna de Engenharia Mecânica Ana Grassi, de 22 anos, quando ela esteve no laboratório pela primeira vez. A convite de um professor, a estudante do 5.º ano da Poli faz estágio no local há um ano. “Trabalhar aqui foi bom porque descobri uma nova área, a naval, da qual acabei gostando bastante”, conta. No momento, ela está desenvolvendo um projeto que simula o transporte de etanol por um comboio de barcos pela Hidrovia Tietê-Paraná. Ana diz que vai usar o que aprendeu no estágio em seu TCC e pensa em fazer mestrado para aprofundar os conhecimentos no software que utiliza no TPN.

Já Guilherme Goraieb, de 22, não pretende seguir a carreira acadêmica. Aluno do 5.º ano de Engenharia Naval, ele quer aproveitar o aquecimento do mercado para se lançar consultor da indústria offshore. “No estágio, aprendi a trabalhar com softwares diferentes dos que usamos em sala de aula”, afirma o estudante, que faz iniciação científica no TPN desde julho. Guilherme já projetou 11 navios em 3D para avaliar a estabilidade deles em diversas condições de carregamento. “Quis a vaga por ser uma oportunidade de lidar com uma coisa prática e conhecer melhor a área.”

20/01/2012 - 09:57h Ibope: Eduardo Paes lidera pesquisa de intenção de voto no RJ

Maneira de governar do atual prefeito é aprovada por 68% dos moradores

O GLOBO

RIO – O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tem a preferência dos cariocas quando cenários são apresentados para a eleição municipal, segundo pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Em um deles, ele recebe 36% das intenções de voto, seguido por Marcelo Crivella (PRB), com 18%, Marcelo Freixo, com 7%, Rodrigo Maia (DEM), com 3%, e Otávio Leite (PSDB), com 2%. Brancos e nulos totalizam 22% e não sabem ou não respondem, 12%

Em uma disputa sem Marcelo Crivella, Eduardo Paes também lidera, porém com 43% das intenções de voto. Na sequência aparecem Marcelo Freixo (9%), Rodrigo Maia (5%) e Otávio Leite (2%). Brancos e nulos chegam a 26% e não sabem ou não respondem, 15%.

Eduardo Paes é também o nome mais citado para comandar a prefeitura da cidade em 2013. Quando questionados de maneira espontânea sobre em quem votariam se a eleição fosse hoje, 18% dos eleitores disseram o nome de Paes (PMDB). O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) foi citado por 1% dos entrevistados. Outros nomes somam 4%, brancos e nulos, 15%, e não sabem ou não respondem, 62%.

Modos de governar de Paes e de Cabral são aprovados

A administração do prefeito Eduardo Paes é classificada como ótima ou boa por 46% dos entrevistados. Segundo 36%, sua administração é regular, enquanto 17% a consideram ruim ou péssima. A maneira como o prefeito está governando o município é aprovada por 68% dos moradores e desaprovada por 25%.

Já em relação ao governador Sérgio Cabral, metade dos eleitores do Estado do Rio de Janeiro (51%) avalia a administração como ótima ou boa. Dos 1.106 entrevistados, 31% consideram o governo de Cabral regular e 16%, ruim ou péssima. A maneira como o governador administra o Estado é aprovada por 71% da população fluminense.

A pesquisa aponta que 56% dos entrevistados confiam em Cabral e que 67% acreditam que o Estado do Rio de Janeiro está no caminho certo. Na opinião de 81%, melhorar a saúde deve ser prioridade da administração do governador, seguido da melhora da educação (45%).

A pesquisa de intenção de voto na cidade do Rio de Janeiro foi realizada entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2011, com 504 eleitores de 16 anos ou mais do município. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados.

Já a pesquisa de avaliação da administração do governador Sérgio Cabral foi realizada entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2011, com 1.106 eleitores de 16 anos ou mais do Estado do Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados.

16/12/2011 - 12:14h Aprovação do governo Dilma sobe para 56%, diz CNI/Ibope. Para 57% da população governo Dilma é igual ao de Lula

BRASÍLIA – A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff subiu de 51% em julho para 56% entre setembro e dezembro, segundo pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada há pouco.

Com o aumento de cinco pontos percentuais, o resultado é o mesmo de março, a melhor avaliação do governo apurada pelo levantamento.

Dos entrevistados, 9% classificaram o governo como ruim ou péssimo, taxa dois pontos percentuais abaixo da última sondagem, em setembro.

A avaliação positiva da presidente também cresceu. Em dezembro, chegou a 72% ante 71% apurados em setembro. Em março, Dilma havia recebido a melhor avaliação positiva, com 73% de aprovação.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre os dias 2 a 5 de dezembro com 2.002 pessoas em 142 municípios.

(Thiago Resende/Valor)

CNI/Ibope: Governo Dilma é igual ao de Lula para 57% da população

Por Thiago Resende | Valor

BRASÍLIA – O governo da presidente Dilma Rousseff é considerado igual ao do ex-presidente Lula para 57% da população, segundo pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira. O índice é 2 pontos percentuais superior ao registrado em setembro.

A parcela de entrevistados que avalia a gestão Dilma melhor que a de Lula recuou no período para 12%, ante 15% de setembro. É o melhor resultado neste primeiro ano da presidente.

Os que consideram o governo Dilma pior ao de Lula, porém, aumentou de 26% para 28%, em dezembro.

(Thiago Resende/Valor)

16/12/2011 - 10:19h El 56% de los peruanos le exige moderación a Ollanta Humala

Perú 21

Viernes 16 de diciembre del 2011

EFECTO CONGA. Según una encuesta de Datum Internacional, el porcentaje de ciudadanos que cree que la inversión privada seguirá creciendo bajó 12 puntos respecto del mes anterior. La popularidad del presidente cae a 48%.

Los peruanos le piden moderación y no radicalismo. La encuesta mensual de la compañía Datum Internacional –realizada entre el 8 y el 10 de diciembre– muestra que el 56% de la población espera que el gobierno del presidente Ollanta Humala sea moderado y apegado a la hoja de ruta que se comprometió a seguir en la segunda vuelta electoral.

Pero, aunque otro sondeo hecho los días 12 y 13 de diciembre –luego de la juramentación del Gabinete Valdés– revela que el 40% está de acuerdo con los cambios en el Ejecutivo, la popularidad del jefe de Estado sigue cayendo: de 57% de respaldo que registraba en noviembre a 48% en este mes. Y si nos remontamos a setiembre, hasta la fecha ha caído 22 puntos.

En la primera encuesta, el 68% consideraba necesario un cambio de ministros porque el Gobierno se estaba resquebrajando y exigían la salida de Aída García, Susana Baca y Carlos Herrera. Ellos ya no están. En eso, Humala coincidió con el sentir de la población.

EFECTO CONGA

Lo más alarmante es el impacto de las protestas contra el proyecto Minas Conga en la percepción que la gente tiene en torno al desarrollo de la economía. De acuerdo con dicho estudio, el porcentaje de peruanos que cree que la inversión privada seguirá creciendo bajó 12 puntos: de 37% a 25%, y el de la gente que piensa que la inversión se reducirá subió de 16% a 27%.

09/12/2011 - 10:47h Saúde é o maior problema para 59% da nova classe média brasileira

Por Caio Junqueira | VALOR

De Brasília

A saúde é o maior problema vivido pela nova classe C brasileira, elevado grupo de pessoas que ascenderam à faixa média da sociedade, segundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), divulgada ontem. O levantamento revelou as principais características e anseios deste estrato social: Para 59% dos entrevistados, a saúde é a área que mais enfrenta problemas no Brasil, seguida por segurança/violência/drogas (38%) e educação (35%).

O desemprego constou como problema para 20% dos que responderam, à frente da corrupção (13%) e da pobreza/miséria (13%).

Realizada entre os dias 16 e 24 de outubro pelo Instituto Ipespe, a pesquisa ouviu 2 mil entrevistados da nova classe C, considerados segundo os critérios da Fundação Getulio Vargas (FGV) como sendo as pessoas com renda familiar de R$ 1,2 mil a R$ 5,2 mil.

Revela algo até então desconhecido no recente fenômeno de ascensão social que levou milhões de brasileiros das classes D e E para a classe C: qual a agenda da nova classe média? Do ponto de vista econômico, por exemplo, as respostas apontaram para a manutenção da estabilidade, a geração de mais empregos e a redução de impostos. No aspecto social, essas pessoas querem melhorias na saúde, educação, segurança e diminuição das desigualdades sociais, nessa ordem. Chama a atenção o fato de a ampla maioria (74%) optar pelo aumento das oportunidades de emprego do que a ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Família (10%).

São numerosas as respostas que, associadas a outras, mostram um estrato social conservador. Por exemplo, 57% são contra casamento homossexual, 85% contra a liberação do uso da maconha e 93% contra a liberação do uso de drogas. Por outro lado, 81% são a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, 70% a favor “da lei e do direito à propriedade serem respeitados independentemente da necessidade de se fazer a reforma agrária” e apenas 23% “a favor de invasões de terras pelo MST serem necessárias para pressionar autoridades a fazer reforma agrária, independentemente dos prejuízos que causem”.

Outro dado relevante notado pelo autor da pesquisa e diretor do Instituto, o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, foi a subdivisão da classe C em três subclasses. A primeira foi classificada por ele de CT, a classe C média tradicional, com maior renda, escolaridade e bens e que apresenta elevada satisfação com a vida presente. São 41% da classe C. A nova classe média, batizada por Lavareda de NC+, tem satisfação unânime com a vida, renda e escolaridade intermediárias e é a que mais sente as melhorias de vida nos últimos anos. Representam 39%. Por fim, a chamada “classe baixa”, ou NC- (nova classe C menos), menos otimista, mais preocupada, decepcionada, e com menores graus de renda e escolaridade. Sentem que “a vida ficou igual”. São 20%.

Isso mostra que a classe C não nutre sentimentos e percepções homogêneos. O que também é constatado quando os entrevistas avaliam o governo da presidente Dilma Rousseff. Enquanto 52% da CT e 65% da NC+ avaliam o governo como ótimo/bom, apenas 38% da NC- têm essa opinião. Por outro lado, 45% da faixa NC- avalia como regular o governo Dilma, em confronto com os 39% da CT e 30% da NC+. No item ruim/péssimo, a NC- também é maioria, com 17%, superior aos 5% da NC+ e aos 9% da CT.

A expectativa quanto ao restante do governo também é pior nessa menor faixa de renda: 49% da NC- acham que será ótimo/bom, muito diferente dos 73% da NC+ e os 62% da CT. Por outro lado, 13% da NC- acham que o final do governo será ruim/péssimo, dado assim respondido por 5% da NC+ e 8% da CT.

30/09/2011 - 17:39h Com maior aprovação no Sul, governo Dilma é ótimo ou bom para 51%

Andrea Jubé, da Agência Estado

O governo Dilma Rousseff foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada ao Ibope e divulgada nesta sexta-feira, 30. O levantamento anterior, de julho, indicava aprovação de 48%. A melhoria na avaliação cresceu mais entre os eleitores da região Sul, que teve os maiores índices de ótimo ou bom, de 57%.

No Nordesde, o índice ficou em 52%, a frente ainda, embora dentro da margem de erro, do Sudeste, com 50%. Na pesquisa anterior, a aprovação no Sul era de 45%. Já no Nordeste, a aprovação era maior, de 52%. O Ibope realizou 2.002 entrevistas em 141 municípios entre os dias 16 a 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Em relação à pesquisa feita em março, a avaliação positiva do governo Dilma caiu cinco pontos porcentuais, de 56% para 51%.

A fatia dos entrevistados que consideram o governo ruim ou péssimo oscilou dentro da margem de erro da pesquisa, de 12% para 11%, em relação à rodada anterior, divulgada em julho. O governo é melhor avaliado entre os entrevistados com mais de 50 anos, faixa em que 55% consideram-no ótimo ou bom. “Quanto menor o nível de renda familiar do entrevistado, melhor a avaliação do governo Dilma”, diz a análise da pesquisa.

Dilma. A aprovação pessoal da presidente Dilma também cresceu e passou de 67% para 71% em relação à rodada anterior, divulgada em julho. A desaprovação da presidente caiu quatro pontos porcentuais, de 25% em julho para 21%, na pesquisa divulgada hoje. Segundo a CNI/Ibope, Dilma é melhor avaliada entre os entrevistados de 50 anos ou mais (75% de aprovação) e entre aqueles que cursaram somente até a quarta série do ensino fundamental (77%). Para o gerente de Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, “faxina” contra a corrupção promovida pelo governo federal contribuiu para a alta de popularidade da presidente.

Atualizado às 14h52

27/09/2011 - 12:01h Em busca do bumbo perdido

Por Raymundo Costa – VALOR

O PSDB perdeu três eleições presidenciais consecutivas, mas aumentou percentualmente sua participação no eleitorado nacional. Ainda assim, a tendência é que os tucanos não alcancem o número de votos necessários para voltar a ocupar o Palácio do Planalto, nas eleições de 2014, mantida a taxa de crescimento do partido nas eleições para presidente da República realizadas desde 2002, a primeira vencida pelo Partido dos Trabalhadores.

Essa é uma das conclusões a que chegou a pesquisa encomendada pelo PSDB ao sociólogo Antonio Lavareda, que deve servir de parâmetro para os tucanos em seu processo de reestruturação partidária. O PSDB já marcou para o fim de outubro a realização de um congresso nacional para dar a partida no projeto 2012. O objetivo é começar a reestruturação pelas bases municipais, em declínio desde 2000. E a meta é a eleição de mil prefeitos.

Se o número de votos válidos nos candidatos a presidente do PSDB cresceu a cada eleição, desde 2002, muito embora os tucanos tenham perdido as três, a base municipal teve uma trajetória inversa. O número de votos válidos (e de prefeitos) do PSDB diminuiu depois da eleição de 2004, a última em que pode contar com os benefícios de ter sido governo entre 1995 e 2003.

Pontos fortes e fracos do PSDB para as eleições de 2012

Para presidente, o percentual dos votos válidos dos candidatos tucanos foi 38,7% (2002), 39,2% (2006) e 43,9% (2010). Nessa toada, a tendência é que o candidato tucano, nas eleições presidenciais de 2014, fique com 45,8% dos votos válidos. Ou seja, um percentual ainda insuficiente para tirar o PT do Planalto.

Para prefeito, a tendência é de declínio. Em 2004, o PSDB teve 16,5% dos votos válidos, percentual que, em 2008, caiu para 14,6%. Nesse ritmo, a projeção é que os tucanos cheguem às eleições municipais do próximo ano com 14,3% dos votos válidos, segundo o estudo de Lavareda. Atualmente, são 793 prefeitos. Eles já foram 990.

Para interromper e alterar essa tendência, o deputado Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, propõe uma “mudança de rumos” tanto no padrão de organização como no padrão de comunicação dos tucanos. A base seria o trabalho de Lavareda – além das pesquisas quantitativa e qualitativa, foram realizadas entrevistas com mais de 30 líderes tucanos. “Ganhamos eleitoralmente, mas não ganhamos um discurso político”, diz Sérgio Guerra.

Pernambucano, 63 anos, economista por formação, o deputado Sérgio Guerra foi reeleito para a presidência do PSDB no contexto de uma nova maioria, entre os tucanos, na qual a pré-candidatura presidencial do senador Aécio Neves (MG) é majoritária.

Guerra quer mudar o jeito de ser tucano. “É preciso mudar nosso vocabulário, que é hermético, nos expandirmos na nova mídia”, diz, referindo-se à internet, na qual os tucanos apanham feio do PT, segundo Guerra. “Vamos abrir o PSDB, a nossa imagem é a de partido de caciques, de cúpula”. A proposta de Guerra é o PSDB reconstruir a base municipal em declínio, apropriar-se dos créditos das realizações dos oito anos em que esteve no governo e se fazer compreendido pelo eleitorado.

“O PSDB não consegue se fazer compreendido. O PT e o PV são mais compreendidos em sua natureza do que o PSDB”, diz Guerra. Segundo a pesquisa de Lavareda, 72% dos entrevistados sabem o que significa a sigla PT, enquanto outros 59% não têm dificuldades para associar imediatamente o PV aos verdes e às questões ambientais. Apenas 28% reconhecem a sigla PSDB.

No universo pesquisado, 69% fizeram uma avaliação positiva do conceito “Social-Democracia”, mas ele não é relacionado aos tucanos. “O Brasil não tem a noção de que nós somos o partido da social-democracia”, diz Sérgio Guerra. “É preciso que nossos atributos sejam reconhecidos. O PSDB deve se projetar para o futuro, mas precisa ter uma trajetória reconhecida como tal: o que fizemos, quem nós somos”.

“Cometemos um erro, nossas marcas não foram apropriadas pelo PSDB”, diz Guerra, tomando o cuidado de não fazer recriminações. “Ao longo dos anos foi se firmando no meio do povo que as coisas boas tinham origem no PT”, especula, antes de citar um exemplo concreto: os medicamentos genéricos, criação de José Serra, quando ministro da Saúde, que 40% da população credita ao governo Fernando Henrique Cardoso e outros 40% ao governo Lula.

Guerra traz o exemplo na ponta de língua – trata-se de um afago em José Serra, adversário que tanto ele como Aécio Neves preferem próximo a ter como inimigo nas eleições de 2014. Mas a pesquisa de Lavareda revela outros dados interessantes sobre a percepção que a opinião pública tem dos governos tucano e petista. Hoje, 66% dão o crédito a FHC pelo Plano Real, enquanto 17% o atribuem a Lula. O saldo é de 49 em favor do PSDB. Mas quando se fala do Bolsa Família, o saldo pró-Lula é de 60 (75% a 15%). Presidente, FHC sempre reclamou que o PSDB não batia bumbo para os feitos do governo.

O diagnóstico de Lavareda aponta a correlação entre percentuais de voto e mostra como é forte a influência que a eleição de prefeitos tem na eleição de deputados federais. Daí o investimento a ser feito em 2012: a eleição da bancada na Câmara, dois anos depois, é que define o tempo de televisão do partido e sua cota no fundo partidário.

Desde 1998, quando o PSDB reelegeu FHC e fez uma bancada 99 deputados, a representação do partido, a exemplo do que ocorreu com o número de prefeituras, também diminuiu: 71 (2004), 66 (2006) e 53 (2010).

Guerra enxerga nos números razões para ser otimista. Nos 80 municípios com mais de 200 mil eleitores, totalizando 48,9 milhões de votos (36,2% do eleitorado em 2010), José Serra ganhou a eleição para presidente em 40 cidades que não são governadas pelo PSDB, “o que sinaliza a possibilidade de crescimento”, diz o deputado. Em 29 dos 40 municípios em que Serra foi o mais votado o prefeito é de um partido da base de sustentação do governo. Dos 80 municípios, os tucanos só elegeram prefeito em 13, nas últimas eleições.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

E-mail raymundo.costa@valor.com.br

21/09/2011 - 09:49h Maioria prefere que Lula concorra à Presidência

Por Cristian Klein | VALOR

De São Paulo

A maioria da população brasileira (57%) gostaria que a presidente Dilma Rousseff desistisse de tentar uma reeleição para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidatasse em seu lugar. Apenas 29% preferem que Dilma busque um novo mandato em 2014. Esse é um dos principais resultados de pesquisa do Instituto Análise, que entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 5 e 11 deste mês, em cem municípios de todas as regiões do país.

A pesquisa mostra como, depois de oito meses de governo Dilma, a boa lembrança de Lula e sua administração predomina a avaliação do eleitorado e pode influenciar o tabuleiro político e eleitoral.

Para o cientista político Alberto Almeida, coordenador do instituto, um dos dados que chamam mais atenção é a permanência da popularidade de Lula – o que o torna um fator de extremo desequilíbrio no jogo presidencial.

No auge de sua popularidade, Lula alcançou 80% de aprovação (ótimo + bom), quando a campanha de Dilma Rousseff divulgava os feitos de seu governo. Agora, depois de cair um pouco pela falta de exposição na mídia, a aprovação do ex-presidente, de acordo com a pesquisa, chegaria a 82%.

“Isso significa não apenas um reconhecimento de bom desempenho, mas também que parte importante do eleitorado está com ’saudades de Lula’”, afirma Alberto Almeida.

A aprovação ao governo Dilma Rousseff é exatamente a metade da de seu antecessor: 41% de respostas “ótimo” e “bom”. A desaprovação é ainda mais contrastante: enquanto apenas 3% dos entrevistados consideram que o governo Lula foi ruim ou péssimo, 16% avaliam a administração Dilma como tal. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Outro fator que reforçaria a imagem e o peso de Lula é a transformação de seu governo numa espécie de referência à qual a população toma como medida. Ao serem questionados por que avaliam a administração Dilma Rousseff boa ou ótima, a principal justificativa (25%) dos entrevistados é que a presidente “está dando continuidade ao que o Lula fez”. A manutenção do Bolsa-Família é a segunda razão e apareceu em 14% das respostas.

O modelo desenvolvimentista, marca do segundo mandato Lula, também ressurge como uma preferência do eleitorado. Em três questões, os entrevistados se mostraram mais tolerantes, em relação a pesquisa feita no ano passado, com um leve aumento da inflação desde que isso gere mais empregos (62% a 46%), com o risco de crescimento da inflação, se isso acelerar a geração de empregos (56% a 45%) ou se implicar mais gastos na solução dos problemas sociais (45% a 32%). Os resultados deste ano são semelhantes aos de 2009.

A pesquisa também traça cenários eleitorais para a disputa presidencial de 2014 nas quais Lula aparece na liderança absoluta, seja com que candidato for.

Enquanto Dilma, numa simulação de segundo turno, venceria o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por 57% a 18% (diferença de 39 pontos percentuais), Lula elevaria essa vantagem para 65 pontos percentuais: 76% a 11%.

Numa hipotética disputa entre Lula e Dilma, criador venceria criatura por 65% a 18%.

Almeida afirma que pesquisas com comparações como estas serão cada vez mais comuns e, caso os resultados se mantenham, farão com que cresçam as pressões para que Lula volte a disputar a Presidência da República, mesmo que Dilma Rousseff esteja bem avaliada pela opinião pública.

“O importante para o cálculo dos políticos é a expectativa de poder. A candidatura Lula significa minimizar os riscos”, diz.

Para Almeida, a pressão virá de governadores, deputados federais e estaduais, que preferirão ter Lula como seu puxador de votos do que a presidente Dilma.

Por outro lado, diz o cientista político, a enorme popularidade de Lula, que põe o PT em situação confortável para 2014, permite a ela mais margem de manobra no governo, seja para arriscar mais, ou pelo, contrário, para adotar um estilo mais conservador.

12/08/2011 - 11:32h Aprobación de Ollanta Humala alcanza un 62%

Imagen Popularidad de Ollanta Humala creció de 55% a 62%

Encuesta Datum, encargada por el diario GESTION, revela que el 50% apoya al gabinete. El 70% piensa que sera un gobierno de dialogo y que la situación económica estará mejor en un año. Para 57% de las peruanas y peruanos el Estado debe ser el principal impulsor de la inversión, a través de sus empresas públicas.

Para 52% Humala hará un buen gobierno y para la inmensa mayoría el presidente peruano cumplirá con sus principales promesas electorales (83% piensa que mejorará los sueldos de la policía y las FFAA; 80% que incrementará el salario mínimo; 70% que implementará Pensión 65).

La popularidad de Ollanta Humala es prácticamente igual entre hombre y mujeres, estas últimas lo aprueban en 60%.En los segmentos A y B este apoyo alcanza 50%, siendo en los sectores D y E de 63% y 64% respectivamente.

Es significativo el aumento de la aprobación en apenas dos semanas de gobierno lo que parece indicar que los peruanos aprueban el estilo presidencial, poco inclinado a histrionismo y exposición exagerada. En un mes la confianza en la economía peruana aumento 12%, a pesar de la violenta crisis que sacude la economía mundial.

Significativo también es el resultado regional que muestra una aprobación a Humala del 56% entre los limeños y de 71% en la zona sur del país y en el sector rural.

La encuesta de Datum tiene un margen de error de 2,9 puntos para más o para menos y fue realizada con 1.232 cuestionarios entre el 5 y el 8 de agosto de 2011

01/05/2011 - 10:26h Perú: Ollanta saca ligera ventaja

Encuesta nacional de IMASEN. Candidato de gana perú tiene 42,0% y la de Fuerza 2011, 37,8 % . Humala tiene mayor caudal en provincias y zona rural, frente a Fujimori que gana en Lima y sector AB. Indecisos alcanzan el 36% del electorado.

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Rocío Maldonado – LA REPÚBLICA

A tres semanas de la primera vuelta electoral y a poco más de un mes de la segunda vuelta definitiva, el candidato de Gana Perú, Ollanta Humala, obtiene el 42,0% de intención de voto presidencial frente al 37,8% de su oponente de Fuerza 2011, Keiko Fujimori, mientras que el número de indecisos es bastante alto y alcanza al 36% de los entrevistados, según revela la última encuesta urbano-rural exclusiva de Imasen para La República.

El desagregado del sondeo muestra la gran diferencia que existe entre Lima y provincias. La capital (47,0%) es donde más votos cosecha Fujimori frente a un Humala que es más fuerte en el interior del país, sobre todo en el sur (56,6%). El voto rural también le es más favorable al candidato nacionalista (50,8%).

Lima vs provincias

“Podemos hablar de la existencia de más de un Perú. Mientras en Lima Keiko le saca a su oponente una ventaja de 17%, en el interior la ventaja la tiene claramente Ollanta. Hay zonas que tradicionalmente le son favorables al candidato de Gana Perú, como el sur, el centro y el oriente; pero aún en el norte, donde no le fue tan bien en la primera vuelta, ahora logra estar por encima”, refiere la directora de Imasen, Giovanna Peñaflor.

Menciona que esta diferencia se puede entender en las dificultades que ha tenido el proceso de descentralización por más que haya avanzado en los últimos años. “Es un proceso inacabado que no ha cerrado esta visión de que Lima crece a expensas de las provincias”, dice.

En cuanto al nivel socioeconómico, el estudio arroja que Keiko es respaldada contundentemente por el nivel alto medio, donde dobla en intención de voto a su oponente (51,8% frente a 25,6%). En tanto, Ollanta tiene más apoyo entre el nivel bajo inferior y marginal, aunque sin llegar a doblar el porcentaje de su rival.

Otro detalle es que el electorado femenino apoya mayoritariamente a Fujimori frente al masculino que respalda a Humala.

Según el sondeo, un 34,2% de voto femenino se va para Humala frente al 43,7% que apoya a Keiko. A contrapelo, el 49,7% del voto masculino es para el candidato de Gana Perú, mientras que el 31,9% respalda a la aspirante de Fuerza Social.

“Hay todo un tema de género y de identificación. Humala genera rechazo en las mujeres por el tema de ser militar y por la performance del 2006 que lo separó del sector femenino”, dice Peñaflor.

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Voto duro e indecisos

La encuesta de Imasen revela que del total de entrevistados que ya decidió su voto por uno u otro candidato, el 80,3% asegura que no cambiará su decisión. En el caso de Ollanta, su voto duro es de 78,9%, mientras que el de Fujimori es de 81,8%.

Quienes prefieren a Ollanta señalan que tiene buenas propuestas y que es la opción del cambio; mientras que los votantes de Keiko la consideran como la mejor alternativa y también que tiene buenas propuestas.

En cuanto al voto blando (porcentaje de entrevistados que dice que votará por un candidato, pero que reconoce que podría cambiar de opinión), los dos candidatos muestran esta característica, sobre todo en provincias.

“Por lo general hay más voto blando en el interior del país para ambos candidatos, aunque es más alto para Keiko Fujimori”, indica la directora de Imasen.

En relación al número los indecisos, este alcanza al 36% de entrevistados. Un porcentaje bastante alto y que definirá la elección.

No en vano los dos candidatos presidenciales anunciaron en los últimos días que saldrían a convencer a esta porción de electores.

“El número de indecisos no está conformado solo por quienes declaran que no saben por quién votar o que no votarán por ningún candidato (20,2%), sino también por aquellos que señalan que votarán por un candidato, pero que aún pueden cambiar su decisión (16,0%)”, explica.

La analista precisa que los electores sin voto definido llegan a su máxima expresión en el centro del país 45,6%, pero que también se ubican en gran porcentaje en el sur con 39,2% y en el oriente con 38,6%.

“Más importante para los candidatos es obviamente convencer a los indecisos del centro y sur por su peso demográfico”, indica.

El dilema de los candidatos

¿Y qué podrían hacer los candidatos para motivar a los indecisos a definir su voto? Según Peñaflor, en una situación como la actual los indecisos están muy desapegados de los candidatos, por lo cual “el tema de la elección se vuelve muy inestable e impredecible”.

En su opinión –menciona– ambas candidaturas no aparecen muy definidas en sus estrategias y no logran resolver sus dilemas. En el caso de Keiko Fujimori es captar solo lo positivo del gobierno de su padre y no los pasivos. Mientras que en el caso de Ollanta Humala es cómo convencer a la gente de que el cambio que promete no implica un retrocesos económico.

“Cada uno tiene que resolver su dilema”, sentencia.

Corrupción persigue a Keiko Fujimori

Percepciones. Mientras que por humala tienen reparos con respecto a libertad de expresión. andidato de Gana Perú saca ventaja de su contendora en temas de corrupción y seguridad, mientras Fujimori en libertad de expresión y economía.

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Francesca García – LA REPÚBLICA

Tras ser consultados en cuál de los dos gobiernos, el de Keiko Fujimori o el de Ollanta Humala, habría crecimiento económico, el 34,0% de los encuestados se inclina por la candidata de Fuerza 2011, mientras el 33,7% responde a favor del postulante de Gana Perú, según resultados de la encuesta nacional de Imasen exclusiva para La República.

Queda en evidencia, además, que del total que se muestra a favor de Keiko Fujimori la mayor parte son mujeres (39,0%) entre 18 y24 años, ubicadas en la zona norte del país y que pertenece al nivel socioeconómico alto/medio.

En tanto, la encuesta evidencia que el perfil del votante de Humala corresponde a hombres (41,4%) de 45 años a más, ubicados en el oriente del país y que se encuentran incluidos en el nivel socioeconómico bajo inferior.

Basado en estos resultados, el historiador y analista político Antonio Zapata explicó que si bien existe ventaja de Keiko Fujimori en el porcentaje, es una mínima diferencia que vista a través del margen de error termina convirtiéndose en un empate técnico.

Zapata subrayó que el nivel personas que responden no creer que habría crecimiento económico con ninguno de los candidatos o que no responde aún es muy alto.

“Es casi un tercio de los consultados, aún hay bastante terreno para conquistar, es un gran grupo de indecisos y en este sentido nos indican que nada está resuelto todavía”, añadió Zapata.

Puntos a favor y en contra

El analista advirtió que existe una intención de voto muy equiparada entre los candidatos en aspectos relacionados con la mejora en las condiciones de vida, desempleo, reducción de la pobreza, pero en la lucha contra la corrupción y la seguridad el líder nacionalista saca mayor ventaja.

En la pregunta referida a cuál de los dos posibles gobiernos cree que habría más corrupción, el 38,4% de los encuestados responde que será el gobierno de Keiko Fujimori, y el 21,1% consideran que será el de Ollanta Humala.

“Estos son rubros que Ollanta podría aprovechar para ganarle la elección a Keiko, pues los ciudadanos tienen la imagen que el gobierno de Alberto Fujimori fue el más corrupto de la historia”, dijo y añadió que dependerá de los comandos de campaña de cada agrupación aprovechar o revertir esto.

De otro lado, Keiko Fujimori logra colocarse puntos adelante de su contendor en el tema del respeto a la libertad de expresión. Donde el 38,3% de los entrevistados cree que habrá más libertad de expresión a diferencia de un gobierno de Humala Tasso (26,5%).

“Keiko mantiene una ventaja en aspectos que interesan más a sectores denominados de derecha como son los temas la libertad de expresión y económicos”, añadió.

Finalmente el analista consideró que será el sector C el que terminará por definir la elección.

“Es decir el sector popular con consumo de clase media, que viven en los conos de la ciudad , en provincias emergentes y ciudades que tienen cierto desarrollo”, opinó Zapata, quien consideró que ambos partidos tendrán que rodearse de personas idóneas en su equipo en pos de estos votos.

El dato

Percepción. Consultados sobre qué candidato consideran como el más sincero el 35,6% respondió que Ollanta Humala a diferencia de Keiko Fujimori que alcanza 33,4%. Asimismo consideran que el líder nacionalista tiene un mejor equipo (36,3)%, y Fujimori alcanza un 31,6%. No obstante lo ven como más agresivo (54,3%) a 10,2%.