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	<title>Blog do Favre &#187; petróleo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8221;Fundo do pré-sal será para todos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dilma vê avanço no fundo social

Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP
Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dilma vê avanço no fundo social</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" alt="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário sobre o tema na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.</p>
<p>A iniciativa do seminário tem como objetivo discutir pontos da proposta do novo modelo regulatório de exploração e produção de petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobrás como única operadora dos campos do pré-sal. Em entrevista coletiva antes de sua participação no seminário, Dilma disse que a partilha vai ser direcionada para a redução da pobreza, investimentos em ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura.</p>
<p>Pelo menos 22% dos royalties obtidos com a exploração do pré-sal serão destinados àqueles Estados fora da faixa litorânea onde se encontram as bacias petrolíferas.</p>
<p>&#8220;Os royalties estão num contexto secundário. Os projetos ainda não são definitivos, mas o grande avanço é o fundo social&#8221;, argumentou Dilma. Ela ressaltou que caberá a cada Estado reivindicar sua parcela de lucro &#8211; os royalties &#8211; gerado pela exploração do óleo em suas áreas limítrofes.</p>
<p>A ministra garantiu que o Brasil tem os investimentos necessários à exploração do petróleo, citando a importância da Petrobrás e seu fluxo de caixa, a participação dos investidores privados nacionais e internacionais, bem como a inserção financeira dos bancos.</p>
<p>&#8220;Nós não temos estimativa do custo dessa extração, assim como também não temos certeza do potencial de nossas reservas nesses campos&#8221;, disse Dilma, citando a necessidade da operação constante de pelo menos 300 embarcações exclusivas para o transporte do produto.</p>
<p>Paralelamente aos royalties e aos recursos do fundo social do pré-sal, Dilma Rousseff citou dezenas formas de os Estados, entre eles Santa Catarina, se beneficiarem com os dividendos da exploração.</p>
<p>Uma cadeia produtiva, segundo ela, de subprodutos, como a instalação de estaleiros para a construção de navios especiais e até mesmo algumas indústrias (moveleiras e de metalomecânicas) poderá se beneficiar do processo de exploração por um longo período. Até 2013, ressaltou, a Petrobrás investirá, em vários setores, US$ 174 bilhões.</p>
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		<title>Novo poço do pré-sal tem óleo mais leve que em Tupi</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR
A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.
Na avaliação do diretor financeiro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" alt="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.</p>
<p>Na avaliação do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, os resultados que vêm sendo obtidos confirmam cada vez mais o potencial da região, mas não se pode estender a informação para todos os poços do pré-sal. &#8220;Isso pode ter influência na determinação no número de poços, mas não se pode estender a informação para tudo, não quer dizer que todas as áreas vão produzir nessa ordem&#8221;, disse o executivo. &#8220;A área é muito grande, ainda temos muito trabalho.&#8221;</p>
<p>Na noite de quarta-feira, a Petrobras anunciou ter concluído dois testes de formação no poço 4-RJS-647, local conhecido como Iracema, na parte norte da área de Tupi, registrando elevado potencial de produtividade. Com base nos testes, a empresa estima uma produção inicial de 50 mil barris por dia quando o sistema for implantado. O poço revelou também óleo mais leve do que em Tupi &#8211;32 graus API em Iracema contra 28 na primeira descoberta do pré-sal. Quanto mais perto de 50, melhor a qualidade do óleo e maior seu valor comercial.</p>
<p>Em junho, a empresa estimava perfurar 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a reinjeção. Estudos posteriores reduziram o número de perfurações para 20, sendo 12 para produção e 8 para reinjeção. &#8220;Aquilo era com o conhecimento da época, agora testamos Iracema e Guará, que estão na faixa de 50 mil barris diários ou mais&#8221;, explicou, sem saber informar quantos poços seriam necessários agora. &#8220;O importante é que os poços que estamos fazendo até agora estão dando resultados melhores do que o esperado.&#8221;</p>
<p>Ruaraidh Montgomery, analista de &#8220;upstream&#8221; na América Latina da Wood Mackenzie , concorda com a visão de Barbassa. &#8220;O grande custo para esses campos são os poços, porque você tem que fazer uma perfuração profunda, mas os sinais são muito positivos&#8221;, disse o analista.</p>
<p>Para o consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, cada vez que uma notícia dessa é divulgada as dúvidas em relação à camada do pré-sal vão se diluindo. &#8220;Com certeza essas notícias mostram que o pré-sal é uma reserva bastante grande, e Iracema mostrou que é tem um óleo mais leve ainda que em Tupi.&#8221;</p>
<p>Pires destacou, entretanto, que, apesar das boas indicações, a declaração de comercialidade desses poços só virá em 2010. &#8220;Ainda existem muitas etapas para cumprir antes da declaração de comercialidade&#8221;, lembrou o consultor. &#8220;Mas o importante é que, naquela área, seja em Guará, Tupi ou Iara, estamos vendo perfurações acompanhadas de notícias boas.&#8221;</p>
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		<title>Petrobrás tem o 2º maior lucro das Américas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA
 

Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP
A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="../wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" width="556" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado do terceiro trimestre, divulgado na semana passada, ficou atrás apenas dos números apresentados pela gigante americana ExxonMobil. Mesmo assim, com pequena diferença: US$ 4,107 bilhões da Petrobrás, ante US$ 4,730 bilhões da Exxon.</p>
<p>A lista dos 25 maiores lucros ainda inclui a brasileira Vale, que anunciou ganhos de US$ 1,689 bilhão no terceiro trimestre, ficando em 22º lugar. As demais empresas são todas americanas. Mesmo amargando uma queda considerável nos ganhos este ano, o setor de petróleo ocupa as três primeiras posições: no terceiro lugar, atrás de Exxon e Petrobrás, vem a Chevron, que teve lucro de US$ 3,831 bilhões.</p>
<p>As petroleiras sofreram com uma queda brusca no preço do petróleo, que chegou a ultrapassar os US$ 140 por barril em julho, mas fechou o terceiro trimestre de 2009 a uma cotação média de US$ 68 por barril, valor 41% menor do que o registrado no mesmo período de 2008.</p>
<p>Tal cenário levou o lucro das principais empresas do setor a despencar. A Exxon, por exemplo anunciou uma queda de 68% com relação ao terceiro trimestre de 2008. Já o lucro da Chevron caiu 41%.</p>
<p>No caso da Petrobrás, a queda foi bem inferior, de 26%, e mesmo assim com forte impacto de um acordo fechado com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o pagamento de R$ 2 bilhões a título de recálculo da participação especial do campo de Marlim, o maior do País. Na entrevista de divulgação do balanço, o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, disse que, sem o pagamento, a redução no lucro seria menor, de apenas 11%.</p>
<p>A principal diferença, dizem analistas, é que a Petrobrás tem a maior parte de sua receita proveniente do mercado interno, cujos preços não oscilam tanto quanto no mercado internacional. De fato, no terceiro trimestre, a cesta de combustíveis da Petrobrás custava R$ 162,96 por barril, enquanto o valor americano foi de R$ 121,62 por barril. A estatal tem mantido seus preços acima das cotações internacionais há mais de um ano.</p>
<p>A lista elaborada pela Economática considera a cotação do dólar Ptax de 30 de setembro (R$ 1,91), o que contribui para o bom desempenho da Petrobrás. Na moeda brasileira, o lucro da Petrobrás foi de R$ 7,3 bilhões. A primeira empresa não petroleira do ranking é o banco JP Morgan Chase, com lucro de US$ 3,588 bilhões. A Microsoft vem em quinto lugar (US$ 3,574 bilhões).</p>
<p><strong>AMÉRICA LATINA</strong></p>
<p>Dentre as empresas sediadas apenas em países latino-americanos, a Petrobrás ocupa a primeira posição em lucro no terceiro trimestre, com resultado 143% superior ao da Vale, segunda colocada.</p>
<p>Nesta lista, 15 empresas são brasileiras e cinco mexicanas &#8211; incluindo a terceira colocada, a America Movil. O Itaú Unibanco, resultado de fusão ocorrida neste ano, está em quarto lugar. Na sequência vêm Banco do Brasil, Bradesco, AmBev, CSN, Itaúsa e Braskem.</p>
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		<item>
		<title>Os desafios da energia limpa</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)

Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" alt="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)</span></h2>
<p><img class="alignright" src="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci%282%29.jpg" alt="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci(2).jpg" width="204" height="131" /><br />
Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação no longo prazo.</p>
<p>Todas as evidências apontam para as vantagens de estruturas produtivas diversificadas, mas a história de sucesso do etanol carburante de cana desafia a ideia de que a competitividade em commodities seja pouco importante para a inovação e o progresso. E isso é confirmado pelos resultados de três décadas de aprendizado com esse combustível que se tornou, do ponto de vista ambiental e econômico, a única alternativa competitiva à gasolina em plano mundial.</p>
<p>O lançamento do Proálcool ao final da década de 70 foi uma resposta à necessidade imediata de reduzir o uso do petróleo importado. Com fortes subsídios públicos, o programa incentivou produtores e instituições públicas de pesquisa como a Embrapa a realizar um grande esforço de aprendizado sobre a cultura da cana em grande escala, na fabricação de equipamentos adequados para seu processamento, na logística e no desenvolvimento de mercado. Pelo lado da indústria de transformação, o setor automobilístico promoveu o primeiro projeto consistente de engenharia e pesquisa no país com o desenvolvimento de motores a álcool.</p>
<p>A instabilidade econômica da década de 80 e a desatenção para com o planejamento energético de longo prazo nos anos 90 criaram fortes pressões sobre o mercado de etanol, que acabou por aprender a sobreviver sem as subvenções, graças aos ganhos de eficiência e produtividade dos cultivos, máquinas e gestão comercial.</p>
<p>Nos anos recentes, a retomada do planejamento estratégico em um quadro de autossuficiência na produção de petróleo e de seu preço estruturalmente mais elevado, renovouse o interesse pelo etanol.</p>
<p>Sua vantagem econômica motivou um segundo passo na inovação de nossa indústria de automóveis: os motores flex-fuel, que respondem, hoje, por mais de 90% das vendas de veículos de passeio. Essa inovação provocou uma mudança significativa no mercado de energia para veículos, pois transferiu para o consumidor a escolha do combustível, levando o consumo do etanol a superar o da gasolina no país. Num outro campo do planejamento energético, governo e produtores trabalham a utilização, em grande escala, da queima do bagaço para alimentar a produção de energia elétrica, o que significaria, apenas considerando a biomassa do estado de São Paulo, uma carga maior que uma nova Itaipu.</p>
<p>É preciso ressaltar que, além de maior atenção recente das políticas públicas, muitas das empresas produtoras modernizaram seus padrões de gestão e financiamento, buscaram associações para garantir economias de escala e se lançaram à conquista do mercado externo. Esta nova mentalidade empresarial, mais dinâmica e inovadora, encontra-se, agora, diante de um novo desafio: consolidar o país como referência na utilização e no desenvolvimento de energias renováveis e de uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Isso exige redobrar os esforços de pesquisa e desenvolvimento no etanol de segunda geração, resultado da hidrólise da celulose, o que possibilitará dobrar a produtividade da cana na mesma área plantada.</p>
<p>Por outro lado, a Petrobras tem investido na utilização do etanol como combustível de usinas térmicas de modo a substituir a queima de óleo.</p>
<p>A indústria automobilística tem buscado viabilizar o uso do etanol em motores de grande porte para o transporte urbano e de cargas. Finalmente, a indústria de máquinas trabalha com centros de pesquisa públicos e privados em uma nova geração de equipamentos voltados para o etanol derivado da biomassa.</p>
<p>As possibilidades de crescimento do setor, de aumento de sua competitividade e geração, e domínio de novas tecnologias são muito promissoras.</p>
<p>Dobrar as apostas nos investimentos privados e públicos em pesquisa e desenvolvimento e em novas estratégias empresariais para enfrentar as necessidades crescentes de escala e logística são os caminhos que se desenham hoje. O Brasil, como potência energética em construção, deverá ser capaz de consolidar empresas globais de energia renovável.</p>
<p><strong>ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PTSP) e foi ministro da Fazenda.</strong></p>
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		<title>Lucro da Petrobras é o melhor entre as grandes do petróleo</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 11:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Kelly Lima &#8211; O Estado SP
Com lucro de R$ 7,3 bilhões, a Petrobrás foi a empresa do setor, entre as grandes transnacionais, a ter a menor queda no resultado comparado com o mesmo período de 2008, conforme a avaliação de especialistas. O saldo, 25,8% inferior ao do terceiro trimestre, representa uma queda bem menor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://mob114.photobucket.com/albums/n269/gilmourpoincaree/wordpress/photos/plataforma_petrobras_002.gif?t=1242308428" alt="" /><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Com lucro de R$ 7,3 bilhões, a Petrobrás foi a empresa do setor, entre as grandes transnacionais, a ter a menor queda no resultado comparado com o mesmo período de 2008, conforme a avaliação de especialistas. O saldo, 25,8% inferior ao do terceiro trimestre, representa uma queda bem menor do que o recuo das outras grandes &#8211; entre elas Shell, Chevron e Exxon -, entre 50% e 60%.</p>
<p>Para os especialistas, a explicação está relacionada à política de preços da Petrobrás. Apesar de manter os preços do QAV, óleo combustível e nafta atrelados ao mercado internacional, a gasolina e o diesel permanecem com política descolada do mercado externo. E, apesar da redução parcial do valor desses dois principais combustíveis em meados de junho, resta ainda pequena vantagem em relação ao barril fora do País.</p>
<p>Também foi destacado pelos analistas o fato de a produção da companhia ter aumentado em 0,5% no período e as vendas terem começado a se recuperar, apresentando aumento de 6,5% em relação ao trimestre anterior. &#8220;A sazonalidade que puxou as vendas e a recuperação da economia contribuíram positivamente para o resultado&#8221;, destacou o analista do Credit Suisse, Emerson Leite.</p>
<p>A queda drástica do preço do barril do petróleo após a crise mundial em setembro do ano passado fez com que a maioria das grandes companhias apresentasse tombo no resultado no terceiro trimestre. Em 2008, essa foi a época em que o petróleo despencou no mercado internacional, saindo de um nível próximo dos US$ 150 o barril para chegar no fim do ano a US$ 40.</p>
<p>A anglo-holandesa Shell, por exemplo, registrou de julho a setembro deste ano lucro líquido de US$ 3,24 bilhões, queda de 62% ante o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro o resultado caiu 64%, de US$ 29 bilhões (2008) para US$ 10,5 bilhões.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Lucro da Petrobrás cai 25% no 3º trimestre</strong></span></p>
<p>Resultado foi afetado pelo pagamento de R$ 2 bilhões em participações especiais adicionais à ANP</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A Petrobrás anunciou ontem lucro líquido de R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre de 2009. O volume, que representa queda de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, foi fortemente influenciado por acordo fechado com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o pagamento de R$ 2,048 bilhões em participações especiais adicionais do Campo de Marlim, na Bacia de Campos. Do ponto de vista operacional, a estatal sofreu algum impacto da queda do preço do petróleo, mas manteve bom desempenho em suas vendas internas.</p>
<p>Segundo o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, o preço do petróleo Brent caiu 46% entre os terceiros trimestres de 2008 e 2009, com impacto na receita da companhia, que chegou a R$ 47,877 bilhões no último período. Excluindo o impacto do acordo com a ANP, porém, a redução no lucro seria menor, disse Barbassa. &#8220;Se somar o valor pago à ANP, o lucro agora chegaria a R$ 8,6 bilhões&#8221;, afirmou o executivo. No terceiro trimestre de 2008, foi de R$ 9,843 bilhões.</p>
<p>O desempenho é mais favorável do que o de outras companhias petroleiras que já anunciaram balanço, principalmente pela estabilidade nos preços internos dos combustíveis. Desde outubro do ano passado, quando as cotações internacionais desabaram após a crise financeira, a Petrobrás mantém seus preços de venda de combustíveis acima dos valores vigentes nos Estados Unidos. No terceiro trimestre, a cesta de combustíveis da Petrobrás custava R$ 162,96 por barril, enquanto o valor americano foi de R$ 121,62 por barril. &#8220;É uma política de preços vencedora&#8221;, comentou Barbassa.</p>
<p>A grande dependência do mercado interno também foi favorável à estatal no trimestre. Segundo Barbassa, as vendas de combustíveis no País já superaram as do terceiro trimestre do ano anterior, atingindo 1,810 milhão de barris por dia. A produção de petróleo cresceu 4%, chegando a 2,543 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) por dia.</p>
<p>O crescimento da produção, que deve manter o ritmo até o fim do ano, garantiu à empresa reverter seu déficit comercial, que somava US$ 1,813 bilhão nos primeiros nove meses de 2008. Em 2009, por outro lado, a companhia acumula superávit de US$ 1,795 bilhão. Segundo Barbassa, há espaço ainda para o crescimento da produção nas três plataformas que iniciaram as atividades este ano. Juntas, as unidades têm capacidade de 460 mil barris por dia, mas só estão produzindo 216 mil barris por dia.</p>
<p>A empresa investiu R$ 50,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2009, quando conseguiu captar US$ 34 bilhões em empréstimos.</p>
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		<title>Setor de estaleiros estima expansão de 50% até 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Vera Brandimarte e Francisco Góes, do Rio e São Paulo &#8211; VALOR
O Brasil poderá ampliar a capacidade de produção dos estaleiros nacionais em cerca de 50% nos próximos dois anos, prevê Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Rocha disse que é viável ter capacidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.escunabrasil.com.br/fotobarco/NAVIO%20ATLANTICO%20SUL.bmp" alt="http://www.escunabrasil.com.br/fotobarco/NAVIO%20ATLANTICO%20SUL.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/navio_psv" alt="http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/navio_psv" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vera Brandimarte e Francisco Góes, do Rio e São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O Brasil poderá ampliar a capacidade de produção dos estaleiros nacionais em cerca de 50% nos próximos dois anos, prevê Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Rocha disse que é viável ter capacidade de 900 mil toneladas de processamento de aço nos estaleiros do país no fim de 2011 ante 600 mil toneladas hoje em 22 de pequeno e grande porte.</p>
<p>&#8220;Precisamos mais 300 mil toneladas de capacidade adicional. Isso quer dizer mais três novos estaleiros de 100 mil toneladas cada&#8221;, disse. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ao Valor, em Londres, na semana passada, que há interesse do banco em financiar a construção de mais dois estaleiros.</p>
<p>Rocha, do Sinaval, citou projetos em estudo que poderiam contribuir para aumentar a capacidade. Um deles é o do Estaleiro da Bahia, envolvendo OAS e Setal. Outro é o empreendimento do Estaleiro Ilha S.A (Eisa), do grupo Synergy, de Germán Efromovich, previsto para Maceió (AL). Rocha citou ainda a possibilidade de instalação de um novo estaleiro pelos sócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).</p>
<p>Carlos Reynaldo Camerato, conselheiro do EAS, disse que está em análise a criação de uma outra empresa focada na construção de &#8220;topsides&#8221; para plataformas. Essa unidade poderia ser instalada em Suape (PE), onde fica o EAS, ou em outro Estado.</p>
<p>Rocha também citou entre os novos projetos de estaleiros o da OSX, empresa do grupo EBX, de Eike Batista, em Biguaçu (SC). Mas ele lembrou que esse é um projeto que nasce para atender, preferencialmente, a demanda da empresa de produção de petróleo de Batista, a OGX. (FG e VB).</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Leo Caldas / Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002383/imagens/foto12emp-eads-b13.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Bellelis, presidente do EAS, diz que Vale poderia financiar uma parte. &#8220;Quando compra da China não paga contra entrega&#8221; </em></span></p>
<p><strong>Indústria naval: Estaleiro de Pernambuco negocia com mineradora construção de 4 navios de 400 mil toneladas</strong></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">EAS projeta segundo dique para atender Vale</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vera Brandimarte e Francisco Góes, de São Paulo e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) poderá construir um segundo dique seco em Suape (PE) para atender a encomenda da Vale de navios dedicados ao transporte de minério de ferro. O projeto deve ser apresentado ao conselho de administração do EAS até o fim do ano. O valor do projeto não está definido, mas deve ser superior aos cerca de R$ 300 milhões gastos nas obras civis do primeiro dique, que estará concluído em dezembro e que consumiu outros R$ 100 milhões (US$ 60 milhões) na compra de dois grandes guindastes.</p>
<p>As discussões entre a Vale e o EAS estão aceleradas. Em 15 de dezembro vence o prazo dado pela mineradora para que estaleiros nacionais apresentem suas ofertas. O pacote envolve quatro navios de grande porte, mas os estaleiros avaliam que esse poderia ser o primeiro lote de uma série de embarcações. O EAS vem trabalhando em uma proposta técnica e comercial para os primeiros navios da mineradora. O tema ganhou importância no alto escalão das duas companhias e envolveu o governo federal.</p>
<p>Na semana passada, em Londres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao Valor que buscaria aproximar o presidente da Vale, Roger Agnelli, ao EAS. Na visão de Lula, o estaleiro teria, sim, condições de atender a Vale desde que tivesse uma programação de navios de longo prazo, de forma que fizesse sentido investir na ampliação da capacidade. Lula participou em Londres do seminário &#8220;Investimentos no Brasil&#8221;, promovido pelo Valor e &#8220;Financial Times&#8221;.</p>
<p>Nas discussões para se chegar a um acordo há, porém, temas sensíveis, sendo um dos principais deles a definição das fontes de financiamento. A Vale não está disposta a investir em estaleiros porque considera que seu negócio não é construir navios. Agnelli, que participou do evento em Londres, disse que a Vale estaria disposta a dar ao estaleiro que for investir uma garantia de compra que lhe permitiria tomar crédito no mercado.</p>
<p>Angelo Bellelis, presidente do EAS, considera que a construção dos navios da Vale pode ser viável com uma fórmula que combine financiamento do cliente, aporte dos acionistas do estaleiro e empréstimo do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Na sua visão, a mineradora devia tentar uma solução combinada, financiando parte dos navios. &#8220;A Vale quando compra navio da China não paga contra entrega.&#8221; Outro ponto é que os primeiros navios encomendados pela Vale no Brasil teriam um custo maior do que navios semelhantes construídos na China ou Coreia. Esse custo tende a cair à medida que a indústria naval brasileira aumente a sua competitividade.</p>
<p>No momento, o EAS tem capacidade nominal para processar 160 mil toneladas de aço por ano e tem em carteira projetos que garantem 60% de ocupação. Apesar de o estaleiro ter 40% de capacidade de processamento de aço disponível, é preciso considerar a disponibilidade no dique atual. &#8220;Temos capacidade no dique mas com equipamentos compatíveis com os que temos hoje em linha de produção&#8221;, diz Carlos Reynaldo Camerato, diretor superintendente da unidade de negócio construção naval da Camargo Corrêa.</p>
<p>O grupo tem 49,5% do EAS, cuja carteira é formada por 22 navios petroleiros da Transpetro e um casco de plataforma da Petrobras. É por essa razão que o EAS precisa, como alternativa, de um segundo dique. Camerato, também conselheiro do estaleiro, disse que o EAS não tem como estratégia trabalhar com 100% de ocupação. &#8220;Sempre teremos espaço para novas encomendas.&#8221; O conselheiro confirmou que o estaleiro estuda plano de negócios para a construção do segundo dique que será apresentado ao conselho de administração até dezembro.</p>
<p>Além da Camargo, o EAS tem 49,5% de participação da Queiroz Galvão e 1% da PJMR. O estaleiro está em processo de reestruturação para abrigar a coreana Samsung Heavy Industries. Com a mudança, que depende de aprovações de BNDES e Transpetro, a Camargo passará a ter 40% do negócio, Queiroz Galvão (40%), PJMR (10%) e Samsung (10%).</p>
<p>Em Londres, Vitor Hallack, presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa, disse que, com sua atual estrutura, o EAS está comprometido com entregas (para Transpetro e Petrobras) até 2013 e que a partir daí poderia fazer navios para a Vale.</p>
<p>Agnelli disse que a empresa tem programada a entrega de navios até 2013. A Vale contratou na China a construção de 12 grandes navios, cada um com capacidade de 400 mil toneladas, em uma encomenda de US$ 1,6 bilhão. O primeiro navio tem previsão de entrega no início de 2011 e os demais até o fim de 2012. Mas a Vale terá que continuar renovando sua frota.</p>
<p>A encomenda motivou protestos dos estaleiros nacionais e levou à abertura de negociações com a Vale. A Vale fixou 15 de outubro para entrega das propostas, mas adiou o prazo para 15 de dezembro a pedido dos estaleiros. O EAS não poderia atender a Vale no prazo que ela desejava, 2012, mas considera factível a entrega a partir do fim de 2013.</p>
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		<title>Maior empresa do Brasil, Petrobrás seria a 3ª nos EUA</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 13:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[capitalização Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[OGX]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estatal já vale mais na Bolsa do que empresas como o Google e o Walmart, mas perde para a Exxon e a Microsoft
 

Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
Se a Petrobrás e a Vale fossem americanas, ocupariam a 3ª e a 15ª posição, respectivamente, num ranking que reúne as 20 maiores companhias abertas dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estatal já vale mais na Bolsa do que empresas como o Google e o Walmart, mas perde para a Exxon e a Microsoft</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/3067-petrobras.jpg" alt="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/3067-petrobras.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Se a Petrobrás e a Vale fossem americanas, ocupariam a 3ª e a 15ª posição, respectivamente, num ranking que reúne as 20 maiores companhias abertas dos Estados Unidos. O ranking foi elaborado na segunda-feira pela Economática com base no valor de mercado dessas empresas.</p>
<p>A Petrobrás, avaliada em US$ 207,9 bilhões no dia 9, está apenas atrás da Exxon Mobil, cujo valor de mercado era de US$ 345,8 bilhões nessa data, e da Microsoft Corporation, avaliada em US$ 257,4 bilhões. Nessa lista, o valor de mercado da Petrobrás supera, por exemplo, o do Walmart, o maior varejista do mundo (US$ 200,6 bilhões), a Apple, gigante de equipamentos de informática (US$ 181,5 bilhões) e o Google, por exemplo, que vale US$ 178,5 bilhões.</p>
<p>Já o valor de mercado da Vale nesse ranking é de US$ 141,9 bilhões, cinco posições à frente da Coca-Cola, avaliada em US$ 128,6 bilhões. Excluindo a Petrobrás desse ranking, a companhia ocuparia a 14ª posição.</p>
<p>Numa análise comparativa, desde o início do governo Lula até hoje, a Petrobrás subiu 118 posições nesse ranking, enquanto a Vale ascendeu 139 posições, excluindo a Petrobrás.</p>
<p>Segundo o gerente de Relações Institucionais da Economática e responsável pelo estudo, Einar Rivero, dois fatores contribuíram para a ascensão das companhias brasileiras. O primeiro, e o que mais pesou, foi a recuperação do valor de mercado das empresas depois da crise. O segundo fator foi queda do dólar em relação ao real, de 27% neste ano. Com isso, o valor de mercado em dólar das companhias abertas brasileiras cresceu por causa do câmbio.</p>
<p>Apesar da recuperação, o valor de mercado tanto da Petrobrás como da Vale é menor que o estimado em 2007. &#8220;O ano de 2008 foi trágico para as companhias abertas&#8221;, afirma Rivero. No ano passado, a Petrobrás ocupava 17 ª posição nesse ranking e valia US$ 95,8 bilhões, depois de ter alcançado a 5ª posição em 2008, sendo avaliada em US$ 242,7 bilhões.</p>
<p>No caso da Vale, a companhia estava na 32ª posição no ranking em 2008 e valia US$ 58,5 bilhões. Em 2007, ocupava a 17ª posição e estava avaliada US$ 152,7 bilhões. Mesmo com a recuperação do valor de mercado, a Petrobrás hoje vale quase 15% menos que em 2008. No caso da Vale, o diferencial é bem menor, de 7%.<br />
<strong><br />
PICO</strong></p>
<p>Segundo o estudo, entre 31 de dezembro de 2002 e o dia 9 deste mês, a Petrobrás conseguiu ficar sete vezes na segunda posição no ranking das empresas americanas. O pico de valor de mercado da companhia foi atingido nos dias 21 e 22 de maio do ano passado. Nessas datas, a empresa alcançou o recorde histórico de US$ 309,5 bilhões. Com esse valor, a companhia ficou na segunda posição nesse ranking, atrás da Exxon Mobil, que valia US$ 494,9 bilhões no dia 21 de maio de 2008 e US$ 488,8 bilhões no dia 22 de maio de 2008.</p>
<p>Nas contas de Rivero, a valorização da Petrobrás teria de aumentar cerca de 50% em relação ao nível atual para que a companhia atingisse o pico conquistado no ano passado.</p>
<p>A Vale conseguiu alcançar o maior valor de mercado no dia 16 de maio do ano passado. Nessa data, valia US$ 196,5 bilhões. Para repetir esse desempenho, os papéis da companhia teriam de ter uma valorização de cerca de 40%, calcula Rivero.</p>
<p>No período analisado pelo estudo, que vai de 31 de dezembro de 2002 ao dia 9 deste mês, a Vale conseguiu ultrapassar a Petrobrás em valor de mercado em duas oportunidades. A primeira foi em 1º de outubro de 2007 e a segunda, no dia 2 de outubro do mesmo ano.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Estatal também é a 3ª em investimentos, diz relatório da AIE</strong></span></p>
<p>Em um ambiente de retração dos investimentos no setor de petróleo, os planos da Petrobrás aparecem como a terceira maior cifra do mundo. A estatal investirá US$ 28 bilhões este ano, uma queda de 3,7% em relação a 2008, mas ainda assim um montante somente inferior ao da PetroChina (US$ 34,1 bilhões) e da Shell (US$ 31 bilhões).</p>
<p>O levantamento é da Agência Internacional de Energia (AIE) e faz parte do relatório anual &#8220;Perspectiva para Energia Mundial&#8221;, divulgado ontem. Conforme a entidade, os projetos de água profunda têm sido menos afetados pela crise porque possuem escala maior e são operados por grandes empresas internacionais. Para a agência, é improvável que as companhias cancelem esses projetos mesmo que o preço do petróleo fique mais baixo por alguns meses.</p>
<p>DANIELA MILANESE</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.quimica.com.br/revista/qd465/petrobras/abertura_petrobras.jpg" alt="http://www.quimica.com.br/revista/qd465/petrobras/abertura_petrobras.jpg" /></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">Capitalização da estatal é aprovada</span></strong></p>
<p>Comissão da Câmara deixou para hoje votação do projeto que define modelo de partilha</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O governo conseguiu ontem aprovar o texto básico do projeto de capitalização da Petrobrás na comissão especial da Câmara que analisa o tema. Com isso, concluiu mais uma etapa da tramitação dos quatro projetos de lei que estabelecem o marco regulatório da exploração do petróleo da camada do pré-sal. A oposição, liderada por deputados do DEM e do PSDB, tentou obstruir a votação, mas foi vencida pela maioria da base governista, que aprovou o relatório do deputado João Maia (PR-RN) por 14 votos a favor e 4 contra.</p>
<p>Os integrantes da comissão voltam a se reunir hoje para discutir e votar os nove destaques apresentados. A proposta mais polêmica que a oposição quer incluir no projeto é a permissão de uso do dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de ações que a Petrobrás emitirá quando a capitalização for autorizada. A possibilidade de aprovação dos destaques, entretanto, é mínima, considerando o placar da vitória do governo na votação do texto base do parecer.</p>
<p>DEM e PSDB devem repetir a estratégia de obstruir os trabalhos na tramitação dos projetos do pré-sal no plenário da Câmara, conforme antecipou o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). &#8220;O partido diverge da orientação que está sendo dado ao pré-sal. Não concordamos filosoficamente com o conjunto de projetos apresentados pela União&#8221;, disse o deputado.</p>
<p>Além da capitalização da Petrobrás, as comissões especiais já aprovaram a criação da Petro-Sal, estatal que vai gerenciar os contratos de exploração no novo modelo, e o Fundo Social, espécie de poupança que o governo vai estabelecer com as receitas do pré-sal. O projeto mais importante, que define o modelo de partilha em substituição ao atual sistema de concessões, deve ser votado hoje na comissão especial que analisa a proposta.</p>
<p>No caso da capitalização da Petrobrás, o relator João Maia (PR-RN) manteve praticamente intacto em seu parecer o texto original encaminhado pelo governo ao Congresso no início de setembro. A oposição criticou a decisão de Maia de acatar os pedidos do Planalto para não incluir no texto a possibilidade de uso do FGTS para a compra de ações da Petrobrás.</p>
<p>Em 2000, o governo Fernando Henrique Cardoso autorizou o uso de parte do FGTS para a compra de cotas de um fundo de investimentos que comprou ações da estatal. Várias entidades, incluindo a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuro de São Paulo (BM&amp;F Bovespa), sugeriram que, no processo de capitalização proposto, os trabalhadores que participaram da operação em 2000 tivessem o direito de usar novamente os recursos do FGTS para subscrever os novos papéis da estatal.</p>
<p>Diante da pressão do Planalto, contrário desde o início à ideia, Maia acabou deixando de fora a medida. &#8220;O governo, de forma absurda, tira a possibilidade daquele que comprou ações (em 2000) fazer agora da mesma forma&#8221;, criticou Márcio Junqueira (DEM-RR).</p>
<p>Para capitalizar a Petrobrás, a União vai entregar à empresa reservas equivalentes a 5 bilhões de barris. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que, após aprovar o projeto no Congresso, a operação financeira deverá ser realizada em, no máximo, três meses.</p>
<p>COLABOROU LEONARDO GOY</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/eikeriso_1d897eacbf4b0daf4ae6d04e8a1054ef.jpg" alt="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/eikeriso_1d897eacbf4b0daf4ae6d04e8a1054ef.jpg" /></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">OGX amplia previsão de reservas de petróleo</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A petroleira OGX, do grupo empresarial de Eike Batista, anunciou ontem um aumento de quase 40% em sua expectativa de reservas de petróleo, para 6,7 bilhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás). O volume, chamado pela empresa de &#8220;recursos potenciais&#8221;, foi calculado pela consultoria especializada DeGolyer &amp; McNaughton (D&amp;M), com base em novos dados obtidos pela companhia nos blocos após o primeiro relatório concluído em março de 2008.</p>
<p>A revisão dos volumes levou a OGX a anunciar mudanças em seu plano de negócios para os próximos anos, ampliando de 51 para 79 o número de poços previstos. Apenas no ano que vem, serão 27 poços &#8211; 17 deles na Bacia de Campos, 9 em Santos e 1 na Bacia do Parnaíba. A intenção anterior era perfurar apenas seis poços em 2010. Para cumprir o novo cronograma, a OGX aguarda a chegada de mais duas sondas de perfuração: Ocean Star e Ocean Lexington, no início do ano.</p>
<p>&#8220;Daqui para frente, teremos muitas boas notícias. Serão seis sondas operando simultaneamente&#8221;, disse o diretor financeiro da empresa, Marcelo Torres. Ele comentava a queda das ações após o anúncio de revisão para cima dos recursos potenciais &#8211; no fechamento da Bovespa, os papéis da OGX caíram 6,80%: &#8220;(A queda) não preocupa. O aumento de recursos é duradouro e mostra o potencial do portfólio&#8221;.</p>
<p>O primeiro relatório de recursos da OGX foi divulgado em março de 2008, com a expectativa de 4,8 bilhões de barris de óleo equivalente.</p>
<p>Desde então, a companhia adquiriu novos dados sísmicos sobre as áreas, além de ter perfurado dois poços &#8211; um em Campos e outro em Santos. No novo relatório, a D&amp;M calcula ainda um volume adicional de 212 milhões de barris a título de recursos contingentes, em blocos na Bacia do Parnaíba. O estudo amplia também a probabilidade média de sucesso da empresa, que passou de 27% para 34,5%.</p>
<p>COLABOROU TATIANA FREITAS</p>
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		<title>País será o 6º maior em petróleo, diz agência</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 13:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[AIE]]></category>
		<category><![CDATA[Opep]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[
DA REDAÇÃO &#8211; FOLHA SP
O Brasil será em 2015 o sexto maior produtor mundial de petróleo, ultrapassando alguns dos países mais tradicionais na extração do combustível, segundo previsão da AIE (Agência Internacional de Energia).
Com as descobertas na camada do pré-sal, o Brasil terá uma produção diária de 3,1 milhões de barris, ficando à frente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.portais.gov.pt/NR/rdonlyres/22EC05E3-1880-48A5-8139-5EA16806A0E5/0/20060810C.jpg" alt="http://www.portais.gov.pt/NR/rdonlyres/22EC05E3-1880-48A5-8139-5EA16806A0E5/0/20060810C.jpg" width="539" height="359" /></p>
<p>DA REDAÇÃO &#8211; FOLHA SP</p>
<p>O Brasil será em 2015 o sexto maior produtor mundial de petróleo, ultrapassando alguns dos países mais tradicionais na extração do combustível, segundo previsão da AIE (Agência Internacional de Energia).<br />
Com as descobertas na camada do pré-sal, o Brasil terá uma produção diária de 3,1 milhões de barris, ficando à frente de países como Emirados Árabes, Kuait e Iraque, que são membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo, cartel responsável por cerca de 40% do produto consumido no mundo), sempre tomando como base o estudo da AIE.<br />
Caso essas previsões se confirmem, o Brasil se tornará ainda o maior produtor da América Latina, superando o México e a Venezuela -que terão queda no setor, ainda que por motivos diversos. O primeiro sofre com a falta de investimentos na estatal Pemex; o segundo, com a saída dos investidores estrangeiros, que debandaram por causa do governo Hugo Chávez.<br />
No ano passado, o país era o 11º maior produtor, com a extração de 1,8 milhão de barris de petróleo ao dia. Os 3,1 milhões de barris previstos pela agência para 2015 são inferiores à estimativa mais recente da própria, de junho, para 2014. Na época, ela disse que a produção brasileira chegaria a 3,4 milhões de barris diários -com aumento constante na extração a partir do ano que vem.<br />
A AIE ressalta que o Brasil, o Cazaquistão e o Azerbaijão são os únicos países que não integram a Opep e que terão um aumento significativo na produção nos próximos anos. No caso brasileiro, esse crescimento se deve às descobertas recentes em águas profundas.<br />
Olhando mais para a frente, para 2030, o Brasil perderá uma posição no ranking, sendo ultrapassado por Canadá e Iraque -mas deixando a China para trás. No período de 2008 a 2030, apenas o Iraque e o Canadá (graças à extração de óleo das areias betuminosas) terão um crescimento anual superior ao brasileiro na produção.<br />
O avanço brasileiro, quando a extração do pré-sal provavelmente estiver no seu auge, vai se dar em um período no qual o consumo mundial vai continuar crescendo, mas menos do que a AIE imaginava. A agência estima uma demanda global diária de 105,2 milhões de barris em 2030, 1 milhão de barris menos do que previra no ano passado. O consumo mundial de petróleo no ano passado foi de 88,4 milhões de barris ao dia.<br />
No cenário previsto pela agência nos próximos 21 anos, os países ricos passarão a consumir menos petróleo, cuja demanda será puxada pelas economias emergentes, como o Brasil, a China e a Índia.<br />
Já o preço médio do barril, em termos nominais, deve saltar dos atuais US$ 60 para cerca de US$ 190 em 2030.<br />
(ÁLVARO FAGUNDES)</p>
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		<title>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios
Simone Goldberg, para o Valor, do Rio
O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Simone Goldberg, para o Valor, do Rio</span></h2>
<p>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização Nacional do Petróleo (Onip), os investimentos no setor industrial somarão R$ 450 bilhões, 60% dos quais oriundos do segmento de petróleo e gás. &#8220;A programação de investimentos é bilionária: a Petrobras e as demais petroleiras vão aportar US$ 200 bilhões nos próximos cinco anos&#8221;, informa o diretor geral da Onip, Eloi Fernandez.</p>
<p>Desses US$ 200 bilhões, US$ 45 bilhões irão para o pré-sal, somando Petrobras &#8211; que contribuirá com 62% desse montante &#8211; e demais empresas. Num horizonte de prazo mais longo, esses valores dão saltos consideráveis: até 2020, a previsão é a Petrobras, sozinha, gastar US$ 111,4 bilhões no pré-sal. Petroleiras estrangeiras, ainda que estejam em compasso de espera, aguardando as definições sobre o marco regulatório da nova província exploratória em análise pelo Congresso Nacional, também já anunciaram planos bilionários de investimento no Brasil.</p>
<p>É o caso da petrolífera norueguesa StatoilHydro, que pretende fazer aportes de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões no país em uma década e da americana Chevron, que revelou intenção de investir US$ 5 bilhões também nos próximos dez anos. A StatoilHydro, que tem expertise em águas profundas, vai gastar os recursos em campos onde já opera no Brasil. Mas, segundo o presidente no país, Kjetil Hove, há interesse também no pré-sal. &#8220;É um projeto que se encaixa bem nas ambições de longo prazo da empresa&#8221;, diz.</p>
<p>Já a Chevron vai tocar o desenvolvimento de cinco campos que opera em sociedade com outras petroleiras e em empreendimentos novos, que podem incluir o pré-sal, se a legislação referente a sua exploração não for restritiva. Além delas, outra grande &#8216;player&#8217;, a anglo-holandesa Shell, com grande experiência em pré-sal, que atua em regiões como o Golfo do México e o Oriente Médio, também está acompanhando as mudanças das regras do negócio.</p>
<p>Há quase cem anos no Brasil, a Shell já desembolsou mais de US$ 2,8 bilhões explorando e produzindo petróleo por aqui. A empresa participa de 15 blocos de exploração e só no ano passado investiu mais de meio bilhão de dólares no país. De acordo com seu gerente de relações externas de exploração e produção no Brasil, Flavio Rodrigues, o pré-sal exigirá muitos recursos e tecnologia para confirmar sua viabilidade e potencial. Ele espera que se estabeleça um ambiente de negócios transparente, com regras estáveis, e competitivo.</p>
<p>Muitas petroleiras estrangeiras são sócias da Petrobras em blocos já licitados do pré-sal, como a própria Shell, as portuguesas Partex e Galp, a espanhola Repsol, a britânica BG e as americanas Hess e Exxon. Algumas têm razões para dar sorrisos largos, pois já foram confirmados grandes volumes de óleo em suas áreas de exploração. É a sorte da Galp, que participa de cinco blocos no pré-sal. Ela pretende investir US$ 2,6 bilhões até 2013 para desenvolver essas descobertas, focando nos seus quatro blocos da Bacia de Santos. O outro fica na Bacia do Espírito Santo.</p>
<p>Os blocos já leiloados representam cerca de 28% da nova província exploratória e, segundo o projeto do marco regulatório que está no Congresso, vão se manter sob as regras atuais de concessão. Os demais, que ainda serão licitados, ficarão sob o regime de partilha, conforme propõe o governo.</p>
<p>Essa movimentação traz a reboque uma série de outros negócios, estimulando a grande cadeia produtiva de bens e serviços domésticos e abrindo apetites estrangeiros. A quinta edição da Brasil Offshore, feira da indústria petroleira, realizada em Macaé, em junho, serviu de termômetro para o negócio de óleo e gás daqui para frente. O número de expositores do exterior -138 &#8211; representou aumento de 100% em relação à feira anterior. Vieram fabricantes principalmente da China, França, Reino Unido, Holanda, EUA e Alemanha. Vários já se preparam para se instalar no país e ficar mais perto dos clientes.</p>
<p>Um exemplo é a francesa Ixsea, fabricante de sistemas de giroscópio com sensores de movimento usados para estabilizar embarcações. Outra francesa, a Imeca, avalia desembarcar no Brasil com sua fábrica de equipamentos que movimentam tubos em alto mar. A empresa já está presente no pré-sal brasileiro: fornece maquinário para a também francesa Technip, que trabalha para a Petrobras no Teste de Longa Duração do Campo de Tupi, na Bacia de Santos. A Technip é dona da Flexibras, fabricante de tubos flexíveis, no Espírito Santo.</p>
<p>Empresas brasileiras também já se preparam para morder um pedaço do bolo. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Porto de Suape, Pernambuco, já tem uma carteira cheia de pedidos da Petrobras. O EAS está contratado para fazer 22 navios petroleiros, integrantes das fases um e dois do Programa de Modernização da Frota (Promef). Em setembro de 2008 foi iniciada a construção do primeiro, que deverá ser lançado ao mar, para acabamento e testes finais, no começo de 2010. Dos 22 navios, sete são da fase dois do Promef e tiveram seu contrato assinado em setembro. Eles serão usados no transporte de petróleo das novas áreas produtoras do pré-sal para os terminais da Petrobras.</p>
<p>O estaleiro também está fazendo o casco da plataforma P-55 para a estatal. Sua carteira de encomendas soma US$ 3,4 bilhões e o estaleiro avalia uma expansão para atender ao aumento de demanda que virá com o pré-sal. &#8220;O pré-sal traz aos fornecedores da cadeia do petróleo a oportunidade de viabilizar investimentos de médio e longo prazos. Especialmente no Nordeste, onde estamos instalados, contamos muito com o pré-sal&#8221;, afirma o presidente do EAS, Ângelo Bellelis.</p>
<p>O EAS é controlado pelos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Este último, por sinal, por meio da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), tem projetos ambiciosos para prestar serviços no pré-sal. Entre eles está a compra, junto a estaleiros estrangeiros, de três plataformas capazes de operar em áreas ultraprofundas. A Queiroz Galvão Óleo e Gás acumula experiência como prestadora de serviços de perfuração em águas profundas desde agosto, quando teve sua plataforma Olinda Star contratada pela Petrobras para trabalhar nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos. O investimento, incluindo a adaptação da Olinda Star para atuar em águas profundas, chega a US$ 1,65 bilhão.</p>
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		<title>Fundo social do pré-sal é ampliado</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;




Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o [...]]]></description>
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Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" alt="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" width="445" height="372" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" alt="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" width="246" height="324" />O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o dinheiro que o governo receber por meio da cobrança de royalties e participação especial dos campos no pré-sal que já foram licitados será depositado no fundo. Segundo o ex-ministro da Fazenda, o volume de dinheiro é &#8220;considerável&#8221;.</p>
<p>De acordo com cálculos feitos por um economista a pedido do Estado, a transferência poderia atingir R$ 160 bilhões.</p>
<p>Cerca de 28% da área do pré-sal já foi licitada seguindo as regras vigentes, pela qual a União concede a empresas o direito de explorar petróleo e gás na costa brasileira. Somente os Campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias, que fazem parte desse bloco já licitado, podem ter um total de 14 bilhões de barris. Se esse montante fosse completamente retirado hoje, a União receberia R$ 160 bilhões em royalties &#8211; uma compensação financeira devida pelas empresas pela exploração &#8211; e participação especial, uma espécie de &#8220;royalty extra&#8221; cobrado nos campos mais rentáveis.</p>
<p>A mudança aprovada ontem vai retirar recursos que seriam repassados para Marinha, Ministério de Ciência e Tecnologia e para um fundo especial administrado pela Fazenda. Apesar de reconhecer o potencial de &#8220;polêmica&#8221;, Palocci defendeu sua decisão. &#8220;Os ministérios já têm royalties e participação especial de tudo o que aconteceu (no modelo de concessão) e terão tudo o que acontecerá (no modelo de partilha).Portanto, é recurso de sobra para esses ministérios realizarem o que for necessário.&#8221;</p>
<p>Palocci também alterou um detalhe na regra de investimento do fundo. No texto aprovado, o ex-ministro resolveu autorizar o governo federal a usar &#8220;na etapa inicial&#8221; de formação do fundo parte dos recursos que serão depositados e não apenas o ganho que será obtido com a aplicação do dinheiro. Na primeira versão do relatório, o ex-ministro havia limitado em cinco anos o espaço de tempo para que isso pudesse ser feito.</p>
<p>Outra comissão, que trata da criação da nova estatal que vai gerenciar os contratos do modelo de partilha, aprovou o parecer do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG). A votação do projeto sobre a capitalização da Petrobrás, entretanto, foi adiada para terça-feira, quando o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende dar início às votações dos pareceres no plenário da Casa.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que o governo conseguiu aprovar sem grandes problemas os relatórios dos Fundo Social e da Petro-Sal, a disputa travada entre o Palácio do Planalto e os Estados produtores de petróleo pode comprometer a votação do parecer do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que trata do principal projeto do pacote enviado pelo governo ao Congresso no início de setembro, o que define o novo modelo de exploração.</p>
<p>Alves disse ontem que o aumento concedido no volume dinheiro a ser dividido entre todos os Estados e municípios é &#8220;imexível (sic)&#8221;, parafraseando a expressão eternizada por Antônio Rogério Magri, que foi ministro do governo Collor.</p>
<p>Rio e Espírito Santo querem que a União ceda parte do dinheiro que receberá com royalties para garantir que os Estados produtores não tenham sua fatia reduzida de 22% para 18%, como previsto no relatório de Alves. O relator admitiu que a votação parecer, prevista para hoje, pode ser adiada.</p>
<p><strong>BNDES</strong></p>
<p>Em Londres, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse acreditar que a instituição poderá administrar no exterior os recursos provenientes do pré-sal. Segundo ele, o País receberá um fluxo relevante de capital, sendo que uma parte não poderá ser internalizada para evitar flutuações indevidas no câmbio. A administração de recursos do pré-sal seria uma das funções do BNDES a partir de sua nova base em Londres, inaugurada ontem.</p>
<p><em>COLABOROU DANIELA MILANESE</em></p>
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