01/08/2009 - 22:00h Boa noite

Carestini – Philippe Jaroussky

10/06/2009 - 19:44h Sperai vicino il lido

Philippe Jaroussky, Emmanuelle Haïm e Le Concert D’Astrée.

Uma ária de Timante na ópera Demofonte, composta em 1743 por Christoph Willibald von Gluck (1714-1784). Originalmente cantada pelo castra Giovanni Carestini (1700-1760).

31/05/2009 - 20:55h Delírios de amor em paraísos criados pelas canções

Dois contratenores, de tessitura vocal equivalente à feminina, arriscam-se em composições fora de suas especialidades

 

João Marcos Coelho – O Estado SP

 


Como encapsular música de alta qualidade em pílulas que não durem mais de 4 ou 5 minutos? Quem trabalha com a canção popular sabe como é difícil. Poucos sabem, porém, que os grandes compositores eruditos foram os primeiros a bater-se neste domínio. Sem capitular na direção da banalidade, conseguiram aliar a necessidade de comunicabilidade imediata com elevadíssima qualidade de invenção. Anteciparam mestres da canção popular como Irving Berlin, Cole Porter, George Gershwin e o nosso Tom Jobim.



Ouça trecho de “Beim abschied”, de Jörg Waschinski


Dois CDs lançados no mercado internacional diferenciam-se das interpretações rotineiras desse tipo de canção por suas propostas inovadoras. Releem com olhos e ouvidos de século 21 o magnífico repertório da canção culta. As novidades começam pelos intérpretes. Em lugar de sopranos, contraltos, tenores ou barítonos, dois contratenores (leia ao lado). Esses cantores, com voz feminina e muito maior potência vocal, em geral limitam-se ao repertório barroco do século 18 (período em que os “castrati” dominavam a cena musical europeia). Pois o alemão Jörg Waschinski e o francês Philippe Jaroussky adentram os reinos do “lied” e da “mélodie” quebrando ruidosamente esse dogma. Ambos estão na casa dos 30 anos, em plena maturidade vocal e são notáveis intérpretes. Waschinski, com um registro mais puxado para soprano, acaba de gravar dezesseis lieder de Clara Schumann, a mulher-pianista de Robert Schumann – mas não com acompanhamento convencional de piano, e sim em arranjos para quarteto de cordas (selo Phoenix). Enquanto isso, do outro lado do Reno, Jaroussky, o contratenor-sensação da cena francesa atual, assume risco ainda maior: enfrenta 24 “mélodies” francesas no CD Opium (selo Virgin).

A canção culta teve historicamente duas florações excepcionais, na verdade, dois estilos bem caracterizados que nasceram, cresceram, atingiram o clímax criativo e desapareceram aos poucos, numa morte praticamente silenciosa. Primeiro veio o lied, a canção culta alemã para voz e piano, cujo ciclo vital vai de Franz Schubert, nas primeiras décadas do século 19, a Richard Strauss, até meados do século 20. Um arco de 150 anos preenchido com grandes compositores germânicos, de um gênero que mergulha fundo no romantismo e faz de cada canção praticamente uma viagem. Na França, o “lied” virou “mélodie”, adquiriu personalidade própria e acrescentou a esta agenda romântica alemã refinamento, humor, gosto pela paródia e a busca da perfeição, cultuados nos disputadíssimos “salons” parisienses. Hector Berlioz, com suas Nuits d’Eté (1841), foi o precursor de um punhado de notáveis criadores que fizeram do reino da canção curta o seu gênero preferido.

Jaroussky teve de “desaprender” para se dar bem nesta gravação. Ou seja, despir-se da afetação, aproximar-se o máximo possível da voz falada. Em suma, colar em intérpretes célebres do gênero, como Gérard Souzay ou Pierre Bernac. Numa das suas muitas entrevistas concedidas a revistas especializadas europeias, Jaroussky diz que ouviu mais Jacques Brel e Edith Piaf do que os acima citados. Entende-se: a mélodie nasceu nos salões elegantes de Paris. Imagine-se, por exemplo, o compositor que dá o eixo ao disco, Reynaldo Hahn (1873-1947). Ele cantava nestes salões acompanhando-se ao piano. Venezuelano cuja família fixou-se em Paris em 1878, ele sentia-se francês. O caso amoroso com Marcel Proust celebrizou-o. Dele, Jaroussky interpreta cinco canções. É difícil destacar qual delas é a melhor: o incrível pastiche neobarroco À Chloris, a resignada Offrande ou a melancolicamente bela L’heure exquise?

Todo compositor popular atual deveria ouvir bijus como Sombrero, de Cecile Chaminade, compositora injustamente pouco conhecida (experimente a reflexiva Mignonne). E as quatro espantosas canções de Ernest Chausson? Ouça Les Papillons, com feérico acompanhamento de piano. Outro show de piano acontece na canção que dá título ao CD, Songe d’Opium, de Camille Saint-Saëns.

Como é impossível comentar cada uma delas, fixemo-nos nas três que contam com convidados de luxo. Primeiro, o violoncelo de Gautier Capuçon, destaque da conhecidíssima Elégie, de Massenet. Em seguida, a flauta de Emmanuel Pahud dialoga com extrema finesse com voz límpida, supereconômica nos vibratos, de Jaroussky, em Viens, une Flûte Invisible Soupire, de André Caplet, outro compositor perversamente esquecido. Mas quem sabe a mais surpreendente intervenção, que soa quase como improviso, seja a do violino de Renaud Capuçon na belíssima Violons Dans le Soir, de Saint-Saëns.

A pureza na linha do canto, a dicção clara e o timbre belíssimo fazem deste Opium um perfeito alucinógeno musical, que pode nos levar àquelas viagens por paraísos artificiais tão em moda no início do século 20. Não é por acaso que Jaroussky confessou em recente entrevista que seu ídolo é o maravilhoso tenor Fritz Wunderlich. Já a viagem de Jörg Waschinski é de outra natureza. Ele nos leva a um profundo mergulho pela intensa paixão vivida pelo casal Schumann – visto pela ótica musical de Clara (1819-1896). Ela tocou diante de Robert pela primeira vez aos 9 anos. Namorou-o depois, e contra a vontade de seu pai, por cinco anos. Permaneceram casados por dezesseis anos. Quando Robert morreu, ela tinha 40 anos e oito filhos para criar. Pianista excepcional – e também ótima compositora – renunciou à criação musical para não atrapalhar o marido.

Estes dezesseis lieder, compostos entre 1831 e 1853, contam uma linda história de amor. Clara parou de compor com a morte de Robert e aplicou-se novamente com vontade à carreira internacional de pianista (sempre ajudada por Johannes Brahms, seu apaixonado platônico). Quase todos foram escritos para Robert.

Waschinski, um das mais puras vozes de soprano entre os contratenores atuais, diz no texto do folheto do CD que quis trazer essas belas canções de um modo mais atraente para nossos ouvidos do século 21, a fim de conquistar novos públicos para o gênero. Acertou. Ele mesmo escreveu os arranjos para quarteto de cordas. E anota que o que o fascinou foi o fato de elas terem sido escritas ao mesmo tempo para sopranos e personagens masculinos. Realmente, sua escrita para quarteto é muito eficiente e amplia o arco expressivo das canções.

Sombrios Sonhos, a primeira delas, foi oferecida a Robert como presente de aniversário em 1840 e brinca citando no acompanhamento alguns artifícios usados por ele no ciclo Carnaval (na peça Eusebius). Um dos mais belos é “Por que você quer acreditar nos outros, que são desleais?”, sobre versos de Rückert, do ciclo Primavera do Amor, opus 12. Walzer relembra Papillons, de Robert, Der Wanderer retoma um dos temas mais recorrentes do romantismo musical e poético alemão, o do andarilho ou viajante.

Da viagem amorosa ao delirante ópio, as duas trips são imperdíveis, e têm tudo para encantar não só quem já conhece esses gêneros musicais, mas também podem provocar o embarque de novos ouvidos.

Philippe Jaroussky – Opium (Mélodies Françaises)

Que Voz É Essa?

Os contratenores têm uma tessitura vocal correspondente à voz de contralto feminina. Há quem considere que o contratenor é a continuação da voz de tenor em registro agudo – foi assim que eles surgiram, no século 15. Mas também se costuma incluir nesse grupo os falsetistas, que usam o registro de falsete para alcançar as notas agudas.

Não é, portanto, deslocado enxergarmos os contratenores como descendentes dos castrati, já que atualmente encontram no repertório deles o seu território privilegiado. Os castrati foram uma das inovações dos árabes em seus sete séculos de dominação da Península Ibérica: uma vez castrados entre os 8 e os 13 anos, os meninos conservavam miraculosamente a voz infantil e ao mesmo tempo seu crescimento físico proporcionava uma potência vocal impossível de se encontrar na voz feminina.

A razão principal para esse procedimento era religiosa, já que na Igreja Católica as mulheres estavam proibidas de cantar nas missas. Mas os castrati se espalharam pelos palcos líricos e as salas da nobreza do século 18. Haendel, por exemplo, reservou para o castrati Senesini os papéis de maior destaque em suas óperas. Apesar da proibição de tamanha perversidade ainda no século 19, o último castrato, Alessandro Moreschi, cantou na Capela Sistina até 1913.

Modernamente, o responsável pela ressurreição dos contratenores foi Alfred Deller (1912- 1979). Ele mesmo se qualificava como “alto”, mas o compositor Michael Tippett recomendou-lhe a expressão “contratenor”. Líder do Deller Consort nos anos 50 e 60, trouxe para o primeiro plano uma imensa quantidade de música vocal antiga até então quase desconhecida.

12/04/2009 - 18:03h Lições de Beethoven em Ruanda

Lançamentos atualizam compositores na busca por diálogo com plateias

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O regente Gustavo Adolfo Dudamel Ramírez

João Marcos Coelho – O estado SP

O maestro venezuelano Gustavo Adolfo Dudamel Ramírez, 28 anos, é o mais vistoso e provavelmente um dos últimos produtos de um sistema agonizante. Durante todo o século 20 a indústria fonográfica fez sucederem-se gênios da batuta promovidos e exaltados por um pesado esquema promocional e empresarial. Dudamel, que assumiu a direção artística da Filarmônica de Los Angeles, é legítimo produto desta máquina parideira de geninhos: nasceu em El Sistema, projeto musical de inclusão social venezuelano.

Não deixa, porém, de ser curioso que, mesmo titular em Los Angeles, Dudamel continue a maravilhar a Europa com a Orquestra Jovem Simon Bolívar, formada por integrantes do Sistema. A Universal acaba de lançar no mercado nacional um CD gravado ao vivo em janeiro do ano passado em Caracas. No repertório, duas das mais gravadas obras de Tchaikovski: a Sinfonia nº 5 e o poema sinfônico Francesca da Rimini. A brilhante execução da Orquestra Simon Bolívar é mesmo um espanto. Projetos sociais costumam promover de fato a inclusão social, mas carecem de qualidade artística. Pois este é o inédito mérito do Sistema: rigor na formação técnica musical. Dudamel é espetaculoso ao reger, mas sabe fazer música como poucos. Tchaikovski não é fácil. Sucesso justo, portanto.

O caso é que a fórmula convencional já está com prazo de validade vencida. Os ventos, afinal, sopram noutra direção. O que vale é mesmo a música ao vivo, mesmo que gravada e lançada em disco. O avassalador balde de democracia da internet na produção e recepção de música transformou a derrocada anunciada da indústria num inesperado e promissor recomeço. Músicos e seu público estabelecem agora contato imediato. Um diálogo virtual que leva ao limite o que Walter Benjamin chamou lá atrás de perda da aura da obra de arte. Ele louvava a democratização do acesso à arte. Mas o fato é que as artes performáticas parecem ter recuperado ao menos parte de sua aura neste início de século 21.

Exaurido de tanta intimidade virtual, o indivíduo quer sentir-se parte do acontecimento artístico. Pode ser a utopia do retorno a uma situação primitiva. Não custa sonhar. Mas, sem dúvida, enquanto se martela o último prego na indústria convencional da música gravada, a música ao vivo floresce de modo incontestável. Durante meio século, músicos se esfalfavam para alcançar o status de gravar um disco. Hoje, ganham dinheiro na sua atividade-fim: em recitais e concertos. Ainda bem.

É preciso aproveitar este bom momento e ampliar o público potencial da música clássica. Isso se faz desengessando o ritual do concerto, formato do século 19 hoje obsessivamente cultuado apenas pela chamada tribo erudita. Felizmente o gesso está trincando. Não por acaso, em um livro recente, The End of Early Music, o oboísta e pesquisador Bruce Haynes equipara os intérpretes convencionais que se limitam à execução fiel das grandes obras-primas do passado às bandinhas cover tipo Beatles4Ever. É música de museu, decreta. E aposta na tese de que a música clássica só voltará a ser viva e pulsante se os músicos voltarem a ser, como no barroco, não só intérpretes, mas improvisadores e coautores. Tese ousada, mas antenada com a atualidade. Dois notáveis exemplos comprovam seu acerto. O regente Kent Nagano, que assumiu há pouco a direção da Orquestra Sinfônica de Montreal, realizou um projeto radical, agora transformado num álbum duplo do selo Analekta. Intitula-se Beethoven: Ideals of French Revolution. Nagano convidou o crítico inglês Paul Griffiths para criar um espetáculo a partir desse tema e ele escreveu The General, para orquestra com soprano, coro e narrador, a partir da peça Egmont, de Goethe, para a qual Beethoven compôs a música incidental em 1809.

Mas atenção: Griffith substitui as letras das músicas de Beethoven, abandona a trama de Goethe e traz a ação para perto de nós, em Ruanda, em 1993-94, onde houve o pavoroso genocídio de mais de 800 mil tutsis pelos hutus. O comissário era Romeo Dallaire, chefe da missão de Paz da ONU em Ruanda. Nenhum governo ajudou-o. A tragédia seguiu seu curso. “Quis trazer, para as plateias atuais, o peso de acontecimentos recentes e ressituar a música de Beethoven no mundo de hoje, onde vivemos um momento de extrema desumanidade.”

MONTEVERDI JAZZÍSTICO

Christina Pluhar toca teorba, uma espécie de grande alaúde criado na Itália no século 17. Trabalhou com os papas da música historicamente informada, como Jordí Savall, Gabriel Garrido e Marc Minkowski. Fundou na década passada o grupo L’Arpeggiata. Austríaca, fixou-se em Paris e focou seu objeto de mergulho artístico no período 1600-1640 italiano. Seu grupo faz enorme sucesso em apresentações públicas. Pluhar realiza em suas performances o ideal de Bruce Haynes, de que, para manter viva a música, os intérpretes precisam ser improvisadores, arranjadores, coautores. Todo o CD Teatro D’Amore (Harmonia Mundi), que só traz músicas de madrigais variados de Monteverdi, é um espanto. Sobretudo a versão que o contratenor Philippe Jaroussky e L”Arpeggiata fazem da conhecidíssima canção Ohimé ch?io Cado. Nesta eles injetam tamanho swing que fazem Monteverdi ir literalmente para as ruas – ou seria um clube de jazz? A guitarra faz um “walking bass” tipicamente jazzístico; um cornet intromete-se e improvisa na metade final da performance; até o cravo brinca com blue notes. E a voz privilegiada de Jaroussky completa uma interpretação inesperada e maravilhosa. Irresponsabilidade? Não, diz Christina. “Não fomos nós quem pusemos jazz em Monteverdi, ele é que influenciou o jazz e escreveu este walking bass. Há vinte anos só toco música deste período, então acredito que já conseguimos fazer fluir naturalmente este universo sonoro, o que inclui, claro, o improviso.” Afinal, Vivaldi não tocava Albinoni. Preferia tocar Vivaldi mesmo. E Bach, quando quis aprender com Vivaldi, adaptou livremente seus concertos. Se nem eles próprios consideravam suas obras intocáveis, talvez possamos embarcar nessa com tudo.

12/04/2009 - 13:00h Deixa que chore minha triste sorte

Sempre aos domingos e durante uma semana,

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dá um toque melódico a leitura do blog.

 

 

 

Na coluna vermelha, acima, no lado direito desta página,

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reproduz um vídeo de música. 

 

 

No

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desta semana uma maravilha de Haendel. São suas árias da ópera Rinaldo: Venti turbini e Lascia ch’io pianga. As imagens são do filme Farinelli, de Gérard Corbiau.

Aproveito par reproduzir aqui a mesma ária (Lascia ch’io pianga), cantada em um recital por Philippe Jaroussky.

 

Lascia ch’io pianga mia cruda sorte,
E che sospiri la libertà!
E che sospiri, e che sospiri la libertà!
Lascia ch’io pianga mia cruda sorte,
E che sospiri la libertà!

Il duol infranga
queste ritorte
de’ miei martiri
sol per pietà!
(de’ miei martiri
sol per pietà!)

Lascia ch’io pianga mia cruda sorte,
E che sospiri la libertà!
E che sospiri, e che sospiri la libertà!

Lascia ch’io pianga mia cruda sorte,
E che sospiri la libertà!

16/12/2008 - 18:46h Lascia ch’io pianga

Philippe Jaroussky – “Lascia ch’io pianga” da Ópera Rinaldo

“Lascia ch’io pianga
mia cruda sorte
e che sospiri
la libertà…”

24/08/2008 - 14:28h Farinelli

No L'image “http://images.ig.com.br/blig/blogdofavre/images/bg_intermezzo.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. (na parte superior da barra lateral vermelha, a direita) durante toda a semana o vídeo Lascia Ch’io Pianga com a voz de Philippe Jaroussky.

Aqui
Venti turbini e Lascia ch’io pianga no filme Farinelli, de Gérard Corbiau*.
As duas árias são da Ópera Rinaldo de Handel.

“Farinelli” (1994)
Director: Gérard Corbiau
Awards:
Best Foreign Language Film (Golden Globes 1995)
Nominated for Oscar in the same category
—————————————-
In this video appear the arias “Venti, turbini” and “Lascia ch’io pianga” from the opera “Rinaldo” written by Haendel.
If you wonder why the people and Farinelli are so sad when he is singing “Lascia ch’io pianga”, is because the translation is “Let me weep over my cruel fate, and that I long for freedom” (en castellano es “Déjame que llore mi triste suerte, y que añore la libertad” e em português “Deixa que chore minha triste sorte e que anseie a liberdade)

11/01/2008 - 16:34h Jaroussky, une voix haute


Duas arias, ‘Nisi Dominus’ de Vivaldi, ‘Cum dederit’ e ‘Amen’, cantadas pelo contratenor Philippe Jaroussky. Uma ária do ‘Stabat Mater’ de Vivaldi, ‘Stabat mater dolorosa’, cantada pela contralto Marie-Nicole Lemieux.Maestro: Jean-Christophe Spinosi
Orquestra: Ensemble Matheus

LE MONDE

Le chanteur lyrique français Philippe Jaroussky lors des 14es Victoires de la musique classique à la Salle Pleyel à Paris, le 28 février 2007. | AFP/STÉPHANE DE SAKUTIN

Le chanteur lyrique français Philippe Jaroussky lors des 14es Victoires de la musique classique
à la Salle Pleyel à Paris, le 28 février 2007.
AFP/STÉPHANE DE SAKUTIN

Il s’en amuse : le contre-ténor Philippe Jaroussky est l’un de ces rares chanteurs lyriques, qui, à l’instar de Roberto Alagna ou deNatalie Dessay, passent au journal télévisé de France 2, ou dans l’émission “T’empêches tout le monde de dormir”, de Marc-Olivier Fogiel, sur M 6. Lui, est d’ailleurs terriblement éveillé, chaleureux, volubile, à l’image de cette voix haut perchée, qui associe dans un corps d’homme la voix aiguë de l’enfant ou de la femme. Une voix rayonnante, qu’il fourbit avec des armes de musicien jeune premier, à découvrir dans deux disques qu’il vient de publier.

 

Philippe Jaroussky est atypique, comme son mentor, Gérard Lesne, qui l’a fait débuter. “J’ai eu au collège un professeur de musique génial qui nous a fait enregistrer un CD distribué par la Fnac. Je n’avais pas encore mué et je chantais une chanson intitulée Le Petit Prince, raconte-t-il. (mais…)

01/12/2007 - 17:41h "Lascia Ch’io Pianga", Philippe Jaroussky

E agora ouçam a mesma aria de Handel cantada por um contratenor. Sublime!