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	<title>Blog do Favre &#187; Pimentel</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Patrus e Pimentel rejeitam chapa em MG sem o PT na cabeça</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 11:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[2010: Adversários internos no PT, ambos refutam negociação com Hélio Costa, do PMDB
Alex de Jesus/O Tempo/Folha Imagem &#8211; 28/6/2008

 Pimentel e Patrus: os dois pré-candidatos petistas defendem candidatura própria do partido ao governo de Minas
&#160;
César Felício, de Jeceaba (MG) &#8211; VALOR
Pré-candidatos a governador de Minas Gerais pelo PT, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>2010: Adversários internos no PT, ambos refutam negociação com Hélio Costa, do PMDB</strong></font></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Alex de Jesus/O Tempo/Folha Imagem &#8211; 28/6/2008<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002279/imagens/foto16pol-psp-a7.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Pimentel e Patrus: os dois pré-candidatos petistas defendem candidatura própria do partido ao governo de Minas</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">César Felício, de Jeceaba (MG) &#8211; VALOR</p>
<p>Pré-candidatos a governador de Minas Gerais pelo PT, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel adotaram o mesmo discurso ao defenderem a candidatura própria do partido em Minas Gerais. A alternativa a um nome próprio é o apoio ao candidato virtual do PMDB, o ministro das Comunicações, Hélio Costa.</p>
<p>&#8220;Sou um ator político, um militante, não um analista do cenário. Me dedico a fazer as coisas acontecerem. Estou empenhado em viabilizar a minha candidatura dentro do PT. A primeira etapa é garantir a unidade dentro do PT, depois dentro do campo das forças progressistas e depois dentro de um universo de uma aliança mais ampla&#8221;, afirmou Patrus Ananias, ao ser indagado sobre uma aliança com PMDB, durante evento promovido pela empreiteira Odebrecht e pela siderúrgica Vallourec &amp; Sumitomo em Jeceaba, cidade a 120 km de Belo Horizonte.</p>
<p>&#8220;Há os que querem uma aliança a qualquer custo. Eu digo que a discussão da aliança deve ser feita a seu devido tempo&#8221;, disse Fernando Pimentel, em entrevista por telefone. Pimentel negou que haja pressão da direção nacional do partido para que o PT coloque em segundo plano as eleições para os governos estaduais, em detrimento da candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da eleição para o Senado. &#8220;Tudo o que existe é uma determinação para que a discussão das candidaturas estaduais seja feita após a escolha da nova direção do PT. Apenas isso&#8221;, afirmou.</p>
<p>Em recente reunião do diretório nacional, o PT mandou suspender todos os processos de escolha interna de candidatos a governador que estavam em curso neste ano. A decisão afetou com mais força Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, onde há disputa pela vaga.</p>
<p>Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o ministro das Comunicações já fez afirmações públicas de que só deverá ser candidato a governador em um contexto de aliança ampla, mas não é categórico em dizer que a coligação será com o PT. Mantém o diálogo com o governador mineiro Aécio Neves (PSDB), de cuja candidatura presidencial duvida, e com a ala do PT defensora da candidatura de Patrus Ananias.</p>
<p>Isto tem feito com que Patrus avance posições dentro do próprio PT nacional. Bastante próximo a Pimentel, o ex-ministro e ex-presidente nacional do partido, José Dirceu, encontrou-se com Patrus na posse do novo presidente salvadorenho, Mauricio Funes, em San Salvador. Ficaram de ter um novo encontro em breve. &#8220;Ele percebeu que o entendimento do PT com o PMDB em Minas está muito mais próximo do que se imagina&#8221;, disse o ministro. Pimentel têm procurado diminuir a distância com o PMDB, conversando com deputados estaduais do partido. Também deve encontrar-se com Dirceu, dentro de alguns dias, em Belo Horizonte ou São Paulo.</p>
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		<title>Disputa entre Pimentel e Patrus expõe fratura do PT em MG</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 14:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Charles Silva Duarte/O Tempo &#8211; 2/7/2004

Fernando Pimentel e Patrus Ananias almoçam em restaurante popular no bairro de Venda Nova, de BH, onde o diretório nacional determinou recontagem de filiações em massa
&#160;
César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Disputa entre Pimentel e Patrus expõe fratura em palanque de Dilma em MG
Protagonistas da mais acirrada luta interna do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><font size="1">Charles Silva Duarte/O Tempo &#8211; 2/7/2004<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002234/imagens/foto08pol-pimdentel-a13.jpg" border="0" /><br />
Fernando Pimentel e Patrus Ananias almoçam em restaurante popular no bairro de Venda Nova, de BH, onde o diretório nacional determinou recontagem de filiações em massa</font></em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</p>
<p><strong><font size="5">Disputa entre Pimentel e Patrus expõe fratura em palanque de Dilma em MG</font></strong></p>
<p>Protagonistas da mais acirrada luta interna do PT para definir os candidatos majoritários em 2010, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel começam a se preparar para a possibilidade de decidirem a candidatura a governador por meio de prévias. Diminui, de um lado e de outro, a possibilidade de êxito nas estratégias para impedir a disputa pelo voto dos filiados.</p>
<p>Entre os aliados de Pimentel, ainda há a convicção que um bom resultado dos apoiadores do ex-prefeito na escolha das direções municipais e da direção estadual no processo de eleição direta dos dirigentes petistas (PED), no fim deste ano, pode fazer com que o ministro desista da pré-candidatura. Mas a ala que apoia Patrus Ananias articula composições internas nos municípios para impedir que o resultado do PED seja um mapeamento sobre qual dos dois lados têm o domínio do partido.</p>
<p>Os aliados de Patrus contam com interferências externas para debilitar Pimentel: apostam que podem conseguir a preferência do PMDB, do PCdoB e do vice-presidente José Alencar (PRB) para a montagem de um palanque mais amplo do que o que poderia ser o de Pimentel. E lembram do melhor trânsito do ministro no meio sindical e nos movimentos sociais, em grande parte ação de um aliado em Brasília, o secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci. Mas o ex-prefeito acredita que o pragmatismo irá prevalecer: os partidos da base aliada de Lula tenderiam a se alinhar com o candidato mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. No último levantamento publicado pelo instituto Datafolha, Pimentel oscilou entre 24% e 25%, conforme a lista de candidatos. Patrus patinou entre 11% e 13%.</p>
<p>Na disputa pelas preferências dos filiados, o primeiro obstáculo que Pimentel terá que superar é a ofensiva dos aliados de Patrus para reduzir a base de votantes em Belo Horizonte, onde a hegemonia do ex-prefeito é completa. Termina no dia 17 de abril o prazo para a revalidação ou não de 6 mil filiações feitas em 2008, tendo como principal região eleitoral o bairro de Venda Nova, na zona norte da capital. De acordo com a Justiça Eleitoral, a capital mineira concentrava 16 mil dos 139 mil filiados ao PT no Estado em fevereiro deste ano, mas tanto aliados de Pimentel quanto de Patrus estimam que o total de aptos a votar no processo interno em Belo Horizonte, incluindo as filiações contestadas, chegue a, no máximo, 13 mil.</p>
<p>O grupo que apoia Patrus conseguiu questionar estas filiações em uma reunião do diretório estadual da sigla em 2 de dezembro, sob o argumento de que foram feitas em massa. Caso as 6 mil inscrições fossem anuladas, seria um golpe decisivo no ex-prefeito: elas correspondem a quase 40% do colégio eleitoral da cidade. Os aliados de Pimentel recorreram ao diretório nacional, que concedeu um prazo para que as filiações questionadas fossem recadastradas pela direção nacional. Até 31 de março, foram feitos 90 recadastramentos.</p>
<p>&#8220;A opinião de muitos é que o processo de crescimento do partido em Belo Horizonte no ano passado seguiu um padrão diferente do que o de anos anteriores, que estava amparado na articulação do partido com movimentos sociais e comunitários&#8221;, disse o deputado estadual André Quintão (PT), que foi aluno de Patrus na universidade, coordenador de sua campanha para prefeito de Belo Horizonte em 1992, chefe de gabinete do atual ministro na prefeitura e seu secretário municipal de Desenvolvimento Social.</p>
<p>Com cerca de 200 mil eleitores, Venda Nova é um dos maiores e mais pobres bairros de Belo Horizonte e o PT na região é comandado pelo deputado federal Miguel Corrêa Júnior. Ex-líder estudantil, Corrêa montou entidades assistenciais na região e ingressou na política filiado ao PPS. Chegou ao partido trazido por Fernando Pimentel. Para Corrêa Júnior, &#8220;a revalidação está sendo feita porque alguns setores do partido ficaram em minoria nas instâncias partidárias&#8221;. O parlamentar afirma que articulou as milhares de filiações por orientação de uma campanha promovida pela direção nacional da sigla. E diz que não está sozinho nesta prática. &#8220;Em Betim, são 4 mil filiados. Cerca de 1,2 mil entraram no ano passado. Lá não é nossa base e estas filiações não estão sendo contestadas&#8221;, disse. Segundo a Justiça Eleitoral, em Betim o PT está com 2.937 filiados.</p>
<p>Em caso de prévias, Patrus Ananias conta com um eleitorado pulverizado em pequenos e médios municípios, muitos dentro dos bolsões de pobreza que foram beneficiados pelas políticas assistenciais coordenadas por ele no governo federal, como o programa Bolsa Família.</p>
<p>Com o apoio da esquerda petista, Patrus deve ter o apoio do prefeito de Coronel Fabriciano, Francisco Simões (1,5 mil filiados, segundo o TSE). Sua base ainda deve estender-se por Betim, Teófilo Otoni , da prefeita Maria José Haueisen (809 filiados), Varginha, do prefeito Eduardo Carvalho (579 filiados), Janaúba, administrada por José Benedito (354 inscritos), além de cidades onde o PT não governa como Montes Claros (700 filiados), Uberaba (1.009 inscritos), Uberlândia (3,7 mil militantes) e Juiz de Fora (1,5 mil integrantes), entre as mais importantes.</p>
<p>Já Pimentel está mais presente nos grandes centros. Deve ter, além de Belo Horizonte, a hegemonia sobre o segundo maior colégio eleitoral petista em Minas, Ipatinga, onde a Justiça Eleitoral registrava em fevereiro 12,9 mil filiações. E disputa em situação de favoritismo em Governador Valadares (1,6 mil inscritos), Nova Lima (420 filiados) e Contagem (3,6 mil integrantes).</p>
<p>Depois das eleições municipais, Patrus reforçou a sua agenda de viagens dentro do Estado. Procura fazer encontros todos os sábados. Já esteve nas cidades de Betim, Luz, Montes Claros, Itaobim e Teófilo Otoni. Neste mês, irá a Ponte Nova, Caratinga, Governador Valadares, Coronel Fabriciano e cidades do sul e do Triângulo Mineiro.</p>
<p>Articulando sua candidatura a partir de um pequeno escritório no centro de Belo Horizonte, Pimentel gastou os últimos dias procurando aumentar seu espaço na direção nacional do PT, que tentou impedir no ano passado a aliança informal com o PSDB costurada por ele para apoiar o secretário estadual Márcio Lacerda, do PSB, que terminou eleito. No fim de março, encontrou-se na capital mineira com o ex-deputado e ex-presidente do PT, José Dirceu. E cultiva a antiga relação com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com quem militou na luta armada nos anos 60 no Comando de Libertação Nacional (Colina).</p>
<p>A virtual candidata do PT à Presidência, que é natural de Belo Horizonte, procura se manter longe da briga em seu Estado de origem. Em fevereiro, cancelou de última hora a sua participação em um evento organizado pelo PT mineiro em Venda Nova, o reduto dos pimentelistas recém-filiados à sigla. O encontro era boicotado pela ala do partido que defende a candidatura de Patrus e havia o receio de que se tornasse um instrumento a favor de Pimentel na disputa interna. No início de fevereiro, Pimentel concedera uma entrevista à revista &#8220;Veja&#8221; em que defendera a candidatura de Dilma à Presidência e criticara adversários internos petistas como vinculados a práticas políticas de esquerda ultrapassadas. A entrevista até hoje irrita os aliados do ministro do Desenvolvimento Social.</p>
<p>Neste mês, no dia 17, Dilma irá finalmente a Belo Horizonte, em um evento com perfil completamente diferente. A pré-candidata irá a um seminário organizado pela Fundação Perseu Abramo, órgão de estudos do partido, formalmente para debater a crise econômica global. Também farão parte da mesa Patrus Ananias e Fernando Pimentel. O primeiro, na condição de gestor da área social do governo. O segundo, por ser um dos poucos quadros dirigentes do partido com formação específica em economia. O evento será em um hotel no centro da cidade, que não é reduto de nenhum dos dois postulantes.</p>
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		<title>João Paulo quer fazer campanha para Dilma</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 17:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sucessão // Em vez de ocupar cargo no governo federal, ele pretende ajudar a eleger a ministra
Leonardo Augusto // Do Estado de Minas &#8211; Diário de Pernambuco
Brasília &#8211; O ex-prefeito do Recife João Paulo (PT) defendeu que ele e os colegas de partido, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, e Marta Suplicy, candidata derrotada à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.diariodepernambuco.com.br/politica/capa/2009/03/02/capa090302.jpg" alt="Capa do dia 02/03/2009 da editoria de Política" title="Capa do dia 02/03/2009 da editoria de Política" width="400" border="0" /></div>
<p><strong><br />
Sucessão // Em vez de ocupar cargo no governo federal, ele pretende ajudar a eleger a ministra<br />
Leonardo Augusto // Do Estado de Minas &#8211; Diário de Pernambuco</strong></p>
<p>Brasília &#8211; O ex-prefeito do Recife João Paulo (PT) defendeu que ele e os colegas de partido, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, e Marta Suplicy, candidata derrotada à Prefeitura de São Paulo, não ocupem cargos no governo federal, conforme começou a ser ventilado em Brasília depois das eleições municipais de outubro. Na avaliação de João Paulo, o ideal seria que os três começassem a trabalhar na campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, com o objetivo de vencer a disputa pelo Palácio do Planalto no primeiro turno.</p>
<p>João Paulo, Pimentel e Marta participam de encontro do PT no próximo sábado, em São Paulo, para debater &#8220;os desafios da unidade partidária na nova conjuntura&#8221;, nas palavras do ex-prefeito do Recife. Na prática, a reunião será para começar a traçar estratégias para a candidatura do PT à presidência no ano que vem.</p>
<p>Para João Paulo, tanto ele como Pimentel e Marta tiveram bons resultados nas eleições deoutubro e, por serem possíveis candidatos ao Senado ou ao governo de seus estados, os três ficariam pouco tempo ocupando cargos no governo federal antes do início das campanhas. João Paulo já se coloca como candidato ao Senado. Pimentel disputa espaço no PT com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, para se lançar ao Palácio da Liberdade. Quanto a Marta Suplicy, existe a possibilidade de que se candidate ao governo de São Paulo.</p>
<p>&#8220;Fiz o meu sucessor. O Pimentel, apesar das dificuldades, também fez, e a Marta teve 40% dos votos em um colégio eleitoral importante como São Paulo. Então, o melhor é ajudar na coordenação da campanha de Dilma&#8221;, argumenta. Depois de dois mandatos, João Paulo lançou João da Costa (PT), que venceu a disputa em primeiro turno. Em Belo Horizonte, Fernando Pimentel apoiou Márcio Lacerda (PSB), favorito para vencer também no primeiro turno por contar com o apoio do ex-prefeito e do governador de Minas, Aécio Neves, mas foi obrigado a disputar o segundo turno para chegar ao comando da capital.</p>
<p>No caso específico de Pimentel, estava praticamente certa a ida do ex-prefeito para a Secretaria Geral do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (CNDES), mas houve resistência do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que acumula o cargo. Como se não bastasse, Pimentel chamou de xiita o grupo petista que se opôs à aliança que fez com Aécio para o lançamento de Lacerda à prefeitura. Entre os contrários ao acordo estavam os ministros Patrus Ananias e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República).</p>
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		<title>Fumaça branca na chaminé do PT</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 14:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Raymundo Costa &#8211; VALOR
Lula e o PT têm Plano A, Plano B e Plano C para a sucessão de 2010. O primeiro é público e notório e já não provoca divergência significativa no partido: Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e &#8220;Mãe do PAC&#8221;. O segundo é Aécio Neves, governador tucano de Minas Gerais, cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <img src="http://4.bp.blogspot.com/_nIhHylcueUs/SUOz72OrsWI/AAAAAAAATW4/o05CG1kkpHo/s320/dilma+pt.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_nIhHylcueUs/SUOz72OrsWI/AAAAAAAATW4/o05CG1kkpHo/s320/dilma+pt.jpg" width="269" height="201" /><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/fumaca-branca-na-chamine-do-pt/9685/" rel="attachment wp-att-9685" title="marta_jantar_dilma_berzoini.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/marta_jantar_dilma_berzoini.jpg" alt="marta_jantar_dilma_berzoini.jpg" width="243" height="202" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raymundo Costa &#8211; VALOR</p>
<p>Lula e o PT têm Plano A, Plano B e Plano C para a sucessão de 2010. O primeiro é público e notório e já não provoca divergência significativa no partido: Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e &#8220;Mãe do PAC&#8221;. O segundo é Aécio Neves, governador tucano de Minas Gerais, cada vez mais uma carta fora do baralho do PSDB. O Plano C &#8211; mas só na hipótese de os dois primeiros falharem &#8211; é a prorrogação ou a instituição do terceiro mandato presidencial.</p>
<p>O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel cumpre tarefa ao dizer que não existe um Plano B a Dilma. É natural que o faça. O Plano A de Lula &#8211; que o PT assumiu integralmente &#8212; já foi posto em movimento. Começou quando Lula disse ao PT que era Dilma e o PT, na última reunião do Diretório Nacional, descascou a cebola sem chorar, camada por camada.</p>
<p>&#8220;É Dilma ou não é Dilma&#8221;? Até agora a ministra era uma indicação bancada apenas pelo presidente. Resposta dos petistas: &#8220;É Dilma&#8221;. O PT assumiu a candidatura da ministra e logo vai receber a indicação de Lula para ela ser a candidata.</p>
<p>O PT então vai responder que o presidente da República é quem tem mais condições para dizer quem é melhor para sucedê-lo, dentre aqueles que integram sua equipe de governo, e em seguida homologa a indicação de Lula . Este é o ritual programado. Quando vai acontecer?</p>
<p>A ideia era fazer a indicação no ano que vem. Mas o Diretório Nacional concluiu que os fatos se precipitaram rapidamente. Todas as movimentações de José Serra, o provável candidato tucano, dizem respeito à sua sucessão, na visão do PT (o PSDB vê exatamente a mesma coisa em relação a Lula e Dilma) e o governo e o partido vão começar a mexer nisso também. Assim sendo, a formalização da candidatura da Dilma será feita o mais rapidamente possível.</p>
<p>O que é que se pode entender com o mais rapidamente possível, afinal, já que havia no Palácio quem disse que o nome da ministra seria anunciado no segundo semestre de 2008? Pelo roteiro traçado no Diretório Nacional é depois de ela concluir um &#8216;circuito de agendas&#8217; em diversos Estados, juntando os movimentos sociais do campo e da cidade, mais o PT e a base de sustentação política do governo no Congresso. Depois desse périplo, o PT formaliza a candidatura.</p>
<p>Trata-se de uma agenda importante, pois não se destina apenas a fazer Dilma mais conhecida do eleitorado, algo que os marqueteiros acham fácil de fazer no mundo conectado em rede dos dias de hoje. O que há por trás da ideia é que Dilma seja não só a favorita do presidente Lula, mas também a candidata dos movimentos sociais, do PT e dos aliados nos quais se assentaram as bases do atual governo.</p>
<p>Sem densidade política, não bastará à ministra se tornar conhecida. Mas como fazer isso (literalmente, uma campanha antecipada), se Dilma é ministra de Estado, gerente do PAC e agora a ministra encarregada de evitar que a crise econômica mundial ataque o Programa de Aceleração do Crescimento, ainda hoje o carro-chefe da campanha da ministra. Há aspectos legais que limitam os movimentos de ação de Dilma como pré-candidata (só uma convenção do PT, em junho de 2010, oficializará a candidatura).</p>
<p>A proposta é que segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira ela se dedique à agenda de governo. E de sexta à noite até domingo à noite faça o &#8216;circuito de agendas.&#8217; Assim como fez no último fim de semana, quando participou de um jantar na casa da ex-prefeita Marta Suplicy, em São Paulo. Apesar de todo o cuidado que ela tomou ao tratar do assunto, ficou claro que Dilma quer ser candidata e no PT já não há oposição &#8211; a não ser residual &#8211; a seu nome. Na realidade, saiu fumaça branca da chaminé do PT.</p>
<p>As principais personalidades do PT estiveram presentes, fizeram discursos. Dilma muito habilmente não se colocou como candidata. Disse que isso vai seguir o calendário do partido, que para ela já basta a honraria de ter sido indicada pelo presidente Lula. Realista, destacou que sua candidatura dependeria da conjuntura, da base aliada &#8211; &#8220;dos astros&#8221;, brincou um companheiro afinado com o projeto.</p>
<p>O resto dos convivas fez discurso &#8220;já de beija-mãos&#8221;, contou um dos presentes: &#8216;É você mesmo, nós estamos aqui para ajudar, queremos fazer, o presidente falou&#8217;. Dilma, modestamente, voltou a insistir que para ela já bastaria a glória de ter sido indicada por Lula. Mas que ela sabe bem o que é que é ser candidata do PT, que quer respeitar o cronograma do partido, a base aliada, os movimentos sociais, que o que a preocupa no momento é por o PAC pra frente.</p>
<p>Jura-se no PT que não existe uma meta a ser cumprida por Dilma em determinado prazo. Por exemplo: 25% das pesquisas de opinião, até o final deste ano.</p>
<p>Isso seria &#8220;chute de campanhólogo&#8221; Os problemas reais seriam a candidatura não decolar, a crise externa, uma eventual paralisação do PAC ou até uma crise do tipo &#8216; mensalão&#8217;. que, evidentemente, ninguém espera no partido que aconteça, mas, diante dos antecedentes&#8230; Só então o governo recorreria aos dois outros planos na gaveta.</p>
<p>O Plano B prevê a filiação de Aécio Neves ao PMDB até setembro. A insistência do governador mineiro na realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB às eleições de 2010 seria o pretexto para o rompimento do tucano, uma vez que o partido definitivamente não parece disposto a fazer uma eleição primária e está cada vez mais sob o controle de José Serra, governador de São Paulo.</p>
<p>A última saída é a prorrogação com a aprovação do terceiro mandato. Assunto que vai ser discutido na comissão que tratata do fim da reeleição e da aprovação do mandato de cinco anos, posta em movimento no final do ano passado pelo fiel escudeiro João Paulo Cunha, (PT-SP). Em resumo, se uma alternativa não der certo, haverá outra sempre à mão.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
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		<title>De volta à cena o ex-Campo Majoritário</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 12:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
O ex-Campo Majoritário do PT paulista está se articulando rapidamente em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e de um único nome na disputa para o governo de São Paulo em 2010. Com isso, procura retomar a hegemonia na estrutura nacional do partido e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/de-volta-a-cena-o-ex-campo-majoritario/9614/" rel="attachment wp-att-9614" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" align="left" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O ex-Campo Majoritário do PT paulista está se articulando rapidamente em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e de um único nome na disputa para o governo de São Paulo em 2010. Com isso, procura retomar a hegemonia na estrutura nacional do partido e o poder de barganha que tinha no passado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>A tentativa do ex-Campo Majoritário, agora distribuído em mais de uma tendência, é para que essa articulação recomponha o equilíbrio de poder interno do PT que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. A partir de 1998, e até 2002, prevaleceu um pacto de convivência entre um líder carismático conhecido nacionalmente e uma estrutura burocrática que era forte e capilarizada. Lula usava da estrutura para disputar eleições e sua popularidade contribuia para o crescimento da legenda. Recompor agora com Lula significa proporcionar à Dilma o uso de uma máquina partidária grande &#8211; e muito organizada no Estado mais rico da Federação &#8211; e capitalizar a excepcional popularidade de Lula. De quebra, a tendência pode ganhar mais densidade num futuro governo Dilma, se ela vencer as eleições.</p>
<p>Foram os integrantes do ex-grupo chamados por Lula no Palácio do Planalto, no começo do ano, e encarregados de transitar internamente o nome da ministra Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão, em 2010. Os ex-prefeitos Marta Suplicy (SP) e Fernando Pimentel (MG) e o deputado João Paulo (SP) foram os encarregados da tarefa. Os paulistas articularam-se rapidamente. Venceram a resistência de José Dirceu. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, já deu uma declaração pública em favor da ministra &#8211; com a ressalva implícita de que a candidatura tem que obrigatoriamente passar pelo partido. Amanhã, haverá uma reunião de Dilma com os petistas paulistas, na casa da ex-prefeita. Simultaneamente, fecharam um acordo entre os três postulantes ao governo &#8211; Marta Suplicy, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e o ex-ministro Antonio Palocci &#8211; e vão se entender em torno de um único candidato. Isso levará um grupo grande e coeso para a candidatura de Dilma e fortalecerá a sua posição no Diretório Nacional.</p>
<p>No período que antecedeu ao escândalo do mensalão, o Campo Majoritário paulista era hegemônico, tanto na tendência como no partido. Enfraqueceu-se devido ao envolvimento de vários de seus integrantes no escândalo do mensalão, em 2005, e dividiu-se. O grupo perdeu posições no partido &#8211; apesar da eleição para a presidência nacional do deputado Ricardo Berzoini &#8211; e no governo, com a queda dos dois ministros mais poderosos do primeiro mandato de Lula: José Dirceu, da Casa Civil, e Antonio Palocci, da Fazenda. São Paulo perdeu espaço para outros líderes que cresceram na contramão das agruras sofridas principalmente por líderes que irradiavam do Estado a sua influência para o resto do país. O presidente Lula distanciou-se da legenda e garantiu uma reeleição quase que apenas contando com a sua popularidade. É certo, usou a estrutura partidária, mas sem estabelecer uma relação orgânica com o seu partido.</p>
<p>Dilma, no pontapé inicial de sua candidatura, conta com a popularidade de Lula, mas não conseguirá se viabilizar sem uma relação estreita com o PT, que continua grande e capilarizado mesmo depois de passar pelos revezes de 2005. Vai definir suas relações com o PT pelas mãos do ex-Campo Majoritário. O grupo que tenta se reunificar conta com a sua experiência de articulação interna, que lhe dá rapidez, e com a concordância tácita das outras tendências de que a candidatura deve ser a da ministra. Segundo um dos petistas envolvidos na articulação, para qualquer dos grupos é vantajoso que o partido capitalize a popularidade de Lula. Como é importante que o partido continue sendo governo, onde todos estão representados na estrutura ministerial.</p>
<p>Ao que parece, o ex-Campo retoma suas articulações com a força que tinha antes. Mostra-se capaz de passar como um trator por interesses que contrariem a sua estratégia. A vitória de dois peemedebistas para a presidência da Câmara e do Senado passa por uma articulação já em andamento para negociar, com cada diretório regional do PMDB, a aliança com Dilma. Na Câmara, o grupo lutou até o último minuto para conseguir a vitória do deputado Cândido Vaccarezza (SP) como líder. O outro candidato, Paulo Teixeira (SP), era aliado do ministro da Justiça, Tarso Genro (RS), que vê a sua postulação à Presidência da República reduzir-se a pó.</p>
<p><strong>Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Dilma janta na casa de Marta para reduzir resistência do PT paulista</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 00:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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SÃO PAULO &#8211; A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, inicia na próxima sexta-feira, com um jantar na casa da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, a tarefa de consolidar dentro do PT sua candidatura à Presidência da República em 2010. O objetivo do jantar é dirimir eventuais resistências ao nome [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Galhardo &#8211; O Globo</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, inicia na próxima sexta-feira, com um jantar na casa da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, a tarefa de consolidar dentro do PT sua candidatura à Presidência da República em 2010. O objetivo do jantar é dirimir eventuais resistências ao nome de Dilma no PT paulista, principal pólo de poder do partido, no qual a ministra &#8211; mineira que construiu a carreira no Rio Grande do Sul &#8211; tem pouco trânsito.</p>
<p>- Há um burburinho sobre supostas resistências do PT paulista ao nome de Dilma. O objetivo do jantar é mostrar que, ao contrário do que dizem os boatos, o partido está unido em torno dela. Depois disso, ninguém mais vai poder dizer que o PT de São Paulo resiste a Dilma &#8211; disse um petista próximo a Marta.</p>
<p>O jantar marca também o retorno de Marta ao cenário político depois da derrota na eleição municipal e o início das atividades do núcleo de coordenação pré-eleitoral de Dilma, criado pelo próprio presidente Luiz Inácio da Silva. No início do ano, Lula se reuniu com Marta e os ex-prefeitos de Belo Horizonte e Recife, Fernando Pimentel e João Paulo, e os incumbiu de uma série de tarefas para pavimentar a candidatura de Dilma.</p>
<p>Em breve o grupo será reforçado pelo ex-governador do Acre, Jorge Viana. Em comum, os quatro têm a experiência administrativa e o fato de não ocuparem cargos públicos, o que os libera para atividades políticas.</p>
<p>A primeira tarefa estabelecida por Lula foi apresentar Dilma ao PT de São Paulo.</p>
<p>- A idéia é criar uma empatia entre Dilma e o PT paulista. Muita gente ainda não a conhece &#8211; disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).</p>
<p>Foram convidados todos os senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, prefeitos da região metropolitana e alguns dirigentes estaduais e muinicipais.</p>
<p>A idéia é sair do jantar com um esboço de agenda de visitas e encontros políticos de Dilma em São Paulo.</p>
<p>- Vamos elaborar uma agenda de interlocutores, reuniões e atividades. Por outro lado, Dilma terá elementos de reflexão sobre a política paulista que talvez ela não conheça. São Paulo é o estado onde a oposição ao PT é mais forte e daqui deve sair o adversário dela em 2010 &#8211; disse um petista ligado a Marta.</p>
<p>Uma das preocupações dos organizadores do jantar é evitar que a disputa interna pela candidatura ao governo paulista contamine o encontro. Por isso, foram convidados os deputados Antônio Palocci e Arlindo Chinaglia, que surgem como principais nomes do PT para a sucessão de José Serra (PSDB) ao lado da própria Marta.</p>
<p>Nomes que correm por fora como os prefeitos de Osasco, Emídio de Souza, e São Bernardo, Luiz Marinho, e os senadores Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy também foram convidados.</p>
<p>Dirigentes de grupos hostis a Marta e da esquerda petista não haviam recebido convite até a noite de terça-feira.</p>
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		<title>Encontro sela divisão de petistas em campanha ao governo de Minas</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fernando Pimentel e Patrus Ananias 

Ivana Moreira, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Abrigado na tendência majoritária Construindo um Novo Brasil, o grupo petista que não apoiou a aliança informal com o PSDB para a eleição de Márcio Lacerda (PSB) como prefeito de Belo Horizonte, já entrou em campanha para 2010, lançando o ministro do Desenvolvimento Social, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.mandatoeletronico.com.br/gabinete/imgs/pimentel/clipping3detalhe11FP_Patrus04.jpg" alt="http://www.mandatoeletronico.com.br/gabinete/imgs/pimentel/clipping3detalhe11FP_Patrus04.jpg" /><font size="1"><em><br />
Fernando Pimentel e Patrus Ananias </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Ivana Moreira, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Abrigado na tendência majoritária Construindo um Novo Brasil, o grupo petista que não apoiou a aliança informal com o PSDB para a eleição de Márcio Lacerda (PSB) como prefeito de Belo Horizonte, já entrou em campanha para 2010, lançando o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, como candidato ao governo do Estado. Embora as principais lideranças do PT de Minas falem em reunificação da legenda, o que o encontro do grupo mostrou, no último fim de semana, em Contagem, foi um distanciamento cada vez maior entre os aliados de Patrus e do atual prefeito da capital, Fernando Pimentel.</p>
<p>Para os membros do grupo, como o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, o PT mineiro precisa liderar uma aliança com partidos da base do presidente Lula, oferecendo à população mineira uma alternativa &#8220;antineoliberal&#8221;. É o oposto do que vem propondo o prefeito Pimentel, um aliado do governador tucano Aécio Neves na tese da convergência entre PT e PSDB.</p>
<p>O apoio de Aécio Neves a uma eventual candidatura de Pimentel ao governo do Estado sempre foi o pano de fundo das discussões que levaram à aliança para eleição do socialista Márcio Lacerda. A avaliação do grupo próximo a Pimentel é que Aécio, um governador com altos indíces de aprovação, tem tudo para fazer seu sucessor. Dificilmente o PT conseguiria chegar ao Palácio da Liberdade com uma candidatura de confronto.</p>
<p>Em Contagem, durante o encontro da Articulação, Patrus Ananias procurou ser cauteloso ao falar de uma possível candidatura ao governo. Mas deixou claro que está &#8220;disponível&#8221; e &#8220;preparado&#8221; para ser o candidato se esta for uma construção coletiva. &#8220;Estou me colocando sim para construirmos um projeto político alternativo e de desenvolvimento econômico vinculado a um projeto democrático popular para Minas.&#8221;</p>
<p>Sobre as rugas que ficaram do polêmico processo eleitoral na capital, que acabou por rachar a legenda, o ministro afirmou que é assunto encerrado. É momento de &#8220;passar a borracha&#8221;. Segundo ele, não cabem punições a nenhum dos lados. Nem ao grupo de Pimentel que teria desrespeitado uma determinação da executiva nacional contra alianças com o PSDB, nem ao grupo ligado ao Construindo um Novo Brasil que se envolveu com a campanha do pemedebista Leonardo Quintão, contra Márcio Lacerda. &#8220;Um bom ponto de partida para a unificaçao do PT em Minas é zerarmos esse processo difícil, equivocado&#8221;, declarou Patrus.</p>
<p>Enquanto o ministro do Desenvolvimento Social era lançado candidato em Contagem, Fernando Pimentel acompanhava Aécio Neves em agenda na França, onde o Estado celebra convênios para as comemorações do ano da França no Brasil, em 2009. O governador já disse publicamente que gostaria de ter Pimentel em sua equipe de secretários, o que serviu para alimentar boatos sobre o prefeito ter intenção de deixar o Partido dos Trabalhadores. Fontes próximas ao prefeito duvidam dessa possibilidade e acham que a fala de Aécio serviu apenas para colocar o nome de Pimentel, em destaque, na mídia. O nome do prefeito continua cotado para assumir uma pasta na reforma ministerial.</p>
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		<title>&#8221;Campanha do meu adversário teve apoio forte vindo de São Paulo&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 10:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/nova-virada-eleitoral-pode-acontecer-em-bh/8013/" rel="attachment wp-att-8013" title="marcio_lacerda.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/marcio_lacerda.jpg" alt="marcio_lacerda.jpg" width="172" align="left" height="159" /></a></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="4"><strong>Márcio Lacerda: prefeito eleito de Belo Horizonte; </strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>segundo ele, ajuda financeira para Quintão veio de correntes que não queriam o sucesso de Aécio na eleição</strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), afirma que a campanha de Leonardo Quintão (PMDB), seu adversário no segundo turno, recebeu forte apoio financeiro &#8220;vindo de São Paulo&#8221;. Em entrevista ao Estado, o prefeito disse que esse apoio veio de correntes &#8220;que não queriam o sucesso do governador (Aécio Neves)&#8221;, em alusão velada ao governador José Serra (PSDB).</p>
<p>Lacerda disse que seus padrinhos Aécio e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) trabalham por um projeto de centro-esquerda, em contraponto à aliança de centro-direita de PSDB e DEM, simbolizada pela eleição de Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo. Aécio e Ciro, diz, não demonstram &#8220;aquela fome de ser presidente que Serra tem&#8221;.</p>
<p><strong>Não ganhar no primeiro turno comprometeu a aliança que o elegeu?</strong></p>
<p>A vitória no primeiro turno aconteceu por falhas da nossa estratégia, não por falhas de concepção da aliança. Mas no Sudeste eu tive a maior votação (no primeiro turno) entre os candidatos mais bem colocados. Dizer que houve vitórias do Serra e do Sérgio Cabral (governador do Rio), porque os seus candidatos foram para o segundo turno, e uma derrota porque eu não fui (eleito no primeiro turno), é forçar um pouco a barra. Não houve derrota da aliança.</p>
<p><strong>Que influência a eleição de Belo Horizonte teve sobre 2010?</strong></p>
<p>Ela sinalizou que é possível tendências social-democratas dentro do PT e dentro do PSDB se unirem. E se uniram num projeto eleitoral para uma cidade. Não significa que isso aconteceria em outras eleições. Pode acontecer. O mínimo que deveria acontecer é os social-democratas dos grandes partidos se unirem para ter um projeto para o País. Qualquer que seja o novo presidente, o ideal seria que ele tivesse uma ampla coalizão de forças de centro-esquerda o apoiando, tanto na eleição quanto no governo.</p>
<p><strong>O sr. classificou a vitória de Gilberto Kassab em São Paulo como uma aliança de centro-direita&#8230;</strong></p>
<p>E é.</p>
<p><strong>Ela não ajudou a desgastar a aliança do governador Aécio e do prefeito Pimentel, de PSDB com PT?</strong></p>
<p>Não estou dizendo que (a aliança) tenha essa importância toda. Estou dizendo que ela sinaliza algo novo na política nacional, pelo ineditismo. O papel do Kassab será municipal, embora a máquina de uma prefeitura como a de São Paulo &#8211; Belo Horizonte muito menos &#8211; seja importante no apoio para eleição de governador e presidente. Mas eu digo que é de centro-direita na medida em que reflete uma aliança que o PSDB de São Paulo já tinha com o PFL (atual DEM) há mais tempo. O governador (Aécio) falou isso para ele. Ele disse: &#8220;Já falei para o meu amigo Serra que se ele quiser ser presidente tem de criar uma ampla coalizão, um movimento de opinião.&#8221;</p>
<p><strong>Como assim, um movimento de opinião?</strong></p>
<p>Para que ele possa governar com a base social-política necessária capaz de gerar as transformações de que o País precisa. Ele precisa ganhar essa base ampla de opinião. Mostrar que é capaz de aglutinar. Ninguém pode ser candidato de si mesmo ou de um partido. Se você pensar bem, o Lula não foi eleito pelo PT. A votação dele foi o dobro da capacidade do PT de gerar votos. Acho que o centro do debate é este: que projeto o novo presidente terá para o País e qual a ampla coligação de forças e movimento de opinião que vai ajudá-lo a governar depois.</p>
<p><strong>O sr. disse que a sua aliança enfrentou resistências vindas de fora, de São Paulo. De onde partiram essas resistências?</strong></p>
<p>A cúpula do PT foi amplamente contrária, isso é conhecido. O PSDB nacional apoiou. Mas a gente tem notícias de que a campanha do meu adversário teve um apoio muito forte vindo de São Paulo.</p>
<p><strong>Que tipo de apoio? Dado por quem?</strong></p>
<p>Prefiro não dizer, porque eu tenho notícias de que o apoio financeiro vindo de São Paulo foi muito forte. Apoios ao candidato do PMDB e de correntes que não queriam o sucesso do governador (Aécio) nessa empreitada.</p>
<p><strong>Qual a participação de Ciro na escolha do seu nome? Que tal a dobradinha Aécio-Ciro para 2010?</strong></p>
<p>Ele participou da articulação aqui. Eu soube da participação dele nas articulações em outubro de 2007. Eu não vejo nem Ciro nem Aécio com aquela fome de ser presidente. Eles são até desapegados da idéia. Não têm aquela gana de ser presidente que parece que o governador José Serra tem. Eles querem um projeto para o País. Os dois querem um projeto de centro-esquerda.</p>
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		<title>&#8220;Popularidade de Lula não é capaz de eleger postes&#8221;, diz governador da Bahia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 14:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ruy Baron/Valor  &#8211; 9/12/2005

Jaques: governador baiano mantém discurso conciliador em relação ao ministro Geddel Vieira Lima

Raymundo Costa, VALOR
Na reta final da campanha, a eleição embolou em Salvador, Bahia. Talvez mais que em qualquer outra cidade, o clima entre os aliados é tenso.
Os três dos dois candidatos cotados para passar para o segundo turno são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></span></p>
<div class="descricao_foto_credito" align="center"><em><font size="1">Ruy Baron/Valor  &#8211; 9/12/2005</font></em></div>
<div align="center"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002104/imagens/foto30pol-jaqdues-a8.jpg" /></p>
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<p></span></em></div>
<p style="background-color: #ffff99"><span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias">Raymundo Costa, VALOR</span></p>
<p>Na reta final da campanha, a eleição embolou em Salvador, Bahia. Talvez mais que em qualquer outra cidade, o clima entre os aliados é tenso.</p>
<p>Os três dos dois candidatos cotados para passar para o segundo turno são da base de apoio do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jacques Wagner: João Henrique, do PMDB, atual prefeito, e Walter Pinheiro, do PT. O terceiro é Antonio Carlos Magalhães Neto, ACM Neto, do DEM e herdeiro do carlismo.</p>
<p>Em poucos Estados a disputa pelo uso da imagem do presidente foi tão intensa, a ponto de levar o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), um dos fiadores da aliança PT-PMDB, ao ponto de ameaçar um rompimento com o governo. Jaques diz que não é de &#8220;esquentar&#8221; briga. Acredita na recomposição, apesar da &#8220;tensão&#8221; entre os aliados.</p>
<p>O governador da Bahia acha que não basta a popularidade para eleger &#8220;um poste&#8221;. É preciso haver sinergia com o eleitorado. &#8220;Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%!&#8221;, disse ao Valor, em conversa na sexta-feira. O petista também não vê o governador de Minas Aécio Neves como candidato pelo PMDB com o apoio de Lula. &#8220;Só se for na oposição&#8221;, diz.</p>
<p>A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O apoio do presidente e do governador desequilibra a eleição?</em></p>
<p><strong>Jaques Wagner: </strong> Quando alguém diz &#8216;eu sou Lula desde criancinha&#8217;, quando é Lula só a partir do ano passado, as pessoas se dão conta. Até porque eu acho que as pessoas lêem errado as pesquisas. Quando ela diz assim: 60% dos eleitores dizem que o apoio do presidente Lula é benéfico, o que eles estão dizendo é que, para 66% do eleitorado, saber que o candidato que ele escolheu é aliado do presidente Lula, aumenta a vantagem dele em 60%. Mas é o que eu digo aqui é que 60% de 1% é 0,6%. Então o cara sairá de 1% para 1,6%. É que as pessoas querem ler assim: se o presidente Lula botar a mão eu saio de zero para 60%. O que não é verdade.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Não é automático.</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Não existe isso. É óbvio que quando você cria uma sinergia, quando há uma consciência coletiva, as pessoas raciocinam assim: eu vou votar nesse cara que ele é amigo do governador, é amigo do presidente e não é um babaca, para falar um termo bem objetivo. Agora, se o cara for um babaca, diz assim &#8216;pô Lula, você vai me perdoar mas nesse aí eu não voto não&#8217;. Então não funciona aquela idéia de eu &#8216;elejo um poste&#8217;. Não existe isso.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>No entanto, o senhor acha que o PT vai crescer mais que os outros.</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong>  Com essa identificação do 13, eu acho que os candidatos do PT ganham  mais que os outros. Não é em detrimento dos outros.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O fato é que há reclamação. Como é que a base vai chegar em Brasília para as votações?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Óbvio que a volta é uma volta com pontos de tensão. Não tem como. Toda eleição, evidente que mais na eleição municipal, não é um mar de rosas. A lógica municipal é mais intensa que a estadual e que a nacional. O que está em jogo agora? Os deputados estaduais e federais lutam fortemente para a eleição do seu prefeito, e isso na contabilidade dele significará uma posição melhor para a eleição dele em 2010. É essa a briga. E o governador? O prefeito pesa X para deputado estadual e federal e pesa um pouco menos para governo do estado e presidente da República. Evidente. Isso porque ele consegue muito mais coordenar o voto para deputado estadual e federal.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Mas a eleição de prefeitos agora não dará uma base melhor para a eleição do presidente e de governador de 2010?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> A população está estabelecendo uma lin ha direta entre ela e os cargos majoritários, principalmente governador e presidente da República. Vou dar o meu exemplo: eu tinha 50 prefeitos em 417. E ganhei na faixa de 230 cidades. Significa que nem os prefeitos que trabalharam contra convenceram a população. Eu não estou menosprezando, evidentemente que ele é um elemento da política, e da base de apoio, mas ele pesará muito mais na eleição de deputado estadual e federal, eventualmente na de senador, do que na de governador e presidente da República.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Por quê?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Eu me convenço cada vez mais que as pessoas não querem intermediário para escolher governador e presidente. Por que dá tensão? Dá uma tensão maior aqui e vai dar uma tensão menor em nível nacional. É uma coisa até curiosa: onde você vai e ganha, em geral o cara vai dizer que foi ele que ganhou. Onde você não vai e o cara perde, ele vai dizer que você é que foi o culpado pela derrota dele.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>A base fica unida?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Está todo mundo mais maduro e todo mundo dá importância a estar participando de um projeto, até agora, exitoso, que é o do presidente Lula, em nível nacional, e na Bahia. até agora, a gente está bem. Então eu não acho que vá haver alguma sangria desatada.; Agora é fato que haverá uma tensão pós eleitoral normal. Eu, por exemplo, estou tentando ser o mais equilibrado possível. Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%. Quando está pau a pau, digamos um está com 40% e outro está com 38%, aí eu concordo que pode fazer a diferença.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O senhor e o ministro Geddel saem como entraram nessa eleição?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Temos um ponto de conflito que foi produzido por alguém que não era meu nem dele, que é o prefeito atual, que foi eleito pelo PDT, com vice do PSDB, e baixíssima participação do PMDB, que não tinha nem interesse em ficar no governo. Tinha lá uma secretaria marginal. De repente, quando o cidadão viu que estava com problemas de sobrevivência política, ele teve de sair de um partido pequeno e procurar um partido maior para se abrigar. Ele é muito midiático. Eu até gosto dele, não é um mau caráter, não é um larápio, mas é um cara confuso. Confuso na política e confuso na gestão. Ele precisava de tempo de televisão. Quis vir para o meu partido, coisa que eu recomendei.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Mas o PT não quis?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> O vício do cachimbo deixa a boca torta. A gente vai amadurecendo mas alguns vícios vez por outra aparecem. Então apesar de o governador dizer: &#8216;rapaz, põe o cara pra dentro. A gente já está no governo, põe logo o cara no PT&#8217;, o meu partido não acolheu a minha sugestão, o pedido de seu governador. E ele acabou indo para o PMDB. Ao ir para o PMDB gerou então um pólo de tensão. Não por culpa dele, por culpa da conjuntura. Geddel e o PMDB receberam esse presente &#8211; tinham pouquíssima coisa em Salvador e ganharam um prefeito e uma prefeitura, como máquina política para fazer a operação da política, no bom sentido. É óbvio que gostariam de ter todo mundo em torno deles. Então lutaram por isso. Eu defendi a tese da minha base de sustentação (um candidato só), pelo menos na capital. As pessoas não se convenceram. Até porque diziam que ele é ruim de compromisso. O pessoal de pesquisa dizia que ele tinha dificuldade de ir até para o segundo turno. O argumento é que era melhor não jogarmos com uma hipótese só e perdermos para o PFL. A outra hipótese era o Imbassahy, com quem eu tenho relação. Mas isso não animava muita gente exatamente porque era um alinhamento com o PSDB nacional e as pessoas aqui não tinham interesse óbvio nessa aproximação. Quando acabar a eleição tem um rescaldo a ser tratado. E eu tenho que ficar administrando esse conjunto todo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>A base se mantém até 2010?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Político é um animal objetivo, que eu dividiria em dois tipos: uns um pouco mais programáticos e outros, vamos dizer assim, mais conjunturais. Quem é mais programático, tende a continuar, apesar de ter havido um estremecimento com o chamado bloquinho (a união congressual de PSB, PCdoB e PDT). Mas eu acho que diminuiu essa tensão. Já vinha diminuindo antes, com a solução de São Paulo (a indicação de Aldo Rebelo para vice de Marta Suplicy). A relação do Eduardo Campos (governador de Pernambuco e presidente do PSB) com o presidente é excepcional. O episódio de Minas, por mais que localmente tenha ha reflexos no PT &#8211; e há um rescaldo a ser cuidado internamente &#8211; , do ponto de vista externo da relação dos aliados o PT acabou marcando um tento positivo, porque bem ou mal apoiou um candidato do PSB com interligação do PSDB, o que mostra que, aos trancos e barrancos, o PT também consegue apoiar os outros.</p>
<p><em>Como senhor vê a questão de Minas?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Internamente ainda tem muita coisa a ser trabalhada. Ficou a tensão com o Fernando Pimentel, vem a eleição para governador e ele evidentemente é um nome. Há insatisfações que terão de ser aparadas. Eu não sou de Minas e não quero me meter, mas o problema parece sido mais de método mesmo.</p>
<p><em>Como encaixar esse grupo no plano da sucessão federal.?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Eu acho que a administração que foi feita em Minas, é óbvio que ela sempre terá contornos nacionais, mas na minha opinião ela terá muita influência na questão estadual. Eu acho que o Fernando e o Eduardo não têm peso para influir na questão interna do PSDB. Portanto não têm peso para ajudar o Aécio a ser o candidato do PSDB. Também não vejo nenhuma hipótese de o Aécio ser candidato em composição, vamos dizer, como Eduardo Campos, o PSB. A relação do PSB com o presidente é excepcional. O Ciro Gomes, o Eduardo. Então, sinceramente, eu não consigo ver a tal história de o Aécio vir ao PMDB para virar candidato, só se for para ser candidato contra o candidato do presidente Lula.</p>
<p><em>A eleição de São Paulo prova que não há como ter dois candidatos da situação?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Se o presidente Lula desembarca em 2010 extremamente bem avaliado, e coloca uma candidatura à sucessão que mostre fôlego, não acho que os aliados atuais queiram sair fora. Tendo uma candidatura boa,. a tendência é manter isso tudo junto.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O PT vai para o segundo turno em Salvador?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> De há muito esta é a primeira eleição de Salvado equilibrada. Está dando o que eu imaginava: Neto tem o público deles (carlismo, que está na casa entre 23% e 25%, não cai mas também não sobe, que foi o índice do último candidato deles (César Borges); Imbassahy perde fôlego&#8230;</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>E foi abandonado pelos tucanos?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong> Pelos daqui não, pelo Serra (José, governador de São Paulo) não, mas pelos outros talvez sim, porque ele está numa posição meio autônoma em relação ao comando nacional. Pinheiro está crescendo, e aí vamos ver. Qualquer dois dos quatro pode ir.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Para o governador seria mais fácil administrar uma disputa Neto-Pinheiro, não é?</em></p>
<p><strong>Wagner:</strong>  Politicamente, se forem dois aliados para o segundo turno a mensagem política é positiva,  e a administração é difícil.</p>
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		<title>Márcio Lacerda dispara nas corrida eleitoral de BH, mostra Ibope</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 23:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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RIO &#8211; O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disparou na preferência dos eleitores e atingiu 40% das intenções de votos, mostra pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal &#8220;O estado de São Paulo&#8221; e pela TV Globo, e divulgada pelo Jornal da Globo na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:wSeDura2beKYyM:http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AecioPimentelLacerda.jpg" alt="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:wSeDura2beKYyM:http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AecioPimentelLacerda.jpg" align="left" /><strong><span style="background-color: #ffff99">Jornal da Globo &#8211; O Globo Online</span></strong></p>
<p>RIO &#8211; O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disparou na preferência dos eleitores e atingiu 40% das intenções de votos, mostra pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal &#8220;O estado de São Paulo&#8221; e pela TV Globo, e divulgada pelo Jornal da Globo na noite desta sexta-feira. Ele tinha 8% das intenções de voto em julho. Foi para 9% na pesquisa de 15 de agosto e agora disparou, atingindo 40% das intenções. Lacerda é o candidato das duas maiores autoridades políticas de Belo Horizonte, o prefeito Fernando Pimentel (PT), e de Minas, o governador Aécio Neves (PSDB).</p>
<p>A deputada federal, Jô Moraes, do PC do B, tinha 17% em julho. Na primeira quinzena de agosto oscilou para 18% e agora está com 15%. O deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB, tinha 14% em julho, caiu para 10% na primeira quinzena de agosto e na nova pesquisa se manteve estável. Sérgio Miranda, do PDT, começou com 3%. Oscilou para 2% e agora se manteve estável.Vanessa Portugal, do PSTU, tinha 4% em julho, oscilou para 5% na primeira quinzena de agosto e agora caiu para 1% das intenções. Gustavo Valadares, do DEM, tinha 2% das intenções em julho manteve-se estável na primeira quinzena de agosto. Agora, oscilou para 1%.</p>
<p>Na última pesquisa em Belo Horizonte, brancos e nulos somam 10%. Não sabem e não opinaram, 20%. Os candidatos André, do PT do B, Pepê, do PCO, e Jorge Periquito, do PRTB, tiveram menos de 1% das intenções.</p>
<p>Num eventual segundo turno, Marcio Lacerda teria 48% das intenções de voto contra 21% de Jô Moraes. Em outro cenário, o candidato do PSB teria 43% dos votos no segundo turno contra 17% de Leonardo Quintão.</p>
<p>O Ibope entrevistou 805 eleitores na capital mineira entre os dias 26 e 28 de agosto. A pesquisa, registrada na 26ª Zona Eleitoral com o número 59638/200, tem margem de erro de três pontos percentuais.</p>
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