21/10/2008 - 10:34h Só promessas?

Nada mais esclarecedor da realidade da saúde no governo Kassab, que as cartas publicadas hoje no caderno Metrópole do jornal O Estado de São Paulo, coluna São Paulo Reclama. A coluna recebe reclamações que encaminha as autoridades para verificação e resposta. Leiam.

São Paulo Reclama - O Estado de SP

Só promessas?

Caro prefeito Kassab, já que na propaganda eleitoral o senhor fala tanto em Saúde, por favor, ajude-me a conseguir uma consulta com endócrino para que eu possa continuar meu tratamento. Tenho hipotireoidismo e, desde maio, passo mal. Minha médica está de licença e o Posto de Pirituba pediu para que eu procurasse outra unidade para continuar o tratamento. Tentei marcar consulta em três postos de outras regiões, mas nem no clínico geral consegui passar. Se eu tivesse conseguido, a fila seria de, no mínimo, dois anos. Não posso esperar.

IVONE ANGELA RIBEIRO
São Paulo

 

 

A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que a consulta da sra. Ivone com o endocrinologista seria no dia 20/10, às 8h20, no Ambulatório de Especialidades Tucuruvi. A SMS diz que várias medidas foram tomadas para ampliar o acesso à assistência médica.

 

 

A leitora contesta: fui ontem à consulta e, na recepção, me informaram que meu encaminhamento era para uma médica que só atende crianças.

Coluna São Paulo Reclama pág. 2 caderno Metrópole, jornal O Estado de São Paulo 

12/10/2008 - 13:20h As razões dos eleitores

O ‘motor’ do voto para prefeito

Fábio Leite e Fernanda Aranda - Jornal da Tarde

Os contrastes de São Paulo fizeram da disputa eleitoral uma balança com dois pesos e duas medidas. Enquanto o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) “sobrou” nas regiões mais ricas da cidade e Marta Suplicy (PT) dominou o eleitorado nos extremos periféricos, o equilíbrio nas urnas marcou as regiões onde desigualdades sociais “dividem parede”. Segundo especialistas, são locais onde a tônica do segundo turno foi antecipada porque já houve migração de votos.

São quatro regiões da cidade onde características antagônicas “convivem” e um voto pode fazer diferença na eleição do dia 26. Na primeira etapa, Kassab e Marta terminaram quase empatados em Ermelino Matarazzo, Sapopemba (ambos na zona leste), Rio Pequeno e Pirituba (os dois zona oeste) - veja números ao lado -, reproduzindo a diferença de apenas 0,8 ponto na média geral da cidade: 33,6% dos votos válidos para ele e 32,8% para ela.

A primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno, apesar de mostrar uma vantagem de 17 pontos para Kassab (54% contra 37% para Marta), confirma que a disputa continua acirrada nessas áreas.

“Bairros como Ermelino e Pirituba estão em plena ascensão econômica”, diz o cientista político Rui Tavares Maluf. “E os extremos também prevalecem nas periferias, o que torna a divisão de votos entre Kassab e Marta mais polarizada.”

Barracos de madeira vizinhos de sobrados de três dormitórios compõem o cenário desses distritos. Mas, além da discrepância financeira, uma antecipação do segundo turno já na primeira etapa da eleição é outra explicação para o emparelhamento numérico nessas regiões, trazida por Fernando Abrúcio, pesquisador político da FGV. “Pessoas que votariam em Geraldo Alckmin (PSDB) ou Paulo Maluf (PP) migraram seus votos para os candidatos que acreditavam ter mais chances.”

Em busca de saber quais são os critérios de desempate, o JT foi até essas regiões e encontrou justificativas - e esperanças - em Jaqueline Hipólita, de 22 anos, Cintia Oliveira, de 21, Camilo Olalla, de 19, e Arlete Gomes, de 41. A bordo de ônibus, metrô, trem ou carro, esses paulistanos travam peregrinações diárias pela cidade. Para eles, o “combustível” do voto está no transporte público.

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