09/11/2008 - 20:08h Core ‘ngrato

Placido Domingo


Canzone napoletana Core ‘ngrato

Catari, Catari, pecché me dici
sti parole amare;
pecché me parle e ‘o core me turmiente,
Catari?
Nun te scurdà ca t’aggio date ‘o core,
Catari, nun te scurdà!
Catari, Catari, ché vene a dicere stu parlà
ca me dà spaseme?
Tu nun’nce pienze a stu dulore mio,
tu nun’nce pienze, tu nun te ne cure.
Core, core ‘ngrato,
t’aie pigliato ‘a vita mia,
tutt’è passato e
nun’nce pienze chiù!

Tradução em português

Catari, Catari, por que me dizes
Estas palavras amargas,
Por que me fala somente coisas que me atormetam
Catari?
Não te esqueças que eu te dei meu coração
Catari, não te esqueças.
Catari, Catari, por que dizes
estas coisas que me fazem sofrer?
Tu nunca pensas na minha dor
Tu nunca pensas, nunca te importas.
Coração, coração ingrato
Você tomou minha vida de mim
E agora tudo é passado
E tu não pensas mais em mim

22/10/2008 - 21:14h La Traviata

Ammami Alfredo e Final do filme sobre
”La Traviata”
de G. Verdi

Teresa Stratas
Plácido Domingo
Cornell MacNeil

Direcor:
Franco Zeffirelli

11/10/2008 - 19:01h Già nella notte densa

Dueto de amor da Ópera Otelo, de Verdi por Renée Fleming e Placido Domingo

05/10/2008 - 00:51h Nessun Dorma

Placido Domingo, ária da Ópera Turandot de Puccini

25/09/2008 - 20:14h La Traviata

Ária “Alfredo, di questo core” da Ópera La Traviata de Verdi

Árias “Noi Siamo Zingarelle”,”Di Madride Noi Siam Mattadori”

Violetta ……Teresa Stratas
Alfredo …… Placido Domingo
Germont…Cornell MacNeil

Maestro…..James Levine
Diretor Franco Zeffirelli

07/09/2008 - 11:28h Quiéreme Mucho - Placido Domingo

No L'image “http://images.ig.com.br/blig/blogdofavre/images/bg_intermezzo.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. (na parte superior da barra lateral vermelha, a direita) durante toda a semana o vídeo Quiéreme mucho com a voz de Placido Domingo.

“Quiéreme Mucho” é uma das muitas composições de Gonzalo Roig (1890-1970), com letra de Agustín Rodríguez, e é probablemente a mais conhecida. Em 1911 o tenor Mariano Melendez estreou este bolero em Havana, considerado “Um hino cubano”, como o definiu muitos anos despois o cantante Fernando Albuerne, quem acrescentou que era o hino da alma cubana. (Fonte Youtube zoima1). A seguir a letra em espanhol e inglês.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir
Tan separados vivir

Quiereme Mucho
Dulce amor mio
Que amante
Siempre te adorare
Yo con tus besos
Y tus caricias
Mis sufrimientos acallare.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir
Tan separados vivir.

———————
Love Me A Lot

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart
To live so far apart

Love me a lot
Sweet love of mine
How loving you are
I will always adore you
With your kisses
And your caresses
My sufferings cease to speak

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart
To live so far apart

01/09/2008 - 19:20h Manon Lescault de Giacomo Puccini

Placido Domingo and Renata Scotto

 

 Sola, perduta, abbandonata

01/07/2008 - 22:28h La fleur que tu m’avais jetée


Placido Domingo canta “La fleur que tu m’avais jetée” da Ópera “Carmen” de Georges Bizet .

Ópera de Viena, maestro Carlos Kleiber. Cenografia Zeffirelli.

Don José (Placido Domingo)
La fleur que tu m’avais jetée
dans ma prison m’était restée,
flétrie et sèche, cette fleur
gardait toujours sa douce odeur;
et pendant des heures entières,
sur mes yeux, fermant mes paupières,
de cette odeur je m’enivrais
et dans la nuit je te voyais!
Je me prenais à te maudire,
à te détester, à me dire:
pourquoi faut-il que le destin
l’ait mise là sur mon chemin!
Puis je m’accusais de blasphème,
et je ne sentais en moi-même,
je ne sentais qu’un seul désir,
un seul désir, un seul espoir:
te revoir, ô Carmen, oui, te revoir!
Car tu n’avais eu qu’à paraître,
qu’à jeter un regard sur moi,
pour t’emparer de tout mon être,
ô ma Carmen!
Et j’étais une chose à toi!
Carmen, je t’aime!

In prison I kept lovingly
The flower you had thrown at me.
Though it had faded and turned dry,
It still smelled sweet as time went by;
And I would put that special flower
On my closed eyes, hour after hour.
Drunk with that fragrance, I felt light,
And there I saw you in the night!
At times I would begin to hate you,
To curse you and to execrate you,
To say: why did it have to be
That fate brought her so close to me!
Then I thought that faith had defied me,
And I only felt deep inside me,
I only felt but one desire,
But one desire, one hope, one yen,
To see you, Carmen, yes, see you again!
For all you needed was to be there,
To throw a fleeting glance my way,
To have full mastery of me there,
Oh, Carmen, dear!
And all you did with me was play!
Carmen, I love you!

Translation by Jacob Lubliner

Libretto : Henri Meilhac and Ludovic Halévy

11/06/2008 - 19:29h Placido Domingo para o Dia dos Namorados

15/05/2008 - 20:34h I Pagliacci

“No, pagliaccio non son”, Placido Domingo. Svetla Vassileva é Nedda e Juan Pons é Tonio. Ravenna, 1998. Ópera de Leoncavallo

01/05/2008 - 23:23h Un di felice, eterea

Placido Domingo e Teresa Stratas cantam o dueto de Alfredo e Violeta do primeiro ato da Traviata de Verdi.
Longa metragem dirigida pelo Franco Zefferelli.
Orquestra dirigida por James Levine

30/04/2008 - 19:39h Nessun Dorma

Plácido Domingo na ária “Nessun Dorma” da Ópera Turandot de Puccini

25/04/2008 - 18:39h Meditação de Thais, Sarah Chang

Sarah Chang: Violino
Placido Domingo: maestro
Filarmônica de Berlim

Compositor: Massenet

31/03/2008 - 04:13h José Carreras, o mito e o homem

Tenor espanhol fez o que pôde em apresentação em Curitiba, mas problemas técnicos evidenciaram problemas na voz

João Luiz Sampaio, CURITIBA - O ESTADO DE SÃO PAULO

O tenor espanhol José Carreras não precisou cantar uma só nota para conquistar a platéia presente a seu concerto na noite de sábado, em Curitiba. Bastou entrar no palco para ser ovacionado pelas mais de duas mil pessoas que estiveram no Teatro Positivo - ali estava uma das vozes mais belas da segunda metade do século 20, representante daquele punhado raro de artistas líricos cuja fama extravasa o mundo da ópera. Duas horas de música depois, no entanto, fica um gostinho melancólico nos ouvidos - o que vale mais, afinal: o mito ou o homem?

Carreras surgiu no cenário nos anos 70. Foi logo adotado pelo maestro Herbert Von Karajan - o belo timbre, a técnica refinada, um canto que saboreava cada palavra de personagens como o jovem apaixonado Rodolfo, de La Bohème, um de seus primeiros grandes papéis: enquanto Luciano Pavarotti e Plácido Domingo disputavam o posto de maior tenor da época, Carreras corria por fora. Até que, no fim dos anos 80, foi diagnosticado com leucemia, iniciando uma longa luta contra a doença. Saiu vitorioso e, o destino faz dessas coisas, voltou à cena ao lado justamente de Pavarotti e Domingo, iniciando, em 1990, a série de concertos dos Três Tenores, franquia mais bem-sucedida da história da ópera.

Ao chegar a Curitiba, Carreras falou sobre o projeto. Repetiu aquilo que os três sempre defenderam - o objetivo da iniciativa foi criar, com concertos ao ar livre, quase sempre para multidões, um novo público para a ópera. Quase 20 anos depois do surgimento da série, porém, cabe a pergunta: será que se criou um novo público para a ópera ou, na verdade, se criou um novo gênero, uma mistura de música popular e ópera, com estilos e interpretações próprias emprestadas de uma para a outra, gerando filhotes como Sarah Brightman, Andrea Boccelli, Charlotte Church?

O próprio Carreras, hoje, sobrevive à luz dessa mistura. Longe da ópera, o repertório de sua apresentação em Curitiba foi um mosaico de canções italianas, catalãs, operetas austríacas e espanholas, as chamadas zarzuelas. Individualmente, cada uma delas têm seu encanto: Marechiare, Era de Maggio, Musica Proibita, Chitarra Romana, Granada. Em conjunto, no entanto, formam um programa que esbarra no kitsch, com arranjos sinfônicos bonitos, sim, mas que matam a espontaneidade de sentimentos que, afinal, está na gênese de sua criação.

Carreras, não há dúvida, é um grande artista. Extrai o máximo dessas canções, constrói momentos dramáticos interessantes onde é possível fazê-lo. O belo timbre ainda aparece e é notável a maneira como consegue preservar contrastes na voz, que, se perdeu o brilho nas notais mais agudas, ganhou força nos graves. Mas as falhas no sistema de microfones, duplicando sua voz e causando efeitos incômodos sempre que o cantor se movimentava, se distanciando ou aproximando dos microfones posicionados no chão do palco, eram um lembrete constante de que aquele era um artista longe de seu auge, com problemas de sustentação e emissão. Carreras, por tudo que significou e ainda significa, merecia tratamento melhor por parte da produção do espetáculo.

Ao seu lado, participou do concerto a soprano chilena Veronica Villarroel. É um timbre encantador, espontâneo, bonito mesmo. Couberam a ela os únicos trechos de ópera da noite - entre árias de Adriana Lecouvrer e A Força do Destino, seu melhor momento foi “Un Bel Dì”, de Madame Butterfly. Juntos, ela e Carreras fizeram um dueto muito bonito, “Lippen Schweigen”, da opereta A Viúva Alegre, de Franz Léhar; e o mesmo vale para o dueto da zarzuela El Dúo de la Africana, de Manuel Caballero, com sua complicada mistura de ritmos tradicionais espanhóis. Foram os dois grandes momentos do espetáculo, no que colaborou a atuação da Sinfônica do Paraná, regida por Enrique Ricci, evidenciando a boa acústica do novo teatro.

Como bis, uma homenagem à música brasileira - Carreras cantou Manhã de Carnaval, Veronica escolheu Eu Sei Que Vou Te Amar. Mas a elegante inclusão de músicas brasileiras no programa virou patriotada barata com uma enorme bandeira brasileira descendo no fundo do palco ao som de Aquarela do Brasil, levando a platéia de VIPs e autoridades (aquelas que permaneceram até o final, pelo menos) ao delírio.

A pergunta do começo permanece. O que vale mais: o mito ou o homem? É bem provável que a resposta esteja em algum lugar no meio do caminho, o que a gente chama de realidade. Ou na escolha da emoção - lágrimas, afinal, podem surgir da mais profunda satisfação; ou da melancolia mais nostálgica.

27/03/2008 - 22:27h Non piangere Liu

Placido Domingo é Calaf em Turandot de Puccini, junto com Katia Ricciarelli e Kurt Rydl. Dirigido por Lorin Maazel. Scala de Milão 1983