11/12/2007 - 11:50h Copa 2014: Em busca das sedes perfeitas



Estudo vai avaliar estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber as partidas do Mundial

Natália Zonta – Viagem

O Estado de São Paulo

Depois da euforia por ter sido confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil começa a se planejar para aproveitar a superexposição que terá nos próximos anos. E para não fazer feio com os torcedores, o Ministério do Turismo encomendou um estudo para avaliar a infra-estrutura turística e os serviços das 18 cidades que se candidataram a uma das 12 vagas para receber os jogos. À frente desse trabalho está o consultor Josep Chias, o mesmo que desenvolveu o Plano Aquarela, que definiu as ações de promoção do Brasil no exterior. Até o fim de 2008, o relatório deve estar pronto e à disposição dos órgãos organizadores do evento.
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11/12/2007 - 09:18h Copa 2014: Em busca das sedes perfeitas


Estudo vai avaliar estrutura turística das 18 cidades candidatas a receber as partidas do Mundial

Natália Zonta – Viagem

O Estado de São Paulo

Depois da euforia por ter sido confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil começa a se planejar para aproveitar a superexposição que terá nos próximos anos. E para não fazer feio com os torcedores, o Ministério do Turismo encomendou um estudo para avaliar a infra-estrutura turística e os serviços das 18 cidades que se candidataram a uma das 12 vagas para receber os jogos. À frente desse trabalho está o consultor Josep Chias, o mesmo que desenvolveu o Plano Aquarela, que definiu as ações de promoção do Brasil no exterior. Até o fim de 2008, o relatório deve estar pronto e à disposição dos órgãos organizadores do evento.

O estudo ainda está em fase preliminar e nenhuma cidade foi visitada. Mas por suas experiências no Brasil, Chias já consegue prever quais serão as principais deficiências. ‘O problema aéreo e as conexões limitadas são dificuldades sérias. Outra é a falta de oferta de hospedagem. É preciso ter hotéis cinco-estrelas para receber hóspedes vips e grandes redes para atender os turistas’, afirma.

Até mesmo os resorts das cidades candidatas serão avaliados. ‘Muitas vezes as seleções precisam de espaços para treinar. Esses locais têm de ter infra-estrutura para isso’, comenta. Para ele, com exceção das maiores capitais, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, os municípios terão dificuldades para conseguir boa avaliação nesse quesito.

Outro ponto importante é a profissionalização do atendimento. ‘Vou procurar serviços bilíngües’, diz.

Quando tiver os primeiros dados em mãos, Chias pretende compará-los com outros eventos ocorridos nas cidades brasileiras, como os Jogos Pan-Americanos do Rio, e ainda com a Copa da Alemanha, em 2006. ‘Após o término da competição na África do Sul, em 2010, também será possível tirar boas lições. Já se sabe que, no caso da Alemanha, pelo menos 19% das pessoas que foram ao país por conta da competição fizeram turismo’, diz o consultor.

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Mesmo com todo o diagnóstico turístico em mãos em meados de 2009, a divulgação dos destinos brasileiros no exterior só vai começar após a Copa da África do Sul. ‘Com base nas informações, serão montados roteiros que combinem jogos e destinos. Tudo isso será divulgado e vendido em outros países. Mudanças serão sugeridas à iniciativa privada ao longo de todo processo’, explica.

O consultor acredita que todo o trabalho será recompensado no fim da Copa, quando os hotéis terão serviço mais aprimorado e os destinos, mais leitos e atrações revitalizadas. ‘Todas as 12 cidades-sede terão publicidade gratuita. Será ótimo para aumentar o turismo em todo o País’, afirma.

17/07/2007 - 17:52h Plano Aquarela é lançado no Nordeste

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, lançaram nesta segunda-feira (16), em Natal (RN) o plano de marketing internacional da Embratur para o Nordeste. O evento, que reuniu 170 pessoas, no Grand Hotel SERHS, contou com a presença de três governadores e oito secretários estaduais de turismo da região, além de secretários municipais, empresários do turismo e representantes de entidades do setor.

A apresentação da segunda etapa do Plano Aquarela foi conduzida pela presidente da Embratur, que aproveitou a ocasião para explicar que, nesta nova etapa de promoção do Brasil no exterior, dois fatores serão responsáveis por um grande salto de qualidade na divulgação dos destinos turísticos do Nordeste. Primeiro, a agenda de promoção do Brasil no exterior (www.braziltour.com/brasilnetwork), já lançada para o período de julho de 2007 a junho de 2008, que permitirá uma ação integrada da Embratur com os estados, municípios e iniciativa privada em todas as ações promocionais neste período. Em segundo, a possibilidade de trabalhar os destinos da região com uma “roupagem” adequada para cada mercado, uma vez que a segunda etapa do Plano Aquarela prevê ações específicas por país, em ações de publicidade, imprensa e campanhas com o trade turístico.

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, ressaltou que o plano de ação no exterior se soma ao trabalho de fortalecimento do turismo interno, previsto pelo Plano Nacional de Turismo. Afirmou a necessidade de incluir o turismo na cesta de consumo também do brasileiro: “O fortalecimento do mercado interno é essencial para qualquer país. Temos que investir para que os próprios brasileiros viajem mais pelo nosso Brasil. Vamos começar com o crédito consignado para pacotes turísticos para aposentados, e depois ampliar para outros setores. O Nordeste se beneficiará muito, pois começaremos com os aposentados de São Paulo e Brasília; mas quem receberá os turistas serão os estados nordestinos. Assim criaremos emprego e renda”.

“O Nordeste é uma região muito importante para o turismo brasileiro. E agora poderemos trabalhar de forma mais focada. O mercado português, por exemplo, que tem grande peso para o Nordeste, terá trabalho permanente de relações públicas para trabalhar a imagem do Nordeste, além das campanhas publicitárias que começam em setembro”, completou Jeanine Pires.

Repercussão – O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, que primeiro deu as boas-vindas aos participantes, lembrou que o turismo é a principal atividade econômica da cidade: “Dos 800 mil habitantes de Natal, 160 mil vivem do turismo. Agradeço ao governo federal, na pessoa da Ministra Marta Suplicy, por prestigiar nossa cidade e nossa região com este lançamento”.

Os governadores aplaudiram a iniciativa do Ministério. A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, afirmou que o Plano “celebrará uma união de esforços públicos e privados para mudar o Nordeste, com mais investimentos em promoção na Península Ibérica, mas também em outros mercados potenciais, como Alemanha e Reino Unido”.

O governador do Piauí, Wellington Dias, comemorou a inclusão do Estado entre os destinos promovidos: “Este é um plano que pensa em todo o Brasil. O Piauí, que historicamente estava de fora, agora terá divulgada uma das grandes belezas naturais do País, que é o Delta do Parnaíba”.

Cid Gomes, governador do Ceará aposta que a segunda fase do Plano Aquarela será “um início de discussão para que os estados do Nordeste tenham participação mais efetiva nessa parceria, tão importante para desenvolver nossa região”.

Agenda em Natal – A agenda da Ministra também incluiu assinatura de convênio que prevê R$ 10,7 milhões para obras de saneamento em um dos principais destinos turísticos do Rio Grande do Norte, a Praia da Pipa, visita às obras da ponte que vai ligar as praias do Forte e da Redinha. Foram também assinados convênios com a Prefeitura de Natal para construção do mercado modelo, no bairro das Rocas, e de cinco praças no bairro Salinas.

Sobre o Plano Aquarela – Lançado em 2005, o estudo acaba de ser atualizado para o período 2007-2010 e entra em sua segunda fase com o desafio de manter o País na liderança turística da América do Sul. Os objetivos são claros: atrair mais turistas, que gastem mais, em mais destinos brasileiros, viajando por mais e diferentes motivos, permanecendo por mais tempo e com intenção de voltar mais vezes ao Brasil.

Para alcançar as metas de 7,9 milhões de turistas estrangeiros e de US$ 7,7 bilhões em gastos, em 2010, o plano definiu grupos de mercados-prioritários a partir de fatores como acessibilidade aérea, oferta turística do Brasil no país, divulgação já existente de produtos e serviços nacionais e capacidade de crescimento do fluxo, entre outros. Fonte Ministério de Turismo.