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	<title>Blog do Favre &#187; plataformas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Brasil terá &#8221;tsunami&#8221; de gás em 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 10:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia

Kelly Lima &#8211; O Estado SP


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O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima &#8211; O Estado SP</span></h2>
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<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091120/img/4.20.imagem_gas2.jpg" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia. Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.</p>
<p>Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.</p>
<p>A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado. A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores.</p>
<p>Para o diretor de gás e energia da Shell Cone Sul, Antonio Assumpção, a sobre oferta é fruto do atual modelo do setor elétrico, que não atrai investimentos em gás e energia. Para ele, o problema vai se agravar com o início da produção do pré-sal. &#8220;Teremos uma reserva excedente de pelo menos 50 TCFs (trilhões de pés cúbicos de gás natural, o equivalente a 1,8 trilhão de m³) para destinar para a exportação a partir de 2020, quando as áreas do pré-sal começarem a produzir.&#8221; Segundo ele, somente Tupi e Júpiter já teriam reservatórios suficientes para dobrar o volume total de reservas de gás no País hoje, de 15 TCFs (420 bilhões de m³).</p>
<p>Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida. Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.</p>
<p>O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada. Com isso, as termoelétricas só são ativadas emergencialmente em momentos de seca, onde há equilíbrio entre a falta de energia e o seu custo mais elevado. &#8220;Se estamos assim no fim do chamado período seco, agora que entraremos no úmido não há perspectiva de as usinas serem acionadas&#8221;, admite a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.</p>
<p>Para ela, a demanda ao final de 2010 deverá ser a mesma de janeiro deste ano, na casa dos 40 milhões de m³, volume menor do que todo excedente junto previsto após a entrada em produção de Mexilhão. &#8220;Na prática, apesar de estarmos registrando uma retomada do consumo industrial nos últimos meses, vamos perder um ano em ritmo de crescimento da demanda em geral&#8221;, comentou, frisando que em nenhum momento houve queima de gás excedente. Segundo ela, as queimas que chegaram a bater recorde este ano, na casa dos 13,3 milhões de m³ em junho são &#8220;técnicas&#8221;.</p>
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		<title>Setor de estaleiros estima expansão de 50% até 2011</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/setor-de-estaleiros-estima-expansao-de-50-ate-2011/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Vera Brandimarte e Francisco Góes, do Rio e São Paulo &#8211; VALOR
O Brasil poderá ampliar a capacidade de produção dos estaleiros nacionais em cerca de 50% nos próximos dois anos, prevê Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Rocha disse que é viável ter capacidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.escunabrasil.com.br/fotobarco/NAVIO%20ATLANTICO%20SUL.bmp" alt="http://www.escunabrasil.com.br/fotobarco/NAVIO%20ATLANTICO%20SUL.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/navio_psv" alt="http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/navio_psv" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vera Brandimarte e Francisco Góes, do Rio e São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O Brasil poderá ampliar a capacidade de produção dos estaleiros nacionais em cerca de 50% nos próximos dois anos, prevê Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Rocha disse que é viável ter capacidade de 900 mil toneladas de processamento de aço nos estaleiros do país no fim de 2011 ante 600 mil toneladas hoje em 22 de pequeno e grande porte.</p>
<p>&#8220;Precisamos mais 300 mil toneladas de capacidade adicional. Isso quer dizer mais três novos estaleiros de 100 mil toneladas cada&#8221;, disse. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ao Valor, em Londres, na semana passada, que há interesse do banco em financiar a construção de mais dois estaleiros.</p>
<p>Rocha, do Sinaval, citou projetos em estudo que poderiam contribuir para aumentar a capacidade. Um deles é o do Estaleiro da Bahia, envolvendo OAS e Setal. Outro é o empreendimento do Estaleiro Ilha S.A (Eisa), do grupo Synergy, de Germán Efromovich, previsto para Maceió (AL). Rocha citou ainda a possibilidade de instalação de um novo estaleiro pelos sócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).</p>
<p>Carlos Reynaldo Camerato, conselheiro do EAS, disse que está em análise a criação de uma outra empresa focada na construção de &#8220;topsides&#8221; para plataformas. Essa unidade poderia ser instalada em Suape (PE), onde fica o EAS, ou em outro Estado.</p>
<p>Rocha também citou entre os novos projetos de estaleiros o da OSX, empresa do grupo EBX, de Eike Batista, em Biguaçu (SC). Mas ele lembrou que esse é um projeto que nasce para atender, preferencialmente, a demanda da empresa de produção de petróleo de Batista, a OGX. (FG e VB).</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Leo Caldas / Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002383/imagens/foto12emp-eads-b13.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Bellelis, presidente do EAS, diz que Vale poderia financiar uma parte. &#8220;Quando compra da China não paga contra entrega&#8221; </em></span></p>
<p><strong>Indústria naval: Estaleiro de Pernambuco negocia com mineradora construção de 4 navios de 400 mil toneladas</strong></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">EAS projeta segundo dique para atender Vale</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vera Brandimarte e Francisco Góes, de São Paulo e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) poderá construir um segundo dique seco em Suape (PE) para atender a encomenda da Vale de navios dedicados ao transporte de minério de ferro. O projeto deve ser apresentado ao conselho de administração do EAS até o fim do ano. O valor do projeto não está definido, mas deve ser superior aos cerca de R$ 300 milhões gastos nas obras civis do primeiro dique, que estará concluído em dezembro e que consumiu outros R$ 100 milhões (US$ 60 milhões) na compra de dois grandes guindastes.</p>
<p>As discussões entre a Vale e o EAS estão aceleradas. Em 15 de dezembro vence o prazo dado pela mineradora para que estaleiros nacionais apresentem suas ofertas. O pacote envolve quatro navios de grande porte, mas os estaleiros avaliam que esse poderia ser o primeiro lote de uma série de embarcações. O EAS vem trabalhando em uma proposta técnica e comercial para os primeiros navios da mineradora. O tema ganhou importância no alto escalão das duas companhias e envolveu o governo federal.</p>
<p>Na semana passada, em Londres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao Valor que buscaria aproximar o presidente da Vale, Roger Agnelli, ao EAS. Na visão de Lula, o estaleiro teria, sim, condições de atender a Vale desde que tivesse uma programação de navios de longo prazo, de forma que fizesse sentido investir na ampliação da capacidade. Lula participou em Londres do seminário &#8220;Investimentos no Brasil&#8221;, promovido pelo Valor e &#8220;Financial Times&#8221;.</p>
<p>Nas discussões para se chegar a um acordo há, porém, temas sensíveis, sendo um dos principais deles a definição das fontes de financiamento. A Vale não está disposta a investir em estaleiros porque considera que seu negócio não é construir navios. Agnelli, que participou do evento em Londres, disse que a Vale estaria disposta a dar ao estaleiro que for investir uma garantia de compra que lhe permitiria tomar crédito no mercado.</p>
<p>Angelo Bellelis, presidente do EAS, considera que a construção dos navios da Vale pode ser viável com uma fórmula que combine financiamento do cliente, aporte dos acionistas do estaleiro e empréstimo do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Na sua visão, a mineradora devia tentar uma solução combinada, financiando parte dos navios. &#8220;A Vale quando compra navio da China não paga contra entrega.&#8221; Outro ponto é que os primeiros navios encomendados pela Vale no Brasil teriam um custo maior do que navios semelhantes construídos na China ou Coreia. Esse custo tende a cair à medida que a indústria naval brasileira aumente a sua competitividade.</p>
<p>No momento, o EAS tem capacidade nominal para processar 160 mil toneladas de aço por ano e tem em carteira projetos que garantem 60% de ocupação. Apesar de o estaleiro ter 40% de capacidade de processamento de aço disponível, é preciso considerar a disponibilidade no dique atual. &#8220;Temos capacidade no dique mas com equipamentos compatíveis com os que temos hoje em linha de produção&#8221;, diz Carlos Reynaldo Camerato, diretor superintendente da unidade de negócio construção naval da Camargo Corrêa.</p>
<p>O grupo tem 49,5% do EAS, cuja carteira é formada por 22 navios petroleiros da Transpetro e um casco de plataforma da Petrobras. É por essa razão que o EAS precisa, como alternativa, de um segundo dique. Camerato, também conselheiro do estaleiro, disse que o EAS não tem como estratégia trabalhar com 100% de ocupação. &#8220;Sempre teremos espaço para novas encomendas.&#8221; O conselheiro confirmou que o estaleiro estuda plano de negócios para a construção do segundo dique que será apresentado ao conselho de administração até dezembro.</p>
<p>Além da Camargo, o EAS tem 49,5% de participação da Queiroz Galvão e 1% da PJMR. O estaleiro está em processo de reestruturação para abrigar a coreana Samsung Heavy Industries. Com a mudança, que depende de aprovações de BNDES e Transpetro, a Camargo passará a ter 40% do negócio, Queiroz Galvão (40%), PJMR (10%) e Samsung (10%).</p>
<p>Em Londres, Vitor Hallack, presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa, disse que, com sua atual estrutura, o EAS está comprometido com entregas (para Transpetro e Petrobras) até 2013 e que a partir daí poderia fazer navios para a Vale.</p>
<p>Agnelli disse que a empresa tem programada a entrega de navios até 2013. A Vale contratou na China a construção de 12 grandes navios, cada um com capacidade de 400 mil toneladas, em uma encomenda de US$ 1,6 bilhão. O primeiro navio tem previsão de entrega no início de 2011 e os demais até o fim de 2012. Mas a Vale terá que continuar renovando sua frota.</p>
<p>A encomenda motivou protestos dos estaleiros nacionais e levou à abertura de negociações com a Vale. A Vale fixou 15 de outubro para entrega das propostas, mas adiou o prazo para 15 de dezembro a pedido dos estaleiros. O EAS não poderia atender a Vale no prazo que ela desejava, 2012, mas considera factível a entrega a partir do fim de 2013.</p>
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		<title>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios
Simone Goldberg, para o Valor, do Rio
O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Simone Goldberg, para o Valor, do Rio</span></h2>
<p>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização Nacional do Petróleo (Onip), os investimentos no setor industrial somarão R$ 450 bilhões, 60% dos quais oriundos do segmento de petróleo e gás. &#8220;A programação de investimentos é bilionária: a Petrobras e as demais petroleiras vão aportar US$ 200 bilhões nos próximos cinco anos&#8221;, informa o diretor geral da Onip, Eloi Fernandez.</p>
<p>Desses US$ 200 bilhões, US$ 45 bilhões irão para o pré-sal, somando Petrobras &#8211; que contribuirá com 62% desse montante &#8211; e demais empresas. Num horizonte de prazo mais longo, esses valores dão saltos consideráveis: até 2020, a previsão é a Petrobras, sozinha, gastar US$ 111,4 bilhões no pré-sal. Petroleiras estrangeiras, ainda que estejam em compasso de espera, aguardando as definições sobre o marco regulatório da nova província exploratória em análise pelo Congresso Nacional, também já anunciaram planos bilionários de investimento no Brasil.</p>
<p>É o caso da petrolífera norueguesa StatoilHydro, que pretende fazer aportes de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões no país em uma década e da americana Chevron, que revelou intenção de investir US$ 5 bilhões também nos próximos dez anos. A StatoilHydro, que tem expertise em águas profundas, vai gastar os recursos em campos onde já opera no Brasil. Mas, segundo o presidente no país, Kjetil Hove, há interesse também no pré-sal. &#8220;É um projeto que se encaixa bem nas ambições de longo prazo da empresa&#8221;, diz.</p>
<p>Já a Chevron vai tocar o desenvolvimento de cinco campos que opera em sociedade com outras petroleiras e em empreendimentos novos, que podem incluir o pré-sal, se a legislação referente a sua exploração não for restritiva. Além delas, outra grande &#8216;player&#8217;, a anglo-holandesa Shell, com grande experiência em pré-sal, que atua em regiões como o Golfo do México e o Oriente Médio, também está acompanhando as mudanças das regras do negócio.</p>
<p>Há quase cem anos no Brasil, a Shell já desembolsou mais de US$ 2,8 bilhões explorando e produzindo petróleo por aqui. A empresa participa de 15 blocos de exploração e só no ano passado investiu mais de meio bilhão de dólares no país. De acordo com seu gerente de relações externas de exploração e produção no Brasil, Flavio Rodrigues, o pré-sal exigirá muitos recursos e tecnologia para confirmar sua viabilidade e potencial. Ele espera que se estabeleça um ambiente de negócios transparente, com regras estáveis, e competitivo.</p>
<p>Muitas petroleiras estrangeiras são sócias da Petrobras em blocos já licitados do pré-sal, como a própria Shell, as portuguesas Partex e Galp, a espanhola Repsol, a britânica BG e as americanas Hess e Exxon. Algumas têm razões para dar sorrisos largos, pois já foram confirmados grandes volumes de óleo em suas áreas de exploração. É a sorte da Galp, que participa de cinco blocos no pré-sal. Ela pretende investir US$ 2,6 bilhões até 2013 para desenvolver essas descobertas, focando nos seus quatro blocos da Bacia de Santos. O outro fica na Bacia do Espírito Santo.</p>
<p>Os blocos já leiloados representam cerca de 28% da nova província exploratória e, segundo o projeto do marco regulatório que está no Congresso, vão se manter sob as regras atuais de concessão. Os demais, que ainda serão licitados, ficarão sob o regime de partilha, conforme propõe o governo.</p>
<p>Essa movimentação traz a reboque uma série de outros negócios, estimulando a grande cadeia produtiva de bens e serviços domésticos e abrindo apetites estrangeiros. A quinta edição da Brasil Offshore, feira da indústria petroleira, realizada em Macaé, em junho, serviu de termômetro para o negócio de óleo e gás daqui para frente. O número de expositores do exterior -138 &#8211; representou aumento de 100% em relação à feira anterior. Vieram fabricantes principalmente da China, França, Reino Unido, Holanda, EUA e Alemanha. Vários já se preparam para se instalar no país e ficar mais perto dos clientes.</p>
<p>Um exemplo é a francesa Ixsea, fabricante de sistemas de giroscópio com sensores de movimento usados para estabilizar embarcações. Outra francesa, a Imeca, avalia desembarcar no Brasil com sua fábrica de equipamentos que movimentam tubos em alto mar. A empresa já está presente no pré-sal brasileiro: fornece maquinário para a também francesa Technip, que trabalha para a Petrobras no Teste de Longa Duração do Campo de Tupi, na Bacia de Santos. A Technip é dona da Flexibras, fabricante de tubos flexíveis, no Espírito Santo.</p>
<p>Empresas brasileiras também já se preparam para morder um pedaço do bolo. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Porto de Suape, Pernambuco, já tem uma carteira cheia de pedidos da Petrobras. O EAS está contratado para fazer 22 navios petroleiros, integrantes das fases um e dois do Programa de Modernização da Frota (Promef). Em setembro de 2008 foi iniciada a construção do primeiro, que deverá ser lançado ao mar, para acabamento e testes finais, no começo de 2010. Dos 22 navios, sete são da fase dois do Promef e tiveram seu contrato assinado em setembro. Eles serão usados no transporte de petróleo das novas áreas produtoras do pré-sal para os terminais da Petrobras.</p>
<p>O estaleiro também está fazendo o casco da plataforma P-55 para a estatal. Sua carteira de encomendas soma US$ 3,4 bilhões e o estaleiro avalia uma expansão para atender ao aumento de demanda que virá com o pré-sal. &#8220;O pré-sal traz aos fornecedores da cadeia do petróleo a oportunidade de viabilizar investimentos de médio e longo prazos. Especialmente no Nordeste, onde estamos instalados, contamos muito com o pré-sal&#8221;, afirma o presidente do EAS, Ângelo Bellelis.</p>
<p>O EAS é controlado pelos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Este último, por sinal, por meio da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), tem projetos ambiciosos para prestar serviços no pré-sal. Entre eles está a compra, junto a estaleiros estrangeiros, de três plataformas capazes de operar em áreas ultraprofundas. A Queiroz Galvão Óleo e Gás acumula experiência como prestadora de serviços de perfuração em águas profundas desde agosto, quando teve sua plataforma Olinda Star contratada pela Petrobras para trabalhar nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos. O investimento, incluindo a adaptação da Olinda Star para atuar em águas profundas, chega a US$ 1,65 bilhão.</p>
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		<title>Indústria naval prevê US$ 55 bi em investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 11:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Valor inclui dois estaleiros e plataformas e navios encomendados pela Petrobrás, segundo o BNDES



Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP
Os investimentos projetados pela indústria naval brasileira já chegam a US$ 55 bilhões, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume inclui dois novos estaleiros e várias encomendas de plataformas de petróleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Valor inclui dois estaleiros e plataformas e navios encomendados pela Petrobrás, segundo o BNDES</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" alt="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" width="555" height="371" /></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Os investimentos projetados pela indústria naval brasileira já chegam a US$ 55 bilhões, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume inclui dois novos estaleiros e várias encomendas de plataformas de petróleo e navios pela Petrobrás.</p>
<p>Na opinião do gerente do Departamento de Transportes e Logística do BNDES, Antonio Carlos de Andrade Tovar, tal demanda é suficiente para justificar a construção de novos estaleiros no Brasil. Segundo Tovar, ao volume citado podem ser acrescidos outros US$ 15 bilhões projetados por petroleiras privadas que atuam no País &#8211; principalmente a OGX, do grupo empresarial de Eike Batista.</p>
<p>Outro investimento, que deve ser aprovado no ano que vem, são os US$ 4 bilhões de encomendas da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, na segunda fase do seu plano de renovação de frota. As petroleiras Shell, Statoil e Exxon devem ser as próximas a anunciar encomendas, disse o executivo.</p>
<p>&#8220;Diante desse volume de investimentos, há uma demanda gigantesca por novos estaleiros, novas empresas fabricantes, enfim, novos investimentos na cadeia para atender a essas encomendas&#8221;, afirmou Tovar, em conferência sobre o setor naval, no Rio. Ele ressaltou que os 13 maiores estaleiros do País ocupam hoje área total de 3,5 milhões de metros quadrados, menor do que uma única unidade de gigantes mundiais como o Daewoo ou o Hyundai, respectivamente com 4,2 milhões de metros quadrados e 6 milhões de metros quadrados de área.</p>
<p>&#8220;O Hyundai é um estaleiro capaz de cortar 2 milhões de toneladas por ano, fabricar 70 navios por ano, o que perfaz a média de um navio pronto a cada quatro dias. Perto disso, o volume brasileiro, com capacidade total de 500 mil toneladas de chapas de aço por ano, fica risível&#8221;, disse o gerente do BNDES.</p>
<p>De fato, a percepção da demanda crescente já movimenta os investidores locais. O consórcio Estaleiro Atlântico Sul (EAS), formado por Camargo Correa e Queiroz Galvão, já analisa áreas para a instalação de um segundo canteiro no Brasil &#8211; o primeiro está em Pernambuco. &#8220;Já estudamos 17 áreas e estamos avaliando a possibilidade&#8221;, disse o diretor da companhia Fernando Tourinho, em entrevista após evento do setor naval, ontem no Rio.</p>
<p>Segundo fontes, a Bahia larga na frente na disputa pelo empreendimento, que terá como objetivo construir navios de grande porte e plataformas de exploração e produção de petróleo. Se confirmado, o investimento vem somar-se a vários outros projetos, todos orçados entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, anunciados por OSX (também do grupo de Eike Batista, em Santa Catarina), Odebrecht (na Bahia), Jurong (no Espírito Santo) e outros dois ainda em negociação, no Ceará e em São Paulo.</p>
<p>De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, Julio Bueno, os novos projetos podem ajudar a garantir competitividade da indústria nacional de navipeças, até mesmo em âmbito internacional.</p>
<p>Para Bueno, a concentração de um setor em um só Estado &#8211; como a indústria naval, que está praticamente 80% no Rio &#8211; é prejudicial ao País. &#8220;Temos de ter um olho no mercado interno, mas também precisamos nos voltar à descentralização.&#8221;</p>
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		<title>Tecnologia corre para reduzir custo de produzir no pré-sal</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Conhecimento atual faz com que despesas para extrair um barril dessa região somem o triplo do valor em outras áreas
Petrobras pretende que no pré-sal extração de petróleo seja controlada de forma remota, com o mínimo de pessoal, para conter gastos
SAMANTHA LIMA &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DO RIO
Adaptar a tecnologia existente para produzir mais petróleo no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/pre%20sal.jpg" alt="http://www.brasilescola.com/upload/e/pre%20sal.jpg" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Conhecimento atual faz com que despesas para extrair um barril dessa região somem o triplo do valor em outras áreas</strong></p>
<p><strong>Petrobras pretende que no pré-sal extração de petróleo seja controlada de forma remota, com o mínimo de pessoal, para conter gastos</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">SAMANTHA LIMA &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>Adaptar a tecnologia existente para produzir mais petróleo no pré-sal, a um custo menor e com segurança, é uma das maiores empreitadas que a Petrobras enfrentará nos próximos cinco anos. Em termos financeiros, vencer esse desafio significa, em valores de hoje, um impacto positivo de mais de US$ 50 milhões por dia no caixa da empresa, em 2020.<br />
Para especialistas, a tecnologia atual já permite produzir do pré-sal. &#8220;O que estamos fazendo é evoluir, testar novos materiais e formatos, para adaptá-la às novas condições&#8221;, diz Segen Estefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da Coppe/UFRJ.<br />
Entendem-se por novas condições as particularidades das regiões de maior potencial de produção. Embora se acredite que a província de petróleo abaixo da camada de sal vá da Bahia a Santa Catarina, a exploração hoje se concentra principalmente nas bacias de Campos (RJ) e de Santos (SP).<br />
Em Campos, a Petrobras já produz óleo do pré-sal no campo de Jubarte, há um ano. Mas as reservas mais promissoras -e mais difíceis de extrair óleo- estão na bacia de Santos. Só em 3 das 10 áreas pesquisadas nessa bacia -Tupi, Iara e Guará-, estimativas apontam para até 13 bilhões de barris.<br />
Nas palavras do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, isso significa &#8220;óleo possível de extrair com as técnicas de hoje&#8221;, de forma a dar lucro. Na prática, o número dobra as reservas que a Petrobras havia levado 56 anos para acumular.<br />
As reservas do pré-sal da bacia de Santos estão a 2.000 metros de profundidade do mar e mais 5.000 metros solo abaixo. No meio, ainda existe uma camada de sal de 2.000 metros a ser vencida. Tudo isso a 300 quilômetros da costa.<br />
Em Jubarte, a distância da área até a costa é de 70 quilômetros, e as reservas do pré-sal estão a 4.700 metros do nível do mar, sendo 1.400 metros de lâmina d&#8217;água.<br />
Somam-se a isso as dificuldades impostas pelo ambiente mais hostil no fundo do mar da região, onde a pressão elevada, a baixa temperatura e a presença de ácidos são ameaças constantes aos equipamentos, potencializando os riscos de incidentes e prejuízos.<br />
Para completar, a empresa ainda está construindo o conhecimento sobre as rochas da região, chamadas de carbonáticas, e sobre o sal, que tem um comportamento menos previsível. Isso é importante porque o tipo de rocha determina o nível de produção. Os testes de produção em Tupi, desde maio, ajudam a trazer informações.<br />
Diante de seu vasto portfólio e da dificuldade de fazer tudo ao mesmo tempo, a Petrobras sempre deu prioridade a produzir em áreas de alta lucratividade, deixando de lado as de baixo retorno. Sua corrida vai em direção a fazer do pré-sal uma fronteira mais lucrativa.<br />
A empresa diz que o valor de US$ 45 por barril torna viável a produção do pré-sal. Tomando esse valor como um patamar de custo de produção e o petróleo na casa dos US$ 75 hoje, representaria, em valores atuais, uma margem positiva de US$ 30 por barril. Nos projetos fora do pré-sal, o custo médio de produção é de US$ 15, o que daria um saldo de US$ 60.<br />
A diferença de cotação significaria, em 2020, quando a Petrobras pretende produzir 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, cerca de US$ 54 milhões por dia no caixa da empresa, a valores de hoje. Por isso, baratear a produção no pré-sal é tão urgente.<br />
&#8220;A ordem no pré-sal é reduzir custos da produção, e, sem avançar na tecnologia, isso não será possível&#8221;, diz Celso Morooka, professor de engenharia do petróleo da Unicamp.<br />
<strong><br />
Distância</strong><br />
A logística para transporte de pessoas, equipamentos e mantimentos usada até hoje para a produção em águas profundas em poços distantes até cem quilômetros da costa, na bacia de Campos, deverá ser deixada de lado no pré-sal de Santos.<br />
A empresa já declarou que a produção no pré-sal terá menos gente porque o custo ficaria muito alto. A ideia é que a produção seja controlada de forma remota, na medida do possível.<br />
Uma solução em estudo é a construção de dutos que iriam da costa até os poços, dispensando a passagem do óleo por plataformas e navios de produção. &#8220;Haveria apenas algumas embarcações de apoio na região&#8221;, afirma Estefen.<br />
A construção de bases intermediárias, como se fossem ilhas, a meia distância entre a costa e os reservatórios, é outra possibilidade. &#8220;Mantimentos e equipamentos para manutenção ficariam sobre esse ponto intermediário e só seriam levados para a área de produção quando necessário.&#8221; Nesse caso, o transporte da produção poderia ser de navio até a base intermediária e, de lá até a costa, por meio de dutos.</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Corrosão, pressão e temperatura são obstáculos </strong></span></p>
<p><span>DA SUCURSAL DO RIO </span></p>
<p>Embora produza petróleo no  mar há 30 anos, a Petrobras está aprendendo a lidar com o  ambiente hostil do fundo da bacia de Santos. Pela profundidade e pelas características geológicas, a pressão e os riscos de  corrosão são maiores. Somem-se como adversários a baixa  temperatura das águas ultraprofundas e a camada de sal.<br />
Se não forem domados de  forma adequada, esses fatores  podem representar eterna  ameaça aos equipamentos.<br />
O maior risco de corrosão decorre da forte presença de gás  carbônico no fundo do mar sobre os reservatórios, devido à  formação geológica da região.  Ao reagir com a água, forma  ácido carbônico, corrosivo.<br />
A interrupção inesperada do  primeiro teste de produção no  bloco de Tupi em julho passado, dois meses depois de iniciada, foi uma mostra do que a corrosão no fundo do mar da bacia  de Santos é capaz.<br />
A Petrobras diz que houve  um problema com uma peça do  equipamento que controla a  saída do petróleo do poço (chamado de árvore de Natal), instalado no fundo do mar. Mas  comenta-se no mercado que  houve corrosão prematura.<br />
O coordenador do LNDC  (Laboratório de Ensaios Não  Destrutivos, Corrosão e Soldagem), Oscar Matos, trabalhou  na solução para o problema do  equipamento de Tupi. Ele não  confirmou se houve corrosão.<br />
&#8220;A corrosão é uma preocupação constante. Para desenvolver materiais mais resistentes,  estamos estudando o uso de ligas metálicas especiais, como  aço à base de níquel&#8221;, diz.<br />
O revestimento dos equipamentos com produtos anticorrosivos é outra alternativa analisada pela indústria.<br />
O LNDC -inaugurado em  abril com a parceria da Petrobras e ligado à Coppe/UFRJ-  tem uma série de câmaras que  simulam ambientes de alta  pressão, reproduzindo o fundo  do mar. &#8220;Em outras profundidades, pode-se conviver com  um defeito por 15 anos, mas, lá,  não sabemos ainda.&#8221;<br />
Devido à profundidade, a  pressão do fundo do mar na bacia de Santos é maior do que na  de Campos. Representa uma  ameaça à integridade dos risers, tubos que ligam as plataformas ou navios-plataforma  ao fundo do mar, onde os poços  são furados. Se os risers romperem, podem causar acidentes.<br />
Esses tubos normalmente  são construídos com duas camadas de aço. Para o leigo, solução lógica seria reforçar a parede dos tubos com mais aço.  Entretanto, isso o tornaria extremamente pesado, gerando  risco de rompimento.<br />
Uma solução estudada pela  Coppe é revestir esse espaço  entre as duas camadas com um  polímero mais leve e resistente.<br />
A Petrobras avalia novos materiais para a construção dos  tubos que irão perfurar a camada de sal e a aplicação de um cimento protetor, por fora, uma  vez que o comportamento dela  ainda é pouco previsível.</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Empresas buscam se unir à Petrobras </strong></span></p>
<p><span> DA SUCURSAL DO RIO </span></p>
<p>Apontada como líder global em produção de petróleo  em águas ultraprofundas, a  Petrobras liderará o processo no pré-sal, mas não poderá dispensar a ajuda externa.<br />
Um dos maiores parceiros  é a Coppe (Coordenadoria de  Programas de Pós-Graduação em Engenharia), da  UFRJ, com quem a Petrobras trabalha há 30 anos e  tem cerca de 200 contratos  para realização de estudos.<br />
A Coppe fica na ilha do  Fundão, no Rio, perto do  Cenpes (Centro de Pesquisas  da Petrobras), por onde passam todos os estudos de tecnologias da empresa.<br />
&#8220;Por o pré-sal ser um ambiente muito específico, a solução mais eficiente nascerá  no Brasil, mas serão usadas  tecnologias de outros projetos, dentro e fora do país&#8221;,  afirma o vice-presidente da  Baker Hughes no Brasil,  Maurício Figueiredo.<br />
A empresa presta serviços  tecnológicos para o setor em  90 países e foi uma das que  primeiro buscaram parceria  com a Petrobras para tecnologias para o pré-sal. Uma  das que estão em desenvolvimento é o uso de uma broca  mais eficiente na perfuração  de poços direcionais (que  não são na vertical).<br />
O acordo inclui a construção de uma área de pesquisa  no parque tecnológico da  UFRJ com investimentos de  R$ 88 milhões em quatro  anos, dos quais R$ 32 milhões da Petrobras.<br />
Outra que desembarcou  no parque é a concorrente  Schlumberger, que também  já presta serviço à Petrobras.  Fechou parceria com a empresa e a UFRJ para criar um  centro de tecnologia.</p>
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		<title>Petrobrás lança na próxima semana licitação de 28 sondas que beira US$ 20 bi</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 12:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cada unidade pode custar até US$ 1 bi; concorrência será aberta a estrangeiras, mas construção deverá ser feita no Brasil
Vale, que aguarda fim de licitação com estaleiros do Brasil, confirma contratação de estaleiro coreano para frete de navios por US$ 1 bi


PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO &#8211; FOLHA SP
Para atender a demanda de equipamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios2/foto/0,,21283735,00.jpg" alt="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios2/foto/0,,21283735,00.jpg" width="572" height="264" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Cada unidade pode custar até US$ 1 bi; concorrência será aberta a estrangeiras, mas construção deverá ser feita no Brasil</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vale, que aguarda fim de licitação com estaleiros do Brasil, confirma contratação de estaleiro coreano para frete de navios por US$ 1 bi</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Para atender a demanda de equipamentos para a exploração do pré-sal, a Petrobras lançará na próxima semana uma licitação para a construção de 28 sondas de perfuração -todas no Brasil. Cada unidade pode custar até US$ 1 bilhão, dependendo das especificações.<br />
A concorrência será aberta a empresas estrangeiras, mas toda a construção terá de ser feita no Brasil, a partir de projetos de engenharia também elaborados no país, segundo Renato Duque, diretor da área de Serviços da Petrobras.<br />
Segundo ele, a licitação foi &#8220;desenhada&#8221; com sete navios-sonda para permitir a criação de um novo estaleiro no país para receber essa encomenda. Não há, diz Duque, a obrigatoriedade de que um novo empreendimento do setor naval seja feito para montar as embarcações.<br />
A contratação das sondas será dividida em três fases, e a exigência de conteúdo local mínimo (encomendas à indústria brasileira) é crescente.<br />
Na primeira etapa, sete navios-sonda serão contratados e ficarão sob propriedade da Petrobras. Nesse caso, o conteúdo local será de 55% para a obra como um todo e de 20% apenas para os equipamentos de perfuração -hoje, importados integralmente. A expectativa é que as primeiras unidades comecem a ser entregues em três anos e meio.<br />
Na fase seguinte, a Petrobras vai contratar mais duas sondas -que podem ser semissubmersíveis, navios-sonda ou fixas-, que também serão de propriedade da empresa. Para estas, a exigência global ficará em 60%, e a dos equipamentos de perfuração sobe para 40%.<br />
Por fim, serão licitadas as 19 sondas restantes. Não há restrição quanto ao tipo. A diferença é que, nesse caso, todas serão afretadas (alugadas) pela estatal de terceiros, responsáveis pela operações dos equipamentos. Nessa última fase, o conteúdo local exigido será de 65% para o conjunto da obra e de 50% para a perfuração.<br />
A licitação será feita pela modalidade de carta-convite, pela qual a Petrobras chama as empresas a participar da disputa. É a forma usada pela companhia em grandes contratações.<br />
Duque disse que, para essa concorrência, o estaleiro Mauá não será convidado. Tal decisão tem por base a investigação da Polícia Federal em curso no âmbito da operação Águas Profundas, que apurou, em 2007, supostas fraudes em licitações da Petrobras. O caso está na Justiça. A Petrobras vetou o Mauá apesar da pressão do governador do Rio, Sérgio Cabral, que pediu a inclusão do estaleiro na licitação e assegurou a &#8220;idoneidade&#8221; da empresa, controlada pelo empresário German Efromovich.<br />
Procurado, o estaleiro Mauá informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciará sobre o caso enquanto ele estiver na Justiça.</p>
<p><strong>Vale</strong><br />
A Vale anunciou ontem a contratação do estaleiro coreano STX Pan Ocean para o afretamento de navios, dentro do seu programa de criar uma linha exclusiva para o transporte de seus minérios. Na Coreia, a empresa informou que o contrato envolve 11 embarcações e um valor de US$ 1 bilhão, informação não confirmada<br />
A Vale ressaltou que o contrato com a STX Pan Ocean é um afretamento de navios, não compra de embarcações. A empresa disse ainda que está aguardando a finalização do processo de licitação aberto em estaleiros nacionais para a construção de navios no Brasil.<br />
A ressalva da Vale visa evitar nova polêmica com o presidente Lula, que, no mês passado, cobrou publicamente da Vale que compre navios brasileiros e exporte produtos com maior valor agregado.<br />
Em nota, a empresa afirmou que o contrato com os coreanos &#8220;está alinhado com a política da Vale de estabelecer um portfólio de fretes que garanta nossa competitividade no mercado transoceânico, em especial a China, no médio e longo prazos, ajudando no desempenho da balança comercial&#8221;, diz o texto, lembrando que Vale respondeu por 44,2% do superavit comercial brasileiro no primeiro semestre de 2009.</p>
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		<title>Petrobras fará até ilha artificial para explorar o pré-sal</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 14:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Infraestrutura: Produção em águas ultraprofundas exigirá grandes investimentos na logística da estatal

Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR
A exploração e produção do pré-sal vai exigir uma revolução logística da Petrobras. Os principais campos da empresa, atualmente na Bacia de Campos, estão localizados a uma distância entre 120 e 150 quilômetros da costa, e os poços de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Infraestrutura: Produção em águas ultraprofundas exigirá grandes investimentos na logística da estatal</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/587/imagens/i84486.jpg" alt="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/587/imagens/i84486.jpg" width="555" height="372" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A exploração e produção do pré-sal vai exigir uma revolução logística da Petrobras. Os principais campos da empresa, atualmente na Bacia de Campos, estão localizados a uma distância entre 120 e 150 quilômetros da costa, e os poços de exploração do pré-sal estarão, em geral, a uma distância ente 200 e 300 quilômetros. Por isso, serão necessários novos investimentos em infraestrutura para que a operação no mar tenha o máximo de autonomia possível.</p>
<p>&#8220;Estamos diante de circunstâncias totalmente diferentes das conhecidas&#8221;, diz o gerente-geral da unidade de serviços de transporte e armazenagem do setor de Exploração e Produção da Petrobras, Ricardo Albuquerque. &#8220;Como os campos são gigantes e distantes, isso leva a um planejamento distinto daquele já conhecido.&#8221;</p>
<p>Apesar das muitas incertezas, há dados preliminares suficientes para planejar. Já está definido, por exemplo, que a estratégia envolverá o modelo de &#8220;hub&#8221; (termo em inglês que significa ponto de conexão) para três itens específicos.</p>
<p>Um é a adaptação do que já ocorre na Bacia de Campos, para a distribuição de óleo diesel às unidades marítimas da Petrobras. Atualmente, os navios-tanque ficam atracados em zona próxima às diferentes plataformas alimentando, &#8220;no varejo&#8221;, as necessidades do óleo combustível de cada unidade, explica Albuquerque. A ideia do &#8220;hub&#8221; de diesel nasceu dentro da Petrobras especificamente para a Bacia de Campos e hoje já são três os navios-tanque na região. A empresa entendeu que a concepção de &#8220;hub&#8221; adotada no caso do óleo diesel será usada no pré-sal de forma ampliada. Isso leva aos dois outros itens, que são os fluidos químicos e passageiros.</p>
<p>Na perfuração e produção dos poços, são necessários fluidos específicos para se manter a produtividade dos poços. São elementos que resultam da operação e que devem ser processados quimicamente e reinseridos nos poços. Hoje, isso é feito no continente, mas a ideia da Petrobras é adaptar um navio-tanque com os elementos necessários a essa operação.</p>
<p>O desafio tecnológico para isso é grande, pois se trata de uma infraestrutura que nunca foi levada ao mar. Roberto Ramos, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), acha que a solução pode ser a construção de uma plataforma fixa para operar os fluidos, porque são necessários equipamentos de compressão complexos e torres acima de 60 metros.</p>
<p>É no sistema de transporte de passageiros, porém, que a Petrobras prepara a grande novidade logística para o pré-sal. Hoje, apenas na Bacia de Campos, a empresa transporta 10 mil passageiros por mês (ou 20 mil, contando ida e volta). No Sul e Sudeste, o transporte chega a quase 60 mil passageiros por mês. A ampliação e construção de bases aeroportuárias já está nos planos. No entanto, para o pré-sal está planejado também um ponto de interconexão no meio do mar.</p>
<p>Para baratear esse transporte, a estratégia é a criação de unidades marítimas que servirão como estações intermediárias. Será um meio de caminho onde os passageiros chegam por meio de uma lancha ultrarrápida para, de lá, pegar helicópteros de médio porte rumo ao seu destino final. No entanto, esse projeto também carrega diversos desafios tecnológicos.</p>
<p>O primeiro refere-se a manutenção dos helicópteros, explica Albuquerque. É mais eficiente fazê-la em terra e à noite. Portanto, eles teriam de ser trazidos de volta ao continente diariamente. Na primeira e na última viagem do dia, portanto, seria possível que alguns passageiros não tivessem de passar pelo &#8220;hub&#8221; de transbordo marítimo &#8211; que poderá ser mais de um, dependendo do ritmo de exploração e da distância entre os poços.</p>
<p>A dificuldade maior é fazer essa viagem agradável ao passageiro, de forma que ele mantenha sua capacidade de trabalho ao chegar ao destino final. Para isso, a Petrobras encomendou à americana Lockheed Martin um modelo de lancha específico para as suas necessidades, com espaço para 150 pessoas. A empresa já fornece embarcações similares para empresas que exploram campos no golfo do México, no território americano. O projeto já vem sendo desenvolvido pela empresa para a Petrobras por mais de dois anos, para a Bacia de Campos. Agora terá que ser adaptado para o pré-sal.</p>
<p>Segundo Albuquerque, é relativamente fácil ter uma lancha rápida com pouca movimentação, para evitar enjoo dos passageiros, mas a grande dificuldade é montar uma estrutura no mar em que, parada, a lancha não balance demais e seja firme e grande o suficiente para os helipontos. É ainda necessário que ela torne rápida a mudança de meio de transporte. Essa estrutura flutuante, com nome técnico de &#8220;gangway&#8221;, é chamada pelos funcionários da estatal de &#8220;ilha artificial&#8221;.</p>
<p>Um modelo que vem sendo desenvolvido confidencialmente por uma empresa tem uma forma similar à de uma rampa, com uma escada articulada &#8211; como aquelas de caminhões de bombeiros. &#8220;São vários modelos de &#8216;gangways&#8217;, mas todos os existentes mostram dificuldades principalmente em dois pontos: segurança e agilidade no transbordo&#8221;, explica Albuquerque. Por isso, a necessidade de desenvolvimento específico. A empresa também planeja que a &#8220;ilha artificial&#8221; possa servir como escala ou mesmo permanência por um tempo de passageiros que trabalhem em diferentes plataformas.</p>
<p>Apesar da inovação, Albuquerque diz que não se tratam de projetos suntuosos financeiramente. &#8220;A simplicidade é o destaque e a meta é reduzir custos.&#8221; No caso dos navios-tanque de diesel a solução foi simples e barata, porque foram adaptados navios ociosos da Transpetro. A lancha não será mais cara que a média das 165 embarcações que a Petrobras já possui.</p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
Empresas aéreas querem informações sobre licitações</strong></span></p>
<p>A demanda da Petrobras por helicópteros nos próximos anos já empolga o setor, mas, entre as empresas que fornecem aeronaves para a empresa, são grandes as incertezas quanto ao futuro. A maior crítica das companhias de táxi aéreo se refere à falta de informações quanto ao volume e o ritmo de contratações futuras, principalmente para o pré-sal, que, pelas longas distâncias, podem exigir grandes investimentos.</p>
<p>Atualmente, a Petrobras é a maior cliente das companhias do setor, com contratos para cerca de 60 aeronaves, que voam um total de 95 mil horas por ano. A estatal tem contratos para voos com sete empresas: Aeróleo, BHS, Castle Air, Helívia, Líder, Omni e Senior.</p>
<p>A Petrobras tem uma licitação aberta para o aluguel de helicópteros médios (até 12 passageiros) e outra para grandes (até 18 passageiros). Porém, os editais não dizem quantas serão as aeronaves contratadas, nem quando se encerra o período de escolha. Um contrato para uso de helicóptero grande pode chegar a US$ 1 milhão por mês. Dez contratos de cinco anos podem significar algo como US$ 600 milhões.</p>
<p>&#8220;Elas têm razão em reclamar&#8221;, reconhece o gerente-geral da unidade de serviços de transporte do setor de Exploração e Produção da Petrobras, Ricardo Albuquerque. A Petrobras tem atualmente um programa claro de compra de 146 embarcações nos próximos anos. &#8220;Precisamos fazer o mesmo com os helicópteros&#8221;, diz ele. As empresas precisam ter previsões claras para reservar os helicópteros com as fabricantes e preparar-se financeiramente, diz. O próprio uso dos &#8220;hubs&#8221; de passageiros no mar era uma incerteza entre as empresas de taxi aéreo.</p>
<p>&#8220;A falta de informação é uma angústia do setor, porque são investimentos de longo prazo&#8221;, afirma Eduardo Vaz, diretor-presidente da Líder Taxi Aereo. &#8220;Comprar aeronaves agora é um jogo especulativo, porque não temos informações para nos preparar para futuras licitações.&#8221;</p>
<p>Albuquerque diz que a direção da Petrobras está avaliando por esses dias sua demanda futura e pode divulgar ao mercado, na sexta-feira, quantos serão os helicópteros contratados. (DF)</p>
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		<title>Com encomendas da Petrobrás, Brasil vira o 5.º maior mercado do mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 12:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ País terá até 17 novos estaleiros

Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP
Plataformas, sondas, petroleiros e embarcações de apoio em encomendas bilionárias da Petrobrás podem fazer do Brasil a meca dos investimentos da indústria naval nos próximos anos. Os valores chegam a US$ 17 bilhões, numa primeira fase (entre 2009 e 2010), podendo ir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="5">País terá até 17 novos estaleiros</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/foto/0,,14724740-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/foto/0,,14724740-EX,00.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Kelly Lima, RIO &#8211; O Estado SP</p>
<p>Plataformas, sondas, petroleiros e embarcações de apoio em encomendas bilionárias da Petrobrás podem fazer do Brasil a meca dos investimentos da indústria naval nos próximos anos. Os valores chegam a US$ 17 bilhões, numa primeira fase (entre 2009 e 2010), podendo ir a US$ 40 bilhões até 2012. O mercado brasileiro já detém a quinta maior carteira de encomendas do mundo, com estudos para a construção de até 17 estaleiros, segundo fontes do setor.</p>
<p>A maioria dos projetos, no entanto, aguarda ganhar uma licitação para efetivar os investimentos que, isoladamente, variam de US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão. &#8220;Primeiro tivemos o boom do ressurgimento da indústria naval brasileira, após 20 anos sem encomendas. Com isso, vieram os estaleiros virtuais, hoje uma realidade, e investimentos na modernização e ampliação de outros, já existentes. Agora são novos investidores nacionais e internacionais, de olho nas oportunidades que o País oferece&#8221;, diz o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.</p>
<p>Além de 26 novos petroleiros &#8211; dos quais 18 estão sendo negociados e 8 serão licitados dentro de 60 dias &#8211; encomendados pela Transpetro, a Petrobrás recebe em 7 de agosto os envelopes com as propostas para a construção de oito cascos em série para navios-plataforma que vão operar em Tupi.</p>
<p>A estatal também lança no segundo semestre a encomenda do primeiro pacote de sete sondas de perfuração em águas ultraprofundas, de um total de 28 que serão construídas pela primeira vez no Brasil.</p>
<p>Por fim, colocou na praça o primeiro lote para contratação de 24 (de um total de 146) embarcações de apoio. O governo do Rio está intermediando duas negociações de grande porte.</p>
<p><strong>ATRAÇÃO</strong></p>
<p>Além de ter incentivado a construção de quatro estaleiros no Complexo Industrial de Barra do Furado, no Norte Fluminense, o governo quer atrair investidores para uma área em Itaguaí, no sul do Estado, área próxima ao porto. &#8220;Temos holandeses, brasileiros, franceses, vários interessados. Há uma fila de investidores&#8221;, diz o secretário de Desenvolvimento do Estado, Júlio Bueno. Ele também atua em negociação de compra ou aluguel pela Petrobrás da área que abrigou o estaleiro Ishibrás, o maior já instalado no Brasil.</p>
<p>Por causa de sua extensão às margens da Baía de Guanabara e seu calado, a área poderia sediar a construção simultânea de até dois navios-plataforma FPSO (de produção e estocagem de óleo), do tipo que está sendo encomendado para Tupi. O diretor da área de serviços da estatal, Renato Duque, confirma as negociações, mas não dá maiores detalhes.</p>
<p>A ideia é repetir no Rio o arrendamento de um dique seco construído no Rio Grande do Sul, que é ofertado nas licitações. A área no Estado do Rio pertence aos grupos Iesa e Banco Fator.</p>
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		<title>Petróleo reanima a indústria naval</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 14:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Encomendas da Petrobrás puxam 2.ª onda de investimentos em modernização e construção de novos estaleiros

Alberto Komatsu e Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP
A indústria brasileira de construção naval deflagrou uma segunda onda de investimentos após o chamado &#8220;renascimento&#8221; do início da década, que culminou com a reabertura dos principais estaleiros nacionais. Agora, porém, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Encomendas da Petrobrás puxam 2.ª onda de investimentos em modernização e construção de novos estaleiros</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" width="555" height="371" /></div>
<p>Alberto Komatsu e Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP</p>
<p>A indústria brasileira de construção naval deflagrou uma segunda onda de investimentos após o chamado &#8220;renascimento&#8221; do início da década, que culminou com a reabertura dos principais estaleiros nacionais. Agora, porém, o foco é a expansão da capacidade instalada, com tecnologias avançadas para atender à demanda do setor de petróleo. Há hoje pelo menos oito novos canteiros projetados para o País, com investimento total de R$ 8,4 bilhões.</p>
<p>Além do histórico volume de recursos em novas unidades, executivos do setor contam que, mesmo com a crise, também vão investir para ampliar e modernizar as estruturas já existentes. O apetite é motivado pela extensa carteira de encomendas da Petrobrás &#8211; 296 embarcações entre plataformas, navios e barcos de apoio &#8211; e pelo crescimento da atividade petrolífera privada no País.</p>
<p>&#8220;Nas décadas de 60, 70 e começo de 80, os estaleiros não eram obras com sustentabilidade. Era mais um programa que o governo tinha que incentivava as empresas a produzir navios no Brasil. Hoje é demanda firme, não é mais induzida&#8221;, diz o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha.</p>
<p>Essa segunda fase de investimentos teve início com a construção dos estaleiros Atlântico Sul, em Pernambuco, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, primeiros grandes canteiros do País desde a década de 60, que já nasceram lastreados por encomendas da Petrobrás. E pretende descentralizar a atividade, até agora muito concentrada no Rio.</p>
<p>Dos novos projetos em estudo, apenas um deve ser construído no litoral fluminense. O alto custo dos terrenos em frente ao mar e a dificuldade para obter licenças ambientais empurraram os empreendimentos para fora da região Sudeste. É o caso do grupo Sinergy, que já controla o Estaleiro Ilha S.A (Eisa) e o Mauá, ambos no Rio, mas tende a abrir sua terceira unidade em Maceió, com investimento de R$ 1 bilhão.</p>
<p>&#8220;O Brasil vive sua quarta chance histórica de se consolidar como polo construtor naval&#8221;, disse essa semana o diretor de planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz. Na opinião dele, a demanda existente coloca o País em posição privilegiada nestes tempos de crise. &#8220;O desaquecimento do mercado dá poder de barganha para atrairmos investimentos.&#8221;</p>
<p>O Programa de Renovação e Expansão da Frota da Petrobrás (Promef), que já encomendou 26 navios e negocia contratos para outros 15, é um exemplo do que diz Ferraz: foi um contrato com a Transpetro que levou à abertura do estaleiro Atlântico Sul, por exemplo. A expectativa é de que haja ainda uma terceira fase, já que o cronograma atual ainda não considera a demanda por transporte de petróleo que será gerada pelo pré-sal.</p>
<p>Nesse sentido, o papel do Promef, agora, é semelhante ao que teve, no início da década, a reserva de mercado criada pelo governo Fernando Henrique Cardoso para barcos de apoio às plataformas, que gerou a demanda necessária para a reabertura de canteiros depois de duas décadas de ostracismo.</p>
<p>&#8220;A crise teve um reflexo direto no preço do barril de petróleo, mas não nos investimentos da construção naval&#8221;, comenta Gisela Mac Laren, presidente do estaleiro Mac Laren, que vai investir R$ 240 milhões em modernização no canteiro da empresa no Rio.</p>
<p>Desse total, R$ 140 milhões serão destinados a um dique seco, instalação que ainda não existe no Brasil e é necessária para a construção de grandes cascos de plataformas semissubmersíveis de petróleo. Outros dois diques desse tipo estão em obras atualmente no País, no Atlântico Sul e no Rio Grande. Os dois estão entre os maiores projetos da lista elaborada para o Estado pelo Sinaval, que inclui um empreendimento de R$ 300 milhões do grupo coreano STX, no norte do Rio, e três projetos na Bahia &#8211; o Estaleiro da Bahia S.A, parceria entre a OAS, Setal Engenharia e Piemonte Construções; um projeto da UTC ; e outro da Odebrecht.</p>
<p>Na semana passada, um novo projeto veio à tona: o estaleiro BEX, do grupo controlado pelo empresário Eike Batista, a EBX. Orçado em US$ 600 milhões (ou cerca de R$ 1,2 bilhão), o empreendimento será construído em Biguaçu (SC). O objetivo inicial é atender à demanda do braço petrolífero do grupo, a OGX , construindo as embarcações necessárias para extrair as reservas da companhia. Na outra ponta, Batista usou o estaleiro para garantir demanda para uma siderúrgica projetada para o porto do Açu.</p>
<p>Segundo estimativas do Sinaval e da EBX, os novos projetos vão garantir uma geração de vagas superior a 20 mil empregados diretos. Atualmente, cerca de 42 mil pessoas trabalham no setor, número equivalente ao atingido no auge da indústria naval brasileira, na década de 70.</p>
<p><font size="5"><strong>Parte dos equipamentos terá de ser importada</strong></font></p>
<p><strong>Tecnologia e capacitação de pessoal ainda são gargalos para a produção nacional de peças<br />
</strong></p>
<p>Embora os números sobre investimentos em novos estaleiros sejam animadores, há ainda preocupações do governo com relação ao crescimento da indústria naval brasileira. O principal refere-se à indústria de navipeças, fornecedora de equipamentos para a construção de navios, segmento que pode ganhar uma linha específica de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>BNDES e Transpetro se uniram em fevereiro para estudar um programa conjunto de apoio à indústria de navipeças. A estatal estima que o programa de construção de navios no Brasil represente encomendas de US$ 5 bilhões em peças e equipamentos e procura &#8220;uma estratégia para superar gargalos e construir uma cadeia competitiva&#8221;, segundo nota distribuída na época.</p>
<p>&#8220;Tem coisas que não tem como fugir: só dá para comprar lá fora. Mas mesmo o que se produz aqui precisa de garantias de qualidade&#8221;, diz o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), Ronaldo Lima. A Petrobrás prevê a contratação de 195 embarcações desse tipo até 2020, mas equipamentos de maior tecnologia, como motores e componentes eletrônicos, ainda são importados.</p>
<p>A capacitação tecnológica e de pessoal é apontada pelo diretor de planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, como um dos desafios a serem enfrentados. Ele acompanhou comitiva da Petrobrás em viagem à Coreia do Sul, em busca de investimentos, e viu grandes diferenças na organização da indústria naval dos dois países.</p>
<p>Além da alta qualificação dos empregados coreanos, Ferraz citou a proximidade entre estaleiros e produtores de equipamentos como modelo que a ser copiado. &#8220;O ideal seria a formação de clusters de produção, com fabricantes de hélices, equipamentos, todos próximos aos estaleiros&#8221;, comentou, lembrando que a indústria naval brasileira está se espalhando por diversos Estados.</p>
<p>A comitiva voltou da viagem, que passou ainda por Cingapura e Japão, com promessas de novas fábricas no País, como uma unidade de produção de motores da coreana STX. &#8220;Com uma fábrica aqui já dá para exigir (nas licitações) que o motor seja construído em território nacional. Outras fábricas virão certamente&#8221;, comentou o diretor de serviços da Petrobrás, Renato Duque, afirmando que a exigência de que certos equipamentos sejam construídos no Brasil passará a ser política da estatal.</p>
<p>&#8220;A ideia é que os preços caiam gradativamente na construção em série desses equipamentos. Ou seja, o primeiro pode ser um pouco mais caro para amortizar os custos de investimento em uma nova unidade no país, mas, na proposta, as empresas deverão prever que até o último equipamento encomendado, o custo seja reduzido e o conteúdo nacional ampliado&#8221;, explicou Duque.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/petroleo-reanima-a-industria-naval/11445/" rel="attachment wp-att-11445" title="asteleiro_atlanticosul_lula.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/petroleo-reanima-a-industria-naval/11445/" rel="attachment wp-att-11445" title="asteleiro_atlanticosul_lula.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/asteleiro_atlanticosul_lula.jpg" alt="asteleiro_atlanticosul_lula.jpg" /></a></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><font size="5"><strong>Estaleiro leva vida nova a 2,2 mil pessoas</strong></font></p>
<p><strong>Até a inauguração, o Atlântico Sul deverá ter 4 mil empregados</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Angela Lacerda &#8211; O Estado SP</p>
<p>&#8220;O que eu acho mais lindo é a hora da largada, aquela multidão de pessoas felizes, a maioria era tudo desempregada.&#8221; A observação é do montador do Estaleiro Atlântico Sul Gildo José de Lira, de 41 anos, casado, três filhos, salário de R$ 640,00, ele mesmo um ex-desempregado, ex-trabalhador rural, ex-pedreiro amador que vivia de bicos. Ele se refere ao momento em que os atuais 2,2 mil funcionários do estaleiro encerram o trabalho diário e voltam para o lar. A maioria deles, como Gildo, é de Ipojuca, onde se localiza o empreendimento, ou dos municípios do entorno do Complexo Industrial e Portuário de Suape, no litoral sul pernambucano.</p>
<p>Ainda em construção, com 70% da obra concluída, o estaleiro, que ocupa uma área de 154 hectares, tem inauguração prevista para dezembro, quando deverá contar com aproximadamente 4 mil empregados. Desde o ano passado, &#8220;a multidão de pessoas felizes&#8221; a que se referiu Gildo constrói um navio petroleiro para a Transpetro e o casco da plataforma semissubmersível P-55 da Petrobrás, cuja entrega deverá ocorrer em abril e junho de 2010, respectivamente.</p>
<p>&#8220;Estaleiro de quarta geração, moderno, com padrões internacionais, em nada comparável ao que possuía o Brasil&#8221;, diz o presidente da empresa, Angelo Bellelis. O Atlântico Sul já tem contratos para a fabricação de 15 navios petroleiros &#8211; dez do tipo Suezmax e cinco do tipo Aframax -, além do casco da plataforma.</p>
<p>Trabalhadores rurais, pescadores, desempregados e também gente que trocou empregos até com melhor salário, mas sem perspectiva de futuro, integram a maioria dos funcionários do Atlântico Sul. Eles destacam a estabilidade, o direito a plano de saúde, férias, transporte e refeição e, especialmente, o estímulo à especialização e ao aprendizado e a possibilidade concreta de galgar degraus &#8211; e aumentos salariais dentro da empresa.</p>
<p>Josenildo Francisco da Silva, 28 anos, solteiro, aos sete anos já acompanhava o pai no trabalho na zona canavieira. Começou a estudar aos 13 e trabalhava numa usina de cana-de-açúcar quando surgiu o estaleiro. &#8220;Tive que ir para o dicionário, nunca tinha ouvido falar em estaleiro nem em indústria naval&#8221;, conta, com um grande sorriso. Agora soldador, ele divide com Gildo Lira a boa sensação de fazer parte de &#8220;uma nova história do Nordeste, sem discriminação&#8221;.</p>
<p>A grande expectativa, hoje, dos trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul, que tem como acionistas os Grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, a sul-coreana Samsung e a PJMR, é ver sair para o mar o primeiro navio construído.</p>
<p>&#8220;Será como um primeiro filho, um pedaço de cada um de nós&#8221;, resume Gildo, apoiado por Jonathan Calixto Ribeiro Júnior, 43 anos, que já se sobressai na área de pintura naval da indústria e, estimulado, pretende ampliar seus conhecimentos, com um curso de computação gráfica. &#8220;Ainda tenho muito a aprender&#8221;, disse.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_Lc5fRc0WJ2g/SSxkDYGLEmI/AAAAAAAAADk/WW3QYcMsh6M/s320/Estaleiro+Atlantico+Sul.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_Lc5fRc0WJ2g/SSxkDYGLEmI/AAAAAAAAADk/WW3QYcMsh6M/s320/Estaleiro+Atlantico+Sul.jpg" /></div>
<p><font size="5"><strong>Mulheres têm 13% das vagas</strong></font></p>
<p><strong>Trabalhar no Atlântico Sul já virou símbolo de status</strong></p>
<p>As mulheres conseguiram uma parte, 13%, das vagas da área industrial do Estaleiro Atlântico Sul. &#8220;Arrisquei, larguei a loja onde trabalhava como vendedora, sem carteira assinada, e me inscrevi&#8221;, conta Tatiane Maria da Silva Santos, 21 anos, pintora de petroleiro em fase de treinamento.</p>
<p>&#8220;Não quis perder a oportunidade de crescer&#8221;, acrescenta ela, que, como todos os funcionários, passou primeiro por um reforço escolar, depois por um curso no Senai e, finalmente, pelo Centro de Treinamento do estaleiro, para, enfim, assumir a função. O trabalho, de segunda a sexta-feira, vai das 7h30 às 17h30, com 1h15 de almoço.</p>
<p>Tatiane já tinha curso médio e aproveita a noite para fazer um curso técnico de operações logística. Em seguida, vai tentar a faculdade de administração. &#8220;É cansativo, mas quero me qualificar para tirar o máximo proveito do que a empresa pode oferecer&#8221;, diz.</p>
<p>Joádia Kele Xavier de França, 26 anos, está em fase de qualificação como soldadora. Identificada com a profissão, ela diz sentir orgulho em trabalhar no Atlântico Sul. &#8220;Nunca teve um indústria tão grande que tenha empregado tanta gente da terra&#8221;, comenta.</p>
<p>Trabalhar no estaleiro já dá status, segundo ela. Entre os amigos é comum a brincadeira baseada num humorístico televisivo. &#8220;Trabalha no estaleiro? Então, poooode.</p>
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		<title>Lula quer mercado mais regulado</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Segundo presidente, Mantega vai propor, em Washington, medidas que limitem ganhos de executivos de bancos




Nicola Pamplona  e Kelly Lima, O Estado de São Paulo
 

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</strong></font><font size="4"><strong>Segundo presidente, Mantega vai propor, em Washington, medidas que limitem ganhos de executivos de bancos</strong></font></div>
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<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Nicola Pamplona  e Kelly Lima, O Estado de São Paulo</p>
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<div class="ImagemMateria">                  <img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081008/img/4.30.imagem_angra.jpg" align="left" /></div>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o Brasil vai propor medidas para evitar a repetição da crise financeira atual. O ministro da Fazenda, Guido Mantega &#8211; que participa, a partir de hoje, em Washington, da reunião anual conjunta do Fundo Monetário Nacional (FMI) e do Banco Mundial &#8211; levará, segundo Lula, três procedimentos com o objetivo de fomentar um &#8220;debate global&#8221; sobre o tema. O Brasil vai propor maior regulação do mercado, imposição de limites para alavancagem bancária e novos critérios para a distribuição de bônus a executivos de bancos.</p>
<p>&#8220;Não temos o direito de aceitar a socialização da desgraça&#8221;, disse Lula, após o batismo da plataforma P-51, onde voltou a criticar o que chama de &#8220;cassino&#8221; em que se tornou o mercado financeiro. &#8220;Esta é uma crise dos países ricos&#8221;, disse, cobrando maior atuação do FMI para debelá-la. &#8220;Quando o Brasil ou a Argentina estavam na pior, o FMI vinha dar palpites e ditar regras. Cadê o FMI agora?&#8221;</p>
<p>Lula criticou a falta de regulação dos mercados e lembrou que o Acordo de Basiléia poderia intensificar a ação sobre os bancos centrais para que regulem a atuação das instituições financeiras. &#8220;Primeiro tem que coibir a especulação financeira que vem acontecendo há muito tempo.&#8221; Ele citou como exemplo o preço do petróleo, que subiu a US$ 150 por barril e depois caiu abaixo de US$ 100 sem que as condições de oferta e demanda tivessem se alterado.</p>
<p>Sobre a alavancagem dos bancos, o presidente citou o exemplo brasileiro, onde há um limite de concessão de empréstimo de até 10 vezes o valor patrimonial da instituição. &#8220;Nos Estados Unidos, tinha banco que estava com (alavancagem) 35 vezes (sobre o patrimônio)&#8221;, comentou. &#8220;Não pode permitir alavancagem além da competência de um banco&#8221;, frisou, afirmando que se trata de um exemplo de que &#8220;as pessoas estão vendendo financiamento de coisas que não podem garantir&#8221;.</p>
<p><strong>AGIOTAS</strong></p>
<p>O terceiro ponto a ser atacado, afirmou o presidente, são os bônus que transformam executivos de bancos em &#8220;agiotas&#8221;. &#8220;Temos que acabar com essa maldita figura dos bônus no mercado financeiro. Ficam uns agiotas profissionais inventando ganhos para aumentar os bônus&#8221;, criticou. &#8220;O que não é justo é que países pobres agora sejam chamados a fazer sacrifícios por uma dívida que eles, com a mesma facilidade que criaram, deveriam resolver.&#8221;</p>
<p>O presidente descartou a adoção de um pacote econômico no Brasil por causa da crise. &#8220;Não haverá nenhum pacote econômico&#8221;, repetiu Lula por três vezes durante o discurso, completando que &#8220;todas as vezes em que houve um pacote econômico no Brasil, o trabalhador é que foi prejudicado&#8221;.</p>
<p>Falando para uma platéia composta por cerca de 3 mil trabalhadores que o ouviam debaixo de chuva no pátio do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, Lula disse que o Brasil adota medidas pontuais, conforme surge a necessidade. Em tom paternal, acusou os Estados Unidos de terem feito a &#8220;farra do boi&#8221; com o dinheiro público.</p>
<p>O presidente afirmou também que espera que o &#8220;pacote americano ajude a resolver o problema deles&#8221;. &#8220;Mas pelo amor de Deus, agora que deixamos de comer o pão que o diabo amassou e começamos a comer um pãozinho com mortadela, eles que não venham querer se socializar com a gente. Este tipo de socialismo não é o que queremos. Queremos socializar a bonança e não a miséria.&#8221;</p>
<p>Sobre as conseqüências da crise internacional na economia brasileira, Lula foi enfático em afastar o risco de &#8220;contaminação do mercado&#8221; e voltou a afirmar que a crise não chega ao Brasil. &#8220;Muitos acham que é prepotência minha dizer que esta crise não chega ao Brasil. Digo e insisto: se chegar, chega mais leve, mesmo que haja quem esteja torcendo para ela chegar logo e causar estragos.&#8221;</p>
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