05/11/2009 - 17:15h Império das coelhinhas vive crise, mas Hugh Hefner reina aos 83

http://henrilee.files.wordpress.com/2009/05/hughhefner.jpg

‘É uma das boas fases de minha vida’, diz o profeta do hedonismo, que já admite até vender sua revista


Brooks Barnes, THE NEW YORK TIMES, LOS ANGELES – O Estado SP

Hugh Hefner se reclina no surrado sofá de dois lugares no estúdio da sua famosa mansão e entrelaça os dedos por trás da cabeça. Um visitante fez uma pergunta – quase gritando, já que Hefner tem problemas de audição – sobre mortalidade. Aos 83 anos, ele pensa nisso? Numa palavra: não. O lendário fundador da Playboy, profeta do hedonismo, não acredita que seu fim esteja próximo. E também não age como se estivesse. Continua trabalhando em tempo integral na sua revista, voa para a Europa e Las Vegas, toma Viagra, frequenta boates com as três atuais namoradas com quem vive na sua mansão – com idades suficientes para serem suas bisnetas – e está trabalhando num filme com o produtor Brian Grazer. “Esta é uma melhores fases da minha vida”, diz, sorrindo, de pijama e chinelos. “Está ainda melhor, mais rica, do que as pessoas imaginam.”

http://www.spiegel.de/img/0,1020,86517,00.jpg

Você quer acreditar, mas é difícil ignorar as realidades da sua empresa. A Playboy Enterprises, afetada pelas mudanças que vêm ocorrendo nos veículos de comunicação, precisa de uma boa injeção de ânimo. Neste mês, a revista anunciou um corte na tiragem de 2,6 milhões para 1,5 milhão. A Playboy Magazine contabiliza prejuízos há sete trimestres consecutivos. E talvez o mais terrível seja que, no início do ano, a empresa tenha declarado que aceitaria ofertas de compra, algo que se acreditava impensável enquanto Hefner estivesse vivo.

Mas ele sabe que toda boa festa acaba e há muito tempo comprou uma cripta próxima à de Marilyn Monroe no cemitério de Los Angeles. Nas entrevistas concedidas com o passar dos anos, ele sempre disse que a vida não valeria a pena sem a Playboy. “Seu eu a vendesse, minha vida acabaria”, declara. Mas isso pode estar mudando. “Estou pensando mais seriamente no fato de que não tenho mais 30 anos. Preciso pensar na continuidade da revista.”

Amado ou odiado, ninguém duvida da influência de Hugh Hefner na história da cultura norte-americana. Como editor de revista, ele fez pelo sexo o que Ray Kroc fez pela comida de beira de estrada: tornou-o mais “limpo” para uma classe média emergente.

Como força cultural, contudo, Hugh Hefner ainda divide o país, e isso 56 anos depois da primeira edição da Playboy. Para seus defensores, ele é o grande libertador sexual que ajudou os americanos a se livrarem da neurose e do puritanismo. Para seus detratores, incluindo muitas feministas e conservadores, ele ajudou a desencadear uma revolução do comportamento sexual que transformou em simples objeto e vítima um número incontável de mulheres e promoveu uma visão imoral da vida, só de prazeres. Hugh Hefner reconhece que houve consequências funestas a partir do que ele ajudou a pôr em marcha, mas diz que “é um pequeno preço a pagar pela liberdade pessoal”.

A SÉRIE DE TV

“As pessoas nem sempre tomam boas decisões. As reais obscenidades neste planeta têm pouco a ver com sexo”, diz, acrescentando que “esta não é uma época romântica”. Considerando-se toda a pornografia agora disponível instantaneamente online e os programas de sexo ao vivo, incluindo a sua própria série na TV ,The Girls Next Door (As Garotas da Mansão da Playboy), esta é uma época que torna os ideais da Playboy parecerem antiquados.

Hefner usa a palavra “gato” para falar de si: “Sou o gato mais feliz do planeta.” E não valoriza muito o ambiente cultural moderno. “Acredito firmemente que a cultura pop hoje é um caldo diluído”, declara. “Costumava ser algo muito mais espesso e profundo.”

Mas, ao mesmo tempo, tenta participar ativamente desse ambiente. Embora a revista ainda seja editada quase toda em Chicago, é ele que aprova “cada Coelhinha, cada capa, os cartoons e as cartas”. Trabalhando a partir do seu escritório ou da sua cama, forrada por uma colcha de veludo e seda, Hefner é quem estimulou a recente decisão da revista de adquirir um trecho de 5.000 palavras do romance inacabado de Vladimir Nobokov, Laura, para uma futura edição.

Ele foi iniciado no Twitter por suas namoradas. Está ligadíssimo na série dramática da HBO, True Blood. E, recentemente, filmou um comercial de propaganda do Guitar Hero segurando o cachimbo que abandonou depois de sofrer um pequeno AVC em 1985.

VINGATIVAS

Hefner também sofreu algumas humilhações pessoais. Antigas namoradas que viveram com ele na mansão, incluindo as que apareceram na série As Garotas da Mansão da Playboy, o retrataram em entrevistas e num livro como um controlador fanático que impunha um toque de recolher às 9 horas da noite. A própria mansão já teve dias melhores. Durante uma visita em julho, a casa de jogos (a única com uma sala que tem um colchão como piso) cheirava mofo, enquanto que o viveiro de pássaros estava precisando de uma boa limpeza. A famosa gruta, com suas banheiras Jacuzzi de várias profundidades, parecia mais uma gruta fétida de zoológico do que um palácio do prazer (embora as prateleiras ao lado estivessem repletas de enormes frascos de óleo para bebê).

Em março, com o mercado imobiliário despencando, ele colocou à venda a casa da sua mulher, vizinha da Mansão da Playboy, por US$ 28 milhões. A casa foi vendida em agosto por US$ 18 milhões. Hefner, que se separou de Kimberly Conrad em 1998, entrou com pedido de divórcio no início de setembro; Kimberly está processando o ex-marido, alegando que ele lhe deve US$ 4 milhões, com base num acordo pré-nupcial e no produto da venda da casa.

O séquito de Hefner insiste que não há escassez de dinheiro, mas uma série de medidas adotadas parecem mostrar exatamente isso. O Los Angeles Business Journal reportou no ano passado que o número de funcionários da mansão foi reduzido. As pessoas agora pagam ingressos (até US$ 10.000 cada ) para as festas que antes eram só para convidados e que ainda hoje são uma parte vital da marca Playboy.

“Nem sempre é tão empolgante como as pessoas imaginam”, disse Holly Madison numa entrevista há alguns meses. Holly viveu com Hugh Hefner por sete anos como “namorada número 1″, até separar-se dele no fim do ano passado.

Richard Rosenzweig, que trabalha na Playboy desde 1958, pensa diferente. “Este é um lugar que todos desejam ver”, declarou numa entrevista. “Todo mundo quer vir aqui.” Quando o relacionamento de Hefner com Holly Madison terminou, ele disse ter recebido cartas de mulheres do mundo todo implorando para morar com ele. “Elas estavam saltando os portões”, conta, radiante. Hugh acabou escolhendo três novas namoradas para companhia na Mansão, Crystal Harris, de 23 anos, e as gêmeas Kristina e Karissa Shannon, de 20 anos.

Apesar da atitude jovial, Hefner claramente está preocupado com o seu legado. Ultimamente ele vem estudando cuidadosamente seus álbuns de recortes, que guarda desde a infância e hoje já somam dois mil volumes. Um material nunca visto que inclui seu primeiro cartão de biblioteca, histórias em quadrinhos que ele próprio desenhou e fotos – que devem constituir o núcleo de uma “biografia ilustrada” em seis volumes, de 3.506 páginas, da Taschen. Somente 1.500 edições dessa volumosa biografia serão vendidas, por US$ 1.300 cada, ainda antes do próximo Natal.

NO CINEMA

Pela primeira vez, ele também deu acesso total a uma produtora de documentários, Brigitte Berman, que concluiu recentemente o documentário Hugh Hefner: Playboy, Ativista e Rebelde, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto. E um importante realizador de filmes biográficos está acelerando o trabalho depois de uma longa espera. Brian Grazer reuniu-se recentemente com a roteirista Diablo Cody para discutir o projeto. Brett Ratner (conhecido pelo filme Hora do Rush, grande sucesso de bilheteria) deve dirigir o filme e Robert Downey Jr manifestou interesse em interpretar Hefner. “Ele é um grande intelecto que influenciou o espírito de uma época, e essa influência é subestimada”, disse Grazer.

Alguns dos antigos amigos estão muito inquietos, temendo que sejam perdidas algumas das realizações de Hefner que admiram – a criação de um ícone cultural (a coelhinha da Playboy), a derrubada de fronteiras raciais (pela inclusão de artistas negros em seus clubes)e o apoio a muitas causas feministas, incluindo o direito ao aborto e a Emenda pelos Direitos Iguais. Hefner também se preocupa. “Hoje vivemos, literalmente, num mundo muito diferente e eu ajudei a torná-lo assim”, diz. “Os jovens não têm nenhuma noção disso.” TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Em Suma:

Neste texto, você fica sabendo como anda a vida do poderoso magnata das comunicações Hugh Hefner, de 83 anos, dono de um império chamado Playboy Enterprises, que inclui a revista masculina Playboy, fundada por ele. Hefner está às voltas com filmes sobre sua vida (um deles pode ser estrelado por Robert Downey Jr.), a manutenção do seriado de TV As Garotas da Mansão da Playboy e a edição de uma biografia ilustrada em seis volumes, a sair antes do Natal. Por causa da crise em seu país, diminuiu o número de funcionários de sua empresa e de sua mansão e não se incomoda mais se tiver até de vender a revista.

14/10/2007 - 23:52h Prazeres expressos

POLÊMICAS EM TORNO DO ROUBO DO RELÓGIO DO APRESENTADOR LUCIANO HUCK NAS RUAS DE SÃO PAULO E ENSAIO FOTOGRÁFICO COM A JORNALISTA MÔNICA VELOSO SUGEREM EXIBICIONISMO E VOYEURISMO COMO TRAÇOS CONSTITUTIVOS DA SOCIEDADE


RENATO MEZAN
COLUNISTA DA FOLHA

O artigo em que o apresentador Luciano Huck protesta contra a insegurança nas cidades brasileiras [publicado na Folha em 1º/10] desencadeou uma polêmica considerável.
Nela, porém, uma pergunta brilha pela ausência: por que um povo conhecido por sua impontualidade dá tanto valor a um relógio? E não se diga que é apenas a “elite” que o cobiça: os ladrões provavelmente o venderam a um receptador, mas nada impede que ele venha a adornar o pulso de um chefão da periferia.
O Rolex foi o primeiro relógio de pulso de precisão, fabricado na Inglaterra por um alemão chamado Wilsdorf; somente depois da Primeira Guerra é que a empresa se transferiu para Genebra.
Wilsdorf era um ótimo artesão, e também um gênio da publicidade. Tendo aperfeiçoado um sistema à prova d’água, colocou um aquário na vitrina e ali deixava suas máquinas funcionando; num golpe de audácia, ofereceu uma delas a uma nadadora que iria cruzar o canal da Mancha -e o mecanismo agüentou firme as muitas horas no mar.

Função e imaginário
Desde o início, portanto, a marca ficou associada à excelência, mas igualmente à resistência, à elegância e à aventura. O curioso é que a mesma combinação de realidade e imaginário aderiu ao bisavô do Rolex: o relógio de bolso, inventado no século 18.
Bárbara Soalheiro (”Como Fazíamos sem…”, Panda Books, 2006), explica que os primeiros a ser fabricados custavam pequenas fortunas: assim, chegar na hora a um compromisso se tornou símbolo de status, já que indicava que o cidadão pontual era rico o suficiente para possuir um “watch”.
A autora conta que era comum as pessoas comprarem um em sociedade, reservando um dia da semana para cada proprietário: nos outros, na ponta da corrente não havia nada -mas ninguém precisava saber disso…
Assim, no simples ato de usar um relógio coexistiram desde sempre funcionalidade e imaginário. Os meios de comunicação -pinturas e gravuras, depois romances e jornais- se encarregaram de o transformar num objeto de desejo. Mas o que, exatamente, se deseja nesse desejo?
A palavra “griffe” significa garra: é o leão que deixa na presa morta a marca do seu poder.
Como os poderosos são em pequeno número, usar um objeto de marca prestigiosa é também sugerir que pertencemos ao conjunto seleto dos que “podem” -e mandam. Eis por que, além de servir a fantasias de exibição fálica, a roupa, a caneta, o carro (e o relógio) se tornaram ícones identificatórios, indicando que seu portador faz parte de um grupo valorizado, do qual a maioria está excluída.
Nesse sentido, cumprem a mesma função que as marcas tribais, a circuncisão, os símbolos religiosos e políticos etc.
Ora, aquilo que começa nas altas rodas é rapidamente imitado pelas outras camadas da sociedade. Pense-se no terno de linho branco em voga no início do século passado: pouco importava que fosse leve e confortável. Tornou-se rapidamente símbolo de ócio -quem o usava não se sujava trabalhando-, e era esse o recado que passava quando vestido por um boêmio carioca.
Curiosamente, no Brasil, a mensagem “sou importante” não é veiculada pela pontualidade, mas pelo seu oposto. Bárbara Soalheiro explica por quê: como aqui o tempo não era marcado por relógios particulares, mas pelos sinos da igreja, chegar atrasado (à missa ou a um encontro) era sinal de desprezo pelas obrigações -portanto, privilégio senhorial.

Episódio revelador
Se o Rolex está do lado do que a psicanálise chama exibicionismo (termo que não tem caráter pejorativo, apenas designando um dos destinos possíveis da libido), outro “fait-divers” da semana parece ligar-se ao seu par complementar: o voyeurismo. As fotos de Mônica Veloso despida excitaram a imaginação de muitos brasileiros (e talvez a inveja de muitas brasileiras). Mais uma vez, funcionalidade e aura se entrelaçam num episódio revelador.
À primeira vista, o que torna a jornalista desejável são as curvas sedutoras do seu corpo, que inspiram fantasias nas quais se oferece a quem a contempla. Mas inúmeras modelos adornam as páginas das publicações masculinas: por que então o auê em torno dessa?
Talvez haja aqui outro fator: ao nos entregarmos ao deleite de a olhar, colocamo-nos na mesma posição daqueles com quem ela teve relações. Ora, Mônica Veloso certamente teve outros namorados, mas é com o enlameado senador Calheiros que se identifica quem compra a “Playboy” ou acessa o site da revista.
E que benefício nos traz essa identificação com Sua Excrescência? A resposta não é difícil: todos gostaríamos de poder exibir impunemente aquela postura arrogante, de poder pisotear impunemente as regras do convívio civilizado e de impor nossa vontade aos outros com a mesma truculência que o representante de Alagoas.
Ao comer com os olhos a mulher que foi dele, usufruímos por um instante dos prazeres que ele desfrutou. Mas apenas vicariamente: para nossa frustração, o superego, a polícia e o olhar reprovador dos outros limitam a realização desses desejos à esfera do devaneio.
Muitas outras questões, é claro, podem ser levantadas a partir de cada um desses episódios. Mas não deixa de ser interessante a perspectiva que eles abrem sobre nosso inconsciente. Ali, não nos basta ser amigos do rei: somos o próprio rei, o herói, o caubói -e nosso cavalo nem precisa falar inglês.


RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção “Autores”, do Mais! .

11/10/2007 - 19:27h A mais lida no Clarín de Argentina: El poder desnudo

Protagonizó el escándalo político del año en Brasil y ahora posó para Playboy. Es la ex amante del presidente del Senado, a quien acusaron de recibir coimas de una empresa para mantener a la hija extramatrimonial que tuvo con ella.

Por: Leonardo Bachanian. De la Redacción de Clarín.com.

RECORD. El dueño del puesto de revistas del Congreso contó que el primer día que salió a la venta volaron 100 ejemplares, cuando el promedio es de 40 por mes.

AnteriorSiguiente1 de 4

En Brasil, todos los escándalos conducen a Playboy. Esa parece ser la lógica que domina la actualidad de ese país, durante este año. “Las mejores tapas son las periodísticas, las que nacen de alguna noticia. La polémica vende“, asegura Edson Aran, editor general de la revista. Primero fue la juez de línea Ana Paula Oliveira la que levantó la bandera del desnudo, después de que la Confederación Brasileña de Fútbol (CBF) la retirara del torneo de primera división por su mal desempeño. Ahora fue el turno de la periodista Mónica Veloso (38), la ex amante del cuestionado líder del Senado, Renan Calheiros.

La mujer que chocó a la República“, es el título que adorna la tapa de la edición de octubre. El ejemplar, que salió a la venta el lunes, batió el record de venta en el kiosko de revistas del Congreso. José Erinaldo, dueño del puesto, contó que volaron 100 ejemplares en un día, cuando el promedio es de 40 por mes. “Es un suceso absoluto, en Brasilia estamos vendiendo una revista cada seis minutos”, exagera, eufórico, Aran. Y agrega: “Está la curiosidad de todos por descubrir cómo es la mujer que casi derriba al presidente del Senado brasileño”.

Veloso, que trabajó varios años en la cadena Globo de televisión, expandió su presencia mediática cuando se acusó a Calheiros, miembro del Partido de Movimiento Democrático (PMDB) –aliado del presidente Lula Da Silva- de financiar sus gastos personales, incluso los relacionados con la manutención de la hija extramatrimonial que tuvo con ella, con coimas que le acercaba Claudio Gontijo, el lobbysta de una empresa constructora. Por ese hecho, el senador enfrentó un proceso de desafuero, pero fue absuelto.

Como si fuera poco, el escándalo también tuvo eco en la ficción: una telenovela, “Paraíso Tropical”, se ocupó, aunque en su último capítulo, del tema. Mónica habló de Camila Pitanga, la protagonista y marcó diferencias. “No me siento identificada con la prostituta que interpreta ella. La historia no tiene nada que ver con la mía”, dijo. Rápido de reflejos, Aran invitó a Pitanga a posar para Playboy. “Lamentablemente no aceptó”, soltó sin resignarse.

Mientras prepara el lanzamiento de un libro para noviembre, Veloso está de gira por diversos programas de radio y televisión. Durante el stop de uno de ellos dialogó con Clarín.com.

-¿Cuánto la afectó la polémica de los últimos meses?
Viví un momento muy difícil de manera involuntaria. Ahora estoy mejor. Con el tiempo, una va estando más tranquila y entiende mejor las cosas que pasaron. Tengo el apoyo de mi familia, estoy buscando trabajar y ser feliz. Quiero que todo eso quede en el pasado.

-¿Es cierto que pidió no hacer las fotos en Brasilia?
Sí, pedí eso porque se iba a crear mucha más polémica todavía si las hacía ahí. Además, Brasil tiene muchos lugares hermosos para realizar una producción así.

-Desde su lugar de periodista, ¿cómo hubiera tratado un caso como el suyo?
De manera diferente a como lo hicieron. Porque una cosa es dar una noticia, buscar las fuentes y otra cosa es meterse con la persona. Fue feo verme en ese episodio, en este escándalo. Fue un momento de mucha angustia. Opté por estar en silencio y cuidar de mis hijos. Muchas cosas que se decían no eran verdaderas. Hablaban de cosas muy íntimas y estuve triste. Ahora pasó el tiempo y puedo explicar toda esa historia mejor. Por suerte, mis hijos están bien y mi familia también. Ellos saben cuánto sufrí en los últimos meses. Ellos vieron las fotos y dijeron que eran de muy buen gusto.

-¿Cuándo le llegó la propuesta de Playboy?
Me llamaron en abril. Al principio estaba asustada, no tenía nada que ver conmigo: yo soy periodista, trabajé en televisión muchos años, tengo una productora… Pero después comencé a analizar a otras actrices, modelos, cantantes que ya posaron y que tienen una carrera hecha.

-¿Se preparó de una manera especial?
Me cuidé. Tenía que aparecer bien natural. Bajé cuatro kilos, fui al gimnasio, me cuidé en la alimentación, hice una dieta con un nutricionista y los resultados fueron óptimos.

-¿Usted escogió las fotos?
Sí, estaba esa cláusula en el contrato. Pude escoger el fotógrafo también, cómo serían producidas, la locación… Fueron finalmente lo que busqué.

-¿Qué le dice la gente?
Que las fotos estuvieron muy bien. La expectativa, acá en Brasil, era muy grande.

-¿Va a volver a retomar su trabajo de periodista?
Nunca abandoné esa tarea. Cuando creé mi productora seguí trabajando como periodista, ahí dentro. Mi idea, ahora, es en noviembre volver a la televisión con un programa de talk show, un programa de variedades. Ya tengo varias propuestas.

-¿Volvería a hacer una producción para Playboy?
No es mi intención. Puedo hacer algo para alguna otra revista, pero en otro contexto.