<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; PMDB</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/pmdb/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>PT teme ficar sem candidatos em MG, SP, RJ e ES</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pt-teme-ficar-sem-candidatos-em-mg-sp-rj-e-es/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pt-teme-ficar-sem-candidatos-em-mg-sp-rj-e-es/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 14:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Ba]]></category>
		<category><![CDATA[ES]]></category>
		<category><![CDATA[GTE-PT]]></category>
		<category><![CDATA[MG]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[RJ]]></category>
		<category><![CDATA[SP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16058</guid>
		<description><![CDATA[Partidos: Pressão do PMDB em nome da aliança nacional e do apoio a Dilma pode ameaçar candidaturas próprias

Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR
O PT está preocupado com a possibilidade de não ter candidatura própria ao governo nos quatro Estados do Sudeste, que correspondem a 44% do eleitorado nacional. O PMDB pressiona os diretórios estaduais petistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Partidos: Pressão do PMDB em nome da aliança nacional e do apoio a Dilma pode ameaçar candidaturas próprias</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.ipcdigital.com/var/ipcdigital/storage/images/noticias/brasil/lula-e-reeleito-presidente/militantes-do-partido-dos-trabalhadores-se-reunem-no-setor-comercial-sul-em-brasilia-em-frente-ao/60181-1-por-BR/Militantes-do-Partido-dos-Trabalhadores-se-reunem-no-Setor-Comercial-Sul-em-Brasilia-em-frente-ao_fotogaleria_h.jpg" alt="http://www.ipcdigital.com/var/ipcdigital/storage/images/noticias/brasil/lula-e-reeleito-presidente/militantes-do-partido-dos-trabalhadores-se-reunem-no-setor-comercial-sul-em-brasilia-em-frente-ao/60181-1-por-BR/Militantes-do-Partido-dos-Trabalhadores-se-reunem-no-Setor-Comercial-Sul-em-Brasilia-em-frente-ao_fotogaleria_h.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O PT está preocupado com a possibilidade de não ter candidatura própria ao governo nos quatro Estados do Sudeste, que correspondem a 44% do eleitorado nacional. O PMDB pressiona os diretórios estaduais petistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo a apoiar os candidatos pemedebistas, em nome da manutenção da aliança nacional entre os dois partidos. A direção do PT, no entanto, não pretende ceder em Minas. A decisão, se confirmada, poderá prejudicar a candidatura do ministro pemedebista Helio Costa (Comunicações).</p>
<p>A situação eleitoral de Minas Gerais foi discutida ontem, em reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT. No Sudeste, além da disputa mineira, a eleição no Rio também preocupa petistas. A falta de entendimento com o PMDB na Bahia também foi destacada, assim como a falta de definição do candidato que o partido apoiará em São Paulo.</p>
<p>Em Minas, a resistência do diretório estadual do PT quanto ao apoio à candidatura de Costa é forte. Dirigentes petistas analisaram a candidatura do PMDB como &#8220;frágil&#8221; e disseram que ele costuma &#8220;começar bem&#8221; a disputa eleitoral, com alto índice de intenção de voto, mas não consegue sustentar a candidatura. Além disso, afirmaram que o pemedebista &#8220;não dará o palanque necessário&#8221; para ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa pela Presidência. Na análise dos petistas, Antonio Augusto Anastasia, vice do governador Aécio Neves (PSDB), é um &#8220;candidato forte&#8221; e pode gerar problemas à base aliada na disputa. A Executiva do PT poderá apoiar a decisão do diretório estadual, que está entre a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Apoiador de Pimentel, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, descartou a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. &#8220;Há pré-disposição de candidatura única&#8221;, disse.</p>
<p>Depois da reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT, dirigentes do partido acenaram à candidatura própria petista. &#8220;Por que só nós temos de ceder?&#8221;, questionou Paulo Frateschi, da Executiva. A falta de entendimento entre PT e PMDB em outros Estados, no entanto, deverá ser resolvida por Lula.</p>
<p>O caso mais emblemático é o Rio de Janeiro. A disputa no Estado gerou amplo debate na reunião de ontem, do PT. No Rio, o resultado da eleição interna do partido, no fim do mês, definirá se o PT estadual apoiará a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB) ou se lançará a candidatura do prefeito Lindberg Farias. O favorito na disputa interna é o deputado Luiz Sérgio, apoiado pelo presidente do estadual, Alberto Cantalice. Se ele vencer, o diretório deverá apoiar o PMDB, em detrimento de candidatura própria. &#8220;Se não apoiarmos Cabral, o que está em risco é a aliança nacional com o PMDB&#8221;, disse Cantalice. O grupo pró-PMDB defendem que Lula ou Dilma intervenham no Estado.</p>
<p>O diretório do Rio está dividido e os apoiadores de Lindberg ganharam força recentemente. Um exemplo disso é que Lindberg conseguiu obter a maioria das inserções partidárias na televisão: das 40 inserções que o partido terá no fim do mês, 30 ficarão com Lindberg e só 10 com a ministra Dilma. Se o PT optar por apoiar Cabral, o partido lutará pela vice na chapa ou por uma cadeira no Senado.</p>
<p>Outro caso que deverá ter intervenção de Lula é a Bahia. O comando do PT acredita que o presidente poderá convencer o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) a não sair candidato e apoiar a reeleição de Jaques Wagner.</p>
<p>Em São Paulo, a decisão do presidente Lula também será fundamental para decidir se o partido apoiará uma eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB) ou se lançará candidato. Há pessimistas, no entanto, como o secretário-geral do partido, Vilson Oliveira: &#8220;Se Serra não for candidato, nem Alckmin, nem Ciro, nem Kassab, daí talvez o PT tenha chance.&#8221;</p>
<p>O grupo de trabalho eleitoral do PT acompanhará de perto as divergências entre PT e PMDB, mas as decisões só deverão ser tomadas a partir de janeiro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pt-teme-ficar-sem-candidatos-em-mg-sp-rj-e-es/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Beneficiário do Bolsa Família pode ganhar celular</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/beneficiario-do-bolsa-familia-pode-ganhar-celular/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/beneficiario-do-bolsa-familia-pode-ganhar-celular/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[André Urani]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Celular]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-familia]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão social]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Néri]]></category>
		<category><![CDATA[operadoras]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Nacional de Banda Larga]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[programas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[telecomunicações]]></category>
		<category><![CDATA[TIM]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15996</guid>
		<description><![CDATA[

Proposta do governo prevê linha subsidiada, aparelho e crédito mensal de R$ 7 para 11 milhões de lares
Mônica Tavares, Martha Beck e Cássia Almeida &#8211; O Globo
BRASÍLIA e RIO. O governo federal está concluindo os estudos de um plano de universalização da telefonia móvel casado com o Bolsa Família, pelo qual os 11 milhões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://poptecnologia.pop.com.br/media/news/pic/file/celular_mao.jpg" alt="http://poptecnologia.pop.com.br/media/news/pic/file/celular_mao.jpg" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Proposta do governo prevê linha subsidiada, aparelho e crédito mensal de R$ 7 para 11 milhões de lares</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Mônica Tavares, Martha Beck e Cássia Almeida &#8211; O Globo</span></h2>
<p>BRASÍLIA e RIO. O governo federal está concluindo os estudos de um plano de universalização da telefonia móvel casado com o Bolsa Família, pelo qual os 11 milhões de lares beneficiários do programa de transferência de renda teriam acesso a uma linha subsidiada. Provisoriamente batizada de Bolsa Celular, a ação prevê a participação das operadoras de telecomunicações, que ofereceriam gratuitamente aos usuários o aparelho e um crédito mensal de cerca de R$ 7. Em troca, seriam isentas pela União do pagamento da taxa de contribuição para o Fistel — cuja arrecadação anual é de R$ 2 bilhões.</p>
<p>A informação foi dada ontem pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que se reuniu com as principais empresas para tratar do Plano Nacional de Banda Larga. Segundo ele, as linhas gerais já foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas um projeto formal deverá ser entregue a Lula ainda esta semana.</p>
<p>As empresas avaliaram a iniciativa como interessante. Para especialistas, a ideia é boa, mas deve observar o princípio da contrapartida e não ser contaminada pelo período eleitoral.</p>
<p>Costa, do PMDB, é pré-candidato ao governo de Minas Gerais e aparece em listas de nomes para completar a chapa encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Considerando o valor das tarifas por minuto dos planos pré-pago (de cartão) das operadoras, com R$ 7 é possível falar cerca de cinco minutos por mês. Para se chegar a esse tempo foram considerados planos que dão direito a falar com igual tarifa a qualquer hora do dia no Rio de Janeiro.</p>
<p>Costa explicou que o negócio é interessante para as empresas porque eleva o tráfego — número de ligações feitas, o que gera receita tanto por chamada como no aluguel da rede física entre as companhias.</p>
<p>Analistas: iniciativa pode favorecer inclusão social O ministro disse que os cálculos preliminares das operadoras indicam que os R$ 7 poderiam se transformar em R$ 12, ou seja, render R$ 5 em receita. Os valores se baseiam em gastos atuais dos celulares pré-pagos, muito utilizados por trabalhadores informais, que só recebem chamadas.</p>
<p>— A TIM topou na hora. Estamos conversando com Claro e com Vivo — disse Costa, para quem um projeto semelhante pode ser pensado para a universalização da banda larga.</p>
<p>A TIM informou que vem conversando com o ministério desde setembro “sobre uma proposta para estender a comunicação móvel à população carente, que recebe o Bolsa Família”. O detalhamento da proposta, no entanto, explica a nota, “inclusive das contrapartidas de parte a parte, está em discussão”.</p>
<p>Maior operadora de celular do Brasil, a Vivo informou que aprecia ações que visem à universalização da telefonia e acredita que “a desoneração tributária é uma boa forma” de garantir o equilíbrio do setor. A Oi defendeu a queda da taxa do Fistel, mas disse que ainda “é necessário conhecer todos os detalhes da proposta feita pelo ministro”.</p>
<p>A Claro não se manifestou.</p>
<p>Especialistas em política social acreditam que o programa pode funcionar como instrumento de inclusão social e de geração de renda, devido ao papel importante do celular no mercado de trabalho — especialmente nos casos de autônomos como vendedores ambulantes e faxineiras.</p>
<p>— Grande parte dos pobres brasileiros está em famílias chefiadas por autônomos, que precisam de capacitação, infraestrutura e instrumentos de acesso ao mercado, como celular — afirma o sócio-fundador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) André Urani.</p>
<p>— Existem estudos voltados para a África, mas que podem ser aplicados ao Brasil, que mostram que o celular tem um impacto importante sobre o crescimento econômico — afirma o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Néri, segundo o qual pesquisa da FGV já revelou que quanto maior o acesso ao celular, maior a renda dos brasileiros.</p>
<p>Para Néri, porém, deve haver contrapartida para quem receber o benefício. Já para Urani, o importante é que o primeiro passo seja dado.</p>
<p>Mais uma grande ideia de caráter eleitoreiro’ No Congresso, houve desconfiança.</p>
<p>O Bolsa Celular é equivocado para o deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), porque privilegia os beneficiários do carro-chefe social do governo, sem discutir o alto custo do Fistel sobre todos os celulares pré-pagos: R$ 13,42 anuais para cada celular e R$ 26,86 para cada aparelho ligado à rede.</p>
<p>— Saiu mais uma grande ideia de caráter eleitoreiro — disse.</p>
<p>Para o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Eduardo Gomes (PSDB &#8211; TO), o projeto precisa ser visto com cautela: — O governo anuncia o Bolsa Celular para um serviço que já está universalizado.</p>
<p>Já o economista e sociólogo Marcelo Medeiros, professor da Universidade de Brasília, diz que o Bolsa Celular é “extremamente positivo”, se fizer parte de uma estratégia de inclusão digital.</p>
<p>— Permite que o trabalhador venda sua força de trabalho. É igual educação, só pode ser bom, não tem como ser ruim — disse Medeiros. — Aliás, o governo já tomou várias medidas de inclusão digital para as empresas, montando infraestrutura para internet, para a telefonia, na energia elétrica. Chegou a hora de subsidiar essa infraestrutura de telefonia celular para a parcela pobre da população que ainda não tem acesso a esse serviço.</p>
<p>O celular é um importante instrumento de trabalho para a população de baixa renda, reconhece o professor do Instituto de Economia da UFRJ Marcelo Paixão. Ele, no entanto, tem reservas quanto à ideia de o governo doar telefones aos beneficiários do programa Bolsa Família, especialmente às vésperas do ano eleitoral.</p>
<p>— Dar celulares num período eleitoral me deixa com reservas.</p>
<p>É preciso tomar cuidado com esse tipo de prática. Esse tipo de medida deveria ser inserida apenas no debate de políticas públicas — disse Paixão. — Não se trata de tirar pessoas da miséria.</p>
<p>Qualquer ação que venha será no sentido de melhorar as condições em que os autônomos se inserem no mercado de trabalho.</p>
<p>Um celular é especialmente importante para aquela pessoa que trabalha por conta própria.</p>
<p>Medeiros, por sua vez, disse que o custo do programa é pequeno diante do ganho social: — O gasto é muito pequeno e permitirá inclusão produtiva, principalmente dos trabalhadores por conta própria, que não precisarão mais que ficar à espera do cliente. Esses trabalhadores, como encanadores, pintores, não têm ponto comercial nem condições de manter uma linha fixa. É uma política inteligente de geração de renda</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/beneficiario-do-bolsa-familia-pode-ganhar-celular/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Crise prematura na campanha de Dilma</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aecio]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Temer]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Quercia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15922</guid>
		<description><![CDATA[Raymundo Costa &#8211; VALOR
A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.
Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.</p>
<p>Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus cargos no mês de abril, no último dia previsto na Constituição.</p>
<p>Até lá, a ministra se mantém grudada em Lula; a tiracolo, para cima e para baixo, inaugurando, falando. O treinamento com João Santana começa a surtir efeitos, segundo petistas.</p>
<p>Está descartada a hipótese de que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, assuma o cargo de Dilma. O mais provável é que a ministra seja substituída por Miriam Belchior.</p>
<p>O PT deve assumir politicamente a candidatura de Dilma no Congresso Nacional do partido marcado para fevereiro de 2010.</p>
<p>Para a mesma data está prevista a posse do novo presidente petista a ser eleito no dia 22, o ex-senador sergipano José Eduardo Dutra. Uma eternidade. Não é à toa que Dutra andou falando, no final de semana, que a aliança com o PMDB ainda corre riscos. Sua posse deve ser antecipada, entre outras coisas, para tratar do princípio de incêndio na relação com o PMDB.</p>
<p>Pegou mal no PT o anúncio de que o deputado Michel Temer e o ex-governador Orestes Quércia estabeleceram uma trégua em São Paulo: Quércia apoiaria Serra, apesar de o presidente nacional do PMDB ter fechado um pré-compromisso, em Brasília, com a candidatura da ministra Dilma. O PT, que até agora engoliu acordos mais de interesse da candidatura presidencial que do partido, sentiu o cheiro de queimado no ar.</p>
<p>Os petistas acham que já fizeram de tudo em favor da aliança: namoraram, pegaram na mão, disseram que vão casar e o PMDB escolheu até o noivo, Michel Temer.</p>
<p>A revelação de que Temer e Quércia, enquanto isso, andam de conversa é o pretexto de que precisa o PT para falar grosso. O discurso é que foi aberta a porta para a traição nos Estados. &#8220;Fazer acordo com o PT e com o Quércia para apoiar o Serra é a senha para liberar para todo mundo fazer o mesmo nos Estados&#8221;, é o que se diz, em resumo, no PT.</p>
<p>O PMDB pediu alto para concretizar a aliança. Preço que talvez o PT não esteja preparado para pagar, pois significa ficar sem candidato majoritário em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Além de tudo o que já levou (ministérios, vice e apoio aos candidatos bem posicionados na disputa aos governos estaduais), o PMDB agora quer também prioridade nos Estados que o partido considera &#8220;problemáticos&#8221; para assegurar o apoio a Dilma na convenção de junho.</p>
<p>É isso o que agora o PT diz aceitar &#8220;de jeito nenhum&#8221;.</p>
<p>O PSDB, por seu turno, parece caminhar para um entendimento, se não pisar nas cascas de banana previsíveis: José Serra candidato a presidente e Aécio Neves, ao Senado. Legalmente, nada impede que em junho, data as convenções partidárias, Aécio junte-se a Serra na chapa dos sonhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conjuntura eleitoral será determinante para a decisão do governador de Minas Gerais.</p>
<p>Principal ativista da chapa café com leite, FHC acredita que Aécio precisa de tempo para assimilar a ideia de ser vice de Serra, proposta atualmente descartada pelo governador. A chapa, atualmente, é o ponto de convergência dos tucanos. A versão segundo a qual a decisão em janeiro pode levar José Serra a desistir é turbinada no Palácio do Planalto.</p>
<p>Faz parte do jogo eleitoral. Os tucanos há muito não pautavam a agenda política como na semana passada. Lula, que no início do mandato escalava o deputado José Genoino para responder falas de FHC , desta vez saiu em pessoa para responder o artigo &#8220;Para onde vamos?&#8221; que Fernando Henrique publicou nos jornais &#8220;O Globo&#8221; e &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.</p>
<p>Além de FHC, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também marcou presença para pontuar diferenças na política econômica, em entrevista ao Valor. Os tucanos juram que foi enchente e não mão de gente que botou o jaboti na árvore. O que o PSDB não tem como negar é que a intervenção de FHC tirou Serra do foco.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 15:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[José Genoino]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PCdoB]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15471</guid>
		<description><![CDATA[
Em entrevista à &#8216;Agência Estado&#8217;, deputado conta que PT deve ceder nos Estados e traça um mapa das alianças
Denise Madueño - Agência Estado

Pablo Valadares/AE &#8211; 07/07/2009

Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição
BRASÍLIA - Com o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT encerrou nesta semana com a pré-candidata Dilma Rousseff, ministra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Em entrevista à &#8216;Agência Estado&#8217;, deputado conta que PT deve ceder nos Estados e traça um mapa das alianças</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Denise Madueño - Agência Estado</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/genoino292.jpg" alt="Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição" width="292" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;">Pablo Valadares/AE &#8211; 07/07/2009</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição</p>
<p>BRASÍLIA - Com o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT encerrou nesta semana com a pré-candidata Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, a rodada de encontros com a cúpula e as bancadas dos partidos da base em busca de fechar um leque de alianças para a eleição de 2010. Enquanto o PSDB não define seu candidato à sucessão presidencial, Lula e o PT mostram que têm uma estratégia clara e vêm conquistando espaço com os partidos para garantir palanques fortes para Dilma nos Estados. É o que revela o deputado José Genoino (SP), ex-presidente do PT, nesta entrevista à repórter Denise Madueño, da <strong>Agência Estado</strong>. A prioridade é eleger Dilma e, em nome da aliança nacional em torno de sua candidatura, o PT deve ceder nos Estados e apoiar nomes de partidos aliados, conta Genoino. A segunda meta é para o futuro, em caso de vitória petista. O PT e Lula estão preocupados em eleger um grande número de deputados e de senadores para não correr o risco de ficar sem base de sustentação no Congresso. A intenção é não repetir o governo Lula, que teve que acertar apoios já durante o exercício do mandato, depois das dificuldades que enfrentou com uma base parlamentar frágil. Genoino afirma ser melhor para o partido abrir mão de eleger governadores para, em troca, garantir o domínio no Congresso. Na entrevista a seguir, o petista traça um mapa das alianças eleitorais com o PMDB nos Estados considerados problemáticos.<strong> </strong></p>
<p><strong>Agência Estado &#8211; Fechado o pré-compromisso com o PMDB, o que avançou até agora nesses dez dias?</strong></p>
<p>José Genoino &#8211; O que avançou é que agora nós temos uma diretriz nacional, e é fundamental a aliança com o PMDB. São dois os motivos: o PMDB participa do governo, tem sido um fator de estabilidade e dará palanques fortes e tempo na televisão para Dilma. O PMDB deve compor a chapa majoritária, e para isso nós temos de avançar nos Estados para termos palanques unificados. A existência de mais de um palanque deve ser exceção e não regra. Nós temos de ter uma aliança com palanques estaduais que vá do bloco de esquerda até o centro, que é o PMDB, passando pelo PR.</p>
<p><strong>AE &#8211; A ministra Dilma e a cúpula do PT já conversaram com o PR, com o PDT, com o PMDB. É uma tentativa de fazer uma campanha no estilo &#8220;nós contra a oposição&#8221;, personificada no PSDB, no DEM e no PPS?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; A campanha deve ser plebiscitária com dois projetos: o liderado por Lula e Dilma e o da aliança demo-tucana. São dois projetos, não tem terceira nem quarta via. Portanto, plebiscitar é o conteúdo da campanha. Esse plebiscito tem de se materializar nos Estados porque a eleição das bancadas de deputados estaduais, deputados federais e de senadores se dá no primeiro turno. Interessa-nos eleger grandes bancadas. Por isso, reafirmo, a prioridade é, primeiro, eleger presidente; em seguida, bancadas fortes e, depois, governadores dentro de uma eleição polarizada nacionalmente.</p>
<p><strong>AE &#8211; Por que a preocupação de eleger uma bancada grande de deputados e de senadores é maior do que a de eleger governadores?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Em primeiro lugar, pela nossa experiência. Nós temos de ter uma aliança e uma coalizão programática na eleição nacional e manter essa relação com a eleição para o Congresso Nacional. É muito difícil fazer maioria depois da eleição. É melhor construir essa maioria política durante a campanha eleitoral. Então, o importante é, primeiro, eleger bancadas afinadas com o programa da companheira Dilma. A nossa experiência do mandato do presidente Lula mostra a importância de ter uma maioria mais definida na Câmara e no Senado. Nós temos de trabalhar com isso, inclusive mostrar para a população que é importante eleger senadores e deputados.</p>
<p><strong>AE &#8211; E a bancada de governadores?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No caso de governadores, nós temos de analisar em cada Estado de acordo com quem tem viabilidade e quem pode montar um palanque unificado. O palanque unificado facilita a eleição de deputado e de senador, e nós temos de ter tempo na televisão. Como nós temos um bom governo, precisamos de palanques estaduais e tempo na televisão para falar bem desse governo. Se o PT não tem nome competitivo, deve ceder espaço para os aliados de maneira programática.</p>
<p><strong>AE &#8211; A prioridade de eleger grandes bancadas no Congresso já é preventiva ante eventual dificuldade de governar no caso de a ministra Dilma ser eleita?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Ter uma boa e grande bancada é importante para garantir a manutenção, com avanços, dos programas do governo Lula. E nós aprendemos e vivemos essa experiência que a governabilidade no Congresso Nacional tem de avançar para uma governabilidade programática. Qual o caminho que nós temos? Fazer alianças em primeiro turno de maneira transparente. Nós temos de ter bancadas mais unidas, tanto na Câmara quanto no Senado, e o PT tem de priorizar isso. Onde o PT tiver chance de eleger senador, é melhor abrir mão de governador.</p>
<p><strong>AE &#8211; Para evitar o que aconteceu com o governo Lula, que precisou compor para montar a base?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O governo Lula fez uma experiência de governabilidade que viabilizou esse projeto que está mudando o Brasil. Esse caminho que, no fundamental, foi vitorioso, nos indica a necessidade de ter bancadas mais programáticas. Principalmente, porque nós queremos continuar com avanços e nós temos de ter mais unidade no programa que vai eleger deputado e senador.</p>
<p><strong>AE &#8211; Se a prioridade é eleger uma grande bancada para dar sustentação ao governo, como será a atuação do PT no caso de o PSDB ganhar a disputa para Presidência da República?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Eu quero ganhar a eleição com a Dilma e ter maioria no Congresso Nacional, portanto eu só falo sobre esse cenário.</p>
<p><strong>AE &#8211; E se o PT voltar a ser oposição?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Eu não discuto essa possibilidade porque estou 100% empenhado em continuar sendo governo e continuar transformando o Brasil.</p>
<p><strong>AE &#8211; Como fechar as alianças nos Estados?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Para ter palanques estaduais unificados, o PT deve reivindicar a cabeça de chapa onde tiver nome competitivo e onde o PT já está governando. Onde não tiver condições, o PT deve ceder espaço para os partidos aliados, para o PMDB, para o PSB, para o PDT, para o PR. O melhor caminho é fazer essa coalizão no voto, nas urnas e na rua. Nós estamos mostrando nossa candidata, nosso programa e estamos dizendo que vamos eleger a Dilma com essas bancadas de senadores e de deputados porque nós temos de ter maioria no Congresso Nacional.</p>
<p><strong>AE &#8211; O deputado Ciro Gomes (PSB-SP), que pretende se candidatar à Presidência, é um problema para a estratégia de campanha plebiscitária?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Ciro Gomes é um parceiro, uma pessoa muito importante na defesa do governo Lula e está no nosso projeto. Nós temos de dialogar com o Ciro e com o PSB para ele somar nesse projeto estratégico. O melhor caminho é Ciro formar um grande palanque no Estado de São Paulo, junto com o PT, com o PSB, como PDT, com o PCdoB e com o PR. O PT, abrindo a possibilidade de ter Ciro como candidato ao governo, dará uma grande demonstração de que prioriza a eleição nacional e mostrará que o caminho é eleger uma bancada forte para o Congresso. Defendo uma aliança ampla com Ciro na cabeça de chapa e com Chalita (ex-tucano, o vereador Gabriel Chalita é do PSB) e Mercadante para o Senado.</p>
<p><strong>AE &#8211; Como convencer os petistas paulistas a abrirem mão de um candidato próprio ao governo?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No debate. Mostrando que o decisivo e o determinante é a aliança nacional. O que contribuir para a aliança nacional o PT dos Estados tem de ceder. Onde o PT não tem viabilidade política eleitoral, nós temos de ceder para os aliados. Em São Paulo, por exemplo, a pré-candidatura de Ciro Gomes conforma um bloco de partidos. O PT pode ter um nome próprio, desde que seja cumprida a condição de esse nome reunir a aliança com os demais partidos, PSB, PCdoB e PDT. O PT sair sozinho em São Paulo é ruim para o projeto nacional de eleger a Dilma.</p>
<p><strong>AE &#8211; E no Rio de Janeiro? (A cúpula petista apoia a reeleição de Sérgio Cabral, do PMDB, aliança considerada fundamental para o acordo nacional, mas o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, se lançou na disputa pelo cargo do peemedebista).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Nós temos uma aliança de governo com Sérgio Cabral. Se nós participamos do governo, temos de ajudar a reeleição de Sérgio Cabral, compondo a chapa majoritária com candidatos ao Senado. Se Garotinho (ex-governador do Rio Anthony Garotinho, que está no PR) for candidato a governador, nós não podemos hostilizá-lo nem criticá-lo na medida em que ele é de um partido da base e vai apoiar Dilma. Garotinho não pode se transformar em um adversário nosso. Ele terá autonomia para apoiar a Dilma, e é bom que isso aconteça. Agora, o PT ter candidato próprio no Rio de Janeiro é um grande equívoco. Nós temos um triângulo político do colégio eleitoral: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas. Nós não podemos errar nestes Estados.</p>
<p><strong>AE &#8211; O que fazer em Minas Gerais? (São pré-candidatos os ministros das Comunicações, o peemedebista Hélio Costa, e do Desenvolvimento Social, o petista Patrus Ananias, e o petista e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Em Minas, o PT passa por uma disputa interna (Processo de Eleição Direta que vai escolher a nova direção do partido em 22 de novembro) e precisamos esperar o seu resultado. Com o peso de Minas e com a responsabilidade dos protagonistas envolvidos nesta disputa, nós temos de apelar para que haja bom senso e juízo. Os tucanos são fortes em Minas, com Aécio Neves (governador do Estado), e em São Paulo, com José Serra (governador do Estado), e nós não podemos errar. Portanto, a precondição é concretizar a aliança com o PMDB e nós temos de avaliar quem estará na cabeça de chapa.</p>
<p><strong>AE &#8211; Qual é o critério para a escolha do candidato em Minas, estar na frente das pesquisas de intenção de voto?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O critério é estar na frente da pesquisa. Segundo critério, quem tem melhores condições de ganhar. Terceiro critério, quem soma mais apoio político, aliança e voto para a candidatura nacional. Toda a análise está amarrada na prioridade da eleição nacional com a companheira Dilma, que é o projeto estratégico nosso. Esse projeto estratégico orienta, decide e induz as alianças estaduais.</p>
<p><strong>AE &#8211; E na Bahia? (O ministro da Integração Nacional, peemedebista Geddel Vieira Lima, vai disputar com o governador petista Jaques Wagner, que busca reeleição).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; Na Bahia, se forem dois palanques, nós temos de ter uma relação respeitosa. Onde tiver dois palanques apoiando a Dilma, ela e Lula terão de estar nesses dois palanques.</p>
<p><strong>AE &#8211; Pará? (O PMDB do deputado Jader Barbalho está de olho no cargo da governadora petista Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; No Pará, nos somos governo. O PT tem candidatura e temos de viabilizar a reeleição de Ana Júlia. Para isso, temos de negociar a composição da chapa majoritária, para o Senado. Tanto na Bahia quanto no Pará, nós temos candidatos competitivos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>AE &#8211; E em Mato Grosso do Sul? (O governador peemedebista André Puccinelli quer a reeleição, mas o petista e ex-governador Zeca do PT quer concorrer).</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O PT tem de fazer uma discussão nacional com o PT de Mato Grosso do Sul e buscar uma negociação com o PMDB. O PT não deve ficar sozinho na disputa nesse Estado. Se o PT quer reeleger um governador em Estado que está governando e quer o apoio do PMDB, o mesmo deve acontecer no inverso. O PMDB em Mato Grosso do Sul tem governador e está nos chamando para apoiá-lo, como chamamos os peemedebistas do Pará e da Bahia. O PT tem de ser mais flexível e fazer uma aliança com (André) Puccinelli.</p>
<p><strong>AE &#8211; Ceder nesse caso?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; É. Qual o critério que estou defendendo? O partido tem governador, é um nome competitivo e apoia Dilma? O raciocínio serve em todos os Estados. É uma boa aliança para o PT apoiar Puccinelli e priorizar a composição para o Senado.</p>
<p><strong>AE &#8211; Em quais Estados o PT já considera inviável o acordo com o PMDB?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; São Paulo, Acre, Rio Grande do Sul, que já têm definições em curso. Agora, em outros Estados com problemas, devemos criar o consenso processual. Unir o possível e deixar algumas questões para depois. Vamos construindo o acordo.</p>
<p><strong>AE &#8211; Um eventual governo de Dilma será mais petista do que o de Lula, que tem o perfil mais conciliador?</strong></p>
<p>Genoino &#8211; O Lula é petista, e o PT é lulista. Essa tentativa de tratar o Lula separado ou diferente do PT é de marqueteiro que não conhece a história do PT nesses quase 30 anos. São cinco elementos que constroem essa maioria: Lula, PT, movimento social, governo e alianças. Isso nos dá condição de construir maioria. O PT é um elemento central para a campanha da Dilma, porque as alianças serão costuradas pelo PT no plano nacional e em cada Estado. O PT será uma força central na governabilidade do próximo período. Por isso, temos de definir alianças para a Câmara e para o Senado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As analises que Serra faz sobre a sucessão presidencial: candidatissimo, prefere aguardar março para ver</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/as-analises-de-serra-sobre-a-sucessao-presidencial-candidatissimo-prefire-aguardar-marco-para-ver/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/as-analises-de-serra-sobre-a-sucessao-presidencial-candidatissimo-prefire-aguardar-marco-para-ver/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 15:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Bornhausen]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Maia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15326</guid>
		<description><![CDATA[O ardil no jogo da sucessão
Rosângela Bittar &#8211; VALOR
As cartas eleitorais jogadas hoje, a um ano da eleição presidencial, são todas construídas sobre artimanhas e deve-se ponderar seu peso. O que se diz não é, o que é ainda não se diz. A começar da rodada que se inicia com o presidente da República. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O ardil no jogo da sucessão</strong></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-ROSANGELA_BITTAR.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Rosângela Bittar &#8211; VALOR</span></h2>
<p>As cartas eleitorais jogadas hoje, a um ano da eleição presidencial, são todas construídas sobre artimanhas e deve-se ponderar seu peso. O que se diz não é, o que é ainda não se diz. A começar da rodada que se inicia com o presidente da República. A ação política que Lula comanda pessoalmente determina aos seus arautos propagarem que teme como adversário do PT o candidato Aécio Neves, o governador de Minas, que seria tão sedutor quanto agregador na costura de alianças. Quer fazer crer a campanha da candidata petista Dilma Rousseff que, se for Aécio o candidato do PSDB, até a aliança com o PMDB balançará. O mesmo ocorrerá com o PSB de Ciro Gomes e o PDT de Carlos Lupi e Paulo Pereira da Silva, que, como bons alunos, divulgam que, sendo Aécio o candidato, tudo mudará de figura. O PT, nesta hipótese, coitado, ficará sem seus maiores aliados, inclusive os governadores que têm sua reeleição ancorada na aliança com o partido lulista, como Eduardo Campos , em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará.</p>
<p>O exagero expõe a armadilha do governo que se prepara para enfrentar e teme, como adversário real, o candidato José Serra, que está em primeiro lugar há meses nas pesquisas de intenção de voto. Realidade também é a que leva o governo a considerar que enfrentará um paredão se a denominada chapa puro sangue, com Serra para presidente e Aécio para vice, se concretizar. Mas o discurso dizendo o contrário acirra a disputa interna no PSDB, motiva o governador de Minas a ver-se rejeitado no seu partido e alimenta nele o sentimento contra a chapa tucana. Esta, sim, o verdadeiro fantasma do governo, que a percebe forte, avaliação que, de resto, fazem os que a desejam dentro do PSDB e do DEM.</p>
<p>Outro jogo que ao se abrir, aos poucos, mostra que não é o que parece é o do Democratas. O DEM tem forçado uma definição do PSDB sobre quem será o candidato a presidente, se Serra ou Aécio, não quer esperar o timing que se impuseram os próprios candidatos a quem interessa a manutenção das duas candidaturas o maior tempo possível. O presidente demista, Rodrigo Maia, deu o ultimato ao PSDB há duas semanas, assumindo posição inequívoca e pública a favor do governador mineiro, com quem se reuniu e a quem levou um grupo da cúpula do partido, insuflando uma posição contra a candidatura do governador paulista. A antecipação do lançamento da candidatura do PSDB, ainda que não oficial, serviria para acalmar os Estados, é o que tem alegado o DEM, onde para fazer alianças e arrumar seu palanque o partido precisa ter a perspectiva real de poder e ver logo em alguém a personificação dessa perspectiva.</p>
<p>Por uma fresta desse jogo já dá para ver que o DEM está nervoso com sua redução, com o fato de estar tendo dificuldades para fazer oposição sozinho no Congresso, ansioso para antecipar a campanha diante do avanço do governo em todos os Estados onde, mostram levantamentos dos partidos, a candidata Dilma já cresceu muito este mês. Para o DEM não importa se Dilma nem assumiu formalmente a candidatura, ela está em plena campanha, com resultados visíveis. O candidato tucano precisa construir discurso e projeto e opor-se à candidata do governo.</p>
<p>Há outras razões que podem se somar a estas mas não podem ser ignoradas na interpretação correta do que verbaliza o DEM, especialmente pelo que defende seu presidente. Evidencia-se um aprofundamento da luta interna no Democratas deixando, de um lado, Rodrigo Maia e, de outro, Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo. Maia reage ao fato de que as aproximações entre Serra e o DEM, para o projeto nacional, tenham se dado a partir do grupo do partido com quem o governador de São Paulo se aliou para as eleições no Estado e na prefeitura. De todas participou o ex-presidente Jorge Bornhausen, de quem a atual cúpula, embora por ele forjada para rejuvenecer e dar sobrevida ao DEM, discorda. Uma das discordâncias, por exemplo, é quanto à declaração de que o DEM pode abrir mão da vice na chapa. Mesmo reconhecendo que a chapa Serra-Aécio seria a melhor, a cúpula do partido queria ter o trunfo da concessão e estar à frente das articulações.</p>
<p>Para este projeto, Maia resgatou a candidatura Aécio e reacendeu o embate interno no PSDB. Seus aliados estão satisfeitos com o resultado, acreditam ter chacoalhado a campanha da oposição, colocado Aécio na disputa e levado Serra a conversar também com o grupo não paulista do partido. A maioria do DEM, 55%, prefere a candidatura Serra, enquanto 35% preferem Aécio, é o que mostrou pesquisa da Arko Advice que, no entanto, foi intencionalmente ignorada neste jogo. A arrumação da disputa nos Estados entrou na história tal qual Pilatos naquela conhecida oração.</p>
<p>Ilude o eleitorado também o PMDB de oposição ao defender que uma antecipação da candidatura Serra, em torno de quem se reúne esta facção, fortaleceria a dissidência do partido nas articulações de alianças estaduais. Enquanto o PMDB governista está oferecendo perspectiva de poder na veia, firmando inclusive uma pré-aliança quando ainda faltam oito meses para a convenção que poderá de fato aprová-la, o PMDB oposicionista nada tem a oferecer. Na verdade, tanto parte do DEM quanto este PMDB ficaram assombrados pelo fantasma produzido na alquimia governamental, o de que Serra poderá acovardar-se diante do crescimento de Dilma e, em março, quando estiver ultrapassado por ela nas pesquisas, desistir da candidatura e buscar a reeleição em São Paulo. Nesse caso ficariam no vácuo porque não haveria mais tempo de retomar a candidatura Aécio.</p>
<p>Existe a possibilidade de Serra desistir da candidatura a presidente? Claro, mas é remotíssima. Forçar uma definição que muitos, inclusive o próprio candidato, consideram um desastre, apenas com base nesta suspeita, porém, é desacreditar totalmente do projeto. Parece claro que, uma vez lançado o candidato de oposição, os partidos deixarão com ele todo o trabalho de opor-se ao governo. Tal candidato seria imediatamente alvo único da campanha governista conduzida por um presidente tão popular quanto destemido, desobediente contumaz às leis eleitorais. Além de concentrar em si o desgaste, a antecipação daria a Serra menos tempo para dedicar-se ao governo de 22% dos eleitores brasileiros, lançando-se numa aventura sem dinheiro, sem equipe, sem exposição obrigatória, sem máquina nacional, na hora inadequada. Às apostas.</p>
<p><strong>Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras<br />
</strong><br />
E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/as-analises-de-serra-sobre-a-sucessao-presidencial-candidatissimo-prefire-aguardar-marco-para-ver/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para Lula, empresários decepcionaram na crise; leia íntegra da entrevista</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 11:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SEGURANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[crecimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[empresários]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[marolinha]]></category>
		<category><![CDATA[Pasdb]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[poupança]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15142</guid>
		<description><![CDATA[Alan Marques/Folha Imagem

O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília


da Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da Folha, Kennedy Alencar. Leia abaixo íntegra da entrevista:
FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Alan Marques/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n2210200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da </span><strong><span style="background-color: #ffff99;">Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar</span></strong></h2>
<h2><strong> </strong></h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da <strong>Folha</strong>, <strong>Kennedy Alencar</strong>. Leia abaixo íntegra da entrevista:</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos e derrubou o crescimento da economia de 5% ao ano para 1% em 2009 no cenário mais otimista?</strong><br />
<strong>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</strong> &#8211; Foi correto. Temos que separar a crise em dois momentos. Até setembro de 2008, discutíamos a crise do subprime quando ainda não havia o problema dos bancos. Até esse momento, o Brasil sentiria muito pouco a crise por várias razões. A economia estava sólida. Havíamos diversificado nossas exportações. Os bancos brasileiros tinham maior solidez e havia maior controle do Banco Central. Quando veio o Lehman Brothers [quebra do banco americano de investimentos em setembro de 2008], aconteceram duas coisas graves. O dinheiro desapareceu. Uma empresa como a Petrobras passou a pegar empréstimos na Caixa que seria destinado a pequenas empresas brasileiras.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ali não houve um tsunami?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As coisas não aconteceram aqui como em outras partes do mundo porque nós tomamos medidas imediatas. Liberamos R$ 100 bilhões do depósito compulsório para irrigar o sistema financeiro. Fizemos com que o Banco do Brasil e a Caixa agilizassem mais a liberação de crédito. Fizemos o Banco do Brasil comprar carteiras de bancos menores que estavam prejudicados. Fizemos o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa em São Paulo e comprar 50% do Banco Votorantin. Era preciso que os bancos públicos entrassem em outras fatias do mercado, em que não tinham expertise, como financiar carro usado.</p>
<p>Nos debates com empresários, a minha inconformidade é que houve no mês de novembro e dezembro uma parada brusca desnecessária de alguns setores da economia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Em outubro de 2007, o sr. disse que tinha aprendido que era importante governar também para a burguesia, que possuía uma visão diferente de quando era dirigente sindical, pois tinha um lado claro. Como presidente, precisava governar para todos, pobres e ricos.</strong></p>
<p><strong>Disse também que a burguesia brasileira era a &#8220;burguesia que sempre foi, a burguesia que está sempre querendo mais&#8221;. Falou ainda: &#8220;Da minha parte, não existe preconceito. Tenho consciência de que estão ganhando dinheiro no meu governo como nunca&#8221;.</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Durante a crise econômica internacional, o que o sr. achou do papel do empresariado brasileiro?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Alguns setores empresariais resolveram colocar o pé no breque de forma muita rápida, a começar do setor automobilístico, que seguia a orientação das matrizes, que estavam em situação muito delicada. Tinha um estoque razoável. Estavam numa situação privilegiada de produção e venda de carros. De repente, a indústria automobilística parou. Quando ela para, para uma cadeia produtiva que representa 24% do PIB industrial brasileiro. E outros setores que já tinham empréstimos assegurados com o BNDES pararam porque ninguém sabia o que ia acontecer.</p>
<p>Aí, fizemos desonerações, liberação de financiamentos, o Meirelles colocou dinheiro das reservas para facilitar nossas exportações. Depois, descobrimos outra coisa grave, os derivativos, feitos por empresas que não pareciam que faziam derivativos. Foi outro problema. Tivemos de conversar com empresa por empresa. Discutir como financiar, como evitar que algumas quebrassem, e colocamos o BNDES em ação.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; No auge da crise, os bancos privados secaram o crédito. A Vale e a Embraer demitiram de imediato. Foi um comportamento à altura do país naquele momento?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não foi. Foi precipitação do setor empresarial, que deveria ter tido tido a tranquilidade que o governo teve. Deveriam ter ouvido o pronunciamento de 22 de dezembro em que fui à TV contraditar a tese de que as pessoas não iam comprar com medo de perder o emprego. Fui dizer que iam perder emprego exatamente se não comprassem.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. comprou algo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico. Comprei geladeira nova.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a sua opinião hoje sobre a burguesia, pós-crise?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não utilizo mais a palavra burguesia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Sobre o grande capital nacional?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem setores diferenciados. Não pode colocar todo mundo no mesmo barco. Tem o setor automobilístico que é dinâmico, mas depende de orientação da matriz. Como a matriz, estava numa situação muito delicada, a orientação recebida aqui era para colocar o pé no breque. Tinha o setor siderúrgico, com 60% da produção para exportação, que, de repente, minguou. A Vale exportava quase tudo o que produz de minério. Na hora em que caiu a demanda da China, houve um breque. O que me deixou decepcionado é que as pessoas deveriam ter tido a paciência para ver o tamanho do buraco. Quando dizíamos que o Brasil seria o último a entrar na crise e o primeiro a sair, nós estávamos convencidos do potencial do Brasil e do mercado interno. Há anos venho dizendo: o problema do Brasil não é o custo final do carro, o problema é saber se a mensalidade que o trabalhador vai pagar cabe no seu holerite.</p>
<p>Hoje é um fato consagrado no mundo inteiro: o Brasil hoje é o país mais bem preparado e o que melhor enfrentou a crise.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. vai prorrogar a isenção de IPI para a linha branca? Total ou parcialmente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Essas coisas a gente não diz sim ou não com antecedência. Se eu disser agora que vai ser prorrogado, as pessoas que iam comprar agora deixam de comprar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. tem simpatia pela prorrogação?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tanto que tenho simpatia que fiz a desoneração.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com o dólar no patamar de R$ 1,70 e juros ainda altos na comparação com outros países, o sr. não teme viver uma crise cambial em 2010 ou deixar uma bomba-relógio para o sucessor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca trabalhei com juros altos tendo como parâmetro outros países.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas os juros no Brasil são altos, e o sr. reclama.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Sei. Mas trabalho na comparação com o que era. Em vez de ficar achando que a calça do outro é apertada, eu vejo a minha de manhã. O Brasil tem a menor taxa de juros de muitas décadas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A taxa básica não poderia estar menor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Poderia. Mas, descontada a inflação, temos 4%, 4,5% de juro real. Há muitas décadas o Brasil não tinha esse prazer. O problema hoje é o spread bancário, que ainda está alto, e o governo tem trabalhado para reduzir.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem uma crítica&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Deixa eu falar do câmbio. Depois respondo à crítica do Serra, que é menos importante para mim, para você e para o povo brasileiro. O câmbio sempre foi uma preocupação nossa. Se um dia você for presidente da República e sentar naquela cadeira, vai entrar na sua sala uma turma reclamando que o dólar está baixo, porque ele é exportador e está perdendo. Quando sai, entra a turma dos compradores, importadores, que acham que o dólar está maravilhoso, que é preciso manter assim. Aí entra o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e dizem que é maravilhoso o dólar baixo porque controla a inflação.</p>
<p>Agora, antes que aconteça, uma superentrada de dólares no Brasil, reduzindo muito o valor do dólar em relação ao real, criando problema na balança comercial, e com algumas empresas exportadores tendo problema, nós demos um sinal com o IOF [Imposto sobre Operações Financeiros, que passou a ser cobrado no ingresso de capitais]. Demos um sinal para ver se a gente equilibra.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Especialistas dizem que o IOF será inócuo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se for inócuo, mudamos. Há uma disputa. O setor produtivo totalmente favorável, e o financeiro totalmente contrário. Isso é importante, porque significa que o governo está no caminho do meio, e aí é mais fácil a gente acertar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A crítica básica do Serra é a seguinte: o Banco Central jogou fora na crise um bilhete premiado, que seria a oportunidade de baixar mais os juros sem custo. Agora, a crise acabou, a taxa está alta, pode ter que aumentar e jogou fora o bilhete premiado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vivi os dois lados. Quando se é oposição, você acha, pensa, acredita. Quando é governo, faz ou não faz. Toma decisão. O Serra participou de um governo oito anos. Tiveram condições de tomar decisões e não tomaram. Obviamente, qualquer um que for presidente, tem o direito de tomar a posição que bem entender. É como jogador bater pênalti. Brincando todo mundo marca gol. Na hora do pega para capar, até pessoas como o Zico e o Sócrates perderam pênalti.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Uma crítica de especialistas e da oposição é o aumento dos gastos públicos no segundo mandato. Além da elevação temporária de gastos na crise, há despesas permanentes que pressionarão o caixa no futuro e tornarão mais difícil baixar os juros. O sr. estaria deixando uma herança maldita.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As contas do governo nunca estiveram tão boas na história deste país. A política anticíclica na crise fez com que o governo deixasse de arrecadar uma enormidade de dinheiro. Mas é o preço que a gente tem de pagar. Compare o que colocamos de dinheiro na crise, com desoneração, com o que os países ricos tiveram de colocar. Foram trilhões de dólares colocados para ajudar o sistema financeiro, coisa que não precisamos fazer.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Saiu barato?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Eu acho. Em setembro, recuperamos os empregos que perdemos na crise e muito mais. Vamos chegar a um milhão de empregos no final do ano. Veja o mundo desenvolvido.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é a sua previsão de crescimento do PIB para este ano?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Positivo, entre 1% e 1% e pouco. Se não houvesse a brecada brusca entre dezembro e janeiro, poderíamos ter crescido 2,5%, 3% com certa tranquilidade. O importante é o sinal para 2010.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aquela brecada do empresariado sacrificou crescimento econômico?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O empresário brasileiro foi vítima de uma circunstância. O pânico criado no mundo fez com que todo mundo acordasse de manhã achando que ia acabar o mundo. O pânico precipitou decisões de recuo de setores empresariais. Eu chamei empresários, disse que tínhamos de aproveitar a crise, que tínhamos dinheiro no BNDES, que as empresas com dinheiro em caixa tinham de fazer investimento agora porque, quando a crise acabasse, estaríamos preparados para ocupar outro patamar no mundo. O momento não é de medo, é de investir. Eu jamais demoraria o tanto que foi demorado nos Estados Unidos para salvar a GM.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aécio Neves ataca o inchaço da máquina e diz que o sr. faz um governo para a companheirada. Como o sr. responde?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem duas concepções de ver o Brasil. Tem pessoas que governam o Brasil para o imaginário de uma pequena casta. E tem pessoas que governam pensando em envolver 190 milhões de brasileiros. Quebramos o preconceito de primeiro tem que enxugar a máquina, fazer o país crescer e, então, dividir. Vivi isso durante quatro décadas. Quando resolvemos fazer política social, dissemos que era possível crescer concomitantemente e criamos uma nova casta de consumidores que está ajudando a indústria e o comércio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. recuou no envio de um projeto para cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil e mandou normalizar a devolução da restituição do IR. A lógica eleitoral, com temor de desgaste, autoriza a conclusão de que o sr. não pretende tomar medidas impopulares até o final do governo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos). Não faça injustiça, querido. Não adiamos o envio do projeto de lei. Decidimos o que íamos fazer em março, por unanimidade. A oposição que imaginava pegar a poupança como cavalo de batalha, ficou sem discurso. Em vez de a Fazenda mandar em março, como era algo que só valeria para 2010, esperou para mandar agora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Vai enviar ao Congresso?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vai mandar. Obviamente, poderemos discutir outras bases. Vai mandar, vai mandar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E sua ordem para normalizar o pagamento da restituição do IR?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não havia nada de anormal. No Brasil, já tivemos momentos em que a devolução atrasou. No nosso governo, tivemos momentos em que adiantou.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O ministro da Fazenda disse que estava atrasado, e o sr. deu a ordem para acelerar.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico, porque tem que pagar. Nós precisamos de consumo. Precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. Falei com o Guido [Mantega]: Guido, nós precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. O povo tem de ter o dinheiro em dezembro.</p>
<p>*</p>
<p><strong>&#8220;No Brasil, Jesus teria de fazer aliança com Judas&#8221;</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, uma cristã nova no PT e pessoa que nunca disputou eleição, sem fazer uma discussão no partido e levar em conta os nomes de governadores, como Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE), e de ministros, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Tarso Genro (Justiça)?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não estava em discussão quem era PT mais puro sangue, menos puro sangue. Era uma questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado brasileiro já teve. A capacidade de trabalho da Dilma, a competência, o passado político e o presente, me faz garantir que a Dilma é uma excepcional candidata a presidente da República.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. nunca havia sido gestor, era político, virou presidente e faz um governo bem avaliado. Seu argumento não é muito tucano, essa coisa de gerente.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é tucano, não. Além de extraordinária gestora, a Dilma é um extraordinário quadro político. Tem firmeza ideológica, tem compromisso, tem lealdade, sabe de que lado está.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. a acha preparada para presidir o Brasil?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito preparada.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao terceiro mandato de Lula.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem. Conheço bem a personalidade dela. Isso vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do estilo, ela é retrata por pessoas do governo como muito dura no trato pessoal, que falta habilidade política, que massacra algumas pessoas. Isso não é ruim para um presidente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O Brasil já teve muitos governantes maleáveis, e não deram certo? Você tem de ser bom, afável, duro, em função de cada circunstância. Uma mulher por si já tem a necessidade de ser mais retraída, pelo preconceito que existe contra a mulher. A Dilma vai surpreender esse país. Quem pensa que a Dilma é uma mulher grosseira, é uma mulher dura, está errado. Na sua casa, se você for com uma gracinha para o lado de sua mulher, ela vai lhe dar um tranco. Se a conversa for séria, não vai dar. E a Dilma tem toda a clareza disso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Dilma precisará refazer sua imagem, tomar um banho de loja, semelhante ao que o sr. fez em 2002?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos) Por esse aspecto, não precisa. Não mudei minha cara. Comprei apenas um terno novo para 2002. Não é possível mudar a cara. A pessoa pode aprimorar. Em 2002, fizemos uma pesquisa em que 85% diziam que a reforma agrária tinha de ser pacífica. Levei mais de 15 dias para que minha boca pudesse proferir reforma agrária tranquila e pacífica. Essas mudanças têm de ter. Algumas que a gente fala, pensando que está agradando, não batem com o que povo pensa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é tão importante, por que faz tanta questão que o candidato seja do PT e não de um partido aliado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade brasileira o maior partido de de esquerda do país, que tem o presidente da República atual, não ter um sucessor. Apenas por isso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Fechou ontem a aliança ontem com o PMDB?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Patrocinei uma reunião de líderes do PT com o PMDB, que fizeram uma nota. Haverá um acordo nacional, e a chapa será PT-PMDB.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Michel Temer é o nome para vice?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não posso dar palpite. Quem discute vice é o candidato a presidente.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. ainda tem o desejo de que Ciro seja vice de Dilma e que o PMDB apoie?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Um presidente não tem desejo. Faz o que é possível.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É possível?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Na política, tudo pode acontecer. O Ciro tem todas as condições de ser candidato a presidente. Sou um homem feliz. Feliz desse país, que tem o Ciro, a Dilma, o Serra, o Aécio, a Marina, a Heloísa Helena. Nesse espectro, não tem ninguém de extrema-direita ou conservador ao extremo. Todos tem história. Não acho que é mérito meu, não. Fernando Henrique Cardoso tem importância nisso, pelo fato de ter feito comigo uma transição excepcional.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Ciro se mantiver emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de tomar uma decisão final, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não vou tentar convencê-lo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato a governador de São Paulo.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é verdade. Não patrocino. O Ciro pertence a um partido pelo qual tenho profundo respeito. O PSB tem os mesmos direitos do PT. Sou o único cidadão que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei. Muita gente achava que eu tinha de desistir. Jamais farei isso [pedir para Ciro desistir].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. explica ter um governo popular e a oposição liderar nas pesquisas sobre sucessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ainda não temos candidatos</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Os motivos? Recall?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico que é recall. O fato de ter um candidato da oposição que é governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, que já foi senador, que já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro.</p>
<p>Obviamente, a transferência de voto não é como passe de mágica. Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio angariado pelo governo e pelo presidente para a nossa candidatura.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que ainda não há candidatos. Mas todo dia a Dilma aparece com o sr. no noticiário, viajando. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou de vale-tudo as viagens que viram comícios.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Você passa o tempo inteiro plantando a sua rocinha. É justo que, quando ela ficar no ponto de colher, você vá colher. Foi grande o sacrifício que fizemos para o Brasil voltar a investir em infraestrutura. A gente não tinha dinheiro. Se olhássemos o saldo de caixa do governo para fazer o PAC, a gente não teria feito. Foi uma decisão de faríamos e arrumaríamos dinheiro onde fosse necessário.</p>
<p>A Dilma trabalha das oito, nove da manhã às três da manhã. Quando era ministra das Minas e Energia, ela ficava, às vezes, três e meia da manhã, ficava comendo lanche com os assessores para fazer as coisas andar. Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Até porque, se ela for candidata, a lei determina quem tem prazo em que ela não poderá mais ir. Até chegar lá, ela é governo. É um debate pequeno.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mendes disse que o governo testa o limite da Justiça Eleitoral.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um debate pequeno. Cada brasileiro, seja ele presidente da suprema corte ou o mais humilde, tem o direito de falar o que bem entender, mas tem uma lógica. Nós vamos continuar inaugurando obra. Tudo que a oposição quer é mostrar na TV tudo o que eu não fizer. O que eu fizer eu tenho obrigação de inaugurar, porque sei qual foi o sacrifício para chegar aonde chegamos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. teme uma chapa Serra-Aécio?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não [com voz firme].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. pediu a Aécio para não ser vice de Serra?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Riso] Não, não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não subestimou Marina, que deixou o PT para, segundo ela, construir uma nova utopia no PV?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se ela acredita nisso, não sou que vou desmentir. Nunca subestimei a Marina, porque a adoro como pessoa humana. Tenho carinho por ela. Fomos militantes juntos por 30 anos. Ela me pediu demissão em janeiro do ano passado, eu não dei. Na medida em que quis sair do governo e do partido, é um direito dela. Só tenho que desejar sorte, que Deus ajude. É uma pessoa boa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. não abandonou Sarney na crise do Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Por uma razão muito simples. O PT teve candidato a presidente do Senado, derrotado [Tião Viana, do Acre]. Não entendi porque os mesmos que elegeram Sarney, um mês depois, queriam derrubá-lo. Coincidentemente, o vice não era uma pessoa [Marconi Perillo, do PSDB de Goiás] que a gente possa dizer que dá mais garantia ao Estado brasileiro do que o Sarney. A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo. Está funcionando. Qualquer cidadão pode perder a cabeça, um presidente da República não pode perder a cabeça.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Sarney caísse, acabaria sua sustentação política no Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Aí, ao invés de governabilidade, iam querer fazer um inferno neste país. Foi correta a decisão de manter o Sarney no Senado.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do seu papel como presidente da República, o sr. chegou a dizer que Sarney não poderia ser tratado como um cidadão comum. Não é incorreto numa democracia, onde ninguém está acima da lei? Um presidente falar isso não transmite mensagem ruim?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É verdade que ninguém está acima da lei, mas é importante que a gente não permita a execração das pessoas por conveniências eminentemente políticas. Sarney foi presidente. Os ex-presidentes precisam ser respeitados, porque foram instituições brasileiras. Não pode banalizar a figura de um ex-presidente. O que vem depois da negação da política é pior do que a gente tinha. O mundo está cheio de exemplos.</p>
<p>A negação do socialismo, feita pela Gorbatchov, deu quem? O que tomava vodca lá, o [Bóris] Iéltsin. A relação com a política tem de ser mais séria. Não adianta falar mal do Congresso Nacional, porque ele é a cara do que foi votado pelo povo. O importante é que a democracia garante que a cada 4 anos haja troca.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. apoiou Sarney, reatou relações com Collor, é amigo do Renan Calheiros, do Jader Barbalho e recebeu o Delúbio Soares recentemente na Granja do Torto. Todos eles são acusados de práticas atrasadas na política e até de corrupção. Ao se aproximar dessas figuras, o presidente não transmite ideia de tolerância com desvios éticos?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O dia que você for acusado, justa ou injustamente, enquanto não for julgado, terá de ser tratado como cidadão normal. Não tenho relações de amizade, mas relações institucionais. As pessoas ganharam eleições e exercem seus mandatos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O cidadão que admira o Lula e o vê abraçado com essas figuras&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O cidadão que admira o Lula tem de saber que essas pessoas foram eleitas democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto ele.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. trabalhou tanto pela reabilitação política de Palocci. O episódio do caseiro não é insuperável do ponto de vista eleitoral para um candidato majoritário?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estranho a malandragem da pergunta: &#8220;O sr. trabalhou pelo Palocci&#8221;. Deixa eu lhe falar uma coisa, desejo que todos os que foram acusados, e acho que tem muita gente acusada injustamente, que todos sejam julgados. Palocci teve um veredicto. Não tem mais nenhuma pendência com a Justiça. Portanto, o Palocci pode ser o que ele quiser ser.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E [pendência] perante o eleitorado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Aí terá de ser construído.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ele pode ser candidato a governador de São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ele tem inteligência suficiente para saber se o momento é de ter uma candidatura ou não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é sua opinião?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho opinião. Se fizer a pergunta em março, terei opinião. Palocci pode reconstruir a vida dele. Durante os primeiros anos do meu governo, ele era considerado a pessoa mais respeitada no mundo empresarial, no mundo financeiro. Ele está quase perto de ser um gênio político e vai saber tomar a decisão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Seu aliado Ciro Gomes diz que há &#8220;frouxidão moral&#8221; na hegemonia da aliança PT-PMDB, da qual o sr é o principal avalista. Sobre o encontro com o PMDB, disse: &#8220;Espero que o PMDB entregue o que prometeu. E espero que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis publicamente&#8221;. Como o sr. responde a essas críticas?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A aliança com o PMDB e os demais partidos permitiram uma governança muito tranquila. Tive a governança mais tranquila que FHC e Sarney. Se for confirmada a aliança com o PMDB, será feito um documento público explícito para saber qual são os compromissos assumidos. Pra mim, as coisas têm de ser explícitas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a frouxidão moral?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um conceito do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não quer responder.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estou respondendo. É uma opinião do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não o incomoda?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. O Ciro esteve no meu governo. A única que não tem aqui é frouxidão moral.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática política de usar os bens públicos como privados. &#8220;No governo Lula, vi um pouco de novo a mesma coisa&#8221;, ele disse em entrevista em fevereiro de 2008. Como responde a essa crítica?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer, tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. E o eleitor escolheu seus representantes. Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro. Não é o espectro do Ciro, do Lula, do FHC, do Serra, da Dilma. Coloque tudo isso na frigideira e perceberá que são os ovos que a galinha botou. São com eles que terá de fazer o omelete.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É isso que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Minha relação com o Collor é a de um presidente da República com um senador de um partido que faz parte da base da base. Os senadores do PTB têm votado sistematicamente com o governo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Do ponto de vista pessoal, não o incomoda? Não lhe dá aperto no peito?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. A pessoa que é a razão de ele ter mágoa vive muito bem, e só ele sofre. Quando se chega à Presidência da República, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno. Tem de ter as atitudes de chefe de Estado. Fico sempre olhando quando a Alemanha e a França resolveram criar a União Européia. A grandeza daqueles dirigentes políticos, ainda com o gosto de sangue da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. cobrou um esclarecimento da ex-secretária da Receita, Lina Vieira. Ela achou a agenda e a data, 9 de outubro, em que teria se encontrado com Dilma e ouvido o pedido para acelerar as investigações da Receita sobre Sarney. A ministra e o governo não devem esclarecimentos que o sr. mesmo cobrou?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É fantástico. O engraçado é que quando se levanta uma tese, essa tese fica sendo martelada todo santo dia para ver se ela vinga. Ora, o governo mesmo disse que a Lina tinha vindo aqui em outubro. Isso foi nós que dissemos. Acho estranho tirar tantos dias de férias para depois encontrar sua agenda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não é preciso mais explicações da Dilma?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho dúvida nenhuma. Também não tenho dúvida de que a Lina também deve ser uma grande funcionária pública. Muitas vezes as pessoas são vítimas de uma palavra a mais ou a menos. Quando as pessoas viram vítimas de utilização política, quando fulano procura alguém, e ninguém fala diretamente, sempre alguém fala por eles, aprendi a não levar muito a sério.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que Lina está sendo usada?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A dona Lina é dona da sua consciência. A dona Dilma é dona da sua consciência.<br />
p(star). *</p>
<p><strong>&#8220;Papel da imprensa não é fiscalizar, é informar&#8221;</strong></p>
<p><strong>LULA</strong> &#8211; Não faz mal porque aprendi, ao longo da minha vida, cair e levantar, cair e levantar. A pesquisa de opinião pública é como medir a pressão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Quando o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, o sr. disse que simbolizava a entrada do Brasil no primeiro mundo político e econômico. O episódio de derruba de um helicóptero no último sábado não mostra que aquele Rio vendido lá é fantasia e que seu discurso é irrealista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Pelo contrário. Disse que o Brasil tinha conquistado sua cidadania internacional. E reafirmo. Foi um momento glorioso ter a maior votação que um país já teve na história das Olimpíadas. Não foram escondidos os problemas sociais do Rio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O secretário da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que &#8220;o Rio precisa que o governo federal assuma a responsabilidade legal pelo combate à droga&#8221;. Empurrou a responsabilidade para o governo federal.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O governador [Sérgio Cabral] contraditou o secretário. O secretário é uma figura da Polícia Federal muito respeitada, muito amigo do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. Em momentos de medo, de insegurança, as pessoas falam qualquer coisa. Converse com o governador para ver a parceria na área de segurança que estamos construindo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. assistiu ao filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221;?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. Estou sendo convidado. Quinhentas ofertas. Quero sentar com a minha família e ver o filme.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com financiamento de grandes empresários e ajuda das centrais sindicais na distribuição, não é um instrumento de propaganda personalista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se isso prevalecer, não sei o que fazer. Vou entrar numa redoma de vidro, mandar cobrir e não apareço mais em lugar nenhum. Tem um livro sobre a minha vida que é pública. O cidadão resolve fazer um filme. A única condição que impus foi não ter dinheiro público, e eu não quero que fale do governo. Do governo, só quando acabar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não teme a repercussão negativa entre os judeus do encontro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política, e eu disse ao presidente Barack Obama (EUA), ao presidente Nicolas Sarkozy (França) e à primeira-ministra Angela Merkel (Alemanha) que a gente a não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede. É preciso criar espaços para conversar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ações recentes da política externa na América Latina foram de contraponto a Washington. O Brasil tem de ser um contrapeso à força dos EUA na região?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não quero ser um contraponto a Washington. Quando propus a criação do Conselho de Defesa e de combate ao narcotráfico, tinha duas coisas na cabeça. Nós precisamos nos transformar numa zona de paz. E, enquanto América do Sul, a gente assuma a responsabilidade de combater o narcotráfico. Porque aí vai permitir que os países consumidores cuidem dos seus consumidores.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Zelaya completou completou um mês na embaixada brasileira fazendo política interna. Não foi longe demais?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Só tem um exagero em Honduras. É o golpista.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que a imprensa internacional elogia o Brasil e a nacional puxa o Brasil para baixo. Nos EUA, o Obama apanha da imprensa, e é elogiado na imprensa internacional. Isso não acontece porque a imprensa nacional conhece o país melhor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Risos] Quisera Deus que fosse verdade. Estou convencido de que a imprensa nacional conhece melhor o país, até porque tem obrigação de conhecer. Mas, às vezes, vejo um comportamento de um setor da imprensa muito ideologizado. Sou amante da democracia e da liberdade de imprensa. A maior alegria que tenho é que os leitores, ouvintes e telespectadores são os únicos censuradores que admito nos meios de comunicação. Portanto, cada um paga pelo que faz.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Um dos papéis da imprensa é fiscalizar o poder. O sr. não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não incomoda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. disse que tem azia quando lê jornais.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A imprensa não tem de ser fiscal do poder?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha legítimo o governo interferir na gestão de uma empresa privada como o sr. faz em relação à Vale?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não interferi na Vale.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Houve interferência pública.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É preciso parar com essa mania de entender que só o presidente da República tem responsabilidade com o Brasil. Os 190 milhões têm. E, mais ainda, os empresários têm. E aqueles que receberam benefício do governo têm mais ainda. O que eu disse ao companheiro Roger foi pedir para a Vale colocar todo o seu poder de investimento em investimentos internos. Não apenas na exploração de minério, mas também na transformação desses minérios em aço.</p>
<p>Os trabalhadores da Vale sabem do carinho que tenho por ela. Tenho feito esforço em vários países do mundo, ajudando a cavar espaço para que a Vale seja empresa multinacional. Agora, não pode acontecer, quando deu um sinal de crise, mandar tanta gente embora como mandou. O Roger já sabe que houve equívoco nisso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Na fusão da Oi com a Brasil Telecom, o sr. mudou a regra para favorecer um negócio em andamento de um empresário que é seu amigo e contribui para suas campanhas, Sérgio Andrade. Foi um benefício do Estado a um grupo privado. Isso não ultrapassa o limite ético?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vocês são engraçadíssimos. Temos uma agência reguladora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas o sr. assinou um decreto mudando a regra.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A legislação brasileira permite que a agência faça a regulação que melhor atenda ao mercado brasileiro. Estou convencido de que foi correta a decisão do governo.</p>
<p>*</p>
<p><strong>Lula elogia Dunga e diz quem tem vaga garantida na seleção</strong></p>
<p>O presidente Lula diz ser &#8220;excepcional&#8221; o saldo de Dunga na seleção brasileira. Acha que o Corinthians não tem mais chance de ganhar o Campeonato Brasileiro. O título, crê, está em disputa entre Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro e Flamengo, que vem &#8220;despontando&#8221;.</p>
<p>Fala que Robinho &#8220;faz motocicleta&#8221; em campo. &#8220;Nem bicicleta é.&#8221; Conta que aconselhou Ronaldo a se preparar para ser convocado. Recusou-se a escalar seus onze titulares, mas opinou sobre quem teria vaga garantida para a Copa de 2010 na África do Sul.</p>
<p>&#8220;Dunga ganhou o que a gente não imaginava que ele ia ganhar&#8221;. Diz que o técnico foi &#8220;demonizado&#8221; como jogador em 1990, com &#8220;o fracasso da seleção&#8221; na Alemanha. Mas saiu como &#8220;herói&#8221; na Copa de 1994, nos Estados Unidos. &#8220;É casca de ferida.&#8221;</p>
<p>Falou que, se a seleção jogar a Copa de 2010 com &#8220;o espírito&#8221; da Copa das Confederações, &#8220;já está bom&#8221;. &#8220;Ganhar a Copa ou não, é consequência. Para o torcedor, o que é a gente quer, além de ganhar, é muita raça&#8221;, disse.</p>
<p>Para ele, Luís Fabiano &#8220;está excepcional&#8221; e será titular. Os outros titulares seriam Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Júan, Felipe Melo, Gilberto Silva e Kaká.</p>
<p>Apesar da irregularidade, Lula levaria Robinho para a África do Sul: &#8220;Às vezes, o cara é convocado porque o técnico tem afinidade com as pessoas que cumprem as tarefas do técnico. E o Robinho é aquele moleque de explosão. Tem dia que a gente fica nervoso porque ele não faz nada. Tem dia que a gente vê ele fazer lá uma motocicleta, nem bicicleta é, e marcar um gol espetacular&#8221;.</p>
<p>O presidente colocaria no grupo André Santos, Daniel Alves e Nilmar. &#8220;Se fosse técnico, levaria o Nilmar. Tenho de convocar 22 e só vou colocar 11 em campo. O Nilmar é um moleque de uma explosão extraordinária. Muito esperto, muito ligeiro&#8221;, opina.</p>
<p>Conta que disse a Ronaldo para se preparar fisicamente para &#8220;ser convocado&#8221; e ser reserva de Luís Fabiano. &#8220;O Ronaldão é sempre o Ronaldão&#8221;. Sobre Gilberto Silva, diz; &#8220;Sinto que é uma das figuras de confiança do Dunga&#8221;.</p>
<p>*</p>
<p><strong>PINGA FOGO</strong></p>
<p><strong>Vale, a maior empresa privada do país</strong><br />
A cara do Brasil lá fora.</p>
<p><strong>Roger Agnelli, presidente da Vale</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Eike Batista, o homem mais rico do Brasil</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Dona Lindu, mãe</strong><br />
Junto com a Marisa são as duas melhores mulheres do mundo.</p>
<p><strong>Sr. Aristides, pai</strong><br />
Tenho boa lembrança do meu pai. Quando era pequeno, tinha muita bronca, porque ele era muito severo. Depois que fiquei politizado, tenho compreensão do motivo de meu pai ser rude.</p>
<p><strong>Frei Chico, irmão</strong><br />
Figura excepcional</p>
<p><strong>Lurdes, primeira mulher, que já morreu</strong><br />
Extraordinária</p>
<p><strong>Marisa Letícia, primeira-dama</strong><br />
Uma das responsáveis pelo que eu sou</p>
<p><strong>José Alencar, vice-presidente</strong><br />
O melhor vice do mundo</p>
<p><strong>José Sarney, presidente do Senado</strong><br />
Grande republicano</p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã</strong><br />
Não conheço bem</p>
<p><strong>Barack Obama, presidente dos EUA</strong><br />
Grande esperança. Um bem para os EUA e para o mundo</p>
<p><strong>Michele Obama, primeira-dama dos EUA</strong><br />
Muito simpática</p>
<p><strong>Nicolas Sarkozy, presidente da França</strong><br />
Surpreendentemente extraordinário.</p>
<p><strong>Carla Bruni, primeira-dama da França</strong><br />
Sei que é muito bonita</p>
<p><strong>Cristina Kirchnerr, presidente da Argentina</strong><br />
Grande presidente. Vai terminar fazendo grande governo</p>
<p><strong>Michelle Bachelet, presidente do Chile</strong><br />
Muito competente</p>
<p><strong>Angela Merkel, primeira-ministra</strong><br />
Figura séria. A Alemanha está em boas mãos</p>
<p><strong>Lula</strong><br />
Sempre procuro me comportar com a maior humildade possível. Gosto de falar com o povo. Odeio intermediário com o povo. Esse negócio de gente falar por mim, eu não gosto. Por isso, falo muito.</p>
<p><!--noindex--> <!--PRINT:EXCLUDE--><strong>Compartilhe</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/para-lula-empresarios-decepcionaram-na-crise-leia-integra-da-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Prioridade é eleger Dilma, diz novo articulador de Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Padilha]]></category>
		<category><![CDATA[alianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[CPMF]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14973</guid>
		<description><![CDATA[Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defende candidatura única
Para atender ao projeto nacional, Padilha afirma que o PT poderá ter de abrir mão de lançar candidatos em alguns Estados em 2010


Alan Marques/Folha Imagem

O novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha


VALDO CRUZ E  LETÍCIA SANDER &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Novo articulador político do governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defende candidatura única</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para atender ao projeto nacional, Padilha afirma que o PT poderá ter de abrir mão de lançar candidatos em alguns Estados em 2010</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<em><br />
<span style="font-size: xx-small;">Alan Marques/Folha Imagem</span><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-14974" title="alexandre_padilha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/alexandre_padilha.jpg" alt="alexandre_padilha" width="259" height="350" /><br />
<span style="font-size: x-small;">O novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">VALDO CRUZ E  LETÍCIA SANDER &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Novo articulador político do governo Lula, o ministro Alexandre Padilha disse à Folha que a eleição presidencial caminha para &#8220;termos uma candidatura única&#8221; da base governista e que a prioridade do PT em 2010 será tentar eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e construir bancadas fortes no Senado e na Câmara. Petista, Padilha deixou claro que isso significa o PT abrir mão de candidaturas em alguns Estados em favor dos aliados, sugerindo que pode haver uma determinação nesse sentido em caso de resistências. Sexto ministro de Relações Institucionais do período Lula, ele afirmou também que o governo não tomará nenhuma iniciativa para apoiar a volta de uma nova versão da CPMF e indicou que a taxação de Imposto de Renda sobre a poupança foi engavetada -temas impopulares e que podem ser usados pela oposição em 2010.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Havia a expectativa de  que o governo Lula quebraria a tradição de utilizar a negociação de cargos e emendas para ter uma base  aliada forte no Congresso. É possível  quebrar esta corrente?<br />
ALEXANDRE PADILHA </strong></em>- Tanto acho  possível que estamos quebrando esta engrenagem.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Lula foi muito criticado pelo apoio a José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor. Para governar  é preciso ser assim tão tolerante?<br />
PADILHA </strong></em>- Primeiro, nós governamos com as características  do sistema político brasileiro e  estamos promovendo mudanças. A ideia de um governo de  coalizão é um avanço nisso.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha possível aprovar  uma nova versão da CPMF, a Contribuição Social, voltada para a saúde?<br />
PADILHA </strong></em>- Isso não é um tema  nem uma iniciativa do governo.  Acho que só é possível se existisse um processo de mobilização de governadores, prefeitos,  da sociedade. Isso não se demonstrou até o momento.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O governo lutou para  prorrogar a CPMF, agora o sr. diz que  este não é um tema de governo.  Houve também um recuo na tributação da poupança. O governo está  refém da eleição?<br />
PADILHA </strong></em>- Não. O único cálculo  que o governo faz é da importância das medidas para o momento que o Brasil vive, para a  superação da crise. O que avaliamos como importante encaminhamos para o Congresso,  enfrentando inclusive o debate  que é promovido por ele.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Será enviado o projeto de  taxação da poupança de IR?<br />
PADILHA </strong></em>- Teve um debate no  fim do primeiro semestre no  âmbito do conselho político, a  Fazenda apresentou uma proposta. Depois, o próprio ministério não deu continuidade à  apresentação do projeto.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual deve ser o lema do  candidato do PT em 2010?<br />
PADILHA </strong></em>- A única coisa que  acho sobre a eleição de 2010 é  que vai ser polarizada, que confronta dois projetos para o país.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas o sr. não acha que o  eleitor estará mais preocupado com  o futuro do que com o passado?<br />
PADILHA </strong></em>- O eleitor vai decidir  sobre o futuro a partir dos ganhos que ele teve no presente.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Na sua avaliação, como  será a escolha do eleitor em 2010?<br />
PADILHA </strong></em>- Confio plenamente  que o governo do presidente  Lula terá todas as condições de  fazer a sua sucessora.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A ministra Dilma?<br />
PADILHA </strong></em>- A ministra Dilma,  não tenho dúvida, é a pessoa  que expressa isso dentro do governo, quem mais acumulou os  conhecimentos sobre aquilo  que o governo Lula mudou na  vida da população.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A ministra, que até então  era vista como a mais técnica, tem  agora dividido sua agenda de trabalho com ações políticas. Não temem  ser acusados de abuso da máquina?<br />
PADILHA </strong></em>- Não, não tem nenhum procedimento feito pelo  governo que caracterize isso.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que o vice dela  deve ser do PMDB?<br />
PADILHA </strong></em>- Vejo com muita simpatia o desejo do PMDB de  compor e de apoiar Dilma e  acho que ele tem quadros políticos que podem contribuir.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como avalia as candidaturas da ex-ministra Marina Silva (PV)  e do ex-ministro Ciro Gomes (PSB)?<br />
PADILHA </strong></em>- São dois quadros extremamente valiosos. O ministro Ciro teve um papel fundamental de contribuição ao governo no primeiro mandato. Sem dúvida alguma pode contribuir muito para o embate eleitoral que vamos ter em 2010, numa eleição que vai ser polarizada. Ela caminha para termos uma candidatura única.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Só uma?<br />
PADILHA </strong></em>- Caminha para isso.  Por ser uma eleição polarizada,  caminha para ter uma candidatura por parte do governo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A tendência então é o Ciro  ser candidato em SP?<br />
PADILHA </strong></em>- Você tem de perguntar para ele.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Ele pode ser vice da ministra Dilma?<br />
PADILHA </strong></em>- Acho que não existe  nenhuma tendência para se fechar essas situações hoje.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Muitos defendem que o  PT ceda nos Estados pela aliança nacional. Isso pode acontecer?<br />
PADILHA </strong></em>- O PT está bastante  comprometido com o projeto  nacional, bastante convencido  de que a prioridade para o PT é  a eleição da ministra Dilma como sucessora do presidente  Lula. A outra prioridade é  constituir uma forte bancada  no Senado e na Câmara.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas até agora nenhum  pré-candidato do PT abriu mão.<br />
PADILHA </strong></em>- O fato de a gente já  ter, em vários Estados, um conjunto de forças políticas em  torno de outros candidatos é  uma demonstração de que o PT  prioriza o projeto nacional.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Cite um exemplo?<br />
PADILHA </strong></em>- Tem vários Estados  em que o PT não lançou pré-candidato. É uma situação única no PT essa não sinalização  de candidatos, apoiando desde  o início outros partidos.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quando tiver dois candidatos da base aliada, como na Bahia, significa que Lula vai subir no palanque dos dois?<br />
PADILHA </strong></em>- Faço minhas as palavras do governador Jaques  Wagner, que disse que a prioridade dele é o projeto nacional.  Aquilo que puder contribuir e  ajudar para a candidatura de  Dilma ele vai fazer. Se for a  existência de dois palanques,  ele vai conviver com isso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/prioridade-e-eleger-dilma-diz-novo-articulador-de-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PMDB fecha com Lula acordo para 2010</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-fecha-com-lula-acordo-para-2010/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-fecha-com-lula-acordo-para-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 16:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14512</guid>
		<description><![CDATA[Partidos: Para pemedebistas, é o presidente quem enquadrará o PT


Sérgio Lima / Folha Imagem &#8211; 6/10/2009

 PMDB reunido no jantar que selou acordo a ser proposto a Lula: partido precisa apaziguar palanques regionais para garantir convenção pró-aliança



Raymundo Costa e Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR


A cúpula do PMDB deve fechar, com o presidente Luiz Inácio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Partidos: Para pemedebistas, é o presidente quem enquadrará o PT</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Sérgio Lima / Folha Imagem &#8211; 6/10/2009<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002360/imagens/foto_08pol-pmdb-a7.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> PMDB reunido no jantar que selou acordo a ser proposto a Lula: partido precisa apaziguar palanques regionais para garantir convenção pró-aliança</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_SSjOK5jWtL0/R_Q9zKmNrqI/AAAAAAAAAVI/OCf0Zxq56eA/s400/PMDB+E+PT.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_SSjOK5jWtL0/R_Q9zKmNrqI/AAAAAAAAAVI/OCf0Zxq56eA/s400/PMDB+E+PT.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa e Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p><span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<p>A cúpula do PMDB deve fechar, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo com o PT para as eleições presidenciais de 2010. O acerto prevê a indicação, pelo PMDB, do candidato a vice na chapa a ser encabeçada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o estabelecimento de regras de convivência de disputa nos Estados onde não for possível o entendimento entre as duas siglas.</p>
<p>O presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, deve conversar hoje com Lula para marcar encontro do partido com ele, a ministra Dilma e a cúpula do PT para formalizar o pré-compromisso eleitoral de 2010.</p>
<p>O PMDB governista decidiu que o acordo deve ser feito diretamente com Lula, porque duvida que Dilma ou os atuais e futuros dirigentes do PT (a sigla renova o comando no próximo mês) tenham ascendência sobre os petistas nos Estados. &#8220;Ele é o cara&#8221;, diz um dirigente do partido. &#8220;Fechado o acordo, ela (Dilma) passa a ter chance de se consolidar&#8221;.</p>
<p>A cúpula do PMDB quer agendar a reunião com Lula já para a próxima semana, por entender que o encontro será uma sinalização importante para ajudar a pacificar a relação com o PT nos Estados em que há dificuldades para a composição.</p>
<p>Os pemedebistas devem dizer a Lula que a unidade do partido em torno de Dilma é impossível, mas que a maioria hoje está com a candidatura da ministra.</p>
<p>A definição imediata da aliança, segundo o PMDB, ajudará a compor situações regionais com vistas à maioria da convenção partidária em junho de 2010. Só a convenção tem poder para formalizar a coligação PT-PMDB.</p>
<p>Para o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), os problemas nos Estados têm que estar resolvidos até o recesso do fim do ano. Depois, os parlamentares só retornam ao trabalho em março e será tarde para qualquer costura. Os problemas só estarão piores.</p>
<p>Segundo Henrique, há &#8220;inquietações estaduais&#8221; em relação à posição do partido na sucessão presidencial. O ex-governador paulista Orestes Quércia trabalha pelo apoio a Serra e um grupo defende candidatura própria. Ontem, a presidente interina da legenda, Iris de Araújo (GO), disse que muita gente a procura para defender essa tese.</p>
<p>A decisão do PMDB deu-se em jantar que reuniu os líderes das principais correntes do partido, na terça-feira. Temer recebeu o aval dos presentes para dizer a Lula que o PMDB &#8220;está pronto para estar concretamente no palanque de Dilma&#8221;.</p>
<p>Quanto ao nome a ser indicado para vice, a decisão ficou em aberto. Temer é o mais citado por representar o partido institucionalmente. Sua presença na chapa &#8220;constrangeria&#8221; pemedebistas históricos, como Luiz Henrique (SC), se quiserem votar contra &#8211; o governador de Santa Catarina deve compor com o PSDB.</p>
<p>Sobre a hipótese de Lula escolher o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para vice de Dilma, o líder na Câmara diz: &#8220;O vice não é o Lula que escolhe. É o PMDB. O Lula quer Dilma. O vice, quem quer é o PMDB.&#8221; Outro dirigente disse que Meirelles nada &#8220;agrega politicamente&#8221;.</p>
<p>O PMDB quer um nome identificado com o partido. Meirelles é um recém-filiado. &#8220;O vice tem que representar o PMDB, tem que ter força política, nacional&#8221;, diz Henrique Alves.</p>
<p>A reunião durou uma hora e 15 minutos. Rápida para os padrões do partido, principalmente pelo número de participantes: Michel Temer, Henrique Alves (o anfitrião), ministros Geddel Vieira (Integração Nacional), Reinhold Stephanes (Agricultura), José Temporão (Saúde) e Edison Lobão (Minas e Energia), o vice-presidente da Caixa Moreira Franco e os deputados Eunício Oliveira (CE), Iris Araújo (GO), Rodrigo Rocha Loures (PR), Rose de Freitas (ES), Eduardo Cunha (RJ), Jader Barbalho (PA) e Eliseu Padilha (RS). Do Senado, estavam José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RO).</p>
<p>Todos aprovaram o pré-acordo. Padilha nada falou. O mais exaltado (contra o PT) era Geddel, decidido a disputar o governo. A situação da Bahia foi avaliada como &#8220;irreversível&#8221; em relação ao PT. O que Geddel quer (e o PMDB endossa) é tratamento igualitário. Ou Lula não vai à Bahia ou vai no palanque de ambos. Não pode gravar para o candidato do PT e não gravar também para a campanha de Geddel.</p>
<p>Jader fez um relato sobre a situação no Pará. Disse que a governadora Ana Júlia não cumpriu nenhum compromisso feito com o PMDB. Jader foi um dos primeiros a chamar a atenção da direção do partido para a necessidade de uma decisão rápida sobre a posição do partido na eleição: o partido, segundo argumentou, tem cinco ministro de Estados, e o apoio de Lula foi decisivo para a manutenção de Sarney na presidência no Senado.</p>
<p>&#8220;Devemos procurar Lula e dizer que o partido, por mais que não consiga a unanimidade, pode contribuir para a eleição de Dilma&#8221;, diz Jader. &#8220;Não vai ser a dissidência minoritária que vai determinar [o que a maioria quer fazer]. A demora na definição não só vai agravar os problemas regionais, na opinião de Jader, como também expor o PMDB como um partido que apenas se serve do governo.</p>
<p>Fechado o acordo, o PMDB propõe que Dilma também mude o patamar da campanha: deixar o gabinete e os ambientes fechados, ir para as ruas e participar de inaugurações de obras, como propõe o líder do governo no Senado, Romero Jucá.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-fecha-com-lula-acordo-para-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PMDB-MG: Rompimento com Aécio indica tendência a aliança com PT mineiro</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-mg-rompimento-com-aecio-indica-tendencia-a-alianca-com-pt-mineiro/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-mg-rompimento-com-aecio-indica-tendencia-a-alianca-com-pt-mineiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 16:16:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[governo MG]]></category>
		<category><![CDATA[MG]]></category>
		<category><![CDATA[Minas]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB-MG]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT MG]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14510</guid>
		<description><![CDATA[
César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Os 8 deputados estaduais do PMDB mineiro constituíram ontem oficialmente um bloco de oposição ao governador Aécio Neves (PSDB) com os 11 deputados do PT e do PCdoB. O bloco não necessariamente irá diminuir a facilidade com que Aécio faz transitar suas propostas na Assembleia Legislativa, já que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_SSjOK5jWtL0/R_Q9zKmNrqI/AAAAAAAAAVI/OCf0Zxq56eA/s400/PMDB+E+PT.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_SSjOK5jWtL0/R_Q9zKmNrqI/AAAAAAAAAVI/OCf0Zxq56eA/s400/PMDB+E+PT.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os 8 deputados estaduais do PMDB mineiro constituíram ontem oficialmente um bloco de oposição ao governador Aécio Neves (PSDB) com os 11 deputados do PT e do PCdoB. O bloco não necessariamente irá diminuir a facilidade com que Aécio faz transitar suas propostas na Assembleia Legislativa, já que o governador permanece com uma base de apoio de 58 dos 77 deputados estaduais, mas fortalece a corrente pemedebista que defende a aliança com os petistas na eleição do próximo ano.</p>
<p>&#8220;Estamos sinalizando a disposição de marchar juntos nas eleições de 2010. Aqui poderá ser a &#8216;avant première&#8217; da decisão nacional do PMDB&#8221;, afirmou o deputado pemedebista Sávio Souza Cruz. Antes da formalização do bloco, os deputados do PMDB estiveram com os dois pré-candidatos ao governo estadual do PT, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Mas ainda não estiveram com o pré-candidato do próprio partido, o ministro das Comunicações, Hélio Costa. &#8220;Estaremos com ele brevemente. Falta apenas acertar a agenda&#8221;, justificou o líder da bancada, Vanderlei Miranda.</p>
<p>Os deputados do PMDB na Assembleia Legislativa estão alinhados com a candidatura à presidência regional da sigla de Adalclever Lopes, um dos integrantes da bancada. Hélio Costa apoia a candidatura do deputado federal Antonio Andrade, que não descarta a possibilidade de uma composição em 2010 com o PSDB de Aécio, caso o PT não aceite se aliar em torno de uma chapa encabeçada pelo pemedebista.</p>
<p>Os próprios petistas tomam o cuidado para que o novo bloco não seja visto por Hélio Costa como uma manobra contra a sua possível candidatura. &#8220;Estive na semana passada com Hélio Costa. Ele não quer rolo compressor, quer um diálogo, em que como critério para a escolha de candidato seja cruzada a intenção de votos na pesquisa com sondagens qualitativas e avaliação de possibilidade de crescimento e rejeição&#8221;, afirmou o deputado estadual Durval Ângelo, mais próximo a Pimentel.</p>
<p>A oposição a Aécio que o novo bloco fará está longe de ser radical. Ontem mesmo, pela manhã, os deputados petistas e do PCdoB estiveram com o vice-governador Antonio Junho Anastasia, que está exercendo o governo na ausência de Aécio, em viagem ao exterior, e que é o mais provável candidato governista à sucessão estadual em 2010. Segundo os petistas, a bancada pediu informações sobre um empréstimo que o governo mineiro está pleiteando junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e discutiram a tramitação do Orçamento. Mas os deputados do bloco afirmaram que não haverá novos movimentos isolados. &#8221; Este bloco agora enfraquece qualquer iniciativa individual ou isolada. As negociações serão feitas em conjunto&#8221;, afirmou Ângelo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pmdb-mg-rompimento-com-aecio-indica-tendencia-a-alianca-com-pt-mineiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O candidato na manga de Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/o-candidato-na-manga-de-lula/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/o-candidato-na-manga-de-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[henrique Meirelles]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Yeda Crusius]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14360</guid>
		<description><![CDATA[Raymundo Costa &#8211; VALOR
O presidente Lula e o PT têm razão quando afirmam que não há Plano B, apenas o Plano D de Dilma presidente para 2010. Mas não faltam candidatos ao posto. Depois de Ciro Gomes, as especulações agora giram em torno do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Enquanto D não consolida posição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O presidente Lula e o PT têm razão quando afirmam que não há Plano B, apenas o Plano D de Dilma presidente para 2010. Mas não faltam candidatos ao posto. Depois de Ciro Gomes, as especulações agora giram em torno do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Enquanto D não consolida posição nas pesquisas, haverá sempre uma letra do abecedário pronta para assumir seu lugar.</p>
<p>O que não faltará para Dilma, até o fim do ano, é oportunidade para voltar a crescer nas pesquisas e ocupar o lugar que Lula e o PT esperam que ela ocupe. Sozinha ou a tiracolo de Lula, está nas cadeias nacionais de tevê três vezes mais que os adversários. Nas comemorações pela escolha do Rio para sediar os jogos olímpicos de 2016, lá estava ela em rede nacional &#8211; vestia uma camisa amarela.</p>
<p>Em dezembro, o programa nacional do PT, no rádio e na televisão, deve catapultar o nome de Dilma nas pesquisas, assim como os programas do PSB e do PV serviram para engordar os índices do deputado Ciro Gomes e da senadora verde Marina Silva, respectivamente.</p>
<p>Nesse aspecto, Dilma leva uma vantagem a mais sobre o adversário: o programa do PSDB será em novembro, quando os tucanos provavelmente ainda não terão decidido entre as candidaturas dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).</p>
<p>Dilma, ao contrário, é a candidata de Lula e tem tudo para deslanchar: retomada do crescimento econômico, pré-sal, Copa do Mundo de 2014 e os jogos olímpicos de 2016. São os índices atuais da ministra nas pesquisas, abaixo daqueles esperados por Lula e o PT, que estimulam a especulação sobre o &#8220;candidato oculto&#8221; no colete ou manga da camisa do presidente.</p>
<p>O desempenho de Dilma, sempre abaixo ou tecnicamente empatada com Ciro Gomes, também estimula fantasias sobre o &#8220;gênio estratégico&#8221; de Lula movendo peças num tabuleiro de xadrez imaginário. Numa jogada &#8211; de mestre, é claro &#8211; move o domicílio eleitoral de Ciro Gomes para São Paulo. Em outra, posiciona Henrique Meirelles como um cavalo, no jogo de xadrez, que se move em &#8220;L&#8221; seja para um lado ou outro.</p>
<p>Para desabrochar como flor da pré-campanha, bastou a Meirelles ocupar lugar de destaque na delegação de Lula que celebrou a vitória do projeto olímpico Rio 2016, em Copenhague. O caminho mais simples para o presidente do BC é a disputa por uma das duas vagas que caberá a Goiás, no Senado. Ciro bem que quer ser o Plano B, o que não é plano de Lula, e se duvidar, muito menos do PSB, partido controlado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.</p>
<p>Antes de virar mito, Lula errou mais que acertou na articulação política. O pior desses erros foi subestimar o Plano Real na eleição de 1994. Sua virtude tem sido a de aprender com os próprios erros, desde os tempos de sindicalista no ABC. O presidente e seus conselheiros políticos sabem que quem tem três candidatos na verdade não tem nenhum. Para todos os efeitos, portanto, o nome é Dilma Rousseff.</p>
<p>Deve-se ainda ao desempenho atual da ministra Dilma nas pesquisas a queima de rojões, pelo PT, para celebrar as últimas pesquisas. Os petistas comemoram o fato de a soma dos demais pré-candidatos, nas últimas pesquisas, ter ultrapassado o total do governador de São Paulo, o tucano José Serra, o primeiro colocado em todas sondagens, com ampla margem.</p>
<p>O ex-deputado e ex-ministro Delfim Netto costuma dizer, com o humor rascante característico, que os números, sob tortura, confessam qualquer coisa. O PT festejou, mas não tem muito o que comemorar com a pesquisa publicada pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, no domingo passado.</p>
<p>É bem verdade que a soma dos índices de Ciro (20%) e Dilma (19%) supera os 34% de José Serra (em quarto lugar, neste cenário, aparece Marina Silva, com 8%), no Rio Grande do Sul. Mas também é verdadeiro que, se a eleição fosse hoje, os gaúchos mandariam Serra e Ciro para o segundo turno.</p>
<p>O que o ex-ministro José Dirceu, em seu site na internet, considera um &#8220;quadro preocupante&#8221; para José Serra e todos os tucanos, pode também ter outra leitura: o mais provável candidato do PSDB segura o primeiro lugar, com vantagem, num Estado, o Rio Grande do Sul, onde uma filiada ao partido, a governadora Yeda Crusius, bate recorde de impopularidade.</p>
<p>Yeda é uma espécie de Lula às avessas, desaprovada por 74% da população, segundo pesquisa Ibope. E nem por isso tem a reeleição inteiramente descartada, nos cálculos dos políticos gaúchos. Se Yeda é recuperável, imagine-se a candidata da máquina.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/o-candidato-na-manga-de-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
