01/10/2008 - 12:36h José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno

Eleições2008 -  01/10/2008

José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno Fogaça tem 39% dos votos válidos


Faltando cinco dias para o primeiro turno da eleição, José Fogaça, do PMDB, atual prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, se mantém na liderança, com 35% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro. Fogaça repete a taxa que obtinha na pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26. Maria do Rosário, do PT, e Manuela, do PC do B, continuam disputando uma vaga no segundo turno. Em relação ao levantamento da semana passada, o percentual de intenção de voto na petista oscilou de 19% para 20%, dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A deputada comunista se manteve com 18% das preferências.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, José Fogaça teria 39% dos votos válidos. Maria do Rosário ficaria com 22% e Manuela com 20% dos válidos.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

Onyx, do DEM, oscilou de 5% para 8% das intenções de voto. Luciana Genro, do PSOL, se manteve com 7%. Nelson Marchezan Junior, do PSDB, e Vera Guasso, do PSTU, permanecem com 1% das preferências, cada. Carlos Gomes, do PHS, foi citado, mas não atingiu 1% das menções, como ocorria na semana passada.

O percentual dos que votariam em branco ou anulariam o voto para prefeito oscilou de 7% para 5%, e a taxa dos que se declaram indecisos caiu de 8% para 4%, a menor já registrada nessa série de pesquisas realizada pelo Datafolha na capital gaúcha. Assim, a parcela de eleitores de Porto Alegre que não têm candidato caiu de 15 pontos percentuais, na pesquisa da semana passada, para nove pontos hoje.

O Datafolha ouviu 1024 eleitores da capital gaúcha, a partir dos 16 anos de idade.

No que diz respeito à intenção de voto espontânea, José Fogaça oscilou de 28% para 27% das menções feitas antes que o entrevistado tenha acesso ao cartão com os nomes dos entrevistados. A taxa dos que dizem espontaneamente que vão votar em Maria do Rosário oscilou de 13% para 15%, e Manuela se manteve com 13% das citações espontâneas.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar no primeiro turno da eleição para prefeito de Porto Alegre caiu de 32% para 28%, e é a menor registrada nessa série de pesquisas.

Luciana Genro é citada espontaneamente por 5%, mesmo percentual obtido por Onyx. Nelson Marchezan Junior atinge 1% de menções espontâneas.

Petista leva vantagem sobre Manuela em relação a conhecimento do número
E decisão do voto por parte de seus eleitores

Pela primeira vez a maioria (53%) dos eleitores que têm intenção de votar em José Fogaça respondem corretamente qual número (15) devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto para prefeito. Porém, expressivos 43% ainda não sabem o número do peemedebista.

Maria do Rosário, que vive disputa acirrada com Manuela por uma vaga no segundo turno, leva ligeira vantagem sobre sua adversária no que diz respeito ao conhecimento do número. A taxa de eleitores que pretendem votar na petista e sabem que devem digitar o número 13 para confirmar seu voto é de 64%. Entre os que pretendem votar na candidata do PC do B, a taxa dos que citam corretamente o número 65 é de 58%.

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito, 17% dos eleitores de Porto Alegre que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que seu voto ainda pode mudar até o próximo domingo. A maioria (81%) diz que sua decisão é definitiva.

Esse é outro aspecto no qual a candidata do PT leva vantagem sobre Manuela: 21% dos que têm intenção de votar na candidata do PC do B afirmam que seu voto ainda pode mudar. Na pesquisa da semana passada, essa taxa era de 16%. Já entre os que têm intenção de votar na petista, o percentual dos que dizem que seu voto ainda pode mudar oscilou de 19% para 15%.

Dos que pretendem votar em Manuela, mas afirmam que seu voto ainda pode mudar, 9% afirmam que Maria do Rosário seria a candidata com mais chance de receber seu voto; 8% citam José Fogaça. Entre os eleitores que pretendem votar na candidata petista, mas não estão totalmente decididos, José Fogaça é citado por 5% como candidato com mais chance de receber seu voto. Manuela é citada por 2%, mesma taxa dos que citam Luciana Genro.

Entre os que pretendem votar em José Fogaça, 12% admitem que seu voto mudar; eram 16% na pesquisa anterior. Desses, 3% provavelmente votariam em Maria do Rosário; Manuela, Luciana Genro e Onyx são citados por 2%, cada.

Pesquisa mostra estabilidade em simulações de segundo turno e quanto a taxas de rejeição

A pesquisa mostra estabilidade quanto às simulações de segundo turno. Se uma segunda votação fosse realizada hoje entre José Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista teria 52% do total de votos. A petista receberia o voto de 38%. No levantamento anterior, ele obtinha 53% e ela atingia 37%.

No caso de uma disputa entre Fogaça e Manuela, o resultado, hoje, é idêntico ao registrado na semana passada: 50% para o atual prefeito, 38% para a candidata do PC do B.

Se o segundo turno fosse entre Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista contaria com o apoio da maioria (52%) dos que declaram intenção de votar em Onyx no primeiro turno. A candidata do PT receberia a maior parte dos votos dos eleitores de Manuela (55%) e de Luciana Genro (47%).

Movimento semelhante se daria se a disputa fosse entre o atual prefeito e Manuela: 53% dos eleitores de Onyx optariam por Fogaça; 55% dos que pretendem votar em Maria do Rosário e 42% dos que têm intenção de votar em Luciana Genro optariam pela candidata do PC do B.

Também se verifica estabilidade no que se refere às taxas de rejeição aos candidatos. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Maria do Rosário no primeiro turno da eleição se manteve em 23%, e a taxa dos que não votariam em Manuela oscilou de 22% para 23%. As candidatas continuam empatando nesse ranking com o líder José Fogaça, cuja taxa de rejeição oscilou de 21% para 22%.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Onyx oscilou de 22% para 20% e Luciana Genro se manteve com 21% de eleitores que afirmam que não votariam nela de forma alguma.

O percentual de rejeição a Vera Guasso, líder nesse ranking, oscilou de 32% para 31%. Não votariam de jeito nenhum em Carlos Gomes 17%, e rejeitam Nelson Marchezan Junior 15%.

Votariam em qualquer um dos candidatos 8%, e não votariam em nenhum deles 4%.

Dizem ter grande interesse nas eleições para prefeito de Porto Alegre 34%. Afirmam ter médio interesse nas eleições 38% e declaram que têm interesse, mas que ele é pequeno, 11%. Não têm interesse na eleição para prefeito 17% dos eleitores da capital gaúcha.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

27/09/2008 - 11:54h Em Porto Alegre, disputa pelo 2º turno continua indefinida

Segundo Datafolha, Fogaça segue líder, com 35%

http://www.videversus.com.br/fotos/6997/6997_jose_fogaca2.jpgrosario_manuela_luciana.jpg
Fogaça (PMDB) na liderança, enfrentará Maria do Rosário(PT) ou Manuela d’Avila (PCdoB), Luciana Genro (Psol) está com 7%

GRACILIANO ROCHA DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na reta final da eleição, o prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) se mantém líder isolado da disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, enquanto Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) buscam, voto a voto, a passagem parao segundo turno.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de setembro mostra Fogaça com 35% das intenções de voto. Ele oscilou dois pontos percentuais para cima em relação à pesquisa feita em 17 e 18 de setembro.

A petista avançou um ponto e está com 19%, enquanto a comunista manteve-se com 18% - o que configura empate técnico.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Luciana Genro (PSOL) têm 7% e, Onyx Lorenzoni (DEM), 5%. Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Vera Guasso (PSTU) têm 1%. Carlos Gomes (PHS) não foi citado.

“Dificilmente o Fogaça deixará de disputar o segundo turno, mas quem deve disputar comele é completamente indefinido, já que Maria do Rosário e Manuela empatam até na rejeição”, disse o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Dos ouvidos, 23% disseram que não votariam na petista e 22% não votariam em Manuela.

A maior diferença entre as candidatas está na TV e no rádio: 22% acham que Manuela está se saindo melhor - o dobro dos que acham a propaganda da petista melhor. Fogaça leva a melhor no quesito, com 30%.

No segundo turno, Fogaça seria o vencedor. Contra a petista, o atual prefeito venceria por 53%a 37%. Contra Manuela, 50% preferem Fogaça e 38%, a candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 1.035 eleitores em Porto Alegre. A pesquisa está registrada no TRE sob o número 84/2008.

15/06/2008 - 18:45h A voz rouca das ruas

Rosana de Oliveira do jornal ZERO HORA de POA

gaucho.gif“A interatividade proporcionada pela comunicação moderna já indicava alto índice de aprovação ao vice-governador Paulo Feijó, por ter gravado e divulgado uma conversa que teve no dia 26 de maio com o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto. Eram torpedos, mensagens, cartas, palpites em programas de rádio e TV, mas faltava a pesquisa com base científica e amostra representativa do universo de eleitores gaúchos. Não falta mais: a sondagem encomendada pelo Grupo RBS à Fato está dissecada nas páginas 4 e 5 desta edição (ver aqui no Blog). Poucas vezes se viram resultados tão arrasadores para um governo.

Ela mostra que 61,8% dos eleitores aprovam a atitude de Feijó de gravar a conversa, ato definido por Busatto como covarde, traiçoeiro, revelador de falta de caráter. É quase o mesmo percentual (59,6%) dos que consideram legítimas a gravação e a divulgação da conversa. Bem maior é o índice dos que definem as declarações de Busatto como muito comprometedoras para o ex-secretário e para o governo: 75,5%.

Somente um terço dos entrevistados compartilha a tese corrente no Palácio Piratini de que a motivação de Feijó é “forçar Yeda a sair para assumir como governador em seu lugar”. O percentual de 44,7% dos que sugerem a Feijó deixar o cargo para fazer oposição a Yeda fora do governo comporta duas leituras: uma, de que ele está sendo desleal ao atacar o governo do qual participa; outra, de que deve se afastar para não ser contaminado pela impopularidade.

Passados 18 meses desde a posse, 62,2% desaprovam o governo de Yeda. Em uma pergunta sobre a atuação da governadora em relação ao escândalo do Detran tem-se uma medida mais precisa do desgaste provocado pela crise: 16,4% disseram que é boa ou ótima e 43,1% que é ruim ou péssima.”

02/04/2008 - 16:56h Candidato do DEM gaúcho tem um baita senso de humor

RSVP

Com lugar reservado no avião da comitiva, a deputada federal Maria do Rosário (PT) acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita à Capital amanhã. Além dela, outros dois pré-candidatos à prefeitura de Porto Alegre estarão ao lado do presidente: o prefeito José Fogaça e a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B).

– Considero muito natural que, ao lado do presidente, esteja o prefeito José Fogaça. Mas acho natural que eu também esteja, como deputada federal e pré-candidata. Acredito que o deputado Onyx Lorenzoni (pré-candidato do DEM) também deveria estar – disse Rosário.

Quando soube que o blog falaria com o deputado, a petista brincou:

– Diz pra ele que eu estou convidando.

Resposta de Onyx:

– O convite da deputada, como sempre, foi muito gentil. Se eu não tivesse um compromisso no Rio, estaria em Porto Alegre sem problemas. Mas, enquanto ela vai estar aí acompanhando Lula, eu vou aprender com o prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) como se administra bem uma cidade. Discutiremos ações em gestão que vão me ajudar a enfrentá-la melhor nas eleições.

*****
Onyx participará às 14h, no Rio de Janeiro, de um seminário sobre gestão municipal para os pré-candidatos do DEM nas eleições municipais.

Postado por Larissa Magrisso

17/03/2008 - 00:22h Porto Alegre: Maria do Rosário vence as prévias do PT

maria_do_rosario_festa.jpg

Deputada é a candidata do partido à prefeitura da Capital

Marciele Brum | marciele.brum@zerohora.com.br

maria_dorosario2.jpgCom uma pequena vantagem de 56 votos, a deputada Maria do Rosário levou a melhor e concorrerá à prefeitura de Porto Alegre pelo PT. Ela venceu o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, candidato que tinha o apoio da maioria dos líderes estaduais do partido.

A apuração das prévias começou às 18h45min e acabou por volta das 23h40min.

Acompanhe os resultados finais:

Na 1ª Zonal, total de 630 votos válidos: 387 para Miguel Rosseto, 243 para Maria do Rosário e dois nulos.

Na 2ª Zonal, total de 443 votos válidos: 273 para Miguel Rossetto, 169 para Maria do Rosário e um nulo.

Na 111ª Zonal, total de 368 votos válidos: 199 para Miguel Rossetto, 169 para Maria do Rosário, dois brancos e seis nulos.

Na 112ª Zonal, total de 278 votos válidos: 120 para Miguel Rossetto, 158 para Maria do Rosário, três brancos e um nulo.

Na 113ª Zonal, total de 412 votos válidos: 164 para Miguel Rossetto, 248 para Maria do Rosário e dois nulos.

Na 114ª Zonal, total de 542 votos válidos: 235 para Miguel Rossetto, 308 para Maria do Rosário, um branco e 11 nulos.

Na 158ª Zonal, total de 415 votos válidos: 189 para Miguel Rossetto, 226 para Maria do Rosário, um branco e três nulos.

Na 159ª Zonal, total de 627 votos válidos: 270 para Miguel Rossetto, 357 para Maria do Rosário, um branco e seis nulos.

Na 160ª Zonal, total de 309 votos válidos: 166 para Miguel Rossetto, 143 para Maria do Rosário, um branco e dois nulos.

Na 161ª Zonal, total de 312 votos válidos: 134 para Miguel Rossetto, 172 para Maria do Rosário, um branco e cinco nulos.

04/03/2008 - 12:37h “Guri, eu ouvi as rimas na Rua da Praia”, de Pompilho ao neto

rua_praia_poa.jpg

“Na França, queijo é fromage.

Lá, se diz tudo a esmo.

Na França cou é pescoço

Mas aqui, cou é cu mesmo.”

Ouvido por João Pompilho de Almeida Filho na rua da Praia, Porto Alegre, nos anos 20 do século passado.

Transmitido ao blog pelo seu neto MAG.

10/12/2007 - 09:59h PT: Disputa em Porto Alegre deve levar a prévias

Maria do Rosário
Sérgio Bueno, de Porto Alegre

Valor

Passada a escolha do novo diretório municipal, já pautada em grande medida pelos debates em torno da eleição de 2008, o PT de Porto Alegre concentra as energias na definição do nome que disputará a prefeitura da cidade no ano que vem. A tendência, até agora, é pela realização de prévias, já que nenhum dos dois pré-candidatos, a deputada federal Maria do Rosário e o ex-vice-governador e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, admite abrir mão da candidatura em favor do adversário.

O próprio resultado da eleição interna realizada dia 2 deste mês serviu de combustível para animar os dois concorrentes. As correntes Democracia Socialista (DS), Esquerda Democrática e PT Amplo, reunidas no grupo Mensagem ao Partido e que apóiam Rossetto, ficaram com a presidência e 24 (55,8%) das 43 cadeiras do diretório local. Apesar da maioria, que encoraja o ex-ministro, a participação recuou 9,3% em relação à composição atual (a posse dos novos membros será dia 20) e agradou também a deputada federal.

A eleição em Porto Alegre é considerada questão de honra pelo partido, que foi derrotado em 2004 por José Fogaça, então no PPS e hoje no PMDB, após quatro administrações seguidas na capital gaúcha. O desafio aumenta a responsabilidade dos pré-candidatos e aliados dos dois lados admitem que o melhor seria definir um nome por acordo para evitar fissuras internas. Mas, com a atual correlação de forças partidárias, isto só seria possível, na prática, com a desistência de Maria do Rosário, que ela afirma estar fora de cogitação.

A deputada já desistiu da candidatura em 2004 em favor do atual deputado estadual Raul Pont, que, assim como Rossetto, é da DS, porque entendeu que na época ele tinha um potencial eleitoral maior. Agora, com o apoio das correntes Movimento PT, Articulação de Esquerda, Unidade na Luta, Ação Democrática e do coletivo Solidariedade, do senador Paulo Paim, e com os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, ela acredita que a situação mudou.

Miguel Rossetto

Levantamento do Datafolha divulgado ontem mostra Maria do Rosário em empate técnico com as deputadas federais Luciana Genro (P-SOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB) e com o também deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), todos com 12%, atrás apenas de Fogaça, com 19%. No cenário que inclui Rossetto, o PT fica em quinto lugar, com 4%. Em setembro, o Ibope já havia registrado um desempenho de Maria do Rosário mais de duas vezes superior ao do ex-ministro (14% contra 6%).

Apoiado pela maioria do diretório, porém, Rossetto considera que as pesquisas são “secundárias” nesta altura do campeonato. Para Maria do Rosário, contudo, elas servem como argumento para atrair militantes ligados ao ex-ministro. O deputado estadual Adão Villaverde, apoiador da pré-candidata, também propõe que o partido contrate uma pesquisa de opinião “para aferir quem tem o melhor potencial eleitoral”. A deputada espera ainda angariar votos graças ao fator feminino presente na disputa à prefeitura, já que outras duas mulheres são pré-candidatas à sucessão de Fogaça (Luciana Genro e Manuela D’ Ávila).

Com pouco espaço para um acordo, começa a se desenhar uma disputa em relação à data das prévias. Embalado pelo resultado no diretório, o ex-ministro quer a consulta o mais cedo possível, de preferência ainda em janeiro, para liberar o partido para a estruturação da campanha e da política de alianças. Maria do Rosário, porém, propõe mais tempo para o debate interno e avalia que a consulta no mês que vem corre o risco de esvaziamento devido às férias de verão.

Rossetto conta com o apoio de figurões do partido como o ministro da Justiça, Tarso Genro, tido como potencial postulante à vaga do PT na eleição estadual de 2010, o ex-governador Olívio Dutra, reeleito para comandar o diretório estadual, e o deputado Pont. Determinado a concorrer em 2008, ele recusou neste ano os convites para reassumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a direção da Refinaria Alberto Pasqualini, da Petrobras.

“Estou totalmente dedicado à construção da candidatura”, afirma o ex-ministro, que hoje presta serviços de consultoria para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Sem a exposição pública conferida a Maria do Rosário pelo segundo mandato consecutivo na Câmara, ele tem promovido debates com categorias profissionais, empresários, universidades e freqüentado reuniões do Orçamento Participativo e dos conselhos municipais.

Na sexta-feira à noite, quando participava de debate na Secretaria da Agricultura do Paraná, Rossetto sofreu uma crise de angina em Curitiba e chegou a ser internado na UTI do Hospital São Lucas. Mais tarde, foi transferido para o hospital Constantini, especializado em cardiologia, onde será submetido hoje a uma angioplastia.

Em comum, Rossetto e Maria do Rosário têm como plataforma a defesa do governo federal que, segundo ambos, contribui decisivamente com recursos e financiamentos para as “grandes obras” da cidade, como o projeto de despoluição do lago Guaíba e a construção de casas populares. Os dois também apostam no desgaste da atual administração, marcada pelo “vazio de projetos” e pela percepção de que os serviços públicos pioraram, conforme a deputada.

Os dois pré-candidatos concordam ainda que o PT deve montar uma política de alianças de “centro-esquerda” para 2008 em Porto Alegre, buscando o apoio do PSB, do PDT e do PCdoB, para evitar a pulverização de votos dentro do mesmo espectro político. Neste último caso, a intenção depende da desistência da deputada Manuela D’Ávila, aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em concorrer no ano que vem. Maria do Rosário vai um pouco mais longe e afirma ter “disposição para o diálogo” até com o P-SOL, formado por militantes expulsos do PT em dezembro de 2003.

09/12/2007 - 10:55h Em Porto Alegre, Fogaça e Olívio Dutra disputam liderança

Sem o ex-governador, Maria do Rosário, Onyx, Luciana Genro e Manuela D’Ávila dividem 2º lugar atrás do prefeito do PMDB

Na espontânea, petista foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%)

SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a sucessão na capital gaúcha, o prefeito José Fogaça (PMDB) aparece à frente de seus concorrentes. A dez meses da disputa, ele é o candidato mais citado, com 19% das intenções de voto, nos três cenários estimulados pelo instituto de pesquisa.
Olívio Dutra (PT), ex-governador do Rio Grande do Sul e atual presidente da sigla no Estado, é o seu maior adversário. Aparece com 16%. Nos três cenários pesquisados, ele é o segundo colocado que mais se aproxima do prefeito peemedebista. Como a margem de erro é de cinco pontos, para mais ou para menos, há empate técnico.

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09/12/2007 - 10:51h Em Porto Alegre, Fogaça e Olívio Dutra disputam liderança

Sem o ex-governador, Maria do Rosário, Onyx, Luciana Genro e Manuela D’Ávila dividem 2º lugar atrás do prefeito do PMDB

Na espontânea, petista foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%)

SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a sucessão na capital gaúcha, o prefeito José Fogaça (PMDB) aparece à frente de seus concorrentes. A dez meses da disputa, ele é o candidato mais citado, com 19% das intenções de voto, nos três cenários estimulados pelo instituto de pesquisa.
Olívio Dutra (PT), ex-governador do Rio Grande do Sul e atual presidente da sigla no Estado, é o seu maior adversário. Aparece com 16%. Nos três cenários pesquisados, ele é o segundo colocado que mais se aproxima do prefeito peemedebista. Como a margem de erro é de cinco pontos, para mais ou para menos, há empate técnico.
Nesse quadro, a deputada federal Luciana Genro (PSOL) aparece em terceiro, com 13%, seguida pelos também deputados federais Onyx Lorenzoni (DEM), com 12%, e Manuela D’Ávila (PC do B), com 11%.
No quadro em que a deputada federal Maria do Rosário é a candidata do PT, ela aparece empatada na segunda colocação com Onyx, Luciana e Manuela, todos com 12%. Eles estão no limite do empate técnico com Fogaça, mas a probabilidade maior é que o peemedebista esteja à frente.
O deputado federal Enio Bacci (PDT) e a secretária estadual da Cultura, Mônica Leal (PP), têm 3% em todos os cenários pesquisados. O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB) aparece com, no máximo, 3% (no cenário sem Olívio e sem Maria do Rosário).
Quando o candidato do PT é o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, Fogaça se mantém na liderança e Luciana oscila dois pontos, chegando a 14%. Onyx e Manuela ficam empatados em terceiro lugar, ambos com 13%. Rossetto aparece em quarto lugar, com 4%, e tem o pior desempenho entre os candidatos petistas.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, Olívio foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%). Dos entrevistados, 69% disseram não saber em quem gostariam de votar.
Fogaça se mantém melhor colocado entre os eleitores cuja renda familiar mensal é de até dois salários mínimos, de acordo com a pesquisa estimulada.
Ele também é o preferido dos que têm de 45 a 59 anos. Entre os eleitores com mais de 60 anos, Fogaça divide a preferência com Luciana.
Onyx altera seu percentual de acordo com a renda familiar. O melhor índice acontece quanto mais baixa é a renda: 15% entre os que ganham até dois salários e 9% entre os eleitores cuja renda é superior a dez salários mínimos.
Com Luciana ocorre o inverso: seu eleitorado aumenta na proporção em que se eleva a renda: ela é citada por 8% dos que ganham até dois salários e por 16% dos que ganham mais de dez salários.
A candidata do PSOL é a preferida também dos entrevistados com ensino superior entre os candidatos (23%).
Olívio tem maioria de votos entre todos os demais candidatos no grupo de eleitores com renda de mais de cinco a dez salários mínimos (23%).
Os candidatos preferenciais dos eleitores entre 16 e 24 anos são Fogaça (21%), Onyx (19%) e Manuela (18%).
No cenário em que quatro mulheres aparecem como candidatas, Fogaça tem a preferência das eleitoras (19%), seguido de Rosário (14%).

01/10/2007 - 13:14h Ibope mostra Fogaça à frente em Porto Alegre

Zero Hora

A primeira pesquisa Ibope para a eleição de Porto Alegre em 2008 mostra o prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) à frente dos adversários.

O peemedebista aparece em primeiro lugar nas intenções de voto nos sete cenários da pesquisa estimulada de primeiro turno nos quais seu nome é apresentado aos entrevistados — foram feitas nove simulações desse tipo.

O índice mais alto do prefeito é obtido no cenário em que enfrenta Luciana Genro (PSOL), Onyx Lorenzoni (DEM) e Miguel Rossetto (PT). Nessa situação, Fogaça obtém quase um terço das preferências — 29%. Nos demais cenários, seus índices variam de 22% a 28%.

Em segundo lugar, tecnicamente empatadas, estão as deputadas Maria do Rosário (PT), Manuela D’Ávila (PC do B) e Luciana Genro (PSOL). Maria do Rosário e Manuela aparecem como favoritas nos dois únicos cenários de primeiro turno em que Fogaça não está entre os candidatos.

Entre todos os adversários, Maria do Rosário (PT) é a que mais se aproxima de Fogaça no primeiro turno. Nos quatro cenários em que os dois se enfrentam, a petista fica de seis a 10 pontos percentuais atrás do prefeito. Maria do Rosário também leva pequena vantagem — de um ponto percentual — sobre Manuela na simulação em que as duas se enfrentam, sem o nome do prefeito entre os candidatos.

O Ibope ouviu 602 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 26 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

19/06/2007 - 00:03h Plano nacional estimula expectativas do trade

18/06/2007 - JORNAL DO COMÉRCIO - Economia - p. 14

O lançamento do Plano Nacional de Turismo (PNT) gerou uma expectativa positiva no trade gaúcho. O anúncio de investimentos do orçamento federal de R$ 6,6 bilhões no setor até 2010 e a oferta do crédito consignado para aposentados comprarem pacotes turísticos promocionais devem ampliar a receita de todo a cadeia turística.

A presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (Abav/RS), Carmen Corrêa Marun, destaca que, se o governo aplicar efetivamente em estruturação dos aeroportos, na manutenção das estradas e na sinalização, o resultado será bastante positivo. “O Brasil está com a imagem prejudicada em função do problema nos aeroportos e isso precisa . ser resolvido”, destaca a empresária.

Para o presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa), Daniel Antoniolli, o simples fato de o Brasil ter criado um plano nacional do turismo já é bastante positivo. “Nunca tivemos uma política séria, aliás não tínhamos nem um ministério do Turismo. A proposta de longo prazo indica que o Brasil, pelo menos em nível federal, está consciente da importância do setor”, avalia Antonioni.

Além de infra-estrutura, os investimentos do governo irão contemplar ações de divulgação dos roteiros brasileiros no mercado interno e externo. O chamado PAC do Turismo (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê a criação de 1,7 milhão de novos empregos e receita de US$ 7,7 bilhões em divisas para o País. Além de atrair turistas estrangeiros, o projeto busca estimular as viagens internas.

Para isso, urna das medidas previstas é a oferta do crédito consignado para que aposentados do INSS possam comprar pacotes turísticos promocionais. De acordo com o divulgado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, os pacotes custarão entre R$ 500,00 e R$ 600,00 e poderão ser pagos em 12 meses com juros abaixo de 1%. A prioridade do governo será o Nordeste, em função de a região ser economicamente deprimida.

“O projeto para a terceira idade é ótimo, mas precisamos direcionar algo para o Rio Grande do Sul”, diz Antonioni. Segundo ele, é preciso que os governos locais, empresas e entidades se organizem e busquem, junto ao governo federal, que a região Sul também seja contemplada.

Já para as agências de viagens locais, principalmente as emissivas, o foco na terceira idade e em viagens nacionais é considerado bastante positivo. “Os aposentados dispõem de mais tempo e de condições financeiras para viajarem”, explica Carmen. Mas ela ressalta que, dependendo do pacote, a compra direta das companhias aéreas é mais vantajosa, pois algumas oferecem passagens sem juros, assim como algumas operadoras. Carmen diz que em função da diversidade de ofertas e modalidades de pagamento essa análise é melhor executada por um agente de viagem.

“E fundamental fortalecer o Ministério do Turismo e a segunda fase do Plano Nacional de Turismo lançada pela ministra Marta Suplicy. O PNT garante a continuidade de um trabalho que alcançou resultados significativos para o setor nos últimos quatro anos, ressalta as diretrizes de inclusão social e de sustentabilidade e dará forte estímulo ao turismo interno, o que é muito bom para a cidade de Porto Alegre. Além disso, sua elaboração contou com expressiva participação da área privada, o que reforça sua importância e alcance”, afirma a secretária de Turismo de Porto Alegre, Angela Baldino.