10/03/2009 - 20:24h Bat-mulher sai do armário

Detective Comics #854, Pages 2 and 3
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A DC Comics divulgou desenhos com a personagem Bat-Mulher em ação.

 

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Referência a um personagem do período pré-crise, a mulher-morcego tem chamado atenção da mídia pela sua opção sexual. Ela é lésbica e já teve um caso com a policial René Montoya. Alguns sites e fóruns deixaram de lembrar o quanto os quadrinhos eram pouco abertos a esse tipo de abordagem há não muito tempo.Estrela Polar da Marvel demorou anos até assumir sua homossexualidade de vez nos quadrinhos e mesmo na DC Comics os gays eram sempre coadjuvantes e nunca protagonistas de uma história.Aparentemente, a DC Comics tem seguido firme nesse caminho ao retratar outros de seus personagens de etnias diferentes da norte-americana, como é o caso dos novos Besouro Azul (de etnia latina) e Eléktron (de etnia asiática). Nada mais que a obrigação de um meio que nasceu para ser um espelho de seu tempo e não reservatório de idéias conservadoras e ultrapassadas. Vale lembrar que o preconceito se estendeu não apenas a preferências sexuais, mas também de etnia, gênero e religião (que ainda hoje não foi superado, com religiões desenvolvendo seus próprios personagens pela falta de representatividade nos comics).

Blogman já foi o “Batboy”, mas caiu fora no dia de conhecer a batcaverna. Fala sério…

Fonte Melhoresdomundo.net

Una de las viñetas de la nueva entrega de Batwoman

Batwoman sale del armario

La superheroína del cómic renacerá en julio bajo su nueva condición de lesbiana

TONI GARCÍA – Barcelona – El País

Kathy Kane declaró públicamente su homosexualidad en 2006, al conocerse que fue amante de la detective Renee Montoya. La noticia provocó un alud de comentarios (a favor y en contra) y en pocos días más de medio millón de entradas en la Red se ocupaban del tema. No tendría mayor importancia si no fuera porque Kathy Kane es en realidad el álter ego de Batwoman; Renee Montoya trabajaba en la comisaría de Gotham, y todo lo anterior es cierto únicamente en las páginas de sus respectivos cómics.

El lesbianismo de la superheroína llegó a ocupar espacio en periódicos como The New York Times o Washington Post y cadenas televisivas como la NBC o la CNN, e hizo comprender a la veterana editorial DC Comics el potencial que tenía el personaje, y por qué no decirlo, su identidad sexual.

Tres años después, la editorial estadounidense se dispone a resucitar a la chica murciélago otorgándole los galones hasta ahora reservados para las estrellas de la compañía: una serie de 12 números, con presentación de lujo días pasados en el Comic Con de Nueva York (una reu-nión de fans del género que se considera la más importante del mundo después de la de San Diego) y donde la sexualidad de Kane se explotará sin tapujos, lo cual ha provocado el entusiasmo de los grupos que luchan a favor de los homosexuales y la ira de los no menos poderosos lobbies conservadores. Al mando del proyecto, el guionista Greg Rucka, que en su blog http://ruckawriter.livejournal.com desveló recientemente las cinco primeras páginas del proyecto (cuyo primer número verá la luz en julio), en el que ha trabajado casi dos años junto al dibujante JH Williams III y a Dave Stewart, que se ha ocupado de colorear las “explosivas” aventuras de Kane.

Rucka asegura al rotativo británico The Guardian que “Batwoman debería ser juzgada por sus méritos y no por si es lesbiana o pelirroja, eso sólo son elementos de su personaje”. La heroína nació en 1957 pero murió en 1979, y su resurrección (o el anuncio de la misma) coincide con la supuesta muerte de Batman, su homólogo masculino, quien en el último número de su serie regular publicado en Estados Unidos es arrojado al vacío desde un avión, sin traje ni máscara.

Naturalmente, el superhéroe resucitará cuando sea preciso, pero su “desaparición” es una ocasión magnífica para que DC (responsable también de un personaje tan icónico como Superman) otorgue a la némesis femenina de su superhéroe más popular la oportunidad de ser la primera lesbiana declarada en disponer de su propio arco argumental, acompañada del que se prevé que se convierta en uno de los lanzamientos más publicitados de la compañía en los últimos años. En palabras del propio Rucka, “entusiasmado” con el proyecto “creo que la gente se va a caer de la silla cuando lea el primer número”.

do blog Krônicas

Lesbianismo na DC comics: liberal ou reacionário?

Já que estou escrevendo sobre estereótipos e clichês, gostaria de discorrer um pouco sobre o que me parece ser uma onda de personagens femininas lésbicas ou bissexuais na DC comics e no que isso vem me incomodando.
Antes de começar, duas coisas tem de ser esclarecidas:

Primeiro, não tenho nada contra homossexuais masculinos ou femininas. Tenho amigos gays, incluindo o padrinho de minha filha, e amigas lésbicas e bissexuais.
Segundo, leio pouco histórias em quadrinhos atualmente, questões de grana e tempo. Posso estar desatualizado ou avaliando dentro de um universo muito restrito.
Dito isso, vamos lá.

A primeira personagem lésbica que saiu do armário em tempos recentes foi a policial de Gotham City Renée Montoya. Me pegou de surpresa, mas não me incomodou. Já gostava da personagem e continuei gostando. Ela nunca tinha tido namorados masculinos, logo a questão estava aberta. O drama da família que não aceitava a opção sexual dela foi bem conduzido numa história bem legal.
Daí chegamos as novas mulher-gato e batmulher que são lésbicas. A nova bat-mulher é personagem nova, sem passado. A nova mulher-gato era amiga da antiga, mas, como Montoya, sua vida sexual não fôra abordada anteriormente, logo tudo bem. Até aí, tudo legal.

Na nova série do “Sexteto Secreto”, as personagens Escândalo e Nocaute tem um namoro. Escândalo foi apresentada na série, mas Nocaute tinha um histórico de vilã e havia tido um caso com Superboy (Conner Kent), logo se revelou bissexual na série.
Na série “Renegados”, as personagens Grace e Tormenta (filha do Raio Negro) começaram a namorar. A sexualidade de Tormenta não tinha sido abordada antes, mas Grace tinha tido um caso com Roy Harper (Arsenal) e era promíscua.

Agora chegamos ao que me incomodou. Até então estava aplaudindo a DC comics por mostrar personagens interessantes com diferentes opções sexuais. Vamos lá:

Quanto às personagens: Nocaute é uma vilã e Grace era promíscua, o que numa visão conservadora é uma perversão ou falha de caráter. O fato de ambas se revelarem bissexuais não poderia trazer implicitamente um discurso de que a homossexualidade ou a bissexualidade são “coisas de quem tem um desvio de caráter” (vilania e promiscuidade) ?
Além disso, Montoya, Batmulher, Mulher-gato, Grace, Nocaute, Escândalo e Tormenta são mulheres fortes, decididas, guerreiras. A bissexualidade aí não traria implícito que tais traços são “masculinos” logo levam a uma “sexualidade masculina”? Ambos os discurso são reacionários.

Quanto ao universo DC: não tenho visto personagens masculinas se revelarem homossexuais ou bissexuais. Os homens pelo visto continuam no armário, se é que lá estão. Será que isso não quer dizer que as personagens lésbicas na verdade não estão lá em prol da diversidade e sim para agradarem aos leitores homens heterossexuais que ficam excitados com cenas de lesbianismo? As personagens ficam então reduzidas à condição de objetos sexuais. Reacionarismo novamente.
Vejam bem, não há nada de errado em ser objeto de desejo, gosto quando mulheres olham para mim com libido, ser reduzido a isso é que é o problema.

Com exceção da batmulher e da nova mulher-gato que conheço pouco, gosto de todas as personagens acima e não gostaria de vê-las reduzidas a objeto sexual ou portadoras de um discurso reacionário que elas não merecem.

04/03/2008 - 23:12h La sale affaire de la concierge blonde

Le 16 janvier 1969, la police apprend qu’une concierge de la rue des Martyrs, à Paris, organise des projections pornographiques illégales dans sa loge… C’est le début d’une enquête haletante (et véridique) que le sociologue Baptiste Coulmont propose de découvrir sur son site, en feuilleton hebdomadaire.

Xavierduvet

Avez-vous jamais rêvé de suivre une enquête policière sur de «sordides» affaires sexuelles ? Auteur d’un livre-culte sur l’histoire des sex-shops, enseignant à l’Université de Paris 8, Baptiste Coulmont a retrouvé dans le fin fond des archives judiciaires une curieuse histoire de projections pornos clandestines dont il nous livre la matière brute : recopiant les rapports de police sur son site, il nous invite à suivre, pas à pas, les méandres de cette «sale affaire». Tout commence en 1969. Des touristes français et étrangers sont racolés aux environs de la place Pigalle pour être conduits dans la loge d’une femme «assez forte, blonde, âgée de la cinquantaine environ» où sont organisés des projections de films interdits. Mais la surveillance s’avère difficile… D’où viennent ces mystérieux films X ? Pourquoi sont-ils diffusés dans le réduit d’une concierge ? La suite au prochain épisode…

Chaque semaine, Baptiste Coulmont mettra donc en ligne un morceau de l’enquête, accompagnée de commentaires. Sa démarche se veut critique. Aucun voyeurisme dans cette tranche de mœurs mise à nu : il s’agit bien plutôt de nous faire prendre conscience de l’incroyable liberté sexuelle qui règne désormais en France.

Est-il possible d’imaginer qu’il y a à peine trente-huit ans les films X étaient encore interdits ? En 1969, posséder des photos représentant l’acte sexuel pouvait vous valoir la prison. On appelait ça l’OBM : outrage aux bonnes mœurs. Ce délit frappait toutes les personnes fabriquant, exposant, louant ou détenant (pour la vente) des choses «contraires aux bonnes moeurs»… Quelles choses ? La liste était longue : «tous imprimés, tous écrits, dessins, affiches, gravures, peintures, photographies, films ou clichés, matrices ou reproductions phonographiques, emblèmes, tous objets ou images.» Et que pouvait signifier «contraires aux bonnes mœurs» ? La loi ne le précisait pas. C’était aux policiers et aux juges de le dire.

«Juste pour vous donner un exemple de biais de sélection, commente Baptiste Coulmont : dans les archives judiciaires, j’ai trouvé le cas d’un médecin (en 1973) qui avait visiblement une collection d’images pornographiques. Mais quand il a été convoqué par la police, il a dit que la possession d’images pornographiques était à replacer dans une culture de carabins, où les blagues lourdes, l’humour “gaulois”… était de rigueur. Extrait de l’interrogatoire : “Etant soldat, je désirais obtenir des photographies d’hommes et femmes pornographiques, car la plupart de mes camarades en possédaient. C’est dans ce but que je me suis mis en rapport avec Monsieur ****, en lui proposant d’échanger des photos naturistes contre de telles photos car je pensais qu’il en possédait. C’est dans ces conditions que par la suite nous avons lui et moi dû faire quatre ou cinq échanges de dix photographies. Celles que m’adressait Monsieur **** étaient indubitablement pornographiques. Il s’agissait d’ailleurs de photos reproduites car elles n’étaient, je dois le dire, pas très belles du point (sic) qualité technique.” Ce médecin n’a pas été inquiété… et il n’apparaît pas dans les statistiques : ce qui apparaîtra, c’est celui qui est considéré comme le “chef” du réseau d’échange, un employé de je ne sais plus quel service public.»

L’OBM, bien sûr, n’existe plus. Cet outrage (article 283) a disparu du Code pénal en 1993. La tolérance était d’ailleurs déjà très grande depuis de nombreuses années. «Entre 1960 et 1990, les juges ont progressivement cessé de condamner des gens pour OBM. La police continuait à “constater” des infractions pour OBM (un bon millier chaque année)… mais les personnes n’étaient plus condamnées (sauf une poignée chaque année).» Ouf. C’est de l’histoire ancienne. Veillons du moins à ce qu’elle le reste en étudiant d’un œil critique l’histoire du droit à travers cette ténébreuse affaire Olesniak, l’affaire de la concierge aux films pornos… dont vous apprendrez la semaine prochaine qu’il lui manque deux doigts ! Le mystère s’épaissit.

L’illustration est de Xavier Duvet, auteur de polars érotiques (éditions Tabou)…

do blog de Agnès Giard, do jornal Liberation