08/10/2009 - 12:51h Crise regional define poder nacional

ColunistaMaria Inês Nassif – VALOR

Os dois partidos preferidos do eleitor paulista, PT e PSDB, mantêm a centralidade na política nacional mais pela polarização que o eleitor do Estado faz a partir deles – o eleitor define-se ideologicamente a partir da imagem que tem dessas legendas – do que pelo perfil de ambos. Desde a virada do milênio, as seções paulistas desses partidos vivem intensas crises internas porque vitórias estaduais são o primeiro passo da disputa nacional. As lideranças consolidadas pelo eleitorado tendem também a não abrir caminho para renovação.

A posição do PSDB, de partido há muito tempo no poder estadual, tornou-o demais atrativo para lideranças mais conservadoras que estavam abrigadas em partidos que perderam força e eleitorado, como o PMDB e o antigo PP de Paulo Maluf. Militantes antigos queixam-se da queda de qualidade de seus quadros. O destino trouxe de volta para o Estado líderes petistas de maior peso que se desgastaram no primeiro governo de Lula, mas hoje eles pendem muito mais a adequar o diretório paulista ao projeto de continuidade do PT no poder federal do que propriamente de adequação das necessidades nacionais às disputas paulistas.

PT e PSDB polarizam o eleitorado do Estado desde que o ex-governador e ex-prefeito Paulo Maluf (PRP) saiu do mapa das eleições majoritárias, posição consolidada quando ele se refugiou no mandato de deputado federal, em 2006. Parte do eleitorado malufista foi absorvida pelos tucanos – o voto que por conceito era antipetista – e pouco Maluf levou consigo em alianças com o PT.

O eleitor paulista tem mantido um certo padrão de voto: o governo do Estado está há 17 anos nas mãos do PSDB, duas das três cadeiras no Senado ficam com o PT e, na Câmara dos Deputados, os dois partidos paulistas têm as duas maiores bancadas do Estado – são 18 representantes do PSDB e 14 do PT. Na prefeitura da capital se revezam petistas e antipetistas – nas últimas eleições municipais venceu a disputa o prefeito Gilberto Kassab, do DEM, como o candidato antipetista, da mesma forma que Maluf ganhou em 1992 contra o PT e o seu sucessor, Celso Pitta, em 1996.

A candidatura vitoriosa de José Serra à prefeitura, em 2004, foi o momento em que a capital conseguiu realizar de forma mais completa o voto antipetista num representante tucano, sem que ocorresse perda de votos conservadores, claramente antipetistas, para uma legenda mais à direita no espectro partidário. Em 2008, o candidato tucano Geraldo Alckmin sangrou sua candidatura para Gilberto Kassab (DEM), que conseguiu a seu favor um perfil de eleitorado conservador, antipetista, antes dirigido a Maluf, e o eleitor tucano e o antipetismo menos conservador, os dois últimos vindos das mãos de Serra, de quem o candidato do Democratas era vice na prefeitura.

Polarizados nas eleições do Estado com mais eleitores, os dois partidos ainda conservam um grande poder na política nacional. O PT ainda tem uma forte concentração das decisões nacionais nas mãos dos representantes paulistas. Seu presidente é Ricardo Berzoini, deputado federal por São Paulo, e sua Executiva Nacional é fortemente paulista. O PSDB “despaulistizou” a direção nacional ao longo do governo de Fernando Henrique Cardoso, mas não o poder. A candidatura do paulista José Serra à Presidência mobiliza grande parcela do tucanato nacional desde 2002, quando ele perdeu a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2006, quando Lula disputou a reeleição, a briga pela legenda tucana à eleição nacional não saiu do Estado: o ex-governador Geraldo Alckmin foi o candidato, depois de ganhar uma queda-de-braço com o governador José Serra, que então se candidatou ao governo. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se resguarda para as grandes decisões nacionais, também irradia daqui a sua influência para o resto do país.

Da mesma forma que São Paulo, no início da década de 80, produziu as novas lideranças políticas que iriam arejar a política nacional que saía da ditadura, é no Estado que, hoje, as lideranças antigas nacionais são mais arraigadas. A renovação está se produzindo primeiramente fora de São Paulo e começa a acontecer aqui de forma tardia e com mais dificuldades. Primeiramente, porque lideranças estaduais consolidadas tendem a não ceder espaço para novos personagens. Isso ocorre nos dois partidos. No PSDB, é mais acentuada a dificuldade de depuração de quadros de qualidade ruim que tendem a se amontoar num partido quando ele vira opção de poder – e foi o PSDB o grande atrativo para ex-quercistas e pemedebistas que abandonaram a legenda pemedebista esvaziada pela polarização eleitoral entre os tucanos e o PT. No PT esse efeito foi menor porque o partido tem mecanismos de controle interno que não foram desmontados depois que este alcançou o poder federal – e que, se não facilitam a vida dos que chegam de fora, pelo menos dá instrumentos para que as direções os submetam aos interesses de maiorias partidárias.

Se o trânsito das novas lideranças é difícil no PT e no PSDB paulista, também se tornam mais complicadas as disputas internas entre as velhas lideranças. No caso do PT, a luta interna entre os grupos, mesmo depois de 2005, em algum momento pode ser interrompida pela ação de um grupo majoritário. As próprias prévias eleitorais são regras para enquadramento de minorias. Nas eleições, esses mecanismos garantem coesão no palanque, mesmo que as divisões voltem a se manifestar no dia seguinte ao pleito. No PSDB, as disputas são enquadradas em articulações de lideranças que dificilmente conseguem garantir uma mínima coesão eleitoral. Não existem compromissos sólidos dos grupos derrotados em disputa com os grupos vitoriosos, nem se observa uma coesão partidária posterior a uma grande disputa interna pela legenda para cargos majoritários.

Pelos dados colocados na mesa até agora, o PT e o PSDB paulistas vão fazer valer a tradição e se aproximam das eleições rachados. O PT tem mais chances de ir unido para o palanque estadual do grupo vitorioso, mesmo que rache novamente logo em seguida. Qualquer que seja o grupo vitorioso no PSDB paulista, não há chances de unidade nem para as eleições.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br

10/07/2009 - 10:16h “O PP não tem hoje tamanho para alterar o centro de uma hegemonia moral-intelectual boa”, disse Ciro

Ciro não descarta aliança com Maluf em SP

Julia Duailibi, GUARUJÁ – O Estado SP

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) voltou a mencionar ontem a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo, em 2010, e admitiu ter mantido conversas com o ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP) sobre a disputa. “O que pega é catapora, conversar com as pessoas não faz mal nenhum”, declarou o deputado, ao participar de palestra, no Guarujá, litoral paulista, onde foi saudado como “governador”.

Ao dizer que tem uma relação de “cordialidade” com Maluf, que respondeu a acusações de mau uso de recursos públicos, Ciro disse não descartar uma aliança com o PP.. “Faço aliança até com Satanás se for para fazer a obra de Deus.”

O PSB paulista e parte do PT querem Ciro na disputa estadual , como uma saída para o fato de o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter um candidato natural. A articulação tem apoio junto ao comando nacional petista, que teria Ciro longe da disputa presidencial.

“Há um punhado de pessoas com quem trabalho que tem me pedido para refletir sobre isso. Considero uma responsabilidade muito honrosa, muito grave. Se eu tiver de fazer a transferência do título, não quer dizer que seja candidato a governador. Posso ser candidato a presidente tendo domicílio eleitoral em São Paulo”, respondeu Ciro, que terá de mudar o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo até o final de setembro para disputar o Palácio dos Bandeirantes. Ele disse, no entanto, que as definições só ocorrerão em abril de 2010.

Ciro citou o cientista político italiano Antonio Gramsci (1891-1937), referência do pensamento de esquerda, para criticar alianças políticas em que há ” perda de hegemonia moral e intelectual”. Esse seria o caso da aliança entre PT e PMDB no plano federal, avaliou. Mas não da aliança com o PP de Maluf. “O PP não tem hoje tamanho para alterar o centro de uma hegemonia moral-intelectual boa”, disse.

Ciro disse que não se aliaria ao PMDB de Orestes Quércia. “Não vou para uma aliança com o Quércia. Não vou. Ponto final”, afirmou. Para setores do PT e do PMDB, Ciro critica a aliança porque teria interesse na vaga de vice na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência.

Ele disse que estão colocando “a faca no pescoço” de Dilma ao fazerem com que ela defenda o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). “Obrigar a Dilma a defender o Sarney? Que isso? O Lula, na Presidência da República, que se obrigue a essa tarefa institucional, eu entendo. E a Dilma, que é uma persona política em formação, pessoa de valor extraordinário? É uma exigência de faca no pescoço.”

08/04/2009 - 12:00h Recado entre pares

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Monica Bergamo – FOLHA SP

FALA, MALUF!
Paulo Maluf (PP-SP) está “prestes a explodir” por causa da decisão da prefeitura, comandada por Gilberto Kassab (DEM-SP), de pedir que recursos que seriam dele no exterior sejam repatriados. O ex-prefeito disse há alguns dias a pessoa de sua estrita confiança que poderá aderir à delação premiada, ajudando o Ministério Público de SP a desvendar esquemas que envolveriam “políticos jovens” com os quais já fez campanha na manipulação de recursos de forma, digamos, pouco transparente.

EU, NÃO
Maluf nega que tenha dinheiro no exterior.

27/03/2009 - 12:55h FHC não acha estranho PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB estarem implicados na operação “Castelo de Areia” da Polícia Federal

As investigações da Polícia Federal na operação “Castelo de Areia”, parece implicar, em recebimento de contribuições não declaradas, os seguintes partidos: PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB.

FHC não achou estranho a implicação, no recebimento ilícito, do seu próprio partido, o PSDB. Tampouco achou estranho ele aparecer implicado junto com o DEM. Aliados -FHC deve ter pensado- é normal que estejam juntos no percalço.

Mas, não é estranho FHC considerar normal esses partidos estarem implicados em algo ilícito, sendo como ele, vestais da moral pública?

Não é curioso FHC passar recibo assim, tão espontaneamente?

O pensamento parece ser: se o PT também estiver implicado, os demo-tucanos serão menos culpados.

Qual é o principio ético no pensamento da “nova sociologia” de FHC?

A seguir o artigo do jornal O Estado SP, clique para ampliar e boa leitura. LF

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26/03/2009 - 22:14h Estranho, muito estranho…

No tenho por habito comentar aqui ações da Polícia Federal, particularmente no meio de uma investigação. Muitas vezes, motivações obscuras são ignoradas e só aparecem com o tempo.

Mas não posso deixar passar minha revolta à leitura de artigos, como o que reproduzo embaixo do portal O Globo.

Segundo a PF, a empreitera Camargo Correia teria procedido a doações ilegais para os seguintes partidos: PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB.

Pois não é que O Globo faz uma matéria cobrando explicações dos candidatos do…PT!

Curiosamente, nenhuma menção é feita à noticia publicada hoje pelo Jornal da Tarde (JT) do grupo Estado e que também reproduzo a seguir.

Muito estranho este comportamento de alguns jornais. Muito estranho. LF

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Castelo de Areia

Candidatos do PT dizem que só receberam doações legais da Camargo Corrêa

Publicada em 26/03/2009 às 19h23m

Wagner Gomes – portal O Globo

SÃO PAULO – A construtora Camargo Corrêa, que está sendo investigada pela Polícia Federal por desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas políticas , fez várias doações para candidatos do PT. Tais doações são consideradas legais pela Justiça Eleitoral. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alguns candidatos chegaram a receber no ano passado R$ 500 mil. É o caso da candidata a prefeitura de Curitiba, no Paraná, Gleisi Hoffmann, que acabou perdendo as eleições para o tucano Beto Richa. Gleisi recebeu R$ 150 mil no dia 30 de julho, outros R$ 150 mil no dia 22 de agosto e mais R$ 200 mil no dia 29 do mesmo mês.

De acordo com o Ministério Público Federal, entre os partidos que teriam recebido dinheiro por fora, em doações ilegais, estão PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB. A operação Operação Castelo de Areia prendeu 10 pessoas na quarta-feira. Nesta quinta-feira, os partidos negaram as irregularidades e lançaram suspeitas sobre a PF . O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que haja uma conotação política na operação da PF .

- A doação foi feita obedecendo a legislação em vigor. Não tenho elementos para avaliar a referida operação, mas considero que a Polícia Federal esteja cumprindo o seu papel constitucional, assim como acredito que a Justiça também o fará – disse Gleisi, atual presidente do PT no Paraná.



O prefeito eleito de Recife, o petista João da Costa Bezerra Filho, recebeu durante a campanha de 2008 R$ 200 mil da Camargo Corrêa. Doações menores foram feitas para Antônio Donato, candidato a vereador por São Paulo (R$ 50 mil), Maria das Dores de Oliveira Viana, candidata do PT a prefeitura de Deodápolis, no Mato Grosso do Sul (R$ 20 mil), Mário Alberto Kruger, que disputou pelo partido a prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso (R$ 20 mil), e Sebastião Alves de Almeida, candidato a prefeitura de Guarulhos (R$ 15 mil).

Receberam R$ 5 mil Carlos José de Almeida, que disputou a prefeitura de São José dos Campos, Maria de Fátima Andrade da Silva Prado, candidata a vereadora por Taubaté, Paulo Afonso Mendonça de Siqueira, que disputou a vaga de vereador por Caraguatatuba, e Wagner Ocimar Balieiro, candidato a vereador por São José dos Campos.

Camargo Corrêa doou R$ 6,9 milhões em 2006

De acordo com o site Contas Abertas, que registra os gastos do governo, a Camargo Corrêa doou R$ 6,9 milhões em 2006 para campanhas de diversos partidos. O repasse é legal e também foi registrado no TSE. Na lista dos beneficiados estão os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), e da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), além da senadora Roseana Sarney (DEM-MA) e o atual secretário do Trabalho no Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM-SP). Wagner recebeu naquele ano R$ 200 mil da construtora. Os demais receberam R$ 300 mil cada um.

Em 2008, a construtora, que está entre as maiores doadoras em campanhas políticas, repassou R$ 2 milhões para os candidatos que disputaram uma vaga nos pleitos municipais. Conforme o Contas Abertas, a Camargo Corrêa recebeu R$ 129 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos últimos três anos.

Em nota, Afif confirmou que recebeu no dia 6 de setembro de 2006 R$ 300 mil da construtora quando disputava uma vaga no Senado. Segundo ele, o pagamento foi feito em cheque e registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Roseana Sarney disse que todas as doações foram realizadas dentro da lei e preferiu não comentar eventuais problemas de empresas que a apoiaram.

O vereador Antônio Donato, do PT, disse que ficou surpreso com a Operação Castelo de Areia. Ele afirmou que espera que a Camargo Corrêa, uma empresa de tradição no Brasil, tenha feito repasses legais para os candidatos. No Paraná, o prefeito Beto Richa, do PSDB, também recebeu dinheiro da construtora durante as eleições. A Camargo Corrêa, responsável pela construção da Linha Verde, principal obra viária de Curitiba, que liga o norte ao sul da cidade, e a Construtora Triunfo doaram cada uma R$ 300 mil para a campanha do tucano.

19/03/2009 - 11:53h Bornhausen, o “natural” cabo eleitoral de Serra

Jorge Konder Bornhausen (Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1937) é um advogado e político brasileiro.

Foi ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Fernando Collor[1]. Foi também governador biônico de Santa Catarina entre 1979 e 1983 e senador entre 1983 e 1991 e entre 1999 e 2007 pelo estado de Santa Catarina.

Em sua gestão como governador biônico, ocorreu a manifestação popular conhecida como Novembrada, em Florianópolis, quando da visita oficial do general-presidente João Figueiredo à Santa Catarina.

Foi presidente nacional do PFL, atual Democratas. Wikipedia

http://rsurgente.zip.net/images/bornhausen.jpghttp://3.bp.blogspot.com/_4mcHW7wpAUM/STXesNQHEKI/AAAAAAAAGzg/1_SEvv-apOQ/s400/olha_quem_fala%5B1%5D.jpg

”Candidatura natural tem um nome: Serra”

Bornhausen pede ”bom senso” e diz que ”erro não se repete”, numa referência à candidatura de Alckmin em 2006

Christiane Samarco – O Estado SP


Enquanto o PSDB discute prévias para escolher o candidato a presidente, o DEM declara sua preferência pelo governador paulista José Serra e prega o respeito dos tucanos a uma velha regra da política: a candidatura natural. “O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, é um bom nome e merece o maior respeito, mas, como ex-presidente do DEM, membro da Executiva e do Conselho Político, sou obrigado a dizer que há uma candidatura natural e sua tradução é José Serra”, diz Jorge Bornhausen em entrevista ao Estado.

A despeito dos elogios a Aécio na reunião do Conselho Político do DEM, semana passada, em São Paulo, a preferência por Serra vem desde 2006, quando o PSDB optou pela candidatura de Geraldo Alckmin. “Erro não se repete”, adverte. Por isso mesmo, a aposta agora é em Serra.

Bornhausen pede “bom senso” ao tucanato. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O DEM recuou da posição inicialmente contrária às prévias do PSDB?

Não. Nós compreendemos a necessidade que tem o PSDB de dar uma boa solução para a escolha de seu candidato. Se eles entenderem que o caminho são as prévias, não há por que contestar. Queremos é que a solução seja boa.

E a preferência do DEM é…

Há uma regra em política sobre contrariar candidaturas naturais. Candidatura natural é aquela que tem a maior possibilidade de vitória e isto está constatado em todas as pesquisas. Se o PSDB vai decidir por prévias, ou não, a maioria do Conselho Político do DEM é pela candidatura natural, que tem um nome: José Serra.

Mas o que define o candidato natural são as pesquisas de opinião?

O candidato se define por pesquisas, pela densidade eleitoral do seu Estado, pela posição do Brasil em relação às circunstâncias da crise. Tudo isso indica a candidatura de Serra. Sem nenhum demérito ao governador Aécio, que faz boa administração em Minas, Serra é o melhor perfil para administrar na crise.

Tem candidato que larga com 3% nas pesquisas e acaba vencendo a eleição, como Fernando Collor (1989). O sucesso de gestão em Minas não torna Aécio competitivo?

Collor era candidato de um partido inexistente. Foi uma aventura política que deu certo, e em seguida deu errado. A escolha, agora, é de um partido grande, sólido, conceituado, com a responsabilidade de ganhar a eleição.

Os aecistas do PSDB dizem que ele é a melhor opção pela capacidade de agregar apoios, sobretudo em uma eleição de dois turnos.

Eu antevejo uma eleição bipolarizada. Tudo caminha na direção da candidata governista (ministra Dilma Rousseff) contra o candidato da oposição. É muito provável que esta eleição se defina no primeiro turno, porque será realmente um plebiscito em torno de quem poderá dirigir melhor o Brasil na crise.

A grande preocupação do PSDB é que Minas Gerais está fechada com Aécio. Tem como trazer Aécio para o projeto Serra sem prévias?

Se o caminho escolhido for o das prévias, será exatamente para atender o sentimento da maioria do partido.

O sr. acredita que a maioria do PSDB é Serra, assim como o DEM?

Eu acredito que a tese da candidatura natural não é a tese de um partido. É uma regra da política, e o bom senso me diz que esta regra será respeitada.

Na condição de parceiro do PSDB na sucessão presidencial, qual é o prazo máximo que o DEM defende para a definição da candidatura?

Os dois governadores – Aécio e Serra – têm suas obrigações de bem administrar seus Estados. Portanto, exigir que haja uma antecipação desta decisão do PSDB não é o caminho mais correto, porque ainda estamos bem distantes da eleição. Se este assunto for resolvido no final do ano, acho que é o tempo hábil para que tenhamos condições de, com a coligação já formada com o DEM e o PPS, acrescentar mais partidos. E acho que a preocupação deve ser a de conquistar uma boa parcela do PMDB.

Sua aposta é que, mesmo em aliança oficial com o PT, na prática o PMDB não fecha com ninguém e uma parcela ficará com o PSDB?

A verticalização acabou (regra que obrigava os Estados a reproduzirem a aliança nacional). Portanto, o PMDB de Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul já está conosco (PSDB-DEM-PPS). Estará, portanto, na coligação do Serra. Isto está claro. O que não sei é que decisão o PMDB vai tomar em convenção.

Com ou sem prévias, o fim da reeleição ajudaria a fechar um acordo no PSDB?

Não acredito em reforma política, nem em reforma da Lei Eleitoral e da Lei Partidária e, muito menos, em mudança na Constituição para acabar com a reeleição. Acho que as regras da próxima eleição serão as mesmas da passada.

Mas pode haver acordo político para acabar com a reeleição, como o que o sr. patrocinou entre o governador José Roberto Arruda (DEM) e o vice Paulo Octávio (DEM) na sucessão do DF?

Acordo pode haver. E aí é um problema do PSDB. Não me compete interferir. Entendemos que precisa mudar a forma de administração que o PT vem dando ao País. Queremos melhorar e, por isto, queremos o candidato natural e, para isto, não estamos exigindo posição na chapa, embora tenhamos nomes à vontade.

O que o sr. acha de uma chapa “puro-sangue”, com Aécio como vice de Serra?

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sempre lembrado essa hipótese e eu não posso deixar de aceitar a inteligência política de FHC.

O lugar de vice na chapa do PSDB não está em aberto para atrair o PMDB?

A melhor solução para a vitória é a certeza da recuperação do Brasil, que está mal administrado e não está enfrentando a crise como deveria. O presidente não tomou medidas adequadas na hora oportuna.

Mas o povo está satisfeito e nunca houve um presidente com tanta aprovação popular nas pesquisas. Como o sr. explica esta contradição?

Esta popularidade vai começar a escassear. Um protesto dos produtores de café em Varginha reuniu 30 mil pessoas e Lula foi vaiado. O desemprego é grande e o dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) está sendo usado para piorar a situação, patrocinando fusões no setor da telefonia. Também há crise na pecuária, na siderurgia e no setor madeireiro.

E a oposição tem sido eficaz?

Há um erro no foco da oposição, concentrada no Congresso, que hoje não é bem visto pela opinião pública. É preciso partir para a sociedade. A atuação do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e do presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, deputado José Carlos Aleluia (BA), convocando economistas para apresentar soluções construtivas para a crise, é elogiável. Devemos nos pautar por esse caminho e na fiscalização, acompanhando nos locais este plano de marketing denominado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e mostrando o que não sai do papel.

20/02/2009 - 11:46h Montagem de chapa de Skaf ao governo de SP reúne bloco de esquerda e Maluf

Anna Carolina Negri/Valor

Paulo Skaf: presidente da Fiesp pode dispor de sete minutos na televisão para expor discurso de união entre capital e trabalho no enfrentamento da crise

 

Caio Junqueira, de São Paulo – VALOR

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, empresário ligado ao setor têxtil, tem mantido conversas com o chamado bloco de esquerda formado por PDT, PSB e PCdoB, para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo em 2010. A ideia é que ele se filie até maio ao PSB e que a possível chapa contenha ainda o PR e o PP, somando, assim, cerca de sete minutos no horário eleitoral gratuito.

Na formulação da chapa, a vice ficaria com o deputado em terceiro mandato Milton Monti (PR-SP), economista que foi secretário estadual de Relações do Trabalho no governo Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994). Ex-prefeito de São Manuel, pequeno município paulista a 272 km a noroeste da capital paulista, sua entrada daria o viés interiorano à composição. A vaga para o Senado seria do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Uma pesquisa Vox Populi para testar os nomes já está em negociação.

O deputado federal Paulo Maluf, presidente do PP paulista, e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, participam diretamente da negociação, além do próprio Paulinho, e do deputado federal e presidente do PSB paulista, Márcio França, que é muito próximo de Skaf.

Em um provável cenário em São Paulo com políticos não tão conhecidos do eleitorado, à exceção do ex-governador Geraldo Alckmin, a aposta é que a constante exposição de Skaf à mídia nos últimos seis anos seja um diferencial, junto com um discurso de capital e trabalho unidos pelo desenvolvimento. Os ideários da composição entre de empresário com sindicalista inspiram-se na chapa que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice e o fundador da Coteminas, José Alencar. Até o marqueteiro que fez vitoriosa essa dupla em 2002 é cogitado para a provável chapa: Duda Mendonça.

Os tucanos, embalados na máquina estadual desde 1995, viriam favoritos para a disputa, dentro de uma aliança com seis partidos (PMDB, PTB, PPS, PV, PPS, PSDB), mais de dez minutos de horário eleitoral e cerca de 450 das 645 prefeituras do interior. Embora Alckmin pareça ser o candidato eleitoralmente mais forte, o governador de São Paulo, José Serra, tem preferência por seu secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira. A última eleição majoritária que disputou foi em 1992, para a Prefeitura de São Paulo, onde, mesmo com apoio do então governador Fleury, não foi ao segundo turno.

A avaliação do bloquinho é de que haverá em 2010 espaço para neófitos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, na medida em que o Estado se divide basicamente entre petistas e anti-petistas. Com a composição, Skaf poderia se fortalecer sendo uma terceira via e incorporando votos dos dois lados.

Uma aliança que inclui o PT não é descartada pelo bloquinho, mas os petistas descartam a ideia. Não cogitam ceder espaço no maior colégio eleitoral do país nem tampouco compor com Skaf, um crítico constante do governo Lula que notabilizou-se no embate pelo fim da CPMF e pela queda de juros. Nas palavras de um integrante da cúpula petista, “esperava-se uma postura diferente dele em relação ao governo”. Na legenda, a disputa deve ficar entre os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci. Entretanto, caso prospere uma aliança bloquinho, Skaf, PP e PR, o tempo de propaganda eleitoral gratuita do PT será o menor.

Oficialmente, a Fiesp informa que muitos partidos procuram o empresário. As incursões políticas de empresários ligados a Fiesp têm sido discreta nos últimos anos.

O último de seus presidentes a ingressar na política foi Carlos Eduardo Moreira Ferreira, eleito deputado federal em 1998 pelo então PFL, hoje DEM. Com uma campanha tendo por mote “Produção, Emprego e Educação”, obteve 91.194 votos em 520 municípios. Quatro anos depois, frustrado com a atividade política, por não conseguir emplacar as reformas tributária, trabalhista e política, desistiu de tentar a reeleição. “Jogar para a plateia é outra característica marcante da política nacional, à qual é extremamente difícil para alguém proveniente do meio empresarial se adaptar”, escreveu em sua justificativa pela desistência de tentar um novo mandato.

O adversário de Moreira Ferreira pela presidência da Fiesp em 1992, Emerson Kapaz, foi secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do governo Mário Covas antes de se eleger deputado federal pelo PSDB em 1998. Deixou o partido para tentar a candidatura a Prefeitura de São Paulo pelo PPS em 2000, disputa em que acabou como vice da candidatura Luiza Erundina (PSB). Foi reeleito deputado federal em 2002, mas iniciava a função de arrecadador da campanha de Alckmin à Presidência em 2006 quando acabou envolvido no escândalo das sanguessugas, deixando a política. Em um seminário do PPS em 2007, disse que “a política já não faz mais diferença no Brasil”.

À margem das urnas, Pedro Piva, pai do ex-presidente da Fiesp Horácio Lafer Piva, foi o último empresário ligado à instituição a exercer mandato majoritário por São Paulo. Financiador de campanha e suplente do então senador José Serra (PSDB), eleito em 1994, ocupou sua cadeira durante quase todos os oito anos do mandato, do qual o atual governador paulista ausentou-se para ocupar, consecutivamente, dois ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso, Planejamento e Saúde.

20/12/2008 - 10:55h Kassab: 270 cargos para ‘neoaliados’

Kassab incha a máquina com 5 secretarias e 270 cargos novinhos na folha de pagamento da prefeitura
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Prefeito consegue aprovar criação 5 novas secretarias
ao custo de R$ 5 milhões ao ano. PT calcula o dobro

Diego Zanchetta e Fabio Leite – JORNAL DA TARDE

Apesar de repetir após a reeleição que não criaria cargos para alocar aliados de campanha, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai iniciar seu segundo mandato em 1º de janeiro com uma equipe mais inchada. O democrata conseguiu aprovar na madrugada de ontem, na última sessão do ano da Câmara Municipal, dois projetos que criam 270 cargos comissionados e cinco novas secretarias. Segundo o governo, o impacto na folha de pagamento da cidade será de R$ 5 milhões anuais, mas a bancada do PT na Casa calcula o dobro.

Só do projeto que reestrutura a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, surgem 197 vagas para cargos de confiança, sendo 39 novas e 158 congeladas desde 2005. Mais 70 vêm com projeto que cria a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (53 cargos) – desmembrada de Planejamento Urbano – e recria a Secretaria de Segurança Urbana (17). Seus titulares serão, respectivamente, Miguel Luiz Bucalem e Edsom Ortega Marques.

Entram na soma ainda os três cargos de secretário especial para os futuros titulares das pastas Direitos Humanos (José Gregori), Controle Urbano (Orlando Almeida) e Especial da Mulher (José Aristodemo Pinotti). Apenas a bancada do PT, com 12 vereadores votou contra os projetos. A assessoria do prefeito, procurada para falar do aumento da equipe de governo, não retornou.

Vereadores governistas ligam o lote de cargos à viabilização de dois projetos do prefeito: a revisão do Plano Diretor, já em 2009, e a promessa de criar cem parques até 2012. “Essa minirreforma contempla o desejo da sociedade por uma cidade melhor, com mais verde e desenvolvimento feito por meio de diretrizes escolhidas pela própria população”, defendeu o líder do governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), o Netinho.

Agora serão 27 secretarias

Na prática, as cinco novas secretarias – aumentando para 27 pastas na Prefeitura contra 22 na gestão de Marta Suplicy (PT) – e os cargos abrem espaço para Kassab alojar ‘neoaliados’ como PV, PR e PPS e agregar políticos do próprio DEM e do PSDB sem espaço no governo. Em seus discursos, o prefeito dizia que as novas pastas usariam estruturas já existentes, com o objetivo de conceder “status” de secretário para cargos já ocupados.

Mas na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, por exemplo, o prefeito pode nomear 18 assessores de salário de R$ 4.053. A bancada do PT acusa Kassab de inflar a máquina em momento de crise – o orçamento de 2009 foi aprovado ontem com corte de R$ 2,2 bilhões.

“É um verdadeiro trem da alegria do prefeito. Ele corta R$ 2 bilhões em investimentos do governo e agora aparece com 270 novos comissionados. É muita incoerência para quem atacava a máquina do governo Marta”, criticou João Antonio (PT). “O prefeito coloca em risco a manutenção da passagem (de ônibus) a R$ 2,30 e cria um inchaço na máquina para a indicação de seus apadrinhados”, emendou Antonio Donato (PT).

Para o líder governista Netinho, o impacto está sendo exagerado. “Estamos falando de um impacto de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões que não tem nada a ver com a diminuição de receitas”, rebateu.

Especialistas divergem sobre a criação de cargos. “A humanização da cidade passa por uma cidade com mais verde, e existe grande demanda nessa área. A composição política nos cargos de primeiro escalão também é natural”, avalia Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola de Sociologia e Política. “Criar cargos num momento de crise financeira é incoerente com um governo que promete austeridade no controle dos gastos”, diz o cientista político Fernando Antonio Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos.

‘TREM DA ALEGRIA’

“É um verdadeiro trem da alegria do prefeito. Ele corta R$ 2 bilhões em investimentos e agora aparece com 270 novos comissionados. É muita incoerência para quem atacava o governo Marta.”

JOÃO ANTONIO, VEREADOR PELO PT

DISTRIBUIÇÃO

VERDE E MEIO AMBIENTE

Descongela 158 cargos comissionados – medida adotada por Serra em 2005 -, e cria outros 39 de livre indicação, totalizando 197 novos cargos de confiança

DESENVOLVIMENTO URBANO

Surge nova secretaria, que será desmembrada do Planejamento Urbano, com 53 novos cargos

O titular será Miguel Bucalem

SEGURANÇA URBANA

Recria pasta extinta por Serra em 2005 com 17 novos cargos

O titular será Edsom Ortega

ESPECIAIS

Surgem 3 cargos de secretários especiais para os futuros titulares das pastas de Controle Urbano (Orlando Almeida), Direitos

Humanos (José Gregori), e da Mulher (José Aristodemo Pinotti)

CUSTOS ANUAIS

Segundo o governo, minirreforma terá impacto de R$ 5 milhões

PT calcula R$ 10,1 milhões

01/12/2008 - 09:01h “Fusão partidária implicita”: equilibro DEM-PSDB na Prefeitura de SP e união do centro-direita pela candidatura Serra em 2010

DEM equipara-se ao PSDB na Prefeitura de SP

Caio Junqueira, de São Paulo – VALOR

A formação da equipe do segundo mandato do prefeito eleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), equiparou forças entre seu partido e o PSDB na estrutura da prefeitura. Em 2005, na posse do tucano José Serra com Kassab na vice, o Democratas ocupou duas Pastas, Educação e Habitação, enquanto Serra colocou onze secretários ligados ao seu partido. As nomeações feitas pelo prefeito até agora equilibraram o jogo. Cada uma das duas legendas detém, por enquanto, sete secretarias.


gustavo lourenção/valor

Kassab e Serra: fortalecimento do DEM mantém núcleo de poder do PSDB na prefeitura e reforça unidade com projeto serrista para 2010

A mais recente indicação foi a de Orlando de Almeida (DEM), secretário de Habitação, para uma nova secretaria, batizada por ora de Secretaria de Controle Urbano. Será responsável pelo Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru) e pelo Programa de Silêncio Urbano (Psiu), os dois órgãos fiscalizadores que mais diretamente interferem na vida dos paulistanos, com ações como concessões de alvarás e controle de horários de funcionamento de bares. Com a saída de Almeida da Habitação, seu adjunto, Elton Santa Fé, deve assumir, mantendo a Pasta com o DEM.

Trata-se de mais uma movimentação em que Kassab, habilmente, aumenta o poder de seu partido sem afetar seu principal aliado. Isso já havia ocorrido em duas situações antes das eleições. Em março, quando criou a Secretaria Especial de Desburocratização e nomeou para ocupá-la Rodrigo Garcia (DEM) , seu amigo e ex-presidente da Assembléia Legislativa paulista. Nesse caso, o prefeito ajudou Garcia, que estava desgastado entre os deputados estaduais por liderar um movimento de bastidores que o elegeu presidente da Assembléia em 2005, desbancando o candidato do então governador Geraldo Alckmin, ao qual era aliado.

Também ocorreu em julho de 2007 quando levou aos Transportes Alexandre de Moraes (DEM), seu conhecido desde a juventude quando praticavam esportes no Clube Pinheiros. Frederico Bussinger, ligado a Serra, ocupava a pasta e saiu sob a promessa de criação de uma agência municipal de transportes, o que não ocorreu. Serra, então, criou a Companhia Docas de São Sebastião e colocou Bussinger na sua presidência.

Moraes terá em 2009 cerca de R$ 1,3 bilhão, o terceiro Orçamento da cidade depois de Educação e Saúde, para gastar em uma das áreas mais críticas de São Paulo. Promotor, foi Secretário de Justiça e presidente da Fundação Casa (ex-Febem) durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB), trazido pelo vice-governador Cláudio Lembo (DEM), outro figurão do partido que foi nomeado na semana passada para a Secretaria de Negócios Jurídicos. A vinda de Lembo, porém, tem a função maior de trazer para a máquina um dos principais conselheiros políticos do prefeito.

Outro que deve consolidar sua influência no novo governo é o secretário de Infra-Estrutura Urbana, Marcelo Branco. Muito próximo a Kassab, sua ascensão no primeiro mandato foi rápida. Assumiu em janeiro de 2005 a chefia de gabinete da Secretaria de Habitação. Depois, foi diretor da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), secretário-adjunto de Habitação, atuou em alguns conselhos municipais e, com a posse de Lembo no Bandeirantes, foi nomeado secretário estadual adjunto de Habitação, chegando a presidir a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), autarquia estadual. Depois Kassab o trouxe para ser secretário de Infra-estrutura Urbana e presidir a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb).

No comando de relevantes setores, esses três secretários – Moraes (Transportes), Almeida (Controle Urbano) e Branco (infra-Estrutura Urbana) serão o bastião do DEM na gestão Kassab. O número pode aumentar com a provável saída de Andrea Matarazzo da Coordenação de Subprefeituras. Nome de peso no primeiro mandato, perdeu força ao não se envolver na campanha à reeleição do prefeito. Em seu lugar, são cotados Marcos Penido, adjunto de Marcelo Branco, e Ronaldo Camargo, adjunto de Matarazzo e ligado a Walter Feldmann (Esportes).

A sucessão na Coordenação das Subprefeituras é tida como exemplo por integrantes do DEM e tucanos de que a ocupação de espaços dentro do segundo governo Kassab transcende a disputa partidária. Tanto um lado quanto o outro não exige que ela seja ocupada por um correligionário. Isso se dá porque as duas siglas hoje em São Paulo compõem um grupo político uniforme, ou, nas palavras de um alto integrante deste grupo, uma “fusão partidária implícita”, cuja meta imediata é fazer com que Serra seja presidente em 2010 e que faça seu sucessor no governo do Estado. O PSDB não abrirá mão da candidatura ao governo do Estado, mas Kassab é visto pelo grupo como opção para disputas futuras depois de seu mandato na Prefeitura de São Paulo.

Para tanto, a costura política realizada foi de que os tucanos cedam mais espaço ao DEM na prefeitura e que os demistas não façam exigências nas composições das chapas de Serra em 2010 – o que abre espaço para uma composição “puro sangue” com o governador de Minas, Aécio Neves- e do sucessor de Serra no Bandeirantes. Na prática, permite ao DEM realizar um laboratório de formação política com seus quadros na prefeitura, e dar autonomia ao PSDB na definição das chapas em 2010.

Dentro do PSDB paulista, o crescimento da participação do DEM é considerado natural conquanto foi o candidato do seu partido que recebeu os 2,1 milhões de votos no primeiro turno e 3,7 milhões no segundo. Tendo, ademais, enfrentado uma candidatura do PSDB, ainda que rachada entre serristas e alckmistas.

Esses, por sua vez, podem ser novamente o grande entrave aos planos de Serra em 2010. Embora não tenham cobrado participação na gestão Kassab, afirmam não anuir com qualquer acordo político entre Serra e Kassab e aguardam o apoio do governador à candidatura Alckmin ao Bandeirantes em 2010. Argumentam que seu poder de fogo é a capacidade de Alckmin de aglutinar setores nacionais do PSDB anti-Serra, conseguindo, desse modo, prejudicar a disputa interna que o governador paulista pode vir a travar com Aécio. O candidato de Serra a sua sucessão, porém, é seu chefe da Casa Civil, Aloisio Nunes Ferreira (PSDB). Serristas dizem que, caso Alckmin queira se candidatar em 2010, deve antes consultar Serra.

Muito embora Kassab esteja fortalecendo a participação do DEM na prefeitura, os tucanos ainda comandam as duas maiores secretarias, Educação (Fernando Scheneider) e Saúde (Januário Montone), e cargos estratégicos ocupados por pessoas diretamente ligadas a Serra, como Planejamento (Manuelito Guimarães), Casa Civil (Clóvis Rossi) e Esportes (Feldmann). Esses três nomes formaram o núcleo duro do primeiro mandato e nele continuarão no segundo, agora ampliado com o DEM.

São essas pessoas que devem ajudar o prefeito a escolher o eventual sucessor de Matarazzo para a Coordenação da Subprefeituras. A Pasta, entretanto, deve perder força a partir de 2009, quando o prefeito pretende reforçar o poder das subprefeituras com mais autonomia e capacidade de gestão. Essa descentralização chegou a ser feita por Marta e também era defendida por Serra, mas quando ele assumiu resolveu centralizar a coordenação de todas as 31 subprefeituras em uma única e poderosa pasta. Agora, a expectativa é retomar o projeto inicial e ampliar o poder a essas unidades locais de definirem suas obras e ações até mesmo em saúde e educação. A Pasta também perderá força com a saída do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) de suas atribuições, que passará à Secretaria de Controle Urbano.

Nas outras áreas, o investimento em educação, que no primeiro mandato focou a ampliação da Rede CEU (Centro Educacional Unificado) e a construção e reforma de escolas, deve priorizar agora a qualidades de ensino. Na saúde, além de novas AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), a prioridade será as AMAs Especialidades, para atender pacientes com necessidades específicas em áreas como neurologia e urologia. Um programa que pode crescer de importância nesse segundo mandato é o Clube-Escola, tocado pela Secretaria de Esportes e que visa adequar 450 equipamentos esportivos da cidade em extensões das escolas paulistanas e de seus 2,3 milhões de alunos e suas famílias. Atualmente 100 deles já estão sendo utilizados, com alcance de 300 mil pessoas. Nesses três setores que integrantes da gestão esperam ser vitrines de Kassab, os secretários responsáveis são todos do PSDB.

Aos aliados, foi dada a Secretaria de Trabalho ao vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas e vereador eleito pelo PR, Marcos Cintra, que participou da gestão Paulo Maluf (PP) como secretário de Planejamento, em 1993. A Pasta que irá assumir, a exemplo do que foi feito no governo do Estado por Serra, e entregue a Guilherme Afif Domingos, terá a função de “Trabalho e Desenvolvimento Econômico”, traçando planos de desenvolvimento regional via incentivos fiscais para áreas com pouca presença de empresas, como a zona sul e leste. A idéia é que Cintra, que assume a secretaria amanhã, mapeie iniciativas dispersas entre as diferentes secretarias e formalize uma proposta de desenvolvimento regional. Também pretende aumentar relacionamento com o Ministério do Trabalho.

O PR também deve se manter na presidência da Câmara, com Antonio Carlos Rodrigues. Uma compensação à legenda, já que a promessa quando o acordo eleitoral foi firmado era de que o partido ficaria com Transportes e Esportes. A primeira ficou com o DEM, a segunda com o PSDB. A Assistência Social foi dada à vice-prefeita eleita, Alda Marco Antonio (PMDB), que ocupou o mesmo cargo no final da gestão Celso Pitta, em 1999 e 2000. Antes, foi secretária do Menor dos ex-governadores Orestes Quércia (PMDB) e Fleury (PTB).

Seu maior desafio é implementar na cidade os Conselhos Regionais de Assistência Social (Cras), previsto no Plano Nacional de Assistência Social em vigência desde 2005 e que tem sido implementado por outras grandes prefeituras, como Rio e Belo Horizonte. O PV permanece no meio Ambiente e o PPS deve ser mantido em Serviços, além de ganhar a subprefeitura de Cidade Tiradentes, a ser ocupada por Soninha Francine.

20/11/2008 - 12:08h Comission aprova projeto de reforma tributária

Relator faz concessões aos estados e consegue aprovar reforma tributária

Depois de passar pela Comissão Especial, projeto agora será votado em plenário

Brasília - Deputados Antônio Palocci (PT-SP) e Sandro Mabel (PR-GO) são eleitos presidente e relator da Comissão da Reforma Tributária Foto: f
Deputados federais, Palocci e Mabel, presidente e relator da comissão

Cristiane Jungblut – O Globo

BRASÍLIA. A reforma tributária foi aprovada ontem à noite na Comissão Especial da Câmara, depois que o relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), fez concessões aos governos estaduais.

Os partidos de oposição — DEM, PSDB, PSOL, PV e PPS — votaram contra. Até o fim da noite, a comissão ainda tentava votar os destaques. O projeto seguirá agora para votação no plenário da Câmara.

Num parecer complementar, Mabel contemplou reivindicações do Espírito Santo, Minas Gerais e Pará. Para agradar aos estados do Nordeste, especialmente, Mabel inflou os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), elevandoos de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões, e prometeu buscar mais verbas para chegar a R$ 8 bilhões até o fim da votação da reforma no Senado.

PMDB e PV dificultaram a votação do parecer de Mabel com obstrução. Os dois partidos querem aprovar um destaque ao texto prevendo um refinanciamento de dívidas com os impostos federais que serão extintos.

O governo disse ser contra.

O texto deixa claro que a Previdência não perderá receitas com a desoneração da folha de pagamento dos empregados. Segundo o relatório, se no primeiro ano após a aprovação da reforma tributária não for aprovado um projeto sobre o assunto, a partir do segundo ano haverá redução de um ponto percentual por ano da contribuição previdenciária do empregador, por seis anos. Com a redução, o INSS perderá R$ 4 bilhões ao ano.

Tributo sobre grandes fortunas sai do texto Mabel excluiu proposta do PT que criava uma contribuição sobre grandes fortunas. Ele manteve o atual texto da Constituição, que prevê um Imposto Sobre Grandes Fortunas, que nunca foi criado na prática. A reforma tem como principal objetivo mudar as regras de cobrança do ICMS e criar o Imposto Sobre Valor Adicionado, o IVA Federal.

— Só temos três semanas para votar. Ou então, só daqui a seis anos. No ano que vem, o governo não vai bancar uma reforma tributária — disse Mabel.

Até a noite, Mabel tentava ainda um acordo para elevar de 2% para 3% a alíquota do ICMS que permanecerá sendo cobrada nos estados de origem dos produtos depois de implementada a reforma, cujo objetivo é transferir a maior parte da cobrança para os estados de destino dos produtos. Pela reforma, o ICMS passará a ser cobrado nos estados de destino, depois de um período de transição de 12 anos.

Estados como São Paulo chegaram a pedir 4% na origem.

Mabel manteve o dispositivo que interessa ao Rio de Janeiro: o que inclui a taxação de 2% ou 3% do petróleo e da energia elétrica na alíquota que permanecerá nos estados de origem. Hoje, eles são taxados apenas nos estados de destino.

Palocci defende debate sobre Emenda 3 O presidente da Comissão Especial, Antonio Palocci (PT-SP), disse que a proposta de contratação de profissionais liberais como pessoas jurídicas, conhecida como Emenda 3, deverá ser discutida no futuro, quando forem aprovadas leis regulamentando a reforma tributária.

— Nessa parte constitucional da reforma não está incluído esse ponto. É um problema importante, que está pendente de solução no que diz respeito à legalidade, ao desenvolvimento normal das atividades de pessoas jurídicas. A reforma tributária pressupõe uma mudança constitucional e depois uma sucessão de medidas infraconstitucionais, que são leis complementares e ordinárias. Nesse processo de implantação de leis complementares, com certeza a questão da Emenda 3 tem que ser resolvida — disse Palocci

Empresários pedem votação rápida

Manifesto assinado por 17 entidades foi lido em seminário na CNI

BRASÍLIA. Entidades empresariais reforçaram ontem a pressão pela aprovação de uma reforma tributária ainda este ano.

Durante o seminário Reforma Tributária e Competitividade, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi lido um manifesto de apoio ao relatório do deputado Sandro Mabel (PRGO), assinado por 17 entidades.

Segundo o documento, a proposta do relator da reforma “é a melhor que poderia ser apresentada no momento”. Os empresários afirmam que o novo sistema — apesar de só entrar em vigor daqui a alguns anos —, tornaria o país “mais competitivo no cenário globalizado, o que é fundamental para a atração de investimentos, sobretudo pelas limitações que a atual crise financeira impõe”.

Os empresários pedem que o texto de Mabel, que alterou a proposta original do governo, tramite com mais rapidez no Congresso. Eles alertam que, se isso não ocorrer, dificilmente a reforma será aprovada no ano que vem. Isso porque 2009 será ano pré-eleitoral e quando serão sentidos os reflexos da crise.

Para os empresários, a proposta de Mabel traz avanços, como as regras de transição da atual cobrança do ICMS para o novo modelo. O documento elogia também a proposta de desoneração da folha de pagamento do empregador, reduzindo a contribuição previdenciária dos empresários dos atuais 20% para 14%, ao longo de seis anos.

Essa é uma antiga reivindicação do setor. Os empresários pediram, no entanto, um “aperfeiçoamento” de pontos como a garantia de que a reforma não causará aumento da carga tributária.

Para os signatários, “é preciso distinguir o ideal do que é possível a ser alcançado”.

O documento é assinado por entidades como Associação Brasileira da Infra-Estrutura e das Indústrias de Base (Abdib), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e Associação Brasileira das Indústrias de Máquina e Equipamentos (Abimaq). O presidente da CNI, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), que faz parte da comissão especial que analisa a reforma, disse que é fundamental sua aprovação neste momento de incerteza econômica.

Os principais pontos da reforma

IVA FEDERAL: Será criado o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), que unirá PIS, Cofins e salário-educação.

CIDE: O relator decidiu manter a Cide (o imposto sobre combustíveis) e não incluí-lo no IVA Federal.

CSLL: A Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) será unificada com o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

IPI: O Imposto de Produtos Industrializados (IPI) será mantido.

ICMS: A legislação dos 27 estados será unificada a partir do segundo ano de aprovação da reforma tributária.

Haverá uma regra de transição de 12 anos do atual sistema de cobrança para o novo. O objetivo é transferir, nesse período, a cobrança do ICMS para os estados de destino dos produtos, ou estados consumidores.

Mas, ao final do processo, será mantida uma alíquota de 2% (ou 3%) nos estados de origem dos produtos, para agradar aos grandes estados produtores e para efeitos de fiscalização.

TAXAÇÃO DO PETRÓLEO: O relatório inclui o petróleo e a energia elétrica na alíquota residual que será cobrada nos estados de origem dos produtos. Essa é a principal reivindicação do governo do Rio de Janeiro.

Hoje, a Constituição exclui esses produtos de cobrança do ICMS feita na origem.

GUERRA FISCAL: A proposta mantém por 12 anos os atuais incentivos fiscais em setores como industrial, agropecuário e portuário.

FUNDO DE EQUALIZAÇÃO DE RECEITAS (FER): Criado para compensar perdas que os estados terão com a implantação das novas regras do ICMS. O fundo será formado com receitas do novo sistema de tributos federais (IR, IPI e IVA Federal), o que seria hoje equivalente a 10% do IPI repassados a estados.

FNDR: O Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional é criado para ajudar no crescimento de regiões mais empobrecidas. O relator diz que ele terá, pelo menos, R$ 3,5 bilhões.

DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO: Dispositivo determina que, se no primeiro ano após a aprovação da reforma tributária não for aprovado um projeto sobre o assunto, a partir do segundo ano haverá uma redução em um ponto percentual por ano da contribuição previdenciária paga pelo empregador junto ao INSS, que assim cairá dos atuais 20% para 14% em seis anos. Com a redução, segundo a equipe econômica, o INSS perderá R$ 4 bilhões a cada ano.

29/10/2008 - 12:30h PMDB quer de Kassab a CET, que controla R$ 700 milhões

Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Pitta e Maluf, é sugerido para estatal ou SPTrans

Silvia Amorim, Ricardo Brandt e Roberto Almeida – O Estado SP

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/01/04/04_MVG_sp_motocet.jpg

O PMDB, peça decisiva na reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), está de olho no comando de duas grandes empresas da prefeitura na próxima gestão: a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ou a São Paulo Transporte (SPTrans), que terão orçamentos de R$ 700 milhões ou R$ 1,3 bilhões, respectivamente, em 2009. Os peemedebistas já apontam Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Transporte nas gestões Celso Pitta e Paulo Maluf, como um indicado a assumir qualquer uma delas.

A aliança com o PMDB, que indicou a vice Alda Marco Antônio na chapa, garantiu a Kassab o maior tempo de propaganda no rádio e na TV no primeiro turno, 8 minutos e 44 segundos, o que facilitou o trabalho do marketing na tarefa de transformar a aprovação de governo em votos.

Apesar do acordo feito com o ex-governador Orestes Quércia, de que a aliança seria condicionada ao apoio a seu nome como candidato ao Senado em 2010, o plano inicial do PMDB era conseguir a Secretaria de Transportes. Mas após a declaração de anteontem de Kassab confirmando a permanência do titular, Alexandre de Moraes, na pasta os peemedebistas já pensam num plano B.

Ontem, uma das lideranças da sigla procurou agendar uma primeira conversa oficial com o prefeito sobre a participação do PMDB no governo. A expectativa é de que a reunião seja marcada para esta semana.

O presidente municipal do PMDB em São Paulo, Bebeto Haddad, disse que “nada foi pedido e nem será” a Kassab, mas não escondeu o interesse do partido em atuar em áreas onde possam pensar “políticas para a cidade”. “Claro que o partido tem expectativas. Ninguém entra para uma eleição sem vontade de estar junto numa administração”, afirmou. “Não vinculamos nosso acordo de aliança a isso. Mas temos, sim, expectativas de sermos convidados para alguma coisa.”

O nome da vice de Kassab também tem sido mencionado para a pasta de Assistência e Desenvolvimento Social, mas Alda, que comandou a mesma secretaria no governo Pitta, teria dito ao partido que não tem interesse em reassumi-la.

MAIS FATURAS

Outro aliado, o PV, também apresentará a fatura da eleição quando for chamado por Kassab. O partido, que já tem a Secretaria do Meio Ambiente, pede agora a pasta de Esportes, hoje comandada pelo tucano Walter Feldman.

Quer ainda maior controle na Subprefeitura da Lapa, com a troca do subprefeito, uma vez que perderá a Subprefeitura de Parelheiros. Mira também a Subprefeitura da Mooca. Kassab teria ficado descontente com o desempenho do atual subprefeito de Parelheiros, Walter Tesch, filiado ao PV, por causa da inexpressiva votação que teve na região. Marta Suplicy (PT) recebeu 76% dos votos válidos e ele, 23%. Essa é a primeira movimentação dada como certa para a próxima administração. Vereadores que atuam na zona sul, como Goulart (PMDB) e Milton Leite (DEM), esperavam a mudança.

O PPS, que já integra o governo comandando a Secretaria de Serviços e ocupando cargos no segundo escalão, espera uma posição de Kassab sobre a entrada da candidata derrotada à prefeitura Soninha Francine no governo. Vereadora, ela ficará sem cargo público a partir de janeiro.

O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, espera um movimento do prefeito, mas não apresentará pedidos específicos de pastas. “Ainda não fomos procurados por ninguém, mas acreditamos que, até a próxima semana, seja marcada uma conversa.”

Kassab nega que tenha acertado qualquer mudança em seu secretariado. Mas sabe que terá um desafio pela frente para acomodar os aliados que embarcam agora na prefeitura (PMDB e PR) e os antigos parceiros (PV e PPS) que esperam uma maior participação.

Para abrigar todos, Kassab terá que trocar algumas cadeiras dentro do primeiro escalão. Isso significa que o PSDB, o seu aliado mais importante, deverá perder espaço.

Hoje os tucanos controlam 10 das 22 secretarias municipais. O DEM, partido do prefeito, tem apenas 5.

Dois nomes que devem deixar suas pastas são Ricardo Dias Leme, Negócios Jurídicos, e Andrea Matarazzo, Subprefeituras. No caso do segundo, porém, a troca estaria condicionada ao aval do governador José Serra (PSDB).

Para Negócios Jurídicos ainda não se fala em nomes, mas no caso da Secretaria de Subprefeituras, um dos possíveis substitutos seria o atual secretário de Esportes, Walter Feldman – um dos maiores defensores da reeleição de Kassab dentro do PSDB. Há especulações de que ele poderia assumir a Secretaria de Saúde, no lugar de Januário Montone, que iria para a mesma pasta no governo do Estado. Do aeroporto, minutos antes de embarcar para uma viagem de 10 dias ao Japão, Feldman negou a pretensão de trocar de pasta e disse não ter ouvido qualquer palavra do prefeito sobre o assunto.

29/10/2008 - 10:52h Com Lula no poder, oposição perde 910 prefeituras

DEM é partido mais ‘desidratado’ da era petista e deixou de controlar 532 municípios em relação a 2000, quando ainda se chamava PFL

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Marcelo de Moraes – O Estado SP

O período de poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representou uma desidratação municipal dos partidos de oposição. Em relação ao mapa eleitoral municipal de 2000, quando o tucano Fernando Henrique Cardoso ainda era o presidente, PSDB, DEM e PPS, atualmente as principais legendas da oposição, já encolheram em 910 prefeituras. A maior redução aconteceu com o DEM, que deve comandar a partir do próximo ano 532 cidades a menos do que fazia em 2000, quando ainda se chamava PFL.

Esses números apontam claramente a volatilidade da política nacional, onde grande parte dos políticos se alia automaticamente aos principais núcleos de poder do País, independentemente de ideologia.

Assim, o PMDB, que se manteve na base de sustentação do governo federal durante as gestões de Fernando Henrique e de Lula, conseguiu preservar nos últimos anos sua condição de partido com o maior número de prefeituras. Enquanto era aliado de Fernando Henrique em 2000, os peemedebistas conquistaram a gestão de 1.257 cidades.

Na eleição seguinte, em 2004, houve uma queda por conta da demora do partido em aderir completamente ao novo governo petista. O PMDB perdeu 200 prefeituras, mas mesmo assim ainda venceu em 1.057 cidades. Agora, completamente afinado com o governo Lula, o partido voltou a se fortalecer, com vitórias em 1.203 municípios.

DECLÍNIO

Para a oposição, ao contrário, o afastamento do Palácio do Planalto significou a redução de sua capilaridade municipal. Em 2000, quando ocupava a Vice-Presidência da República e era o segundo partido mais forte do governo Fernando Henrique, o então PFL ganhou em 1.028 cidades. Quatro anos depois, caiu para 790. Desde então, já com o nome novo e um discurso muito forte de oposição ao governo federal, a queda foi mais drástica ainda, com a vitória em apenas 496 cidades, embora tenha vencido em São Paulo – a maior de todas. Um desempenho pior, por exemplo, que o modesto e governista PP, que ganhou em 549 municípios.

O comando nacional do DEM atribui também essa queda à suposta cooptação feita pelo governo federal sobre os quadros do partido. Segundo o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), somente a adoção do princípio da fidelidade partidária – que puniu os infiéis com a perda de mandato – foi capaz de frear a sangria nos quadros do partido.

Entre os tucanos, a queda foi menos sensível até por conta dos importantes governos regionais controlados pelo partido, como São Paulo e Minas Gerais, e pela expectativa de poder para a sucessão presidencial de 2010. Afinal, o partido tem hoje nos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, dois nomes com grande potencial político para disputar a sucessão de Lula. Mesmo assim, os tucanos perderam 204 cidades desde 2000.

PPS

Menor dos três partidos de oposição, o PPS também sentiu na pele os efeitos de ser ou não aliado do governo. Em 2000, tinha 166 prefeituras. Embora tivesse candidato à Presidência em 2002, com Ciro Gomes, sua direção mantinha boa relação com o governo Fernando Henrique.

Com a vitória de Lula, o PPS se juntou à base aliada, ganhando o Ministério da Integração Nacional, entregue justamente a Ciro, e outros cargos importantes. Assim, saltou em 2004 para 306 prefeituras. Mas o PPS rompeu com o governo nesse mesmo ano e Ciro acabou se mudando para o governista PSB. Na oposição, o PPS voltou a encolher, caindo agora para 132 prefeituras.

28/10/2008 - 12:00h Depois da vitória, Pimentel busca reunificar partido em MG

Danilo Jorge, para o Valor, de Belo Horizonte

Um dia depois da conclusão do processo eleitoral em Belo Horizonte, em que o PT saiu dividido devido à polêmica aliança firmada com o PSDB em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), o prefeito Fernando Pimentel (PT), um dos principais avalistas da aproximação com os tucanos, deu início à reunificação do partido.

Roosewelt Pinheiro/ABr

Pimentel sobre Patrus: ”
Nosso projeto, que é eleger o sucessor ou a sucessora de Lula,
nos une e vamos estar juntos”

Ontem, Pimentel conversou longamente por telefone com o deputado federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT e um dos dirigentes do partido que criticaram a aliança com o PSDB. O prefeito fez também claros acenos de reconciliação aos ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), que se opuseram igualmente à coligação com os tradicionais adversários.

“Houve divergências na condução da aliança e isto está superado”, afirmou Pimentel. Segundo ele, o que irá reunificar o partido é o objetivo comum das lideranças petistas, que é o de fazer o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Patrus é muito amigo meu e não temos projetos pessoais, ambições de cargos. Nosso projeto nacional, que é eleger o sucessor ou a sucessora de Lula, nos une e vamos estar juntos”, disse o prefeito, refutando as perspectivas de confronto entre ele e o ministro, que são cotados para disputar o governo de Minas em 2010.

Pimentel fez questão de frisar que a aliança firmada com os tucanos, tendo à frente o governador Aécio Neves (PSDB), é muito mais um projeto de conteúdo político que eleitoral. “Essa tese da convergência, entre dois partidos opostos, é possível em determinadas circunstâncias, mas não podemos transformar a exceção em regra. Foi possível em BH, o que foi muito raro. Isso se repetir é muito difícil”, disse o prefeito petista.

Para Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, a vitória de Lacerda abre espaço para a ampliação da aliança PT-PSDB-PSB. “O PSB ajudou na construção dessa frente, já que Márcio Lacerda era secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Aécio”, afirmou Campos. “Tivemos uma vitória bonita e madura em BH. Agora, abre-se uma oportunidade para consolidar ainda mais essa parceria”, disse ele, seguindo o discurso já feito por Aécio no domingo, durante a votação. O governador pernambucano não quis, porém, falar sobre como essa aliança ficaria em 2010, ano de eleições estaduais e presidencial. “É muito cedo para ilações sobre 2010. O que foi definido agora é o futuro das cidades. Em experiências anteriores, já vimos que as prefeituras não influenciam tanto o cenário federal.”

Campos considera que o resultado final das eleições foi equilibrado, apesar de o PMDB ter saído com o maior número de prefeituras. “Alguns partidos se fortaleceram aqui, mas perderam importantes cidades acolá. Acho que o resultado foi bom para todos”, explicou.

Lacerda também avalia que as divergências entre as principais lideranças petistas deverão ser superadas em breve. “Certamente o PT, através de sua direção municipal, estadual e nacional, vai buscar recompor os cacos”, disse o futuro prefeito, em entrevista ontem à TV Globo. Ele disse acreditar que os ministros Dulci e Patrus deverão agora, após os embates eleitorais, trabalharem pela reunificação do partido. “São pessoas idealistas e querem o bem de Minas e de BH e certamente vão se associar a um processo de recomposição interna do PT”.

Pimentel e Lacerda se encontram hoje para dar início ao processo de transição. A equipe que será designada para essa tarefa vai ter um papel estratégico, pois ficará encarregada de atuar na composição do futuro secretariado municipal e no redesenho dos instrumentos de planejamento da prefeitura, com vistas a adequá-los à execução das propostas defendidas por Lacerda durante a campanha eleitoral.

“Vamos conversar com todos os nossos apoiadores e lideranças, não só dos partidos mas também de todas as entidades, todas as organizações setoriais que nos apoiaram e ouvir a todos sobre as sugestões sobre composição de governo”, afirmou o futuro prefeito – eleito por uma coligação formada por 12 partidos (PSB, PT, PTB, PP, PR, PV, PMN, PSC, PSL, PTN, PTC, PRP), além dos apoios informais do PSDB e do PPS. Segundo ele, não haverá loteamento de cargos entre essas legendas, mas indicações com critérios técnicos, balizadas nos compromissos políticos constituídos na campanha.(Colaborou Carolina Mandl, do Recife)

08/10/2008 - 10:15h O mapa dos resultados eleitorais dos partidos, por região e em números de votos

O jornal O Globo publicou um mapa com os resultados eleitorais comparativos entre 2004 e 2008. Os resultados mostram, como já indicamos no blog, uma importante vitória eleitoral dos partidos da base do governo Lula e quedas expressivas dos partidos de oposição.

É assim, por exemplo, no Nordeste, onde o PMDB registra um crescimento de 25% no número de prefeituras conquistadas, o PDT um crescimento de 126% de prefeituras ganhas, o PSB mais 91% de novas prefeituras e o PT um crescimento de 105% novas conquistas. Em contraposição, o DEM (ex-PFL) registra menos 63%, o PSDB menos 16% e o PPS menos 78%.

Estes resultados aparecem em todas as regiões do país, em maior ou menor medida. Ao mesmo tempo na região sudeste e em parte também na região sul, a oposição resiste melhor. Nesse sentido se repete o que já foi constatado na eleição presidencial de 2006, são essas regiões as que dão maior sustentação para a oposição.

Mas é significativo que no sudeste, onde a oposição ao governo Lula esta mais implantada e onde seu resultado foi menos ruim, o DEM (ex-PFL) tenha sofrido um recuo de 11% de prefeituras a menos e o PPS uma perda de 25%, compensadas em parte pela melhora do PSDB que conquistou 8% de novas prefeituras. O PT, por sua vez, conseguiu nesta região um crescimento de 18% no número de prefeituras novas, o PDT 23% e o PSB 36%.

No mesmo jornal O Globo, na coluna de Ilimar Franco, um quadro retrata os resultados em votantes para cada partido. O quadro mostra que os partidos de oposição a Lula (PSDB, DEM e PPS) fizeram 5,2 milhões de votos a menos que em 2004. Já só os partidos de esquerda (PT, PCdoB e PSB) conseguiram 2,2 milhões de votos a mais que em 2004 e o PMDB, que também faz parte da base de apoio do presidente, amplio sua votação em 4,1 milhões. LF

Clicar na imagem para ampliar e ler o mapa do jornal O Globo

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Clique na imagem para ampliar e ler o gráfico da coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo

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07/10/2008 - 09:52h Oposição perde espaço pelo país; PT tem o maior crescimento

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Desempenho do partido de Lula, porém, ficou aquém do projetado por sua direção; em números absolutos, o PMDB foi o partido mais vencedor do domingo, com 1.194 prefeitos eleitos no primeiro turno

ALAN GRIPP – LETÍCIA SANDER da FOLHA SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os três principais partidos de oposição ao governo Lula foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno da eleição de domingo. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70.

Embora com desempenho aquém do projetado por sua direção, o PT sai das urnas com o maior crescimento no número de municípios. O partido tem atualmente 391 prefeitos, esperava chegar a 700 e saiu das urnas com 548 eleitos.

Mas, pelo critério de número de votos nominais, o grande vencedor no primeiro turno é o PMDB. Seus candidatos a prefeito receberam 18,4 milhões de votos, embora o número de prefeituras do partido tenha ficado praticamente estável (de 1.212 para 1.194).

A comparação foi feita pela Folha entre os resultados parciais da eleição divulgados até o fechamento desta edição pelo Tribunal Superior Eleitoral e a lista dos partidos hoje no poder, elaborada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), a principal entidade municipalista do país. Esse cruzamento retrata mais fielmente a realidade política brasileira, pois contempla o troca-troca partidário desde 2004.

O TSE havia computado até o final da tarde de ontem os votos em 5.544 municípios -em 29 deles, a eleição será decidida somente no segundo turno.

Além do PT, o PTB e siglas que compõe o chamado “bloquinho de esquerda” foram os partidos que mais ganharam prefeitos. O PT fez 157 prefeituras a mais do que tem hoje e ainda disputa o segundo turno em 15 cidades, entre elas 3 capitais (São Paulo, Salvador e Porto Alegre).
O PSB obteve o resultado mais consistente entre as legendas do bloquinho -95 prefeitos a mais do que os 214 que governa hoje, de acordo com os dados da CNM. O PTB terá a partir do próximo ano 35 prefeituras a mais, e o PDT, 33. PC do B e PV também cresceram -cada um ganhou no primeiro turno 21 prefeituras a mais.

Hoje, os 14 partidos que apóiam o governo Lula no plano federal têm 3.360 prefeituras, contra 1.852 governadas pelas demais siglas. Os três principais partidos de oposição no plano federal -PSDB, DEM e PPS- têm juntos 1.761.

No primeiro turno desta eleição, os partidos da chamada base aliada conquistaram 4.036 cidades, um crescimento de 20% em relação a hoje. Os demais enxugaram seus quadros -saíram do primeiro turno com 1.479, uma queda de 20%. PSDB, PPS e DEM fizeram 1.406 prefeituras, de acordo com os dados parciais do TSE.

Parte do declínio do DEM no número de prefeituras se deve ao fraco desempenho da sigla na Bahia, na primeira eleição após a morte do ex-governador Antônio Carlos Magalhães. O partido tem atualmente 116 prefeitos, de acordo com a lista da CNM. Neste primeiro turno, só elegeu 44, aponta o TSE. Se comparado ao resultado no primeiro turno da eleição de 2004, a derrocada do DEM fica ainda maior (71%) na Bahia. Naquele ano, a legenda chegou ao poder em 153 cidades.

O PMDB, comandando na Bahia pelo ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), sai deste primeiro turno como o grande herdeiro do carlismo. Em 2004, os peemedebistas fizeram 20 prefeituras no Estado. Atualmente têm 57. Saem das urnas com 113.

O PT, do governador Jaques Wagner e que disputa com o PMDB o espólio político de ACM, elegeu 66 prefeitos no domingo -hoje tem 25, seis a mais do que elegeu em 2004.

Sob a liderança do governador Eduardo Campos, o PSB consolidou Pernambuco como um forte reduto do partido. Em 2004, a legenda fez 12 prefeituras no Estado. Agora, assegurou o controle de 49.

Considerando o número total de votos nominais computados até agora, o PT ficou em segundo lugar, atrás do PMDB, com 16,5 milhões de votos. Em terceiro, ficou o PSDB, com 14,45 milhões de votos, seguido do DEM, com 9,3 milhões, puxado pelo bom desempenho de Gilberto Kassab em São Paulo.

No fim da tarde, em reunião do conselho político, Lula ironizou a oposição, segundo relato de presentes: “Existem três partidos que estão muito nervosos: o DEM, porque perdeu muitas prefeituras, e o PSDB e o PPS, que perderam boas prefeituras”.

06/10/2008 - 17:44h Confira a lista dos vereadores eleitos em São Paulo

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colaboração para a Folha Online

A cidade de São Paulo escolheu neste domingo 55 vereadores para a Câmara Municipal. Os eleitos foram os vereadores mais votados de cada partido ou coligação levando em consideração o quociente eleitoral.

Para realizar o cálculo, em primeiro lugar é necessário somar o número de votos válidos para vereador na cidade –todos os votos excluídos brancos e nulos. Esse número é dividido pelo total de vagas no legislativo municipal –55 no caso de São Paulo–, resultando no quociente eleitoral.

Por conta do quociente eleitoral, alguns candidatos que obtiveram votação menor que algum concorrente conseguiram se eleger. É o caso, por exemplo, do Dr. Milton Ferreira (PPS), que se elegeu com 14.873 votos, enquanto Myriam Athie (PDT), com 28.864 votos, ficou de fora.

Veja a lista dos vereadores eleitos em São Paulo e sua respectiva votação:

PMDB

Goulart (PMDB) – 90.022
Jooji Hato (PMDB) – 40.838

DEM

Milton Leite (DEM) – 80.023
Marta Costa (DEM) – 39.159
Marco Aurélio Cunha (DEM) – 38.394
Domingos Dissiei (DEM) – 37.734
Kamia (DEM) – 29.906
Carlos Apolinário (DEM) – 25.581
Sandra Tadeu (DEM) – 25.153

PR

Aurélio Miguel (PR) – 50.779
Antonio Carlos Rodrigues (PR) – 43.590
Toninho Paiva (PR) – 35.534
Agnaldo Timóteo (PR) – 26.163
Marco Cintra (PR) – 22.863

PSDB

Gabriel Chalita (PSDB) – 101.990
Mara Gabrilli (PSDB) – 79.874
Netinho (PSDB) – 54.683
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) – 50.513
Adolfo Quintas (PSDB) – 34.197
Claudinho de Souza (PSDB) – 33.570
Juscelino (PSDB) – 32.480
Gilson Barreto (PSDB) – 32.050
Floriano Pesaro (PSDB) – 31.719
Souza Santos (PSDB) – 31.318
Ricardo Teixeira (PSDB) – 27.242
Dalton Silvano (PSDB) – 24.074
Gilberto Natalini (PSDB) – 23.858

PT

Senival (PT)- 66.083
Arselino Tatto (PT)- 59.250
Donato (PT) – 50.361
Francisco Chagas (PT) – 37.823
João Antonio (PT) – 33.861
Alfredinho (PT) – 33.395
Juliana Cardoso (PT) – 30.585
Ítalo Cardoso (PT) – 30.514
José Américo (PT) – 30.002
Zelão (PT) – 28.078
Chico Macena (PT) – 26.499

PC do B

Jamil Murad (PC do B) – 28.129
Netinho de Paula (PC do B) – 84.307

PSB

Eliseu Gabriel (PSB) – 31.587
Noemi Nonato (PSB) – 30.713

PRB

Atílio Francisco (PRB) – 25.669

PDT

Claudio Prado (PDT) – 30.998

PV

Tripoli (PV) – 45.717
Penna (PV) – 25.799
Abou Anni (PV) – 22.604

PP

Wadih Mutran (PP) – 26.037
Missionário José Olímpio (PP) – 28.902

PSC

Marcelo Aguiar (PSC) – 41.474

PTB

Celso Jatene (PTB) – 49.774
Adilson Amadeu (PTB) – 41.668
Paulo Frange (PTB) – 36.870

PPS

Claudio Fonseca (PPS) – 21.026
Dr. Milton Ferreira (PPS) – 14.873

06/10/2008 - 00:29h Marta ou Kassab

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Com 99,69% dos votos apurados

  * Válidos 6.351.680 (77,48%)
* Nulos 315.901 (3,85%)
* Brancos 230.081 (2,81%)
* Abstenção 1.276.378 (15,57%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Gilberto Kassab (DEM)
33.61% 2.134.851

Marta (PT)
32.79% 2.082.523

Geraldo Alckmin (PSDB)
22.47% 1.427.501

Maluf (PP)
5.92% 375.736

Soninha (PPS)
4.19% 266.155

Ivan Valente (PSOL)
0.67% 42.467

03/10/2008 - 23:11h Ibope: Coser (PT) mantém folga na liderança em Vitória

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O Globo

Atual prefeito de Vitória e candidato à reeleição, João Coser (PT) manteve larga vantagem nas intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pela TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Pelos novos números, o petista tem 71% da preferência do eleitorado, dois pontos percentuais a mais que no último levantamento. Luciano Rezende (PPS) manteve os 20% da pesquisa anterior.

Bernardo Teteco (PRTB), que tinha 2%, agora aparece com apenas 1%. Os candidatos Avelar (PCO) e Carlão (PSOL) tiveram menos de 1% das intenções. Os votos brancos ou nulos somam 2%, enquanto 6% não sabem ou não opinaram. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa simulação de segundo turno, Coser venceria Rezende por 73% contra 21%, segundo a pesquisa Ibope. Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, e o Ibope ouviu 504 eleitores em Vitória. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta, e está registrada sob o número 072/ 2008 na 1ª Zona Eleitoral da capital capixaba.

01/10/2008 - 09:20h Pesquisa indica Marta na liderança e provável 2° turno contra Kassab

http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/marta_kassab_alckmin.jpg

Se os resultados da pesquisa Datafolha de hoje forem confirmados nas urnas no domingo, Geraldo Alckmin candidato do PSDB estará fora do segundo turno das eleições municipais de São Paulo.

Pesquisa deve sempre ser analisada como uma indicação e tendência, não como o resultado que acabará saindo das urnas. A margem de erro, no caso do Datafolha de hoje, 2 pontos para mais ou para menos, é um elemento que sempre é desconsiderado na edição posterior às pesquisas, mas que ocupam um lugar importante, mais ainda quando a disputa é acirrada (é bom lembrar que em 2004 o Datafolha dava empate entre Serra e Marta na véspera do primeiro turno, sendo que as urnas deram quase 10 pontos de vantagem para Serra no primeiro turno).

Isto dito, os resultados do Datafolha parecem indicar que Kassab conseguirá passar Alckmin e ir para o segundo turno contra Marta.

Marta continua na liderança e o segundo turno mostra um equilíbrio entre Marta e seus adversários, seja Kassab ou Alckmin, legeramente favorável a estes. Como já escrevi na semana retrasada, “aparentemente esse equilíbrio só será rompido no segundo turno e não antes. É um pouco como em aqueles campeonatos de futebol em que o primeiro já está classificado com antecedência e só se saberá com quem ele ira disputar a copa, após o jogo decisivo entre o segundo e o terceiro colocado. É natural nesse caso que todo o interesse das torcidas e dos comentaristas esteja concentrado nessa disputa e não nas qualidades do líder. Incluso é normal que o vitorioso apareça inicialmente com mais força que o próprio líder, “carregado” pela adrenalina de sua vitória na disputa pelo segundo lugar. Pelo menos no futebol, as vezes é assim.”

Hoje, a pesquisa Datafolha mostra que aquele que era o favorito da eleição (em março Alckmin tinha 53% contra 41% de Marta no 2° turno; em maio 52% a 42%, segundo o Datafolha) e que aparecia como imbatível, terá sucumbido assim ao rolo compressor de seu “companheiro” de partido, o governador José Serra, que “cristianizou” a candidatura do seu correligionário e adversário interno, com êxito.

José Serra soube utilizar as máquinas estadual e municipal, e seus apoiadores nas fileiras tucanas, para primeiramente “secar” financeiramente Alckmin, dividir o PSDB, angariar uma importante coligação eleitoral (e o conseguinte tempo de TV) para seu preposto na prefeitura e levantar Kassab a situação de candidato favorito do campo demo-tucano.

A vitória de Serra sobre Alckmin, se confirmada nas urnas domingo, será indiscutível.

Paralelamente, a campanha eleitoral permitiu, no bojo da crise do campo demo-tucano, que Marta consolidasse o eleitorado do campo petista e popular no maior patamar já alcançado nas disputas eleitorais em São Paulo desde o ano 2000.

Nesta fase final, antes do primeiro turno, os principais candidatos na disputa tem concentrado seus ataques contra o PT e Marta. Aparentemente, tanto Alckmin, como Kassab, resumem seus programas a representar o anti-PT.

Porem, acabando o primeiro turno, os eleitores do PSDB por exemplo, deverão, entre outras coisas, definir se as afirmações de Alckmin sobre a trajetória malufista de Kassab são um argumento circunstancial do seu candidato ou a realidade de uma tentativa de vender gato por lebre (ou no caso, papagaio por tucano).

Em duas circunstâncias, quando Mário Covas enfrentou Maluf em 1998, -o PT apoiou o PSDB no segundo turno-, e quando Marta enfrentou Maluf em 2000, -recebendo o apoio de Covas e Alckmin-, o PT e o PSDB consideravam que derrotar a direita malufista era uma prioridade que prevalecia sobre as divergências profundas existentes entre ambos partidos.

Mas existem precedentes, como o do próprio FHC e Maluf juntos pela reeleição do primeiro, apesar de Mário Covas em 1998. Mas não será sem repercussão entre seus apoiadores, mais ainda se confirmado o que as pesquisas no Brasil indicam, que é o quase desaparecimento do ex-PFL (DEM) no país todo.

Tudo indica que este último exemplo, de união do campo malufista-demo-tucano será o movimento que tanto o PSDB, como o DEM e o próprio Maluf, farão apenas apurados os votos do primeiro turno. Este processo já começou, indicando um movimento do eleitorado que precipita a polarização do segundo turno, que começa agora.

Como ja disse aqui no blog e esta nova pesquisa Datafolha confirma:

“Vale a pena destacar também a força e a consistência do eleitorado de Marta, segundo registrado pelas pesquisas. Após 3 meses de intenso tiroteio contra ela, particularmente da campanha Kassab, Maluf, Ciro Moura, e em menor intensidade do próprio Alckmin; das matérias negativas (amplamente dominantes nos jornais segundo o observatório da Mídia), às intenções de voto se mantém no mesmo patamar, na liderança.”

No segundo turno o tempo de TV sendo igual, esta vantagem do campo anti-PT diminui. Ao mesmo tempo, aumentará, e muito, a ação da mídia, da elite e da direita em favor de quem quer que seja o segundo colocado. Para eles a questão é de perspectiva de poder em 2010 e preservar o poder da oposição de direita em São Paulo com Serra.

Para os que têm como norte a luta pela diminuição da desigualdade social e que almejam aprofundar o progresso social conquistado pelo governo Lula, pelo que foi o governo da Marta e do PT, só resta uma atitude: arregaçar as mangas e ir a luta para conquistar os eleitores.

Novamente, as pesquisas mostram que a disputa entre os dois campos no segundo turno será voto a voto.

Não se pergunte o que Marta pode fazer por São Paulo, isso você já sabe. Pergunte-se o que você pode fazer para eleger a Marta, e entre nessa luta.

Luis Favre

A seguir as tabelas da pesquisa Datafolha.

Pesquisas Datafolha de começo de julho até hoje


Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha
Marta 38% 36% 41% 39%
40%
37%
37%
37%
 35%
Alckmin 31% 32% 24% 24% 22%
20%
22%
20%
 19%
Kassab 13% 11% 14% 16% 18%
21%
22%
24%
27%
Maluf 8% 8% 9% 7% 8%
8%
 7% 6%
 7%
2° turno
Marta 45% 43% 49%  46% 47%
47%
47%
45%
 44%
Alckmin 50% 51% 44% 46%
47%
47%
47%
48%
49%
2° turno
 Marta 55% 52% 55% 49%
50%
 48% 46%
46%
44%
 Kassab 36% 37% 35% 41%
43%
 44% 45%
47%
49%
campo 3 e 4 de julho 23-24 julho 21-22 agosto 29 agosto 4-5 setembro 11-12 setembro
17-18 setembro 25-26 setembro  29-30 setembro

 

01/10/2008 - 08:52h Kassab abre oito pontos sobre Alckmin. Petista, com 38% dos votos válidos, e democrata, com 29%, iriam para o segundo turno, se eleição fosse hoje

Pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro, a cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, mostra que o candidato à reeleição, Gilberto Kassab, do DEM, abre oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, e fica igualmente a oito pontos da primeira colocada na disputa pela prefeitura, a petista Marta Suplicy.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado nos dias 25 e 26, a taxa de intenção de voto em Marta oscilou dois pontos percentuais para baixo, de 37% para 35%, enquanto Kassab ganhou três pontos, passando de 24% para 27% das preferências. Alckmin se manteve com 19%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, Marta Suplicy teria 38% dos votos válidos, e iria para o segundo turno com Gilberto Kassab, que atingiria 29% dos válidos. Geraldo Alckmin ficaria em terceiro, com 20%.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 6% para 7% das preferências e Soninha (PPS) se manteve com 4%. Ivan Valente (PSOL) atinge, pela quarta vez consecutiva, 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) foram citados, mas não atingiram 1% das menções. Os eleitores sem candidato são 7%: votariam em branco ou anulariam o voto 4%, e não saberiam em quem votar 3%.

A pesquisa também mostra que o prefeito chega às vésperas do primeiro turno com 49% de aprovação. Em relação à pesquisa da semana passada, essa taxa oscilou um ponto para cima. O percentual dos que consideram o desempenho de Kassab ruim ou péssimo oscilou de 15% para 13% e a taxa dos que consideram seu desempenho variou de 35% para 36%. A nota média atribuída ao prefeito, em uma escala de zero a dez, é de 6,2.

Foram ouvidos 1954 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

Gilberto Kassab ganhou três pontos no que diz respeito à intenção de voto espontânea, passando de 19% para 22%, seu melhor resultado nessa série de pesquisas. Já o percentual dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta Suplicy, oscilou um ponto para baixo, de 29% para 28%. A intenção de voto espontânea em Geraldo Alckmin se manteve em 14%.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, oscilou de 25% para 22%, menor taxa registrada nessa série de pesquisas do Datafolha.

Marta perde para Kassab e para Alckmin em simulações de segundo turno

Se o segundo turno fosse realizado hoje, a líder na disputa pelo primeiro turno, Marta Suplicy, seria derrotada tanto por Gilberto Kassab quanto por Geraldo Alckmin. É a primeira vez nessa série de pesquisas do Datafolha que Kassab assume a liderança nas simulações de segundo turno, com vantagem que supera a margem de erro.

No caso de uma segunda votação entre Kassab e Marta, o atual prefeito teria 49% do total de votos, cinco pontos a mais do que a petista, que ficaria com 44%. Na pesquisa da semana passada, o democrata estava numericamente à frente (47% a 46%), pela primeira vez, mas ocorria empate, dentro da margem de erro.
Se o segundo turno fosse entre Alckmin e Marta, os percentuais seriam idênticos aos registrados no confronto entre o democrata e a petista: 49% votariam no tucano e 44% dariam seu voto à candidata do PT. Na pesquisa anterior, os dois empatavam, com, respectivamente, 48% e 45%.

A simulação de um pouco provável segundo turno entre Alckmin e Kassab mostra o democrata cinco pontos à frente do peessedebista (46% a 41%). Na pesquisa anterior, os dois empatavam, e o candidato tucano estava numericamente à frente (44% a 42%).

Se disputasse um segundo turno contra Marta hoje, Kassab teria o voto de 72% dos eleitores que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno. Apenas 18% dos eleitores do tucano afirmam que votariam na petista. O democrata contaria ainda com o apoio da maioria dos eleitores de Maluf (61%). Entre os que pretendem votar em Soninha no primeiro turno, 44% votariam no atual prefeito e 39% dariam seu voto à candidata do PT.

Caso a disputa ficasse entre Geraldo Alckmin e Marta, o tucano contaria com o apoio da maioria dos eleitores que declaram votar no primeiro turno em Kassab (76%), e em Paulo Maluf (63%). Metade (50%) dos eleitores que pretendem votar em Soninha optariam por Alckmin; 36% votariam em Marta.

Taxas de rejeição se mantém estáveis; conhecimento do número de Kassab chega a 70% entre seus eleitores

O percentual de eleitores que não votariam de jeito nenhum em Marta Suplicy no primeiro turno da eleição para prefeito se manteve em 35%; ou seja, a taxa de rejeição à petista é idêntica à que ela obtém de intenção de voto.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Gilberto Kassab se manteve em 21% e a taxa dos que descartam votar em Geraldo Alckmin oscilou de 18% para 17%.

A taxa de rejeição a Paulo Maluf oscilou de 58% para 59%.

Vêm a seguir Soninha (18% de rejeição), Levy Fidelix (16%), Ciro (14%), Anaí Caproni (13%), Edmilson Costa, Ivan Valente (12%, cada) e Renato Reichmann (11%).

Votariam em qualquer um dos candidatos 1%, e não votariam em nenhum deles 2%.

Há 12 dias, 70% dos eleitores que tinham intenção de votar em Gilberto Kassab não sabiam dizer o número a ser digitado na urna eletrônica para confirmação de sua vontade no dia da eleição; 26% citavam corretamente o número 25. Uma semana depois, a taxa dos que respondiam corretamente o número do democrata dobrou, chegando a 52%. Hoje ela é de 70%, próxima aos percentuais de respostas corretas registrados entre os que eleitores de Marta (75%) e Alckmin (72%).

Dizem que o voto ainda pode mudar 19% dos que têm intenção de votar em Alckmin,
14% dos que votariam em Kassab e 12% dos eleitores de Marta

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, 16% dos eleitores paulistanos que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que ainda podem mudar de idéia até o próximo domingo.

Entre os que têm intenção de votar em Geraldo Alckmin, a taxa dos que dizem que seu voto ainda pode mudar passou de 22% na pesquisa concluída na última sexta-feira para 19% hoje. Desses, 9% afirmam que, em caso de mudança, Gilberto Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto; 5% citam Marta Suplicy.

O percentual de eleitores que pretendem votar em Kassab e admitem que seu voto mudar passou de 18% para 14%, dos quais 9% afirmam que, caso mudem, provavelmente votarão em Alckmin; 4% optariam por Marta.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em Marta, a taxa dos que afirmam que seu voto ainda pode mudar passou de 17% na pesquisa da semana passada para 12% hoje. Desses, 5% dizem que Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto em caso de mudança; 4% citam Alckmin.

Taxa dos que defendem apoio de Serra a Alckmin cai de 63% em julho para 52% hoje

A maior parte dos eleitores paulistanos continua acreditando que o governador José Serra , do PSDB, deveria apoiar seu colega de partido, Geraldo Alckmin, na eleição para prefeito de São Paulo. No entanto, o percentual dos que pensam assim caiu de 63% no começo de julho para 52% hoje. Em contrapartida, a taxa dos que opinam que o governador tucano deveria apoiar Gilberto Kassab, do DEM, subiu de 24% para 36%. Kassab foi candidato a vice-prefeito em chapa encabeçada por Serra, e assumiu a prefeitura quando o tucano deixou o cargo para disputar o governo do Estado, em 2006.

Para 42%, Serra está de fato apoiando Geraldo Alckmin. Na opinião de 26%, o tucano está apoiando Gilberto Kassab. Um quarto (25%), no entanto, não sabe dizer quem o governador está apoiando.

Entre os que têm intenção de votar em Alckmin, 47% acham que Serra está apoiando seu colega de partido e 23% acreditam que ele torce pelo candidato democrata. Entre os eleitores de Kassab, os percentuais são parecidos: 44% acham que o governador tucano apóia Alckmin e 26% afirmam que o voto do governador vai para o atual prefeito. Nada muito diferente do que pensam os que pretendem votar em Marta: para 42% deles, o governador está apoiando Alckmin e na opinião de 26% ele apóia Kassab.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Datafolha

27/09/2008 - 12:33h Datafolha: Intenção de voto para prefeito de Sao Paulo

 

Ver também no blog meus comentários sobre as pesquisas Ibope e Datafolha, em Pesquisas mostram disputa acirrada pelo segundo lugar e Marta consolidada na liderança

Datafolha

A nove dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, o atual ocupante do cargo, e candidato à reeleição, Gilberto Kassab, do DEM, chega a 24% das intenções de voto e abre uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem 20% das preferências. Ocorre um empate, em razão da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Porém, como o empate se dá no limite da margem de erro, a probabilidade de Kassab estar à frente é maior. Marta Suplicy, do PT, continua liderando, com 37%.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 17 e 18, foram registradas oscilações dentro da margem de erro. A taxa de intenção de voto em Marta permaneceu idêntica, e Alckmin oscilou dois pontos para baixo (tinha 22%). Kassab oscilou dois pontos para cima (atingia 22%).

Gilberto Kassab é, entre os três primeiros colocados na disputa, o único candidato que ganhou pontos após o início do horário eleitoral. No final de julho, o democrata tinha 11%, e estava em terceiro lugar, 21 pontos atrás de Geraldo Alckmin, que tinha 32%, e dividia a liderança com Marta que, na ocasião, tinha 36%. A primeira pesquisa realizada após o início da transmissão do horário eleitoral, realizada nos dias 21 e 22 de agosto, mostrava Marta com 41%, Alckmin com 24% e Kassab com 14%. O prefeito oscilou positivamente a cada pesquisa: ele obteve 16% no final de agosto, foi a 18% no começo de setembro, a 21% em levantamento dos dias 11 e 12 desse mês, a 22% na semana seguinte e chega hoje a 24%. Ou seja, depois do horário eleitoral, a candidata do PT se manteve estável, o candidato tucano perdeu 12 pontos percentuais e Kassab ganhou 13 pontos.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 7% para 6% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 3% para 4%. Ivan Valente (PSOL) se mantém com 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Edmilson Costa (PCB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, e 3% não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1658 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 25 e 26 de setembro.

A taxa dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta Suplicy para prefeita, é hoje de 29%. Há uma semana, eram 28%. Gilberto Kassab atinge sua maior taxa de intenção de voto espontânea, 19% (eram 17% no levantamento anterior). Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, mesmo percentual registrado na semana passada. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 25%, menor taxa registrada nessa série de pesquisas do Datafolha.

Em simulação de segundo turno contra Marta, Kassab tem 47%, e a petista, 46%

As três simulações de segundo turno feitas pelo Datafolha mostram empates, em razão da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Pela primeira vez a simulação de um segundo turno entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab mostra o democrata numericamente à frente da petista: se uma segunda votação fosse realizada hoje, 47% votariam em Kassab, e 46% dariam seu voto a Marta. Na pesquisa da semana passada era a ex-prefeita quem estava numericamente à frente (46% a 45%).

Se o segundo turno fosse entre Marta e Geraldo Alckmin, 48% votariam no tucano e 45% optariam pela candidata do PT. As quatro últimas pesquisas mostravam os dois rigorosamente empatados, com 47% das preferências, cada, nos três últimos levantamentos, e com 46%, cada, no final de agosto.

A simulação de um segundo turno entre Alckmin e Kassab, hipótese hoje pouco provável, mostra o peessedebista com 44% e o democrata com 42% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, o candidato tucano estava sete pontos à frente (47% a 40%).

Rejeição a Kassab oscila para baixo e empata com a de Alckmin; Marta é rejeitada por 35%

A rejeição a Gilberto Kassab, que tinha subido na última pesquisa, voltou a oscilar para baixo. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 24% na semana passada para 21% hoje. Assim, o democrata volta a empatar com Geraldo Alckmin no ranking de rejeição; a taxa dos que descartam votar no tucano oscilou de 17% para 18%. Marta, por sua vez, atinge a maior taxa de rejeição nessa série de pesquisas: 35% afirmam que não votariam na ex-prefeita de forma alguma no primeiro turno da eleição. Na pesquisa da semana passada eram 34%.

Paulo Maluf continua sendo o candidato com maior taxa de rejeição: 58% dos eleitores paulistanos não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito, taxa idêntica à registrada no levantamento anterior.

Vêm a seguir Soninha (17% de rejeição), Levy Fidelix (16%), Ciro (13%), Anaí Caproni, Ivan Valente (12% de rejeição, cada), Edmilson Costa (11%) e Renato Reichmann (10%).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

27/09/2008 - 11:10h Pesquisas mostram disputa acirrada pelo segundo lugar e Marta consolidada na liderança

martakassabalckminmaluf.jpg

As novas rodadas de pesquisas Datafolha e Ibope estão nos jornais. Os resultados, com margem de erro de 3 pontos para o IBOPE e de 2 pontos para o Datafolha, mostram uma consolidação das intenções de voto em favor de Marta e um certo favoritismo de Kassab na sua disputa com Alckmin pelo segundo lugar.

O que as pesquisas registram, a uma semana do primeiro turno, é que entre o começo de julho e agora, a candidatura Alckmin perdeu aproximadamente 11 pontos, recuperados pela candidatura Kassab (isto é mais claro com o Datafolha; com o IBOPE é um pouco diferente, mas não muda a apreciação de conjunto).

Para muitos analistas este resultado é produto do marketing eleitoral, com as campanhas de Marta e Kassab bem focadas e avaliadas, diferentemente do marketing eleitoral de Alckmin. Para outros analistas, é o próprio caracter “anormal” da candidatura Alckmin ao margem do governo demo-tucano, que acabou desidratada pela força do debate sobre os governos municipais, atual e anterior.

Eu incluo com peso preponderante, à ação de desconstrução de Alckmin levada a cabo internamente e com apoio da mídia, pelo grupo de Serra apoiado nas máquinas municipal e estadual. Não tem quase nenhum comentarista que não participe deste trabalho em favor de Kassab e, após uma certa resistência, até o Estadão acabou se juntando à Folha, contra Alckmin.

Por isso mesmo, o que chama mais atenção nos números é a resistência do eleitorado de Alckmin e do próprio candidato, ao rolo compressor do marketing e da quinta-coluna contra ele. Mas ainda falta uma semana que pode precipitar o processo de agrupamento eleitoral em favor de Kassab ou não.

No plano mais geral, as pesquisas do segundo turno indicam um equilíbrio entre as intenções de voto em favor de qualquer um dos candidatos suscetível de ir para o segundo turno contra Marta e os votos em favor dela.

Aparentemente esse equilíbrio só será rompido no segundo turno e não antes. É um pouco como em aqueles campeonatos de futebol em que o primeiro já está classificado com antecedência e só se saberá com quem ele ira disputar a copa, após o jogo decisivo entre o segundo e o terceiro colocado. É natural nesse caso que todo o interesse das torcidas e dos comentaristas esteja concentrado nessa disputa e não nas qualidades do líder. Incluso é normal que o vitorioso apareça inicialmente com mais força que o próprio líder, “carregado” pela adrenalina de sua vitória na disputa pelo segundo lugar. Pelo menos no futebol, as vezes é assim.

No plano político, esta semana concentrará os ataques contra Alckmin e as pressões para montar, com sua participação, um frente anti-PT e anti-Marta com Kassab. Se ele se recusar, José Serra já anunciou que o substituirá como quase “candidato” (esse o sentido de vazar que estaria disposto a se licenciar do cargo para fazer a campanha… de Kassab). FHC veio, com sua declaração anti-PT, indicar que este será o desfecho que o alto tucanato apadrinhará.

Para Alckmin o que está sendo preparado pelos seus “companheiros” é um haraquiri. A morte política.

Após explicar que Kassab é a continuidade de Maluf e Pitta, disfarçado por oportunismo de lambe-tucano, ser levado a dizer que o demo conta com seu apoio contra Marta é demais. É bom lembrar que Marta apoio Mário Covas contra Maluf em 1998 e que Mário Covas e o próprio Alckmin apoiaram Marta em 2000 contra o mesmo Maluf (que tudo indica estará com Kassab no segundo turno). Mas existem precedentes, como o do próprio FHC e Maluf juntos pela reeleição do primeiro, apesar de Mário Covas.

Para evitar tamanha sinuca de bico, Alckmin terá que tentar reverter a situação em seu favor nesta reta final, o que não pode ser excluído.

Em todo caso, o respeito aos adversários e a democracia eleitoral, exige aguardar o resultado das urnas e do veredito popular para depois abordar as condições concretas do segundo turno.

Vale a pena destacar também a força e a consistência do eleitorado de Marta, segundo registrado pelas pesquisas. Após 3 meses de intenso tiroteio contra ela, particularmente da campanha Kassab, Maluf, Ciro Moura e também em menor intensidade de Alckmin; das matérias negativas (amplamente dominantes nos jornais segundo o observatório da Mídia), às intenções de voto se mantém no mesmo patamar, na liderança e amplamente consolidadas no registro da “espontânea”(onde o entrevistado diz em quem pensa votar antes de ver a lista dos candidatos, no Datafolha a espontânea dá 29% Marta; 19% Kassab; 14% Alckmin. No IBOPE a espontânea dá 30% Marta; 20% Kassab e 16% Alckmin) e também na “estimulada” (com a lista dos candidatos).

Novamente, as pesquisas mostram que a disputa entre os dois campos no segundo turno será voto a voto. A seguir as tabelas das pesquisas Datafolha e IBOPE.

Luis Favre

Pesquisas Datafolha de começo de julho até hoje


Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha Datafolha
Marta 38% 36% 41% 39%
40%
37%
37%
37%
Alckmin 31% 32% 24% 24% 22%
20%
22%
20%
Kassab 13% 11% 14% 16% 18%
21%
22%
24%
Maluf 8% 8% 9% 7% 8%
8%
 7% 6%
2° turno
Marta 45% 43% 49%  46% 47%
47%
47%
45%
Alckmin 50% 51% 44% 46%
47%
47%
47%
48%
2° turno
 Marta 55% 52% 55% 49%
50%
 48% 46%
46%
 Kassab 36% 37% 35% 41%
43%
 44% 45%
47%
campo 3 e 4 de julho 23-24 julho 21-22 agosto 29 agosto 4-5 setembro 11-12 setembro
17-18 setembro 25-26 setembro

 

 

Pesquisas IBOPE

IBOPE IBOPE IBOPE IBOPE  IBOPE
Marta 34% 41% 39%
35%
 35%
Alckmin 31% 26% 22% 21%
 20%
Kassab 10% 8% 12%
21%
 25%
Maluf 9% 9% 9% 8%
 7%
2° turno
Marta 43% 47% 50%
45%
45%
Alckmin 47% 42% 39%
45%
45%
2° turno
 Marta 51% 55% 55%
48%
45%
 Kassab 35% 30% 32%
42%
44%
campo 15-17 julho 15 agosto 27-29 agosto 8-11 setembro 23-24-25 setembro

 

 

12/09/2008 - 19:22h IBOPE: Marta cai e segue na liderança, Alckmin e Kassab estão empatados. Disputa no 2° turno será voto a voto

 

martakassabalckminmaluf.jpg

A nova rodada de pesquisas desta semana começa com o IBOPE que foi a campo de segunda e quinta. No fim de semana teremos o Datafolha, com campo quinta feira e hoje.

O Ibope registra mudanças na evolução das intenções de voto.  A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O Ibope registrou uma queda da Marta, para 35 (estava com 39) e confirmou o empate detetado no Datafolha da semana retrasada, entre Alckmin e Kassab, com 21 pontos.

Nas projeções do segundo turno as variações são maiores em relação ao IBOPE anterior de 29 de agosto, mas em parte já tinham sido detetadas nas duas últimas pesquisas Datafolha. Marta continua empatada com Alckmin (45 a 45) e derrota Kassab (48 a 42) .Veja embaixo o quadro do IBOPE e também os quadros de ambos institutos, IBOPE e Datafolha, na seqüência de datas das pesquisas.

Reiterando minha opinião, as relações de forças eleitorais estão equilibradas entre o bloco Alckmin-Kassab e a candidatura Marta. Esta relação mudou um pouco, mas sem resolver em favor de qualquer um dos dois campos. No artigo do jornal Valor, o jornalista Paulo Totti considera que está situação traduz uma clara melhora de Marta em relação as eleições de 2004 (Vantagem comparativa).

O equilibro entre ambos campos será quebrado, ao que tudo indica, no segundo turno e numa disputa acirrada voto a voto. O fato do PT estar unido, com uma coligação também unificada e uma candidata da força e do prestigio de Marta e as forças demo-tucanas estarem divididas e brigando, permitiram fazer recuar o favoritismo tucano na cidade. Mas não resolvem a parada.

Para ganhar será necessária ainda mais que nunca da garra e do trabalho de convencimento dos filiados e simpatizantes de Marta, do PT e das forças coligadas.

Luis Favre

Pesquisas IBOPE

  IBOPE IBOPE IBOPE IBOPE
Marta 34% 41% 39%
35%
Alckmin 31% 26% 22% 21%
Kassab 10% 8% 12%
21%
Maluf 9% 9% 9% 8%
2° turno
Marta 43% 47% 50%
45%
Alckmin 47% 42% 39%
45%
2° turno
 Marta 51% 55% 55%
48%
 Kassab 35% 30% 32%
42%
campo 15-17 julho 15 agosto 27-29 agosto 8-11 setembro

 

 

 

Pesquisas Datafolha e Ibope de começo de julho até o IBOPE de hoje


Datafolha IBOPE Datafolha IBOPE Datafolha IBOPE Datafolha Datafolha IBOPE
Marta 38% 34% 36% 41% 41% 39%
39%
40%
35%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24% 22% 24% 22%
21%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14% 12%
16% 18%
21%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9% 9% 7% 8%
8%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49% 50%
 46% 47%
45%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44% 39%
46%
47%
45%
2° turno
 Marta 55% 51% 52% 55% 55% 55%
49%
50%
 48%
 Kassab 36% 35% 37% 30% 35% 32%
41%
43%
 42%
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosto 27-29 agosto 29 agosto 4-5 setembro 8-11 setembro


Luis Favre

O quadro a seguir, da agencia Estado, contém os resultados do IBOPE publicados hoje de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife


Marta cai, Kassab sobe e empata com Alckmin em 2º, diz Ibope

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira mostra que a vantagem da petista diminuiu e candidata caiu 4 pontos

Elizabeth Lopes – da Agência Estado

SÃO PAULO – A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, caiu 4 pontos na pesquisa de intenção de voto e o candidato Gilberto Kassab (DEM) alcançou Geraldo Alckmin (PSDB) sem empate técnico, pela primeira vez, segundo pesquisa Ibope encomendada pelo Estado e TV Globo, divulgada nesta sexta-feira, 12. Marta registrou 35%, contra 39% da anterior, enquanto Kassab e Alckmin aparecem juntos com 21%. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais.

O prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, cresceu 9 pontos porcentuais na corrida à Prefeitura da Capital. De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 12, contratada pelo Estado e TV Globo, Kassab subiu de 12% para 21% das intenções de voto e aparece empatado com o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que oscilou dentro da margem de erro de 22% para 21%. A pesquisa mostra também que a candidata do PT, Marta Suplicy, mantém a liderança, mas caiu de 39% para 35% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Na última pesquisa Ibope, do dia 30, Kassab e Alckmin apareciam tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Ele tinha 26 e caiu para 22 % e Kassab subiu de 8 para 12 %.Na sondagem, a candidata Marta Suplicy (PT) seguia liderando, com 40% das intenções de voto.

A pesquisa Ibope, a quarta da série, mostra que o candidato do PP, Paulo Maluf, oscilou dentro da margem de erro, com 8% das intenções de voto contra 9% da mostra anterior, divulgada no dia 30 de agosto. A candidata do PPS, Soninha Francine, permanece com 3% e Ivan Valente (PSOL) registrou 1% na pesquisa divulgada hoje. Os candidatos Anai Caproni (PCO), Ciro Mora (PTC), Levy Fidelix (PRTB), Renato Reichmann (PMN) e Edmilson Costa (PCB) não alcançaram 1% das intenções de voto. De acordo com o Ibope, os votos brancos e nulos atingiram 4%, os indecisos somam 6% e não respondeu 1%.

A pesquisa ouviu 1001 pessoas, entre os dias 9 a 11 de setembro e foi registrada na 1ª zona eleitoral de São Paulo/SP, sob o registro nº 02400108-SPPE.

Rejeição e segundo turno

Nas simulações de segundo turno, se a disputa for entre Marta e Alckmin, a disputa aparece empatada, pois os dois registraram 45% das intenções de voto. Na briga entre Marta e Kassab, a petista aparece com 48% das intenções de voto e o atual prefeito e candidato à reeleição com 42%. Na hipótese do segundo turno ser disputado entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria o pleito com 48% das intenções de voto contra 34% de Kassab.

O Ibope perguntou aos eleitores em quem eles não votariam “de jeito nenhum” para a Prefeitura de São Paulo. O líder em termos de rejeição é o candidato do PP, Paulo Maluf, com 53%, seguido de Marta Suplicy com 31%, Gilberto Kassab com 22%, Levy Fidelix com 17%, Soninha com 15% e Geraldo Alckmin com 12%.

Na pesquisa espontânea, onde não é mostrado o disco com os nomes dos candidatos, Marta Suplicy aparece com 30% das intenções de voto, Gilberto Kassab com 17% e Geraldo Alckmin com 14%. Paulo Maluf registrou 6% das intenções de voto na mostra espontânea e Soninha 2%.

12/09/2008 - 10:31h Marinho afirma que iniciou investigação que resultou na prisão de peritos do INSS em S.Bernardo

Leandro Amaral – Repórter Diário

Marinho afirma que investigação começou quando ainda era ministro.
Foto
Felipe Logli
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O pleiteante ao Paço de São Bernardo Luiz Marinho afirmou que a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (11), a qual prendeu 21 pessoas – entre elas três bernardenses (um vereador e dois candidatos ao Legislativo) suspeitos de fraudar benefícios do INSS- foi iniciada em 2007, quando o petista ainda comandava o Ministério da Previdência.

“Eu estava em uma caminhada no ano passado quando recebi um cartão de uma pessoa que eu não conheço me pedindo para investigar o escritório da Dra. Otília (Azevedo), pois apresentava irregularidades. Eu pedi para investigar e constatamos, realmente, os problemas”, explicou Marinho citando o nome de uma das possíveis envolvidas no caso, pois a ação ocorre em sigilo. “O passo seguinte foi passar o problema, como sempre fazemos, para a Polícia Federal”, emendou durante caminhada no bairro Baeta Neves.

Além da candidata a vereadora pelo PPS, o prefeiturável citou que um membro da base de sustentação do prefeito William Dib (PSB), na Câmara Municipal, também está envolvido. “O vereador preso, o Dr. Alberto Raposo (PSB), todo mundo sabe é uma liderança do prefeito e, aliás, eu tinha recebido várias denúncias dele”, afirmou o ex-ministro referindo-se ao correligionário socialista que é supervisor da Perícia Médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Luiz Marinho fez questão de ressaltar que cabe agora ao Ministério dar continuidade as ações que ele, como ministro, iniciou. “É o caminho da limpeza que o presidente Lula conduz e eu, na época ministro, botei para quebrar”, destacou. “Aqui em São Bernardo está muito claro que tem problemas, de forma que eu espero que a Previdência reveja os benefícios para não prejudicar ninguém”, observou.

Questionado sobre as conseqüências eleitorais que o caso poderia ter, uma vez que os supostos envolvidos são filiados aos partidos que apóiam os dois principais concorrentes, o petista foi taxativo. “Temos que separar as coisas e ter muita cautela, até porque podem ser filiados mas isso não significa que os meus concorrentes estejam envolvidos”, ressaltou garantindo não vai utilizar o episódio na disputa eleitoral.

Polícia desarticula quadrilha acusada de fraudar INSS em São Bernardo

A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira (11) a Operação Providência, com o objetivo de desmantelar um esquema de fraude em benefícios previdenciários, especialmente os de auxílio doença e de aposentadoria por invalidez, requeridos na Agência da Previdência Social em São Bernardo. De acordo com estimativa da PF, as quadrilhas, que atuavam desde 2003, tenham intermediado cerca de 3.500 benefícios previdenciários fraudulentos, gerando um prejuízo à Previdência Social de aproximadamente R$ 200 milhões.

As quadrilhas corrompiam médicos peritos e outros servidores da agência da Previdência Social de São Bernardo para que estes concedessem benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para pessoas saudáveis e com plena capacidade laboral.

Participam da operação 204 Policiais Federais e 10 servidores do Previdência Social, para cumprir 21 mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão contra servidores públicos, médicos peritos da Previdência Social, advogados, agenciadores e beneficiários que buscavam os serviços dos grupos criminosos.

As ações são realizadas nos município de São Bernardo, São Paulo, Santo André, Diadema, Mogi das Cruzes, Guareí, Americana, Campos do Jordão, Guarujá, Bertioga, Santos, Itanhaém e Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo a PF, as investigações constataram que diversas empresas, empresários e advogados domiciliados em São Bernardo estariam intermediando a concessão fraudulenta dos benefícios previdenciários.

A Força Tarefa Previdenciária analisou 349 benefícios previdenciários intermediados pela quadrilha, com indícios de fraudes, cujo prejuízo aos cofres da União estão estimados em R$ 8,720 milhões. Os titulares desses benefícios com indícios de fraudes deverão ser submetidos a novos exames periciais pela Previdência Social.

Também serão cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, seqüestro de imóveis e veículos automotores utilizados pelos grupos criminosos, bem como a realização de perícias por junta médica da Previdência Social em segurados que participaram do esquema delituoso. (AE)

05/09/2008 - 13:55h Rio: Paes ultrapassa Crivella e assume a liderança no Rio

Pesquisa IBPS

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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O Globo Online

RIO – Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS), divulgada nesta sexta-feira, mostra uma mudança de cenário na disputa pela Prefeitura do Rio. Na oitava consulta de intenção de votos feita pelo instituto, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) passou a frente de Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB). Paes, que em agosto tinha 16% da intenção de votos, agora aparece com 25%. Já o senador, que antes tinha 20%, obteve 19% este mês.

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) ocupa o terceiro lugar, com 12% da preferência do eleitorado, seguida por Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), com 8%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tem 5% da intenção de voto, Chico Alencar (PSOL/PSTU) e Alessandro Molon (PT) têm 4%; e Paulo Ramos tem 1%. Votos brancos e nulos somam 9%. Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antônio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) não atingiram 1%.

Marcelo Crivella é o candidato com maior índice de rejeição, com 32%, seguido por Solange, com 15%; Gabeira, com 11%; Jandira, com 8%; Molon, com 7%, Paes, com 6%; e Chico Alencar, Paulo Ramos e Felipe Pereira, com 4%.

Em um possível segundo turno entre Jandira e Crivella, a candidata venceria com 46%, contra 32%. Crivella venceria, com 39%, o candidato Fernando Gabeira 36%. Já Eduardo Paes venceria Crivella, com 53% contra 28%. Paes também derrotaria Jandira, com 47%, contra 34%.

A pesquisa, registrada na 228ª ZE, sob o número 025/2008, ouviu 1.100 entrevistados, por telefone, entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.