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	<title>Blog do Favre &#187; preços</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Bancos centrais temem deflação crônica</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:44:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Na Alemanha, produtos têm hoje o mesmo valor de maio de 2007

Gustavo Chacra &#8211; O Estado SP
Os bancos centrais de países desenvolvidos começam a enfrentar o risco de a deflação se intensificar nos próximos meses, com recordes sendo anunciados nos Estados Unidos e na Europa. Na sua maior queda em seis décadas, o índice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Na Alemanha, produtos têm hoje o mesmo valor de maio de 2007</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://img.timeinc.net/time/daily/2009/0901/deflation_0116.jpg" alt="http://img.timeinc.net/time/daily/2009/0901/deflation_0116.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gustavo Chacra &#8211; O Estado SP</p>
<p>Os bancos centrais de países desenvolvidos começam a enfrentar o risco de a deflação se intensificar nos próximos meses, com recordes sendo anunciados nos Estados Unidos e na Europa. Na sua maior queda em seis décadas, o índice de preços ao consumidor da Alemanha despencou 7,8% em julho em relação ao mesmo mês no ano passado. Na variação mensal, a diminuição foi de 1,5%.</p>
<p>Segundo o Escritório Federal de Estatísticas, os produtos alemães têm hoje o mesmo valor de maio de 2007. Os preços para o consumidor na Alemanha registraram a sua primeira baixa desde a reunificação do país, em 1990, ao caírem 0,5%. A redução é dois décimos menor do que a média da zona do euro.</p>
<p>Do outro lado do Atlântico, o índice de preços ao consumidor americano também atingiu o seu menor nível desde 1950, ao se reduzirem 2,1% em julho, quando comparado ao mesmo mês no ano passado &#8211; em relação a junho, a inflação se manteve estável -, de acordo com dados do Departamento do Trabalho divulgados na semana passada. Assim como na Alemanha, os piores números vieram do setor produtivo, com uma redução de 6,8% nos preços desde julho de 2008, e 0,9% em junho .</p>
<p>A deflação tem como principal causa a redução nos preços da área energética, especialmente do barril do petróleo &#8211; apesar da elevação de ontem, que não está embutida no índice -, ao longo do último ano. Na Alemanha, a deflação anual é de 3,6% quando não se leva em conta os preços deste setor.</p>
<p>O Fed (banco central dos EUA) indicou que não existe risco de inflação por enquanto, o que eliminaria a necessidade de elevar os juros, evitando uma possível estagflação (inflação e recessão simultaneamente). O problema, segundo dizem alguns economistas, é que, com a deflação, há pouca margem de manobra para o Fed. Os juros já estão próximos de zero e o risco seria de um círculo vicioso como no Japão dos anos 1990.</p>
<p>A saída seria o aumento da demanda para o fim da deflação. Por enquanto, os sinais não indicam que isso venha ocorrendo. Ao contrário, o índice de confiança dos consumidores está em queda nos Estados Unidos por três motivos &#8211; elevado desemprego (9,4%), endividamento e maior propensão a poupar em vez de consumir.</p>
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		<title>O pavor da grande inflação</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 17:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Paul Krugman*, THE NEW YORK TIMES
De repente, todo mundo está falando de inflação. Matérias de opinião severas advertem que a hiperinflação está virando a esquina. E alguns mercados podem estar prestando atenção nessas advertências: os juros de títulos do governo de longo prazo estão subindo, e o medo da inflação futura é a possível razão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/o-pavor-da-grande-inflacao/11566/" rel="attachment wp-att-11566" title="krugman1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/krugman1.jpg" alt="krugman1.jpg" align="right" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Paul Krugman*, THE NEW YORK TIMES</p>
<p>De repente, todo mundo está falando de inflação. Matérias de opinião severas advertem que a hiperinflação está virando a esquina. E alguns mercados podem estar prestando atenção nessas advertências: os juros de títulos do governo de longo prazo estão subindo, e o medo da inflação futura é a possível razão para essa subida.</p>
<p>Mas será que o medo da grande inflação faz sentido? Basicamente, não &#8211; com uma condição da qual tratarei mais adiante. E suspeito que o medo tem a ver, ao menos em parte, mais com política do que com economia.</p>
<p>O mais importante é perceber que não há indícios de pressões inflacionárias neste momento. Os preços ao consumidor estão mais baixos agora do que estavam há um ano e os aumentos salariais perderam a velocidade, em face do alto desemprego. A deflação, e não a inflação, é o perigo claro e presente.</p>
<p>Portanto, se os preços não estão subindo, por que a inflação preocupa? Alguns alegam que o Federal Reserve (Fed) está imprimindo muito dinheiro, o que deve ser inflacionário, enquanto outros afirmam que os déficits orçamentários acabarão obrigando o governo a diminuir seu endividamento pela via da inflação.</p>
<p>A primeira suposição está errada. A segunda poderia estar certa, mas não está.</p>
<p>Agora, é verdade que o Fed tomou ultimamente medidas sem precedentes. Mais especificamente, ele andou comprando muita dívida tanto do governo como do setor privado, e pagando por essas compras creditando reservas extras aos bancos. E, em tempos normais, isso seria altamente inflacionário: os bancos, repletos de reservas, aumentariam seus empréstimos, que impulsionariam a demanda, que empurraria os preços para cima.</p>
<p>Mas estes não são tempos normais. Os bancos não estão emprestando suas reservas extras. Estão simplesmente sentados nelas &#8211; aliás, estão enviando o dinheiro de volta ao Fed. Portanto, o Fed não está realmente imprimindo dinheiro, afinal.</p>
<p>Mesmo assim, essas ações não acabariam sendo inflacionárias mais cedo ou mais tarde? Não. O Banco do Japão, diante das dificuldades econômicas não muito diferentes das que enfrentamos hoje, comprou dívida em larga escala entre 1997 e 2003. O que aconteceu com os preços ao consumidor? Caíram.</p>
<p>Tudo por tudo, boa parte da discussão atual sobre inflação traz à lembrança o que aconteceu durante os primeiros anos da Grande Depressão, quando muitas pessoas influentes faziam advertências sobre a inflação mesmo enquanto os preços despencavam.</p>
<p>Haverá risco de inflação depois que a economia se recuperar? Essa é a suposição dos que observam projeções de que a dívida federal poderá subir a mais de 100% do PIB e dizem que a América acabará tendo de reduzir sua dívida pela via da inflação &#8211; isto é, empurrar os preços para cima para que o valor real da dívida seja reduzido.</p>
<p>Essas coisas aconteceram no passado. Por exemplo, a França, em último recurso, reduziu as dívidas que contraiu para travar a 1ª Guerra Mundial por meio da inflação. Mas faltam exemplos mais modernos. Nas duas últimas décadas, Bélgica, Canadá e, é claro, Japão passaram por episódios em que suas dívidas excediam 100% do PIB. E os próprios EUA saíram da 2ª Guerra com a dívida excedendo 120% do PIB. Em nenhum desses casos o governo recorreu à inflação.</p>
<p>Então, haverá razão para pensar que a inflação está chegando? Alguns economistas defenderam uma inflação moderada como política deliberada, como maneira de estimular o empréstimo e reduzir o ônus do endividamento privado. Sou simpático a esses argumentos e defendi uma coisa parecida para o Japão nos anos 1990. Mas a defesa da inflação não progrediu entre as autoridades econômicas japonesas de então e não há nenhum sinal de que esteja ganhando força com as autoridades americanas de hoje.</p>
<p>Tudo isso coloca a questão: se a inflação não é um risco real, por que todas as suposições de que ela é? Bem, como vocês podem ter notado, os economistas, às vezes, discordam. E grandes discordâncias são especialmente prováveis em tempos estranhos como os atuais, quando muitas das regras normais já não se aplicam.</p>
<p>Mas é difícil escapar da sensação de que o alarmismo com a inflação é, em parte, político, saindo de economistas que não tiveram nenhum problema com os déficits causados por cortes de impostos, mas, de repente, se tornaram censores fiscais quando o governo começou a gastar dinheiro para salvar a economia. E seu objetivo parece ser pressionar a administração Obama para que abandone esses esforços de salvamento.</p>
<p>É dispensável dizer que o presidente não se deve deixar pressionar. A economia continua em estado lastimável e precisa de ajuda contínua. Sim, temos um problema orçamentário no longo prazo, precisamos começar a assentar os alicerces para uma solução no longo prazo. Mas, no que trata da inflação, a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo.<br />
<strong><br />
*Paul Krugman é prêmio Nobel de Economia</strong></p>
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		<title>Indicadores mostram que agronegócio se recupera</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 11:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Relação de troca para comprar adubo tem melhora
EDUARDO SCOLESE &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diferentes dados revelam sinais de recuperação do agronegócio, apesar das reclamações dos ruralistas, que pedem nova renegociação de dívidas, garantia de preço mínimo e um pacote volumoso de recursos para o plano agrícola 2009/10.
Um desses indicativos aparece numa espécie de índice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.aboaterra.com.br/artigos/images/plantiobatatas/plantiobatatasceb037.jpg" alt="http://www.aboaterra.com.br/artigos/images/plantiobatatas/plantiobatatasceb037.jpg" /></div>
<p><strong>Relação de troca para comprar adubo tem melhora</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">EDUARDO SCOLESE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Diferentes dados revelam sinais de recuperação do agronegócio, apesar das reclamações dos ruralistas, que pedem nova renegociação de dívidas, garantia de preço mínimo e um pacote volumoso de recursos para o plano agrícola 2009/10.<br />
Um desses indicativos aparece numa espécie de índice de custeio criado pela Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Ele mede a quantidade do produto agrícola necessária para adquirir uma tonelada de fertilizante.<br />
De dez produtos analisados, houve queda de custo em oito deles, numa comparação do primeiro trimestre deste ano com a média do ano passado. Por exemplo: em 2008, um produtor tinha de oferecer 26,3 sacas de soja para receber uma tonelada de fertilizante. Neste ano, até agora, precisa de 23,7 sacas -queda de 10%.<br />
&#8220;Caiu o preço do adubo, aumentou o preço em reais do produto exportado, a relação de troca começa a ficar mais favorável&#8221;, afirma Eduardo Daher, da direção da Anda. Sobre o clima entre os representantes ruralistas, ele diz: &#8220;Neste momento não deveríamos estar nem otimistas nem pessimistas&#8221;.<br />
Nos últimos meses, tanto a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) como integrantes da bancada ruralista do Congresso têm feito reclamações públicas sobre as dificuldades dos produtores.<br />
A CNA tem orientado seus associados a atuar com cautela para a próxima safra, enquanto, por conta dessa pressão, o governo se movimenta para buscar R$ 100 bilhões em créditos para o plano agrícola e pecuário 2009/10. O plano passado teve R$ 65 bilhões para a agropecuária empresarial.</p>
<p><strong>Menos nuvens</strong><br />
Sobre as exportações, os números do agronegócio também aparecem menos nebulosos.<br />
Um trabalho da assessoria do deputado federal Beto Faro (PT-PA) revela que, dos 10 produtos que mais arrecadam com vendas ao exterior, 4 têm apresentado forte alta em 2009.<br />
Numa comparação entre o primeiro trimestre deste ano e os três primeiros meses de 2008, o produto que mais avançou em volume de recursos foi o açúcar (59%), seguido de milho, (41%), soja (30%) e fumo (13%). Se somados os dez principais produtos, 2009 apresenta leve queda (1%) ante 2008.<br />
Em relação ao valor dos produtos, após uma aparente bolha de valorização pré-crise, o índice criado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (USP) para medir o preço das exportações tem caído desde o fim do ano passado. Ainda hoje (136,73), porém, mantém-se em patamar acima da média dos últimos quatro anos (133,01).<br />
Para Karlin Saori Ishii, pesquisadora do Cepea, o atual cenário pode ser visto de dois ângulos: o do pessimismo, se comparado com o crescimento entre 2002 e setembro de 2008; e de otimismo, se os atuais valores forem comparados com as médias dos últimos anos. &#8220;Com a crise, a gente tem o problema de demanda e de crédito. Talvez, quando estabilizarem, os preços terão de novo uma tendência de alta&#8221;, diz Ishii.</p>
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		<title>Governo Lula vai desonerar geladeiras, freezer, fogões, maquinas de lavar e tanquinhos. Preços podem cair 10%</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 15:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[IPI de &#8220;linha branca&#8221; deve ser zerado por três meses
VALOR
O governo deve reduzir a zero, nos próximos dias, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A publicação de um decreto pode ocorrer nesta semana e o benefício valerá por três meses.
A sugestão técnica da Receita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="5">IPI de &#8220;linha branca&#8221; deve ser zerado por três meses</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">VALOR</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-lula-vai-desonerar-geladeiras-freezer-fogoes-maquinas-de-lavar-e-tanquinhos-precos-podem-cair-10/10778/" rel="attachment wp-att-10778" title="geladeiralingua.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/geladeiralingua.gif" alt="geladeiralingua.gif" align="left" /></a>O governo deve reduzir a zero, nos próximos dias, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A publicação de um decreto pode ocorrer nesta semana e o benefício valerá por três meses.</p>
<p>A sugestão técnica da Receita Federal ao ministro da Fazenda deixa a opção também de reduzir pela metade a carga do IPI desses produtos, mas a equipe de Guido Mantega tem dúvidas sobre o incentivo que isso traria ao consumo e, consequentemente, à indústria, ao comércio e ao emprego. Também pesa o fato de a cadeia automotiva ter, desde dezembro, reduções expressivas de IPI.</p>
<p>No caso da linha branca, as alíquotas do IPI são de 20% para máquinas de lavar, 15% para geladeiras e freezers, 10% para tanquinhos e 5% para fogões.</p>
<p>Junto com a desoneração temporária da linha branca, Mantega deve ampliar a lista dos materiais de construção beneficiados com IPI menor. A reivindicação já tinha sido levada na semana passada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Material de Construção (Abramat), Melvyn Fox.</p>
<p>A vantagem vale, atualmente, para cerca de 20 grupos de produtos, como revestimentos, tintas e cimento, mas os empresários do setor pedem a inclusão de telhas onduladas, vidros, arames, conexões, pregos, cerâmicas, pisos laminados, placas de gesso, tomadas e resistências de duchas para chuveiros, entre outros produtos.</p>
<p>Desonerações tributárias desfalcam o Tesouro e exigem medidas compensatórias. Recentemente, o governo anunciou o aumento da carga tributária sobre os cigarros para recuperar parte da arrecadação perdida com a redução do peso de impostos e contribuições nos segmentos de veículos, habitação e investimentos na Região Norte.</p>
<p>O governo estuda, num primeiro momento, aumentar a carga tributária das bebidas quentes. São destilados como, por exemplo, cachaças, uísques, vodcas, licores etc. Segundo técnicos da Receita, o atual regime será simplificado porque há espaço para maior tributação e a ordem superior é &#8220;arrecadar mais onde isso é possível&#8221;.</p>
<p>Numa segunda etapa, a Receita Federal vai aumentar, novamente, a carga tributária sobre as bebidas frias, principalmente cervejas e refrigerantes. Essa mudança não será imediata porque ainda está sendo preparada a escolha de um instituto que vai realizar a pesquisa dos preços no varejo. O governo também avalia que, politicamente, não é o momento para essa elevação. As indústrias de cervejas e refrigerantes ainda estão digerindo a expressiva mudança da Lei 11.727, de 23 de junho de 2008, que passou a considerar, como base da tributação, quantidade produzida e preços cobrados no varejo. Antes disso, valia apenas a quantidade.</p>
<p>Outro setor que teve, recentemente, a carga tributária elevada é o de cigarros, mas já está sendo preparada mais uma rodada. A Receita Federal propôs mudar o regime do IPI para um modelo híbrido que considerasse alíquota específica e tributação sobre o valor do produto. Como foi grande a resistência das maiores indústrias, o governo decidiu aumentar em 23,5% as seis faixas do IPI. A menor era de R$ 0,764 por maço de 20 cigarros e a maior era de R$ 1,397.</p>
<p>Esse aumento de 23,5% do IPI dos cigarros, segundo os cálculos da Receita, trará mais R$ 560 milhões para a arrecadação em 2009 e R$ 750 milhões adicionais em 2010. O governo sabe que isso é pouco e já deu seu recado ao setor privado. Quer uma proposta de mudança do atual modelo do IPI para elevar a tributação, sob pena de aplicar outro aumento de 23,5% no atual regime.</p>
<p>Além dos 23,5% no IPI, o governo também elevou em 70% a alíquota efetiva &#8211; de 6% para 9,8% sobre o maço &#8211; das contribuições PIS e Cofins na cadeia produtiva do cigarro, cobrada diretamente nas indústrias. A medida deve trazer mais R$ 415 milhões em 2009 e outros R$ 790 milhões e 2010. (AG)</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-lula-vai-desonerar-geladeiras-freezer-fogoes-maquinas-de-lavar-e-tanquinhos-precos-podem-cair-10/10778/" rel="attachment wp-att-10778" title="geladeiralingua.gif"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/geladeiralingua.gif" alt="geladeiralingua.gif" /></div>
<p></a></p>
<p><strong><font size="5"> </font></strong></p>
<p><strong><font size="5">Preço final do produto pode cair até 10%</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Marta Watanabe, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Um benefício de IPI zero sobre produtos da linha branca deve possibilitar uma redução entre 2% e 10% nos preços ao consumidor final, dependendo do eletrodoméstico. O comprador conseguirá sentir mais o efeito do IPI zero nos produtos que atualmente têm alíquota mais alta, como o refrigerador, tributado a 15% e a lavadora de roupas, com imposto a 20%.</p>
<p>A redução no preço ao consumidor da geladeira deve ficar, em média, entre 5% e 7,5%, e para máquina de lavar, em 8% a 10%. O cálculo é de Patricio Mendizábal, presidente da Mabe, multinacional mexicana que produz as marcas GE, Dako e Mabe no Brasil. Ele explica que o efeito para o consumidor final não é no mesmo percentual das alíquotas reduzidas porque sobre o preço da indústria são cobrados outros tributos, como ICMS e PIS/Cofins. &#8220;Além disso, há a margem de lucro do varejista&#8221;, explica.</p>
<p>Com isso, o fogão, atualmente tributado a 4% de IPI, terá queda na venda do varejo próxima a 2% e o tanquinho, que hoje paga 10% do imposto, poderá ter redução entre 4% e 5%. &#8220;A medida deve aumentar a demanda mas, caso seja adotada, é importante que seja anunciada logo, antes que os varejistas brequem suas encomendas e o efeito para a indústria seja negativo.&#8221;</p>
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		<title>Melhora no interior</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 12:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Celso Ming, O Estado SP


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celso.ming@grupoestado.com.br


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A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.
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<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" size="4">Celso Ming, O Estado SP</font></p>
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<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
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<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.</p>
<p>Terça-feira, tanto o IBGE como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reviram suas expectativas de produção para cima. Passaram de uma queda de 7,3%, estimada em março, para 6,5%, no caso do IBGE, e de 6,1% para 4,5%, nos números da Conab.</p>
<p>Isso parece indicar que a economia do interior deve se recuperar mais rapidamente do que se esperava, o que também deverá reanimar tantas administrações municipais afundadas na redução da arrecadação.</p>
<p>Para o analista de mercado da Agroconsult, Marcos Rubin, o pico das projeções mais pessimistas se deu nos primeiros dois meses do ano porque havia muita incerteza sobre os efeitos da forte estiagem que atingiu as plantações em novembro e dezembro passados, principalmente na Região Sul do País. Calculadas as perdas das safras de verão, o produtor pode ter visto nas culturas de inverno (milho e trigo) uma oportunidade de recuperação.</p>
<p>No caso do milho, que possui importante ciclo de inverno, a soma de preços melhores e de uma redução nos custos incentivou os produtores a aumentar a área de plantio, mas que, ainda assim, é inferior à registrada na safra passada. &#8220;O cenário geral, em comparação ao que se viu no início deste ano, está melhor&#8221;, diz Rubin.</p>
<p>E há outro fator positivo: os custos médios de produção, que, no caso da soja cultivada na região de Mato Grosso, tiveram um aumento de 82% na safra 2008/2009 em relação à anterior, já começam a cair.</p>
<p>O analista da Agroconsult calcula que, para a próxima safra, a redução do custo médio dos fertilizantes para a soja será de 13% e a do custo total de produção, de 8%. O milho, cujo aumento médio nos custos de produção nesta safra foi de 25%, terá queda de 11% na próxima.</p>
<p>Os dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) mostram que a relação de troca do milho (quantidade de sacas de 60 quilos do produto necessária para a compra de uma tonelada de fertilizante) caiu de 51,0 em 2008 para 47,7 no primeiro bimestre deste ano, e a da soja, de 26,3 para 24,6.</p>
<p>O analista Pedro Collussi, da AgraFNP, aponta outros motivos para o otimismo: &#8220;Em março, os produtores, influenciados por um relatório mais otimista de estimativa de produção de milho nos Estados Unidos, resolveram plantar de última hora.&#8221; A estimativa da redução de área cultivada, que era de 18%, passou a 9,5%.</p>
<p>Em relação ao trigo, cujo plantio se inicia agora, poucas mudanças devem ocorrer. Rubin explica que, por se tratar de uma cultura de rotação, sua decisão de plantio é técnica, também por causa da antecipação dos contratos de venda. &#8220;Mesmo com a quebra de produção na Argentina, os preços não mudaram aqui. Pode ser que, no período de colheita, que deve ocorrer no terceiro trimestre, eles estejam mais altos.&#8221;</p>
<p>Apesar da queda desta safra, ela ainda deverá ser a segunda maior da história, perdendo apenas para a 2007/2008, que somou 144,1 milhões de toneladas.</p>
<p><strong>COLABOROU NÍVEA TERUMI</p>
<p>Confira</strong></p>
<p>Melhora &#8211; Ainda é cedo para afirmar que a crise já passou. Mas esta já é uma boa aposta, com base em alguns indícios. Aqui vão três:</p>
<p>As vendas de produtos que não dependem de crédito parecem bem melhores. Os supermercados, por exemplo, faturaram 1,7% a mais nos dois últimos meses. E o consumo físico de energia elétrica cresceu 3,3% no mesmo período.</p>
<p>E, anteontem, a Associação Brasileira de Papelão Ondulado comunicou que as vendas do produto, muito usado em embalagens, cresceram 16,4% em março, quando comparadas com os números de fevereiro.</p></div>
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		<title>Fuga para emergentes pode ser opção</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Catherine Vieira e Nelson Niero, Valor, do Rio e de São Paulo
Os títulos do tesouro americano não são mais o parâmetro de &#8220;risco zero&#8221; no mercado global? Conceitos como &#8220;fuga para qualidade&#8221; estão sob revisão, desde que a bússola econômica perdeu o norte? O Primeiro Mundo não é mais o mesmo depois da implosão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://unipmarques.files.wordpress.com/2008/06/pregao_bovespa.jpg" alt="http://unipmarques.files.wordpress.com/2008/06/pregao_bovespa.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Catherine Vieira e Nelson Niero, Valor, do Rio e de São Paulo</p>
<p>Os títulos do tesouro americano não são mais o parâmetro de &#8220;risco zero&#8221; no mercado global? Conceitos como &#8220;fuga para qualidade&#8221; estão sob revisão, desde que a bússola econômica perdeu o norte? O Primeiro Mundo não é mais o mesmo depois da implosão de ícones de seu poderio empresarial?</p>
<p>Se questões como essas começaram a perturbar o sono do investidor estrangeiro, ele pode estar suscetível a uma ideia que começa a ganhar força entre economistas e gestores: talvez esta seja a hora dos chamados emergentes, e uma suposta comprovação da teoria é que empresas e bancos que têm operações fortes em países como China, Índia e Brasil vêm conseguindo respirar melhor na crise financeira global. Mas vamos aos fatos.</p>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002218/imagens/arte16wsj-ritmo-f8.gif" border="0" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p>Os efeitos práticos dessa que é a percepção de muitos formadores de opinião de investidores globais ainda não são completamente nítidos, mas há quem já vislumbre alguns sinais, como o fluxo positivo de investidores estrangeiros no mercado de ações brasileiro em fevereiro. Óbvio que esse suspiro ainda é muito pouco para sustentar uma direção para os ativos ou sinalizar uma reabertura do mercado como alternativa de financiamento para as companhias. No entanto, nesses tempos de dureza, não há muito a que se apegar.</p>
<p>É preciso ponderar que a torcida é grande. Mais que uma simples retomada do mercado brasileiro, a volta das captações das empresas por meio do lançamento de títulos e, principalmente, de ações seria a confirmação de que os quatro anos de sucessivas emissões recordes não foram apenas um ponto fora da curva &#8211; apesar da euforia excessiva do mercado em 2007.</p>
<p>Entre 2004 e 2007, cerca de cem companhias foram à bolsa e um recorde absoluto de ofertas públicas foi registrado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foi uma experiência e tanto para um país no qual o mercado de capitais como opção de financiamento de longo prazo parecia uma lenda.</p>
<p>Agora, há aquela sensação incômoda de que voltamos ao zero. A relação entre valor de mercado das empresas e o Produto Interno Bruto (PIB) sugere isso: depois de chegar perto de 100% em 2007, voltou aos níveis de 2004 no ano passado (47,6%). O número de operações em análise e já registradas em 2009 é extremamente desanimador e os prognósticos são de que pelo menos até o fim do ano não se verá um cenário muito diferente.</p>
<p>Mas se estamos com dificuldades de passar pela &#8220;marolinha&#8221; do presidente Lula e o ano será praticamente nulo para o mercado de capitais, há indícios de que o país está mais bem preparado para a crise do que em outras épocas.</p>
<p>A euforia da fase anterior deixou como herança um caixa gordo em algumas companhias e também em muitas carteiras de fundos de participações em empresas. O sistema financeiro, depois da crise da década de 90, também parece mais sólido do que seus pares no exterior (sem esquecer que os bancos brasileiros ganham muito com títulos públicos e não precisam de muita ousadia para sobreviver).</p>
<p>A expectativa entre gestores e analistas é que, passados estes momentos de nebulosidade, as emissões voltem a florescer no Brasil &#8211; mesmo que em ritmo menor que 2007. &#8220;Apesar das nossas qualidades, não dá para superar o fato de que a liquidez secou&#8221;, observa a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana. Ela diz que os instrumentos foram testados e que os eventuais problemas que surgiram foram sendo contornados.</p>
<p>Entre esses problemas, um dos cruciais é a questão de governança empresarial no país. Muitas novatas foram à bolsa sem o devido preparo, empurradas por bancos de investimento, e companhias tradicionais, consideradas exemplares, envolveram-se em operações arriscadas com derivativos, para a surpresa de seus acionistas.</p>
<p>A queda do PIB no quarto trimestre, que projeta um número anualizado entre os piores do mundo, foi outro balde de água fria, já que as empresas podem não crescer no ritmo esperado. Ainda assim, há um certo otimismo entre os participantes do mercado, especialmente porque o país, assim como China e Índia, vem sendo escalado entre os que reúnem melhores condições competitivas no tumultuado cenário global de hoje.</p>
<p>&#8220;Passada a tormenta inicial, os diferenciais positivos do Brasil neste novo cenário começam a ser visualizados com mais clareza&#8221;, observa Marcelo Mesquita, que após mais de dez anos no UBS abriu sua própria gestora de recursos, a Leblon Equities. O estrategista assinala que a presença estatal já é forte também por aqui, inclusive no setor financeiro e nas empresas listadas, como a Petrobras.</p>
<p>A petroleira, aliás, que é a principal &#8216;blue chip&#8217; da Bovespa, é vista como um trunfo para alguns, já que as ações caíram muito. Apesar das mazelas de governança nas quais anda tropeçando nos últimos tempos, a Petrobras tem, por conta dos projetos do pré-sal, uma perspectiva como nenhuma outra do setor. &#8220;A Petrobras vai ser uma Exxon&#8221;, compara Mesquita.</p>
<p>Uma Exxon estatal pode até parecer atraente no momento em que o governo americano vira sócio de bancos, mas esse viés estatizante pode cobrar seu preço mais adiante, principalmente no que diz respeito à governança.</p>
<p>Mesquita lembra que os bancos locais também sofreram na bolsa por conta da revoada sem critério que ocorreu no pós-crise, apesar de muitas das instituições locais terem fundamentos sólidos. A atratividade nos preços desses ativos já levou a Leblon a montar duas posições relevantes em dois bancos médios, por exemplo.</p>
<p>O estrategista global de câmbio do HSBC, David Bloom, é um dos que acreditam que os emergentes são o futuro. Mas não de forma generalizada: China, Brasil e Índia encabeçam a lista. Este momento poderá ser lembrado como o ponto de virada para um período em que essas economias passarão a ter mais importância no xadrez global. &#8220;Já não dá para dizer que os EUA são seguros e o resto do mundo não. Nada mais é intocável.&#8221;</p>
<p>O banco inglês amorteceu as perdas com crédito nos Estados Unidos com os resultados robustos obtidos no Brasil e em países do oriente. A General Electric, pouco à vontade com seus números em sua terra, declarou recentemente que os emergentes são prioridade, fazendo coro ao que vem se tornando um mantra empresarial.</p>
<p>A forte regulação e o juro ainda alto também são vantagens competitivas do Brasil. Esses fatores ajudaram os investidores locais a ficarem menos vulneráveis aos ativos tóxicos que causaram perdas mundo afora, embora não tenha evitado as perdas com derivativos.</p>
<p>Os bancos de investimento são regulados e supervisionados pelo Banco Central e a CVM. As ofertas de ativos securitizados também passam pelo crivo dos reguladores. &#8220;Há uma atuação muito coordenada, que busca evitar zonas de sombra e manter sempre a transparência&#8221;, afirma Maria Helena</p>
<p>No entanto, pode não funcionar exatamente assim. O Novo Mercado, que tinha como princípio garantir os direitos dos investidores, registrou em 2008 operações no mínimo polêmicas, que colocaram em xeque vantagens consideradas certas pelos acionistas.</p>
<p>Os fundos de pensão, que possuem uma carteira de R$ 415 bilhões e investem pelo longo prazo, são impedidos de aplicar no exterior e têm uma participação média baixa no mercado de ações. Isso não evitou rentabilidades reduzidas em 2008, mas ainda mantém esse grupo com um colchão de segurança e apetite pelos projetos de longo prazo. &#8220;Temos aproveitado oportunidades em infraestrutura e na bolsa&#8221;, diz Wagner Pinheiro, presidente da Petros, o segundo maior fundo de pensão do país.</p>
<p>Os fundos de participação em empresas também estão em situação confortável. Nos últimos anos, captaram cerca de R$ 50 bilhões para investir, mas a concorrência das ofertas públicas iniciais elevou os preços dos ativos e dificultou a efetiva aplicação desses recursos em projetos. Em meados de 2008, estimava-se que mais de R$ 20 bilhões ainda estavam disponíveis. Na semana passada, o empresário Eike Batista anunciou que criará um fundo de até US$ 10 bilhões.</p>
<p>Os chamados administradores de fortunas optaram, com a crise, por ficar com os recursos mais líquidos, esperando por um momento de maior clareza para voltar a alocar os ativos. &#8220;Visitamos quase todos e em média estão com 70% a 80% dos recursos em caixa&#8221;, contou Mesquita, convicto de que os valores voltarão a ser aplicados no mercado, em algum momento.</p>
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		<title>Usineiros querem discussão sobre etanol em encontro de Lula e Obama</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 14:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
Usineiros brasileiros sugeriram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proponha ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a criação de mecanismos capazes de aprofundar a cooperação entre os dois países na área energética e aumentar as vendas de etanol do Brasil para o cobiçado mercado americano, onde o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_nHll8GicctI/SUY9eXKEmkI/AAAAAAAAA0o/lsK0uxeB0aA/S1600-R/ethanol_brasil.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://2.bp.blogspot.com/_nHll8GicctI/SUY9eXKEmkI/AAAAAAAAA0o/lsK0uxeB0aA/S1600-R/ethanol_brasil.jpg" width="554" height="379" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>Usineiros brasileiros sugeriram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proponha ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a criação de mecanismos capazes de aprofundar a cooperação entre os dois países na área energética e aumentar as vendas de etanol do Brasil para o cobiçado mercado americano, onde o produto enfrenta barreiras para entrar.</p>
<p>Representantes do setor estiveram nos últimos dias com ministros e o próprio Lula, num esforço para assegurar que o tema entre na conversa que ele terá com Obama sábado, na Casa Branca. Diplomatas envolvidos com os preparativos da reunião esperam que o assunto seja discutido, mas duvidam que o encontro, que será o primeiro contato pessoal dos dois presidentes, produza avanços nessa área.</p>
<p>O Brasil e os EUA assinaram há dois anos um memorando de entendimentos para promover o uso de combustíveis alternativos como o etanol em alguns países do Caribe e ampliar a demanda mundial pelo produto. Mas o acordo não produziu até hoje benefícios para os usineiros brasileiros e isso acabou gerando enorme frustração na indústria.</p>
<p>O Brasil vendeu no ano passado 1,7 bilhão de litros de álcool para os EUA, o equivalente a pouco mais de 5% do consumo americano e 7% da capacidade de produção brasileira. Os usineiros acham que teriam condições de dobrar suas exportações para os EUA se fossem removidas as tarifas que o país cobra do etanol importado atualmente.</p>
<p>&#8220;Tem álcool sobrando no mundo inteiro hoje e o Brasil poderia ajudar os americanos a aumentar o consumo de biocombustíveis, complementando a produção das usinas americanas&#8221;, disse o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, que chegou a Washington na terça-feira para manter contatos com o governo e o Congresso.</p>
<p>A crise econômica internacional atingiu em cheio a indústria de etanol dos EUA. Pelo menos 23 usinas fecharam nos últimos meses e investimentos na expansão do setor foram suspensos, gerando dúvidas sobre sua capacidade de aumentar a produção de combustível no ritmo necessário para cumprir metas de consumo estabelecidas pela legislação para os próximos anos.</p>
<p>Muitas usinas brasileiras também estão enfrentando dificuldades financeiras, mas o álcool do Brasil, onde o combustível é extraído da cana-de-açúcar, é mais competitivo do que o produzido nos EUA, onde as usinas usam o milho como matéria-prima. A principal tarifa cobrada pelos americanos nas importações de álcool do Brasil vence em dezembro de 2010, mas pode ser renovada pelo Congresso.</p>
<p>Na campanha eleitoral do ano passado, Obama defendeu em várias ocasiões a manutenção dos incentivos que protegem a indústria americana. Mas de lá para cá o setor perdeu parte do apoio que tinha no Congresso por causa da preocupação crescente com o impacto da expansão dos biocombustíveis sobre o meio ambiente e os preços dos alimentos no mundo inteiro.</p>
<p>Paralelamente, empresários do Fórum Brasil-EUA de Altos Executivos, grupo que representa vários setores com negócios nos dois países, planejam enviar a Lula e Obama até amanhã uma carta para cobrar seu empenho nas negociações de um acordo que elimine a dupla tributação das empresas que têm atividades nos dois países, uma antiga reivindicação do setor privado.</p>
<p>Brasil e EUA discutem esse assunto há vários anos e recentemente assinaram um acordo para troca de informações na área tributária, considerado um passo preliminar para a discussão de um tratado mais abrangente. Mas o acordo empacou no Congresso brasileiro, por causa do incômodo gerado em setores da indústria nacional pelo grau de acesso exigido pelas autoridades americanas às informações que o fisco brasileiro tem sobre elas.</p>
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		<title>Para OMC, Brasil é exemplo a ser seguido</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" alt="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" align="left" />O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em discussão no bloco desde novembro e vários parceiros comerciais pediram esclarecimentos sobre sua aplicação, durante o exame da política comercial brasileira, encerrada ontem com a entrega de 316 páginas de respostas de Brasília.</p>
<p>Segundo o mediador do exame, o embaixador húngaro Istvan Major, o sentimento geral dos parceiros foi de que o Brasil, apesar da desaceleração econômica, &#8220;tem muito boas chances de resistir muito melhor na crise do que os outros&#8221;. Para ele, &#8220;o Brasil é um modelo a ser seguido&#8221;.</p>
<p>Uma &#8220;apreciação generalizada&#8221; foi manifestada sobre a decisão do país de &#8220;resistir a pressões protecionistas&#8221; ao não expandir a abrangência de licenças de importação não-automáticas. Mas várias delegações questionaram demandas atuais de licença. O Brasil respondeu que está tomando medidas para minimizar o impacto das licenças e que não tem intenção de impor novas exigências sobre uma lista maior de produtos.</p>
<p>Países pobres se manifestaram em peso elogiando o Brasil, mas também cobraram a promessa de acesso livre de cotas e tarifas para seus produtos no mercado brasileiro, feita no âmbito da Rodada Doha, que está longe de terminar.</p>
<p>O relatório dos economistas da OMC, que inclui o brasileiro Alberto Bueno, apontou o aumento da presença do Estado nos financiamentos e a suspeita de que as taxas de juros cobradas pelos bancos oficiais embutem subsídios que atropelariam as regras internacionais. Mas a reação foi bem tímida, no rastro da crise atual. Segundo o mediador, poucos países indagaram sobre os programas de financiamento à exportação que teriam &#8220;algumas distorções no comércio&#8221;.</p>
<p>Em relação ao exame realizado em 2004, a conclusão foi de que a política comercial hoje é mais aberta, que a burocracia persiste, mas diminuiu, e a modernização está em curso nas aduanas. Sobre a pouca transparência em regulações técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias, o mediador disse que &#8220;são problemas não só do Brasil, mas de outros países também&#8221;.</p>
<p>O exame do Brasil provocou 800 questões, muitas delas refletindo preocupações bem específicas. A China recusa há meses prorrogar um acordo com o Brasil pelo qual restringe voluntariamente exportações de têxteis e vestuário para o país. O resultado é que aumentarão as medidas antidumping contra os chineses. Assim, sem surpresas Pequim indagou sobre uma suposta cláusula de &#8220;interesse nacional&#8221; que a Câmara de Comércio Exterior usaria para decisão final nos casos de dumping. O Brasil respondeu que as sobretaxas só visam combater o dumping que causa prejuízos à indústria nacional.</p>
<p>Os Estados Unidos, o Canadá e o México, sócios no Nafta, apareceram com um extenso comentário sobre a importância de países produtores de aço &#8220;não influírem nas exportações&#8221;, nem limitarem as importações. O Brasil retrucou que só monitora o preço do aço importado. E que está preocupado com a implementação do &#8220;Buy America&#8221; aplicado aos siderúrgicos.</p>
<p>Entre as inúmeras perguntas da União Europeia, uma foi sobre o que o Brasil está fazendo para assegurar produção sustentável de biocombustível, incluindo respeito a padrões trabalhistas e implicação na mudança do uso da terra. A resposta foi de que a ocorrência de &#8220;práticas de trabalho ilegal em plantações de açúcar são residuais&#8221;, que a expansão da cana de açúcar é em áreas degradadas e que o governo tem um plano agroecológico que dirá onde o cultivo de cana será proibido, autorizado ou encorajado.</p>
<p>A UE quis saber em detalhes também o estado e as condições de negociações de acordos do Mercosul com a Índia, a África do Sul e outros países. E perguntou se o bloco pretende incluir cláusulas sociais e trabalhistas nos acordos. A resposta foi &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Cingapura, um paraíso fiscal, quis saber porque o Brasil cobra 25% na repatriação de ganhos para países com baixos impostos, comparado a 15% para outros países. O Brasil explicou que carrega mais na taxa no fluxo de capital com os paraísos fiscais para prevenir evasão fiscal.</p>
<p>O Canadá, um dos grandes exportadores agrícolas, perguntou sobre o impacto da crise atual sobre os produtores agrícolas brasileiros. A delegação brasileira respondeu que a liquidez está melhorando, mas a produção de grãos cairá 6,4% e há preocupações sobre a demanda e preços externos.</p>
<p>A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores de lácteos, quis saber a racionalidade de o Mercosul, hoje exportador desses produtos, aplicar taxa bem maior na importação, de 18,8%. O Brasil respondeu que enquanto persistirem os subsídios para lácteos no comércio internacional, a taxa não diminuirá.</p>
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		<title>Aumento de dose</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 12:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Celso Ming &#8211; O Estado SP
O ex-ministro Delfim Netto vai ter agora de encomendar uma missa ecumênica. Foi o que ele prometeu publicamente caso o Banco Central (BC) tesourasse os juros básicos em 1,5 ponto porcentual, o que ontem aconteceu.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/aumento-de-dose/10057/" rel="attachment wp-att-10057" title="juros_marco2009.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/aumento-de-dose/10057/" rel="attachment wp-att-10057" title="juros_marco2009.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/juros_marco2009.jpg" alt="juros_marco2009.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Celso Ming &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O ex-ministro Delfim Netto vai ter agora de encomendar uma missa ecumênica. Foi o que ele prometeu publicamente caso o Banco Central (BC) tesourasse os juros básicos em 1,5 ponto porcentual, o que ontem aconteceu.</p>
<p>É verdade que, nas últimas semanas, cresceu o cordão dos analistas que apostavam em cortes de até 2 pontos porcentuais. Mas o BC não é de tacadas assim.</p>
<p>Essa dose do corte, de 1,5 ponto, já reflete uma inusitada agressividade da autoridade monetária, o que não deixa de ser surpreendente para quem acompanha a posição, sempre tão conservadora, da atual direção. Surpreendeu até mesmo Delfim, experiente operador e observador da política econômica brasileira.</p>
<p>O BC foi surpreendente porque também a violência da crise atropelou as previsões dos seus diretores, que vinham fazendo dueto com o presidente Lula no samba da marolinha. Se não tivesse sido surpreendido, o BC teria se dado ao trabalho de administrar as expectativas dos agentes econômicos de maneira a que contassem previamente com o corte mais drástico.</p>
<p>O conteúdo do comunicado divulgado logo após a reunião parece passar a mensagem de que o tratamento de choque monetário (ou quase isso) ontem adotado se justifica porque a crise desembarcou no País mais braba do que o esperado, fator que deverá segurar o consumo interno e, assim, atrofiar no ovo a inflação que poderia tomar corpo.</p>
<p>Mas o que mais importa agora é olhar para a frente. Esta é uma questão que ficou especialmente importante por duas razões. Primeira, porque esta diretoria do BC não é de trabalhar aos solavancos. Sempre preferiu seguir mais devagar para poder ir mais longe. Significaria isso que está disposta a manter cortes de 1,5 ponto porcentual por vez, em mais uma ou duas reuniões do Copom? Aparentemente, não.</p>
<p>Em segundo lugar, não está tão claro que a inflação esteja sendo empurrada para dentro da meta, como parece indicar a atual curva de juros do mercado.</p>
<p>Tal como aferido pelo levantamento semanal do BC (Pesquisa Focus), o mercado espera para este ano uma inflação de 4,57%, ainda acima da meta. Além disso, os números do IPCA de fevereiro ontem divulgados pelo IBGE mostram que o avanço do custo de vida continua desproporcionalmente elevado: de 0,55% no mês e de 5,90% em 12 meses. Essas considerações sugerem que o contra-ataque à alta de preços teria de ser retomado.</p>
<p>O comunicado do Copom deixa claro que o impacto da crise global sobre a economia brasileira está sendo muito maior do que o anteriormente calculado pelo próprio BC.</p>
<p>Pode-se deduzir que o estancamento do crédito externo a partir da quebra do Lehman Brothers, em setembro (e isso não ficou explícito no comunicado), prejudicou o crédito interno, um dos conduítes da política de juros do BC. Assim, deve ter ficado mais importante reforçar a oferta de moeda na economia de modo a compensar a perda de eficácia da política de juros.</p>
<p>O próprio BC deixou claro que não se deve esperar por novos cortes automáticos dos juros básicos nas proporções ontem determinadas. O que vier depende do comportamento futuro da economia e do efeito da expansão monetária iniciada em janeiro.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/aumento-de-dose/10058/" rel="attachment wp-att-10058" title="inflacao_marco2009.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/inflacao_marco2009.jpg" alt="inflacao_marco2009.jpg" /></div>
<p></a></p>
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		<title>Commodities agrícolas seguirão acima da média histórica, projeta USDA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 13:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR
As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" alt="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR</strong></p>
<p>As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).</p>
<p>A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do ano passado, quando commodities como milho, trigo, soja e arroz atingiram máximas históricas. Joseph Glauber, economista-chefe do USDA, disse que o impacto da crise econômica sobre o consumo de alimentos deprimiu temporariamente os preços das commoditie agrícolas, mas advertiu que os preços deverão permanecer bem acima da média nos oito anos desde 2000.</p>
<p>Glauber disse que as perspectivas são &#8220;de um retorno de preços mais altos&#8221;, pois algumas das pressões que motivaram os aumentos no ano passado e um crescimento relativamente forte em mercados emergentes &#8220;voltarão a desempenhar um papel importante&#8221; neste ano ou no início de 2010. &#8220;Este será novamente um ano difícil [para países pobres]&#8220;, disse ele.</p>
<p>O USDA prevê que os preços do trigo na porteira, nos EUA, ficarão abaixo do nível recorde em 2008, mas acima da média do biênio 2006-2007, quando as cotações começaram a subir e chegaram a desencadear uma crise alimentícia mundial.</p>
<p>A perspectiva de preços mais altos era uma particular preocupação para países em desenvolvimento exatamente no momento em que a crise econômica impactou suas perspectivas, foi dito à conferência. Os comerciantes de alimentos advertiram que alguns países africanos estão defrontando-se com dificuldades para garantir suas importações de commodities alimentícias em meio a um crédito apertado.</p>
<p>Christopher Delgado, um consultor para políticas agrícolas no Banco Mundial, advertiu a conferência que, apesar de uma queda nos preços dos alimentos, os preços do milho estão pelo menos 40% acima da média do período 2003-2006, e os preços do arroz estão 100% mais altos. &#8220;A crise de alimentos não foi embora&#8221;, disse ele. &#8220;Na realidade, ela está voltando&#8221;.</p>
<p>O número de pessoas famintas no mundo, no ano passado, saltou para quase 1 bilhão, devido ao impacto da crise mundial de alimentos, quando foram registrados preços recordes para commodities agrícolas e manifestações de protesto nas ruas contra a falta de alimentos em vários países &#8211; do Haiti a Bangladesh. O impacto de longo prazo da crise de alimentos deverá induzir os países a adotarem políticas alimentícias mais protecionistas.</p>
<p>Uma preocupação central continua a ser com as proibições a exportações que alguns grandes vendedores de commodities agrícolas impuseram nos últimos 18 meses. O Vietnã, segundo maior exportador de arroz do mundo, anunciou na na semana passada uma proibição de quatro meses à vendas de arroz no exterior. Na Argentina, cresceram as especulações de que o governo poderá criar um &#8220;diretoria de comércio&#8221; para grãos e sementes oleaginosas, visando assumir maior controle sobre um setor da economia crucial na geração de receitas e permitir ao governo estabelecer pisos para os preços.</p>
<p>Wayne Jones, diretor de mercados agrícolas e alimentícios na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED), disse que os países em desenvolvimento estão migrando &#8220;de importação para terceirização&#8221; da produção em terras agrícolas, e de &#8220;intervenções privadas para públicas nos mercados&#8221;. &#8220;Para países de baixa renda e importadores de alimentos, essa [transição rumo a preços mais altos de produtos agrícolas] é assustador&#8221;, disse ele.</p>
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