01/02/2008 - 11:14h Carnaval: número de turistas deve crescer 15%

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Secretário de Turismo espera visita de 735 mil pessoas e a estimativa é que eles gastem R$ 870 milhões no Rio

Jacqueline Costa e Luiz Ernesto Magalhães

O GLOBO

Pelo menos no que se refere ao turismo, este carnaval será melhor que àquele que passou.
Segundo o secretário municipal de Turismo, Ruben Medina, 735 mil visitantes passarão a folia no Rio. Ainda de acordo com o secretário, em comparação a 2007, o número é 15% maior, principalmente por influência do turismo náutico. A estimativa é de que eles gastem US$ 500 milhões (cerca de R$ 870 milhões) por aqui até o fim da próxima semana.
De sábado a terça, dez transatlânticos vão passar pelo Rio de Janeiro. Mais de 39 mil pessoas movimentarão o Píer Mauá durante a folia e a expectativa de gastos só dos turistas marítimos na cidade gira em torno de US$ 17,4 milhões, o equivalente a R$ 24 milhões.
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20/01/2008 - 13:20h IPTU: moradores do Rio fazem passeata e recolhem assinaturas para abaixo-assinado


 

 

Júlia Motta – O Globo e O Globo OnlineRIO – Cerca de 300 moradores do Rio de Janeiro participam de uma manifestação contra o aumento do IPTU e a desordem urbana no município, na orla do Leblon, Zona Sul da cidade, na manhã deste domingo. Enquanto a maior parte do grupo faz uma passeata pela orla, alguns manifestantes recolhem assinaturas para um abaixo-assinado que será enviado ao Ministério Público. Os moradores pedem que seja apurada o destino dos recursos do IPTU dado pela Prefeitura, uma vez que, segundo eles, a cidade vive um quadro de abandono.

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20/01/2008 - 11:46h Demos: Façam o que eu digo e não o que eu faço!


Os demos Gilberto Kassab e Cesar Maia: em comum aumento da carga tributária

A população do Rio de Janeiro está revoltada contra Cesar Maia e começou uma greve de IPTU. Os cariocas consideram abusivo o alto imposto e pouco o retorno do que arrecada o Demo Cesar Maia. Os jornais, O Globo, Extra, Jornal do Brasil dedicam espaço diário à revolta da população contra o prefeito de Rio.

Em São Paulo, o Demo Kassab se ufana de arrecadar o dobro do orçamento de Marta Suplicy e tem, no prefeito internauta do Rio, um dos principais apoios à sua candidatura à prefeitura de São Paulo.

A ambos e aos Demos em seu conjunto se aplica a perfeição a frase: façam o que eu digo e não o que eu faço!

A principal bandeira, quase a única, do mantra dos Demos é a carga tributária… dos outros.

Poderia-se pensar que a luta dos demos contra os impostos é uma espécie de autocrítica. Quando eram governo com FHC ocorreu a maior alta da carga tributária em relação a riqueza produzida no Brasil: ela foi de 22% do PIB a 36% no fim do mandato em 2002 (cito as cifras de memória).

Mas não é autocrítica não. É hipocrisia. Vendem uma coisa e fazem outra. Leia a seguir o artigo do jornal O Estado de São Paulo que prefere falar dos Maias, para melhor proteger Kassab , os Demos e o PSDB. (porque não indicar, por exemplo, que os domicílios isentos de IPTU em São Paulo passaram de 1.200 milhão na gestão Marta, a 900 mil hoje por conta do reajuste do valor venal dos imóveis).

Mesmo assim vale a leitura

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17/12/2007 - 17:01h Fadiga de material: Rejeição a Cesar Maia sobe de 25% para 31%

Prefeito do Rio de Janeiro, que está no terceiro mandato, tem aprovação de 33% dos 640 ouvidos pelo Datafolha

Entrevistados deram à administração nota 5,1, em média, e disseram que principais problemas da cidade são segurança e saúde

SERGIO COSTA
DA SUCURSAL DO RIO
FOLHA DE SÃO PAULO

Em seu terceiro mandato na Prefeitura do Rio de Janeiro e há quase sete anos consecutivos no poder, Cesar Maia (DEM) enfrenta hoje o crescimento da reprovação a seu governo, segundo a pesquisa do instituto Datafolha realizada no final de novembro.
A gestão é avaliada como ruim ou péssima por 31% dos entrevistados -seis pontos percentuais a mais do que no último levantamento (25%), realizado em março deste ano.

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26/10/2007 - 12:04h Cesar Maia parou 64% das obras de contenção, disse JB

Não foi fatalidade

Duilo Victor e Renata Victal

A Meta Anual de Trabalho da Geo-Rio, no começo do ano, era clara: seria necessário fazer obras em 38 encostas, incluindo drenagem e recuperação. No entanto, apenas 14 frentes estão sendo realizadas. As outras 24 estão paradas, sem nenhuma previsão. Já o programa de manutenção e recuperação de obras existe, mas não chegou a ser executado. Estavam previstas quatro recuperações e manutenções. A informação, levantada pela equipe do vereador Eliomar Coelho (PSOL), foi confirmada pelo diretor de obras da Geo-Rio, Márcio Machado, e talvez explique o desmoronamento de 7 mil toneladas de terra nas entradas de duas galerias do Rebouças na manhã de quarta-feira.

- Temos em andamento 14 contratos que resultam em 35 frentes de trabalho. Estamos investindo cerca de R$ 7 milhões em contenção. São obras preventivas e corretivas – garante.

Na avaliação do engenheiro, o trabalho mais importante é o que está sendo realizado na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras.

- Ali há o risco de desplacamento de laje rochosa ao lado da Universidade Santa Úrsula. Também concluímos uma obra importante na Rocinha. Todas estas obras são importantes porque evitam gastos maiores de obras emergenciais. Elas devem ser feitas – avalia.

Apesar das boas intenções do diretor, as obras não são realizadas por falta de verba. Foi a constatação de auditores do Tribunal de Contas da União. Uma inspeção realizada pelos auditores no Programa de Contenção de Encostas da prefeitura entre 1996 e 2006 revelou que obras sem caráter emergencial eram empurradas para o orçamento dos anos seguintes, e o que era preventivo tornava-se urgente. Os números mostram que, em 1996, a Geo-Rio gastou R$ 43,547 milhões em obras do programa e que, no ano passado a quantia despencou para R$ 2,598 milhões.

É justamente uma obra emergencial, ainda sem custo estimado, que será realizada para a remoção de lama na entrada do Rebouças e contenção daquela encosta. Com duração prevista de seis meses, ela só terá início quando a chuva cessar. De acordo com o diretor da Geo-Rio, serão construídos três muros de contenção atrás do já existente em cima do túnel.

- Já estamos elaborando o projeto. Vamos fazer outros três muros, em níveis diferentes, para não ter nenhuma possibilidade de novo desmoronamento – explicou um solícito Machado.

A expectativa do secretário municipal de Obras, Eider Dantas, é de reabrir o trânsito no túnel em, no máximo 72 horas.

- Só vamos liberar o trânsito no túnel entre 48 e 72 horas depois que a chuva parar. Vamos trabalhar com uma margem de segurança – argumenta.

Hoje, técnicos da prefeitura vão colocar um corante em duas tubulações, de duas polegadas cada, encontradas em meio à terra no alto do túnel. O objetivo é descobrir a origem da água.

Visivelmente irritado com a insistência da equipe do JB, que queria saber a localização dos canos para seguir até lá e fotografá-los, ele não titubeou:

- Você pode subir de carro e pedir autorização para o tráfico.

12/09/2007 - 00:47h blefe? Sérgio Cabral afirma que pode ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro

Aloysio Balbi – O Globo

Foto: arquivo

CAMPOS – O governador Sérgio Cabral disse na tarde desta terça-feira, durante a inauguração da ponte sobre o Rio Paraíba do Sul, em Campos, que pode renunciar ao mandato e sair candidato à Prefeitura do Rio nas eleições do ano que vem. Segundo Cabral, o Rio não pode interromper a continuidade de parceria com o governo federal, risco que corre caso seja eleito um candidato da aliança do ex-governador Garotinho com o prefeito Cesar Maia, ambos ferrenhos adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Vou para o sacrifício se necessário. Não estou blefando. Deixo o Governo e disputo para ganhar a Prefeitura do Rio – afirmou.

O vice-governador do Rio, Pezão, que acompanhava Sérgio Cabral, disse que o assunto começou a ser discutido há dois dias:

- Se as eleições fossem amanhã, a estratégia seria essa. Eu estou pronto para governador o Rio.

07/09/2007 - 13:09h Monstros na cama

LUIZ GARCIA

O Globo (para assinantes)

Primeiro, cultura para o povo: a expressão “estranhos companheiros de cama” não tem, na origem ou no uso corrente, qualquer conotação de safadagem. Graças à erudição instantânea que nos oferece o Google, podemos informar que ela tem berço shakespeariano.

A mais antiga referência conhecida aparece em “A tempestade”, a propósito de um náufrago que desperta em terra firme e se vê na companhia de um monstro, um “strange bedfellow”.

Em português, a expressão mais parecida é união dos contrários. Não tem a mesma graça.

A partilha de travesseiros hoje ensaiada pelo prefeito Cesar Maia, dos Democratas — “dems” na intimidade — e o ex-governador Anthony Garotinho, do PMDB, tem o objetivo imediato de garantir que prefeituras importantes na Baixada Fluminense não caiam ou não continuem nas mãos do PT a partir de 2008.

Num mundo que sabemos não existir, a manobra seria repelida pelo eleitorado em qualquer etapa eleitoral. Afinal, Cesar e Garotinho, sempre cobertos de razão, já disseram um do outro coisas que o Papa não fala de Satanás.

Do prefeito sobre o ex-governador, por exemplo: “Nunca se viu, dentro de um governo, uma concentração de corrupção tão grande” (2004). Ou: “Só otário acredita em Garotinho nesta altura do campeonato” (2006).

E de Garotinho sobre Cesar: “A natureza dele é de confronto, beligerante… a coisa mais desagregadora da História.” Ou: “Ele não consegue explicar como é que mora num apartamento de R$ 1 milhão com salário de prefeito.” O petista Edson Santos, possível candidato a prefeito, definiu a aproximação entre prefeito e exgovernador como “abraço de coveiro”. Boa imagem.

Provavelmente custará a Edson um caixão de votos na região do Caju.

Exemplos de estranhas companhias em palanque não são raros na política brasileira. Com certeza, é algo que tem tudo a ver com a natureza do sistema partidário, tão fragmentado que o sucesso eleitoral exige acordos para todos os lados. Não se tem notícia de que uma aliança em qualquer nível — do municipal ao nacional — tenha fracassado porque o eleitor, com raiva e nojo, rejeitou o artificialismo das alianças. Pena.

No caso fluminense, a aproximação entre Cesar e Garotinho tem complicador curioso. A meta principal da união desejada é evitar o crescimento do PT no estado. Acontece que, pelo menos até agora, o governador Sérgio Cabral — do PMDB como Garotinho — está de namoro ostensivo com o presidente Lula, do mesmo PT.

Bastante confuso. Mas, em política, amanhã e depois de amanhã não falam a mesma língua. A aproximação com o DEM (que nome, que nome) pode ser conveniente para Sérgio mais adiante.

Desde, é claro, que não encha demais a bola de Garotinho, indesejável companheiro de palanque.

Podemos ficar por aqui um tempão, enumerando entretantos. Mas isso é ofício de analistas políticos.

Num exercício modesto de cidadania, limitemonos a mostrar um metro de estranheza e dois quilos de nojo ante a facilidade com que nossos homens públicos insistem em confirmar suas folhas corridas pulando, com tanta naturalidade e desfaçatez, uns nas camas de outros.

Merecem, todos, acordar na companhia de monstros shakespearianos.